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PArTe ii

Unidade d
Forças em Dinâmica

capítulo 11 Os princípios
da Dinâmica, 194

capítulo 12 Forças de atrito, 229

capítulo 13 Forças em trajetórias


curvilíneas, 252
PARTE

II
Unidade e
Os princípios da conservação

capítulo 14 Trabalho, 267

capítulo 15 Energia, as suas formas e a sua


conservação, 288

capítulo 16 Impulso e quantidade de


movimento, 323

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UNidAde d Forças em dinâmica

Capítulo
Os princípios

11 da Dinâmica

O voo do Jetman
Voar sempre foi o desejo do ser humano. Esse desejo
foi realizado pelo suíço Yves Rossy com um
equipamento que inicialmente parece simples, mas
Em sua obra Princípios é muito complexo. Para desenvolver o equipamento,
Matemáticos da Filosofia Yves levou 15 anos até chegar ao seu objetivo.
Natural, Isaac Newton enunciou
as três leis fundamentais da
Mecânica, conhecidas hoje em
dia como as leis de Newton.

11.1 Introdução
Pode haver movimento mesmo na
ausência de forças?
11.2 Princípio da inércia
(primeira lei de Newton)
1 O homem salta do
Um corpo livre da ação de forças ou avião a uma altura
está em repouso ou em movimento de aproximadamente
retilíneo uniforme. 4.000 m com as
asas inicialmente
11.3 Princípio fundamental dobradas. Acionando
da Dinâmica (segunda lei de um mecanismo, as
Newton) asas se abrem e então Devido ao tamanho,
inicia a travessia. as asas devem
A aceleração adquirida por estar dobradas no
um corpo tem intensidade momento do salto
proporcional à da força resultante
sobre ele, com direção e sentido
dessa força resultante.
11.4 Princípio da ação e reação
(terceira lei de Newton)
Propulsão
A toda ação corresponde uma Miniaturas das turbinas
reação de mesma intensidade, encontradas em aviões
mesma direção e sentido contrário. garantem impulso não só para
planar, mas também para
ganhar altura.

REINO UNIDO
Dover
35 km
Canal da Mancha Calais

4 motores a jato
FRANÇA movidos a querosene
O suíço atravessou o Canal da Mancha em
sua parte mais estreita: cerca de 35 km. 2,5 m

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4 Conforme o Jetman vai perdendo
altitude, ele precisa se preocupar
(também) com os pássaros. Uma colisão
frontal a 180 km/h seria fatal! Para se
desviar ele usa apenas o corpo para
controlar o voo.

3 O vento pode ajudar ou atrapalhar a


travessia. Caso ele esteja no mesmo sentido
do Jetman, a probabilidade de sucesso
aumenta. Se o vento estiver no sentido
contrário, o consumo de combustível
A navegação é feita
aumenta, diminuindo as chances.
através de movimentos
do corpo (cabeça,
ombros e braços)

5 Depois de tudo ocorrer


perfeitamente, a uma
altitude de 800 m o
paraquedas abre, e o
destino final é alcançado
com sucesso!

2 A turbina é ligada e inicia-se o consumo


de combustível, um fator determinante
para o sucesso do objetivo. A quantidade Para pensar
de querosene deve ser exata, pois uma
carga excessiva deixaria o aparato muito 1. Ao ligar as turbinas o Jetman recebe a
pesado, dificultando a travessia. força propulsora dos jatos expulsos. Ex-
plique esse fato tendo em vista a terceira
lei de Newton.
2. Se num dado instante o sistema de
propulsão fosse desligado e se o Jetman
ficasse livre da ação de qualquer outra
força, o que ocorreria com ele? Em que
lei de Newton você se baseou para tirar
essa conclusão?
3. Com o paraquedas acionado, o piloto
está em movimento de queda livre?
Justifique.

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Seção 11.1 Introdução
Objetivos Nos capítulos anteriores fizemos uma descrição matemática dos
Introduzir a definição movimentos (Cinemática), sem discutir as causas que os produziram ou
operacional de massa. modificaram. Estudaremos agora a Dinâmica.
Comentar sobre a ideia
intuitiva do que é força. A Dinâmica é a parte da Mecânica que estuda os movimentos e as
Conhecer os conceitos causas que os produzem ou os modificam.
básicos das teorias
de Aristóteles, Galileu Consideraremos ainda pontos materiais: corpos cujas dimensões não
e Newton sobre o interferem no estudo de determinado fenômeno. Os pontos materiais pos-
movimento. suem massa, não devendo ser confundidos com pontos geométricos.

Termos e conceitos
• velocidade 1 Uma noção operacional de massa
• aceleração Massa é uma grandeza que atribuímos a cada corpo obtida pela com-
• ponto material paração do corpo com um padrão, usando-se o princípio da balança de
• dinâmica braços iguais (fig. 1). O corpo-padrão pode ser o quilograma-padrão.

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


O quilograma-padrão (fig. 2) é um pequeno cilindro de platina (90%) e
irídio (10%) mantido no Instituto Internacional de Pesos e Medidas, em
O vento imprime força sobre as Sèvres, nas proximidades de Paris. Por definição, sua massa é 1 quilo-
pás do gerador eólico, fazendo grama (símbolo: kg).
com que elas girem.

3,9 cm

A L L B 3,9 cm

Figura 1.  Dois corpos, A e B, têm Figura 2.  O quilograma-padrão é


massas iguais quando, colocados nos um cilindro de platina e irídio mantido
pratos da balança de braços iguais, esta em Sèvres. Por definição, sua massa
permanece em equilíbrio. é um quilograma (altura  medida do
diâmetro  3,9 cm).

O grama (símbolo: g) e a tonelada (símbolo: t) são, respectivamente,


um submúltiplo e um múltiplo do quilograma.

1 1
1 g 5 ​ ______ kg 5 ____
   ​  ​   3 ​ kg 5 1023 kg
1.000 10
1 t 5 1.000 kg 5 103 kg
Unidade D • Forças em Dinâmica

Em Dinâmica, além da noção de massa, há também a noção de força.


A primeira noção de força está associada ao esforço muscular. Quando
empurramos um objeto, exercemos força sobre ele. Dentre as forças
produzidas de outras maneiras, podemos citar como exemplos a força
de ação do vento (ilustrada na figura), a força de atração entre cargas
elétricas etc.
A força é uma grandeza física vetorial, sendo, portanto, caracterizada
pelos elementos: módulo (ou intensidade), direção e sentido.

196

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2 Aristóteles, Galileu e Newton
Aristóteles (384-322 a.C.) elaborou uma teoria, para explicar
os movimentos dos corpos, que permaneceu até a Idade Média
e apenas no Renascimento começou a ser reavaliada.
Um dos aspectos dessa teoria referia-se ao fato de que um
corpo somente estaria em movimento se fosse continuamen-
te impelido por uma força. Realizando experiências, Galileu
Galilei (1564-1642) constatou que a tendência natural dos
corpos, livres da ação de forças, é permanecer em repouso ou Escultura de Aristóteles
em movimento retilíneo uniforme. Sendo assim, pode haver (384-322 a.C.).
movimento mesmo na ausência de forças. Por exemplo,
um pequeno disco lançado sobre uma superfície horizontal
(fig. 3A), após percorrer certa distância, para devido às forças
de atrito e de resistência do ar. Fazendo um polimento nas su-
perfícies de contato, a intensidade da força de atrito diminui e
o disco percorre uma distância maior (fig. 3B). Se pudéssemos
eliminar todo o atrito e a resistência do ar, o disco continuaria
indefinidamente em movimento retilíneo uniforme. Na figura 3C,
o atrito foi reduzido consideravelmente com o emprego da
chamada mesa de ar, na qual o ar é soprado de baixo para cima
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através de uma série de orifícios. Na mesa de ar, forma-se uma


pequena camada de ar entre as superfícies, reduzindo-se, assim, Retrato de Galileu Galilei
o atrito entre elas. (1564-1642).

A B C

Figura 3.

Isaac Newton

Isaac Newton (1643-1727) nasceu em Woolsthorpe (Inglaterra). Foi educado na Uni-


versidade de Cambridge e considerado aluno excelente e aplicado. Durante a grande
peste de 1664-1666, fechadas as universidades, Newton produziu intensamente, fazendo
Capítulo 11 • Os princípios da Dinâmica

descobertas importantes em Matemática (teorema do binômio, cálculo diferencial), em


Óptica (teoria da cor) e em Mecânica. Foi presidente da Sociedade Real e chefe da Casa
da Moeda da Inglaterra, ajudando na reorganização monetária de seu país. Aceitou
e desenvolveu as ideias de Galileu. Em sua obra Princípios Matemáticos de Filosofia
Natural, enunciou as três leis fundamentais do movimento, conhecidas hoje como
Retrato de sir Isaac leis de Newton. Sobre elas se estrutura a Dinâmica. A primeira lei de Newton é uma
Newton (1643-1727). confirmação dos estudos realizados por Galileu.

197

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Seção 11.2 Princípio da inércia
(primeira lei de Newton)
Objetivos Um ponto material é chamado isolado quando não existem forças
Conceituar ponto atuando nele ou quando as forças aplicadas ao ponto têm soma ve-
material isolado. torial nula.
Enunciar a primeira O princípio da inércia (ou primeira lei de Newton) estabelece:
lei de Newton.
Compreender as Um ponto material isolado está em repouso ou em movimento
causas da mudança retilíneo uniforme.
de um movimento.
Entender o conceito
de inércia. Isso significa que um ponto material isolado possui velocidade veto-
Apresentar o conceito rial constante. Em outras palavras, um ponto material isolado está em
dinâmico de força. equilíbrio estático (repouso) ou em equilíbrio dinâmico (movimento
retilíneo uniforme).
Termos e conceitos A aplicação de uma força (ou de um sistema de forças cuja soma ve-

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• movimento uniforme torial não seja nula) em um ponto material produz nele uma variação de
• movimento velocidade. Assim, na figura 3A, a aplicação de uma força no disco tirou-o
uniformemente do repouso e as forças de atrito reduziram sua velocidade a zero.
variado A partir dessas noções, podemos apresentar o conceito dinâmico
• equilíbrio estático de força:
• equilíbrio dinâmico
• ponto material
Força é a causa que produz num corpo variação de velocidade e,
isolado
portanto, aceleração.
• referenciais inerciais
• referenciais
não inerciais
1 Inércia
Um ponto material isolado e em repouso tem a tendência natural de
permanecer em repouso. Quando em movimento retilíneo uniforme (MRU),
tem a tendência natural de manter constante sua velocidade. Essa pro-
priedade da matéria de resistir a qualquer variação em sua velocidade
recebe o nome de inércia.
Um corpo em repouso tende, por inércia, a permanecer em repouso;
um corpo em movimento tende, por inércia, a continuar em MRU.
Admita um ônibus em MRU em relação ao solo (fig. 4A). Quando o
ônibus é freado, os passageiros tendem, por inércia, a prosseguir com
Figura 4.  Por inércia, a velocidade que tinham em relação ao solo. Assim, deslocam-se para a
os passageiros são
frente em relação ao ônibus (fig. 4B). Ao segurarem-se, os passageiros
Unidade D • Forças em Dinâmica

atirados para a frente


quando o ônibus freia. recebem uma força capaz de freá-los.

A B

198

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Analogamente, quando um carro inicia seu movimento, o motorista sente-se atirado para
trás (em relação ao carro) por inércia, pois tende a permanecer na situação de repouso em que
se encontrava em relação ao solo. A poltrona aplica no motorista uma força que o acelera.
Quando um cavalo para diante de um obstáculo, o cavaleiro é atirado para a frente por
inércia, por ter a tendência de prosseguir com a mesma velocidade (fig. 5). Um carro numa
curva tende, por inércia, a sair pela tangente, mantendo a velocidade que possuía, a não ser
que forças venham a alterar essa velocidade (fig. 6).

Figura 5. Por inércia, o cavaleiro tende a prosseguir Figura 6. Por inércia, o carro tende a sair pela
com sua velocidade. tangente.
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Atividade experimental: Verificando o princípio da inércia

2 Referenciais inerciais
Em todos os exemplos anteriores, o equilíbrio e o movimento dos corpos são relativos a
referenciais.
Os referenciais para os quais vale o princípio da inércia são chamados referenciais inerciais.
Em relação aos referenciais inerciais, um corpo isolado está em repouso ou realiza movi-
mento retilíneo uniforme (MRU). Para variar a velocidade do corpo é necessária a ação de uma
força resultante não nula.
Observações astronômicas permitem-nos admitir como inercial um referencial com origem
no centro de massa do sistema solar (aproximadamente o centro do Sol) e eixos orientados
para três “estrelas fixas”. Essas são estrelas cujas posições relativas no firmamento parecem
invariáveis e que assim se têm mantido durante séculos de observações. Tal referencial é
chamado referencial de Copérnico.
Qualquer referencial que se apresente em repouso ou em movimento retilíneo e uniforme
em relação ao referencial de Copérnico é também inercial.
A Terra não é um referencial inercial, pois, além de seu movimento de rotação, descreve
trajetória curva (elipse) em torno do Sol. Entretanto, esses movimentos interferem muito pouco
nos movimentos usuais que os corpos realizam na superfície terrestre. Nessas condições, a
Terra pode ser considerada um referencial inercial.
Em relação à Terra, suposta um referencial inercial, considere um
ônibus em movimento. Quando o ônibus freia, os passageiros,
em repouso em relação ao ônibus, são lançados para a
frente sem ação de uma força. Isso significa que o
ônibus freando não é um referencial inercial, pois
em relação a ele há variação de velocidade sem
ação de uma força. Analogamente, um ônibus
acelerando em relação à Terra não é um
referencial inercial. O mesmo ocorre com
um ônibus fazendo uma curva.

Na análise de muitos movimentos


do cotidiano, a Terra pode ser
considerada um referencial inercial.

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exercícios resolvidos
R. 79 Uma partícula A está livre da ação de forças, en- R. 82 Observe as cenas abaixo. Comente o que ocorreu
quanto outra partícula B está sujeita a duas forças com o menino utilizando o conceito de inércia.
de mesma intensidade, mesma direção e sentidos
contrários. É correto afirmar que as partículas estão
em repouso?

Solução:
Não, pois no caso temos duas partículas isoladas e,
de acordo com o princípio da inércia, as partículas
ou estão em repouso ou realizam movimento reti-
líneo uniforme.

R. 80 Um ponto material está em repouso em relação a


um referencial inercial. É necessária a aplicação de
uma força para tirá-lo do estado de repouso?

Solução:
Sim. A força aplicada ao ponto é a causa da variação
de sua velocidade.

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R. 81 É necessária a aplicação de uma força para manter
um ponto material em movimento retilíneo uni-
forme? Solução:
Quando o cão entra em movimento, o menino, em
Solução: repouso em relação ao solo, tende por inércia a
Não. A força, quando não equilibrada, produz no permanecer em repouso. Note que em relação ao
ponto material variação de velocidade. carrinho o menino é atirado para trás.

exercícios ProPosTos
P. 230 Nas figuras abaixo (I, II e III), as forças que agem P. 232 (Vunesp) Enuncie a lei física à qual o herói da “ti-
sobre as partículas têm todas o mesmo módulo. As rinha” se refere.
partículas estão todas em movimento. Qual delas
está em movimento retilíneo uniforme?

A B C
Figura I. Figura II. Figura III.
Unidade D • Forças em Dinâmica

P. 231 Um objeto encontra-se em repouso num plano


horizontal perfeitamente liso. Num instante t0 uma
força horizontal de módulo constante é aplicada ao
objeto. Sob ação dessa força o objeto é acelerado
e, num instante posterior t, quando a velocidade
do objeto é v, a força é retirada. Após o instante t,
o objeto:
a) para imediatamente.
b) adquire movimento acelerado.
c) prossegue em movimento retilíneo uniforme
com velocidade v.
Qual das afirmações acima é correta?

200

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Seção 11.3 Princípio fundamental da Dinâmica
(segunda lei de Newton)
Objetivos Newton estabeleceu uma lei básica para a análise geral das causas
Enunciar a segunda dos movimentos, relacionando as forças aplicadas a um ponto material
lei de Newton. de massa m constante e as acelerações que provocam. Sendo FR a soma
Relacionar força, vetorial (resultante) das forças aplicadas e a a aceleração adquirida,
massa e aceleração a segunda lei de Newton estabelece:
de um corpo.
Identificar o peso A resultante das forças aplicadas a um ponto material é igual
como uma força. ao produto de sua massa pela aceleração adquirida:
Classificar as forças.
FR 5 ma
Diferenciar massa
inercial de massa
gravitacional. Significa que a força resultante FR produz uma aceleração a com mes-
ma direção e mesmo sentido da força resultante e suas intensidades
Termos e conceitos são proporcionais.
• força resultante O enunciado anterior é também conhecido como princípio fundamen-
• força de contato tal da Dinâmica. A igualdade vetorial FR 5 ma é a equação fundamental
• força de campo da Dinâmica, válida num referencial inercial.
• massa gravitacional Da equação fundamental (FR 5 ma) concluímos que, se aplicarmos
• massa inercial em corpos de massas diferentes a mesma força resultante, o corpo de
maior massa adquirirá aceleração de menor módulo, isto é, ele resiste
mais a variações em sua velocidade. Por isso a massa é a medida da
inércia de um corpo.
Observe que FR 5 ma é uma igualdade vetorial na qual FR é a soma
vetorial das forças que atuam na partícula, como se ilustra no quadro das
páginas seguintes. Na figura 7A, FR reduz-se à única força que atua
no corpo e, nas figuras seguintes, FR é dada pela adição vetorial
das forças atuantes.
Na equação fundamental, se a massa m estiver em quilo-
grama (kg) e a aceleração, em m/s2, a unidade de intensidade
de força denomina-se newton (símbolo: N), em homenagem
ao célebre cientista inglês.

Capítulo 11 • Os princípios da Dinâmica

A ejeção dos gases da


combustão aplica no foguete
uma força, acelerando-o.

201

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Figura 7. A B C
Na equação
fundamental da F a F1
m
Dinâmica (FR  ma ), a
a
FR é a soma vetorial F2 F1
das forças que m
atuam no corpo, m
m é a massa
FR = F ⇒ F = ma FR = ma F2
(grandeza escalar)
e a é a aceleração porém
FR = ma
adquirida. F R = F 1 – F2
porém
F1 – F2 = ma
F R = F 1 – F2
F1 – F2 = ma

1 O peso é uma força


Quando são abandonados nas vizinhanças do solo, os $v

corpos caem, sofrendo variações de velocidade.

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


Dizemos então que a Terra interage com esses corpos, P
exercendo uma força atrativa chamada peso, indicada pelo
vetor P (fig. 8). Portanto:

Peso de um corpo é a força de atração que a Terra


exerce sobre ele.

Quando um corpo está em movimento sob ação exclusi-


va de seu peso P, ele adquire uma aceleração denominada
aceleração da gravidade g. Sendo m a massa do corpo, a
equação fundamental da Dinâmica FR 5 ma transforma-se
Figura 8. O peso de um
em P 5 mg, pois a resultante FR é o peso P e a aceleração a corpo é a força de atração
é a aceleração da gravidade g: da Terra sobre ele.

FR 5 ma ] P 5 mg

P g

Em módulo, temos: P 5 mg

Observe que a massa m é uma grandeza escalar, e o peso P é uma grandeza vetorial. O
peso tem a direção da vertical do lugar onde o corpo se encontra e sentido de cima para baixo.
Unidade D • Forças em Dinâmica

A aceleração g tem a mesma direção e sentido de P.


Sendo o peso uma força, sua intensidade é medida em newtons (N).
É importante distinguir cuidadosamente massa e peso. A massa é uma propriedade inva-
riante do corpo. Contudo, seu peso tem intensidade que depende do valor local de g e varia,
ainda que pouco, de um local para outro na Terra (pois na superfície da Terra a aceleração
da gravidade aumenta do equador aos polos, conforme explicação a ser dada no Capítulo 17).
Nas proximidades da superfície terrestre o valor de g é aproximadamente igual a 9,8 m/s2.
A massa, no SI, é medida em quilogramas, enquanto o peso, que é uma força, tem sua inten-
sidade medida em newtons.
Em termos rigorosos, é incorreto falar que “o peso de um corpo é 10 kg”. Podemos nos referir
à massa de 10 kg, cujo peso tem intensidade 10g N e depende do valor local de g.
202

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D E F
a F1 F1
a
F2 FR
FR
α a
F3 m F1 m
m F2
F2
FR = ma FR = ma
porém porém FR = ma
F R = F1 – F2 – F 3 FR2 = F12 + F22 porém
F1 – F2 – F3 = ma (teorema de Pitágoras) FR2 = F12 + F22 + 2F1F2 • cos α
(lei dos cossenos)

Assim, um corpo de massa 10 kg, num local


em que g 5 9,8 m/s2, tem peso cuja intensi-
dade é:
P 5 mg 5 10 3 9,8 ] P 5 98 N
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Analogamente, um corpo de 49 newtons, no


mesmo local, tem massa igual a:
P 49
P 5 mg ] m 5 __ 5 ____ ] m 5 5 kg
g 9,8 A B

A expressão P 5 mg permite determinar o


peso de um corpo mesmo quando outras forças,
além do peso, atuam sobre o corpo. É o caso, por
exemplo, de um corpo em repouso sobre uma
mesa ou movendo-se sobre ela.
A partir da lei das deformações elásticas,
explicada no quadro da página seguinte, pode-
mos medir pesos.
Um corpo de peso P colocado na extremida-
de de uma mola vertical provoca uma deforma-
ção (fig. 9). Com pesos de intensidades conhe-
cidas, podemos calibrar convenientemente as
deformações da mola e construir um aparelho
para medir intensidade de forças. Esse apare-
lho (fig. 10) chama-se dinamômetro (do grego:
dynamis, força; métron, medida).
Capítulo 11 • Os princípios da Dinâmica

O dinamômetro
0 (A) é um aparelho
destinado a medir
10
intensidade de
forças como,
20
por exemplo, a
intensidade do
30
peso do corpo
suspenso (B).

P
Figura 9.

Figura 10.

203

V1_P2_UN_D_CAP_11_A.indd 203 25.07.09 16:50:54


Deformações elásticas

Considere uma mola vertical presa em sua extremidade superior (fig. A). Aplicando-se a força F na extremidade
inferior da mola (fig. B), ela sofre a deformação x. Essa deformação é chamada elástica quando, retirada a força F,
a mola retorna à mesma posição (fig. C).

A B C D

x
2x
F

2F

O cientista inglês Robert Hooke (1635-1703) estudou as deformações elásticas e chegou à seguinte conclusão:
em regime de deformação elástica, a intensidade da força é proporcional à deformação. Isto é, se aplicarmos à mola
anterior uma força 2F, obteremos uma deformação 2x (fig. D), e assim sucessivamente, enquanto a deformação

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for elástica.
Se F é proporcional a x, podemos escrever: F  kx
Nessa fórmula, k é uma constante de proporcionalidade característica da mola, chamada constante elástica da
mola (unidade: N/m). A fórmula F  kx caracteriza a lei das deformações elásticas, ou lei de Hooke.

2 Classes de forças
Quanto ao modo como são exercidas, as forças podem ser divididas em duas classes: forças
de contato e forças de campo*.

Física_ Ilustr_pag13B
Forças de contato
São forças que existem quando duas superfícies entram em contato. Quando empurramos
um bloco contra uma parede (fig. 11A), há forças de contato entre o bloco e a parede. Analoga-
fiísica pag13 fig11A

mente aparecem forças de contato entre uma mesa e um corpo apoiado sobre ela (fig. 11B).

A B
Unidade D • Forças em Dinâmica

Figura 11.

Forças de campo
São forças que os corpos exercem mutuamente, ainda que estejam distantes uns dos
outros. A Terra atrai corpos, exercendo neles forças de campo (fig. 12). É possível verificar
experimentalmente que corpos eletrizados, como o bastão e a pequena esfera da figura 13,
exercem mutuamente forças de campo.

* Essas duas classes de forças permitem-nos compreender satisfatoriamente os fênomenos do ponto de vista macroscó-
pico. No volume 3 (capítulo 20), faremos um estudo das forças fundamentais da Natureza.

204

V1_P2_UN_D_CAP_11_A.indd 204 25.07.09 16:50:56


Física pag13 fig13

Figura 12. Campo gravitacional da Terra. Figura 13. Campo elétrico originado por
corpos eletrizados.

No espaço em torno da Terra existe o campo de forças chamado campo gravitacional


terrestre. A força com que a Terra atrai um corpo (peso do corpo) se deve à interação entre o
campo gravitacional terrestre e a massa do corpo.
Reciprocamente, o corpo atrai a Terra devido à interação entre o campo gravitacional do
corpo e a massa da Terra. Assim, o campo desempenha o papel de transmissor de interações
entre corpos. Analogamente, em torno de cada corpo eletrizado existe um campo de forças
denominado campo elétrico.
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A força que
produz a queda da
fruta é uma força
de campo.

A força que a
jogadora exerce ao
cortar a bola é uma
força de contato.

3 Massa inercial e massa gravitacional


Capítulo 11 • Os princípios da Dinâmica

Ao enunciarmos a segunda lei de Newton (F 5 ma ), vimos que a massa m é a medida da inér-


cia de um corpo. Por isso a massa m é denominada massa inercial. Entretanto, ao iniciarmos o
capítulo, apresentamos a noção operacional de massa como sendo a grandeza que atribuímos
a cada corpo pela comparação com um padrão, usando uma balança de braços iguais. A massa
do corpo assim definida é denominada massa gravitacional, pois, neste caso, estamos fazen-
do uma comparação entre o peso do corpo e o peso do corpo padrão, isto é, das forças que o
campo gravitacional da Terra exerce nos corpos. Observe que ao compararmos os pesos, num
mesmo local (mesmo g), estamos comparando as massas.
Embora concebidas de maneiras diferentes, pela segunda lei de Newton m 5 __ e pelo
F
a @ #
método da balança, as massas inercial e gravitacional são idênticas, de acordo com experiências
realizadas com precisão. Nessas condições, usaremos simplesmente o termo massa para nos
referirmos tanto à massa inercial quanto à massa gravitacional.
205

V1_P2_UN_D_CAP_11_A.indd 205 25.07.09 16:50:58


4 Sistema de unidades
Em geral trabalharemos com as unidades metro (m), quilograma (kg) e segundo (s), chama-
das unidades fundamentais, e com as que delas derivam, tais como m/s, m/s2, newton (N) etc.
O conjunto dessas unidades constitui um sistema de unidades chamado MKS (M de metro;
K de quilograma; e S de segundo). A esse sistema foram acrescentadas outras unidades fun-
damentais, originando o Sistema Internacional de Unidades, abreviado pela sigla SI. O SI é
o sistema de unidades oficialmente adotado no Brasil.

Algumas unidades do Sistema Internacional (SI)


Tempo: segundo (s) Massa: quilograma (kg)

Comprimento: metro (m) Aceleração: m/s2

Velocidade: m/s Intensidade de força: newton (N)

Note que 1 N corresponde aproximadamente ao peso de um corpo de massa 100 g  0,1 kg:
m 5 100 g 5 0,1 kg
] P 5 mg 5 0,1 3 10 ] P 5 1 N
g 7 10 m/s2

Eventualmente usamos a unidade dina (símbolo: dyn) quando a massa está em gramas

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


e a aceleração em cm/s2. Essas unidades pertencem ao sistema CGS (C de centímetro; G de
grama; e S de segundo).

Relação entre newton e dina


Na equação fundamental da Dinâmica, se m  1 kg e a  1 m/s2, temos:

FR 5 ma ] 1 N 5 1 kg 3 1 m/s2

Sendo 1 kg  103 g e 1 m/s2  102 cm/s2, vem:

1 N 5 1 kg 3 1 m/s2 5 103 g 3 102 cm/s2 5 105 g 3 cm/s2


dina

Portanto:

1 N 5 105 dyn ou 1 newton 5 100.000 dinas

Existe ainda o sistema técnico de unidades, no qual a intensidade da força é expressa em


quilograma-força (símbolo: kgf), a massa em unidade técnica de massa (símbolo: utm) e a
aceleração em m/s2.
Unidade D • Forças em Dinâmica

Um quilograma-força é a intensidade do peso de um corpo de massa 1 kg ao nível do mar e


a uma latitude de 45w. Nesse local a aceleração da gravidade é chamada aceleração normal,
e seu valor é, aproximadamente, 9,8 m/s2.
Um quilograma-força corresponde a aproximadamente 9,8 newtons:

1 kgf 7 9,8 N

Uma unidade técnica de massa corresponde a aproximadamente 9,8 quilogramas:

1 utm 7 9,8 kg

206

V1_P2_UN_D_CAP_11_A.indd 206 25.07.09 16:50:58


exercícios resolvidos
R. 83 Nas figuras abaixo, representamos as forças que agem nos blocos (todos de massa igual a 2,0 kg). Determine, em
cada caso, o módulo da aceleração que esses blocos adquirem.
a) b) c) d)

F2 = 3,0 N

F1 = 4,0 N F2 = 3,0 N F1 = 4,0 N F2 = 3,0 N F1 = 4,0 N F1 = 4,0 N

Solução:
a) a Nesse caso, a força F1 é a força resultante FR que produz a aceleração a.
Pela equação fundamental da Dinâmica, temos: FR  ma. Em módulo:

F1 = 4,0 N FR  ma ] F1  ma ] 4,0  2,0 3 a ] a 5 2,0 m/s2

b) a

F2 = 3,0 N F1 = 4,0 N FR  ma ] F1  F2  ma ] 4,0  3,0  2,0 3 a ] a  3,5 m/s2


Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

FR = F1 + F2

c) a

F2 = 3,0 N F1 = 4,0 N FR  ma ] F1  F2  ma ] 4,0 2 3,0 5 2,0 3 a ] a  0,50 m/s2

FR = F1 – F2

d) Nesse caso, como F1 e F2 têm direções diferentes, a força resultante FR é obtida


FR com o emprego da regra do paralelogramo.
F2 = 3,0 N Aplicando o teorema de Pitágoras ao triângulo destacado, temos:
a
F 2R  F 21  F 22 ] F 2R  (4,0)2  (3,0)2 ] F 2R  25 ] FR  5,0 N
F1 = 4,0 N
FR  ma ] 5,0  2,0 3 a ] a  2,5 m/s2

Em todos os casos, a aceleração a tem a direção e o sentido da respectiva força resultante FR.

Respostas: a) 2,0 m/s 2; b) 3,5 m/s 2; c) 0,50 m/s 2; d) 2,5 m/s2

R. 84 Um ponto material de massa igual a 2 kg parte do repouso sob a ação de uma força constante de intensidade 6 N,
que atua durante 10 s, após os quais deixa de existir. Determine:
Capítulo 11 • Os princípios da Dinâmica

a) a aceleração nos 10 s iniciais;


b) a velocidade ao fim de 10 s.

Solução:
a) De FR  ma, sendo FR  F  6 N e m  2 kg, vem:

F 5 ma ] 6 5 2 3 a ] a 5 3 m/s2

v0 = 0
FR = F a v
m = 2 kg F m
t0 = 0 t = 10 s

b) Ao fim de 10 s a velocidade do corpo é: v  v0  at (sendo v0  0, a  3 m/s2 e t  10 s)

v 5 3 3 10 ] v 5 30 m/s

Respostas: a) 3 m/s2; b) 30 m/s

207

V1_P2_UN_D_CAP_11_A.indd 207 25.07.09 16:51:01


R. 85 Uma partícula de massa 0,50 kg realiza um movimento retilíneo uniformemente variado. Num percurso de 4,0 m
sua velocidade varia de 3,0 m/s a 5,0 m/s. Qual é o módulo da força resultante que age sobre a partícula?

Solução:
Utilizando a equação de Torricelli, podemos determinar a aceleração escalar a:

v2 5 v20 1 2aSs ] (5,0)2 5 (3,0)2 1 2a 3 4,0 ] a 5 2,0 m/s2

Sendo o movimento retilíneo, resulta: a 5OaO 5 2,0 m/s2


Pela equação fundamental da Dinâmica calculamos o módulo da força resultante:

FR 5 ma ] FR 5 0,50 3 2,0 ] FR 5 1,0 N

Resposta: 1,0 N

EXERCÍCIOS PROPOSTOS
P. 233 Determine a aceleração de um bloco de massa 2 kg e que desliza, num plano horizontal sem atrito, nas situações
indicadas abaixo:
a) F = 10 N b) F = 10 N F' = 4 N

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P. 234 Uma partícula de massa 0,20 kg é submetida à ação das forças F1, F2, F3 e F4, conforme indica a figura. Determine
a aceleração da partícula.

F2

F3 F1

1,0 N F4

1,0 N

P. 235 (UFMG) Submete-se um corpo de massa igual a 5.000 kg à ação de uma força constante que, a partir do repouso,
lhe imprime a velocidade de 72 km/h, ao fim de 40 s. Determine:
a) a intensidade da força; b) o espaço percorrido.

P. 236 Qual é o valor, em newtons, da força média necessária para fazer parar, num percurso de 20 m, um automóvel
de 1,5 3 103 kg a uma velocidade de 72 km/h?

P. 237 Um astronauta, utilizando um dinamômetro, de-


termina o peso de um corpo na Terra (fig. I) e na
Lua (fig. II), encontrando os valores 4,9 N e 0,80 N,
respectivamente. Sendo a aceleração da gravidade
Unidade D • Forças em Dinâmica

na superfície da Terra 9,8 m/s2, determine:


a) a massa do corpo;
b) a aceleração da gravidade na superfície da Lua.

Figura I. Figura II.

208

V1_P2_UN_D_CAP_11_B.indd 208 25.07.09 16:49:14


Seção 11.4 Princípio da ação e reação
(terceira lei de Newton)
Objetivos Sempre que dois corpos quaisquer A e B interagem, as forças exerci-
Enunciar a terceira lei das são mútuas. Tanto A exerce força em B, como B exerce força em A.
de Newton. A interação entre corpos é regida pelo princípio da ação e reação (ou
Identificar os pares terceira lei de Newton), como veremos no quadro seguinte.
de ação e reação nos
exemplos cotidianos.
Toda vez que um corpo A exerce uma força FA num corpo B, este
Termos e conceitos também exerce em A uma força FB tal que essas forças:
• força normal a) têm a mesma intensidade: OFAO 5 OFBO 5 F;
• força de tração b) têm a mesma direção;
• fio ideal c) têm sentidos opostos: FA 5 2FB;
d) têm a mesma natureza, sendo ambas de campo ou ambas de
contato.

FB FA
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

A B

|FA | = |FB| = F e FA = –FB

Uma das forças é chamada de ação e a outra de reação.

Quando a pessoa
salta do barco para
a margem, o barco
movimenta-se em
sentido oposto, de
acordo com o princípio
da ação e reação.

Capítulo 11 • Os princípios da Dinâmica

Ao receber a bolada (ação), o rosto


do jogador também exerce uma
força (reação) sobre a bola.

Ao ejetar os gases em combustão


num sentido, a nave movimenta-se
em sentido oposto, o que se explica
pelo princípio da ação e reação.

209

V1_P2_UN_D_CAP_11_B.indd 209 25.07.09 16:49:17


Vejamos algumas aplicações do princípio da ação e reação.
Um corpo próximo à superfície da Terra é atraído por ela: a Terra exerce sobre ele a força
peso P (fig. 14). Pelo princípio da ação e reação, o corpo também exerce na Terra uma força, de
mesma intensidade e de mesma direção, mas de sentido contrário: 2P. Na figura 15, a Terra
atrai o corpo com a força P e o corpo atrai a Terra com a força 2P.

m m m

P P P

–P P

Figura 14. A Terra atrai o Figura 15. ... e o corpo atrai Figura 16. As forças P e 2P
corpo com o peso P... a Terra com a força 2P. têm a mesma intensidade P,
mas sentidos opostos.

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As chamadas forças de ação e reação não estão aplicadas no mesmo corpo. Observe que
a reação do peso de um corpo está aplicada no centro da Terra.
Por que não se equilibram as forças P e 2P?
Não se equilibram porque estão aplicadas em corpos diferentes: uma no corpo, outra na
Terra (fig. 15).

As forças de ação e reação não se equilibram, pois estão aplicadas


em corpos diferentes.

Você também é atraído pela Terra, e pelo princípio da ação e reação você atrai a Terra. No
entanto, como sua massa é muito menor que a da Terra, é considerável o seu deslocamento
e desprezível o da Terra.

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Atividade experimental: Verificando o princípio da ação e reação

Força normal
E se o corpo estiver apoiado numa superfície horizontal, como a mesa da figura 17? Nesse
caso, além da ação de campo da Terra, o corpo tem ação de contato com o apoio. A reação do
peso do corpo continua aplicada no centro da Terra (fig. 18). Atraído pela Terra, o corpo exerce
Unidade D • Forças em Dinâmica

no apoio a força de intensidade FN, enquanto o apoio exerce no corpo outra força, de sentido
contrário mas de igual intensidade FN (fig. 19).
Desse modo, no corpo atuam duas forças: P (ação da Terra) e FN (ação do apoio). A reação
do peso P está aplicada no centro da Terra e a reação da força FN está aplicada no apoio
(fig. 20).
Apliquemos a equação fundamental da Dinâmica FR 5 ma ao corpo apoiado na mesa. Como
ele está em repouso, decorre que a 5 0. Se a 5 0, a resultante FR também deve ser nula, o que
ocorre se FN 5 P. As forças FN e P podem equilibrar-se, pois estão no mesmo corpo e não são
um par ação e reação.
A força de contato FN, por ser perpendicular à superfície de contato, é chamada força nor-
mal ou reação normal do apoio.
210

V1_P2_UN_D_CAP_11_B.indd 210 25.07.09 16:49:19


Figura 17. Num Figura 18. ... existe Figura 19. ... e a força Figura 20. No corpo
corpo apoiado... o peso P, cuja reação de contato FN, cuja apoiado existe P
está aplicada no reação está no apoio. (ação de campo) e
centro da Terra... FN (ação de contato),
cujas intensidades
são P e FN.

FN
FN
FN
P
m m m
P
m
m
P
– FN – FN
PP
– FN
–P –P
–P
–P –P

Consideremos agora um corpo de peso P suspenso por um fio inextensível de peso Pf cuja
extremidade esteja ligada ao teto (fig. 21). No corpo existem duas forças: o peso P, força de
campo da Terra, e T1, força de contato com o fio (fig. 22). Se o corpo está em equilíbrio:
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P 5 T1 (pois a resultante FR deve ser nula)

Vamos chamar de T2 a força que o fio exerce no teto (fig. 23). Assim, no fio há três forças:
o peso do fio Pf, a força de contato 2T1 (devida ao corpo) e a força de contato 2T2 (devida ao
teto). Como o fio está em equilíbrio, decorre:

a 5 0 ] FR 5 0 ] OPfO 1 O2T1O 5 O2T2O ] Pf 1 T1 5 T2

Se o peso do fio inextensível for desprezível, isto é, Pf 7 0 (fio ideal), resultará:

T1 5 T2 5 T

Sendo assim, num fio ideal (inextensível e de massa desprezível) as forças de contato em
seus extremos têm a mesma intensidade T e são chamadas forças de tração no fio, pois
tendem a alongá-lo. A finalidade de um fio é transmitir forças. Na figura 24, a força de tração
que o corpo aplica no fio é transmitida ao teto.

T2 T

– T2 T

Pf
T
Capítulo 11 • Os princípios da Dinâmica

– T1
T1 T

P – T1 P

–P – Pf P

Figura 21. Um corpo Figura 22. No corpo Figura 23. No fio Figura 24. Se o fio
suspenso por um fio. atuam P e T1, cujas atuam Pf, 2T1 e 2T2, for ideal, as forças em
intensidades são P e T1. cujas intensidades suas extremidades
são Pf, T1 e T2. terão mesma
intensidade.

211

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Críticas à Mecânica Clássica

As leis de Newton constituem os fundamentos da Mecânica Clássica. Dão uma boa aproximação quando aplicadas
para interpretar muitos fenômenos comuns no dia a dia. Para a Engenharia, por exemplo, são bastante adequadas.
Entretanto, de acordo com a teoria da relatividade de Einstein (1879-1955), a massa é função da velocidade, fato
que Newton desconhecia. Porém, para velocidades bem inferiores à da luz, podemos considerar a massa pratica-
mente constante, sendo, portanto, válida a equação fundamental da Dinâmica.
Ainda pela relatividade, sabemos que nenhuma informação pode ser transmitida com velocidade supe-
rior à da luz no vácuo. Logo, o princípio da ação e reação é falho quando aplicado às forças de campo a longa
distância. Os pares ação e reação não são simultâneos, levando um determinado tempo para a propagação
da interação. Esse fato não foi discutido por Newton. Mesmo assim, trabalharemos com esse princípio e os
demais da Mecânica Clássica de Newton, pois eles continuam válidos para o comportamento macroscópico e
global da matéria.

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História da Física: Isaac Newton

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EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
R. 86 Na figura abaixo, temos uma maçã sobre uma mesa. R. 87 Dois blocos A e B, de massas respectivamente iguais
a 2 kg e 3 kg, estão apoiados numa superfície hori-
zontal perfeitamente lisa. Uma força horizontal F,
de intensidade constante F 5 10 N, é aplicada no
bloco A. Determine:
a) a aceleração adquirida pelo conjunto;
b) a intensidade da força que A aplica em B.

F B
A

a) Represente todas as forças que agem sobre a Solução:


maçã. a) Para aplicarmos a equação fundamental da
b) Onde estão aplicadas as correspondentes rea- Dinâmica FR 5 ma, devemos analisar as forças
ções? que agem em cada bloco.
Solução: FN FN
a) Sobre a maçã agem o peso P e a força
normal FN.
b) A reação do peso P da maçã é a força
2P aplicada no centro da Terra. A
reação da força normal FN é a força
2FN aplicada na mesa: P
P a
FN a
Unidade D • Forças em Dinâmica

B
F A f f (mB )
(mA )
P
F RA = F – f FRB = f
Em cada bloco, o peso P e a força normal FN
FN anulam-se; por isso vamos considerar apenas as
forças horizontais, pois a solicitação inicial F é
horizontal. Em A existe a força externa de inten-
sidade F, cuja reação está no agente externo que
2P a produziu, e a força de reação de intensidade
f correspondente à sua ação de contato em B.
Em B existe horizontalmente apenas a força de
intensidade f, ação de A em B.

212

V1_P2_UN_D_CAP_11_B.indd 212 25.07.09 16:49:26


A intensidade da resultante das forças em A é FR 5 ma ] F 5 (mA 1 mB 1 mC ) 3 a ]
F 2 f, pois F tem o mesmo sentido da aceleração a,
enquanto f se opõe. Em B a resultante é apenas f. ] 5 5 10a ] a 5 0,5 m/s2
FR 5 ma
Para determinarmos as interações entre os corpos, a 6 kg
Bloco A: F 2 f 5 mAa y 1 devemos analisar cada um separadamente. 3 kg C
Bloco B: f 5 mBa x 1 kg B
F A f1 f1 f2 f2
F 5 (mA 1 mB) 3 a c

Como F 5 10 N, mA 5 2 kg e mB 5 3 kg, vem:­­


FRA = F – f1 FRB = f1 – f2 FRC =
10 5 (2 1 3) 3 a ] a 5 2 m/s2
a 6 kg
b) A intensidade f da força de A em B pode ser 3 kg C
obtida por qualquer uma das equações ( ou 1 kg B
x) anteriores. Em x: F f1 f1 f2 f2
A
f 5 mB a 5 3 3 2 ] f56N

FRA = F – f1 FRB = f1 – f2 FRC = f2


Respostas: a) 2 m/s2; b) 6 N
a 6 kg
Observações:
(1) Numa interação desse tipo, o corpo A não trans- 3 kg C
mite integralmente a força F a B;1 kg
a diferença B
F
entre o que A recebe e transmite f1 lhe
Aé o que f1 f2 f2
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

comunica aceleração.
(2) Um cálculo rápido da aceleração pode ser feito
considerando A e B como um único – f1 nes-
FRA = Fcorpo; F R B = f 1 – f2 FRC = f2
sas condições, a força f não interfere no cálculo,
Seja f1 a intensidade da força de A sobre B, e f2 a de
pois passa a ser uma força interna ao conjunto
B em C: FR  ma
de blocos A e B. Assim:
Para C:
f2 5 mC a 5 6 3 0,5 ] f2 5 3 N
A+B
F Para B:
(mA + mB) f1 2 f2 5 mB a
f1 2 3 5 3 3 0,5
FR 5 ma ] F 5 (mA 1 mB) 3 a ] f1 5 3 1 1,5

f1 5 4,5 N
] 10 5 (2 1 3) 3 a ] a 5 2 m/s2
Respostas: a) 0,5 m/s2; b) 4,5 N; c) 3 N

R. 88 Três corpos A, B e C de massas mA  1 kg, mB  3 kg


e mC  6 kg estão apoiados numa superfície ho- R. 89 Dois corpos A e B de massas iguais a mA  2 kg e
rizontal perfeitamente lisa. A força horizontal F, mB  4 kg estão apoiados numa superfície hori-
de intensidade constante F  5 N, é aplicada ao zontal perfeitamente lisa. O fio que liga A a B é
primeiro bloco A. Determine: ideal, isto é, de massa desprezível e inextensível.
a) a aceleração adquirida pelo conjunto; A força horizontal F tem intensidade igual a 12 N,
constante. Determine:
b) a intensidade da força que A exerce em B;
a) a aceleração do sistema;
c) a intensidade da força que B exerce em C.
b) a intensidade da força de tração do fio.

C
Capítulo 11 • Os princípios da Dinâmica

B B F
F A
A

Solução:
Solução: a) Vamos analisar as forças em cada bloco. Em cada
Assim como no exercício anterior, o peso de cada corpo o peso e a normal anulam-se; por isso va-
bloco é anulado pela reação normal do apoio. Para mos considerar apenas as forças horizontais: for­-
a determinação da aceleração, consideremos o ça de tração do fio em A e, em B, a força F e a
sistema de corpos como um único bloco de massa força de tração do fio.
mA  mB  mC  10 kg. Pela equação fundamental a
da Dinâmica: a 4 kg
2 kg
T T B F
A
A+B+C
F=5N a
(mA + mB + mC )
FRA = T F RB = F – T

213

V1_P2_UN_D_CAP_11_B.indd 213 25.07.09 16:49:28


Sendo mA 5 2 kg, a equação fundamental da R. 90 Os corpos A e B da figura têm massas respectiva-
Dinâmica aplicada ao corpo A fornece: mente iguais a mA  6 kg e mB  2 kg. O plano de
apoio é perfeitamente liso e o fio é inextensível e
FR 5 ma ] T 5 mAa ] T  2a  
de peso desprezível. Não há atrito entre o fio e a
Os corpos A e B possuem a mesma aceleração, polia, considerada sem inércia. Adote g  10 m/s2.
pois o fio é inextensível: no mesmo intervalo de Determine a aceleração do conjunto e a tração do fio.
tempo, A e B percorrem as mesmas distâncias
e atingem a mesma velocidade. Em B, F tem o
mesmo sentido da aceleração a, enquanto a
A
tração T opõe-se a a. Assim, sendo mB  4 kg, a
equação fundamental da Dinâmica aplicada a
B fornece:
FR  ma ] F  T  mBa ] F  T  4a  
Resolvendo o sistema de equações  e , vem: B

T 5 2a
1
F 2 T 5 4a
Solução:
F 5 6a   Consideremos separadamente cada corpo.
12 5 6a
a 5 2 m/s2 FN
A

b) A intensidade da força de tração do fio pode ser 6 kg a


obtida por uma das equações ( ou ). Em :

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


A T
T 5 2a ] T 5 2 3 2 ] T54N

Respostas: a) 2 m/s2; b) 4 N
F RA = T
Observações: PA
• A equação F  (mA  mB) 3 a possibilita o cálculo
da aceleração de um modo mais rápido, consi- Em A, a força normal ​F​​N​A​​ anula a ação do peso, pois
derando A e B como um único bloco: não há movimento vertical. Pela equação funda-
mental da Dinâmica, e sendo mA  6 kg, vem:
4 kg
T  mAa ] T  6a  
2 kg
F = 12 N Considere o corpo B:
B
A T

F 5 (mA 1 mB ) 3 a ] 12 5 (2 1 4) 3 a ] FRB = PB – T B a

] 12 5 6a ] a 5 2 m/s2

• Anteriormente dissemos que o dinamômetro é PB


um instrumento que mede intensidades de for- Sua aceleração é a mesma de A, pois o fio é inex-
ças (veja página 203). Inserindo um dinamômetro tensível: no mesmo intervalo de tempo, A e B per-
num fio que liga os corpos A e B, ele medirá a correm as mesmas distâncias e atingem a mesma
intensidade da força de tração T do fio que se velocidade.
transmite de um corpo a outro. Assim: O peso PB tem o mesmo sentido da aceleração a, e
a tração T opõe-se a a; logo, pela equação funda-
mental, e sendo mB  2 kg, vem:
Inserido num fio ideal, um dinamômetro
mede a intensidade da força de tração do fio. FR  ma ] PB  T  mBa ] PB  T  2a  
Unidade D • Forças em Dinâmica

F NA
T a
F
A B
T
A
T
0 1 2 3 4 5
T a
PA B

Considere o dinamômetro como um aparelho ideal:


sua massa é desprezível. PB

214

V1_P2_UN_D_CAP_11_B.indd 214 25.07.09 16:49:31


Resolvendo o sistema de equações  e , vem: A equação fundamental da Dinâmica aplicada
a cada corpo fornece:
T 5 6a FR  ma
1
PB 2 T 5 2a
Corpo A: PA  T1  mAa ] 50  T1  5a 
PB 5 8a  
Corpo B: T1  T2  mBa ] T1  T2  2a 
Mas: PB  mBg  2 3 10 ] PB  20 N Corpo C: T2  PC  mCa ] T2  30  3a 
Resolvendo o sistema de equações ,  e ,
Substituindo esse resultado em , vem:
vem:
20  8a ] a  2,5 m/s2
50 2 T1 5 5a
T1 2 T2 5 2a 1
Substituindo em , obtemos:
T2 2 30 5 3a
T  6a  6 3 2,5 ] T  15 N 50 2 30 5 (5 1 2 1 3) 3 a ]

Resposta: 2,5 m/s2; 15 N ] 20 5 10a ] a 5 2 m/s2

Observação:
Pela equação PB  (mA  mB) 3 a, podemos propor b) De : 50  T1  5 3 2 ] T1  40 N
um cálculo rápido da aceleração, considerando A
e B como um único bloco. De : T2  30  3 3 2 ] T2  36 N
PB  (mA  mB) 3 a
Como mA  mB  6 kg  2 kg  8 kg, obtemos: Respostas: a) 2 m/s2; b) T1  40 N; T2  36 N

Observações:
PB  8a ] 20  8a ] a  2,5 m/s2
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

(1) Para um cálculo rápido da aceleração pode-


ríamos aplicar a equação fundamental da
Dinâmica ao conjunto de corpos de massa
R. 91 No arranjo experimental da figura, os corpos A, B e total mA 1 mB 1 mC, observando que o peso
C têm, respectivamente, massas iguais a mA  5 kg, PA tem o mesmo sentido da aceleração e PC
mB  2 kg e mC  3 kg. A aceleração da gravidade se opõe:
é 10 m/s2. Os fios são inextensíveis e de inércia FR 5 ma
desprezível; não há atrito entre os fios e as polias; o PA 2 PC 5 (mA 1 mB 1 mC) 3 a
plano horizontal é perfeitamente liso. Determine:
50 2 30 5 (5 1 2 1 3) 3 a
a) a aceleração do sistema de corpos;
20 5 10a
b) as trações nos fios.
a 5 2 m/s2
B
a
2 kg

C B
A

Solução: a C 3 kg
5 kg A a
a) O peso de B é anulado pela reação normal do
apoio; porém, os pesos PA e PC são forças externas PC = 30 N
ativas. PA é maior que PC: PA = 50 N

mA  5 kg ] PA  mAg  50 N
mC  3 kg ] PC  mCg  30 N (2) Observe os resultados e conclua que a  g e
PC  T2  T1  PA.
Capítulo 11 • Os princípios da Dinâmica

Se o sistema partir do repouso, o corpo B move-se


(3) Se PA  PC (ou mA  mC), o sistema permanece
da esquerda para a direita, pois o peso de A é maior
em equilíbrio (a  0) e as trações serão iguais
que o de C.
aos próprios pesos, independentemente do
Vamos analisar cada corpo separadamente. No corpo B. Assim, no arranjo experimental da
caso, há duas trações, pois temos dois fios: figura, em que PA  PE  50 N, o dinamômetro
a D indica T  PA  PE  50 N (a  0).
2 kg
D
Fio 2 T2 B T1 Fio 1
T1
a a
T2 FRB = T1 – T2

3 kg C FRC = T2 – PC FRA = PA – T1 A 5 kg E A
PC = 30 N
PA = 50 N PE = 50 N PA = 50 N

215

V1_P2_UN_D_CAP_11_B.indd 215 25.07.09 16:49:33


R. 92 No arranjo experimental da figura ao lado, os corpos A e B têm, respectivamente,
massas iguais a 6 kg e 2 kg. Os fios e as polias têm massas desprezíveis. Não há
atrito entre o fio e a polia. Adote g  10 m/s2. Determine:
a) a aceleração do conjunto;
b) as trações nos fios.
Considere que o sistema partiu do repouso.
B
Solução:
a) Esse arranjo experimental é conhecido como máquina de Atwood (1745-1807),
físico inglês que com um arranjo desse tipo estudou a queda dos corpos. O A
corpo A desce enquanto o corpo B sobe, pois o peso de A é maior que o de B.

mA  6 kg ] PA  mA 3 g  60 N    mB  2 kg ] PB  mB 3 g  20 N

Na figura ao lado representamos as forças que T


agem em cada bloco. A equação fundamental da T
Dinâmica aplicada a A e a B fornece: 6 kg
a 2 kg
FR  ma FRB = T – PB
B A
Corpo A: PA  T  mAa ] 60  T  6a   FRA = PA – T
a
Corpo B: T  PB  mBa ] T  20  2a   PB = 20 N
Resolvendo o sistema de equações  e :
60 2 T 5 6a
1 PA = 60 N
T 2 20 5 2a
60 2 20 5 6a 1 2a

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


40 5 8a
a 5 5 m/s2

b) Qualquer uma das equações anteriores nos fornece T. Por exemplo, em : 2T 2T


T' T'

T  20  2 3 5 ] T  30 N

A tração Te no fio que liga o eixo da polia ao teto pode ser obtida como se segue.
A polia não possui peso e seu eixo está em equilíbrio. Desse modo, a resultanteT T T T T T T T
das forças deve ser nula.

FR  0 ] Te  T  T  2T  2 3 30 ] Te  2T  60 N

Respostas: a) 5 m/s2; b) 30 N e 60 N

Observação:
Para o cálculo da aceleração podemos aplicar a equação fundamental da Dinâmica a
a
para o conjunto de corpos de massa total mA  mB, observando que o peso PA tem
o mesmo sentido da aceleração e PB se opõe: 2 kg B

FR  ma
PB = 20 N A 6 kg
PA  PB  (mA  mB) 3 a
60  20 5 (6  2)a
40  8a
Física pg25a
PA = 60 N
a  5 m/s2

R. 93 Determine a força que o homem deve exercer no fio para manter em equilíbrio
Unidade D • Forças em Dinâmica

estático o corpo suspenso de 120 N. Os fios são considerados inextensíveis e de


massas desprezíveis; entre os fios e as polias não há atrito. As polias são ideais,
isto é, não têm peso.

120 N

Entre na rede No endereço eletrônico http://www.walter-fendt.de/ph11br/pulleysystem_br.htm (acesso em junho/2009), você


pode analisar um sistema constituído de duas, quatro e seis polias.

216

V1_P2_UN_D_CAP_11_B.indd 216 25.07.09 16:49:35


Física_pg25b

T T
T = P = 120 N 2 2

a=0
Solução:
Para haver equilíbrio, aFísica_pg25b
resultante das forças deve ser nula. No corpo suspenso, a tração T é igual ao peso P 5 120 N,
pois não há aceleração. A distribuição de trações é idêntica à discutidaP =no exercício
120 N anterior.
T
T T
T = P = 120 N 2 2 15 15

30 30
15 15
a=0
60 60
30
P = 120 N 15 N
60
T

15 15 T = 120 N

30 30
15 15
60 60
30
Resposta: 15 N
15 N
60
Observação:
Note que o homem equilibra o peso de 120 N,120
T= exercendo
N uma força de intensidade bem menor; por isso, na prática,
são muito utilizadas as associações de polias como se veem em guindastes.
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

R. 94 Um homem de 70 kg está no interior de um elevador que desce acelerado à razão de 2 m/s2. Adote g  10 m/s2
Elevadora intensidade da
e considere o homem apoiado numa balança calibrada em newtons. Determine Observador
força indicada
pela balança. externo

Solução: 70 kg
O elevador desce verticalmente com aceleração a 5 2 m/s2 em relação a um observador externo em repouso no
solo. Esse observador externo, que é um referencial inercial, vê atuarem no homem dentro do elevador as forças
P, ação da Terra, e FN, ação da balança no homem. O homem atua na balança,Balança
exercendo a força de intensidade
de molas
FN, que é a indicação da balança, pois esta está calibrada para medir intensidades de forças.

a = 2 m/s2
Elevador Observador
externo

70 kg 70 kg
P = mg = 700 N
FN

Balança P Ação e
Balança
de molas reação
A balança
marca FN
FN
a = 2 m/s2

A resultante das forças que atuam no homem é FR  P  FN. Logo:


70 kg
P = mg = 700 N P  FN  ma  
FN FN  P  ma  
Capítulo 11 • Os princípios da Dinâmica

P  mg  70 3 10 AçãoN.e Sendo m  70 kg e a 5 2 m/s2, vem:


P ] P  700 Balança
reação
A balança
marca FFNN  700  70 3 2 ] FN  560 N
FN
Resposta: A indicação da balança é 560 N.

Observações:
(1) O homem lê na balança FN  560 newtons, inferior ao seu peso P  700 newtons. Sente-se mais leve e tem a
impressão de que seu peso diminuiu. Por isso a força FN é chamada peso aparente.
(2) Se o elevador descesse acelerado com aceleração a 5 g (caso em que se rompem os cabos que sustentam o
elevador), o peso aparente seria nulo.
De fato:
FN  P  ma ] FN  P  mg ] FN  P  P ] FN  0
Portanto, no caso em que o elevador cai sob ação da gravidade, o peso aparente é nulo: a pessoa flutua no
interior do elevador.

217

V1_P2_UN_D_CAP_11_B.indd 217 25.07.09 16:49:36


R. 95 Um corpo de peso P desliza num plano inclinado perfeitamente liso, que
forma um ângulo J em relação à horizontal. Determine:
a) a aceleração do corpo;
b) a intensidade da força normal que o plano exerce no corpo.
É dada a aceleração da gravidade g.
θ
Solução:
a) No corpo atuam o peso P e a força normal FN. É comum decompor o peso
P em duas forças componentes: FN
Pn: normal ao plano inclinado e que anula FN, pois não há movimento na
direção perpendicular ao plano inclinado.
Pt: paralela ao plano inclinado e que é a resultante das forças P e FN.
Pt
No triângulo destacado na figura ao lado, o ângulo indicado é J, pois seus
Pn θ
lados são dois a dois perpendiculares às retas que definem o ângulo J do P
plano inclinado. Nesse triângulo, Pt é a medida do cateto oposto ao ângulo
θ
J e P é a medida da hipotenusa do triângulo.
Da definição de seno de um ângulo, vem:
Pt
sen J 5 ​ __ ​  ou Pt  P 3 sen J
P

Pela equação fundamental da Dinâmica (FR  ma) e sendo FR  Pt  P 3 sen J  mg 3 sen J, vem:

mg 3 sen J 5 ma ] a 5 g 3 sen J

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


b) No triângulo destacado, Pn é a medida do cateto adjacente ao ângulo J. Da definição de cosseno de um ângulo,
vem:
Pn
cos J 5 ___
​   ​  ] Pn 5 P 3 cos J
P

Como Pn anula FN, resulta:


FN 5 Pn 5 P 3 cos J

Respostas: a) a  g 3 sen J; b) FN  P 3 cos J

R. 96 No arranjo experimental da figura, os corpos A e B têm massas iguais


a 10 kg. O plano inclinado é perfeitamente liso. O fio é inextensível e passa
sem atrito pela polia de massa desprezível. Determine:
a) a aceleração do sistema de corpos; A
B
b) a tração no fio (dado: sen 30w  0,5).
θ = 30°
Solução:
a) Vamos inicialmente calcular a componente P
​ ​​t​A​​ do peso do corpo A:

​P​​t​A​​  PA 3 sen 30w ] P ​ ​t​​A​​  10 3 10 3 0,5 ] ​P​​t​A​​  50 N


​ ​t​​A​​  mAg 3 sen 30w ] P

O corpo B possui peso PB 5 mB g  10 3 10, ou seja, PB  100 N. Sendo PB  ​P​​tA​ ,​​ FRA = T – PtA
concluímos que, se o sistema partir do repouso, o corpo B desce e o corpo
A sobe ao longo do plano inclinado. T
a
Na figura ao lado representamos as forças que agem em cada bloco. Ob-
serve que a componente normal ​P​n​ A​ ​​e a normal ​F​​NA​ ​​anulam-se. A equação A
fundamental da Dinâmica aplicada a A e B fornece:
Unidade D • Forças em Dinâmica

PtA
Corpo A: T  ​P​t​​A​​  mAa ] T  50  10a  
Corpo B: PB  T  mBa ] 100  T  10a   T
Resolvendo o sistema de equações  e , vem:
B a FR = PB – T
T 2 50 5 10a B

100 2 T 5 10a 1
100 2 50 5 10a 1 10a
PB
50 5 20a ] a 5 2,5 m/s2

b) De  resulta: T  50  10 3 2,5 ] T  75 N

Respostas: a) 2,5 m/s2; b) 75 N

218

V1_P2_UN_D_CAP_11_B.indd 218 25.07.09 16:49:38


Observação:
A aceleração pode ser calculada aplicando-se a equação fundamental da Dinâmica ao sistema de corpos de massa
total mA  mB:

a
FR  (mA  mB) 3 a (sendo FR  PB  ​P​t​​A​)​
PB  ​P​t​​A​​  (mA  mB) 3 a ]
] 100  50  (10  10) 3 a ] A
Pt = 50 N a
A 10 kg B
] 50  20a ] a  2,5 m/s 2 10 kg
θ = 30°

PB = 100 N

R. 97 Um ponto material de massa m e peso P está suspenso por um fio de massa desprezível ao teto de um vagão her-
meticamente fechado (fig. I). O vagão parte uniformemente acelerado e o corpo suspenso desloca-se para trás em
relação a um observador em repouso no interior do trem, até atingir o ângulo de 35w em relação à vertical (fig. II).
Adote g 5 10 m/s2 e tg 35w  0,7. Determine a aceleração do trem para um observador externo em repouso na Terra.

Observador a Observador
v=0 interno interno
Observador
externo
m J
J = 35o
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Figura I. Figura II.


Solução:
Considerando que as leis de Newton são válidas em relação a um referencial inercial, interpretaremos o fenômeno
em relação ao observador na Terra, pois esta é praticamente um referencial inercial.
Em relação ao observador externo em repouso na Terra, atuam no ponto material as forças peso P e tração T (fig. III).
A resultante FR produz no ponto material a mesma aceleração a do trem (fig. IV). No triângulo destacado, temos:

a T

FR 35°
tg 35w 5 ___
​   ​  T
P m a
FR 5 P 3 tg 35w ] FR 5 mg 3 tg 35w P FR

P
Figura III. Figura IV.

Sendo FR  ma, vem:


ma 5 mg 3 tg 35w ] a 5 g 3 tg 35w ] a 5 10 3 0,7

a 5 7 m/s2
2
Resposta: 7 m/s
Capítulo 11 • Os princípios da Dinâmica

Observação:
Ao atingir o ângulo de 35w, o ponto material permanece em repouso em relação ao observador no interior do trem.
Este interpreta o fato da seguinte maneira: além de P e T, outra força f age no ponto material no sentido indicado
(fig. V). Essa força é chamada força de inércia. Forças de inércia são consideradas relativamente a referenciais
acelerados em relação à Terra, denominados referenciais não inerciais, como é o caso do trem. O princípio da
ação e reação não se aplica às forças de inércia.

T
f
J J = 35o
P

Figura V.

219

V1_P2_UN_D_CAP_11_B.indd 219 25.07.09 16:49:39


exercícios propostos
P. 238 (PUC-SP) Com base no princípio de ação e reação, P. 243 (UFRJ) Dois blocos de massa igual a 4 kg e 2 kg,
responda: respectivamente, estão presos entre si por um fio
a) A afirmação abaixo está certa ou errada? Justi- inextensível e de massa desprezível. Deseja-se
fique. puxar o conjunto por meio de uma força F cujo
“Quando exercemos uma força F numa mesa, módulo é igual a 3 N sobre uma mesa horizontal e
esta exerce uma força oposta F que anula a sem atrito. O fio é fraco e corre o risco de romper-se.
força F, de modo que a força resultante sobre a Qual é o melhor
mesa é nula e ela, portanto, não se move.” modo de puxar o F
conjunto sem que 2 kg 4 kg
b) Descreva uma situação em que se evidenciem
as forças de ação e de reação (mostre como as o fio se rompa: pela
duas forças estão agindo). massa maior ou pela
menor? Justifique F
4 kg 2 kg
sua resposta.
P. 239 Uma força horizontal de intensidade F  10 N é
aplicada no bloco A, de 6 kg, o qual está apoiado
em um segundo bloco B, de 4 kg.
P. 244 No arranjo expe-
Os blocos deslizam sobre um plano horizontal sem
rimental da figura 2 kg A
atrito. Determine:
não há atrito al-
a) a aceleração do conjunto;
gum e o fio tem
b) a intensidade da força que um bloco exerce no massa desprezível.

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


outro; Adote g  10 m/s2.
c) a intensidade da força resultante em A e em B. Determine:
a) a aceleração do B
F corpo A;
A B b) a tração no fio. 3 kg

P. 240 Três blocos A, B e C, de massa mA  5 kg, mB  2 kg P. 245 Na situação indicada na figura, os fios têm massa
e mC  3 kg, estão numa superfície horizontal sem desprezível e passam pelas polias sem atrito.
atrito. Aplica-se ao bloco A uma força de 20 N, Adote g  10 m/s2. Determine:
constante, como indicado na figura. a) a aceleração do conjunto;
Determine: b) a tração no fio que liga A a B;
a) a aceleração do conjunto; c) a tração no fio que liga B a C.
b) a intensidade da força que B exerce em C;
c) a intensidade da força que A exerce em B. 10 kg
B
A
20 N C
B
5 kg 2 kg 3 kg C
A 20 kg 10 kg

P. 241 Dois blocos de massas 5 kg e 3 kg estão numa


superfície horizontal sem atrito e ligados por um
P. 246 Os corpos A e B têm massas mA 5 1 kg e mB  3 kg. O
fio de massa desprezível. A força horizontal F tem
corpo C, pendurado pelo fio, tem massa mC  1 kg.
intensidade constante igual a 4 N. Determine a
O fio é inextensível e tem massa desprezível. Adote
tração no fio que liga os corpos.
g  10 m/s2 e suponha que A e B deslizam sem atrito
sobre o plano horizontal. Calcule:
Unidade D • Forças em Dinâmica

a) a aceleração do corpo C;
5 kg F b) a intensidade da força que o corpo B exerce
3 kg
em A.

P. 242 (FEI-SP) Sabendo-se que a tração no fio que une os A


B
dois blocos vale 100 N, qual é o valor do módulo da
força F? Não há atritos.

F
10 kg
5 kg C

220

V1_P2_UN_D_CAP_11_C.indd 220 25.07.09 16:56:13


P. 247 No arranjo experimental da T2 dados, responda: como é o movimento de subida
figura os fios e a polia têm do elevador, nas três situações esquematizadas
massas desprezíveis. O fio — acelerado, retardado ou uniforme? Justifique.
é inextensível e passa sem Considere g  10 m/s2.
T1
atrito pela polia. Adotando
g  10 m/s2, determine:
a) a aceleração dos corpos; 1 kg
3 kg
b) as trações T1 e T2.

14 N 10 N
P. 248 (Fuvest-SP) As figuras mostram dois arranjos
(A e B) de polias, construídos para erguer um corpo
de massa m  8 kg. Despreze as massas das polias
e da corda, bem como os atritos. Calcule as 1 kg
1 kg
forças FA e FB, em newtons, necessárias para manter
o corpo suspenso e em repouso nos dois casos (use
g  10 m/s2).

A B

6N
m
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

FA
m FB 1 kg

P. 249 Num elevador de massa m 5 1.000 kg atuam uni-


camente a força de sustentação do cabo e o peso.
P. 253 (Efoa-MG) No esquema representado na figura abai-
Adote g  10 m/s2 e determine a intensidade da
xo, o bloco C tem massa 0,5 kg e está em repouso
força de sustentação do cabo quando o elevador:
sobre o plano inclinado de 37w com a horizontal,
a) sobe em movimento uniforme;
preso pelo fio AB. Não há atrito entre o bloco e o
b) sobe uniformemente acelerado com a 5 2 m/s2; plano.
c) sobe uniformemente retardado com a  2 m/s2. a) Qual é a tração exercida pelo fio?
b) Cortando-se o fio, qual é a B

P. 250 (Olimpíada Paulista de Física) Um homem de 70 kg aceleração adquirida pelo


A
está em cima de uma balança dentro de um eleva- bloco?
(Dados: g  10 m/s2; C
dor. Determine qual é a indicação da balança, nas
seguintes situações: sen 37w  cos 53w  0,6;
a) O elevador subindo acelerado com aceleração sen 53w  cos 37w  0,8)
de 3 m/s2.
b) O elevador subindo com velocidade constante 37°
de 2 m/s.
c) O elevador descendo acelerado com aceleração
de 1 m/s2. P. 254 (UFPR) Um corpo de massa igual a 5 kg parte,
d) O elevador caindo em queda livre. do repouso, da base de um plano inclinado
Considere a balança graduada em newtons e adote — este com ângulo igual a 30w e comprimento
g 5 10 m/s2. 5 m — e atinge sua extremidade superior em 10 s.
Capítulo 11 • Os princípios da Dinâmica

Qual é a intensidade da força externa paralela ao


plano inclinado que foi aplicada ao corpo? (Use
P. 251 Deixam-se cair simultaneamente, no vácuo, dois g  9,8 m/s2.)
corpos A e B de massas mA  100 kg e mB  1 kg. Despreze os atritos.
a) Qual é a aceleração de cada um deles?
b) Qual dos blocos exerce força sobre o outro?
P. 255 Determine a aceleração dos corpos na situação
esquematizada abaixo. Adote g  10 m/s2. O fio e a
A polia têm massa desprezível.
Não há atrito (dado: sen 30w  0,5).
B

P. 252 Nas figuras a seguir estão indicadas as leituras de 2 kg


um dinamômetro preso ao teto de um elevador que
2 kg
sobe, estando um corpo de massa 1,0 kg pendura-
do na extremidade do aparelho. Com base nesses 30°

221

V1_P2_UN_D_CAP_11_C.indd 221 25.07.09 16:56:16


exercícios propostos de recapitulação
P. 256 Observe as fotos abaixo. Quando o papel é rapidamente removido, o corpo não acompanha o movimento do papel
e cai dentro do copo. Comente por que isso acontece.

P. 257 (Unirio-RJ) Um corpo A, de 10 kg, é colocado num plano


horizontal sem atrito. Uma corda ideal de peso desprezível A

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


liga o corpo A a um corpo B, de 40 kg, passando por uma
polia de massa desprezível e também sem atrito. O corpo
B, inicialmente em repouso, está a uma altura de 0,36 m,
como mostra a figura. Sendo a aceleração da gravidade
g  10 m/s2, determine: B
a) o módulo da tração na corda;
b) o intervalo de tempo necessário para que o corpo B
chegue ao solo. 0,36 m

P. 258 (UFRJ) Um operário usa uma empilhadeira de massa total


igual a uma tonelada para levantar verticalmente uma caixa
de massa igual a meia tonelada, com uma aceleração inicial
de 0,5 m/s2, que se mantém constante durante um curto in-
tervalo de tempo. Use g  10 m/s2 e calcule, nesse intervalo
de tempo:
a) a intensidade da força que a empilhadeira exerce sobre
a caixa;
b) a intensidade da força que o chão exerce sobre a em-
pilhadeira (despreze a massa das partes móveis da
empilhadeira).

P. 259 No arranjo experimental da figura os fios e a polia têm


massas desprezíveis. Despreze atritos e adote g  10 m/s2.
A
Os corpos têm massas mA  5 kg, mB  4 kg e mC  1 kg. O
corpo C é uma balança graduada em newtons. Determine a
indicação da balança.
B
Unidade D • Forças em Dinâmica

C (balança)

P. 260 (Olimpíada Brasileira de Fí­sica) A figura representa dois bal-


des de massas M1 e M2, contendo cada um uma quantidade
de areia de massa M.
Considere a polia e os fios ideais. Supondo que a massa M2
seja ligeiramente maior que a massa M1, responda:
a) Qual a quantidade m de areia que deve ser transferida
do balde de massa M1 para o balde de massa M2, para M2
que a aceleração do sistema aumente de um fator f?
b) Qual o maior valor de f possível?
M1

222

V1_P2_UN_D_CAP_11_C.indd 222 25.07.09 16:56:18


P. 261 (EEM-SP) Num elevador há uma balança graduada em newtons. Um homem de 60 kg, sobre ela, lê 720 newtons,
quando o elevador sobe com certa aceleração, e 456 newtons, quando desce com a mesma aceleração. Quais são
as acelerações da gravidade e do elevador? Quanto registrará a balança se o elevador subir ou descer com velo-
cidade constante? Que deverá ter ocorrido quando a balança registrar zero?

P. 262 (UFSCar-SP) A polia e os fios da figura são considerados ideais, Q


sem inércia. O fio é perfeitamente flexível e não há atritos
a considerar. Use g  10 m/s2. Dadas as massas mA  40 kg,
mB  24 kg, determine as acelerações aA (do corpo A) e aB (do
corpo B) quando:
a) Q  400 N
b) Q  720 N
A B
c) Q  1.200 N

P. 263 (Fuvest-SP) Duas cunhas A e B, de massas MA e MB, respecti- a


vamente, se deslocam juntas sobre um plano horizontal sem
atrito, com aceleração constante a, sob a ação de uma força
horizontal F aplicada à cunha A, como mostra a figura. A cunha
A permanece parada em relação à cunha B, apesar de não haver F A
atrito entre elas. g
a) Determine a intensidade da força F aplicada à cunha A.
b) Determine a intensidade da força FN que a cunha B aplica à B
θ
cunha A.
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

c) Sendo J o ângulo de inclinação da cunha B, determine a tan-


gente de J.

P. 264 (UFSCar-SP) O sistema esquematizado compõe-se de um elevador


de massa M e um homem de massa m. O elevador está suspenso
a uma corda que passa por uma polia fixa e vem às mãos do
operador; a corda e a roldana são supostas ideais. O operador
M
puxa a corda e sobe com aceleração constante a, juntamente
com o elevador. São suspostos conhecidos M, m, a e g.
m
Determine a intensidade da força FN que a plataforma exerce no
operador. a

P. 265 O carrinho da figura desliza no plano horizontal com aceleração 4 kg


8 m/s2. O corpo A possui 4 kg de massa e não há atrito entre o A
corpo e os planos de apoio. Dados sen 30w  0,50, cos 30w  0,87
a = 8 m/s2
e g  10 m/s2, determine a força horizontal que a parede verti-
cal exerce no corpo, considerando-o em repouso em relação ao 30°
carrinho.

P. 266 Que força horizontal deve ser constantemente aplicada a m1


Capítulo 11 • Os princípios da Dinâmica

M  21 kg para que m1  5 kg não se movimente em relação


a m2  4 kg? Despreze atritos. (Use g  10 m/s2.)

F
M
m2

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Simulador: Sistemas mecânicos

223

V1_P2_UN_D_CAP_11_C.indd 223 25.07.09 16:56:19


testes propostos
T. 204 (Uepa) Na parte final de seu livro Discursos e demons- T. 209 (UFSCar-SP) Leia a tirinha.
trações concernentes a duas novas ciências, publicado
em 1638, Galileu Galilei trata do movimento do
projétil da seguinte maneira:
“Suponhamos um corpo qualquer, lançado ao longo
de um plano horizontal, sem atrito; sabemos... que
esse corpo se moverá indefinidamente ao longo
desse mesmo plano, com um movimento uniforme
e perpétuo, se tal plano for ilimitado”.
O princípio físico com o qual se pode relacionar o
trecho destacado acima é:
a) o princípio da inércia ou primeira lei de
Newton.
b) o princípio fundamental da Dinâmica ou segun-
da lei de Newton.
c) o princípio da ação e reação ou terceira lei de
Newton.
d) a lei da gravitação universal.
e) o princípio da energia cinética.

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


T. 205 (Fatec-SP) Uma motocicleta sofre aumento de ve-
locidade de 10 m/s para 30 m/s enquanto percorre,
em movimento retilíneo uniformemente variado, a
distância de 100 m. Se a massa do conjunto piloto (Calvin e Haroldo, Bill Watterson)
1 moto é de 500 kg, pode-se concluir que o módulo
da força resultante sobre o conjunto é: Imagine que Calvin e sua cama estivessem a céu
a) 2,0 3 102 N d) 2,0 3 103 N aberto, em repouso sobre um ponto P do equador
2 terrestre, no momento que a gravidade foi “desli-
b) 4,0 3 10 N e) 4,0 3 103 N
gada” por falta de pagamento de conta.
c) 8,0 3 102 N

P
T. 206 (UFPE) Um objeto de 2,0 kg descreve uma traje-
tória retilínea, que obedece à equação horária
s  7,0t2  3,0t  5,0, na qual s é medido em metros
e t em segundos. O módulo da força resultante que
está atuando sobre o objeto é, em N: Tendo em vista que o ponto Pe corresponde ao ponto
a) 10 d) 28 P horas mais tarde, e supondo que nenhuma outra
b) 17 e) 35 força atuasse sobre o garoto após “desligada” a gra-
vidade, o desenho que melhor representa a posição
c) 19
de Calvin (ponto C) no instante considerado é:
C C
a) C
C d)
T. 207 (Enem-MEC) O peso de um corpo é uma grande­- C
za física:
a) que não varia com o local onde o corpo se en-
contra.
b) cuja unidade de medida é o quilograma. P’ P’ C P’C P’
P’
P’ C
C P’
P’
c) caracterizada pela quantidade de matéria que P’ C P’
Unidade D • Forças em Dinâmica

o corpo encerra.
d) que mede a intensidade da força de reação de b) C C e)
apoio. C
C
C
e) cuja intensidade é o produto da massa do corpo
pela aceleração da gravidade local.
P’ P’ C C P’ P’
P’
P’ C
C P’
P’
P’ C P’
T. 208 (Fuvest-SP) Uma força de 1 newton (1 N ) tem a
c)
ordem de grandeza do peso de: C C
C
C
a) um homem adulto. C
b) uma criança recém-nascida.
c) um litro de leite.
P’ P’
d) uma xicrinha cheia de café. P’
P’
P’
e) uma moeda.

224

V1_P2_UN_D_CAP_11_C.indd 224 25.07.09 16:56:20


T. 210 (Unitins-TO) Assinale a proposição correta: T. 214 (PUC-SP)
a) A massa de um corpo na Terra é menor do que
na Lua.
b) O peso mede a inércia de um corpo.
c) Peso e massa são sinônimos.
d) A massa de um corpo na Terra é maior do que
na Lua.
e) O sistema de propulsão a jato funciona basea­do
no princípio da ação e reação.

T. 211 (Uniube-MG) O princípio da ação e da reação explica


o fato de que:
a) algumas pessoas conseguem tirar a toalha de
uma mesa puxando-a rapidamente, de modo
que os objetos que estavam sobre a toalha per-
maneçam em seus lugares sobre a mesa.
b) um corpo, ao ser lançado verticalmente para
cima, atinge o ponto mais alto da trajetória e
volta ao ponto de lançamento.
c) quando atiramos uma pedra em qualquer di-
reção no espaço, se nenhuma força atuar nela,
a pedra seguirá seu movimento sempre com a Garfield, o personagem da história anterior, é reco-
mesma velocidade e na mesma direção. nhecidamente um gato malcriado, guloso e obeso.
Suponha que o bichano esteja na Terra e que a ba-
d) a força de atração do Sol sobre a Terra é igual,
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

lança utilizada por ele esteja em repouso, apoia­da


em intensidade e direção, à força de atração da
no solo horizontal.
Terra sobre o Sol.
Considere que, na situação de repouso sobre a
e) quanto maior a massa de um corpo é mais difí- balança, Garfield exerça sobre ela uma força de
cil movimentá-lo, se está parado, e mais difícil compressão de intensidade 150 N.
pará-lo, se está em movimento. A respeito do descrito, são feitas as seguintes afir-
mações:
T. 212 (UFMG) Uma pessoa está empurrando um caixote. A I. O peso de Garfield, na Terra, tem intensidade
força que essa pessoa exerce sobre o caixote é igual de 150 N.
e contrária à força que o caixote exerce sobre ela. II. A balança exerce sobre Garfield uma força de
Com relação a essa situação, assinale a afirmativa intensidade 150 N.
correta: III. O peso de Garfield e a força que a balança aplica
a) A pessoa poderá mover o caixote porque aplica sobre ele constituem um par ação-reação.
a força sobre o caixote antes de ele poder anular É (são) verdadeira(s):
essa força. a) somente I. d) somente II e III.
b) A pessoa poderá mover o caixote porque as b) somente II. e) todas as afirmações.
forças citadas não atuam no mesmo corpo. c) somente I e II.
c) A pessoa poderá mover o caixote se tiver uma
massa maior do que a massa do caixote.
T. 215 (Fuvest-SP) Um homem tenta levantar uma caixa
d) A pessoa terá grande dificuldade para mover o
de 5 kg, que está sobre uma mesa, aplicando uma
caixote, pois nunca consegue exercer uma força
força vertical de 10 N.
sobre ele maior do que a força que esse caixote
exerce sobre ela.

T. 213 (Uniube-MG) Considere as frases: g


1. Numa luta de boxe, a luva atinge o rosto do
Capítulo 11 • Os princípios da Dinâmica

oponente e seu rosto provoca dores na mão de g = 10 m/s2


quem aplicou o soco.
2. Certa lei física justifica o uso do cinto de segu-
rança nos veículos. 5 kg
3. Há uma proporcionalidade entre a força e a
aceleração atuantes num corpo.
Pode-se associá-las com as leis de Newton: Nessa situação, o valor da força que a mesa aplica
A. Primeira lei de Newton ou Princípio da Inércia. na caixa é:
B. Segunda lei de Newton ou Princípio Fundamen- a) 0 N b) 5 N c) 10 N d) 40 N e) 50 N
tal da Dinâmica.
C. Terceira lei de Newton ou Princípio da ação e T. 216 (UEL-PR) Numa situação de emergência, um bom-
reação.
beiro precisa retirar do alto de um prédio, usando
A combinação correta é: uma corda, um adolescente de 40 kg. A corda supor-
a) A–1; B–2; C–3 d) A–1; B–3; C–2 ta, no máximo, 300 N. Uma alternativa é fazer com
b) A–2; B–1; C–3 e) A–2; B–3; C–1 que o adolescente desça com uma certa aceleração,
c) A–3; B–2; C–1 para que a tensão na corda não supere o seu limite.

225

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Sob essas condições e considerando a aceleração da T. 220 (FCC-BA) Quatro blocos M, N, P e Q deslizam sobre
gravidade igual a 10 m/s2, qual deve ser o módulo uma superfície horizontal, empurrados por uma
dessa aceleração? força F, conforme esquema abaixo.
a) 17,5 m/s2 c) 7,5 m/s2 e) 9,5 m/s2
2 2
b) 1,3 m/s d) 2,5 m/s
F
M P
N Q
T. 217 (Vunesp) Um bloco de massa mA desliza no solo
horizontal, sem atrito, sob ação de uma força cons-
tante, quando um bloco de massa mB é depositado
A força de atrito entre os blocos e a superfície é
sobre ele. Após a união, a força aplicada continua
desprezível e a massa de cada bloco vale 3,0 kg.
sendo a mesma, porém a aceleração dos dois
Sabendo-se que a aceleração escalar dos blocos
blocos fica reduzida à quarta parte da aceleração
vale 2,0 m/s2, a força do bloco M sobre o bloco N é,
que o bloco A possuía. Pode-se afirmar que a razão
em newtons, igual a:
mA
entre as massas, ___
​   ​ é: a) zero c) 12 e) 24
mB
b) 6,0 d) 18
1 4 3
a) __
​   ​  b) ​ __ ​  c) ​ __ ​  d) 1 e) 2
3 3 2
T. 221 (Unirio-RJ) A segunda lei de Newton diz que a
T. 218 Dois blocos A e B, de massas respectivamente iguais aceleração adquirida por um corpo é diretamente
a 5 kg e 10 kg, estão inicialmente em repouso, encos- proporcional à força resultante que atua sobre ele e
tados um no outro, sobre uma mesa horizontal sem inversamente proporcional à sua massa; em termos
atrito. Aplicamos uma força horizontal F  90 N, R
como mostra a figura. matemáticos a 5 ​ __  ​ . Devido a essa lei, fica claro
m
que se aplicarmos F e Fe, de mesmo módulo, aos

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


F corpos indicados nas figuras I e II, eles adquirem
B
A a mesma aceleração, mas a tração na corda, consi-
derada ideal, terá módulos diferentes. Qual deverá
ser a relação entre os módulos de F e de Fe para que
Os valores, em N, das forças resultantes que atuam
a tração na corda, que liga os corpos, apresente o
sobre os blocos A e B são, respectivamente:
mesmo módulo? Despreze os atritos:
a) 40 e 50 c) 90 e 90 e) 30 e 60
1 1
b) 45 e 45 d) 20 e 70 a) ​ __  ​ c) 3 e) ​ __  ​
2 3
b) 2 d) 1
T. 219 (Olimpíada Brasileira de Física) Dois blocos, um
de massa M e outro de massa m, estão em contato
sobre uma superfície horizontal sem atrito. F
m 2m
F
M
m Figura I.

Situação 1
F’
m 2m
M F
m
Figura II.
Situação 2

Na situação 1, uma força horizontal, de intensidade T. 222 (Mackenzie-SP) No sistema abaixo, o corpo 1, de
constante F, é aplicada ao bloco de massa M. Como massa 6,0 kg, está preso na posição A. O corpo 2
resultado, surge uma força de contato de valor f1 tem massa de 4,0 kg. Despreze os atritos e adote
entre os blocos. Na situação 2, uma força, de mesma g  10 m/s2.
intensidade F, mas sentido oposto, atua no bloco
de massa m, resultando no surgimento de uma
Unidade D • Forças em Dinâmica

força de contato de valor f2 entre os blocos. Pode-se 1


afirmar que:
a) na situação 1, f1  F, e portanto o bloco de massa
M jamais poderá se deslocar, devido à terceira A B
lei de Newton. 1,0 m
b) na situação 2, f2  F, e portanto o bloco de massa 2
M se deslocará em um movimento retilíneo e
uniforme, devido à primeira lei de Newton.
0,50 m
c) se m  M, então f1  f2, não importando a mag-
nitude de F.
d) se m  M, então f1  f2, não importando a mag- Abandonando o corpo 1, a sua velocidade, em m/s,
nitude da aceleração atingida pelos blocos. ao passar pela posição B será de:
e) f1  f2, independentemente dos valores relativos a) 0,50 c) 2,0 e) 4,0
das massas m e M. b) 1,0 d) ​dll
8 ​ 

226

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T. 223 (Ceub-DF) Na figura a seguir, temos dois blocos, A e T. 226 (UFU-MG) Um elevador tem uma balança no seu
B, de massas respectivamente iguais a mA  4,0 kg assoalho. Uma pessoa de massa m  70 kg está
e mB  6,0 kg, que deslizam, sem atrito, em uma su- sobre a balança conforme figura abaixo. Adote
perfície plana e horizontal, sob ação de uma força ho- g  10 m/s2.
rizontal constante e de intensidade F. Os blocos estão
ligados por fios ideais a um dinamômetro também
ideal (massa desprezível), calibrado em newtons.

Fio (1) Fio (2)


a
F
B A

Dinamômetro

Não considere o efeito do ar e admita que os blo-


cos têm uma aceleração horizontal constante e de
módulo igual a 2,0 m/s2.
Julgue os itens a seguir.
(1) A força tensora no fio (1) tem intensidade igual
a 12 N.
(2) O valor de F é 20 N. Julgue os itens abaixo.
(3) Como o dinamômetro tem massa desprezível, I. Se o elevador subir acelerado com aceleração
as forças que tracionam os fios (1) e (2) têm constante de 2 m/s2, a leitura da balança será
intensidades iguais. 840 N.
(4) O dinamômetro indica 12 N. II. Se o elevador descer com velocidade constante,
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

a balança indicará 700 N.


T. 224 (Fuvest-SP) Uma esfera de massa m0 está pendu- III. Se o elevador descer retardado com aceleração
rada por um fio, ligado em sua outra extremidade constante de 2 m/s2, a leitura da balança será
a um caixote, de massa M 5 3m0, sobre uma mesa 840 N.
horizontal. Quando o fio entre eles permanece IV. Rompendo-se o cabo do elevador e ele caindo
não esticado e a esfera é largada, após percorrer com aceleração igual à da gravidade, a balança
uma distância H0, ela atingirá uma velocidade v0, indicará zero.
sem que o caixote se mova. Na situação em que o V. Se o elevador descer acelerado com aceleração
fio entre eles estiver esticado, a esfera, puxando constante de 2 m/s2, a leitura da balança será
o caixote, após percorrer a mesma distância H0, 560 N.
atingirá uma velocidade v igual a: São corretos:
1 1 a) apenas I, II e III
a) ​ __  ​v0 c) ​ __  ​ v0 e) 3v0
4 2 b) apenas I, II e IV
1 c) apenas I, III e IV
b) ​ __  ​v0 d) 2v0
3 d) apenas I, II, IV e V
M e) I, II, III, IV e V

T. 227 (Uece) As massas m1 e m2 estão ligadas por um fio


m0
H0 flexível e inextensível, apoiado sobre uma polia
g ideal. Inicialmente, m1 é mantida sobre a mesa.
Considere g  10 m/s2.
v0
Capítulo 11 • Os princípios da Dinâmica

T. 225 (Unifesp) Às vezes, as pessoas que estão num


elevador em movimento sentem uma sensação
de desconforto, em geral na região do estômago. m2 = 3 kg
Isso se deve à inércia dos nossos órgãos internos
localizados nessa região, e pode ocorrer:
a) quando o elevador sobe ou desce em movimento
uniforme.
m1 = 1 kg
b) apenas quando o elevador sobe em movimento
uniforme.
c) apenas quando o elevador desce em movimento A razão da intensidade da força de tração no fio
uniforme. (T1), enquanto m1 é mantida sobre a mesa, para a
d) quando o elevador sobe ou desce em movimento intensidade da força de tração no fio (T2), após m1
variado. ser liberada, é:
e) apenas quando o elevador sobe em movimento 1
a) ​ __  ​ b) 1 c) 2 d) 3
variado. 2

227

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T. 228 (Uniube-MG) Considerando o sistema mecânico T. 231 (Fuvest-SP) Uma pessoa segura
representado na figura, onde os atritos e as massas uma esfera A, de 1,0 kg, que
do fio e das polias são desprezíveis, e que nele está presa numa corda inex-
F  500 N, m1  15 kg, m2  10 kg e a aceleração tensível C, de 200 g, a qual, por A
da gravidade local vale 10 m/s2, a tração no fio e a sua vez, tem presa na outra C
aceleração do sistema valem, respectivamente: extremidade uma esfera B, de
a) 400 N e 20 m/s2 3,0 kg, como se vê na figura. B
b) 360 N e 15 m/s2
c) 300 N e 20 m/s2
d) 260 N e 16 m/s2
e) 130 N e 16 m/s2 m2 A pessoa solta a esfera A. Enquanto o sistema estiver
caindo, e desprezando-se a resistência do ar, pode-
mos afirmar que a intensidade da força de tração
F na corda vale:
m1
a) zero c) 10 N e) 30 N
b) 2 N d) 20 N

T. 229 (Fuvest-SP) Um sistema mecânico é formado por


duas polias ideais que suportam três corpos A, B T. 232 (Univás-MG) Na monta­gem abaixo, sendo 30 kg
e C de mesma massa m, suspensos por fios ideais a massa do corpo sus­penso e 70 kg a massa do
como representados na figura. homem, podemos afirmar, supondo o sistema em
equilíbrio:

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


g

m m m 30 kg

A B C

O corpo B está suspenso simultaneamente por dois


fios, um ligado a A e outro a C. Podemos afirmar
que a aceleração do corpo B será: I. A tração na corda é cerca de 30 N.
2g II. A compressão que o homem faz no chão é cerca
a) zero d) ​ ___ ​ para baixo
3 de 1.000 N.
g
__
2g
___ III. A reação normal do chão sobre o homem é cerca
b) ​    ​para baixo e) ​   ​ para cima
3 3 de 400 N.
g a) Só a frase I é certa.
c) ​ __  ​para cima
3 b) Só a frase II é certa.
c) Só a frase III é certa.
T. 230 (Cesgranrio-RJ) Um corpo de peso P encontra-se em d) Todas as frases estão certas.
equilíbrio, devido à ação da força F, como indica a e) Todas as frases estão erradas.
figura abaixo.
Superfície
T. 233 (E. Naval-RJ) Sejam a1 e a3 os módulos das acelerações
A B C dos blocos de massa M1 e M3, respectiva­mente.

M1
F
M3
Unidade D • Forças em Dinâmica

M2 M2
30°

Encontre a relação entre a1 e a3, sabendo-se que


M2
M1 5 M3 5 ___
​   ​ . Despreze todos os atritos e as mas-
3
Os pontos A, B e C são os pontos de contato entre
sas das roldanas.
os fios e a superfície. A força que a superfície exerce
6 4
sobre os fios nos pontos A, B e C são respectiva­ a) a1 5 ​ __ ​  a3 d) a1 5 __
​   ​  a3
mente: 5 5
P P __ P P P __ P 5 3
a) ​ __  ​, __
​   ​ , ​   ​  c) ​ __ ​ , __
​   ​ , ​   ​  e) iguais a P b) a1 5 ​ __ ​  a3 e) a1 5 __
​   ​  a3
8 4 2 2 4 8 6 2
P P __ P P P 2
b) ​ __  ​, __
​   ​ , ​   ​  d) P, ​ __  ​, __ ​   ​  c) a1 5 ​ __ ​  a3
8 2 4 2 4 3

228

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UNIDADE D

Capítulo

12
Forças de atrito

P ara acender um palito de fósforo, raspamos sua


ponta contra a lixa da caixinha. O atrito entre elas
gera uma faísca que incendeia as substâncias presen-
tes na cabeça do palito. O fósforo, ao contrário do que
Para melhor compreender muitos pensam, está presente na lixa da caixa e não
como as forças influenciam no palito.
o movimento dos corpos,
devemos analisar a presença
de forças descritas por leis
experimentais, como a força
de atrito de escorregamento e
a força de resistência do ar.

12.1 Força de atrito de


escorregamento
As forças de atrito são opostas ao
movimento relativo ou à tendência
de movimento das superfícies em
contato.

12.2 Força de resistência do ar


A força de resistência que um
líquido ou um gás (em particular
o ar) exerce num corpo opõe-se ao
seu movimento.

V1_P2_UN_D_CAP_12.indd 229 27.07.09 09:05:38


Seção 12.1 Força de atrito de escorregamento
Objetivos No capítulo anterior discutimos as leis de Newton, da Dinâmica, apli-
Analisar as forças de cadas a corpos em situações ideais — as superfícies em contato eram
atrito que atuam sobre isentas de atrito e desprezamos a resistência do ar. Agora, para que pos-
corpos em contato. samos compreender melhor essas leis, será necessária uma discussão
Diferenciar atrito mais profunda das forças.
dinâmico de atrito Comecemos analisando a força de atrito de escorregamento entre
estático e seus sólidos. O atrito é denominado dinâmico quando há movimento relativo
respectivos coeficientes. entre os corpos em contato. Quando não há movimento, o atrito é deno-
Discutir a dependência minado estático.
da força de atrito em
relação à velocidade e à 1
área de contato do corpo
Atrito dinâmico
que desliza sobre Considere um livro apoiado sobre uma mesa (fig. 1A). Pela aplicação de
uma superfície. uma força ele atinge, após certo tempo, uma velocidade v (fig. 1B). Quando
Comparar as cessa a força, a velocidade diminui até o livro parar (fig. 1C). Interpretamos
intensidades das forças esse fato considerando uma força de resistência oposta ao movimento

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


de atrito dinâmica e relativo dos corpos, chamada força de atrito dinâmico (fig. 1D).
estática máxima.
A C v diminui
Termos e conceitos F=0
• atrito estático
• atrito dinâmico
• coeficiente de
atrito estático
• coeficiente de
atrito dinâmico
• iminência de B D Movimento
v
movimento
F fat.

Figura 1. A força de atrito fat. é oposta ao movimento relativo das superfícies em


contato.

É o atrito que possibilita


a um carro diminuir sua
velocidade quando é freado.

230

V1_P2_UN_D_CAP_12.indd 230 27.07.09 18:16:41


A força de atrito é devida às rugosidades das superfícies em contato e às forças de ade-
são entre as moléculas das duas superfícies. As rugosidades se interpenetram e as forças de
adesão entre os pontos de contato formam “microssoldas”, dificultando o movimento de um
corpo em relação ao outro.
Quando há movimento, a experiência mostra que a intensidade da força de atrito, dentro
de uma boa aproximação, é proporcional à intensidade da força normal FN :

fat. 5 jd 3 FN

Nessa fórmula, jd é uma constante de proporcionalida-


de chamada coeficiente de atrito dinâmico.
O coeficiente jd não possui unidade, pois é a relação
fat.
entre duas intensidades de forças jd 5 ___ . Em Física,
FN @ #
grandezas que não têm unidades são chamadas grandezas
adimensionais.
O coeficiente de atrito depende da natureza dos sólidos
em contato (aço sobre aço, madeira sobre aço etc.) e do
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estado de polimento das superfícies. Pode variar desde


valores baixos (por exemplo, 0,02) até valores bastante
elevados (por exemplo, 1,20).
A força normal FN entre as superfícies em contato tem
intensidade igual ao próprio peso P ou sua componente
Pn 5 P 3 cos J, nos casos simples indicados na figura 2.

to to
en en
v im vim
FN Mo FN Mo
F F

(FN = Pn ) (FN = Pn )
(FN = P) (FN F=N P) Movimento
FN Movimento
Pt Pt
Figura 2.
Em movimento: θ θ
fat. 5 jd 3 FN. F F f at. f at.
fat. fat. θ P θ Pn P Pn

P P
fat. = µd • FN = fµat.d =
• Pµ • F = µ • P
Pt = P • sen θ Pt = P • sen θ
d N d
Pn = P • cos θ Pn = P • cos θ
fat. = µd • FN = fµat.d =• Pµd• •cos θ µd • P • cos θ
FN =

A força de atrito dinâmico independe da velocidade com que o corpo desliza sobre a superfície
e também independe da área de contato entre o corpo e a superfície. Assim, por exemplo, um
bloco de madeira desliza sobre uma mesa por ação de uma força F (fig. 3). A força de atrito fat.
tem a mesma intensidade, quer o bloco se apoie na face de maior área ou na de menor área.
Capítulo 12 • Forças de atrito

Movimento
Movimento

Movimento
Movimento F F

F F
fat. fat. fat. fat.

Figura 3. A intensidade da força de atrito fat. independe da área de contato entre o bloco e a superfície sobre
a qual desliza.

231

V1_P2_UN_D_CAP_12.indd 231 27.07.09 09:05:42


O coeficiente de atrito dinâmico é também chamado coeficiente de atrito cinético.

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


A força aplicada pelo operador sobre a placa de madeira Ao colocar a carga sobre a placa, para que seu
desloca-a em movimento uniforme. A força de atrito movimento continue uniforme, a intensidade da força
dinâmico tem intensidade igual à da força aplicada pelo aplicada pelo operador passa para 3,7 N. Isso significa que
operador e que é indicada pelo dinamômetro: 2,2 N. a intensidade da força de atrito aumenta, pois aumenta a
intensidade da força normal que a mesa exerce na placa.

ExErcícIos rEsolvIDos
R. 98 Um bloco de massa m 5 10 kg movimenta-se numa Observação:
mesa horizontal sob ação de uma força horizontal A força de atrito fat. e a força nor-
F de intensidade 30 N. O coeficiente de atrito di- mal FN são as componentes da for- R FN
nâmico entre o bloco e a mesa é jd 5 0,20. Sendo ça resultante R que a mesa exerce
g 5 10 m/s2, determine a aceleração do bloco. no bloco, isto é, R 5 fat. 1 FN.
A intensidade de R é calculada pela fat.
Solução: aplicação do teorema de Pitágoras
Movimento ao triângulo destacado:
FN R 5 dllllllll
f 2at. 1 F 2N

FR = F – fat. Sendo fat. 5 20 N e FN 5 100 N, temos:

R 5 dllllllllllll
(20)2 1 (100)2 ] R 7 102 N
F a
fat.
Unidade D • Forças em Dinâmica

R. 99 Um bloco de massa m 5 5,0 kg realiza um movi-


P mento retilíneo e uniforme numa mesa horizontal,
Na figura representamos as forças que agem no sob ação de uma força horizontal F de intensidade
bloco. A força de atrito é dada por fat. 5 jdFN e, sendo 10 N. Sendo g 5 10 m/s2, determine o coeficiente
FN 5 P 5 mg, vem fat. 5 jdmg. de atrito dinâmico entre o bloco e a mesa.
Sendo jd 5 0,20, m 5 10 kg e g 5 10 m/s2, temos: Solução:
fat. 5 0,20 3 10 3 10 ] fat. 5 20 N
FN MRU
A equação fundamental da Dinâmica (FR 5 ma)
fornece:
FR 5 ma ] F  fat. 5 ma ]
F
] 30  20 5 10a ] a 5 1,0 m/s2 fat.

Resposta: 1,0 m/s2 P

232

V1_P2_UN_D_CAP_12.indd 232 27.07.09 09:05:45


Na figura apresentamos as forças que agem no Solução:
bloco. Observe, inicialmente, que o movimento é a) As forças que atuam em cada corpo estão indi-
horizontal e portanto FN e P se anulam. Como o cadas nas figuras.
movimento é retilíneo e uniforme, a aceleração a
é nula e, pela equação fundamental da Dinâmica a FN F RA = T – f at.
(FR 5 ma), concluímos que a resultante é nula. Nes-
sas condições, F e fat. têm mesma direção, sentidos
T
opostos e intensidades iguais: fat. 5 F. 1 kg A
Sendo fat. 5 jdFN com FN 5 mg, vem:
jd 3 mg 5 F
fat.
PA
jd 3 5,0 3 10 5 10 ] jd 5 0,20
T
Resposta: 0,20

R. 100 Um bloco é lançado sobre um plano horizontal com F RB = PB – T


velocidade de 30 m/s e percorre 90 m até parar. 2 kg B
Considere g 5 10 m/s2 e calcule o coeficiente de
atrito dinâmico entre o bloco e o plano. a
Solução:
Movimento
PB
FN
v0 = 30 m/s Corpo A: mA 5 1 kg; PA 5 mAg 5 10 N;
v0 = 0
FN 5 PA 5 10 N
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

fat. 5 jdFN 5 0,5 3 10 ] fat. 5 5 N


fat.
Corpo B: mB 5 2 kg; PB 5 mBg 5 20 N
P Pela equação fundamental da Dinâmica (FR 5 ma ),
∆s = 90 m obtemos o seguinte sistema:

Com a equação de Torricelli determinamos a ace- T  fat. 5 mAa (corpo A)


leração escalar do bloco:
PB  T 5 mBa (corpo B)
2
v2 5 v0 1 2aSs ] 02 5 302 1 2a 3 90 ]
PB  fat. 5 (mA 1 mB) 3 a ]
] a 5 5,0 m/s2
] 20  5 5 (1 1 2) 3 a ] 15 5 3a ] a 5 5 m/s2
Como FN e P se anulam, concluímos que a resultante
é a força de atrito (FR 5 fat.). b) Substituindo na primeira equação:
Mas fat. 5 jdFN e FN 5 P 5 mg.
T  fat. 5 mAa ] T  5 5 1 3 5 ] T 5 10 N
Logo: FR 5 fat. 5 jd 3 mg.
Pela equação fundamental da Dinâmica Respostas: a) 5 m/s2; b) 10 N
(FR 5 ma), vem:
Observação:
FR 5 ma ] jd 3 mg 5 ma ] jd 3 g 5 a a
2 2
Sendo g 5 10 m/s e a 5 OaO 5 5,0 m/s , resulta:
fat.
jd 3 10 5 5,0 ] jd 5 0,50 A

Resposta: 0,50
a

R. 101 Dois corpos A e B de massas mA 5 1 kg e mB 5 2 kg B


estão ligados por uma corda de peso desprezível, que
passa sem atrito pela polia C. Entre A e o apoio exis-
Capítulo 12 • Forças de atrito

te atrito de coeficiente jd 5 0,5. Adote g 5 10 m/s2.


Determine:
a) a aceleração dos corpos; PB
b) a tração do fio.
A aceleração pode ser determinada considerando-
-se os dois corpos como um sistema. A força favo-
C rável ao movimento é PB 5 20 N e a força resistente
A
é fat. 5 5 N em A.
Logo, para o sistema de massa total mA 1 mB,
temos:

PB  fat. 5 (mA 1 mB) 3 a ]


B
] 20  5 5 (1 1 2) 3 a ] a 5 5 m/s2

233

V1_P2_UN_D_CAP_12.indd 233 27.07.09 09:05:47


ExErcícIos propostos
P. 267 Um corpo de massa m 5 2,0 kg movimenta-se numa P. 269 Um pequeno bloco de massa m 5 20 kg desloca-se
mesa horizontal sob ação de uma força horizontal F numa superfície lisa com velocidade de 72 km/h.
de intensidade 8,0 N, conforme a figura (g 5 10 m/s2). A seguir, atinge uma superfície áspera, onde o atrito
Sendo 2,0 m/s2 a aceleração que o corpo adquire, entre o corpo e a superfície tem coeficiente jd 5 0,4.
determine: As superfícies são consideradas horizontais. Deter-
a) a intensidade da força de atrito que a mesa mine o espaço percorrido pelo bloco na superfície
exerce no corpo; áspera até parar (g 5 10 m/s2).
b) o coeficiente de atrito dinâmico entre o corpo e
a mesa; 72 km/h
c) a intensidade da força resultante que a mesa
exerce no corpo.
20 kg
2
a = 2,0 m/s
Superfície lisa Superfície áspera
F = 8,0 N
P. 270 Dois corpos A e B, de massas iguais a 10 kg, estão
ligados por um fio de peso desprezível, que passa
por uma polia sem atrito, como se indica na figura.
P. 268 Arrasta-se um corpo de massa 60 kg sobre um plano Entre A e o apoio existe atrito de coeficiente jd 5 0,6.
horizontal rugoso, em movimento retilíneo unifor- Determine a aceleração dos corpos e a tração do

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me, mediante uma força horizontal de intensidade fio (g 5 10 m/s2).
180 N. Qual é o coeficiente de atrito dinâmico entre
o corpo e o plano? (Adote g 5 10 m/s2.)
A

F = 180 N
60 kg
B
fat.

2 Atrito estático
Considere um corpo em repouso sobre uma superfície
horizontal. Vamos aplicar no corpo uma força F que tende a
deslocá-lo na direção horizontal. Enquanto o corpo estiver em
repouso, à medida que a intensidade da força solicitadora F
aumenta, a intensidade da força de atrito também aumenta,
de modo que F e fat. se equilibram (fig. 4).

F
fat. = F
Unidade D • Forças em Dinâmica

fat.
Na ausência de movimento,
Figura 4. a força de atrito tem o mesmo
módulo da força solicitadora.

Se, por exemplo, a força solicitadora tiver intensidade F igual a 1 N (fig. 5A) e o corpo não
se mover, a força de atrito no corpo terá também intensidade igual a 1 N, pela condição de
equilíbrio (resultante nula). Se F cresce para 2 N e o corpo continua em repouso, decorre que
fat. 5 2 N (fig. 5B).

Entre na rede No endereço eletrônico http://www.walter-fendt.de/ph11br/n2law_br.htm (acesso em junho/2009), você


pode aplicar a segunda lei de Newton para o movimento (com ou sem atrito) de um sistema constituído de dois blocos.

234

V1_P2_UN_D_CAP_12.indd 234 27.07.09 09:05:49


A B
a=0 a=0
F=1N F=2N
fat. = 1 N fat. = 2 N

C
FN = P
a
F > fat.(máx.) Figura 5.  Só há movimento
fat. = µd FN quando F . fat.(máx.).

Assim, a força de atrito fat. tem intensidade igual à da força solicitadora F enquanto não
houver movimento. Se F continuar crescendo, fat. também crescerá até atingir um valor máximo
e o corpo ficará na iminência de movimento.
A máxima intensidade da força de atrito estático, e que corresponde à iminência de mo-
vimento, é dada por:
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

fat.(máx.) 5 jeFN

Nessa fórmula, je é uma constante de proporcionalidade chamada coeficiente de atrito


estático.
A partir desse momento, se F crescer, o corpo entra em movimento e a força de atrito passa
a ser a força de atrito dinâmico (fat. 5 jdFN), conforme a figura 5C.
Admita que o corpo da figura anterior tenha massa igual a 2 kg (peso P 5 20 N e normal
FN 5 P 5 20 N). Supondo-se que o valor do coeficiente de atrito estático entre o corpo e o apoio
seja je 5 0,4, o máximo valor da força de atrito é:
fat.(máx.) 5 jeFN 5 0,4 3 20 ] fat.(máx.) 5 8 N
Esse resultado significa que o bloco somente
entrará em movimento quando a força F tiver inten-
sidade maior que 8 N. Se aplicarmos F 5 6 N, a força
de atrito terá intensidade 6 N e o blo­co permanecerá
em repouso. Se aplicarmos F 5 8 N, fat. atingirá seu
valor máximo (8 N) e o bloco estará na iminência de
movimento.
Verifica-se experimentalmente que a intensidade
da força de atrito dinâmico (fat.(d) 5 jdFN) é menor do
que a intensidade da força de atrito estático máxima
(fat.(máx.) 5 jeFN). Desse modo, temos jd , je. Na tabe-
la abaixo apresentamos valores de coefi­cientes de Quando as rodas estão travadas, é o atrito
atrito estático e dinâmico para alguns materiais. cinético o responsável pela freada do veículo.
Capítulo 12 • Forças de atrito

Coeficiente de atrito
Materiais
Estático (je) Dinâmico (jd)
aço com aço 0,74 0,57

alumínio com aço 0,61 0,47

cobre com aço 0,53 0,36

borracha com asfalto seco 1,0 0,80

borracha com asfalto molhado 0,30 0,25

235

V1_P2_UN_D_CAP_12.indd 235 27.07.09 09:05:51


No gráfico da figura 6, representamos a intensidade fat.
da força de atrito (fat.) em função da intensidade da
força solicitadora (F) para o bloco em repouso (atrito Iminência de movimento
estático) e, em seguida, para o bloco em movimento fat.(máx.)
(atrito dinâmico). fat.(d)
Movimento
Da noção de iminência de movimento podemos

o
us
estabelecer um método experimental simples para a

po
Re
determinação do coeficiente de atrito estático. Incli-
namos aos poucos o plano de apoio até o instante em
que o corpo fique na iminência de escorregar (fig. 7). 0 F
Quando o corpo está na iminência de escorregar, a Figura 6. Corpo em repouso: 0 < fat. < jeFN
força de atrito atinge seu valor máximo: Corpo em movimento: fat. 5 jdFN

fat.(máx.) 5 jeFN 5 jeP 3 cos J


Estando o corpo em equilíbrio, decorre que fat.(máx.) e P 3 sen J devem ser iguais:
sen J
fat.(máx.) 5 P 3 sen J ] jeP 3 cos J 5 P 3 sen J ] je 5 ______ ] je 5 tg J
cos J

FN = P • cos θ
fat.

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


P • sen θ

P • cos θ θ
θ
P

Figura 7.

Conhecendo o ângulo J do plano com a horizontal, quando o corpo se encontra na iminência


de escorregar, teremos determinado o coeficiente de atrito estático pela expressão:

je 5 tg J

Observação

Existem casos em que os valores de je e jd são muito próximos. Nessas situações, consi-
deraremos je 5 jd e indicaremos esse valor por j, chamando-o simplesmente de coeficiente
de atrito. Nessas condições, temos:
corpo em repouso: 0 < fat. < jFN
corpo em movimento: fat. 5 jFN
Unidade D • Forças em Dinâmica

O carro não desce a


ladeira, pois a força de
atrito estático é igual à
componente do peso na
direção do declive.

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Atividade experimental: Determinação do coeficiente de atrito estático
Vídeo: Atrito estático e atrito dinâmico

236

V1_P2_UN_D_CAP_12.indd 236 27.07.09 09:05:53


ExErcícIos rEsolvIDos
R. 102 O coeficiente de atrito estático entre o corpo de massa Considere o fio e a polia ideais.
m 5 10 kg e a superfície plana horizontal de apoio é
je 5 0,2. Em que intervalo pode variar a intensidade
da força horizontal F para que o corpo permaneça
em repouso? Adote g 5 10 m/s2. A
B
F
θ

Solução:
Vamos inicialmente calcular as componentes Pt e
Solução:
Pn do peso PA do bloco A:
FN Pt 5 PA 3 sen J ] Pt 5 3,0 3 10 3 0,60 ] Pt 5 18 N
Pn 5 PA 3 cos J ] Pn 5 3,0 3 10 3 0,80 ] Pn 5 24 N
F
Na figura abaixo representamos as forças que agem
fat. em cada bloco.
FN
P T T

As forças que atuam no corpo estão indicadas na


Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

figura. A força máxima de atrito, que corresponde à A


fat. B
iminência de o corpo escorregar, tem intensidade:
fat.(máx.) 5 jeFN Pt
Pn
Sendo FN 5 mg, vem:
PB
fat.(máx.) 5 je 3 mg 5 0,2 3 10 3 10 ] fat.(máx.) 5 20 N
Observe que a força de atrito fat., que o plano exerce
Nessas condições, a máxima intensidade da força
em A, tem sentido para cima, pois o bloco A está
F, estando o corpo em repouso, é igual a 20 N. Por
na iminência de escorregar para baixo. Estando os
outro lado, o mínimo valor de F é zero, situação que
blocos em equilíbrio, podemos escrever:
ocorre quando o corpo não é solicitado.
bloco B: T 5 PB
Resposta: 0 < F < 20 N bloco A: T 1 fat. 5 Pt
Portanto: PB 1 fat. 5 Pt
R. 103 O bloco A de massa m 5 3,0 kg está apoiado num Como o bloco A está na iminência de escorregar,
plano inclinado que forma um ângulo J em relação à temos: fat. 5 fat.(máx.) 5 jeFN 5 jePn.
horizontal. O bloco A está na iminência de escorregar Logo: PB 1 jePn 5 Pt ] PB 1 0,50 3 24 5 18 ]
para baixo. Determine, nessas condições, o peso PB
do bloco B. O coeficiente de atrito estático entre o ] PB 5 6,0 N
bloco A e o plano é je 5 0,50.
(Dados: sen J 5 0,60; cos J 5 0,80; g 5 10 m/s2.) Resposta: 6,0 N

ExErcícIos propostos
P. 271 Um corpo de massa m 5 20 kg está inicialmente P. 272 O bloco A de massa m 5 3,0 kg está apoiado num
em repouso sobre uma superfície horizontal. O plano inclinado que forma um ângulo J com a ho-
coeficiente de atrito estático entre o corpo e a su- rizontal. O bloco A está na iminência de escorregar
Capítulo 12 • Forças de atrito

perfície é je 5 0,3 e o coeficiente de atrito dinâmico para cima. O coeficiente de atrito estático entre o
é jd 5 0,2. A aceleração da gravidade é g 5 10 m/s2. bloco A e o plano é je 5 0,50. Considere o fio e a
Aplica-se ao corpo uma força horizontal F. Verifique polia ideais.
se ele entra ou não em movimento nos casos:
Determine, nessas condi-
a) F 5 40 N
ções, o peso PB do bloco B.
b) F 5 60 N A
(Dados: sen J 5 0,60;
c) F 5 80 N B
cos J 5 0,80; g 5 10 m/s2)
Calcule, em cada caso, a intensidade da força de
θ
atrito.

Entre na rede No endereço eletrônico http://www.walter-fendt.de/ph11br/inclplane_br.htm (acesso em junho/2009), você pode


simular o movimento de um bloco ao longo de um plano inclinado, com ou sem atrito.

237

V1_P2_UN_D_CAP_12.indd 237 27.07.09 09:05:55


Quando o atrito é importante!

As forças de atrito são opostas à tendência de movimento ou ao movimento relativo das superfícies em contato
e são tangentes a essas superfícies.
No entanto, as forças de atrito podem eventualmente ser favoráveis ao movimento de um corpo. Assim, observe
que conseguimos andar porque há atrito entre o chão e a sola de nosso sapato. Pelo princípio da ação e reação,
se nosso sapato exerce no solo a força de intensidade fat., empurrando-o para trás, o solo exerce na sola do sapato
outra força, de mesma intensidade fat., mas em sentido contrário. Na sola do sapato a força de atrito tem sentido
oposto ao da tendência de movimento do pé em relação ao solo. Porém, para o homem que caminha, a força de
atrito é favorável ao seu movimento.

Tendência de
escorregamento
do pé em Sentido do
relação ao solo movimento
do homem

fat. (sola do
(solo) fat. sapato) fat. fat.

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Podemos observar o mesmo Quando aceleramos um Ainda com o carro em mo-
fato no movimento das rodas de carro, as rodas de tração motora vimento acelerado, a roda que
um carro ligadas ao motor. Es- “empurram” o chão para trás e, não tem tração motora “em-
sas rodas são chamadas “rodas pelo princípio da ação e reação, purra” o chão para a frente e,
de tração motora”: o movimen- o chão exerce uma força de na roda, a força de atrito tem
to de seu eixo é comandado pelo mesma intensidade e sentido sentido oposto, como indica a
motor do carro. contrário, movimentando o figura.
automóvel para a frente.
Movimento do eixo Movimento do carro

Motor

Roda de
tração motora fat. (roda) fat. (roda)
fat. (chão) fat. (chão)
Roda de tração motora Roda sem tração motora

Um carro de tração traseira possui o eixo traseiro das rodas ligado ao motor. As rodas traseiras têm tração
motora, e as da frente, não. Há carros de tração dianteira e de tração nas quatro rodas. Ao acelerarmos o carro, as
forças de atrito nas rodas de tração têm o mesmo sentido do movimento do automóvel; nas rodas não tracionadas,
têm sentido oposto.
Unidade D • Forças em Dinâmica

Movimento do carro Movimento do carro Movimento do carro

Motor Motor Motor

fat. feat. feat. fat. fat. fat.


Tração traseira Tração dianteira Tração nas quatro rodas

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A Física em nosso Mundo: O freio ABS

238

V1_P2_UN_D_CAP_12.indd 238 27.07.09 09:05:56


Seção 12.2 Força de resistência do ar
Objetivos Considere um corpo movendo-se em contato com um líquido ou um
Discutir a atuação da gás. Esses meios aplicam ao corpo forças que se opõem ao movimento.
força de resistência do As intensidades dessas forças resistentes são determinadas experi-
ar nos movimentos. mentalmente.
Analisar os fatores que Para o movimento de um corpo em contato com o ar (por exemplo, a
afetam a intensidade da queda vertical de um bloco, o movimento de um carro ou de um avião),
força de resistência do ar. considerando-se as velocidades usuais, a força de resistência do ar
Definir velocidade tem intensidade R diretamente proporcional ao quadrado da velocidade
limite de um corpo v do corpo:
em queda.
R 5 kv2
Termos e conceitos
• coeficiente de arrasto Estudos experimentais sobre a constante de proporcionalidade k con-
aerodinâmico cluem que ela depende:
• túnel aerodinâmico • da forma do corpo, caracterizada por uma grandeza adimensional
• velocidade limite chamada coeficiente de arrasto aerodinâmico Cx. Para os veículos,
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

seu valor varia, em geral, de 0,30 a 0,90.


A gota de chuva é o corpo que possui a mais perfeita aerodinâmica, com
Cx 5 0,05. Para os automóveis modernos, Cx fica em torno de 0,30, para
os ônibus, 0,70 e para os caminhões, 0,90.
• da maior área A da seção transversal do corpo perpendicular à direção
do movimento.

• da densidade d do ar. Um mesmo corpo, deslocando-se com a mesma


velocidade, ficará sob ação de uma força de resistência de menor inten-
sidade num local onde a densidade do ar é menor.
1
A constante k é dada por: k 5 __ dACx
2
Nessas condições, temos para a intensidade R da força de resistência
do ar:
1
R 5 __ dACxv2
2
Ao aterrissar, o ônibus espacial abre o
freio aerodinâmico (paraquedas) para
aumentar a área de atuação da força
de resistência do ar.

239

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Túnel aerodinâmico

No desenvolvimento do projeto de aviões ou de automóveis, uma


etapa muito importante é o teste de seu comportamento aerodinâ-
mico. Para tal, constrói-se um protótipo ou uma miniatura do veículo,
que é colocado no interior de um túnel de vento (túnel aerodinâmico).
Nesse recinto, o modelo permanece estático e o vento é direcionado
rapidamente sobre ele. Com isso consegue-se reproduzir as condições
do veículo em movimento. Por meio de um monitora­mento bem ela-
borado, é possível determinar a intensidade e a direção das forças que
agem sobre o veículo em teste e, se necessário, corrigir sua forma, de
modo a obter o melhor rendimento possível.
Historicamente, foram os irmãos Wright que, em 1901, construíram o
primeiro túnel aerodinâmico, com a finalidade de testar as asas de seus
“aeroplanos” nos primórdios da aviação. Hoje em dia, há várias outras
situações em que os túneis aerodinâmicos são utilizados: projetos de Para minimizar a resistência do ar, a
aerodinâmica dos automóveis é testada
mísseis, testes de veículos ferroviários e rodoviários, efeitos dos ventos em túneis de vento, que simulam o
em prédios, pontes, linhas de alta tensão, antenas etc. movimento relativo entre o veículo e o ar.

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


Velocidade limite
Considere um corpo em queda livre no vácuo. A única força atuando é o peso P, e seu mo-
vimento é uniformemente acelerado, com velocidade crescente. Porém, se o corpo cair no ar,
devido à força de resistência R, sua velocidade não será sempre crescente. A força resultante
de P e R tem intensidade:
FR  P  R
FR  P  kv2

FR diminui à medida que aumenta v, pois R  kv2 aumenta.

Vácuo Ar v a=g
R

Vácuo
Velocidade limite
vL
a=g a = 0 (MU)
a<g Ar
v a<g
P

P FR = P – R 0 t

Figura 8.  No ar, devido à força de resistência R, a Figura 9.  No vácuo, a velocidade é sempre
aceleração diminui até chegar a zero, quando então a crescente. No ar, após certo intervalo de
velocidade de queda permanece constante. tempo, ela atinge o valor limite vL.
Unidade D • Forças em Dinâmica

Assim, à medida que R cresce com a velocidade, a resultante FR decresce e a aceleração a é cada
vez menor: a velocidade tende para um valor limite vL ao mesmo tempo que FR tende a zero.
Essa velocidade vL, chamada velocidade limite, é, em muitas situações, rapidamente atingida
na queda de um corpo no ar: é o caso da queda de gotas de chuva e de flocos de neve.
Quando atinge a velocidade limite, o corpo adquire movimento uniforme.
Esse fenômeno é utilizado no salto de paraquedas. A face côncava do paraquedas dirigida
contra o ar aumenta consideravelmente o coeficiente k, de modo que é elevada a intensidade
da força de resistência R. Assim, rapidamente R equilibra o peso P atingindo a velocidade limite,
que se mantém constante na queda.
Para o cálculo da velocidade limite devemos impor FR  0, isto é, R  P.
240

V1_P2_UN_D_CAP_12.indd 240 27.07.09 09:05:59


O paraquedas

Com o paraquedas
fechado, a velocidade
do paraquedista vai
aumentando e,
consequentemente,
aumenta a intensidade da
força de resistência do ar,
até atingir a velocidade
limite. Observe que os
paraquedistas se dispõem
paralelamente ao solo.
Com isso aumentam a
área de seus corpos,
perpendicularmente à
direção do movimento.

O paraquedas é um dispositivo que, aproveitando o efeito da resistência do ar,


tem a finalidade de frear em pouco tempo o movimento de um corpo que se desloca
nesse meio. Geralmente é utilizado para impedir que um corpo caia muito depressa,
mas também é empregado para reduzir a velocidade de veículos que se deslocam hori-
zontalmente, como jatos que pousam em porta-aviões e dragsters (veículos de corrida
capazes de grandes acelerações em pequenos percursos).
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Embora o primeiro salto com paraquedas tenha sido realizado em 1797, por muito
tempo o dispositivo se manteve como simples diversão. Apenas na Primeira Guerra
Mundial é que ele se tornou um eficiente equipamento de segurança, livrando muitos
aviadores alemães e ingleses das consequências de acidentes aéreos. Hoje, são usados
em salvamentos, no lançamento de tropas, no envio de suprimentos para regiões de
difícil acesso etc. Além disso, existe atualmente uma atividade esportiva baseada no
seu uso: o paraquedismo.
Os paraquedas mais antigos apresentam um formato que lembra o de um guarda-
-chuva, feito de gomos de tecido resistente e flexível ligados a um sistema de cordéis e
correias de suporte de carga. Com o desenvolvimento da indústria, foram criados novos
modelos, com materiais mais resistentes e seguros.
Quando o paraquedista chega ao chão, o impacto equivale a um salto livre de uma
altura aproximada de 2,6 m. Sendo assim, é preciso treinamento para que a pessoa
saiba como amortecer esse impacto e consiga se livrar rapidamente dos cordéis e das
correias para não ser eventualmente arrastada. Os “mergulhadores aéreos”, que fazem
dos saltos uma arte, descem em queda livre por centenas de metros, controlando a
velocidade e a direção da queda pela contração e distensão do corpo. Entretanto, por
razões de segurança, os paraquedistas amadores são obrigados a abrir seus paraquedas
quando se encontram a pelo menos 670 metros de altura em relação ao solo.

Capítulo 12 • Forças de atrito

Ao abrir o paraquedas, os
paraquedistas passam
a cair em movimento
retardado até atingir a
nova velocidade limite,
bem inferior à primeira.

241

V1_P2_UN_D_CAP_12.indd 241 27.07.09 09:06:00


exercício resolvido
R. 104 Um homem e seu paraquedas têm massa total de 100 kg. A força de resistência do ar tem intensi­dade:

Ns2
R 5 kv2, sendo k 5 40 ____
​  2 ​ 
m
Adote g 5 10 m/s2 e determine a velocidade limite de queda.

Solução: R
O sistema adquire velocidade limite vL quando R 5 P. a=0
Sendo R 5 ​kv​2L​​ e P 5 mg, vem:

mg
d
llll
​kv​2L​​ 5 mg ] vL 5 ​ ____
​   ​ ​ 
  
k

Ns2
Para m 5 100 kg, g 5 10 m/s2 e k 5 40 ____
​  2 ​ 
, temos:
m
vL
d
lllllll
100 3 10
vL 5 ​ ________
​   ​ ​ 

 ] vL 5 5 m/s
40 P
Resposta: 5 m/s

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exercícios propostos
P. 273 Um automóvel de massa total 1.000 kg desloca-se num trecho retilíneo. A força máxima que o motor do carro
pode exercer é 1.800 N. Admita que as forças de resistência ao movimento do carro se reduzam praticamente
à resistência do ar R, dada por R 5 1,5v2, sendo v a velocidade do carro medida em metros por segundo e R em
newtons. Calcule a velocidade limite do automóvel nessas condições.

P. 274 Uma esfera parte do repouso, em queda vertical no ar. A força resultante que age na esfera durante sua queda
tem intensidade FR, que varia com a velocidade escalar v segundo a relação: FR 5 50 2 2,0v2, para v em metros por
segundo e FR em newtons. Após certo tempo, a esfera passa a realizar movimento de queda uniforme. Calcule a
velocidade limite que a esfera atinge.

P. 275 (UnB-DF) No salto de paraquedas, como ilustra o desenho a seguir, o


paraquedista é acelerado durante um certo intervalo de tempo, até
atingir uma velocidade da ordem de 150 km/h a 200 km/h, depen-
dendo do peso e da área do seu corpo, quando, então, o paraquedas
é aberto e o conjunto sofre uma força contrária ao movimento que o
faz desace­lerar até uma velocidade constante bem menor, da ordem
de 5 km/h, que permite uma aterrissa­gem tranquila.
Com o auxílio dessas informações, julgue os itens a seguir, indicando
os certos e os errados.
1) Em um salto normal, conforme o descrito, a aceleração resultante
Unidade D • Forças em Dinâmica

sobre o paraquedista, ime­dia­ta­mente antes de ele tocar o solo, é


igual à aceleração da gravidade.
2) No momento em que o paraquedista deixa o avião, sua velocidade
inicial vertical de queda é nula e, nesse caso, a única força vertical
que age sobre o seu corpo é a gravitacional.
3) Considerando a aceleração da gravidade igual a 10 m/s2 e desprezan-
do a resistência do ar, o paraquedista que salta do avião e mantém
o paraquedas fechado por 10 s atinge, ao final desse período, uma
velocidade de 36 km/h.
4) Do instante em que o paraquedas abre completamente até a
chegada ao solo, o conjunto é de­sa­ce­le­ra­do pela resistência do ar;
nessa situação, a força contrária ao movimento é sempre maior
ou igual à força da gravidade.

242

V1_P2_UN_D_CAP_12.indd 242 27.07.09 09:06:01


exercícios propostos de recapitulação
Nos exercícios a seguir, quando não forem especificados, P. 280 (Ufes) Dois corpos de massas mA e mB (mB . mA)
os coeficientes de atrito estático e dinâmico deverão ser estão ligados por um fio inextensível e de massa
considerados iguais. desprezível conforme a figura abaixo. Dois man-
cais exercem, cada um, uma força horizontal de
intensidade FN sobre o corpo A. O coeficiente de
P. 276 Um caixote de peso 80 N, inicialmente em repouso
atrito dinâmico entre os mancais e o corpo A é j,
sobre o solo horizontal, é empurrado por uma força
e a aceleração da gravidade g é conhecida.
F, também horizontal, de intensidade 24 N.

A B

Determine a velocidade que o caixote adquire ao


Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

fim de 10 s, sabendo que o coeficiente de atrito


entre o caixote e o solo é 0,25 (use: g 5 10 m/s2).
Considere que o fio desliza livremente sobre as
duas polias e que estas possuem massa desprezível.
P. 277 (EEM-SP) Um garçom faz escorregar sem tombar, Estando os corpos em movimento, determine:
pelo balcão, uma garrafa de cerveja até que ela a) a aceleração com que os corpos A e B se deslo-
pare em frente a um freguês a 5,0 m de distância. cam;
Sabendo-se que o coeficiente de atrito entre o bal-
b) a intensidade da força FN que cada um dos
cão e a garrafa vale 0,16 e que a aceleração local da
mancais deve exercer sobre o corpo A, para que
gravidade deve ser tomada como 10,0 m/s2, pede-se
os corpos A e B se desloquem com velocidade
determinar a velocidade inicial imposta à garrafa
constante.
pelo garçom.

P. 278 (Vunesp) A figura ilustra um bloco A, de massa P. 281 (UFPel-RS) Uma empresa de transportes faz a entre-
mA 5 2,0 kg, atado a um bloco B, de massa mB 5 1,0 kg, ga de produtos para um supermercado. Um desses
por um fio inextensível de massa desprezível. O produtos é de dimensões consideráveis e peso ele-
coeficiente de atrito cinético entre cada bloco e a vado, o que requer o uso de uma máquina simples
mesa é j. Uma força F 5 18,0 N é aplicada ao blo- (plano inclinado) para facilitar a descarga.
co B, fazendo com que ambos se desloquem com
velocidade constante.

A B
F
mA mB

Considerando g 5 10,0 m/s2, calcule:


a) o coeficiente de atrito j;
b) a tração T no fio.

P. 279 Dois blocos A e B, apoiados sobre uma superfície ho-


Suponha que a inclinação do plano de apoio, em
Capítulo 12 • Forças de atrito

rizontal, estão inicialmente em repouso e possuem


massas iguais a 10 kg. Uma força horizontal F de relação à horizontal, não seja suficiente para
intensidade 60 N é aplicada ao bloco A, conforme provocar o deslizamento da caixa rampa abaixo.
a figura. O coeficiente de atrito entre os blocos e a Resolva, para a situação proposta, as questões que
superfície é j 5 0,20. Adote g 5 10 m/s2. se seguem.
a) Represente graficamente as forças que atuam
sobre a caixa.
F b) Qual é a intensidade da força resultante na
A B
direção do plano de apoio? Justifique.
c) Qual é o valor do coeficiente de atrito entre a
caixa e o plano, considerando, para esse caso,
Determine: que a inclinação do plano de apoio, igual a 30w,
a) a aceleração que os blocos adquirem; é a máxima, sem que a caixa deslize? (Dados:
b) a intensidade da força que A exerce em B. sen 30w 5 0,50; cos 30w 7 0,87.)

243

V1_P2_UN_D_CAP_12.indd 243 27.07.09 09:06:02


P. 282 (Mackenzie-SP) Um corpo de massa m2 está num F 2 F3
uniforme. Calcule as relações ​ __ ​ e ​ __ ​ , nas quais F2
plano inclinado ligado por uma corda fina, flexível, F1 F1
inextensível e sem peso a um corpo de massa m1. é a força indicada na figura (II) e F3 é indicada na
A corda passa por uma roldana sem peso e sem figura (III), para que o bloco B nessas figuras tenha
atrito. O coeficiente de atrito entre m2 e o plano velocidade constante.
é 0,2 e a massa m2 vale 4 vezes a massa m1.
(I) (II)

A A
m2 F1 F2
B B
m1
θ

(Dados: g 5 10 m/s2; sen J 5 0,6; cos J 5 0,8; J é o (III)


ângulo de inclinação do plano com a horizontal.)
a) O sistema permanecerá em repouso ou entrará
A
em movimento?
b) Se houver movimento, que sentido terá a ace- F3
B
leração de m1 e qual será o seu valor?

P. 283 (Unicamp-SP) Considere, na figura abaixo, dois


blocos A e B, de massas conhecidas, ambos em P. 286 (UFJF-MG) Um apagador, Quadro-negro

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


repouso. de massa 0,05 kg, ini-
Uma força F 5 5,0 N é aplicada no bloco A, que cialmente em repouso, é
permanece em repouso. Há atrito entre o bloco A pressionado contra um
e a mesa, e entre os blocos A e B. quadro-negro por uma F
força horizontal constante
F, como mostra a figura.
B
O coeficiente de atrito es-
tático entre o apagador e o Apagador
F = 5,0 N quadro é 0,4 e o coeficiente
A de atrito cinético é 0,3. Parede
a) Desenhe o diagrama de forças para o apagador,
identificando e escrevendo explicitamente os
Mesa pares ação-rea­ção (isto é, pares da terceira lei
de Newton) nos corpos em que eles atuam.
a) O que acontece com o bloco B?
b) Reproduza a figura, indicando as forças horizon- b) Calcule f, o valor mínimo da força F que se deve
tais (sentido, módulo e onde estão aplicadas) fazer no apagador para que ele não caia.
que atuam sobre os blocos A e B. f
c) Calcule a aceleração do apagador se F 5 ​ __  ​. 
2
Qual é a aceleração se F 5 2f?
P. 284 (UFBA) O corpo A pesa 100 N e está em repouso so-
bre o corpo B, que pesa 200 N. O corpo A está ligado
por uma corda ao anteparo C, enquanto o corpo B P. 287 (Vunesp) Um caixote de massa 20 kg está em
está sendo solicitado por uma força horizontal F, repouso sobre a carroceria de um caminhão que
de 125 N. O coeficiente de atrito de escorregamento percorre uma estrada plana, horizontal, com ve-
entre os corpos A e B é 0,25. locidade constante de 72 km/h. Os coeficientes de
C atrito estático e dinâmico, entre o caixote e o piso
da carroceria, são aproximadamente iguais e valem
j 5 0,25. (Use g 5 10 m/s2.)
A a) Qual é a intensidade da força de atrito que está
Unidade D • Forças em Dinâmica

atuando no caixote? Justifique.


b) Determine o menor tempo possível para que
F
B esse caminhão possa frear sem que o caixote
escorregue.

Determine o coeficiente de atrito entre o corpo B e P. 288 Um objeto de massa m 5 1,2 kg parte do repouso
a superfície de apoio e a tração na corda, conside- em queda vertical, de uma grande altura, numa
rando o corpo B na iminência de movimento. região onde g 5 10 m/s2. A força de resistência do
ar tem intensidade R 5 3,0 3 v2, para R em newtons
e v em m/s.
P. 285 (ITA-SP) Os blocos A e B da figura têm massa m. O a) Represente as forças que agem no objeto duran-
coeficiente de atrito entre todas as superfícies é j. A te a queda.
força F1 imprime ao bloco B da figura (I) velocidade b) Calcule a velocidade limite que o objeto atinge.

244

V1_P2_UN_D_CAP_12.indd 244 27.07.09 09:06:04


testes propostos
T. 234 (Uerj) Um bloco de madeira desloca-se sobre uma T. 237 (Ufal) Uma força F horizontal e de intensidade
superfície horizontal, com velocidade constante, na 30 N é aplicada num corpo A de massa 4,0 kg, preso
direção e sentido da seta, puxado por uma pessoa, a um corpo B de massa 2,0 kg que, por sua vez, se
conforme a figura abaixo. prende a um corpo C.

C B A
F

O coeficiente de atrito entre cada corpo e a super-


fície horizontal de apoio é 0,10 e verifica-se que a
aceleração do sistema é, nessas condições, 2,0 m/s2.
Adote g 5 10 m/s2 e analise as afirmações.
01) A massa do corpo C é 5,0 kg.
02) A tração no fio que une A e B tem módulo 18 N.
A resultante das forças que a superfície exerce
04) A força de atrito que age no corpo A tem mó-
sobre o bloco pode ser representada por:
dulo 4,0 N.
a) c) 08) A tração no fio que une B a C tem módulo 8,0 N.
16) A força resultante no corpo B tem módulo 4,0 N.
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Dê como resposta a soma dos números que prece-


dem as afirmativas corretas.

b) d)
T. 238 (Efoa-MG) Dois blocos
idênticos, ambos com m
massa m, são ligados por
T. 235 (UFBA) Um corpo de massa m, inicialmente em um fio leve, flexível.
repouso sobre um plano horizontal rugoso, ad- Adotar g 5 10 m/s2. A po- m
quire movimento retilíneo uniforme sob a ação lia é leve e o coeficiente
de uma força constante F, paralela ao plano e de de atrito do bloco com
módulo igual à metade do peso do corpo. Sendo a superfície é j 5 0,2. A
g o módulo da aceleração da gravidade local, é aceleração dos blocos é:
correto afirmar que: a) 10 m/s2 c) 5 m/s2 e) nula
01) sobre o corpo em movimento, atua uma força 2
b) 6 m/s d) 4 m/s2
resultante de direção horizontal.
02) o coeficiente de atrito dinâmico, para o par de
superfícies em contato, é 0,5. T. 239 (Mackenzie-SP) Sobre uma superfície plana e ho-
04) a resultante das forças que o corpo aplica sobre rizontal, um bloco A, de massa mA, desloca-se em
MRU (movimento retilíneo uniforme) no sentido
​ ll
d 5 ​ 
o plano tem módulo igual a ​ ___ ​ mg. indicado na figura a seguir.
2
08) a força de atrito estático máxima, para o par de
superfícies em contato, tem o módulo menor Movimento
do que o de F.
16) duplicando-se o módulo de F, o módulo da força
A
de atrito cinético fica reduzido à metade.
Dê como resposta a soma dos números associados
às proposições corretas.
Capítulo 12 • Forças de atrito

T. 236 (Fatec-SP) F1 e F2 são forças horizontais de intensidade B


30 N e 10 N, respectivamente, conforme a figura.

F1 F2 Esse corpo faz parte do conjunto ilustrado, no qual


A as polias e os fios são considerados ideais e a massa
B
do corpo B é mB. Nessas condições, podemos dizer
que o coeficiente de atrito cinético entre a base
Sendo a massa de A igual a 3 kg, a massa de B inferior do corpo A e a referida superfície plana é:
igual a 2 kg, g 5 10 m/s2 e 0,3 o coeficiente de atrito 2mA mB
dinâmico entre os blocos e a superfície, a força de a) zero c) j 5 ​ ____ ​ 
e) j 5 ​ ____  ​ 
mB 2mA
contato entre os blocos tem intensidade:
a) 24 N c) 40 N e) 18 N 2mB mA
b) j 5 ​ ____ ​ 
d) j 5 ____
​    ​ 
b) 30 N d) 10 N mA 2mB

245

V1_P2_UN_D_CAP_12.indd 245 27.07.09 09:06:07


T. 240 (UFF-RJ) Um pano de prato retangular, com 60 cm Obtenha o valor do coeficiente de atrito cinético
de comprimento e constituição homogênea, está entre o bloco e o plano.
em repouso sobre uma mesa, parte sobre sua su- 1
a) ​dll
3 ​  3 ​ 1 ​ __ ​ 
d) ​dll
perfície, horizontal e fina, e parte pendente, como 2
mostra a figura.
​dll
3 ​  1
b) ​ ___ ​  3 ​ 2 ​ __ ​ 
e) ​dll
L 2 2
​dll
3 ​ 
c) ​ ___ ​ 1 1
2

T. 243 (UEL-PR) Um pequeno bloco de granito desce por


um plano inclinado de madeira, que forma um
ângulo J com a horizontal. O coeficiente de atrito
dinâmico entre o granito e a madeira é j e a ace-
leração local da gravidade é g. Nessas condições, a
aceleração do movimento do bloco é dada por:
Sabendo-se que o coeficiente de atrito estático entre a) g 3 (sen J 2 j 3 cos J)
a superfície da mesa e o pano é igual a 0,5 e que o b) g 3 (cos J 2 j 3 sen J)
pano está na iminência de deslizar, pode-se afirmar c) g 3 cos J
que o comprimento L da parte sobre a mesa é: d) g 3 sen J
a) 40 cm c) 15 cm e) 30 cm e) g
b) 20 cm d) 60 cm
T. 244 (Uesb-BA) O bloco A, de massa 5,0 kg, sobe o plano
inclinado representado na figura abaixo com velo-

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


T. 241 (Mackenzie-SP) Uma esteira rolante, inclinada de
cidade constante de 2,0 m/s. O coeficiente de atrito
18w, é utilizada para transportar grandes caixas, de
entre o bloco A e o plano inclinado vale 0,50. (Dados:
massas iguais a 100 kg cada uma. Seu deslocamento
sen 37w 5 0,60; cos 37w 5 0,80; g 5 10 m/s2.)
dá-se com velocidade constante de 0,96 m/s, con-
forme mostra a figura abaixo. O menor coeficiente
de atrito estático entre as bases inferiores das
caixas e a esteira, necessário para que elas não
deslizem, é:
a) 0,104 c) 0,325 e) 0,951
b) 0,309 d) 0,618
A
B

37°

18° Nessas condições, a massa do bloco B, em kg,


vale:
a) 10 d) 5,0
b) 8,0 e) 4,0
c) 6,0
seno de 18w cosseno de 18w tangente 18w

0,309 0,951 0,325


T. 245 (Unifesp) Em um salto de paraquedismo, identifi-
cam-se duas fases no movimento de queda do pa-
raquedista. Nos primeiros instantes do movimento,
T. 242 (Olimpíada Brasileira de Física) Um bloco desliza ele é acelerado. Mas devido à força de resistência do
sobre um plano inclinado com atrito (ver figura). ar, o seu movimento passa rapidamente a ser uni-
No ponto A, a velocidade é vA 5 2 m/s, e no ponto forme com velocidade v1, com o paraquedas ainda
B, distando 1 m do ponto A ao longo do plano, fechado. A segunda fase tem início no momento em
que o paraquedas é aberto. Rapidamente, ele entra
Unidade D • Forças em Dinâmica

vB 5 3 m/s.
novamente em um regime de movimento unifor-
me, com velocidade v2. Supondo que a densidade
vA
do ar é constante, a força de resistência do ar sobre
A
um corpo é proporcional à área sobre a qual atua
Dados: a força e ao quadrado de sua velocidade. Se a área
​ ll
d 3 ​  efetiva aumenta 100 vezes no momento em que o
1m sen 60w 5 ___
​   ​  paraquedas se abre, pode-se afirmar que:
2
v2 v2
1
cos 60w 5 __
​   ​  a) ​ __ ​ 5 0,08 d) ​ __  ​ 5 0,21
v1 v1
B 2
v2 v2
g 5 10 m/s2 b) ​ __  ​ 5 0,1 e) __
​    ​ 5 0,3
v1 v1
vB
v2
60° c) __
​    ​ 5 0,15
v1

246

V1_P2_UN_D_CAP_12.indd 246 27.07.09 09:06:09


T. 246 (UFJF-MG) Um caminhão é carregado com duas a)
caixas de madeira, de massas iguais a 500 kg, con-
forme mostra a figura.

b)

O caminhão é então posto em movimento numa


estrada reta e plana, acelerando até adquirir uma
velocidade de 108 km/h e depois é freado até parar,
conforme mostra o gráfico. (Use g 5 10 m/s2.)

v (km/h) c)

120
100
80
60
40
20 d)
0 20 40 60 80 100 120 140 t (s)

O coeficiente de atrito estático entre as caixas e a


carroceria do caminhão é j 5 0,1. Qual das figuras
a seguir melhor representa a disposição das caixas
sobre a carroceria no final do movimento?

exercícios especiais de leis de Newton e forças de atrito

Exercícios resolvidos

R. 105 Um bloco de massa m 5 5,0 kg desloca-se na horizontal sob ação da Movimento F


força F, de intensidade F 5 50 N, como mostra a figura. O coeficiente
de atrito entre o bloco e o solo é j 5 0,40. Considerando g 5 10 m/s2, θ
determine a aceleração do bloco.
(Dados: sen J 5 0,60; cos J 5 0,80.)

Solução:
As forças que agem no bloco estão representadas na figura ao lado. FN
Vamos, inicialmente, decompor a força F nas forças componentes Fx
Movimento F
(horizontal) e Fy (vertical). No triângulo destacado, temos:
Fx θ
cos J 5 ​ __ ​  ] Fx 5 F 3 cos J ] Fx 5 50 3 0,80 ] Fx 5 40 N
F
Capítulo 12 • Forças de atrito

Fy fat. P
sen J 5 ​ __ ​  ] Fy 5 F 3 sen J ] Fy 5 50 3 0,60 ] Fy 5 30 N
F
Como o movimento é horizontal, as forças verticais têm resultante FN
nula. Portanto: F
FN 1 Fy 5 P ] FN 1 Fy 5 mg ] FN 1 30 5 5,0 3 10 ] FN 5 20 N Fy
θ
Estando o bloco em movimento, podemos escrever: Fx
fat. 5 jFN ] fat. 5 0,40 3 20 ] fat. 5 8,0 N
fat. P
Pela equação fundamental da Dinâmica, temos:

Fx 2 fat. 5 ma ] 40 2 8,0 5 5,0 3 a ] a 5 6,4 m/s2

Resposta: 6,4 m/s2

247

V1_P2_UN_D_CAP_12.indd 247 27.07.09 09:06:11


R. 106 O bloco A está apoiado sobre o carrinho B, que se movimenta com
aceleração constante de módulo a 5 2,0 m/s2. Para que o bloco A A
não se movimente em relação ao carrinho B, qual deve ser o coe­ a
fi­cien­te de atrito mínimo entre as superfícies de A e B? Considere B
g 5 10 m/s2.

Solução: F NA
O bloco A não se movimenta em relação ao carrinho B e, portanto, sua
aceleração, em relação ao solo, é também a 5 2,0 m/s2. As forças que a
agem em A estão mostradas ao lado. Observe que é a força de atrito
que acelera o bloco A. O mínimo coeficiente de atrito corresponde ao A
bloco A na iminência de escorregar, isto é:
fat.
fat. 5 j​F​N​ ​ ​​
A PA

Mas: fat. 5 mAa  e  ​F​N​ ​ ​​ 5 PA 5 mAg


A

Substituindo na primeira equação, vem:

mAa 5 j 3 mAg ]

a 2,0
] j 5 __
​   ​  ] j 5 ​ ___ ​  ] j 5 0,20
g 10

Resposta: 0,20

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


R. 107 Na figura, os fios e as polias são ideais e os corpos A e B, de massas
mA 5 1,0 kg e mB 5 6,0 kg, respectivamente, são abandonados do re-
pouso. Determine o módulo da aceleração aA do bloco A e o módulo
da aceleração aB do bloco B. (Use g 5 10 m/s2.)

Solução: T' T'


Analisemos separadamente os corpos A e B e a polia móvel. Da polia
móvel ideal concluímos que:

T T T'
2Te 5 T ou Te 5 __
​   ​ 
2
B aB
Vamos adotar para as acelerações aA e aB os sentidos indicados na
figura. Se os módulos das acelerações resultarem positivos, significa
que os sentidos adotados são os corretos. A equação fundamental da
Dinâmica aplicada aos corpos A e B fornece: T
PB
Corpo A: Corpo B:
T 2 PA 5 mAaA PB 2 Te 5 mBaB aA A
T
T 2 mAg 5 mAaA mBg 2 __​   ​  5 mBaB
2
Unidade D • Forças em Dinâmica

T PA
T 2 1,0 3 10 5 1,0 3 aA 6,0 3 10 2 ​ __ ​  5 6,0 3 aB
2
T 2 10 5 aA   120 2 T 5 12aB  

Somando membro a membro  e , vem:


110 5 aA 1 12aB
Mas sendo aB 5 2aA (veja quadro a seguir), vem:

110 5 aA 1 12 3 2aA ] 25aA 5 110 ]

]  aA 5 4,4 m/s2   e  aB 5 8,8 m/s2

Resposta: aA 5 4,4 m/s2; aB 5 8,8 m/s2

248

V1_P2_UN_D_CAP_12.indd 248 27.07.09 09:06:12


Relação entre os módulos das acelerações aA e aB
Considere o sistema em dois instantes t1 e t2: Sejam dA e dB os módulos dos deslocamentos de A e
B entre os instantes considerados.
L2 – dA Como o fio é inextensível, podemos escrever:
L1 – dA
L1
L1 1 L2 1 L3 5 L1 2 dA 1 L2 2 dA 1 L3 1 dB ] dB 5 2dA
L2
L3 Portanto o bloco B sofre um deslocamento de mó-
dA
dulo igual ao dobro do módulo do des­lo­ca­mento de A
L3 + dB no mesmo intervalo de tempo. Isso significa que, em
B cada instante, o módulo da velocidade de B é o dobro
A
dB
A do módulo da velocidade de A, o mesmo acontecendo
B
com as acelerações:
t1 t2
vB 5 2vA  e  aB 5 2aA

exercícios propostos
P. 289 O bloco da figura, de peso 187 N, move-se com velocidade cons- F = 100 N
tante no sentido indicado. Sendo sen 60w 5 0,87 e cos 60w 5 0,50, Movimento
determine:
60°
a) a intensidade da força de atrito que o solo exerce no bloco;
b) o coeficiente de atrito dinâmico entre o bloco e o solo.

P. 290 Um bloco A de massa 2,0 kg repousa sobre um segundo bloco B


de massa 4,0 kg. O coeficiente de atrito entre os blocos é igual
a 0,40. Entre o bloco B e o solo não existe atrito. Qual a máxima A
intensidade da força horizontal F que podemos aplicar em B,
de modo que os blocos A e B se movimentem sem escorregar
B F
um em relação ao outro? (Use g 5 10 m/s2.)

P. 291 (Vunesp) Dois blocos, A e B, com A colocado sobre B, estão em 4,5 N


A
movimento sob ação de uma força horizontal de 4,5 N aplicada
sobre A, como ilustrado na figura. B
Considere que não há atrito entre o bloco B e o solo e que as
massas são respectivamente mA 5 1,8 kg e mB 5 1,2 kg. Tomando
g 5 10 m/s2, calcule:
a) a aceleração dos blocos, se eles se locomovem juntos.
b) o valor mínimo do coeficiente de atrito estático para que o
bloco A não deslize sobre B.

P. 292 (Unifesp) A figura representa uma demonstração simples que


Capítulo 12 • Forças de atrito

F
costuma ser usada para ilustrar a primeira lei de Newton. c m
O copo, sobre uma mesa, está com a boca tampada pelo cartão c
e, sobre este, está a moeda m. A massa da moeda é 0,010 kg e o
coeficiente de atrito estático entre a moeda e o cartão é 0,15.
O experimentador puxa o cartão com a força F, horizontal, e a
moeda escorrega do cartão e cai dentro do copo.
a) Represente todas as forças que atuam sobre a moeda quando
ela está escorregando sobre o cartão puxado pela força F.
Nomeie cada uma das forças representadas.
b) Costuma-se explicar o que ocorre com a afirmação de que, devido à sua inércia, a moeda escorrega e cai den-
tro do copo. Isso é sempre verdade ou é necessário que o módulo de F tenha uma intensidade mínima para
que a moeda escorregue sobre o cartão? Se for necessária essa força mínima, qual é, nesse caso, o seu valor?
(Despreze a massa do cartão, o atrito entre o cartão e o copo e admita g 5 10 m/s2.)

249

V1_P2_UN_D_CAP_12.indd 249 27.07.09 09:06:14


P. 293 (UnB-DF) O coeficiente de atrito estático entre os blocos A e B,
B
montados como mostra a figura abaixo, é de 0,9. Considerando que
as massas dos blocos A e B sejam, respecti­va­mente, iguais a 5,0 kg F
e 0,4 kg e que g 5 10 m/s2, calcule, em newtons, o menor valor do A
módulo da força F para que o bloco B não caia. Despreze a parte fra-
cionária de seu resultado, caso exista. Superfície sem atrito

P. 294 Na figura, os fios e as polias são ideais e não há atrito entre o corpo A e o
plano hori­zon­tal. Os corpos A e B, de massas mA 5 0,50 kg e mB 5 2,0 kg,
respectivamente, são abando­nados do repouso. Determine os módulos
das acelerações de A e de B. (Use g 5 10 m/s2.) A

P. 295 (UFPE) Uma vassoura, de massa 0,4 kg, está posicionada sobre um
piso horizontal como indicado na figura. Uma força de módulo F é
aplicada para baixo ao longo do cabo da vassoura. Sabendo-se que 1,5 m
o coeficiente de atrito estático entre o piso e a base da vassoura é 1,2 m

1
je 5 __
​   ​ , calcule F, em newtons, para que a vassoura fique na iminência 0,9 m

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


8 Piso
de se deslocar. Considere desprezível a massa do cabo, quando com-
parada com a base da vassoura. (Use g 5 10 m/s2.)

testes propostos
T. 247 (Unifesp) Suponha que um comerciante inescrupu- Considerando a situação descrita, assinale a(s)
loso aumente o valor assinalado pela sua balança, proposição(ões) correta(s).
empurrando sorrateiramente o prato para baixo 01) Se a mesa deslizar com velocidade constante,
com uma força F de módulo 5,0 N, na direção e atuarão somente as forças peso e normal sobre
sentido indicados na figura. o livro.
F 02) Se a mesa deslizar com velocidade constante,
37o a força de atrito sobre o livro não será nula.
Dados: 04) Se a mesa deslizar com aceleração constante,
sen 37w 5 0,60 atuarão sobre o livro somente as forças peso,
cos 37w 5 0,80 normal e a força F.
08) Se a mesa deslizar com aceleração constante,
a força de atrito que atua sobre o livro será
Com essa prática, ele consegue fazer com que uma
responsável pela aceleração do livro.
mercadoria de massa 1,5 kg seja medida por essa
balança como se tivesse massa de: 16) Como o livro está em repouso em relação à
a) 3,0 kg c) 2,1 kg e) 1,7 kg mesa, a força de atrito que age sobre ele é igual,
em módulo, à força F.
b) 2,4 kg d) 1,8 kg
32) Se a mesa deslizar com aceleração constante, o
Unidade D • Forças em Dinâmica

sentido da força de atrito que age sobre o livro


T. 248 (UFSC) Um homem empurra uma mesa com uma
será da esquerda para a direita.
força horizontal F, da esquerda para a direita, mo-
vimentando-a neste sentido. Um livro solto sobre Dê como resposta a soma dos números associados
a mesa permanece em repouso em relação a ela. às proposições corretas.

T. 249 (UEL-PR) Dois blocos A e B, com massas respecti-


vamente iguais a mA 5 4,0 kg e mB 5 2,0 kg, estão
unidos conforme mostra a figura a seguir.

F
B A
Esquerda Direita

250

V1_P2_UN_D_CAP_12.indd 250 27.07.09 09:06:15


O fio que prende o corpo A tem a outra extremidade Logo que o fio f é cortado, as acelerações aA, aB e aC
presa a um pino fixo no chão. Despreze as massas dos corpos A, B e C serão:
dos fios e da roldana, considere que não há atritos g g
e que a intensidade da força aplicada em B é 36 N. a) aA 5 0 aB 5 ​ __  ​ aC 5 __
​    ​
2 2
Lembrando que, na situação esque­matizada, a g g g
aceleração do corpo A será igual ao dobro da ace- b) aA 5 ​ __  ​ aB 5 ​ __  ​ aC 5 __
​    ​
3 3 3
leração do corpo B, a tração no fio, em newtons,
será igual a: g g
c) aA 5 0 aB 5 __
​    ​ aC 5 __
​    ​
a) 20 b) 16 c) 12 d) 8,0 e) 4,0 3 3
d) aA 5 0 aB 5 g aC 5 g
T. 250 (FEI-SP) Na figura, os fios g g g
e as polias são ideais e os e) aA 5 __
​    ​ aB 5 __
​    ​ aC 5 __
​    ​
2 2 2
corpos (1) e (2) de mesma
massa M são abandona-
dos do repouso. Conside- T. 253 (Vunesp) Um plano inclinado faz um ângulo de
re g 5 10 m/s2. 30w com a horizontal. Determine a força constante
2 que, aplicada a um bloco de 50 kg, paralelamente
ao plano, faz com que ele deslize:
1 I. para cima, com aceleração de 1,2 m/s2;
II. para baixo, com a mesma aceleração de 1,2 m/s2.
As acelerações a1 do bloco (1) e a2 do bloco (2) têm Despreze o atrito do bloco com o plano e adote
valores: g 5 10 m/s2.
a) a1 5 4 m/s2 para baixo e a2 5 2 m/s2 para cima.
b) a1 5 4 m/s2 para cima e a2 5 2 m/s2 para baixo. (I) (II)
a) 310 N para cima 190 N para cima
c) a1 5 2 m/s2 para baixo e a2 5 4 m/s2 para cima.
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

b) 310 N para cima 310 N para baixo


d) a1 5 2 m/s2 para cima e a2 5 4 m/s2 para baixo.
c) 499 N para cima 373 N para cima
e) Os dois blocos têm o mesmo valor de aceleração,
mas de sentidos opostos. d) 433 N para cima 60 N para cima
e) 310 N para cima 190 N para baixo
T. 251 (UFSCar-SP) No sistema de roldanas simples, sem
massa, sem atrito, e fio flexível, ideal, sem massa, T. 254 (Cesgranrio-RJ) Em um referencial inercial, um blo-
se M .. m, o valor mais aproximado da tensão T co de madeira está em equilíbrio sobre um plano
no fio é: inclinado, como mostra a figura.
a) T 5 Mg
b) T 5 mg
c) T 5 zero
M1m
d) T 5 ​ _______
 ​ 
 g

2
e) T 5 2mg m
Horizontal

M Assinale a opção que representa corretamente, no


modelo de partícula, a força exercida pelo plano
sobre o bloco:
T. 252 (Fuvest-SP) Os corpos A, B e C têm massas iguais. a) d)
Um fio inextensível e de massa desprezível une o
corpo C ao B, passando por uma roldana de mas-
sa desprezível. O corpo A está apoia­do sobre o B.
Horizontal Horizontal
Despreze qualquer efeito das forças de atrito. O fio
f mantém o sistema em repouso.
b) e)

A
f
B
Horizontal Horizontal
Capítulo 12 • Forças de atrito

c)

C g

Horizontal

251

V1_P2_UN_D_CAP_12.indd 251 27.07.09 09:06:18


uNidade d

Capítulo
Forças em trajetórias

13 curvilíneas

Para que um corpo se


mantenha em trajetória
curvilínea é necessária a
presença da resultante
centrípeta. Essa resultante
é responsável pela variação
da direção da velocidade
vetorial do movimento e está
presente quando um carro faz
uma curva, no loop em uma
montanha-russa ou quando
um motociclista descreve
uma circunferência vertical
no globo da morte.

13.1 Movimentos curvilíneos


uniformes
Quando um corpo realiza um
movimento curvilíneo uniforme, as
forças que atuam sobre ele devem
garantir a aceleração centrípeta.

13.2 Movimentos curvilíneos


variados
Quando um corpo realiza um
movimento curvilíneo variado,
as forças que agem sobre ele
devem garantir as acelerações
componentes: centrípeta e
tangencial.

V1_P2_UN_D_CAP_13.indd 252 25.07.09 17:16:02


Para conseguir realizar o
looping, o carrinho deve ter,
no ponto mais alto da curva,
uma velocidade mínima para
garantir uma aceleração
centrípeta suficiente para
efetuar a manobra sem que
os ocupantes caiam.

Inclinações nos trilhos ou nas


pistas possibilitam a realização
de curvas com maior segurança,
na intenção de minimizar
a dependência do atrito durante
a trajetória curvilínea.

V1_P2_UN_D_CAP_13.indd 253 25.07.09 17:16:13


Seção 13.1 Movimentos curvilíneos uniformes
Objetivos Se lançarmos um corpo horizontalmente, próximo à superfície da Ter-
Analisar a variação ra, com uma velocidade inicial de grande intensidade, da ordem de
da direção da 8 km/s  28.800 km/h, o corpo ficará em órbita circular em torno da
velocidade, por ação Terra (fig. 1). Essa foi a velocidade alcançada pelos primeiros satélites
da força centrípeta, em artificiais, Sputnik I e Explorer I, em 1957 e 1958. A força de atração da
movimentos curvilíneos Terra sobre o satélite altera a direção de sua velocidade, garantindo-lhe
uniformes. a aceleração centrípeta necessária para permanecer em órbita.
Caracterizar o módulo,
a direção e o sentido da v
força centrípeta. acp F

Analisar as forças
resultantes que
atuam nos corpos em
movimentos curvilíneos
uniformes.

Termos e conceitos

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


• aceleração centrípeta Figura 1. Para um observador na Terra, a força de atração F altera a
direção da velocidade do satélite. Esquemas sem proporção e escala.

Considere o átomo de hidrogênio. Segundo o modelo atômico proposto


por Rutherford, o átomo de hidrogênio possui um único elétron, que gira
em torno de seu núcleo, constituído por um único próton (fig. 2). O próton
e o elétron possuem cargas elétricas, as quais interagem exercendo for-
ças de campo (fig. 3). A força F, com que o próton atrai o elétron, altera
a direção da velocidade do elétron, mantendo-o em órbita em torno do
próton (fig. 4).

Elétron Elétron Elétron


v
F F
–F
Próton Próton Próton

Satélite Explorer I

Figura 2. Figura 3. Figura 4.

Considere, agora, uma bola de ferro presa a um fio e que descreve


uma circunferência horizontal (fig. 5). Sobre a bola atuam as forças peso
e tração do fio, que lhe garantem a aceleração centrípeta.

v P

Figura 5.

V1_P2_UN_D_CAP_13.indd 254 25.07.09 17:16:17


Resultante centrípeta
Pelos exemplos anteriores podemos concluir que: toda vez que um corpo descreve uma curva,
a direção de sua velocidade vetorial varia. Para que isso ocorra, pelo princípio fundamental da
Dinâmica, as forças que atuam no corpo devem garantir a aceleração centrípeta.

Na patinação artística,
o patinador gira sua
companheira aplicando
uma força que garante
uma aceleração
centrípeta necessária
para descrever a
trajetória curvilínea.
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Admita, então, que um corpo esteja realizando um movimento plano, curvilíneo e uniforme
sob ação das forças F1, F2, ..., Fn (fig. 6A). Como o movimento curvilíneo é uniforme, a aceleração
é centrípeta e a resultante das forças Fcp está orientada para o centro da trajetória (fig. 6B).
Pelo princípio fundamental da Dinâmica:

Fcp  macp

Nessa fórmula, Fcp é a força centrípeta ou resultante centrípeta das forças F1, F2, ..., Fn
que atuam no corpo.

A F4 B v
v m
m
Fn
Fcp = F1 + F2 + ... + Fn
F3 acp
F2
F1
Figura 6.

Eventualmente Fcp pode ser uma única força.


Nos exemplos anteriores, Fcp é a força de atra-
ção gravitacional que a Terra exerce no satélite
em órbita ou a força de atração elétrica que o
próton exerce no elétron, no átomo de hidrogê-
nio. No exemplo da bola de ferro, Fcp é a soma
vetorial das forças de tração T e do peso P.

No globo da morte, como o da foto,


a moto não cai porque as forças nela
atuantes garantem a aceleração
centrípeta do movimento que
ela realiza.

255

V1_P2_UN_D_CAP_13.indd 255 25.07.09 17:16:20


exercícios resolvidos
R. 108 Um pequeno bloco de massa m  4,0 kg, preso à Pela equação fundamental da Dinâmica:
extremidade de um fio, descreve, sobre uma mesa
horizontal e perfeitamente lisa, um movimento Fcp  macp ] T 2 P  macp ]
circular de raio R  0,50 m, com velocidade escalar
constante v  3,0 m/s. Determine a intensidade da ] T  5  0,5 3 6 ] T  8 N
força de tração que o fio exerce no bloco.
Resposta: 8 N
Observação:
Note que, no ponto inferior da trajetória, a força
O centrípeta Fcp é a resultante de T e P. Sua intensi-
dade é:
Fcp  T 2 P  8  5 ] Fcp  3 N

Solução: R. 110 Um veículo de massa m  600 kg percorre uma pista


As forças que agem no bloco são: o peso P, a normal curva de raio R  80 m. Há atrito de escorregamento
FN e a força de tração T. O peso e a normal se anulam lateral de coeficiente j  0,5. Adote g  10 m/s2.
e a tração T é a resultante centrípeta. A aceleração Determine a máxima velocidade que o veículo pode
centrípeta tem módulo: ter para fazer a curva sem derrapar. Considere-o
um ponto material.
v2 (3,0)2

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


acp 5 __
​   ​  ] acp 5 _____
​   ​ ] acp 5 18 m/s2
R 0,50

FN
Fcp
O
acp T
R
P

Pela equação fundamental da Dinâmica


(Fcp  macp), podemos escrever:
Solução:
T  macp ] T  4,0 3 18 ] T  72 N

Resposta: 72 N
FN = P
acp
R. 109 Uma bola de ferro de massa m  0,5 kg, presa a
um fio inextensível de comprimento igual a 1,5 m,
fat.
descreve uma circunferência vertical de raio igual ao
comprimento do fio. Quando passa pelo ponto infe-
rior, sua velocidade é 3 m/s. Determine a intensidade v
da tração do fio nesse ponto (use g  10 m/s2). P
Solução:
As forças que atuam no veículo são a normal FN,
o peso P e a força de atrito fat. de escorregamento
m
1,5 lateral. A normal FN e o peso P se anulam e a força
R= de atrito fat. garante a aceleração centrípeta acp para
Fcp = T – P
acp o veículo fazer a curva:
Unidade D • Forças em Dinâmica

T
v2
fat. 5 macp 5 m​ __ ​ 
R

m = 0,5 kg

P=5N

A resultante centrípeta Fcp que atua na esfera tem acp


intensidade igual a T 2 P, sendo:
P  mg  0,5 3 10 ] P  5 N m
fat.
A aceleração centrípeta tem módulo igual a:
v2 32 (Fcp = fat.)
acp 5 __
​   ​ 5 ​ ___  ​ ] acp 5 6 m/s2
R 1,5

256

V1_P2_UN_D_CAP_13.indd 256 25.07.09 17:16:22


Pela igualdade anterior, a velocidade v é máxima Solução:
quando fat. for máxima. O valor máximo de fat. é
jFN. Nessas condições, o carro está na iminência
de escorregamento lateral. FN
v2máx.
Então, temos: fat. máx. 5 m​ _____
 ​ 

R Fcp
Mas: fat. máx. 5 jFN 5 jP 5 jmg m
acp
Portanto:
P
v2máx.
jmg  m​ _____
 ​  2
  ] v máx.  jRg ] vmáx.  d​ llll
jRg ​ 
R
No exercício anterior concluímos que a velocida-
Substituindo nessa fórmula os valores dados no
de de um carro na curva depende do raio R e do
enunciado, obtemos:
coeficiente de atrito j. Se o coeficiente de atrito
vmáx. 5 d​ lllllllllll10 ​5 d​ llll
0,5 3 80 3    400 ​  entre pneu e estrada for pequeno, a velocidade
máxima diminui e a segurança do veículo é afetada.
vmáx.  20 m/s  72 km/h Resolve-se essa dificuldade construindo-se estra-
das sobrelevadas, como a descrita na figura acima.
Resposta: 20 m/s ou 72 km/h Observe que a normal FN deixa de ser vertical. Desse
Observação: modo, FN e P adicionam-se vetorialmente e dão a
É comum observar, nas corridas de automóveis, que resultante centrípeta Fcp tal que:
os carros entram numa curva por fora, tangenciam Fcp 5 macp
o lado interno da curva e saem pelo lado externo
Em módulo, temos:
da pista.
v2
Fcp 5 m​ __ ​ 
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Isto é feito para aumentar o raio R da trajetória e


R
consequentemente aumentar a velocidade máxi-
ma vmáx. com que o carro pode fazer a curva sem FN
derrapar, pois vmáx. 5 ​dllll .
jRg ​ 

Fcp
Q
Q
P = mg
vai ser trocada R
ff1-C13-i009

No triângulo destacado na figura acima, temos:


mv2
​ ____
 ​ 

F R v2 v2
​    ​ ] tg J 5 ​ ___  ​ 
tg J 5 ​ ___ ​ 5 ​ ____ ​ 5 ___
cp

P mg Rg Rg

Sendo v 5 90 km/h 5 25 m/s, R 5 100 m e


g 5 10 m/s2, vem:
252
tg J 5 ​ ________
   ​ 
5 0,625 ] tg J 5 0,625
100 3 10
R. 111 Um veículo de 1.000 kg percorre com velocidade Resposta: tg J 5 0,625 (numa tabela trigonométrica Capítulo 13 • Forças em trajetórias curvilíneas
de 90 km/h uma curva de raio R 5 100 m. A es- podemos verificar que esse ângulo é 32w).
trada é sobrelevada, isto é, sua margem externa
Observação:
é mais elevada em relação à margem interna.
Nesse exercício determinamos o ângulo J descon-
Adote g  10 m/s2. Determine a tangente do ângulo
siderando a existência de atrito. Na prática, devido
de sobrelevação J da pista para que a segurança do
ao atrito, o ângulo de sobrelevação é bem menor.
veículo na curva não dependa do atrito.

R
Por razões de segurança, as pistas para corridas de
motos, de bicicletas e de automóveis em circuito oval
normalmente são sobrelevadas, para que os competidores
não dependam só do atrito para fazer as curvas.

257

V1_P2_UN_D_CAP_13.indd 257 25.07.09 17:16:24


R. 112 Um corpo descreve um movimento, num plano R. 113 Considere um cilindro vertical de raio R  4 m
vertical, no interior de uma superfície esférica de girando em torno de seu eixo. Uma pessoa no
raio igual a 2,5 m. Adote g  10 m/s2. Determine a seu interior está encostada na parede interna. O
mínima velocidade que o corpo deve ter para não coeficiente de atrito entre sua roupa e a parede
perder contato com a superfície esférica. do cilindro é 0,5. O cilindro começa a girar com
velocidade angular h. Quando essa velocidade
Solução:
atinge determinado valor, o piso horizontal do
O fenômeno descrito ocorre em circos ou parques
cilindro é retirado e a pessoa não escorrega ver-
de diversões. Um motociclista movimenta-se no in-
ticalmente. Esse aparelho existe em parques de
terior de um globo metálico conhecido por globo da
diversões e é conhecido por rotor. Adote g 5 10 m/s2.
morte. À medida que o corpo sobe, tende a perder
Determine o menor valor da velocidade angular h
contato com a pista e o ponto crítico é o superior.
para ocorrer o fenômeno descrito.
Considere o corpo nessa posição superior. Nele
atuam o peso P e a normal FN, que dão a resultante
centrípeta Fcp.
W
v

FN
P
acp
Fcp = FN + P

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


Solução: ω
Na pessoa atuam seu
peso P, a normal FN e
fat.
a força de atrito na
v2 direção vertical, que
Fcp 5 macp ] FN 1 P 5 macp 5 m​ __ ​  ] Fcp = FN
R equilibra o peso quan-
FN
do o piso é retirado. A
v2
] FN 1 P 5 m​ __ ​   resultante centrípeta
R é a normal FN: P

Por essa fórmula, à medida que decresce a veloci- v2


Fcp  macp 5 m​ __ ​  5 mh2R 5 FN 5 mh2R 
dade v, diminui também a força de contato FN, pois R
P, m e R são constantes. Sendo assim, a velocidade O menor valor da velocidade angular h, para ocor-
mínima para se fazer a curva ocorre quando FN 5 0. rer o fenômeno descrito, corresponde à pessoa na
Observe que o corpo não cai, pois possui velocidade iminência de escorregar. Nessas condições, a força
não nula v. Na fórmula , v  vmín. quando FN  0. de atrito tem valor máximo fat.(máx.)  jFN e deve
Sendo R 5 2,5 m e g 5 10 m/s2, temos: equilibrar o peso:
v2 v2mín.
FN 1 P 5 m​ __ ​  ] 0 1 P 5 m​ _____
 ​ 
 ] fat.(máx.)  P ] jFN 5 P ] jFN 5 mg 
R R

v2mín. Substituindo  em , vem:


] mg 5 m​ _____
 ​ 
 ] vmín. 5 d​ lll
Rg ​ 
R
g g
d
lll
jmh2R  mg ] h2 5 ___
​    ​  ] h 5 ​ ​ ___  ​ ​   ]
vmín. 5 d​ lllllll 5 ​dlll
2,5 3 10 ​  25 ​ ] jR jR

] vmín. 5 5 m/s 5 18 km/h


d
llllll
10
] h 5 ​ ​ ______
   ​ ​ 
  ] h 5 d​ ll
5 ​  ] h 7 2,23 rad/s
0,5 3 4
Unidade D • Forças em Dinâmica

vmín. v = vmín. ⇒ FN = 0 Resposta: 7 2,23 rad/s


P = macp
Observação:
FN = 0 2
mvmín.
mg = ——— Se a velocidade angular do cilindro diminuir, pela
R fórmula , FN diminui; consequentemente, dimi-
P
acp vmín. = Rg nui a força de atrito máxima fat.(máx.)  jFN. Nesse
caso, a força de atrito torna-se menor que o peso,
e o corpo escorrega para baixo. Se a velocidade h
Resposta: 5 m/s ou 18 km/h crescer além do valor calculado, pela fórmula , a
normal FN aumenta, o que acarreta um aumento
Observação: no valor da força de atrito máxima. O corpo, porém,
O fenômeno discutido neste exercício é muito não escorrega para cima, pois a força de atrito é
importante. Iremos nos referir a ele mais adiante, passiva; sua intensidade continua igual a P, isto é:
chamando-o de “o problema do globo da morte”. P  fat.  fat.(máx.).

258

V1_P2_UN_D_CAP_13.indd 258 25.07.09 17:16:25


R. 114 U m a m a s s a m e s t á O raio R, porém, depende do comprimento L do fio.
presa a um fio inexten- Do triângulo destacado da figura III, vem:
sível, de peso despre- θ
L R 5 L 3 sen J 
zível, e gira num plano
Substituindo  na fórmula  e considerando
horizontal constituindo
um pêndulo cônico. Se m sen J
tg J 5 ​ ______ ​ 
 , obtemos:
o comprimento do fio é cos J
L  2 m e o ângulo que o ω h2R ___________
h2L 3 sen J h2L 3 sen J
sen J ___________
fio forma com a vertical tg J 5 ​ ____
 ​ 
 5 ​   ​   ] ​ ______ ​ 
 5 ​   ​   ]
g g cos J g
é J  60w (cos 60w  0,5),
determine a velocidade angular h de rotação da g g
d
llllllll
massa m. Adote g  10 m/s2. ] h2 5 ________
​     ​ ] h 5 ​ ​ ________
   ​ ​ 
  
L 3 cos J L 3 cos J
Solução:
Na massa pendular atuam o peso P e a tração T. A Substituindo os dados do problema na fórmula ,
resultante centrípeta Fcp é a soma de P e T conforme
d
llllll
10
se indica no diagrama de forças da figura I. Pela vem: h 5 ​ ______
​  5 ​dlll
   ​ ​ 
  10 ​ ] h 7 3,2 rad/s
2 3 0,5
equação fundamental da Dinâmica:
Resposta: 7 3,2 rad/s
Fcp 5 macp  mh2R 
Do triângulo destacado da figura II abaixo, vem: Observação:
Considere um pêndulo cujo ângulo J seja pequeno,
F Fcp ______mh2R h2R
tg J 5 ___
​  cp ​ 5 ​ ____  ​ 5 ​   ] tg J 5 ____
 ​  ​   ​ 
  x de modo que cos J tende a 1.
P mg mg g

v 2 = ω 2R
acp = — θ θ
R
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

T T
θ
Fcp Fcp R ω

Na fórmula , vem:
P P
Figura I. Figura II. g g
d d
llllllll ll
h 5 ​ ________
​  ] h 7 ​ ​ __ ​ ​  
   ​ ​ 

L 3 cos J L

θ 2s
Então, como h 5 ​ ___ ​ , vem:
T
L
g
d
ll
2s
d
ll
L
​ ___ ​ 7 ​ __
​   ​ ​    ou  T 7 2s​ ​ __  ​ ​ 
T L g

R Nessas condições, o período do pêndulo cônico não


ω
depende da massa pendular mas depende do com-
Figura III. primento do fio e da aceleração da gravidade local.

Entre na rede No endereço eletrônico http://www.walter-fendt.de/ph11br/carousel_br.htm (acesso em junho/2009), você pode


fazer a análise das forças que agem em esferas, que realizam MCU, no movimento de um carrossel.

Capítulo 13 • Forças em trajetórias curvilíneas

exercícios propostos
P. 296 (EEM-SP) Um ponto material de massa m 5 0,25 kg Considere a seguinte situação: em um percurso de
descreve uma trajetória circular de raio R  0,50 m, triatlo, os ciclistas precisam fazer curvas circulares
com velocidade constante e frequência f  4,0 Hz. sobrelevadas de 70 m de raio com velocidade de
Calcule a intensidade da força centrípeta que age módulo 72 km/h.
sobre o ponto material. Despreze a força de atrito e admita g 5 10 m/s2.
a) Represente as forças que atuam sobre o sistema
P. 297 (Udesc) A sobrelevação das pistas nas curvas de bicicleta-ciclista.
autódromos, velódromos ou mesmo em avenidas, b) Qual deve ser o ângulo de inclinação da pista,
rodovias ou ferrovias dá mais segurança aos usuá­ nesse caso?
rios, dificultando ou impedindo que os veículos c) Avaliando as forças que atuam sobre o ciclista,
sejam arremessados para fora da pista, quando o resultado anterior depende da massa do sis-
em alta velocidade. tema? Justifique sua resposta.

259

V1_P2_UN_D_CAP_13.indd 259 25.07.09 17:16:27


P. 298 (UFPel-RS) Um estudante, indo para a faculdade, P. 300 Um motociclista percorre uma trajetória circular
em seu carro, desloca-se num plano horizontal, no vertical de raio R  3,6 m, no interior de um globo
qual descreve uma trajetória curvilínea de 48 m de da morte. Calcule qual deve ser o menor valor da
raio, com uma velocidade constante em módulo. velocidade, no ponto mais alto, que permita ao
Entre os pneus e a pista existe um coeficiente de motociclista percorrer toda a trajetória circular. É
atrito cinético de 0,3. dado g  10 m/s2.

A Direção inicial

v1 R

Direção final

B
v2

Considerando a figura, a aceleração da gravidade


no local, de 10 m/s2, e a massa do carro de 1.200 kg,
faça o que se pede.
P. 301 Uma pedra de 3 N de peso, amarrada a um cordel

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


a) Caso o estudante resolva imprimir uma veloci-
dade de 60 km/h ao carro, ele conseguirá fazer de 2,5 m de comprimento, descreve uma circunfe-
a curva? Justifique. rência horizontal de 2 m de raio. O cordel, fixo em
b) A velocidade máxima possível para que o carro uma das extremidades, gera uma superfície cônica.
possa fazer a curva, sem derrapar, irá se alterar Determine:
se diminuirmos a sua massa? Explique. a) a intensidade da força de tração do fio, em
newtons;
c) O vetor velocidade apresenta variações neste
movimento? Justifique. b) a frequência f de rotação, em hertz.
Use g  10 m/s2.

P. 299 (UFMG) Ana está sentada em um banco de uma


roda-gigante, que gira com velocidade angular
constante. Nesse movimento, Ana passa, sucessi-
vamente, pelos pontos P, Q, R e S, como mostrado
na figura abaixo.

P R

P. 302 Um corpo de peso P está encostado à parede ver-


tical de um compartimento cilíndrico de raio R, e
apoiado em seu piso. O compartimento (parede
Unidade D • Forças em Dinâmica

S cilíndrica mais piso) passa a girar com velocidade


angular crescente até um valor h1, tal que o corpo
permanece encostado à parede, na mesma posi-
ção inicial, sem escorregar, ainda que o piso seja
Considere que a massa de Ana é 30 kg, que o raio retirado.
de sua trajetória é 5,0 m e que o módulo de sua a) Nessa situação, represente, por meio de um
velocidade angular é 0,40 rad/s. diagrama vetorial, as forças que atuam no corpo,
Com base nessas informações: dando suas expressões.
a) Determine a força resultante — módulo, direção b) Se a velocidade angular crescer além de h1, o
e sentido — sobre Ana quando esta passa pelo corpo tende a subir? Explique.
ponto Q, indicado na figura. P
c) Se o peso do corpo fosse __ e não P, e a veloci-
b) O módulo da força que o banco faz sobre Ana é 2
maior no ponto Q ou no ponto S? Justifique sua dade angular ainda fosse a mesma h1, haveria
resposta. movimento segundo a vertical? Justifique.

260

V1_P2_UN_D_CAP_13.indd 260 25.07.09 17:16:29


Seção 13.2 Movimentos curvilíneos variados
Objetivos Na seção 13.1, consideramos o movimento uniforme e, portanto, a resul-
Analisar a força tante das forças que agem no corpo é orientada para o centro da trajetória.
resultante que age num Entretanto, se a força resultante FR não estiver orientada para o centro da
corpo em movimento trajetória, o que ocorre nos movimentos curvilíneos variados (fig. 7A),
curvilíneo variado. podemos decompor FR nas direções normal e tangente à trajetória (fig. 7B).
Apresentar as A resultante das forças normais à trajetória é a resultante centrípeta
resultantes centrípeta Fcp, responsável pela variação da direção da velocidade v. A resultante das
e tangencial. forças tangentes à trajetória é a resultante tangencial Ft, responsável
pela variação do módulo de v.
Caracterizar o módulo,
a direção e o sentido da
A B
resultante tangencial.
Normal
Descrever o que nte
n ge
ocorre num referencial Ta Ft
não inercial.
FR FR
Termos e conceitos Fcp
• resultante tangencial
ria
etó

• força centrífuga
j
Tra

Figura 7.

A resultante centrípeta produz a aceleração centrípeta acp e a re-


sultante tangencial produz a aceleração tangencial at. Pelo princípio
fundamental da Dinâmica, temos:

Fcp  macp e Ft  mat

No movimento circular uniforme Ft  0 e a resultante das forças é a


centrípeta.
Considere, por exemplo, um pêndulo simples. A figura 8A mostra as for-
ças que agem na esfera no instante em que passa pela posição A. A força
de tração T tem direção da normal à trajetória e o peso P é decomposto
nas direções normal (Pn) e tangencial (Pt), conforme a figura 8B. Sendo
Pn  P 3 cos J e Pt  P 3 sen J, concluímos que as resultantes centrípeta
e tangencial têm módulos: Fcp  T 2 P 3 cos J e Ft  P 3 sen J. Capítulo 13 • Forças em trajetórias curvilíneas

A B

θ T θ T
te
gen
n
Ta
A A
No

Pt θ
rm

Pn
al

P P
Figura 8.

Nos brinquedos de rotação em formato


de pêndulo, a força resultante aplicada nos
ocupantes varia conforme a posição da cabine.

261

V1_P2_UN_D_CAP_13.indd 261 25.07.09 17:16:31


Quando a esfera passa pela posição mais baixa, B, as forças T e P têm direção da normal à
trajetória e, nesse instante, Fcp  T 2 P e Ft  0 (fig. 9).

v B

P
A intensidade
da força no Figura 9.
fio do pêndulo
varia conforme
a posição da
massa pendular.

Força em referencial não inercial

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


Considere um carro numa curva de raio R. Para um observador externo fixo na estrada (referencial inercial), o
veículo tende a sair pela tangente conservando sua velocidade, pelo princípio da inércia (fig. 10A).
Para esse observador externo, as forças que atuam no veículo, peso P, normal FN e atrito de escorregamento
lateral Fat., garantem a resultante centrípeta Fcp, que altera a direção da velocidade.

A B

Observador FN Observador
externo interno
(inercial) (não inercial)
Fcp
acp
Fcf
fat.

P v

Figura 10.

O fenômeno, porém, é diferente para um observador


no interior do próprio carro, pois este possui aceleração
em relação à estrada e, por isso, é um referencial não iner-
cial. Esse observador interno sente-se atirado para fora
do carro na curva e interpreta o fenômeno considerando
Unidade D • Forças em Dinâmica

uma força Fcf em relação ao próprio carro (fig. 10B). Essa


força Fcf é chamada força centrífuga, e somente existe
em relação a referenciais não inerciais.
Para o observador externo fixo na estrada (referencial
inercial), a força centrífuga não existe.
A força centrífuga não é reação da força centrípeta.
A força centrífuga é uma força de inércia semelhante
Para o piloto (referencial não à força F que age no ponto material do exercício R. 97
inercial), a força centrífuga existe,
o que não ocorre para um da página 219, em relação ao observador acelerado no
observador nas arquibancadas. interior do trem.

262

V1_P2_UN_D_CAP_13.indd 262 25.07.09 17:16:36


exercícios propostos de recapitulação
P. 303 A figura mostra um sistema de dois corpos de massas iguais a 0,2 kg, ligados por fios inextensíveis e de massas
desprezíveis, de 0,3 m cada, girando num plano horizontal sem atrito, com velocidade angular h  4 rad/s, em torno
do ponto fixo O. Determine as intensidades das trações nos fios.

P. 304 (UFPR) Um disco de raio R está em movimento circular uniforme com velocidade angular h. Sobre esse disco está
posicionado um pequeno bloco de madeira de massa m, a uma distância r do eixo de rotação, conforme mostra,
em perfil, a figura abaixo. O coeficiente de atrito estático entre o bloco e o disco é j. Sabe-se que existe uma
velocidade angular máxima hmáx. a partir da qual o bloco desliza para fora do disco. A aceleração da gravidade é
representada por g.

ω
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Com base nesses dados, responda os itens a seguir.


a) Represente na figura as forças que atuam sobre o bloco durante o movimento e indique os seus nomes.
b) Obtenha uma equação para a velocidade angular máxima hmáx. com os dados fornecidos.
c) O que acontecerá com a velocidade angular máxima hmáx. quando a distância r do bloco ao eixo de rotação for
duplicada? Justifique.

P. 305 Uma rodovia tem 8 m de largura. Calcule a diferença de nível que deve existir entre suas margens externa e interna
para que um carro possa fazer uma curva de 600 m de raio a 72 km/h sem depender do atrito. Adote g 5 10 m/s2
e, para pequenos ângulos, considere sen J 7 tg J.

P. 306 O veículo da figura tem peso P 5 10.000 N e passa no ponto inferior da depressão com 54 km/h. O raio da curva
nesse ponto é 10 m.
Determine a força de reação da pista no veículo nesse ponto. Adote g 5 10 m/s2.

Capítulo 13 • Forças em trajetórias curvilíneas

R = 10 m

P. 307 (FEI-SP) Um veículo de massa 1.600 kg percorre um trecho de estrada (desenhada em corte na figura e contida
num plano vertical) em lombada, com velocidade de 72 km/h. Adote g 5 10 m/s2. Determine a intensidade da
força que o leito da estrada exerce no veículo quando este passa pelo ponto mais alto da lombada.

R = 80 m

263

V1_P2_UN_D_CAP_13.indd 263 25.07.09 17:16:37


P. 308 (UFG-GO) Um bloco de massa m, preso a uma mola de cons-
tante elástica k, descreve um movimento circular uniforme
numa mesa horizontal lisa (sem atrito), conforme a figura
ao lado. A mola, quando não deformada, tem comprimento
L. Quando o bloco gira com velocidade angular h, o raio da
trajetória é R.
Nessas condições, pede-se:
a) o esquema das forças que atuam no bloco;
b) o valor da constante elástica k da mola, considerando que:
L  0,6 m; R  0,8 m; m  2 kg; h  5 rad/s.

P. 309 Um pequeno bloco de massa m1 gira sobre uma mesa horizon-


tal sem atrito. Esse bloco está ligado a outro, de massa m2, por R
um fio que passa por um orifício existente na mesa. O bloco
de massa m1 descreve um movimento circular uniforme de m1
raio R 5 0,50 m e velocidade v 5 5,0 m/s, e o bloco de massa
m2 permanece em repouso. Sendo g  10 m/s2, determine a
m2 m2
relação ​ ___ ​ .
m1

P. 310 (Fuvest-SP) Um ventilador de teto, com eixo vertical, é consti- P


tuído por três pás iguais e rígidas, encaixadas em um rotor de
raio R 5 0,10 m, formando ângulos de 120w entre si. Cada pá 0,50 m

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


tem massa M  0,20 kg e comprimento L  0,50 m. No centro de
120° Rotor
uma das pás foi fixado um prego P, com massa mP  0,020 kg,
que desequilibra o ventilador, principalmente quando este se
movimenta. Suponha, então, o ventilador girando com uma
velocidade de 60 rotações por minuto e determine:
a) a intensidade da força radial horizontal F, em newtons,
exercida pelo prego sobre o rotor;
b) a massa M0, em kg, de um pequeno contrapeso que deve ser colocado em um ponto D0, sobre a borda do rotor,
para que a resultante das forças horizontais, agindo sobre o rotor, seja nula;
c) a posição do ponto D0, localizando-a no esquema dado acima.
(Se necessário, utilize s  3.)

testes propostos
T. 255 Uma partícula tem movimento circular uniforme completas por minuto. A força de tração exercida
em um referencial inercial. A força que age sobre no fio, expressa em newtons, é mais aproximada-
a partícula é F. Se você quiser dobrar o raio da tra- mente igual a:
jetória mantendo a velocidade angular constante, a) 1 c) 12 e) 80
deverá exercer uma força igual a: b) 6 d) 40
F
a) 2F c) ​ __  ​ e) F
4 T. 258 (PUC-SP) A figura mostra um sistema de dois corpos
F
b) ​ __  ​ d) 4F de massas iguais, ligados por fios inextensíveis
2
Unidade D • Forças em Dinâmica

e de massas desprezíveis, girando num plano


horizontal, sem atrito, com velocidade angular h,
T. 256 Referindo-se ao teste anterior, se você quiser dobrar constante, em torno do ponto fixo O.
o raio da trajetória mantendo a velocidade escalar
L L
constante, deverá exercer uma força igual a:
F
a) 2F c) ​ __  ​ e) F (1) (2) ω O
4
F T2
b) ​ __  ​ d) 4F A razão ​ ___ ​  entre as trações T2 e T1, que atuam
2 T1
respectivamente nos fios (2) e (1), tem valor:
T. 257 Um corpo de massa igual a 1,0 kg descreve, sobre 1
a) 2 c) 1 e) ​ __  ​
uma mesa bem polida, uma circunferência hori­ 2
zontal de raio igual a 1,0 m quando preso por um fio 3 2
b) ​ __  ​ d) ​ __ ​ 
a um ponto fixo na mesa. O corpo efetua 60 voltas 2 3

264

V1_P2_UN_D_CAP_13.indd 264 25.07.09 17:16:38


T. 259 (UFF-RJ) Uma pequena moeda T. 262 (Unisa-SP) Um motociclista descreve uma circun-
está na iminência de se des- ferência vertical num globo da morte de raio 4 m.
locar sobre uma plataforma Que força é exercida sobre o globo no ponto mais
horizontal circular, devido ao alto da trajetória se a velocidade da moto é de
movimento dessa plataforma, 12 m/s? A massa total (motociclista 1 moto) é de
que gira com velocidade angular de 2,0 rad/s. 150 kg (g 5 10 m/s2).
O coeficiente de atrito estático entre a moeda e a a) 1.500 N d) 5.400 N
plataforma é 0,80. É dado g  10 m/s2. b) 2.400 N e) 6.900 N
Logo, a distância da moeda ao centro da platafor- c) 3.900 N
ma é:
a) 2,0 m c) 4,0 m e) 8,0 m
b) 6,4 m d) 3,2 m T. 263 Uma pedra amarrada num fio de 0,40 m é posta a
girar num plano vertical. Use g  10 m/s2. A mínima
velocidade que a pedra deve ter no ponto mais alto
T. 260 (UEPB) Num parque de diversão, uma das atra- para que permaneça em trajetória circular é de:
ções que geram sempre muita expectativa é a da a) 1,0 m/s d) 4,0 m/s
montanha-russa, principalmente no momento do b) 2,0 m/s e) zero
loop, em que se percebe que o passageiro não cai c) 3,0 m/s
quando um dos carrinhos atinge o ponto mais alto,
conforme se observa na figura abaixo.
Considerando-se a aceleração da gravidade de T. 264 (UFJF-MG) Um motoqueiro contou, para o amigo,
10 m/s2 e o raio R de 10 metros, pode-se afirmar que subiu em alta velocidade um viaduto e, quando
que isto ocorre porque: chegou ao ponto mais alto deste, sentiu-se muito
leve e por pouco a moto não perdeu o contato com
o chão (veja figura abaixo).
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

R
Podemos afirmar que:
a) isso aconteceu em função de sua alta velocidade,
que fez com que seu peso diminuísse um pouco
naquele momento.
b) o fato pode ser mais bem explicado levando-se
em consideração que a força normal, exercida
pela pista sobre os pneus da moto, teve inten-
sidade maior que o peso naquele momento.
c) isso aconteceu porque seu peso, mas não sua
massa, aumentou um pouco naquele momento.
d) este é o famoso “efeito inercial”, que diz que pe­
so e força normal são forças de ação e reação.
e) o motoqueiro se sentiu muito leve porque a
intensidade da força normal exercida sobre
ele chegou a um valor muito pequeno naquele
momento.
a) o módulo do peso do conjunto (carrinho-passagei-
ro) é maior que o módulo da força centrípeta.
b) a força centrípeta sobre o conjunto (carrinho-
T. 265 (Mackenzie-SP) Na figura, o fio ideal prende uma Capítulo 13 • Forças em trajetórias curvilíneas
partícula de massa m a uma haste vertical presa a
-passageiro) é nula.
um disco horizontal que gira com velocidade an-
c) a velocidade mínima do carrinho é de 8 m/s, e
gular h constante. A distância do eixo de rotação
independe do peso do passageiro.
do disco ao centro da partícula é igual a 0,1​dll
3 ​ m
d) o módulo do peso do conjunto (carrinho-pas- Use g  10 m/s2.
sageiro) é menor ou igual ao módulo da força
centrípeta.
e) o conjunto (carrinho-passageiro) está em equi- 60° m
líbrio dinâmico.

T. 261 (Fatec-SP) Uma esfera de massa 2,0 kg oscila num


plano vertical, suspensa por um fio leve e inex-
tensível de 1,0 m de comprimento. Ao passar pela
parte mais baixa da trajetória, sua velocidade é de
A velocidade angular do disco é:
2,0 m/s. Sendo g 5 10 m/s2, a tração no fio quando a
a) 3 rad/s d) 8​dll
3 ​ rad/s
esfera passa pela posição inferior é, em newtons:
a) 2 c) 12 e) 28 b) 5 rad/s e) 10 rad/s
b) 8 d) 20 c) 5​dll
2 ​ rad/s

265

V1_P2_UN_D_CAP_13.indd 265 25.07.09 17:16:40


T. 266 (Ufla-MG) Um dos fatores que influem no desem- 08) A velocidade mínima para que o avião com-
penho de um carro de fórmula 1 é o “efeito asa”. plete a volta, no topo da trajetória, é igual a
Esse efeito, que pode ser mais ou menos acen- 270 km/h.
tuado, surge da interação do ar com a geometria 16) A força que o avião faz sobre o piloto, na parte
do carro. Quando se altera o ângulo de inclinação mais baixa da trajetória, é igual a 4.200 N.
dos aerofólios, surge uma força vertical para bai-
32) A força que o piloto faz sobre o avião é igual
xo, de forma que o carro fica mais preso ao solo.
ao seu peso, em toda a trajetória.
Considerando um carro com “efeito asa” igual ao
seu peso, coeficiente de atrito estático je  1,25 64) Se o raio da trajetória fosse menor do que
entre pneus e asfalto, g  10 m/s2, esse carro 250 m, o piloto seria submetido a uma ace-
pode fazer uma curva plana horizontal de raio leração centrípeta máxima maior do que
de curvatura 100 m, sem deslizar, com velocidade 9g (nove vezes a aceleração da gravidade).
máxima de: Dê como resposta a soma dos números que prece-
a) 50 m/s c) 120 m/s e) 80 m/s dem as proposições corretas.
b) 180 m/s d) 100 m/s

T. 268 (UFC-CE) Uma partícula P, de massa m, descreve um


T. 267 (UFSC) Um piloto executa um looping com seu movimento circular de raio R, centrado no ponto O,
avião — manobra acrobática em que a aeronave sob a ação das forças F1 e F2, conforme figura.
descreve um arco de circunferência no plano
vertical — que atinge, no ponto mais baixo da F2
trajetória, ao completar a manobra, a velocida- α
de máxima de 540 km/h. O raio da trajetória é
P
igual a 450 m e a massa do piloto é 70 kg. Nessas R
manobras acrobáticas deve-se considerar que a
maior aceleração que o organismo humano pode F1

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


suportar é 9g (g  aceleração da gravidade). O
Das equações de movimento apresentadas nas
alternativas a seguir, assinale a correta para este
sistema.
Considere:
• at a aceleração tangencial da partícula P
• vp a velocidade tangencial da partícula P
Com base nos dados fornecidos, assinale a(s) a) F2 3 cos a 5 mat

@  #
proposição(ões) correta(s).
v2
01) O piloto é submetido a uma aceleração cen­ b) F1 1 F2 5 m​ ___
​  p ​   ​
trípeta máxima no topo da trajetória, quando R
a força de sustentação do avião é mínima.
02) A força centrípeta sobre o piloto, na parte mais
v2
c) F1 1 F2 3 cos a 5 m​ ___ @  #
​  p ​   ​
R

@  #
baixa da trajetória, é cinco vezes maior do que
v2
o seu peso. d) F1 1 F2 5 m​ ___
​  p ​   ​
R
04) O piloto é submetido a uma aceleração centrí-
peta máxima igual a 5g (cinco vezes a acelera-
ção da gravidade).
v2
@  #
e) F1 5 m​ ___
​  p ​   ​
R
Unidade D • Forças em Dinâmica

266

V1_P2_UN_D_CAP_13.indd 266 25.07.09 17:16:41


uNidade e os princípios da conservação

Capítulo

14
Trabalho

D urante a suspensão de um objeto até uma deter-


minada altura, a força efetuada pelo guindaste
está realizando trabalho. O tempo de realização desse
trabalho determina a potência do guindaste; quanto
maior a potência, mais eficiente será o equipamento.
O trabalho realizado por
uma força está relacionado
à intensidade da força e ao
deslocamento que ela provoca.
Em situações práticas é
fundamental considerar
a rapidez da realização
de determinado trabalho,
definindo a grandeza física
denominada potência.

14.1 Trabalho de uma força


constante
Em Física, trabalho está associado
a uma força e a um deslocamento.

14.2 Trabalho de uma força


qualquer
A representação gráfica da
componente tangencial de uma
força qualquer em função do espaço
(Ft # s) permite calcular o trabalho
dessa força.

14.3 Dois casos notáveis


Os trabalhos realizados pela
força peso e pela força elástica
independem da forma da trajetória.

14.4 Potência
Uma máquina será tanto mais
eficiente quanto menor o tempo de
realização do trabalho de sua força
motora.

14.5 Rendimento
A noção de rendimento está
associada ao que se pode obter de
útil de um total que foi aplicado.

V1_P2_UN_E_CAP_14.indd 267 27.07.09 09:20:29


Seção 14.1 Trabalho de uma força constante
Objetivos É comum ouvirmos frases do tipo “o trabalho deste operário é muito
Distinguir o termo difícil” ou “vou levar 12 horas para concluir esse trabalho”. Nessas fra-
trabalho usado ses há o termo trabalho, que também é empregado em Física, mas com
comumente daquele significado muito preciso e diferente do anterior.
empregado na Física. Em Física, trabalho está associado a forças, e não a corpos: diz-se
Conceituar trabalho de “trabalho de uma força” e nunca “trabalho de um corpo”.
uma força constante. A noção de trabalho será apresentada por etapas, pelas dificuldades
Classificar o trabalho matemáticas que envolve. De início, veremos trabalho de uma força
em motor ou resistente. constante em dois casos particulares: paralela e não paralela ao deslo-
Identificar e utilizar as camento. A seguir, analisaremos o caso geral: forças e deslocamentos
unidades de medida de quaisquer.
trabalho e as relações
entre elas. 1 Força constante paralela ao deslocamento
Termos e conceitos Considere um corpo que realiza o deslocamento AB sob a ação de um
• trabalho conjunto de forças. Destaquemos, desse conjunto, a força F, constante,

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


• trabalho motor paralela e de mesmo sentido que o deslocamento AB (fig. 1).
• trabalho resistente
F
• joule
• erg A d B
• quilowatt-hora Figura 1.
• elétron-volt
Por definição, trabalho D* da força constante F, paralela e de mesmo
sentido que o deslocamento AB , é a grandeza escalar:

D 5 Fd  , sendo d 5 OABO

Se a força constante F for paralela e de sentido contrário ao desloca-


mento AB (fig. 2), o trabalho de F será dado por:

D 5 2Fd

F A B
d
Figura 2.
Unidade E • Os princípios da conservação

Quando a força favorece o deslocamento, seu trabalho é positivo e


de­nominado trabalho motor (fig. 3A). Quando a força se opõe ao des-
locamento, seu trabalho é negativo e denominado trabalho resistente
(fig. 3B).

A B
F F

A B A B
$>0 $ = Fd $<0 $ = –Fd
Trabalho motor Trabalho resistente
Figura 3.

* D: tau (letra grega).


268

V1_P2_UN_E_CAP_14.indd 268 27.07.09 09:20:30


Por exemplo, se abandonamos um corpo, deixando-o em queda livre (fig. 4), seu peso favo-
rece o deslocamento; nesse caso, o trabalho do peso é motor (positivo). Porém, se atiramos
um corpo para cima, seu peso se opõe ao deslocamento, e o trabalho do peso será resistente
(negativo).
Portanto:
D  ! Fd (com F paralelo a AB )

A B
v0 = 0

Corpo caindo: o peso Corpo atirado para cima:


favorece o deslocamento. o peso se opõe ao
d d
deslocamento.
P $ > 0 (trabalho motor) P
$ < 0 (trabalho resistente)
v0

B A

Figura 4.

Observe que:
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

a) o trabalho é sempre de uma força;


b) o trabalho é realizado num deslocamento (entre dois pontos);
c) o trabalho é uma grandeza escalar (inten­si­­dade de F e de AB );
d) o trabalho depende do referencial;
e) o trabalho é positivo, quando a força favorece o deslocamento (fig. 5); e nega­tivo, quando a
força se opõe ao deslo­ca­mento (fig. 6).

F
fat.

d d

Figura 5.  No deslocamento d a força F que o carro aplica Figura 6.  No deslocamento d a força de
no reboque realiza um trabalho motor (positivo). atrito fat. que o solo aplica no bloco realiza
um trabalho resistente (negativo).

2 Força constante não paralela ao deslocamento


Vamos estender o conceito anterior para o caso da força F
Capítulo 14 • Trabalho

não paralela ao deslocamento. Na figura 7, seja Ft a projeção da


força F na direção do deslocamento AB. Nessas condições, por
θ Ft
definição, o trabalho da força F é dado por:
A B
D 5 F td d
$ = (proj. F ) • d = Ft d = (F • cos θ) • d
Sendo Ft 5 F 3 cos J, vem: Figura 7.

D 5 F 3 cos J 3 d ] D 5 Fd 3 cos J

269

V1_P2_UN_E_CAP_14.indd 269 27.07.09 09:20:32


Se a força componente Ft é favorável ao deslocamento (fig. 8A), o trabalho da força F é motor
(D  0). Se Ft é contrário ao deslocamento (fig. 8B), o trabalho de F é resistente (D  0).

A F B F

Ft Ft
d d
A B A B
$>0 $<0
Figura 8.

Na expressão D 5 Fd 3 cos J, o termo d 3 cos J representa a projeção do deslocamento AB


na direção da força F (fig. 9).

AB.
oj
F

pr
θ
A d B

$ = F • d • cos θ = F • (proj. AB )

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


Figura 9.

Portanto, para o cálculo do trabalho, conforme a conveniência:


a) projete a força na direção do deslocamento (figs. 7 e 8); ou
b) projete o deslocamento na direção da força (fig. 9).
Feito isso, para os elementos paralelos, aplique a definição de trabalho.
Quando a força F é perpendicular ao deslocamento AB, sua projeção (ou a projeção de seu
deslocamento) é nula; logo, seu trabalho é nulo (fig. 10). Assim, num deslocamento horizontal,
o peso e a reação normal do apoio têm trabalhos nulos. Analogamente, a força centrípeta tem
trabalho nulo, pois é sempre perpendicular à trajetória, em cada instante.

v d
FN
d FN
$F N = 0

$P = 0 d Fcp
P $F N = 0 $Fcp = 0

Figura 10.

Unidades de trabalho
unidade de trabalho 5 (unidade de intensidade de força) # (unidade de comprimento)
Unidade E • Os princípios da conservação

No Sistema Internacional de Unidades (SI), temos:


joule* (J) 5 newton # metro
Um múltiplo bastante utilizado é o quilojoule (kJ).
No sistema CGS, a unidade de trabalho é o erg 5 dina # centímetro.
Relações: 1 kJ 5 103 J e 1 J 5 107 erg
Há outras unidades de trabalho que serão posteriormente definidas, o quilowatt-hora (kWh)
e o elétron-volt (eV):
1 kWh 5 3,6 3 106 J
1 eV 5 1,6 3 10219 J

* JOULE, James Prescott (1818-1889), viveu na Inglaterra e estabeleceu a equivalência entre o trabalho mecânico e o calor.
Estudou também as propriedades termodinâmicas dos gases e o aquecimento de condutores quando percorridos por
corrente elétrica.

270

V1_P2_UN_E_CAP_14.indd 270 27.07.09 09:20:33


Seção 14.2 Trabalho de uma força qualquer
Objetivos No caso de uma força constante F agindo sobre o corpo, paralela e
Calcular o trabalho de mesmo sentido que o deslocamento de módulo d, o trabalho pode ser
realizado por uma força calculado pela área do retângulo destacado no gráfico da figura 11A. Essa
constante F por meio área corresponde ao produto Fd, isto é:
do gráfico F # s.
Generalizar o cálculo A5D (numericamente)
do trabalho para uma
força qualquer. Se a força for constante, mas não paralela ao deslocamento, o cálculo
gráfico deve ser feito, como se indica na figura 11B, no gráfico da projeção
Ft da força na direção do deslocamento.
Generalizando, se a força F atuante for variável em módulo, direção e
sentido, o cálculo por meio do gráfico pode ser feito como é mostrado
na figura 11C. O trabalho realizado num deslocamento muito pequeno Ss
(SD 5 FtSs) corresponde à área de uma estreita faixa retangular, sendo
Ft a projeção da força na direção do deslocamento. O trabalho total D
realizado pela força é medido pela soma dos retângulos semelhantes
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

ao anterior. Considerando-se deslocamentos infinitesimais (Ss p 0),


a soma das áreas dos retângulos tenderá à área sob a curva. Assim,
esse trabalho é numericamente igual à área total destacada no gráfico
da figura 11C:

A5D (numericamente)

A B
F

F Ft

d d

F Ft
F Ft
N N
Construindo-se o gráfico da A=$ A=$
intensidade da força resultante
em função do deslocamento do
veículo pode-se, por meio da área 0 d s 0 d s
abaixo desse gráfico, calcular o
trabalho realizado por tal força.
C
Ft
n
(∆sn )
θn
Fn

F t2 Ft
F tn
(∆s2) θ2
Capítulo 14 • Trabalho

F2 Ft 2
Ft Ft
1 1
(∆s1)
θ1
F1

∆s1 ∆s2 ∆sn s


Figura 11. Cálculo gráfico do trabalho de uma força.

271

V1_P2_UN_E_CAP_14.indd 271 27.07.09 09:20:34


exercícios resolvidos
R. 115 Um bloco parte da posição A e atinge a posição B sob ação de um sistema de forças, conforme mostra a figura:

FN F FN F

θ θ
fat. fat.
A B

P P
d

Sendo F 5 50 N, cos J  0,80, P 5 70 N, FN 5 40 N, fat. 5 10 N e d 5 5,0 m, determine:


a) o trabalho que cada força realiza no deslocamento AB;
b) o trabalho da força resultante nesse deslocamento.
Solução:
a) O trabalho que a força F realiza é dado por:

DF 5 Fd 3 cos J ] DF  50 3 5,0 3 0,80 ] DF 5 2,0 3 102 J

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


Os trabalhos de FN e P são nulos, pois estas forças são perpendiculares ao deslocamento AB​. Portanto:

​D​F​ ​N​​ 5 0   e  DP 5 0

A força de atrito fat. realiza um trabalho resistente:

​D​​f​at.​​ 5 2fat.d ] ​D​f​​at.​​ 5 10 3 5,0 ] ​D​f​​at.​​ 5 250 J

b) O trabalho da força resultante FR é a soma algébrica dos trabalhos das forças componentes. Assim, temos:

​ F​​ R​ ​​5 DF 1 DP  ​D​F​ ​N​​  ​D​f​​at.​​ ] D


D ​ F​​ R​ ​​5 2,0 3 102 1 0 1 0 1 (50) ] D
​ F​​ R​ ​​5 1,5 3 102 J

Respostas: a) DF 5 2,0 3 102 J; DP 5 0; ​D​F​ ​N​​ 5 0; ​D​f​​at.​​  250 J; b) D


​ F​​ R​ ​​ 1,5 3 102 J

R. 116 Um carro de massa 1.000 kg move-se sem resistências dissipa- F (N)


doras em trajetória retilínea, a partir do repouso. O gráfico da
força motora na própria direção do movimento é representado 1.000
na figura ao lado. Determine:
a) o tipo do movimento em cada trecho do deslocamento;
b) a aceleração do carro quando se encontra a 400 m da ori-
gem;
c) o trabalho da força F no deslocamento de 0 a 1.000 m.
0 200 600 1.000 d (m)
Solução:
a) Até 200 m a força é variável e a aceleração que produz também é variável — é um movimento varia­do sem
Unidade E • Os princípios da conservação

ser MUV.
De 200 m a 600 m a força é constante, portanto a aceleração é constante, e o movimento é MUV.
De 600 m a 1.000 m a força novamente é variável, produzindo uma aceleração variável — o movimento é varia­
do sem ser MUV.
b) Para d 5 400 m, pelo gráfico, F 5 1.000 N.

Como F 5 ma, vem: 1.000 5 1.000 a ] a 5 1 m/s2

c) O trabalho da força F é numericamente igual à área do trapézio 400


(sua área é dada pela soma das bases vezes a altura dividida
por 2):
(1.000 1 400) 3 1.000
D 5 ​ ____________________
 ​       5 700.000 1.000
2

D 5 700.000 joules 5 700 kJ

Respostas: b) 1 m/s2; c) 700 kJ 1.000

272

V1_P2_UN_E_CAP_14.indd 272 27.07.09 09:20:35


exercícios propostos
P. 311 Um bloco está se deslocando numa mesa horizontal em movimento retilíneo e uniforme, sob ação das forças
indicadas na figura.

FN

F
A fat. B

P
d

A força F é horizontal e tem intensidade 20 N, determine:


a) o trabalho realizado pela força F e pela força de atrito fat. num deslocamento AB, sendo d 5 OABO  2,0 m;
b) o trabalho da força resultante nesse deslocamento.

P. 312 A jovem da figura desloca sua mala de viagem aplicando, por meio do fio, uma força de intensidade T 5 1,0 3 102 N,
formando um ângulo de 60w com a horizontal. Determine o trabalho que T realiza no deslocamento AB tal que
d 5 OABO 5 50 m.
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Dados: cos 60w 5 0,50; sen 60w  0,87.

T
60o
A B

P. 313 O gráfico representa a variação da intensidade da força resultante F que atua sobre um corpo de 2 kg de massa
em função do deslocamento x.

F (N)

0 1 2 3 x (m)

Sabendo que a força F tem a mesma direção e sentido do deslocamento, determine:


a) a aceleração máxima adquirida pelo corpo;
b) o trabalho total realizado pela força F entre as posições x 5 0 e x 5 3 m.
Capítulo 14 • Trabalho

273

V1_P2_UN_E_CAP_14.indd 273 27.07.09 09:20:36


Seção 14.3 Dois casos notáveis
Objetivos 1 Trabalho do peso
Calcular o trabalho
Considere um corpo de peso P e seja AB um deslocamento vertical e
da força peso.
h o desnível entre A e B (fig. 12). Como o peso P é constante e paralelo
Calcular o trabalho da ao deslocamento AB, temos:
força elástica.
D 5 !Fd, sendo F 5 P e d 5 OABO 5 h
Constatar que o
trabalho da força peso Portanto:
e o da força elástica
independem da forma da D 5 !Ph
trajetória descrita.
Se o corpo cai (fig. 12A), o peso está a favor do deslocamento e
Termos e conceitos o trabalho é motor (D 5 1Ph). Se o corpo estiver subindo (fig. 12B), o
• força conservativa peso tem sentido contrário ao deslocamento e o trabalho é resistente
• força dissipativa (D 5 2Ph).
Se o corpo vai de A até B, passando por um ponto C intermediário

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


(fig. 13), projetamos o deslocamento na direção do peso. Sejam h1 a
projeção vertical de AC e h2 a projeção vertical de CB. Daí:

D 5 DAC 1 DCB
D 5 Ph1 1 Ph2 5 P 3 (h1 1 h2) 5 Ph

D 5 Ph

Observe que o resultado é o mesmo.

A B
A
B
A
Mov. P
P h1 C
P
h
h
h = h1 + h2
Mov. P
A h2
Num deslocamento B
horizontal, a força peso
$ = – Ph
não realiza trabalho. $ = +Ph $ < 0 resistente
$ > 0 motor B
Figura 12. Figura 13.

Considere agora (fig. 14) uma sucessão de segmentos retilíneos AC,


CD, DE, ..., XB de A até B. Pelo mesmo raciocínio anterior, sejam h1, h2, ...,
hn as projeções verticais desses segmentos. Daí:

D 5 Ph1 1 Ph2 1 ... 1 Phn 5 P 3 (h1 1 h2 1 ... 1 hn)

D 5 Ph

Se a linha poligonal ACDE ... B possuir um conjunto demasiado grande


de segmentos (fig. 15), tenderá a uma curva. O trabalho do peso, porém,
continua a ser o mesmo.

O trabalho do peso é independente da trajetória.

V1_P2_UN_E_CAP_14.indd 274 27.07.09 09:20:38


A A
h1
C P
h2
D

E
P h
h
F
X
hn

$ = Ph
B B
Figura 14. Figura 15.

Resumindo, temos:

Trabalho do peso
a) Positivo quando o corpo desce: D 5 1Ph
Negativo quando o corpo sobe: D  Ph
Nulo em deslocamento horizontal: D  0
b) Só depende do próprio peso e do desnível entre posição inicial e final (h).
c) Não depende da forma da trajetória.
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Exemplos:

A
A 3
P
P
2
1
h h

P B
B

Figura 16.  O trabalho do peso é Figura 17.  Em qualquer uma das trajetórias
!Ph, não depen­dendo da trajetória. (1), (2) e (3) o trabalho do peso é o mesmo.

exercício resolvido
R. 117 Uma partícula de massa m 5 0,10 kg é lançada DOA 5 2PhA ] DOA 5 2mghA
obliquamente, descrevendo a trajetória indicada
Sendo m 5 0,10 kg, g  10 m/s2 e hA 5 1,0 m (desnível
na figura.
A entre O e A), vem:
v0
DOA 5 20,10 3 10 3 1,0  ]  DOA 5 21,0 J
Capítulo 14 • Trabalho

hA B
No deslocamento de A para B o corpo desce e o
hB trabalho do peso é positivo: DAB  mgh.
O O desnível h entre A e B é:
2
Sendo g 5 10 m/s , hA  1,0 m e hB  0,30 m, deter- hA  hB 5 1,0 m 2 0,30 m  0,70 m
mine o trabalho realizado pelo peso da partícula
Portanto:
nos deslocamentos de O para A e de A para B.
Solução: DAB  10,10 3 10 3 0,70 DAB  10,70 J
No deslocamento de O para A a partícula sobe e
portanto seu peso realiza trabalho negativo: Resposta: DOA  1,0 J; DAB  10,70 J

275

V1_P2_UN_E_CAP_14.indd 275 27.07.09 09:20:39


2 Trabalho da força elástica
Considere um sistema elástico constituído por uma A Posição de
mola e um bloco. Na figura 18A, a mola não está defor- equilíbrio
mada e o sistema está em repouso. Ao ser alongada O
(fig. 18B) ou comprimida (fig. 18C), a mola exerce no
bloco uma força denominada força elástica Felást. que Felást.
B
tende a trazer o bloco de volta à posição de equilíbrio.
A intensidade da força elástica é proporcional à O x A
deformação x (lei de Hooke):
Felást.
C
Felást. 5 kx
A’ x O

Nessa fórmula, k é a constante elástica da mola. Figura 18.


Para calcular o trabalho de uma força elástica, não se
utiliza a definição “força vezes deslocamento”, pois essa Felást.
força não é constante, variando com a deformação.
Para isso devemos usar o cálculo gráfico. No gráfi- kx
co da figura 19, o valor absoluto do trabalho da força
elástica é numericamente igual à área destacada na

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


figura (área de um triângulo):

kx 3 x kx2
ODO 5 ​ ______
 ​  ] ODO 5 ____
​   ​  0 x x
2 2
Figura 19.

Esse trabalho pode ser motor ou resistente. Será resistente quando a mola for alongada
ou comprimida: DOA  0 e DOAe  0; será motor quando a mola voltar à sua posição de equilíbrio:
DAO  0 e DAeO  0 (figs. 20B e 20C). Desse modo:

kx2
D 5 !​ ____ ​ 
2

A exemplo do peso, o trabalho da força elástica é independente da trajetória. Assim, o


trabalho da força elástica ao longo da trajetória AO (A P O) é igual ao trabalho ao longo da
trajetória AAeO (A p Ae P O), como se mostra nas figuras 20D e 20E.

A D
O A
Posição de
equilíbrio
O
Unidade E • Os princípios da conservação

A’ O A

B kx 2 E
$AO = + —–
Felást. 2
kx 2
$OA = – —–
2
O x A A’ O A
A’ A
0
C kx 2
$A'O = + —–
Felást. 2
kx 2
$OA' = – —–
2
A’ x O
Figura 20.

276

V1_P2_UN_E_CAP_14.indd 276 27.07.09 09:20:40


Concluindo, as forças peso e elástica têm a seguin-
te propriedade: seus trabalhos são independentes da
forma da trajetória. No entanto, nem todas as forças
apresentam essa propriedade.
As forças cujo trabalho entre dois pontos indepen-
de da forma da trajetória são chamadas forças con-
servativas. O peso e a força elástica são exemplos
de forças conservativas.
Às forças conservativas associa-se o conceito de
energia potencial, conforme veremos no capítulo 15,
seção 15.2.
A força de atrito não é conservativa. Quando a
força de atrito realiza trabalho, este depende da for-
ma da trajetória. A força de atrito é chamada força
dissipativa. A resistência do ar é outro exemplo de
força dissipativa. A força de atrito é dissipativa.

Forças conservativas, como o peso e a força elástica, têm trabalhos


independentes da forma da trajetória.

exercícios propostos
P. 314 Uma pequena esfera de massa m 5 0,2 kg está presa à extremidade de um O
fio de comprimento 0,8 m, que tem a outra extremidade fixa num ponto A
O. Determine o trabalho que o peso da esfera realiza no deslocamento
de A para B, conforme a figura. Use g  10 m/s2.

P. 315 Um pequeno bloco de massa igual a 2,0 kg sobe uma rampa inclinada FN B
de 30w em relação à horizontal, sob a ação da força F de intensidade F
20 N, conforme indica a figura. Sendo g  10 m/s2 e h  2,0 m, determine
os trabalhos realizados pela força F, pelo peso P e pela normal FN no
deslocamento de A para B. h
P
30°
A

P. 316 Considere o sistema elástico constituído de uma mola e de um pequeno bloco. A constante elástica da mola é
igual a 50 N/m. Inicialmente o sistema está em equilíbrio (fig. I). A seguir, a mola é alongada, passando pelas
Capítulo 14 • Trabalho

posições A (fig. II) e B (fig. III). Sejam as deformações xA  OA 5 10 cm e xB  OB 5 20 cm.

O x O A x O A B x
Figura I. Figura II. Figura III.

Determine o trabalho da força elástica nos deslocamentos de:


a) O para A; b) B para O; c) B para A.

277

V1_P2_UN_E_CAP_14.indd 277 27.07.09 09:20:44


Seção 14.4 Potência
Objetivos Em situações práticas é fundamental considerar a rapidez da reali-
Conceituar zação de determinado trabalho. Uma máquina será tanto mais eficiente
potência média. quanto menor o tempo de realização do trabalho de sua força motora.
Conceituar A eficiência de uma máquina é medida pelo trabalho de sua força em
potência instantânea. relação ao tempo de realização, definindo a potência.
Relacionar a potência Num intervalo de tempo St, se o trabalho é D, a potência média
com as intensidades da Potm será:
força e da velocidade.
Identificar e utilizar as D trabalho
​     ​ 5 ​ _________ ​ 
Potm 5 ___
unidades de medida St tempo
de potência e as
relações entre elas.
A potência instantânea Pot é definida para um intervalo de tempo
Termos e conceitos St extremamente pequeno. Matematicamente corresponde ao limite da
• potência relação anterior:
• potência média

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


• watt D
• cv (cavalo-vapor) ​ lim ​​ ___   ​ 
Pot 5    
St p 0 St
• hp (horse-power)

A seguir vamos estabelecer uma relação entre a potência e a velo-


cidade, no caso particular em que a força F é constante e paralela ao
deslocamento. Nesse caso, o módulo do deslocamento d coincide com a
variação do espaço Ss. Assim:
D 5 Fd ] D  FSs
Logo, a potência média será:
D Ss
Potm 5 ___
​     ​  ] Potm 5 F ​ ___ ​  ] Potm 5 Fvm
St St

Nessa última igualdade, vm é a velocidade média. Para St p 0, obtemos


a potência instantânea, igual à intensidade da força multiplicada pela
velocidade instantânea: Pot  Fv. Então:

trabalho ___ D
Potm 5 ​ _________ ​ 
5 ​     ​ 5 Fvm ] Pot 5 Fv
tempo St
(sendo F constante e paralela ao deslocamento)

Unidades de potência
unidade de trabalho
unidade de potência 5 ​ ____________________
   ​
  
unidade de tempo

No Sistema Internacional de Unidades, temos:

joule
watt (W) 5 ​ _________
   ​
A potência está relacionada segundo
ao tempo que uma força demora
para realizar um trabalho. Quanto Múltiplos: quilowatt (kW), megawatt (MW) e gigawatt (GW)
menor o tempo de subida, mais
potente será o elevador. Relações: 1 kW 5 103 W; 1 MW  106 W; 1 GW  109 W
278

V1_P2_UN_E_CAP_14.indd 278 27.07.09 09:20:45


Unidades especiais:
cv (cavalo-vapor): 1 cv 5 735,5 watts
hp (horse-power): 1 hp 5 745,7 watts
Derivada da unidade de potência, há uma unidade de trabalho, o quilowatt-hora (kWh), muito
usada na Eletricidade:
D
Potm 5 ___ ] D 5 PotmSt
St

Sendo Potm 5 1 kW e St 5 1 h, vem: D 5 1 kW 3 1 h 5 1 kWh


Como 1 kW 5 103 W 5 103 J/s e 1 h 5 3.600 s 5 3,6 3 103 s, temos:

1 kW 3 1 h 5 (103 J/s) 3 (3,6 3 103 s) ] 1 kWh 5 3,6 3 106 J

O cavalo-vapor
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O termo cavalo-vapor deve-se ao engenheiro escocês James Watt


(1736-1819), responsável pelo aperfeiçoamento da máquina a vapor, cuja
utilização durante o século XVIII contribuiu para uma das mais radicais
transformações da história da humanidade, a Revolução Industrial.
Para demonstrar a quantos cavalos correspondia a máquina por ele
inventada, Watt observou que um cavalo bem forte podia erguer uma
carga de 75 kgf (o que corresponde a 735,5 N) a um metro de altura, em
um segundo:
D
___ ___ 735,5 N 3 1 m
Fd ___________
Pot 5 5
5 5 735,5 W

St St 1 s
A essa potência de 735,5 W foi dado o nome de cavalo-vapor (cv).
O escocês James Watt.

Capítulo 14 • Trabalho

A máquina a vapor de Watt tornou-se uma realidade durante a Revolução Industrial,


devido à busca por uma fonte eficiente de energia para mover as pesadas máquinas já
inventadas como, por exemplo, as máquinas têxteis.

279

V1_P2_UN_E_CAP_14.indd 279 27.07.09 09:20:47


Comparando potências

A Ferrari 599 GTB tem motor com potência de 620 cv, que
equivale aproximadamente a 456 kW. Ela acelera de 0 a 100 km/h
em 3,7 s, atingindo a velocidade máxima de 330 km/h.
O modelo R26 da Renault, com o qual o piloto espanhol
Fernando Alonso conquistou o bicampeonato mundial
de Fórmula 1, era dotado de um motor de 8 cilindros, com
potência superior a 700 cv (515 kW). Para comparar, em
julho de 2008, o modelo mais potente de carro nacional de
passeio era o Golf GTI, com potência de 193 cv, equivalendo
aproximadamente a 141 kW.
O trem-bala francês TGV
(train à grande vitesse, que
significa trem de alta ve-
locidade) é composto de
oito vagões operando com
doze motores, cada um de
530 kW.

exercícios resolvidos
R. 118 Uma força F, de intensidade 20 N, é aplicada a uma caixa, deslocan-
do-a 3,0 m na direção e no sentido da força. O deslocamento ocorre
F
em 4,0 s. Determine a potência média desenvolvida.
Solução:
Vamos inicialmente calcular o trabalho realizado pela força F. De
D 5 Fd, sendo F 5 20 N e d 5 3,0 m, vem: D 5 20 3 3,0 ] D 5 60 J.

D
A potência média é dada por: Potm 5 ___
St

60
Portanto: Potm 5 ___ ] Potm 5 15 W
4,0

R. 119 Um guindaste ergue, com velocidade constante, uma caixa de massa 5,0 3 102 kg do chão até uma altura de 5,0 m,
em 10 s. Sendo g 5 10 m/s2, calcule a potência do motor do guindaste, nessa operação.
Unidade E • Os princípios da conservação

Solução:
Sendo a velocidade constante, concluímos que a força F que o motor aplica na caixa tem mesma intensidade que
o peso P:
F 5 P 5 mg 5 5,0 3 102 3 10 ] F 5 5,0 3 103 N
D Fd
De Potm 5 ___, vem: Potm 5 ___
St St
Sendo F 5 5,0 3 103 N, d 5 5,0 m e St 5 10 s, resulta:

5,0 3 103 3 5,0


Potm 5 _____________ ] Potm 5 2,5 3 103 W
10

Resposta: 2,5 3 103 W

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Atividade experimental: Calculando trabalho e potência

280

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O foguete espacial RD-107, que colocou o primeiro astro- Compare a potência instalada de algumas
nauta em órbita — o soviético Iúri Gagárin —, tinha potência usinas hidrelétricas:
máxima de lançamento de 20.000.000 cv, equivalendo
aproximadamente a 15 gigawatts. Balbina (AM) 250 MW
A potência do motor elétrico de
Sobradinho (BA) 1.050 MW
um liquidificador é da or dem de
um liquidificador é da ordem de
300 W; a de uma bomba- Furnas (MG) 1.312 MW
-d’água, que eleva a água
d’água, que eleva a água Ilha Solteira (SP) 3.444 MW
até uma altura de 65 m, é
de 340 W. A potência de Tucuruí I (PA) 4.250 MW
um ventilador comum é
um ventilador comum é Itaipu binacional 14.000 MW
de 30 W. A potência de-
30 W. A potência de-
senvolvida por um homem
senvolvida por um homem
em atividades normais
1
está em torno de __ de ca-
está em torno de
7
valo-vapor, ou seja, 105 W.

R. 120 Constrói-se uma usina hidrelétrica aproveitando uma queda-d’água de altura h 5 10 m e de vazão Z 5 1,0 3 102 m3/s.
São dadas a densidade da água, d 5 1,0 3 103 kg/m3 e a aceleração da gravidade, g 5 10 m/s2. Qual a potência teórica
dessa usina?

Solução:
D
A potência teórica, isto é, a que se obtém desprezando as eventuais perdas, é dada por Pot 5 ___, sendo D o trabalho
St
do peso da água em queda durante o intervalo de tempo St.
D mgh
Pot 5 ___ ] Pot 5 _____
St St
m dVgh
Sendo d 5 __, vem m 5 dV. Portanto, Pot 5 _____.
V St
V
___
Mas é a vazão Z. Logo: Pot 5 dZgh
St
Pot 5 1,0 3 103 3 1,0 3 102 3 10 3 10 ] Pot 5 1,0 3 107 W ou Pot 5 10 MW

Resposta: 1,0 3 107 W ou 10 MW

R. 121 Um carro se desloca com velocidade escalar constante de 20 m/s numa estrada reta e horizontal. A resultante
das forças que se opõem ao movimento tem intensidade FR 5 1,0 3 103 N. Determine:
a) a intensidade Fm da força que movimenta o carro;
Capítulo 14 • Trabalho

b) a potência desenvolvida pelo motor do carro.

Solução:
a) Como o movimento é retilíneo e uniforme, concluímos que a resultante de todas as forças é nula e portanto:

Fm 5 FR 5 1,0 3 103 N

b) A potência desenvolvida pelo motor é dada por:

Pot 5 Fm 3 v ] Pot 5 1,0 3 103 3 20 ] Pot 5 20 3 103 W ] Pot 5 20 kW

Respostas: a) 1,0 3 103 N; b) 20 kW

281

V1_P2_UN_E_CAP_14.indd 281 27.07.09 09:20:50


R. 122 Uma motocicleta parte do repouso numa superfície horizontal. Considere a massa do sistema moto-piloto (M)
igual a 200 kg, despreze qualquer resistência ao movimento e suponha que o motor exerça uma força constante
e paralela à direção da velocidade. Após percorrer 200 m, a moto atinge 72 km/h. Determine:
a) a potência média da força motora no percurso referido de 200 m;
b) a potência instantânea quando se atinge a velocidade de 72 km/h.
Solução:
a) O movimento é um MUV. Pela equação de Torricelli:
v2 5 v20  2 aSs ] 202  0  2 3 a 3 200 ] a 5 1 m/s2

t0 = 0 t
v0 = 0 v = 72 km/h = 20 m/s
a
M
Fm

A B
200 m

Pela equação fundamental da Dinâmica:


Fm 5 Ma 5 200 3 1 ] Fm 5 200 N
O trabalho dessa força no deslocamento d  200 m é dado por:
D 5 Fm 3 d ] D 5 200 3 200 ] D  40.000 joules

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


Como v 5 v0  at, vem: 20 5 1 3 t ] t  20 s ] St 5 20 s
D
Substituindo em Potm 5 ___
​     ​ , obtemos a potência média:
St
40.000
Potm  ​ _______ ] Potm 5 2.000 W 5 2 kW
 ​ 
20
A potência média pode também ser calculada por Potm 5 Fm 3 vm, lembrando que, no MUV, a velocidade escalar média
num intervalo de tempo é a média aritmética das velocidades escalares nos instantes que definem o intervalo.
0 1 20
Assim: vm 5 _______
​   ​ 
 ] vm 5 10 m/s
2
Logo: Potm 5 Fm 3 vm 5 200 3 10 ] Potm 5 2.000 W  2 kW

b) A potência instantânea quando se atinge a velocidade de 72 km/h 5 20 m/s é:

Pot 5 Fmv 5 200 3 20 ] Pot 5 4.000 W 5 4 kW

Respostas: a) 2 kW; b) 4 kW

exercícios propostos
P. 317 Um motor de potência 60 kW aciona um veículo P. 320 Uma criança de 30 kg desliza num escorregador
durante 30 min. Determine o trabalho realizado de 2 m de altura e atinge o solo em 3 s. Calcule o
Unidade E • Os princípios da conservação

pela força motora. Dê a resposta em joule ( J ) e em trabalho do peso da criança e sua potência média
quilowatt-hora (kWh). nesse intervalo de tempo (use g  10 m/s2).

P. 318 Um rapaz de 60 kg sobe uma escada de 20 degraus


P. 321 Numa usina hidrelétrica a vazão de água é de 40 m3/s
em 10 s. Cada degrau possui 20 cm de altura. Sendo
e a potência teórica disponível é de 2,0 3 106 W.
g 5 10 m/s2, determine:
Considere g 5 10 m/s2 e a densidade da água
a) o módulo do trabalho do peso do rapaz ao subir
1,0 3 103 kg/m3. Determine a altura da queda-d’água.
a escada;
b) o módulo da potência média associada ao peso
do rapaz quando sobe a escada. P. 322 Partindo do repouso, sob a ação de uma força cons-
tante paralela à direção da velocidade, um corpo
P. 319 Um motor de potência 250 W é utilizado para de 0,5 kg percorre 10 m e atinge 36 km/h. Nesse
erguer uma carga de peso 5,0 3 102 N a uma altura deslocamento:
de 4,0 m, em movimento uniforme. Despreze as a) calcule o trabalho da força;
eventuais perdas. b) calcule a potência média;
a) Qual é o trabalho da força aplicada pelo motor? c) determine a potência instantânea no instante
b) Em quanto tempo a carga atinge a altura desejada? em que a velocidade é 36 km/h.

282

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Seção 14.5 Rendimento
Objetivos É comum o uso da expressão rendimento em nossa vida diária. Di-
Compreender a ideia zemos que um aluno que estuda muito mas aprende pouco tem baixo
de rendimento rendimento. E um motorista preocupa-se com o rendimento do seu carro,
comumente utilizada. que roda uma quilometragem abaixo da desejável com um litro de com-
Conceituar o bustível. Quem aplica seu dinheiro no mercado financeiro visa a obter um
rendimento de uma bom rendimento. E por aí afora... Em todos esses casos, o conceito de
máquina, relacionando-o rendimento exprime a mesma ideia básica: o que se pode obter de útil
com as potências (aprendizado, quilometragem, juros) a partir de um total que foi aplicado
envolvidas. (estudo, combustível, dinheiro).
Em Física, a noção de rendimento está relacionada ao trabalho ou à
Termos e conceitos potência.
• potência total Considere então uma máquina M (fig. 21). Admitamos que essa máqui-
• potência útil na, em operação, receba uma potência total Pott e utilize Potu (potência
• potência perdida útil) inferior à total Pott, perdendo Potp (potência perdida) pelos mais
variados motivos.
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Efetivamente Pot
u
utilizado
Máquina
Pot t
M
Total
recebido Pot p
Perdido na
operação
Figura 21.

O rendimento g (letra grega “eta”) é dado pela relação entre a potência


útil (Potu) e a potência total recebida (Pott):

Potu
g 5 ​ _____ ​ 
Pott

O rendimento é uma grandeza adimensional, pois é uma relação de


grandezas medidas na mesma unidade. Comumente se multiplica o re-
sultado obtido por 100, exprimindo-o em porcentagem.

exercícios resolvidos
Capítulo 14 • Trabalho

R. 123 Uma máquina consome 5 hp em sua operação. Sabendo-se que 3 hp são perdidos por dissipação, qual o rendi-
mento da máquina?

Solução:
A potência total recebida pela máquina é Pott 5 5 hp e a potência perdida na operação é Potp 5 3 hp, de modo que a
potência efetivamente usada é Potu 5 Pott  Potp  5 hp 2 3 hp 5 2 hp. O rendimento é:

Potu 2
g 5 ____
​   ​ 5 ​ __ ​  5 0,4 ] g  40%
Pott 5

Resposta: 40%

283

V1_P2_UN_E_CAP_14.indd 283 27.07.09 09:20:51


R. 124 A água é retirada de um poço de 18 m de profundidade com o auxílio de um motor de 5 hp. Determine o rendi-
mento do motor se 420.000 c de água são retirados em 7 h de operação.
3
Adote: 1 hp 5 ​ __ ​  kW, g 5 10 m/s2 e a densidade da água d 5 1 g/cm3 5 1 kg/c
4
Solução:
D
A potência total do motor é 5 hp, mas a potência utilizada é Potu 5 ​ ___   ​ , onde D será o trabalho necessário para ele-
St
var a quantidade de água retirada em 7 h, dado por: D 5 Ph 5 mgh 5 dVgh

d 5 1 kg/c
V 5 420.000 c 5 4,2 3 105 c
Do enunciado, temos: g 5 10 m/s2
h 5 18 m
St 5 7 h 5 7 3 3,6 3 103 s

D dVgh 1 3 4,2 3 105 3 10 3 18


Na fórmula da potência, vem: Potu 5 ​ ___   ​ 5 ​ _____  ] Potu 5 ___________________
 ​  ​      ​ ] Potu 5 3 3 103 watts 5 3 kW
  
St St 7 3 3,6 3 103
3
Sendo 1 hp 5 __
​   ​  kW, vem:
4
4
Potu 5 3 kW 5 3 3 __
​   ​  hp 5 4 hp
3
Potu 4
Daí: g 5 ​ ____ ​ 5 ​ __ ​  5 0,8 ] g  80%
Pott 5

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


Resposta: 80%

exercícios propostos
P. 323 Um motor de 16 hp utiliza efetivamente em sua operação 12 hp. Qual é o seu rendimento?

P. 324 O rendimento de uma máquina é 70%. Se a potência total recebida é 10 cv, qual a potência efetivamente utilizada?

P. 325 Determine a potência em kW e hp de uma máquina que ergue um peso de 2.000 N a uma altura de 0,75 m em 5 s.
O rendimento da máquina é 0,3.
3
Adote 1 hp 5 ​ __ ​  kW.
4

exercícios propostos de recapitulação


P. 326 Um móvel sai do repouso pela ação da força F  12 N constante, que nele atua durante 4 s, em trajetória retilínea
e horizontal, sem atrito, e o móvel desloca-se 20 m. Determine:
a) a aceleração adquirida pelo móvel; c) o trabalho da força F nos quatro primeiros segundos;
Unidade E • Os princípios da conservação

b) a massa do corpo; d) a velocidade do corpo após 4 s.

P. 327 (Olimpíada Brasileira de Física) A figura ao lado mostra y (m)


a trajetória de um corpo no plano xy entre os pontos B
A e B. Sabendo que o corpo está sob a ação de diversas 7
forças, determine o trabalho realizado por uma força
6
F  5,0 N, paralela ao eixo x.
5

1
A

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 x (m)

284

V1_P2_UN_E_CAP_14.indd 284 27.07.09 09:20:52


P. 328 Um carro de massa 500 kg move-se sem resistências dissipado- F (N)
ras em trajetória retilínea. O gráfico da força motora, na própria
direção do movimento, é representado na figura. 800
Determine:
a) o trabalho da força motora no percurso de 0 a 600 m;
b) a aceleração do carro quando passa pelo ponto a 400 m da
origem.
0 100 500 600 d (m)

P. 329 (UFRJ) Um plano está inclinado, em relação à horizontal, de um m


ângulo J cujo seno é igual a 0,6 (o ângulo é menor do que 45w). | F | = mg
Um bloco de massa m sobe nesse plano inclinado sob a ação de
uma força horizontal F, de módulo exatamente igual ao módulo
de seu peso, como indica a figura.
a) Supondo que não haja atrito entre o bloco e o plano inclinado,
calcule o módulo da aceleração do bloco. Adote g 5 10 m/s2. θ
b) Calcule a razão entre o trabalho WF da força F e o trabalho WP
do peso do bloco, ambos em um deslocamento no qual o bloco
percorre uma distância d ao longo da rampa.

P. 330 (Fuvest-SP) A propaganda de um automóvel apregoa que ele consegue atingir a velocidade de 108 km/h em um
percurso horizontal de apenas 150 m, partindo do repouso.
a) Supondo o movimento uniformemente acelerado, calcule a aceleração do carro.
b) Sendo 1.200 kg a massa do carro, determine a potência média que ele desenvolve.
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

P. 331 (Fuvest-SP) Um elevador de carga, com massa m  5.000 kg, é


suspenso por um cabo na parte externa de um edifício em cons-
trução. Motor
Nas condições das questões abaixo, considere que o motor fornece
a potência Pot 5 150 kW.
a) Determine a força F1, em N, que o cabo exerce sobre o elevador,
quando ele é puxado com velocidade constante.
b) Determine a força F2, em N, que o cabo exerce sobre o elevador,
no instante em que ele está subindo com uma aceleração para
cima de módulo a 5 5 m/s2.
c) Levando em conta a potência Pot do motor, determine a ve-
locidade v2, em m/s, com que o elevador estará subindo, nas g = 10 m/s2
condições do item b (a  5 m/s2).
d) Determine a velocidade máxima vL , em m/s, com que o ele- m
vador pode subir quando puxado pelo motor.

Note e adote:
A potência Pot, desenvolvida por uma força F, é igual ao
produto da força pela velocidade v do corpo em que atua,
quando v tem a direção e o sentido da força.

P. 332 Determine a potência desenvolvida pelo motor de um veículo com massa de 1 tonelada se este se move à ve-
locidade constante de 36 km/h num plano horizontal. As resistências do movimento são supostas constantes e
iguais a 60% do peso em movimento (use g 5 10 m/s2).

P. 333 Uma bomba hidráulica deve tirar água de um poço à razão de 7,5 c/s. O poço possui 10 m de profundidade e o
rendimento da bomba é 80%. Determine a potência da bomba. (Dados: densidade da água  1 kg/c; g 5 10 m/s2;
1 hp 7 0,75 kW.)

P. 334 (ITA-SP) Uma escada rolante transporta passagei­ros do andar térreo A ao andar superior B, com velocidade cons-
Capítulo 14 • Trabalho

tante. A escada tem comprimento total igual a 15 m, degraus em número de 75 e inclinação igual a 30w. (Dados:
sen 30w 5 0,5; g  10 m/s2.)
Determine:
a) o trabalho da força motora necessária para elevar um passageiro de 80 kg de A até B;
b) a potência correspondente ao item anterior, empregada pelo motor que aciona o mecanismo, efetuando o
transporte em 30 s;
c) o rendimento do motor, sabendo-se que sua potência total é 400 watts.

P. 335 A força necessária para mover um barco a velocidade constante é proporcional à velocidade. Utilizam-se 20 hp pa­­
ra movê-lo à velocidade de 10 m/s. Qual é a potência requerida para se rebocar o barco à velocidade de 30 m/s?

285

V1_P2_UN_E_CAP_14.indd 285 27.07.09 09:20:52


P. 336 (Fuvest-SP) Um automóvel com massa de 1.000 kg percorre, com velocidade constante v 5 20 m/s (ou 72 km/h),
uma estrada (ver figura) com dois trechos horizontais (I e III), um trecho em subida (II) e um em descida (IV). Nos
trechos horizontais o motor do automóvel desenvolve uma potência de 30 kW para vencer a resistência do ar,
que pode ser considerada constante ao longo de todo o trajeto percorrido. Suponha que não há outras perdas por
atrito. Use g  10 m/s2. São dados: sen a  0,10 e sen d 5 0,15. Determine:
a) o valor, em newtons, da componente paralela a cada trecho da estrada das forças FI, FII e FIV, aplicadas pela
estrada ao automóvel nos trechos I, II e IV, respectivamente;
b) o valor, em kW, da potência PII que o motor desenvolve no trecho II.

III

II
IV
I a d

P. 337 O elevador E da figura possui 4 toneladas, incluindo sua carga. Ele está ligado
a um contrapeso C de 3 toneladas e é acionado por um motor elétrico M de
80% de rendimento. Determine a potência requerida pelo motor quando o
elevador se move para cima com velocidade constante de 2,0 m/s. Adote Motor C 3t
g  10 m/s2. M

E 4t

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


testes propostos
T. 269 (Acafe-SC) Uma estudante do primeiro ano do En- T. 271 (UFSCar-SP) Um bloco de 10 kg movimenta-se
sino Médio, fazendo seus trabalhos sobre a matéria em linha reta sobre uma mesa lisa em posição
“Trabalho e Energia”, apresentou dificuldade em horizontal, sob a ação de uma força variável que
responder a seguinte pergunta: Em que condições atua na mesma direção do movimento, conforme
uma força realiza um trabalho negativo? o gráfico abaixo.
Denominando-se F o vetor força aplicada, d o vetor
deslocamento efetuado e J o menor ângulo entre F F (N)
e d, a resposta correta para a pergunta é:
a) sempre que 0w < J , 90°.
b) sempre que F for negativo.
2
c) sempre que d for negativo.
d) somente quando F for negativo e d for positivo.
1
e) sempre que 90w , J < 180w.

0 1 2 3 4 5 6 x (m)
T. 270 (UFPE) O gráfico da figura mostra a variação da in-
tensidade da força F que atua sobre um corpo, para- –1
Unidade E • Os princípios da conservação

lelamente à sua trajetória, em função de seu


espaço (x). –2

F (N)
O trabalho realizado pela força quando o bloco se
20 desloca da origem até o ponto x  6 m é:
a) 1 J c) 4 J e) 2 J
b) 6 J d) zero

T. 272 (Unisa-SP) Um bloco com 4,0 kg, inicialmente em


0 10 x (m) repouso, é puxado por uma força constante e hori­
zontal, ao longo de uma distância de 15,0 m, sobre
Qual é o trabalho, em joules, realizado pela força uma superfície plana, lisa e horizontal, durante 2,0 s.
quando o corpo vai de x 5 2 m para x 5 6 m? O trabalho realizado, em joules, é de:
a) 4 c) 10 e) 64 a) 50 c) 250 e) 450
b) 6 d) 32 b) 150 d) 350

286

V1_P2_UN_E_CAP_14.indd 286 27.07.09 09:20:53


T. 273 (Uerj) Um pequeno vagão, deslocando-se sobre T. 276 (Vunesp) O elevador de um prédio em construção é
trilhos, realiza o percurso entre os pontos A e C, capaz de erguer uma carga de 1.200 N a uma altura
segundo a forma representada na figura abaixo, de 20 m, em 12 s. Nessas condições, a potência média
onde h1 e h2 são os desníveis do trajeto. útil desenvolvida por esse elevador, em watts, é de:
a) 1.000 c) 2.000 e) 5.000
C b) 1.500 d) 3.000

h2 T. 277 (Fuvest-SP) Uma esteira rolante transporta 15 caixas


de bebida por minuto, de um depósito no subsolo até
o andar térreo. A esteira tem comprimento de 12 m,
A inclinação de 30w com a horizontal e move-se com
h1 velocidade constante. As caixas a serem transpor-
B tadas já são colocadas com a velocidade da esteira.
Se cada caixa pesa 200 N, o motor que aciona esse
Os trabalhos realizados entre os pontos A e C, pelo mecanismo deve fornecer a potência de:
peso P do carrinho e pela reação normal FN exercida a) 20 W c) 300 W e) 1.800 W
pelos trilhos sobre o vagão, corres­pondem, respec- b) 40 W d) 600 W
tivamente, a:
a) OPO 3 (h1 1 h2) e OFNO 3 (h1 1 h2) T. 278 (FEI-SP) Um corpo de massa m 5 2 kg desloca-se ao
b) OPO 3 (h1 1 h2) e 0 longo de uma trajetória retilínea. Sua velocidade
c) OPO 3 h2 e OFNO 3 h2 varia com o tempo segundo o gráfico dado.

d) OPO 3 h2 e 0 v (m/s)
e) OPO 3 h1 e OFNO 3 h2 100
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

T. 274 (UFPB) Um avião decola e segue, inicialmente, uma 50


trajetória de ascensão retilínea por 3 km, formando
um ângulo de 30w com a horizontal. Se a força peso
realizou um trabalho de 21,5 # 108 J, a massa do 0 10 t (s)
avião, em toneladas, vale:
a) 10 c) 4,5 e) 1,0 A potência média desenvolvida entre 0 e 10 s e a
b) 5 d) 1,5 potência instantânea em t 5 10 s valem, respecti-
vamente, em valor absoluto:
a) 750 W e 500 W d) 100 W e 50 W
T. 275 (UEL-PR) Um pêndulo é constituído de uma esfera b) 750 W e 750 W e) 50 W e 100 W
de massa 2,0 kg, presa a um fio de massa deprezível c) 500 W e 750 W
e comprimento 2,0 m, que pende do teto conforme
figura abaixo. O pêndulo oscila formando um ân-
gulo máximo de 60w com a vertical. T. 279 (UFSM-RS) Suponha que um caminhão de massa
1,0 3 104 kg suba, com velocidade constante de
9 km/h, uma estrada com 30w de inclinação com a
horizontal. Que potência seria necessária ao motor
60° do caminhão? Adote g  10 m/s2.
a) 9,0 3 105 W d) 4,0 3 104 W
5
b) 2,5 3 10 W e) 1,1 3 104 W
5
c) 1,25 3 10 W

T. 280 (ITA-SP) Uma queda-d’água escoa 120 m3 de água por


minuto e tem 10,0 m de altura. A massa específica
Nessas condições, o trabalho realizado pela força da água é 1,00 g/cm3 e a aceleração da gravidade é
de tração que o fio exerce sobre a esfera, entre a 9,81 m/s2. A potência mecânica da queda-d’água é:
posição mais baixa e a mais alta, em joules, vale: a) 2,00 W d) 3,13 3 103 N
a) 20 c) zero e) 20 b) 235 3 105 W e) 1,96 3 102 W
b) 10 d) 10 c) 196 kW
Capítulo 14 • Trabalho

287

V1_P2_UN_E_CAP_14.indd 287 27.07.09 09:20:54


UNidAde e

Capítulo Energia, as suas

15
formas e a sua
conservação

A energia, nas suas diversas


formas, é fundamental para a
vida no planeta, e o princípio da
conservação da energia é um
dos princípios básicos da Física.
Existem muitas formas de
energia, como, por exemplo,
a sonora, a luminosa, a
mecânica, a térmica etc.

15.1 Introdução. Energia


cinética
Energia cinética é a forma de
energia associada ao estado de
movimento de um corpo.
15.2 Energia potencial
Energia potencial é a forma de
energia associada à posição que
um corpo ocupa (energia potencial
gravitacional) ou associada à
deformação de um sistema elástico
(energia potencial elástica).
15.3 Conservação da energia
mecânica
A energia pode transformar-se de
cinética em potencial ou vice-versa,
nos processos mecânicos.
15.4 Diagramas de energia
A análise da variação das energias
cinética, potencial e mecânica, em
função da posição ou do tempo,
pode ser feita por meio de gráficos.
15.5 Outras formas de energia
A energia se manifesta de
várias formas, podendo haver
transformações de uma forma
em outras.

V1_P2_UN_E_CAP_15_A.indd 288 27.07.09 09:23:27


N o salto com vara, o atleta usa a energia associada
à deformação da vara e a transforma em energia
potencial gravitacional e em energia cinética suficien-
te para conseguir transpor o sarrafo.

Enquanto o jogador se desloca


no ar para “enterrar” a bola, uma
parte de sua energia mecânica
está na forma de energia
cinética e a outra, em forma de
energia potencial gravitacional.

V1_P2_UN_E_CAP_15_A.indd 289 27.07.09 09:23:35


Seção 15.1 Introdução. Energia cinética
Objetivos No mundo atual, muito se fala em energia. Sabe-se que ela é essencial
Compreender que a à vida. O papel do Sol, do petróleo e de outros combustíveis é de vital
ideia de energia está importância para que se consiga a energia que nos mantém vivos e que
associada ao nosso faz nossas máquinas e mecanismos funcionarem. Novas fontes de ener-
cotidiano. gia estão sendo constantemente investigadas, para substituir outras já
Conceituar energia quase esgotadas.
cinética. Mas, afinal, o que é energia?
Enunciar o teorema da Na verdade, é um conceito difícil de ser definido. Apesar disso, a ideia
energia cinética. está tão arraigada em nosso cotidiano que praticamente a aceitamos sem
definição. Assim, as considerações a seguir não trazem em si o objetivo
Termos e conceitos de definir energia, mas sim de relacioná-la com outros conceitos físicos já
• energia do Sol estudados. Veremos que muito frequentemente a energia está associada
• energia do petróleo ao movimento (energia cinética). No entanto, mesmo estando em repouso,
• novas fontes um corpo pode possuir energia apenas em função da posição que ocupa
de energia (energia potencial). Outra relação importante a ser apresentada é a que
existe entre energia e trabalho.

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


Energia cinética
Considere, atuando num corpo, as forças F1, F2, ... Fn (fig. 1A), cuja re-
sultante FR é constante em intensidade, direção e sentido (fig. 1B).

A vA vB
F3

Fn F2

A B
F1

B vA vB
a
FR
m
A B
d
Figura 1. Pelo efeito das forças de resultante FR
o corpo passa da posição A para a posição B.

Essa resultante garante um movimento uniformemente variado tal


que: vB2 5 vA2 1 2ad
Da equação acima, obtemos a aceleração:
vB2 2 vA2
a 5 _______
2d
Pela equação fundamental da Dinâmica, vem:

@ #
2 2
vB 2 vA
FR 5 ma 5 m 3 _______
2d
Multiplicando os dois membros por d, e reorganizando o segundo
membro, temos:

@
vB2 2 vA2
2 #
vB2 vA2
2 @
mvB2 mvA2
FRd 5 m 3 _______ 5 m 3 ___ 2 ___ ] FRd 5 ____ 2 ____
2 2 2 #

V1_P2_UN_E_CAP_15_A.indd 290 27.07.09 09:23:37


Nessa última igualdade, FRd é o trabalho DR da força resultante FR entre os pontos A e B;
mv2
as parcelas ____
​   ​ 
 , presentes no segundo membro, representam uma grandeza escalar cha-
2
mada energia cinética (energia associada ao estado de movimento do corpo de massa m e
velocidade v):

mvA2
​ ____   5 ​E​c​ ​ ​​ (energia cinética em A)
 ​ 
mvB2 ____ mvA2 2 A

DR 5 FRd 5 ​ ____  2 ​   ​ 


 ​   onde
2 2 mvB2
​ ____   5 ​E​c​ ​ ​​ (energia cinética em B)
 ​ 
2 B

DR 5 ​E​c​ ​ ​​2 ​E​c​ ​ ​​5 SEc


B A
AO2OB

A variação da energia cinética de um corpo entre dois instantes é


medida pelo trabalho da resultante das forças entre os instantes
considerados.

Esse enunciado é conhecido por teorema da energia cinética, de validade geral para
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

qualquer tipo de movimento.


O teorema da energia cinética:

• introduz um novo conceito: o de energia cinética ​ Ec 5 ​ ____


mv2
2
 ​  
  ​;@  #
• estabelece um critério de medida dessa energia: a sua variação será medida pelo trabalho
da resultante das forças (SEc 5 ​E​c​ ​ ​​2 ​E​c​ ​ ​​5 DR).
B A

A energia cinética aumenta quando o trabalho da resultante é motor (fig. 2A), isto é, a força
resultante é favorável ao deslocamento, aumentando a velocidade.
A energia cinética diminui quando o trabalho da resultante é resistente (fig. 2B), isto é, a
força resultante é oposta ao deslocamento, diminuindo a velocidade.

A B

$R > 0 ⇒ Ec > Ec $R = EcB – EcA $R < 0 ⇒ EcB < EcA


B A

vA vB > v A vA v B < vA
FR FR

Capítulo 15 • Energia, as suas formas e a sua conservação


A B A B
d d

Ec aumenta Ec diminui
Figura 2.  A energia cinética aumenta ou diminui conforme a resultante seja favorável ou contrária ao
deslocamento.

Pelo teorema da energia cinética, concluímos que a energia tem a mesma unidade do trabalho.
No Sistema Internacional de Unidades (SI), essa unidade é o joule (J).

Observação

No enunciado do teorema da energia cinética, o corpo considerado é um ponto material.


No caso do corpo extenso, além do trabalho das forças externas, devemos levar em conta
também o trabalho das forças internas. Por exemplo, na situação de uma pessoa subindo
uma escada, além do trabalho do peso (força externa), devemos considerar o trabalho da
força muscular da pessoa (força interna).

291

V1_P2_UN_E_CAP_15_A.indd 291 27.07.09 09:23:38


exercícios resolvidos
R. 125 Um corpo de 10 kg parte do repouso sob a ação de uma força constante paralela à trajetória e 5 s depois atinge
a velocidade de 15 m/s. Determine sua energia cinética no instante 5 s e o trabalho da força, suposta única, que
atua no corpo no intervalo de 0 s a 5 s.
Solução: v0 = 0 F v = 15 m/s
A energia cinética no instante t 5 5 s é:
A B
mvB2 ________
10 3 152
​E​c​ ​B​​ 5 ____
​   ​ 
 5 ​   ​   ] ​E​c​ ​B​​ 5 1.125 J t=0s t=5s
2 2
Pelo teorema da energia cinética:
DR  ​E​c​ ​B​​ 2 ​E​c​ ​A​​ 1.125  0 (note que ​E​c​ ​A​​ 0, pois v0  0)

Portanto: DR 5 ​E​c​ ​B​​ 5 1.125 J

Resposta: ​E​​c​B​​  1.125 J; DR  1.125 J

Observação:
O trabalho de F é motor (a energia cinética do corpo aumenta).

R. 126 Um projétil de 10 g atinge perpendicularmente uma parede com velocidade igual a 600 m/s e ali penetra 20 cm,

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


na direção do movimento. Determine a intensidade da força de resistência oposta pela parede à penetração,
supondo essa força constante.
Solução:
O projétil, ao chocar-se com a parede, possui energia cinética. Depois
de penetrar d  20 cm  0,20 m, sua energia cinética torna-se nula (o
projétil para). Pelo teorema da energia cinética, o trabalho da força de
v0
resistência é dado por: v= 0
DR  ​E​c​ ​B​​  ​E​c​ ​A​​ ​E​c​ ​A​​, pois ​E​c​ ​B​​ 0
Da definição de trabalho resulta: DR  Fd A B
d
Comparando-se as duas expressões de DR, vem:
mvA2
2Fd 5 2​E​c​ ​A​​ ] Fd 5 ​E​c​ ​A​​ ] Fd 5 _____
​   ​  
2
F
A massa do projétil (m  10 g  10 3 103 kg) e a velocidade de impacto
(vA  600 m/s) são dadas no enunciado. Substituindo esses valores, v
obtemos:
10 3 1023 3 6002
F 3 0,20 5 ______________
​   ​      ] F 5 9.000 N
2
Resposta: 9.000 N

R. 127 Um pequeno bloco de massa 2,0 kg encontra-se inicialmente em repouso F (N)


num ponto O. A força resultante F que passa a agir no bloco o faz mover-
-se ao longo de um eixo Ox. A intensidade da força F varia de acordo com 12
Unidade E • Os princípios da conservação

o gráfico. Determine a velocidade do bloco após deslocar-se 4,0 m.


Solução:
A área do trapézio destacado na figura é numericamente igual ao tra- 0 2,0 4,0 x (m)
balho realizado pela força resultante F no deslocamento de 0 a 4,0 m:
4,0 1 2,0
DR 5
N
Atrapézio 5 _________
​   ​  3 12
  F (N)
2
DR 5 36 J 12

Pelo teorema da energia cinética, vem:

DR  ​E​c​ ​B​​  ​E​c​ ​A​​ ] DR  ​E​c​ ​B​​ (note que ​E​c​ ​A​​  0,
0 2,0 4,0 x (m)
pois o bloco parte do repouso)
Assim, obtemos:
mv2 v2 
DR 5 ​ ____
 ​  ​ 2,0 3 ​
  ] 36 5 _______  ] v 5 6,0 m/s
2 2
Resposta: 6,0 m/s

292

V1_P2_UN_E_CAP_15_A.indd 292 27.07.09 09:23:39


R. 128 Para levantar um corpo de massa 2 kg a uma altura de 2 m, um operador aplicou uma força F, que realizou um
trabalho de 56 J. Se inicialmente o corpo estava em repouso, qual foi a sua velocidade ao atingir aquela altura?
Adote g  10 m/s2 e despreze a resistência do ar.
Solução:
As forças que agem no corpo são: o peso P e a força F do operador.
Pelo teorema da energia cinética, temos: v

DR 5 ​E​c​ ​B​​  ​E​c​ ​A​​ B

Mas o trabalho da resultante das forças é a soma algébrica do trabalho das forças com- F
ponentes:
h=2m
DR  DP 1 DF P
Igualando as duas expressões de DR, vem: A v0 = 0
DP  DF  ​E​c​ ​B​​  ​E​c​ ​A​​
Como o corpo sobe, o trabalho do peso é negativo: DP  Ph  mgh. Logo:
mv2
mgh 1 DF 5 ​E​c​ ​B​​  ​E​c​ ​A​​ ] mgh 1 DF 5 ____
​   ​ 
 (​E​c​ ​A​​5 0, pois v0 5 0)
2
2v2
Sendo m  2 kg, g  10 m/s2, h  2 m e DF  56 J, obtemos: 2 3 10 3 2  56  ____
​   ​ 
 ] v  4 m/s
2
Resposta: 4 m/s

Entre na rede No endereço eletrônico http://www.ngsir.netfirms.com/englishhtm/Work.htm (acesso em junho/2009), você pode


simular o movimento de um bloco ao longo de um plano horizontal ou inclinado, calculando o trabalho das forças que agem no
bloco e a variação de sua energia cinética.

exercícios propostos
P. 338 Um corpo de 10 kg parte do repouso, sob a ação de P. 341 O gráfico representa a variação da intensidade
uma força constante, em trajetória horizontal, e da for­ç a resultante F que atua num pequeno
após 16 s atinge 144 km/h. Qual é o trabalho dessa bloco de massa 2 kg em função do deslocamento
força nesse intervalo de tempo? x. Sabe-se que a força F tem a mesma direção e
sentido do deslocamento. Em x  0 a velocidade
do bloco é 5 m/s. Determine a energia cinética do
P. 339 Calcule a força necessária para fazer parar um trem de
bloco quando x  4 m.
60 toneladas a 45 km/h numa distância de 500 m.

Capítulo 15 • Energia, as suas formas e a sua conservação


F (N)
20
P. 340 (Vunesp) Um projétil de 20 gramas, com velocidade
de 240 m/s, atinge o tronco de uma árvore e nele
penetra uma certa distância até parar. 10
a) Determine a energia cinética Ec do projétil antes
de colidir com o tronco e o trabalho D realizado
sobre o projétil na sua trajetória no interior do
tronco, até parar. 0 2 4 x (m)
b) Sabendo que o projétil penetrou 18 cm no tronco
da árvore, determine o valor médio Fm da força P. 342 Um homem ergue um corpo que se encontrava
de resistência que o tronco ofereceu à penetra- em repouso no solo até uma altura de 2 m. O
ção do projétil. corpo chegou com velocidade nula. A força que o
(O valor médio Fm é a intensidade de uma força homem aplica no corpo realiza um trabalho de 12 J.
constante que realiza o mesmo trabalho da força Determine:
variável, como é o caso da força de resistência a) o trabalho realizado pelo peso do corpo;
do tronco.) b) a intensidade do peso do corpo.

293

V1_P2_UN_E_CAP_15_A.indd 293 27.07.09 09:23:40


Seção 15.2 Energia potencial
Objetivos No capítulo anterior calculamos o trabalho do peso (seção 14.3, item 1)
Definir energia e o trabalho da força elástica (seção 14.3, item 2):
potencial gravitacional
e energia potencial Trabalho do peso: D  !Ph ( h: desnível entre os pontos
elástica. considerados)
Relacionar a energia
potencial gravitacional k: constante
Kx2 elástica da mola
ao trabalho da força Trabalho da força elástica: D  ! ____
​   ​  onde
peso. 2 x: deformação
da mola
Relacionar a energia
potencial elástica Esses trabalhos independem da forma da trajetória e conduzem ao
ao trabalho da força conceito de uma nova forma de energia.
elástica.

Termos e conceitos
1 Energia potencial gravitacional
• energia potencial

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


• energia potencial Considere em primeiro lugar o peso. Apliquemos ao corpo da figura
gravitacional 3A uma força contrária ao peso, erguendo-o até a posição B, à altura h
• energia potencial (fig. 3B). Se abandonarmos o corpo nessa posição, espontaneamente
elástica ele cai (fig. 3C) e seu peso realiza trabalho, que, pelo teorema da energia
cinética de B a A (fig. 3D), é:
DBA  ​E​c​ ​ ​​  ​E​c​ ​ ​​  ​E​c​ ​ ​​  0 (observe que ​E​c​ ​ ​​  0, pois vB  0)
A B A B

mvA2
Então: DBA  Ph  ​ ____   ​E​​c​ ​​
 ​ 
2 A

A B C D
F
F=0
B B vB = 0 vB = 0
B
P

h h P

F
Unidade E • Os princípios da conservação

A A A

P $BA = EcA vA

Figura 3.

Na posição B, o corpo não possui energia de movimento (vB  0),


mas sabemos que possui a qualidade em potencial de vir a ter energia
cinética, pois, caindo, seu peso realizará trabalho, que será sua energia
cinética. Desse modo, na posição B, o corpo tem uma energia associada
à sua posição (em relação à Terra) ainda não transformada na forma útil
(energia cinética). Essa energia, que será transformada em energia ci-
nética à medida que o corpo cai e o peso realiza trabalho, é denominada
energia potencial gravitacional (​E​p​ ​ ​​). grav.

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A energia potencial gravitacional Ep na posição B em relação a um nível de referência em
grav.

A é igual ao trabalho que o peso realiza no deslocamento de B para A:

Ep grav.
5 Ph ou Ep grav.
5 mgh

2 Energia potencial elástica


Vamos considerar agora o sistema elástico
A m F
constituído pela mola de massa desprezível e
de constante elástica k e pela esfera de massa A
m (fig. 4).
Apliquemos à esfera uma força F (fig. 4A) que Felást. m F
provoca uma deformação da mola x 5 AB (fig. 4B). B
Abandonando-a nessa posição B, espontaneamen- A x B
te ela retorna (fig. 4C) e a força elástica realiza
trabalho, que pelo teorema da energia cinética de
B para A (fig. 4D) é: Felást. m vB = 0
C
F=0
DBA 5 Ec 2 Ec 5 Ec 2 0 (Ec 5 0, pois vB 5 0)
A B A B
B
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

kx2 mv 2
Então: DBA 5 ____ 5 ____A 5 Ec vA
2 2 A

D
m
Na posição B a esfera não possui energia de
A
movimento (vB 5 0), mas sim a qualidade em po- $BA = EcA
tencial de vir a ter energia cinética, pois, ao ser Figura 4.
abandonada, a força elástica realizará trabalho.
Desse modo, concluímos que na posição B a mola tem energia associada à sua deformação.
Essa energia, que será transformada em energia cinética da esfera quando esta retornar e a
força elástica realizar trabalho, é denominada energia potencial elástica (Ep ). elást.

A energia potencial elástica Ep da mola em B em relação a um nível de referência em A (mola


elást.

não deformada) é igual ao trabalho que a força elástica realiza no deslocamento de B para A:

kx2
Ep 5 ____
elást.
2

Capítulo 15 • Energia, as suas formas e a sua conservação


A B

Num relógio “com a corda dada” (A), a mola possui energia potencial elástica, que vai se transformando em
energia cinética e movimentando o mecanismo, até o relógio ficar “sem corda” (B).

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Energias potenciais em Mecânica

Em Mecânica consideramos duas energias potenciais: a associada ao trabalho do peso, chamada energia