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Hilaire Belloc e o Distributismo: um estudo sobre a teoria econômica formulada pelo

historiador francês a partir de sua crítica ao capitalismo (século XX)

Rhuan Reis do Nascimento

1. Introdução

O presente artigo versa sobre a teoria econômica inglesa pensada inicialmente pelo
historiador francês Hilaire Belloc, o distributismo. Tal teoria tem como principal característica
se opor ao capitalismo e o socialismo em nome da propriedade privada e de uma autêntica
concepção de liberdade.

Pouco lembrado no final do século passado, desde o início do século XXI o


distributismo vem, ainda que de forma lenta, ganhando espaço nos meios acadêmicos. A tese
escrita por Daniel Sada Castaño em 2005 intitulada “Gilbert Keith Chesterton y el
distributismo inglês em el primer tercio del siglo XX” desempenhou papel central na
recuperação do distributismo, visto que se tornou fonte para vários outros estudos. No Brasil,
destacam-se os trabalhos do Doutorando em Sociologia Alessandro Garcia, que dedicou, além
de artigos, seu mestrado ao estudo das ideias econômicas de Alceu Amoroso Lima, o
“distributista brasileiro”. Tais trabalhos, porém, cada um pelo seu motivo1, tiveram como foco
o estudo do distributismo em Chesterton, deixando em segundo plano as importantes ideias
expostas nas obras de Belloc.

Considerando então a pouca atenção dada às obras de Hilaire Belloc nos recentes
estudos acerca do distributismo, e, tendo em conta a importância de tal autor para o completo
entendimento da teoria econômica, busca-se, a partir do presente artigo, expor e comentar as
primeiras críticas feitas por Belloc ao capitalismo e, consequentemente, seus primeiros
argumentos em favor do distributismo.

O distributismo teve sua origem em um século marcado por constantes mudanças no


campo político e econômico. Esse cenário contribuiu de forma direta na maneira como as


Graduando em História pela Universidade Católica de Petrópolis.
1
Daniel Sada desenvolve sua tese a partir dos artigos publicados no G.K’s Weekly, dentre os quais a maioria é
de autoria de Chesterton; Alessandro Garcia, por sua vez, explica que a influência econômica de Alceu Amoroso
Lima foi Chesterton e não Belloc.
1
ideias distributistas foram pensadas e divulgadas. Levando em consideração, porém, que cada
intelectual absorve os problemas presentes no seu contexto social a partir de um horizonte
individual e subjetivo, considera-se importante, para o entendimento das soluções propostas
por Belloc um estudo metodológico que vise o correto entendimento do quanto o intelectual,
enquanto desenvolvia as ideias distributistas, foi afetado pelo contexto histórico e social no
qual estavam inseridos.

Tendo como objetivo não empreender correlações inapropriadas ou impossíveis entre


as ideias distributistas e as demais teorias econômicas presentes no século XX, utiliza-se
como fonte principal para o estudo os escritos de Hilaire Belloc. A abordagem das fontes deu-
se a partir da metodologia proposta pelos autores ligados à História das Ideias.

2. Hilaire Belloc e o Distributismo

Expoente do movimento anglo-católico, Belloc (1870 – 1953) foi, ao longo da sua


vida, um famoso escritor e crítico do sistema capitalista. Graduado em História pela
Universidade de Oxford, Belloc tentou durante alguns anos iniciar uma carreira acadêmica
por meio da All Souls College, porém nunca conseguiu. Ele suspeitava que houvesse sido
negado por sua condição de católico. Mudou-se para Londres em 1889, onde se tornou
escritor. Lá o historiador conheceu G.K. Chesterton.

A amizade e a mútua influência entre os dois escritores foram fatores que


possibilitaram a emergência das ideias distributistas. Chesterton e Belloc tinham muito em
comum. Ambos eram democratas, poetas, ensaístas, críticos sociais e defensores da fé cristã.
Segundo Daniel Sada, mesmo suas diferenças eram “dessas que se completam”.

Ambos simpatizaram com as ideias socialistas na juventude. Posteriormente,


participaram de campanhas para candidatos da ala não capitalista do partido liberal. Belloc foi
além. Como havia se naturalizado inglês em 1902, chegou a ser eleito membro do parlamento
em 1906 por South Salford, fazendo campanha contra o protecionismo, a oligarquia financeira
e a corrupção parlamentar.

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Em dezembro de 1907, Chesterton e Belloc participaram através da New Age –
revista que era órgão do grupo de artes e ofício da Sociedade Fabiana2 – de um debate onde se
opuseram à dupla G.B. Shaw e W.G. Wells. Tal debate é descrito por Daniel Sada como o
“debate fundacional do distributismo”. (2005, p. 27)

A ideia do debate era discutir o contexto social inglês da época, e propor soluções
para os problemas presentes nesse contexto. Logo no primeiro artigo, Belloc rompe com as
propostas socialistas de forma a defender princípios próprios. O historiador afirma que a
Inglaterra capitalista precisa mudar, porém, a mudança proposta por ele é bem distinta da
defendida pelos socialistas. Escreve ele: “O homem, para ser normalmente feliz,
toleravelmente feliz, deve ser proprietário. Afirmo que nenhuma família ou outra subunidade
do Estado pode viver uma vida tolerável sem possuir de modo privado um mínimo dos meios
de produção” (1907, p. 108. Tradução nossa).

É, pois, nesse sentindo que o novo ideal econômico se difere tanto do socialismo
quanto do capitalismo. Segundo Belloc, ambos os sistemas produziam uma espécie de
divórcio entre a pessoa e a produção. Esse divórcio é sempre anti-humano, ainda que a forma
de consumação seja distinta (1907, p. 108).

Ao longo do debate, tanto Chesterton quanto Belloc sistematizam os motivos pelos


quais condenam simultaneamente os dois grandes sistemas econômicos do momento.
Enquanto rechaçam o capitalismo e desacreditam o socialismo, os autores propõem maneiras
de pensar a economia a partir dos interesses do “homem comum”. Fatores como a privacidade
dos seus lares, o controle sobre os próprios filhos e o poder de possuir seu próprio negócio são
ideias propostas por Chesterton e Belloc (1908, p. 189).

Ainda no debate, Belloc apontou que o principal problema econômico moderno é a


desproporção no controle dos meios de produção. O historiador francês afirmou que se os
meios de produção estão divididos entre poucas pessoas, apenas os poucos proprietários estão

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A Sociedade Fabiana recebe esse nome em homenagem a Quintus Fabius Maximus (275 – 203 a.C.), um
general da República Romana que venceu a Segunda Guerra Púnica adotando uma estratégia de não lutar
confrontos diretos, mas sim incorrer apenas em pequenas e graduais campanhas. Na prática, a Sociedade
Fabiana, fundada no ano da morte de Marx, tinha como intuito a promoção das ideias do pensador alemão por
meio de medidas socialistas graduais e disfarçadas.

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seguros. A partir dessa constatação o historiador francês sistematizou e divulgou os
fundamentos de um modelo econômico que tinha como característica a distribuição da
propriedade dos meios de produção.

Em 1910, após romper com o partido liberal e se lançar como candidato


independente, dessa vez sem ser eleito, Belloc se convenceu de que a política parlamentar era
uma farsa. Chesterton fala do episódio na sua autobiografia:

Esse senso de irrealidade na luta partidária, que gradualmente se desenvolveu em


mim, desenvolveu-se bem mais rapidamente em meu irmão e no meu amigo Belloc;
pois, por temperamento, ambos eram mais rápidos e resolutos. Eles iniciaram uma
espécie de parceria para estudar o problema, e o resultado dessa parceria foi um
livro que teve considerável efeito, ainda que à época, claro, fosse, sobretudo, um
efeito de irritação e de incredulidade. Eles colaboraram num livro chamado O
Sistema Partidário, cuja tese geral era a de que na verdade não existiam partidos
políticos alguns, conquanto certamente não houvesse um sistema. O sistema, de
acordo com essa perspectiva era essencialmente de rodízio, mas um rodízio em
torno de um grupo central, que na verdade consistia dos principais políticos de
ambos os lados. (...) por ora, sua importância imediata nesta narrativa não se liga
tanto à sua veracidade ou falsidade quanto às consequências pessoais advindas da
aliança entre os dois autores. Pois esse ponto de vista atraiu atenção suficiente para
levar alguns patrocinadores a lançar um jornal semanal, do qual Belloc foi editor e
Cecil Chesterton o subeditor, e com o qual primeiro colaborei com artigos
ocasionais e afinal com artigos semanais (2012, p.233).

O jornal citado por Chesterton é o Eye-Witness, fundado em 1911 e que viria, depois
de ter seu nome alterado para G.K.’s Weekly, em 1925, a se tornar o maior meio de
propagação das ideias distributistas.

Em 1913 Belloc publicou o livro O Estado Servil, obra que o consagrou como o
fundador do distributismo. Segundo Salvador Antuñano, embora Belloc já fosse um militante
dos movimentos sociais cristãos desde sua juventude em Oxford, foi em 1913, com o Servil
State, que ele organizou seus ideais de forma a propor um sistema econômico prático: o
distributismo (2004, p. 282).

Em 1926 com o objetivo de obter fundos para manter a G.K’s Weekly é fundada uma
Liga Distributista. Chesterton foi eleito seu primeiro presidente, cargo que ocupou até o seu
falecimento.

A Liga, que se reunia em uma taberna em Devereux, atingiu seu ápice em 1928, com
um número aproximado de dois mil membros. A principal atividade da Liga foi a promoção

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de debates. O mais famoso deles foi o “Do We Agree?” protagonizado por G.B. Shaw e G.K.
Chesterton, tendo H. Belloc como moderador. Tal debate ocorreu em 1927 e foi transmitido
pela BBC.

Chesterton foi muito ativo, tanto na Liga Distributista quanto no semanário. Escreveu
artigos para quase todos os 600 números da G.K.’s Weekly. A presença de Belloc no
semanário foi mais escassa e esteve, sobretudo, vinculada aos temas da história e da política
internacional. Belloc era mais acadêmico e sua defesa dos ideais distributistas deu-se através
de ensaios.

O fato de Belloc ser menos ativo nas atividades diretas da Liga não o impediu de
assumir sua presidência após o falecimento de Chesterton em 1936, bem como a direção do
G.K’s. Weekly. A Revista distributista mudou de nome em 1937, passando a se chamar The
Weekly Review. Lá as ideias distributistas foram defendidas até a década de 1940, quando
encerrou seus trabalhos.

3. O Distributismo e a Relação entre Liberdade e Propriedade

O distributismo é apontado por Daniel Sada (2005, p. 31) como uma resposta
aplicada aos princípios da Doutrina Social da Igreja, mais especificamente como resposta aos
apelos feitos pelo papa Leão XIII na sua carta sobre o trabalho, a Encíclica Rerum Novarum
de 1891. Naquele documento, o então papa convidava os católicos a pensarem alternativas às
“coisas novas” que dão nome a carta: o capitalismo e o socialismo.

A influência do texto papal na teoria formulada por Belloc é inegável, à medida que
é citada por vários autores distributistas3. Entretanto, pensadores como Alessandro Garcia
(2008, p. 87) e Salvador Alea (2004, p. 283) chamam atenção parar os matizes próprios do
distributismo enquanto sistema econômico com pretensões práticas. Alessandro, por exemplo,
destaca a ênfase que os autores distributistas dão à liberdade.

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A Hilaire Belloc devemos o distributismo. Não que ele tenha inventado a ideia, que já está implícita no
catolicismo e implícita na Rerum Novarum, a maior encíclica de Leão XIII. Porém, sim, ele inventou a coisa
como sistema de economia prática, e como alternativa ao capitalismo e ao comunismo (TITTERTON, 2011, p.
45. Tradução nossa).

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De fato, o tema da liberdade é fulcral para o distributismo, à medida que constitui o
objetivo último a ser alcançado. O slogan da Liga Distributista que estava presente em todos
os números da G.K.’s Weekly reforça essa ideia, nele se lê: “A Liga para a restauração da
liberdade por meio da distribuição da propriedade”. (apud SADA. 2005, p. 37).

Os distributistas, ao contrário dos capitalistas, defendiam uma filosofia completa de


liberdade, que compreendesse, sobretudo, a liberdade de desenvolvimento e de
aperfeiçoamento pessoal, de participação na vida coletiva e de contribuição pessoal à
construção do bem comum. Essa concepção positiva de liberdade vai além da ausência de
restrições ou da busca por satisfação de impulsos característica do pensamento filosófico
moderno.

A liberdade de acordo com a ótica distributista constitui um valor tão alto que não
deve ser trocada nem por melhorias sociais. Sobre isso, cabe ressaltar a crítica que Belloc faz
no Servil State: o capitalismo instaura uma nova espécie de escravidão, ainda que os escravos
pareçam felizes (1945, p. 149).

Se a autêntica liberdade pessoal era o objetivo distributista, certa autonomia


econômica era o meio pelo qual se alcançaria esse objetivo. Sob a ótica distributista o homem
só se tornaria efetivamente livre à medida que possuísse os meios para que pudesse sustentar
de forma digna a si e aos seus, ou seja, precisa ser garantido às pessoas o direito à propriedade
privada dos meios de produção. Nesse sentido, tanto capitalismo quanto socialismo eram
ideais contrários à liberdade à medida que promoviam a concentração da propriedade, seja na
mão de alguns poucos ricos, seja nas mãos do Estado.

Os autores distributistas foram, sobretudo, originais ao defender a distribuição da


propriedade privada a partir de uma crítica contundente ao capitalismo. Antes, boa parte dos
escritos que faziam apologia à propriedade considerava o coletivismo marxista como sua
principal ameaça. A perspectiva distributista exposta por Belloc no Servil State é, senão
inédita, incomum.

4. Distributismo e Capitalismo

Considerando que o distributismo tem como objetivo defender a liberdade individual


por meio da propriedade privada, pode parecer confusa ao leitor a afirmação de que Hilaire
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Belloc, assim como Chesterton e outros autores distributistas, considerava o capitalismo o
principal inimigo da sua teoria econômica. Porém, uma breve exposição dos principais
conceitos utilizados por Belloc no Estado Servil é o suficiente para marcar a divisão entre
capitalismo e distributismo.

Para Belloc, a transformação inteligente, específica e necessária do meio, fruto da


capacidade criativa peculiar ao homem, recebe o nome de “produção de riqueza”. Logo,
“riqueza” é toda a matéria inteligentemente transformada de forma a atender às necessidades
humanas. O meio a ser transformado recebe o nome de “terra”; nela se inclui os instrumentos
necessários à produção de riquezas: ferramentas, maquinários, etc. A energia humana, seja
mental ou física, utilizada na produção de riquezas recebe o nome de “trabalho” (1945. p.31-
32).

Como todo processo de produção de riquezas requer tempo, durante o qual o


produtor precisa suprir suas necessidades, é comum que se reserve parte da riqueza de uma
produção passada para atender às necessidades futuras. Além do suprimento das necessidades
pessoais o produtor planeja parte dos lucros de uma produção para um novo investimento:
essa reserva de riquezas utilizada em um novo investimento recebe o nome de “capital”.

Sendo assim, o processo de produção de riquezas depende, necessariamente, de três


fatores: terra, trabalho e capital.

A expressão “meio de produção”, no pensamento de Belloc, diz respeito à terra e ao


capital conjugados. Logo, quando se afirma que um homem não possui de modo privado os
meios de produção, deve ser entendido que ele não poderá produzir riquezas de modo a suprir
suas necessidades, a menos que um possuidor dos meios de produção o permita. (1945, p.33)

Ao homem desprovido dos meios de produção só lhe resta o trabalho. O indivíduo


livre, que oferece seu trabalho em troca de parte dos lucros, recebe o nome de proletário. Esse
tipo de relação entre possuidores dos meios de produção e proletários caracteriza a sociedade
capitalista (1945, p. 35).

Certamente, Belloc não limita ao capitalismo a relação de “venda de força de


trabalho”. Pelo contrário, diz que isso era comum no período medieval, sobretudo nos casos
em que o indivíduo não era capaz de produzir o que necessitava e então oferecia seu trabalho,
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durante um curto período de tempo, a outro produtor, esperando receber bens necessários para
a sua vida. Belloc, não vê servidão nessa forma de contrato de troca entre um homem que
possui os meios de produção e o que oferece o trabalho.

Do mesmo modo, não considera servil uma sociedade na qual os homens trabalham
por entusiasmo, credo religioso, medo da miséria ou por pretensão de lucro. Tampouco vê
servidão numa sociedade onde os homens possam se valer do seu direito de trabalhar, ou não,
como instrumento para negociar melhorias nas suas condições, tendo ao seu lado garantias
por meio de leis sociais.

A característica básica de um Estado Servil é uma legislação positiva aos homens


possuidores dos meios de produção que obriga os demais homens livres (porém não
possuidores desses meios) a vender sua força de trabalho em troca de meios mínimos para a
subsistência. (1945, p. 37)

A crítica de Belloc ao capitalismo começa pela constatação do fato de que nele, os


meios de produção ficam limitados a um número muito pequeno de cidadãos. A massa que
compõe o Estado capitalista é constituída por proletários. O que caracteriza a servidão
capitalista, segundo Belloc, é a presença de uma “legislação positiva” que só promove direitos
e privilégios aos que possuem os meios de produção (1945, p. 36).

Em oposição ao que ocorria na Idade Média, a “venda do trabalho” nos tempos do


capitalismo está presente em toda a vida do sujeito e de forma coercitiva, sendo, em última
instância, imposta pelos poderes do Estado. O salário pago ao proletariado não possibilita que
seus membros se tornem, em um breve período de tempo, possuidores dos meios de produção.
Sendo assim, a mobilidade social no dito sistema é quase nula.

Visto que a servidão das massas se dá pela concentração dos meios de produção, a
solução lógica proposta por Belloc é a descentralização dos meios de produção como caminho
para a liberdade do homem.

Essa primeira crítica de Belloc, embora seja introdutória, acaba por se tornar muito
influente na ideia distributista, que vê na propriedade privada o único caminho para a
liberdade. A partir dela, muitos distributistas construíram suas próprias críticas ao
capitalismo. O próprio Belloc, posteriormente, retoma tal crítica como ponto de partida para
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maiores reflexões em livros como “The Restoration of Property” (1936) e “The Crisis of our
Civilization” (1939).

Cabe lembrar que a crítica citada está presente em um livro que foi publicado em
1913, portanto, antes da Revolução Russa. Nesse momento, Belloc não acredita que a
estatização dos meios de produção irá se realizar em qualquer parte do mundo. No Estado
Servil o autor afirma que, quando muito, os socialistas conseguirão por meio legislativo,
algumas mudanças com o intuito de trazer mais segurança ao proletariado. Algo como um
sistema previdenciário. Porém, ao fazerem isso, eles estarão servindo à perpetuação do Estado
Servil, visto que isso reduzirá a tensão entre as classes que é vista pelo escritor francês como
um dos possíveis fatores de queda do sistema capitalista. (BELLOC, 1945, p.127-140).

Referencias Bibliográficas

ALEA, Salvador Antuñano, El Distributismo Inglés: una alternativa de raíz tomista a los
totalitarismos del siglo XX. Madrid, ESP: Fundación Universitária Española, 2004.

BELLOC, Hilaire. El Estado Servil. 3º ed. Buenos Aires, ARG: LA Espiga de Oro, 1945.

BELLOC, H. Thoughts about Modern Thought, London, ENG: New Age, 1907, p. 108

CASTAÑO, Daniel Sada. Gilbert Keith Chesterton y el Distributismo inglés en el primer


tercio del siglo XX. Madrid, ESP: Fundación Universitária Española, 2005.

CHESTERTON, G. K. Autobiografia. Campinas, SP: Ecclesiae, 2012.

CHESTERTON, G. K. Why I am not a Socialist. London, ENG: The New Age. 1908, p. 189.

TITTERTON, W.R. G.K. Chesterton, mi amigo. Madrid, ESP: Ediciones RIALP, S. A, 2011.

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