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INSTITUTO TEOLÓGICO QUADRANGULAR

ANA CLAUDIA FERNANDES DE OLIVEIRA

FUNDAMENTOS PARA EVANGELIZAÇÃO

SANTA CECÍLIA
Agosto/2018
FUNDAMENTOS PARA EVANGELIZAÇÃO
Ana Claudia Fernandes de Oliveira
Janaina Ribeiro da Silva
Instituto Teológico Quadrangular de Curitibanos
Curso Livre de Teologia (1º Ano) Evangelização

A igreja tem grande relação com a cidade, mas identificar essa relação,
não é tarefa fácil se não for baseada na Palavra de Deus e em verdadeira busca
pelo evangelismo. Este trabalho vem versar justamente sobre esse papel, e
como nós podemos nos respaldar nos exemplos bíblicos pra sermos verdadeiros
colaboradores no evangelismo.
Dentro do contexto Cidadania devemos entender alguns conceitos
importantes como a política, cidadania e autoridade. A política é a arte de
governar o estado, já a cidadania ou civismo, é o conjunto de atitudes e valores
patrióticos que se espera encontrar no indivíduo que compõe o estado. Baseado
nisso podemos concluir que a política e a cidadania andas juntas, este é um
conceito muito interessante tendo em vista que na prática não tem sido bem isso
que está acontecendo. A autoridade é o poder, e/ou a responsabilidade que é
delegada a alguém, é o direito de se exercer o poder.
Visto estes termos observamos na Palavra, que “Deus é o grande agente
por detrás do governo humano”, ou seja, ele se preocupa e se interessa pelos
homens, por isso ele estabeleceu relação com estes e até mesmo pune ou
castiga, responsabilizando a humanidade por seus atos. Exemplo disso é o
dilúvio, e a destruição de Sodoma e Gomorra.
Teologia e política andam lado a lado também, e podemos ver isso antes
mesmo de Adão, confirmando novamente a autoridade absoluta de Deus.
Depois Adão recebeu de Deus autoridade para governar sobre todos os animais.
Posteriormente a política era de forma patriarcal, onde o chefe ancião governava
em caso de batalhas.
Mais tarde, José foi grande governador no Egito, depois Moisés governou
um povo e se colocou a frente como principal oposição ao faraó, demonstrando
aqui a sua cidadania, sua preocupação com o povo. No tempo dos Juízes, o
governo era composto por um sistema político de estrutura com líderes,
conselheiros, juízes e oficiais. Porém esse tipo de governo, não vinga além de
ações militares. O que contribuiu para a procura de um novo método de governo,
no caso a monarquia. Que buscou em Saul esse método, porém não tiveram
sucesso, pois ele continuava somente dando ênfase militar ao governo. Somente
com Davi e sucessivamente Salomão que todas as instituições civis foram
organizadas. Mas posteriormente esse tipo de governo também foi afetado. Em
resumo podemos analisar que ao longo de todos esses anos Deus foi quem
colocou diante dos povos homens segundo a sua vontade, no poder e na política.
Quando analisamos o que Jesus nos fala sobre cidadania, não podemos
deixar de destacar que quando Maria estava próximo de dar a luz ela teve que ir
com José, para cumprir o decreto de César Augusto que pedia o alistamento
(uma espécie de contagem) da população, mesmo com todas as dificuldades,
dela estar grávida e não haver hospedaria, eles não deixaram de cumprir o seu
dever como cidadão (civismo), mostrando seu exemplo como pais terrenos de
Jesus antes mesmo do seu nascimento.
Mais tarde podemos analisar na passagem de Mateus 17:24-27 que Jesus
pagou impostos, para não escandalizar aos demais e cumprir a lei. Em outra
passagem Jesus foi indagado se deveria ou não pagar tributo a César, ele então
respondeu que deveriam dar a “César o que é de César”, no Brasil, por exemplo,
se formos analisar a moeda a qual usamos em sua materialidade, não pertence
a nós, pertence a União, somente o valor que a nota ou moeda possui que
pertence a nós. Portanto precisamos contribuir com essa forma de sociedade, e
a forma dessa contribuição se dá através do pagamento de “impostos, prestação
de serviços, exercício eleitoral”, e o mais que abrange essa sociedade que
vivemos em comum. Afinal em toda sociedade organizada temos direitos, porém
também deveres.
Devemos lembrar também que a frente de seu julgamento perante a
Pilatos, Jesus reafirmou que a autoridade dada ao homem, tem como fonte a
vontade de Deus. Observando isso, a autoridade dada aos homens primeiro foi
dada por Deus e não por um homem, é pela permissão de Deus. Por este motivo
devemos nos submeter às autoridades deste mundo, porque elas procedem do
próprio Deus.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, João Ferreira de. Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro:


CPAD, 1995.
BEZERRA, Cícero Manoel. Pastoral Urbana. Campo Elíseos: SGEC-IEQ, 2016