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PRINCÍPIOS LIMITADORES AO DIREITO DE PUNIR

FINALIDADES

 para orientar a política legislativa criminal;

 para restringir o poder punitivo do Estado;

 para salvaguardar as liberdades e os direitos fundamentais do indivíduo;

 para pautar a interpretação e a aplicação da lei penal conforme a


Constituição.

 LIV, ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido


processo legal;

 XXXV, a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou


ameaça a direito;

 LV, aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados


em geral são assegurados o contraditório e a ampla defesa, com os meios
e recursos a ela inerentes;

 LVII, ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da


sentença penal condenatória;

 LXI, ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e
fundamentada da autoridade judiciária competente, salvo nos casos de
transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei;

 LXV, a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade


judiciária;

 LXXVIII, a todos no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a


razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de
sua tramitação;

 LIII, ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade


competente;

 XXXVII, não haverá juízo ou tribunal de exceção;

 XXXIX, não há crime sem lei anterior que o defina, ne pena sem prévia
cominação legal.

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PRINCÍPIOS LIMITADORES AO DIREITO DE PUNIR

da reserva legal absoluta: somente a lei emanada do Poder Legislativo,


através de procedimento estabelecido em nível constitucional, poderá definir
crimes e cominar penas;

da taxatividade: as condutas previstas como ilícitas não podem ser vagas;

da determinação: as penas, além de precisamente previstas, não podem ter


um margem elástica para a sua aplicação;

da função garantista, que por sua vez significa:

 a proibição de se editar leis retroativas que fundamentem ou agravem


a punibilidade;

 a proibição de se criar crimes ou agravar penas com base em


costumes;

 a proibição de se criar crimes ou agravar penas com base em analogia;

 a proibição de se editar leis penais incertas, ambíguas, obscuras...

da anterioridade: somente poderá ser aplicada ao criminoso pena que esteja


prevista na lei antes do fato por ele praticado;

da intervenção mínima: o Direito Penal somente deve intervir nos casos de


ataques muito graves aos bens jurídicos mais importantes, deixando aos
demais ramos do direito a aplicação de sanções extrapenais;

da proporcionalidade: a sanção deve corresponder ao desvalor da conduta;

da humanização: no cumprimento da pena deve existir uma disposição de


ajuda e assistência sociais direcionadas à recuperação do condenado;

da culpabilidade: além da exigência da intenção (dolo) ou da falta de


previsão (culpa) na conduta do agente, é indispensável que a pena seja
imposta ao criminoso por sua própria conduta (culpabilidade pelo fato) e não
por eventual defeito de caráter, de vida pregressa.