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Aspectos sobre a DATAS COMEMORATIVAS

escravidão e a abolição 01: Dia Mundial do Trabalho


02: Dia do Taquígrafo, Dia Nacional
do Ex-Combatente
03: Assinatura da Ata de Constituição do Museu
de Arte Moderna RJ (1948), Dia do Sertanejo,
Dia Mundial da Liberdade de Imprensa
04: Dia do Calculista Estrutural
05: Dia da Comunidade, Dia do Artista Pintor, Dia do
Marechal Rondon, Dia Nacional do Expedicionário
06: Dia do Cartógrafo
07: Dia do Oftalmologista, Dia do Silêncio
08: Dia do Profissional de Marketing,
Dia da Vitória, Dia do Artista Plástico,
Dia Internacional da Cruz Vermelha
09: Dia da Europa
10: Dia da Cavalaria, Dia do Campo
11: Dia da Integração do Telégrafo no Brasil
12: Dia Mundial do Enfermeiro
13: Dia das Mães, Abolição da Escravatura (1888),
Dia da Fraternidade Brasileira, Dia do Automóvel,
Os primeiros tropeiros e sesmeiros culos teatrais, realizaram conferências, Dia do Zootecnista
que chegaram ao Rio Grande do Sul vie- publicaram contos, novelas poesia e ro-
14: Dia Continental do Seguro
ram com escravos, como mão de obra mances propagando ideias e republica-
para as estâncias, currais e condução de 15: Dia do Assistente Social, Dia do Gerente Bancário
nas.
tropas para Sorocaba. 16: Dia do Gari
A emancipação dos negros só se con-
O capitão do mato era encarregado de 17: Dia Internacional da Comunicação e das
cretizou quando os proprietários de es- Telecomunicações, Dia da Constituição,
prender os escravos que fugiam e tam-
bém os que andavam pelas ruas da vila cravos se conscientizaram que a mão de Dia Internacional da Homofobia
depois das 9 horas da noite sem licença obra escrava tornou-se antieconômica, 18: Dia dos Vidreiros, Dia Internacional dos Museus,
por escrito do seu dono. pois tinham que pagar adiantado o preço Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à
do escravo, só tirariam esse capital após Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes
O quilombo era o local onde se reu-
dois anos de trabalho do cativo, se ele 19: Dia dos Acadêmicos de Direito
niam os negros fugitivos. Há vários locais
no Rio Grande do Sul com este nome: Ilha não adoecesse. 20: Ascenção do Senhor,
do Quilombo, sanga do Quilombo, vale Dia do Comissário de Menores
O Império, através da Lei Áurea em 13
do Quilombo, que atestam a resistência de maio de 1888, deu ao negro a condi- 21: Dia da Língua Nacional
do negro à escravidão, através da fuga. ção de pessoa, pois como escravo, era se- 22: Dia do Apicultor,
O tronco era um antigo instrumento movente. Dia Internacional da Biodiversidade
de tortura que consistia num cepo com 23: Dia da Juventude Constitucionalista
buracos para se por os pés, as mãos e a Os negros legaram pratos típicos
24: Dia da Infantaria, Dia do Datilógrafo, Dia do
cabeça da vítima. Ao ser preso no tron- (feijoada, mocotó, quibebe) palavras do
Detento, Dia do Telegrafista, Dia do Vestibulando
co o escravo ficava com o corpo dobra- linguajar gauchesco (cacimba, sanga,
25: Dia da Indústria, Dia do Massagista,
do com os pés, mãos e cabeça no mesmo matungo, pilungo, xerenga) quem sabe
Dia do Trabalhador Rural
plano. Outro instrumento de tortura era alguma dança (o bambaquerê) religião
a gargalheira, uma haste presa por um 26: Dia Nacional do Bombeiro
(batuque ou Nação) um tambor (sopapo)
anel ao pescoço, com pontas de ferro que lendas encantadoras e hoje, mais do que 27: Dia do Profissional Liberal
impediam o escravo de virar a cabeça. A nunca os negros exercem no estado no- 28: Dia Mundial do Hamburguer,
corrente pesada atada numa perna e a tável influencia, nos esportes, nas artes Assinatura do Decreto Nacional de 25/05/1810:
outra ponta num aro em volta do pescoço Teatro Nacional
e na política.
que impedia a vítima de correr. 29: Dia do Estatístico, Dia do Geógrafo
Em 1869, a Sociedade Partenon Lite- (Fontes: Moacyr Flores, História do
30: Dia das bandeiras, Dia do Geólogo
rário iniciou sua campanha abolicionista Rio Grande do Sul, 9ª edição. Antonio
31: Corpus Christi, Dia Mundial das Comunicações
em Porto Alegre, libertando crianças es- A. Fagundes, Curso de Tradicionalismo
Sociais, Dia do Comissário de Bordo,
cravas. Seus sócios organizaram espetá- Gaúcho, 3ª Edição) Dia do Espírito Santo
2 - ECO DA TRADIÇÃO maio de 2018

PERGUNTA E RESPOSTA

1 - Autor do livro “35 CTG, o Pioneiro do


Movimento Tradicionalista Gaúcho. 1

2) Em 3 de janeiro de 1948 no ............... 2A


nascia o nome ................ por sugestão de
............................................ 2B

3) Lema do 35 CTG. 2C

4) Autor do lema.
3
5) Ofereceu o porão da sua residência,
para reuniões, onde o 35CTG acabou sendo 4

fundado.
5
6) Por estabelecer o modelo e definir objeti-
vos para as entidades tradicionalistas, o 35 6
CTG passou a ser chamado de ................
7
7 - Os departamentos eram as ....................
................ 8

8 – O local das reuniões era o .....................


9
..............

9 - O Presidente seria ................................. 10

...............
11
10 – Os Vice-Presidentes, seriam os.............
................... 12

11) Os Secretários seriam os ...................... 13


............
14
12) Os tesoureiros seriam os .......................
......................... 15

13) Os Conselheiros seriam os ....................


16
................

14) As reuniões com Direto- 17


ria..................................
18
15) As festividades artísticas na sede se-
riam os ..............................

16) O encarregado do mate se-


ria..........................................................

17) A ................................. era exigida


para quem desejasse se associar.

18) Para fazer frente as primeiras despesas,


foi criada a ......................................

17) condição de ajuste; 18) Guampa de apojo


sota-capatazes); 12) agregados das Pilchas; 13) vaqueanos; 14) Charla; 15) chimarrões festivos; 16) Peão caseiro;
gaúcho; 4) Flávio Ramos; 5) José Laerte Simch; 6) Pioneiro; 7) Invernadas; 8) Galpão; 9) Patrão; 10) capatazes; 11)
1) Cyro Dutra Ferreira; 2) salão nobre da ARI; 35 CTG; Luiz Carlos Barbosa Lessa; 3) Em qualquer chão sempre
Respostas:

Informativo integrante do Eco da Tradição, edição 201, de MAIO de 2018. Publicação da Vice-presidência de
EXPEDIENTE Cultura do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Responsabilidade técnica: Jane Bitsck. Colaboradores: Lourenço
Nunes e Roberta Jacinto.
ano XVII • edição 201 ECO DA TRADIÇÃO - 3

HISTÓRIA

O início do tradicionalismo organizado: o 35 CTG


Após o acompanhamento dos A Fundação do 35CTG
restos mortais de David Canabarro,
Passados apenas 7 meses da
os integrantes do Grupo dos Oito
realização da Ronda Gaúcha, este
almoçaram juntos numa das pou-
grupo de pioneiros, só homens,
cas churrascarias que existiam na
Capital. Combinaram nova reunião pois mulher não participava, final-
num sábado à tarde, na casa de Pai- mente funda a 24 de abril de 1948,
xão Côrtes. Assim realizaram várias o “35” Centro de Tradições Gaú-
reuniões. chas, no porão da casa da família
Simch.
O entrosamento do grupo ga-
nhou força com a participação de A predominância dos fundado-
Luiz Carlos Barbosa Lessa, na épo- res era de gaúchos campeiros, daí
ca também aluno do Colégio Júlio a organização da entidade, como se
de Castilhos. Lessa começou a an- fora uma estância simbólica, àque-
gariar assinaturas dos interessa- la dos tempos idos de ocupação do
dos na fundação do que chamava território gaúcho. Em sequência
“Clube de Tradição Gaúcha”. Outro
nominou os cargos administrativos
importante agregado ao grupo foi
utilizando a nomenclatura usada
Glaucus Saraiva da Fonseca, que
na estância: a sede seria o galpão,
juntamente com Barbosa Lessa ar-
o presidente seria patrão, direto-
ticulava reuniões para a unificação
Em dezembro de 1947 as reuniões Ganhava força a ideia de criar ria seria capatazia e o sócio seria o
de ideias que tinham a finalidade
passaram para a casa dos pais de uma entidade em que se pudessem peão.
de defender nossas tradições.
José Laerte Vieira Simch, na rua Du- cultivar e preservar as tradições
Foram chegando outros com- que de Caxias número 707, Centro gaúchas. Todos mantinham o pro- Fonte: Livro MTG 40 anos - Raiz,
panheiros e o local ficou pequeno. de Porto Alegre. pósito de levar adiante a iniciativa. tradição e futuro.
ECO DA TRADIÇÃO maio de 2018

FOLCLORE

Histórico da Comissão Gaúcha de Folclore


Não poderíamos falar dos primór- drigues Bellomo, Oliveira da Silveira,
dios da Comissão Gaúcha de Folclore Moema Santos Morales, Cristina Ro-
sem falar na Comissão Nacional de lim Wolffenbüttel, Paula Simon Ribei-
Folclore, já que a CGF surgiu por ini- ro, Sonia Teresinha Siqueira Campos,
ciativa da primeira e a ela está vincu- Carmem Sousa Sousa, Estelita Aguiar
lada. Branco, Jorge Hirt Preiss, Lothar Hes-
A Comissão Nacional de Folclo- sel, Rose Marie Reis Garcia. Posterior-
re foi criada no Rio de Janeiro com mente tornaram-se membros efetivos
sede no Itamarati, representando Getúlio Xavier Osorio e Aledir Brestot.
uma das Comissões do Instituto Bra- Para prestar homenagem perma-
sileiro da Educação, Ciência e Cul- nente a intelectuais ligados ao fol-
tura - IBECC que é a Comissão Bra- clore a CGF realizou sessões solenes
sileira da UNESCO. A iniciativa foi para integrar como Membros Ho-
de Renato de Almeida, diplomata, norários João Carlos Paixão Côrtes,
musicólogo, escritor, professor e di- Luis Carlos Barbosa Lessa (estes re-
retor do Liceu Francês no Rio de Ja- manescentes da 1ª fase), Hélio Moro
neiro e sub secretário geral do IBECC. Mariante, Antonio Augusto Fagundes,
Juntamente com alguns dos maio- Ilka D´Almeida Santos Herrmann.
res intelectuais da época, como Graça Com objetivo de ampliar os re-
Aranha, Ronald de Carvalho, Cecilia
cursos humanos ligados ao estudo da
Meireles, Renato de Almeida iniciou
cultura popular, e vieram integrar o
os estudos e pesquisas sistemáticos
quadro de associados estudiosos do
de Folclore com a “dignidade que ele
interior do estado, formando assim
necessitava” segundo Dante de Lay-
um grupo de membros colaborado-
tano. (1) A seguir convocou outros
res: Maria Eunice Kautzman de Mon-
estudiosos como Vila Lobos, Gustavo
tenegro, Paulo Roberto Pedroso de
Barroso e muitos outros para as ativi-
Soledade, Osório Santana Figueiredo
dades de estudo, pesquisa e análise
de São Gabriel, Lesia Cardoso de San-
de fatos do folclore.
to Antonio da Patrulha, Célia Jache-
A Comissão Nacional promoveu met de Gravataí, Pedro Ari Veríssimo
encontros, seminários, congressos, dual com o objetivo de incentivar os A CGF sempre foi órgão indepen- da Fonseca de Passo Fundo e Julio
semanas de folclore e editou livros, trabalhos de levantamento do folclo- dente, e nunca recebeu verbas ofi- Ricardo Quevedo dos Santos de San-
folhetos e material de divulgação das re brasileiro. ciais, sempre se manteve pela força ta Maria. Ao longo de sua existência
atividades no campo do folclore. de vontade e colaboração de seus a Comissão Gaúcha de Folclore tem
Em sua formação inicial a CGF
A Comissão Nacional de Folclore teve como membros 32 intelectuais membros. Funcionava na residência recebido em seu quadro inúmeros
do Ministério de Relações Exterio- de diversas áreas do conhecimento de seus membros especialmente na outros estudiosos, que chegam atra-
res já que como Comissão do IBECC/ a seguir nominados: Adão Carrazoni, de Dante de Laytano. vés dos Cursos ministrados pelos as-
UNESCO funcionava no Itamarati (e Aldo Obino, Athos Damasceno Ferrei- Na década de 1980 houve um es- sociados e demais convidados.
funcionou por muitos anos mesmo ra, Darcy Azambuja, Elpídio Ferreira vaziamento devido a idade avançada Ao atuar em consonância com o
depois da inauguração de Brasília Paes, Ênio Freitas Castro, Érico Ve- do presidente Dante de Laytano que Movimento tradicionalista Gaúcho, a
com a consequente mudança dos ór- rissimo, Ernani de Carvalho Heffner, por mais de 40 anos coordenou a Co- CGF tem estreita ligação com o mes-
gãos oficiais para a nova capital), evo- Fernando Corona, Guilhermino César, missão, de outros membros que por mo, tendo inclusive entre seus fun-
luiu para outro órgão, a Campanha do J.C. Paixão Côrtes, Henrich Bunse, Lo- falta de condições físicas foram se dadores da 1ª fase, alguns dos fun-
Folclore Brasileiro e atuava em con- thar Hessel, Luis Carlos Barbosa Les- afastando. dadores do 35 CTG, que foi criado um
sonância com a Comissão Nacional sa, Luis Carlos de Morais, Manoelito
Tem inicio a 2ª fase da CGF. dia após a fundação da CGF. São enti-
e vieram a realizar um trabalho que de Ornelas, Moysés Vellinho, Othe-
Tendo em vista este fato, a Co- dades co-irmãs que possuem muitos
permanece até os dias atuais. lo Rosa, Tony Seitz Petzhold, Walter
missão Nacional de Folclore, repre- objetivos em comum.
Simultaneamente estes estudos Spalding, Antonio Luz (Gravataí), Bia-
ggio Tarantino (Rio Pardo), Ivo Cag- sentada pelo então Vice-Presidente A Comissão Gaúcha de Folclore
foram divulgados em todo o país e a
giani (Santana do Livramento), José Prof. Bráulio Nascimento veio a Porto participa de Congressos, Seminários,
Comissão se multiplicou em muitos
L. Freitas (Triunfo), Romeu Beltrão Alegre e em visita ao Prof. Dante, foi Mesas redondas em todo país, publica
estados na forma de Comissões esta-
(Santa Maria), Celso Fiori (Passo Fun- ajustado que haveria uma continui- obras de seus associados possuindo
duais.
do), Tarcísio Taborda (Bagé) , Bruno dade, agora sendo encarregada da re- acervo de diversos títulos.
Histórico da Comissão estruturação a Prof.ª Lilian Argentina
Mendonça Lima (Pelotas), Mário Mo- Foi instituída pela CGF a Comen-
Gaúcha de Folclore Braga Marques, renomada folclorista
raes (Cruz Alta), Umberto Feliciano de da Dante de Laytano para homena-
Podemos dividir o histórico da Carvalho (Uruguaiana), Plinio Saraiva gaúcha e que esta seria no momento
gear estudiosos do Folclore/Culturas
Comissão Gaúcha de Folclore e, dois (Taquari), e José Augusto Rodrigues a presidente-executiva para compor
Populares que já possuem trabalhos
momentos ou fases: a primeira fase (Santo Ângelo). grupo de pesquisadores que passa-
publicados e a Medalha Lilian Argen-
teve início em 23 de abril de 1948, e riam a integrar a Comissão Gaúcha de
Durante os 50 anos seguintes, a tina Braga Marques que é oferecida a
a segunda fase em 1992. Folclore.
Comissão Gaúcha de Folclore tendo à pessoas que se destacam em alguma
Em 1948 Comissão Nacional de frente o incansável batalhador Dante Aos 22 dias do mês de setembro área da cultura (não necessariamente
Folclore voltou-se para a organização de Laytano participou de inúmeros de 1992, realizou-se a primeira reu- em Folclore).
de grupos de intelectuais que se dis- Congressos, Seminários, Semanas nião do novo grupo, composto pelos
sócios-fundadores da 2ª fase: Pre- Muito poderia ser dito sobre a
pusessem a assumir e incentivar os de Folclore, Cursos e seus membros
sidente de Honra, o prof. Dante de Comissão Gaúcha de Folclore, mas o
estudos de Folclore em cada estado proferiram conferências, palestras e
brasileiro, contatou estudiosos e fo- Laytano; como Presidente Executiva, espaço disponível não comporta uma
publicaram mais dezenas de obras
ram sendo criados núcleos estaduais, Lilian Argentina, como membros, José história de 70 anos.
resultantes de pesquisas de campo e
organizações similares em nível esta- bibliográficas. Roberto Diniz de Moraes, Harri Ro- Por Paula Simon