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THM

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COMANDOS DE VÔO

12.1 - PRINCÍPIO OPERACIONAL DOS COMANDOS DE VÔO


12.1.1. GENERALIDADES
12.1.2. DEFINIÇÕES BÁSICAS

12.2 - DESCRIÇÃO GERAL DOS COMANDOS DE VÔO


12.2.1. DIAGRAMA EM BLOCOS DOS COMANDOS DE VÔO
12.2.2. COMANDOS DOS ROTORES PRINCIPAL E TRASEIRO

12.3 - COMANDO DE PASSO CÍCLICO


12.3.1. FUNCIONAMENTO DO COMANDO DE PASSO CÍCLICO
12.3.2. PRINCIPAIS COMPONENTES DO COMANDO DE PASSO CÍCLICO

12.4 - COMANDO DE PASSO COLETIVO


12.4.1. FUNCIONAMENTO DO COMANDO DE PASSO COLETIVO
12.4.2. PRINCIPAIS COMPONENTES DE COMANDO DO PASSO COLETIVO
12.4.3. MONITORAMENTO DO PASSO COLETIVO

12.5 - COMANDO DO ROTOR TRASEIRO


12.5.1. FUNCIONAMENTO DO COMANDO DO ROTOR TRASEIRO
12.5.2. PRINCIPAIS COMPONENTES DO COMANDO DO ROTOR TRASEIRO

12.6 - CARACTERÍSTICAS DAS CADEIAS DE COMANDO


12.6.1. VIBRAÇÕES DE 12 HZ - COMPENSAÇÃO DA CADEIA DE COMANDO DO
SERVOCOMANDO DIANTEIRO
12.6.2. PRINCÍPIOS, REGULAGEM E VERIFICAÇÃO DAS CADEIAS DE COMANDOS DO ROTOR PRINCIPAL
12.6.3. PRINCÍPIOS, REGULAGEM E VERIFICAÇÃO DAS CADEIAS DE COMANDOS DO ROTOR TRASEIRO

12.1
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12.1 - PRINCÍPIOS OPERACIONAIS DOS COMANDOS DE VÔO

12.1.1. GENERALIDADES
Os comandos de vôo que atuam sobre o ângulo de Observar que FN se decompõe em um vetor
passo do rotor principal e do rotor traseiro, permitem "sustentação" (S) e um vetor "velocidade" (V) cujo
que o piloto controle o vôo da aerona- sentido e intensidade são controlados pelo cíclico (2)
ve: variação de altitude, velocidade e que comanda a inclinação do disco do rotor (variação
direção. cíclica do passo).
A alavanca de passo coletivo (1) con- O "bloco de pedais" (3) controla o empuxo (TY) do
trola a sustentação (FN) do rotor prin- rotor traseiro, isto é, a proa da aeronave.
cipal (variação coletiva do passo).

12.1.2. DEFINIÇÕES BÁSICAS


· Plano de regulagem
Plano perpendicular ao mastro do rotor. Quando o platô - Para um deslocamento do cíclico no sentido longitudi-
cíclico se encontra no plano de regulagem, não há vari- nal, o platô inclina-se em torno do eixo XX' que perma-
ação de passo cíclico. nece no plano de regulagem (Ação pura no sentido lon-
· Eixos de inclinação do platô cíclico gitudinal).
Eixos virtuais XX' e YY' em XX’- Eixo de inclinação longitudinal
torno dos quais o platô cícli-
co inclina quando é solici-
tado por uma ação late-
ral ou longitudinal.

D.V. O Eixo longitudinal


da aeronave

YY’- Eixo de inclinação lateral

A-B-C - Pontos de fixação dos servocomandos

- Para um deslocamento do cíclico no sentido lateral, o


platô inclina-se em torno do eixo YY' que permanece no
plano de regulagem (Ação pura no sentido lateral).

12.3
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12.1.2. DEFINIÇÕES BÁSICAS (Continuação)


• Azimute de referência das pás
Quando os pontos de fixação (A) das hastes de mudan- - Um deslocamento lateral do cíclico provoca a inclina-
ça de passo estão situadas nos eixos de inclinação XX' ção do platô cíclico em torno do eixo YY'. :
e YY', as pás são orientadas conforme os azimutes ob- · As pás 1 e 3 sofrem uma variação de incidência igual
serváveis: e de sentido contrário,
· As pás 2 e 4 não sofrem nenhuma variação de incidên-
- Um deslocamento longitudinal do cíclico provoca a in- cia.
clinação do platô cíclico em torno do eixo XX'.
α : Ângulo definido pelo eixo OW da pá e o ponto
· As pás 2 e 4 sofrem uma variação de incidência igual
e de sentido contrário.
de fixação A da haste de mudança de passo no
· As pás 1 e 3 não sofrem nenhuma variação de inci- platô cíclico
dência. β : Ângulo entre o eixo de inclinação e o eixo
da aeronave
γ: Deslocamento azimute
Posição específica das pás do rotor para verificação das variações de incidências.

Azimute direito
100° 15'

Azimute dianteiro
α : 30°
10° 15'

Œ
0 Eixo longitudinal
D.V. da aeronave

Platô cíclico
Ž
Azimute traseiro
190° 15'

Azimute esq/ •
280° 15'

Sendo o Super Puma uma aeronave de quatro pás, bas-


ta colocar uma pá em um azimute de referência para
que todas as pás fiquem no mesmo azimute.
Os azimutes de referências são marcados da seguinte
forma:
- por um traço vermelho no platô cíclico fixo, entre os
servocomandos dianteiro e traseiro.
- por 4 traços azuis no platô cíclico giratório, entre as
hastes de mudança de passo.

Quando um traço azul coincide com o traço Traço azul


vermelho, as pás estão orientadas conforme os
azimutes de referência, os pontos de fixação das Traço vermelho
hastes de passo se encontram nos eixos de inclinação
XX' e YY'.
.
D.V

12.4
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12.2 - DESCRIÇÃO GERAL DOS COMANDOS DE VÔO

12.2.1. DIAGRAMA EM BLOCOS DOS COMANDOS DE VÔO

Indicador de passo

Cadeia direita
Cadeia esq.

Cadeia dianteira
GUINHÓIS SUPERIORES

UNIDADE
MISTURADORA

Cadeia dianteira

GUINHÓL
INTERMEDIÁRIO
Cadeia direita

Cadeia esquerda
DEFASADOR ACOPLAMENTO
COLETIVO/PEDAIS

SERVOCOMANDOS AUXILIARES
DO PILOTO AUTOMÁTICO

GUINHÓIS INFERIORES

NOTA :
As cores das cadeias de comando
destinam-se apenas à facilitar a com-
Longitudinal preensão das figuras, não corres-
pondendo às cores de identificação
das hastes de mudança de passo
Lateral da aeronave.

Coletivo
Indicador mecânico de passo

Pedais

12.5
Pá do rotor principal
NOTA: Os terminais rotulados aparafusados no corpo das hastes
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possuem passos invertidos para facilitar a regulagem do compri-


mento da haste. Não desparafusar os terminais após o apareci-
mento da ranhura de segurança. Todos os eixos de conexão dos
elementos das cadeias de comando têm uma frenagem dupla.
Haste de mudança de passo

Platôs cíclicos

Guinhóis superiores

Transmissor de
passo coletivo
guinhóis intermediários

Haste de mudança de passo


Defasador
Acoplamento coletivo/pedais
Platô de comando do rotor traseiro
Coletivo

Leitura direta do
passo coletivo
Servocomandos do
piloto automático
12.2.2. COMANDOS DOS ROTORES PRINCIPAL E TRASEIRO

Cíclico
Bloco de pedais Pá do rotor traseiro
Servocomando traseiro

Guinhóis inferiores
Haste elástica

Cadeia de passo coletivo


Cadeia de passo cíclico longitunal
Cadeia de passo cíclico lateral
Amortecedor hidráulico Cadeia de guinada
Contrapeso de balanceamento Cadeia do cíclico para frente
Contrapesos de balanceamento e batente elástico
Cadeia do cíclico para direita
Cadeia do cíclico para esquerda

12.6
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12.3 - COMANDO DE PASSO CÍCLICO

12.3.1. FUNCIONAMENTO DO COMANDO DE PASSO CÍCLICO


A partir dos cíclicos (4) e (10), duas cadeias de comando - O deslocamento do cíclico para a direita ou para a
distintas (longitudinal e lateral) acionam o defasador esquerda provoca a inclinação do defasador e do platô
através do bloco hidráulico do piloto automático, o qual, ciclico em torno de seu eixo de inclinação lateral YY'.
sob o ponto de vista dos comandos de vôo, pode ser - O deslocamento do cíclico para a frente ou para trás
considerado um simples guinhol demultiplicador. provoca a inclinação do defasador e do platô cíclico em
Os movimentos do platô cíclico (as variações de incidência torno de seu eixo de inclinação longitudinal XX'.
das pás) são sensivelmente proporcionais aos movimentos
dos cíclicos.
Servocomando
direito
Platô cíclico
7
Cadeia do comando lateral
(rolagem) Servocomando
dianteiro
Cadeia do comando longitu-
dinal (arfagem)

Servocomando
esquerdo
Unidade
6
misturadora

Defasador
FUNCIONAMENTO DA UNIDADE MISTURADORA
Os movimentos das cadeias de comando provêm ao mesmo
4
tempo do cíclico e do coletivo. A unidade misturadora é um
Bloco hidráulico
sistema de guinhóis articulados que permitem que os
do PA
comandos do cíclico e do coletivo acionem a cadeia de
5 movimento do sistema de comando independentemente.
Deslocamento do cíclico

Os guinhóis (arfagem ou
8 rolagem) giram sobre o
guinhol do coletivo, que
é fixo.

3
9
2
Eixo da unidade
1 10 misturadora
Deslocamento do coletivo

1 - Eixo de conjugação do cíclico


2 - Alavanca longitudinal O guinhol do coletivo e o
3 - Guinhóis laterais eixo da unidade
4 - Cíclico do piloto misturadora giram,
5 - Coletivo do piloto acionando no mesmo valor
6 - Guinhol intermediário os guinhóis de arfagem e
7 - Guinhóis superiores rolagem.
8 - Guinhóis inferiores Eixo da
9 - Coletivo do co-piloto unidade
10 - Cíclico do co-piloto misturadora

12.7
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12.3.1. FUNCIONAMENTO DO COMANDO DE PASSO CÍCLICO (Continuação)

QUAL A NECESSIDADE DO DEFASADOR?


PLATÔ CÍCLICO
É preciso que o platô cíclico, solicitado pelo comando de
passo cíclico, incline em torno de 2 eixos perpendicula-
res (XX' e YY'). É uma necessidade (ver a Teoria Ele-
mentar de um Helicóptero). No caso dos helicópteros le-
ves, onde os esforços de flexão ao nível do platô cíclico O
são pequenos, a solução é evidente. Basta que os pon-
tos de fixação A, B, C dos servocomandos se situem Lateral direita
nos eixos XX' e YY'. Os esforços de comando no platô
não são repartidos uniformemente, mas isto não tem im- Lateral esquerda
portância considerando-se o pequeno valor dos mesmos.
Longitudinal
É totalmente diferente para os helicópteros mais pesa-
dos, onde o valor importante dos momentos de flexão Os pontos A, B e C do servocomando estão nos eixos
sobre o platô cíclico exige uma divisão simétrica dos es- de inclinação XX' e YY'.
forços, seja um ajuste eqüidistante (à 120º) dos pontos
de atuação A, B, C dos servocomandos. Parece que es- PLATÔ CÍCLICO
tes três pontos ajustados a 120º não podem determinar
dois eixos de inclinação em ângulo reto. É aí que o de-
fasador intervém, colocado abaixo do platô cíclico, o o-
briga a inclinar em torno dos eixos XX' e YY'.

O princípio é simples: se associamos, através das 3 has-


tes (a, b, c) ajustadas entre si a 120º, o platô cíclico a
um outro platô (o defasador), é evidente que todos os
deslocamentos do defasador serão reproduzidos exata- Os servocomandos são instalados em intervalos de 120°
mente pelo platô cíclico. Particularmente, se o defasador para assegurar a distribuição uniforme dos esforços
for atuado pela haste de lateral e a haste de longitudinal de inclinação. O platô cíclico não pode se inclinar sobre
em 2 pontos ( A' e E) ajustados a 90º e determinando 2 os eixos XX' e YY'
eixos perpendiculares X1X1' e Y1Y1', ele inclinará em
torno destes eixos, acionando, da mesma forma, a incli- PLATÔ CÍCLICO
nação do platô cíclico em torno de XX' e YY'.
Observar que o defasador, estando abaixo dos servoco-
mandos, deixa passar somente esforços muito peque-
nos.
Este é o princípio do defasador. Por motivos de cinemáti-
ca (evidentemente, o platô cíclico não está diretamente
sobreposto ao defasador), não se encontrará na aerona-
ve a mesma disposição das cadeias de comando.

Não esquecer que: na entrada do defasador, as ações


lateral e longitudinal são "puras". Na saída do defasa-
dor, as 3 hastes (a, b, c) têm um movimento composto
que restitui no platô cíclico os movimentos do defasador.
Não se pode mais falar após o defasador das cadeias la-
teral e longitudinal. Elas são despersonalizadas. São de-
signadas conforme a posição dos servocomandos, cadei-
a dianteira, cadeia direita e cadeia esquerda.

DEFASADOR

Haste lateral
Haste longitudinal

O defasador faz com que o platô cíclico


se incline sobre os eixos XX' e YY' .

12.8
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12.3.2. PRINCIPAIS COMPONENTES DO COMANDO DO PASSO CÍCLICO

Batentes do cíclico
do piloto Folga Folga

Batente

O cíclico não atinge seus batentes, o


curso das cadeias de comando é li-
mitado pelos batentes internos dos a-
tuadores do bloco hidráulico do P.A.

18 19 1

Contrapesos laterais
e longitudinais 2
17

Eixo de conjugação longitudinal16

Haste longitudinal 3

15
D.V.
Haste lateral 4
Guinhol 14
longitudinal
13 5
Eixo de conjugação lateral
Guinhol lateral 12 6

DEFASADOR
Para o servocomando esquerdo 7
Para o servo-
comando direito Para o servo-
8
comando dianteiro

11

Conjunto cardan 9

Defasador

Haste long.
Suporte do Haste lateral do cíclico
10
defasador do cíclico

1 - Guinhol do servocomando dianteiro 8 - Haste de saída (coletivo) do PA 15 - Guinhol intermediário


2 - Guinhol do servocomando esquerdo 9 - Alojamento dos comandos de vôo 16 - Haste do servocomando direito
3 - Unidade misturadora 10 - Guinhóis inferiores 17 - Haste do servocomando dianteiro
4 - Haste de conjug. da unid. misturad. 11 - Bloco hidráulico do PA (vinda do guinhol intermediário)
5 - Haste longitudinal do cíclico 12 - Acoplamento coletivo/guinada 18 - Guinhol de guinada
6 - Haste do coletivo 13 - Haste de guinada 19 - Guinhol do servocomando direito
7 - Haste lateral 14 - Haste do servocomando esquerdo

12.9
THM

12.4 - COMANDO DE PASSO COLETIVO

12.4.1. FUNCIONAMENTO DO COMANDO DE PASSO COLETIVO


A partir das alavancas de passo coletivo (8) e (11), uma O platô cíclico se movimenta para cima e para baixo, pa-
cadeia de comando (A) aciona a alavanca da unidade ralelamente a sua posição inicial: o ângulo de incidência
misturadora (5), através do bloco hidráulico do piloto au- sofre a mesma variação em todas as pás, independente-
tomático. mente do azimute de cada uma.
O movimento é transmitido pelos guinhóis somadores
(14), que giram no mesmo ângulo, acionando as três
cadeias de comando (B, C, D) do platô cíclico.

1 2

3
16
A-Comando do coletivo
B-Comando do servocomando esquerdo
C-Comando do servocomando dianteiro 14
D-Comando do servocomando direito

D C 15

Unidade misturadora
4

11 12 5

1 - Servocomando direito
A 2 - Platô cíclico
13 3 - Servocomando esquerdo
4 - Transmissor de passo
5 - Alavanca do eixo da unidade mistur.
6
6 - Guinhol inferior de passo coletivo
7 - Amortecedor hidráulico
7 8 - Coletivo do co-piloto
9 - Eixo de conjugação
10 - Indicador de passo (leitura direta)
5 11 - Coletivo do piloto
12 - Bloco hidráulico do PA
8 13 - Guinhol intermediário
14 - Guinhóis somadores
15 - Compensador de 12 Hz
10
16 - Servocomando dianteiro
9

NOTA: Ver § 12.3.1 para o funcio-


namento da unidade misturadora.

12.10
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12.4.2. PRINCIPAIS COMPONENTES DO COMANDO DE PASSO COLETIVO

( 1 ) Coletivo, dispositivo de fricção, compensadores


1
DISPOSITIVO DE FRICÇÃO

5
11
1
14

12
6 5 4 3
13

23
BATENTE DO COLETIVO 14

8 16 15
16

9 8

22

21
Folga
10

Folga
17
20 19 18 6
O coletivo não atinge seus batentes (9), o curso da cadei-
a de passo coletivo é limitado pelos batentes internos do
bloco hidráulico do P.A.

1 - Punho de controle da fricção 13 - Haste do amortecedor hidráulico


2 - Conjunto cardan 14 - Punho de comando do coletivo
3 - Parafuso de regulagem de fricção residual 15 - Coletivo do co-piloto
4 - Sapata de fricção inferior móvel 16 - Capa de proteção
5 - Sapata de fricção 17 - Amortecedor hidráulico
6 - Eixo de conjugação do coletivo 18 - Alavanca do batente elástico
7 - Sapata de fricção superior fixa 19 - Batente fixo
8 - Guinhol do coletivo 20 - Contrapesos (opõem-se à tendência das alavan-
9 - Batente da alavanca do coletivo cas do coletivo de deslocarem-se de sua posição)
10 - H aste do coletivo 21 - Haste do indicador mecânico de passo
11 - Haste do coletivo para o PA 22 - Indicador mecânico de leitura de passo
12 - Guinhol inferior do coletivo 23 - Coletivo do piloto

NOTA: As hastes e guinhóis instalados no armário dos comandos de vôo são citados no § 12.3.2

12.11
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12.4.2. PRINCIPAIS COMPONENTES DO COMANDO DE PASSO COLETIVO (Continuação)

( 2 ) Amortecedor hidráulico
O amortecedor hidráulico (1) limita a velocidade de deslo-
camento da cadeia de comando de passo coletivo. 2
O deslocamento da aleta (3) acionada pela alavanca (2) é
frenada pela restrição do óleo de silicone através dos orifí- 1
cios de intercomunicação (4).
Em caso de travamento do amortecedor, a ruptura dos re-
bites (5) permite conservar o movimento da cadeia de co-
mando, mas ...
NÃO HÁ MAIS FRENAGEM DO COMANDO DE PASSO
COLETIVO.

4 1 - Amortecedor hidráulico
3 2 - Alavanca do amortecedor
3 - Aleta
4 - Orifício de intercomunicação
5 - Rebite de cisalhamento

( 3 ) Batente elástico
Para 17º30' de passo coletivo, o contrapeso (5) entra em (3)) e alerta o piloto que ele vai ultrapassar o limite má-
contato com o batente fixo (4). A partir deste ponto, todo ximo autorizado.
aumento de passo se traduz por um aumento do esforço
de operação na alavanca de passo (distensão da mola

1 - Suporte do peso e do batente


2 - Alavanca do batente elástico
3 - Mola Batente interno no corpo 19°
17°30'
4 - Batente fixo do bloco hidráulico do PA
5 - Contrapeso (opõe-se à tendência da alavan-
ca do coletivo de deslocar-se de sua posição)

NOTA: Para as aeronaves com motores Makila 1A, Suporte


o batente é regulado em 17º.
1 2

5
4 3 3

12.12
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12.4.3. MONITORAMENTO DO PASSO COLETIVO


Um transmissor elétrico de posição (3), instalado abaixo No caso de pane elétrica do sistema, um indicador
do platô cíclico fixo e conectado ao indicador de passo de passo mecânico (2), fornece ao piloto uma leitura
(1) fornece ao piloto uma indicação direta do passo co- direta do passo coletivo.
letivo.

1
PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO DO TRANSMISSOR E DO INDICADOR DE PASSO COLETIVO
O enrolamento D do rotor do transmissor é percorrido por Se o rotor do transmissor gira em um ângulo α, seu cam-
uma corrente alternada que cria um campo magnético al- po magnético H gira no mesmo valor e o campo H' do es-
ternado H. Este campo, variável, induz uma corrente nos tator do transmissor o segue. Como os enrolamentos
três enrolamentos A, B, C do estator. O valor destas cor- dos estatores do transmissor e o indicador estão ligados
rentes depende da posição do enrolamento D com rela- um a um e ajustados a 120º, o campo magnético H' do
ção aos enrolamentos A, B, C. O mesmo ocorre para o estator do indicador gira, como o do transmissor, um ân-
campo magnético resultante de H' que se alinha gulo α e o rotor do indicador gira no mesmo valor para a-
1XP2A
com H. linhar seu campo H com o
TRANSMISSOR 115V/400Hz INDICADOR campo H' do estator.

12.13
THM

12.5 - COMANDO DO ROTOR TRASEIRO


Guinhol do servocomando traseiro
12.5.1. FUNCIONAMENTO DO COMANDO DO ROTOR TRASEIRO
O comando do rotor traseiro varia o ângulo de in-
cidência das pás do rotor traseiro para assegurar
duas funções básicas: Platô de comando do rotor traseiro
- Uma função automática: anula o torque devido
ao rotor principal. Este torque varia com o ajuste
do passo coletivo,
- Uma função comandada: possibilita o controle
da direção da aeronave no eixo de guinada (con- Polias
trole de direção).
Setor de comando Haste elástica

Cabo de comando
Guinhol superior

ACOPLAMENTO COLETIVO/PEDAIS

Guinhol do acoplamento Bloco hidráulico do PA


MOVIMENTO DOS PEDAIS - COLETIVO FIXO
coletivo/pedais
Alavanca
do coletivo

Bloco de pedais
do piloto Eixo dos guinhóis comandado 2
1
pelo coletivo
B

C
Guinhol A
inferior

O ponto C fica fixo. O guinhol (2) gira em tor-


no do ponto C, transmitindo o movimento dos
pedais ao servocomando traseiro.

MOVIMENTO DO COLETIVO - PEDAIS FIXOS


Bloco de pedais
Eixo de conjugação
do co-piloto
· Controle de direção: 1 2

As variações de incidência são obtidas, neste caso, por a- C


ção nos pedais de direção. B
O guinhol de acoplamento assegura, para uma determina-
da posição dos pedais, uma variação linear de incidência A
das pás do rotor traseiro quando o passo coletivo varia.
Quando o passo coletivo aumenta, a incidência das pás
do rotor traseiro aumenta e vice-versa.
O ponto D fica fixo. O coletivo aciona o eixo
· Função antitorque: e o guinhol (1). A alavanca de guinada (2),
puxada pelo guinhol (1) gira em torno do
A incidência das pás do rotor traseiro varia com o ajuste ponto A (o ponto A descreve um arco circu-
do passo coletivo. As variações do torque de reação do lar em torno do ponto D), transmitindo um
rotor principal são continuamente compensadas por um D
movimento de comando à haste de saída,
acoplamento mecânico entre a cadeia de passo coletivo que é proporcional ao movimento do coleti-
e a cadeia de guinada. vo.

12.14
THM

12.5.2. PRINCIPAIS COMPONENTES DO COMANDO DO ROTOR TRASEIRO

( 1 ) Bloco de pedais
1 - Suporte de fixação do transmissor de frenagem
Cada bloco de pedais comporta um sistema de regulagem 2 - Pedal do freio
com 5 posições, colocando os pedais na distância ideal pa- 3 - Alavanca de regulagem dos pedais
ra o piloto. No bloco do "piloto" os pedais articulados (2) 4 - Pedais de guinada do piloto
comandam os transmissores de frenagem. 5 - Pedais de guinada do co-piloto
O bloco de pedais do "co-piloto" também é equipado 6 - Capa de proteção
com pedais de freio.
7 - Eixo de conjugação
8 - Batentes ajustáveis
9 - Guinhóis
2
10 - Suporte do transmissor de frenagem
1
3

Folga

10
9 7
8

7
6 8

Os pedais não atingem os batentes. O curso da


cadeia de comando é limitada por batentes in-
ternos do bloco hidráulico do P.A.

( 2 ) Reguladores de tensão do cabo ( 3 ) Haste elástica


Pino de segurança Em caso de ruptura de um cabo de comando, uma has-
te elástica leva automaticamente a incidência das pás a
Regulador um valor pré-determinado.
de tensão

Cabo Molas de retorno


dianteiro Cabo traseiro

Acoplamento
intermediário
Haste do pistão
Pistão
Os reguladores de tensão do cabo são equipados
com acoplamentos intermediários que permitem a
remoção do cone de cauda (transporte aéreo da
aeronave, por exemplo) sem desregular os cabos.

12.15
THM

12.6 - CARACTERÍSTICAS DAS CADEIAS DE COMANDO


12.6.1. VIBRAÇÕES DE 12 HZ - COMPENSAÇÃO DA CADEIA DE COMANDO DO SERVOCOMANDO
DIANTEIRO
Durante o taxiamento, com sustentação nula, pode ocor- Para evitar que estes movimentos relativos entre o ser-
rer um fenômeno vibratório de freqüência 12 Hz para cer- vocomando e a haste de atuação induzam comandos si-
tas posições do cíclico e do coletivo. Estas vibrações são mulados no servocomando com 12 Hz, o que amplifica-
traduzidas por oscilações longitudinais e de pequena am- ria o fenômeno vibratório, um compensador associa a
plitude da CTP. O servocomando dianteiro se desloca haste de atuação ao movimento da CTP.
com a CTP enquanto que a haste de atuação não sente
estes deslocamentos.

ESTE COMPENSADOR SUPRIME OS COMANDOS SIMULADOS AO SERVOCOMANDO


DIANTEIRO, PORTANTO A AMPLIFICAÇÃO DAS VIBRAÇÕES.

SEM O COMPENSADOR, AS VIBRAÇÕES DE 12 HZ CRIAM UM MOVIMENTO RELATIVO ENTRE A HASTE DE


ATUAÇÃO E A ALAVANCA DO SERVOCOMANDO DIANTEIRO. A EXCITAÇÃO DO SERVO RESULTA NA
AMPLIFICAÇÃO DAS VIBRAÇÕES DE 12 HZ.

ROTOR PRINCIPAL Servocomando 0


Vibrações desprezíveis dianteiro 12Hz
12Hz
Haste de atuação

Movimento da CTP CTP

AMPLIFICAÇÃO
Guinhol
Movimento do servo

Suspensão flexível
O servo diant. gera
um comando simulado
Ponto fixo (comando não solicitado)

O COMPENSADOR ACOPLA A HASTE DE ATUAÇÃO COM O MOVIMENTO DE OSCILAÇÃO LONGITUDINAL DA


CTP PARA ELIMINAR QUALQUER ATUAÇÃO INDESEJÁVEL DO SERVOCOMANDO DIANTEIRO

O movimento de oscilação da CTP é transmitido atra- O COMPENSADOR ELIMINA OS MOVIMENTOS RE-


vés da haste de 12 Hz, do compensador e do gui- LATIVOS ENTRE A HASTE DE ATUAÇÃO E O
nhol à haste de atuação que, em seguida, move-se SERVOCOMANDO.
juntamente com o servocomando.

Piso
mecânico
Haste de atuação 0
Haste de atuação

Compensador Haste de12Hz


CTP

Compensador CTP
Haste de12 Hz

Ponto fixo
Guinhol (comando não solicitado) )

Suspensão
flexível
Ponto fixo (sem atuação de comando)
Guinhol

12.16
THM

12.6.2. PRINCÍPIOS, REGULAGEM E VERIFICAÇÃO DAS CADEIAS DE COMANDO DO ROTOR


PRINCIPAL
( 1 ) Referência de regulagem das cadeias de ( 3 )Regulagem das hastes semi-fixas
comando
Com o parafuso de regulagem no batente sobre calços e
- Cadeias de comando pinadas ao nível do cíclico e do as cadeias de comando de passo cíclico e coletivo,
coletivo. pinadas, as hastes SEMI-FIXAS são reguladas e seladas
- Pistões do servocomandos do bloco hidráulico por luva termorretrátil PRETA. Sua regulagem não pode
imobilizados nos calços de regulagem (ferramenta espe- ser mexida.
cial).
- Haste de compensação regulada (alavanca do
compensador perpendicular ao piso mecânico). NENHUMA REGULAGEM É AUTORIZADA NAS
Nesta configuração, o platô cíclico deve estar perpendicu- HASTES FIXAS SELADAS COM UMA LUVA
lar ao mastro do rotor. Este resultado é obtido pela TERMORRETRÁTIL BRANCA .
regulagem do comprimento das 3 hastes de atuação dos
servocomandos. Deve-se ter um passo de 13º30' nos
punhos das pás do rotor principal (leitura no setor
graduado) ('verniers') localizadas no punho da pá.

( 2 ) Verificação do curso dos comandos


Esta operação permite verificar se os ângulos de passo
extremos são atingidos quando os comandos estão no
batente de fim de curso.
Ponto de referência: leitura da incidência dos punhos dos
verniers.
Hastes de atuação
servocomando

Vernier

Haste do compensador

Haste regulável
Haste semi-fIxa
PUNHO DA PÁ
Haste fixa

Pino de travamento BLOCO HIDRÁULICO DO PA


longitudinal
Batente
Batente longitudinal
lateral

Pistão do servocomando
auxiliar

Pino de travamento
do coletivo

Batente do coletivo

Pino de travamento
lateral Calços de regulagem

12.17
THM

12.6.3.PRINCÍPIOS, REGULAGEM E VERIFICAÇÃO DA CADEIA DE COMANDO DO ROTOR TRASEIRO


( 1 ) Referência de regulagem da cadeia de ( 3 ) Regulagem da haste semi-fixa
comando Com o parafuso de regulagem no batente sobre
- Pedais alinhados por uma ferramenta especial. os calços e os pedais imobilizados pela ferra-
- Pistão do servocomando do bloco hidráulico do pi- menta, a haste SEMI-FIXA é regulada e selada
loto automático no batente sobre um calço de regu- por uma luva termorretrátil PRETA. Sua regula-
lagem (ferramenta especial). gem não pode ser mexida.
- Alavanca de entrada do servocomando traseiro pi-
nada. NENHUMA REGULAGEM É AUTORIZADA
- Haste elástica desconectada. NAS HASTES FIXAS SELADAS COM UMA
Levar o platô de comando à cota "a". Conectar os ca- LUVA TERMORRETRÁTIL BRANCA.
bos conservando a cota "a". Regular a tensão dos
cabos.

Pontos de regulagem da tensão dos cabos:


tensores.
( 2 ) Verificação do curso de comando
Haste elástica desconectada, coletivo no passo míni-
mo, pedal esquerdo no batente dianteiro, medir a co- Reguladores
ta "b". de tensão

Cabo de comando de guinada

Haste semi-fixa Haste


Cabo e haste reguláveis elástica
Haste fixa
Cabeça do rotor
traseiro

Platô de
comando

BLOCO HIDRÁULICO DO PA

Ferramenta de alinhamento do pedal

Superfície
usinada

Calço de
regulagem
Pistão do servocomando
Batente do pedal do bloco hidráulico do PA

12.18