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Legislação Especial

Investigador e Escrivão – Polícia Civil – PA


Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Leandro Igrejas

Aula 00
Legislação Especial - Investigador e Escrivão – Polícia Civil - PA
Aula Demonstrativa – Apresentação e uso de documento de identificação
pessoal (Lei n.º 5.553/1968).
Professor: Leandro Igrejas

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Legislação Especial
Investigador e Escrivão – Polícia Civil – PA
Aula 00 - Aula Demonstrativa
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Aula 00 – Aula Demonstrativa

Tópicos da Aula

Introdução ....................................................................................................................................................... 3
Lei nº 5.553/1968 - documento de identificação pessoal ............................................................ 7
Resumo esquemático ................................................................................................................................ 14
Revisão ........................................................................................................................................................... 15
Questões de concursos anteriores ....................................................................................................... 16

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Legislação Especial
Investigador e Escrivão – Polícia Civil – PA
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Introdução

Olá, tudo bem?

Será um prazer ajudá-lo(a) a conseguir a sua vaga na Polícia Civil do


Estado do Pará!

Neste concurso, serão ofertadas 300 (trezentas) vagas para o cargo de


Investigador e 180 (cento e oitenta) para o cargo de Escrivão de Polícia
Civil. Os salários iniciais, conforme o edital 1 , alcançam a marca de R$
5.204,05 para ambos os cargos. Ou seja, uma ótima oportunidade para
quem deseja ingressar na carreira policial.

Permita-me uma breve apresentação.

Meu nome é Leandro Igrejas. Sou graduado em direito pela


Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Já fui oficial da Marinha do
Brasil, formado pela Escola Naval (1º colocado), Analista Judiciário do TRE/RJ
(concurso de 2007, 5º colocado) e também advogado no RJ. Atualmente,
ocupo um cargo de Analista da Superintendência de Seguros Privados –
SUSEP (concurso de 2010, 1º colocado), onde atuo no julgamento de
processos administrativos sancionadores.

Nosso curso está estruturado em 14 aulas, (incluindo esta aula


demonstrativa), todas compostas por teoria e questões comentadas de
concursos anteriores, abrangendo os principais pontos do edital.

Nosso cronograma será o seguinte:

Aula Conteúdo Programático Data


Lei nº 5.553/68 - Apresentação e uso de documento de identificação
Demonstrativa Hoje!
pessoal.
Lei nº 11.343/2006 - Tráfico ilícito e uso de substâncias
01 22/07
entorpecentes.

1
http://ww4.funcab.org/arquivos/PCPADCG2016/edital/EDITAL%20N%C2%BA%2001%20de%2011.07.2
016%20-%20ABERTURA%20-%20INVESTIGADOR,ESCRIVAO%20E%20PAPILOSOCPISTA%20-
%20PC%20-%20DOE%20N%C2%BA%2033.167%20DE%2012.07.2016.pdf

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02 Lei nº 12.850/2013 - Crime organizado. 26/07

03 Lei nº 9.455/97 - O crime de tortura 29/07

Lei nº 10.826/2003 - Registro, posse e comercialização de armas e


04 02/08
o Sistema Nacional de Armas

05 Lei nº 8.069/90 - Dos crimes contra crianças e adolescentes 05/08

Lei nº 7.716/89 - Dos crimes resultantes de preconceito de raça ou


06 09/08
de cor.
Lei nº 11.340/2006 - Violência doméstica.
07 12/08
Lei nº 9.605/98 - Crimes contra o meio ambiente.
Lei nº 10.741/2003 - Estatuto do idoso.
08 16/08
Lei nº 8.072/90 - Crimes Hediondos.
Lei nº 12.830/2013 - Investigação criminal conduzida pelo Delegado
09 19/08
de Polícia

10 Lei nº 12.037/2009 - Identificação criminal 23/08

11 Lei nº 9.296/1996 - Interceptação Telefônica. 26/08

12 Lei nº 9.807/99 - Proteção à testemunha e delação premiada. 30/08

13 Lei nº 9.613/98 - Lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores. 02/09

Antes de iniciarmos o assunto da aula, gostaria de conversar com você,


rapidamente, sobre como iremos garantir a melhor nota possível na disciplina
Legislação Especial.

O sucesso em qualquer concurso público requer uma estratégia


eficiente de preparação.

Infelizmente, não existe uma “receita de bolo” para isso. Tudo vai
depender do tipo de prova, do tempo e recursos disponíveis, da sua
experiência em concursos anteriores, entre outros fatores de ordem pessoal,
que variam de candidato para candidato.

Contudo, posso assegurar que uma regra sempre é válida:

Tão importante quanto conhecer as matérias, é saber como


costumam ser cobradas pela banca examinadora.

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Aqui já cabe uma dica: o estudo dirigido para concursos públicos guarda
particularidades que o diferem (e muito!) do estudo acadêmico "tradicional".

Na preparação para concursos, conhecer os pontos "preferidos" das


bancas examinadoras faz toda a diferença. Esse parâmetro, é claro, varia
conforme o perfil do cargo pretendido.

A tendência natural do candidato, sobretudo daquele que não tem


experiência em concursos, é tentar estudar – desesperadamente - todo o
conteúdo do edital, sem considerar a:

 Importância relativa de cada disciplina na composição da nota;


 Frequência com que os assuntos caem nas provas; e
 Profundidade em que costumam ser exigidos.

Essa, definitivamente, não é a melhor forma de garantir a sua vaga.

Outro erro comum é privilegiar a parte teórica, deixando de lado os


exercícios. Acredite: existem candidatos que sequer usam as questões dos
concursos anteriores como uma forma de treino!

Agindo assim, sem considerar as características específicas do


certame e da banca examinadora, muitas pessoas não conseguem uma
preparação eficiente, apesar de investirem muitos recursos.

É por essa razão que, não raro, assistimos candidatos estudando anos e
anos, sem sucesso.

Pois bem. Se você costumava estudar dessa forma “amadora”, isso


termina aqui!

A partir de agora, sua preparação será conduzida pelos profissionais do


Ponto dos Concursos.

Espera-se uma disputa bastante acirrada no concurso da Polícia


Civil/PA. Afinal, não é todo dia que são oferecidas tantas vagas de uma só
vez. Além disso, o salário é bem razoável.

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A disciplina Legislação Especial, cujo programa é extenso (18 leis, para


ser exato), contará com apenas 10 questões. Ou seja, já dá pra perceber
que a tendência é que alguns assuntos fiquem de fora. Por outro lado, essa
disciplina responderá por 10% da nota da prova objetiva.
A partir daí, duas coisas ficam claras:

 Não temos o direito de desperdiçar nenhuma dessas 10 questões.


 Precisamos otimizar o nosso estudo!

Não há margem para desperdício de tempo: nossa prova está prevista


para 11/09/20162. Portanto, proponho o seguinte:

 Foco no que realmente interessa – apresentaremos o conteúdo


de forma objetiva, na medida exata para que você tenha segurança
para resolver as questões. Estudar além do necessário consumiria
tempo que poderia ser usado nas outras disciplinas.

Alguns alunos, mais aplicados, costumam querer “se


aprofundar” (desnecessariamente) na matéria, esquecendo
que o concurso não exigirá o conhecimento de teses jurídicas
mais profundas.

Perda de tempo! Priorize aquilo que estatisticamente é


relevante e possível de ser cobrado em uma prova objetiva
de múltipla escolha.

Estude bem o conteúdo apresentado, e você terá


plenas condições de realizar uma boa prova.

Professor, isso significa que não será visto todo o edital?

Exato. Concentraremos nossos esforços nos temas recorrentes


em provas da área policial onde não é exigida formação
jurídica.

2
Item 4.2.1. do edital.

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 Treinamento - questões de concursos anteriores – é a melhor


forma de fixar os detalhes e “pegadinhas” que sempre são exigidos.
Priorizaremos as questões da FUNCAB, que será a nossa banca
examinadora. Contudo, quando essas não forem suficientes para o
nosso treinamento, recorreremos a outras bancas.

E assim, finalizamos nossa conversa introdutória.

Vamos trabalhar?

Lei nº 5.553/1968 - documento de identificação pessoal3

A primeira coisa que você deve fazer em relação ao estudo desta Lei (e
também das demais que virão nas próximas aulas) é ter em mãos seu texto
atualizado, que pode ser obtido em: http://www4.planalto.gov.br/legislacao.

O ideal é que você possa imprimi-lo para anotar os detalhes


importantes, que serão indicados na aula. Carregue-o com você (sim,
concurseiro determinado faz isso!) e, sempre que dispuser de alguns minutos,
leia-o.

Desse modo, sem perceber, você irá formando


uma memória visual que ajudará muito na
hora da prova.

A Lei n.º 5.553/68 tem uma redação simples, com poucos artigos, e não
existem divergências doutrinárias ou jurisprudenciais relevantes para fins de
concurso.

Em outras palavras, as questões envolvendo essa Lei costumam cobrar


o conhecimento da famosa “letra de lei”, exigindo, infelizmente,
memorização de alguns pontos.

O edital do concurso contém uma pequena falha na ementa desta Lei. O correto é
3

“apresentação e uso de documentos de identificação pessoal”. A FUNCAB assim registrou no


programa do concurso: “apresentação e uso de documento de identificação criminal”.

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Mas não se preocupe! Elaboramos um resumo para facilitar essa tarefa,


que será apresentado ao final da aula.

Passemos aos artigos:

Art. 1º A nenhuma pessoa física, bem como a nenhuma pessoa


jurídica, de direito público ou de direito privado, é lícito reter
qualquer documento de identificação pessoal, ainda que
apresentado por fotocópia autenticada ou pública-forma, inclusive
comprovante de quitação com o serviço militar, título de eleitor,
carteira profissional, certidão de registro de nascimento, certidão de
casamento, comprovante de naturalização e carteira de identidade
de estrangeiro.

As autoridades podem, desde que por razões justificáveis, solicitar ou


exigir a identificação das pessoas.

Apesar disso, a regra é que não se pode reter documentos de


identificação pessoal, mesmo quando se tratar de cópia autenticada ou de
sua pública-forma4.

O rol de documentos listados no art.1º é meramente exemplificativo.

Ou seja, quaisquer documentos de identificação pessoal (carteira


nacional de habilitação, passaporte, CPF, etc.), ainda que não expressos neste
dispositivo, não podem ser retidos.

Veja um recente julgado a esse respeito:

TJ-DF - APR: 20140111982955. [...] PROCESSO PENAL.


CRIME DE ROUBO CIRCUNSTANCIADO. [...] CARTEIRA
NACIONAL DE HABILITAÇÃO. RETENÇÃO.
ILEGALIDADE. CONTRAVENÇÃO PENAL. LEI 5.553/68.
[...].

4
Pública-forma? O que é isso?

Em resumo, trata-se da cópia de um documento original, feita por um Tabelião de Notas, que
lhe confere fé pública para que, em regra, tenha o mesmo valor do documento original.

Mas, não se preocupe com isso! Esse conhecimento não será exigido no concurso. Você
precisa apenas saber que a retenção de documentos apresentados por pública-forma é
vedada, tal como se fosse o documento original.

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5. O artigo 3º da Lei nº 5.553/68 dispõe que a retenção de


documentos de identificação pessoal constitui
contravenção penal, sendo imperiosa, no caso em análise,
a devolução do documento requerido, qual seja, a
Carteira Nacional de Habilitação. DJE: 05/10/2015.

No entanto, se você tiver facilidade, seria interessante memorizar a lista


do art.1º. Isso porque, apesar de ser baixa a probabilidade, a banca
examinadora pode, eventualmente, explorar o conhecimento literal da Lei:

certidão de CASAmento
carteira PROfissional
certidão de registro de Nascimento
título de Eleitor
comprovante de Naturalização
carteira de identidade de Estrangeiro
comprovante de quitação com o serviço MIlitar

Dica mnemônica: (“casa pro nenem”)

Mas, como toda regra, a proibição da retenção de documentos de


identificação também tem exceções, as quais se encontram no art.2º da Lei:

Art. 2º Quando, para a realização de determinado ato, for exigida a


apresentação de documento de identificação, a pessoa que fizer a
exigência fará extrair, no prazo de até 5 (cinco) dias, os dados que
interessarem devolvendo em seguida o documento ao seu exibidor.

§ 1º - Além do prazo previsto neste artigo, somente por ordem


judicial poderá ser retirado qualquer documento de identificação
pessoal.

§ 2º - Quando o documento de identidade for indispensável para a


entrada de pessoa em órgãos públicos ou particulares, serão
seus dados anotados no ato e devolvido o documento
imediatamente ao interessado.

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O art.2º, então, elenca as situações e prazos em que,


excepcionalmente, o documento pode ser retido, (ainda que por breves
instantes), e que precisam ser memorizadas.

Em relação a essas, não tem jeito, você precisa decorar mesmo!

Situação Prazo
Realização de ato que necessite da Até 5 dias para extrair os dados e
extração de dados do documento. devolver ao interessado.

Mediante ordem judicial. Sem prazo determinado, podendo


extrapolar os 5 dias.

Os dados são anotados e,


imediatamente, o documento é
Controle da entrada de pessoa em devolvido ao interessado.
órgãos públicos ou particulares.
(nesse caso, o documento, na
verdade, sequer fica “retido”)

Imagine que uma autoridade judicial determine, de modo


fundamentado, a retenção do passaporte de um acusado durante a instrução
de um processo criminal, por período superior a 5 dias, visando evitar sua
fuga do país.

Nessa situação, a autoridade não cometerá infração, em razão do


previsto no § 1º do art.2 da Lei n.º 5.553/68.

Por outro lado, se o dirigente de um órgão público, por razões de


segurança, determinar a retenção do documento das pessoas como condição
de acesso às dependências do órgão, incidirá na conduta descrita no § 2º do
art.2 da Lei.

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Veja a jurisprudência a respeito do tema:

“MANDADO DE SEGURANÇA - Retenção de documento de identidade em Portaria de


repartição pública - Condição de acesso - Ilegalidade - Artigo 1º e 2º da Lei
5.553/68 - Medida desnecessária à política interna – [...]. A nenhuma pessoa, física ou
jurídica, de direito público ou privado, é lícito reter, na portaria de repartição ou
estabelecimento, documento de identidade pessoal como condição de acesso”. (TJ/SP -
Relator: Cezar Peluso - Apelação Cível n. 191.311-1/SP – DJU, 12.11.93).

Prosseguindo em nosso estudo:

Art. 3º Constitui CONTRAVENÇÃO PENAL, punível com pena


de prisão simples de 1 (um) a 3 (três) meses ou multa de NCR$ 0,50
(cinqüenta centavos) a NCR$ 3,00 (três cruzeiros novos), a retenção
de qualquer documento a que se refere esta Lei.

Parágrafo único. Quando a infração for praticada por preposto


ou agente de pessoa jurídica, considerar-se-á responsável quem
houver ordenado o ato que ensejou a retenção, a menos que haja,
pelo executante, desobediência ou inobservância de ordens ou
instruções expressas, quando, então, será este o infrator.

O art.3º da Lei destina-se a qualquer pessoa que fizer a retenção


indevida de documentos, tipificando tal conduta como contravenção penal
(e não crime!).

Em se tratando de preposto ou agente de pessoa jurídica (tanto faz,


se de direito público ou privado) teremos os seguintes sujeitos ativos da
contravenção:

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Regra Exceção

Aquele que houver ordenado a Aquele que reteve o documento, por


retenção indevida. iniciativa própria, em desobediência
ou inobservância de ordens ou
instruções expressas.
Exemplo: o supervisor de segurança Exemplo: o supervisor de segurança de
de um ente privado determina aos um órgão público determina
agentes de portaria que retenham o expressamente aos agentes de portaria
documento das pessoas que que anotem os dados dos
ingressarem em suas dependências, documentos das pessoas que
devolvendo-os somente no momento ingressarem nas dependências do órgão,
da saída. devolvendo-os imediatamente.

Nessa situação, o supervisor – que Um desses agentes, contudo, encantado


deu a ordem indevida - responderá com a beleza de uma jovem que
pela infração. ingressou no prédio, decide reter seu
documento a fim de apreciá-lo durante
a sua permanência no órgão.

Nesse caso, o agente responderá pela


infração.

Existem várias diferenças entre crimes e


contravenções. Entre elas, a gravidade das
condutas e as penas cominadas.

São tipificadas como crimes as condutas mais


graves. Como contravenções, as menos graves.

Aos crimes, basicamente, são cominadas penas


de reclusão e detenção, além de multa. Às
Crimes
contravenções, a prisão simples ou multa5.
x
Contravenções Penais Portanto, tenha cuidado para não ser enganado
pelo examinador: a retenção não autorizada de

5
Decreto-Lei n.º 3.914/41, Art. 1º Considera-se crime a infração penal que a lei
comina pena de reclusão ou de detenção, quer isoladamente, quer alternativa ou
cumulativamente com a pena de multa; contravenção, a infração penal a que a lei
comina, isoladamente, pena de prisão simples ou de multa, ou ambas, alternativa ou
cumulativamente.

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documento de identificação configura


contravenção penal, e não crime!

Com relação às quantidades de pena previstas na Lei (prazos de prisão


e valores de multa), não se preocupe em decorá-las. Em regra, essas
informações não são cobradas em prova.

No entanto, você precisa saber que as infrações previstas na Lei n.º


5.553/68, por serem contravenções penais:

 São infrações de menor potencial ofensivo6.


 A ação penal é pública incondicionada7.
 São julgadas pelos juizados especiais criminais8.
 Não admitem a tentativa9.

Em relação à parte conceitual da Lei n.º 5.553/68, são esses os pontos


relevantes para nossa prova.

Veja, a seguir, um resumo que o(a) ajudará na fixação da matéria.

Art.61 da Lei n.º 9.099/95: Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo,
6

para os efeitos desta Lei, as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena
máxima não superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não com multa.

Art. 17 da Lei das contravenções penais: A ação penal é pública, devendo a autoridade
7

proceder de ofício (ou seja, é incondicionada).

Art. 60. O Juizado Especial Criminal, provido por juízes togados ou togados e leigos, tem
8

competência para a conciliação, o julgamento e a execução das infrações penais de menor


potencial ofensivo, respeitadas as regras de conexão e continência.

Art. 4º da Lei das contravenções penais: Não é punível a tentativa de contravenção.


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Resumo esquemático

O esquema abaixo pode facilitar a absorção do assunto:

INOBSERVÂNCIA REGRA EXCEÇÃO 1


DA REGRA
Documentos de Realização de atos
Contravenção Penal identificação pessoal que necessitem da
não podem ser retidos extração de dados
( ≠ crime) (Art.1º)
desses documentos

Prazo: 5 dias
(Art.3º)
(Art.2º, caput)
Autoria, no caso de Original
pessoa jurídica:
Cópia autenticada
Aquele que ordenou a Pública-forma EXCEÇÃO 2
retenção indevida
Acima desse prazo,
ou somente por ordem
DOCUMENTOS
Executante que judicial.
EXPRESSAMENTE
desobedeceu ordem (Art.2º, §1º)
PREVISTOS
expressa

(Art.3º, parágrafo único) “CASA PRO NENEM”

EXCEÇÃO 3

Entrada de pessoa em órgãos públicos ou


particulares.

Prazo: os dados são anotados e o


documento é devolvido imediatamente

(Art.2º, §2º)

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Revisão

 a regra é que não se pode reter documentos de identificação


pessoal, mesmo quando se tratar de cópia autenticada ou de sua
pública-forma.

 A inobservância dessa vedação configura contravenção penal, e não


crime.

 O rol de documentos listados no art.1º é meramente exemplificativo.

 Existem situações em que, excepcionalmente, o documento pode ser


retido (realização de atos em que for exigida a apresentação de
documento de identificação / ordem judicial). No caso da entrada de
pessoa em órgãos públicos ou particulares, o documento deve ser
devolvido imediatamente.

 Em se tratando de preposto ou agente de pessoa jurídica, de direito


público ou privado, os sujeitos ativos da contravenção serão: aquele
que houver ordenado a retenção indevida ou aquele que reteve o
documento, por iniciativa própria, em desobediência ou inobservância
de ordens ou instruções expressas.

 As contravenções (e não crimes!) previstas na Lei n.º 5.553/68:

• são infrações de menor potencial ofensivo


• a ação penal é pública incondicionada
• são julgadas pelos juizados especiais criminais
• não admitem tentativa

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Questões de concursos anteriores

Antes de começarmos...

Nosso curso contém questões a serem resolvidas, nos


mesmos moldes daquelas que encontraremos no dia da
prova.

Como você bem sabe, é treinando que se adquire


prática, velocidade e, sobretudo, autoconfiança!

Para que você tenha uma real noção do seu


desempenho e, principalmente, identifique onde estão
seus pontos fracos, proponho que você as resolva, ao
menos uma vez, simulando as condições do dia da
prova.

Ou seja, primeiro, leia a parte teórica da aula. Depois,


resolva as questões sem recorrer ao material ou aos
comentários, e avalie o resultado.

Ainda que haja alguns pontos fracos a ajustar, isso não


pode ser motivo para desânimo e, muito menos, para
medo da prova.

Todos já passamos por isso na vida de concurseiro.


Você não é o único.

Até mesmo os candidatos mais bem preparados, em


algum momento, já duvidaram de sua capacidade.
Esteja certo disso! Falo com propriedade: já vi pessoas
(muito) preparadas serem derrotadas pelo medo da
reprovação.

Portanto, respire fundo e vamos em frente!

1. CESPE/2016 - POLÍCIA CIENTÍFICA/PE - Auxiliar de Perito

Jorge, maior e capaz, pequeno empresário, contratou Lucas como


empregado em sua empresa e, sem justo motivo, retém em seu poder,

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há já mais de cinco dias, o comprovante de quitação de Lucas com o


serviço militar.

Nessa situação hipotética, de acordo com a Lei n.° 5.553/1968, a


retenção, sem justo motivo, do comprovante de quitação de serviço
militar será enquadrada como:

a) contravenção penal punível com prisão simples ou multa.

b) crime punível com reclusão.

c) crime punível com detenção e multa.

d) crime punível com multa.

e) crime punível com detenção.

Comentário:

O art.2º da Lei n.º 5.553/68 autoriza que, excepcionalmente, o


documento fique retido para prática de certos atos pelo prazo de até 5
(cinco) dias, sendo devolvido em seguida.

No caso, a questão informa que Jorge reteve o documento de


Lucas há mais de cinco dias, configurando assim a contravenção penal
prevista no art.3º:

Art. 3º Constitui CONTRAVENÇÃO PENAL, punível com pena de


prisão simples de 1 (um) a 3 (três) meses ou multa de NCR$ 0,50
(cinqüenta centavos) a NCR$ 3,00 (três cruzeiros novos), a retenção de
qualquer documento a que se refere esta Lei.

Cuidado: a Lei n.º 5.553/68 tipifica a retenção ilegal de


documento como contravenção penal, e não como crime.

Por fim, note que a banca fez constar expressamente que Jorge é
maior e capaz. Portanto, responderá penalmente pelo delito. Gabarito:
alternativa “a”.

2. CESPE/UnB/2014 – Polícia Militar/CE

Julgue o próximo item, em conformidade com o que preceituam as Leis


n.º 5.553/1968 (a respeito da apresentação e do uso de documento de

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identificação pessoal), n.º 4.898/1965 (relativa ao direito de


representação e ao processo de responsabilidade nos casos de abuso de
autoridade) e n.º 9.455/1997 (que define os crimes de tortura).

A retenção de documento de identificação pessoal é proibida, sendo


possível somente para a realização de ato em que se exija a
apresentação de documento de identificação, nesse caso, a pessoa que
fizer a exigência poderá fazer a retenção por até cinco dias, não
podendo ser o prazo prorrogado.

Comentário:

A questão contém uma clássica “pegadinha” de concursos públicos.


Muito cuidado com os termos “somente”, “sempre”, “nunca”, “salvo”,
“exceto”, etc.. Normalmente as bancas examinadoras inserem esses termos
no meio de enunciados longos, a fim de desviar a atenção do candidato.

No caso, o erro da questão reside na afirmativa:

“A retenção de documento de identificação pessoal é


proibida, sendo possível somente para a realização de ato
em que se exija a apresentação de documento(...)”

Conforme já vimos, o §1º do art.2º da Lei n.º 5.553/68, também permite


a retenção de documento por meio de ordem judicial, além do prazo de 5
dias. Gabarito: “Errado”

Relembrando:

Situação Prazo
Realização de ato que necessite da Até 5 dias para extrair os dados
extração de dados do documento. e devolver ao interessado.

Mediante ordem judicial Sem prazo determinado,


podendo extrapolar os 5 dias.

3. IBF/2014 – Polícia Civil/SE (Escrivão Substituto)

Suponha que um escrivão de polícia, no ato de lavratura de um termo


circunstanciado de ocorrência, acabe por reter dolosamente o

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documento de identificação pessoal apresentado pelo autor da conduta


delitiva. Nesse caso o escrivão:

a) Não cometeu infração penal, pois tal conduta não encontra previsão
na lei penal.

b) Cometeu crime de menor potencial ofensivo

c) Cometeu uma contravenção penal

d) Não cometeu infração penal, mas apenas infração administrativa.

Comentário:

Questão clássica sobre o tema. A Lei n.º 5.553/68 não tipifica crimes,
mas apenas contravenções penais, certo? Então, o gabarito: “C”

4. UNIVERSA/2013 - Polícia Militar/DF

Nos termos da Lei n.º 5.553/1968, a retenção injustificada de qualquer


documento de identificação pessoal:

a) constitui contravenção penal.


b) constitui crime.
c) constitui infração administrativa, apenas.
d) constitui crime e infração administrativa
e) não constitui qualquer infração se apresentado por fotocópia
autenticada.

Comentário:

Nos termos do art.3º da Lei, o descumprimento dos seus preceitos


configuram contravenções penais e não crimes! Lembrando que não há
necessidade de memorizar as penas, ok? A fotocópia autenticada também
é protegida pela Lei (art.1º). Gabarito: alternativa “a”.

5. UEPA/2013 - Polícia Civil/PA – Escriturário

A Lei nº. 5.553, de 1968, resguarda os direitos dos cidadãos quanto à


posse de seus documentos pessoais de identificação, os quais são
garantias do exercício de direitos. Por força dessa lei:

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a) é vedada a apreensão de documentos originais, porém é permitida a


retenção daqueles apresentados em fotocópias autenticadas, na medida
em que estes não possuem valor legal.

b) a retenção de documentos de identificação pessoal constituirá


contravenção penal, mas apenas quando praticada por autoridade
pública, sendo um irrelevante penal a conduta quando praticada por
particular.

c) as limitações constantes da lei somente se referem a documentos que


contenham a fotografia do titular, pois apenas estes são válidos como
documentos de identificação.

d) nos termos da lei, a autoridade policial deve reter documento que,


por mau estado de conservação, torne incerta a veracidade dos dados
dele constantes, fazendo instaurar investigação sobre possível crime de
uso de documento falso.

e) é lícito condicionar a entrada de pessoas em prédios públicos à


apresentação de documento de identificação, mas o documento deve
ser imediatamente restituído após conferência ou anotação dos dados.

Comentário:

A questão exigiu o conhecimento sistemático da Lei. Vejamos as


alternativas:

a) é vedada a retenção de qualquer documento de identificação


pessoal, ainda que apresentado por fotocópia autenticada
ou pública-forma (art.1º)

b) A nenhuma pessoa física, bem como a nenhuma pessoa


jurídica, de direito público ou de direito privado, é lícito reter
qualquer documento de identificação pessoal (art.1º)

c) A Lei não faz nenhuma distinção entre os documentos


equiparados, contenham ou não a fotografia do titular. Note
que, entre os documentos protegidos, consta o título de eleitor
que, como sabemos, não contém foto. (art.1º)

d) A Lei n.º 5.553/68 não contém previsão nesse sentido.

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e) Art.2º § 2º da Lei. Note que a questão menciona “conferência


ou anotação” dos dados, o que não contradiz a previsão legal
de “anotação”, sendo, portanto, a alternativa correta. Veja:

Art.2º § 2º - Quando o documento de identidade


for indispensável para a entrada de pessoa em
órgãos públicos ou particulares, serão seus dados
anotados no ato e devolvido o documento
imediatamente ao interessado.

6. FUNIVERSA /2012 – DETRAN/DF - Agente de Trânsito

Acerca da Lei n.º 5.553/1968, no que se refere à apresentação e ao uso


de documento pessoal, assinale a alternativa correta.

a) A nenhuma pessoa física, assim como a nenhuma pessoa jurídica, de


direito público ou privado, é lícito reter algum documento de
identificação pessoal, exceto se apresentado por fotocópia autenticada
ou pública-forma, incluindo comprovante de quitação com o serviço
militar, título de eleitor, carteira profissional, certidão de registro de
nascimento, certidão de casamento, comprovante de naturalização e
carteira de identidade de estrangeiro.

b) Somente por ordem judicial ou do Ministério Público poderá ser


retirado documento de identificação pessoal, exigido em determinado
ato, fora do prazo estabelecido para devolução.

c) Quando, para a realização de determinado ato, for exigida a


apresentação de documento de identificação, a pessoa responsável pela
exigência fará extrair, no prazo de até cinco dias, os dados que
interessarem, devolvendo, em seguida, o documento ao seu exibidor.

d) Quando o documento de identidade for indispensável para a entrada


de pessoa em órgãos públicos ou particulares, serão seus dados
anotados no ato e devolvido o documento ao interessado até sua saída
do local.

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e) Constitui crime, punível com pena de prisão simples de um a três


meses ou com multa, a retenção de qualquer documento a que se refere
essa lei.

Comentário:

Essa questão também exigiu o conhecimento sistemático da Lei.


Vejamos as alternativas:

a) Mais uma vez, a clássica “pegadinha” de concursos públicos. Muito


cuidado com os termos “somente”, “sempre”, “nunca”, “salvo” ou
“exceto”. Normalmente as bancas examinadoras inserem esses
termos no meio de enunciados longos, a fim de distrair o candidato.

No caso, o erro se encontra no termo “exceto”, uma vez que não é


autorizado “reter qualquer documento de identificação pessoal, ainda
que apresentado por fotocópia autenticada ou pública-forma“
(art.1º).

b) O Ministério Público não tem essa prerrogativa. (Art.2º § 1º)

c) Alternativa correta! (Art.2º).

d) Quando o documento de identidade for indispensável para a entrada


de pessoa em órgãos públicos ou particulares, serão seus dados
anotados no ato e devolvido o documento imediatamente (e não
até a sua saída) ao interessado (Art.2º § 2º).

e) Vale mais uma vez alertar: a retenção de qualquer documento a que


se refere esta Lei constitui contravenção penal, e não crime!
(art.3º)

7. FCC/2012 – TRF (2ª Região) - Técnico Judiciário

Josimar pretende entrar em prédio público, em que é indispensável a


apresentação de documento de identidade e exibe ao funcionário
responsável sua carteira profissional. Nesse caso, o funcionário:

a) poderá reter o documento, que será devolvido ao interessado prazo


máximo de dez dias.

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b) deverá reter o documento do interessado durante todo o período em


que estiver no interior do prédio.

c) deverá anotar seus dados no ato e devolver imediatamente o


documento ao interessado.

d) só poderia reter o documento se Josimar tivesse apresentado


fotocópia autenticada.

e) poderá reter o documento por até oito dias, se verificar que Josimar
ainda não está cadastrado

Comentário:

A questão exige que o candidato tenha memorizado as situações em


que, excepcionalmente o documento pode ser retido, ainda que por breves
instantes.

Lembre-se que, conforme o § 2º do art.2º da Lei n.º 5.553/68:

Situação Prazo
entrada de pessoa em órgãos Os dados são anotados e,
públicos ou particulares imediatamente, o documento
é devolvido ao interessado.

(ou seja, nesse caso, o


documento sequer fica “retido”)

Portanto, o funcionário deverá anotar seus dados no ato e devolver


imediatamente o documento ao interessado. Gabarito: alternativa “c”

8. CESPE/UnB/2011 – Polícia Civil/ES (Escrivão)

Com relação à legislação especial, julgue o item a seguir:

A nenhuma pessoa física, bem como a nenhuma pessoa jurídica, de


direito público ou de direito privado, é lícito reter qualquer documento
de identificação pessoal, ainda que apresentado por fotocópia
autenticada ou pública-forma, inclusive comprovante de quitação com o
serviço militar, título de eleitor, carteira profissional, certidão de registro
de nascimento, certidão de casamento, comprovante de naturalização e

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carteira de identidade de estrangeiro, exceto para a prática de


determinado ato em que for exigida a apresentação de documento de
identificação, ocasião em que a pessoa que fizer a exigência fará extrair,
no prazo de até dez dias, os dados que interessarem, devolvendo, em
seguida, o documento ao seu exibidor.

Comentário:

O prazo de retenção para prática de determinado ato em que for


exigida a apresentação de documento de identificação, é de até 5
(cinco) dias. Além desse prazo, somente por ordem judicial (Art.2º §
1º). Gabarito: “Errado”

9. CESPE/UnB/2011 – Polícia Civil/ES - Perito Papiloscópico

Em relação à carteira de identidade e considerando as Leis n.º


7.116/1983 e n.º 5.553/1968, julgue os itens que se seguem.

I. Constitui contravenção penal a retenção injustificada de qualquer


documento de identificação pessoal.

II. Quando o documento de identidade for indispensável para a


entrada de pessoa em órgãos públicos, seus dados deverão ser
anotados no ato e o documento deverá ser-lhe devolvido no prazo
máximo de cinco dias.

Comentário:

I. Art.3º. Note que o Examinador teve o cuidado de ressalvar:


“retenção injustificada”. Isso porque a Lei contempla hipóteses de
retenção, que não configuram contravenção penal (controle de
acesso à prédios públicos e particulares e prática de determinados
atos). Gabarito: “correto”.

II. Art.2º §2º. Nesses casos, a devolução deve ser imediata, e não no
prazo de até 5 dias. Gabarito: “Errado”.

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10. UFMT/2005 – Polícia Civil/MT (Delegado)

É possível reter documento de identificação para a realização de ato


determinado, no prazo máximo de cinco dias, devendo, ao final, ser
devolvido. Para ser retido qualquer documento de identificação pessoal,
é exigível:

a) ordem de autoridade policial.


b) ordem de qualquer funcionário público.
c) sentença judicial no devido processo legal.
d) ordem judicial.
e) determinação de órgão do Ministério Público.

Comentário:
Essa questão, merecidamente, foi anulada pela banca
examinadora. As hipóteses de retenção efetiva do documento (ou seja,
excluindo-se aquela do controle de acesso de pessoas a prédios públicos
ou particulares, onde o documento deve ser devolvido imediatamente)
estão no art.2º da Lei:

Art. 2º Quando, para a realização de determinado ato, for


exigida a apresentação de documento de identificação, a
pessoa que fizer a exigência fará extrair, no prazo de
até 5 (cinco) dias, os dados que interessarem devolvendo
em seguida o documento ao seu exibidor.

§ 1º - Além do prazo previsto neste artigo, somente


por ordem judicial poderá ser retirado qualquer
documento de identificação pessoal.

Ou seja, na hipótese do caput do art.2º existe uma retenção de


documento para o qual não é “exigível” nenhuma das providências
constantes das alternativas da questão. Não há, portanto, alternativa
correta.
-xxx-

E assim, terminamos nossa aula demonstrativa.

Espero que você tenha gostado!

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Em caso de dúvidas, estarei à disposição no fórum do Ponto.

Até a próxima aula! Forte abraço,

Prof. Leandro Igrejas.

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