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Resenha crítica do texto: “Atipicidade dos meios de execução no

processo coletivo: em busca de resultados sociais significativos”

VITORELLI, Edilson. Atipicidade dos meios de execução no processo


coletivo: em busca de resultados sociais significativos. Revista de Processo. Vol
275/2018, p. 273 – 310, Jan/2018 DTR/2018/7924.

Este trabalho de Edilson Vitorelli observa o impacto do Código de Processo


Civil de 2015 trazendo à tona a possibilidade de aplicação de técnicas processuais
anômalas para a efetivação das decisões judiciais na execução coletiva. O foco está
em apontar os pontos fracos da execução (obrigação de fazer, não fazer e pagar),
identificar qual forma para superar.
Na introdução, o autor relata os conchavos percebidos no poder legislativo,
que garantem os resultados eleitorais dentro do que foi previsto. Dura crítica tecida
sobre a forma como ocorre o controle das elites, através da manutenção dos
assentos parlamentares, retrata o balcão de negócios que virou o poder legislativo,
quem tem mais poder, será sua lei aprovada, ou ainda, quanto maior for o
networking, maior será a possibilidade de criar grupos com interesse em comum.

O texto está pautado quanto a constitucionalidade da aplicação no processo


civil, uma vez que a reformulação do código de processo civil trouxe medidas que
restringem direitos pessoais dos devedores, forçando-os a cumprir as obrigações.

Talvez o ponto mais crítico do novo Código foi a atipicidade que consta no
artigo 139, IV e por conta disto, advogados solicitam aos juízos que adotem tais
medidas que ferem os direitos pessoais dos devedores, como dito acima, para pagar
a obrigação pendente: de apreensão da CNH até cancelamento de cartões de
créditos. Estes atos assumem postura que contrapõem a visão constitucional do
novo CPC.
Defender que se o devedor não tem condições para adimplir a obrigação,
também não teria condições de arcar com despesas de veículos, viagens, não pode
ser aceito como atos constitucionais.
Como dito, a execução civil é alcançar os patrimônio do devedor, e por conta
disto, devedores se esquivam modificando seu patrimônio, porem atingir os direitos
pessoais por dívida civil parece extrapolar o princípio da patrimonialidade.
Fica notório, portanto, que a alteração no texto constitucional resolveria o
contratempo da efetividade no cumprimento das decisões judiciais.
Assim, as medidas são susciteis de exaltação, porem são inconstitucionais.

Acadêmica: Marta Juraci Pastorelo - 6446 9° D/M