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Piá 21

A história dos tropeiros DATAS COMEMORATIVAS

1 de Janeiro / Dia Mundial da Paz


O Dia Mundial da Paz é comemorado em quase
todo o mundo em primeiro de janeiro. Nesse
dia, as pessoas trocam votos de alegria, de
paz e de felicidade para o ano que se inicia.
Tradicionalmente as pessoas ficam acordadas
até a meia-noite do dia 31 de dezembro,
quando se comemora com muita festa a virada
do ano. Esse dia foi criado em 1968, pelo
Papa Paulo VI, para que fosse celebrado pelos
verdadeiros amigos da Paz, independente de
credo, raça, posição social ou econômica.

30 de janeiro / Dia da Saudade


Você sabia que a palavra saudade existe
apenas nas línguas portuguesa e galega? Seu
significado pode ser bastante amplo e define
o sentimento de falta de alguém ou de algum
lugar. É o dia para lembrar-se dos parentes
e amigos queridos que já tenham partido
ou moram longe, de fatos já vividos, lugares
Em 1555, os irmãos Vicente e Cipião uma estrada pela serra. já visitados e objetos que de alguma forma
Gois introduziam o gado no Paraguai, de tenham marcado nossas vidas. Esse sentimento
Surge então a legendária figura de é tema de muitos poemas, músicas e filmes. Não
onde algumas cabeças foram transferi-
Cristóvão Pereira de Abreu, um nobre há quem não tenha sentido saudade de algo ou
das para as margens do Paraná e do Pra-
fidalgo português, da família do Con- alguém na vida. Aproveite este dia para matar a
ta, daí espalhando-se para os campos saudade de alguém que esteja longe, de algum
destável Nuno Álvares. Emigrou ain-
rio-grandenses. Os jesuítas das redu- lugar, ou algo que te desperta esse sentimento!
da solteiro para o Rio de Janeiro, por
ções, por sua vez, introduziram o gado
volta de 1700. Aos 42 anos arrema- Outras:
para sustento dos seus índios cristiani-
tou, em leilão promovido pelo Rei, o 01-Confraternização universal / Dia Mundial da
zados. Daí por diante, nas primeiras dé-
monopólio de couros do Sul do Brasil, Paz
cadas de 1600, o gado foi disseminan-
pagando o imposto anual de 70.000 02- Dia da Abreugrafia
do-se pela campanha, sendo a seguir
cruzados. Transformou a Colônia do
introduzido na região litorânea entre 04- Dia Mundial do Braille
Sacramento no maior empório mun-
Rio Grande e Tramandaí. As inúmeras 05- Criação da 1ª Tipografia no Brasil
dial de comércio e contrabando de
manadas de bovinos, muares, cavala-
couro ao exportar 500.000 peças por 06 – Dia de Reis – Folia de Reis / Dia da Gratidão
res, encontradas nos campos do Conti-
ano. Um dos primeiros estancieiros e 07 – Dia do Leitor
nente de São Pedro pelos exploradores,
sesmeiros do Rio Grande do Sul, foi
constituíam nova fonte de riqueza nada 08- Dia do Fotógrafo
também o primeiro tropeiro a trans-
inferior aos canaviais do nordeste e às
portar tropas para o mercado das mi- 09- Dia do Fico(1822)
minas de ouro e diamante do centro do
nas de ouro do centro do Brasil. Asso- 11- Dia Internacional do Obrigada
Brasil. Explorar esta riqueza valia mais
ciou-se então ao lagunense Francisco
do que o comércio do contrabando, que 15 – Dia Mundial do Compositor
de Sousa Faria, com a finalidade de
se operava junto ao estuário do Pra- 18 – Dia Internacional do Riso
abrir um caminho pela serra, desde o
ta. Além da exploração do couro e do
Morro dos Conventos, em Araranguá, 20 – Dia do Farmacêutico
sebo do gado vacum, surgiria depois o
até Sorocaba, cruzando pelos campos 21- Dia Mundial da Religião
comércio de mulas para o vale do rio
de Vacaria e Lages, em 1727.
São Francisco. Faltava agora transportar 24 – Dia da Constituição / Dia Nacional dos
para lá. Era uma empreitada difícil, uma Aposentados

vez que pelo litoral, desde Laguna, tor- Leia mais na Página 03 25 – Criação dos Correios e Telégrafos no
nava-se impossível abrir caminho, em Brasil(1663) / Dia do Carteiro
virtude das escarpas intransponíveis 30 –Dia da Saudade
ali existentes. A única alternativa seria 31- Dia Mundial do Mágico / Dia da Solidariedade
CRUZADINHA

1 – Na história da mulher, o que sobrava era de cozinheira, doceira, costureira, ama-de-lei- 12 – A ___________ é a pessoa que faz as
para ela era o recato e a rotina das práticas te dos meninos brancos. benzeduras.
_______________.
7 – As escravas com boa saúde e possuido- 13 – Tudo que o homem crê, mas não teme,
2 – Segundo Severo de Lá Brito, a mulher jul- ras de leite da melhor qualidade serviam como chama-se___________
ga ser seu dever acomodar-se bem as condições ______________.
14 – as crianças expressam seus _________
do _______________.
8 – Nas primeiras décadas do século XIX, o com suas brincadeiras.
3 – Como eram feitos os casamentos antiga- comércio funcionava a base da _______ de merca-
15 – Quem nasce com o dom de benzer, só
mente? dorias.
pode passa-lo para sua __________.
4 – A mulher indígena exercia trabalhos do- 9 – O folclore da mulher é cercado
16 –Não guardar objeto quebrado dentro de
mésticos com muito _____________. por__________.
casa, porque dá azar é uma _____________.
5 – O ______________ era um costume da índia 10 – Segundo a simpatia, para a criança
17 – As primeiras mulheres brancas que che-
Caingangue: quando gravida o marido é que se ter bom sono, deve-se colocar um galho de
garam ao Rio Grande do Sul foram as açorianas.
deitava na rede gemendo, chorando e, depois que ___________ em baixo do travesseiro.
Destas mulheres ficou a _____________.
a criança nascia, guardava a rede por vários dias
11 – Segundo Antonio Augusto Fagundes, a
6 – O trabalho principal da mulher ________ ____________ é a rainha para a menina.

Religiosidade.
Sentimentos; 15. Filha; 16. Superstição; 17.
11. Boneca; 12. Benzedeira; 13. Crendice; 14.
Ama-de-leite; 8. Troca; 9. Crendices; 10. Poejo;
ranjados; 4. Sacrifício; 5. Couvade; 6. Negra; 7.
RESPOSTAS: 1. Domésticas; 2. Marido; 3. Ar-

Informativo integrante do Eco da Tradição, edição 197, de janeiro de 2018. Publicação da Vice-presidência de Cultura do Movi-
EXPEDIENTE mento Tradicionalista Gaúcho. Responsabilidade técnica: Anijane Valela. Fontes: www.google.com.br/datas+comemorativas+-
do+de+janeiro; www.smartkids.com.br/data.8-janeiro......; *MTG 50 anos - *Coletânea Tradicionalista; *Livro:O Folclore da Mu-
lher – Crenças e Superstições, Priscila dos Santos Peixoto; *www.mtg.otg.br/congresso; *Hisória do RS, Fidélis Dalcin Barbosa
HISTÓRIA

A história dos tropeiros


Foi pelo caminho pela cheia de sobressaltos, de
serra, desde o Morro dos inquietações e sofrimentos.
Conventos, em Araranguá, Romper sertões extensos, só
habitados por indígenas e
até Sorocaba, cruzando pe-
feras bravias; penetrar até os
los campos de Vacaria e La- mais recônditos lugares do
ges, que Cristóvão Pereira Rio Grande, e, se necessário,
de Abreu em 1729 conduziu transpor os limites da Pro-
a primeira leva de centenas víncia; ir até os castelhanos
de cavalos e mulas. Na se- em busca da melhor fazenda
gunda viagem, que durou 14 e de negócio mais vantajoso;
meses, com 130 tropeiros, voltar debaixo de rigoroso
levou 3.000 animais à Feira sol e copiosas chuvas com
de Sorocaba. Encurtando ca- uma tropa de quinhentas, oi-
minho, Cristóvão Pereira, nos tocentas ou mil bestas; cor-
anos de 1731 e 1732, abriu rer a extensão dos campos;
a famosa estrada ligando os entranhar-se pelas espessas
campos de Viamão a Lages, de Barros, abastado tropeiro migos dos imperiais, facilita- matas após aqueles animais
através do vale de Rolante. paulista, abriu novo pique no ram a passagem dos farrapos que fogem da ronda, que se
Ao longo desta estrada fo- Mato Castelhano, por terre- e obstacularizaram a força extraviam e morrem con-
ram então surgindo povoa- nos mais favoráveis e encur- de Labatut. Os tropeiros pro- tinuamente, e que, por um
dos, como Santo Antônio da tando distâncias. Mas a passa- cedentes das Missões, a prin- pequeno descuido, se entre-
Patrulha, São Francisco de gem dos dois matos, situados cípio, cruzavam o rio Pelotas veram com tropas de outros
Paula, Vacaria... Por ordem de entre os atuais municípios no Passo de Santa Vitória, no donos; atravessar com gran-
Gomes Freire de Andrada, o de Lagoa Vermelha e Passo atual município de Bom Je- de risco de vida os rios cau-
tropeiro Cristóvão Pereira de Fundo, era extremamente sus, onde em 26-5-1780 foi dalosos que cortam as estra-
Abreu, a partir de 1736, com perigosa para os tropeiros, instalado um Registro. Por das; comer ao romper do dia
160 homens, durante cinco em virtude da hostilidade do volta de 1785, os tropeiros, e à noite o mal cozido feijão
meses, dominou todo o sul gentio, que assaltava as cara- encurtando caminho e fu- de caldeirão e o velho chur-
do Continente, edificando vanas. Em abril de 1835, por gindo à cobrança do imposto rasco, saboreando também o
fortificações, com o objetivo exemplo, os índios coroados, no Registro de Santa Vitória, infalível e proverbial mate-
de repelir um eventual ata- no Mato Português, extermi- abriram um passo clandes- -chimarrão; ver-se obrigado,
que dos castelhanos e prepa- naram a caravana do tropeiro tino na barra do Marombas. pela falta de uma barraca,
rando ambiente para a fun- paulista Domiciano de Mas- Era o Passo do Pontão, nos ou pela impossibilidade de
dação oficial do Rio Grande carenhas Camelo, composta atuais municípios de Campos armá-la, dormir ao relento,
do Sul, pelo Brigadeiro, José de 14 pessoas, salvando-se Novos e Barracão, na BR-470. sem outro teto mais que a
da Silva Pais, no histórico dia apenas ele e um filhinho de Este passo foi oficializado abóbada celeste, estendido à
19-2-1737. Ainda por ordem dois anos, gravemente feri- em 1818 pelo bandeirante beira de um arroio, sobre um
de Gomes Freire de Andrada, do. Os tropeiros, ao penetrar Atanagildo Pinto Martins. chão duro, apenas forrado de
Cristóvão Pereira de Abreu, nesses matos, em geral, con- xerga e carona, repassado de
em 1738, abria o caminho tratavam um bugreiro para suor do matungo lerdo e can-
das tropas para as Missões, acompanhá-los e defendê- Passo do Pontão sado, tendo por travesseiro o
ligando Laguna à região pelo -los contra os possíveis as- lombilho, único arrimo que
Planalto, nos atuais municí- Em 4-3-1848, o Registro se conhece por esses despo-
saltos indígenas. de Santa Vitória foi removi-
pios de Bom Jesus, Vacaria, voados por amparar a cabeça
Lagoa Vermelha, Passo Fun- do para o Passo do Pontão, e um pobre corpo alquebra-
do, Carazinho, Cruz Alta, Pal- que se tornou o mais movi- do pelas fadigas do dia...”
José Domingos Nunes de
meira das Missões e outros. mentado de toda a Província,
Oliveira O tráfego de muares entre
de sorte que a Coletoria do
Em 1752, em carta ao Rei O mais temido desses bu- Pontão passou a ser a mais o extremo-sul e as regiões
de Portugal, Gomes Freire de greiros foi José Domingos rentável. No ano de 1856, a do centro do Brasil consti-
Andrada fazia referências a Nunes de Oliveira, que mo- Coletoria do Pontão rendeu tuía uma das maiores fontes
esta estrada. O caminho das rava junto do Mato Castelha- 26:339$310 réis. Nesse ano de rendas da província de
Missões pelo Planalto fora no. Era tão temido dos índios já existia o Passo de Nonoai, São Paulo, em virtude da co-
aberto pelos missionários que chegava a afugentá-los que fez decrescer a renda do brança de imposto per capita
jesuítas. Por ele passou o com a presença do seu pala Pontão. O ciclo do tropeiris- durante o caminho e na Feira
bandeirante André Fernan- de gaúcho, que ele costuma- mo prolongou-se por 200 de Sorocaba. Nesta feira, nos
des em 1637, e no ano se- va emprestar aos chefes das anos, desde Cristóvão Pe- anos de 1855 e1860, foram
guinte Fernão Dias Pais. O caravanas ou das tropas de reira de Abreu até Pinheiro comercializadas anualmente
caminho atravessava o Mato muares. Garibaldi em suas Machado. Ao longo destes cem mil muares.
Português, o Campo do Meio memórias fala dos foges que dois séculos, os tropeiros es-
e o Mato Castelhano, nomes os bugres abriam nesses ma- creveram uma das mais he-
que remontam ao tempo das tos para assaltar as carava- roicas epopeias da História
Missões Jesuíticas. Em 1641, nas de tropeiros. Durante a do Brasil. “A vida de tropeiro Por Fidélis Dalcin Barbosa
passava por esta estrada a Revolução Farroupilha, visto - escreve F. Abreu de Medei-
bandeira de Jerônimo de como os indígenas eram ami- ras, em Curiosidades Brasi-
Barros. No ano de 1819, João gos dos revolucionários e ini- leiras - é, sem dúvida, a mais
CONGRESSO TRADICIONALISTA

Histórico dos Congressos Tradicionalistas


É inegável a importância dos
congressos tradicionalistas para
a criação de um “sistema” organi-
zado do tradicionalismo gaúcho.
Se a criação do “35” CTG foi a
grande largada para o Movimento
Tradicionalista Gaúcho, gerando o
aparecimento dos CTGs em todos
os rincões, o primeiro Congresso
foi o passo inicial para a formação
de uma federação destes CTGs.
Sem os congressos tradiciona-
listas não haveria condições de
serem estabelecidos e mantidos
padrões homogêneos, princípios
comuns e a fundamental troca de
experiências e interação entre as
entidades que surgiram, muitas
vezes sem saber exatamente o
que fazer. Podemos dizer que os
congressos foram e, continuam
sendo, a argamassa que possibili-
tou a edificação do MTG.
Na cidade de Pelotas, Fernan-
do Brockstedt, Ubirajara Timm e
Oswaldo Lessa da Rosa convoca-
ram uma Assembleia Tradiciona-
lista, que foi realizada em dezem-
bro de 1952, com a presença de Fonte de pesquisa: livro dos 40 anos do MTG aprresenta informações completas sobre os primeiros congressos
representantes de sete Centros
de Tradições Gaúchas. Neste en-
contro ficou aprovada a ideia de Assis, entre outros. momento, Manoelito de Ornellas. da Carta de Princípios, sete anos
realizar um Congresso Tradicio- Do encontro resultou a formação dela ser ajustada definitivamen-
O jornalista Sady Scalante,
nalista e criar uma federação de de uma comissão organizadora te. E nesse tempo, Glaucus Sarai-
da União Gaúcha, nesta ocasião,
entidades tradicionalistas do Rio de cinco membros: Manoelito de va nem fazia parte do grupo que
transferiu-se de Pelotas para Por-
Grande do Sul. Ornellas e Walter Spalding (“35” iria elaborar o documento máxi-
to Alegre e passou a liderar os
CTG), Sady Scalante e Luiz Alberto mo do Movimento Tradicionalis-
Fernando Brockstedt traba- preparativos. Foi agendada para
Ibarra (União Gaúcha de Pelotas) ta. Também foi nele que Fernan-
lhou na elaboração do antepro- novembro de 1953, em Rio Pardo,
e Emílio Rodrigues (Ponche Ver- do Brockstedt, da União Gaúcha
jeto do estatuto dessa federação uma segunda Assembleia Tradi-
de CTG). De imediato marcaram a de Pelotas, apresentou a ideia de
e distribuiu cópias aos CTGs que cionalista, que se realizou no CTG
data do Congresso para o período uma federação para unir os CTGs
participaram da assembleia em Fogão Gaúcho Rio-pardense.
de 2 a 4 de julho de 1954. do estado. Manoelito de Ornellas,
março de 1953. Era o primeiro Nesta assembleia surgiram as em seu discurso de abertura do 1º
passo para o 1º Congresso, bem O 1º Congresso Tradicionalista
primeiras dificuldades, especial- Congresso, do qual foi presiden-
como da criação do MTG, que se Gaúcho, que aconteceu em Santa
mente no transporte e hospe- te, dizia: “Vamos dar aos nossos
concretizaria somente 14 anos Maria, no ano de 1954, não foi um
dagem dos participantes. Emílio centros finalidades mais amplas
depois. simples encontro dos 38 CTGs
Rodrigues, do Ponche Verde CTG, no campo moral e do espírito?
existentes na época, foi muito
Simultaneamente espalhou-se disse que Santa Maria assumiria o Torne-mo-los escolas práticas de
mais, pois reuniu mentes brilhan-
através da imprensa para todo o evento. Ficou então decidido que civismo e moral, pelo prêmio dos
tes como Manoelito de Ornellas,
Estado a realização do pretendido seria em Santa Maria, no Ponche aplausos às virtudes reveladas e
Luiz Carlos Barbosa Lessa, Luis Al-
congresso. Em Erechim, o profes- Verde CTG, com o apoio do CTG pelo ensinamento constante de
berto Ibarra, Getulio Marcantonio,
sor Hugo Ramírez havia fundado Mate Amargo de Rio Grande, CTG quanto possa dar a nossa gente
Lauro Rodrigues, Hugo Ramirez,
o CTG Galpão Campeiro, em Bagé, Sepé Tiaraju de São Lourenço do um nível mais alto de espírito e
Ruy Ramos, Paixão Cortes e mui-
Jaime Tavares causava entusias- Sul e CTG Lalau Miranda de Passo uma mais sólida estrutura de ca-
tos outros. Neste congresso de
mo com o CTG 93. Rapidamente Fundo. Como organizador, a União ráter. Cada centro poderá ser um
1954 foram apresentadas teses
outras entidades eram fundadas: Gaúcha de Pelotas. núcleo de irradiação cultural, no
que transcendem o tradiciona-
Cachoeira do Sul, Piratini, Soleda- ensino da história, da caracteriza-
Barbosa Lessa reuniu-se em lismo, como a de Barbosa Lessa:
de, São Lourenço do Sul, Farrou- ção do nosso folclore, no estudo
dezembro de 1953 com Sady “O sentido e o valor do tradicio-
pilha, Rio Grande (reerguimento da literatura e na prática do te-
Scalante, Emílio Rodrigues e Fer- nalismo”, ou “a importância da
do Mate Amargo entidade funda- atro.” Frase do Manoelito de Or-
nando Brockstedt, ponderando reforma agrária”, de Ruy Ramos,
da em 1934), Pinheiro Machado, nellas: “Os gestos desses moços
que o “35” CTG, como pioneiro ou mesmo, “Os valores morais
Porto Alegre (Estância da Ami- têm outra transcendência que um
e por localizar-se na capital, não do Gaúcho”, de Oswaldo Lessa da
zade), Quaraí, Cacequi, Júlio de simples exibicionismo bairrista
poderia ficar de fora da organi- Rosa. Foi no primeiro congresso
Castilhos, Rio Pardo, Esteio, São ou a satisfação de uma reles fan-
zação. Assim, procuraram um dos que Getulio Marcantonio apre-
Gabriel, Canela, São Francisco de tasia regional”.
intelectuais mais conceituados do sentou a moção para a criação

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