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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

CÂMPUS CORNÉLIO PROCÓPIO


DEPARTAMENTO DE ELÉTRICA
ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO

SARA SEICENTI FERNANDES


VICTOR HUGO MONTEZANI
WALTER ACORCI JUNIOR
FADLO EDUARDO JABUR
WILLIAN MARK
MATHEUS CASTILHO
FRANK SASADA

EXPERIMENTO: PRINCIPIO DE FUNCIONAMENTO DE


MAQUINAS DE INDUÇÃO

CORNÉLIO PROCÓPIO
2018
1.OBJETIVOS

- Realizar as medições de tensão, corrente e frequência na armadura da


maquina CC com tensão de campo fixa.

- Realizar os cálculos e descobrir o numero de polos da maquina.


1.INTRODUÇÃO

Um motor de indução é composto basicamente de duas partes: Estator e


Rotor. O espaço entre o estator e o rotor é denominado entreferro. O estator
constitui a parte estática e o rotor a parte móvel.

A aplicação de tensão alternada nos enrolamentos do estator irá produzir


um campo magnético variante no tempo que devido à distribuição uniforme do
enrolamento do estator irá gerar um campo magnético resultante girante na
velocidade proporcional à frequência da rede trifásica (que será descoberta
posteriormente pelo osciloscópio).

Este tipo de motor quando acionado por uma turbina e operando com uma
rotação acima da síncrona pode gerar potência ativa e entregá-la ao sistema
onde está conectado, passando então a funcionar como gerador.

A velocidade síncrona, é a velocidade de rotação do campo girante. O


valor desta velocidade depende da maneira como estão distribuídas e ligadas as
bobinas no estator do motor, bem como a frequência da corrente que circula no
enrolamento do mesmo.

2. PROCEDIMENTOS PRÁTICOS

Nesta aula prática foi feito um experimento com intuito de descobrir o


número de polos e demonstrar a relação da tensão da máquina com sua
velocidade.

2.1 EXPERIMENTO

Foi utilizado a maquina CC com tensão de campo em 180V

Figura 1: Esboço da máquina CC

Foi utilizado a máquina assíncrona com as conexões abaixo de modo que


o osciloscópio foi conectado para fazer a medição da tensão e da frequência.
Figura 2: Esboço da máquina assíncrona e conexões.

Assim, realizamos 10 medições e foi e colocamos na tabela abaixo:

n RPM V Hz
1 33 144,2 60,00
2 326,9 118,6 49,00
3 572,3 99,0 41,00
4 792,4 81,3 33,78
5 1050 60,4 24,75
6 1300 40,5 16,78
7 1573 19,5 7,40
8 1799 0,0 0,00
9 2036 19,7 14,58
10 2188 30,6 40,22

Tabela 1: Medições de velocidade, tensão e frequência.

E assim podemos gerar um gráfico da Tensão x Velocidade para


analisar o comportamento no motor
Tensão x Velocidade
160.0

140.0

120.0

100.0

80.0

60.0

40.0

20.0

0.0
0 500 1000 1500 2000 2500

3. CÁLCULO DOS POLOS

Para o cálculo do número de polos da máquina utilizamos a velocidade


em que a tensão é nula, e a frequência onde basicamente não há velocidade na
máquina. Calculando:

120𝑓
𝑉𝑟𝑝𝑚 = , 𝑠𝑒𝑛𝑑𝑜 𝑃 𝑜 𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑝𝑜𝑙𝑜𝑠.
𝑃
120 ∗ 60
𝑃= ≅ 4 𝑝𝑜𝑙𝑜𝑠
1799

4. CONCLUSÃO

Pelo gráfico da tensão x velocidade podemos concluir que a tensão vai


diminuindo conforme a velocidade aumenta, até um ponto em que a tensão fica
nula quando a velocidade do rotor e do estator é a mesma. Após esse ponto
começa a ser gerada mais tensão por novamente começar a diferenciar as
velocidades, porem agora aumenta de forma mais lenta e a frequência mais
rápida.

E com a equação de calculo dos polos encontramos que o número de


polos da máquina é quatro.
5.REFERÊNCIAS

A.E. Fitzgerald, “Máquinas elétricas”, 6ª Ed., São Paulo: McGraw-Hill, 2006.