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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ

CENTRO DE CIÊNCIAS DA NATUREZA


DEPARTAMENTO DE FÍSICA
DISCIPLINA: FÍSICA EXPERIMENTAL I
PROF.: MAURISAN ALVES LINO

PRÁTICA VI: RESISTÊNCIA DO AR

Componentes:
Ellifas de Saboia Oliveira
Francisco Eduardo Santos Sousa
Francisco Ezequiel Gomes Viana
José Matias de Sousa Junior
Mylena Fernandes Aguiar
Silvano Pires da Silva

Teresina (PI), Junho de 2018


INTRODUÇÃO

Os primeiros trabalhos feitos a respeito da resistência do ar foram feitos por


Galileu Galilei, quando ele pôs em prática o experimento de lançar dois objetos:
uma bola de canhão e uma pena, lançados do alto de uma torre para ver qual cairia
primeiro. Com esse experimento ele observou que o ar exerce resistência na queda
dos corpos. Ou seja, corpos com maior área de superfície sofrem maior resistência
do ar do que corpos de menor área de superfície. A resistência do ar é
essencialmente uma força de contato que ser opõe ao movimento de um projétil.
Relaciona-se com a velocidade relativa do ar, com as formas de dimensões do
projetil e com a característica do ar (densidade, pressão, temperatura). Graças a
essa resistência é que um paraquedista consegue ser manter no ar.
Quando um corpo está em movimento ele sofre ação de forças dissipativas,
entre as quais podemos citamos o atrito e a resistência do ar. Para o movimento de
um corpo em contato com ar (como a queda de uma motocicleta ou de um avião)
com uma velocidade qualquer, a força da resistência do ar é dada por:
Fr=K·V²
Portanto neste experimento feito em laboratório, trataremos da análise e da
observação da resistência do ar para um objeto em queda e determinaremos a
velocidade terminal desse objeto caindo, quando é colocado sobre ele a resistência
do ar. Como mostra a figura abaixo.
OBJETIVOS

Observar o efeito da resistência do ar sobre objetos em queda.


Determinar como a velocidade terminal de um objeto caindo é afetada pela
resistência do ar e pela massa. Escolher entre dois modelos concorrentes de força
para a resistência do ar.

MATERIAIS UTILIZADOS
 Computador
 Sensor de Movimento Vernier
 5 folhas de alumínio na forma de prato
 Logger Pro 3

Procedimento experimental:

1. Montamos o experimento conforme ilustra a Figura ao


lado. Conectamos o sensor de movimento à porta USB
do computador.
2. Montamos o arranjo experimental de forma que o
detector de movimento, apontamos para baixo, e
estando a aproximadamente 2 m acima do solo.
3. Acessamos o “Logger Pro 3”, pasta “Physics with
Vernier” e abrimos o arquivo “13 Air Resistance”. Um
gráfico (y x t) apareceu na tela.
4. Colocamos a folha de alumínio na palma da sua mão
e seguramos a cerca de 0,5 m abaixo do Sensor.
5. Clicamos em COLLECT para dar início à coleta de
dados. Quando o detector de movimento emitiu um sinal
sonoro, soltamos o prato de alumínio diretamente abaixo
do detector de movimento para que ele caia em direção
ao piso. Mover a mão para fora do feixe de o detector de
movimento, o mais rapidamente possível de modo que
apenas o movimento o filtro seja registrado no gráfico.
6. Se o objeto sair da linha do detector, repetimos a medição.
7. A velocidade do corpo de alumínio pode ser determinada a partir da inclinação
do gráfico (y x t). No início do gráfico, deve haver uma região de inclinação
crescente (aumento velocidade) e, em seguida, ela deve tornar-se linear. Uma vez
que o declive da linha reta é a velocidade, a porção linear indica que o corpo em
queda cai com uma velocidade terminal constante durante este tempo. Arrastamos
o ponteiro do mouse para selecionar a parte do gráfico que parece mais linear.
Determinamos o declive, clicamos em Fit Linear.
8. Anotamos a inclinação do gráfico (a velocidade em m/s).
9. Repetimos os passos 4-8 para dois, três, quatro, cinco pratos de alumínio.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Fazendo-se a experiência inicialmente, obtiveram-se os resultados contidos


na tabela 1.

Diante dos dados obtidos, verifica-se que a velocidade aumenta à medida que
a quantidade de filtros (quentinhas) também cresce, ou seja, essas duas grandezas
são diretamente proporcionais, o que é explicado pelo aumento da força normal do
sistema, que relaciona massa e gravidade.
Diante dos dados da tabela 1, fez-se o gráfico da figura 1, que relaciona
velocidade cada velocidade média obtida, com a quantidade de filtros (quentinha)
utilizados.
Figura 1:

Observe que foi obtido um valor de 0,859 m/s, para a taxa de variação da
velocidade, em relação ao número de filtros. Verificando a presença da resistência
de 0.275.
Similarmente ao gráfico anterior, fez-se um gráfico que relaciona o quadrado
da velocidade média dos dados com o número de fios, que é demonstrado na
figura 2.
Figura 2:
Observe que o valor de RMSE aplicando-se a regressão quadrática será de
0,154, o que nos diz que é sempre constante e proporcional a aumento de filtros
pra a resistência do ar.

CONCLUSÃO

De acordo com os resultados encontrados através das equações, quando foi


colocada em pratica a resistência do ar atuando sobre pratos descartáveis.
Verificou-se que um meio contendo diversas forças a velocidade desse sistema
age de forma diferente. À medida que se aumenta o número de pratos a sua
velocidade aumenta, confirmando que os experimento de Galileu Galilei estão
certos, quanto maior a massa, maior a velocidade terminal. Demostrando nesse
experimento que a resistência do ar é uma força que se opõem ao movimento do
projétil. Portanto o objetivo do experimento foi alcançado com sucesso, pois
verificou-se que em um meio contendo diversas forças, a velocidade desse sistema
age de forma diferente de um sistema onde apenas a gravidade atua sobre ela,
sendo que a força normal também atua na primeira, aumentando ou diminuindo o
coeficiente em que a velocidade irá crescer, dependendo da massa e da superfície
de impacto do corpo.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

HALLIDAY, D.; RESNICK, R.; WALKER, J. Fundamentos da Física Vol. 1:


Mecânica. 7. ed. Rio de Janeiro: Editora LTC, 2006.
MÁXIMO, A.; ALVARENGA, B. Física: de olho no mundo do trabalho. 1. ed. São
Paulo: Editora Scipione, 2005.
SÓ FÍSICA. Resistência do ar. Disponível
em:<http://www.sofisica.com.br/conteudos/Mecanica/Dinamica/pi.php> . Acesso em
14 de junho de 2018.