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CENTRO DE EDUCAÇÃO INTEGRADA

Educando para o pensar


Data: ____/____/2016 - 5o Ano “____” - Professora: ________________

Projeto “Brasil: uma nação em construção” MÚSICA 1

Aluno(a):_________________________________________________________________________________ Nº _____

MÚSICA
Em nossas aulas, estamos estudando as influências de outros povos na formação da
música brasileira. Enfatizamos a influência portuguesa, indígena e africana, fazendo muitas
descobertas sobre os instrumentos utilizados por eles e que permanecem presentes em vários
ritmos brasileiros.
A canção Chegança (Antônio Nóbrega) aborda a chegada dos portugueses ao Brasil e
narra por meio da visão do índio, como se deu esse contato. O ritmo utilizado no
acompanhamento da canção está presente na manifestação cultural do Caboclinho, onde os
brincantes realizam coreografias vestidos de índio com arco e flecha na mão, fazendo marcações
rítmicas, complementadas com o soar de vários tambores e chocalhos.

Chegança (Antônio Nóbrega)

Sou pataxó, Mas de repente


Sou xavante e cariri, Me acordei com a surpresa:
Ianonami, sou tupi Uma esquadra portuguesa
Guarani, sou carajá. Veio na praia atracar.
Sou Pancararu, Da grande-nau,
Carijó, tupinajé, Um branco de barba escura,
Potiguar, sou caeté, Vestindo uma armadura
Ful-ni-o, tupinambá. Me apontou pra me pegar.

Depois que os mares dividiram os continentes E assustado


Quis ver terras diferentes. Dei um pulo da rede,
Eu pensei: "vou procurar Pressenti a fome, a sede,
Um mundo novo, Eu pensei: "vão me acabar".
Lá depois do horizonte, Me levantei de borduna já na mão.
Levo a rede balançante Ai, senti no coração,
Pra no sol me espreguiçar". O Brasil vai começar.

Eu atraquei
Num porto muito seguro,
Céu azul, paz e ar puro...
Botei as pernas pro ar.
Logo sonhei
Que estava no paraíso,
Onde nem era preciso
Dormir para se sonhar.
As canções Berimbau (Vinícius de Morais), Odi, Odi, Odô (Coco de Zambê de
Cabaçeiras) e Baila tambor (Grupo Triii) resgata em suas letras nomes de instrumentos
musicais de influência africana, como o berimbau, os tambores, e cita a capoeira como herança
cultural deixada pelos africanos. Outros ritmos e danças permaneceram aqui no Rio Grande do
Norte, como é o caso do Coco de Zambê, presente no município de Tibau do Sul, através do
mestre Geraldo e sua comunidade.

Berimbau (Vinícius de Morais) Coco de zambê (Cabaçeiras – RN)


Quem é homem de bem
Não trai! Odi, Odi, Odô
O amor que lhe quer
Seu bem! Lá vem a barra do dia
Quem diz muito que vai Odi, Odi, Odô
Não vai!
Assim como não vai Lá vem o dia lá vem.
Não vem!

Quem de dentro de si Odi, Odi, Odô


Não sai! A noite vai chegar
Vai morrer sem amar
Vou aquecer a chama
Ninguém!
O dinheiro de quem Pra zambê você dançar.
Não dá!
É o trabalho de quem
Não tem!
Capoeira que é bom Baila Tambor (Grupo Triii)
Não cai!
E se um dia ele cai
Cai bem! Ôbabá, Ôbaô
Baila, que beleza que baila tambor.
Capoeira me mandou
Dizer que já chegou
Chegou para lutar Baila, que baila,
Berimbau me confirmou
Vai ter briga de amor Baila tambor
Tristeza camará. Baila, que beleza que baila tambor.

Se não tivesse o amor (2x)


Se não tivesse essa dor (2x)
E se não tivesse o sofrer (2x)
E se não tivesse o chorar (2x)
Melhor era tudo se acabar (2x)

Eu amei, amei demais


O que eu sofri por causa de amor
Ninguém sofreu
Eu chorei, perdi a paz
Mas o que eu sei é que ninguém nunca teve
mais...
Mais do que eu.