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WHITMONT

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RÊTÕRNÕ
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Dados internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira dò livro) &PV
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Whitmont, Edward C, 1912-


Ma2/?ím°x?
Mana Sflvia Mourão.
1^08a- 7de
SãoEdward Whitmont
Paulo :CSunimus/ ;tradução de
Í991.
i :
Bibliografia.
ISBN 85-323-0148-7

Deusas 2. Jung, Carl Gustav, 1875-1961 3. Mitologia 4. Papéis


sexuais 5. Psicanálise e religião I. Título, ; ' ^

CDD-150.1954
-200.19
91-0812 -291.13
-305.42

índices para catálogo sistemático:


1. Arquétipo : Psicologia 150.1954 •'»'.-
2. Mitologia 291.13 '
3. Mulheres : Papéis sexuais : Sociologia 30Í42
4. Psicanálise e religião 200.19 • i\
5. Psicologia junguiana 150.1954 1 t

:, í
CAPITULO 10 do examinadacomrigor. OSw^"'09* pode«afazerquan
do.pelatransição daísoc^d^QUe™«^m,?eres«m*£52£
Mas, mesmoemestruturastS TJ?*"3* de •«*«*• apaXS
oa, baseadas quase que StótS ^T0asdeR°»a^aGr1:
•rttótydesubordinadas Eat*™!fr "«"«rtura, as mulheres A.W.
0 Feminino e sua Repressão Mvas.Omaio^on^dTne^^^^^^
^ücaçâosa&fatória^enfreSn/"* «5™1«••**•» »*£££
tas asmulheres lutavamíladoS ™k**""***» eosprimitivos^*
(Feminilidade e MaàmiMdade) ^«ean^i^docmíen^
O céu é meu, a terra é minha/ Eu sou guerreira eu sou/ Há algum deus
™Unüc; as Morrigan, i ^ " ^ ^««»»»-*;a£S^
que possa medir-se comigo?/ Os deuses são pardais, eu sou falcão/ Os deuses As mulheres nunca foram um .„,'em Roma> entre outras
fazem rodízio/ Eu sou uma esplêndida vaca selvagem.
, Canção de Inanna* rtr^i°apenas«
res, *sssn^s??que
as mulheres sempre foram mJ^ pudes-s-
Bn todas « eras e luea-
m^orvfeorbiolàgicoPeàre^X^pu,^^drU apenas a° ^
íf«? 3"^ forca «si<»> mdependente^f^0^devido*
•? «Pacidade mental, Suer-
Abençoado sois vós, Senhor nosso Deus, Rei doíUniverso, que não me fi
zestes mulher. ofator decisivo, os leões etigresteri»™V fosse
Bênção matinal a ser entoada pelos homens
humano. Quanto àcapaddE,STtiabae^ dominado oÊênern
Abençoado sois vós, Senhor nosso Deus, Rei do Universo, que me fizestes mos da habilidade JÍSaSrtESÍÍ asmulheres são iguais! eS?
de acordo com a Vossa vontade. mo sur^oresaoshome^ ALlíe!TeSmte^Maásão no^-"
Bênção matinal a ser entoada pelas mulheres** «aplicação. O^Sl,ÍS!,ta* também não sér?e£Z"
cerca de seis mil anosOuand„ , e^ precede aádustriafcaci,?™
A mulher é a confusão do homem, uma besta insaciável, uma ansiedade *am, como se d^^^E?** eaoportuSfe^
5
constante, um fogo bélico incessante, uma ruma diária,.o domicilio da tem
pestade, o obstáculo à devoção. . Ü i ^es sedesaíram
"Mas tão bem ou meS q?e
montagem. que osL8"6"35
os homei" nasmundiais-^™-
bancadas en^s
O espelho de Vincent De Beauvoir, século XIII

'i? A desvalorização do feminino é um aspecto intrínseco à cultura domi


nante na vigência do desenvolvimento do egó patriarcal. As mulheres têm
sido consideradas seres humanos de segunda categoria, na melhor das
hipóteses, e, em muitas circunstâncias, menos do que seres humanos. Em
virtude de sua natureza religiosa, essadesvalorização tem caracterizado
a auto-imagem das mulheres com a mesma força com que tem tingido
a visão masculina. E as mulheres têm sido tão culpadas de reprimirem
3'i
* S. N. Kramer, ed., Froni thepoetry ofSumer (Berkeley, University of Califórnia Press,
1979), p. 97. . I\ ,
** Bênçãos matinais extraídas de The Siddur. Traditíonty prayer book for sabbath and
festivais, trad. para o inglês D. de Sola Pool. Autorizada pela Conferência Rabínica da
""S^S
prestigiomágico, tem sidS „í0!^eme- C*™ a"falsidWe"Não

América. Nova York, 1960, p. 108.
«sendoatuah^^^^^
atransição de uma visão de mundo mágicaépara uma outra, de cunho ver quem se sentava na fW»nt« «~
mental, necessitava tanto da ficção deum%üe#tiinidade da dimensão
mágica quanto de uma valorização da mera força muscular. Essa é a
ficção que sustenta o sistema androlátrieo de valores, cerne do patriar-
cado. Fez assimcom que ambos os sexosdesvalorizassem, não tanto as
mulheres em si, mas o feminino e todaa dimensão mágico-mitológica.
Uma vezque as mulheres são muito mais femininas do que os homens,
foram declaradas inferiores por consenso mútuo.
A masculinidade e a feminilidade são forças arquetípicas. Consti
tuem maneiras diferentes de serelacionar com a vida, com o mundo e
com o sexo oposto. A repressão da feminilidade, portanto, afeta arela SpSSSSaSiSsSSe
batuta aquestão de se as mulher*S d° **oto. f™ seriamente &-
ção da humanidade com o cosmo, na mesma,medida em que afeta as claro, oconsenso majòritárZrf^ fT^ou "^ sensações sexuais p
relações mútuas entre homens emulheres. Ás sx>lu£ões sociológicas têm
sua finalidade, mas carecem doentendimento essencial dapsicologia do
feminino. N|o formulam sequer aquelaJpíárgunta jque, no mito medie
val, salva aVida de Arthur e assim poupa e reunifica o reino. Séculos
mais tarde, e}a ressurge na admirada declaração de Sigmund Freud: "A
grande pergunta, que nunca foi respondida eque não tenho podido res
ponder, apesar de meus trinta anos de pesquisas, éaseguinte: oque quer
uma mulher?".2 , ,
O espanto de Freud é ainda mais significativo diante do fato de to revetador o«maVtelo *%££."?£**. df*<***t*Áo&
o antigo mito já tê-la respondido. Voltaremos aeste ponto no capítulo bdopelos frades dominicanos^ li^"laaMalef>carum. Co£II
sobre o mito doGraál. Alémdisso, o paida psicanálise desenvolveu suas Pelo papa InocêndoVm^í,™ Z™° f01 explicitamente autoria
noções a partir de uma clinica composta essencialmente por mulheres.
Apesar disso, chegou àconclusão de què ó feito feminino mais elevado ele alcançou amarca da7trin^P™CIpes ejuizes- Entre 1486elffl?
poderia ser seu papel "deanjo provedor das necessidades edo conforto ?anha, Françaew3£££%" T p^pais •*£&*£
do homem".3 . . licas eprotestantes. Eia^2^"tamentenaslegisIaturaTcaM
Para atingir o estado exçelso "cujojvalor é muito supenor ao do entre os século* XV?X^T"0' °padíâ° Cativo delu^mt
rubi", a"mulher virtuosa" teria que confinar suas atividades eaté seus
sonhos à dimensão damaternidade, davida familiar, dacriação dos fi **3?*££?Z£TT Sã° ba5Íca»entemovidaspelain
lhos ou, se as circunstâncias a forçassem àentrar nomundo, auma car Seradospdo "clamor da S* J^f eXtremos de "»* Suw&to
reira do tipo professora primária. Acriação dos filhos permite oincen «Pais do que ohom^ll £?p°*ess.vidade epelo chíme*°Mafe
tivodaauto-afirmação competitiva nosnieninos, mas não nas meninas. v<as, vãs, mentirosas eautoras £ FVerdade' sexualmen£insacT
TMnfraHas a uma rotina predominantemente doméstica, qualquer preo
cupação com aautoridade pessoal easatisfação das próprias necessida
des eram reprimidas nas meninas aindamais que nos meninos. Lembro-
medeumamulher demeia-idade quecontinuava tendo sérias dificulda
des diante decertas situações pessoais e profissionais devido àincapaci
dade de defender seus pontos de vista. Enfim, no transcurso de um tra
balho psicológico, foi suscitada uma lembr&nça muito dolorosa de sua
infância. (Essas lembranças doinício davida são importantes do ponto
devista dodiagnóstico, porque o fato deterem algo queámemória res
gata do passado, período em qüe quase; tüdò fica no esquecimento, assi corpo se nâo tívlsSft™ Ev*¥° teria Provocado amotí?^° Ev* a*«*. Eva
nala claramente que asituação foi complexa outraumática.) Ela selem
broude, aos três ou quatro anos, ter brigado cqmo irmão menor para
I'í!
i\

Vale apena registrar que, para otfailàtf, pecado épraticamente


amesma coisa que "camaMade", especialmente o prazer sexual. Esse *w £ S ^ *•««** do Decálogo,
"apelo da carne" é supostamente "encarriadp': na mulher econstitui vavelmente, éarazão para aproS^^^f <dém!df™»" e. p^I
o cerne de todo mal.4 .,""", $. i , . zerro de Ouro, objeto da ira de Mofsés t ^ «•Ç**"*". OBe-
Mas não apenas as culturas òddéntais hostúiiaram e rejeitaram Ução de Ísis-Hathor, aQ^&JSS^SlW*"*
o feminino. Alei de manu, base da cultfrahmdtt, declara que "por sua do a Jesus - "Vim para destruir of^S a 7pocnfo a^buí-
própria natureza, a mulher está sempre buscando seduzir o homem... como acondenação d?"«mS^SSÍS^iA H*""1 ~ •**
A mulher é acausa da desonra, da inimizade eda existência mundana. ta" doPorApocaüíse de S^LX-- "' "agrandebes-
Portanto, amulher deve ser evitada".* Por^òubro lado, "nao importa que, pode-se indaea? oEmET sentunentos semelhantes,
quão perverso, degenerado ou desprovido deboas qualidades seja oma rio ao àma^aJ^^J^^ ^considerado «accmti*
rido uma boa esposa deve sempre referenciá-lo como a um deus . julgado aencan*çãod0^^^ a» * ter sido
As tendências religiosas que caracterizaram a era do ego patriar gunta devemos fazer nm^a^TJ^TZU^T^*esta ^
cal estavam baseadas na desvalorização da^vida natural e da matéria, cado dos termos masculino efci^onTi^f *realmente osignifi
daexistênciamundana, do corpo. A reândá# concreta era cada vez mais co. Haverá realmente umadü&"?^.aiín* s™bóU-
considerada isenta de espírito eoposta, aele;.; Aánterioridade de ser no tural esocialmente induzida eítrJP5Í 'qUer,dl2er' •**> aPe*as cul-
mundo, que é o remo do Femnuno, era ré)en>da^ ros simbólicos se iS^^^le m^eres?Como os gêne-
A misoginia e a<androlatria, poi; conseguinte^ estão mdissoluvel- muita certeza,
profundo sobreosamMmZ^^X- T ^f*1**»*
sistema^SiSSS <ftural Com
têm um efeito
ménte entrelaçadas às convicções ecrenças religiosas defendidas duran
teos últimos quatro mil anos, ou mais, Essas; idéias religiosas passaram Acompreensão da naturezae do sten£?ZtT° *»»»»•«• ehomens,
àcategoria de padrões aceitos. Por força dg mempoder de sugestão e éocerne eafinalidadedeste taSn?°?T™^u^c™ cult^ais
consentimento cultural, impuseram-sè inclusive àquelas que deveriam anos, ^V^q^u^chd^^^0^^ Ion*° dos átimos
acolher as projeções de sua suposta inferioridade, ou seja, as propnas cerebral da «dtóJ^S^SSSfiST^*8
numerosasemental, ^ vèzmais
que são «SSStóSíSK ^i^onamento
mulheres. A degradação provoca a auto-r|Jieição,.a identificação com
aimagem de inferioridade eoódio dirigido contra^. Aimagem da ser
pente mentalmente inferior, astudosa;e mentirosa, necessitada de expia-
cão através de um refreamento virtuoso e^a anulação estenhzante da
própria natureza, foi incorporada tanto por homens quanto por mulhe •*^w5KiTde 2de junho de 198°•«•*
res de nossas culturas passadas. Se assim nap fosse, essa imagem jamais
poderia ter-se mantido como padrão cultural tão duradouro.
l
A desvalorização do Feminino, portantq, tem suas raízes numa di
nâmica psíquica mais elementar do que em apenas modas ou Preconcei
tos passageiros. Conquanto possa ter sidofuma atitude lamentável eate ovános nas fêmeas por oca«aoSS^^Í^fftóll0, COmo"•• «•»». Aremoção dos
mesmo destrutiva, parece ter sido necessár|a ao desenvolvimento da pró
pria consciência do ego. £• [<
Na evolução das religiões, é fato conuim eRecorrente que os deu
ses de uma fase religiosa se tornem os diabos da seguinte. A androlatria
eamisoginia refletem aascensão da ordem masculina, após destronar
aordem anterior, na qual o divino se manifestava nas formas evalores

femininos. Para essa ordem, adiviridade|era concebida em imagens da
Grande Deusa - virgem, mãe, meretrm e destruidora-, cujo reino
estendia-se pelo céu, pela terra e pelo mundo inferior. OVelho Testa
mento está repleto de advertências çincertezas árespeito da tendência
aadorar Astoreth eBaal. Essa Deuáa Mãe! dos canaanitas e seu consor das en^e^°s%aKa ^°a de "%?» «4* enfatiza-
te penetraram repetidamente areligião hebrica <& provavelmente, eram- vo. Sendo uma distm^otó^ em tod«PT 0gicamerite significati-
m lhe naturais).7 !i : :.{l ;• Pos.expressaofatoC^sf^coSC^
•3 \hll :
cuiinidade e feminilidade existir como dado épridri, pois a cultura não
é uma invenção arbitrária, mas resultado de dinâmicas arquetípicas, de
experiências psíquicas daquilo que "simplesmente é assim mesmo". Ao
dizermos isto, estamos apenas expressando urnestadode coisas que ocor
re dessa maneira, independente de gostarmos";dele ou não. Não descul
do mn amplo espectro de timS&ftgg ^-T^ «gun-
pámos nem explicamos!a desvalorização dó feminino, nem a discrimi
Mas por dizer
nas querendo queentão falar det™
que exista m^cuw.; * ° eabso««a-
efenunino, se estamos aoe-
nação e a depreciação contra as mulheres. Ao invés disso, tentamos en veis por machos ,£3S£3?comprUhados «*vmtSL
tender a dinâmica dessa atitude á rim àe podermos lidar melhor com
ela. :- j: <j, i • ; "*">logica. Mesmo crendo oS£ PareceW H«*W?£-
vez assinalar que adüto££to ma°hír* ^epetitiv0> *»'«M*uma
O que me leva a um outro ponto: a fácil confusão entre gênero
sexual e gênero arquetípico. A incapacidadeide realizar essa distinção
^fda como determinanteTpZwtT Protoda*e»te et
leva-nos a minimizar o psicológico em favor do1 sociológico. Faz com determinada
cente. arquetipicamente,tawesSa^
Aoposição eacomPIem™SaTA° f*30 l ?"aMpsi<J«e
percepca° Prt-
incóns-
queconsideremos a discriminação contra asmulheres como evento pri entreas mais básicas repre^n^çSf«teS 'Th°e fên*a«tão
mário, quando devemos lidar com a repressão da feminilidade nas mu dniamismos estão na raiz das PX?dades?ofeM^ d° duaKsmo- *»«
lheres e nos homens. . *' .
vo-passrvo, espfrito-matéria, eneraSub«w ^'-Claro^scurt>. «»-
Durante muito tempo deixamos dereconhecei1 ouvalorizar que cada
sexo tem dentro de si as qualidades do gênero opdsto. No Ocidente, Jung
de, ceu-terra. Na linguagem coSatt^ lmciati^-receptivida-
foi oprimeiro áassinalar essa unidade entrei polaridades, quer dizer, que
descrevem oraio penetrLte °aSacolha"5 mas^liaa «feminina
a masculinidade contém traços femininos recessivos, tanto psicológica
mau antigas representações simbó&a^ ™£ ?f°J>tmeate- Uma da*
quanto biologicamente, assim como a feminilidade contém traços mas
forma fálica em pé dentro de m redDien,^^65 cd^*!" euma
feminmos; alança ou espada eTóSTn^ representa « êenitais
culinos. \:•".'» ' Onente, referem-se aos princípios™-°ademe: Hn«am ^«ni no
Por conseguinte, a masculinidadee a feminilidade como traços ar- ilustram os padrões ou £™f°' "W«* masculino efeminino e
quetípicos apriorísticos devem ser diferenciadas nos indivíduos de sexo sao apenas expressões fisiológica «Decffi^fT ^0lais "festos
*nesaexpressa
falava do Yang edo Yin^«L „* ?^- A nulenar filosofia chi-
masculino ou feminino. Dessa forma, podemos* evitar a confusão ine
rente à incapacidade de distinguir problemas; pessoais e psicológicos de
suas determinações religiosas e culturais. 1 i -'
ato^*^™™£*?^-
De um modo eeral tm^ZT
Toda existt-
PrODOrÇoes variáveis,
Adorar uma divindade masculinas ou feminina expressa um siste
ma existencial de valores e um modo de percepção nos quais um gênero
criativoeofanto^ESK? tT^0 °"*<> Ya"8 ao
to estreita. Talvez uma traauXS aZ "T'^ é"^ ™a° mui-
arquetípico prevalece sobre o outro quanto à'importância psicológica, nonzacio, diversificação,w££5E.ÍSF* f°Sáe: aidéia de e*e-
tornando-se entãotão convincente e determinante para mulheres quan
to para homens. Nas culturas ginecolátricas/ as(características masculi "erên^unfficaca^fac^ôS affi^TV"!*°Yan8'e
R. Omstein vê uma a^ogia eMrT^fn ?*»».*•» oYin.de
nastêm valor secundário tanto para os homens quanto para as mulhe rebnus direito eesquerdo eafflS?Yh Y, ^ d°S ^«rios ce
res. Nos ambientes androlátricos, as mulheres admiram os traços mas la *_'com afinalidade de sugerireTLfe™ 6,,' ApreseMa »ma tabe-
culinos tanto quanto os homens. As cáracterísticasi os hormônios, os
órgãos, as tendências arquetípicas, os compíexds e traços de personali enao como pronunciamento ÍL, eca etóri» "*,nm m0d° mtuitiv°.
esonco- Segue-se parte dela:9
*i dade masculinos e femininos são mtrínsecbs/a ámbõs os sexos. Se uma
dada pessoa é homem ou mulher, sabemos hoje; isso foi decidido pela Dk* ~~ HemÍsfério eswerdo
Yiri — Hemisfério direito
relativa predominância de um gênero sexual sobre o outro, recessivo. Tempo, história ' Noite
Intelectual
O gênero predominante imprime-se naconseiênciaj;nas estruturas psi Explícito
JBternidade, atemporalidade
"Sensual
cológicas básicas e nas características sexuais corporais. Os traços re Analítico Tácito
cessivos funcionam inconscientemente; mais como potencialidades do Linear Géstalt :| i
que como realidades. De acordo com a terminologia originalmente in Seqüencial Não-linear 'i
Focai
troduzida por Jung, o termo animasexpressa òs traços masculinos nas Intelectual
Simultâneo :• \
Difuso
mulheres, e anima, os traços femininos nós homens. Em virtude da re Causai Intuitivo
lativa predominância de um gênero sobre o outro, òs homens e as mu- Argumento $incronicidade
Experiência
146
A i (;
Para a tradição ocidental, o princípip Ysing arquetípico é repre
sentado em simbolismos mitológico, aiqunmco eiastrológico como o Sol
Marte, Saturno. OYin arquetípícoi oomoMua eVênus. Osolar repre
senta o espMtp,,pJogg^^riativi<^e^ consciência de si, a busca
Q^consgentiTiaçao^^^^
te, o deus romano' da guerra (e seu equivalente gregõVlSes) encarna
aenergia ativa da iniciativa, acoragem, aa>teàhinação, odesejo, oim
pulso tanto para o trabalho como para aagressão, que inclui abrutali
dade, aselvagena, ahostilidade destrutiva ea violência. Émenos consi
derado o fato de, nosimbolismo astrplógiço, Áries também simbolizar ssssgsssSs
Eros, que éaatraçâoe odesejo sexual. Qfator saturnino édisciplinado
e obediente a princípios, inclinado aiclassificações e ordenações siste
máticas, repressor, tirânico e "mandão"; promove o egotismo e ouso
desapiedado da força em suas manifestaçõès^menos agradáveis.
Olado Yin —aLua —representa concretização. Em oposição à
potencialidade solar, recebe a impressão do íógos solar, o noumenon ,sSSi5§ps3££S
eleva-o amanifestasse como fenômeno; Tahjez um dos símbolos mais
antigos dos sentidos e da sensualidade, Máhfaia êdò corpo, a Lua é a
geradora da fantasia, edos sonhos. Écoiutinefite erecipiente das ener
gias de vida, do mundo dos sentidos ^m siia relação com arealidade fí
sica. A Lua representa o coletivo, tanto epí termos do mundo externo àquilo que, antes dele, era ovácuo^°pna ?rde« de conexão e&iTo
mmêmmm
quanto em termos da consciência interior. Implica uma abordagem da
vida que não se centra em esforços planejados e, sim, no lúdico e na
imaginação, que vê omundo daifantasia eo> realidade como lados opos
tos de uma só moeda. Essa ênfase na sensualidade ena experiência cor criador"). ÉsSe ando™ Vem creat°r spirttus" í«S?açao^e'
poral, em detrimento do pensamento; abstrato: e do racionalismo, per
mite uma maior abertura ao intangível, assjtm como maior suscetibilida- mascuiina£&££%***> ^ C?™ ^ 3SE
de ao mágico, ao místico, ao me4iunicoe|âoi psíquico. Positivamente «"»""** inunde amor^oSib^l *° *»**-í«SE
pode levar auma ampliação da perceij(çã9#^ati^amente, essa susceti-
bihoadetraz operigo de uma re^essilóàô^iiMnitivismo atávico, àpsi
cologia de massa, aos ismos e modismos. Quando ultrapassa acapaci A língua, em seus contexto* f«„Á*-
dade individual de integrar seu diiiamismot pode resultar em estados li Pressa asabedoria oculta• f°netico eethnológico eeralm^t
mítrofes, vícios em drogas e/ou perda ^conexão com a realidade
Aoelemento Yin, feininino, além destas jqüalidades, são atribuídas ™isAnes (deus grego da guerraV am« T? (,eusa da Iuta eda discór-
outras, vinculadas aVênus ou Afrodite:,: ajegria, prazer, manifestação
artística, capacidade de apreciar òbelo ealnármonia. No plano negati
vo, encontramos avaidade, avadiagem é6hedonismo puro esimples.
Contudo, Yin e Yang indicam princípios cósmicos, mais do que Astrologicamente, Marte «prS^ÍTf^ proPtóador de anVo"
espeafícamente psicológicos, Não parece absolutamente óbvia arazão
pela qual atendência ao desenvolvimento dó«gò deva ser avessa ao prin
cípio Yin. Parece haver necessidade de uma Investigação mais profunda
i e de uma nova reavaliação dos aspectos in|ticos e psicológicos dos res
pectivos arquétipos.; ;, ~|; { ; ^
] No início dos anos 30, Jung teníbu'realizar òque, naquela época Segundo o mito. Eme #& «n,~ j *~
^considerava uma caracterização preliminaridas predisposições mascu-
it
os gêmeos, fílhos-amanÉesdionisía-
' 3
cos da Grande Deusa, Eros é Thanatos, oi aspectos gerador e destrui
dor da vida. 1=
Seus complementos apolíneos são figuras $o Jogos; logos enquan
to sabedoria e conscientização é o Vçlhâ Sábio; o Mago ou Sacerdote.
O logos voltado para manifestações nlaterijíis ÊSaturno-Jeová: concre-
tiza, cria e preserva ao estabelecer limites, fprdém e lei. Ele faz e regula
menta; é o reiciumento, doente ou ferido ou ojartesão aleijado. Mesmo
em suabusca de perfeição, sofre com as fâlhhs de suas criações, com
a existência tal qualela é, e tendea negar essas1imperfeições. A criativi
dade gera ferimentos ou fundamenta-se nas deficiências.
Pode-se dizer que, a despeito do quanto'possamos discutir uma
terminologia adequada donome mitológico que lhe dermos, a polarida
de Yih-Yang ainda é o espírito e a ordem épi contraposição à força vin
culadora. Essa colocação ignora, porém, jO fato de as palavras serem
literalmente logos. te palavras, em eispecial aV; consagradas pela tradi
ção milenar e pelo poder da fantasia mitoíógick, são prenhes de signifi
cados e a eles dão origem. Quando aplicadas (de modo impróprio, têm
o poder de gerar confusão. :; f-
Relacionamento e força :vjmcujadóraí rMo importa o nome que
lhes dermos, não são de modo algum qua|daèes exclusivas do Femini
no, assim como oespírito tamtjém não éj prerrogativa exclusiva do Mas
culino. Relacionamento é um princípio d| ordem no espaço e no tem
po. A ordem pertence aos princípios masculino e fenünino, embora
de maneiras diferentes. Por outro lado,,a força vinculadora, enquanto
conceito psicológico, terminou significando à! tomada de consciência
do relacionamento, que inclui atração e;c!)hexão tanto quanto repulsa,
rejeição e agressão; mutualida^e ejafastsfmento; sentimentos íntimos
e pensamentos tanto quanto interação extpraâ;- ordem rítmica e regula
mentada assim como o brincar è até^mesmo aconfusão caótica; ades .Ç^S^WessoataenSSm^oí^- F^^aSetõsTem^
coberta do significado assim como a áçertàçãò da ausência de signifi- a menosatieaeiSíiir:KTC%*--?r£~~- =—
•cado. ; , ' • ll:-\ í|': •| j:
A força vinculadora não deve; ser Confundida com o anseio de da poss«s,va eegoisticamente isdXlT^^03*1' aWocentra-
umenvolvimento pessoal e de uma identificação'empática que, na rea-'
lidade, é uma qualidade típica da cpnsòieAciá1 fenumna. Esse envolvi SmW Er°s-Aries «WpoBtaS évolu^°ra * »•*» pessoal. O
mento empático, cqntudo, não constitui Necessariamente a força vin TTJJ *? °qne quer Na° S S T ' d«enninado'a con
culadora ou a conscientização de um rejaciõnainento. Sem a corres
pondente percepção consciente de uma identidade distinta em cada par satisfazerapetites ertticos dSa de "« necessidade de conquistar ede
ceiro, não passa de uma identificação simbióticà ou de uma pieguice dade eadignidade humanaTohi^^6recon"ecer amdividuah
sentimental. A força vinculadora implica)a disponibilidade e a capaci mulher supermâe ou sup^rotetof" d?eu? deseJ°s- p°' su^vefi"
dade para perceber; e apreciar o outro; t|d como é, ao mesmo tempo
em que se preserva a própria posição genuína cliante da vida e de si
mesmo. Conflitos tanto são parte d> foréa vinculadora quanto o con
tatoempático e a comunicação. Essa forçja vmculadora leva a reconhe
cer e a aceitar no outro a existência ^características desagradáveis
e inaceitáveis, ao lado daquelas agradáveis e aceitáveis. Todo relacio
na
l< *
» « » t ' "

Em ambos os casos, a ausência de aprèciaçãodo outro como pes


soa distinta e separada» com necessidades próprias, impede um relacio
namento genuíno. í 1 í Pessoal. v oa em Particular ou pela força vinculadora
A menos que esteja em sintonia cjorn suas próprias tendências Yin
desvinculadas, é difícil para a mulher; ser consciente de seu centro, de
sua fonte desabedoriainstintiva. A forj?a yirfóuladora genuína exige uma
na^X^^^^so^^^^^
ligação direta com essa fonte. j . $. *. ,; eprofunda da dimensão, nomrnadofZ^* V'-Sâo p^soaI' a«"êntica
Se não é Eros, então qual é a fonrWarquetípica que expressa o b ve que ser reprimida pelo patóar^oET' tâ° «I**» ^e te!
lYin, em ambos os sexos? Podemos encontrar descrições excelentes da ediurno como rainha do céu, ^ eda fert.l? T f***0 mais^
bolo que não expressa uma séguranS !„!• rtmdade-Inanna éum sím-
[consciência do feminino em E. Neumann (Moon and matriarchal
Xconsciousness^7) e S. Perera (Descent to thèGoddéss1*). Ambosostra- aestrela d>alva radiante e£Íti™*g^£"m$-«»"é como
Ibalhos merecem ser lidos emsuas versões originais. Portanto, neste con aarepousar... Representa enerri*"oZS^° av,da e««vidando-
texto, limitar-me-ei aum rápido resumo, áurpa abstração masculina. certasnem seguras. RepresentaiSISnciaí? se™da*> nem
ma. descrição de Neumann, a consciência ferniiuna é vista como instinti- ras cnatrvidade emudança, etodas SeS * Ü!a^^ efrontei-
(va edependente de impulsos, nâo-sistematica, edada aiantasia, ao sÕ- panham uma consciência humana netívdS/^ ^ que acon'-
o e ao aesejo. Nas atividades espirituais ou .criativas e mais inspira-- mm otempo. Como juiz... par^decSo d"? ,fJ,amais se^a P°*
oVa Üo que analítica. É receptiva emrelaçãoJao que sente, seja o im /ebaixos do destino, que éimwevS? W^0 ela preside os altos
pulso ou mesmo a invasão do espírito. Essa sensação é mais forte do Lavidaéum^oceiofaceS^^
que a sensação de si mesma como fonte. Os" insights precisam amadure
cer, ser assimilados numa experiência prgânica. sensorial total, para que
possam ser reais. A vivência feniinin| éportanto propensa —ou está
entremeada — aos processos de crescimeiití)e decadência, aos ciclos na
turais de vida, ao amadurecimento e morte; ejáosjritmos e períodos de da, éadeusa do amo^uaTáXosT-T'1S»*a** apaixona
do adois, convida seu amante seu "h™ Jf ede"eias;do amor vivi-
p. natureza, espírito e tempo. Por isso consideramo-la vinculada à Lua.
I A consciência feminina vivência o tempo enquanto qualidade enão en-
\ quanto medida abstrata da ação. Por isso;,o teiapo está sintonizado com
l os estados de ânimo! com os significados^' com aqualidade favorável
Iou desfavorável do momento. É:capaz 4-&uerjdizer, forçada —de es- festa daramente suas necessidade XZZéSPmk de dentro e"**-
receptividade éativa." Éadeu« T.ebrando:seu corpo na música. Sua
1perar com mais paciência do que o homem nelo momento certo para
Jque um acontecimento ou um impulso pJssain vir àluz. dama-de-honra ehieróali^osZZu^f^ de mer^
aumenta, sofredora, aleere tímiH=•£ "^ }dos denses; amorosa
pr Aênfase do mundo Ym-anima recaiiia percepção expectante ena ambiciosa, generosa'SS^^é^0^ ladra* ^taSSl
/ abertura ao chamado, que deve ser relpòndido em vez de sumariamente nuca, feroz etadependente-Tct™ ^? ' eí?rnamente,;jovem, dinâ-
i esvaziado por meio de ações orientadas pela vontade do ego. Essa pers-
1pectiva pode ser chamada de meditativa é voltada pára o existencial e so, jamais domesticável Zo fêSo "^ brincaIhâ°. voluntário-
l para o mistério das experiências. Impressiona-se menos com a verbali osuficientr^
zação analítica e prontamente intelectual. Por,conseguinte, a atitude ar-
quetípica feminina e mais orientada pela empatia e pelo envolvimento Inanna, parece ainda mais assu Sdter L ' EresbJa8al> ° outro lado de
do que a atitude masculina mais abstrata. :Faz parte de um campo natu ambos os sexos. Ereshkigd gTerafL ° ^? P°tendaI eurgente de
ral extenso, onde todos os elementos estãq entrelaçados de maneira cir onao-ser, aaniquUaçâo, ovazio "IL f, ^"2* opõe avida: amorte,
cular, mais do que linear. <f W,é inerteeaconsciêndaSe eSfflnSS *""?• estáondeaener:
^ Paradoxalmente, no entanto, o Feniinino, por esse mesmo moti cralencontra-seimóvel, exceto^ Ze^ol„E onde.a ^ em poten-
vo, partilha da própria impessoalidade e|à ludicidade da natureza em guas edistinções, nâo obstante^ulga e1« ^°:T*?détodas - «*
sua fácil aceitação do sofrimento, dás neèèssidades cruéis, dos afasta medo da perda eaté autodesprezS\JãS^, '^T? de furia- ^ca,
mentos e da destruição, bem como da necessidade de infligi-los. É ain domasoquista, de "umaimSdaTmflT^01611013 destrutíva ^
da natural ao Feminino uma relação fundamental com a sexualidade

• ! ' ' Vv\\ l


raco negro emque a energia é invertida etransformada. Esse estado en
tão contém também apodridão), adecadêjici^ eai gestação, "que agem «n-£KK££ tTtrZ^° e-n° P^08reSSO' eatrib«ímos as
sobre o recipiente inerte e passivo —; invajáindo-Q — contra suavonta não olhar perto deSak ti?^S?™*? «° mconsciente. Preferimos
de... como forças impessoais [que] 4evorám, destroem, incubam e dão
àluz com impiedade implacável e dessa Jprina criam a desesperada e gosamente atraentel>orcomSSS erideStrmçao e- *°*«sim, peri-
vazia sensação daesterilidade, do vácuo qxl da perda, umaagonia abis mininas, somente «SSSS^S? *"* * quaBdades te'
mai, osofrimento eodesespero! eafutilidade! ja perda da individualida quaJidades maternais C™«^n«fm, a°?° patriarcaI ••
de", mastambém, por outrolado, ;"umja'sensação de fria indiferença
e alheamento, como o *olho damorjte' qiiç recusa a proximidade, o re festacâooainstmtíWdalefe^Stve
metida aos propósitos DatriaxS! "11^^^ AHvíe mani-
q e?"refreadaereduzida, sub-
lacionamento e até a piedade". Aqui estão as vísceras negras e o terror terizada pefc nEdStoSSSÍ procna«ao-Essa t^fão écarac-
da existência aos quais já aludimos antefrcomo elementos a serem pro
piciados pelos sacrifícios do holocausto. de". Aníes,
aquele aspectoàéíS^ctald^r°S''VÍr8em"e"vir8Índa-
dYdeusTouT™^^fcas, virgindade denotava
Como diz Perera (pág. 24): ? ^ ' da existência, ^ZZ^Td^u^TV*^*°****>
Oreino deEreshkigal, quando nele peneü^os,!pJffece:ihtenninável, irracional, primor que pertencia asi mesma nâo/,1 hf
^ VlrSem era amulher
diale totalmenteindiferente, podendoinclusive destruir o indivíduo. Contém uma ener comabstinênciasexX££1T a!™ ° T **tÜma aver
gia que começamos a conhecer depois, do estudo dos r^iracos negros e da desintegração serva do Sagrado; deste ter™ ™T J^" era hler<s<i^a (em grego,
deelementos, assim como através dosprocessos de fermentação, do câncer, dadecadên grada"). Mm£a se-L™ f* aeXpreSSâo "P~stítutal:
ciae das atividades do rmencéfalo, que regulam-os* movimentos peristálticos, a menstru- àdeusa eao^Vextoe 2^°°" ^ ^ eS0 ^ obediência
ção, agestação eoutras formas de vida corrioral às quais devemos nos submeter. Éadi
mensão destrutivo-transformadorá da vontade cósmica^" Ereshkigal, através do tempo e nhumhomemS com^so^n ""^ Nâo «submetia ane-
dos sofrimentos, mói sem piedade atétornar pó todasasdistinções, usandoparaissoseus renovadoradáSínffiSSSÊ **™F°SUpBcante««af°'ca
fogos indiscriminadores; não obstante, arremessa adiante novas formas de vida. Simboli
za oabismo que éafonte eo fim„alicerc| dejtcjdp sjer. Dentro do sistema andrnwirtn» • .voltaremos aesse tema.
Segundo o mito
• grego, encontramos
; $ ^: iEreshkigal * -: novamente como amulher casta oTcSLtfc V"*° acabou Sendo ***» ifít°«<>.
Górgona, como Medusa (qublsignifica '^governadora") de rosto terrí alguma que prejudi^e ou^fendaS'^03 """S t0Cada por «^
vele presas de javali, cabeça e,corpo recobertos por serpentes; vê-la faz tinuidade àUnhLgem taSttoXriíS uZ*??t**** edar con-
ser "boa parideira" eZtaí o'w h^ °a mÜlher a»ta ^ue
perder a respiração e, nesse mesmo pinstante, ,quem a contempla
transforma-se numa estátua de pedra.* E derrotada por Perseu, o herói qual deveria ser uma próSde %m uT "F0 ^a se^or, do
solar, sob a proteção de Pallás Atiena§ Mais tarde, na época do mito 20:17: "Nãocobiçar*£22?de,l,Z a* *ad>l«e**»•*> Êxodo,
do Graal, encohtrJamp-la como KdndriÇ; a-mensageira do Graal, e co lher, nem oseu s™ ne^a sua ~™^ ^ "^^ asua mu-
mo a Feia Dama ou Deusa, que deve se):;homenageada e intitulada so mento nem coisa &?££."££« °^ "f— °* i-
berana, novamente, para qüé o Graal ppssà ser encontrado. Segundo
a versão grega (qúe já é patriarcap^ su^icalpeça decepada é entregue a de Aft,1?^^r»>a° d° amUadoripoder
Pallas Athena, que ausa sobre oseio=e*J5Óbj:è oaigis ("pele de cabra"), com odesejo lasdvo eaoSao . ^ '' ^^ de ^^ ° ^mem
seu escudo, fazendo-nos lembrar dessa íormja que o deus bode Dioniso, sal do feminino SvS~r,U1S?q<* °poder abis"
ligado ao mundo ^subterrâneo, é de íatçjHjades, a morte. Athena tam
bém era mencionada como a "Face de JÇórgona", ou "aquela que pe
trifica", deusa da batalha ferrenha tanto quanto protetora das artes e
da civilização. l i\ :' [ serencontrada"estudadfnorfin»" ? elementar da natureza pode
Trazidas àluz do dia pela consciência mediante confrontos e con res. Iremos tor^SSoTobo^^^texuaisereprqduto-
flitos, as forças abismais podem torna-se elementos de criatividade. aintenção de sugerirque SdfnSS™^ Pmm?- slmbólico. enão temos
No entantol, para a consciência patriarcal erqergente, o aspecto ***»*.estrS^atôSoudÕ S^n°*femÍ?Íno sejam*•
Ereshkigal da existência éiriteiramente^tefrorizador. Erejeitado como
"estupro da vida", como violência aseiitenuda, evitada ou pelo menos K,r^s:e5H=o^^^
tão controlada quanto possível. I » j j j ,: cos que se m^estam^e^^
1 :!i
j •
1 <

O sistema sexual; feminino e o comportamento da célula ovo, em


particular, transmitem à primeira vista uma;imagem passiva, receptiva
e acolhedora. Há uma quiescente abertura, prôita areceber. Num po
deroso contraste com esse estado de imobilidade estática e cordata,
encontram-se os milhares de espermatozóides inquietos, que, enxamean-
do o meio uterino, buscam penetrar q óvu|q. Éstaé, porém, somente quertalwçtocm£«^^Ef" /^P^entemente de qual-
uma visão superficial. Assim que a ação sej desloca para dentro, após pe do mconsdente^mumeí^a re^^^T1300^ "*>*«»*
discussão em torno de uma coisabiZf «f*6eradamente, começa uma
a penetração dapelícula protetora do óvulo,a dinâmica seinverte. Agora deixar de ser doce eI Z í f 'Sente necessidade de recuar de
o elemento masculino não é mais agressivamente ativo, mas, tendo des
pendido toda suaenergia, torna-se passivo;; p fénúnino, do fundo de sua
fundamento S *££S ?nfcSfe"enCTeWira* Sem
substância própria, agora impele-se p'ara! ai frente |é acumula carga. O c^ebarmoS.^fS
espermatozóide é dissolvido, aniquilado pelas enzimas queestão dentro são emocional e, sem nenh~ie °d^e ^"ST^endaexP>o-
doçura que antes prevaleciam „„„•'-faz m Pedaços a paz e a
do óvulo. Seus constituintes são utilizados pelo óvulo para consolidar,
a partir de sua própria estrutura, um novo organismo, o embrião. No fica ainda mais SncSoTa^con, "" "ê °<*»**> marido, que
início, o embrião sempre é feminino, e não sexualmente neutro como Iheres. Pior ain<£TtooUhao dSZSF"* '«»*»»** das mu
sepensava atéhá algum tempo. Ao dissolver e transformar, o feminino
do àmulher uma profCda^tk?^ "Centos Parece ter da-
transforma-se em sua-própria essencial Embora externamente o femini excitada. Se opaS tóo tive1%2£FT°àL D,to* sexualmente
no receba a penetração agressiva e a elase sjiibrneta, no mistério interior vel que abrigatermTe na ca^fa ™£ ?° da °ena d°tumuIto-é Pn>vá-
invisível de seu ser háa ativa dissolução è desintegração em prol da re mumenteamorosa^a^S/QÜ^tT^
criação, enquanto o masculino externamentelagressiyo experimenta, nesse sível quanto a"encrenqueira" aue se m^rli^ "V30 mc°mpreen-
tudo parece igual ao aue^Sv. «. mostrara antes. A primeira vista,
santuário interior, a bênção deirerider-sé a um tipo diferente de sabe to. ensine ^SZ^^^^^^f- ° homem, atôml
doria.15 ! í : J) lí daquelas». Mas alo^^S^S^l!^01^0 que foi só ""ma
Por outro lado, o medo de que acápac^cjadé transformativa pos nos, ocorreu alguma «S££££a^^moc,onaImente, peto me-
sa sobrepujar edevorar o elemento pascuiihp pbde criar patologias. uma futura tranrformSo Hrn H^8? m-Ud°U OU foi desafiado para
Sob apsicologia da frigidez eda imponência encontramos uma freqüente algumaqqdldStteíStaSSs Ihlaca°ecológica. Modificou-se
superidentificação do homem com sua dímérfsao dinâmica e agressiva,
e da mulher com suas necessidades passivas$seu lado receptivo. Nessa estarem cientes disso ou^Cu^n!1Pendentemente * «• P^ceiros
medida, ambos não estão em condições delsje permitir a experiência sequilibrio gratuito" seívTem nnH. P ^ "a supe'«cie, como uin de-
de sua própria dualidade, de :suas; própria^ polaridades receptivo-
agressivas, experiência absolutamente necessária ao êxtase sexual e à bem SSS£^«SS^^P-.^
potência plena. | ]'.} , ;! j
O orgasmo masculino permite utaajexperiência que, em sua forma
extrema, pode conter uma rendição semelhante àda morte (em francês, neira sintônica. Pode «wSKS^°"S"*" déreagir de ma-
échamado àepetit rijori). Em algumas espécíek animais, como olouva- numasituação externai e^ra™"^^0 a:™baçâo
a-deus, omacho éliteralmente morlp ÇjCpmMo pela fêmea no ato da nheira ou num sócio MasSo l ,f^V ' proVavelmente na conipa-
cópula. Por outro la'do, a experiência orgásmicada mulher tem um ca
ráter desencadeador ou eletrizante, qjuè íh^ dá uma sensação de plenitu clonalmente. UmTcmeía bemsTJl° a° 9Km- Pou<Í° aiuda emo-
de, força e poder. Á sensação de entrega do pênis que amolece após o bitamentei^m^S^S^'^ p!dòdo de calma ésu"
depressão profunda[ouX^Sw?110^ paixões selvagens,
clímaxtem sido descrita por algumas mulherescomo tão prazerosa quan
to a ereção anterior;. •- i.• j i j ü ciacompleíade m^^M^TSÍrraCÍOnal de "ausên:
A dinâmica transformadora do Feminino, quando não compreen como essas, quando acomidaTcom ÍSSSSS" T C°>$aS"-Crises
dida, pode também ser captadaquando irrompe nas relações sob a for danças básicas de perspectiva ennt^íi ^de' podem Produzir mu-
ma de um fator aparentemente perturbjadíorí. =É niais provável que isso car momentos I)erSTditrut,W Z""* Mas pódeni **«»-
í"í quando desconsiderada ereDr^M« 7 Tmo autodestrutivòs -
aconteça quando amulher, consciente ou|inconscientemente, sente que
a relação estagnou, talvez em virtude da tendência masculina de se aco- seoriginem da muSS^^rnv^rt"6'mdos <»**> *•*
que àprimeira visuSTC^t|a£
•í : ,
a manifestação de uma inexorável tendência à transformação em ter
mos das dimensões, internas. J :í
A dinâmica transformadora de Eresnkígal-Medusa é uma expres
SSjjffi-""^ em que podem ocorrer eventos de u-ha cega
são do mais profundo mistério da fórçá vital, no qual á criação, a des
truição, a mudança e a recriação são somente variantes de um processo
UuCXu^uT^
unitário da forma ede seu jogo característico com as próprias possibili Pmçao transformadora crucial efoSe W^** era para elas uma
Motisa, vidente, profetisaécuradotaí.T"^ pspapéisde sa
dades. Essa ludicidáde existencial do diáamismo transformador contém /festecões foram ünpiedosament™^^^ P°is tp;das «•* mani-
uma sensação de inéxorabilidade. Em meio às dores que inflige, infun
de também sua própria e peculiar satisfação-extática. Traz à luz as for
(tenha se estabelecido. Persegmdas 0nde quer qfue aIgreja crisfâ
ças do gêmeo escuro Dioniso, a agressão e a destruição, que nos antigos
ritos sacrificiais eram vivenciadas controládamente. Por isso, está mui
to próxima — e muitas vezes indistinguivel — do êxtase da exaltação
toda avasta gama de afetos e^SS3iSíS&de ^ ""^ente
po feminino. Tampouco pode hom™ .i comportamentais do arquéti-
religiosa e do frenesi sexual. Este fato é bem conhecido e documentado atodos os possíveis traços mLcS aT dar ?I«"*> adeqlal
pela fenomenologiá do sadomasoquismoÇ comsua tendência debuscar sexuais, alguns desses afetos?Ü^ do? di°amismos centra
vazão na violência sexual ou religiosa, bèm como em atuações revolu eo^em portanto orisco de m™Z!ukos.basicos inerentes acada sexo
cionárias que nada-mais são do quê irrupçõçs religiosas secularizadas. •«*» no homem comi naX w ^ ^ e*<>**»*£
É um fenômeno qúe assume varias formas', desde o frenesi orgiástico res, quer dizer, freqüentenSme ^1^^T°, C°m° ***** «ferio!
das antigas e atuais cerimônias religiosas (celebrações dionisíacas, cer sessivos decompensar ou opoí* àSSSS^°d°S-primitivos eaté ob-
tas missas negras), até a fria perversão das câmaras de tortura da Inqui
sição, dos campos de concentração^ ou dos-atos de terrorismo e crime
ta paraaquestão da tipolo^a Zk£^£TT*- *«**<> aP°n-
Atipologia pode ser üffl «moiE^^T* *nim"s-<"'i>»°.
daatualidade. E é mais desumanamente àestrutivo quanto mais é racio bem tornar-se um sistema de comotrtím™, d?.D,:denaçao. Pode tam-
nalizado e secularizado porexplicações ideológicas. Só quando reconhe
cermos suas origens na dimensão transfohnativa do Feminino, reprimi
£«, emmente, podemos «ÃSSSSSIlmUtadorès- Tendo esse
da na consciência èm ambos o sexos, é que poderemos ter a esperança a»na) Os tipos de Wolff têm sWoiustiS^toa'Medium eÀma-
de descobrir canais novos, aceitáveis einiais humanos para essas ânsias ractenzarem o feminino primariam^? damente cr«*ados por ca-
atávicas e perigosas. ' j ;| [ji ohomem, e, nessa m^dT^?d"te,em teiTs de sua «Iacâo com
Bachofen apresentou uma caracterização oportuna:
masculino. Sua abordagem porem^ar^eS^0 °U dependente do
í ' :': ã Vil li Ü tógica enquanto se sustentar aprSfde ", ^"Se eteí «msistência
A mania báquica retratada por Eurípedes, cuja tnarufestdção física é representadaem tantas Eros, que éomesmo que relLií^f . «-«'feminino éomesmo aue
obras de arte, fundamenta-se na profundidade dajvidáiemocional da mulher e no eloin
dissolúvel entre as duas mais poderosas forcas existeptes, a emoção religiosa e o desejo não podemos mais «XS^S»00 **? ^uladora oQ"e
sensual, potencializados aoníveldo frenesi^do entusiasmo, aquela embriaguez vertigino como aspectos especiais epérsS»^ U^T íipos podem ser vistos
saque poderia ser considerada uma revelação imediata1 dos gloriosos deuses... A intensi 1^ polaridadeWa-EresS^l d° Graade Círculo, expres°o
dadeda paixão orgiástíca, um misto de religião eisjensualidade, mostracomo a mulher,
embora mais fraca que ô hjomem, é capaz jas vezes de!chegar a alturas maiores que ele.
nam expressões dos as^os^L „esse Prisma, Mãe eHeSe-
Através de seumistério, Dioniso capturou 4 alniafemihina', com suapredileção portudo
que é sobrenatural. Com sua deslumbrante^ sensual,epifania, ele atua sobre a imagina
ção, que paraa mulheré o ponto de partidade toda ejnocão interna,e sobreás sensações
eróticas, sem as quais ela nada pode fazer, mas às quais, sòb a proteção religiosa, ela dá
vazão,num nível que ultrapassa e superatbdas lãs barreiras.16
!
5
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* é! í''
l %í "•

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Esse frenesi transformador atua no mais íntimo da psique, e com
nf^^^rç^^jS^r ^ymFrtFtS.
"S^entarèl^D^ãr^n^^s^y^^es^amformador: do Femini.
o dinamismo das dimensões mágica e mitológica às quais já aludimos. «tudos nesse sentido.» Caradlemafao miciaTpltfa estm^ular Ss
Sob repressão, dentro de um sistema de edó que busca alcançar estabi
esposfe^o^^^ enecessidadeslda realidade. Podelser
\i\

lidade e teme mudanças e transformações; vê-se reduzido a uma atua


ção subversiva e à evocação de crueldade, amargor e ódio contra si
mesmo. Além disso, sob o peso da repressão, essa combustão só pode
mna atmosfera de coroSdeTum ff" crimpetente e;criadora de
:.-2i - j
ias possibilidades de expressões concretas iàá vida.iTem acapacidade de em honra de Dumuzi, seu amado, uma representação d^ér^c a
lestruturar e organizar seu meio ambiente.£Está ciente das medidas, das
JMlimitações, das proporções. Luna tem um senso!'do ritmo natural, da
V. \ }.»•_•,
jdiplomacia,
:_ do
j- tato;
j.~*—T„apercepção
Ma«»AM»8n. do
An. momentlq
mnmJLmdrí oportuno í» a rnnflHfiade
rvrv/M-tuTir» eacapacidade porque, em virtude de sua dimensão i.,Tn» -i^ q pa^a ° homem,
'Jeempatizar. Seu caminho é o da sintonia coma lógica do sentimento, consciente com suas marés SS..T* , m""^ ?mtoma mais
^V ida resposta pessoal;às necessidades e piossibilidádes das pessoas. Res
ponde ao prático e ao concreto mais dojqüe.às situações abstratas; rear parece fatal eexige osacrifícioI &n< n,?. ^ ? Uma amea«a °-ue
ige ao que o momento exige. Ouve, recebe, incumbe-se, gesta, acolhe e ttativas, das prôpLs ex^as ed^Vos d°"° ** Pr6prUs ^ec~
jnutre, protege epromove ocrescimento.; Identifica-se com padrões, pro-
sos e formas e comas necessidadk e maríés do corpo e da existência
corporal.
/ O modo de ser de Lila é o caminho dá leveza, do lúdico, do encan-
/ to, da atração, da yoluptuosidade, adança: dos sentidos edas Musas.
\ Está em sintonia com obelo, com oprjazer, com aalegria, com o jogo
f Cf) entre oamor eaviíia. Pode ser oaspecto jtrveiül evirgihal da mulher,
^J\ tímida eevasiva, comovente, arredia, e; no entanto desejosa de ser cap-
J \ turada etocada; pode ser sensualmentesedutora econdescendente. Pro- em sua relação com aconsciência eogênSosexual ImÍ^""""*'
\ picialeveza, ludicidáde einspiração'poética! goza esofre, ama erejeita,
<y \vincula eexpulsa, dança ebrinca com unia vida que, para ela, éapenas
Mogo e ilusão. ; f •:
> Pallas cria e combate; está pronta çárã]lutar por suas próprias ne-
,. cessidades e direitos, para defender conquistas culturais e a dignidade
f. o?* e causas humanas; Em nome ide suas cpnfícçõès e necessidades, tam- pesso^h^mteTS^Tdrm^rSm^T^
^ bém está disposta aabandonarrelacionaihe|itos edestruir velhos padrões Fní *aa,. ' .que ° lnconsciente é feminino;19
que tenham se tornado obsoletos. Iàspirâ acarreira profissional das mu
** lheres, inspira as pioneiras. É Pallas, e;naç Ifetiüra, como sugere Wolff, çao, SutSSSl XSSZ^Sr •-A de peréep-
que se interessa pela personalização e pelas; possibilidades oulimitações ciência. Eassim otor^X^^Z a^T-aT? da cons-
das relações pessoais.1 quanto os padrões feminina^f™ T. f^- maXuna va,orizacâo. en-
Medusa é ojabismo da transforai^çãò, q enigma aparentemente
caótico que amulher parece ser para simesma ppara o homem descon
certado, que ela leva àté oumbral ^o ietórjdo imprevisível, do suposto
\tf vazio e depressão, da aniquilação. Séu^iipjio de ser é o da sacerdotisa
médium oucuradòra, da artista insçiradaje a da personalidade limítro
fe errática e histérica, devoradoral É afèmmefatale, a belle dame sans
K merci, abruxa. Ep suamelhor facje, faz àteonexão com oabismo, desa
fia èinspira. Seu; reino deve ser pjeriçmçâijiente visitado por toda mu
lher, e toda anima, para sua renovação, assi|n como Inanna desce a
Ereshkigal. Quando isso acontecç, avida;dmòbiliza-se num marasmo,
segundo o mito. Parecem imperari a pairaMsia, ainércia, adepressão. O
interesse pelo trabalho e pelas relações humanas, mesmo com os entes mos em ta*£?ft££^ S S ^ ^T*"
mais queridos, pode ficar temporariamente perdido numa névoa de in tão ainda diferenciados r^Zilt^
J?tado eonsaente" não es-
diferença. \ ; 5 f \\ tâneo". «S32ÍS»" ™Z ZT* *?* ;conhecimento simul-
É muito curioso que o mito de Inátariá refira-se auma descida cons laressanoçâocomo'Wem ?LZ sensaca0i.de"- Podemos formu-
ciente e deüberada e ao posterior retojrhfr pata o Feminino, volta que
épaga porém com o sacrifício da morteJ-H éo preço para poder voltar —

i#»i
rè^^^^or^dtalvfi^^
do Yang, qüe Se vale prmSSe%L 9.Y? ?u pereepfao rela-
ado Yang.doOmo- nossa geração. As mulheres n^
desloca-se do centro pSSéSSftS^ÍT"™?0 cerebraI esquerdo
trato. Omodo Yin quecori«^l<^«enciador, analítico eabs
^eito, dirige-sê par?:SÉS''*»"^«rio «rebt
drôes eaanalogia. ODrimeh-n ™?^ aunidade, aidentidade, os Da-
cuBno edo «fc oTt^SS??^^af""*'* d° mS-
<mma, cujaimportância estó sendS'3?0,,sci?,lcia do feminino eda arquétipos £%£?* ^ a° '<*- ou £%££££
analítico masculino. T456^0^^ mais igualada àdo aspecto

aà. masculinas PreponS ^t&Tf^61116' "t<^-


res. Nao sei se essa preponderância fS ™' -" fenunmas, nas mulhe- —. -™"""«nenie as diferença» m _ «—' " "^cessiaade de exnli
de atividadecerebral henusSTrS^ "* •«**«*«• em termos enfre "feminilidade" e"muínSes" ^P rmascminidade» e"hS»
eas mulheres "entram em comSo» e?fe3E?!* PeIas quais os homem
swo mesmos. Parece que as Ses nl^??nam-COln°mundo econ
tadas nas mulheres quanto^oXeL^^f"^ *° *° ^omi-
se opredomínio'do Yang oudo S,^ í"^' m^mo pr<*supondo- mus quanto as mulher* DlZ£" POdem $er*» d°minados beto^3
homens emulheres, resp^VamenS «£° índêndas psicológicas em de discórdia econfusa *""""'• «««W resolvendo outfo pom„
formes. Embora alg^S^S^""° Sâ° abso«tameke uS Uma questão que não Pvaw; ,;:
amãe de cada um de n^ST* ^ detaUles éaMuência que
arelação com oFeminino arquaím^ TSa »Tep*° * como se dá
*> ede extrema relevânciaWo „™ Ap8Sar de ser »«tema comnle
rlheres^efemininosss^nSMttem,os-—••*« Imutes deste livro Pod™i„ ^"Processo terapêutico e»íá»u 5
em homens 04235 aÇ°S mascu"nos em mu-
presentam, nem
capacidade de nossuapôrespecSSSSÍSáSi?" qUaUdades queeles
em ãSBS^ef"mus.anima, re-
nem sua
outro sexo* 0s homens po(to««2f^f "miradas aum ou gnorar as necessidades da criança ™• Quanto mais amãe rejeitara
dogmáticos, briguemos, «creuqu&o?Íf""^ ^ emim^. «2
der quanto as mumeres. AsSSlE^^i105 esedentos dé pol
.*% tão volúveis, !sedutoVÍmS & possuída* Pela &
Emlatim, osjdois termos^aToril^ff quanto os homens..
mos, dando-se umà certa próeSS^Tusados «>mo sinôni- des arquétipos «^S?**» «ma distorção^C'
ação, coragem, espirito, orgulhoaSS sefunento, afeto, dispo- arquétipo do I^us-P^dTvtóí^^^^^reénSo £££
sito, resolução, mclinacâo.Sf^^f1'desei°. vontade. Propó- teio moral de.um Jeová atóa aSrll°rer0poderW^or oud?«
eqmvalente de esplHtoTV^/Sníoli.l??' Jun? W» <«™Jcomo
na acepção de instintoqúSe^lf°?? ^ Contud°. ^
tencem igualmente^ aSToSl™-0S dois termòs pe£
mente mais governados peto \*££tâ$F°*' ^ ^°"ecessaria-
.«££•0 têmomonopólio L^t^ZT^' "*» "mo
üdade como uma cãracteristii^^lGff^"1'0-'A nocão da espiritua-
ma^mo propriedadelSSéS&ESP''"i*16 masctt«ma SSS-
IoXK.Emborapré4omm^eSd:&d0'0Tfcmodo
i aepoca^jung, nao émais válida para
162 ri
O preço dessa conquista era dupjo: à jpeifta dp elodeligação com
o continuum vida-morte de existências e-ft experiência de si mesmo co
mo um forasteiro num mundo sem sentido.. Roje, deparamo-nos tam
bém com a ameaça da autodestruição coletWa^ na medidaem que asân
sias sadomasoquistas Instintivas deviolência e agressão não podemmais
ser aplacadas por apelos àlei e à razão. ^, \\ j;
Esse ponto crítico no tempo assinala^mais uma vez a inversão da
maré. A Deusa e seu consorte, banidos ejapaipptemente exilados e per
didos nos últimos milênios, fazem novamente,Sua epifania namoderna
consciência. A questão que ora sè impõe é jájséguinte: que mito eles tra
zem consigo, capaz de nos mostrar os canais psicológicos predestinados
à sua manifestação?' .•:».•»

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Walters Art Gallery, Baltimore, em ^onze.
Maryland.
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