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Universidade Federal de São Carlos

UFSCar/Sorocaba
Departamento de Física Química e Matemática
DFQM

Matrizes e determinantes

Observações importantes
• Este material é apenas um guia, não
substituindo a leitura dos livros textos
utilizados em aula, nem o comparecimento às
aulas.

• É fundamental o acompanhamento de todas


as explicações e complementações do
conteúdo realizados em sala de aula.

1
Exemplo
Considere a tabela abaixo:

Altura (metros) Peso (kg) Idade (anos)


Pessoa 1 1,70 70 23
Pessoa 2 1,75 60 45
Pessoa 3 1,60 52 25
Pessoa 4 1,81 72 30

Ao abstrairmos os significados das linhas e colunas, obtemos a matriz:

O que você se lembra de matrizes?

2
Definição de Matriz
Dados dois números n e m naturais e não nulos, chama-se matriz m por n
(indica-se mxn) toda tabela M formada por números reais distribuídos em m
linhas e n colunas.

Exemplos:

Porém, note que:


Em alguns casos os elementos de uma matriz podem ser, além de números,
funções

3
Em uma matriz qualquer A, cada elemento é indicado por aij . O índice i indica
a linha e o índice j a coluna às quais o elemento pertence. Uma matriz mxn
pode ser representada por:

A A

Uma matriz A do tipo mxn também pode ser indicada por: A


e ou simplesmente A

Matrizes Especiais
a) Matriz Linha: é toda matriz do tipo 1xn, isto é, é uma matriz que tem uma única
linha.

é a matriz linha 3x1

b) Matriz Coluna: é toda matriz do tipo mx1, isto é, uma matriz que tem uma única
coluna.

é a matriz coluna 3x1

c) Matriz Nula: é toda matriz que tem todos os elementos iguais a zero.

4
d) Matriz Quadrada de Ordem n: é toda matriz do tipo nxn, isto é, uma matriz
em que o número de linhas é igual ao número de colunas

Chama-se diagonal principal de uma matriz quadrada de ordem n o conjunto


de elementos que têm os dois índices iguais, isto é

Chama-se diagonal secundária de uma matriz quadrada de ordem n o conjunto


de elementos que têm a somas do índices igual a n+1, isto é

Matriz Quadrada de Ordem 3


Matriz Quadrada de Ordem 4
Diagonal Principal:{8;4;3}
Diagonal Principal:{0;5;-1;-6}
Diagonal Secundária: {-7;4;-1}
Diagonal Secundária: {3;6;9;-3}

5
e) Matriz Diagonal: é toda matriz quadrada em que os elementos que não
pertencem a diagonal principal são iguais a zero. ( )

f) Matriz Identidade de Ordem n (ou matriz unidade) ( I n): é toda matriz


diagonal em que os elementos da diagonal principal são iguais a 1.

( )

g) Matriz Triangular Superior: É uma matriz quadrada onde todos os


elementos abaixo da diagonal são nulos. ( )

h) Matriz Triangular Inferior: É uma matriz quadrada onde todos os elementos


acima da diagonal são iguais a zero. ( )

6
Igualdade de Matrizes
Duas matrizes Amxn=(aij)mxn e Brxs=(bij)rxs são iguais, ou seja, A=B, se elas têm o
mesmo número de linhas (m=r) e colunas (n=s) e todos os seus elementos
correspondentes são iguais (aij=bij).

Exemplo
1)

2)

7
Adição de Matrizes
Dadas duas matrizes Amxn=(aij)mxn e Brxs=(bij)mxn chama-se soma A+B a matriz
Crxs=(cij)mxn tal que cij=aij+bij, para todo i e todo j. Isso significa que a soma de
duas matrizes A e B do tipo mxn é uma matriz C do mesmo tipo em que cada
elemento é a soma dos elementos correspondentes em A e B.

Exemplos:

Teorema:

A adição de matrizes do tipo mxn satisfaz as seguintes propriedades:


1) É associativa: (A+B)+C= A+(B+C) quaisquer que sejam A, B e C do tipo mxn.
2) É comutativa: A+B=B+A quaisquer que sejam A e B, do tipo mxn.
3) Tem elemento neutro: existe M tal que A+M=A qualquer que seja A do tipo mxn.
4) Todo elemento tem simétrico: para todo A do tipo mxn existe A´ tal que
A+A´=M.

8
Matriz Oposta
Dada a matriz Amxn=(aij)mxn chama-se oposta de A (indica-se –A) a matriz A´ tal
que A + A´=0.

Matriz Oposta
Dada a matriz Amxn=(aij)mxn chama-se oposta de A (indica-se –A) a matriz A´ tal
que A + A´=0.

Diferença de Matrizes
Dadas duas matrizes Amxn=(aij)mxn e Brxs=(bij)mxn chama-se diferença A-B a matriz
soma de A com a oposta de B.

9
Produto de Número por Matriz
Dado um número k e uma matriz A=(aij)mxn chama-se produto kA a matriz
B=(bij)mxn tal que bij=kaij para todo i e todo j. Isto significa que multiplicar uma matriz
A por um número k é construir uma matriz B formada pelos elementos de A todos
multiplicados por k.

Produto de Número por Matriz


Dado um número k e uma matriz A=(aij)mxn chama-se produto kA a matriz
B=(bij)mxn tal que bij=kaij para todo i e todo j. Isto significa que multiplicar uma matriz
A por um número k é construir uma matriz B formada pelos elementos de A todos
multiplicados por k.

Teorema:
satisfaz as seguintes propriedades:

10
Exercícios:

1)

2)

3)

Produto de Matrizes

O elemento cik é o resultado do produto da linha i de A pela coluna k de B.

Note que:
1) A definição dada garante a existência do produto AB somente se o número de
colunas de A for igual ao número de linhas de B, pois A é do tipo mxn e B é do
tipo nxp.
2) E ainda a definição dada afirma que o produto AB é uma matriz que tem o
número de linhas de A e o número de colunas de B, pois C=AB é do tipo mxp.

11
Exemplo:
A é do tipo mxn e B é do tipo nxp então C=AB é do tipo mxp.

O elemento cik é o resultado do produto da linha i de A pela coluna k de B.

O elemento cik é o resultado do produto da linha i de A pela coluna k de B.

12
Exercícios para casa

1)

2) Sendo ( aij ) 6 x 5 em que aij = i − j e (bij ) 5 x 4 em que, bij = i. j calcule c23.

Observações: 1)
Por exemplo, Calcule A.B e B.A para A e B a seguir:

13
Observações: 1)
Por exemplo, Calcule A.B e B.A para A e B a seguir:

É importante você notar que a multiplicação de matrizes, diferente


da soma, não é comutativa, isto é, para duas matrizes quaisquer A e
B é falto que AB=BA necessariamente.

Observações: 2)

Calcule A.B e B.A para:

14
Observações: 2)

Calcule A.B e B.A para:

Sabemos que o resultado é uma matriz C que tem o número de linhas de A e o


número de colunas de B então, ou seja, é uma matriz 2x3.

Observações: 2)

Calcule A.B e B.A para:

Sabemos que o resultado é uma matriz C que tem o número de linhas de A e o


número de colunas de B então, ou seja, C é uma matriz 2x3.

O cálculo de B.A não é possível pois, o número de colinas de B é diferente do


número de linhas de A. Lembre-se:
“o número de colunas de A for igual ao número de linhas de B, pois A é do tipo
mxn e B é do tipo nxp.”
A2x3B3x3; B3x3A2x3 não pode ocorrer.

Vimos que, há casos em que existe AB e não existe BA. Isto ocorre
quando A é mxn, B é nxp e m é diferente de p.

15
Teorema
A multiplicação de matrizes satisfaz as seguintes propriedades:

1) É associativa: (AB)C=A(BC) quaisquer que sejam as matrizes A=(aij)mxn,


B=(bjk)nxp e C=(ckl)pxr .
2) É distributiva à direita em relação à adição: (A+B)C=AC+BC, quaisquer
que sejam as matrizes A=(aij)mxn, B=(bjk)mxn e C=(ckl)nxp.
3) É distributiva à esquerda em relação à adição : C(A+B)=CA+CB quaisquer
que sejam as matrizes A=(aij)mxn, B=(bjk)mxn e C=(ckl)pxm.
4) Multiplicação por escalar (kA)B=A(kB)=k(AB) quaisquer que sejam o
número k e as matrizes A=(aij)mxn, B=(bjk)nxp.

Teorema:

Se A=(aij)mxn então A.In=A e Im.A=A, onde In é a matriz identidade nxn e, Im é a


matriz identidade mxm.

Mais alguns tipos de matrizes…


Matriz Transposta
Dada uma matriz A=(aij)mxn a matriz transposta de A é definica como
At=(bij)nxm cujas linhas são as colunas de A, isto é, bij=aji para todo i e todo j.

Dê a transposta de:

16
Mais alguns tipos de matrizes…
Matriz Transposta
Dada uma matriz A=(aij)mxn a matriz transposta de A é definica como
At=(bij)nxm cujas linhas são as colunas de A, isto é, bij=aji para todo i e todo j.

Dê a transposta de:

Teorema
A matriz transposta satisfaz as seguintes propriedades:

1) (At )t =A, isto é, a matriz transposta da transposta é a própria matriz,


para toda matriz A=(aij)mxn.
2) Se A=(aij)mxn, e B=(bij)mxn então (A+ B) t= At + Bt .
3) Se A=(aij)mxn e k real então (kA)t = kAt.
4) Se A=(aij)mxn, e B=(bjk)nxp então (A.B)t = Bt . At . Note que inverte a
multiplicação devido a necessidade de equivalência de número de
linhas e colunas para a multiplicação.

17
Matriz Simétrica

Chama-se matriz simétrica toda matriz quadrada A, de ordem n, tal que


At =A.
Da definição acima decorre que se A=(aij)mxm é uma matriz simétrica, temos:
aij=aji para todo i e j de 1 a n, isto é, os elementos simetricamente dispostos
em relação à diagonal principal são iguais.
São simétricas as matrizes:

Matriz Anti-Simétrica

Chama-se matriz anti-simétrica toda matriz quadrada A, de ordem n, tal que


At =-A.
Da definição decorre que se A=(aij)mxm é uma matriz anti-simétrica, temos:
aij=-aji para todo i e j de 1 a n, isto é, os elementos simetricamente
dispostos em relação à diagonal principal são opostos.

São anti-simétricas as matrizes:

opostos

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Matrizes Inversíveis (Muito Importante!!!!)

Matriz Inversível

Seja A uma matriz quadrada de ordem n. Dizemos que A é matriz inversível se


existir uma matriz B tal que AB=BA=In. Se A não é inversível, dizemos que A é
uma matriz singular.

Teorema: unicidade da inversa.


Se A é inversível, então é única a matriz B tal que AB=BA=In.

Matriz Inversa

Dada uma matriz inversível A, chama-se inversa de A a matriz A-1 (que é única)
tal que AA-1 = A-1 A=In. Obviamente A-1 deve ser também quadrada de ordem n,
pois A-1 comuta com A.

Exercícios!

19
Exemplos

20
Como calcular a inversa de uma matriz??????

Como calcular a inversa de uma matriz??????


Definição: Dada uma matriz A entende-se por operações elementares com as
linhas (colunas) de A, qualquer uma das seguintes alternativas:
I) Permutar duas linhas A;
II) Multiplicar uma linha de A por um número diferente de 0;
III) Somar a uma linha de A uma outra linha de A multiplicada por um número.
Se uma matriz B puder ser obtida de A através de um número finito dessas
operações, diz-se que B é equivalente a A e escreve-se B~A.

Teorema:

Uma matriz A é inversível se, e somente se, In~A. Neste caso, a mesma
sucessão de operações elementares que transformam A em In, transforma In
em A-1.

Este teorema nos dá uma forma de calcular A-1 . Vejamos...

21
Exercício:

1 1 0
Verificar se a matriz

= 0 1 1
1 0 2
é inversível pelo processo de escalonamento.

Exercício:

1 1 0
Verificar se a matriz

= 0 1 1
1 0 2
é inversível pelo processo de escalonamento.

Não se esqueça de anotar as operações realizadas.

22
A inversa de A é portanto a matriz:

23
Exercícios

1) Tentar determinar se as matrizes abaixo possuem inversa

1 2 1
= 0 1 2
1 1 1
a)

1 2 2
= 0 1 2
1 3 4
b)

1 1 −1
= 2 1 1
3 −1 1
c)

Solução do exercício 1:
Tentar determinar se as matrizes abaixo possuem inversa
1

a)

Solução

24
Solução do exercício 1:
Tentar determinar se as matrizes abaixo possuem inversa
1

a)

Solução

Solução do exercício 1:
Tentar determinar se as matrizes abaixo possuem inversa
1

a)

Solução

25
Solução do exercício 1:
Tentar determinar se as matrizes abaixo possuem inversa
1

a)

Solução

Solução do exercício 1:
Tentar determinar se as matrizes abaixo possuem inversa
1

a)

Solução

26
Solução do exercício 1:
Tentar determinar se as matrizes abaixo possuem inversa
1

a)

Solução

Solução do exercício 1:
Tentar determinar se as matrizes abaixo possuem inversa
1

a)

Solução

27
Solução do exercício 1:
Tentar determinar se as matrizes abaixo possuem inversa
1

a)

Solução

Solução do exercício a:
Tentar determinar se as matrizes abaixo possuem inversa
1

a)

Solução

28
Solução do exercício a:
Tentar determinar se as matrizes abaixo possuem inversa
1

a)

Solução

Logo A é inversível e

29
Solução do exercício b:

1 2 2
= 0 1 2
1 3 4
Solução;

E agora?

O fato de a matriz

que é equivalente a A, ter uma linha nula, basta para concluir que A não é inversível.
Isso será particularmente importante quando formos estudar determinantes e sistemas.

30
1 1 −1
Solução do exercício c:

= 2 1 1
12

3 −1 1
Solução:

31
A inversa de A é portanto a matriz:

Exercícios para casa:


1) Sejam:

2 1 0 0 0 2 3 2 0
= = =
1 2 1 6 4 2 0 1 0
, e .

Matrizes de (ℝ). Calcular 3(A - B)+C.

2) Determinar a matriz X ∈ (ℝ) tal que (X+A)=3(X+(B-A))-C, sendo A, B e C as


matrizes do exercício 1.

3) Dadas as matrizes reais, 1x3, A = 1 0 0 ,B = 0 1 0 e C = 0 0 1 ,


determinar as matrizes X, Y e Z de (ℝ) tais que:

2 − +" =
: −2 +" =
3 + −" =

2 1
1 0 1
4) Dadas as matrizes A e B abaixo, determinar os produtos AB e BA:

= 1 0 e =
0 1 1
0 1
.

32
5) Determinar todas as matrizes que comutam com a matriz

1 1
=
0 0
ou seja, todas as matrizes X de tipo 2x2 tais que AX=XA.

2 1
6) Dada a matriz = . Determinar uma matriz X ∈ (ℝ) de maneira que
1 1
1 0
AX=# =
0 1
.

7) Determinar se possível x e y em ℝ a fim de que a matriz

2 $
=
% 2
seja ortogonal.

Observação: Uma matriz quadrada A se diz ortogonal se A é inversível e A-1 =At.

Solução do exercício 1:

33
Solução do exercício 2:

Solução do exercício 3:

34
Solução do exercício 4:

Solução do exercício 5:

5.

35
Solução do exercício 6:
6.

36
Solução do exercício 7:
7.10

Até aqui vimos...

• Definição de matrizes;
• Tipos de matrizes;
• Operações com matrizes;
• Propriedades das operações com
matrizes;
• Matriz inversa.

37
Determinante e matrizes
• Considere o sistema ax=b com & ≠ 0. A solução deste sistema é $ = .
)
*
& $ +& $ =,
• No caso do sistema +
& $ +& $ =,
temos desde sejam possíveis as

operações: $ = $ =
)- *.. /). *-. ). *-- /)- *.-
*-- *.. /*-. *.- *-- *.. /*-. *.-
e .

Em ambos os casos o denominador está associado a matriz dos coeficientes.


Note que os denominadores são iguais.

& $ +& $ +& $ =,


• Em um sistema 3x3 : 0& $ + & $ + & $ = ,
& $ +& $ +& $ =,
o denominador seria

& & & −& & & −& & & +& & & +& & & −& & &
que também está associado a matriz dos coeficientes.

Estes números são casos particulares de uma função chamada determinante, no


caso, o determinante das matrizes dos coeficientes. Notação det A, |A|, det [&12 ].

Determinante e matrizes

• Esta função permite saber se a matriz tem ou não inversa, pois as que
não têm são precisamente aquelas cujo determinante é igual a 0.
• Observe nos exemplos anteriores que em cada termo da somatória,
existe um e apenas um elemento de cada linha, e um e apenas um
elemento de cada coluna da matriz.

• Antes de aprender formas de calcular o determinantes vejamos algumas


propriedades importantes:

38
Algumas Propriedade dos Determinantes
i) Se todos os elementos de uma linha (coluna) de uma matriz A são nulos, det A=0.
ii) det A=det At. (O determinante de uma matriz é igual ao de sua transposta.)
iii) Se multiplicarmos uma linha da matriz por uma constante, o determinante fica
multiplicado por esta constante.
iv) Uma vez trocada a posição de duas linhas, o determinante troca de sinal.
v) O determinante de uma matriz que tem duas linhas (colunas) iguais é zero.

Cuidado: det (A+B) ≠ det A+det B.


vii) O determinante não se altera se somarmos a uma linha outra linha multiplicada por uma
constante. (Ou seja, a operação elementar 3 não altera o valor do determinante.)
viii) det A.B=det A.det B.

Desenvolvimento de Laplace

Vimos que

Podemos escrever esta soma como:

Ou ainda

Observe que a expressão acima é a multiplicação dos elementos da linha 1 de A


pelo determinante da submatriz 2x2 formada pelos elementos das outras duas
linhas, linhas 2 e 3. Os elementos da submatriz 2x2 não podem pertencer a
coluna de o elemento da linha 1 foi escolhido.
Ainda precisamos avaliar o sinal de cada termo. Para isto, vamos escrever a
expressão em termos dos determinantes das submatrizes...

39
Podemos escrever a expressão em termos dos determinantes das sub-matrizes...

det A=& | | −& +& | |


onde 12 é a submatriz da inicial, de onde a i-ésima linha e a j-ésima coluna
foram retiradas. Além disso, se chamarmos
∆12 = (−1)152 | 12 |. Denominado cofator ou complemento algébrico!!!

obtemos a expressão det A=& |∆ | −& ∆ + & |∆ |.


Esta propriedade é válida também para matrizes de ordem n, e assim
podemos expressar o desenvolvimento de Laplace para um matriz Anxn:
Escolhendo uma linha i,
det 6 6 =&1 |∆1 | −&1 ∆1 + … + &16 |∆16 |
=∑62< &12 (−1)152 9:; 12

= ∑62< &12 ∆12 .

Este desenvolvimento pode ser feito para uma coluna de A também.

Exemplo: Dê o determinando pelo desenvolvimento de Laplace utilizando a


coluna 2 segunda coluna.

40
Exemplo: Dê o determinando pelo desenvolvimento de Laplace utilizando a
segunda coluna.
Solução

Como poderíamos facilitar ainda mais o cálculo pelo desenvolvimento de Laplace?


Utilizando a propriedade:
vii) O determinante não se altera se somarmos a uma linha outra linha multiplicada
por uma constante.

Como poderíamos facilitar ainda mais o cálculo pelo desenvolvimento de Laplace?


Utilizando a propriedade:
vii) O determinante não se altera se somarmos a uma linha outra linha multiplicada
por uma constante.

Matrizes equivalentes
Exemplo:
Utilize esta linha para o
desenvolvimento de
Laplace.

O índice acima da igualdade indica o número da propriedade usada. Neste caso,


somamos, a segunda linha à terceira.

As operações elementares aplicam-se exatamente da mesma forma às


colunas duma matriz qualquer.

41
Exercício: Calcule o determinante da matriz a seguir. Utilize as propriedades de
determinantes.

Exercício: Calcule o determinante da matriz a seguir. Utilize as propriedades de


determinantes. Utilize esta linha para o
desenvolvimento de
L1´=L1-2L2 Laplace.

42
Exercício: Calcule o determinante da matriz a seguir. Utilize as propriedades de
determinantes. Utilize esta linha para o
desenvolvimento de
L1´=L1-2L2 Laplace.

Exercício: Calcule o determinante da matriz a seguir. Utilize as propriedades de


determinantes. Utilize esta linha para o
desenvolvimento de
L1´=L1-2L2 Laplace.

43
Exercício: Calcule o determinante da matriz a seguir. Utilize as propriedades de
determinantes. Utilize esta linha para o
desenvolvimento de
L1´=L1-2L2 Laplace.

Exercício: Calcule o determinante da matriz a seguir. Utilize as propriedades de


determinantes. Utilize esta linha para o
desenvolvimento de
L1´=L1-2L2 Laplace.

44
Exercício: Calcule o determinante da matriz a seguir. Utilize as propriedades de
determinantes. Utilize esta linha para o
desenvolvimento de
L1´=L1-2L2 Laplace.

Sinal em evidência Somar L1+L2 e


L3+L2

...vimos então o que é o determinante de uma matriz A quadrada e uma forma


de obtê-lo para qualquer matriz Anxn caso ele exista. Porém, continuamos
querendo obter a inversa de uma matriz e vamos agora utilizar o determinante
para nos ajudar.
Primeiro o determinante irá nos “dizer” se a matriz possui ou não inversa.

se det A≠ 0.
Teorema: Uma matriz quadrada A admite uma inversa se, e somente

Após checar se a matriz possui inversa, podemos calcular a inversa de uma


matriz utilizando o determinante (já calculado) e a matriz adjunta de A (método

1
dos cofatores).
/ =
&9? .
det

Mas quem é a matriz adjunta de A (adj A)?

45
Matriz dos cofatores de A e matriz adjunta de A

Definição: Matriz adjunta da matriz quadrada Anxn é a transposta da matriz dos


cofatores de A. Ou seja, calcule uma matriz com os cofatores ∆12 (notação )
e faça sua transposta. O resultado é a matriz adjunta de A (notação adj A).

Lembrando que: ∆12 = (−1)152 12 , onde 12 é a submatriz da inicial, de


onde a i-ésima linha e a j-ésima coluna foram retiradas.

inversa fazendo / = &9? .


Exemplo: Calcule a matriz dos cofatores de A, a matriz adjunta de A e a
@AB C
.

inversa fazendo / = &9? .


Exemplo: Calcule a matriz dos cofatores de A, a matriz adjunta de A e a
@AB C

Temos que calcular então


∆ ∆ ∆
̅= ∆ ∆ ∆ e ∆12 = (−1)152 12
∆ ∆ ∆
.

46
inversa fazendo / = &9? .
Exemplo: Calcule a matriz dos cofatores de A, a matriz adjunta de A e a
@AB C
Desenvolvimento na linha 1.

Temos que calcular então


∆ ∆ ∆
̅= ∆ ∆ ∆ e ∆12 = (−1)152 12
∆ ∆ ∆
.

inversa fazendo / = &9? .


Exemplo: Calcule a matriz dos cofatores de A, a matriz adjunta de A e a
@AB C

Temos que calcular então


∆ ∆ ∆
̅= ∆ ∆ ∆ e ∆12 = (−1)152 12
∆ ∆ ∆
.

47
−19 19 −19 −19 −5 4
̅= −5 10 −11 adj A= 19 10 −8 .
4 −8 5 −19 −11 5
Logo e

−19 −5 4
/ = &9? 19 10 −8
@AB C / E
−19 −11 5
=

/
Faça A. e confirme que esta é a inversa de A.

inversa fazendo / = &9? .


Exemplo 2: Calcule a matriz dos cofatores de A, a matriz adjunta de A e a
@AB C

48
inversa fazendo / = &9? .
Exemplo 2: Calcule a matriz dos cofatores de A, a matriz adjunta de A e a
@AB C

Nosso objetivo de encontrar a matriz inversa se


justifica na resolução de sistemas lineares com
n equações e n incógnitas. Primeiro lembremos
o que é um sistema linear e o que a solução de
um sistema linear.

49
Sistemas lineares
Definição: Dados os números reais I , … , I6 , J (K ≥ 1) à equação
I $ + ⋯ + I6 $6 = J
onde os $1 são variáveis reais, damos o nome de equação linear sobre os reais
nas incógnitas $ , … , $6 .

necessariamente distintos entre si), indicada por (, , … , ,6 ) (n-upla de reais) tal


Uma solução dessa equação é uma sequência de n números (não

que I , + ⋯ + I6 ,6 = J é uma frase verdadeira.


Exemplo: Dada a equação: 2$ − $ + $ = 1 a terna ordenada (1,1,0) é uma
solução dessa equação pois 2.1-1+0=1 é verdadeira.

Definição: Um sistema de m equações lineares com n incógnitas (N, K ≥ 1),


(se m=n simplesmente sistema linear de ordem n) é um conjunto de m
equações lineares, cada uma delas com n incógnitas, consideradas

I $ + ⋯ + I 6 $6 = J
simultaneamente. Um sistema linear se apresenta do seguinte modo:

I $ + ⋯ + I 6 $6 = J
:O
……………
IP $ + ⋯ + IP6 $6 = JP
Uma solução do sistema é uma n-upla de reais (, , … , ,6 ) que é solução de cada
uma das equações do sistema.

Podemos escrever o sistema na forma matricial:

ou A.X=B onde

A é a matriz dos coeficientes, X das incógnitas e B dos termos independentes.


Uma outra matriz que podemos associar ao sistema é a matriz ampliada do
sistema:

ou [A | B].

50
Soluções de um sistema linear

i)
Considere o sistema ax=b. A solução deste sistema é:
& ≠ 0 $ = , ou seja, única solução.
)
*

ii) &=0 e , = 0. Então temos 0.x=0 que vale para qualquer valor de x, daí temos infinitas

iii) &=0 e , ≠ 0. Temos 0.x=b Mas isto é 0=b, sendo b não nulo, ou seja, é impossível
soluções possíveis.

(infactível).

Caso geral: Considere um sistema de m equações lineares com n incógnitas (N, K ≥ 1),
os coeficientes &12 e os termos constantes ,1 são reais (ou complexos).
& $ + ⋯ + & 6 $6 = ,
& $ + ⋯ + & 6 $6 = ,
:O
……………
&P $ + ⋯ + &P6 $6 = ,P
$ =R
$ = R Sistema possível (compatível) determinado.
Única solução O
⋮ ⋮
i)
$6 = R6
ii) Infinitas soluções. Sistema possível e indeterminado.
iii) Nenhuma solução. Sistema impossível.

Sistema homogêneo e solução trivial

Se, no sistema S, se tivermos , = , = ⋯ = ,P = 0, (termos independentes


todos nulos) o sistema S será chamado de homogêneo. A n-upla (0,0,...,0) é
solução de S neste caso e, por isso todo sistema homogêneo é compatível
(determinado), ou seja, com solução única. A solução (0,0,...,0) chama-se
solução trivial do sistema homogêneo.

51
Exercício:
a) Coloque o sistema a seguir na forma matricial.
b) Pense em como podemos resolvê-lo:

Exercício: a) Coloque o sistema a seguir na forma matricial

Solução:

Matriz dos: coeficientes, das incógnitas, dos termos independentes.

52
b) Pense em como podemos resolvê-lo: Se a matriz dos coeficientes for
inversível, ou seja, se det A≠ 0, podemos fazer

Observe que encontramos uma única solução para o sistema de n


equações e n incógnitas. De fato:

num sistema de n equações e n incógnitas, onde o determinante da matriz


dos coeficientes é diferente de 0, existe uma única solução.

Regra de Cramer

Se além de

/ = &9?
@AB C
lembrarmos que podemos criar uma regra para

resolver sistemas lineares onde o número de equações é igual ao


número de incógnitas, ou seja, a matriz dos coeficientes é
quadrada. Esta regra é chamada Regra de Cramer.

53
Regra de Cramer

A Regra de Cramer, como comentado no slide anterior, só se aplica na resolução


de sistemas lineares onde o número de equações é igual ao número de
incógnitas, ou seja, a matriz dos coeficientes é quadrada.

Se a matriz dos coeficientes for inversível podemos fazer

Na forma matricial:

/ = &9?
@AB C
Sabemos que .

/ = &9?
@AB C
Sabemos que então

Mas o numerador desta fração é igual ao determinante (pelo desenvolvimento


de Laplace) da matriz A trocada a coluna 1 pelo vetor de termos
independentes, ou seja,

Assim,

54
De forma geral temos que

Para encontrar o valor da variável i então troque a coluna i pelo vetor B.

Esta forma de obter os valores das incógnitas (claro que somente se det A ≠ 0)
é chamada Regra de Cramer.

Exercício: Dado o sistema de ordem 3 encontre uma solução pela


regra de Cramer

55
Exercício 1: Dado o sistema de ordem 3 encontre uma solução pela
regra de Cramer

O sistema tem solução:

Exercício 2: Dado o sistema de ordem 3 encontre uma solução pela

2$ + % = 2
regra de Cramer

−3$ + % + 4; = −3
$ + 6% + 5; = 0

56
Exercício 2: Dado o sistema de ordem 3 encontre uma solução pela

2$ + % = 2
regra de Cramer

−3$ + % + 4; = −3
$ + 6% + 5; = 0

/T U
A solução do sistema é a terna ,
, , ou seja,
E E E

23
$=
19
−8
%=
19
5
;=
19

E se o sistema for nxm?

57
Vejamos resultados que nos ajudarão...
O próximo teorema garante que ao aplicarmos operações elementares às
equações de um sistema o conjunto solução não é alterado.

Teorema: Se dois sistemas lineares AX = B e CX = D, são tais que a


matriz aumentada [C | D] é obtida de [A | B] aplicando-se uma operação
elementar, então os dois sistemas possuem as mesmas soluções. (Eles
são chamados sistemas equivalentes)

Desta forma podemos então aplicar as operações elementares (como


fizemos anteriormente mas naquele caso para encontrar a inversa de uma
matriz quadrada) na matriz ampliada para conseguir um sistema mais fácil
de resolver. Este método é chamado método de Gauss Jordan!

Método de Gauss Jordan


Neste método a matriz ampliada do sistema deve ser transformado via operações
elementares em uma matriz na forma escada reduzida.

Definição: Uma matriz A = (aij)mxn está na forma escalonada reduzida quando satisfaz as
seguintes condições:
(a) Todas as linhas nulas (formadas inteiramente por zeros) ocorrem abaixo das linhas não
nulas;
(b) O pivô (1o elemento não nulo de uma linha) de cada linha não nula é igual a 1;
(c) O pivô de cada linha não nula ocorre à direita do pivô da linha anterior.
(d) Se uma coluna contém um pivô, então todos os seus outros elementos são iguais a zero.

Observação: Se uma matriz satisfaz as propriedades (a) e (c), mas não necessariamente
(b) e (d), dizemos que ela está na forma escalonada.

Teorema: Toda matriz Amxn é linha equivalente a uma única matriz Bmxn linha reduzida
(escalonada reduzida) à forma escada.

58
Exercício: Nos 4 exemplos a seguir decida se a matriz está na forma escada
reduzida, justificando cada caso.

Exercício: Nos 4 exemplos a seguir decida se a matriz está na forma escada


reduzida, justificando cada caso.

Condição d não satisfeita.

Condições b e c não satisfeita.

Condição a e b não satisfeita.

59
Exercícios 1) Resolva os seguintes sistemas:

a)

b)

c)

Exercícios 1) Resolva os seguintes sistemas:


a)

A matriz ampliada associada ao sistema é:

Que reduzida à forma escada reduzida fornece

Voltando as variáveis obtemos a versão do sistema

$ + 0. % + 5[ − ; = 0
.
0. $ + % − 2[ + ; = 0

$ = −5[ + ;
Daí .
% = 2[ − ;

O que fazemos com z e t?

60
para assumirem qualquer valor. Chamando [ = λ e ; = λ , ambos reais
As variáveis z e t estão livres (dizemos que os sistema tem grau de liberdade 2)

obtemos:

ou

Se fizermos por exemplo λ = 1 e λ = 0 obtemos a solução [-5, 2, 1, 0].


Outra solução é λ = 0 e λ = 1 [1, -1, 0, 1]. Estas soluções são
chamadas de soluções básicas e podem gerar todas as outras soluções
do sistema.

b)

A matriz ampliada associada ao sistema é:

Que reduzida à forma escada reduzida fornece

Chamando % = λ e [ = λ , ambos reais obtemos:


Procedendo como antes vemos que as variáveis y e z estão livres.

61
c)

Observação. Para se encontrar a solução de um sistema linear não é


necessário transformar a matriz aumentada do sistema na sua forma
escalonada reduzida, mas se a matriz está nesta forma, o sistema associado
é o mais simples possível. Um outro método de resolver sistemas lineares
consiste em, através da aplicação de operações elementares à matriz
aumentada do sistema, se chegar a uma matriz que é somente escalonada
(isto é, uma matriz que satisfaz as condições (a) e (c), mas não
necessariamente (b) e (d) da definição). Este método é conhecido como
método de Gauss.

62
Deixando a matriz na forma escalonada reduzida
podemos dizer se o sistema tem o não solução.

Definição: Dada uma matriz Amxn seja Bmxn a matriz linha reduzida
(escalonada reduzida) equivalente a A. O posto de A, denotado por p, é o
número de linhas não nulas de B. A nulidade de A é o número n-p, ou
seja, a diferença entre o número de colunas de A e o posto.

Exercícios: Dê o posto e a nulidade das seguintes matrizes:

a)

b)

63
Solução:

a)

Solução:

b)

64
Resultado muito importante:
Pelo posto da matriz podemos avaliar se o sistema possui solução ou não sem ter
que resolvê-lo de fato.
Teorema :
i) Um sistema de m equações e n incógnitas admite solução se, e
somente se, o posto da matriz ampliada é igual ao posto da matriz
dos coeficientes.
ii) Se as duas matrizes têm o mesmo posto p e p=n, a solução será
única.
iii) Se as duas matrizes têm o mesmo posto e p<n, podemos escolher n-
p incógnitas (grau de liberdade), e as outras p incógnitas serão dadas
em função destas.

Notação: pc posto da matriz dos coeficientes e pa posto da matriz ampliada.


Se pc=pa denotamos simplesmente por p.

Por meio do determinante podemos encontrar o posto da matriz.

Teorema : O posto (característica) de uma matriz A (quadrada ou não) é


dado pela maior ordem possível das submatrizes quadradas de A, com
determinantes diferentes de zero.

Maior submatriz com


determinante diferente
de zero.
Então o posto é 2, que é a maior ordem possível das submatrizes
quadradas de A com determinante diferente de zero.
Observação: A condição II do teorema anterior e o teorema acima implicam que
se num sistema nxn, onde o determinante da matriz dos coeficientes é diferente
de 0, existe uma única solução.

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Exercícios :
1) Determine o posto, o grau de nulidade, quando n<p, o grau de
liberdade das seguintes matrizes.

a)

b)

c)

Solução:
Exercícios 1) Determine o posto, o grau de nulidade, quando
n<p, o grau de liberdade das seguintes matrizes.
a)

b)

c)

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