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Faculdade Unyleya

Curso: Cybercrime e Cybersecuryti: Prevenção e Investigação de Crimes Digitais


Disciplina: Metodologia da Pesquisa e Produção Científica
Aluno: PEDRO GLEUCIANIO FARIAS MOREIRA

Tema: O uso de fontes abertas em procedimento investigatório criminal do


Ministério Público e a sua validade jurídica.

Tarefa 4.2 – Revisão da Literatura


1º parágrafo – Um texto sobre o tema elaborado pelo aluno sem citações para
iniciar a revisão da literatura.

Na atividade de inteligência e investigação criminal a Internet tornou-se uma


grande ferramenta de coletas de informações e evidências de crimes, não somente de
crimes digitais, mas de outros crimes. A Internet propicia uma infinidade de meios que
auxiliam a atividade de investigação criminal, dentre as quais destacam-se as fontes
abertas. Nesse viés, buscaremos analisar a validade jurídica do uso de fontes abertas como
prova no processo penal.

2º parágrafo – Um breve texto e uma citação longa (quatro ou mais linhas).

Desse modo, a Internet é um rico cenário de informações. Assim, a obtenção


dessas informações visa subsidiar a investigação criminal, a fim de elucidar crimes,
assinalando provas objetivando apontar a autoria e a materialidade de um delito. No
entanto, devemos ter cuidado para verificar a qualidade da informação. De acordo com
Afonso1 (2006, p. 49-62 apud Wendt e Barreto (2013, p. 35):

A inundação de dados gerada pela democratização da informação e pela


popularização das tecnologias da comunicação aumentou a carga sobre
decisores bem como impôs entraves ao uso de fontes abertas: a quantidade
exagerada e a eventual qualidade duvidosa da informação, além da falta de
confiança na fonte, que está sujeita a medidas ativas de contraespionagem.
Aparentemente, uma solução passível para este problema seria a seleção
acurada de profissionais com perfil para a coleta e análise de fontes abertas,
além de uma criação de uma doutrina especial para o exercício da função destes
profissionais. (AFONSO, 2006).

1
AFONSO, Leonardo Singer. Fontes Abertas e Inteligência de Estado. Revista Brasileira de Inteligência.
Brasília: Abin, v. 2, n. 2, abr. 2006. P. 49-62.
3º parágrafo – Um breve texto e uma citação direta curta (até três linhas).

Dessa forma, cabe ressaltar que existe na atividade de inteligência e/ou na


investigação criminal dois tipos de obtenção de informações: as fontes fechadas ou dado
negado e as fontes abertas. Graças à evolução tecnológica na era da informação,
principalmente a Internet, temos cada vez mais informações disponíveis em fontes
abertas. Na lição de Wendt e Barreto2 (2013) fontes abertas “são as informações
disponíveis ao público e que não exigem nenhuma espécie de restrição ao seu acesso. (...)
uma forma de coletar, selecionar e adquirir informações que possam ser úteis à produção
do conhecimento”.

4º parágrafo – Um breve texto e uma citação indireta ou paráfrases.

Nas atribuições do Ministério Público encontram-se a ação penal. Visto que, o


Órgão Ministerial é incumbido de promover a ação penal, sendo o titular dessa
prerrogativa. Assim, tem-se que junto dessa titularidade advém o direito de executar
investigações criminais. Esse entendimento já é pacífico no Supremo Tribunal Federal -
STF. O Ministério Público através do Procedimento Investigatório Criminal - PIC
materializa a investigação criminal. Segundo o art. 1º, da Resolução nº 1813, de
07/08/2017, do Conselho Nacional do Ministério Público, o procedimento investigatório
criminal possui natureza administrativa e inquisitorial, objetivando apurar infrações
penais.

5º parágrafo – Um texto sobre o tema elaborado pelo aluno sem citações para
finalizar a revisão da literatura

O Órgão Ministerial possui papel importante na investigação criminal. Assim, os


métodos utilizados precisam acompanhar a evolução tecnologia. Todavia, as fontes
abertas ainda padecem de regulamentação no ordenamento jurídico brasileiro. Portanto,
precisamos sempre analisar a qualidade, a confiabilidade e veracidade das informações
obtidas das através das fontes abertas, sempre buscando garantir a autenticidade e
integridade da prova para que a mesma tenha validade jurídica.

2
WENDT, Emerson; BARRETO, Alesandro Gonçalves. Inteligência Digital: uma análise das fontes
abertas na produção de conhecimento e de provas em investigações criminais e processos. Rio de Janeiro:
Brasport, 2013. 316 p.
3
CNMP, RESOLUÇÃO Nº 181, DE 7 DE AGOSTO DE 2017. Dispõe sobre instauração e tramitação do
procedimento investigatório criminal a cargo do Ministério Público.
Referências bibliográficas

AFONSO, Leonardo Singer. Fontes Abertas e Inteligência de Estado. Revista


Brasileira de Inteligência. Brasília: Abin, v. 2, n. 2, abr. 2006. P. 49-62.
CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO. Resolução nº 181, de 07 de
agosto de 2017. Dispõe sobre instauração e tramitação do procedimento investigatório
criminal a cargo do Ministério Público

WENDT, Emerson; BARRETO, Alesandro Gonçalves. Inteligência Digital: uma


análise das fontes abertas na produção de conhecimento e de provas em investigações
criminais e processos. Rio de Janeiro: Brasport, 2013. 316 p.