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Trabalho - EDOs de ordem n (com n = 2)

Évelin Pinto Lambertes Severo - RA: 171320417


Professor Rafael Sfair - Cálculo II

10 de outubro de 2017
UNESP - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA
FACULDADE DE ENGENHARIA DE GUARATINGUETÁ

1. Primeira Questão

(a) A equação para o oscilador hamrônico simples pode ser obtida a partir da
equação do movimento, considerando que a força resultante atua no sistema é
da forma −kx. O menos indica que é uma força restaradora, tendo a restaurar
o estado de equilı́brio do corpo. Escrevendo a equação do movimento
dẍ
dt
m = FR
(1)
dẍ
dt
m = −kx

dividindo ambos os lados por m


dẍ k
+ x=0 (2)
dt m
(3)

Desse ponto é conveniente relacionar as consantes com apenas um termo, que



k
≡ ω02 (4)
m
Substituindo 4 em 3

dẍ
+ ω02 x = 0 (5)
dt
(6)

Essa é a equação diferencial para o Movimento Harmônico Simples. Uma


equação diferencial de segunda ordem, linear e homogênea.
(b) São muitos os sistemas que obedecem essa equação, deles é um sistema massa-
mola quando o atrito é desprezı́vel. Ou um pendulo simples: um corpo de
massa M que é colocado para oscilar em torno de um ponto de equilı́brio O
com fio cujo comprimento é L. Desconsire-se o atrito com o ar e o esquema é
representado na figura a seguir

Figura 1: Pêndulo Simples

a equação do movimento é descrita para o movimento circular como

τ = Iα = I θ̈ (7)

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Onde τ é o torque que a massa é submetida, I é o momento de inércia e α é


a aceleração angular. Torque é definido como τ = rF , sendo F a força que
provoca o torque, r a distância do eixo de rotação ao ponto onde a força foi
aplicada e θ o ângulo entre essas grandezas. Para esse caso r = L, I = mL2
e F = mg sin θ(componete do peso que é perpendicular ao fio) ao substituir
essas informações em 7

−Lmg sin θ = mL2 θ̈ (8)


g
Dividindo ambos os lados pelo produto mL e usando L
≡ ω02 a EDO para o
pêndulo simples é

θ̈ + ω02 sin θ = 0 (9)

Para solucionar essa equação a aproximação para pequenos ângulos (θ < 10◦ )
é usada em 9 e com sin θ ≈ θ a EDO cuja solução é possı́vel é

θ̈ + ω02 θ = 0 (10)

Essa equação é análoga a 6.


(c) Para encontrar a solução geral da 6 faz-se a suposição de uma solução comple-
mentar do tipo x = eat já que é uma EDO linear de segunda ordem e hogoênea,
cujos coeficientes são constantes. Após a suposição o método consiste e subs-
tituir a função e sua derivada na EDO, isso permitirá escrevê-la como uma
equação de segundo grau. As raı́zes dessa equação de segundo grau serão subs-
tituı́das em e então as solução será encontrada. A derivada segunda ordem em
função do tempo é ẍ = a2 eat
Substituindo a função e dua derivada em 6

a2 eat + ω02 eat = 0


(11)
eat (a2 + ω02 ) = 0

Como a função exponecial nunca será igual a zero, as raı́zes serão encontradas
com a resolução da equação de segundo grau. Nesse caso elas valem

a = ±iω0 (12)

Com essas raı́zes complexas a solução para a EDO apresentada na equação 6


será escrita como

x(t) = C1 eiω0 t + C2 e−iω0 t (13)

Por se tratar de exponenciais complexas é possı́vel escrever em termos de seno


e cosseno, usando a relação de Euler. A solução é descrita como

x(t) = C1 (cos ω0 t + i sin ω0 t) + C2 (cos ω0 t − i sin ω0 t) (14)

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Essa função pode ser organizada e escrita como

x(t) = C1 cos ω0 t + C1 i sin ω0 t + C2 cos ω0 t − C2 i sin ω0 t


(15)
x(t) = (C1 + C2 ) cos ω0 t + (C1 i − C2 i) sin ω0 t

Como C1 , C2 e i são constantes podem ser escritas comos

x(t) = A cos ω0 t + B sin ω0 t (16)

Essa é a solução para a Equação Diferencial Ordinária para um movimento


harmônico simples. Coerente com o esperado, pois a 6 é de segunda ordem e
homogênea isso implica qua a solução complementar deverá apresentar duas
constantes.
(d) O esboço para a função que foi obtida como solução da equação 6 é O com-

Figura 2: Esboço função solução EDO MHS

portamento oscilatório da função é verificado, sendo os parâmetro A e B as


amplitudes do movimento.
(e) O perı́odo (τ0 ) é o intervalo de tempo entre as repetições sucessivas da função,
esse intervalo ocorre a cada 2π para as funções senos e cossenos. Outra grandeza
é a frequÊncia angular, que aparece na 6 e é escrita como ω0 .
Sendo assim, o perı́do pode ser escrito como

τ0 =
ω0
e a frequência (ν0 ) do movimento será
ω0
ν0 =

se relacionados com 4, ficam definidos como

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pm q
1 k (17)
τ0 = 2π k
ν0 = 2π m

(f) Da função obtida, em 2, é possı́vel relacionar a fase Φ comparando o movimento


harmônico simples com o movimento circular uniforme.
O desenvolvimento é o seguinte Da etapa de resolução da EDO, feita no item
(c), partindo do ponto onde as soluções já estão combinadas em termos das
constantes, tem-se

x(t) = C1 eiω0 t + C2 e−iω0 t (18)

Como C1 e C2 são constantes é possı́vel reescrevê-las como

C1 = Aeiφ

C2 = Be−iφ

mesmo escritas dessa forma, não deixam de ser constantes. Quando são subs-
tituı́das na equação 18 é obtido

x(t) = Aeiφ eiω0 t + Be−iφ e−iω0 t

x(t) = Aei(φ+ω0 t) + Be−i(φ+ω0 t) (19)

x(t) = Aei(ω0 t+φ) + Be−i(ω0 t+φ)

A última linha da equação 19 pode ser escrita em termos de senos e cossenos,


a partir da relação de Euler. Dela obtem-se

x(t) = A cos(ω0 t + φ) + iA sin(ω0 t + φ) + B cos(ω0 t + φ) − iB sin(ω0 t + φ)


(20)

Reagrupando os termos e cancelando os termos complexos

2. Segunda questão.

(a) Uma EDO de segunda ordem, linear e homogênea.


(b) Estão relacionadas com as constantes de amortecimento, bem como com a
massa e comprimento de onda.
(c) É razoável, pois para baixas velocidades a a força de arrasto é proporcional à
velocidade.
(d) Isso pode ser feito em laboratório, com boa aproximação, comparando um
corpo de oscila no ar e comparado com sua oscilação dentre de uma cuba com
água.
(e) Para resolver

ẍ + 2λẋ + ω 2 x = 0 (21)

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supõe-se uma solução do tipo

x = eat (22)

e essa função é derivada duas vezes e substituı́da na EDO e obtem-se

ẋ = aeat (23)

ẍ = a2 eat (24)

substituindo 22, 23 e 24 o desenvolvimento para a solução da EDO é

a2 eat + 2λaeat + ω 2 eat = 0


eat (a2 + 2λa + ω 2 ) = 0

sabe-se que ∀t, eat 6= 0, então para encontrar a solução basta resolver a equação
de segundo grau, para encontar as raı́zes 0 a0

∆ = (2λ)√2 − 4(1)(ω 2 )
−2λ± (2λ)2 −4(1)(ω 2 )
a=

2(1)
a = −λ ± λ2 − ω 2

A solução geral será


√ √
2 2 2 2
x(t) = Ce−λt+ √λ −ω t + De−λ− λ −ω t
2 2

2 2 (25)
x(t) = e−λt (Ce λ −ω t + De− λ −ω t )

(f) Para o movimento superamortecido, como λ2 − ω 2 > 0 e isso implica em


λ2 > ω 2 , então a raı́z quadrada pertence ao conjunto dos reais e a Eq. 25 será a
combinação de funções exponenciais decrescentes, que impõe o comportamente
superamortecido por com o passar do tempo a função tende rapidamente a
zero.
(g) Se λ2 − ω 2 = 0 sabe-se que λ2 = ω 2 e ao pensar na equação se segundo grau
verifica-se que o descriminante é zero e isso caracteriza que as raı́zes são iguais1 ,
ou seja, são degeneradas. Essa solução será

x(t) = Ce−λt + Dte−λ t


(26)
x(t) = e−λ (C + Dt)

É um caso de amortecimento crı́tico, pois APLICAÇÃO PRÁTICA


(h) O caso em que λ2 − ω 2 < 0 é o subamortecido, nele as raı́zes são complexas o
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A demonstração da justificativa para acrescentar o valot t na solução encontra-se no apêndice

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que permite escrever a solução em termos de senos e cossemos. As raı́zes são


p
a = −λ ± (−1)(ω 2 − λ2 )

a = −λ ± i ω 2 − λ2

E a solução é escrita como


√ √
2 2 2 2
x(t) = Ce−λt+i √ω −λ t
+ De−λt−i ω −λ
2 2

2 2 (27)
x(t) = e−λt (Cei ω −λ + De−i ω −λ t )

As exponenciais complexas podem ser reescritas, a partir da relação de Euler,


como
√ √
x(t) = e−λt {C[cos(
√ ω 2 − λ2 t) + i sin( ω 2 − λ2 t)]+
√ (28)
D[cos( ω 2 − λ2 t) − i sin( ω 2 − λ2 t)]}

fazendo a distributiva e escrevendo as constantes como


A=C +D
B = −i(C + D)

a solução pode ser escrita como


√ √
x(t) = e−λt [A cos( ω 2 − λ2 t) + B sin( ω 2 − λ2 t)] (29)

Como se queria demonstrar.


(i) O esboço para os três casos de amortecimentos são apresentados na figura
abaixo:

Figura 3: Esboços das soluções para oscilações amortecidas: Curva em laranja para superamor-
tecimento, curva em roxo para o caso subamortecido e em verde amortecimento crı́tico.

Fica mais claro, com toda certeza. No superamortecimento é possı́vel perceber

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que vai a zero muito mais rápido e não tem nenhuma padrão oscilatório. No
amortecimento crı́tico a função tende a zero mais lentamente e tem um valor
máximo de amplitude. Já no subamortecimento, fica evidente o padrão ondu-
latório da função e sua tendência a zero com o passar do tempo, por ter uma
exponencial decrescente.

3. Terceira questão.

(a) A Eq. (7) será descrita como a euqação para o MHS, pois não há amorteci-
mento. Diferindo no fato de a Eq. 1 deixar de ser homogênea e será descrita
como:
dẍ
+ ω02 x = F0 sin(γt) (30)
dt

(b) A solução da homogênea já é conhecida, dada por

x(t) = A cos ω0 t + B sin ω0 t (31)

então o objetivo será encontrar a solução da particular e então somá-las.


(c)