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O Reino de Deus é um estilo de vida.

Uma vida cujo a referência se fundamenta


nos ensinamentos de Jesus, o Cristo. É uma questão de consciência e
comprometimento. Uma vida que visa pensar e agir em pró de amar ao
próximo. Um amor consciente de que jamais podemos amar alguém se não
amarmos a Deus sobre todas as coisas. O Reino de Deus tem como alicerce o
amor, puro e verdadeiro, expresso na vida, morte e ressurreição de Jesus. E vale
a pena dizer: vida, morte e ressurreição em total submissão e obediência ao Pai,
o Rei do Reino.

Ao lermos esta “micro parábola” contada por Jesus, temos a impressão de que
Ele está nos dizendo que o Reino de Deus é “algo” que está a venda. Parece que
o Nazareno nos passa uma ideia de que o Reino de Deus seja algo comprável.
Esta é o entendimento que temos se tirarmos as palavras de Jesus do contexto
de Sua vida, morte e ressurreição. Entretanto, a essência das palavras do Cristo
é justamente a contramão deste pensamento. Todo o “ministério” de Jesus foi
para anunciar o Reino de Deus. Jesus tomou muito cuidado para deixar claro a
todos que o Reino de Deus vinha por graça (um favor que Deus nos concedia
sem que nós fossemos dignos de receber), e que era algo que jamais seria
comercializado. A vida de Jesus anunciava a proximidade do Reino de Deus (não
no fator “tempo”, mas sim no fator “alcance) e seus atos evidenciavam que este
reino não estava a venda, pois o mesmo se fazia ao alcance de todos por Graça
Divina.

Voltando à parábola contada por Jesus, ao olharmos para um “negociante”


entregando tudo, absolutamente tudo, para adquirir a pérola de grande valor,
somos transportados para 2 dimensões de entendimento:

A primeira nos remete ao homem que encontra o estilo de vida proposto pelo
Reino de Deus e, por consequência, entrega tudo para viver os valores
ensinados por Jesus. O Reino de Deus é o próprio Rei em seu caráter amoroso.
Ele é a pérola de grande valor. Jesus é a pérola de grande valor. E quando o
homem o encontra, entrega tudo e o segue. Isso nos remete a um pensamento
de Billy Graham, que acertadamente afirmou que: “A Salvação é de graça, mas o
discipulado custa tudo o que temos.”

Marcos 8:34-35 é um dos textos que nos confirma esse pensamento:

Então ele chamou a multidão juntamente com os discípulos e disse: "Se


alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.
Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por
minha causa e pelo evangelho a salvará. Marcos 8:34-35

Interessante que nos evangelhos existem muitos mais relatos de Jesus dizendo
para as pessoas irem embora do que relatos do Nazareno chamando pessoas
para o seguirem. Jesus sabia que o discipulado custava caro, aliás, custava tudo.
Na grande maioria das vezes quando alguém dizia que queria Lhe seguir, Jesus
sempre dizia para a pessoa avaliar o “preço”.

Veja Lucas 9:58...

Indo eles caminho fora, alguém lhe disse: Seguir-te-ei para onde quer que
fores. Mas Jesus lhe respondeu: As raposas têm seus covis, e as aves do céu,
ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”. Lucas 9:58

Vale a pena abrir um parêntese aqui:

Muitos teólogos dizem que a expressão de Jesus “o Filho do Homem não tem
onde reclinar a cabeça” se refere ao fato de que a cruz usada pelos romanos
para crucifica-lo não tinha um formato que possibilitasse ao Cristo uma posição
para apoiar a cabeça e aliviar o peso do seu corpo para aliviar a dor. Enfim...vale
a informação!

Fecho parêntese.

Em resumo, no primeiro entendimento, temos o homem como o “Negociante”


e o Reino de Deus como a “Pérola de grande valor”.

Agora, pare para pensar...se o Reino de Deus é uma perola de grande valor, e a
reação natural do homem, ao encontrar esta preciosa pérola, seria abrir mão de
tudo para tê-la em sua vida, por que será que temos tantas igrejas lotadas e tão
pouca gente abrindo mão de tudo para viver os valores do Reino de Deus.
Conta-se que em uma festa de quermesse de uma cidadezinha bem pequena,
havia uma barraquinha de artigos religiosos com o anúncio “Cruzes em
Liquidação”. Parece que é exatamente isso que nós cristãos estamos vivendo.
Uma vida em que a cruz é barata, afinal o discurso da “graça” justifica tudo. A
pergunta necessária a se fazer é: será que estamos reconhecemos o verdadeiro
valor do Reino de Deus em nossas vidas? Falta comprometimento da nossa
parte. E creio que falta interligar a “graça” ao preço que foi pago na cruz.
Concordo com o Billy Graham de que a Salvação é de graça, mas, de fato, esta
graça custou a vida do Filho de Deus e é justamente a falta desta consciência
que nos faz viver vidas medíocres e descompromissadas com o Reino de Deus.

Muita gente acha que encontrou a perola de grande valor, mas se realmente
tivesse encontrado a mesma ja teria abrido mão de tudo para tê-la em sua vida.
E quando falo “abrir mão de tudo” me refiro a tudo mesmo...começando pelo
pecado, passando pelo ego, depois pelo orgulho e tantas outras coisas que
alimentam o nosso “eu narcisista”.
Estamos atrás de cruzes em liquidação ou estamos atrás da pérola de grande
valor!?

Dito isso, podemos ancorar os nossos pensamentos numa segunda linha de


entendimento para o que Jesus está querendo dizer nesta pequena parábola.

Deus é o negociante. Ele encontra uma pérola de grande valor, a humanidade.


Então abre mão de tudo e vai comprar esta pérola. Já parou para pensar nisso?
Entende a profundidade disso!?

Um Deus, Todo Poderoso, Criador de Tudo, que nos vê como pérolas de grande
valor, preciosas, únicas. Um Deus que abre mão de tudo o que Ele é, se esvazia
de todo Seu poder, deixa de ser verbo, tornando-se carne, e surge na história da
humanidade no ventre de uma virgem para adquirir pérolas de grande valor: eu,
você...toda a humanidade.

Pois não foi isso que Deus fez?

Ele olhou para nós e viu algo único em nós. Nos viu como pérolas de grande
valor. Nos viu como morada de Seu Reino. Desejou Reinar em Amor sobre nós.
Então se esvaziou, abriu mão de todo o Seu poder e se fez Emanuel, Deus
conosco, imerso na humanidade para nos comprar. E por amor entregou tudo,
inclusive a própria vida. Fez tudo isso partindo da premissa de quem Ele é:
Amor.

Se por um lado, Jesus pretende ensinar que o Reino de Deus é algo que, quando
descobrimos, a consequência natural é darmos tudo o que temos para obtê-lo,
o próprio Jesus nos escancara o caminho inverso, onde Deus abre mão de todo
o Seu Poder para adquirir a humanidade para que ela faça parte do Seu
Reinado.

Algumas perguntas acabam sendo inevitáveis:

Você se vê como uma pérola de grande valor para Deus? Você vive consciente
de que Ele abriu mão de tudo para lhe adquirir como filho!? Você consegue
enxergar que nós, pecadores e merecedores do inferno, aos olhos de Deus
somos vistos como pérolas de grande valor? Pérolas que Ele deseja limpar todas
as manchas do pecado e preservá-las em Seu Reino de Amor?

Será que o comprometimento que estamos buscando no reino de Deus parte da


“segurança” de que se quisermos ter a cruz em nossas vidas basta procurar uma
barraquinha cheia de cruzes em liquidação? Ou será que o comprometimento
nosso para com o reino de Deus parte da premissa de que toda a atitude partiu
Dele, por que Ele nos amou primeiro, ainda que não fossemos merecedores?
Jesus nos diz: “ - Avalie o custo e veja se vale a pena ser meu discípulo! Observe
o Reino de Deus e avalie se vale a pena entregar tudo para tê-lo em sua vida!?”

Os dois entendimentos desta parábola contada por Jesus dialogam entre si.
Deus vem de um lado abrindo mão de tudo para ter você. Ele age primeiro. Dele
parte a ação. E a reação natural do homem que entende a ação de Deus só pode
ser uma: entregar tudo também.

Rubem Alves escreveu o ótimo livro “Ostra feliz não faz pérola”. Leia abaixo o
motivo que o fez escrever este livro que é uma verdadeira pérola:

“A ostra, para fazer uma pérola, precisa ter dentro de si um grão de areia que a
faça sofrer. Sofrendo, a ostra diz para si mesma: Preciso envolver essa areia
pontuda que me machuca com uma esfera lisa que lhe tire as pontas… Ostras
felizes não fazem pérolas… Pessoas felizes não sentem a necessidade de criar. O
ato criador, seja na ciência ou na arte, surge sempre de uma dor. Não é preciso
que seja uma dor doída… Por vezes a dor aparece como aquela coceira que tem
o nome de curiosidade. Este livro está cheio de areias pontudas que me
machucaram. Para me livrar da dor, escrevi”. Rubem Alves

Por conta do ambiente em que elas vivem (fundo do mar), as ostras acabam
tendo o seu organismo invadido por grãos de areia. Para se livrar da dor que o
grão de areia provoca devido o mesmo ser áspero e possuir arestas e pontas, a
ostra o envolve com uma substância lisa, brilhante e redonda, que com o tempo
se desenvolve e resulta em uma linda pérola.

Um grão de areia dentro do organismo de uma ostra é uma desgraça para a


mesma. Mas a ostra faz da desgraça o ponto de partida para a graça. A beleza
não isenta a desgraça, muito menos elimina a tragédia, entretanto pode tornar
a mesma suportável. A felicidade é um dom que deve ser simplesmente vivido e
aproveitado. Ela se supre. Ela se basta. Mas ela não cria pérolas. São os que
sofrem que desenvolvem a capacidade de produzir beleza, para buscar alívio,
parar de sofrer.

Deus nos vê como pérolas. Pérolas de grande valor. Mas nós vivemos nossas
vidas não dando a mínima para isso. E ainda, no curso natural das coisas, nós é
quem deveríamos ver Deus como a Pérola de Grande Valor. Mas nossa visão
sobre quem Deus é passa longe disse. Se o que estou dizendo aqui não fosse o
Reino de Deus seria muito mais perceptivo em nossas vidas. O que nos resta são
“lampejos” de que os valores de Cristo ainda circulam ao nosso redor. Mas de
fato é preciso se esforçar muito para identificar pessoas vivendo estes valores.
Talvez a graça seja realmente “de graça”. Mas no fundo sabemos que o preço
foi alto: A vida do próprio Jesus. Talvez o amor de Deus seja incondicional. Mas
no fundo sabemos que a condição do amor do Pai para nos amar foi o sacrifício
de Jesus, pois só existimos por que Ele se entregou na cruz por nós. Talvez isto
dimensiona o infinito e incalculável valor da pérola de grande preço que Deus
deseja adquirir: Você!

Acho que talvez a gente não entenda isso direito simplesmente pelo fato de que
não fomos nós que arcamos com o preço. Foi o Pai quem arcou com a dor de
perder o Filho. Foi Ele quem arcou com o preço da Graça e com a condição do
amor incondicional que tanto ouvimos nas celebrações e não damos a mínima.

Deus nos ama. O sofrimento que está presente em nossas vidas é o ponto de
partida para nos transformarmos em pérolas. Em outras palavras, a nossa
situação de vida jamais nos definirá como pessoas. Quem diz o que somos é
Deus. Quem diz o quanto valemos é Deus. Ele nos vê como pérolas de valor
inestimável. E já pagou o preço para lhe ter com Ele!

HÁ ALGO que você considera tão valioso pelo qual sacrificaria tudo o que tem para
obter? Embora as pessoas falem sobre dedicação quando se empenham por algum
objetivo — como obter dinheiro, fama, poder ou posição —, é raro alguém considerar
algo tão desejável a ponto de sacrificar tudo o que tem para conseguir isso. Jesus
Cristo mencionou essa característica rara, porém admirável, em uma de suas muitas
parábolas sobre o Reino de Deus que nos fazem refletir.

2 Trata-se de uma parábola, ou ilustração, que Jesus contou aos seus discípulos em
particular, sobre uma pérola de grande valor. Ele disse: “O reino dos céus é
semelhante a um comerciante viajante que buscava pérolas excelentes. Ao achar uma
pérola de grande valor, foi e vendeu prontamente todas as coisas que tinha e a
comprou.” (Mateus 13:36, 45, 46) O que Jesus queria ensinar aos seus ouvintes com
essa ilustração? E que proveito podemos tirar de suas palavras?
O grande valor das pérolas
3. Por que pérolas excelentes eram tão valiosas nos tempos antigos?

3 Desde os tempos antigos, as pérolas são apreciadas como objeto de adorno. Certa
fonte observa que, segundo o erudito romano Plínio, o Velho, “os objetos de valor mais
apreciados” eram as pérolas. Ao contrário do ouro, da prata, ou de muitas outras
pedras preciosas, as pérolas são produzidas por seres vivos. É bem conhecido que
certos tipos de ostras podem transformar coisas que as irritam — como por exemplo
pequenos fragmentos de pedra — em pérolas brilhantes. Faz isso por envolvê-las em
camadas de uma substância conhecida como nácar. Nos tempos antigos, as pérolas
mais excelentes eram retiradas especialmente do mar Vermelho, do golfo Pérsico e do
oceano Índico — longe de Israel. Sem dúvida, foi por esse motivo que Jesus falou de
“um comerciante viajante que buscava pérolas excelentes”. É preciso muito esforço
para encontrar pérolas realmente valiosas.

4. Qual é o ponto principal da parábola de Jesus sobre o comerciante viajante?

4 Embora já por muito tempo as pérolas excelentes sejam caras, é evidente que seu
valor monetário não era o ponto principal da parábola de Jesus. Ele não apenas
comparou o Reino de Deus a uma pérola de grande valor, mas também chamou
atenção para “um comerciante viajante que buscava pérolas excelentes” e à reação
dele ao encontrar uma. Ao contrário de um simples dono de loja, um comerciante
viajante que comercializava pérolas era uma pessoa que se podia chamar de
especialista no ramo. Alguém que tinha o “olho crítico” ou a sensibilidade necessária
para conseguir ver as qualidades estéticas e a delicadeza da pérola, que a distinguiam
como rara. Só de ver a pérola ele sabia se era verdadeira ou não, e não se deixava
enganar por mercadoria inferior ou falsa.

5, 6. (a) O que em especial é digno de nota a respeito do comerciante da parábola de Jesus? (b) O
que a parábola do tesouro escondido revela sobre o comerciante viajante?

5 Há mais um detalhe digno de nota sobre esse comerciante especial. Um comerciante


comum iria primeiro calcular o valor de mercado da pérola, para ver quanto poderia
pagar por ela a fim de obter lucro. Ele também iria verificar se havia procura pela
pérola, para poder vendê-la o mais rápido possível. Em outras palavras, ele estaria
interessado em lucrar com seu investimento, não em ficar com a pérola. No caso do
comerciante da parábola de Jesus era diferente. Ele não tinha interesse financeiro ou
material. Na realidade, estava disposto a sacrificar “todas as coisas que tinha” —
talvez todos os seus bens e suas propriedades — para conseguir o que estava
procurando.
6 É provável que, para a maioria dos comerciantes, o que o homem da parábola de
Jesus fez foi algo insensato. Um comerciante experiente nem pensaria em entrar num
negócio arriscado como esse. Mas o comerciante da parábola de Jesus tinha um
senso de valores diferente. Ele não visava lucro comercial, mas sim a alegria e a
satisfação de possuir algo de valor excelente. Uma ilustração paralela que Jesus
contou esclarece esse ponto. Ele disse: “O reino dos céus é semelhante a um tesouro
escondido no campo, que certo homem achou e escondeu; e, na sua alegria, vai e
vende todas as coisas que tem e compra aquele campo.” (Mateus 13:44) A alegria de
achar o tesouro foi suficiente para motivar o homem a dar tudo o que tinha para obtê-
lo. Há pessoas assim hoje? Existe algum tesouro digno de tal sacrifício?
Pessoas que reconheciam o grande valor do Reino
7. Como Jesus mostrou que realmente reconhecia o grande valor do Reino?

7 Ao contar essa parábola Jesus estava falando sobre “o reino dos céus”. Sem dúvida,
ele mesmo reconhecia o grande valor do Reino. Os relatos contidos nos evangelhos
dão um poderoso testemunho desse fato. Após o seu batismo em 29 EC, Jesus
“principiou a pregar e a dizer: ‘Arrependei-vos, pois o reino dos céus se tem
aproximado.’ ” Por três anos e meio ele ensinou as multidões sobre o Reino. Percorreu
toda a região do país, ‘viajando de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando
e declarando as boas novas do reino de Deus’. — Mateus 4:17; Lucas 8:1.

8. O que Jesus fez para mostrar o que o Reino realizará no futuro?

8 Por realizar muitos milagres por todo o país — incluindo curar doentes, alimentar
famintos, controlar forças da natureza e até mesmo ressuscitar mortos —, Jesus
mostrou também o que o Reino de Deus realizará no futuro. (Mateus 14:14-21; Marcos
4:37-39;Lucas 7:11-17) Por fim, ele provou sua lealdade a Deus e ao Reino por morrer
como mártir na estaca de tortura. Assim como aquele comerciante viajante, que de
bom grado deu tudo o que tinha pela “pérola de grande valor”, Jesus viveu e morreu
pelo Reino. — João 18:37.

9. Que característica rara era evidente entre os primeiros seguidores de Cristo?

9 Além de Jesus ter considerado o Reino como a coisa principal na sua vida, ele
também reuniu um pequeno grupo de seguidores que da mesma forma reconheciam o
grande valor do Reino. Um deles era André, que antes havia sido discípulo de João, o
Batizador. Ao ouvir o testemunho de João de que Jesus era “o Cordeiro de Deus”,
André e outro discípulo de João — provavelmente um dos filhos de Zebedeu também
chamado João — sentiram-se logo atraídos a Jesus e se tornaram crentes. Mas as
coisas não pararam por aí. Imediatamente, André se dirigiu a seu irmão, chamado
Simão, e disse-lhe: “Achamos o Messias.” Logo depois disso, Simão (que passou a
ser conhecido como Cefas, ou Pedro) bem como Filipe e seu amigo Natanael também
reconheceram a Jesus como o Messias. De fato, Natanael sentiu-se motivado a dizer
a Jesus: “Tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel.” — João 1:35-49.
Motivados a agir
10. Como os discípulos reagiram ao convite de Jesus algum tempo depois de seu primeiro encontro
com eles?

10 O entusiasmo de André, Pedro, João e dos outros ao achar o Messias pode ser
comparado ao do comerciante quando achou a pérola de grande valor. O que fariam
então? Os evangelhos não dizem muita coisa sobre o que fizeram logo após esse
primeiro encontro com Jesus. Aparentemente, a maioria deles voltou às atividades
normais da vida. No entanto, cerca de seis meses a um ano mais tarde, Jesus
encontrou novamente André, Pedro, João e Tiago, irmão de João, no mar da Galiléia,
ocupados em suas atividades pesqueiras.* Ao vê-los, Jesus disse: “Segui-me e eu
farei de vós pescadores de homens.” Como reagiram? O relato de Mateus diz
sobre Pedro e André: “Abandonando imediatamente as redes, seguiram-no.” Quanto a
Tiago e a João, lemos: “Deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram-no.” O
relato de Lucas acrescenta que “abandonaram tudo e o seguiram”. — Mateus 4:18-
22; Lucas 5:1-11.

11. O que provavelmente fez com que os discípulos reagissem tão prontamente ao convite de
Jesus?

11
Será que a reação imediata dos discípulos foi uma decisão precipitada? De modo
algum! Embora tenham voltado para o negócio de pesca da família logo após o
primeiro contato com Jesus, sem dúvida o que viram e ouviram naquela ocasião
causou uma profunda impressão na sua mente e coração. Quase um ano havia se
passado, dando-lhes bastante tempo para meditar nesses assuntos. Havia chegado
então a hora de decidirem. Será que eles seriam como o comerciante viajante que,
assim como Jesus disse, se sentiu tão motivado pela descoberta da pérola inestimável
que ‘foi e prontamente’ fez o que podia para comprá-la? Com certeza! O que haviam
visto e ouvido motivou seu coração. Deram-se conta de que havia chegado o tempo
para agir. Assim, como nos dizem os evangelhos, sem hesitação abandonaram tudo e
se tornaram discípulos de Jesus.

12, 13. (a) Como reagiram muitos dos que ouviram Jesus? (b) O que Jesus disse sobre seus
discípulos fiéis e o que significam suas palavras?

12
Como esses fiéis eram diferentes de alguns outros mencionados mais tarde nos
evangelhos! Muitos deles eram pessoas a quem Jesus havia curado ou alimentado,
mas que simplesmente voltaram para suas atividades normais da vida. (Lucas 17:17,
18; João 6:26) Alguns até mesmo se esquivaram quando Jesus os convidou para ser
seus discípulos. (Lucas 9:59-62) Em nítido contraste, Jesus disse mais tarde sobre os
fiéis: “Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é o alvo para o qual
os homens avançam impetuosamente, e os que avançam impetuosamente se
apoderam dele.” — Mateus 11:12.
13 O que significa o termo ‘avançar impetuosamente’? Com respeito ao verbo grego do
qual essa expressão se deriva, o Dicionário Vine diz: “O verbo sugere empenho
vigoroso.” E a respeito desse versículo, o erudito bíblico Heinrich Meyer declara:
“Deste modo, descreve-se aquele esforço e aquela luta entusiásticos, irresistíveis,
para alcançar o reino messiânico que se acercava . . . Tão entusiástico e enérgico
(não mais calmo e expectante) é o interesse no que tange ao reino.” Assim como o
comerciante viajante, esses poucos logo reconheceram o que era realmente valioso, e
de bom grado abandonaram tudo o que tinham pela causa do Reino. — Mateus 19:27,
28; Filipenses 3:8.
Outros participam da busca
14. Como Jesus preparou os discípulos para a obra de pregação do Reino, e qual foi o resultado?

14 Ao continuar seu ministério, Jesus treinou e ajudou outros a buscar o Reino. Primeiro
escolheu 12 dentre os discípulos e os designou como apóstolos, ou enviados.
Forneceu-lhes instruções detalhadas sobre como realizar o ministério e os alertou dos
desafios e dificuldades à frente. (Mateus 10:1-42; Lucas 6:12-16) Nos cerca de dois
anos que se seguiram eles acompanharam Jesus nas suas viagens de pregação por
todo o país, tendo uma íntima relação com ele. Ouviram o que ele tinha a dizer,
presenciaram suas obras poderosas e viram como ele agia. (Mateus 13:16, 17) Sem
dúvida tudo isso os afetou profundamente, tanto que, assim como o comerciante
viajante, eles se esforçaram em buscar o Reino de modo zeloso e de todo o coração.

15. Segundo Jesus, que motivo principal seus seguidores tinham para se alegrar?

15 Além dos 12 apóstolos, Jesus “indicou outros setenta e os enviou, aos dois, na sua
frente, a cada cidade e lugar aonde ele mesmo estava para ir”. Ele também falou-lhes
sobre as provações e dificuldades que teriam e os instruiu a dizer às pessoas: “O reino
de Deus se tem chegado a vós.” (Lucas 10:1-12) Ao retornar, os 70 estavam cheios de
alegria e relataram a Jesus: “Senhor, até mesmo os demônios nos ficam sujeitos pelo
uso do teu nome.” Mas, talvez para surpresa deles, Jesus revelou que uma alegria
ainda maior os aguardava, devido ao seu zelo pelo Reino. Disse-lhes: “Não vos
alegreis com isso, que os espíritos estão sendo sujeitos a vós, mas alegrai-vos de que
os vossos nomes foram inscritos nos céus.” — Lucas 10:17, 20.

16, 17. (a) O que Jesus disse aos apóstolos fiéis na última noite que esteve com eles? (b) Que
alegria e garantia as palavras de Jesus deram aos apóstolos?

16 Por fim, na última noite de Jesus com os apóstolos, em 14 de nisã de 33 EC, ele
instituiu o que veio a ser conhecido como a Refeição Noturna do Senhor e os ordenou
a comemorar esse evento. No decorrer daquela noite ele disse aos 11 apóstolos que
estavam com ele: “Vós sois os que ficastes comigo nas minhas provações; e eu faço
convosco um pacto, assim como meu Pai fez comigo um pacto, para um reino, a fim
de que comais e bebais à minha mesa, no meu reino, e vos senteis em tronos para
julgar as doze tribos de Israel.” — Lucas 22:19, 20, 28-30.
17 Como os apóstolos devem ter ficado felizes ao ouvir essas palavras de Jesus! Ele
estava oferecendo-lhes a honra e o privilégio mais elevados que qualquer ser humano
poderia ter. (Mateus 7:13, 14; 1 Pedro 2:9) Como aquele comerciante viajante, eles
haviam desistido de muita coisa para seguir a Jesus ao buscar o Reino. Tinham então
a garantia de que os sacrifícios feitos até aquela ocasião não haviam sido em vão.

18. Quem, além dos 11 apóstolos, por fim também se beneficiaria do Reino?

18 Os apóstolos que estavam com Jesus naquela noite não foram os únicos a se
beneficiar do Reino. A vontade de Jeová era que 144.000 fossem incluídos no pacto
do Reino como co-regentes de Cristo no glorioso Reino celestial. Além disso, o
apóstolo João viu em visão “uma grande multidão, que nenhum homem podia
contar, . . . em pé diante do trono e diante do Cordeiro, . . . dizendo: ‘Devemos a
salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro.’ ” Esses são os
súditos terrestres do Reino.*— Revelação (Apocalipse) 7:9, 10; 14:1, 4.

19, 20. (a) Que oportunidade está disponível a pessoas de todas as nações? (b) Que pergunta será
considerada no próximo artigo?

19 Pouco antes de Jesus subir aos céus, ele deu a seguinte ordem aos seus seguidores
fiéis: “Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as
em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo, ensinando-as a observar todas as
coisas que vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias, até à terminação do
sistema de coisas.” (Mateus 28:19, 20) Assim, pessoas de todas as nações se
tornariam discípulos de Cristo. Esses também se apegariam ao Reino de todo o
coração — quer para receber a recompensa celestial, quer a terrestre —, assim como
o comerciante viajante fez no caso da pérola excelente.
20 As palavras de Jesus indicavam que a obra de fazer discípulos se estenderia até “à
terminação do sistema de coisas”. Portanto, será que em nossos dias ainda existem
pessoas assim como o comerciante viajante, dispostas a sacrificar tudo para alcançar
o Reino de Deus? Essa pergunta será considerada no próximo artigo.

[Nota(s) de rodapé]
João, filho de Zebedeu, deve ter acompanhado Jesus e presenciado algumas das
coisas que ele fez após o primeiro encontro deles. Isso o habilitou a registrá-las de
modo tão vívido em seu evangelho. (João, capítulos 2-⁠5) Entretanto, ele também
voltou para o negócio de pesca da família por algum tempo antes de Jesus tê-lo
convidado para ser seu discípulo.
Os antigos orientais tinham o costume de ocultar objetos preciosos debaixo da

terra, considerando que esta era a melhor forma para mantê-los em segurança.

Jesus fala do reino dos céus, um tesouro escondido, de incomparável valor,

uma pérola de grande valor.

O Mestre conta estas parábolas em um momento muito apropriado. Os

discípulos vendo frustrados seus sonhos de que o grande reino de Davi fosse

restaurado, estavam um tanto desanimados.

Mas Jesus, com maestria, discorre sobre estas lindas parábolas que encerram o

ânimo contagiante daqueles que encontram e compreendem o valor e o poder

libertador do evangelho.

E Jesus fala que há duas maneiras com a qual o indivíduo chega ao

conhecimento do evangelho. No primeiro caso um homem seguia o curso

normal da vida. Sem o conhecer o tesouro escondido do reino dos céus.

O Tesouro Escondido e A Pérola de Grande Valor.

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Mas o amor de Deus, em sua providência salvadora, fez com que as

circunstâncias da existência, o levassem para o caminho da descoberta

preciosa. E este homem nem esperava encontrar o precioso tesouro escondido,

ele nem imaginava que seria salvo, mas a graça e o amor do Pai o alcançou.

"Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num


campo, que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai, vende tudo
quanto tem, e compra aquele campo." Mateus 13:44

No segundo exemplo, o homem é comparado a um negociante que busca

pérolas de grande valor, ou seja, ele estava ávido pelo encontro com Deus.

Estava com sede e fome da palavra do evangelho. E ele parte nesta busca
sincera pelo Pai, e na sua jornada, ele se surpreende com a tão valiosa pérola

que encontra. A pérola de grande valor.

Em ambos os casos, estes tesouros do evangelho, são tão preciosos, que

aqueles que o acharam, possuídos por uma alegria regozijante, apressaram-se

em vender e deixar tudo que possuíam, para poder granjear tão sublime e aqui

simbolizado, reino dos céus.

"Outrossim, o reino dos céus é semelhante ao homem, negociante, que


busca boas pérolas; E, encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu
tudo quanto tinha, e comprou-a." Mateus 13:45-46

Porque quando se abre o "baú" do evangelho, vislumbra-se um verdadeiro

tesouro, cheio de capital imponderável, capital imensurável, pois não se pode

medir o valor do perdão imerecido. Ninguém pôde pagar o preço do perdão,

que só pode ser respondido com a semelhante imensurabilidade da gratidão.

O Reino dos Céus e a Pérola de Grande Valor, O Tesouro Escondido.

Seja Bacharel em Teologia! Curso completo e SEM MENSALIDADES!

E quem encontra o tesouro "escondido" do evangelho, não precisa dar mais

nada, pois o preço a ser pago é a doação de si mesmo, é o entregar-se de

corpo e alma, em espírito ao Senhor, em bondade e caridade ao próximo, como

fez o bom samaritano.

Quem acha este tesouro, quem entende esse perdão, encontra tão grande

alegria que vive em bondade, como bom é o nosso Pai celeste; e perdoa,

porque sabe que é perdoado; e ama, porque sabe que foi comprado por tão

grande amor!

Conquanto, Jesus traz esta afirmação implícita da necessidade de se vender

tudo que se possui para adquirir o reino dos céus e o poder do evangelho.
Quando o Mestre fala de se vender tudo o que tem, Ele mostrava a necessidade

da desconstrução do "eu" e do esvaziamento de si mesmo, que o homem deve

fazer, para poder se aproximar de Deus e apoderar-se do tesouro do reino dos

céus.

"É necessário que ele cresça e que eu diminua." João 3:30

Esvaziar-se de si mesmo, é reconhecer as suas faltas espirituais, se deixando

ensinar pela sabedoria que vem de Jesus. Se tornar ensinável, pois o ensinável

é o humilde de coração.

"Naquela mesma hora se alegrou Jesus no Espírito Santo, e disse: Graças


te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que escondeste estas coisas aos
sábios e inteligentes, e as revelaste às criancinhas; assim é, ó Pai, porque
assim te aprouve." Lucas 10:21

A salvação do evangelho de Jesus é um tesouro, que está escondido aos olhos

daqueles que se consideram grandes e bons. O tesouro é espiritual, não é

palpável, e por isso muitos não conseguem entendê-lo.

De forma que este tesouro, este evangelho, é pedra de escândalo para o

homem carnal, que não admite no seu orgulho, obedecer ao Deus que se não

pode ver. Não sabe do valor desse perdão, da sua morte na cruz.

A surpresa que ninguém acreditou será na sua vinda. Alegria para quem

guardou o tesouro celeste, mas pranto e lamentações para quem o desprezou.

As parábolas do tesouro escondido e da pérola de grande preço são


registradas somente por Mateus. Junto com a parábola da rede elas compõem
o trio concludente de parábolas com as quais Jesus encerra sua série sobre a
natureza do reino do céu. Diferindo das parábolas anteriores, dirigidas à
multidão, estas aparentemente foram ditas em particular aos seus discípulos.

Duas parábolas contêm a mesma mensagem: o incomparável valor do reino de


Deus. Mas cada uma tem seu próprio e único modo de apresentar sua lição e
merece ao menos algum tratamento individual.
A única disputa real sobre o significado destas duas parábolas que afetaria
radicalmente sua mensagem é sobre o que Jesus quis dizer nelas com "o
reino".

Há quem defenda o ponto de vista onde o fazendeiro e o negociante, nestas


duas histórias, representam Cristo (Lloyd John Ogilvie, A Autobiografia de
Deus), e que o "tesouro escondido" e a "pérola de grande preço" representam
a igreja, cuja redenção do pecado custou-lhe literalmente tudo, um preço que
Jesus alegremente pagou. Não há motivo para disputar a verdade de uma tal
idéia, mas a questão é se essa é a mensagem destas parábolas.

A palavra grega baseleia (reino) certamente inclui, por implicação, aqueles que
são dominados, mas sua idéia raiz é o poder e o domínio do rei. O valor do
reino do céu não se apóia principalmente naqueles que, pela graça divina,
tiveram permissão para recebê-lo, mas na glória e no poder do Deus que reina
sobre ele. Todas as parábolas de Jesus sobre o reino falam deste ponto, de
como o reino cresce. Nada no contexto destas duas parábolas sugeriria que,
nelas, Jesus voltasse sua atenção para longe de como ele estabeleceria seu
reino entre os homens, para falar sobre o grande valor que ele dá a homens e
mulheres perdidos. É um ponto válido defendido poderosamente em outros
lugares, porém, cremos, não aqui.

Conversas sobre tesouros enterrados, no final do século vinte, trazem à


memória o disparate semi-lendário sobre o botim do pirata escondido longe, em
alguma caverna de uma ilha, onde aguarda sua retirada pelo afortunado. Mas
na Palestina do primeiro século ela não foi tão forçada. A desordem que
guerras e revoluções impuseram regularmente ao mundo oriental tornou
necessário aos homens o enterrar de valores que não podiam seguramente
carregar consigo quando forçados a fugir para salvar suas vidas. Algumas
vezes, jamais voltaram para reclamar sua propriedade enterrada e a terra
passou para aqueles que não tinham conhecimento do que estava enterrado
nela. A Bíblia se refere a essa prática. O assassino que matou o governador
caldeu de Judá poupou as vidas de dez homens para conseguir o rico
armazém de mercadorias que eles declaravam ter escondido num campo
(Jeremias 41:8). Era também a base de uma metáfora comum no mundo
antigo. Jó falou daqueles que procuravam a morte "mais do que tesouros
ocultos..." (Jó 3:21) e Salomão insta com os jovens a que busquem
sabedoria "como a tesouros escondidos..." (Provérbios 2:4).

O homem, na história de Jesus, que encontra acidentalmente um valioso


tesouro enterrado em um campo, claramente não estava numa caça ao
tesouro.

Ele estava provavelmente apenas arando a terra de outro homem quando o


arado bateu e expôs alguma coisa que não era nem pedra nem toco. Incrédulo
de sua boa sorte, com o coração palpitando pela excitação, o homem
rapidamente reenterra seu achado e vai justamente estourando de alegria
secreta e vende tudo o que tem para comprar o campo. Pode-se bem imaginar
que todos os seus amigos e vizinhos podem ter pensado que ele estivesse
completamente louco, vendendo todas as suas apreciadas posses para
comprar um campo que não valia metade do que estava pagando e rindo a
bom rir enquanto tudo o que possuía entrava no leilão. Sendo a natureza
humana o que é, eles provavelmente lhe disseram simplesmente que ele
estava louco varrido e podiam bem ter tentado conter à força sua loucura. Mas
absolutamente nada poderia detê-lo, nem o ridículo, nem ameaças, nem
insulto; porque ele tinha visto, e sabia, que o tesouro oculto naquele campo
valia tudo o que possuía e cem vezes mais.

O reino do céu é assim, Jesus disse, um tesouro tão fabulosamente grande


que vale tudo o que um homem possui, cada relação que ele jamais teve ou
espera ter, mesmo sua própria vida (Mateus 10:37-39; Lucas 14:25-26).
Aqueles que acham o reino celestial serão provavelmente considerados loucos
pelos ignorantes. Conta-se que George Bernard Shaw disse saber que havia
vida no espaço exterior porque estavam usando a Terra como um asilo de
insanos! Não é fácil ser são numa casa de loucos, mas quando sabemos o
valor eternal do que encontramos em Cristo, não obstante todos os outros, a
alegria desse segredo certamente nos levará através das mais duras perdas
sem a menor queixa. Essa é a "alegria indizível e cheia de glória" que vem ao
descobrir o significado da vida, o tesouro que vale todos os outros juntos.

Quando Cristo comparou o reino dos Céus a uma


pérola de grande preço, desejou levar toda pessoa a
valorizar essa pérola acima de tudo o mais. A posse
da pérola, que significa a posse de Cristo como
Salvador pessoal, é um símbolo das riquezas mais
altas. É um tesouro que paira acima de todos os
tesouros terrestres.

Cristo está disposto a receber todos os que com


sinceridade vão a Ele. Ele é nossa única esperança.
É nosso Alfa e Ômega. É nosso sol e escudo; nossa
sabedoria, nossa santificação, nossa justiça. Por
Seu poder, unicamente, nosso coração pode ser
diariamente guardado no amor de Deus. [...]

Em certa ocasião, Cristo advertiu Seus discípulos a


que se acautelassem de lançar pérolas àqueles que
não possuíam discernimento para reconhecer seu
valor. [...] “Não deis aos cães o que é santo”,
declarou, “nem lanceis ante os porcos as vossas
pérolas, para que não as pisem com os pés e,
voltando-se, vos dilacerem” (Mt 7:6). [...]

Quando as pessoas se mostram não


impressionáveis, incapazes de reconhecer a pérola
de grande valor; quando lidam de maneira
desonesta com Deus e o próximo; quando
demonstram que seu fruto é o fruto da árvore
proibida; acautele-se para que, ao se relacionar com
elas, você não perca sua relação com Deus. [...]

A verdade como é em Jesus aperfeiçoa o ser


humano e o mantém assim. A verdade é uma âncora
segura e firme para o coração. Mas a verdade não é
verdade para aquele que não lhe obedece. Sempre
que o homem se afasta dos princípios da verdade,
trai a verdade sagrada. Certifique-se toda pessoa,
qualquer que seja sua esfera de ação, de que a
verdade se acha implantada no coração pelo poder
do Espírito de Deus. A menos que isso seja
assegurado, os que pregam a Palavra trairão
depósitos sagrados. Médicos serão tentados e
naufragarão na fé. Advogados, juízes, senadores se
tornarão corruptos e, entregando-se ao suborno, se
deixarão comprar e vender. Aqueles que não andam
na luz como Cristo está na luz, são líderes cegos
guiando cegos. “São nuvens sem água, levadas
pelos ventos de uma para outra parte; são como
árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas,
desarraigadas” (Jd 12) (Review and Herald, 1º de
agosto de 1899).
Na vida, há pessoas que querem, ao mesmo tempo, comer o bolo e guardar o bolo. Na
vida cristã, há crentes que se esforçam para fazer a mesma coisa. Querem seguir um
Cristo de santidade, mas querem também continuar amizade estreita com os antigos
amigos da promiscuidade. Dizem que encontraram a pérola de grande preço, mas não
querem se desfazer de nenhuma outra pérola menor da sua coleção.

Uma das lições da parábola da pérola é a da exclusividade. Colocar Jesus no nosso


armário lado a lado com ídolos humanos, de segunda classe, é uma afronta à suprema
qualidade de Cristo. Quem entende do assunto não mistura o excelente com o inferior.
Aquele que teve fé suficiente para “não servir a dois senhores” conseguiu experimentar o
poder excelente de Cristo. Em última análise, aquele que encontrou aperola de supremo
valor, nem se preocupa em vender as perolinhas vagabundas: ele, simplesmente, joga-as
fora. Cristo é, sem dúvida, nossa única pérola de grande preço.

Resumo da parábola:
Nessa parábola, Jesus usa como ilustração um negociante em busca de boas
pérolas. Esse negociante, quando acha uma pérola de grande valor, vende todas
as pérolas que tinha em mãos e compra a de grande valor, reconhecendo o
altíssimo valor dela.

Ensino:
A pérola de grande valor é o próprio Jesus Cristo e o Seu reino. Antes de
conhecer Jesus, olhamos nossa vida como se tivéssemos verdadeiras pérolas em
nosso poder, mas quando reconhecemos o valor de Jesus Cristo, essa
mentalidade muda, pois ele nos faz ver que as nossas “pérolas”, na realidade,
não são tão valorosas como a que Ele nos oferece.

O grande desafio do ensino dessa parábola é o negociador (cada um de nós)


saber reconhecer a pérola de grande valor, Jesus Cristo. Isso não é algo fácil, já
que o negociador precisa reconhecer o valor da grande pérola e sacrificar suas
outras “pérolas” por ela.

As bênçãos da graça remidora, nosso Salvador compara a uma


preciosa pérola. Ilustrou Sua lição pela parábola do negociante que
buscava boas pérolas e que, "encontrando uma pérola de grande
valor, foi, vendeu tudo quanto tinha e comprou-a". Mat. 13:46. Cristo
mesmo é a pérola de grande preço. NEle está comprovada a glória do
Pai, a plenitude da Divindade. É o resplendor da magnificência do Pai
e a expressa imagem de Sua Pessoa. A glória dos atributos de Deus é
expressa em Seu caráter. Cada página das Sagradas Escrituras
irradia Sua luz. A justiça de Cristo, como uma pérola branca e pura,
não tem defeito nem mácula alguma. Nenhuma obra humana pode
aperfeiçoar a grande e preciosa dádiva de Deus. É irrepreensível. Em
Cristo "estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da
Ciência". Col. 2:3. "Para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e
santificação, e redenção." I Cor. 1:30. Tudo que pode satisfazer às
necessidades e anelos da vida humana, para este e para o mundo
vindouro, é encontrado em Cristo. Nosso Redentor é a pérola tão
preciosa, em comparação com a qual tudo pode ser estimado por
perda.

PJ - Pag. 116

Cristo "veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam".


João 1:11. A luz de Deus raiou nas trevas do mundo, "e as trevas não
a compreenderam". João 1:5. Mas nem todos se acharam indiferentes
à dádiva do Céu. O negociante da parábola representa uma classe
que anelava sinceramente a verdade. Em diferentes nações havia
pensadores sinceros que tinham procurado na literatura, ciência e
religião do mundo gentílico, aquilo que poderiam receber como o
tesouro do espírito. Entre os judeus havia os que procuravam alguma
coisa que não possuíam. Não satisfeitos com uma religião formal,
ansiavam alguma coisa espiritual e enobrecedora. Os discípulos
escolhidos de Cristo pertenciam a esta última classe. Cornélio e o
eunuco da Etiópia, à primeira. Tinham estado anelando a luz do Céu e
orando por seu recebimento; e quando Cristo lhes foi revelado,
receberam-nO com alegria.
A pérola não nos é apresenta na parábola como uma dádiva. O
negociante adquiriu-a pelo preço de tudo que possuía. Muitos
indagam a significação disto, pois Cristo é apresentado nas Escrituras
como uma dádiva. É uma dádiva, mas somente para aqueles que se
Lhe entregam alma, corpo e espírito sem reservas. Devemos entregar-
nos a Cristo, para viver uma vida de obediência voluntária a todos os
Seus reclamos. Tudo que somos, todos os talentos e habilidades que
possuímos, são do Senhor para serem consagrados a Seu serviço.
Quando assim nos rendemos inteiramente a Ele, Cristo Se entrega a
nós com todos os tesouros do Céu e adquirimos a pérola de grande
preço.
A salvação é um dom gratuito e contudo deve ser comprado e
vendido. No mercado que está sob a administração do favor divino, a
preciosa pérola é representada como sendo comprada sem dinheiro e
sem preço. Neste mercado todos podem

PJ - Pag. 117

obter as mercadorias celestiais. A tesouraria das jóias da verdade


está aberta a todos. "Eis que diante de ti pus uma porta aberta",
declara o Senhor, "e ninguém a pode fechar." Apoc. 3:8. Espada
alguma guarda a entrada desta porta. Vozes do interior e de junto à
porta dizem: Vem. A voz do Salvador nos convida ansiosa e
amavelmente: "Aconselho-te que de Mim compres ouro provado no
fogo, para que te enriqueças." Apoc. 3:18.
O evangelho de Cristo é uma bênção que todos podem possuir.
Os mais pobres tanto como os mais ricos estão em condições de
adquirir a salvação; pois soma alguma de riquezas terrenas pode
assegurá-la. É obtida pela obediência voluntária, entregando-nos a
Cristo como Sua propriedade adquirida. A educação, mesmo da mais
elevada espécie, não pode em si levar o homem para mais perto de
Deus. Os fariseus eram favorecidos com todos os privilégios
temporais e espirituais, e diziam com arrogância e orgulho: "Rico sou,
e estou enriquecido, e de nada tenho falta"; contudo eram
desgraçados, e miseráveis, e pobres, e cegos, e nus." Apoc. 3:17.
Cristo lhes ofereceu a pérola de grande preço; mas desdenharam
aceitá-la, e Ele lhes disse: "Os publicanos e as meretrizes entram
adiante de vós no reino de Deus." Mat. 21:31.
Não podemos ganhar a salvação; devemos, porém, procurá-la
com tanto interesse e perseverança, como se por ela quiséssemos
abandonar tudo no mundo.
Devemos buscar a pérola de grande preço, mas não nos
mercados mundanos, ou por meios mundanos. O preço de nós exigido
não é ouro nem prata, pois isto pertence a Deus. Abandonai a idéia de
que privilégios temporais ou espirituais adquirir-vos-ão a salvação.
Deus requer vossa obediência voluntária. Pede-vos renunciar a
vossos pecados. "Ao que vencer", diz Cristo, "lhe concederei que se
assente comigo no Meu trono, assim como Eu venci e Me assentei
com Meu Pai no Seu trono." Apoc. 3:21.

PJ - Pag. 118

Alguns há, que parece sempre buscarem a pérola celestial. Não


renunciam, porém, completamente a seus maus hábitos. Não morrem
para o próprio eu, para que Cristo viva neles. Por este motivo, não
acham a pérola valiosa. Não venceram sua ambição profana e seu
amor às atrações do mundo. Não tomam a cruz e não seguem a
Cristo no caminho da abnegação e sacrifício. Quase cristãos mas não
plenamente, parecem estar perto do reino do Céu, mas não podem ali
entrar. Quase, mas não completamente salvos, significa estar não
quase, porém completamente perdidos.
A parábola do negociante que buscava boas pérolas, tem
significação dupla: aplica-se não somente aos homens que procuram
o reino dos Céus, como também a Cristo, que procura Sua herança
perdida. Cristo, o Negociante celestial que busca boas pérolas, viu na
humanidade perdida a pérola de preço. Viu as possibilidades de
redenção no homem pervertido e arruinado pelo pecado. Corações
que têm sido o campo de combate com Satanás, e foram salvos pelo
poder do amor, são mais preciosos ao Salvador do que aqueles que
jamais caíram. Deus contemplou a humanidade não como desprezível
e indigna; contemplou-a em Cristo, viu-a como se podia tornar pelo
amor redentor.
Reuniu todas as riquezas do Universo e as ofereceu para adquirir
a pérola. E Jesus, encontrando-a, insere-a novamente em Seu
diadema. "Porque, como as pedras de uma coroa, eles serão
exaltados na sua terra." Zac. 9:16. "Eles serão Meus, diz o Senhor dos
Exércitos, naquele dia que farei, serão para Mim particular tesouro."
Mal. 3:17.
Mas Cristo como a pérola preciosa, e nosso privilégio de possuir
este tesouro celeste, é o tema com o qual mais nos deveríamos
preocupar. O Espírito Santo é que revela

PJ - Pag. 119

aos homens a preciosidade da boa pérola. O tempo do poder do


Espírito Santo é o tempo em que, num sentido especial, a dádiva
celeste será procurada e achada. Nos dias de Cristo muitos ouviam o
evangelho, mas tinham o espírito entenebrecido por falsos ensinos; e
não reconheciam no humilde

PJ - Pag. 120

Mestre da Galiléia o Enviado de Deus. Mas depois da ascensão de


Cristo, Sua entronização em Seu reino intercessório foi assinalada
pelo derramamento do Espírito Santo. No dia de Pentecoste foi dado o
Espírito. As testemunhas de Cristo anunciavam o poder do Salvador
ressurreto. A luz do Céu penetrou na mente obscurecida dos que
tinham sido enganados pelos inimigos de Cristo. Agora O
contemplavam elevado "a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o
arrependimento e remissão dos pecados". Atos 5:31. Viram-nO
envolto na glória do Céu, com tesouros infinitos nas mãos para
outorgar a todos os que se voltassem de sua rebelião. Proclamando
os apóstolos a glória do Unigênito do Pai, foram convertidas três mil
pessoas. Viam-se como realmente eram - pecadores e poluídos, e a
Cristo como seu Amigo e Redentor. Cristo foi exaltado, Cristo foi
glorificado pelo poder do Espírito Santo, que repousava sobre os
homens. Pela fé esses crentes contemplavam-nO como Aquele que
suportara humilhação, sofrimento e morte, para que não perecessem
mas tivessem a vida eterna. A revelação de Cristo pelo Espírito lhes
trouxe um senso reconhecedor de Seu poder e majestade; e pela fé
estendiam as mãos a Ele, dizendo: "Creio!"
Então as boas-novas de um Salvador ressurgido foram levadas às
mais longínquas extremidades do mundo habitado. A igreja viu como
de todos os lugares lhe afluíam conversos. Crentes foram convertidos
de novo. Pecadores aliavam-se aos cristãos, para buscar a pérola de
grande preço. Cumpriu-se a profecia: "E o que dentre eles tropeçar,
naquele dia, será como Davi, e a casa de Davi será... como o anjo do
Senhor diante deles." Zac. 12:8. Cada cristão via em seu irmão a
semelhança divina de benevolência e amor. Um único interesse
prevalecia. Um objetivo absorvia todos os outros. Todos os corações
palpitavam em harmonia. O único empenho dos crentes era revelar a
semelhança

PJ - Pag. 121

do caráter de Cristo e trabalhar pelo engrandecimento de Seu


reino. "Era um o coração e a alma da multidão dos que criam. ... E os
apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do
Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça." Atos 4:32 e
33. "E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se
haviam de salvar." Atos 2:47. O Espírito de Cristo animava toda a
congregação; porque tinham achado a pérola de grande preço.
Estas cenas devem repetir-se, e com maior poder. O
derramamento do Espírito Santo no dia de Pentecoste foi a chuva
temporã; porém a chuva serôdia será mais copiosa. O Espírito
aguarda nosso pedido e recepção. Cristo deve ser revelado
novamente em Sua plenitude pelo poder do Espírito Santo. Homens
reconhecerão o valor da pérola preciosa e dirão com o apóstolo Paulo:
"O que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade,
tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do
conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor." Filip. 3:7 e 8.
A parábola nos mostra um princípio do evangelho, que para adquirirmos o reino
dos céus precisamos vender tudo que possuímos. Isto pode parecer simples, mas
é o princípio da pureza. É impossível ser puro se em nossa vida ainda restam
pedras que retém a luz poderosa de Deus. Igualmente para adquirirmos a
plenitude do reino devemos entregar tudo o que possuímos. Seja nossa vida
subjetiva, nossas escolhas, nosso ego, nosso ministério, nossos sonhos, nossas
ideias, nossas decisões, o nosso emprego, nossos bens, todo nosso dinheiro e até
o nosso casamento. E se houver algo que me esqueci de mencionar isso também
deve ser entregue e vendido para que alcancemos o reino de Deus.

Mas é interessante que a parábola exemplifica que devemos vender todos os


nossos bens. E é aí que essa história fica séria. Vemos que noutra passagem
bíblica Jesus praticou essa parábola. Nesta ocasião chegou até Jesus um jovem
rico que buscava o reino de Deus. Durante a conversa que ele teve com Jesus ele
mencionou que observava a lei desde a sua mocidade. Mas ainda faltava uma
coisa para alcançar o reino. Veja o que Jesus lhe disse: "Só uma coisa te falta:
Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu;
então, vem e segue-me" Marcos 10:21.

Para alcançarmos o reino dos céus não basta ter boas intenções, dar o dízimo e
nos reunir com os irmãos no culto de Domingo. Precisamos abrir mão da nossa
vida completamente para ter um tesouro no céu. O grande problema desta
parábola é que ela causa em nós um sentimento parecido com o do jovem rico.
Quando ele ouviu estas palavras de Jesus ele se entristeceu e saiu da sua
presença. Hoje em dia o nosso problema é que relativizamos a palavra de Deus.
Ao invés de entender esta parábola de forma literal e prática a entendemos de
forma figurada e filosófica. É por isso que a palavra em nós está morta! Eu lhes
afirmo que tudo isto deveria ser praticado pelos irmãos que, na maioria das vezes
estão entregues à vaidade. Peça aos irmãos para vender tudo que eles possuem e
assim verá quantos são o verdadeiro rebanho do nosso Senhor Jesus. Enquanto
relativizarmos a palavra em prol da nossa própria vontade não alcançaremos coisa
alguma.

Estas coisas são tão antigas quanto a humanidade. Veja no versículo abaixo um
provérbio que trata sobre estas coisas: "Não te fatigues para seres rico; não
apliques nisso a tua inteligência. Porventura, fitarás os olhos naquilo que
não é nada? Pois, certamente, a riqueza fará para si asas, como a águia que
voa pelos céus" Provérbios 23:4-5. Infelizmente este versículo é muito atual para
a nossa geração. Vivemos uma geração que se fadiga em prol da riqueza e da
vaidade. Mesmo os pastores, que deveriam ser o exemplo, estão por aí em seus
carros luxuosos e suas mansões milionárias. E o pior de tudo é que fazem isso
com o dízimo dos irmãos. Será que isto tudo está certo? O evangelho em nenhum
momento nos diz que teremos riquezas nesta terra. Pelo contrário! O verdadeiro
evangelho nos diz: "[...] quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder
a vida por minha causa, esse a salvará" Lucas 9:24.

Vivemos os últimos dias nesta terra. Logo virá o Senhor Jesus levar aqueles que
são seus. O seu arrebatamento não tarda. Passou da hora de tratarmos o
evangelho como a verdade em nossas vidas. Chega de filosofias, discussões e
teologias eternas! Precisamos de vida, realidade e poder de Deus nestes dias que
vivemos. Negue a religião e a mentira e levante-se como trombeta do Senhor nos
nossos dias! Aguardamos a sua vinda Jesus! Maranata! Vem Senhor Jesus!