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08/08/2018 Balantidium coli – Wikipédia, a enciclopédia livre

Balantidium coli
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Balantidium coli
Balantidium coli é um protista ciliado causador da balantidiose ou
balantidíase, uma infecção do intestino grosso do ser humano. Os
parasitas se multiplicam no intestino dos porcos (seu hospedeiro
intermediário), produzindo cistos e trofozoítos. Os cistos são
amplamente eliminados nas fezes, já os trofozoítos continuam a se
reproduzirem no intestino do hospedeiro gerando mais cistos e mais
trofozoítos. Os cistos eliminados acabam contaminando a água e alguns
alimentos e transmitindo a patogenia para outros mamíferos
(hospedeiros definitivos), inclusive humanos. [1]

Índice
Causa
Classificação científica
Sinais e sintomas
Diagnóstico Reino: Protista
Prevenção Filo: Ciliophora
Tratamento Classe: Ciliata
Epidemiologia Subclasse: Holotricha
Referências Ordem: Trichostomatida
Família: Balantiididae
Género: Balantidium
Causa Espécie: B. coli

O Balantidium coli é um protozoário ciliado, parasita do intestino Nome binomial


grosso dos suínos, que normalmente não causa doença nos porcos. Balantidium coli
Eventualmente o parasita pode causar ulcerações de mucosa e (Malmsten, 1857)

disenteria. Consegue se adaptar ao intestino de


diversos mamíferos além do homem.
Balantidiasis
O Balantidium coli é um organismo composto por
uma única célula ciliada. Ele pode se apresentar de
duas formas básicas: o trofozoíto e o cisto. O
trofozoíto é enorme para um protozoário, medindo
cerca de 60 a 100 micrômetros (µm) de comprimento
por 50 a 80 µm de largura (pode ser visível a olho
nu). Toda a sua superfície externa é recoberta por
cílios. Na sua extremidade anterior existe uma fenda
em direção ao citóstomo; próximo a extremidade
posterior apresenta um citopígio. No meio
intracelular, apresenta várias organelas, vacúolos
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digestivos e dois núcleos: o macro e o micronúcleo. O


cisto é mais ou menos esférico, medindo cerca de 40
a 60 µm de diâmetro. Sua parede é lisa e,
internamente, encontra-se o macronúcleo.[1]

Pode ser transmitido em contato direto com


intestinos ou fezes de porco. Os porcos infectados não
tem sintomas visíveis.

Sinais e sintomas
A maioria dos casos é subclínico. Em pessoas mais
vulneráveis como alcoólicos, crianças e desnutridos a Balantidium coli é uma zoonose transmitido por alimentos ou água
infeção se manifesta com febre, anorexia, náuseas, contaminados com os quistes liberados pelas fezes dos porcos.
vômitos e diarreia. Os parasitas podem penetrar as Classificação e recursos externos
paredes intestinais causando úlceras e resultando em CID-10 A07.0 (http://apps.who.int/classifications/i
fezes com muco, pus e sangue.[2] Os casos graves cd10/browse/2016/en#/A07.0)
manifestam-se com desidratação e hemorragias CID-9 007.0 (http://www.icd9data.com/getICD9
intestinais; a doença pode assumir forma crônica. Code.ashx?icd9=007.0)
DiseasesDB 31216 (http://www.diseasesdatabase.co
Em casos em que o parasita perfura o intestino e m/ddb31216.htm)
entra em sangue (extra-intestinal) foram relatados eMedicine med/203 (http://www.emedicine.com/me
invasão de pulmão, fígado, danos nos rins, choque
d/topic203.htm)
séptico.[3] MeSH D001447 (http://www.nlm.nih.gov/cgi/mes
h/2018/MB_cgi?field=uid&term=D00144
7)
Diagnóstico Leia o aviso médico

O diagnóstico da balantidíase é feito através da


visualização de trofozoítos ou de cistos no exame de fezes ou no tecido coletado durante a endoscopia

Prevenção
Se faz através da higiene adequada das mãos e dos alimentos, do pleno cozimento de alimentos, da fervura ou filtração
da água, do tratamento dos doentes e de porcos (possíveis reservatórios do parasito), de programas de educação
sanitária e melhoria do saneamento ambiental.

Tratamento
Geralmente é suficiente soro fisiológico e repouso. Em caso de complicações, o tratamento pode ser feito com
tetraciclina, 30 a 50 mg/kg. por dia, por dez dias alternativamente e em crianças, ou com metronidazol, 20 mg/kg por
dia, por sete dias. Outra opção é o Iodoquinol (Iodoxin), um amebicida. [4]

Epidemiologia
O parasito Balantidium coli se reproduz em porcos, seu hospedeiro primário, logo é mais comum em países em
desenvolvimento, em áreas rurais, com saneamento precário, falta de tratamento de água e esgoto, irrigação de
plantações com água contaminada e coleta de lixo humana inadequada. É comum na América Latina e no Sudeste
asiático.[5] No Brasil é mais comum na região amazônica, sendo as zonas de alto risco são as áreas com fazendas de
porcos. É estimado que 20 a 50% dos porcos estão infectados das zonas endêmicas estão infectados com Balantidium
coli. [6]

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Os fatores de risco associados são, entre outros, o contato com suínos ou sua excreta, desnutrição, alcoolismo,
imunossupressão e falta de cloro na água. [1]

O cisto é a forma de resistência do parasito e a forma infectante, o trofozoíto é a forma que se alimenta, movimenta e
se reproduz. Os cistos são eliminados em fezes formadas e o trofozoítos são eliminados em fezes diarreicas.[7]

Referências
1. http://www.facmed.unam.mx/deptos/microbiologia/parasitologia/balantidiasis.html
2. http://emedicine.medscape.com/article/213077-overview#a5
3. Lee K-S, Park D-S, Cho J-H, Kim H-Y, Lee Y-J. A Case of Pneumonia Caused by Balantidium coli in an
Immunocompetent Patient. Korean J Clin Microbiol. 2010 Dec;13(4):178-181.
http://dx.doi.org/10.5145/KJCM.2010.13.4.178
4. http://emedicine.medscape.com/article/213077-medication#2
5. http://emedicine.medscape.com/article/213077-overview#a6
6. http://web.stanford.edu/group/parasites/ParaSites2003/Balantidium/Epidemiology.htm
7. Neves, David Pereira; Alan Lane de Melo, Pedro Marcos Linardi, Ricardo W. Almeida Vitor (2005). «Balantidium
coli». Parasitologia Humana 11º ed. Rio de Janeiro: Atheneu. 494 páginas. ISBN 8573797371

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