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FACULDADES INTEGRADAS ICESP DE BRASÍLIA

CURSO DE BACHAREL EM JORNALISMO

Acadêmicos: Viviane da Costa Fortes, Jonathan Alves dos Reis e José do Egito
Borges Júnior

Desenhos e filmes violentos na TV: a influência no


comportamento das crianças

Brasília - 2015
Viviane da Costa Fortes
José do Egito Borges Júnior
Jonathan Alves dos Reis

Desenhos e filmes violentos na TV: a influência no


comportamento das crianças

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao


curso de Comunicação Social com habilitação em
Jornalismo das Faculdades Integradas Icesp de
Brasília, para obtenção de Bacharel em
Comunicação Social- Jornalismo.

Orientador(a) Profª Ana Maria Fleury Seidl Pinheiro


Faculdades Icesp/Promove de Brasília

Avaliador: Luiz Carlos Menezes dos Reis


Faculdades Icesp/Promove de Brasília

Avaliador: Thiago Oliveira

Faculdades Icesp/Promove de Brasília


AGRADECIMENTOS

Agradeço em primeiro lugar a Deus pela conclusão desta fase tão importante para mim. Toda
honra e toda Glória é para Ele.

A minha família, base de tudo. Meus pais Sérgio e Tânia Fortes, que me deram uma ótima
educação e muito amor.

Aos meus líderes espirituais Érika e Leumas Stein por me ajudarem em todos os momentos da
minha vida. Meus amigos José e Jonathan que contribuíram muito no sucesso deste trabalho,
com muita dedicação e esforço.

Meus agradecimentos à professora e orientadora deste projeto Ana Seidl,sempreatenciosa e


uma ótima profissional.

“Buscai, em primeiro lugar, o


Reino dos Céus e a Sua
justiça e todas as outras
coisas vos serão
acrescentadas”.
Mt 6:33
Viviane Fortes

Agradeço primeiramente a Deus, que me deus forças para prosseguir, a todos que me
ajudaram, amigos, colegas. À minha família, que me inspirou a lutar pelos meus ideais e aos
professores.

Jonathan Alves dos Reis.

Agradeço à coordenação do curso de jornalismo que com dedicação, presteza e competência


nos conduziu a trilhar o melhor caminho e aos professores que desempenharam com
dedicação as aulas ministradas. E por fim agradeço a Deus, por proporcionar estes
agradecimentos a todos que tornaram nossa jornada acadêmica mais prazerosa.

José do Egito Borges Júnior


SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO.......................................................................................................................................5
2. DESENVOLVIMENTO INFANTIL.....................................................................................................6
3. COMPORTAMENTO............................................................................................................................8
3.1.AGRESSIVIDADE................................................................................................................................8
4. A BABA ELETRÔNICA........................................................................................................................9
5. PROGRAMAS PREFERIDOS E TEMPO DE EXPOSIÇÃO..........................................................10
6. TV E PUBLICIDADE...........................................................................................................................11
7. DESENHOS E FILMES VIOLENTOS...............................................................................................12
8. TV E EDUCAÇÃO................................................................................................................................14
9. INDÚSRIA CULTURAL......................................................................................................................15
10. CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA....................................................................................................17
11. TELEJORNALISMO.........................................................................................................................18
12. GRANDE REPORTAGEM................................................................................................................19
13. METODOLOGIA................................................................................................................................21
14. PRODUTO............................................................................................................................................22
15. CONSIDERAÇÕES FINAIS..............................................................................................................24
16. APÊNDICE...........................................................................................................................................25
17. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...............................................................................................27

RESUMO
Este relatório faz parte de uma pesquisa sobre a influência que os desenhos e filmes violentos
apresentados na televisão têm sobre o comportamento das crianças. Ele contempla pesquisas
teóricas e práticas. Buscou-se com os teóricos saber qual fase do desenvolvimento das
crianças são mais afetadas pela mídia; os efeitos, tempo de exposição na TV, preferências,
controle legal e reposta para o problema. Na prática, fez-se uma grande reportagem para a
TV, que entrevistou mães, crianças e especialistas para confrontar os dados encontrados nas
teorias. No final, foi mostrado o resultado alcançado.

O estudo mostra que muitos pais utilizam a TV como babá eletrônica, porque com a correria
do dia a dia, eles deixam a criança “ocupada” para que possam fazer as atividades diárias. O
relatório não quer mostrar a televisão como vilã, mas sim, alertar os pais para que se atentem
ao comportamento dos filhos diante do aparelho. A solução não é proibir, mas educá-las por
meio do exemplo. Verificar quais os programas adequados para a idade da criança também é
essencial. O veículo não tem somente programação violenta. Ainda existem muitos programas
que são educativos.

PALAVRAS-CHAVE: desenhos, filmes, violência, televisão, crianças, comportamento e


educação.
1. INTRODUÇÃO

Os desenhos e filmes violentos na televisão influenciam o comportamento das crianças. A


escolha do tema foi por falar sobre educação e televisão. É um assunto que desperta a
curiosidade de muitas pessoas e que precisa ser mais discutido.

A TV está em quase todos os lares brasileiros e as crianças passam muito tempo diante do
aparelho vendo todo tipo de programa, principalmente os desenhos animados e os filmes. No
entanto, o que pode parecer apenas entretenimento pode ser perigoso, pois esses produtos
apresentam muitas cenas de violência.

O objetivo desse trabalho foi pesquisar a influência dos desenhos e filmes violentos no
comportamento das crianças de 2 a 7 anos. Nessa fase, segundo Bissoli (2014), as crianças
estão formando a personalidade. Por isso, procurou-se saber por meio dos teóricos como
essas cenas de violência influenciam nas atitudes delas, que tipo de comportamento
desenvolvem, o papel da classificação indicativa, a TV como babá eletrônica, entender o
papel da TV como meio de comunicação conforme a indústria cultural, e como a educação
pode ser uma resposta ao problema.

Os livros e autores utilizados foram: O que é comportamento? Qual é o verdadeiro conceito


de comportamento? Como se produz um comportamento? Reginaldo do Carmo Aguiar, 2008,
Psicologia do desenvolvimento, Televisão, pais e filhos: um estudo de preferências e hábitos
diários 1981, Antonio Ribeiro de Almeida, José Aparecido Silva, O que é Indústria Cultural,
1980, Teixeira Coelho, O Texto na TV: Manual de telejornalismo, 1999, Vera Isis
Paternostro, Teoria e Técnica do Texto Jornalístico, Nilson Lage, Teorias das comunicações
de massa, Martins Fontes, 2012, Mauro Wolf, dentre outros.

O produto escolhido para comentar este estudo foi a grande reportagem para a televisão. Ela
verificou em quais aspectos essas influências estão presentes na vida das crianças
entrevistadas. Conversou-se com as mães sobre como elas controlam o tempo em que os
filhos assistem à TV, se seguem a classificação indicativa e se eles apresentam algum
comportamento após assistirem os desenhos e filmes com violência. Saber dos especialistas

5
entrevistados como a violência televisiva é assimilada pela criança e o que pode ser feito para
minimizar os efeitos dessa influência.

Kovanch e Rosenstiel (2004) relatam que precisamos de notícias para viver nossas vidas, para
nos proteger, para nos ligarmos uns aos outros, identificar amigos e inimigos. O jornalismo é
simplesmente o sistema criado pela sociedade para fornecer essas notícias. Por isso, nos
preocupamos com a natureza das notícias e do jornalismo de que dispomos: influenciam a
qualidade de nossas vidas, nossos pensamentos e nossa cultura.

Segundo Lage (2001), a reportagem visa atender a necessidade de ampliar os fatos para uma
dimensão contextual e colocar para o receptor uma compreensão de maior alcance, objetivo
melhor atingido na prática da grande reportagem, que possibilita um mergulho de fôlego nos
fatos e em seu contexto e oferece ao seu autor uma dose ponderável de liberdade para superar
os padrões e fórmulas convencionais do tratamento da notícia.

Segundo um estudo publicado pela revista científica "British Medical Journal", em 2014, os
desenhos animados para crianças são mais violentos que os filmes para adultos, e os
protagonistas correm quase três vezes mais risco de morte. Nas animações, os personagens
principais têm 2,5 vezes mais chances de morrer que os dos filmes para adultos, e quase três
vezes mais de serem mortos por um terceiro.

A morte de um personagem importante ocorre em dois terços dos desenhos animados para
crianças, enquanto é registrada na metade dos filmes destinados a um público mais velho. "Ao
invés de serem alternativas inofensivas e mais suaves que os filmes de terror e os dramas, os
desenhos animados para crianças mostram, de fato, assassinatos e desordens", segundo os
pesquisadores Ian Colman e James Kirkbride.

2. DESENVOLVIMENTO INFANTIL

A criança passa por alguns períodos durante seu desenvolvimento até a chegar à vida adulta.
Por isso, Piaget (apud Marrega, 2014) afirma que ela aprende construindo e reconstruindo o
pensamento por meio da interpretação do mundo que a rodeia, compreendendo experiências
novas com base no que já conhece (assimilação) e da modificação das estruturas dessas

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experiências quando elas apresentam novas características (acomodação). A esta construção
do pensamento ele denominou de Equilibração. Esse processo foi dividido em estágios.

Piaget (apud Pádua, 2009) definiu quatro estágios do desenvolvimento infantil. São eles:
sensório-motor, pré-operatório, operatório concreto e operatório formal. No entanto, será visto
apenas o segundo porque segundo Bissoli (2014) é nessa época que a criança se descobre
como sujeito e forma sua própria identidade. Isso vai até o sexto ano de idade.

Marrega (2014) classifica o período pré-operatório como a fase da socialização. “(...) Dos dois
até por volta dos sete anos, o pensamento da criança está centrado nela mesma, é um
pensamento egocêntrico. E é nesta fase que se apresenta a linguagem, como socialização da
criança, que se dá através da fala, dos desenhos e das dramatizações”.

Pádua (2009) entende que por é volta dos dois anos de idade que a criança dá início ao
pensamento com uso da linguagem, do faz-de-conta (jogo simbólico), da representação do
objeto ausente (imitação diferenciada), produção de imagens na mente (imagem mental). Esse
período é denominado de estágio da representação ou pré-operatório. Ele afirma que a criança
fica nele por quase cinco anos.

“A criança desenvolve o pensamento, no entanto, o planejamento mental ocorre antes de sua


ação”, Scagnolato (2009). Daí a autora reforça a importância da representação.

Um objeto representa o outro, e com isto a imaginação da criança sofre um grande


impulso. (Por exemplo: uma simples caixa de sapatos pode ora se tornar um carro,
ora um potente cavalo que viu na televisão.) Inicia-se e atinge pleno
desenvolvimento o chamado jogo simbólico ou faz-de-conta. Neste tipo de
atividade, a criança dá significados pessoais a objetos e a brincadeiras que realiza.
(SCAGNOLATO, 2009).

Faria (2002) também fala das características dessa imaginação:

No período pré-operacional concreto ou simbólico, a tarefa da criança consiste em


construir imagens em ajustá-las entre si para formar classes intuitivas de chupeta.
(FARIA p.38).

Por isso, “na brincadeira do faz de conta, a criança modifica a realidade em função dos seus
desejos; pode trazer à tona experiência do passado e explorar o que imagina que vai acontecer
depois”. (SCAGNOLATO, 2009).

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A autora enumerou as características do pensamento infantil

a) egocentrismo: É a tendência da criança de ligar tudo que lhe acontece com seus
sentimentos e ações. Ela pensa que tudo tem a ver com suas vontades e ocorre por
causa de alguma coisa que tenha feito. É incapaz de ver o ponto de vista do outro.
(Por exemplo: à noite, quando eu durmo, o mar para; se eu apagar a luz e ficar
escuro, o mar também vai dormir).

b) centração: a criança, para dar resposta a um problema, considera só um aspecto


de cada vez.

c) irreversibilidade do pensamento: a criança não consegue reverter às operações


que realizou ao começo para comprovar o seu raciocínio.

d) raciocínio transdutivo: a criança liga dois fatos que não mantêm relação entre si.
"eu bati no meu irmãozinho, papai do céu vai dar um castigo, é o trovão". O
raciocínio transdutivo está ligado ao egocentrismo, onde a criança sente que os fatos
da natureza estão ligados, ou são influenciados, por sua vontade.

e) animismo: a criança atribui sentimentos humanos a objetos à sua volta. Ao


observar a chuva, comenta: "está chovendo, porque as nuvens estão tristes".
Portanto, o seu pensamento não tem um caráter lógico e são baseados em vivências
pessoais, desejos e temores, adquirindo características muito peculiares.

Além disso, Pádua (2009) afirma que nesse estágio a criança tem o contato com a moralidade,
que a faz conhecer o mundo dos valores, regras, virtudes e as noções de certo e errado. Porém,
ela ainda não tem noção do que seja tudo isso.

3. COMPORTAMENTO

Para entender como as crianças agem na fase pré-operacional é preciso compreender o que é
comportamento. Botomé (1977) afirma que comportamento é a relação da ação do indivíduo
com o meio no qual ele está inserido. Aguiar (2008) entende que esse comportamento deve
ser visto como um aspecto construtivo do ser humano. Para ele, há duas características de
comportamento, a resposta e o estímulo. Ao cortar cebola, a pessoa chora. Isso é uma resposta
do organismo. No entanto, quando é colocada para resolver um problema matemático, ela está
sendo estimulada. Há muitos tipos de comportamento, porém destaca-se a agressividade.

3.1. AGRESSIVIDADE

Qual a origem da agressividade? Vilhena (2002) declara que ela faz parte do ser humano, no
entanto, é negada.

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A questão da agressividade no ser humano suscita, desde Freud, uma situação
paradoxal: todos admitem que a agressividade – tomada aqui em seu sentido mais
lato, quase que sinônimo de destrutividade e violência – existe no ser humano, mas
custam a admiti-la e a estudá-la como algo inerente ao mesmo. (VILHENA, 2002).

Winnicott (apud Vilhena, 2002) afirma que a agressividade não é revelada, mas quando se
manifesta é tida como algo externo e sem origem definida.

Assim, poucas pessoas admitem serem cruéis em atos e em pensamentos. Aqui


temos todo um trabalho de civilização que nos "educa" a tolhermos e ocultarmos
essa vertente de nossa fisiologia e, para Freud (1930), é este o preço alto que
pagamos em nome da civilização, até porque não há como eximar a agressividade do
ser humano. Quando ela não parece de uma forma explícita, ela aparece de forma
implícita, e se volta para o próprio homem que a negou. (VILHENA, 2002).

Dessa maneira, Freud (apud Vilhena, 2002) afirma que o homem é naturalmente agressivo.
No entanto, é a sociedade quem o impede de agir desta forma por meio das regras
civilizatórias. Sendo assim, entende-se que a criança é naturalmente agressiva, mas se estiver
exposta há ambientes ou cenas com violência, esta característica pode se agravar.

4. A BABÁ ELETRÔNICA

Porto e Santos (2005) defendem que os pais têm dificuldade de falar com os filhos sobre a
realidade apresentada pela televisão. Elas consideram que o veículo é inadequado para o
desenvolvimento das crianças, mesmo que apresente fatos do cotidiano. Para as autoras, “os
pais ficam ausentes o dia inteiro trabalhando para sustentar o padrão de vida, e assim as
crianças ficam sozinhas com sua nova babá e abertas a qualquer tipo de informação”.
(PORTO E SANTOS, 2005).

Concordando com esse conceito de babá eletrônica, Domingues (2008) afirma que uma das
causas da modernidade que levaram à “ditadura da televisão” sobre o público infantil foi a
falta de brinquedos para as crianças e a ausência dos pais, que ficam fora do ambiente
“caseiro”. Ele diz também que outras consequências dessa modernidade é o fato de as
crianças lidarem com a TV desde o nascimento, como se esta fosse uma “babá eletrônica”.

Porto e Santos (2005) também veem a TV nessa perspectiva, porque acreditam que a falta de
censura ou acomodação dos pais faz com que a televisão seja vista como babá eletrônica.
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Segundo elas, os pais se sentem seguros deixando os filhos diante da TV enquanto trabalham.
Isso é perigoso porque as crianças ficam expostas a toda programação do aparelho.

5. PROGRAMAS PREFERIDOS E TEMPO DE EXPOSIÇÃO

A TV é muito presente na vida das crianças. Segundo a pesquisa feita por Ribeiro e Silva
(1980) com crianças de 7 a 12 anos, revelou-se 56,55% das crianças entrevistadas ficam de 4
a 6 horas diárias em frente ao televisor.

Dentre os programas apresentados na lista, eles descobriram que os 68,9% dos entrevistados
preferem os desenhos animados, mas que 95,8 assistem efetivamente a esse tipo de programa.
Os filmes em geral, programas policiais, de aventura e comédia também são preferidos pelas
crianças.

Outras pesquisas apontaram não só a preferência dos programas como desenhos e filmes, mas
o tempo de exposição e consumo de TV. Segundo o site Criança e Consumo (2015), o tempo
médio diário que crianças e adolescentes passam em frente à televisão subiu nos últimos 10
anos. Em 2004, eles passavam 4h43mim assistindo TV. Já em 2014, esse número elevou para
5h35. Ao longo dos 10 anos, houve um aumentou de 52 minutos. Até maio de 2015, esse
número já tinha alcançado a meta registrada no ano passado.

Esses dados são do Painel Nacional de Televisão do Ibope Media, responsável por
acompanhar a evolução do tempo em que as crianças e adolescentes de 4 a 17 anos ficaram
diante do aparelho. A pesquisa foi realizada em 15 regiões metropolitanas brasileiras com
crianças e adolescentes de todas as classes sociais. Foram analisados canais abertos e
fechados, porém os programas assistidos sob demanda não foram incluídos. Os dados foram
coletados diariamente pelo People Meter.

O site Sophia Mind (2011) revelou por meio de uma pesquisa de consumo como as mães
fazem o controle do tempo que os filhos ficam diante da TV. Foram entrevistadas 1.164 mães
com filhos de 1 a 10 anos, durante o mês de fevereiro de 2011. Uma parte delas, 46%,
disseram que proíbem os filhos de assistirem cenas de sexo, reality show, violência e novelas.
No entanto, 19% disseram que as crianças assistem aos programas que quiserem.

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A maioria das mães, 51%, afirmaram que os filhos assistem aos mesmos programas. A
pesquisa constatou que 21% das crianças decidem o que vão assistir e ligam o aparelho
quando querem. Já 22% responderam que os filhos pedem para ver programas específicos.
Mas para 2% das mães, a televisão ajuda a distrair os filhos durante as refeições.

Outro dado importante é que 95% dos brasileiros assistem TV regularmente e 76% veem
todos os dias. Esses dados foram divulgados pela Secretaria de Comunicação Social da
Presidência da Republica (Secom), em 2014. A pesquisa foi realizada pelo Ibop com 18 mil
pessoas em todo país.

6. TV E PUBLICIDADE

Paternostro (1999) relata que nos primeiros dez anos da TV brasileira, os aparelhos de
televisor eram um artigo de luxo. Havia 12 mil aparelhos no Rio de Janeiro e em São Paulo,
em 1945. Já em 1958, eram 78 mil em todo país. “A programação das emissoras seguiam
então a linha da “elite”, com artistas e técnicos trazidos do rádio e do teatro. Entrevistas,
debates, teleteatros, shows e música erudita eram as principais atrações”. (PATERNOSTRO,
1999, p.29).

Com o tempo e o crescimento das produções na TV, o preço dos televisores foi se tornando
mais acessível e as emissoras foram se instalando em outros estados: a TV ampliava sua área
de penetração e começava a atrair as agências de propaganda e anunciantes...
(PATERNOSTRO, 1999, p.30).

Nessa época, a publicidade passou a dominar o espaço porque:

A televisão surgia como uma fórmula mágica para venda de produtos – todos os
produtos! Os anunciantes, antes tímidos, passam então a comandar as produções, e
os programas começam a ter seus nomes associados ao do patrocinador; Grande
Gincana Kibon, Espetáculos Tonelux, divertimentos Ducal Cina Max Fector,
Mappin Movietone Sabatinas Mayzena, Concertos Matinais Mercedes Benz,
Teledrama Três Leões Teatro, Walita, Histórias Maravlhosas Bendix...
(PATERNOSTRO, 1999, p.30).

Domingues (2008) conta que a TV surgiu como meio de entretenimento e cultura. “Foi no
início dos anos de 1950 que a televisão chegou aos lares do país. E por oferecer informação,
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entretenimento e cultura, ela passou a ser o veículo de comunicação mais desejado pela
família brasileira”. (DOMINGUES, 2008, p. 58).

Paternostro (1999) afirma que a TV se consolidou no Brasil nos anos 60 e a disputa por
verbas publicitárias definiu o caráter comercial da televisão. E começou aí a briga pela
audiência que dura até hoje.

Domingues (2008) destaca que aos poucos a TV foi perdendo esse caráter cultural e passou a
ser algo perigoso por causa da corrida pela audiência. Com isso, os programas foram
perdendo qualidade e assim surgiu a “Televiolência”, que na definição do autor é a apologia
que a TV faz à violência.

7. DESENHOS E FILMES VIOLENTOS

Conforme revelaram Ribeiro e Silva (1980), os desenhos e os filmes são os programas mais
preferidos pelas crianças. Segundo Wells, (apud Reis, 2010) o desenho animado é algo que
apenas diverte, no entanto, Domingues discorda disso.

A programação para o público infantil – colocando os desenhos animados em


perspectiva - glorifica a agressividade; cultiva e idolatra a violência, apresentando- a
como valor universal e absoluto que paira sobre as ações do homem. Nestas séries, a
violência é considerada um procedimento normal, empregada inclusive pelos heróis,
pelos super-homens. Em última instância, é possível afirmar que a violência não é
considerada um mal necessário, mas quase um bem. (DOMINGUES, 2008).

Ainda segundo Domingues (2008), os desenhos animados são uma das categorias mais
violentas porque o mundo “mágico” apresentado neles se reduz, em sua maioria, na “luta do
bem contra o mal”, que recorre à violência para solucionar as tramas.

Domingues (2008) afirma isso citando o desenho animado “Beavis and Butt- Head” que
passava todas as noites na Music Television (MTV). Segundo ele, o programa era uma aula
diária de “mau-caratismo” para o comportamento infantil, porque os dois protagonistas
principais propagavam a agressão física e verbal. Eles falavam palavrões, como “cuzão”,
“caralho”, “bosta”, “bundona”, “puta”, “sua besta”. Os personagens também eram
preconceituosos, porque chamavam os personagens negros de macacos. O desenho foi
considerado tão perigoso que foi proibido de veicular em alguns estados dos EUA.
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Dessa forma, o autor considera que “o modelo de programação televisivo pautado na
overdose de violência tende a socializar as crianças em um mundo imaginário que não
corresponde àquele no qual elas têm que viver”. (DOMINGUES, 2008).

Sobre os filmes, Domingues (2008) menciona “Batman, o retorno”. Segundo ele, o filme é
violento do começou ao fim. O “herói” agride a mulher gato, ateia fogo no inimigo, deixando-
o agonizar e sai se vangloriando pela “boa ação”.

Nesse sentido, Haydu, (2014) afirma que os personagens violentos são modelos éticos para as
crianças:
(...) Se personagens de filmes, de novelas e de desenhos têm sucesso com atos de
violência e são considerados heróis, as crianças e os jovens tendem a imitá-los e os
valores éticos desses personagens passam a fazer parte do conjunto de valores e de
regras que determinam as suas ações. (HAYDU, 2014).

Domingues (2008) aponta o mesmo conceito ao afirmar que os personagens principais dos
desenhos animados e dos filmes são modelos de comportamento para as crianças e os
adolescentes desde cedo. Sendo assim, declara que “(...) os desenhos incitam à violência
apresentando imagens e cenas rudes. A programação infantil, de um modo geral enaltece a
agressividade”. (DOMINGUES, 2008).

Ribeiro e Batista (2010) apontam algo que pode justificar a influência da mídia no
comportamento das crianças:

Por estarem sempre presentes no dia a dia das crianças e serem regidos por questões
de interesse, principalmente das organizações, os meios de comunicação, por vezes,
são vistos como vilões sutis que influenciam as crianças a praticar aquilo que veem
na televisão ou na internet, por exemplo. (RIBEIRO e BATISTA , 2010).

Elas declaram que “o problema que envolve essa questão é o fato da criança ser inexperiente
para digerir o que lhe é transmitido pelos media, sendo, assim, facilmente influenciada e
persuadida”. (RIBEIRO E BATISTA, 2010).

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8. TV E EDUCAÇÃO

Mas como lidar com essa realidade? A TV só pode ser vista como um vilão? Santos e Porto
(2010) afirmam que a TV tem dois lados um positivo e outro cultural. Ela tem programas
infantis com conteúdo educativos, como tem o que deseduca e o que apenas diverte. Para elas,
“a televisão tem muito lixo”, mas que “pode ser reciclado”.

Domingues (2008) considera que a eliminação dos desenhos animados que contêm violência
permitiria que as crianças tivessem uma visão mais otimista da vida sendo mais realistas,
menos maniqueístas, mais éticas, solidárias e humanas. Para isso, apresenta duas medidas que
podem limitar a “tirania” da TV na vida da criança e do adolescente.

(...) em primeiro lugar, faz-se necessário formar uma comissão de ética, com
membros da sociedade civil, para avaliar a qualidade da programação infantil nas
emissoras, e, em segundo, é essencial a democratização do acesso aos meios de
comunicação no Brasil. O monopólio que existe entre os canais de TV com fins
estritamente comerciais, além de ferir o princípio da democracia, dificulta a
melhoria da qualidade da programação e a criação de programas verdadeiramente
educativos. (DOMINGUES, 2008).

Haydu (2014) compreende que impedir o contato da criança e jovens com violência
apresentada pela mídia é impossível, porque isso não os prepararia para a compreensão da
realidade. Por isso, ela sugere que:

(...) pais e educadores atuem no sentido de desenvolverem atitudes críticas com


relação à violência, começando a não usar a violência dentro de suas próprias casas e
a mostrar que existem formas alternativas de lidar com as adversidades. Além disso,
mostrar que a mídia com violência não é uma forma apropriada de entretenimento,
nem mesmo para o adulto, também pode ser um bom exemplo. (HAYDU, 2014).

Nesse sentido, o seminário Televisão e Infância (1996) recomenda: “lembrar que as crianças
aprendem a se situar no mundo vendo programas que exploram situações de vida, mas que
não é preciso mostrar tudo para dar-lhes um conhecimento correto do mundo real”.
(REVISTA UPS COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO, 1996.).

Com base nisso, podemos entender que é possível usar a TV como agente educativo, pois “os
veículos de comunicação transcendem o papel meramente informativo e têm um caráter
formativo”. (DOMINGUES, 2008).

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A TV não pode ser vista apenas como um vilão. Daí a necessidade “de desenvolver nas
crianças o olhar crítico frente à TV, para que deixem de ser espectadores passivos”.
(REVISTA UPS COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO, 1996). Ela pode ser um instrumento de
educação contínua e um meio democrático de acesso à informação. (REVISTA UPS
COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO, 1996).

9. INDÚSTRIA CULTURAL

Duarte (2003) afirma que a indústria cultural é um termo crítico que procurou desmitificar a
ideia de que os meios de comunicação de massa produzem uma cultura genuinamente
popular. A cultura deixou de ser algo espontâneo e popular e passou a ser produzida por
empresas e instituições que criam produtos e entretenimentos padronizados para o grande
público.

Tal denominação evoca a ideia, intencionalmente polêmica, de que a cultura deixou


de ser uma decorrência espontânea da condição humana, na qual se expressaram
tradicionalmente, em termos estéticos, seus anseios e projeções mais recônditos,
para se tornar mais um campo de exploração econômica, administrado de cima para
baixo e voltado apenas para os objetos supra mencionados de produzir lucros e de
garantir adesão ao sistema capitalista por parte do público. (DUARTE, 2003, p.9).

A comunicação de massa alcança uma grande quantidade de receptores ao mesmo tempo,


através de um único emissor. Uma das características da cultura de massa é o fato de não ser
feita pelas pessoas que a consomem.

O grande debate sobre a indústria cultural gira, sempre, ao redor de questões de


ética: os produtos da indústria cultural são bons ou maus para o homem, adequados
ou não ao desenvolvimento das potencialidades e projetos humanos? Por mais que
se diga ser simplista a colocação do problema em termos de “bom” ou “mau”, é
assim que ele se colocou desde o início e é sob esse ângulo que as pessoas ainda o
encaram. (COELHO, 1980, p.5).

A indústria cultural, portanto, teria o poder de manipular as pessoas e fazer com que elas
comprem algo sem saber o porquê, sem precisar daquele produto. E essa indústria também
conseguiria fazer com que você acredite que precisa consumir determinada coisa,
simplesmente para fazer parte do meio onde vive e também ser aceito pela sociedade. O
produto seria produzido justamente para a “massa”, ou seja, para aqueles que não são

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considerados pessoas cultas, porque não conseguem pensar sozinhos, sem a interferência dos
meios de comunicação, que o induzem a consumir cada vez mais, sem limites.

(...) para McLuhan os meios de comunicação não são apenas os tradicionais (rádio,
TV, jornal, etc.), mas também o carro, a roupa, a casa, o dinheiro e uma infinidade
de entidades assemelhadas — o autor canadense considera que a "mensagem" de
qualquer meio (por ele também chamado de tecnologia) é a mudança de escala, de
andamento ou de padrão por ele introduzida nas relações sociais. (COELHO, 1980,
p.19).

Souza (2011) relata que a indústria cultural poderia ter sido um instrumento de formação
cultural, assumindo fins pedagógicos, mas ela se tornou em sua história um instrumento de
deformação da cultura e da consciência. Ela significou para a sociedade capitalista não
somente uma indústria que cria produtos e entretenimentos padronizados, mas também um
poderoso instrumento de coesão social, que incuti valores, preceitos, crenças, modos de ser,
pensar, agir e valorizar, servindo de referencial para todos viverem de forma pacífica. Foi ela
que ajudou a construir e universalizar os valores da sociedade do consumo.

Silva (2004) acredita que a discussão sobre a televisão e sua influência na formação das
crianças necessariamente perpassa pela inserção deste tema num determinado contexto sócio-
histórico. O modo de produção capitalista e seus determinantes políticos, econômicos, sociais
e culturais são o ponto de partida para analisar e refletir sobre as relações entre indústria
cultural e infância. É a partir deste momento histórico que o homem e as relações
estabelecidas socialmente (dentre elas a produção cultural) são objetivados, transformando-se
em coisas, em mercadorias comerciáveis.

Ainda de acordo com o autor, os meios de comunicação têm papel determinante na produção
e reprodução do capital através do amoldamento sobre as consciências dos indivíduos por
meio da cultura de massa em sua versão industrial, seja isto em qualquer um dos veículos de
comunicação de massa que formam um sistema industrial de produção cultural. Dentre os
meios de comunicação, a televisão tem se destacado pela sua ampla capacidade de atingir as
diversas classes sociais, disseminando os produtos da indústria cultural e a ideologia
dominantes aos diferentes sujeitos sociais.

16
10. CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA

O Guia Prático da Secretaria Nacional de Justiça (SNJ), do Ministério da Justiça (2012) relata
que a classificação indicativa é fundamentada na Constituição Federal, no Estatuto da Criança
e do Adolescente, nas Portarias MJ nº 1.100/2006, que regulamenta a classificação destinada
a obras audiovisuais de vídeo e cinema; a de nº 1.220/2007, que regulamenta as obras
audiovisuais para a televisão; e o Manual da Nova Classificação Indicativa (SNJ nº 8/2006).

A Portaria MJ nº 1.220/2007 entrou em vigor em 11 de julho de 2007 e o Manual da Nova


Classificação Indicativa, em 2006. A atribuição da Classificação Indicativa para os filmes e
desenhos é de competência da Secretaria Nacional de Justiça (SNJ), do Ministério da Justiça.
O objetivo principal do órgão é disponibilizar opções confiáveis para a família e também
proteger a criança e o adolescente das imagens que possam prejudicar o processo de
desenvolvimento.

O Ministério da Justiça (2012) mostra que os critérios de classificação indicativa estão


separados em três pilares: sexo, drogas e violência. São divididos em faixas etárias que não
são recomendadas a certos filmes e desenhos.

De acordo com o Ministério da Justiça (2012), em relação à violência apresentada nas obras,
as classificações são divididas em: Livre, não recomendados para menores de 10, 12, 14, 16 e
18 anos. Essa tabela mostra os símbolos que aparecem antes de começar o filme ou desenho e
as respectivas características:

Classificação Significado
Indicativa
Livre para todos os públicos. A análise não aponta
inadequações, exibição em qualquer horário.
Inadequado para menores de 10 anos. Exibição em
qualquer horário.
Inadequado para menores de 12 anos. Exibição
após às 20h.

17
Inadequado para menores de 14 anos. Exibição
após às 21h.
Inadequado para menores de 16 anos. Exibição
após às 22h.
Inadequado para menores de 18 anos. Exibição
após às 23h.

Pereira (2007) entende que muitas emissoras de televisão são contra a classificação indicativa,
porque só estão preocupadas com o lucro financeiro que os filmes e desenhos acarretam. E
também temem ter problemas na Justiça por causa da veiculação das programações que não
obedecem aos limites da classificação indicativa.

O autor ressalta que a TV precisa se preocupar com o conteúdo e a qualidade dos programas
veiculados, para que a criança não seja prejudicada emocionalmente. Ela também tem a
responsabilidade na educação infantil.

Pereira (2007) também afirma que as emissoras de TV têm consciência, que através da lei,
todas as programações veiculadas nas emissoras devem contribuir para melhorar o interesse
da criança e respeitar os valores sociais e éticos das famílias, respeitando o processo
educacional. Mas, muitas vezes os cidadãos não sabem disso.

11. TELEJORNALISMO

O telejornalismo é uma construção social, no sentido de que ele se desenvolve numa formação
econômica, social, cultural particular e cumpre funções fundamentais nessa formação. Para
Raymond Williams, a televisão é, ao mesmo tempo, uma tecnologia e uma forma cultural, e o
jornalismo, uma instituição social (1997, p. 22). Logo, o telejornalismo é a prática do
jornalismo aplicada à televisão e tem como função tornar a informação publicamente
disponível através de várias organizações jornalísticas.

O telejornalismo é composto pela combinação de três códigos: a imagem, a palavra e o som.


Esses três elementos se caracterizam como linguagens interdependentes que juntas
consolidam a mensagem televisual. Enquanto a palavra traz informações concretas sobre o

18
contexto apresentado, dados precisos sobre os acontecimentos, a imagem funciona como uma
reprodução do mundo concreto. Já a linguagem sonora, ela refere-se à música, aos efeitos
sonoros e ao som ambiente que cooperam com a composição do ritmo do texto e com o grau
de realismo das informações. Apesar das suas características e funções individuais, é preciso
que haja um “casamento” entre as linguagens.

“Só se faz TV com imagem, mas a palavra tem lugar garantido. Em telejornalismo, a
preocupação é fazer com que texto e imagem caminhem juntos, sem um competir
com o outro: ou o texto tem a ver com o que está sendo mostrado ou não tem razão
de existir, perde a sua função”. (PATERNOSTRO, 1999, p. 72).

Dentro da classificação de gêneros e formatos existentes na televisão brasileira, nesse artigo


optou-se por analisar o formato informativo reportagem, de acordo com a classificação de
Rezende (2000). Para definir as modalidades de gêneros e formatos televisivos, o autor utiliza
instrumentos metodológicos de observação da prática telejornalística com amparo em bases
teóricas e realiza uma análise comparativa do lugar da palavra em três telejornais no ar, no
período da pesquisa: Jornal Nacional (Rede Globo), Jornal do SBT (Sistema Brasileiro de
Televisão) e Jornal da Cultura (TV Cultura de São Paulo). A partir de tal estudo, o autor
classifica os gêneros e formatos presentes no telejornalismo brasileiro. Rezende (2000) define
dois gêneros, o opinativo e o informativo. O primeiro refere-se aos formatos opinativos, em
que apresentadores ou especialistas emitem os seus posicionamentos e análises sobre os
acontecimentos. O segundo se refere às notícias factuais, as notícias quentes, do dia a dia;
nesse gênero, o autor classifica cinco formatos: nota, notícia, reportagem, entrevista e
indicador, o que nos interessa aqui, no entanto, é a reportagem que o autor define como:

A matéria jornalística que fornece um relato ampliado de um acontecimento,


mostrando suas causas, correlações e repercussões. Em sua estrutura completa
constitui-se de cinco partes: cabeça, OFF, boletim, sonoras (entrevistas) e pé, mas
pode configurar-se também sem uma ou mais dessas partes. De modo algum, porém,
deve prescindir é o da intervenção - direta ou em off - do repórter. (REZENDE,
2000, p. 157).

12. GRANDE REPORTAGEM

Para explicar os argumentos apresentados sobre reportagem e grande reportagem, vamos


trabalhar com autores como Nilson Lage, Muniz Sodré e Maria Helena Ferrari, Leandro Pena
entre outros. Sendo assim, analisamos que a notícia está presente no dia a dia de todo
jornalista e em todas as redações, sendo aquilo que responde às perguntas básicas de um

19
assunto, informa, presta um serviço e, na maioria das vezes, tem um caráter de ineditismo. Já
a reportagem requer um maior empenho de um ou mais jornalistas, por exigir um maior
aprofundamento no tema a ser tratado. Além do texto, deve ser complementada com imagens,
gráficos, entre outros atributos. A notícia e a reportagem se diferenciam de formas sutis,
porém muito perceptíveis.

Fator determinante para a circulação de uma notícia é o tempo: o fato deve ser
recente e o anúncio do fato, imediato. Este é um dos principais elementos de
distinção entre a notícia e outras modalidades de informações. Aqui, talvez, um
aspecto importante ao diferençar notícia de reportagem: a questão da atualidade.
Embora a reportagem não prescinda de atualidade, esta não terá o mesmo caráter
imediato que determina a notícia, na medida em que a função do texto é diversa: a
reportagem oferece detalhamento e contextualização àquilo que já foi anunciado,
mesmo que o seu teor seja eminentemente informativo. (SODRÉ e FERRARI, 1986,
p.18).

Para Muniz Sodré e Maria Helena Ferrari (1986), a notícia é imediatista, como no caso do
relato de um tiroteio entre facções criminosas. A reportagem preocupa-se em ser atual e mais
abrangente, como um levantamento sobre as facções criminosas existentes no Rio de Janeiro,
a força acumulada por cada uma delas e quais pontos de tráfico estão em disputa pelos
diferentes grupos. Neste exemplo, a reportagem sobre as facções pode ter sido motivada por
um determinado confronto entre elas, mas essa condição não é necessária.

Precisamos de notícias para viver nossas vidas, para nos proteger, para nos ligarmos
uns aos outros, identificar amigos e inimigos. O jornalismo é simplesmente o
sistema criado pelas sociedades para fornecer essas notícias. Por isso, nos
preocupamos com a natureza das notícias e do jornalismo de que dispomos:
influenciam a qualidade de nossas vidas, nossos pensamentos, nossa cultura.
(KOVANCH e ROSENSTIEL, 2004, p.18).

A produção de notícias resulta da conjunção de dois fatores. De um lado, a cultura


profissional, entendida como um emaranhado de estereótipos, representações sociais
e rituais relativos às funções dos meios de comunicação de massa e dos jornalistas, à
concepção do principal produto – a notícia – e às modalidades que presidem à sua
confecção. De outro, as restrições ligadas à organização do trabalho, sobre as quais
se criam convenções profissionais que determinam a definição de notícia, legitimam
o processo produtivo – desde a utilização das fontes até a seleção dos
acontecimentos e as modalidades de confecção do noticiário – e contribuem para se
prevenir das críticas dos leitores. Fica, assim, estabelecido um conjunto de critérios
– ou seja, do grau de relevância entre os acontecimentos – que definem a
noticiabilidade de cada acontecimento: o modo pelo qual é construída sua qualidade
para que seja transformado em notícia. (WOLF, 2003, p. 25).

Uma singularidade muito forte do lide é o tratamento estilístico que recebe: os dados
são apresentados numa articulação tal que ao leitor resta ir até o fim, sem qualquer
convite à pausa. Ele funciona como uma espécie de “rede” que envolve e segura o
receptor daquela informação (a ideia tradicional que o lide seja uma “isca” tem uma
carga muito negativa, sugere o engodo). (PENA, 2012, p. 43).
20
Para os autores Muniz Sodré e Maria Helena Ferrari, a reportagem é:

[...] onde se contam, se narram as peripécias da atualidade – um gênero jornalístico


privilegiado. Seja no jornal nosso de cada dia, na imprensa não cotidiana ou na
televisão, ela se afirma como o lugar por excelência da narração jornalística. E é a
justo título, uma narrativa – com personagens, ação dramática e descrições de
ambiente – separada entretanto da literatura por seu compromisso com a
objetividade informativa. Este laço obrigatório com a informação objetiva em dizer
que, qualquer que seja a reportagem (interpretativa, especial, etc.), impõe-se ao
redator o “estilo direto puro”, isto é, a narração sem comentários, sem subjetivações.
(SODRÉ e FERRARRI, 1986, p. 9).

De acordo com Lage (2012), a distância entre reportagem e notícia está na pauta.

Para as notícias, as pautas são apenas indicações de fatos programados, da


continuação (suíte) de eventos já ocorridos e dos quais se espera desdobramentos.
[...] Reportagens supõem outro nível de planejamento. Os assuntos estão sempre
disponíveis (a informação é a matéria- prima abundante, como o ar, e não carente,
como o petróleo) e podem ou não ser atualizados (ou tornados oportunos) por um
acontecimento. (LAGE, 1996, p.55).

Há várias maneiras de classificar uma reportagem, como apontam os vários autores da área.
Mas utilizaremos apenas alguns como forma de exemplificar o tema. A reportagem pode ser
dividida por tipos, como sugere Lage (1996) que a divide em três gêneros: investigativa,
interpretativa e novo jornalismo.

Para os autores Muniz Sodré e Maria Helena Ferrari, a reportagem pode ser dividida em
modelos de fatos, de ação e documental. A primeira refere-se ao relato objetivo dos fatos
narrados por ordem de importância. Enquanto que a segunda, como o mesmo nome sugere,
envolve movimento, a narrativa parte do fato mais relevante seguido pelos detalhes.

13. METODOLOGIA

Este trabalho, do curso de jornalismo, foi desenvolvido com base em pesquisa bibliográfica
em livros e artigos na internet sobre os seguintes assuntos: história da TV, indústria cultural,
classificação indicativa, desenvolvimento infantil, comportamento, agressividade, pesquisas
de exposição, programas preferidos, influência dos desenhos e filmes e educação e TV.

Pesquisa bibliográfica, num sentido amplo, é o planejamento global inicial de


qualquer trabalho de pesquisa que vai desde a identificação, localização e obtenção
da bibliografia pertinente sobre o assunto, até a apresentação de um texto
sistematizado, onde é apresentada toda a literatura que o aluno examinou, de forma a

21
evidenciar o entendimento do pensamento dos autores, acrescido de suas proprias
ideias e opiniões. (STUMPF, 2010, p.51).

Os livros e autores utilizados foram: O que é comportamento? Qual é o verdadeiro conceito


de comportamento? Como se produz um comportamento? Reginaldo do Carmo Aguiar, 2008,
Psicologia do desenvolvimento, Televisão, pais e filhos: um estudo de preferências e hábitos
diários 1981, Antonio Ribeiro de Almeida, José Aparecido Silva, O que é Indústria Cultural,
1980, Teixeira Coelho, O Texto na TV: Manual de telejornalismo, 1999, Vera Isis
Paternostro, Teoria e Técnica do Texto Jornalístico, Nilson Lage, Teorias das comunicações
de massa, Martins Fontes, 2012, Mauro Wolf, dentre outros.

Nesta etapa, o estudante precisa, primeiramente, definir o tema de estudo com


precisão. De modo geral, tal definição não é problemática porque ele geralmente
escolhe para perquisar um assunto que lhe instiga, que de alguma forma já lhe é
familiar ou para o qual vem evidando esforços há algum tempo. Um esquema
provisório de como fará a divisão do tema central em subtemas também poderá ser
útil e contribuir tanto para o estabelecimento dos limites de sua abordagem quanto
para a construção de um referencial teórico mais seguro. (STUMPF, 2010, p.35).

A apuração e a análise sistemática destes materiais serviram como base para uma maior
compreensão e aprofundamento do tema escolhido.

14. PRODUTO

O produto escolhido para a apresentação do trabalho foi a grande reportagem para a televisão.
A escolha se deve ao fato deste mostrar, com detalhes e de forma mais profunda, a
assimilação da violência na TV pelas crianças por meio dos desenhos e filmes. Foram
analisadas as medidas que os pais podem tomar para não prejudicar o desenvolvimento dos
filhos. Atualmente, há muitas notícias superficiais que fazem com que o telespectador não
consiga assimilar o que foi visto e ouvido.

Foi elaborado um vídeo com duração de 7 minutos. O repórter é José do Egito. Os produtores
são: Jonathan Alves e Viviane Fortes. A orientadora deste projeto é professora Ana Seidl.
Dentre os entrevistados: um psicólogo, uma psicopedagoga, três mães e três crianças. As
entrevistas foram realizadas no Guará I, Guará II, Águas Claras e Samambaia, em clínicas e
residências, nos períodos noturno e diurno, conforme a disponibilidade dos entrevistados. A
edição foi feita pelos integrantes do grupo com o apoio do técnico da faculdade Icesp, Guará
I, Marco Antônio Borges. O programa de edição utilizado foi o Premier.
22
A entrevista foi composta por seis perguntas para as mães, três para as crianças, seis para o
psicólogo e seis para a psicopedagoga. Também foram feitas duas passagens e cinco OFFS. O
vídeo apresentado contém imagens de crianças e mães assistindo televisão em casa. A
faculdade ICESP disponibilizou os equipamentos necessários para a realização da grande
reportagem: câmera, refletor e microfone.

Fator determinante para a circulação de uma notícia é o tempo: o fato deve ser
recente e o anúncio do fato, imediato. Este é um dos principais elementos de
distinção entre a notícia e outras modalidades de informações. Aqui, talvez, um
aspecto importante ao diferençar notícia de reportagem: a questão da atualidade.
Embora a reportagem não prescinda de atualidade, esta não terá o mesmo caráter
imediato que determina a notícia, na medida em que a função do texto é diversa: a
reportagem oferece detalhamento e contextualização àquilo que já foi anunciado,
mesmo que o seu teor seja eminentemente informativo. (SODRÉ e FERRARI, 1986,
p.18).

Na grande reportagem, as mães disseram como lidam com os filhos em relação à TV, no dia a
dia, e as crianças o que gostam de assistir e os personagens preferidos. Os especialistas
conversaram conosco sobre os efeitos dessa influência na vida das crianças, que estão
formando a personalidade. Além disso, descobrimos como os pais podem atuar para
minimizar esse problema.

As mães confessaram que utilizam a TV como babá eletrônica, deixando os filhos muitas
horas em frente ao aparelho enquanto fazem outras atividades. Elas disseram que acreditam
que os filmes e desenhos violentos influenciam no comportamento das crianças. Uma delas,
Marly Santos, discordou, porque acha que as programações não influenciam o comportamento
da filha. Segundo Marly, quando os pais moldam o caráter das crianças, elas não fazem o que
veem na telinha.

O psicólogo Roberto Menezes e a psicopedagoga afirmaram que os desenhos e filmes


violentos influenciam o comportamento das crianças. E que os pais precisam acompanhar o
que os filhos assistem na TV.

23
Espera-se que o vídeo traga mais conhecimento para a comunidade acadêmica em relação ao
tema abordado e esclareça dúvidas existentes, para que haja uma maior reflexão e análise
sobre as programações com violência na TV e o comportamento das crianças diante disso.

14.1. CRONOGRAMA DO PRODUTO (GRANDE REPORTAGEM)

Datas Horário Local Atividade

Entrevista com a psicopedagoga


05-08-2015 19:00 Águas Claras Jacy Ourives
Entrevista com Kalenia Alcantara
12-09-2015 15:00 Guará I e o filho Lucas
Entrevista com Vastilane e os
20-09-2015 19:20 Samambaia filhos Vitória e Gabriel
Entrevista com o psicólogo
18-10-2015 15:30 Guará II Roberto Menezes
Entrevista com Marly Santos, a
10-11-2015 15:00 Guará II filha Brenda e passagem de vídeo
23 a 26-11- Faculdade Icesp,
2015 17:00 Guará 1 Edição do vídeo
Faculdade Icesp,
01-12-2015 19:00 Guará I Gravação da cabeça e OFFs

05-12-2015 17:00 Samambaia/ Guará I Passagem de vídeo e edição final

15. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A TV ainda é o veiculo de comunicação predominante no Brasil. Conforme a Pesquisa


Brasileira de Mídia 2015 (PBM 2015), 95% dos brasileiros assistem televisão regularmente.
Esse resultado mostrou que o veículo tem muita aceitação popular.

A guerra pela audiência e pelas verbas publicitárias fez com que a qualidade dos programas
de TV fosse caindo e alguns, como os desenhos e filmes preferidos pela criançada,

24
introduziram cenas de violência que podem influencia no comportamento das crianças de dois
a seis anos, tornando-as agressivas ainda no processo de formação da personalidade. Por isso,
a classificação indicativa foi um recurso destinado a proteger o desenvolvimento das crianças,
cabendo aos pais a tarefa de seguir essa recomendação.

A reportagem feita com mães, crianças e com especialistas mostrou que os desenhos
animados e os filmes estão presentes na vida infantil. A maioria das mães concordou que as
cenas violentas são prejudiciais para os filhos. No entanto, uma discordou. Ela disse que a
filha não considera o que vê na TV porque nada daquilo é real. Algumas disseram que
controlam o que eles devem assistir, seguindo a classificação indicativa, porém ainda os
deixam muito tempo diante do aparelho. As crianças falaram quais desenhos assistem e
disseram que reproduzem alguns gestos e ações dos personagens preferidos.

Os especialistas afirmaram que evitar a violência no ambiente doméstico é essencial para que
a criança não se torne agressiva. Em grande parte dos casos, elas assistem às imagens com
violência e convivem com esta dentro de casa. O excesso de violência apresentado pelos
filmes e a violência presente no lar podem tornar as crianças agressivas. Para que isso não
aconteça, é preciso educá-las por meio da informação e pelo exemplo.

16. APÊNDICE

ESPELHO DA GRANDE REPORTAGEM– TCC

ICESP- BRASÍLIA

PRODUTO: TCC
VERSÃO: DESENHOS E FILMES
VIOLENTOS NA TV
TEMPO: 10 MINUTOS
PRODUTOR: VIVIANE FORTES
E JONATHAN ALVES
REPÓRTER: JOSÉ DO EGITO
DATA: 05.12.2015

25
ESPELHO TCC / ICESP TV– FILMES E DESNHOS VIOLENTOS NA TV

VÍDEO ÁUDIO

CABEÇA DA REPORTAGEM SONORA VIVIANE FORTES

IMAGENS DOS DESENHOS E FILMES OFF-01. OS DESENHOS ANIMADOS E


NA TV OS FILMES SÃO OS PROGRAMAS
PREFERIDOS DAS CRIANÇAS. NELES,
HÁ O MUNDO DA FANTASIA ONDE
OS HERÓIS E PERSONAGENS SÃO
INCANSÁVEIS NA LUTA DO BEM
CONTRA O MAL.

‘NO GC KALENIA ALCANTARA //|SONORA KALENIA ALCANTARA//

OFF 02: PARA ASSEGURAR OS


IMAGENS DO QUADRO DE DIREITOS DAS CRIANÇAS, O
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA MINISTÉRIO DA JUSTIÇA CRIOU A
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA EM
2006. FOI UMA REIVINDICAÇÃO DA
SOCIEDADE.

OFF 3. INFORMAÇÕES SOBRE A MÃE,


IMAGENS DE CRIANÇAS ASSISTINDO
QUANTOS FILHOS TEM, QUANTO
TV COM OS PAIS
TEMPOS OS FILHOS ASSISTEM TV
POR DIA E DIZENDO QUE NÃO
CONTROLAM MUITO.

‘NO GC MARLY SANTOS’ ||SONORA MARLY SANTOS

PASSAGEM:

DADOS DO IPEA MEDIA REVELAM


QUE O TEMPO DE EXPOSIÇÃO, POR
‘NO GC JOSÉ DO EGITO’
26
DIA, DE CRIANÇAS E
ADOLESCENTES DIANTE DA TV
AUMENTOU NOS ÚLTIMOS DEZ
ANOS, DE 2004 A 2014. NO ANO
PASSADO, 4H43 MIN. ESTE ANO, O
TEMPO SUBIU PARA 5H35 MINUTOS,
AUMENTO DE 53 MINUTOS.

//SONORA//: VASTILANE

OFF 4. AS MÃES ACREDITAM QUE O


‘NO GC’ VASTILANE PROBLEMA DA VIOLÊNCIA NA TV
DEVE SER DISCUTIDO NA
SOCIEDADE.
‘NO GC’ KALENIA

OFF 5. É IMPORTANTE QUE OS PAIS


ACOMPANHEM O PROCESSO
EDUCACIONAL DAS CRIANÇAS,
‘NO GC’ PSICÓLOGO ROBERTO
MENEZES MONITORANDO O QUE ELAS
ASSISTEM NA TV E DANDO O
EXEMPLO.

‘NO GC’ PSICOPEDAGOGA JACY SONORA PSICOPEDAGOGA JACY


OURIVES OURIVES

FECHAMENTO SONORA VIVIANE FORTES

17. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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comportamento? Como se produz um comportamento? 2008.
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27
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Televisão, pais e filhos: um estudo de preferências e hábitos diários. Biblioteca digital
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BOTOME, Silvio Paulo, A definição de Comportamento. Artigo Cientifico, Universidade


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BRASIL. Lei Nº 12.796, de 4 de ABRIL de 2013. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro


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