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arte_viva

Adriana Maria dos Santos, Arleide Gonçalvez de Andrade (Arleide), Artenízia


Luiza da Silva Pereira, Assuera dos Santos Ribamar, Aurivan dos Santos Barros
(Neguinho), Cícera Maria da Silva (Cícera Procópio), Cícero Brasilino dos Santos
(Bino), Claudete da Silva Barboza, Edilene Bezerra Pajeú, Eliane Maria Gonzaga,
Eulália da Silva Souza Santos, Gilberto Francisco da Silva, Jacilene da Cruz
e Silva, Jõao Monteiro de Souza Júnior (Júnior Truká), Lauane dos Santos, Maria
Aparecida da Conceição, Maria Bernadete Rodrigues (Dete), Maria Cleonice
dos Santos Silva, Maria das Dores da Silva, Maria Gilvanete Alves Gonzaga (Vanete)

- -

PROFESSORES E PROFESSORAS,
LIDERANÇAS E ARTISTAS TRUKÁ
a_rt_e

_vi_va_

EDIÇÃO INDEPENDENTE
EXPEDIENTE

Coordenação
Eliene Amorim de Almeida, Lara Erendira Almeida de Andrade e Organização
de Professoras Indígenas Truká – OPIT (Adriana Maria dos Santos, Artenízia
Luiza da Silva Pereira, Assuera dos Santos Ribamar, Aurivan dos Santos Barros
(Neguinho), Claudete da Silva Barboza, Edilene Bezerra Pajeú, Eliane Maria
Gonzaga, Eulália da Silva Souza Santos, Gilberto Francisco da Silva, Jacilene
da Cruz e Silva, Lauane dos Santos, Maria Aparecida da Conceição, Maria
Cleonice dos Santos Silva, Maria das Dores da Silva)

Oficinas
Eliene Amorim de Almeida

Organização e Edição do Livro


Caroline Farias Leal Mendonça, Eliene Amorim de Almeida e Lara Erendira
Almeida de Andrade

Projeto Gráfico e Diagramação


Paula K. Santos

Fotografias
Manuela Schillaci e Lauane dos Santos

Autoria dos textos


Adriana Maria dos Santos, Arleide Gonçalvez de Andrade (Arleide), Artenízia
Luiza da Silva Pereira, Assuera dos Santos Ribamar, Aurivan dos Santos Barros
(Neguinho), Cícera Maria da Silva (Cícera Procópio), Cícero Brasilino
dos Santos (Bino), Claudete da Silva Barboza, Edilene Bezerra Pajeú, Eliane
Maria Gonzaga, Eulália da Silva Souza Santos, Gilberto Francisco da Silva,
Jacilene da Cruz e Silva, Jõao Monteiro de Souza Júnior (Júnior Truká), Lauane
dos Santos, Maria Aparecida da Conceição, Maria Bernadete Rodrigues
(Dete), Maria Cleonice dos Santos Silva, Maria das Dores da Silva, Maria
Gilvanete Alves Gonzaga (Vanete)
SUMÁRIO

Apresentação____________________04
Introdução ______________________06

Nossa_ARTE_faz_parte_do_cotidiano:
fazemos,_usamos_e_vendemos_____08
<> Sementes 10
<> Fibras 14
<> Barro 20
<> Madeira 22
<> Pintura Corporal 26

Nosso_RITUAL_e_os_ATAVIOS_____28
<> Maracá 30
<> Pujá 31
<> Borná 32
<> Cataioba 33
<> Coiteba 34
<> Apito 35
<> Quaquir 36
<> Pilão 37

Anexos _________________________39
4 –> a_rt_e _vi_va_

Apresen_
ta_ção

Este livro é fruto do Projeto Arte, Saberes e


Memórias do Povo Truká, coordenado em parceria
com a Organização de Professoras Indígenas
Truká – OPIT e realizado com apoio financeiro
do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura
(Funcultura PE).

O Projeto surge de uma demanda dos/as professores/as e lideranças


do povo Truká para ampliar e qualificar a discussão coletiva sobre
o ensino da arte, dos saberes e das memórias no currículo de suas
escolas. Para isso o projeto desenvolveu um conjunto de oficinas e
pesquisas através das quais professores/as e lideranças indígenas
articularam os conhecimentos Truká no campo da educação, arte
e cultura, estimulando a reflexão da comunidade sobre os aspectos
históricos, culturais e artísticos que constituem o povo. O principal
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pela equipe

objetivo do projeto foi contribuir no fortalecimento e na valorização


da identidade Truká, através do registro do seu patrimônio material
e simbólico.

O conjunto de atividades que visaram a formação dos/as


educadores/as foram o mapeamento dos vários tipos de arte que são
produzidas no território, com identificação das matérias primas, das
técnicas utilizadas, do tempo e espaços que envolvem a produção e
dos/as detentores/as destes saberes relacionados ao artesanato, aos
objetos do ritual, aos adornos femininos e masculinos, aos objetos
cotidianos, a arte Truká em geral.

Os textos que compõe este livro são de autoria coletiva, produzidos


durante as oficinas pelos/as indígenas participantes.

Este livro é, portanto, a sistematização desses saberes. Nosso interesse


é que ele seja utilizado tanto nas salas de aulas dos próprios Truká,
como também nas escolas públicas dos municípios vizinhos.
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Intro_
du_ção

Nós somos o povo Truká, moramos


no Sertão do São Francisco, Nordeste
brasileiro. Nosso povo está situado
em quatro municípios dessa região:
em Cabrobó habitamos a Terra
Indígena Ilha da Assunção;
em Orocó, na localidade chamada
Tapera, ambas no estado de
Pernambuco. No estado da Bahia
estamos localizados nos municípios
de Sobradinho e Paulo Afonso.
Nossa população total é em torno
de 6.000 pessoas.
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Nossa arte começa na Natureza Sagrada

O território Truká se localiza no curso do rio São Francisco, que tem


importância material para o fornecimento de água, agricultura e
pesca, mas tem, sobretudo, a importância religiosa e simbólica.
O nosso Opará nos rodeia com suas águas, nos protegendo de todos
os males. Nosso território é cheio de riquezas que a Natureza Sagrada
nos oferece e nos permite fazer vários objetos de arte.

A arte esta presente em vários momentos da nossa vida. Os objetos


de arte que fazemos tem muitos significados técnicos, estéticos,
simbólicos, morais, pois neles expomos nossa visão de mundo.
A nossa visão de mundo esta permeada pelos ensinamentos do
nosso universo sagrado, pela história dos nossos antepassados, mas
também pela influência da população negra, camponesa e branca
colonizadora devido ao contato intenso que temos há cinco séculos
com a sociedade nacional.
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Nossa_ARTE_faz_
parte_do_cotidiano:
fazemos,_usamos_
e_vendemos

Fazer arte é um dos muitos saberes tradicionais do nosso povo.


Os saberes tradicionais são conhecimentos vividos por nossos
antepassados que fortalece a nossa identidade no presente
e que deve passar de geração em geração. São os mais velhos
que ensinam aos mais jovens.

Para nós a arte é um modo de fazer e demonstrar a nossa cultura.


É também uma forma de demonstrar sentimentos, pensamentos
e conhecimentos. A arte nos fortalece, nos identifica e nos afirma
como povo.

A nossa arte é muito bonita e a utilizamos no nosso dia a dia


como utensílios domésticos, adornos para ornamentos do nosso
corpo e os atavios que são utilizados no ritual sagrado. Outras são
comercializadas gerando renda na comunidade como colares,
brincos, esteiras, cestas, bordunas, arco e flecha.
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<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<

A Natureza Sagrada fornece a matéria prima


No nosso território tem várias plantas típicas da região do sertão
do São Francisco e outras trazidas de fora pelos colonizadores.
Elas produzem diversas sementes e fibras que utilizamos para
produzir uma variedade de objetos de arte. Também utilizamos
a madeira e o barro na nossa produção artística e artesanal.
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feitos com

SEMENTES
As sementes são coletadas na caatinga, nos terreiros
da casa e na beira do rio pelos homens e pelas
mulheres em companhia de seus filhos e filhas.

/ AS SEMENTES MAIS COLETADAS SÃO /

Lágrimas de maria, sabonete, leocema, gergelim brabo, verdejante,


meru, palmeira,turquia, mulungu, jatobá, mucunã, pau brasil, catolé,
mari, carcarazeiro, calumbi, palmeira.

/ COM ESTAS SEMENTES CONFECCIONAMOS /

Colares, braçadeiras, brincos, tornozeleiras, pulseiras entre outras peças

Colar feito com gergelim brabo <<<<<< Colar feito com gergelim brabo e leocema <<<<<<
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>>>>>> Colares confeccionados com mucunã, lágrima de maria, sabonete e açaí <<<<<<
12 –> a_rt_e _vi_va_

Colar feito com lágrima de Colar feito com lágrima de Colar trançado feito com
maria, sabone e dente maria e pau brasil <<<<<< gergelim brabo <<<<<<
de capivara <<<<<<

<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<

Os colares feitos com lágrima de maria


são utilizados pelos mais velhos no ritual
<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<

Colares feitos com lágrima de maria,


Colar feito com lágrima de maria, sabonete, catolé e búzio <<<<<< mucunã, palmeira e meru <<<<<<
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objetos com SEMENTES E PENAS

Brinco feito de pena de peru, guiné


e semente de açaí <<<<<<

Brinco feitos com merú, bambu, pau


brasil, jatobá e pena de ave <<<<<<

Brinco feitos com merú, bambu, pau brasil, sabonete e Brinco feito com merú, acaí, pau brasil,
pena de gavião carcarazeiro <<<<<< sabonete e pena de pavão <<<<<<
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feitos com

FIBRAS VEGETAIS

Bolsa feita com caroá ao natural <<<<<< Bolsa feita com caroá ao natural e tingido <<<<<<

As plantas também nos dão as fibras que são


coletadas pelas mulheres e também pelos homens. A
coleta da fibra é mais trabalhosa, porém nos permite
fazer peças belíssimas.

/ AS PLANTAS QUE NOS FORNECEM AS FIBRAS SÃO /

Caroá, também chamado de croá, banana, milho, coco, bambu,


bucha vegetal, taboa, imbira e cipó.

/ COM ESTAS FIBRAS FAZEMOS /

Atavios que utilizamos nos rituais, como o pujá, o borná e a cataioba/


tanga. Já os objetos de utilidades domesticas são: bolsa, cesta, esteira,
abano, chapéu, boneca, utensílios de cozinha.
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Tops utilizados pelas meninas em momentos de festividades na aldeia <<<<<<

<<<<<<<<<<<<<<<<<
Como é preparada a fibra de caroá?
Existem duas formas de preparo. Na primeira, você colhe,
depois retira a fibra da casca, bate, lava, espreme e põe pra secar.
A segunda é colocar a fibra descangotada por oito dias na água,
depois retira, lava e espreme.

A planta de caroá <<<<<< Fibras de caroá ao natural e tingida <<<<<<


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<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<

O caroá também pode ser usado para remédio.


<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<

Cataioba/tanga feita com fibra de caroá <<<<<<

Borná feito com fibra de caroá


tingida com jurema <<<<<<

Pujás feitos com fibra de caroá <<<<<< Pujá em ponto trançado <<<<<< Pujá em ponto de corrente <<<<<<
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Cantil feito com cabaça e coberto com


trançado de caroá. <<<<<<

>>>>>> Cestos feito com fibra de coqueiro e com cipó <<<<<<


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Entrançado com palhas de bananeira <<<<<<

Esteira feita com a palha da banana e tecida com barbante <<<<<<


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Cesto retangular feito com


palha de milho, adornado
com fita de cetim <<<<<<

Bolsas confeccionadas com palha de milho, com fecho de semente de


jatobá e adornado com fita de cetim <<<<<<

Descanso de panela feito com palha de milho natural e tingida <<<<<<


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feitos com

BARRO
Em vários locais do território
Truká encontramos o barro primário e o
barro secundário, deles fazemos utensílios
de cozinha e peças utilizadas nos rituais.

/ SÃO ELES /

barro primário e barro secundário

Jarros de barro com acabamento


/ COM ELES FAZEMOS / em cal e tinta, para ornamentar
a casa <<<<<<
Panela, pote, cuscuzeira, jarra, jarro, quartinha,
esculturas, aribé e quaki/kuaki.

Cuscuzeira e pote para água de barro natural <<<<<< Interior de cuscuzeira feita com barro natural <<<<<<
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Detallhes de pote com barro natural texturizado com sabugo, esse acabamento deixa a água
armazenada mais fresca <<<<<<
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Apito feito da imburana de cambão


e utilizado nos rituais <<<<<<

Colar feito com madeira pereiro


feitos com e sementes de palmeira, lembrando
pejacho, para ornamento e ritual
<<<<<<
MADEIRA
As plantas são tão preciosas que nos
fornecem também a madeira.

/ OS TIPOS QUE MAIS UTILIZAMOS SÃO /

Jurema, carcarazeiro, imburana, coco, cajueiro

/ COM ELAS FAZEMOS /

Uma variedade de peças que servem de utensílios


de cozinha e os demais são para o ritual e para a venda
do artesanato, como o coité, borduna, batim, arco Borduna feita com
madeira pereiro ou jurema,
e flecha, cachimbo, kuaki, brinco, anel, presilha, troféu,
usada nas lutas pela terra
medalha, cajado e para se defender <<<<<<
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Criado por uma liderança truká e


artistas do povo para presentear as
crianças nos jogos e festas realizados
nas escolas indígenas <<<<<<

Maracá é feito de cabaça com semente de merú, turquia, cabo


com pereiro e bordado a fogo <<<<<<
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Flecha feita com madeira imbira


mocó e penas de peru <<<<<<

Ponta da flecha feita com a


madeira pereiro, flexa com madeira
imbira mocó, e pena de peru. Arco
feito de carcarazeiro ou guiada com
corda de croá <<<<<<
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Quaquir/kuakí feito com a raiz de jurema sagrada, decorado com fogo, usado nos rituais
sagrados e para chamar os encantados <<<<<<
26 –> a_rt_e _vi_va_

a arte da

PINTURA
CORPORAL
Nos relatos dos mais velhos do
nosso povo a pintura corporal
não era utilizada por nossos
antepassados, porém a geração
atual aprendeu com os outros
povos indígenas e desde então
passou a utilizar a pintura
corporal em seus movimentos
festivos e de luta, passando a
confeccionar tintas com jenipapo,
urucum e carvão.

/ SÃO ELAS /

Tintas com jenipapo, urucum e carvão.

Pintura corporal feita com jenipapo e preenchida


com urucum. Traços inspirados na natureza <<<<<<
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A tinta de urucum é extraída da semente Para fazer a tinta de jenipapo, você pega a fruta verde, rala no
seca, você amassa ela em pouca água numa ralador, coloca no pano e espreme, tira o sumo e coloca no sereno à
cuia e depois mexe bastante <<<<<< noite fora de casa, no dia seguinte ela está pronta <<<<<<
28 –> a_rt_e _vi_va_

Nosso_
ritual
e_os_
ATAVIOS

O nosso ritual é o Toré


e nele utilizamos vários
objetos que chamamos
de atavios como o
Maracá, o Pujá, o Borná,
a Cataioba, o Kuaki
e o Coiteba. O Toré é
a forma que temos para
nos comunicar com os
Encantos de Luz que nos
orientam na vida e na luta.
Vamos apresentar agora
cada objeto que fazem
parte do nosso ritual.
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30 –> a_rt_e _vi_va_

O MARACÁ
É um instrumento utilizado para entoar nosso canto nas nossas linhas
de Toré. Para fazer o maracá utilizamos a cabaça e colocamos
a semente da Turquia dentro para tirar o som do objeto.

Quando balança o maracá a comunidade se reúne, se junta, se


aproxima. O maracá chama os Encantos, chama as pessoas
para se reunirem no terreiro e dar início ao ritual. Chama também
para os movimentos e para os enfrentamentos. Por isso o Maracá é
considerado por nós um símbolo de luta e resistência do povo.
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O PUJÁ
Com o Pujá cobrimos a cabeça, ele protege os nossos pensamentos
e os nossos entendimentos pois é feito da fibra do caroá que é uma
planta sagrada e que tem sua força própria. É um dos objetos dos
nossos atavios e é tão importante quanto os demais. Usamos o nosso
Pujá no ritual e nos movimentos indígenas. Ele nos diferencia dos
demais povos indígenas e ao mesmo tempo nos identifica como Truká.

Para sua confecção utilizamos a técnica do trançado e o usamos


na cor da fibra natural, mas tem alguns que gostam de colori-lo
com tingimentos vegetais. Tem famílias na aldeia que confeccionam
e utilizam o Pujá como era antigamente, deixando as fibras longas
na parte de trás, cobrindo o pescoço, indo até as costas. Já outras
famílias preferem o Pujá sem as fibras longas, encerrando o trançado
na circunferência da cabeça.
32 –> a_rt_e _vi_va_

O BORNÁ
É um tipo de bolsa muito usado no ritual e no nosso cotidiano. No ritual é
usado para guardar e transportar nosso maracá e o nosso quaquir/kuakí,
sempre cheio das ervas, para qualquer lugar. Ele é feito da fibra do caroá
e para confeccioná-lo seguimos a técnica do trançado e da tecelagem.
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A CATAIOBA
A cataioba é um tipo de saia que usamos no Toré. É usada
em muitos povos indígenas, entretanto cada povo se diferencia
na forma de fazê-la. É feita da fibra de caroá e é confeccionada
a partir de uma corda seguindo a técnica de tecelagem.
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A COITEBA
É uma vasilha semelhante a um copo ou xícara utilizada no ritual
para beber o Anjucá. Ela é feita de cabaça ou do casco do coco.
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O APITO
O apito do ritual é feito da imburana ou do pereiro. Ele tem dois
formatos, o apito no cabo do maracá e o formato tradicional.
36 –> a_rt_e _vi_va_

O QUAQUIR/KUAKÍ OU GUIA
O quaquir/kuakí é feito da raiz da jurema sagrada e é utilizado
no ritual para defumar o ambiente, para espantar os maus espíritos
e chamar os encantos de luz.
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O PILÃO
Pilão de pedra encontrado na caatinga braba feito pelos antigos.
Usado pelos mais velhos para pisar a jurema, junco, caroço
da imburana, raiz da imbira, e outras plantas de uso medicinal.
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ANEXOS
_fotos das atividades
do projeto e apresentação
do livro no território Truká_
40 –> a_rt_e _vi_va_
povo_truká <– 41
42 –> a_rt_e _vi_va_
povo_truká <– 43
44 –> a_rt_e _vi_va_
povo_truká <– 45
povo_truká <– 47

MUSICA DO CATORÊ

Bate o tambor
Sacode o maracá
Que o povo da Ilha chegou pra brincar {bis}

Chame os índios do lado de lá


Tumbalalá Tuxi Tuxá
Pra dançar no forró catorê
Siê da ilha da tribo Truká{bis}

Aldeia lamas a beira do rio


Opará opará
E a lê meu catorê
Não pará não pará

Curumim uiaré
Vou chamar, vou chamar
Também sou índio guerreiro
Sou filho de Deus Tupã
GOVERNADOR DE PERNAMBUCO FUNDAÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E
Paulo Câmara ARTÍSTICO DE PERNAMBUCO – FUNDARPE

Secretário de Cultura Diretora-Presidente


Marcelino Granja Márcia Souto

Secretária Executiva Gerente de Administração e Finanças


Silvana Meireles Sandra Simone dos Santos Bruno

Gerente Geral de Articulação Gerente de Produção


com Instituições de Ensino Henrique Lira
Antonieta Trindade
Superintendente de Gestão do Funcultura
Gerente Geral de Articulação Social Gustavo Antonio Duarte de Araújo
Severino Pessoa
Gerente Geral de de Preservação
Gerente de Formação e Capacitação do Patrimônio Cultural
Aurélio Molina Marcia Chamixaes

Gerente de Planejamento Gerente de Preservação Cultural


Fernanda Matos Célia Campos

Gerente de Políticas Culturais Gerente de Equipamentos Culturais


Teresa Amaral André Brasileiro

Coordenadora de Artes Cênicas


Jorge Clésio

Coordenador de Artes Visuais


Márcio Almeida

Assessora de Design e Moda


Janaína Branco

Assessor de Fotografia
Jarbas Araújo

Coordenadora de Audiovisual
Milena Evangelista

Coordenadora de Cultura Popular


Teca Carlos

Assessor de Artesanato
Breno Nascimento

Coordenador de Literatura
Wellington de Melo

Coordenadora de Música
Andreza Portella

Assessoria de Gastronomia
André Maurício

Assessores de Comunicação
Tiago Montenegro e Michelle de Assunção
50 –> a_rt_e _vi_va_

– INCENTIVO –

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