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UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI

CURSO DE BIOMEDICINA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR

ALINE PAULINO ESPÓSITO

Relatório Acadêmico apresentado ao Professor


Orientador/Supervisor de Estágio Curricular como
requisitos para aprovação em Estágio Curricular

São Paulo/SP

junho/2018
1. CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL DE ESTÁGIO

1.1 Características da Instituição:

O laboratório Schmillevitch iniciou em junho de 1982 com quatro funcionários e hoje


emprega inúmeros profissionais. O laboratório central está localizado na R. Barra funda 835
onde é realizado os exames de análises clínicas; o laboratório possui unidades em todas as
regiões de São Paulo sendo elas: Av. Angélica, Tatuapé, Santana, Sumaré, Santana Cecília
e Hospital Santana Rita, as unidades são próximas as estação de metrô, para assim garantir
fácil acesso.
O laboratório central recebe diariamente amostras biológicos transportadas de todas as
unidades e instituições e apresentam os mais sofisticados e modernos equipamentos
médicos, além de disporem de ótimas instalações, que garantem o conforto e assim atingem
o melhor atendimento; o paciente tem a opção de realizar a coleta domiciliar ou então ir até
a clínica mais próxima para realizar a coleta de material biológico, porém o laboratório
Schmillevitch não realiza apenas exames laboratoriais são várias especialidades que o
laboratório oferece que são: anatomia patológica, audiometria, cardiologia, colposcopia,
vulvoscopia, densiometria óssea, eletroencefalograma, neurofisiologia, endoscopia,
espirometria, mamografia, radiologia, ressonância magnética, tomografia computadorizada,
ultrassom e urodinâmica e exames de análises clínicas.

2. ATIVIDADES DE PRÁTICA PROFISSIONAL

2.1 Caracterização do setor:

O setor de triagem é gerado por quatro funcionários, sendo que no período da manhã é
constituído por uma técnica e um estagiário; no período matutino são realizadas as
separações das lâminas de Papanicolau, Anatomia patológica e ANTD (dermato anato
patológica) para os laboratórios de apoio, definindo a unidade pelo sistema Pleres e Tasy
que corresponde às diversas unidades e instituição; a separação é dividida com o cadastro
de cada paciente no sistema para o laboratório de apoio, gerando relatório e cópia de cada
programa para que os materiais possam ir de acordo com a unidade e especialidade.
No período da tarde as unidades enviam para o laboratório as amostras colhidas no período
da manhã e ao chegar a amostra o profissional cadastra no sistema pelo número de código
de barras e separa uma grade para cada setor, sendo que os setores são: hematologia,
coagulação, bioquímica, hormônios, imunologia, microbiologia, parasitologia e urinálise.
Os tubos que contém gel separador são centrifugados a 3000 rpm por 10 minutos, já os
tubos de citrato de sódio são centrifugados a 3000 rpm por 5 minutos, os tubos de EDTA não
necessita de centrifugação, pois o setor de hematologia utiliza o sangue total.
As amostras de urina e fezes, o profissional apenas cadastra no sistema; depois de triar e
centrifugar as amostras que precisam, o profissional organiza em uma grade e leva até o
setor responsável.
O setor de hematologia é em conjunto com o setor de coagulação, no período da manhã é
passado o controle de qualidade em todos os equipamentos e adicionados a uma planilha
para saber se o valor está dentro ou fora do padrão; no período da tarde, é feito a análise
dos materiais biológicos, sendo que o setor de coagulação utiliza o plasma do tubo de citrato
de sódio (tampa azul), o citrato de sódio se liga aos íons cálcio da amostra na via intrínseca,
sendo que a presença de cálcio e fosfolipídeos fazem-se necessária para que o fator XI
ativado transforme o fator IX em uma enzima ativa (fator IX ativado); na via extrínseca, o
cálcio é responsável por transformar o fator VII em fator VII ativado, com o cálcio,
fosfolipídeos e fator V ativado, juntamente com o fator X ativado formam o Complexo
Ativador de Protrombina, que transformam a protrombina em trombina.
O setor de hematologia utiliza o sangue o total do tubo de EDTA (tampa roxa), um
anticoagulante específico que evita a coagulação da amostra.
O setor de bioquímica, imunologia e hormônios são em conjuntos e formam um setor só,
utiliza-se o tubo com gel separador (tampa amarela), ou tubo sem anticoagulante (tampa
vermelha) que contém ativador de coágulo e imediatamente após a coleta, deve-se
homogeneizar por inversão de 5 a 8 vezes para evitar hemólise, manter em repouso na
posição vertical por 30 minutos para retrair o coágulo e seguir a centrifugação a 3.000 rpm
durante 10 minutos.
Para realizar o exame de glicemia é necessário que o tubo contenha fluoreto de sódio
(tampa cinza), que é capaz de prevenir que as hemácias e leucócitos metabolizem a glicose,
sendo que a enzima enolase (fosfopiruvato hidratase) da via glicolítica, é inibida, sendo ela
responsável pela conversão de 2-fosfoglicerato em fosfoenolpiruvato, o nono e penúltimo
passo da glicólise.

2.2 Testes executados


Tabela 1: Listagem de exames:
Mneunônico Teste Valor de referência
ABO ABO Positivo para presença de
aglutinação. Negativo para
ausência de aglutinação.
Ác. Biliar Ácidos biliares totais Inferior a 10,0 Umol/L
ACTH H. Adrenocorticotrófico Referência: 10 - 60 pg/mL
ALB Albumina Referência: 3,5 a 4,8 mg/dl
Alfa 1 Antitripcina Alfa 1 Antitripcina Referência: 103 a 202 mg/dl
AMI Amilase Até: 90 U/l
Anti- HBc Hepatite B: Anti-HBc Total Não reagente: ausência de
anticorpos - Reagente: presença
de anticorpos
Anti- HBc IgM Hepatite B HBV Não reagente: ausência de
anticorpos - Reagente: presença
de anticorpos
Anti- HBe Anticorpo contra o Não reagente: ausência de
antígeno “e” do vírus da anticorpos - Reagente: presença
hepatite B de anticorpos
Anti- HBs Anticorpo contra o Não reagente: ausência de
antígeno de superfície do anticorpos - Reagente: presença
vírus da hepatite B de anticorpos
Anti- HCV Anticorpo contra o vírus Não reagente: ausência de
da hepatite C anticorpos - Reagente: presença
de anticorpos
ASLO Antiestreptolisina O Menores ou iguais a 200 Ul/ml.
BILI D Bilirrubina Direta 0,1 a 0,3 mg/dL
BILI T Bilirrubina total Até 1,2 mg/dL
C peptídeo Peptídeo C Valores normais: 0,36 - 3,59
ng/mL
C3 Complemento C3 88 a 201 mg/dl.
C4 Complemento C4 16 a 47 mg/dl
Ca Cálcio (Mg/dl)
Sangue de cordão: 8,2- 11,2
Prematuros: 6,0- 11,0
0-10 dias: 7,6- 10,4
Lactantes: 9,0- 11,0
2- 12 Anos: 8,8- 11,2
Adultos: 8,8- 11,0
CA 125 Antígeno de câncer 125 < 35 mg/dl
Camp Camp Test A formação de uma seta em
direção ao S.Aureus indica que o
teste é positivo e indicativo de
S.agalactiae; se não houver
formação de seta ou meia-lua, o
teste é negativo.
Carbapenemac Teste de carbapenemac Positivo ou negativo
Catalase Teste da catalase Positivo ou negativo
CEA Antígeno Não fumantes: até 5,0 ng/mL
Carcinoembrionário Fumantes: até 6,5 ng/mL
CHAG Teste rápido para chagas Reagente ou não reagente
CK Creatinoquinase 0,4 a 1,4 mg/ dl
CK- MB Creatina fosfoquinase Até 25 u/L
Cl Cloro 98-107 mmol/L
CMFF Cultura e microcultivo de Positivo ou negativo
fungos filamentosos
CMV IgG Anticorpos IgG para (U/mL)
citomegalovírus Reagente: Superior a 1,0
Inconclusivo: Entre 0,5 até 1,0
Não reagente: Inferior a 0,5 U
CMV IgM Anticorpos IgM para Reagente ou não reagente
citomegalovírus
Colesterol Colesterol Maiores de 20 anos: menor que
200 mg/dl - Crianças e
adolescentes: menor que 170
mg/dl
COLIN Colinesterase 5320,0 U/L a 12920,0 U/L
COOMBS COOMBS Presença de aglutinação: positivo

Ausência aglutinação: negativo


Cort Cortisol Coleta entre as 6h - 10h: 6,23 a
18,01 ug/dL - Coleta entre as 16h
- 20h: 2,68 a 10,36 ug/dL
CREA Creatinina (Mg/dL)
0 a 1 semana: 0,60 a 1,30
até 6 meses: 0,40 a 0,60
1 ano a 18 anos: 0,40 a 0,90
Mulheres >18 anos: 0,6 a 1,2
Homens >18anos: entre 0,7 a 1,3
Crioaglutininas Crioaglutininas Negativo para menor que 1/32
CSF Proteína urinaria 0,03 a 0,14 g/24 h
CUF Cultura de fungos Presença ou ausência de
crescimento de fungos no ágar
Sabouraud
DHEA- S Deidroepiandrosterona (ng/dL)
6 meses a 5 anos: até 15
6 a 10 anos: 17 - 200
11 a 15 anos: 38 - 320
16 a 20 anos: 89 - 420
21 a 30 anos: 72 - 370
31 a 40 anos: 55 - 300
41 a 70 anos: 26 - 270
> 71 anos: até 110
E2 Estradiol (ng/dL)
Sexo masculino: 1,0 - 6,0
Sexo feminino:
Fase folicular: 1,0 - 30
Pico ovulatório: 15,0 - 60,0
Fase lútea: 5,0 - 30,0
Menopausa: até 3,0
Crianças pré-púberes: até 3,0
Esfregaço Sanguíneo Esfregaço Sanguíneo N/A
Exame direto Exame direto a fresco Presença ou ausência de fungos
Falcização Falcização Negativo
FER Ferritina Feminino: 10,0 - 291,0 ng/mL
Masculino: 22,0 - 322,0 ng/mL
FIB Fibrinogênio 195 a 365 mg / dl.
FIB Fibrinonêgio 22-400mg%
FO Folato Superior a 151 ng/mL
FSH Hormônio Folículo (mUI/mL) - Sexo feminino:
Estimulante Fase folicular: até 12
Pico ovulatório: 12 - 25
Fase lútea: até 12
Menopausa: > 30
Sexo masculino: até 10
Crianças pré-púberes: até 4,0
GGT Gama Glutamil Homem: até 55 U/L
Transpeptidase Mulher: até 38 U/L
GLDH Glutamato Desidrogenase Homens: até 7 U/L
Mulheres: até 5 U/L
GLI Glicose Adultos: 60 a 99 mg/ dl
Recém-nascido: 30 a 80 mg/dl
Prematuros: 30 a 50 mg/dl
HAPT Haptoglobina 16,0 a 200,0 mg/dL
HAV IGM Anticorpos IgM para Não reagente para ausência de
hepatite A anticorpos - Reagente para
presença de anticorpos
HAV total Anticorpos para hepatite A Não reagente para ausência de
anticorpos - Reagente para
presença de anticorpos
HbA1c Hemoglobina glicada Normal: Inferior a 5.7%
HBeAg Antígeno “e” do vírus da Não reagente para ausência de
hepatite B anticorpos - Reagente para
presença de anticorpos
HBsAg Antígenos de superfície Não reagente para ausência de
do vírus da hepatite B anticorpos - Reagente para
presença de anticorpos
HCG Teste rápido Beta Hcg Reagente ou não reagente
HDL Lipoproteínas de alta Valor de referência para adultos
densidade maiores de 20 anos: maior que
40 mg/dl - Valor de referência
para crianças e adolescentes:
maior que 45 mg/dl
HEC/HEMA Teste de Hemocultura Positivo ou Negativo
HEM Hemograma Eritrócitos: 4,2 – 5,2 mm/m3
Hemoglobina: 12 – 15 g/dL
Hematócrito: 37 a 47%
VCM: 82 a 95 fL
HCM: 27 a 31 pg
CHCM: 32 a 36 g/dL
RDW: até 15%
Leucócitos: 5 a 10 mil/mm3
Metamielócitos: 0 a 1%
Bastonete: 2 a 4%
Segmentadas: 52 a 72%
Eosinófilos: 2 a 4%
Basófilos: 0 a 1%
Linfócitos: 20 a 30%
Monócito: 4 a 8%
Plaquetas: 130 a 450 mil/mm3
HIV antígeno Vírus da imunodeficiência Positivo ou negativo
humana
HIV combi PT Teste HIV Combi de Reagente ou não reagente
quarta geração
HSV 1 Herpes vírus simples 1 Reagente ou não reagente
HSV 2 Herpes vírus simples 2 Reagente ou não reagente
IgA Imunoglobulina A Adulto: de 70 a 400 mg/dl
IgG Imunoglobulina G Adulto: de 700 a 1600 mg/dl
IgM Imunoglobulina M Adulto: de 40 a 230 mg/dL
INDOL Teste de Indol Positivo ou negativo
INS Insulina Valores de Referência: de 60 a
99 mg/dL
LDH Lactato desidrogenase Adulto: 135,0 a 214,0 U/L
Crianças de 20 dias a 2 anos de
idade: 200,0 a 450,0 U/L
LDL Lipoproteínas de baixa Valor de referência para adultos
densidade maiores de 20 anos: menor que
130 mg/dl - Valor de referência
para crianças e adolescentes:
menor que 110 mg/dl
LH Hormônio Luteinizante (mUI/mL)-ol=7 - Sexo feminino:
Fase folicular: 2-12
Pico ovulatório: 15-50
Fase lútea: 5-15
Menopausa: > 15
Sexo masculino: até 14
Crianças pré-púberes: até 1,5
LI Lítio 0,60 a 1,20 mEq/L
LIP Lipase Inferior a 60,0 U/L
MA Método de aglutinação Presença de aglutinação: positivo

Ausência: negativo
MG Magnésio 1,7-2,6 mg/dL (0,7-1,1 mmol/L)
MID Micológico direto Presença ou ausência de
crescimento fúngico na lâmina
MIO Mioglobina Homem: Inferior a 154,9 ng/mL
Mulher: Inferior a 106,0 ng/mL
NA Sódio Referência: 135-145 mmol/L
NF3 Teste NF3 Presença ou ausência de bacilos
Gram negativo não
fermentadores de glicose
NH3 Amônia 0,2 - 2,5 g/24h
NV Teste da novobiocina Sensível ou resistente
OP Teste da optoquina Sensível ou resistente
OXI Teste da oxidase Positivo ou negativo
P Fosforo 2,5-4,5 mg/dL (0,8-1,4 mmol/L)
PG Progesterona (ng/dL) - Sexo feminino:
Fase lútea: 400 - 2000
Menopausa: até 90
Sexo masculino: 20-90
Crianças pré-púberes: até 40
PROL Prolactina (ng/mL)
Mulheres (Não grávidas): 2 - 15
Sexo masculino: 2 - 10
PROT T Proteínas totais Referência: 5,7 a 8,2 g/dL
PSA Antígeno Prostático livre 40 a 49 anos: até 2,50 ng/mL;
50 a 59 anos: até 3,50 ng/mL;
60 a 69 anos: até 4,50 ng/mL;
70 a 79 anos: até 6,50 ng/mL.
PTH Paratormônio Referência: 15,0 a 65,0 pg/mL
RET Contagem de reticulócitos 0,5 a 2,0 %.
Rh Fator Rh Aglutinação: positivo
Aglutinação ausente: negativo
Rub IgG Teste para anticorpos IgG (UI/mL)
da Rubéola Não reagente: Inferior a 10,0
Inconclusivo: Entre 10,0 e 20,0
Reagente: Superior a 20,0
Rub IgM Teste para anticorpos IgM (UI/mL)
da Rubéola Não reagente: inferior a 0,6
Indeterminado: de 0,6 a 0,79
Reagente: superior a 0,79
T3 total Tri-iodotironina (ng/dL)
Até 5 anos: 105 - 269
5 a 12 anos: 94 - 241
12 a 20 anos: 72 - 214
> 50 anos: 40 - 180
T4 total Tiroxina (ng/dL)
1 a 12 meses: 7,2 - 15,6
1 a 5 anos: 7,3 - 15,0
5 a 12 anos: 6,4 - 13,3
> 12 anos: 4,5 - 12,0
Testo Testosterona (ng/dL)
Masculino: 300 - 900
Feminino: Até 40
TGO Transaminase glutâmica Masculino U/L Feminino U/L
oxalacética Adultos: 11-39 10-37
7-5 anos: 10-41 05-36
7-12 meses: 16-52 16-60
TGP Transaminase glutâmica Masculino U/L Feminino U/L
pirúvica Adulto: 05-38 05-44
12-15 anos: 24-59 19-44
7-12 meses: 26-59 16-55
Toxo IgG Teste para anticorpos IgG Não reagente ou reagente
da toxoplasmose
Toxo IgM Teste para anticorpos IgM Não reagente: índice < a 0,80
da toxoplasmose Reagente: Índice superior a 2,29
TP Tempo de protrombina 70-100mg%
TRC Chlamydia Positivo ou negativo
TRGL Triglicérides (Mg/dl)
Em jejum: > 20 anos: < que 150
Crianças (0-9 anos): < que 75
Sem jejum: > 20 anos <175
Crianças (0-9 anos): < 85
TROPT Troponina T Troponina T <0,01 mg / L
TSH Hormônio Estimulante da mUI/L
Tireóide 1ª semana de vida: Até 15
Até 11 meses: 0,8 - 6,3
1 a 5 anos: 0,7 - 6,0
6 a 10 anos: 0,6 - 5,4
11 a 15 anos: 0,5 - 4,9
16 a 20 anos: 0,5 - 4,4
> 20 anos: 0,3 - 4,0
TTPA Tempo de trombina parcial Até 60 segundos
ativada
Tubo germinativo Prova de tubo germinativo Positivo ou negativo
URE Ureia 15 a 40 mg/dl
URIC Ácido úrico Mulher: 2,4 - 6,0 mg/dL
Homem: 3,4 - 7,0 mg/dL
VDRL Teste “Venereal Disease Reagente (1/1; 1/2; 1/4; 1/8; 1/16
Research Laboratory” e 1/32) – Não reagente: negativo
VHS VHS Homens: 0 a 15 mm3 /hora.
Mulheres: 0 a 20 mm3 /hora.
Crianças: 0 a 20 mm3 /hora.
VIT D Vitamina D Valor normal entre 21-29 ng/mL
WAAR Teste de Waaler e Rose Não reagente: Inferior a 1/2
Reagente: maior ou igual 1/2
WASL “Immutrep TPHA” Reagente ou não reagente
Ziehl Neelsen Coloração de Ziehl BAAR positivo ou negativo
Neelsen
ZN Zinco Referência: 70,0 a 120,0 ug/dL
(Carência: abaixo de 30,0 ug/dL)

2.3 Material biológico

Tabela 2: Tipos de amostras biológicas:

Teste Tipos de amostras Frascos de coleta


ABO Sangue total Tubo de EDTA
Ác. Biliar Soro Tubo com gel separador
ACTH Sangue total Tubo de EDTA
ALB Soro Tubo com gel separador
Alfa 1 Soro Tubo com gel separador
antitripsina
AMI Soro Tubo com gel separador
Anti- HBc Soro Tubo com gel separador
Anti- HBc IgM Soro Tubo com gel separador
Anti- HBe Soro Tubo com gel separador
Anti- HBs Soro Tubo com gel separador
Anti- HCV Soro Tubo com gel separador
Antibiograma Urina, escarro e secreções Frasco coletor estéril e tubo estéril
ASLO Soro Tubo com gel separador
B12 Soro Tubo com gel separador
BILI D Soro Tubo com gel separador
BILI T Soro Tubo com gel separador
C3 Soro Tubo com gel separador
C4 Soro Tubo com gel separador
CA 125 Soro Tubo com gel separador
Ca Soro Tubo com gel separador
Camp Urina, secreções, fezes Uribac
CEA Soro Tubo com gel separador
CHAG Soro Tubo com gel separador
CK Soro Tubo com gel separador
CK- MB Soro Tubo com gel separador
Cl Soro Tubo com gel separador
CMV IgG Soro Tubo com gel separador
CMV IgM Soro Tubo com gel separador
Colesterol Soro Tubo com gel separador
COLIN Soro Tubo com gel separador
COOMBS Sangue total Tubo de EDTA
Coloração de Urina, sangue, secreções e Coletor ou tubo estéril
Gram escarro
Coloração de Urina, sangue, secreções e Coletor ou tubo estéril
Ziehl Neelsen escarro
Cortisol Soro Tubo com gel separador
Creatinina Soro Tubo com gel separador
CUF Unhas, secreções diversas Coleto ou tubo estéril
CSF Amostras de pele, unha, Frasco coletor estéril
cabelo e pelo, amostras
oculares, mucosas, micoses
subcutâneas, trato
respiratório, urina, fezes,
LCR e outros líquidos
corporais.
DHEAS Soro Tubo com gel separador
E2 Soro Tubo com gel separador
Exame direto à Secreção vaginal, uretral, Coletor ou tubo estéril, stuart
fresco urina, secreções de feridas,
escarro.
Falcização Sangue total Tubo de EDTA
FER Soro Tubo com gel separador
FO Soro Tubo com gel separador
FSH Soro Tubo com gel separador
FIB Plasma Tubo com Citrato de plasma
GGT Soro Tubo com gel separador
GLDH Soro Tubo com gel separador
Glicose Plasma ou sangue total Tubo de tampa cinza contendo
fluoreto
HAP Soro Tubo com gel separador
HAV IGM Soro Tubo com gel separador
HAV total Soro Tubo com gel separador
HbA1c Sangue total Tubo com EDTA
HBeAg Soro Tubo sem anticoagulante com gel
separador (tampa amarela)
HBsAg Soro Tubo com gel separador
HCG Soro Tubo com gel separador
HEM Sangue total Tubo com EDTA
HDL Soro Tubo com gel separador
TTPA Plasma Tubo com Citrato de sódio
HIV antígeno Soro Tubo com gel separador
HIV combi PT Soro Tubo com gel separador
HSV 1 Soro Tubo com gel separador
HSV 2 Soro Tubo com gel separador
IgA Soro Tubo com gel separador
IgG Soro Tubo com gel separador
IgM Soro Tubo com gel separador
Insulina Soro Tubo com gel separador
LDH Soro Tubo com gel separador
LDL Soro Tubo seco com gel (tampa amarela)
LH Soro Tubo com gel separador
LIP Soro Tubo com gel separador
LI Soro Tubo com gel separador
MG Soro Tubo com gel separador
MID Unhas, secreções diversas Coletor e tubo estéril
MIO Soro Tubo com gel separador
NA Soro Tubo com gel separador
P Soro Tubo com gel separador
PROG Soro Tubo com gel separador
PROLAC Soro Tubo com gel separador
PROT T Soro Tubo de coleta com tampa vermelha
Prova de tubo Amostras de pele, unha, Frasco coletor estéril
germinativo cabelo e pelo, amostras
oculares, mucosas, micoses
subcutâneas, trato
respiratório, urina, fezes,
LCR e outros líquidos
corporais.
PSA Soro Tubo com gel separador
PTH Soro Tubo com gel separador
RET Sangue total Tubo com EDTA
RH Sangue total Tubo com EDTA
Rub IgG Soro Tubo com gel separador
Rub IgM Soro Tubo com gel separador
Sódio Soro Tubo com gel separador
T3 total Soro Tubo com gel separador
T4 total Soro Tubo com gel separador
Teste da Colônias provenientes urina, Coletor ou tubo estéril, stuart
bacitracina fezes, LCR, mucosas e
outros líquidos
Teste da bile Colônias provenientes urina, Coletor ou tubo estéril, stuart
esculina e Nacl fezes, LCR, mucosas e
outros líquidos
Teste da Colônias provenientes urina, Coletor ou tubo estéril
catalase fezes, LCR, mucosas e
outros líquidos
Teste da Colônias provenientes urina, Coletor ou tubo estéril, stuart
novobiocina fezes, LCR, mucosas e
outros líquidos
Teste da Colônias provenientes urina, Coletor ou tubo estéril, stuart
optoquina fezes, LCR, mucosas e
outros líquidos
Teste da Colônias provenientes urina, Coletor ou tubo estéril, stuart
oxidase fezes, LCR, mucosas e
outros líquidos
Teste de Urina e secreções Uribac, frasco coletor estéril, tubo
carbapenemac estéril
Teste de Sangue venoso ou arterial Frasco de hemocultura (HEC e
hemocultura HEMA).
Teste do Indol Urina Stuart, frasco coletor estéril
Teste NF3 Amostras em geral Uribac, stuart
sabidamente gram negativa
não fermentadora de glicose
Teste rápido Secreção de amostras de Stuart
chlamydia swabs endocervicais ou
endouretrais urina de
homens e secreção oculares
de indivíduos sintomáticos.
Testosterona Soro Tubo com gel separador
TGO Soro Tubo com gel separador
TGP Soro Tubo com gel separador
Toxo IgG Soro Tubo com gel separador
Toxo IgM Soro Tubo com gel separador
Triglicérides Soro Tubo com gel separador
Troponina Plasma Tubo com citrato de sódio
TSH Soro Tubo com gel separador
Ureia Soro Tubo com gel separador
VDRL Soro Tubo com gel separador
VIT D Soro Tubo com gel separador
WAAR Soro Tubo com gel separador
WASL Soro Tubo com gel separador
Zinco Soro Tubo com gel separador
2.4 Aplicação prática do teste laboratorial

Tabela 3: Significado clínico do teste laboratorial:


Teste: Interpretação e comentários:
ABO Os anticorpos monoclonais da classe IgM
reagem com o antígeno presente na
superfície da hemácia.
Ácido Úrico Entre as etiologias mais comuns da
hiperuricemia, estão a falência renal, a
cetoacidose, o excesso de lactato e o uso de
diuréticos. A hiperuricemia também tem uma
relação positiva na hiperlipidemia,
obesidade, arteriosclerose, diabete mellitus,
hipertensão e exercício. A ingestão de
alimentos ricos em purinas, carnes, vísceras,
vegetais, leguminosas e trigo, causam uma
hiperuricemia média bem como um aumento
significativo da excreção urinária de urato.
Albumina Diminuições da albumina ocorrem na cirrose
e outras doenças hepáticas, incluindo o
alcoolismo crônico; na gravidez e associado
ao uso de contraceptivos orais; em muitas
doenças crônicas, incluindo as neoplasias,
síndrome nefrótica, doenças inflamatórias,
como as doenças autoimunes, imobilização
prolongada, falência cardíaca. Elevação da
albumina sérica é encontrada somente na
desidratação.
Alfa 1 Antitripsina Auxilia o diagnóstico de enfisema precoce ou
disfunção hepática, estabelecendo o risco de
desenvolver enfisema precoce ou cirrose
hepática relacionada a deficiências de alfa-1
antitripsina e avaliação do risco de os filhos a
herdarem.
ALT Elevações das transaminases ocorrem nas
hepatites (viral e tóxica), na mononucleose,
cirrose, carcinoma hepático primário ou
metastático, pancreatite. Valores de ALT são
iguais ou superiores aos de AST na maioria
dos pacientes com hepatites virais. Nos
casos de cirrose hepática, hepatite alcóolica
ou carcinoma metastático, os valores de ALT
são inferiores aos de AST.
Amilase A elevação da amilase sérica inclui lesões
inflamatórias envolvendo as glândulas
salivares, tais como a parotidite epidêmica,
úlcera péptica perfurada, envolvendo ou não
o pâncreas, infarto ou obstrução intestinal,
peritonite, apendicite aguda, cetoacidose
diabética, gravidez ectópica rota,
insuficiência renal. A determinação da
amilase sérica e urinária são os testes mais
úteis para o diagnóstico da pancreatite e em
muitos casos a relação entre as depurações
da amilase e da creatinina pode ser útil no
diagnóstico da pancreatite aguda e
pancreatite recorrente.
Anti HBc IgG Este teste é utilizado para a detecção
qualitativa de anticorpos contra o antígeno
do core do vírus da hepatite B no soro ou no
plasma humano. O vírus da hepatite B é um
DNA-vírus da família das hepatites que se
encontra dissociado por todo o mundo.
A transmissão ocorre principalmente através
das vias parenteral, sexual e vertical (mãe
para o filho). A manifestação desta doença
vai desde a forma assintomática até uma
infecção severa fulminante (rara).
Atualmente, a maioria dos indivíduos
infectados limitam-se a infecção aguda
evoluindo para a cura, uma pequena
porcentagem desenvolve a infecção crônica.
Recomenda-se a vacinação para todos os
indivíduos independentemente da idade.
Anti HBc IgM Este teste é utilizado para a detecção
qualitativa de anticorpos contra o antígeno
do core do vírus da hepatite B no soro ou no
plasma humano. O vírus da hepatite B é um
DNA-vírus da família das hepatites que se
encontra dissociado por todo o mundo. A
transmissão ocorre principalmente através
das vias parenteral, sexual e vertical (mãe
para o filho). A manifestação desta doença
vai desde a forma assintomática até uma
infecção severa fulminante (rara).
Atualmente, a maioria dos indivíduos
infectados limitam-se a infecção aguda
evoluindo para a cura, uma pequena
porcentagem desenvolve a infecção crônica.
Recomenda-se a vacinação para todos os
indivíduos independentemente da idade ou
do grau de risco a exposição.
Anti HBe Este teste é utilizado para a detecção
qualitativa de anticorpos contra o antígeno
do core do vírus da hepatite B no soro ou no
plasma humano. O vírus da hepatite B é um
DNA-vírus da família das hepatites que se
encontra dissociado por todo o mundo. A
transmissão ocorre principalmente através
das vias parenteral, sexual e vertical (mãe
para o filho). A manifestação desta doença
vai desde a forma assintomática até uma
infecção severa fulminante (rara).
Atualmente, a maioria dos indivíduos
infectados limitam-se a infecção aguda
evoluindo para a cura, uma pequena
porcentagem desenvolve a infecção crônica.
Recomenda-se a vacinação para todos os
indivíduos independentemente da idade ou
do grau de risco a exposição.
Anti HBs Este teste é utilizado para a detecção
qualitativa de anticorpos contra o antígeno
do core do vírus da hepatite B no soro ou no
plasma humano. O vírus da hepatite B é um
DNA-vírus da família das hepatites que se
encontra dissociado por todo o mundo. A
transmissão ocorre principalmente através
das vias parenteral, sexual e vertical (mãe
para o filho). A manifestação desta doença
vai desde a forma assintomática até uma
infecção severa fulminante (rara).
Atualmente, a maioria dos indivíduos
infectados limitam-se a infecção aguda
evoluindo para a cura, uma pequena
porcentagem desenvolve a infecção crônica.
Recomenda-se a vacinação para todos os
indivíduos independentemente da idade ou
do grau de risco a exposição.
Anti HCV IgG Este teste é utilizado para a detecção
qualitativa de anticorpos contra o antígeno
do core do vírus da hepatite B no soro ou no
plasma humano. O vírus da hepatite B é um
DNA-vírus da família das hepatites que se
encontra dissociado por todo o mundo.
A transmissão ocorre principalmente através
das vias parenteral, sexual e vertical (mãe
para o filho). A manifestação desta doença
vai desde a forma assintomática até uma
infecção severa fulminante (rara).
Atualmente, a maioria dos indivíduos
infectados limitam-se a infecção aguda
evoluindo para a cura, uma pequena
porcentagem desenvolve a infecção crônica.
Recomenda-se a vacinação para todos os
indivíduos independentemente da idade ou
do grau de risco a exposição.
Anti HCV IgM Este teste é utilizado para a detecção
qualitativa de anticorpos contra o antígeno
do core do vírus da hepatite B no soro ou no
plasma humano. O vírus da hepatite B é um
DNA-vírus da família das hepatites que se
encontra dissociado por todo o mundo.
A transmissão ocorre principalmente através
das vias parenteral, sexual e vertical (mãe
para o filho). A manifestação desta doença
vai desde a forma assintomática até uma
infecção severa fulminante (rara).
Atualmente, a maioria dos indivíduos
infectados limitam-se a infecção aguda
evoluindo para a cura, uma pequena
porcentagem desenvolve a infecção crônica.
Recomenda-se a vacinação para todos os
indivíduos independentemente da idade ou
do grau de risco a exposição.
ASLO Exame útil no diagnóstico de estreptococcias
por estreptococos beta hemolítico do grupo
A, presentes em patologias tóxicas e
sensibilizantes como febre reumática e a
glomerulonefrite aguda após estreptocócia.
ASTL Elevações das transaminases ocorrem nas
hepatites (viral e tóxica), na mononucleose,
cirrose, pancreatite, traumatismo extenso e
no choque prolongado. A AST está quase
sempre elevada após o infarto agudo do
miocárdio.
Beta HCG Empregado na detecção da gravidez.
BILI D O exame de bilirrubina é utilizado para
diagnosticar e/ou monitorar doenças do fígado,
como cirrose, hepatite ou cálculo biliar.
BILI T O exame de bilirrubina é utilizado para
diagnosticar e/ou monitorar doenças do fígado,
como cirrose, hepatite, ou cálculo biliar.
C peptídeo É utilizado para monitorar a produção de insulina
pelas células beta do pâncreas e ajudar a
determinar a causa de hipoglicemia.
C3 Para determinar/monitorar deficiências ou
anormalidades nas proteínas que fazem
parte do sistema complemento estão
contribuindo para o aumento das infecções
ou da atividade autoimune.
C4 Serve para determinar o nível de C4 e é útil
para avaliar a possível ativação da via
clássica do complemento. Quando os outros
componentes do sistema estão normais,
concentrações de C4 estando abaixo da
normalidade podem ser decorrentes de
deficiência congênita de uma, duas, três ou
quatro cópias do gene C4 ou de deficiência
congênita ou adquirida.
Cálcio Esta dosagem é utilizada na avaliação de
distúrbios da paratireóide, na metástase
osteolítica, osteoporose, recuperação óssea,
casos de raquitismo e gravidez.
A hipocalcemia é devida a uma hipofunção
da paratireoide ou de uma deficiente
formação da vitamina D.
A hipercalcemia é determinada por um
aumento da mobilização de cálcio do
sistema esquelético (osteoporose)
decorrente de um aumento da absorção
intestinal.
CA 125 O exame de CA-125 avalia a quantidade deste
marcador tumoral no sangue.
O antígeno CA-125 é uma proteína presente na
maioria das células do câncer de ovário, e por
isso é útil durante e após o tratamento.
Camp test O teste visa a identificação de cepas de S.
agalactiae (grupo B). Estas cepas produzem o
fator CAMP (Christie, Atkins e Munch-Petersen)
que atua sinergicamente com a β-hemolisina
produzida pelo Staphylococcus aureus em ágar
sangue. A formação de uma seta ou meia-lua
convergindo para o S.aureus na intersecção do
crescimento das duas bactérias indica que o
teste é positivo e indicativo de S.agalactiae; se
não houver formação de seta ou meia-lua, o teste
é negativo e a cepa não pertence ao grupo B
de Lancefield.
Catalase A presença da catalase permite separar os
estreptococos catalase negativa para os
positivos.
A enzima catalase converte o peróxido de
hidrogênio em oxigênio e água. A liberação do
oxigênio se observa pela formação de bolhas.
CEA O exame CEA é um exame de sangue feito para
identificar a presença do antígeno
carcinoembrionário, esse antígeno é uma
proteína presente no tecido fetal ou embrionário e
que normalmente desaparece após o
nascimento, entretanto, alguma quantidade pode
estar presente no cólon.
Chagas Serve para identificar se há presença de
anticorpos contra Tripanosoma Cruzi que
surgem após a infecção e atingem níveis
elevados e podem persistir, juntamente
com a infecção, durante muitos anos.
Cloro Útil para dosar o íon Cloro no sangue, detectar e
medir a acidose e a alcalose. Medir o estado do
balanço hídrico. Valores elevados podem indicar
desidratação, hiperventilação e perda de função
renal.
CMFF A observação é feita seguindo o mesmo
princípio da observação em fungos
filamentosos, observa-se um aspecto
cremoso das colônias.
Citomegalovírus IgG Possibilita a avaliação quantitativa e
qualitativa das células do sangue periférico
auxiliando no diagnóstico de diversas
doenças: anemia ferropriva, anemia
megaloblástica, talassemias, estudos
hemolíticos, infecções, aplasia medular,
leucemias agudas e crônicas, anomalias
leucocitárias, entre outras.
Citomegalovírus IgM Possibilita a avaliação quantitativa e
qualitativa das células do sangue periférico
auxiliando no diagnóstico de diversas
doenças: anemia ferropriva, anemia
megaloblástica, talassemias, estudos
hemolíticos, infecções, aplasia medular,
leucemias agudas e crônicas, anomalias
leucocitárias, entre outras.
CK Teste útil no diagnóstico de infarto do
miocárdio e no diagnóstico e seguimento de
miopatias, incluindo hipotireoidismo e
doenças infecciosas com miopatia.
No caso de doenças do sistema muscular
esquelético, os níveis de CK se elevam
antes que os da miopatias e retornam ao
normal também mais precocemente.
CKMB A determinação da CKMB no soro é um
importante elemento no diagnóstico da
isquemia, no enfarto agudo do miocárdio, e
na miocardite. A CKMB é detectável no
sangue cerca de 3-8 horas após o início dos
sintomas cardíacos, podendo este aumento
continuar por um período de tempo
relativamente longo.
Colesterol total Valores aumentados de colesterol são
encontrados na nefrose e hipotireoidismo.
Níveis diminuídos são encontrados no
hipertireoidismo, desnutrição crônica, anemia
sideroblástica e talassemia. Doenças
hepáticas graves podem reduzir
drasticamente os níveis de colesterol.
Colinesterase Serve para detectar envenenamento com
algum produto tóxico.
Coombs Ele serve para detectar possíveis
incompatibilidades do organismo contra
determinado fator RH através dos anticorpos
Anti-D presentes na corrente sanguínea da mãe.
Cortisol O cortisol alto no sangue pode originar sintomas
como perda de massa muscular, aumento de
peso ou diminuição de testosterona já o cortisol
baixo pode originar sintomas de depressão,
cansaço ou fraqueza ou ser indicativo de
problemas.
Creatinina A constância na formação e excreção da
creatinina faz dela um marcador muito útil da
função renal, principalmente da filtração
glomerular, em função da sua relativa
independência de fatores como a dieta, grau
de hidratação e metabolismo proteico.
A determinação da creatinina plasmática é
um teste de função renal mais seguro do que
a uréia.
Nas doenças renais, a creatinina se eleva
mais vagarosamente que a uréia e se reduz
mais vagarosamente com a hemodiálise.
Esfregaços sanguíneos Os esfregaços fornecem uma distribuição
irregular dos elementos celulares. O exame
cuidadoso de uma extensão sanguínea bem
preparada fornece informações valiosas no
diagnóstico e tratamento de muitas
patologias. O estudo microscópico é
efetuado em pequeno aumento, observando
a distribuição das células sob imersão, os
detalhes de regularidade do contorno celular,
basofilia e acidofilia do citoplasma,
características tintoriais de suas
granulações, distribuição e coloração da
cromatina nuclear fornecem dados para o
exame morfológico das células sanguíneas e
diferenciação dos leucócitos. A contagem de
plaquetas é efetuada ao microscópio óptico,
visando seu número e tamanho
apresentados.
Estradiol Útil para o diagnóstico e acompanhamento
das patologias relacionadas a fertilidade, ao
ciclo menstrual e outras doenças endócrinas.
Fator reumatoide O Fator Reumatoide é um auto anticorpo, em
geral da classe IgM dirigido contra o
fragmento Fc da IgG. A sua pesquisa e
dosagem são úteis para o diagnóstico da
artrite reumatóide. O FR não é específico,
sendo detectado em titulações menores em
outras doenças reumáticas autoimunes
como: Lúpus, escleroderma, síndrome de
Sjogren, dermatomiosites e síndromes de
superposição, em algumas doenças
infecciosas (mononucleose infecciosa, sífilis,
tuberculose, hepatite viral, endocardite
bacteriana)
Ferritina A determinação da ferritina é um método
adequado para determinar a situação do
metabolismo do ferro.
Se a diminuição do nível de ferritina for
acompanhada de anemia hipocrómica
microcítica, estamos perante uma deficiência
manifesta de ferro. Quando o nível de
ferritina está elevado e é possível excluir a
possibilidade de distúrbio de distribuição,
estamos perante uma manifestação de
sobrecarga de ferro no organismo.
Ferro As determinações do ferro sérico servem
para o diagnóstico e monitoração das
anemias ferroprivas, hemoglobinopatias,
hemocromatoses (enfermidade em que os
pigmentos de ferro, a hemossiderina e a
hemofucsina, se depositam nos tecidos e se
manifesta por pigmentação cutânea),
hepatopatias, nefropatias crônicas e nas
enfermidades e danos tóxicos da medula
óssea.
Fibrinogênio Útil para a investigação de um distúrbio
hemorrágico. Algumas vezes é usado como parte
da avaliação de risco coronariano.
Fosfatase alcalina Níveis elevados de fosfatase alcalina
ocorrem em pacientes com doenças ósseas
caracterizadas por aumento da atividade
osteoblástica como a osteite deformante,
raquitismo, osteomalácia, metástase óssea,
sarcoma osteogênico e doença de Paget.
Níveis diminuídos da fosfatase alcalina são
encontrados na desnutrição crônica, na
hipofosfatasemia e, ocasionalmente, no
hipotireopidismo e anemia perniciosa.
FSH Útil para o diagnóstico e acompanhamento
das patologias relacionadas a fertilidade, ao
ciclo menstrual e outras doenças endócrinas.
Gama A GGT é um sensível indicador de doenças
inflamatórias e lesão hepática e está
significativamente elevada nas doenças
obstrutivas das vias biliares.
Valores elevados de GGT em pacientes
anictéricos com câncer são um seguro
indicador de metástases hepáticas.
Glicose Valores elevados de glicose ocorrem em
diabetes, nos estados de intolerância à
glicose e nas diabetes secundárias a várias
doenças hipertireoidismo, hiperpituitarismo e
hiperadrenocorticismo, entre outras. Valores
diminuídos de glicose ocorrem nas
hipoglicemias. Quando a ocorrência de
sintomas de hipoglicemia é relacionada à
alimentação, duas formas de hipoglicemia
podem ser definidas: hipoglicemia do jejum e
pós-prandial.
HAV IgM Serve para avaliar a presença do antígeno
conta a Hepatite A.
HAV total É a soma de todos os anticorpos contra o
vírus da Hepatite A (Anti HAV IgM e Anti HAV
IgG), ou seja, se apenas um deles (Anti HAV
IgM e Anti HAV IgG) estiver reagente o total
também será reagente.
HbA1c Avalia a quantidade de glicose que existe
dentro das hemácias, sendo que as
hemácias têm um tempo de vida curto (120
dias), então o princípio deste exame é
avaliar a quantidade glicose nas hemácias
nos últimos 120 dias, também é útil para
monitorar paciente com diabetes.
HBsAg Este teste é utilizado para a detecção
qualitativa de anticorpos contra o antígeno
do core do vírus da hepatite B no soro ou no
plasma humano. O vírus da hepatite B é um
DNA-vírus da família das hepatites que se
encontra dissociado por todo o mundo.
A transmissão ocorre principalmente através
das vias parenteral, sexual e vertical (mãe
para o filho). A manifestação desta doença
vai desde a forma assintomática até uma
infecção severa fulminante (rara).
Atualmente, a maioria dos indivíduos
infectados limitam-se a infecção aguda
evoluindo para a cura, uma pequena
porcentagem desenvolve a infecção crônica.
Recomenda-se a vacinação para todos os
indivíduos independentemente da idade ou
do grau de risco a exposição.
Para se classificar a infecção por hepatite B,
contamos com uma série de marcadores
sorológicos que definem o estágio da
doença.
HDL A determinação da concentração sérica do
colesterol da lipoproteína de alta densidade
(HDL-C) constitui parte integrante da
avaliação laboratorial do metabolismo
lipídico e tem sido utilizada para estimar o
risco de desenvolvimento de Doença Arterial
Coronariana (DAC). As concentrações do
Colesterol Total e do Colesterol HDL
dependem de metabolismos distintos e não
se deve fazer qualquer tentativa de buscar
correlação entre seus níveis de
concentração.
Hemocultura Serve para detectar presença de
bactérias/fungos no sangue.
Hemograma Hemograma é o nome dado a análise do
conjunto das células sanguíneas que,
reunido aos dados clínicos, permite
conclusões diagnósticas e prognosticas de
grande número de patologias.
O hemograma é composto por três
determinações básicas que incluem as
avaliações dos eritrócitos (ou série
vermelha), dos leucócitos (ou série branca) e
das plaquetas (ou série plaquetária). O
eritrograma consiste na contagem do
número de eritrócitos, na dosagem da
hemoglobina, na determinação do
hematócrito, do volume corpuscular médio,
da hemoglobina corpuscular médi), da
concentração da hemoglobina corpuscular
média e da distribuição do tamanho dos
eritrócitos e, qualitativamente, de uma
análise morfológica dos eritrócitos, inclusive
a presença de parasitoses, como a malária e
etc.
O leucograma consiste na contagem global
dos leucócitos, do percentual e números
absolutos de eosinófilos, basófilos, linfócitos,
monócitos e granulócitos neutrófilos, bem
como de células hematológicas atípicas,
malignas, confirmadas pela análise
morfológica. A contagem de plaquetas
completa a análise dos elementos figurados
do sangue e a sua análise morfológica é
fundamental para o diagnóstico das doenças
plaquetária.
HIV antígeno Serve para detectar o antígeno p24.
HIV Combi PT Este teste detecta anticorpos contra os vírus
HIV-1 e HIV-2 mais um "pedaço" do p24.
Insulina A insulina é responsável pela regulação das
concentrações de glicose no sangue, sendo
útil na avaliação de pacientes com diabetes.
A insulina é liberada em resposta à presença
de glicose no sangue, em geral após a
ingestão de uma refeição, ela se liga ás
células receptoras localizadas nas
membranas celulares dos tecidos-alvo,
sendo que os principais tecidos-alvos são o
fígado, gorduras e o tecido muscular um
indivíduo saudável normal produz de 40 a 50
unidades de insulina por dia. Se a produção
de insulina não for estimulada, os níveis de
glicose no sangue não diminuirão, causando
a hiperglicemia.
LDH Os valores mais elevados são encontrados
em pacientes com anemia megaloblástica,
em carcinomas e no choque grave.
Elevações moderadas ocorrem em pacientes
com infarto do miocárdio, infarto pulmonar,
mononucleose infecciosa e nos pacientes
com distrofia muscular progressiva.
Ligeiras elevações são encontradas em
pacientes com hepatite aguda, nas icterícias
obstrutivas e na cirrose.
IAL Serve como prova bioquímica para avaliar a
motilidade da bactéria pela turvação da
lisina, fermentação da glicose e da sacarose,
produção de gás, hidrólise de uréia e indol.
ATB Serve para avaliar a qual tipo de antibiótico a
bactérias é sensível ou resistente.
LDL A determinação da concentração sérica do
colesterol da lipoproteína de baixa densidade
(LDL-C) constitui parte integrante da
avaliação laboratorial do metabolismo
lipídico e tem sido utilizada para estimar o
risco de desenvolvimento de Doença Arterial
Coronariana (DAC). As concentrações do
Colesterol Total e do Colesterol LDL
dependem de metabolismos distintos e não
se deve fazer qualquer tentativa de buscar
correlação entre seus níveis de
concentração.
LH Útil para o diagnóstico e acompanhamento
das patologias relacionadas a fertilidade, ao
ciclo menstrual e outras doenças endócrinas.
LIT Para medir o lítio no sangue, manter o nível
terapêutico e evitar afeitos tóxicos.
Magnésio Valores diminuídos do magnésio sérico
ocorrem em várias condições clínicas:
estado de má nutrição, alcoolismo, estados
de má absorção, pancreatite aguda,
hipoparatireoidismo, hipertireoidismo e
hiperaldosteronismo. Elevação do magnésio
é encontrada na desidratação, acidose
diabética severa, doença de Addison,
nanismo hipofisário tratado com hormônio do
crescimento. Condições que interferem na
filtração glomerular, como na uremia,
resultam na retenção do magnésio e
consequentemente elevação na
concentração sérica.
Potássio A monitoração do potássio é útil no
acompanhamento de pacientes em uso de
corticoterapia, em nefropatias, principalmente
com insuficiência renal, na cetoacidose diabética,
no manejo da hidratação parenteral e na
insuficiência hepática.
OXI Caracteriza espécies de Neisseria, distingui não
fermentadoras (oxidase positiva) de
enterobactérias (oxidase negativa).
Progesterona Este exame é útil para o diagnóstico e
acompanhamento das patologias
relacionadas à fertilidade, ao ciclo menstrual
e outras doenças endócrinas.
Prolactina A determinação da prolactina é importante
em casos de disfunção do hipotálamo.
Uma hiperprolactinemia resulta em
galactorréia, amenorréia e infertilidade
feminina e em impotência e hipogonadismo
masculino.
Proteína C reativa Este teste é útil na avaliação e
acompanhamento das patologias que
cursam com inflamação, por ser uma das
principais proteínas de fase aguda, portanto,
um indicador de processos infecciosos e
inflamatórios; uma vez que em menos de 12
horas após o início do estímulo de sua
síntese, sua concentração plasmática pode
aumentar até 100 vezes em relação ao valor
basal. Nas vasculites sistêmicas serve como
parâmetro para acompanhar a terapêutica.
Proteínas totais O nível de proteínas séricas é basicamente
um reflexo de sínteses hepáticas ou de
perda de proteínas devido a enfermidade
renal, desnutrição severa, queimaduras
graves. A eliminação excessiva de proteínas
pelos rins ou a diminuição da síntese
hepática provoca uma diminuição na pressão
coloidosmótica do plasma, que aumenta a
reabsorção de sódio e água levando a
edema.
PSA O PSA é detectado no soro de homens com
tecido prostático normal, hipertrófico benigno
e maligno. O PSA não é detectado no soro
de homens sem tecido prostático
(prostatectomia) ou no soro da maioria das
mulheres. O fato de ser específico para o
tecido prostático faz do PSA um marcador
adequado para o monitoramento de homens
com câncer de próstata. O PSA é também é
útil na determinação de possível recorrência
após terapia quando utilizado juntamente
com outros índices diagnósticos. Os níveis
de PSA aumentam em homens com câncer
de próstata e geralmente caem para a faixa
não detectável após uma prostatectomia
radical. Se restar tecido prostático após a
cirurgia ou ocorrer uma metástase, o PSA
parece ser útil na detecção de tumor residual
ou de recorrência precoce de tumor.
Sódio A monitoração do sódio é útil no
acompanhamento de pacientes
principalmente com insuficiência renal, na
cetoacidose diabética, no manejo da
hidratação parenteral e na insuficiência
hepática.
T4 Livre Este exame é útil para o diagnóstico e
acompanhamento das patologias de tireóide.
Níveis de T4 livre está relacionado à
secreção e metabolismo do T4. No
hipotireoidismo e hipertireoidismo os níveis
de T4L acompanham os de T4. Dosar o T4L
é útil quando níveis alterados de T4
acontecem por alterações nas proteínas
ligadoras de T4,
T4 Total Este exame é útil para o diagnóstico e
acompanhamento das patologias de tireóide.
Testosterona É um indicador da secreção de TET e do
funcionamento das células de Leydig.
Ajuda no diagnóstico do hipogonadismo,
hipopituitarismo, s. de Klinefelter’s,
impotência, hirsurtismo, anovulação,
amenorréia, virilização em mulheres,
tumores ovarianos, tumores da córtex
adrenal e hiperplasia adrenal congênita.
Toxoplasmose IgG Serve para diagnosticar toxoplasmose
congênita ou pós-natal, para investigar a
presença de anticorpos contra o Toxoplasma
Gondii em grávidas, se contamine durante a
gestação, pode passar a doença para o feto,
o que gera risco de aborto espontâneo ou
problemas no nascimento.
Toxoplasmose IgM Serve para diagnosticar toxoplasmose
congênita ou pós-natal, para investigar a
presença de anticorpos contra o Toxoplasma
Gondii em grávidas, se contamine durante a
gestação, pode passar a doença para o feto,
o que gera risco de aborto espontâneo ou
problemas no nascimento.
TP Ao plasma descalcificado pelo citrato, é
adicionado um excesso de tromboplastina.
Considerando que a protrombina é
convertida em trombina num tempo
uniforme, a recalcificação com quantidade
conhecida de cloreto de cálcio produz a
coagulação do plasma. O tempo, em
segundos, anotado desde a recalcificação
até a coagulação é o tempo de protrombina.
A prova determina a concentração de
protrombina no sangue.
Triglicerídeos Podem estar associadas a doença
cardiovascular e ocorrem comum em
diabetes, alcoolismo, pancreatite, doença do
armazenamento do glicogênio, síndrome
nefrótica, hipotireoidismo, gravidez, uso de
anticoncepcionais e mieloma múltiplo, entre
outras doenças. O aumento dos
triglicerídeos na diabetes está relacionado ao
aumento da mobilização das áreas de
armazenamento de lipídeos (triglicerídeos)
em decorrência da diminuição da insulina,
produzindo seu metabolismo anormal e
depósito de lipídeos nas paredes vasculares
levando a aterosclerose.
TTPA A princípio esta prova é semelhante ao
tempo de protrombina. Envolve a
recalcificação do plasma, porém em
presença de uma cefalina.
A cefalina é uma lipoproteína. Funciona
como um substituto das plaquetas,
fornecendo uma concentração ótima de
fosfolípide. Dessa forma, as reações do
sistema intrínseco de coagulação são
aceleradas. O tempo de tromboplastina
parcial corresponde ao tempo gasto para
ocorrer a coagulação do plasma recalcificado
em presença de um fosfolípide ou
tromboplastina parcial.
Uréia A diminuição da uréia está relacionada a
insuficiência hepática grave, aumento da
diurese e redução da metabolização de
proteínas que determina a liberação de
amônia, a qual é convertida em uréia pelo
fígado. A uremia é observada na dieta rica
em proteínas, insuficiência cardíaca
congestiva, nefrite, insuficiência renal aguda
e carcinomas no trato urinário. A lesão renal
provoca uma retenção de substâncias
tóxicas como a uréia através de distúrbios de
filtração, reabsorção, secreção e excreção.
VDRL Quando a mulher adquire sífilis durante a
gravidez, pode ocorrer abortamento
espontâneo, morte fetal, prematuridade, feto
hidrópico, recém-nascidos sintomáticos e
assintomáticos. A sífilis na gestação constitui
problema importante, fundamentalmente por
duas razões antagônicas, seja pela
gravidade das lesões que pode ocasionar no
concepto, quando não tratada, seja pela
possibilidade real da profilaxia
medicamentosa da sífilis congênita
consequente a um controle pré-natal correto.
VHS Mede a estabilidade da suspensão de
hemácias no plasma que, por ser menos
denso, favorece a sedimentação dos
glóbulos pela ação da gravidade, quando
colocados em uma pipeta graduada.
Vitamina B12 Os seres humanos obtêm vitamina B12
exclusivamente de fontes alimentares de
origem animal, como carne, ovos e leite. A
vitamina B12 requer para absorção um fator
intrínseco, uma proteína secretada pelas
células parietais na mucosa gástrica.
As descobertas clínicas e laboratoriais sobre
a deficiência de B12 incluem anormalidades
neurológicas, níveis baixos de B12 no soro e
excreção aumentada de ácido metilmalônico.
A síntese comprometida do DNA associada à
deficiência de vitamina B12 causa anemias
macrocíticas.
VLDL A determinação da concentração sérica do
colesterol da lipoproteína de densidade
muito baixa (VLDL-C) constitui parte
integrante da avaliação laboratorial do
metabolismo lipídico e tem sido utilizada
para estimar o risco de desenvolvimento de
Doença Arterial Coronariana (DAC). As
concentrações do Colesterol Total e do
Colesterol VLDL dependem de metabolismos
distintos e não se deve fazer qualquer
tentativa de buscar correlação entre seus
níveis de concentração.
Wasserman Quando a mulher adquire sífilis durante a
gravidez, pode ocorrer abortamento
espontâneo, morte fetal, prematuridade, feto
hidrópico, recém-nascidos sintomáticos e
assintomáticos. A sífilis na gestação constitui
problema importante, fundamentalmente por
duas razões antagônicas, seja pela
gravidade das lesões que pode ocasionar no
concepto, quando não tratada, seja pela
possibilidade real da profilaxia
medicamentosa da sífilis congênita
consequentemente a um controle pré-natal
correto.
Zinco A deficiência de zinco pode ser causada por
malabsorção (colite ulcerativa, doença de
Crohn, spru), cirrose hepática, hepatites,
nefropatias e perda exudativa (queimaduras
severas). Alguns medicamentos também
podem interferir no metabolismo de zinco
(corticosteróides, quelantes, penicilina).
Valores diminuídos: dermatite, alopecia,
perda de peso, diarréia, infecção periódica,
desordens neuropsiquiátricas, oligospermia,
aumento dos níveis de amônia, retardamento
de crescimento na infância, hipogonadismo,
falta de apetite, letargia.

2.5 Equipamentos:
Tabela 5: Equipamentos

Equipamento Marca Modelo Fabricante


Roche Cobas Cobas 6000 Roche
Roche Cobas Cobas c 501 Roche
Roche Cobas Cobas e 601 Roche
Roche Cobas Cobas integra 4 Roche
plus
Roche Cobas Cobas e 411 Roche
Siemens Siemens Siemens Immulite Siemens
2000
Werfer ACL ACL 7000 Werfer
Beckman Coulter Coulter LH 780 Analyze Beckman Coulter
Fluxo laminar Bioseg Bioseg 12 Grupo Veco
Estufa 1 Fanem Modelo 002 CB Fanem LTDA
Estufa 2 Nova NI 1521 Nova instruments
Aparelho de BD BACTEC Bactec 9240 Bactec
Hemocultura
Autoclave Stermax Autoclave stermax Stermax
analógica vertical
75l

2.6 Metodologia analítica


Tabela 6: Fundamentação metodológica:

Nome: Fundamento do método:


Ácido úrico Colorimétrico
Ácidos biliares totais Colorimétrico
ACTH Imunoensaio enzimático com princípio de
competição
Albumina Ensaio imunoturbidimétrico
Alfa 1 antitripsina Ensaio imunoturbidimétrico
Amilase Colorimétrico
Amônia Colorimétrico
Anti ccp Imunoensaio enzimático com princípio de
captura
Anti- HBc Imunoensaio enzimático com princípio de
captura
Anti- HBc IgM Imunoensaio enzimático com princípio de
captura
Anti- HBe Imunoensaio enzimático com princípio de
competição
Anti- HBs Imunoensaio enzimático com princípio de
sanduiche
Anti- HCV Imunoensaio enzimático com princípio de
sanduiche
ASLO Teste imunoturbidimétrico.
B12 Imunoensaio enzimático com princípio de
competição
Bilirrubina direta Método Diazo
C peptide Imunoensaio enzimático com princípio de
sanduiche
C3 Ensaio imunoturbidimétrico
C4 Ensaio imunoturbidimétrico
CA 125 Imunoensaio enzimático com princípio de
sanduiche
Cálcio Colorimétrico
CEA Imunoensaio enzimático com princípio de
sanduiche
CHAG Teste rápido
CK Colorimétrico
CK-MB Imunoensaio enzimático com princípio de
sanduiche
Cl Eléctrodos selectivos de íons, utilizando
amostras não diluídas (ISE direto).
CMV IgG Imunoensaio enzimático com princípio de
sanduiche
CMV IgM Imunoensaio enzimático com princípio de
captura
Colesterol Colorimétrico
Colinesterase Colorimétrico
Cortisol Imunoensaio enzimático com princípio de
captura
Creatinina Colorimétrico
DHEA- S Imunoensaio enzimático com princípio de
competição
Estradiol Imunoensaio enzimático com princípio de
competição
Ferritina Imunoensaio enzimático com princípio de
sanduiche
Folato Imunoensaio enzimático com princípio de
competição.
Fosforo Método de ponto final com branco da
amostra
FSH Imunoensaio enzimático com princípio de
sanduiche
FT3 Imunoensaio enzimático com princípio de
competição
FT4 Imunoensaio enzimático com princípio de
competição
GGT Colorimétrico
Glicose Método enzimático de referência com
hexoquinase.
Haptoglobina Ensaio imunoturbidimétrico.
HAV IGM Imunoensaio enzimático com princípio de
captura
HAV total Imunoensaio enzimático com princípio de
competição
HbA1c Ensaio imunoturbidimétrico.
HBeAg Imunoensaio enzimático com princípio de
sanduiche
HBsAg Imunoensaio enzimático com princípio de
sanduiche
HCG Método imunocromatográfico
HDL Colorimétrico
HIV antigen Imunoensaio enzimático com princípio de
sanduiche
HIV combi PT Imunoensaio enzimático com princípio de
sanduiche
HSV 1 Imunoensaio enzimático com princípio de
sanduiche
HSV 2 Imunoensaio enzimático com princípio de
sanduiche
IgA Ensaio imunoturbidimétrico.
IgG Ensaio imunoturbidimétrico.
IgM Ensaio imunoturbidimétrico.
Insulina Imunoensaio enzimático com princípio de
sanduiche
Lactato Colorimétrico
LDH Teste UV
LDL Colorimétrico
LH Imunoensaio enzimático com princípio de
sanduiche
LI Eléctrodos seletivos de íons, utilizando
amostras não diluídas (ISE direto).
Lipase Colorimétrico
Magnésio Colorimétrico
Na Eléctrodos seletivos de íons, utilizando
amostras não diluídas (ISE direto).
Progesterona Imunoensaio enzimático com princípio de
captura
Prolactina Imunoensaio enzimático com princípio de
sanduiche
Proteína urinaria/ CSF Método turbidimétrico
Proteínas totais Colorimétrico
PSA Imunoensaio enzimático com princípio de
sanduiche
PTH Imunoensaio enzimático com princípio de
sanduiche
Rub IgG Imunoensaio enzimático com princípio de
sanduiche
Rub IgM Imunoensaio enzimático com princípio de
captura
T3 Imunoensaio enzimático com princípio de
competição
T4 Imunoensaio enzimático com princípio de
competição
Testosteron Imunoensaio enzimático com princípio de
competição
TGO Colorimétrico
TGP Colorimétrico
Toxo IgG Imunoensaio enzimático com princípio de
sanduiche
Toxo IgM Imunoensaio enzimático com princípio de
captura
Triglicérides Colorimétrico
Troponina Imunoensaio enzimático com princípio de
sanduiche
TSH Imunoensaio enzimático com princípio de
sanduiche
Ureia Teste cinético com urease e glutamato
desidrogenase
VDRL Colorimétrico
Vit D Electroquimioluminescência pelo princípio
de competição.
WAAR O teste é baseado com a suspensão de
hemácias, em um cartão-teste, com o soro
contendo níveis Waaler Rose, observa-se
uma aglutinação nítida no período máximo
de 2 minutos.
WASL O teste é constituído por um reagente de
eritrócitos de aves sensibilizados com
antígenos e um reagente controle com
eritrócitos de aves não sensibilizados,
ambos tratados com formol, e um diluente e
um soro controle. Quando as amostras
positivas diluídas são misturadas com os
eritrócitos sensibilizados, a reação antígeno-
anticorpo ocorre, provocando a aglutinação
das células e formando um padrão
característico no fundo do poço da placa de
microtitulação, na ausência de anticorpos,
forma-se um botão compacto no fundo do
poço.
Zinco Teste colorimétrico enzimático

2.6 Garantia da Qualidade Analítica

2.6.1 Controle de qualidade interno:

O controle de qualidade do setor de hematologia utiliza controle comercial diariamente em


três níveis, desta forma auxilia na monitoração da imprecisão do processo, os resultados
obtidos e as ações tomadas, são planilhadas de acordo com os resultados esperado e caso
o valor esteja diferente do esperado é necessário repassar o controle. O setor de
coagulação utiliza um plasma controle comercial diariamente para os exames de TP, TTPA e
fibronogênio, esses controles são divididos em normal e patológico (kit HemosIL), os
resultados obtidos são planilhados de acordo com os resultados e caso o resultado seja
diferente do que é esperado é necessário repassar o controle. O setor de
bioquímica/Imunologia/Hormônios, utilizam o mesmo padrão para o controle de qualidade,
sendo ele dividido em normal e patológico e depois planilhado.

2.6.2 Controle de qualidade externo:

É utilizado o ensaio de proficiência do Controllab, sendo uma ferramenta eficaz para


determinar o desempenho da fase analítica do laboratório. Aliado ao controle interno e a
uma gestão comprometida com a qualidade, promove um profundo conhecimento dos
processos de análise e garante a confiabilidade dos seus resultados. O controle externo é
uma sistemática contínua e periódica, constituída por avaliações de resultados obtidos pelo
laboratório na análise de materiais desconhecidos que simulam pacientes.
Tais avaliações resultam de estudos estatísticos e análises de um grupo assessor, que
apontam erros e possíveis causas, acertos e considerações sobre o desempenho global dos
participantes. Relatórios são disponibilizados para o laboratório verificar seu desempenho,
identificar melhorias relacionadas a sistemática de ensaio, equipamentos e corpo técnico.

3. ATIVIDADE DE REFLEXÃO DA PRÁTICA:


Tabela 7. Aprendizagem e desenvolvimento pessoal
Assinale o seu grau de concordância com as afirmativas abaixo em relação ao estágio que
você fez, sendo: 1- Discordo totalmente 2- Discordo 3- Concordo 4- Concordo totalmente

1. Fui capaz de pôr em prática os conhecimentos adquiridos na 1 2 3 4


Universidade.
2. Alcancei os objetivos que me foram propostos. X
3. Desenvolvi novas habilidades profissionais relacionadas a minha
área de formação. X
4. Adquiri conhecimentos técnicos relacionados a minha área de
formação. X
5. Desenvolvi uma rede de relacionamentos profissionais que X
provavelmente me serão úteis no futuro.
6. Colaborei na resolução de problemas durante meu estágio. X
7. Adaptei-me com facilidade à organização e suas rotinas. X
8. Fui bem orientado na organização. X
9. Desenvolvi minha capacidade de trabalhar em grupo. X
10. Desenvolvi habilidades de comunicação oral. X
11. Desenvolvi habilidades de comunicação escrita. X
12. O estágio me ajudou a definir meus objetivos profissionais. X
Numa escala de 0 a 10, com que nota você avaliaria e estágio que fez, considerando
aprendizagem e desenvolvimento pessoal?

Considero o meu desempenho pessoal foi melhor do que eu imaginava, sendo que no final
do semestre eu e o estagiário André recebemos uma proposta de trabalharmos como
técnicos de laboratório, porém por motivos maiores não aceitamos a proposta. Descobri que
a minha maior vocação é no setor de microbiologia, considero o meu desempenho com nota
10.

4. REFERÊNCIAS:

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<http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/rede_rm/cursos/rm_controle/opas_web/mod
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clínico. Brasília, 2007. 3 v. Disponível em:
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Médica. 5. ed. Brasília: Anvisa, 2004. 95 p. (5). Disponível em:
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