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CONCRETO

1 2° Módulo – Propriedades dos Concretos e dos


Aços Utilizados como Armaduras
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Propriedades dos Concretos e dos Aços


O concreto pode ser definido como um sólido formado por agregados graúdos mais a
argamassa que é o meio ligante dos agregados (macroscópico);

A argamassa é formada pelo agregado miúdo e pasta, sendo a pasta composta por
hidrogel rígido e poros mais uma rede capilar preenchida com ar e água;
Figura 1 – Estrutura interna do concreto

f yk
f yd =
gs

Fonte: (Pinheiro; Giongo, 1992)

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A água da argamassa é encontrada de três formas: quimicamente fixada, água coloidal nos
poros do hidrogel e água livre nos poros e macro-poros.

Figura 2 – Estrutura interna da argamassa.

Fonte: (Pinheiro; Giongo, 1992)

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Deformações do concreto

Possuem duas origens:

a) Deformações produzidas por influências do meio ambiente;


b) Deformações decorrentes da aplicação de tensões.

A retração, a expansão e a dilatação por temperatura são as deformações que surgem


devido ao meio ambiente;

As deformações elásticas, plásticas e as viscosas são originadas por tensões.

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Retração e expansão do concreto:

Retração: redução do volume do concreto;

Expansão: aumento do volume do concreto;

A retração ocorre por:

a) contração química das moléculas de água na hidratação do cimento;

b) contração da massa de hidrogel devido à evaporação da água não quimicamente


fixada;

c) carbonatação dos produtos decorrentes da hidratação do cimento.

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Retração e expansão do concreto:

Os fatores que influenciam a retração são:

a) Composição química do cimento;

b) Quantidade de cimento e de água de amassamento;

c) Finura do cimento e das partículas do agregado;

d) Umidade relativa do ambiente;

e) Idade do concreto e

f) Quantidade de armação.
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Retração e expansão do concreto:

Os principais efeitos da retração nas estruturas são:

a) Aparecimento de fissuras nas superfícies das peças, que ocorre devido aos impedimentos
da retração das porções mais exteriores da peça pelas porções mais internas;

b) Aumento das flechas em peças fletidas porque ocorre aumento da deformação da zona
comprimida;

c) Perdas de protensão, porque há aumento dos encurtamentos do concreto produzindo alívio


no pré-tensionamento das armaduras ativas;

d) Aparecimento de solicitações adicionais em estruturas com o passar do tempo.

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Retração e expansão do concreto:

Figura 3 – Retração e expansão em corpos-de-prova.

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Fonte: (Leonhardt, 1972)
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Deformações produzidas por tensões:

Todo material sofre deformações quando é submetido à tensões;

Essas deformações podem ser imediatas ou lentas:

A deformação imediata é aquela que surge assim que a tensão é aplicada. Podem surgir
deformação elástica ou deformação plástica.

A deformação elástica desaparece quando é removida a tensão.

A deformação plástica permanece como deformação residual ao se descarregar.

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Retração e expansão do concreto:

Figura 4 – Diagrama tensão x deformação de uma peça de concreto submetida à compressão.



Total

Descarregamento
Carregamento

f
c

Re-carregamento

1/3 fc

p 
el

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Fonte: (Rodriguês, 2009)
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Deformações produzidas por tensões:

O comportamento elástico à compressão no concreto acontece com tensões de peque na


intensidade com valores máximos variando entre 30% e 50% da resistência.

A deformação plástica somente pode ser percebido após o descarregamento. Ocorre devido
à destruição interna (micro-fissuração) promovida por tensões de tração perpendiculares à
tensão externa aplicada.

A deformação lenta ou fluência é deformação pode ser percebida em uma peça de concreto
submetida à tensão constante durante um intervalo de tempo. Não deve ser confundida com
a fadiga.

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Retração e expansão do concreto:

Figura 5 – Fluência do concreto submetido à compressão

Fonte: (Santinho, 2009)

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Resistências e rigidezes do concreto

Resistência à compressão simples

A resistência à compressão simples é a principal propriedade mecânica do concreto.

Definição de resistência: “tensão máxima que ao ser aplicada em corpos-de-prova, isentos


de defeitos, promove o aparecimento de fenômenos particulares de comportamento que não
podem ser tolerados em elementos estruturais executados com o material. Esses fenômenos
de comportamento ou são ruptura ou deformação excessiva.” (SANTINHO, 2009).

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Resistências e rigidezes do concreto

Resistência à compressão simples

É interessante relacionar outras propriedades do concreto, com a sua resistência à


compressão, pois esta é de fácil determinação.

A resistência à compressão simples é regida pelas seguintes normas:

NBR 5738 (Moldagem e cura de corpos de prova de concreto cilíndricos ou prismáticos-


Procedimento);

NBR 5739 (Ensaio de compressão de corpos de prova cilíndricos de concreto - Método de


ensaio).

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Resistências e rigidezes do concreto

Resistência à compressão simples

A resistência à compressão é influenciada pelos seguintes fatores:

a) Proporção entre os agregados, tamanho dos agregados;

b) Quantidade de cimento utilizada na mistura;

c) Quantidade de água utilizada na mistura. É expressa pelo fator água cimento


representado por a/c.

O concreto aumenta a resistência com o passar do tempo. É o fenômeno de maturação do


material.
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Resistências e rigidezes do concreto

Resistência à compressão simples

A resistência de um lote de corpos-de-prova de um material é variável. Essa variabilidade é


medidas pelas expressões:

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Resistências e rigidezes do concreto

Resistência à compressão simples

A distribuição normal representa a distribuição de freqüência dos valores de resistência de um


lote homogêneo do material;

A resistência característica é valor de resistência com 95% de probabilidade de ser atingida.


Figura 7 – Distribuição normal das resistências.

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Fonte: (Santinho, 2009).


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Resistências e rigidezes do concreto

Resistência à compressão simples

A resistência à compressão do concreto por meio dos resultados de ensaios de compressão


realizados em corpos-de-prova com 28 dias de idade.

O valor de cálculo da resistência à compressão é representado pelo símbolo f cd.

Esse valor é determinado em função da resistência característica f ck, com a aplicação de um


coeficiente de segurança:

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Os concretos utilizados em estruturas são classificados como: C9, C12, C15, C18, C21, C24,
C27, C30, C35 e C40, onde o número é a resistência característica em MPa.
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Resistências e rigidezes do concreto

Resistência à compressão simples

O valor máximo que pode ser adotado para as tensões de tração é igual à 0,85 x fcd, sendo
que 0,85 é o kmod, que busca prever as seguintes situações:

a) Efeito deletério do tempo de atuação do carregamento na resistência do concreto;


b) Maturação do concreto e,
c) Influência da forma geométrica do corpo-de-prova.

O efeito conjunto desses três fatores: k mod,1 = 0,75, kmod,2 = 1,20 e kmod,3 = 0,95 é
k mod =k mod,1 k mod,2 k mod,3

kmod = 0,75 x 1,2 x 0,95  0,85.


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Resistências e rigidezes do concreto

Resistência à compressão simples

Segundo Rusch a resistência a longo prazo é aproximadamente 75% da resistência obtida


com ensaios rápidos. Isso ocorre devido ao efeito deletério do tempo.

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Fonte: (RUSH apud FUSCO 1989).


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Resistências e rigidezes do concreto

Resistência à compressão simples

A maturação do concreto é o efeito inverso. Estima-se que à compressão normal é 20% maior
em relação à resistência aos 28 dias.

Relações fcj/fc:

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Fonte: (Rodriguês, 2009).
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Diagrama padronizado tensão/deformação do concreto

O diagrama tensão/deformação do concreto não possui nenhum trecho linear, porém, para
que a Lei de Hooke seja aplicável, como forma de aproximação, poderão ser utilizados os
seguintes módulos de elasticidade:


Módulo de Elasticidade Tangente;


Módulo de Elasticidade Secante.


Ambos podem ser calculados com base na resistência característica do concreto à
compressão:

Eci =5 . 600 √ f ck Ecs =0 , 85 Eci =4760 √ f ck Ecs =4 . 700 √ f ck



Com E e fck em MPa (onde fck é a resistência característica do concreto à compressão)
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 O MÓDULO DE ELASTICIDADE A SER APLICADO EM PROJETO É O
SECANTE.
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Diagrama padronizado tensão/deformação do concreto

Figura 8 – Distribuição tensão/deformação do concreto.

Fonte: (Santinho, 2009).


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σ c(ε )=σ c , max


ε
[
ε0
2−
ε
ε0 ]
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Diagrama padronizado tensão/deformação do concreto

O ensaio para a determinação do módulo de elasticidade tangente é realizado aplicando-


se ciclos de tensões que variam entre 0,5 MPa e 30% da resistência do concreto à
compressão.
O coeficiente de Poisson estimado do concreto é igual à 0,2;

O módulo de elasticidade transversal do concreto estimado é igual à 0,4 Ecs.

σ b − σa
E ci =
εb − εa

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Fonte: (Santinho, 2009).


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Tração simples

Ensaio de tração direta:

Possui difícil execução e pode ocorrer concentração de tensões


Figura 10 – Ensaio de tração direta.

Fonte: (Santinho, 2009).

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Tração simples

Ensaio de compressão diametral

É conhecido como Método brasileiro. Foi desenvolvido por Lobo Carneiro.


Figura 11 – Método brasileiro.

Fonte: (Santinho, 2009). 26


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Tração simples

Flexão de um prisma

A resistência é calculada utilizado conhecimento da Resistência dos Materiais. Conduz à


resultados maiores que os reais.

Figura 12 – Flexão de um prisma.

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Fonte: (Santinho, 2009).
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Tração simples

A resistência do concreto à tração pode ser estimada utilizando-se a resistência característica


à compressão.

fctm = 0,3 fck2/3 (fctm e fck em MPa).

fctk,inf = 0,7 fctm


f ctk ,inf 0,7 f ctm 2 /3
f ctd = = =0,5 f ctm =0 ,15 f ck
γc 1,4

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Tração simples

Diagrama tensão/deformação do concreto à tração

O diagrama tensão deformação do concreto não fissurado é linear


Figura 13 – Diagrama tensão/deformação do concreto à tração.

Ecs =4 . 700 √ f ck

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Fonte: (Santinho, 2009).


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Cisalhamento

A ruína do concreto ao cisalhamento se dá por compressão da diagonal comprimida.

Figura 14 – Ruptura do concreto submetido ao cisalhamento.

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Fonte: (Fusco 1995, apud Santinho, 2009).


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Aços para armaduras

São aços para armaduras:


Barras laminadas lisas ou corrugadas;


Fios e


Malhas soldadas (telas soldadas).

São caracterizados pela bitola.

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Aços para armaduras

As barras laminadas possuem comprimento aproximado de até 11 m;

A seção da barra lisa é aproximadamente circular.

Figura 15 – Aços para armaduras.

Fonte: (Santinho, 2009).

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Aços para armaduras

Como são encontrados:

Fios: em bobinas ou em feixes (lisos ou corrugados);


Malhas: em bobinas ou tablets.

As barras possuem diâmetro nominal superior a 5 mm e são obtidos por laminação a quente
com ou sem encruamento a frio.

Os fios possuem bitola superior a 12,5 mm e são obtidos por trefilação ou processo
equivalente.

Diâmetros comerciais:

Barras: 5 - 6,3 - 8 - 10 - 12,5 - 16 - 20 - 25 - 32 – 40.


Fios: 3,2 - 4 - 5 - 6,3 - 8 - 10 - 12,5. 33
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Aços para armaduras

A capacidade de aderência é estimada por meio do coeficiente de conformação, sendo b = 1 em barras lisas
e b = 1,5 em barras de alta aderência.

Para que possa ser considerado igual a b = 1,5, os seguintes requisitos precisam ser atendidos:

1. Os eixos das nervuras transversais ou cristas devem formar com a direção do eixo da barra um ângulo
maior ou igual a 45o;

2. Devem ter duas nervuras longitudinais contínuas diametralmente opostas, exceto no caso em que as
nervuras transversais estejam dispostas de modo a evitar a rotação da barra no concreto;

3. A altura média das cristas ou a profundidade média das mossas deve ser maior ou igual a 4% de diâmetro
nominal;

4. O espaçamento médio, medido ao logo da mesma geratriz, das nervuras transversais, das cristas ou
mossas, devem estar entre 50% e 80% do diâmetro nominal; 34

5. As saliências devem abranger pelo menos 85% do perímetro nominal da seção transversal.
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Aços para armaduras

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Fonte: (Rodrigues, 2009).
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Aços para armaduras

A tabela abaixo apresenta as características necessárias para os aços de construção civil.

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Fonte: (Santinho, 2009).


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Aços para armaduras

Exige-se dos aços para armaduras, as seguintes propriedades:


Ductilidade e homogeneidade;


Valor elevado da relação entre a tensão de ruptura e a de limite de escoamento;
Soldabilidade, e


Resistência razoável à corrosão.

A tensão de escoamento de projeto é dada pela equação:

f
f yd = γyk
s

Sendo o coeficiente de segurança igual a 1,15 para a maioria das aplicações. 37