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CURSOS DE GRADUAÇÃO – EAD

Hidráulica e Pneumática – Profª Ma. Ingrid Lorena Argote Pedraza

Olá! Meu nome é Ingrid Lorena Argote Pedraza. Possuo Mestrado em Ciências em Engenharia Mecânica
pela Escola de Engenharia de São Carlos (Eesc) da Universidade de São Paulo (USP), na área de Dinâmica de
Máquinas e Sistemas. Tenho Graduação em Engenharia Eletrônica pela Universidad de los Llanos – Colôm-
bia. Atualmente curso Doutorado em Engenharia Mecânica pela Eesc-USP. Tenho experiência em Engenharia
Eletrônica, atuando especialmente nas seguintes áreas: Eletrônica Industrial, Automação Industrial, Instala-
ções Elétricas Residenciais, Controle Pneumático e Manutenção de Equipamentos Médicos. Participo de
grupos de pesquisa na USP e na Unillanos, em congressos nacionais e internacionais.
Ingrid Lorena Argote Pedraza

Batatais

Claretiano

2018
© Ação Educacional Claretiana, 2018 – Batatais (SP)
Trabalho realizado pelo Claretiano – Centro Universitário

Cursos: Graduação
Disciplina: Hidráulica e Pneumática
Versão: ago./2018
(Original do Autor)

Reitor: Prof. Dr. Pe. Sérgio Ibanor Piva


Vice-Reitor: Prof. Dr. Pe. Cláudio Roberto Fontana Bastos
Pró-Reitor Administrativo: Pe. Luiz Claudemir Botteon
Pró-Reitor de Extensão e Ação Comunitária: Prof. Dr. Pe. Cláudio Roberto Fontana Bastos
Pró-Reitor Acadêmico: Prof. Ms. Luís Cláudio de Almeida

Coordenador Geral de EaD: Prof. Ms. Evandro Luís Ribeiro


Coordenador de Material Didático Mediacional: J. Alves
Corpo Técnico Editorial do Material Didático Mediacional

Preparação Revisão
Aline de Fátima Guedes Eduardo Henrique Marinheiro
Camila Maria Nardi Matos Filipi Andrade de Deus Silveira
Carolina de Andrade Baviera Rafael Antonio Morotti
Cátia Aparecida Ribeiro Rodrigo Ferreira Daverni
Dandara Louise Vieira Matavelli Vanessa Vergani Machado
Elaine Aparecida de Lima Moraes
Projeto gráfico, diagramação e capa
Josiane Marchiori Martins
Bruno do Carmo Bulgarelli
Lidiane Maria Magalini
Joice Cristina Micai
Luciana A. Mani Adami
Lúcia Maria de Sousa Ferrão
Luciana dos Santos Sançana de Melo
Luis Antônio Guimarães Toloi
Patrícia Alves Veronez Montera
Raphael Fantacini de Oliveira
Raquel Baptista Meneses Frata
Tamires Botta Murakami
Simone Rodrigues de Oliveira
Videoaula
André Luís Menari Pereira
Bruna Giovanaz
Marilene Baviera
Renan de Omote Cardoso

Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, a transmissão total ou parcial por qualquer forma e/ou qualquer meio (eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia,
gravação e distribuição na web), ou o arquivamento em qualquer sistema de banco de dados sem a permissão por escrito do autor e da Ação Educacional Claretiana.

Claretiano - Centro Universitário


Rua Dom Bosco, 466 – Bairro: Castelo
Batatais/SP – CEP 14.300-000
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Fone: (16) 3660-1777 – Fax: (16) 3660-1780 – 0800 941 0006
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SUMÁRIO

CONTEÚDO INTRODUTÓRIO ........................................................................................ 7


1. INTRODUÇÃO .......................................................................................................................................................... 9
2. GLOSSÁRIO DE CONCEITOS ................................................................................................................................... 10
3. ESQUEMA DOS CONCEITOS-CHAVE ...................................................................................................................... 13
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................................................................. 13
5. E-REFERÊNCIA ....................................................................................................................................................... 13

UNIDADE 1 - Sistemas Hidráulicos ........................................................................... 14


1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................................................................ 15
2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA .................................................................................................................... 15
2. 1. CONCEITOS FUNDAMENTAIS DOS SISTEMAS HIDRÁULICOS........................................................................ 15
2. 2. FLUIDOS HIDRÁULICOS................................................................................................................................. 17
2. 3. CÁLCULOS RELACIONADOS A FLUIDOS ........................................................................................................ 18
2. 4. BOMBAS HIDRÁULICAS ................................................................................................................................ 23
2. 5. BOMBAS DE ENGRENAGENS ........................................................................................................................ 27
2. 6. BOMBAS DE PALHETAS ................................................................................................................................ 30
2. 7. BOMBAS DE PISTÕES .................................................................................................................................... 33
3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR ....................................................................................................................... 34
3. 1. FLUIDOS ........................................................................................................................................................ 34
3. 2. CÁLCULOS COM FLUIDOS ............................................................................................................................. 35
3. 3. BOMBAS DE ENGRENAGENS ........................................................................................................................ 35
3. 4. BOMBAS DE PISTÃO E PALHETAS ................................................................................................................. 35
4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS ............................................................................................................................. 36
5. CONSIDERAÇÕES ................................................................................................................................................... 37
6. E-REFERÊNCIAS ..................................................................................................................................................... 37
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................................................................. 37

UNIDADE 2 - Atuadores, Acessórios e Circuitos Hidráulicos ........................................ 38


1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................................................................ 39
2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA .................................................................................................................... 39
2. 1. FILTROS HIDRÁULICOS ................................................................................................................................. 39
2. 2. VÁLVULAS HIDRÁULICAS .............................................................................................................................. 40
2. 3. ATUADORES HIDRÁULICOS .......................................................................................................................... 55
2. 4. ACUMULADORES HIDRÁULICOS ................................................................................................................... 63
2. 5. CIRCUITOS HIDRÁULICOS ............................................................................................................................. 64
3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR ....................................................................................................................... 74
3. 1. FILTROS HIDRÁULICOS ................................................................................................................................. 74
3. 2. VÁLVULAS HIDRÁULICAS .............................................................................................................................. 75
3. 3. ATUADORES HIDRÁULICOS .......................................................................................................................... 75
3. 4. CIRCUITOS HIDRÁULICOS ............................................................................................................................. 75
4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS ............................................................................................................................. 76
5. CONSIDERAÇÕES ................................................................................................................................................... 78
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................................................................. 78

UNIDADE 3 - Sistemas Pneumáticos ......................................................................... 79


1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................................................................ 80
2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA .................................................................................................................... 80
2. 1. PREPARAÇÃO DE AR COMPRIMIDO ............................................................................................................. 80
2. 2. COMPRESSORES DE AR ................................................................................................................................ 83
2. 3. VÁLVULAS PNEUMÁTICAS ............................................................................................................................ 88
VÁLVULAS DE CONTROLE DIRECIONAL ................................................................................................................ 88
VÁLVULAS DE BLOQUEIO ..................................................................................................................................... 89
VÁLVULAS DE CONTROLE DE FLUXO .................................................................................................................... 90
VÁLVULAS DE CONTROLE DE PRESSÃO ................................................................................................................ 91
3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR ....................................................................................................................... 92
3. 1. AR COMPRIMIDO ......................................................................................................................................... 92
3. 2. COMPRESSORES DE AR ................................................................................................................................ 92
3. 3. VÁLVULAS PNEUMÁTICAS ............................................................................................................................ 92
4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS ............................................................................................................................. 93
5. CONSIDERAÇÕES ................................................................................................................................................... 94
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................................................................. 94

UNIDADE 4 - Atuadores e Circuitos Pneumáticos e Eletropneumáticos ......................... 95


1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................................................................ 96
2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA .................................................................................................................... 96
2. 1. ATUADORES PNEUMÁTICOS ........................................................................................................................ 96
2. 2 CIRCUITOS PNEUMÁTICOS .......................................................................................................................... 100
3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR ..................................................................................................................... 114
3. 1. CILINDROS PNEUMÁTICOS ......................................................................................................................... 114
3. 2. MOTORES PNEUMÁTICOS .......................................................................................................................... 114
3. 3. APLICAÇÕES DE SISTEMAS PNEUMÁTICOS ................................................................................................ 114
4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS ........................................................................................................................... 115
5. CONSIDERAÇÕES ................................................................................................................................................. 116
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................................................................... 117
CONTEÚDO INTRODUTÓRIO

CONTEÚDO INTRODUTÓRIO

Conteúdo
Nesta obra, estudaremos sistemas hidráulicos e a utilização de bombas, válvulas de controle de pressão, direção e
vazão. Apresentaremos os conceitos de atuadores e acumuladores, a fim de indicar suas utilizações relacionadas a flui-
dos e filtros hidráulicos. Tais componentes formam os circuitos hidráulicos e os sistemas pneumáticos que devem envol-
ver a preparação do ar comprimido. Por fim, são estudados os compressores de ar, válvulas e atuadores.

Bibliografia Básica
STRINGER, J. D. Hydraulic systems analysis. London: Macmillan, 1976.
PARKER. Tecnologia hidráulica industrial. Apostila M2001-1BR. São Paulo: Parker Hannifin Corporation, 2005.
______. Tecnologia pneumática industrial. Apostila M1001-1 BR. São Paulo: Parker Hannifin Corporation, 2004.

Bibliografia Complementar
KRIVTS, I. L.; KREJNIN, G. V. Pneumatic actuating systems for automatic equipment: structure and design. Boca Raton:
CRC Press, 2016.
PARR, A. Hydraulics and pneumatics: a technician's and engineer's guide. Elsevier, 2011.
SANTOS, A. Mecânica dos fluidos. Batatais: Claretiano, 2015.
ZHANG, Q. Basics of hydraulic systems. Boca Raton: CRC Press, 2008.

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CONTEÚDO INTRODUTÓRIO

É importante saber: ______________________________________________________________


Esta obra está dividida, para fins didáticos, em duas partes:
Conteúdo Básico de Referência (CBR): é o referencial teórico e prático que deverá ser assimilado para aquisição das
competências, habilidades e atitudes necessárias à prática profissional. Portanto, no CBR, estão condensados os princi-
pais conceitos, os princípios, os postulados, as teses, as regras, os procedimentos e o fundamento ontológico (o que é?) e
etiológico (qual sua origem?) referentes a um campo de saber.
Conteúdo Digital Integrador (CDI): são conteúdos preexistentes, previamente selecionados nas Bibliotecas Virtuais
Universitárias conveniadas ou disponibilizados em sites acadêmicos confiáveis. São chamados “Conteúdo Digital Integra-
dor” porque são imprescindíveis para o aprofundamento do Conteúdo Básico de Referência. Juntos, não apenas privile-
giam a convergência de mídias (vídeos complementares) e a leitura de "navegação" (hipertexto), como também garantem
a abrangência, a densidade e a profundidade dos temas estudados. Portanto, são conteúdos de estudo obrigatórios, para
efeito de avaliação.
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CONTEÚDO INTRODUTÓRIO

1. INTRODUÇÃO
Na maioria das aplicações industrias, é preciso realizar a movimentação de partes e peças de
um ponto para outro ou aplicar forças que permitam realizar diferentes tarefas relacionadas à pro-
dução. Em muitos locais, essas tarefas são realizadas por atuadores elétricos, principalmente moto-
res. Movimentos rotativos e lineares podem ser obtidos utilizando motores elétricos e alguns meca-
nismos que permitam a conversão da rotação em movimento linear. Não entanto, tecnologias elé-
tricas não são o único meio de realizar esse tipo de atividade. Dispositivos com fluidos fechados (gás
ou liquido) são amplamente utilizados para transmitir energia de um local a outro. Essa energia po-
de ser transformada em movimentos rotativos e lineares.
Os sistemas que utilizam líquidos para realizar a transmissão de energia são conhecidos como
sistemas hidráulicos. A palavra “hidráulico” tem sua origem na mistura de duas palavras gregas,
“Hydra” que se refere a água e “Aulos”, que significa tubos. Apesar de a origem da palavra referir-se
ao uso de água, o principal fluido utilizado atualmente para aplicações industriais é óleo.
Os conceitos de Hidráulica são utilizados pelos homens desde a Pré-História – mais especifi-
camente, já no período entre 100 e 200 a.C., quando o homem percebeu o potencial da energia que
era gerada pela correnteza dos rios. Foi quando um dispositivo conhecido como roda de água per-
mitiu converter a energia do rio em energia mecânica útil para várias tarefas. O principal problema
ou limitação desse tipo de sistema de roda de água eram as baixas pressões de água fornecidas pela
natureza. Com o passar do tempo, foram desenvolvidos sistemas mais eficientes de conversão da
energia hidráulica a energia mecânica de trabalho.
Outro assunto importante no desenvolvimento dos sistemas hidráulicos foi a necessidade de
criar meios de transmissão eficientes. A evolução de múltiplos tipos de dispositivos mecânicos se
deu paralelamente ao estudo dos sistemas de transmissão hidráulicos, e o uso de eixos de transmis-
são, sistemas de engrenagens, polias e correntes, permitiu inserir o conceito de transmissão de
energia através de fluidos sob pressão.
Assim, os sistemas hidráulicos de água passaram a ser sistema hidráulicos industriais, com a
principal mudança sendo o fluido utilizado. Com a inserção de partes mecânicas para realizar a
transmissão de energia, foi preciso o uso de óleo para garantir a integridade dos dispositivos utiliza-
dos, considerando suas qualidades de resistência a corrosão, capacidade de permitir o deslizamento
e a lubrificação de partes móveis. E o principal motivo para descartar a agua para esse tipo de apli-
cação é o fato de ela ser considerada praticamente incompressível.
O descobrimento da lei de Pascal deu início ao estudo da Hidráulica Industrial, também cha-
mada de “Hidráulica do petróleo”, a qual é até hoje considerada a base fundamental dos sistemas
hidráulicos. Posteriormente foram inseridas as redes de tubulações, que permitiam o transporte de
fluido em alta pressão. O uso dessas tubulações levou à invenção de dispositivos auxiliares que faci-
litam o transporte do fluido, como válvulas de controle, acumuladores e vedadores.
O avanço no desenvolvimento de sistemas elétricos fez com que o estudo e o desenvolvimen-
to dos sistemas hidráulicos perdessem força e diminuíram as pesquisas e produções desse tipo de
sistema. Por muito tempo os sistemas elétricos foram amplamente utilizados para aplicações indus-
triais, pois se apresentaram como uma solução prática e fácil de implementar. Muitos avanços liga-
dos às tecnologias elétricas fizeam dela uma tecnologia dominante no século 19.

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CONTEÚDO INTRODUTÓRIO

Já no início do século 20, surgiu de novo interesse no uso de tecnologias hidráulicas para apli-
cações bélicas. Após o fim da Segunda Guerra Mundial, os desenvolvimentos de tecnologias hidráu-
licas ganharam importância e mostraram um crescimento acelerado. Na atualidade, a maioria das
máquinas utilizadas nas diferentes indústrias adotam tecnologias hidráulicas como meio de trans-
missão de energia.
A história da utilização do ar comprimido para transporte de energia teve início há muitos
anos e sua primeira aplicação foi no uso de instrumentos que geravam sons quando o ar escoava
por tubos com furos. O primeiro registro que se tem do uso de sistemas pneumáticos data de quan-
do o matemático Hero de Alexandrina escreveu sobre suas invenções alimentadas com vapor e ven-
to. Porém, foi só nos anos 80 do século 20 que o uso do ar comprimido como meio de transmissão
de energia ganhou importância. Alguns dos dispositivos que foram desenvolvidos incluem compres-
sores de ar, tubos pneumáticos e brocas pneumáticas.
Na atualidade, os avanços na produção de componentes pneumáticos não parecem desacele-
rar, pois os principais produtores surpreendem a cada dia com dispositivos cada vez mais eficientes
e inovadores.
O intuito desta obra é familiarizar o leitor com os conceitos fundamentais de sistemas hidráu-
licos e pneumáticos. Na primeira unidade, são apresentados os procedimentos para preparo e utili-
zação de fluidos hidráulicos, assim como as caraterísticas e propriedades das bombas hidráulicas
utilizadas para injetar o fluido no circuito.
Na segunda unidade, são estudados os diferentes tipos de atuadores hidráulicos, suas aplica-
ções e princípios de funcionamento, bem como os critérios que devem ser utilizados para a escolha
do atuador apropriado para aplicação que se pretende desenvolver. Além das válvulas, na Unidade
2, são estudados dispositivos como acumuladores, motores e cilindros, utilizados para a construção
de circuitos hidráulicos. Esses cilindros nos permitem visualmente entender o funcionamento dos
circuitos hidráulicos, pois são encarregados de transformar a energia do fluido em movimento line-
ar. No fim dessa unidade, são apresentados alguns dos símbolos mais utilizados no desenho e na
construção de circuitos hidráulicos, e são apresentados alguns exemplos de como podem ser proje-
tados, implementados e analisados os circuitos hidráulicos.
A Unidade 3 apresenta uma breve introdução à tecnologia pneumática. O primeiro assunto a
ser tratado é o preparo do ar comprimido utilizado nesse tipo de tecnologia. Assim como as bombas
são consideradas o coração dos circuitos elétricos, na tecnologia pneumática os compressores cum-
prem esse papel. Nessa unidade, são apresentados os principiais tipos e caraterísticas desses com-
pressores. No fim da unidade, são apresentados os tipos de válvulas utilizadas para aplicações com
ar comprimido. É importante frisar que as características de funcionamento dos diferentes tipos de
válvulas pneumáticas são similares às típicas da tecnologia hidráulica.
Na Unidade 4, são apresentados os principais atuadores pneumáticos, cilindros e motores,
seus tipos e caraterísticas. No fim da unidade, são apresentados os símbolos utilizados nos circuitos
pneumáticos e alguns exemplos de aplicação.

2. GLOSSÁRIO DE CONCEITOS
O Glossário de Conceitos permite uma consulta rápida e precisa das definições conceituais,
possibilitando um bom domínio dos termos técnico-científicos utilizados na área de conhecimento
dos temas tratados.

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CONTEÚDO INTRODUTÓRIO

1) Ar atmosférico: tipo de ar composto por diferentes tipos de gases presentes na


atmosfera – oxigênio, gases nobres, nitrogênio e gás carbônico. Esse tipo de ar não é
usado para aplicações pneumáticas devido à quantidade de impurezas e umidade que
contém.
2) Ar de escape: ar liberado pelos diferentes componentes pneumáticos na atmosfera.
Normalmente o escape de ar é produzido quando esses dispositivos atingem a pressão
máxima.
3) Atrito: força gerada na superfície de contato entre os objetos, faz com que resistam ao
movimento de deslizamento.
4) Bomba hidráulica: dispositivo encarregado de transformar a potência mecânica em
potência hidráulica.
5) Calor: forma de energia que tem a capacidade de aumentar a temperatura de uma
substância. Normalmente o calor é produzido pelo desperdiço de energia. A unidade
de medição do calor é o Joule (J).
6) Compressibilidade: propriedade de um fluido definida como a mudança de volume do
fluido quando este é submetido a mudanças de pressão.
7) Controladores: dispositivos responsáveis por realimentação, controle e
monitoramento de um processo.
8) Densidade: propriedade que define a quantidade de massa por unidade de volume de
um fluido.
9) Êmbolo: parte móvel com formato cilíndrico, comumente metálica, localizada na parte
interna de um cilindro (atuador) que realiza um movimento de vaivém.
10) Energia: força capaz de causar o movimento de um corpo.
11) Energia cinética: considerada energia em movimento. Gera o movimento dos objetos
ao entrar em contato com eles.
12) Energia potencial: considerada energia acumulada. Está sempre disponível no sistema
para atuar e se converter em energia cinética.
13) Fluido: meio utilizado para realizar transferência de energia. Normalmente utilizado
em sistemas que utilizam fluidos pressurizados para realizar trabalho.
14) Fluido sintético: fluido que apresenta resistência ao fogo, composto geralmente de
ésteres de fosfato ou hidrocarbonetos clorados.
15) Força: pressão exercida sobre um corpo. Considerada como qualquer influência que
permita alterar o movimento de um corpo.
16) Força útil: força em um cilindro medida no estado de repouso.
17) Índice de viscosidade: a viscosidade de um fluido é um parâmetro que muda com o
aquecimento ou resfriamento do mesmo. O índice de viscosidade representa a
mudança da viscosidade do fluido para diferentes temperaturas e é comparado a duas
viscosidades de referência.
18) Líquido: substância composta de moléculas que, diferentemente dos gases, têm uma
estrutura compacta. Isto é, as moléculas são atraídas umas às outras.
19) Lubrificante: substância utilizada para diminuir o atrito entre duas superfícies.
20) Manômetro: aparelho utilizado para medir diferenças de pressão.

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CONTEÚDO INTRODUTÓRIO

21) Perda de pressão: diferencial de pressão entre dois pontos de referência em um


dispositivo ou tubulação.
22) Peso específico: relação entre o peso e o volume de um determinado material. As
mudanças do peso específico são determinadas pela variação da altura sobre o nível
do mar ou a distância do centro da terra.
23) Pneumática: ramo da Física que se encarrega do estudo e das aplicações do ar
comprimido.
24) Posição de repouso: posição que uma válvula adota para iniciar as manobras previstas.
25) Potência: velocidade com a qual é realizado o trabalho num sistema. Isto é, a
quantidade de trabalho realizada por unidade de tempo.
26) Pressão: força exercida por unidade de superfície. A força que um fluido exerce nos
sistemas hidráulicos.
27) Pressão atmosférica: força exercida pelos gases presentes na atmosfera sobre uma
superfície. A pressão atmosférica varia em função da altitude.
28) Reservatório hidráulico: dispositivo utilizado para armazenar o fluido que será
utilizado no sistema hidráulico.
29) Resfriador: dispositivo utilizado para evitar o superaquecimento dos sistemas
hidráulicos. O intuito é manter o fluido na temperatura considerada normal.
30) Resistência: força que impede ou retarda o movimento de um corpo.
31) Silenciador: elemento utilizado para diminuir o som produzido pela saída de ar
comprimido para o exterior.
32) Sistema hidráulico: sistema encarregado de gerar, controlar e aplicar potência
hidráulica para a execução de uma tarefa específica.
33) Sistema hidrodinâmico: sistema no qual se usam altas velocidades e pressões baixas, e
a energia cinética é utilizada para gerar os movimentos.
34) Sistema hidrostático: sistema no qual a pressão no fundo de um recipiente é originada
da altura do fluido.
35) Sistema pneumático: sistema encarregado de gerar, controlar e aplicar a potência do
ar comprimido (pneumática) para a execução de uma tarefa específica.
36) Trabalho: quantidade de movimento de um objeto ao longo de uma distância
determinada.
37) Umidade: concentração de vapor de água presente no ar.
38) Umidade absoluta: massa de vapor de água presente em cada unidade de volume.
39) Umidade específica: relação entre a massa de vapor de água e ar seco contidos no
mesmo volume.
40) Umidade relativa: quantidade de vapor de água contido no ar e que varia com a
temperatura. Quando a umidade relativa atinge 100%, ocorrem precipitações pelo
excesso de vapor de água.
41) Vazão: velocidade com que um certo volume de uma substância é deslocado.
42) Vedação: termo utilizado para denominar qualquer material ou dispositivo utilizado
para impedir o fluxo de fluido nos sistemas hidráulicos e pneumáticos.

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CONTEÚDO INTRODUTÓRIO

43) Velocidade: grandeza que identifica o deslocamento de um corpo em uma unidade de


tempo. Em Hidráulica e Pneumática, a velocidade é definida como o fluxo de fluido por
unidade de tempo.
44) Viscosidade: medida da resistência ao fluxo de um fluido quando ele se desliza sobre
um meio. Um liquido com alta viscosidade flui lentamente e um liquido com baixa
viscosidade flui rapidamente.
45) Volume específico: inverso da densidade, isto é, o volume ocupado por uma unidade
de massa.

3. ESQUEMA DOS CONCEITOS-CHAVE


O Esquema a seguir possibilita uma visão geral dos conceitos mais importantes deste estudo.
Pressão

Potência Vazão

Líquidos Fluidos Ar

Hidráulica Pneumática

Engrenagens

Palhetas Bombas Compressores Filtros


Cilindros

Pistões Resfriadores
Válvulas Atuadores
Motores

Controle de Controle
pressão de fluxo

Controle
Retenção
direcional
Figura 1 Esquema dos Conceitos-chave de Hidráulica e Pneumática.

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DODDANNAVAR, R.; BARNARD, A. Practical hydraulic systems. Amsterdam: Newnes, 2005.
HIBBELER, R C. Estática: mecânica para Engenharia. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2005.
PARKER. Tecnologia hidráulica industrial. Apostila M2001-1BR. São Paulo: Parker Hannifin Corporation, 2005.
SANTOS, A. Mecânica dos fluidos. Batatais: Claretiano, 2015.
STRINGER, J. D. Hydraulic systems analysis. London: Macmillan, 1976.

5. E-REFERÊNCIA
ENGINEERING Dictionary. Disponível em: <http://www.engineering-dictionary.com>. Acesso em: 17 jul. 2018.

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UNIDADE 1

Objetivos
 Explanar a função principal dos fluidos hidráulico e aprender sobre suas propriedades básicas.
 Aprender sobre os tipos de fluidos hidráulicos utilizados em aplicações industriais e suas caraterísticas.
 Explanar vários termos e definições comumente utilizados em sistemas hidráulicos.
 Entender a importância do fluxo e da pressão nos sistemas hidráulicos.
 Distinguir os diferentes tipos de bombas hidráulicas e seu princípio de funcionamento.

Conteúdos
 Conceitos fundamentais dos sistemas hidráulicos.
 Fluidos hidráulicos.
 Cálculos relacionados a fluidos.
 Bombas hidráulicas.
 Bombas de engrenagens.
 Bombas de palhetas.
 Bombas de pistões.

Orientações para o estudo da unidade


Antes de iniciar o estudo desta unidade, leia as orientações a seguir:
46) Não se limite ao conteúdo desta obra; busque outras informações em sites confiáveis e/ou nas referências bibliográficas
apresentadas ao final de cada unidade. Lembre-se de que, na modalidade EaD, o engajamento pessoal é um fator determinante
para o seu crescimento intelectual.

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Unidade 1 – Sistemas Hidráulicos

1. INTRODUÇÃO
Os sistemas hidráulicos são amplamente utilizados em aplicações industriais. Os sistemas hi-
dráulicos, junto com os sistemas pneumáticas, são considerados os músculos da indústria moderna.
O proposito desta unidade é familiarizar o estudante com conceitos de fluidos hidráulicos, su-
as caraterísticas, tipos e critérios utilizados para escolher o fluido a ser utilizado para cada tipo de
aplicação. Além disso, é aprofundado o estudo de algumas caraterísticas, como pressão, vazão e
potência dos fluidos, pois são os parâmetros mais importantes para entender o funcionamento das
bombas hidráulicas.
Será definido o princípio de funcionamento de bombas hidrodinâmicas e hidrostáticas e serão
apresentadas algumas aplicações de cada tipo de bomba. Além disso, conheceremos os diferentes
tipos de bombas hidrodinâmicas e hidrostáticas: bomba centrífuga, de engrenagens, de pistões e de
palhetas.

2. CONTEÚDO BÁSICO DE REFERÊNCIA


O Conteúdo Básico de Referência apresenta, de forma sucinta, os temas abordados nesta uni-
dade. Para sua compreensão integral, é necessário o aprofundamento pelo estudo do Conteúdo
Digital Integrador.

2. 1. CONCEITOS FUNDAMENTAIS DOS SISTEMAS HIDRÁULICOS


Antes de explorar as partes e caraterísticas de um sistema hidráulico industrial, existem alguns
conceitos físicos diretamente relacionados aos fluidos utilizados, que são considerados importantes
para o melhor entendimento da hidráulica.
O primeiro conceito a ser estudado será o de fluido, que pode ser definido como qualquer lí-
quido que, para uma determinada massa, terá um volume definido sem importar o formato do reci-
piente em que está contido. Comparados aos gases, os líquidos não são facilmente compressíveis e
é por essa caraterística que o volume não muda o suficiente quando submetido a mudanças de
pressão. As mudanças de volume são tão pequenas que podem ser desconsideradas para o desen-
volvimento da maior parte de suas aplicações na Engenheira.
Outro tipo de fluidos amplamente conhecido são os gases, os quais, diferentemente dos líqui-
dos, são facilmente compressíveis – isto é, o volume de uma determinada massa de gás aumentará
o suficiente para encher o recipiente em que está contido. Pode ser considerado que todos os gases
são altamente influenciados pelas mudanças de pressão, o que faz com que seu volume aumente ou
diminua de acordo com essas mudanças.
Alguns conceitos físicos fundamentais para o estudo da hidráulica e que serão amplamente
utilizados no estudo dos conteúdos desta obra incluem:
1) massa;
2) volume;
3) densidade;
4) velocidade;
5) aceleração;
6) força;

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Unidade 1 – Sistemas Hidráulicos

7) peso;
8) trabalho;
9) energia;
10) potência;
11) calor;
12) torque.
Esses conceitos são definidos no Glossário incluído nesta obra.
Os fluidos podem ser classificados em quatro grupos, dependendo das suas caraterísticas:
1) Fluido ideal: tipo de fluido não compressível e não viscoso. Não é real, sendo
normalmente utilizados para fins didáticos.
2) Fluido real: qualquer tipo de fluido que possua viscosidade pode ser considerado um
fluido real.
3) Fluido newtoniano: todo tipo de fluido no qual a tensão de cisalhamento é
proporcional ao gradiente da velocidade.
4) Fluido não newtoniano: fluidos nos quais a tensão de cisalhamento não é proporcional
ao gradiente de velocidade.
Dentro das caraterísticas dos fluidos temos a viscosidade, que pode ser medida utilizando o
SSU – Segundo Universal Saybolt (ASTM, 2013). Essas medições são obtidas utilizando um viscosí-
metro de Saybolt como o desenvolvido por Moreira et al. (2015). O nome da unidade é em home-
nagem ao professor Saybolt, que fez um experimento como apresentado na Figura 1, que permite
determinar o tempo de escoamento de 60 ml de um líquido que flui através de um orifício universal
calibrado sobre condições especificas.

Fonte: Parker (2005).


Figura 1 Experimento realizado pelo professor Saybolt para determinar a viscosidade de um fluido.

_______________________________________________________________________________
O texto e os vídeos indicados no Tópico 3.1 tratam sobre os conceitos fundamentais relacio-
nado a fluidos. Neste momento, você deve acessar esses materiais para se aprofundar no tema
abordado.
_______________________________________________________________________________

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Unidade 1 – Sistemas Hidráulicos

2. 2. FLUIDOS HIDRÁULICOS
Quando se trabalha com tecnologias hidráulicas, é importante conhecer conceitos fundamen-
tais a respeito dos fluidos: como se comportam, quais são suas propriedades e como podem ser
utilizados em aplicações especificas. Um fluido hidráulico é um componente vital de um sistema
hidráulico de uso industrial, sendo os fluidos à base de petróleo os mais utilizados. Além de ser um
meio de transmissão de energia, o fluido hidráulico é lubrificante, vedador e um meio de transfe-
rência de calor no sistema.
Algumas das caraterísticas que o fluido hidráulico apropriado deve possuir para aplicações in-
dustriais são:
1) Índice de viscosidade de 90 ou mais: esse índice indica como a temperatura pode
afetar a viscosidade de um fluido. Quanto maior o índice de viscosidade de um fluido,
menor será a influência da temperatura na viscosidade do mesmo.
2) Inibidores de oxidação: comumente os fluidos utilizados para aplicações em sistemas
hidráulicos industrias são óleos derivados do petróleo. Contudo, além do óleo, são
utilizados aditivos que permitem compor um fluido com caraterísticas apropriadas
para serem utilizados nesse tipo de aplicação. Quando o óleo entra em contato com o
oxigênio do ar, ocorre um processo conhecido como oxidação. A ocorrência desse
processo faz com que o fluido perca capacidade de lubrificação e aumente a
viscosidade do fluido. Existem três fatores que podem gerar um aumento na oxidação
do fluido: alta temperatura, uso de catalizadores metálicos e aumento no
fornecimento de oxigênio.
3) Inibidores de corrosão: a função principal dos inibidores de corrosão é proteger as
superfícies de metal e criar um filme protetor que neutraliza o material corrosivo.
4) Antidesgastante: também chamados de aditivos de extrema pressão, normalmente
são utilizados em aplicações em que a temperatura e a pressão do sistema são
consideradas altas.
5) Antiespumantes: utilizados para impedir que haja bolhas de ar no fluido. A aparição
deste tipo de bolha pode gerar falhas na lubrificação do sistema. O antiespumante
basicamente combina as pequenas bolhas de ar em bolhas maiores, o que permite que
se desprendam da superfície do fluido.
6) Resistência ao fogo: como já dito, os fluidos lubrificantes utilizados em sistemas
hidráulicos são óleos com aditivos derivados do petróleo. Isso faz com que esse tipo de
fluido seja altamente inflamável. Para evitar que os sistemas entrem em combustão na
presença de chamas ou partes quentes, foram desenvolvidos diferentes tipos de
fluidos resistentes ao fogo. Entre eles, temos:
 Emulsão de óleo em agua: resultado de uma mistura de óleo em uma certa quanti-
dade de água. Existem diferentes misturas que variam entre 1% de óleo e 99% de
água e 40% de óleo e 60% de água. Nesse tipo de fluido, a água é sempre o elemen-
to dominante, ou seja, a percentagem de água sempre deve ser maior.
 Emulsão de agua em óleo: resultado de uma mistura de água com uma certa quanti-
dade de óleo. Nesses fluidos, o óleo é o elemento predominante e também é co-
nhecido como emulsão invertida. Comumente a mistura é composta por 40% de
água e 60% de óleo. Como a percentagem de óleo presente nesse tipo de fluido é

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Unidade 1 – Sistemas Hidráulicos

maior, a suas caraterísticas de lubrificação são melhores do que as emulsões de óleo


em água.
 Fluidos sintéticos: os mais caros dos fluidos resistentes ao fogo. Basicamente são és-
teres de fosfato ou organofostato (ésteres do ácido fosfórico), hidrocarburos clora-
dos (muito utilizados pelas suas caraterísticas não corrosivas, não inflamáveis e não
explosivos) ou misturas dos dois componentes com pequenas quantias de petróleo.
 Fluido de água-glicol: solução de glicol (composto químico utilizado como anticonge-
lante) e água. Normalmente as partes misturadas são 60% glicol e 40% água.
A escolha do fluido depende diretamente das caraterísticas do sistema hidráulico a
ser utilizado.

2. 3. CÁLCULOS RELACIONADOS A FLUIDOS


Agora vamos estudar um pouco as caraterísticas mais importantes dos fluídos e as expressões
matemáticas que as definem.
A primeira caraterística a ser estudada será a potência. A unidade mais utilizada para medir
essa caraterística dos fluidos é N*m/s (Newtons metro por segundo), a qual é a unidade de potência
no sistema internacional (SI). Isso se traduz na força exercida – Newton (N), distância do movimento
(m) e tempo em segundos (s). A medida da potência está diretamente relacionada à pressão do flui-
do e ao volume de vazão do mesmo, como apresentado na Equação a seguir.
Potência  P  q
Para exemplificar, podemos considerar um sistema que opera a uma pressão de 200 bar
(200*10–5 N/m2) com uma vazão de 0.25 l/s (0.25*10–3 m3/s), tendo potência de 5 kW ou 5*103
Nm/s.
A unidade de Newton-metro é utilizada para determinar a quantidade de trabalho realizado
por um objeto. Então, outra definição para potência é a quantidade de trabalho realizada por uni-
dade de tempo. Outra unidade amplamente utilizada para definir a potência é HP (Horse Power), a
qual foi determinada a partir do experimento realizado por James Watt, no qual eram comparadas a
potência produzida pela máquina de vapor criada por ele e a potência que um cavalo poderia pro-
duzir. No experimento, ele descobriu que um cavalo pode erguer 250 kgf (quilograma-força) à altura
de 30,5 cm em um segundo, o que equivale a:
Nm
745.7
s
Sendo assim, temos:
Força exercida  N  * Distância do movimento  m 
HP  *745.7
Tempo  S 
Concluindo, temos várias unidades com as quais podemos expressar a potência de um sistema
hidráulico. Elas estão relacionadas à unidade utilizada para representar cada um dos parâmetros
envolvidos no cálculo da potência. Para resumir um pouco melhor quais unidades podem ser utiliza-
das para representar força, distância, tempo e potência, é feito um resumo delas e de seus respeti-
vos equivalente no SI no Quadro 1.

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Unidade 1 – Sistemas Hidráulicos

Quadro 1 Unidades de medida para comprimento, força, tempo e potência.


Unidade Símbolo No SI
Quilômetro* km 1 km → 1000 m
Metro m Sistema Internacional
Centímetro* cm 1 cm → 0.01 m
Comprimento Decímetro* dm 1 dm → 0.1 m
Milímetro* mm 1 mm → 0.001 m
Polegadas** in 1 in → 0.0254 m
Pé** ft 1 ft → 0.3048 m
Newton N Sistema Internacional
Quilograma-
kgf 1 kgf → 9.81 N
Força Força**
Libra-força** lbf 1 lbf → 4.45 N
Dinas** dyn dyn → 0.00001 N

Segundo s Sistema Internacional


Nanossegundo* ns 1 ns → 0.000000001 s
Microssegundo* us 1 us → 0.000001 s
Tempo
Milissegundo* ms 1 ms → 0.0001 s
Minuto* min 1 min → 60 s
Hora* h 1 h →3600 s
Horse Power** HP 1 HP →745.7 W
Potência Watt W Sistema Internacional
Unidade térmica
britânica** BTU 1 BTU →1055.056 W

* Unidades do sistema internacional que utilizam prefixos.


** Unidades do sistema de medidas imperiais.
A segunda caraterística que vai ser estudada é a pressão (P), que pode ser definida como a
força exercida (F) por unidade de superfície (A) como apresentado na Equação a seguir:
F
P
A
A unidade de medida utilizada para expressar a pressão no SI é N 2 , também conhecida co-
m
mo Pascal (Pa).
A pressão é um parâmetro importante para o estudo dos sistemas hidráulicos e representa a
resistência ao fluxo de fluido. Para exemplificar o conceito de pressão, considere a vazão de uma
bomba hidráulica como apresentado na Figura 2. A bomba hidráulica gera só vazão e não pressão,
mas qualquer restrição na vazão do sistema gerará pressão. Essa restrição à vazão do fluido nor-
malmente é o resultado da carga induzida pelo atuador presente na bomba. A presença de diferen-
tes componentes, como tubulações e cotovelos no sistema hidráulico, é considerada pontos de re-
sistência à vazão e afeta diretamente a pressão total presente no sistema.

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Unidade 1 – Sistemas Hidráulicos

Bomba
hidráulica

Fonte: adaptado de Doddannavar e Barnard (2005, p. 15).


Figura 2 Acúmulo de pressão em um sistema hidráulico.

Assim como a potência, a pressão pode ser expressa em diferentes unidades, como apresen-
tado no Quadro 2.

Quadro 2 Unidades de medida para pressão.


Unidade Símbolo No SI
Sistema Internacio-
Pascal Pa
nal
Libras por polegada quadra-
psi 1 psi → 6894.76 Pa
da
Pressão Bares Bar 1 bar → 100000 Pa
Atmosferas atm 1 atm→ 101325 Pa
Milímetros de mercúrio mmHg 1 mmHg→ 133,3 Pa
Torricelli torr 1 torr→ 133,3 Pa

A pressão exercida em um ponto qualquer de um fluido estático é transmitida em todas as di-


reções e permanece invariável. Além disso, exerce a mesma força em áreas iguais. Isso é explicado
pela Lei de Pascal, que pode ser amplamente estudada em Mecânica de Fluidos.
A última das caraterísticas dos fluídos a ser estudada é a vazão, que pode ser definida como o
volume do fluido que passa ou escoa pela tubulação em um determinado período de tempo. Pode
ser calculada conforme a Equação a seguir:
Q  V .A
3
A unidade do SI internacional utilizada para medir a vazão volumétrica é m s . A vazão é con-
siderada um dos parâmetros mais importantes para o desenho dos sistemas hidráulicos. Quando se
analisa o conceito de vazão em uma tubulação, notamos que esta se divide em dois tipos:
 Vazão volumétrica: quantidade de volume de um fluido que escoa por uma seção de
uma tubulação em um determinado intervalo de tempo:
Volume
Qvolumétrica 
tempo
 Vazão mássica: quantidade de massa de um fluido que escoa por uma seção de uma
tubulação em um determinado intervalo de tempo
Massa
Qmássica 
tempo

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Unidade 1 – Sistemas Hidráulicos

Algumas outras unidades utilizadas para medir as vazões volumétrica e mássica são apresen-
tadas no Quadro 3.
Quadro 3 Unidades de medida para vazão
Unidade Símbolo No SI
3
Metros cúbicos por segundo m s Sistema Internacional

Pés cúbicos por segundo ft 3 s ft 3 s → 0.03 m 3 s


Vazão
Volumétrica
Galões por segundo gal s
Litros por segundo l s
Polegadas cúbicas por segundo in3 s
Libra por hora lb/h 1 lb/h→0.000126 kg/s
Vazão
Toneladas por hora ton/hora 1 ton/hora →0.252 kg/s
Mássica
Quilograma por segundo kg/s Sistema Internacional

Existem diferentes tipos de escoamento de fluidos, que podem ser classificados como segue:
5) Escoamento permanente: o fluxo de fluido pode ser considerado permanente ou
estacionário se, em qualquer ponto analisado, caraterísticas como pressão, densidade,
velocidade, entre outras que descrevem o comportamento do fluido, não variarem
com o tempo.
6) Escoamento não permanente: o fluxo pode ser considerado não permanente quando
as caraterísticas que descrevem o comportamento do fluido são variáveis no tempo
em determinado ponto.
7) Escoamento uniforme: há um fluxo uniforme, quando a velocidade do fluido, sua
magnitude e direção não mudarem em qualquer ponto do escoamento.
8) Escoamento não uniforme: há um fluxo não uniforme quando um fluido apresentar
mudanças na velocidade de vazão em diferentes pontos.
9) Escoamento laminar: a principal caraterística desse tipo de escoamento é o
movimento das partículas do fluido ao longo do meio pelo qual são transportadas.
Ditas partículas se movimentam em camadas, garantindo que uma camada do fluido se
movimente suavemente sobre uma outra camada adjacente, como apresentado na
Figura 3. A viscosidade é uma das propriedades do fluido que determina o escoamento
laminar do fluido. A velocidade de um fluido que tem um escoamento laminar é menor
nas proximidades das paredes e atinge seu valor máximo no centro, seguindo o perfil
apresentado na Figura 3.

Escoamento
Laminar
Perfil de
velocidade

Fonte: adaptado de Doddannavar e Barnard (2005, p. 26).


Figura 3 Escoamento laminar.

10) Escoamento turbulento: fluxo em que o movimento das partículas do fluido é curvas,
não paralelo, mudando de sentido, o que gera um fluxo de fluido como o apresentado
na Figura 4. Esse movimento turbulento das partículas do fluido é gerado pelas
mudanças de velocidade. Um escoamento turbulento em um sistema hidráulico gera

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Unidade 1 – Sistemas Hidráulicos

uma maior resistência à vazão do fluido e uma alta perda de energia quando
comparado a um escoamento laminar.

Escoamento
Turbulento
Perfil de
velocidade

Fonte: adaptado de Doddannavar e Barnard (2005, p. 27).


Figura 4 Escoamento turbulento.

Em aplicações práticas, o escoamento dos fluidos é turbulento, salvo algumas


exceções. Algumas das causas de escoamentos turbulentos em sistemas hidráulicos
são: rugosidades das tubulações, obstruções nas tubulações, curvas nas tubulações e
uso de muitas curvas nas tubulações.
11) Escoamento rotacional: um fluido tem escoamento rotacional se as partículas de dito
fluido se movimentarem em volta do seu próprio eixo, isto é, se as partículas forem
submetidas a uma velocidade angular em relação ao centro de massa como
apresentado na Figura 5.

Escoamento
Rotacional

Figura 5 Escoamento rotacional.

12) Escoamento não rotacional: um fluido tem escoamento não rotacional se as partículas
do fluido seguirem um padrão laminar e não tiverem nenhum tipo de rotação, nem
mesmo no próprio eixo, como apresentado na Figura 6.

Escoamento
Não-Rotacional

Figura 6 Escoamento não rotacional.

Vale destacar que as bombas não produzem pressão; elas só produzem fluxo de fluido (vazão).
A resistência a esse fluxo de fluido em um sistema hidráulico é o parâmetro que determina a pres-
são.
Existem outras propriedades e caraterísticas dos fluidos que são importantes para realizar
uma análise detalhada do seu comportamento em diferentes condições e meios. Esses conteúdos
podem ser estudados em Mecânica dos Fluidos e Fenômenos de Transporte.

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Unidade 1 – Sistemas Hidráulicos

_______________________________________________________________________________
O texto e o vídeo indicados no Tópico 3.2 tratam de algumas caraterísticas para realizar uma
correta análise matemática e compreender melhor como é o comportamento dos fluidos nos siste-
mas hidráulicos. Neste momento, você deve acessar esses materiais para aprofundar o tema abor-
dado.
_______________________________________________________________________________

2. 4. BOMBAS HIDRÁULICAS
As bombas hidráulicas são consideradas o coração dos sistemas hidráulicos. Sua principal fun-
ção é fornecer vazão para o sistema e seu princípio de funcionamento é converter energia mecânica
(rotacional) em energia hidráulica. Devido à ação mecânica na bomba, cria-se um vácuo parcial na
entrada, o que permite que pressão atmosférica force o fluido do reservatório em que está contido
para a entrada da bomba. Quando o fluido entra na bomba, esta se encarrega de passar o fluido
para a abertura de saída e o força sob pressão através do sistema hidráulico (PARKER, 2005). O prin-
cípio de funcionamento de uma bomba hidráulica é apresentado na Figura 7.

Fonte: adaptado de Doddannavar e Barnard (2005, p. 38).


Figura 7 Ação de bombeamento de uma bomba de pistão simples.

Como apresentado na imagem, as bombas hidráulicas têm duas válvulas de retenção: a válvu-
la de retenção 1 se encontra na entrada da bomba e se encarrega de controlar a entrada de fluido; a
válvula de retenção 2 está conectada à linha de saída da bomba e se encarrega de controlar a saída
de fluido para o sistema hidráulico.
As bombas hidráulicas podem ser classificadas em dois tipos:
 Hidrodinâmicas ou bomba de deslocamento não positivo;
 Hidrostáticas ou bomba de deslocamento positivo.

Bombas hidrodinâmicas
A principal caraterísticas desse tipo de bomba é que a pressão produzida é proporcional à ve-
locidade do rotor. O fluido é transferido utilizando a inércia do fluido em movimento. Esse tipo de
bomba é pouco utilizado na prática para sistemas hidráulicos, pois é incapaz de suportar altas pres-
sões, seu poder de deslocamento de fluido é reduzido quando aumenta a sua resistência, e também

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Unidade 1 – Sistemas Hidráulicos

porque é possível bloquear completamente seu pórtico de saída em pleno regime de funcionamen-
to da bomba (PARKER, 2005).
Exemplos desse tipo de bombas hidráulicas são as centrífugas e as bombas axiais. Na Figura 8,
é apresentado o princípio de funcionamento de uma bomba centrífuga, na qual, utilizando lâminas
impulsoras, é gerado um movimento rotacional no fluido que entra na bomba, o que propicia uma
força centrífuga, realizando a ação de bombeamento que permite a saída do fluido para o sistema
hidráulico.

Fonte: adaptado de Parker (2005, p. 54).


Figura 8 Bomba do tipo centrífuga com impulsor.

As bombas do tipo centrífuga são normalmente utilizadas para o transporte de água em apli-
cações domésticas e em pequenas indústrias. Mesmo não sendo muito utilizadas em aplicações hi-
dráulicas industriais, é importante ressaltar algumas vantagens das bombas hidrodinâmica:
 Baixo custo e manutenção mínima.
 Operação simples e alta confiabilidade nas aplicações de baixa pressão.
 Capacidade de transportar diferentes tipos de fluidos.

Bombas hidrostáticas
Também chamadas de bombas de deslocamento positivo, esse tipo de bomba descarrega uma
quantidade fixa de fluido por revolução do eixo da bomba. A maioria de aplicações industriais hi-
dráulicas utilizam esse tipo de bomba, pois tem como principal caraterística sua capacidade de su-
perar as pressões geradas pelas cargas mecânicas no sistema. Além disso, consegue superar a resis-
tência ao fluxo devida ao atrito. Com essas caraterísticas, é possível garantir que o fluxo (vazão) de
saída do sistema é independente da pressão, isto é, há um fluxo constante de saída.
Algumas das vantagens das bombas de deslocamento positivo sobre as bombas de desloca-
mento não positivo, segundo Doddannavar e Barnard (2005), são:
 Capacidade de gerar altas pressões.
 Alta eficiência volumétrica.
 Formato pequeno e compacto, com uma alta relação de potência e peso.
 Alterações relativamente menores na eficiência em todas as faixas de pressão.
 Faixa de operação mais ampla, ou seja, capacidade de operar em uma ampla faixa de
pressão e velocidade.

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Unidade 1 – Sistemas Hidráulicos

Nas bombas de deslocamento positivo, se a linha de descarga da bomba estiver obstruída par-
cial ou totalmente, teoricamente a resistência ao fluxo do fluido vai tender ao infinito, gerando um
rápido aumento da pressão na bomba, o que teria como consequência a quebra do componente
mais fraco no circuito hidráulico. Para evitar esse tipo de acidente e a quebra dos componentes, as
bombas de deslocamento positivo são fornecidas pelos fabricantes com um controle de segurança,
que evita o aumento de pressão além de um valor determinado pelo fabricante.
Existem alguns parâmetros e caraterísticas importantes na hora de dimensionar a bomba que
será utilizada para um sistema hidráulico. As bombas são especificadas por duas caraterísticas: a sua
capacidade de pressão máxima de operação e o deslocamento em litros por minuto para uma de-
terminada rotação por minuto.
A capacidade de pressão máxima de operação é determinada pelas relações de pressão, as
quais são estipuladas pelo fabricante baseado na vida útil que a bomba pode ter. Se uma bomba for
operada a pressões superiores às estipuladas na folha de informações fornecida pelo fabricante, sua
vida útil será reduzida.
O deslocamento pode ser definido como o volume de fluido transportado durante uma rota-
ção do sistema. Nas folhas de dados fornecidas pelos fabricantes, o deslocamento é comumente
expresso em centímetros cúbicos por rotação. E a capacidade nominal da bomba é expressa em
litros por minuto.
Baseado nas informações contidas em Parker (2005), outro parâmetro importante das bombas
hidráulicas é a sua eficiência volumétrica, a qual é definida como o deslocamento real dividido pelo
deslocamento teórico, e é dada em porcentagem. A expressão matemática da eficiência volumétrica
é apresentada na equação a seguir:
deslocamento _ real
Eficiência _ Volumétrica  x100
deslocamento _ teórico
Quando se assume que a bomba desloca uma quantidade de fluido igual ao seu deslocamento
para cada ciclo ou revolução, pode-se chamar esse fenômeno de deslocamento teórico. Já o deslo-
camento real é menor que o deslocamento teórico, pois na prática existem vazamentos internos no
sistema hidráulico.
A eficiência volumétrica da bomba está inversamente relacionada à pressão. Para sistemas
com alta pressão, as perdas por vazamento serão maiores, o que leva a uma redução significativa da
eficiência volumétrica da bomba.
A posição da bomba no sistema hidráulico também é muito relevante na hora de dimensionar
a bomba. Em aplicações industriais, a bomba se localiza normalmente na parte superior do reserva-
tório, na qual se encontra o fluido, como apresentado na Figura 8. Uma linha de sucção se encarrega
de levar o fluido do reservatório à bomba utilizando a energia aplicada pela atmosfera para tal fim.

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Unidade 1 – Sistemas Hidráulicos

Fonte: adaptado de Parker (2005, p. 55).


Figura 8 Localização da bomba em um sistema hidráulico industrial.

Para entender um pouco melhor como a linha de sucção do sistema funciona, vamos conside-
rar que a bomba não está em operação. Quando isso ocorre, a linha de sucção se encontra em equi-
líbrio, porque a diferença de pressão entre a entrada (pressão atmosférica) e a saída da linha (en-
trada da bomba) é zero. Para garantir a entrada de fluido no rotor da bomba, esta deve gerar uma
pressão menor do que a pressão atmosférica, causando um desbalanceamento no sistema e permi-
tindo que exista o fluxo do reservatório para a bomba.
A pressão que se aplica ao fluido é utilizada pela bomba para duas tarefas. A primeira delas é
fornecer o líquido à entrada da bomba e a segunda é acelerar o líquido e encher o rotor da bomba,
como apresentado na Figura 9.

Fonte: Parker (2005, p. 56).


Figura 9 Uso da pressão atmosférica aplicado ao fluido.

A linha de sucção pode apresentar alguns problemas quando o fluido começa a evaporar a
baixas pressões dentro da linha de sução. Esse fenômeno é conhecido como cavitação, quando
ocorre interferência na lubrificação da linha e destruição a superfície dos metais. Se a cavitação não
for prevenida e continuar acontecendo por um longo período de tempo, a vida útil da bomba será
severamente afetada e os cavacos gerados nela podem se deslocar e prejudicar outros componen-
tes do sistema hidráulico.
Um dos indicadores de que está ocorrendo cavitação em alguma parte do sistema hidráulico é
o ruído, gerado pelas vibrações comuns quando existe colapso simultâneo das cavidades. Outro in-
dicador de cavitação no sistema é a perda de vazão. A causa da formação de cavitação no sistema é
a evaporação do fluido, mas isso não é gerado pelo aumento de temperatura no sistema, e sim por-
que o fluido alcança uma pressão atmosférica muito baixa. Essa irregularidade na pressão do fluido
pode ser gerada, segundo Parker (2005), pelos seguintes fatores:
1) Dimensionamento incorreto da tubulação de sucção.
2) Filtro ou linha de sucção obstruídos.

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Unidade 1 – Sistemas Hidráulicos

3) Reservatórios despressurizados.
4) Filtro de ar obstruído ou dimensionamento incorreto do mesmo.
5) Óleo hidráulico de baixa qualidade.
6) Procedimentos incorretos na partida a frio.
7) Óleo de alta viscosidade.
8) Excessiva rotação da bomba.
9) Conexão de entrada da bomba muito alta em relação ao nível de óleo no reservatório.
A cavitação é extremamente prejudicial a todos os componentes do sistema hidráulico, espe-
cialmente para a bomba; por isso, os fabricantes especificam certas limitações para o bom funcio-
namento das bombas. Comumente os fabricantes pedem para que, em bombas de tipo hidrostático,
a pressão na entrada da bomba seja menor do que a pressão atmosférica.

2. 5. BOMBAS DE ENGRENAGENS
Esse tipo de bombas utiliza o princípio de duas engrenagens conectadas para gerar a ação de
bombeamento. Uma das engrenagens está ligada a um eixo, que está ligado a um elemento aciona-
dor. Esse tipo de bombas é considerado de baixo custo e possui a vantagem de ter poucas partes
móveis. Além disso, são compactas, leves, eficientes para operar a altas pressões, resistentes aos
efeitos da cavitação, podem ser utilizadas com diversos tipos de fluidos e podem ser utilizadas em
aplicações a baixas temperaturas.
As bombas de engrenagens podem ser divididas em quatro tipos como:
1) bomba de engrenagem externa;
2) bomba de engrenagem interna;
3) bomba de lóbulo;
4) bomba tipo gerotor.
Vejamos cada uma em detalhe

Bombas de engrenagem externa


A bomba de engrenagem externa é chamada assim por conta do fato de ambas as engrena-
gens da bomba terem dentes na parte externa da sua circunferência (normalmente o tamanho das
duas engrenagens é igual). O princípio de funcionamento desse tipo de bombas é o apresentado na
Figura 10: o fluido entra na bomba e é transportado pelos dentes das engrenagens, porque cria-se
um vácuo na entrada da bomba quando os dentes das engrenagens se desengrenam, fazendo com
que o fluido seja sugado do reservatório. Esse fluido é transportado através da carcaça em câmaras
formadas entre os dentes, a carcaça e as placas laterais da bomba. Na saída da bomba, as engrena-
gens se engrenam novamente, o que força o fluido a sair para o sistema hidráulico pela linha de saí-
da.

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Unidade 1 – Sistemas Hidráulicos

Fonte: Parker (2005, p. 61).


Figura 10 Principio de funcionamento de uma bomba de engrenagens externas.

A quantidade de fluido deslocado nesse tipo de bomba depende diretamente da quantidade


de dentes na engrenagem, do volume de fluido entre cada par de dentes e da velocidade de rotação
da engrenagem motriz. As principais limitações desse tipo de bomba são a quantidade de vazamen-
tos que podem acontecer devido à sua estrutura e a capacidade que a bomba tem de suportar a
diferença de pressão entre a câmera de entrada e saída.
Para realizar uma análise teórica da vazão neste tipo de bomba, pode ser utilizada a equação a
seguir:
Qr  Vd N
Pela geometria da engrenagem, o deslocamento volumétrico Vd pode ser calculado utilizando
a equação a seguir:

Vd   Do2  Di2  L
4
Nessa equação, tem-se:
1) Do = Diâmetro externo dos dentes da engrenagem.
2) Di = Diâmetro interno dos dentes da engrenagem.
3) L = Largura dos dentes da engrenagem.
4) Vd = Volume deslocado pela bomba.
5) N = Velocidade da bomba.
6) Qr = Vazão teórica.
Como já foi dito anteriormente, a vazão real pode ser menor que a vazão teórica, por conta
das perdas causadas pelos vazamentos internos na bomba.

Bombas de engrenagem interna


Esse tipo de bomba também utiliza duas engrenagens para gerar a ação de bombeamento. Di-
ferentemente das bombas de engrenagem externa, nessa bomba, uma das engrenagens tem dentes

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Unidade 1 – Sistemas Hidráulicos

na parte externa da circunferência e ela se encaixa na circunferência interna de outra engrenagem


maior, como apresentado na Figura 11.
Quando se aplica uma potência em qualquer uma das engrenagens da bomba, o movimento
gera zonas pressão mais baixa que a pressão atmosférica, o que força o fluido para dentro da bom-
ba. Parte do fluido é conduzida entre os dentes da engrenagem interna e a outra parte é conduzida
entre os dentes da engrenagem externa ou rotor. A meia-lua na bomba funciona como sistema de
vedação, o que impede o fluido de retornar à entrada da bomba. Quando os dentes das duas engre-
nagem se encaixam, o fluido é forçado para fora da bomba.

Figura 11 Princípio de funcionamento de uma bomba de engrenagem interna.

Bombas de lóbulo
As bombas de lóbulo são uma variação das bombas de engrenagens tradicionais. O princípio
de funcionamento desse tipo de bomba é bastante semelhante ao de uma bomba de engrenagem
externa, com a principal diferença sendo que, nesse tipo de bomba, as engrenagens são substituídas
por lóbulos. Esse tipo de bomba é apresentado na Figura 12. A principal vantagem deste tipo de
bomba é que o bombeamento é suave, com fluxo linear e não pulsado.

Figura 12 Princípio de funcionamento de uma bomba de lóbulo.

O deslocamento volumétrico desse tipo de bomba é geralmente maior do que o das outras
bombas. Mesmo sendo classificadas como bombas de baixa pressão, elas são amplamente utilizadas
em aplicações que envolvem fluidos sensíveis ao cisalhamento.

Bombas tipo gerotor


Esse tipo de bomba é considerado uma das bombas de engrenagem interna mais utilizadas
nos sistemas hidráulicos industriais. Possui uma engrenagem interna motora e uma engrenagem
movida externa. Uma caraterística das engrenagens desse tipo de bomba é que a engrenagem in-

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terna possui um dente a menos que a engrenagem externa, como apresentado na Figura 13. O ele-
mento acionado está ligado à engrenagem internar, a qual transmite o movimento para a engrena-
gem externa.

Fonte: adaptado de Doddannavar e Barnard (2005, p. 50).


Figura 14 Bomba do tipo gerotor.

O volume que sai desse tipo de bombas está definido como a relação entre o volume de fluido
que cada engrenagem desloca multiplicado pelo número de rotações por minuto (rpm) do sistema.
É importante destacar que o volume que sai das bombas de engrenagem pode ser alterado
pela substituição das engrenagens originais por engrenagens de dimensões diferentes, ou pela vari-
ação da rpm. As bombas de engrenagens, de variedade interna ou externa, não podem ser submeti-
das à variação no volume deslocado enquanto estão operando.

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Os vídeos indicados no Tópico 3.3 tratam de alguns detalhes de funcionamento das bombas
de engrenagem. Neste momento, você deve assistir a esses vídeos para aprofundar o tema aborda-
do.
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2. 6. BOMBAS DE PALHETAS
As bombas de palhetas são constituídas por rotor, palhetas, anel e placa com aberturas de en-
trada e saída, como apresentado na Figura 14, o que garante uma minimização da quantidade de
vazamentos internos, se comparadas às bombas de engrenagens.
Para gerar a ação de bombeamento nesse tipo bomba, as palhetas deslizam durante o movi-
mento de rotação do rotor e entram em contato com um anel excêntrico, devido ao efeito da força
centrifuga. Esse contato entre as palhetas e o anel proporciona um tipo de vedação hidráulica na
bomba, o que impede o fluido de voltar à entrada. O movimento rotacional das palhetas permite
que o fluido seja transportado da entrada até a saída, pois, ao posicionar o rotor fora do centro do
anel e fazê-lo girar, um volume crescente e decrescente é formado dentro do anel.

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Fonte: Fialho (2004, pág. 68).


Figura 14 Bomba de palhetas.

A capacidade desse tipo de bombas é determinada pela velocidade de rotação, pela seção
transversa da palheta e pela capacidade de carregamento da palheta.
As bombas de palhetas podem ser classificadas como:
 Bombas de palhetas balanceadas.
 Bombas de palhetas com deslocamento variável.

Bombas balanceadas
Em bombas desbalanceadas, metade da bomba experimenta pressões menores que a pressão
atmosférica, enquanto a outra metade é submetida à pressão total do sistema. Essa diferença das
pressões de entrada e saída gera cargas muito altas nas palhetas da bomba, que são transmitidas
diretamente ao rotor, o que pode gerar falhas no sistema.
A função de uma bomba balanceada é a mesma das bombas desbalanceadas; a diferença está
na estrutura da bomba: para estar balanceada, é preciso que o anel excêntrico tenha um formato
elíptico e que haja duas entradas e duas saídas conectadas na carcaça, como apresentado na Figura
15. Essas entradas e saídas são utilizada para cancelar possíveis cargas laterais no eixo.

Fonte: Parker (2005, p. 64).


Figura 15 Bomba de palhetas balanceada.

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Bombas de deslocamento variável


As bombas de palhetas descritas até agora deslocam o mesmo volume de fluido para cada re-
volução. Mas, em termos práticos, em muitos casos é preciso ter um volume de fluido variável no
sistema. Trocar a velocidade do elemento acionado pode ser uma solução para isso, mas também
não é algo prático. A melhor forma para ter volume variável na bomba é modificando o deslocamen-
to da mesma.
A quantia de fluido deslocada por uma bomba de palhetas é determinada pela largura das pa-
lhetas e pela distância máxima e mínima de extensão das palhetas. Para conseguir realizar mudan-
ças na largura das palhetas, a bomba precisaria ser desligada, o que torna realizar mudanças da lar-
gura das palheta pouco efetivo. A única mudança que pode ser realizada enquanto a bomba está em
operação é nas distâncias máxima e mínima pela qual as paletas se estendem.
Uma bomba de deslocamento variável que permite realizar dita mudança é a apresentada na
Figura 16. Ela é constituída basicamente por palhetas, anel circular, rotor, mancal axial (que serve de
guia para o anel) e um compensador de pressão (chamado de “Regulagem por parafuso” na ima-
gem), o qual se encarrega de mudar a posição do anel em relação ao rotor.

Fonte: Parker (2005, p. 67).


Figura 16 Bomba de palhetas de deslocamento variável.

Já na Figura 17, é apresentado um exemplo do efeito na pressão interna da bomba quando é


realizado um deslocamento que reposiciona o anel em relação ao rotor. É possível enxergar como a
distância de extensão das palhetas muda em relação à configuração apresentada na Figura 16. Na
configuração apresentada na figura, o anel está centrado no rotor, o que faz com que o desloca-
mento de volume na bomba seja nulo.

Fonte: Parker (2005, p. 67).


Figura 17 Bomba de palhetas de deslocamento variável após realizar uma mudança na posição do anel.

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2. 7. BOMBAS DE PISTÕES
Esse tipo de bombas utiliza o movimento de extensão e retração de pistões de um cilindro pa-
ra realizar a ação de bombeamento. Quando o pistão se retrai no cilindro, absorve fluido e, quando
se estende, descarrega. Esse tipo de bomba converte o movimento rotativo do elemento de acio-
namento na entrada em um movimento axial realizado pelo pistão.

Bombas de pistões radiais


Nesse tipo de bomba, os pistões estão posicionados de forma radial no bloco de cilindro da
bomba. A estrutura e o modo de operação de uma bomba radial são apresentados na Figura 18.
Para gerar a ação de bombeamento nesse tipo de bomba, é necessário fazer com que o anel
de reação seja movido excentricamente em relação ao eixo. Enquanto os cilindros giram, os êmbo-
los saem dos pistões, o que atrai o fluido que estava no rotor da bomba. Quando os êmbolos en-
tram no pistão, o fluido é descarregado para dentro da câmara de descarga, localizada dentro do
eixo do tambor. Na bomba apresentada na Figura 18, existem duas entradas e duas saídas localiza-
das no eixo do tambor.

Fonte: Parker (2005, p. 74).


Figura 18 Bomba de pistões radiais.

Bombas de pistões axiais


Os componentes desse tipo de bomba são basicamente um tambor de cilindro adaptado com
um pistão, uma placa de deslizamento e o sapato do pistão. A ação de bombeamento é realizada
quando o tambor de cilindro gira e o sapato do pistão gira e segue a superfície da placa de desliza-
mento (a qual não gira).
A placa de deslizamento serve como suporte e define a trajetória do movimento realizado pe-
lo sapato do pistão, o que gera um movimento de vaivém axial do pistão em relação ao tambor do
cilindro, como pode ser observado na Figura 19.

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Fonte: Parker (2005, p. 67).


Figura 19 Funcionamento de uma bomba de pistão axial.
Em uma das metades do ciclo de rotação, o pistão sai do bloco do cilindro e gera o que cha-
mamos de volume crescente. Na outra metade, o pistão entra no bloco do cilindro, gerando um
volume decrescente (PARKER, 2005).

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Os vídeos indicados no Tópico 3.4 tratam sobre caraterísticas de funcionamento e alguns ou-
tros tipos de bombas de palhetas e pistão. Neste momento, você deve assistir a esses vídeos para
aprofundar o tema abordado.
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Vídeo complementar _____________________________________________________________


Neste momento, é fundamental que você assista ao vídeo complementar.
 Para assistir ao vídeo pela Sala de Aula Virtual, clique no ícone Videoaula, localizado na barra superior. Em seguida,
selecione o nível de seu curso (Graduação), a categoria (Disciplinar) e o tipo de vídeo (Complementar). Por fim, clique
no nome da disciplina para abrir a lista de vídeos.
 Para assistir ao vídeo pelo seu CD, clique no botão “Vídeos” e selecione: Hidráulica e Pneumática – Vídeos Comple-
mentares – Complementar 1.
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3. CONTEÚDO DIGITAL INTEGRADOR


O Conteúdo Digital Integrador é a condição necessária e indispensável para você compreender
integralmente os conteúdos apresentados nesta unidade.

3. 1. FLUIDOS
A fim de relembrar e complementar seus conceitos acerca das propriedades físicas dos fluidos,
leia a seguinte obra:
 SANTOS, A. Mecânica dos fluidos. Batatais: Claretiano, 2015. p. 25-49. Disponível na
Biblioteca Digital do Claretiano — Centro Universitário.
A tensão de cisalhamento é outro parâmetro importante no comportamento dos fluidos e
muito relevante na análise dos sistemas hidráulicos. Para conhecer mais sobre o assunto, acesse:

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Unidade 1 – Sistemas Hidráulicos


TAYLOR, J. Mecânica dos fluidos – Aula 02 – Tensão de Cisalhamento – Propriedades
dos Fluidos. 2016. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=vWyOgzhGm9Q>. Acesso em: 2 jul. 2018.
Outra propriedade dos fluidos importante de se estudar é a viscosidade. Ela é um dos parâme-
tros mais importantes na hora de escolher o tipo de fluido a ser utilizado em uma determinada apli-
cação. Para aprofundar seus conhecimentos sobre o tema, acesse:
 CAMARGO, M. O que é viscosidade, viscosidade dinâmica e viscosidade cinemática?
2016. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=YHqI5PKmG-A>. Acesso
em: 2 jul. 2018.

3. 2. CÁLCULOS COM FLUIDOS


A fim de exemplificar o cálculo da vazão de um fluido em um sistema, assista ao vídeo indica-
do a seguir:
 VICENTE, P. Hidrodinâmica – vazão e equação da continuidade. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=88Aoa9aqhgg>. Acesso em: 2 jul. 2018.
Para entender melhor qual é a importância do cálculo da vazão e quais podem ser as conse-
quências para uma indústria quando o cálculo dessa grandeza é errado, leia o seguinte artigo:
 TECHNOFLOW. Qual a importância de fazer o cálculo de vazão corretamente? 2017.
Disponível em: < http://technoflow.com.br/blog/importancia-do-calculo-de-vazao/>.
Acesso em: 2 jul. 2018.

3. 3. BOMBAS DE ENGRENAGENS
As bombas de engrenagens são amplamente utilizadas em sistemas hidráulicos industriais. Es-
se tipo de bombas tem algumas características que devem ser consideradas na hora de dimensionar
a bomba que vai ser utilizada para uma aplicação específica. Além disso, é importante conhecer
quais são as possíveis falhas que este tipo de bombas pode apresentar. Para entende um pouco me-
lhor essas caraterísticas e possíveis falhas, assista ao vídeo indicado:
 NEVES, R. F. Vídeo 03 – Bombas de engrenagens externas – Funcionamento. 2017. Dis-
ponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=xy-DpCmxebQ>. Acesso em: 2 jul.
2018.
A fim de exemplificar e ilustrar dinamicamente os detalhes de funcionamento de uma bomba
de engrenagem externa, assista ao vídeo indicado:
 NEVES, R. F. Vídeo 04 – Bombas de Engrenagens – Características e modos de falha.
2017. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=eJMOAO-AkYA>. Acesso
em: 2 jul. 2018.

3. 4. BOMBAS DE PISTÃO E PALHETAS


Com o intuito de exemplificar o funcionamento e caraterísticas de uma bomba de pistões axi-
ais, assista ao vídeo indicado:
 NEVES, R. F. Vídeo 05 – Bombas variáveis de pistões axiais – Funcionamento e caracte-
rísticas. 2017. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=n-9cyxPD4nA>.
Acesso em: 2 jul. 2018.

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Com o intuito de exemplificar o funcionamento de uma bomba de palhetas de curso simples e


de uma bomba de palhetas de pressão variável, assista aos vídeos indicados:
 SENAI – SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL. Bomba de palhetas –
Curso simples. Rotor excêntrico. 2009. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=XNac5EX5zW0>. Acesso em: 2 jul. 2018.
 ______. Bomba de palhetas – Pressão variável. 2009. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=n7fK-5AXO_k>. Acesso em: 2 jul. 2018.

4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS
A autoavaliação pode ser uma ferramenta importante para você testar o seu desempenho. Se
encontrar dificuldades em responder as questões a seguir, você deverá revisar os conteúdos estu-
dados para sanar as suas dúvidas.
1) Suponha uma bomba a 70 kgf cm 2 , que deve deslocar teoricamente 40 litros de fluido por minuto e desloca
apenas 36 litros por minuto. Qual é a eficiência volumétrica da bomba?

a) 85%.

b) 75%.

c) 90%.

d) 95%.

2) Pode ser definida como a quantidade de volume de um fluido que escoa por uma seção de uma tubulação em um
determinado intervalo de tempo. Estamos falando da:

a) Pressão.

b) Potência.

c) Vazão volumétrica.

d) Vazão mássica.

3) As bombas hidráulicas são utilizadas para gerar:

a) Pressão de fluido.

b) Potência de fluido.

c) Força centrífuga.

d) Vazão de fluido.

4) As bombas de engrenagem são divididas em 4 tipos:

a) Engrenagem interna, externa, lóbulos e gerotor.

b) Engrenagem interna, externa, gerotor e palhetas.

c) Pistões, engrenagem interna, gerotor, balanceadas.

d) Engrenagem interna axial, engrenagem externa radial, palhetas e gerotor.

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Gabarito
Confira, a seguir, as respostas corretas para as questões autoavaliativas propostas:
1) c.
2) c.
3) d.
4) a.

5. CONSIDERAÇÕES
Esta unidade apresentou conceitos, parâmetros, caraterísticas e propriedades fundamentais
para o bom entendimento do comportamento dos fluidos hidráulicos. Mesmo havendo várias cara-
terísticas físicas que estão diretamente relacionadas ao escoamento dos fluidos, o foco desta unida-
de foi apenas em pressão, potência e vazão – conceitos fundamentais para entender o funciona-
mento das bombas hidráulicas, as quais são consideradas o coração dos sistemas hidráulicos, pois
são as encarregadas do transporte do fluido do reservatório até todos os componentes do sistema
hidráulico.
O tema estudado é extremamente amplo e por isso é fundamental complementar seus estu-
dos consultado as Referências Bibliográficas e o Conteúdo Digital Integrador. Para dar continuidade
ao assunto, na próxima unidade serão estudados outros componentes dos sistemas hidráulico e
apresentados alguns exemplos de circuitos hidráulicos.

6. E-REFERÊNCIAS

Lista de figuras
Figura 11 Princípio de funcionamento de uma bomba de engrenagem interna. Disponível em: <http://www.rzrbombas.com.br/wp-
content/uploads/2014/10/Bombadeengrenagem.gif>. Acesso em: 29 jun. 2018.
Figura 12 Princípio de funcionamento de uma bomba de lóbulo. Disponível em: <http://2.bp.blogspot.com/-
7HpWUDgl5MU/T7t4QBuqTYI/AAAAAAAABjU/uL6kQRNTMSE/s1600/Bomba+hidr%C3%A1ulica+de+lobulos.jpg>. Acesso em: 29 jun.
2018.

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ASTM D2422-97(2013), Standard Classification of Industrial Fluid Lubricants by Viscosity System, ASTM International, West
Conshohocken, PA, 2013.
DODDANNAVAR, R.; BARNARD, A. Practical hydraulic systems. Amsterdam: Newnes, 2005.
FIALHO, Arivelto Bustamante. Automação hidráulica: projetos, dimensionamento e análise de circuitos. São Paulo: Editora Érica, 2004.
MOREIRA, Alex Ferreira et al. Desenvolvimento de um viscosímetro Saybolt Furol em temperaturas variadas, utilizando o conceito da
ABP na disciplina de instrumentação eletrônica. In: XLIII Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia (Cobenge).
PARKER. Tecnologia hidráulica industrial. Apostila M2001-1BR. São Paulo: Parker Hannifin Corporation, 2005.
SANTOS, A. Mecânica dos fluidos. Batatais: Claretiano, 2015.
STRINGER, J. D. Hydraulic systems analysis. London: Macmillan, 1976.

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