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27/09/2018 Blog LabCisco: Categorias de Cabos de Par-Trançado

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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Categorias de Cabos de Par-Trançado


Olá Pessoal.

É comum no cotidiano dos profissoinais de infraestrutura que atuam com cabeamento estruturado a
utilização dos tradicionais cabos metálicos de cobre de par-trançado, sendo atualmente os dois
mais populares: (i) Cat5e e (ii) Cat6.
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O nome par-trançado vem de um processo natural de blidagem eletromagnética que é empregado


nesses cabos - o trançamento entre os pares de fios. Essa blindagem natural consiste na
transmissão repetida da mesma informação nos dois fios de um par com polaridades invertidas. Ao
fazê-lo, cada sinal (corrente elétrica) irá geral a sua volta seu respectivo campo magnético e ambos
serão idênticos, no entanto com as polaridades invertidas - ou seja, os campos se ANULAM! A
figura abaixo ilustra esse processo.

Comprar o Livro de Cisco

O tradicional cabo UTP Cat5e opera em frequências de 100MHz e são comumente empregados

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com a tecnologia Fast-Ethernet para trafegar dados com taxas de transmissão de 100Mbps, Comprar o Livro de IPv6
respeitando o limite nominal de 100m no comprimento dos cabos. Embora o cabo de par-trançado
Cat5e seja recomendado para taxas de 100Mbps (100BASE-TX) onde o limite nominal do
comprimento é 100m, muitos devem saber que somente os pares 1-2 (TX) e 3-6 (RX) são
efetivamente utilizados na comunicação (vide figura abaixo).

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É possível utilizar esse mesmo sistema de cabeamento para conseguir taxas de transmissão de 1
Gbps (1000BASE-T), desde que todos os quatro pares de fios sejam utilizados na ► 2018 (3)

transmissão/recepção (half-duplex), no entanto essa prática não é recomendada porque a ► 2017 (13)
proximidade entre os pares aumenta a incidência de diafonia e limita bastante o comprimento ► 2016 (31)
nominal do cabo que pode decair para cerca de 20m apenas. ► 2015 (33)
► 2014 (61)
Para esse fim o cabo de par-trançado Cat6 é recomendado nas redes que operam a 1Gbps, já que
agora sua frequência de operação é da ordem de 250MHz. Isso ocorre porque esse cabo é ▼ 2013 (80)

construído com tranças não uniformes entre seus pares e também existe um "balizador" interno que ► Dezembro (5)
separa os quatro pares, mecanismos que evitam a interferência entre os pares (diafonia ou ► Novembro (3)
crosstalk), funcionando como blindagem adicional à clássica blindagem natural das tranças. Ou ► Outubro (4)
seja, na prática, através da adoção do cabo Cat6 é possível operar com taxas de 1 Gbps ► Setembro (6)
(1000BASE-TX) em full-duplex e com limite nominal do comprimento do cabo em 100m!
► Agosto (7)

Outro detalhe importante que as pessoas têm que ficar atentas diz respeito aos conectores ► Julho (7)

utilizados na terminação dos cabos. Embora os terminais sejam padronizados para fins de ► Junho (5)
compatibilidade entre as diferentes categorias de cabos, o terminal RJ45 do Cat6 é diferente do ► Maio (7)
terminal RJ45 do Cat5e. Reparem na figura abaixo (à esquerda) que no terminal do cabo Cat6 os ▼ Abril (6)
fios não ficam posicionados de maneira paralela, outro mecanismo para diminuir a incidência de Espelhamento de Portas em
interferência já que todos os fios estão sendo utilizados para transmitir informação. Terminar um Switches Remotos
cabo Cat6 com o conector errado pode ser suficiente para diminuí-lo operacionalmente ao Cat5e! (RSPAN)...

Fiquem realmente atentos em relação a isso... Configuração de Espelhamento


de Portas em Switch

IPERF no Monitoramento de
Desempenho em Redes
Falha na Atualização
KB2823324 da Microsoft
Categorias de Cabos de Par-
Trançado
Palestra de IPv6 na UNIMEP

► Março (7)
► Fevereiro (11)

► Janeiro (12)

► 2012 (14)
O último padrão de cabo metálico de par-trançado foi oficialmente publicado em fevereiro de 2008
na Norma ANSI/TIA-568-C e é denominado Cat6A (figura abaixo) - "A" de Augmented ou
Aumentado. Esse tipo de cabo é mais grosso do que o Cat6 e possui maior espaçamento interno
entre os pares de fios, o que permite sua operação em frequências da ordem de 500MHz por haver
menos interferência. Com essa frequência esse cabo pode ser empregado em backbones prediais
para suportar taxas de transmissão de 10Gbps (10GBASE-T) com comprimentos nominais que
variam entre 37m e 55m, podendo inclusive chegar aos 100m.

Além da alta taxa de transmissão, outra grande vantagem do cabo de par-trançado Cat6A é que ele
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possui menor incidência à interferência de Alien Crosstalk, ou seja, a diafonia entre pares de
cabos distintos - fenômeno da interferência que um cabo gera em outro cabo, conforme pode ser
Lançamento do Cisco Packet
observado na figura abaixo. Isso é uma vantagem em conduítes que possuem vários cabos Tracer 6.2.0
próximos uns dos outros, o que é comum. No entanto sua desvantagem, além do preço mais caro, é

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que esses cabos são mais grossos.

Interpretação dos
Resultados do
Ping

Wireshark na
Análise de Tráfego
e Protocolos em
Redes

Calculando Sub-
Redes de
Tamanho Variável
(VLSM)

Configuração de
Switch Multi-Layer
(Layer-3)
Os próximos esforços de paronização caminham para aquilo que serão os cabos de par-trançado
Cat7 (taxas de 40Gbps em cabos de até 50m) e Cat7A (taxas de 100Gbps em cabos de até 15m).
No entanto, nenhuma dessas categorias ainda é formalmente definida em norma pela ANSI/TIA,
embora haja fabricantes no mercado vendendo essas soluções. Lançamento do
Cisco Packet
Tracer 7.0

Status do IPv6

Para finalizar esse artigo, trago um breve resumo com as principais categorias:

Status do IPv4

IPv4 Exhaustion
Counter
▼Present Status (RIR)
Abraço. X-day and Reserved Blocks
(Remaining /8)
AfriNIC
Samuel. May 16, 2019 0.91
APNIC
Apr 15, 2011 0.43
ARIN
Postado por Samuel Henrique Bucke Brito às 07:48:00
Sep 24, 2015 0

Marcadores: ANSI/TIA-568-C, Cabeamento, Cat5e, Cat6, Cat6A, Cat7, Par-Trançado LACNIC


Jun 10, 2014 0.24
RIPE NCC
Sep 14, 2012 0.71
14 comentários: via IPv4

Deuzenildo 28 de setembro de 2013 15:38

Olá, observando a importância de um cabeamento bem elaborado, podemos evitar muitos problemas Registro de Acessos
comuns de rede, por exemplo: lentidão. Eu penso que alem de usar os cabos certos para cada cenário de
rede, ainda precisamos rever a questão da configuração das interfaces de rede, (sei que não é o foco da
discussão no momento, porem somente para co-relacionar o assunto que particularmente achei muito
3,027,089
importante, uma vez que trabalho na área), é comum hoje em dia termos clientes com equipamentos novos
em estruturas antigas, ou pior ainda, estruturas novas, equipamentos novos, porem usando cabos CAT5e,
Busca por Palavra-Chave
em uma rede com mais 50 hosts, nesses casos, observamos que os Switches e placas de redes são de
capacidade de 1Gbps, e os cabos, não suportam essa taxa de transferência, trabalham em modo half- #PodeAcreditar (2)
duplex e as placas de rede estão configuradas por padrão do SO em Full-Duplex. Seria esse mais um
802.11 (10)

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problema? 802.3 (4)
Abraços, sou aluno do Curso de Redes da Unimep. ACL (8)
Responder ANSI/TIA-568-C (5)
ARP (1)
Respostas AS (12)
Backup (3)
Samuel Henrique Bucke Brito 29 de dezembro de 2013 19:47
Banco de Dados (1)
Olá Deuzenildo. BGP (11)
Big-Data (2)
Somente hoje vi seu comentário, desculpe... A resposta é que atualmente praticamente todos os
adaptadores ethernet do mercado têm suporte à uma função chamada auto-negociação. Por Blog (20)
causa desse recurso, independente de configuração, os dispositivos ethernet diretamente BPDU (1)
conectados entre si passam por um processo prévio de negociação da taxa de transmissão e do Cabeamento (10)
modo de operação suportado. O resultado desse processo é que há um "nivelamento por baixo"
Cat5e (3)
para garantir compatibilidade, ou seja, ambas as interfaces passam a operar com a velocidade
Cat6 (3)
mais baixa.
Cat6A (2)
O que pode ser um problema real em ambientes de produção é o administrador fazer Cat7 (2)
configurações manuais, o que implica no desligamento da auto-negociação. Caso isso venha a CCNA (17)
acontecer, é importante estar bastante atento para que ambos os dispositivos diretamente
CEF (1)
conectados estejam com as mesmas configurações.
Certificação (20)
Abraço. CGI.br (8)
Cisco (126)
Responder Classe D (3)
CORE (3)
Desempenho (13)
DHCP (10)
Martony Demes 29 de dezembro de 2013 19:18
DHCP Snooping (1)
Muito bom seu artigo! Dirimiu muitas dúvidas e mostrou algumas curiosidades que tinha como por exemplo Disponibilidade (6)
os fios que transmitem e que recebem! parabens. Continue postando
DNS (4)
mardemes@gmail.com
Educação (12)
Responder EIGRP (3)
Entrevista (1)
Respostas
Errata (2)
Ether-Channel (3)
Samuel Henrique Bucke Brito 29 de dezembro de 2013 19:48
Ethernet (7)
Olá Martony.
Facebook (2)

Mais uma vez, grato pelo feedback positivo. Fibra Óptica (5)
Continue acompanhando o blog. Firewall (5)
Física (1)
Abraço.
Fotos (2)
Gerenciamento (17)
Responder GNS (9)
Governança (5)
HTTP (1)
ICMPv6 (5)
Anônimo 26 de fevereiro de 2014 11:59
IEEE (14)
Gostaria de ter esses conhecimentos! Existe algum treinamento:Obrigado.
IETF (4)
DAVIS JOSE LANG
IGP (2)
Responder
Informatize-se (1)
Internet (42)
IOS (16)
Jefeson Bezerra 15 de março de 2014 00:40
IoT (3)
Excelente artigo Samuel, a abordagem e a riqueza nos detalhes. Sinceramente, nunca havia reparado a
IPSec (4)
diferença entre um conector RJ45 cat5e e cat6.
IPv4 (29)
Valeu a pena! IPv6 (56)
ISP (4)
Jefeson Alves ISR (2)
Responder Laboratório (97)
LACNIC (4)
Respostas LAN (6)
Linux (34)
Samuel Henrique Bucke Brito 15 de março de 2014 03:17
Livros (37)
Jefeson, Marco Civil da Internet (3)
É gratificante receber esse tipo de feedback.
MIB (1)
Continue acompanhando o blog.
Microsoft (6)
Abraço.
Monitoramento (8)
MPLS (1)
Responder
Multicast (4)
Multimídia (6)
NAT (3)
Francisco 22 de maio de 2015 22:52 NDP (1)
Olá Prof Samuel. Tenho uma apostila que define o pino 1 ( branco do verde) do RJ45 (T568A) como sendo Negócios (2)
RX + e o pino 2 ( verde - par 2) como RX - , e o pino 3 ( branco do laranja ) = TX + e o pino 6 ( laranja - par NetFlow (1)
2) como sendo TX - . Encontrei também essa definição acima em alumas literaturas na internet. Estou NIC.br (31)
confuso. Quem está correto ?
NMS (3)
Responder Notícias (33)
NTP (2)
Respostas
Ondas (1)
OSPF (3)

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P&D (4)
Samuel Henrique Bucke Brito 22 de maio de 2015 23:30 Packet-Tracer (14)
Olá Francisco, Palestra (10)
Par-Trançado (1)
Você deve buscar sempre pelos documentos oficiais para sanar suas dúvidas em casos PIM-DM (2)
ambíguos, por exemplo quando documentos diferentes são contraditórios. No caso específico
PIM-SM (2)
dos padrões Ethernet, a fonte mais confiável de consulta é o IEEE. De acordo com o padrão
802.3, o correto é que os pinos 1 e 2 são utilizados para TX (transmissão) e os pinos 3 e 6 são Ping (1)
utilizados para RX (recepção). Tenha em mente que essa pinagem não vale para o 802.3ab PoE (1)
(Gigabit-Ethernet c/ UTP). Sua apostila está errada... A maioria dos padrões do IEEE são pagos, Policing (2)
no entanto os documentos do padrão 802.3 são disponibilizados publicamente através do link
Policy-Map (3)
abaixo. Recomendo que você faça sua leitura...
PPP (3)
http://standards.ieee.org/about/get/802/802.3.html PSTN (1)
PTT (3)
Sua resposta está na página 352 do documento: QoS (5)
IEEE 802.3-2012 – Section One
Rack (1)
Abraço. Redes Convergentes (2)
Redistribuição (1)

Responder Relay-Agent (1)


Restrição de Banda (1)
RFC (7)
Rotas (2)
Eduardo dos Santos 8 de março de 2016 09:07 Roteamento (20)
Ola bom dia, placas antigas mesmo com velocidades menores, funcionam em uma rede cat6? Isso porque Route-Map (4)
vou restruturar a rede e tenho 1/3 dos equipamentos antigos, essa é a dudida. Route-Reflector (1)
Responder SAMBA (2)
SDN (4)
Respostas Segurança (19)
Shaping (1)
Samuel Henrique Bucke Brito 13 de março de 2016 23:01
SLA (5)
Sim. SNMP (2)
SSH (3)
Responder STP (3)
Switch (21)
TACACS+ (1)
Telecomunicações (4)
Unknown 17 de maio de 2016 18:17
Teleconferência (2)
Boa noite eu tenho duvidas quando entro em algum sites para medir a velocidade de minha internet, não Telefonia (3)
consigo ver qual é a velocidade correta, já testei vários sites todos medem diferente um do outro,gostaria de
Telnet (2)
saber qual site vocês conhece um medidor de internet que mais usado que mede mais correto, e gostaria de
saber onde vejo a velocidade dos megas da minha internet em qual dessas opções no PING ou Terminal-Server (1)
DOWNLOAD ou UPLOAD ? TV (3)
UNIMEP (12)
Responder
Vídeo (19)
Respostas VLAN (6)
VLSM (1)
Samuel Henrique Bucke Brito 17 de maio de 2016 21:23 VoIP (3)
Recomendo a leitura de outro artigo no blog: VPN (5)
VRF (2)
http://labcisco.blogspot.com.br/2013/05/interpretacao-dos-resultados-do-ping.html WAN (5)
WebEx (1)
Responder Wireless (12)
Wireshark (3)
WLAN (10)

Helbért Gomes Vieira 2 de abril de 2018 13:05

Quais livros você usou como referência para escrever o artigo?

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