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Alcaçuz Importado

NOME CIENTÍFICO: Glycyrrhiza glabra L. FAMÍLIA: Leguminosae


NOME POPULAR: Alcaçuz, alcaçuz-da-terra, alcaçuz-da-europa, glicirriza, madeira-doce, raiz-doce.

PARTE UTILIZADA: Raiz e estolho

PRINCÍPIO ATIVO: Os rizomas e as raízes contêm 5 a 9% de glicirrizina (ácido glicirrízico), um glicosídeo


50 vezes mais doce do que o açúcar. A hidrólise da glicirrizina produz o ácido glicirrético, que não é doce.
Os outros compostos incluem amônia, triterpenóides oleanos e glicose, manose e sacarose. Os extratos
aquosos de alcaçuz contêm 10 a 20% de glicirrizina.
MECANISMO DE AÇÃO: A glicirrizina possui propriedades edulcorantes, expectorantes,
antiinflamatórias, exercendo uma ação antiácida e antiulcerosa, ao aumentar a secreção de mucos e
diminuir a de pepsinógeno. O liquiritósido lhe confere uma ação espasmolítica, digestiva, carminativa,
antibacteriana e contribuinte a da ação antiulcerosa.
INDICAÇÃO: Possui propriedade expectorante, demulcente antiespasmódica, antiinflamatória e laxativa.
Empregada no tratamento de secreção brônquica, bronquite, gastrite crônica, úlcera péptica, cólica e
insuficiência adrenocortical. Nos alimentos é muito usado como aromatizante.
CONTRA-INDICAÇÃO: É contra-indicadas para pacientes com hipertensão arterial, arritmia e doença
cardio-vascular, renal ou hepática, diabetes. Não prescrever formas de dosificação oral com conteúdo
alcoólico a crianças menores de dois anos nem a pacientes em processo de desintoxicação alcoólica.
Deve-se evitar o uso durante a gravidez e lactação devido aos efeitos estrogênicos e esteroidais do
alcaçuz.
PRECAUÇÃO / TOXICIDADE: A intoxicação cursa com aumento da pressão, debilidade muscular,
cãibras, poliuria com hipercaliuria e hipocalcemia. Levar em conta que o conteúdo é alcoólico do extrato
fluido e da tintura. Usar sob orientação médica no indivíduo idoso.
REAÇÃO COLATERAL: Pela sua baixa toxidade não deve ser administrado (especialmente nas formas
extrativas concentradas) durante largos períodos: a glicirrizina pode provocar um hiperaldosternismo
primária, com aumento da tensão arterial e edemas por retenção de sódio, porque sua administração é
incompatível com os tratamentos anti-hipertensivos e com os corticóides.
FORMA GALÊNICA / POSOLOGIA:
Uso interno:
Decocto: 20 g/l, ferver cinco minutos. 500 cc/dia.
Extrato fluido (1:1): 30 a 50 gotas, una a três vezes ao dia.
Tintura (1:5): 0,2 a 1g/dia.
Pó: 2 a 5 g, uma a três vezes ao dia.
Macerado: 50 g/l, macerar 5 horas. Tomar 250 ml/dia.
Suco: 10 a 30 g ao dia.
Uso externo:
Infusão: 50 g/l. isotonizar e aplicar em forma de compressas, colírios ou banhos oculares (blefarites e
conjuntivites).
Decocção: 20 g, ferver 30 minutos. Empregar na forma de colutório, enxágüe ou compressa, em glositis,
estomatites e feridas.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
NEWALL – ANDERSON e PHILLIPSON, Plantas Medicinais - Guia para o profissional da saúde; Ed.
Premier, 2002.
FETROW, C.W.; ÁVILA, J.R.; Manual de Medicina Alternativa para o profissional; Ed. Guanabara Koogan,
2000.