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THM

ESTRUTURA

3.1 - GENERALIDADES
3.1.1. DESCRIÇÃO DOS SUBCONJUNTOS DA ESTRUTURA
3.1.2. PRINCIPAIS CAVERNAS E PLANOS DE REFERÊNCIA DA AERONAVE
3.1.3. DIMENSÕES DAS PORTAS DE ACESSO À CABINE E CAPACIDADE DE CARGA DO PISO
3.1.4. PONTOS DE REFERÊNCIA DA ESTRUTURA
3.1.5. ACESSOS, JANELAS DE INSPEÇÃO E TOMADAS

3.1.6. CONFIGURAÇÕES ESPECIAIS

3.2 - PRINCIPAIS COMPONENTES ESTRUTURAIS


3.2.1. PROTEÇÃO CONTRA IMPACTOS
3.2.2. PISO MECÂNICO
3.2.3. CAPÔS
3.2.4. ESTRUTURA TRASEIRA
3.2.5. ESTABILIZADOR HORIZONTAL

3.3 - PORTAS
3.3.1. PORTAS DO PILOTO E DO CO-PILOTO
3.3.2. PORTAS LATERAIS PLACANTES

3.4 - PORTA TRASEIRA E SAÍDAS DE EMERGÊNCIA

3.5 - SISTEMA DE INDICAÇÃO DE FECHAMENTO DAS PORTAS E CAPÔS


3.5.1. PRINCÍPIO OPERACIONAL DOS DETECTORES DE PROXIMIDADE
3.5.2. SISTEMA DE INDICAÇÃO DO RADOME E DOS CAPÔS DA CTP E DOS MOTORES
3.5.3. SISTEMA DE INDICAÇÃO DAS PORTAS DE ACESSO

3.1
THM

3.1 - GENERALIDADES Capôs


Estrutura traseira
A fuselagem do AS 332 é de concepção monocoque
com estruturas e revestimento trabalhantes, compre-
endendo:
· posto de pilotagem
· estrutura principal (cabine)
· estrutura intermediária
· estrutura traseira Estrutura intermediária
Os capôs cobrem a parte superior da aeronave. As Estrutura principal Carenagens
carenagens protegem os trens de pouso.
Posto de pilotagem

3.1.1. DESCRIÇÃO DOS SUBCONJUNTOS DA ESTRUTURA

CAPOTA - JANELAS E PORTAS Porta do posto de pilotagem

· Capota e portas: estrutura soldada


(estrutura da capota desmontável).
· 2 portas de acesso ao posto de pilotagem
(direita e esquerda).
· 2 portas de acesso à cabinede carga
(direita e esquerda) em KEVLAR.
· 1 porta traseira para carregamento, em
KEVLAR.
Porta da cabine de carga Porta traseira
Capota Janelas

ESTRUTURAS PRINCIPAL E INTERMEDIÁRIA


Piso mecânico
As estruturas principal e intermediária são
em três partes indissociáveis e de con- Estrutura superior
cepção clássica:
- a estrutura superior
- a estrutura inferior (barca)
- a estrutura intermediária
Possuem cavernas reforçadas (A, B, C, D,
E) onde são fixadas as barras de suspen-
são do mastro do rotor principal, os moto-
res e os trens de pouso principais.
O piso dos compartimentos dos motores é A B C D E
em titânio.
Estrutura inferior

Estrutura intermediária

ESTRUTURA TRASEIRA
· Cone de cauda e deriva vertical de concep- Estabilizador horizontal
ção clássica.
· O cone de cauda, desmontável, é aparafu- Deriva vertical
sado na caverna de junção da estrutura in- Caverna de junção
termediária.
· O estabilizador horizontal em metal ou
material composto possui uma aleta em
laminado que alinha os filetes de ar no
extradorso em incidências elevadas.
· A deriva inferior em liga leve possui um
esqui em fibra de vidro.
· A bequilha em aço protege a estrutura tra-
seira durante os pousos muito cabrados. Um Cone de cauda Deriva inferior Bequilha
amortecedor instalado na bequilha absorve
os esforços.

3.3
THM

3.1.2. PRINCIPAIS CAVERNAS E PLANOS DE REFERÊNCIA DA AERONAVE


As referências da aeronave são determinadas por três
planos X, Y, Z..

• X: plano vertical situado a 4,67 m à frente do centro do


rotor principal, perpendicular ao eixo da aeronave.
Referência das cotas longitudinais.
• Y: plano de simetria da aeronave.
Referência das cotas laterais.
• Z: plano horizontal tendo como referência
o piso da cabine.
Referência das cotas verticais.

X(-) X(+)
5°00 (ângulo do mastro do
4.67 m rotor principal)

Z (+)

Z (-)
3245
1715
– 630

14090
2480

9000
6815

12964
5295
3855

Parede do posto Caverna de


de pilotagem Cavernas junção
principais

Y(+)

Y(-)

3.4
THM

3.1.3. DIMENSÕES DAS PORTAS DE ACESSO À CABINE E CAPACIDADE DE CARGA

6,81 m

1,47 m 1,35 m
1,35 1,55 m

1,30 m

0m
1,9

3
VOLUME DA CABINE: 13.42 m 3

1,80 m 1,60 m

0,70 m

0,98 m

Área do piso da cabine: 9.18 m 2

Peso máximo no piso da cabine: 1500 kg/m²


3 3

2
1

Os painéis do piso são em colméia ( NIDA) metálico. - Equipamentos elétricos


- Equipamentos hidráulicos e comandos de vôo.
Os painéis do piso são fixos na estrutura inferior,
permitindo o acesso aos seguintes equipamentos: Nestes painéis são implantados diferentes sistemas
de fixação:
- Compartimentos dos tanques de combustível e - anéis de amarração (1)
bomba de transferência. - fixações para os tanques de translado (2)
- inserções para trilhos dos bancos (3).
3.5
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3.1.4. PONTOS DE REFERÊNCIA DA ESTRUTURA

( 1 ) Pontos de levantamento
O helicóptero é equipado com 3
pontos de levantamento onde
se conectam as 3 rótulas de
levantamento.

Caverna 2480
C
B
Caverna 6815

Rótulas de
levantamento Macaco

( 2 ) Pontos de alinhamento
Os pontos de alinhamento são materializados - B : ao nível da caverna 7225
por furos de 2 mm de diâmetro feitos na parte - C : ao nível da caverna 11751
inferior e no eixo longitudinal da estrutura: A projeção no solo destes pontos permite controlar o
- A: ao nível da caverna 1820 alinhamento entre a estrutura principal e a estrutura
traseira.
( 3 ) Nivelamento
Os planos de referência da aeronave utilizados pa- · Longitudinal com uma luneta: o plano horizontal
ra nivelamento são: passando pelas 2 plaquetas de visada extremas da
· Lateral com o clinômetro: o piso da cabine con- estrutura principal.
tra a caverna 5295.

Placas de visada

Tubo de visada

Clinômetro

( 4 ) Placas de visada
Ciblas posicionadas na estrutura principal e no co-
ne de cauda permitem controlar a geometria do
conjunto da estrutura.

3.6
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3.1.5. ACESSOS, JANELAS DE INSPEÇÃO E TOMADAS

Capôs da transmissão traseira

Passarela de acesso ao lado esquerdo

Plataformas de manutenção
(capôs dos motores abertos)

Capô da entrada de ar
(desliza para frente)
Escadas de
serviço

Capô deslizante

Acesso ao piso mecânico

Degraus
Tomadas de fonte
externa elétrica
Radome
Dreno e filtro do grupo (Acesso à bateria e
de tanques do lado esquerdo aos drenos do Pitot)

Tomada de fonte externa hidráulica esquerda

Porta de acesso à estrutura da deriva vertical

Acesso aos
compartimentos Acesso ao sistema de combustível
sob o piso

Tomada de fonte externa hidráulica direita

Bocal de abastecimento Bocal de abastecimento


(grupo esquerdo) (grupo direito)

3.7
THM

3.1.6. CONFIGURAÇÕES ESPECIAIS

(1) Reboque e Manuseio no solo


O garfo de reboque conectado ao trator permite des-
locar o helicóptero em áreas onde ele pode evoluir
normalmente, com o rotor girando.

Esse garfo de reboque é equipado com um fusível


que protege o nariz da aeronave e o trem de pouso
em caso de esforços excessivos.

Um outro garfo é previsto para as manobras à mão.

( 2 ) Estacionamento por um longo período


2 anéis de amarração na caverna 1715 (A) e 2 anéis
C nos eixos do trem de pouso principal (B) são previs-
tos para uma amarração normal.

Duas ferragens na caverna 6815 (C) permitem o re-


forço da amarração normal.
B

3
(3) Capas e obturadores
5
1 - Capa da capota 4
2
2 - Capa das entradas de ar
3 - Capa da cabeça do rotor principal
4 - Obturador do escapamento 6
5 - Disp. imobiliz. pás do rotor de cauda
6 - Amarração para as pás 1
7
7 - Obturadores da tomada estática
8 - Obturadores do Pitot

( 4 ) Içamento

Quando a aeronave estiver com peso vazio e as pás


do rotor principal removidas, ela pode ser içada pela
cabeça do rotor principal utilizando-se um gancho.
Para manter a aeronave nivelada, deve-se colocar o
lastro em diferentes locais em função das opções.
Duas cordas de apoio permitem orientar a aeronave
durante as manobras.

3.8
THM

3.2 - PRINCIPAIS COMPONENTES ESTRUTURAIS


1 2 3 4 5 6 7 8 9

10

28

27
11

26 12

13

14
15
25 16
17

24 18

23

19
22 21 20

Liga leve Perpex (vidros triplex para os painéis do pára-brisas


do piloto e do co-piloto)
Kevlar
Estrutura em sanduíche: colmeia metálica/ revestimento metálico
Titânio
Material composto, revestimento de sanduíche de colméia

1 - Capô deslizante da entrada de ar 15 - Estrutura intermediária


2 - Paredes de fogo 16 - Porta traseira
3 - Capô do motor 17 - Porta da cabine
4 - Piso mecânico 18 - Piso da cabine
5 - Capô deslizante da CTP 19 - Carenagem do trem de pouso
6 - Estrutura superior 20 - Degrau
7 - Capô fixo da transmissão traseira 21 - Calha de proteção das tubulações hidráulicas
8 - Carenagens da transmissão traseira 22 - Estrutura inferior
9 - Carenagem da CTT 23 - Revestimento do compartimento do tanque
10 - Carenagem da deriva vertical 24 - Piso do posto de pilotagem
11 - Estabilizador horizontal 25 - Radome
12 - Bequilha (aço) 26 - Porta do co-piloto
13 - Deriva inferior 27 - Capota
14 - Cone de cauda 28 - Carenagem dianteira fixa (Teto do posto de pilotagem)

3.9
THM

3.2.1. PROTEÇÃO CONTRA IMPACTOS

As cavernas reforçadas que suportam os


pontos de ancoragem dos elementos
pesados tais como os motores, a CTP,
os trens de pouso, formam, com os
painéis do piso reforçados da cabine e
do posto de pilotagem, uma estrutura
resistente a velocidades de impacto
muito elevadas.

3.2.2. PISO MECÂNICO


O piso mecânico constituído por painéis em liga leve e
em titânio para os compartimentos dos motores, separa
a cabine dos equipamentos e conjuntos mecânicos.
Painéis verticais em titânio isolam os compartimentos dos
motores (áreas quentes) do compartimento traseiro.

Suporte do extintor de
incêndio

Ferragem de
fixação da barra de
suspensão
Suporte da central
hidráulica direita

Parede de fogo
Pontos de fixação
do guincho de
Flapes de ventilação manutençào
dos compartimentos
dos motores Suporte da central
hidráulica
Trilhos dos capôs da esquerda
entrada de ar

Chapas de suporte do motor

3.1
THM

3.2.3. CAPÔS
3
Os motores, assim como todos os componentes monta-
dos no piso mecânico, são protegidos por capôs com
perfil aerodinâmico: 2
· Capô deslizante das entradas de ar (1),
· Capôs dos motores (2), 1
· Capô deslizante da CTP (3).

Pelo sistema de travamento, o capô deslizante (3) deve


sempre ser aberto primeiro.

( 1 ) Capô deslizante da CTP

2
1
3 4

12 6

10

11

10
9
8

13

14

1 - Sapata (desliza no trilho no capô traseiro fixo) 8 - Punho dobrável para operar os ganchos de travamento (7)
2 - Pinos-guia de fechamento do capô (fixos 9 - Visor do nível de óleo de CTP
nos batentes no piso mecânico) 10 - Visor de nível de fluído hidráulico (esquerdo e direito)
3 - Capô (material composto) 11 - Punho para operar o capô
4 - Porta acionada por mola para acesso em caso de fogo 12 - Pinos-guia de fechamento do capô (fixos
5 - Tubo de suporte de articulação de comando em batentes no piso mecânico)
6 - Fixações dos batentes amortecedores (esq. e dir.) 13 - Trava de segurança do capô
7 - Ganchos de travamento (se fixam em travas 14 - Roletes para os trilhos do piso mecânico
nos capôs dos motores fechados)

3.11
THM

3.2.3. CAPÔS (Continuação)

( 2 ) Capôs do motor Os capôs dos motores, articulados na es-


trutura por dobradiças, fazem o papel de
Trava do capô passarelas de manutenção por montantes
Parede de fogo axial quando estão abertos e travados.

O travamento de um capô na posição "fe-


chado" é realizado na seguinte ordem:
· Engate do gancho (5) na armela da pare-
de de fogo manobrando-se o punho (7)
· Engate do gancho (2) na armela da pare-
de de fogo e do pino (1) na armela do con-
sole da entrada de ar manobrando-se o pu-
nho (3); o gancho (5) é então travado por
um dispositivo de segurança.
Haste de retenção Defletor da válvula de sangria
Duas presilhas de desengate rápido (12) so-
lidarizam os dois capôs.

5 6
4
3
2
1

10

12

11

1 - Pino-guia 8 - Dobradiça de articulação do capô


2 - Gancho de travamento 9 - Trava para manter o capô aberto
3 - Punhos de travamento (1) e (2) 10 - Dobradiça do capô
4 - Presilha de desengate rápido 11 - Haste para manter o capô aberto
5 - Gancho de travamento e dispositivo de segurança Os itens acima estão montados nos dois capôs dos motores
6 - Pinos-guia do capô deslizante (lados esq. e dir.) 12 - Presilha de desengate rápido
7 - Punho de travamento (4)

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THM

3.2.3. CAPÔS ( Continuação)

( 3 ) Capô deslizante das entradas de ar

É uma estrutura perfilada em material composto e


nomex. As duas entradas de ar do motor são equi-
padas com telas ou, opcionalmente, com equipa-
mento polivalente antiareia e antigelo.

A parte inferior compartimentada assegura a venti-


lação dos componentes dos motores pelas entra-
das de ar laterais assim como a ventilação e o a-
quecimento da cabine pela entrada de ar central.

Para se ter acesso aos compressores dos motores,


o capô, montado sobre trilhos, desliza para frente a- PISO MECÂNICO
pós a abertura de 3 travas.

Travas

Trilhos guia

Canaleta (impede que a água da chuva na superfície entre no duto de


ventilação e na entrada de ar do motor)

Rolete
TELAS DA ENTRADA
AIR INTAKE SCREENSDE AR

A parte inferior das telas é dupla. É nesta área que se


produz, na tela externa, a maior formação de gelo. As
placas de gelo que se descolam da tela externa são Rolete
fragmentadas pela tela interna. Assim, os compres-
sores são protegidos de grandes impactos.

3.13
THM

3.2.4. ESTRUTURA TRASEIRA

Pontos de fixação da CTT

Pontos de fixação do estabilizador

Pontos de fixação da caixa de


transmissão intermediária
Suportes dos rolamentos
dos eixos de transmissão

Orifícios para verificação com


boroscópio e janelas de inspeção

Deriva inferior

3.2.5. ESTABILIZADOR HORIZONTAL

ESTABILIZADOR METÁLICO

Janela de inspeção
ESTABILIZADOR EM MATERIAL COMPOSTO

O estabilizador em material composto consiste de 5


longarinas em sanduíche metálico nas quais o intra-
dorso e o extradorso em saduíche de colméia (No-
mex/liga leve) são colados. O tubo longarina em fi-
Parafusos bra de carbono é colocado nos cortes da nervura. No
intradorso, há orifícios para verificação com boroscópio.

O estabilizador metálico é de concepção convenci-


onal com longarinas, nervuras e painéis de revestimen-
to rebitados. O estabilizador é preso no tubo longarina
metálico por 4 parafusos na ferragem da nervura.
Possui 1 janela de inspeção no intradorso e outra no
extradorso que permitem sua instalação e inspeção.

3.14
THM

3.3 - PORTAS

3.3.1. PORTAS DO PILOTO E DO CO-PILOTO


As portas são constituídas de uma estrutura em liga leve soldada.
A parte superior da porta é composta por um painel transparente
fixo (4) e um painel deslizante (3) equipado com uma trava (2). Um
painel transparente (19) e um painel em liga leve (20) equipado
com um porta-documentos (8) constituem a parte inferior da porta.
Estas portas possuem também:
· um mecanismo de travamento constituído por 4 travas (5)
comandadas pelos punhos (6) e (7).
· Uma trava de segurança (10) comandada pelo punho (11).
· Um indicador mecânico (1) de travamento
· Um atuador pneumático de retenção (9).

1
Posição
travada

3 4 5
PORTA
2
DESTRAVADA

Indicador vermelho

12

18

17
MECANISMO DE 20
ALIJAMENTO
19 6

16 7
15
14

13
11 10
12

Um mecanismo de alijamento comandado pela alavanca


(17), travado por uma mola de lâmina (16) e protegido por
uma tampa transparente quebrável (18), permite o reco-
lhimento dos pinos de retenção (14) dos pinos da do-
8
bradiça (13) As molas (12) liberam os pinos de seus alo-
jamentos acionando o alijamento da porta. O punho (15) 9
permite o alijamento do lado externo.

3.15
THM

3.3.2. PORTAS LATERAIS PLACANTES


As portas laterais de acesso à cabine são integradas A porta é equipada com roletes que deslizam nos trilhos
ao perfil da célula quando estão fechadas. fixados na estrutura. Os roletes superiores e o rolete in-
ferior são montados em braços articulados equipados
Cada porta é constituída por uma armação em per- com molas que separam a porta da fuselagem para per-
filado de carbono recoberto por 2 painéis de reves- mitir seu deslizamento para a frente da aeronave.
timento em carbono. A estrutura assim obtida permi- Roletes guia superiores
te a instalação do mecanismo de travamento. Duas
janelas estão montadas na parte superior da porta.

Rolete guia inferior


Rolete intermediário

3.16
THM

3.3.2. PORTAS LATERAIS PLACANTES (Continuação)

( 1 ) Operação da porta A porta é equipada com 4 pinos de segurança (1)


comandados pelos punhos interno (3) e externo.
Os batentes são fixados nos montantes da porta.
O princípio de funcionamento do mecanismo de
travamento e o perfil dos batentes permitem o fe-
chamento das portas por um simples impulso.

1
2
MECANISMO DE TRAVAMENTO DAS PORTAS
3 A figura representa a porta na posição destravada.

L
AL
O

A porta pode ser travada


na posição aberta

TRAVAMENTO-AUTOMÁTICO TRAVAMENTO-FINAL

Quando o punho está em repouso, as molas de re- Quando a porta está encaixada, o punho é colocado
torno levam os pinos de travamento e o punho para na posição "Travado" (L), bloqueando os pinos nos
a posição "Travamento automático" (AL). batentes.
Pressionando-se a porta, os pinos se engancham
nos batentes.

3.17
THM

3.3.2. SPORTAS LATERAIS PLACANTES (Continuação)

( 2 ) Alijamento das portas

O alijamento das portas pode se


realizar a partir de dois pontos
da aeronave:

· um punho de comando (2) situ-


ado próximo de cada porta na
parte interna da cabine de carga.
· um punho de alijamento (3) aces-
sível da parte externa da aeronave.
Estes dois punhos possuem proteções transparentes que podem ser
quebradas.

Dois outros punhos (1) podem ser instalados opcionalmente atrás dos
bancos do piloto e do co-piloto na parede do posto de pilotagem.
CINEMÁTICA DO DISPOSITIVO DE ALIJAMENTO Toda ação no punho de alijamento
provoca a rotação dos batentes di-
anteiros, liberando os pinos de tra-
vamento da porta, assim como a li-
beração simultânea dos roletes in-
termediário e inferior por destrava-
mento das aletas inferiores dos tri-
lhos. A porta é alijada.

TRILHO INFERIOR
TRILHO INTERMEDIÁRIO

3.18
THM

3.4 - PORTA TRASEIRA E SAÍDAS DE EMERGÊNCIA

Retirando-se "O'ring" trava (3) do contorno da janela com a fita (4) obtém-se a flexibilidade necessária à
junta para retirar a janela.

1
B

11 --Jettisonable window
Janela alijável
1 2 - Junta de vedação
3 - O'ring trava
4 - Fita de extração do O'ring
trava (3)
2

4
3
43
3

34

Em complemento das portas


24
de acesso alijáveis, as vigias
são montadas com juntas de
vedação renovíveis e podem
servir como saídas de emer-
gência.

3.19
THM

3.5 - SISTEMA DE INDICAÇÃO DE FECHAMENTO DOS CAPÔS E PORTAS


3.5.1. PRINCÍPIO OPERACIONAL DO DETECTOR DE PROXIMIDADE
EXEMPLO: DETECTOR DE PROXIMIDADE DA PORTA DA TOMADA DE FONTE EXTERNA

GPU GPU

PORTA PORTA NÃO


FECHADA FECHADA E

Porta fechada: A distância E Porta não fechada: A distância E


é pequena. A porta está no é maior. O detector não é ativado.
campo magnético do detector.

A LUZ INDICADORA NÃO ESTÁ ACESA A LUZ IDICADORA ESTÁ ACESA


Os detectores de proximidade permitem detectar a posição de Para ilustrar o princípio de funcionamento dos detecto-
uma peça móvel com relação a uma peça fixa sem que haja res de proximidade, eis aqui o exemplo de detecção do
contato entre as duas peças. Eles são utilizados, sempre que fechamento da porta da tomada de fonte externa.
possível, no lugar das microswitches detectoras de posição co-
nhecidas. Os detectores de proximidade apresentam a vanta- A peça móvel (neste caso, a porta) deve ser em metal
gem de serem totalmente estáticos (ausência de mecanis- pois o detector é ativado por efeito eletromagnético.
mo). Eles são portanto mais confiáveis e sua instalação é
mais simples (nenhuma peça intermediária).
CARTÃO
"AUXILIAR"

37W

56W
DETECTOR
CARTÃO "AMBAR"

32W

Porta fechada

Detector

GPU

3.20
THM

3.5.2. SISTEMA DE INDICAÇÃO DO RADOME E DOS CAPÔS DA CTP E DOS MOTORES


O travamento do capô deslizante da CTP nos capôs O travamento do radome é indicado à partir de duas
dos motores esquerdo e direito é indicado à partir de microswitches comandadas pelas travas do radome.
um detector de proximidade (61W) ativado pelo gan-
cho de travamento esquerdo do capô deslizante.

Trava 2 Gancho-trava no
capô deslizante

Microswitch Trava 1

Estrutura
Detector de proximidade Pino de travamento
no capô do motor

Pino de controle do contato Pino-trava


Radome

O circuito está na configuração "capôs dos motores e Em compensação, o detector dos capôs dos moto-
capô deslizante (CTP)" travados e trava 2 do radome res e deslizante acionado coloca a base de T2 na
não travada. A microswitch da trava 2 está, portanto, massa. T2 está despolarizado.
aberta (em série com a microswitch da trava 1: o
transistor T1, polarizado, conduzido, a luz está acesa.

Trava 2
"NÃO travada"
CARTÃO AUXILIAR
RADOME

T1

CARTÃO
"AMBER"
Trava 1 "travada"
37W
COWLS

DETECTOR 32W
MOTOR/CTP
CAPÔS

T2

Capô travado

3.21
THM

3.5.3 SISTEMA DE INDICAÇÃO DAS PORTAS DE ACESSO


O travamento das portas é detectado por micro- Opcionalmente, a aeronave pode ser equipada com
switches montadas em série: uma porta não uma porta traseira com escada , uma porta lateral
travada causa o acendimento da luz "DOOR" no com escada e portas laterais articuladas.
painel de alarme 32 α . Aqui apresenta-se uma
configuração geral: sinalização das portas dos
pilotos, portas placantes, porta traseira. 67W

Catch

PORTAS PLACANTES
4 pontos de travamento
(a porta direita está do lado oposto)

Lingüeta destravada Pino na


posição
"destravada"
Porta
116W

Pino de travamento
(na porta)

Lingüeta Ferragem na Gancho de travamento


estrutura (na estrutura)

116W1

PORTAS DO POSTO DE PILOTAGEM


116W2

112W8

CARTÃO "AUXILIAR" CARTÃO "ÂMBAR"


112W6
37W
PORTA DIREITA DA CABINE 32W
COWLS
112W4

T
112W2

112W7

112W5

PORT ESQ CAB


112W3
DOORS
112W1

67W
O circuito está representado na configuração "todas as portas
PORTA TRASEIRA
travadas". As microswitches estando em série , basta que uma
trava não esteja enganchada corretamente para que a luz "DOOR"
se acenda por polarização do transistor T.

3.22