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Adão e Jesus

Domingo – Justificado pela Fé

 No fim do 4º capitulo desta epistola aos Romanos, a justificação e vista como um fato realizado; e essa ideia e transferida para
este quinto capitulo, de onde se deduz logicamente que existem vários benefícios ou resultados daquela nova posição que nos
e conferida pela graça de Deus.
 Ufanar-se ou gloriar-se em Deus, ou em Cristo (Gal. 6.14), e algo correto, contanto que parta do senso de nossa debilidade e
indignidade, bem como do senso correspondente da bondade de Deus.
 Quando nos ufanamos de nossa vida de oração, de nossas realizações espirituais, de nossos poderes espirituais, então essa
ufania pertence àquela classe própria dos judeus incrédulos, os quais foram classificados como hipócritas pelo apostolo Paulo,
conforme lemos em Rom. 2.7.
 Atribulação produz perseverança: Trata-se da perseverança espiritual, que tem como resultado o aprofundamento e
aprimoramento do caráter cristão.
 A perseverança a experiência, e a experiência a esperança: Alguns tradutores dizem “caráter”, o que também parece ser uma
boa tradução desse vocábulo grego, considerando- se que as tribulações produzem certa fortaleza de caráter que e aprovada.

Segunda – Enquanto ainda Pecadores


 Salvos da ira: A fim de compreendermos devidamente essa declaração bíblica necessitamos voltar ao trecho de Rom. 1.18, que
fala acerca da “ira de Deus”, e que já paira ameaçadora sobre as cabeças dos homens, 0 que alude à manifestação da “justa
indignação” de Deus, quando do julgamento contra o pecado. Desse citado versículo até Rom. 3.20, o apóstolo Paulo mostra-
nos por qual razão os homens merecem essa ira. Então, de Rom. 3.20 em diante, o escritor sagrado mostra como os homens
podem escapar dessa ira divina.
 Na presente seção, o apóstolo destaca as doutrinas da «justificação pela fé» (Rom. 3.22-24), da «propiciação pelo sangue de
Cristo» (Rom. 3.25), da «imputação da retidão divina aos homens» (Rom. 3.25), de como os justos requisitos da lei são
cumpridos pelo crente (Rom. 3.31), de como o crente goza de paz com Deus (Rom. 5.1), de como o crente recebe um “novo
caráter” (Rom. 5.4), da ministração do Espírito Santo no coração do crente, ensinando-lhe o amor de Deus (Rom. 5.5), da
expiação operada em favor dos ímpios (Rom. 5.6), e da plena demonstração do amor de Deus para com os homens (Rom.
5.8). Aquele que assim tem demonstrado essa grande multiplicidade de sua misericórdia, certamente não deixará que o
crente fique sujeito à “ira de Deus”.

Terça – Morte Por Meio do Pecado


 Paulo esboçou cuidadosamente a natureza do pecado, e como esse pecado provoca a ira de Deus e o juízo divino; mas
também como há vida em Cristo, mediante sua expiação e ressurreição.
 Porventura “todos os homens pecaram” como o sentido de “em Adão”, isto e, participaram do pecado original? Ou se trata
de um a referência aos pecados pessoais dos homens, considerados coletivamente? Bons interpretes tem argumentado em
favor de ambas essas possibilidades.
 Alguns intérpretes teimam em dizer que todos “pecaram em Adão”, no sentido que isso significa que a morte foi decretada
sobre todos os homens. Porem, a doutrina rabínica usual, nos tempos apostólicos, dizia que a morte ocorre por causa da
participação pessoal no pecado de Adão, e não através da sentença proferida contra Adão.
 O que e indiscutível e que o apostolo Paulo pelo menos ensinava aqui que a tendência para o pecado e uma característica
herdada; e sem importar se a morte deve ser considerada como consequência da culpa herdada, ou como pena imposta
contra a nossa própria transgressão individual, o tato e que isso se deve a Adão, pois nele todos morrem conforme também
lemos em I Cor 15.22.

Quarta – De Adão a Moisés


 Em Adão todos pecaram, e nele a raça humana inteira foi condenada a morte, tanto física como espiritual, embora a morte
física esteja particularmente em foco neste versículo.
 Este versículo parece dar a entender, como também o faz o decimo segundo versículo, que o julgamento de Deus recai sobre a
árvore inteira do pecado, e não apenas sobre a raiz, ou seja, não apenas sobre o pecado de Adão.
 A existência do pecado, no tronco da arvore, nos seus ramos (principio do pecado) e nos seus frutos (atos individuais
pecaminosos dos homens) provoca o juízo de Deus, o que inclui tanto a morte física como a morte espiritual.
 Cristo corresponde a Adão no sentido antitético: Adão foi o autor da morte para todos; e Cristo foi o autor da vida para todos.
A característica prefigurada em Adão foi a sua significação central e universal para a raça humana inteira, que se cumpriu em
sentido muito mais elevado.

Quinta – Jesus o 2º Adão

 O ato de justiça aqui focalizado e especificamente a morte de Cristo na cruz, em que ele conseguiu realizar a expiação pelo
pecado humano.
 A desobediência de Adão foi uma “transgressão”, isto é, um pecado contra a luz possuída, pois Adão não foi enganado, a
exemplo de Eva, mas tinha pleno conhecimento do que estava fazendo, tendo agido contrariamente a um mandamento
específico do Senhor.
 Nesse seu ato de obediência, Jesus Cristo desfez tudo quanto Adão fizera em detrimento para a humanidade, contanto que
também fique compreendido que ele foi igualmente ressuscitado e glorificado, e que agora conduz os seus escolhidos ao
longo da mesma vereda de vida vitoriosa.