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Notas de Aula de Cálculo

Séries Numéricas

Bárbara Rodriguez

Cristiana Poffal

16 de maio de 2017

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Universidade Federal do Rio Grande - FURG

NOTAS DE AULA DE CÁLCULO

Federal do Rio Grande - FURG NOTAS DE AULA DE CÁLCULO Instituto de Matemática, Estatística e

Instituto de Matemática, Estatística e Física - IMEF

1 Notas de aula de Cálculo - FURG

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Sumário

1

Séries Numéricas

 

3

1.1 Introdução às Séries Numéricas

 

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4

1.2 Séries Geométricas

 

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6

1.3 Séries Telescópicas (Redutíveis ou de Mengoli)

 

7

1.4 Propriedades Algébricas das Séries

 

8

1.5 Teste da Divergência

 

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9

1.5.1 Limite do n -ésimo termo de uma série convergente

1.6 Séries- p

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9

1.5.2 Teste do n -ésimo termo da divergência .

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9

10

1.6.1 Teste da Integral

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10

1.6.2 Convergência das Séries- p

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13

1.7 Séries de Termos Positivos

 

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13

1.8 Comparação de Séries

 

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14

1.8.1 Teste da Comparação

 

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14

1.8.2 Teste da Comparação dos Limites

 

16

1.9 Séries Alternadas

 

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17

1.9.1 Teste para Séries Alternadas (Critério de Leibniz)

 

18

1.9.2 Estimativa de Erro

 

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19

1.10 Convergência Absoluta e Condicional

 

20

1.11 Teste da Razão

 

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21

1.12 Teste da Raiz

 

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23

1.13 Lista de Exercícios

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24

 

2

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Capítulo 1

Séries Numéricas

O objetivo deste capítulo é compreender o significado de somas numéri-

Estudar se as séries são convergentes

cas infinitas do tipo a 1 +a 2 +a 3

.+a n +

ou não. Em algumas situações, calcula-se o valor da soma.

Observe um exemplo simples do cálculo de uma soma infinita: S =

0, 3 + 0, 03 + 0, 003 + 0, 0003 +

Associada a esta soma, pode-se definir a sequência (S n ) :

S 1 =

0, 3

S 2 =

0, 3

+

0, 03

= 0, 33

S 3 =

0, 3

+

0, 03 + 0, 003 = 0, 333

S 4

.

.

.

=

0, 3 + 0, 03 + 0, 003 + 0, 0003 = 0, 3333

e assim por diante. Naturalmente, pode-se pensar na soma infinita como o limite

da sequência (S n ) quando n tende a infinito, isto é, S n = 0, 33333333

3 , então

é uma dízima periódica.

n+ S n = 0, 33333

lim

Uma outra forma de realizar este cálculo consiste em escrever as parcelas

da soma infinita como frações ordinárias:

S =

3

3

3

3

 

10 +

100 +

1.000 +

10.000 +

3

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1.1. INTRODUÇÃO ÀS SÉRIES NUMÉRICAS

S n =

10 [ 1 +

3

1

1

10 +

10 2 +

+

10 n1 ]

1

A expressão entre colchetes é a soma dos n primeiros termos de uma

1

progressão geométrica de razão q = 10 . Logo,

S n =

10 [ 1 (

3

1 10 ) n

1 1

10

]

.

1.1 Introdução às Séries Numéricas

.) uma sequência numérica infinita. A

partir desta sequência, constrói-se uma nova sequência numérica (S n ) , cujos elemen-

tos são as somas parciais da sequência inicial (a n ) , ou seja:

Seja (a n ) = (a 1 , a 2 , a 3 ,

, a n ,

S 1 = a 1

S 2 =

a 1 + a 2

S 3 =

a 1 + a 2 + a 3

.

.

.

S n =

a 1 + a 2 + a 3 +

+ a n

.

.

.

(1.1.1)

Esta sequência (S n ) é chamada sequência de somas parciais da série, na qual o

número (S n ) representa a n -ésima soma parcial. Se a sequência de somas parciais

(S n ) converge para um limite S , escreve-se

a 1 + a 2 + a 3 +

+ a n +

=

n+ S n = S.

lim

(1.1.2)

Se a sequência de somas parciais não converge, dizemos que a série diverge.

Observação 1.1.1. Utiliza-se a notação sigma para denotar uma série numérica

infinita:

+

a n = a 1 + a 2 + a 3 +

n=1

+ a n +

Exemplo 1.1.1. A sequência dos números ímpares fornece a série

+

(2n 1) com termo geral a n = 2n 1 .

n=1

=

4 Notas de aula de Cálculo - FURG

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1.1. INTRODUÇÃO ÀS SÉRIES NUMÉRICAS

Observação 1.1.2. Como S n1 = a 1 +a 2 +a 3

tem-se que S n S n1 = a n .

.+a n1 e S n = a 1 +a 2 +a 3

.+a n ,

Observação 1.1.3. O principal objetivo do estudo de séries é determinar o seu

caráter, ou seja, determinar quais séries são convergentes e quais não são.

Exemplo 1.1.2. Considere a série

+

n=1

Analise sua convergência.

Solução.

1

1

1

1

1

2 n =

 

2 + 4 + 8 +

16 +

A sequência das somas parciais da série é

e tem-se

portanto,

Logo, a série

+

n=1

S 1

S

2

S 3

S 4

S 5

.

.

.

=

=

=

=

=

1 2

1

2

1

2

1

2

1

2

1 3

1

1

1

+ 4 = 4

1 7

+ 4 + 8 = 8

1

+ 4 + 8 +

1

+ 4 + 8 +

= 15

16

1

1

16

1

32

+ 32 = 31

16

S n = 2 n 1

2

n

= 1

1

2 n ,

n+ S n =

lim

lim

n+

2 n 1

2 n

1

n converge e sua soma é S = 1 .

2

= 1.

Exemplo 1.1.3. Seja a série harmônica

+

n=1

1

n = 1 +

Analise sua convergência.

1

2 + 3 + 4 +

1

1

1

5

+

.

.

.

.

(1.1.3)

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1.2. SÉRIES GEOMÉTRICAS

1.2 Séries Geométricas

+

ar n = a+ar+ar 2 +ar 3 +ar 4

n=0

.+ar n , a ̸= 0 é chamada série

geométrica de razão r , pois seus termos correspondem a uma progressão geométrica

de razão r ̸= 0 . A série também pode ser escrita como

A série

+

ar n1 .

n=1

Uma série geométrica de razão r diverge, se |r| 1 .

Se 0 < |r| < 1 , a

série converge e sua soma é igual a

Demonstração.

+

n=0

ar n =

a 1 r .

A série diverge para r = 1 , pois a n -ésima soma parcial da série geomé-

trica é

S n = a + a(1) + a(1) 2 +

+ a(1) n1 = na

e o limite lim

n+ S n = ±∞ , dependendo do sinal de a .

Se r = 1 , a série também diverge, pois a n -ésima soma parcial oscila

entre a e 0.

 

Se |r| ̸= 1 , tem-se

 

S n = a + ar + ar 2 + ar 3 + ar 4 +

+ ar n1 .

(1.2.1)

Multiplicando (1.2.1) por r , obtém-se

 

rS n

= ar + ar 2 + ar 3 + ar 4 +

+ ar n .

(1.2.2)

Subtraindo-se a equação (1.2.2) da equação (1.2.1), obtém-se

 

S n rS n = a ar n .

Portanto,

 

(1 r)S n = a(1 r n )

e

S n = a(1 r n ) 1 r Se 0 < |r| < 1 , tem-se que r n 0 quando n +, então

.

n+ S n =

lim

n+[

lim

1 r (1 r n ) ] =

a

1 r [

a

n+ (1 r n ) ] =

lim

a 1 r .

Ou seja, a série converge e sua soma é

a

1 r . Se |r| > 1 , então r n +quando n +e a série diverge.

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1.3. SÉRIES TELESCÓPICAS (REDUTÍVEIS OU DE MENGOLI)

Exemplo 1.2.1. A série

+

n=1

1

2 n =

1

2 + 4 + 8 +

1

1

é uma série geométrica com razão

r =

1

2 < 1 e coeficiente a = 2 . Logo, ela converge e sua soma é

1

+

n=1

1 1 2 2 n = 1 − 1 2
1
1 2
2 n =
1 − 1
2

= 1.

+

3(1) n

geométrica com razão r = 1 e coeficiente a = 3 . Logo, ela diverge.

Exemplo 1.2.2. A série

n=0

=

3 3 + 3 3 + 3 3 +

é uma série

Exemplo 1.2.3. A série

+

n=0

( 2 ) n

5

= 12

4 8

5 + 25 125

é uma série geométrica

com razão r = 2 e coeficiente a = 1 . Logo, ela converge, pois |r| = 5 < 1 e sua

soma é

2

5

+

n=0

( 5 2 ) n =

1

1 ( 2 5 ) = 5 7 .

− 5 2 ) n = 1 1 − ( − 2 5 ) = 5

Exemplo 1.2.4. A série

+

2 n = 2 + 4 + 8 + 16 +

n=1

é uma série geométrica

com

razão r = 2 e coeficiente a = 2 . Logo, ela diverge, pois |r| = 2 > 1 .

+

2 = 2 + 2 + 2 + 2 +

n=1

Exemplo 1.2.5. A série

razão r = 1 e coeficiente a = 2 . Logo, ela diverge.

é uma série geométrica com

1.3 Séries Telescópicas (Redutíveis ou de Mengoli)

Uma série do tipo

encaixe. Sua forma geral é

+

(b n b n+1 ) é chamada série telescópica ou de

n=1

S n = (b 1 b 2 ) + (b 2 b 3 ) +

+ (b n b n+1 ) = b 1 b n+1 .

Observe que b 2 é cancelado pelo segundo termo, b 3 pelo terceiro e assim

por diante. Portanto, a n -ésima soma parcial desta série é igual a

S n = b 1 b n+1 .

Consequentemente, uma série telescópica converge se, e somente se, b n+1 tem limite

finito quando n +. Além disso, quando a série converge sua soma é

S n = b 1

n+b n+1 .

lim

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1.4. PROPRIEDADES ALGÉBRICAS DAS SÉRIES

Exemplo 1.3.1. Estude a convergência das séries telescópicas abaixo:

a)

b)

c)

d)

+

n=1

+

n=1

+

n=2

(

(

n n + 1 )

1

1

4n 2 1 )

2

ln ( 1

n )

1

+

[ n 20 (n + 1) 20 ] .

n=1

1.4 Propriedades Algébricas das Séries

1. Se

a)

b)

c)

Sejam as séries numéricas infinitas

+

a n e

n=1

+

a n = A e

n=1

+

ca n = cA

n=1

+

+

b n = B , então valem as relações:

n=1

(a n + b n ) = A + B

n=1

+

(a n b n ) = A B.

n=1

+

b n e c um número real.

n=1

+

2. a n é convergente e

Se

n=1

gente.

+

b n é divergente, então a série

n=1

+

(a n ± b n ) é diver-

n=1

3. Se

+

a n é divergente e c ̸= 0 , então a série

n=1

+

ca n também é divergente.

n=1

4. Se as séries

+

a n e

n=1

+

b n diferem apenas uma quantidade finita de termos, então

n=1

ambas são convergentes ou ambas são divergentes.

Observação 1.4.1. Quando as séries

+

a n e

n=1

+

b n são ambas divergentes, não

n=1

se tem informação sobre a convergência da série

+

(a n + b n ) , que pode convergir

n=1

8 Notas de aula de Cálculo - FURG

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1.5. TESTE DA DIVERGÊNCIA

ou divergir. Por exemplo, as séries

+

n=1

1

n e

+

n=1

1

n são ambas divergentes e a série

obtida a partir da soma termo a termo é convergente, pois

+

n=1

[

1

n

+ ( n )] = 0

1

Observação 1.4.2. Para muitas séries é difícil encontrar uma fórmula simples para

expressar S n . Em tais casos, são aplicados alguns testes que não fornecem a soma

S da série; apenas informam se a soma existe. Isto é suficiente na maioria das

aplicações porque, sabendo que a soma existe, podemos aproximar o seu valor com

um grau arbitrário de precisão, bastando somar um número suficiente de termos da

série.

1.5 Teste da Divergência

1.5.1 Limite do n -ésimo termo de uma série convergente

Se

+

a n converge, então a sequência (a n ) tende a zero.

n=1

Demonstração.

Suponha que

+

n=1

a n =

n+ S n = L . Então, como

lim

S n = S n1 + a n e

n+ S n =

lim

n+S n1 = L.

lim

Segue que

L =

n+ S n =

lim

n+ (S n1 + a n ) =

lim

Daí conclui-se que (a n ) tende a zero.

n+S n1 + lim

lim

n+ a n = L +

lim

n+a n .

1.5.2 Teste do n -ésimo termo da divergência

Teorema 1.5.1. (Teorema da Divergência) Se a sequência (a n ) não converge para

zero, então a série

+

a n é divergente.

n=1

Ou seja, se lim

n+ a n ̸= 0 , então

+

a n diverge.

n=1

CUIDADO! n+ lim a n = 0 não garante a convergência da série.

9 Notas de aula de Cálculo - FURG

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1.6. SÉRIES- P

Exemplo 1.5.1. Utilize o teste da divergência do n -ésimo termo para estudar a

convergência das séries:

+


a)

n=0

2 n

b)

+

n=1

n! 2n! + 1

c)

+

n=1

1

n .

1.6 Séries- p

Uma série da forma

+

n=1

1

n p =

p é uma constante positiva.

No caso de p = 1 , a série

harmônica .

+

n=1

1

1

1

1 p + 2 p + 3 p +

1

n = 1 +

1

2 + 3 +

1

é chamada série- p , onde

é chamada de série

1.6.1 Teste da Integral

Seja f : [a, +) R uma função contínua, não negativa e monótona

decrescente, isto é,

a) f (x) 0, x a ;

b) f (x) f (y) , sempre que a x y ,

tal que f (n) = a n , n N .

Nestas condições, a série

+

f (n) converge se, e somente se, a integral

n=1

imprópria +f (x)dx converge. Ou seja, ambas a série e a integral,

a

+

a

f (x)dx , convergem ou ambas divergem.

+

f(n) e

n=1

Demonstração.

Do enunciado vamos supor sem perda de generalidade que a = 1 . Para

o caso de a geral, a prova é similar.

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1.6. SÉRIES- P

Seja f (x) uma função monótona decrescente e não negativa, integrável

no intervalo [1, +) com f (n) = a n , n N .

Observe a figura (1.1).

n ) = a n , ∀ n ∈ N . Observe a figura (1.1). Figura

Figura 1.1: Teste da Integral.

Pela ilustração acima é possível verificar que

0 f(n)

n

n1

f (x)dx f (n 1), n 2.

Sejam R n = n f (x)dx e (S n ) as somas parciais da série

1

+

f(n) ,

n=1

S n = a 1 + a 2 + a 3 +

+ a n =

+

k=1

f(k).

Aplicando-se a relação (1.6.1), obtém-se

0

0

0

0

.

.

.

f (2)

f (3)

f (4)

2 f (x)dx

1

3 f (x)dx

2

4 f (x)dx

3

f (1),

f (2),

f (3),

f(n)

n

n1

f (x)dx f (n 1).

(1.6.1)

(1.6.2)

11 Notas de aula de Cálculo - FURG

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1.6. SÉRIES- P

De (1.6.2) tem-se

0 f (2) +

+

f (n) 2 f (x)dx +

1

+

n

n1

f (x)dx f (1) +

ou seja,

0 S n a 1 R n S n1 , n 2.

+ f (n 1),

(1.6.3)

Já que as sequências (S n ) e (R n ) são monótonas, segue de (1.6.3) que

há limitação e, portanto convergência. Isso prova que as sequências (S n ) e (R n ) são

ambas convergentes ou ambas divergentes.

Exemplo 1.6.1. Determine se as séries abaixo convergem ou divergem.

a)

+

n=1

1

n

2

b)

+

n=2

1

n

ln(n) .

Solução.

a) Seja a série numérica

x 1 .

+

n=1

1

n 2 .

A função f (x) =

1

x 2 é contínua e não negativa

Deve-se verificar se a função f (x) é decrescente.

De fato, f (x) é decrescente, pois f (x) = 2 3 é negativa x 1 . Então, pelo

x

Teste da primeira derivada, f (x) é decrescente.

A integral imprópria +2 dx converge pois,

1

1

x

+

1

1

2 dx = 1,

x

logo, a série correspondente

+

n=1

1

2 , pelo teste da integral, também converge.

n

Observação 1.6.1. Quando utiliza-se o Teste da Integral, o valor da integral impró-

pria não é necessariamente igual ao valor da soma da série, no caso desta convergir.

O teste apenas informa sobre a convergência, sem indicar o valor da soma da série.

12 Notas de aula de Cálculo - FURG

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1.7. SÉRIES DE TERMOS POSITIVOS

1.6.2 Convergência das Séries- p

A série- p ,

+

n=1

1

1

1

1

n p = 1 p + 2 p + 3 p +

,

1)

converge se p > 1 e

2)

diverge se 0 < p 1 , como consequência do teste da integral.

Exercício 1.6.1. Verifique se as séries abaixo convergem ou divergem:

a)

b)

+

n=1

+

n=1

+


c)

n=1

d)

1 +

1

n

3

1

n

1/3

1

5 n

1

2 +

1

3 + +

1

4 +

1.7 Séries de Termos Positivos

+

a n , onde cada termo a n é maior do que zero, é

n=1

Definição 1.7.1. Uma série

denominada série de termos positivos.

Definição 1.7.2. Uma série

+

a n é dita dominada por uma série

n=1

+

b n quando

n=1

a n b n , n N . Neste caso,

dominante.

+

a n é chamada série dominada e

n=1

+

b n série

n=1

Observação 1.7.1. Em uma série de termos positivos, é evidente, que (S n ) é mo-

nótona crescente S 1 S 2 S 3

sequência (S n ) é

, pois a 1 a 1 + a 2 a 1 + a 2 + a 3

S n

a 1 + a 2 + a 3 +

+ a n

Portanto, basta verificar se a

limitada para concluir se a série

+

a n é convergente ou divergente.

n=1

A seguir são apresentados alguns testes empregados para verificar se

uma série numérica converge ou diverge.

13 Notas de aula de Cálculo - FURG

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1.8. COMPARAÇÃO DE SÉRIES

1.8 Comparação de Séries

Os testes apresentados a seguir aumentam o número de séries que podem

ser testadas para estabelecer convergência ou divergência. Eles baseiam-se na com-

paração de séries formadas por termos complicados com séries de termos parecidos,

porém mais simples.

1.8.1 Teste da Comparação

Sejam

+

a n e

n=1

+

b n duas séries numéricas de termos positivos.

n=1

a) Se a série

converge.

+

b n converge e a n b n , n N , então a série

n=1

+

a n também

n=1

b) Se a série

+

a n diverge e a n b n , n N , então a série

n=1

+

b n também diverge.

n=1

Demonstração.

Parte a) . Sejam (S n ) e (R n ) as sequências de somas parciais das séries

+

b n , respectivamente. Pela hipótese, tem-se que a série

n=1

+

b n converge e

n=1

+

a n e

n=1

0 S n R n , n N.

(1.8.1)

Como (R n ) é uma sequência crescente com limite R , tem-se que o número

R é o menor limite superior (supremo) de (R n ) .

Por (1.8.1), R também é cota superior para a sequência crescente (S n ) ,

+

portanto existe lim

a n

converge.

+

a n diverge, então

n=1

pela definição de limite de uma sequência, tem-se que ϵ > 0 , existe n 0 N tal que,

Parte b) . Se a sequência (S n ) das somas parciais da série

n+ S n e este limite é menor ou igual a R . Logo, a série

n=1

S n > ϵ , se n > n 0 .

Como n N e ϵ > 0