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MEMORIAL DESCRITIVO

1 - INTRODUÇÃO

Este memorial juntamente com as plantas mencionadas tem por objetivo descrever os requisitos
básicos a serem considerados no auxilio da execução das instalações elétricas em geral.

Este projeto refere-se a entrada de energia em média tensão, iluminação, tomadas comuns,
tomadas estabilizadas, pontos de força em geral, tubulação e infra estrutura para telefonia e lógica
e sistema de proteção contra descargas atmosféricas, conforme escopo.

2 - ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE SERVIÇO

2.1. - GENERALIDADES

As especificações e desenhos destinam-se à descrição e à execução de uma obra completamente


acabada. Eles devem ser considerados complementares entre si e o que constar de um dos
documentos é tão obrigatório como se constasse de ambos.

As cotas que constam dos desenhos deverão predominar, caso houver discrepâncias entre as
escalas e as dimensões.

São de responsabilidade da instaladora os levantamentos de quantitativos de materiais e


equipamentos necessários para a execução completa dos serviços.

A Instaladora será responsável pela pintura de todas as tubulações expostas, quadros,


equipamentos, caixas de passagem, etc., nas cores padronizadas.

Todas as instalações deverão ser executadas com esmero e bom acabamento, com todos os
condutores, condutos e equipamentos cuidadosamente instalados em posição adequada,
firmemente ligados à estrutura de suportes e aos respectivos pertences, formando um conjunto
mecânico e eletricamente satisfatório e de boa aparência.

Todos os materiais e equipamentos serão de fornecimento da Instaladora, sendo de boa


procedência e qualidade e sob sua inteira responsabilidade e não poderá prevalecer-se de qualquer
erro involuntário, ou de qualquer omissão eventualmente existente para eximir-se de suas
responsabilidades.

2.2 – PROJETO

O termo Projeto refere-se ao conjunto de desenhos, tabelas, folhas de dados, memoriais


descritivos, especificações técnicas e demais documentos referentes a cada um dos itens das
instalações elétricas.

Quaisquer outros detalhes e esclarecimentos adicionais necessários são julgados de comum


acordo entre a EMPREITEIRA e a PROPRIETÁRIA.
2.3 - ALTERAÇÕES DE PROJETO

O projeto poderá ser modificado e/ou acrescido a qualquer tempo, a critério exclusivo da
PROPRIETÁRIA que, de comum acordo com a EMPREITEIRA, fixará a implicações e acertos
decorrentes, visando a boa qualidade da obra. Devendo ser atualizado todas alterações após
término das instalações

2.4 – NORMAS

Para a execução dos serviços e fornecimento dos materiais e equipamentos das instalações
constantes do projeto e descritas nos respectivos memoriais, a EMPREITEIRA se obriga a seguir
as normas da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas e demais normas oficiais
vigentes no Brasil, bem como as práticas usuais consagradas para execução dos serviços.

Para os casos em que a ABNT for omissa, devem ser seguidas as outras normas mencionadas no
projeto.

2.5 - NOTAS IMPORTANTES

Os detalhes constantes dos desenhos e os detalhes típicos anexado ao projeto são básicos e
representam as condições mínimas para execução das instalações.

3 - MONTAGENS E DESCRIÇÃO DAS INSTALAÇÕES

3.1. – ALIMENTAÇÃO DO QDL’s

A alimentação dos QDL’s será a partir da entrada de energia no limite da propriedade, conforme
as plantas ST-2019-01, ST-2019-02 e ST-2019-04.

Ver diagramas unifilares nas plantas ST-2019-05 e ST-2019-06.

3.2. - ILUMINAÇÃO EM GERAL

Todas as luminárias serão instaladas localizando-as quanto ao afastamento, altura e posição em


estrita observância do projeto, a menos que seja verificada discrepância com a realidade física da
obra.

Será observado na montagem, o devido cuidado com as partes frágeis das luminárias.

Serão primeiro montados e rigidamente fixados os corpos das luminárias aos respectivos suportes
ou superfícies de apoio e após complementada a fiação e ligação.

As ligações internas das luminárias totalmente fechadas ou luminárias providas de reator de


partida rápida, alto fator de potência (lâmpada de descarga), serão executadas com o cabo de
isolamento próprio para altas temperaturas ambientes (borrachas silicone ou amianto).

Quando as luminárias forem recebidas montadas pelo fabricante, estas serão devidamente
verificadas e testadas antes da montagem.

3.2.1 - ILUMINAÇÃO INTERNA E EXTERNA


Serão em 220V, protegidas por disjuntores dispostos em seus respectivos QDL’s, e comandadas
por interruptores bipolares, conforme indicado no projeto.

De forma geral, serão instalados luminárias para lâmpadas fluorescentes 2x40W, 2 x20W ,
incandescentes de 100W na parte interna e na parte externa serão utilizadas lâmpadas vapor se
mercúrio de 125 W, comandadas através de interruptores bipolares.

Toda as luminárias e reatores serão aterrados

3.3 – PAINÉIS DE DISTRIBUIÇÃO E QUADROS DE LUZ

As posições dos painéis, quadros, caixas, etc., bem como espaços para acesso ou remoção,
quando não cotados nas plantas, são orientativos. Mesmo quando indicado nas plantas, deverá ser
verificado as cotas e eventualmente corrigi-las confrontando-se com as dimensões reais dos
equipamentos recebidos e as dimensões do recinto, conforme executados.

Nos painéis e quadros elétricos, deverão ser ajustados todos dispositivos de proteção. No caso de
a quantidade ou bitola do cabo projetado ser maior que o correspondente a corrente nominal do
dispositivo, o fabricante do equipamento deverá ser informado a fim de que seja previstos
conectores apropriados e espaço suficiente para tais cabos.

Nas áreas sujeitas a presença de líquidos no piso, os painéis devem ser montados sobre mureta de
concreto de, pelo menos, 5cm para retenção da umidade.

Deverão ser previstos painéis de distribuição parciais de acordo com as necessidades, a partir dos
quais serão derivados os circuitos de alimentação para os sistemas de iluminação, tomadas, ar
condicionado e demais equipamentos ou sistemas.

Os painéis e quadros deverão ser montados conforme diagramas em anexo, contendo todos os
equipamentos e acessórios necessários para um bom funcionamento. Ver nas plantas em anexo os
detalhes referente ao seu posicionamento, alimentação e distribuição dos circuitos e demais
quadros. No interior dos quadros, serão montadas barras de cobre distintas para neutro e terra.

Os cabos alimentadores foram dimensionados para valores de carga demandada atual mais
reservas e cargas futuras. Os cabos serão de cobre, unipolares, isolação 0,6/1,0 kV, para 90°C.

Quadro QGBT Quadro de embutir, montado conforme diagrama


Quadro QDL-01 Quadro de embutir, montado conforme diagrama
Quadro QDL-02 Quadro de embutir, montado conforme diagrama
Quadro QDL-03 Quadro de embutir, montado conforme diagrama
Quadro QDL-04 Quadro de embutir, montado conforme diagrama
Quadro QDL-05 Quadro de embutir, montado conforme diagrama
Quadro QDL-06 Quadro de embutir, montado conforme diagrama
Quadro QDL-07 Quadro de embutir, montado conforme diagrama
Quadro QDL-08 Quadro de embutir, montado conforme diagrama
Quadro QDL-09 Quadro de embutir, montado conforme diagrama
Quadro QDL-10 Quadro de sobrepor, montado conforme diagrama
Quadro QDL-11 Quadro de sobrepor, montado conforme diagrama
Quadro QDL-12 Quadro de sobrepor, montado conforme diagrama

3.4 - ELETRODUTOS
Onde não indicado a bitola mínima de eletrodutos é diâmetro de 1”.

Os eletrodutos expostos devem ser instalados paralelamente aos eixos, paredes e partes das
estruturas dos edifícios e fixados com as distâncias mínimas entre suportes, conforme ABNT.

Eletrodutos embutidos em concreto ( lajes, estruturas ou dutos subterrâneos devem ser


rigidamente fixados, de maneira a evitar seu deslocamento durante a concretagem e espaçados de
maneira a dar passagem aos agregados de concreto

Os eletrodutos que permanecem vazios (secos) devem ser limpos, soprados e comprovadamente
desobstruídos e isentos de umidade e detritos. Quando não terminam em caixas ou painéis, devem
ter as extremidades tapadas com tampões do mesmo material do eletroduto.

Todas terminações de eletrodutos em caixas de chapa com furos passantes, devem conter buchas
e arruelas galvanizadas.

O traçado e elevações para eletrodutos indicadas em planta são aproximados, podendo ser
instalados em posições e elevações diferentes, se para facilitar ou evitar interferências com outras
instalações.

Para a iluminação os eletrodutos aplicados serão em PVC rígido fixados sobre a laje no
pavimento inferior e superior atendendo luminárias, interruptores e ar condicionado e serão
embutidos em parede.

As ligações dos eletrodutos às caixas de derivação deverão ser feitas por intermédio de arruelas e
buchas galvanizadas ou de alumínio, rosqueadas e fortemente apertadas.

Os eletrodutos de redes subterrâneas devem ser de material como especificado no projeto ou de


PVC rígido ou kanaflex quando não indicado, protegidos por envelope de concreto de resistência
mínima de de 150kg/cm², cobrimento mínimo de 5 cm, pintado ou com adição de corante
vermelho no topo do envelope antes da secagem ou fita plástica própria para sinalização.

Sob ruas ou áreas pavimentadas sujeitas às cargas de rolamento, os envelopes de concreto devem
ser armados, na parte inferior e superior, com malha TELCON 113 ou executados com
eletrodutos de aço zincado a fogo.

3.5. – ELETROCALHAS E PERFILADOS

As eletrocalhas, perfilados e seus acessórios em geral deverão ser em aço galvanizado ,


considerando as medidas mencionadas em plantas, devendo ser utilizados acessórios e calhas sem
rebarbas.

O Encaminhamento e elevação dos leitos para cabos, das eletrocalhas e dos perfilados indicados
no projeto são básicos e quando não cotados, são aproximados, quando necessário ou
conveniente, instala-los com pequenas variações das posições indicadas em projeto, para evitar
interferências com outras instalações ou elementos da estrutura da edificação, ou mesmo para
evidentes melhoramentos no que se refira a estética e maior facilidade de manutenção. Junções,
emendas, reduções, derivações e deflexões são efetuadas com peças apropriadas de mesmo
material.

Cada lance de leitos, eletrocalhas ou perfilados deve ter continuidade elétrica de massa.

As emendas entre elementos de leitos, calhas ou perfilados devem ser feitos com elementos
recomendados pelo fabricante do leito, calha ou perfilado, com mesmo tratamento da superfície
que os leitos, valhas ou perfilados, parafusadas com pelo menos dois parafusos em cada peça,
porém nunca soldados.

É proibido caminhar ou apoiar-se sobre as instalações.

As instalações devem ser fixadas ou apoiadas com peças e acessórios apropriados. Quando não
indicadas em projeto devem ser respeitadas as distâncias mínimas entre suportes prescritas pelo
fabricante, de acordo com o carregamento do trecho.

Deve ser evitadas cortes de peças zincadas. Quando inevitável, as superfícies cortadas devem ser
limpas e pintadas com duas demãos de tinta base e duas demãos de acabamento.

Os cabos devem ser arranjados nos leitos ou eletrocalhas, evitando-se cruzamentos. Cabos de
força, principalmente alimentadores, devem ser instalados em camada única, mantendo-se aos
posições entre si e, sempre que possível, espaçados de, no mínimo, o diâmetro.

Cabos singelos de um mesmo circuito, em leitos ou eletrocalhas, devem ser amarrados a cada
metro com cinta de nylon, em feixes. Quando circuitos trifásicos, devem ser amarrados com
trifólio, incluindo-se o neutro e terra quando existir.

Em perfilados, os condutores não necessitam ser amarrados ou arranjados.

3.6 - CAIXAS DE PASSAGEM

As caixas de passagem devem ser instaladas onde indicado nas plantas e onde necessárias para
edificação e inspeção dos condutores.

Nas instalações embutidas as caixas devem ser do tipo estampadas e esmaltadas ou zincadas a
fogo.

As caixas embutidas devem ser rigidamente fixadas a estrutura ou parede do edifício, por meio de
chumbadores ou suportes apropriados, independentes dos eletrodutos.

Caixas pequenas de metal fundido, com eletrodutos rosqueados ou conduletes, podem ser
suportados pelos eletrodutos.

Caixas em alvenaria devem ser executadas conforme medidas indicadas nos desenhos e devem ser
construídas em concreto armado, com impermeabilização interna e externa, com drenagem,
conforme detalhes típicos.

Em torno das caixas, utilizar material de compactação composto de 15% de cimento e 85% do
solo local.

NOTA – Todas as partes metálicas das caixas de passagem, incluindo os suportes, as tampas,
escadas de acesso, etc, devem ser aterradas e interligadas a malha geral de aterramento.

GERAL

Nas redes externas, os eletrodutos terão diâmetro mínimo de 2”.


Nas caixas de passagem os eletrodutos devem terminar com buchas.

Nas transições de condutores em eletrodutos subterrâneos para condutores aparentes (em postes,
por exemplo), vedar a extremidade do eletroduto com prensa cabo ou massa plástica apropriada.

Os eletrodutos a permanecerem vazios (secos), para uso futuro, devem ser limpos e
comprovadamente desobstruídos e isentos de umidade e detritos e possuir arame de aço para uso
futuro.

Os eletrodutos interrompidos para futura continuação devem possuir extremidades tapadas com
tampões rosqueados de mesmo material que os eletrodutos. Após o reaterro, devem ter suas
posições demarcadas com piquetes duráveis, com clara identificação para localização futura.

3.7 - TOMADAS DE USO GERAL

Serão utilizadas tomadas de embutir em parede e piso de 15A de 03 pólos, sendo todas aterradas,
todas tomadas serão aterradas por cabinhos de mesma bitola do referido circuito.

A locação dos pontos em geral foram considerados conforme aprovação doa cliente.

As cargas em geral dos pontos para alimentação dos equipamentos de ar condicionados foram
consideradas em função da planta fornecida pelo contratante, bem como a capacidade de
condução de corrente de cada equipamento.

Para ligação dos NOBREAK’s, deverão ser instaladas tomadas Steck de 5 pólos de 50A e as
tomadas de distribuição Identificadas na cor vermelha.

3.8 – SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGA ATMOSFÉRICA

Os sistemas para proteção de edifícios contra descarga atmosféricas, bem como seu sistema de
aterramento, devem ser instalados de acordo com o projeto, as recomendações das fabricantes e a
norma NB-5419/2001 da ABNT.

O sistema é compreendido por uma malha superior “ gaiola de Faraday” . Esta malha superior
deverá ser interligada a estrutura metálica da cobertura, as telhas metálicas e interligada à malha
de aterramento inferior, através de descidas de cabos de cobre ou de alumínio, suportadas por
isoladores, distribuídas ao longo do perímetro do Edifício, conforme consta do Projeto

A malha inferior de aterramento será composta por hastes do tipo Copperweld de alta camada
256 microns de 2,4 m x ( 5/8 ", cravadas no piso ao redor da edificação e interligadas por cabo nu
de #50mm². A mesma deverá ficar afastada no mínimo 1 metro da estrutura do prédio. A malha de
aterramento deverá ser conectada ao aterramento da entrada de energia por cabo de cobre nu de
# 50mm². Todas conexões deverão efetuadas através de solda exotérmica.

Nas emendas deverão ser utilizada solda exotérmica, considerando molde específico para cada
tipo de emenda.

Todo sistema após instalação deverá ser medido, sendo emitido pelo instalador o laudo técnico e
ART após término da instalação.

3.9 - ATERRAMENTO
Exceto onde indicado o contrário, todas as partes metálicas não energizadas, contendo
equipamentos ou condutores elétricos como: leitos, bandejas, perfilados, eletrodutos, caixas,
carcaças de motores, transformadores, painéis etc., são aterrados de acordo com os desenhos, as
normas e a presente especificação.

Os cabos enterrados são de cobre nu, a, pelo menos, 500 mm abaixo do nível do terreno ou de
lajes de concreto no piso.

Os cabos de terra expostos terão seção mínima 16 mm² e devem ser protegidos por eletrodutos
não magnéticos, onde indicado ou requerido.

As caixas de inspeção devem ser do tipo solo em PVC diâmetro de 300mm com tampa de ferro
fundido.

As conexões dos cabos com as hastes nas caixas de passagens em geral deverão ser através do
sistema exotérmico, CADWELD da ÉRICO ( ou equivalente ) sendo os barramentos de descida
interrompidos através de conectores de medição em bronze, com a finalidade de fácil desconexão
para medição e inspeção do aterramento.

As conexões entre cabos enterrados, entre cabos e estrutura metálica e entre cabos e hastes não
sujeitos a inspeção devem ser feitas pelo sistema exotérmico, CADWELD da ÉRICO ( ou
equivalente ).

A resistência de terra não pode ultrapassar a 10 (dez) ohms para os sistemas de aterramento,
medida com o conector terra desconectado, em dia seco. Caso isso não ocorra, deverá ser
adicionado hastes soldadas verticalmente as hastes cravadas, ou outros métodos até que se atenda
tal premissa.

3.10 - CONDUTORES DE BAIXA TENSÃO

A fiação ou cablagem de baixa tensão deve ser conforme bitolas e tipos indicados nas plantas,
especificações e listas de cabos.

Emendas, conexões e ligações devem ser feitas com conectores, nos melhores critérios, para
assegurar durabilidade, perfeita isolação e ótima condutividade elétrica. Os conectores serão do
tipo pressão ( sem solda ).

No caso de os condutores serem tracionados por métodos mecânicos, não devem ser submetidos
a tração maior que a permitida pelo fabricante do cabo.

Todos condutores de comando devem ser identificados permanente em ambas extremidades.

Nas caixas de passagem, os condutores devem ser arranjados, com os condutores de mesmo
circuito arranjados em feixes, com fitas de nylon, a maneira de chicotes ( os circuitos trifásicos em
trifólio, incluindo o neutro e o terra quando houver ).

Os cabos de força terão identificação de material não oxidante nos painéis, nas caixas de
passagem e nos trechos descobertos (leitos por exemplo). As etiquetas conterão a indicação da
bitola e identificação do circuito conforme projeto.

Para fixação de cabos singelos separadamente, não serão aceitas braçadeiras de material
magnético, formando anel fechado envolvendo o cabo.
Quando os terminais e ou espaços em painéis ou equipamentos não estiverem dimensionados para
receber os condutores de projeto, devido a bitola ou a quantidade de condutores por fase, deverá
ser providenciado adaptações com conectores especiais ou barras auxiliares de cobre, adequadas
as correntes de trabalho.

Não serão aceitas emendas nos circuitos alimentadores principais e alimentadores de quadros e
equipamentos, sendo sua interligação aos quadros através de cabos em um único lance.
Todos os materiais e conectores serão de cobre de alta condutividade.

Quando indicado em projeto, alimentadores com mais de um cabo por fase, em mais de um
eletroduto de material magnético, deve agrupar três condutores das três fases (RST)+ neutro e
terra quando houver no mesmo tubo.

Todos circuitos compostos por cabos unipolares ou condutores isolados, quando instalados em
leitos, calhas, bandejas, canaletas, suportes, etc, devem ser agrupados por circuitos amarrados
conjuntamente em feixes, com suas fases mais neutro e terra quando houver.

As cores dos condutores em baixa tensão devem atender as exigências da NBR 5410.

3.11 - SISTEMA DE TELEFONE, DADOS E VOZ

As instalações para rede de telefone, dados e voz, no que se refere, a eletrodutos e caixas de
passagem serão como as instalações para eletricidade, devendo atender também as normas e
recomendações da TELEBRÁS e da concessionária local.

Todos os eletrodutos das redes de telefone, dados e voz deverão possuir buchas de acabamento e
guia de arame galvanizado n. 16 AWG

Nas redes subterrâneas, os eletrodutos serão em PVC rígido e, sob pavimentações e áreas
pavimentadas, em aço galvanizado, sempre envoltos em concreto, com cobrimento mínimo de
5cm.

As caixas de passagens terão drenos para escoamento de águas pluviais.

Nas caixas de distribuição geral DG e caixas de distribuição secundarias, deverão ser deixado
cabo de #10mm para aterramento, sendo o mesmo interligado a malha de aterramento geral.

As caixas em geral deverão ter o fundo de madeira pintado com tinta esmalte na cor cinza claro
fosco e serão instalados a 130cm do centro ao piso acabado.

Após aprovação dos projetos pela TELEFÔNICA, os mesmos não poderão ser mais alterados,
estando liberados para execução. Após término das instalações das tubulações e caixas em geral a
concessionária deverá executar a vistoria das mesmas comparando-as com o projeto aprovado.

As tubulações deverão possuir no máximo duas curvas no lance entre duas caixas.

4 - ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE MATERIAIS


INTRODUÇÃO

As descrições dos materiais indicados nas plantas e planilhas são resumidas, devendo ser
completadas pela presente Especificação de Materiais. Para materiais que não constem nesta
especificação, devem ser observadas as descrições contidas nos desenhos e demais documentos
de projeto.

Onde indicado, tipo modelo, e fabricante como referência, tal indicação estabelece o grau de
qualidade e estilo desejados.

CONDUTORES

Os cabos alimentadores dos circuitos de distribuição, tipo unipolares, de cobre, têmpera mole,
com isolação de borracha EPR ( etileno propileno ) ou HEPR (EPR/B - alto módulo),
temperatura máxima de serviço de 90 graus Celsius, classe de isolamento 0,60 / 1,0 kV, com capa
externa de PVC antichama.

Normas aplicáveis NBR 6880 e NBR 7286.

Referência..: PIRELLI - Linha Eprotenax GSette

Os cabos alimentadores dos circuitos terminais (Iluminaçao, Tomadas etc), tipo condutores
isolados, flexíveis, de cobre, têmpera mole, com isolação em PVC antichama, com baixa emissão
de halogênios, temperatura máxima de serviço de 70 graus Celsius, classe de isolamento 750V.

Normas aplicáveis NBR 6880 e NBR 6148.

Referência..: PIRELLI - Linha Pirastic

Identificação nas seguintes cores:


· fases: preto, vermelho ou marron
· neutro: azul claro
· terra: verde
· retorno: cinza claro ou branco

BUCHAS E ARRUELAS

Devem ser de alumínio

Referência..: WETZEL

UNIÕES E NIPLES

Deve ser de aço maleável, com roscas zincadas como os eletrodutos para as tubulações metálicas.

Referência - Mesmo fabricante da tubulação

Para as tubulações de material plástico ( PVC, polipropileno, etc ) utilizar buchas, niples, etc, de
acordo com a linha do fabricante do tubo.

ELETRODUTOS
Os eletrodutos embutidos na alvenaria serão de PVC Rígido Classe A.

Os eletrodutos embutidos no piso ou enterrados serão de PVC Rígido Classe A ou de Polietileno


de Alta Densidade Corrugado.

Normas aplicáveis NBR 6150.

Referência..: TIGRE, KANAFLEX

Os eletrodutos aparentes serão de Aço-Carbono, tipo Pesado, com costura acabada, com
revestimento de Zinco, interna e externamente, aplicado por emissão à quente.

Normas aplicáveis NBR 5597 e NBR 5598.

Referência..: PASCHOAL THOMEU

Os acessórios para os eletrodutos deverão ser do mesmo material do eletroduto.

CONECTORES E TERMINAIS

Os conectores e terminais devem ser em liga de cobre de alta condutividade, com espessura e
superfícies de contato de acordo com a bitola do cabo a ser conectado.

Para conexão dos circuitos de iluminação e tomadas no interior dos quadros de distribuição,
deverão ser utilizados conectores de pressão, pré isolados, tipo BAP da Burndy, até bitolas de
4mm

Para cabos de força em geral de iluminação e tomadas no interior dos quadros de distribuição,
deverão ser utilizados conectores de pressão, tipo YA da Burndy, para bitolas de 6mm e acima.

Os terminais a pressão deve ter sua instalação utilizando-se alicates apropriados, hidráulicos se
necessários, recomendados pelos fabricantes para obtenção de um contato perfeito entre cabo e
conector.

Referência – MAGNET / CONEXEL / INTELLI / PIAL LEGRAND

FITA ISOLANTE E ISOLAMENTOS

Nos sistemas de distribuição em baixa tensão ( iluminação e tomadas ) em locais abrigados e nas
emendas ou derivações de condutores de até 3x4mm, deverão ser utilizados conectores pré
isolados, constituídos de mola, cápsula de aço e capa isolante, com uso sem necessidade de
ferramentas, nem aplicação de isolação, tipo Scotchlock 2 da 3M.

Para derivações acima de 3x4mm, as conexões deverão ser estanhadas e isoladas com fitas
isolantes.

Nas instalações internas onde necessário o uso de fitas isolantes, deverão ser utilizadas fitas
plásticas tipo Scotch 33 + da 3M.
Para isolação das conexões dos cabos terminais de motores e os respectivos alimentadores,
deverão ser utilizadas os conjuntos de emendas de motores série 5300 da 3M, em borracha
EPDM com instalação a frio, adequadas para cada caso.

Nas instalações externas, como, por exemplo, iluminação externa, as isolações deverão ser feitas
utilizando-se uma primeira camada de fita em borracha de Auto Fusão tipo I-10 da Pirelli, e a
camada final com fita plástica tipo Scotch 33+ da 3M.

Referência – 3M / PIRELLI / RAYCHEM

QUADROS DE DISTRIBUIÇÃO DE LUZ E / OU TOMADAS

Devem ser em chapa de aço 14, para instalação em local abrigado, com porta, trinco e guarnição
de borracha, chapa-espelho interna parafusada com porta etiquetas para identificação dos
circuitos, porta- desenhos instalado no lado direito da porta, tratamento e pintura anticorrosivos e
acabamento em pintura epóxi na cor cinza claro RAL 7032.

Como equipamentos elétricos, devem ter disjuntores termomagnéticos, dispositivos DR-AS e


barras de neutro e de terra.

Os disjuntores deverão ser dispostos horizontalmente.

A barra de neutro deve ser isolada eletricamente da terra. Os pontos de conexão, bem como os
elementos de junção, devem ser prateados e serem firmemente conectados para garantir máxima
continuidade elétrica.

Deverão ser fornecidos desenhos com características construtivas completas, diagramas unifilares,
trifilares e de comando e especificações de todos os componentes, em duas etapas.

Referência..: SIEMENS, CEMAR.

PROTEÇÃO DOS CIRCUITOS

Para a proteção contra Sobrecargas e Curto-Circuitos do QGBT e dos circuitos de Distribuição,


serão utilizados Disjuntores, com disparadores termomagnéticos, tipo caixa moldada.

Normas aplicáveis NBR-IEC 60947-2.

Referência..: SIEMENS

Para a proteção contra Sobrecargas e Curto-Circuitos nos QDL’s, serão utilizados Disjuntores,
com disparadores termomagnéticos, tipo caixa moldada.

Normas aplicáveis NBR-IEC 60898 e NBR-IEC 60947-2.

Referência..: SIEMENS - Linha N System

Para a proteção contra Sobrecargas e Curto-Circuitos dos Circuitos Terminaisl, serão utilizados
Disjuntores, com disparadores termomagnéticos, tipo caixa moldada.
Para a proteção contra Contatos Indiretos dos Circuito Terminais, serão utilizados Dispositivos
DR de Alta Sensibilidade, DR-AS, com corrente de disparo de 30 mA.

Normas aplicáveis NBR-IEC 60898 e NBR-IEC 60947-2.

Referência..: SIEMENS - Linha N System

PERFILADOS E ACESSÓRIOS

As eletrocalhas a serem utilizadas, serão do tipo perfuradas, fabricada com perfil tipo “C”, em
chapa 16 MSG, tratadas por imersão de zinco à quente, conforme norma ABNT NBR-6323.

As abas deverão ser no mínimo de 100 mm. As eletrocalhas serão com tampas. Onde indicado em
projeto as eletrocalhas deverão possuir divisão interna.

Acessórios :

Os acessórios deverão ser adquiridos dos fabricantes das eletrocalhas com as mesmas
características das eletrocalhas, ou seja :

Perfuradas
Chapa Mínima 16 MSG
Tratadas por imersão de zinzo à quente
Nas dimensões em conformidade com as eletrocalhas

Tipos de Acessórios a serem instalados :

Curvas Horizontais de 45º e 90º


Curvas Verticais Internas e Externas de 45º e 90º
Tê Vertical de Descida e Subida
Tê Vertical de Derivação
Cruzeta horizontal 90º
Desvios à esquerda e a direita
Tê reto
Redução à esquerda e a direita
Curva de Inversão
Luva de Acabamento
Terminal de fechamento
Terminal de fechamento com saída para tubo
Gotejador
Junção reta simples, de fundo e lateral
Saída intermediária de duto para tubo
Gotejador
Junção reta simples, de fundo e lateral
Saída intermediária de duto para tubo

Referência..: SISA E MOPA.

CAIXAS DE BORNES PARA EMENDAS DE CABOS


Caixas de passagem para emendas de cabos, construídas em chapa de aço, bitola 16 MSG,
galvanizadas à fogo, com dimensões adequadas para agrupar as bordas da emenda de cabos
necessários e o espaço para manuseio e instalação correta dos condutores.

Referência – Linha SAK ou SAKG da CONEXEL ( isolação 600 v ).

Os bornes devem ser adequados a capacidade de condução e bitola dos cabos, bem como ao tipo
de conector utilizado.

Os bornes deverão ser montados em trilhos de aço e dotados de acessórios, tais como :

placa de separação entre todos os cabos ( fases, neutro, terra, comando );


placa final;
placa de fixação.

SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS

Terminais aéreos com rosca soberba sem bandeirinha


Dimensões: 3/8” x 600 mm
Material: aço cromado

Cabo de Cobre:
Material: cobre nu, eletrolítico
Dimensões: conforme indicado no projeto

Cabo de Alumínio:
Material: alumínio recozido
Dimensões: conforme indicado no projeto

Hastes de Aterramento:
Tipo: Copperweld
Dimensões: 5/8” x 2,40 m
Material: cobre

Conectores
Material: latão
Dimensões: para hastes de diâmetro 3/4”

Referência..; AMÉRION / ÉRICO / TERMOTÉCNICA

ANEXOS
PROJETOS DE ELÉTRICA:

ST-2019-01 Entrada de Energia Elétrica - Posto Primário Simplificado


ST-2019-02 Distribuição Elétrica - Salas de Aulas
ST-2019-03 Distribuição Elétrica - Detalhes 01, 02 e Caixas de Passagem
ST-2019-04 Distribuição Elétrica - Quadra, Estacionamento, Jardim Central
ST-2019-05 Distribuição Elétrica - Quadros de Cargas e Diagramas Unifilares do
QGBT ao QDL-08
ST-2019-06 Distribuição Elétrica - Quadros de Cargas e Diagramas Unifilares do
QDL-09 ao QDL-12
ST-2019-07 SPDA - Salas de Aulas
ST-2019-08 SPDA - Quadra e Estacionamento
ST-2019-09 Cabeamento Estruturado

Atenciosamente,

Eng°. Marcos Stefaniszen


Engenheiro Eletricista
CREA-SP n° 0601655330