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MANEJO DE NEMATÓIDES

NAS CULTURAS DA SOJA E DO MILHO


MANEJO DE NEMATÓIDES NAS CULTURAS
DA SOJA E DO MILHO
Nos últimos anos, a forte expansão das áreas cultivadas no país, sobretudo com práticas de rotação de culturas inadequadas ou
inexistentes, tem proporcionado aumento na incidência de nematóides. Estas pragas são consideradas inimigos ocultos dos produto-
res porque nem sempre é possível visualizá-los ou identificá-los a campo. Na maioria das vezes, os sintomas na parte aérea das plantas
são facilmente confundidos com outras causas, entre elas, deficiência de nutrientes, ataque de pragas e doenças, estiagem e compac-
tação de solo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Nematologia, as perdas variam em média entre 5 e 35%, dependendo do tipo
de cultivo. Em casos mais severos, as perdas podem ser ainda maiores.

Uma das principais estratégias para redução da população de nematóides é a utilização de cultivares de soja e híbridos de milho
com baixo fator de reprodução de nematóides (FR). Entretanto, se a tomada de decisão considerar apenas uma cultivar que apresente
baixo FR sem o devido conhecimento do tipo de nematóide presente, bem como sua população no solo ou nas raízes, o resultado final
poderá ser comprometido.

Diante disso, a BioGene® desenvolveu este material com o objetivo de auxiliar produtores e profissionais da assistência técnica
quanto ao correto posicionamento de sua linha de produtos em associação com as principais práticas de manejo para as áreas com
presença de nematóides.

NEMATÓIDES Foto 01
Quem são eles, qual a sua importância e
como podem ser identificados
Para a cultura do milho, os principais nematóides são o
Nematóide de Galha (Meloydogine incognita e Meloydogine
javanica) e o Nematóide das Lesões Radiculares (Pratylenchus
brachyurus). Já na cultura da soja, além dos citados, destaca-se
também o Nematóide de Cisto da Soja (Heterodera glycines).

Nematóide de Cisto da Soja


(Heterodera glycines)
Foto 02
Este nematóide foi detectado no Brasil na safra de
1991/1992 e hoje está disseminado por quase todos os estados
produtores de soja estimando-se mais de 2,0 milhões de hecta-
res infestados. Dependendo do manejo adotado e da popula-
ção do nematóide na área os prejuízos podem ser elevados. Foto 03

Os primeiros sintomas do nematóide de Cisto da Soja


(NCS) aparecem em forma de pequenas reboleiras (Foto 1) que
podem progredir a cada safra. Presas às raízes das plantas
infectadas, pode-se observar minúsculas fêmeas de coloração
branca a amarelada (Foto 2). Quando morrem, seus corpos se
transformam em uma estrutura denominada de cisto, de
coloração marrom e cheia de ovos (Foto 3). Em seguida,
desprendem-se da raiz, ficam no solo e tornam-se resistentes à
deterioração e dessecação, favorecendo a sua sobrevivência e Foto 04
dispersão de uma área para outra.

Nematóide de Galhas
(Meloydogine spp.)

As espécies de Nematóides de Galhas mais comuns nas


lavouras de soja e milho no Brasil são Meloydogine incognita e
Meloydogine javanica. O M. javanica é muito comum em áreas
de soja que são cultivadas em sucessão de culturas. Já o M.
incognita tem preferência por outros cultivos como o algodão, Foto 05
porém podem causar prejuízos em milho, soja e feijão. Normal-
mente, os sintomas nas lavouras são observados em reboleiras,
nas quais as plantas apresentam porte reduzido, amarelamento
e engrossamento das raízes, que são denominadas galhas (Foto
4). No interior das galhas é possível observar fêmeas adultas, de
coloração branca a hialina, principalmente em galhas nas raízes
mais velhas (Foto 5).

As marcas com ®, TM ou SM são marcas e marcas de serviço da DuPont, Pioneer ou de seus respectivos titulares. © 2016 PHII
Nematóide das Lesões Radiculares Foto 07
(Pratylenchus brachyurus)

O Nematóide das Lesões Radiculares é altamente agressi-


vo e, nos últimos anos, ganhou importância em algumas
regiões do Brasil, principalmente em solos de textura arenosa e
áreas de altitude abaixo de 700 metros. Outra característica é a
grande quantidade de hospedeiros que ele ataca, incluindo
praticamente todas as gramíneas cultivadas.

Os sintomas ocorrem em reboleiras com presença de


folhas amareladas (Foto 6) bem como lesões nas raízes (Foto 7),
provocando atrofiamento e, consequentemente, redução do
desenvolvimento do sistema radicular das plantas.
Foto 06

COMO FAZER
A CORRETA
IDENTIFICAÇÃO DOS
NEMATÓIDES

Diagnosticar a presença dos nematóides na lavoura não é


fácil porque além de serem microscópicos, os sintomas são
facilmente confundidos com deficiência de nutrientes, compac-
tação de solo, doenças, estiagens, entre outros. Desta forma, a
coleta de amostras de solo e raízes é o primeiro passo a ser
adotado em áreas com suspeita de presença de nematóides. 5) Cada amostra composta deve ser formada por subamos-
Esta prática tem por objetivo confirmar a presença dos mesmos tras coletadas em área uniforme quanto ao tipo de solo e históri-
bem como identificar qual tipo e, principalmente, determinar a co agrícola. As subamostras devem ser depositadas em balde
densidade populacional no solo e nas raízes das plantas analisa- grande e bem misturadas, de modo a constituir amostra compos-
das. Veja abaixo, um passo a passo dos procedimentos para ta, representativa da área. Recomenda-se que cada amostra
coleta de amostras de solo e raízes para análise de nematóide. composta contenha pelo menos 500 g de solo e aproximada-
mente 20 g de radicelas. Esteja certo de que as raízes amostradas
sejam mesmo da cultura. Raízes de culturas intercalares ou de
1) Coletar amostras de solo e de raízes, sempre que possível. plantas invasoras, devidamente identificadas, devem ser coleta-
A época de florescimento e frutificação, antes que as plantas de das e embaladas separadamente;
ciclo curto sequem, é o melhor momento para a amostragem de
solo e raízes para o exame nematológico; 6) Recomenda-se 15 a 20 subamostras a cada 30 ha, para
formar uma amostra composta. Quanto maior o número de
2) Coletar amostras de solo com a umidade natural, evitan- subamostras e de amostras compostas coletadas, obviamente
do-se, ao máximo, condições de encharcamento ou excessivo mais representativos e confiáveis serão os resultados da análise;
ressecamento. Não se deve adicionar água ao solo naturalmente
seco para se fazer a coleta e nem depois no volume de solo 7) As amostras de solo e de raízes, juntas, deverão ser acondi-
coletado; cionadas em sacos de polietileno, de paredes grossas e resisten-
tes, bem fechados e devidamente identificados. Fichas e etique-
3) As amostras de solo e de raízes devem ser tomadas de 0 a tas contendo maior número possível de informações como
20 - 25 cm de profundidade, na rizosfera da planta, pois é nessa número da amostra, local, proprietário, cultura atual, cultivar,
área que os nematóides estão em maior população. Deve-se danos e sintomas, culturas anteriores, tipo de solo, plantas
cavar o solo em forma de V e coletar uma fatia para a subamostra, daninhas ocorrentes, tratos culturais realizados, nome do coletor,
representativa da profundidade. Em se tratando de raízes, na data de coleta e outras observações consideradas de interesse
grande maioria dos casos, deve-se coletar preferencialmente deverão acompanhar as amostras. São imprescindíveis os dados
radicelas, ou seja, as raízes mais finas. As radicelas devem estar do interessado para contato porque, muitas vezes, é necessário
vivas. Existem diversas ferramentas recomendadas para a coleta conversar sobre o tipo de análise a ser realizada ou sobre alguma
de amostras, mas a que permite maior facilidade na coleta de prática de manejo estabelecida;
raízes é o enxadão;

4) Durante a amostragem, deve-se caminhar em ziguezague


coletando amostras junto às plantas que mostrem sintomas
moderados de nematóides, evitando-se aquelas fortemente
depauperadas. Se houver reboleiras, amostrar em suas margens,
especialmente se os sintomas forem muito severos nas plantas
do centro das reboleiras. As amostragens das margens das
reboleiras devem constituir amostra separada. Recomenda-se
fazer amostra composta de solo e raízes da área aparentemente
sem problema para avaliar a disseminação dos nematóides;

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8) Enviar as amostras ao laboratório sempre com a maior
brevidade possível. Evitar, durante a coleta e o transporte, o
aquecimento das amostras por exposição direta ao sol ou em
ambiente fortemente aquecido. Assim, caixas térmicas de isopor
prestam-se muito bem para a conservação de amostras durante
Entretanto, é de grande importância o entendimento desta
o transporte para o laboratório;
informação, pois, de forma equivocada, as indicações de plantio
9) Nunca colocar as amostras em congelador ou freezer. de determinada cultivar ainda são feitas, na maioria das vezes,
Resfriamento excessivo também é prejudicial aos nematóides. considerando-se apenas o FR. Este aspecto torna-se importante,
Amostras adequadamente embaladas podem ser mantidas em pois o desempenho de uma cultivar está ligado também a outros
geladeira. Temperaturas de 10°C a 15°C prolongam a sobrevivên- fatores de produção como nível de adubação, época de plantio,
cia de nematóides nas amostras, mas abaixo de 10°C podem população de plantas, manejo de pragas e doenças, entre outras.
causar danos; Em última análise, para fazer a indicação de uma cultivar com
base no seu FR deve-se, também, considerar o tipo de nematóide
10) Produtos químicos também podem afetar as amostras. presente na área bem como seu nível populacional no solo ou
Portanto, estas devem ser acondicionadas em recipientes limpos, nas raízes das plantas.
sem resíduos tóxicos.
Assim, em adaptação aos critérios estabelecidos por KOEN-
Fonte: Syngenta (Manual de procedimentos para coleta de amostras de solo e raízes NING (2007), a BioGene desenvolveu um posicionamento de suas
para análise de nematóide).
cultivares de soja e milho de acordo com o FR de cada uma delas,
agrupadas nas diferentes Zonas Ambientais Homogêneas (ZAHs)
Assim, a confirmação da presença de nematóide, o tipo e e em diferentes níveis de presença de nematóides tanto no solo
sua densidade populacional tanto no solo quanto nas raízes,
quanto nas raízes. Confira, nas tabelas a seguir, o posicionamento
permitirá aos técnicos e aos produtores adotar um grupo de
ações de manejo mais adequadas para minimizar os efeitos técnico das cultivares de soja e milho da BioGene.
negativos destas pragas.

QUAIS AS PRINCIPAIS
PRÁTICAS DE MANEJO
A presença de nematóides em uma lavoura não deve ser 5.3 5.2 V
ignorada. Se os danos forem diagnosticados, práticas de manejo 5.1
10°
como utilização de cultivares tolerantes ou com baixo FR (fator de
reprodução), o uso de nematicidas, via tratamento de sementes, 4.3
4.2 4.1 IV
e rotação de culturas deverão ser considerados. 15°
3.6 3.4 3.3
III
3.1
3.5 3.2
20°
a | Uso de cultivares tolerantes 2.2 2.1
II
25°
Considerada uma das principais estratégias de manejo, esta 1.1
prática deve ser utilizada levando-se em conta o fator de repro- 1.2 I
dução (FR) de nematóide da cultivar em questão. O fator de
reprodução (FR) é calculado em ambiente controlado através da
Zonas
inoculação de determinado número de nematóides (população Ambientais
inicial) e, após determinado período, faz-se novamente a conta-
gem do número de nematóides (população final). O resultado da Homogêneas
relação entre a população final e a população inicial indica se a da cultura
cultivar possui efeito redutor, mantenedor ou multiplicador para
o nematóide em estudo. Veja esquema abaixo: da soja
FR < 1 efeito redutor

FR = 1 efeito mantenedor

FR > 1 efeito multiplicador


(na proporção do número encontrado)

Ex: FR 2,4 significa que a cultivar


pode aumentar 2,4 vezes
a quantidade de nematóide.

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POSICIONAMENTO TÉCNICO
DE CULTIVARES DE SOJA BioGene
PRATILENCHUS BRACHYURUS
POSICIONAMENTO DE CULTIVARES DE SOJA BIOGENE
Nível de Nematóide BAIXO MEDIO ALTO NÍVEL MUITO ALTO
Niveis populacionais >1000
0 A 50 51 A 100 101 A 999
em 100 cm3 de solo
Niveis populacionais >2000
0 A 80 81 A 160
por grama de raiz 161 A 2000
Niveis de FR FR DA CULTIVAR <6 FR DA CULTIVAR <3 FR DA CULTIVAR <1
ZAH 3,0 4,0 5,0 3,0 4,0 5,0 3,0 4,0 5,0 Posicionamento Práticas de Manejo
BG4272 BG4272 BG4377 BG4272 BG4272 BG4377
BG4377 BG4377 BG4377 BG4377 Manejo de solo
Cultivares Recomendadas BG4290 BG4284 Rotação com Crotalaria
BG4290 BG4290 Hibrido com FR<1
Tratamento de Semente com nematicida

MELOYDOGINE INCOGNITA
POSICIONAMENTO DE CULTIVARES DE SOJA BIOGENE
Nível de Nematóide BAIXO MEDIO ALTO NÍVEL MUITO ALTO
Niveis populacionais >500
0 a 150 151 a 300 301 a 500
em 100 cm3 de solo
Niveis populacionais >30
0a6 7 a 12
por grama de raiz 13 a 30
Niveis de FR FR DA CULTIVAR <6 FR DA CULTIVAR <3 FR DA CULTIVAR <1
ZAH 3,0 4,0 5,0 3,0 4,0 5,0 3,0 4,0 5,0 Posicionamento Práticas de Manejo
BG4290 BG4290 BG4290 BG4290 BG4290 BG4290
Manejo de solo
Cultivares Recomendadas BG4272 BG4272 BG4377 Rotação com Crotalaria
BG4377 BG4377 Hibrido com FR<1
Tratamento de Semente com nematicida

MELOYDOGINE JAVANICA
POSICIONAMENTO DE CULTIVARES DE SOJA BIOGENE
Nível de Nematóide BAIXO MEDIO ALTO NÍVEL MUITO ALTO
Niveis populacionais >500
0 a 150 151 a 300 301 a 500
em 100 cm3 de solo
Niveis populacionais >30
0a6 7 a 12
por grama de raiz 13 a 30
Niveis de FR FR DA CULTIVAR <6 FR DA CULTIVAR <3 FR DA CULTIVAR <1
Posicionamento Práticas de Manejo
ZAH 3,0 4,0 5,0 3,0 4,0 5,0 3,0 4,0 5,0
BG4290 BG4290 BG4290
Manejo de solo
Cultivares Recomendadas BG4377 BG4377 BG4377 Rotação com Crotalaria
BG4272 Hibrido com FR<1
Tratamento de Semente com nematicida

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POSICIONAMENTO TÉCNICO
DE HÍBRIDOS DE MILHO BioGene
PRATILENCHUS BRACHYURUS
POSICIONAMENTO DE CULTIVARES DE MILHO BIOGENE
Nível de Nematóide BAIXO MEDIO ALTO NÍVEL MUITO ALTO
Niveis populacionais
0 A 50 50 A 100 101 A 999 >1000
em 100 cm3 de solo
Niveis populacionais
0 A 80 81 A 160 161 A 2000 >2000
por grama de raiz
Niveis de FR FR DO HIBRIDO <6 FR DO HIBRIDO <3 FR DO HIBRIDO<1
Posicionamento Práticas de Manejo
ZAH SUL CA CB SAFRINHA SUL CA CB SAFRINHA SUL CA CB SAFRINHA
BG7051 BG7046 BG7049 BG7051 BG7051 BG7046 BG7049 BG7051
BG7046 BG7049 BG7032 BG7330 BG7046 BG7049 BG7330
BG7318 BG7037 BG7037 BG7439 BG7318 BG7060 BG7439 Manejo de solo
Hibridos Recomendados BG7049 BG7060 BG7432 BG7049 BG7432
BG7060 BG7061 BG7060 BG7061 Rotação com Crotalaria
BG7061 BG7049 BG7061 BG7049
BG7032 Hibrido com FR<1
BG7037 Tratamento de Semente com nematicida

MELOYDOGINE INCOGNITA
POSICIONAMENTO DE CULTIVARES DE MILHO BIOGENE
Nível de Nematóide BAIXO MEDIO ALTO NÍVEL MUITO ALTO
Niveis populacionais
0 A 150 150 A 300 301 A 500 >500
em 100 cm3 de solo
Niveis populacionais
0A 6 6 A 12 >30
por grama de raiz 13 A 30
Niveis de FR FR DO HIBRIDO <6 FR DO HIBRIDO <3 FR DO HIBRIDO<1
Posicionamento Práticas de Manejo
ZAH SUL CA CB SAFRINHA SUL CA CB SAFRINHA SUL CA CB SAFRINHA
BG7046 BG7046 BG7049 BG7061 BG7046 BG7046 BG7049 BG7061 BG7061
BG7049 BG7049 BG7032 BG7060 BG7049 BG7049 BG7032 BG7049
BG7051 BG7037 BG7037 BG7049 BG7051 BG7037 BG7037 BG7051 Manejo de solo
Hibridos Recomendados BG7318 BG7060 BG7051 BG7060 BG7060 BG7032 Rotação com Crotalaria
BG7060 BG7032 BG7061 BG7037 Hibrido com FR<1
BG7061 BG7037 BG7330 Tratamento de Semente com nematicida
BG7330
BG7432

MELOYDOGINE JAVANICA
POSICIONAMENTO DE CULTIVARES DE MILHO BIOGENE
Nível de Nematóide BAIXO MEDIO ALTO NÍVEL MUITO ALTO
Niveis populacionais
0 A 150 151 A 300 301 A 500 >500
em 100 cm3 de solo
Niveis populacionais
0A 6 7 A 12 >30
por grama de raiz 13 A 30
Niveis de FR FR DO HIBRIDO <6 FR DO HIBRIDO <3 FR DO HIBRIDO<1
Posicionamento Práticas de Manejo
ZAH SUL CA CB SAFRINHA SUL CA CB SAFRINHA SUL CA CB SAFRINHA
BG7046 BG7037 BG7032 BG7061 BG7046 BG7037 BG7032 BG7061
BG7049 BG7046 BG7037 BG7330 BG7049 BG7049 BG7037 BG7330
BG7051 BG7049 BG7049 BG7032 BG7051 BG7046 BG7049 BG7032 Manejo de solo
BG7318 BG7060 BG7432 BG7060 BG7060 BG7432 Rotação com Crotalaria
Hibridos Recomendados
BG7060 BG7037 BG7061 BG7037 Hibrido com FR<1
BG7061 BG7049 BG7049 Tratamento de Semente com nematicida
BG7051 BG7051
BG7439 BG7439

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Veja, de forma prática, exemplo de como interpretar o
resultado de uma análise de nematóides (amostra solo) em área
localizada na Zona Ambiental Homogênea (ZAH) Centro Baixo
(CB) bem como a recomendação de híbridos de milho a serem Resultado Amostra 001
plantados:
Região Sul
Talhão 01: 100 ha
Região Centro Alto
Nematóide: Pratylenchus brachyurus
Região Centro Baixo Quantidade
no solo: 96 unidades (1003 cm de solo)
Safrinha

De acordo com os resultados obtidos na Amostra 001, que


confirma a presença do nematóide Pratylenchus brachyurus e,
utilizando as informações contidas na Tabela 6, pode-se
concluir que o nível de nematóide presente no solo correspon-
de ao nível Médio e para a Zona Ambiental Homogênea Centro
Baixo (CB), indicam-se então os híbridos BG7049, BG7032 e
Zonas BG7037 em qualquer uma de suas versões.
Ambientais
Homogêneas
da cultura b | Rotação de culturas
do milho
A rotação de culturas é uma estratégia que traz muitos
benefícios e deve ser parte integrante dos programas de
manejo, independentemente da presença ou não dos nematói-
Nota: Os escores do fator de reprodução de nematóides
refletem dados médios de ensaios controlados, podendo sofrer des nas lavouras. Nos casos em que for confirmada sua presen-
variações em função das condições de manejo, clima e pressão ça, a rotação de culturas deve incluir espécies não hospedeiras
dos patógenos. Ainda, as cultivares de soja e milho, bem como e cultivares de soja e milho com baixo fator de reprodução (FR).
suas recomendações e posicionamento técnico poderão sofrer De forma geral, a utilização de Crotalaria spp. tem se mostrado
alterações em função de necessidades específicas. Para mais uma das melhores opções de rotação para áreas com nematói-
informações consulte o representante comercial da BioGene des. Veja, na Tabela 7, o efeito de algumas espécies vegetais
para a sua região ou acesse: www.biogene.com.br sobre a população de nematóides.

Tabela 7 - Efeito de diferentes espécies vegetais sobre a população de nematóides para uso em rotação de culturas com a soja

Nematóide de Cisto da Soja Nematóide de Galha Nematóide de Galha Nematóide das Lesões Radiculares
Cultura Heterodera glycines Meloydogine javanica Meloydogine incognita Pratylenchus brachyurus
Algodão
Amendoim
Arroz
Crotalaria breviflora
Crotalaria juncea
Crotalaria sceptabilis
Cana-de-açúcar
Caupi
Feijão
Guandu
Mandioca
Milho
Mucunas
Sorgo Forrageiro

Fonte: Boletim Técnico Soja Milho - Avicta® Completo Syngenta (Inomoto, 2008).
Nota: Consulte um profissional da assistência técnica para decidir
LEGENDA: Cultura reduz a população do nematóide localmente quais espécies podem ser adotadas bem como sua forma
Respostas variáveis de manejo dentro do programa de rotação de culturas.
Cultura multiplica a população do nematóide

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C | Tratamento de sementes com nematicidas

Esta prática consiste em proteger as sementes e plântulas


do ataque dos nematóides durante as fases iniciais de desenvol-
vimento da cultura. Atualmente, a abamectina é o principal
produto com ação nematicida comprovada e que possui indica-
ção e registro junto ao Ministério da Agricultura (MAPA) para a
modalidade de tratamento de sementes

Considerações finais

Com a evolução dos níveis de produtividade e das práticas


de manejo nas culturas da soja e do milho, pragas que antes
eram consideradas de pouca importância, como os nematói-
des, passaram a ocupar posição de destaque. Neste sentido, o
Referências: aumento das áreas com presença de nematóides merece
® Boletim Técnico Soja – Milho Avicta Completo especial atenção porque acredita-se que, num futuro próxi-
mo, os nematóides estarão presentes em toda a cadeia produ-
Syngenta. 90p. tiva agrícola, limitando produtividade e impedindo quaisquer
ganhos genéticos e de tecnologias OGMs que o agricultor faça
Campos, D. H.; Silva, L. H. C. P. Nematóides na cultura uso.

da soja. Boletim Informativo Pioneer, Ano XI, nº 24, pg Assim sendo, a utilização de forma isolada de cultivares
14 – 16. com baixo FR para determinado nematóide não assegura
resultado satisfatório da lavoura. Devemos então considerar,
além desta estratégia de controle, o tipo de nematóide
Dias, W. P. et al. Nematóides em Soja: Identificação e presente e seu nível populacional e adicionar estratégias
complementares como rotação de culturas e utilização de
Controle. Londrina, PR, Embrapa Soja, Circular Técnica tratamento de sementes com nematicidas. Ainda, a elimina-
76, Abril, 2010. ção de camadas compactadas bem como buscar a melhoria
do equilíbrio do pH no perfil do solo e manutenção de bons
níveis de potássio podem amenizar os efeitos desta praga, já
Jeschke, M.; Mathesius, J. Corn Nematodes. Crop que as raízes encontram ambiente favorável ao seu desenvol-
vimento.
Insights. Pioneer Hi- Bred International, Inc. 2010. Vol.
19, Nº 14, pg 1 – 6. Finalmente, o correto posicionamento das cultivares, em
associação com as práticas de manejo como rotação de cultu-
ras e uso de nematicida no tratamento de sementes, poderá
Koenning, S. Disponível em < determinar o sucesso das lavouras em áreas com a presença
http://www.cottoninc.com/statesupport-program/Sta de nematóides.
te-Support-Program-Projects/detail.asp?SelectedYear
=2007&projectID=123 Universidade da Carolina do
Norte/EUA, 2007.

Manual de procedimentos para coleta de amostras de


solo e raízes para análise de nematóide. Avicta™
Completo. Syngenta Proteção de Cultivos Ltda.

Silva, J. F. V. et al. Produção de grãos em ambientes


com nematóides de Galhas. Londrina: Embrapa Soja:
Fapeagro, 2001, 15p. (Documentos/ Embrapa Soja,
ISSN 1515-781X; n. 168).

Fone: (51) 3719-7700


E-mail: atendimento@biogene.com.br
Endereço: Rod. BR-471, Km 49
CEP: 96.810-971 • Cx Postal: 1009
Cidade: Santa Cruz do Sul - RS
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