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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

EDUBRAS

TEORIA
INSTALAÇÕES
ELÉTRICAS

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

CONHECIMENTOS BÁSICOS DE ELETRICIDADE

Introdução

Praticamente em todos os aspectos da vida intervém de uma u outra maneira, a energia


elétrica, sendo cada dia é usada com mais freqüência. Desde que o relógio despertador soa
de manhã, ligamos a luz, ligamos o radio, a televisão, a geladeira, etc. Tudo um sem-fim de
aparelhos eletrodomésticos, médios de transporte, comunicação e maquinaria funcionam
com eletricidade. Então é de especial interes adquirir conceitos claros e precisos de esta
parte da ciência para poder ser aplicados de forma prática e correta ao longo da nosso dia-a
dia e vida profissional.

Objetivos

Ao final deste curso se pretende atingir os seguintes objetivos:


a) Conhecer os conceitos básicos da teoria e das leis fundamentais da eletricidade.
b) Distinguir cada uma das magnitudes elétricas e suas unidades.
c) Aplicar corretamente os conceitos e magnitudes elétricas aos circuitos elétricos.

TEORIA ELÉTRICA

Constituição da materia

Materia simples Materia Materia composta


simple

Molécula

Átomo

Matéria

É todo o que ocupa um lugar no espaço, capaz de tomar qualquer tipo de forma e pode ser
atraído pela ação da gravidade da terra.

Matéria simples

É aquela que está constituída por átomos da mesma natureza.

Matéria composta

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Está constituída por átomos de diferente natureza.


Molécula

É a parte mais pequena que obtém da divisão da matéria e que conserva suas propriedades
físicas e químicas.

Átomo

É a partícula mais pequena de cada molécula e a pesar de ser invisíveis, se têm uma perfeita
idéia de sua constituição interna. Seu comportamento é como um pequeno sistema
planetário, no qual o sol é o núcleo e os planetas que giram ao seu redor está a cargo de
partículas chamadas elétrons.

Qualquer átomo está constituído por um núcleo dividido em prótons e nêutrons e ao redor
do núcleo giram os elétrons. O próton tem carga positiva e o elétron, carga negativa.

Átomo neutro

É um átomo eletricamente neutro e o numero de prótons é igual ao numero de elétrons.

Elétron

Próton

Núcleo

Átomo ionizado

Quando um átomo ganha ou perde elétrons fica eletricamente ionizado. Se um átomo perde
elétrons fica ionizado positivamente e se pelo contrario adiciona um deles, fica ionizado
negativamente. De todos é conhecido o fenômeno de ionização dos corpos por fricção. Pela
facilidade com que se mexe ao longo dos corpos, depende que eles sejam condutores ou
isoladores. Por isto, se pode afirmar que a unidade de carga elétrica é o elétron.

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Ión positivo Ión negativo


(Átomo perde um elétron) (Átomo ganha um elétron)

Carga elétrica (Q)

É a quantidade de elétrons que sobram ou faltam num corpo. Ao trabalhar com cargas
elétricas, estejam em repouso ou em movimento, é necessário alguma unidade para medir a
quantidade de carga elétrica. A unidade de medida básica de carga elétrica é o elétron e
como sua carga e tamanho são extraordinariamente pequenos é necessário que se use uma
unidade de medida mais prática.

Por exemplo, ao medir a quantidade de cereais, cada grão de cereal é muito pequeno para
ser utilizado como unidade prática de medida. Por isso, se usa uma unidade prática de
quintal que contém vários milhões de grãos. Para medir a carga elétrica a unidade utilizada
é o Coulomb (C) que representa aproximadamente 6,24 trilhões de elétrons. Este valor é a
quantidade de elétrons, independente de eles estarem em movimento ou repouso.

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Grau de
milho

Elétron

Lei de Carlos Coulomb

Esta lei diz que “Cargas elétricas de igual signo se repelem e de diferente signo, se atraem”.

Se repelem

Se atraem

Potencial elétrico

É a pressão elétrica que se existe em um corpo que tem excesso ou falta de elétrons. Se
denominando potencial elétrico positivo quando no corpo faltam elétrons e potencial
elétrico negativo quando nele há um excesso de elétrons. O potencial elétrico de um corpo é
maior, quando maior é a quantidade de elétrons, tanto em excesso como em falta e menor é
o tamanho do corpo. O potencial elétrico só se manifesta quando os átomos de um ou mais
corpos estão em desequilíbrio.

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Potencial elétrico Potencial elétrico


Negativo menor Negativo maior

Potencial elétrico Potencial elétrico


Positivo menor Negativo maior

Tensão elétrica (E)

É a força elétrica desenvolvida entre dois pontos quando existem potenciais elétricos
diferentes, ficando um deles positivo com relação ao outro. Esta tensão elétrica é a força
que permite o deslocamento ou movimentação dos elétrons a traves de um circuito. A
tensão elétrica ou voltagem existe entre duas cargas que não são exatamente iguais. Um
corpo descarregado tem uma diferença de potencial com respeito a um corpo carregado. Ele
é positivo com relação a uma carga negativa e negativo com respeito a uma carga positiva.
Por exemplo, entre duas cargas positivas desiguais ou entre duas cargas negativas desiguais
também existe a tensão elétrica ou voltagem.

Os termos “Tensão elétrica (E)”,”Voltagem (V)“, “Diferença de potencial (ddp) e “Força


eletromotriz (Fem)”, significam o mesmo.

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Tensão elétrica

Tensão elétrica

Tensão elétrica Tensão elétrica

Unidades de tensão

A unidade de tensão elétrica, voltagem ou diferença de potencial é o Volt (V).

Múltiplos de volt

Megavolt (MV) = 1.000.000 V.


Kilovolt (KV) = 1.000 V.

Submúltiplos de volt

milivolt (mV) = 0,001V = Milésima parte do volt.


microvolt (v) = 0,000001V = Milionésima parte do volt.

Conversão de unidades de tensão

a) Para trocar milivolt em volt, se desloca a vírgula três lugares á esquerda


Ex: 500 mV = 0,5 V.

b) Para trocar volt em milivolt, se desloca a vírgula três lugares à direita.


Ex.: 15 V = 15.000 mV.

c) Para trocar microvolt em volt, se desloca a vírgula seis lugares á esquerda.


Ex: 3505 V = 0,003505 V.

d) Para trocar volt em microvolt, se desloca a vírgula seis lugares á direita.


Ex: 15 V = 15.000.000 V

e) Para trocar quilovolt em volt se desloca a vírgula três lugares à direita.


Ex: 5 KV = 5.000 V

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Corrente elétrica

Se define como o fluxo de elétrons a traves de um condutor, desde o terminal negativo de


uma fonte de tensão ou voltagem para o terminal positivo. Quando em um condutor se
inicia o fluxo ou passagem da corrente, os elétrons começam a circular pelo condutor todos
ao mesmo tempo da mesma maneira que os vagões de um trem se põem em marcha juntos.
Se um vagão do trem se mexe, todos os vagões restantes do trem se mexem. Os elétrons
livres do condutor agem da mesma maneira..Os elétrons livres sempre estão presentes em
todo condutor e conforme cada elétron se movimenta faz força sobre os elétrons seguintes
Este efeito continua ao longo de todo o condutor.

Quando os elétrons abandonam um dos extremos do condutor, este se carga positivamente


fazendo que os elétrons livres do condutor se desloquem nessa direção. Este movimento se
produz simultaneamente ao longo do fio ou condutor elétrico fazendo que os elétrons
fiquem longe do outro extremo e permitindo o ingresso de novos elétrons nesse ponto.
Como os elétrons se rejeitam entre eles e são atraídos pelas cargas positivas, sempre tentam
se movimentar desde um ponto em que há elétrons demais até o ponto onde faltam elétrons.

Si se atraem desde um dos extremos de um condutor de cobre, se produz nesse lugar uma
carga positiva, fazendo que os elétrons livres do condutor se movimentem até esse extremo.
Si se subministram elétrons no extremo oposto do condutor, fazendo que adquira carga
negativa, terá lugar um movimento continuo de elétrons desde o extremo carregado
negativamente até o extremo carregado positivamente.

Cada vagão obriga ao


seguinte a se mover

Quando se mexe um vagão os


outros também se mexem

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Intensidade da corrente elétrica (I)

Se define como a quantidade de elétrons que passam por um ponto de um circuito elétrico
no tempo de um segundo. A unidade de medida é o ampère (A). A intensidade da corrente
elétrica é igual a um ampère, quando um Coulomb de elétrons passa por um ponto do
circuito no tempo de um segundo.
1C
1 ampère = --------
1s
Se o ampère é a unidade básica para a medição do fluxo de corrente, não sempre é possível
o seu uso. Qualquer tipo de medição requer uma unidade que seja prática de ser usada.
Conforme a intensidade da corrente, ela poucas vezes passa de mil ampères.

Carga Fluxo da
positiva corrente ao
longo de Flujo
um
Carga
negativa condutorde
corri
elétrico
ente
en un
cond
uctor
Se a intensidade da corrente está entre uma milésima de ampère e um ampère, a unidade de
medida que deve ser usada é o miliampère (mA). Ela represente uma milésima parte de
ampère. Quando a intensidade de corrente é inferior a um miliampère é conveniente o uso
do microampère (A), que corresponde à milionésima parte de um ampère.

Corrente e intensidade do fluxo

1 COULOMB POR SEGUNDO = 1 AMPÈRE

1.000 x 1 mA = 1 ampère.
1.000.000 x 1 A = 1 ampère.

Conversão de unidades de corrente elétrica

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a) Como o miliampère (mA) é a milésima parte de 1 ampère, o miliampère pode ser


trocado ou convertido em ampère deslocando a vírgula três lugares à esquerda.
Ex: 35 mA = 0,035 A.

b) Para converter ampère (A) em miliampère (mA) se desloca a vírgula três lugares à
direita.
Ex: 0,125 A = 125 mA.
16 A = 16.000 mA.
Se faz a conversão de uma unidade pequena, desloque a vírgula decimal à direita. Se quer
obter um valor grande desde um pequeno, desloque a vírgula decimal à esquerda.

c) Para converter microampère (A) em ampère (A), se desloca a vírgula seis cifras à
esquerda.
Ex: 125 A = 0,000125 A.

d) Para converter microampère (A) em miliampère (mA), se desloca a vírgula três


lugares à esquerda.
Ex: 125 A = 0,125 mA.

e) Para converter ampère (A) em microampère (A), se desloca a vírgula seis lugares à
direita.
Ex: 3 A = 3.000.000 A.

f) Para converter miliampère (mA) em microampère (A), se desloca a vírgula três


lugares à direita.
Ex: 125 mA = 125.000 A.

Resistência elétrica (R)

É a oposição que oferecem os diferentes materiais à passagem da corrente elétrica e sua


unidade de medida é o ohm (). A maior parte das vezes você utilizará valores de
resistência que podem ser expressados na unidade ohm, embora em certas aplicações
especiais é possível que faça uso de valores inferiores ou superiores. Por isto, é comum o
uso de múltiplos e submúltiplos do ohm.

Submúltiplos de ohm

microohm = milionésima parte de um ohm.


miliohm = milésima parte de um ohm.

Múltiplos de ohm

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Kiloohm = Quiloohm =1.000 ohms.


Megaohm = 1.000.000 ohms.

Conforme à maior ou menor oposição que apresentem os materiais à passagem da corrente


elétrica, eles podem ser classificados em :
a) Materiais condutores.
b) Materiais isoladores.

Materiais condutores

São aqueles que oferecem muito pouca resistência ou oposição à passagem da corrente
elétrica. Por isto, eles são empregados para conduzir a eletricidade. Entre os materiais que
cumprem com estas condições se encontra o cobre, zinco, alumínio, estanho, ouro, etc..

Materiais isoladores

São todos aqueles materiais que oferecem muita oposição à passagem da corrente elétrica e
por isto se utilizam para bloquear ou isolar o fluxo da corrente elétrica. Dentro de estes
materiais isoladores temos por exemplo, borracha, madeira, plástico, vidro, etc.

Os bons condutores como os bons isoladores sempre permitem a passagem da corrente


elétrica, porém em quantidades muito diferentes. O fluxo da corrente por um isolador é tão
pequeno que geralmente se considera nulo ou igual a zero.

CAPACIDADE DE CARGA DE UM CONDUTOR

Entenda por capacidade de carga de um condutor, à quantidade de ampères que podem fluir
ou circular no seu interior sem perigo de se esquentar. Se circula pelo condutor uma
intensidade de corrente que supere ou exceda sua capacidade de carga, se estará frente a
uma sobrecarga. Isto determina que o condutor passe do estado sólido ao estado líquido ou
seja que se funda, podendo queimar aquele material combustível que esteja perto dele.

A sobrecarga nos condutores é produzida por dois motivos ou razões fundamentais:


a) Por excessivo número de aparelhos elétricos ligados à rede elétrica.
b) Por curto-circuito.

CONDUTOR ELÉTRICO

Desde o inicio do seu percurso, na central de geração elétrica, a energia elétrica atinge
grandes distâncias até atingir os centros de consumo. Todo o percurso é feito através de
linhas feitas com por fios ou arames chamados de condutores elétricos. Os materiais mais
utilizados são o cobre e o alumínio. O primeiro não tem as melhores características para

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esta função. Por isso, o seu uso está generalizado nas instalações elétricas de baixa tensão
ou seja, aquelas com uma voltagem inferior aos 1.000 V.

Natureza dos condutores elétricos

Como foi analisado no inicio, a matéria está formada por átomos e cada um tem um núcleo
que contem os prótons (cargas positivas) e girando ao redor do núcleo estão os elétrons
(cargas negativas). O leitor deve se lembrar que, para que a corrente elétrica circule por um
material deve de existir movimento dos elétrons. Isto é mais fácil quando o material contém
elétrons livres. Um material é bom condutor da eletricidade se ele tem maior quantidade de
elétrons livres. A seguir faremos uma revisão das características dos materiais que afetam o
número ou quantidade de elétrons livres.

Primeira
órbita
Segunda órbita

Terceira órbita

Quarta órbita

Núcleo 29 prótons 34 néutrons

Características do cobre como condutor elétrico

Em geral, os melhores condutores são os materiais metálicos, mais existem também


condutores gasosos (vapor de mercúrio, argônio, etc.) e eletrólitos (soluções ácidas,
alcalinas e salinas). Os condutores metálicos têm distintos graus de qualidade de acordo a
sua capacidade para conduzir a energia elétrica. No primeiro lugar está a prata, logo a
seguir, o cobre e depois, o ouro e o bronze.

O uso de um ou outro material condutor depende de suas características elétricas


(capacidade para transportar eletricidade), mecânicas (resistência ao desgaste,
maleabilidade), do seu uso especifico, do custo no mercado nacional e internacional. Todos
estes fatores fazem com que o preferido seja o cobre na elaboração da fiação elétrica e no
segundo lugar, o alumínio. O cobre que se utiliza na fabricação de fios elétricos é o cobre
eletrolítico, pois tem uma pureza do 99,9%. Dependendo de sua utilização, ele é feito em
diferentes graus de dureza (endurecido).

a) Cobre duro: apresenta uma condutividade de 97% respeito ao cobre puro. Suporta
pressões entre 37 e 45 Kg / mm 2 (capacidade de ruptura). Por esta razão é usado na
fabricação de condutores desnudos, nas linhas aéreas de alta tensão.

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b) Cobre brando ou doce: apresenta uma condutividade do 100%, porém sua capacidade
de ruptura é menor, de 25 Kg /mm2, somente. Como é maleável e elástico, se utiliza na
fabricação de fios elétricos cobertos por isolante plástico, geralmente de PVC.

É verdade que o cobre é o metal com maiores vantagens elétricas e mecânicas no processo
de fabricação de condutores elétricos, também é utilizado o alumínio como fio elétrico.
Este material pode ser encontrado nas seguintes apresentações:

a) Alumínio duro: apresenta uma condutividade do 60% e sua capacidade de ruptura é de


15 Kg./mm2, utilizando-se na fabricação de líneas aéreas nuas.
b) Alumínio brando: sua condutividade é análoga ao do alumínio duro e sua capacidade de
ruptura é de 12 Kg/mm2. Seu uso é em fios elétricos isolados.

Resistência específica do material ( )

A resistência gerada por um arame de 1 metro de comprimento e 1 mm 2 de secção, sob uma


temperatura de 20º C, se representa pela letra grega (). Todos os corpos apresentam
distinto valor de oposição à passagem da corrente elétrica e ele depende,
fundamentalmente, de sua estrutura atômica. Para poderem ser classificados é feita uma
tabela de resistência especifica () e nela se indica o valor resistivo de cada material, todos
medidos sob as mesmas condições. A resistência especifica indica a facilidade com que o
material permite a passagem de uma corrente elétrica. Quanto mais baixa seja a resistência
especifica, melhor será o material como condutor da corrente elétrica.

Resistência específica de alguns materiais

Material  (20º C)
Ouro 0,012
Prata 0,016
Cobre 0,018
Alumínio 0,022
Níquel 0,13

Cálculo da resistência de um condutor

A resistência de um condutor depende, fundamentalmente do tipo de material, do seu


comprimento, da área ou seção e da temperatura. Conforme à tabela anterior, se pode fazer
o cálculo utilizando a seguinte fórmula:

 x l
R = -------------- = 
S

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Onde:
R = resistência do condutor, em ohm.
P = coeficiente resistivo do material, em ohm x mm2/m.
L = comprimento do condutor, em metros.
S.= área do condutor, em mm2.

a) Comprimento (l)

O comprimento afeta de forma considerável a resistência do condutor. Um material


condutor tem resistência especifica própria e quanto mais comprido ele for, maior será sua
resistência. Por exemplo, se um condutor é de cobre puro com 30 centímetros de
comprimento e 3 mm2 de área, sua resistência pode ser perfeitamente determinada. Se é
utilizado um pedaço do mesmo arame de cobre, porém com um comprimento 100 vezes
maior, sua resistência será 100 vezes superior, também. Isto permite estabelecer a seguinte
regra básica:

“A resistência de um fio ou condutor elétrico é diretamente proporcional ao seu


comprimento.”

Simplesmente, isto significa que o comprimento do condutor gera uma resistência à


passagem da corrente elétrica e quanto menor for o comprimento do fio elétrico, menor será
a resistência oferecida a sua passagem.

b) Área ou seção (S)

Outro fator que afeta a resistência de um condutor é sua seção transversal ou área. Para
entender o significado, imagine um condutor cortado perpendicularmente em qualquer
ponto do seu comprimento. A superfície de corte do arame é a seção. Quanto maior for esta
seção, menor será a resistência do condutor e quanto menor a seção, maior será a
resistência do condutor. Logo, podemos estabelecer como régua:

“A resistência de um condutor é inversamente proporcional a sua área.”

Temperatura (t)

O ultimo fator que afeta a resistência de um condutor é sua temperatura. Na maioria dos
materiais, quanto mais quente ele estiver, maior resistência oferecerá à passagem da
corrente elétrica e quanto mais frio o material, menor resistência oferecerá. O efeito da
temperatura na resistência é variável segundo o tipo de material e aqueles como o cobre e o
alumínio, este parâmetro é muito leve. O efeito da temperatura na resistência é o menos
importante dos quatro fatores que determinam a resistência de um condutor.

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Resistor dependente da temperatura (termistor)

São componentes que trocam o valor de sua resistência de acordo à temperatura do


ambiente onde são montados.Existem dois tipos:

a) Termistor NTC (coeficiente térmico negativo): É todo aquele que diminui sua
resistência assim que a temperatura aumenta. Tal é o caso de materiais como o plástico,
borracha, vidro e semicondutores em geral.

Símbolo elétrico

b) Termistor PTC (coeficiente térmico positivo): É todo aquele que aumenta sua
resistência quando a temperatura também aumenta. Como exemplo podem ser considerados
todos os condutores.

Símbolo elétrico

Resistência dependente da luz (LDR)

O valor da resistência deste componente varia de forma inversa à quantidade de luz que
incide sobre ele. Também é conhecido como fotocélula.

Símbolo elétrico

Resistor dependente da voltagem (VDR)

Componente que troca o valor de sua resistência de forma inversa à voltagem que incide
sobre ele.

Símbolo elétrico

Condutância elétrica (G)

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É a facilidade que oferecem os materiais à passagem da corrente elétrica. Sua unidade de


medida é o Mho (S) e sua formula é:
1
G = -----
R

Transcondutância (Gm)

É a facilidade que apresentam as válvulas eletrônicas para conduzir corrente elétrica. Sua
unidade de medida é o microMho (( S) .

ASSOCIAÇÃO DE RESISTÊNCIAS

Basicamente as resistências podem ser associadas ou ligadas de três formas diferentes:


a) Em série.
b) Em paralelo.
c) Em série - paralelo.

1.- Resistências em série

Assim é chamada à conexão de duas ou mais resistências, uma a seguir da outra. A corrente
elétrica para passar através de estes componentes, tem um caminho só. Então:

“A resistência total (Rt) de um circuito serie é igual à soma de cada uma das resistências
parciais”.

Isto fica expressado através da seguinte fórmula:

Sempre que seja ligada uma resistência depois da outra, se diz que estão conectadas em
série. Desta maneira existe um caminho único para que a corrente elétrica possa fluir. Se
diz que essas resistências formam um circuito em serie.

R1 + R2 + R3 + R4 = RT

No circuito série ou em série, a corrente só pode seguir um caminho ou seja que isso
significa que toda a corrente deve passar por cada uma das resistências do circuito. Por isso,
todo circuito deve permitir a passagem da corrente máxima que flui e a resistência total

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deve ser suficiente como para reduzir a intensidade da corrente a um valor que permita
circular, sem inconvenientes, por todas e cada uma das resistências do circuito.

Se for ligado um amperímetro em série em cada uma das resistências do circuito série, ele
indicará a mesma intensidade de corrente. Isto confirma que, em todo circuito em série, a
intensidade da corrente tem o mesmo valor em qualquer um dos pontos do circuito.

2 .- Resistências em paralelo

Assim é chamado o conjunto de resistências unidas ou ligadas em seus extremos, por isso a
corrente tem vários caminhos a recorrer. A resistência total das resistências ligadas em
paralelo é sempre menor que a menor das resistências do circuito. Para determinar o valor
da resistência total (RT) de um circuito em paralelo primeiro se determina se as resistências
têm o mesmo valor.

Para determinar o valor da resistência total de um grupo de resistências com o mesmo


valor, só temos que dividir o valor de uma delas pelo número de resistências. Suponha

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um circuito com quatro resistências de 200 , ligadas em paralelo. A resistência total é a


quarta parte do valor de uma delas, ou seja, 50 .

1R 200
RT = ------- = ----- = 50 
Nº R 4
Onde:
1 R = Valor de uma das resistências ligadas em paralelo
Nº R = Quantidade de resistências ligadas em paralelo

Se o circuito fosse de resistências com diferente valor ligadas em paralelo, não se poderá
determinar o valor da resistência total com a mesma facilidade anterior. Duas resistências
ligadas em paralelo agem sobre o circuito com o mesmo efeito que uma só resistência e de
valor inferior à de menor valor no circuito. O valor da única resistência pode ser
considerada como uma resistência equivalente. A formula que determina o cálculo de
resistências diferentes e ligadas em paralelo é o seguinte:

Despejando temos: 1 R2 + R1
----- = ------------- = R1 . R2 = RT (R2 + R1)
RT R1 . R2

Por isto, a fórmula definitiva será:

Esta formula revela que a resistência total de um circuito composto por duas resistências
ligadas em paralelo e de diferente valor, pode ser obtida, dividindo o produto delas por sua
soma. Para o circuito ligado com resistência ligadas em paralelo, a intensidade da corrente
em cada uma das resistências será igual pois cada uma oferece uma oposição igual ao fluxo
dessa corrente. Quando se conectam em paralelo resistências com diferente valor resistivo,
a oposição ao fluxo da corrente não é a mesma para cada uma das ramas do circuito. Uma
resistência pequena oferece pouca oposição, de tal maneira, que permite uma fácil
passagem à corrente.

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LEI DE OHM

Ë a lei fundamental dos circuitos elétricos. Sua função é estabelecer a relação que existe
entre a voltagem (V), a intensidade da corrente (1) e a resistência elétrica (R).
As relações básicas entre estes parâmetros são as seguintes:

“A intensidade da corrente de um circuito aumenta toda vez que aumenta a voltagem e


sem trocar as resistências”.

“A intensidade da corrente de um circuito diminui toda vez que aumenta a resistência


sem trocar a voltagem”.

Estas duas relações constituem a lei de Ohm. Ela é a mais básica dos circuitos elétricos e
que podemos ver na seguinte maneira:

“A intensidade da corrente de um circuito muda em forma direta e proporcional à


variação da voltagem e inversamente proporcional à variação da resistência”.

Esta relação fica representada através da seguinte formula :

V
I = ----
R

Nos seguintes circuitos se pode ver que a intensidade da corrente muda no mesmo sentido
que vira a voltagem.

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Baixa voltagem ... baixa intensidade


da corrente

Maior voltagem ... maior


intensidade da corrente

Nos circuitos que se mostram a seguir se vê que a intensidade da corrente varia ao contrário
da variação da resistência.

Baixa resistência.....grande intensidade da corrente.

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Grande resistência......baixa intensidade da corrente.

A quantidade de corrente depende do valor da voltagem e da resistência. Este fato foi


enunciado por George Simons Ohm e se expressa com sua famosa lei, que é a equação
fundamental de toda a ciência da eletricidade. Uma das maneiras mais comuns de poder
expressar a lei de Ohm é:

“A intensidade da corrente que passa por um circuito é diretamente proporcional à


voltagem aplicada e inversamente proporcional à resistência”.

Matematicamente esta lei pode ser feita assim:

Voltagem (V)
Intensidade (A) = ---------------------
Resistência ()

Esta fórmula permite verificar a voltagem quando é conhecida a intensidade da corrente e a


resistência.

Voltagem (V) = Intensidade (A) x Resistência ()

Se é conhecida a voltagem e a intensidade da corrente, se pode calcular, então, a resistência


aplicando esta outra derivação da mesma lei de Ohm:

Voltagem (V)
Resistência () = -------------------
Intensidade (A)

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A lei de Ohm é usada nos circuitos elétricos ou suas partes para poder determinar valores
desconhecidos de corrente, voltagem ou resistência, conhecendo somente dois de seus
valores. Na sua apresentação fundamental ou básica da lei de Ohm, é aplicada para
determinar a intensidade de corrente que passa por uma resistência, a voltagem aplicada
sobre a resistência do circuito e dividida pelo valor da referida resistência.

1.- A intensidade da corrente de um circuito aumenta quando aumenta a voltagem,


sempre que o valor da resistência fique estável ou seja que ele não seja modificado.

Exemplo Nº 1

O circuito que fica na pagina anterior, R = 10  e a tensão = 20 V. Se pede o valor da


intensidade da corrente (I):

V 20
I = -- = ---- = 2 A
R 10
Exemplo Nº 2

Trocando o valor da tensão para 40 V, se terá :

V 40
I = -- = ---- = 4 A
R 10

2.- Se a voltagem fica inalterável e aumenta somente a resistência, a intensidade da


corrente diminui.

Exemplo Nº 3

Veja que no exemplo anterior é trocado o valor de R para 20 , então o novo valor de I
será:

V 20
I = -- = ---- = 1 A
R 20

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Na fórmula básica da lei de Ohm utilizando o valor da intensidade da corrente se pode


utilizar outras formas para poder encontrar os valores de V ou R. Para poder determinar o
valor da resistência R conforme a lei de Ohm se deve dividir a voltagem pela intensidade da
corrente.

Exemplo Nº 4

Se no circuito que aparece em esta página V = 6 e I = 2 A, se pede obter o valor da R.

V 6
R = --- = --- = 3 ohms
I 2

Também pode ser utilizada a lei de Ohm para obter o valor da voltagem. Para poder fazer
isto é necessário multiplicar o valor da intensidade da corrente pelo valor da resistência.

V = I x R = 3 x 5 = 15 V

Os ser usada a lei de Ohm, as quantidades sempre deverão ser expressadas nas unidades
básicas. Se algum dos valores utiliza um múltiplo ou submúltiplo, ela deverá ser levada até
atingir o valor básico.

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EXERCÍCIOS

Calcular o valor de I :................................

A intensidade da corrente do circuito é de 0,5 A

Calcular o valor de R3 : ................................... e a RT : .............................

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LEI DE OHM APLICADA EM CIRCUITOS EM SÉRIE

EXERCÍCIOS

a) Determinar a resistência total (RT) do circuito.

RT = R1 + R2 + R3 = 6 + 4 + 8 = 18 

b) Determinar o valor da intensidade da corrente (I) do circuito.

VT 36
I = ------ = ------ = 2 A
RT 18

c) Determinar o valor da queda de tensão de cada uma das resistências do circuito.

VR1 = R1 x I = 6 x 2 = 12 V

VR2 = R2 x I = 4 x 2 = 8 V

VR3 = R3 x I = 8 x 2 = 16 V

d) Determinar a voltagem total (VT) do circuito.

VT = VR1 + VR2 + VR3 = 12 + 8 + 16 = 36 V

Característica do circuito

Conforme o visto, se pode observar que nos circuitos em série, três regras são cumpridas
para poder determinar os valores de tensão, corrente e resistência. Elas são:

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

a) Em um circuito em série, a resistência total (RT) é igual à soma das


resistências parciais.
b) A intensidade da corrente (I) tem um caminho só e seu valor é constante em
qualquer ponto do circuito.
c) A voltagem total (VT) é igual à soma das voltagens parciais.
(2ª regra de Kirchoff aplicada aos circuitos ligados em série).

EXERCÍCIO

Encontrar o valor de R3 no seguinte circuito:

A resistência total (RT) de um circuito em série pode ser determinada aplicando a lei de
Ohm. Para poder obter isto, é necessário conhecer os valores da intensidade da corrente e
da voltagem. Veja que a voltagem total (VT) que está sendo aplicada ao circuito é de 100 V
e a intensidade da corrente é de 2 A. Ao mesmo tempo veja que há 3 resistências ligadas em
série. Isto não gerará nenhum problema para obter o resultado final, sempre que se lembre
que a corrente total que passa pelo circuito tem como resultado o uso da voltagem total
(VT) dividido pela resistência total (RT). Aplicando a lei de Ohm, a resistência total (RT) é
igual ao voltagem total (VT) dividida pela intensidade da corrente total (I T).

VT 100
RT = ----- = ----- = 50 ohms.
IT 2

Com anterioridade foi visto que quando são somadas as quedas de tensão num circuito em
série, a tensão ou voltagem total obtida é igual à voltagem da fonte.

VT = VR1 + VR2 + VR 3

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Também foi visto que a intensidade da corrente de um circuito ligado em série é a mesma
em todos os pontos do mesmo.

IT = I1 = I2 = I3

Estes conceitos são aplicados embora as resistências do circuito tenham diferentes valores,
nos circuitos em série pode ser utilizada a lei de Ohm ao longo do circuito todo ou em
pontos do mesmo. Considere um circuito que têm três resistências ligadas em serie e
alimentadas por uma tensão de 100 V. Ao mesmo tempo, a intensidade da corrente do
circuito é de 2 A.
Se sabe que as resistências R1 = 5 ohms e R2 = 10 ohms e não se conhece o valor da R3. O
valor da mesma pode ser verificado, assim como a intensidade da corrente e a queda de
tensão em cada uma das resistências, aplicando a lei de Ohm. Para poder obter os valores
desconhecidos o primeiro passo é fazer um diagrama simples e escrever os dados
conhecidos. Este diagrama elétrico permite ver a ligação de cada um dos componentes
assim como o seu relacionamento entre eles. Veja que são conhecidos os valores de R1,
R2, I e VT. Com os valores de R1,R2 e I se pode determinar a queda da voltagem V1 e V2.

V1 = I x R1 = 2 x 5 = 10 V

V2 = I x R2 = 2 x 10 = 20 V

Como as três resistências estão ligadas com a mesma fonte de tensão (100 V), as tensões
das três resistências devem somar o mesmo valor de 100 V. Se as tensões em R1 (V1) e de
R2 (V2) são 10 V e 20 V, se terá:

V3 = VT – (V1 + V2) = 100 – (10 + 20) = 100 – 30 = 70 V

Agora que conhece a voltagem em R3 (V3) e da intensidade da corrente na mesma, se pode


calcular o valor da resistência (R3):

V3 70
R3 =---- = ---- = 35 ohms
I 2

Também pode ser utilizado outro método para obter o valor de R3. Como é conhecida a
tensão total (VT) e a intensidade da corrente do circuito, se pode obter a resistência total
(RT) do circuito.

V3 100
RT = ---- = ---- = 35 
I 2

EDUBRAS Página 27
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Com o valor da resistência total (RT) é igual á soma de R1, R2 e R3 se pode obter o valor
de R3 de acordo com a seguinte formula:
RT = R1 + R2 + R3

R3 = RT – ( R1 + R2) = 50 – ( 5 + 10) = 50 – 15 = 35 

Conhecendo a resistência R3 e a intensidade da corrente por R3, se pode determinar o valor


de V3:

V3 = I x R3 = 2 x 35 = 70 V

Assim ficam obtidos todos os valores do circuito apresentado no inicio do exercício.

LEI DE OHM APLICADA EM CIRCUITOS EM PARALELO

EXERCÍCIOS

a) Determinar o valor da resistência total (RT) do circuito:

R1 x R2 20 x 50 1000
RT = ------------ = ------------ = ----------- = 14,3 
R1 + R2 20 + 50 70

b) Determinar o valor das correntes parciais do circuito:

V 100
I1 = ------- = ------ = 5 A
R1 20
V 100
I2 = ------ = ------ = 2 A

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

R2 50

c) Determinar o valor da intensidade da corrente total do circuito:

IT = I1 + I2 = 5 + 2 = 7 A

d) Determinar a intensidade da corrente total aplicando a lei de Ohm:

VT 100
IT = ------- =-------- = 7 A
RT 14,3

Análise do circuito:

I 1 e I 2 são fornecidas pela fonte de 100 V e podem ser tiradas as seguintes conclusões:

- O condutor que une o terminal negativo da fonte com o ponto A fornece 7 A.


- No ponto A, a corrente é dividida passando de 5 A pela R 1 e 2 A pela R 2.
- No ponto B, a corrente de cada resistência se une, por isto, o condutor que une o ponto
B com o terminal positivo da fonte, fornece 7 A.

CaracterÍstica do circuito

De acordo com o que foi analisado, as características da tensão, corrente e resistência do


circuito são as seguintes:
a) A resistência total em um circuito em paralelo é menor que a menor das resistências
parciais.
b) A voltagem aplicada em cada componente é o mesmo da fonte de energia.
c) A intensidade de corrente total do circuito é igual à soma das intensidades de
corrente parciais ou como é estabelecido na primeira regra de Kirchoff aplicada em
circuitos ligados em paralelo:

“A intensidade da corrente que atinge um ponto do circuito têm um valor igual à soma
das intensidades da corrente que se afastam desse ponto.”

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

EXERCÍCIOS

Suponha um circuito em paralelo que tem três resistências (R1, R2, R3) sem valores
conhecidos. Ao mesmo tempo elas estão ligadas a uma fonte de 45 V e a intensidade da
corrente total do circuito é de 6 A. Os valores parciais de intensidade da corrente são:

I 1 = 1,5 A
I2 = 3A
I3= XA

Para poder encontrar os valores desconhecidos da resistência, desenhe, primeiro, um


diagrama elétrico e escreva todos os valores de resistência, tensão e de intensidade da
corrente que você conhece. Nas derivações do circuito com dois valores conhecidos,
encontre o valor sem conhecer aplicando a lei de Ohm ou as regras referentes à resistência
total, intensidade da corrente e voltagem para circuitos elétricos ligados em paralelo. Como
o leitor conhece a intensidade de corrente e a voltagem das resistências R1 e R2, se pode
encontrar o valor das resistência aplicando a lei de Ohm:

V 45
R 1 = ---- = ---- = 30 ohms
I 1 1,5

V 45
R 2 = ---- = ----- = 15 ohms
I2 3

Para poder calcular o valor de R3 se deverá determinar, primeiro, a intensidade da corrente


que passa por ela. A intensidade da corrente total do circuito é de 6 A e é igual à soma das
três intensidades parciais:

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

IT = I 1 + I 2 + I 3
I 3 = I T – (I2 + I 1) = 6 – ( 1,5 + 3) = 6 – 4,5 = 1,5 A
Conhecida a voltagem e a intensidade da corrente na resistência R3, se pode obter o valor
da resistência aplicando a lei de Ohm:

V 45
R3 = ---- = ---- = 30 ohms
I3 1,5

A resistência total do circuito se pode obter utilizando a fórmula para a resistência total de
resistências em paralelo ou aplicando a lei de Ohm para a intensidade de corrente e a
voltagem total do circuito. Encontre a RT utilizando a lei de Ohm:

VT 45
RT = ------ = ------ = 7,5 
IT 6

Agora tente verificar o valor de RT utilizando a fórmula para as resistências ligadas em


paralelo:
R 1 x R 2 30 x 15 450
Rp = ----------- = --------- = ----- = 10 ohms
R 1 + R 2 30 + 15 45

Rp x R 3 10 x 30 300
RT = ----------- = --------- = ----- = 7,5 ohms
Rp + R 3 10 + 30 40

Os resultados obtidos são iguais e podem ser utilizados para verificar a exatidão da solução.

Em este circuito, a intensidade da corrente das resistências parciais pode ser obtida
aplicando a lei de Ohm e a intensidade da corrente total do circuito será igual à soma de

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

essas intensidades. Se é conhecida a intensidade e a tensão total do circuito, se pode


determinar a resistência total do circuito.

Verifique o valor das intensidades parciais de corrente aplicando a lei de Ohm:

V 120 V 120
I1 = ------ = ------ = 1,5 A I3 = ------- = ------- = 4 A
R1 80 R3 30

V 120 V 120
I2 = ------- = ------- = 2,5 A I4 = ------- = ------- = 2 A
R2 48 R4 60

A intensidade total do circuito é igual à soma das intensidades parciais:

IT = I1 + I2 + I3 + I4 = 1,5 + 2,5 + 4 + 2 = 10 A

Determine a resistência total aplicando a formula para as resistências em paralelo:

IT = I1 + I2 + I3 + I4 = 1,5 + 2,5 + 4 + 2 = 10 A

Determine a resistência total aplicando a lei de Ohm:

V 120
RT = ------- = ------- = 12 
IT 10

Verifique a resistência total aplicando a fórmula para resistencias em paralelo:

R1 x R2 80 x 48 3840
Rp = ------------- = ------------- = ------- = 30 
R1 + R2 80 + 48 128

Rp x R3 30 x 30 900
Rp1 = ------------- = ------------- = ------- = 15 
Rp + R3 30 + 30 60

Rp1 x R4 15 x 60 900
RT = -------------- = ------------- = -------- = 12 
Rp1 + R4 15 + 60 75

3.- Resistências ligadas em série - paralelo

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Três ou mais resistências podem ser ligadas de forma composta ou seja, algumas em série e
outras em paralelo. Se fossem ligadas duas resistências em paralelo e depois ligamos o
extremo de uma terceira resistência com um dos terminais das resistências ligadas em
paralelo, as três resistências ficarão ligadas formado um circuito série-paralelo.

Parte ligada em série

Parte ligada em paralelo

Também podem ser ligadas as três resistências formando um outro circuito combinado. Por
exemplo, se foram ligadas duas resistências em série e depois, os dois extremos da terceira
resistência, em paralelo com a ligação em série:

Parte ligada em série

Parte ligada em paralelo

As ligações de estas resistência são utilizadas com muita freqüência em circuitos elétricos,
em especial em motores elétricos e de controle de equipamento elétrico.

Procedimento para o seu cálculo

Não é necessário usar fórmulas especiais para poder saber o valor da resistência total de um
circuito série-paralelo. O que deve ser feito é afastar, separar ou dividir o circuito em
pequenos circuitos simples, em serie e em paralelo. Depois disto, devem ser feitas as

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

operações necessárias e logo somar os resultados parciais. Antes de aplicar as regras nos
circuitos série-paralelo, veja os passos que deverão ser seguidos para simplificar o circuito.
Nas figuras seguintes se pode observar o processo de cálculo.
Exemplo Nº1 :
R1 x R2
Rp = ------------- RT = Rp + R3
R1 + R2

Exemplo Nº2:

Rp x R3
Rp = R1 + R2 RT = ------------
Rp + R3

Intensidade da corrente em circuitos série-paralelo

A intensidade total de corrente num circuito série-paralelo depende da resistência total do


circuito quando é ligada a fonte de tensão. A intensidade da corrente do circuito se divide

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

em todos os ramais do circuito em paralelo e depois se juntam de novo, para fazer parte do
circuito em serie. A intensidade da corrente total é a mesma nos extremos do circuito.

Corrente total A corrente se divide

Corrente total A corrente se soma

EXERCÍCIOS

RT : ............................................. IT : ..............................................
V1 : ............................................. I1 : ..............................................

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

V2 : ............................................. I2 : ..............................................
V3 : ............................................. V4 : .............................................

RT : ........................................... I1 : ........................................
IT : ............................................ I2 : .........................................
V1: ............................................ V2: ............................................
V3: ............................................ V4: ............................................
:

RT : ..................................................
I : ...................................................
V1 : ...................................................
V2 : ...................................................
V3 : ...................................................

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

PRÁTICA
INSTALAÇÕES
ELÉTRICAS

1
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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

PROIBIDA A REPRODUÇÃO, TOTAL OU PARCIAL DESTA OBRA, POR QUALQUER MEIO OU METODO SEM
AUTORIZAÇÃO POR ESCRITO DO EDITOR. © TODOS OS DIREITOS FICAM RESERVADOS.

SIMBOLOGIA UNIVERSAL DA ELECTRICIDADE

A simbologia é a maneira gráfica de representar os distintos componentes elétricos que


analisaremos no nosso curso, pois sua forma física é muito difícil de representar e é
universal ou seja que se usa em quase todos os países. A seguir apresentamos os símbolos
que são mais usados.

RESISTOR

O resistor tem a finalidade de controlar a passagem da corrente elétrica e este fato se


consegue mediante refinadas técnicas de fabricação e permite o controle dentro de limites
muito pequenos. Sua oposição à passagem da corrente pode ir desde um mínimo até um
máximo, sendo neste caso que ele se comporta praticamente como um isolador.

Unidade de medida: ohm ()

Múltiplos: - Kiloohm (K) = 1.000 


- Megaohm (M) = 1.000.000 

Resistor fixo : É aquele no qual o seu valor não pode ser trocado ou modificado. O símbolo
elétrico de este resistor é o seguinte:

Seu valor em ohm é indicado a traves de um código de cores em todos os resistores de


carvão com potência inferior a 1 W. O valor é expressado a traves de números nos
resistores feitos com arame. Sua tolerância corresponde ao grau de erro que pode ter de
acordo com o seu valor. Este erro se expressa em percentagem e pode variar de + a –.
Conforme a quantidade de corrente que circula pelo resistor, ele dissipara uma certa
quantidade de calor ou potência dissipada ao meio ambiente a través da sua superfície. Se
as dimensões não são as apropriadas para dissipar o calor, este componente se destruirá.

Resistor variável: É aquele no qual o seu valor resistivo pode ser modificado. Seu
símbolo se amostra a seguir.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Entre os resistores variáveis que dependem de um controle, temos ao:


-Potenciômetro de eixo
-Potenciômetros de barra
-Potenciômetros do tipo pré/set.
Este tipo de resistor tem controle ou comando que permite variar o seu valor. Para muitas
aplicações práticas é necessário dispor de resistências que possam ser reguladas a vontade,
de modo que permitam oferecer uma oposição variável. Observe no símbolo da resistência
variável a seta que tem e chamada “cursor”. A resistência que se encontra entre ambos
extremos do dispositivo é sempre a mesma, porém, o cursor móvel permite variar o valor
da resistência. Vale agregar que a resistência propriamente dita é feita com arame especial e
está conectada em sus extremos aos terminais esquerdo e direito do elemento. O cursor é
uma lâmina metálica solidária com um eixo externo e fica em contato permanente com o
arame–resistência ou carvão–resistência. Por isto, ao atuar o eixo a lâmina se movimenta
variando a resistência entre o terminal central e os terminais laterais.

Entre os resistores variáveis que dependem de outras características temos:

a) Dependente da luz (LDR) e varia sua resistência de forma inversamente proporcional à


quantidade de luz que sobre ele incida.

b) Dependente da voltagem (VDR), também conhecido como “varistor” e sua resistência


varia sua resistência de forma inversa à voltagem aplicada nele.

c) Dependente da temperatura (termistor), elemento que varia sua resistência com a


temperatura. Há dois tipos:
- NTC (coeficiente térmico negativo): que diminui sua resistência com a temperatura.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

- PTC (coeficiente térmico positivo): que aumenta sua resistência com a temperatura.

Resistor fusível : Tem a função de deter á passagem da corrente elétrica, quando ela
supera um valor preestabelecido protegendo circuitos de media e alta potência.

CONDENSADOR

O condensador é também chamado capacitor e cumpre a função de armazenar energia


elétrica entre suas armaduras.

Unidade de medida: farad (F)

Submúltiplos: Microfarad ( F) = Milionésima parte do farad (0,00001 F)


Nanofarad (nF) = Bilionésima parte do farad (0,00000001 F)
Picofarad (pF) = Trilionésima parte do farad (0,000000000001F)

Os condensadores se classificam em:

Fixo: Porque não é possível modificar o seu valor capacitivo. Estes condensadores podem
ser cerâmicos, de poliéster e eletrolíticos. Os condensadores cerâmicos ou de poliéster não
têm polaridade, mais existem condensadores eletrolíticos polarizados e não polarizados.

SÍMBOLO
ELÉTRICO

ASPETO FÍSICO

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Semi-fixo ou trimmer: Sua principal característica é poder modificar sua capacitância


dentro de um pequeno margem a traves de um parafuso de ajustagem. São usados na
regulagem do equipamento eletrônico em geral.

Variável: É o condensador que varia sua capacitância a traves de um eixo que se encontra
ligado a um sistêma mecânico

BOBINA

A bobina é construída com um enrolamento de arame isolado feito sobre uma base de
cartão ou plástico. Ao espaço interior de esta forma se denomina núcleo e sobre ele podem
se dadas duas variantes fundamentais:

a) Bobina com núcleo de ar, onde se deve considerar simplesmente o bobinado realizado
sobre sue núcleo, sem que exista outro material no seu interior (somente ar).

b) Bobina com núcleo de ferro, na qual o enrolamento è feito sobre um núcleo de ferro,
geralmente constituído por grande quantidade de chapas.

TRANSFORMADOR

Tem a finalidade de transferir energia elétrica desde um bobinado primário (P) até um
bobinado secundário (S). Para sua classificação devemos tomar em conta seus bobinados e
também a aplicação que será feita com ele. Na praza existem os seguintes tipos:

a)Transformador elevador da voltagem:

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

b)Transformador igualador da voltagem:

c)Transformador redutor da voltagem:

d)Transformador de vários secundários ou de poder:

e) Autotransformador: desempenha a mesma função do transformador é dizer, transfere


energia elétrica. A diferença é seu único bobinado para obter o primário e o secundário.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

SÍMBOLOS ELÉTRICOS PARA PLANOS DE CONSTRUÇÃO

Nos diagramas de uma linha só usados nos planos ou plantas de uso na construção, onde se
representa a montagem elétrica, è utilizada uma serie de símbolos que estão normalizados,
para estabelecer uma designação e representação gráfica uniforme dos elementos que se
usam nas instalações elétricas. Os materiais e elementos se representam mediante um
símbolo acompanhado de uma ou mais letras quando corresponda.

Entendemos que è imprescindível considerar de forma geral, detalhes relativos aos


acessórios e dispositivos elétricos que o futuro técnico utilizará no desenvolvimento do seu
serviço. E por este motivo que iniciamos nossa primeira prática considerando os símbolos
representativos dos distintos elementos usados nos diagramas ou circuitos elétricos.

No inicio se pode pensar que um determinado dispositivo elétrico não é representado nos
planos ou circuitos como são na realidade, mais ocorre que a representação física de um
dispositivo pode gerar muita confusão na interpretação dos circuitos, dado que existem
outros elementos que no exterior são muito similares, porém com funções completamente
distintas. Os comentários anteriores justificam uma descrição dos principais elementos e
dispositivos que utilizará no seu futuro serviço. Logicamente que os comentários seguintes
em absoluto afetam o estúdio de ditos elementos e somente se trata de fornecer mais
conhecimentos básicos que deverão ser ampliados durante o desenvolvimento deste curso.

NOMENCLATURA GERAL

1.- CANALIZAÇÃO

Uma linha ou fio elétrico, um condutor ou um canal se representa por uma linha.
a) Símbolo geral de canalização

b) Linha de n fios elétricos

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Um circuito elétrico é representado num plano com linha única, é dizer que qualquer for a
quantidade de fios elétricos, esta é representada por uma linha só. O número ou quantidade
de fios elétricos que representa essa linha é indicada por um traço perpendicular pequeno e
com um número que indica ou informa essa quantidade.

Circuito com
3 fios elétricos

c) Cruzamento

O cruzamento de fios elétricos em circuitos feitos em painéis, aparelhos, instalações e


esquemas se representa a traves de duas linhas que se cruzam. Note-se que não tem ponto
de união no ponto do cruzamento.

d) Canalização subterrânea

Quando a canalização for subterrâneas, se indicará com uma linha de traços ou tracejada e
se aplicarão as regras anteriores.

e) Arranque ou derivação

O arranque se indicará por um pequeno ponto cheio no local da derivação.

f) Distribuição da energia elétrica

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Quando a energia elétrica é distribuída em diferentes níveis, se designará o lugar de cámbio


de nível mediante setas inclinadas a 45º.

- Alimentação desde o andar inferior

- Alimentação para o andar superior

- Alimentação desde o andar superior

- Alimentação para o andar inferior

g) Bandeja ou escada porta-fiação


É um sistema para suportar condutores elétricos e.é formada por perfis longitudinais e
transversais que com seus acessórios formam uma unidade rígida de canalização. As
bandejas porta-fiação são ductos com tampas removíveis nos quais se permite colocar aos
condutores elétricos com um ou vários circuitos e alimentar distintos serviços.

h) Condutor concêntrico (coaxial)


É um condutor de cobre doce com isolante de polietileno e uma blindagem de cobre
entrelaçado e revestimento termo-plástico.

i) Condutor flexível
Fio de cobre doce com isolamento feito de PVC.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

j) Caixa de derivação
É usada nas canalizações como ponto de derivação, em locais onde serão montados
aparelhos ou acessórios. Além disto, serve como ponto desde onde podem ser ligados os
conduites necessários para a passagem dos condutores elétricos.

k) Câmara
Ela é usada para facilitar a montagem, manutenção, conserto, união e derivação da fiação
elétrica assim como permitir a ligação com diferentes tipos de ductos. Deverá ter uma
drenagem que permita a saída rápida das águas que atinjam a ela por filtração ou
condensação.

- Câmara de passagem

- Câmara de registro

2.- SÍMBOLOS GERAIS

a) Corrente alternada, se define como aquela que troca de valor e sentido em função do
tempo. Encontra-se na rede elétrica do lar e é produto do trabalho de geradores elétricos
chamados alternadores.

b) Corrente continua, é aquela que não troca de valor nem de sentido em função do
tempo. É obtida de pilhas, baterias e geradores denominados dínamos.

c) Ligação à terra de proteção, é o conjunto de condutores elétricos nus enterrados,


utilizados para ligar à terra toda aparelho ou peça elétrica que pertença a uma instalação ou
seja parte de um equipo elétrico e que não seja parte do próprio circuito, com a finalidade
de evitar tensões perigosas.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

d) Terra de serviço, é o conjunto de condutores elétricos nus enterrados para ligar à terra o
neutro de uma instalação.

3.- SÍMBOLOS DE APARELHOS

a) Alternador é uma máquina elétrica que tem a finalidade de gerar corrente alternada.

b) Convertedor de energia elétrica em energia calórica:

- Aquecedor

- Aquecedor de água

- Fogão elétrico

c) Bateria é o dispositivo que converte energia química em energia elétrica.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

d) Conversor de energia elétrica em energia sonora

- Buzina

- Campainha

e) União é o fato de ligar entre si a rede de distribuição elétrica.

f) Aparelho de tubo fluorescente é o conjunto de lâmpadas elétricas que tem no seu


interior um gás condutor e quando recebe corrente elétrica ficam incandescentes.

O símbolo representa ao equipamento fluorescente e a letra n indica que é um equipo com n


quantidade de tubos.

Exemplo: A representação de um conjunto fluorescente de 3 tubos de 40 W será a seguinte:

g) Condensador é o dispositivo elétrico capaz de guardar energia elétrica entre suas placas.

h) Condensador sincrono:

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

i) Tomada está formada por uma tampa e por um dispositivo que tem contatos elétricos.

- Tomada fêmea para iluminação

- Tomada fêmea dupla para iluminação

- Tomada fêmea para aquecimento

- Tomada fêmea monofásica:

- Tomada fêmea trifásica:

- Tomada fêmea para uso especial:

j) Gerador é uma máquina elétrica que tem a finalidade de gerar corrente elétrica.

k) Medidor é um aparelho encarregado de medir o consumo de energia elétrica.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

l) Retificador é o dispositivo eletrônico que converte corrente alternada em continua


pulsante.

m) Ventilador ou extrator:

4.- PORTA-LÂMPADA

a) Garfo de uma lâmpada:

b) Garfo com n lâmpadas:

c) Porta-lâmpada simples:

d) Porta-lâmpada sob corredor:

e) Porta-lâmpada com interruptor:

f) Porta-lâmpada de n lâmpadas:

g) Porta-lâmpada de parede com interruptor:

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

h) Porta-lâmpada de parede (aplique):

i) Porta-lâmpada de emergência:

j) Porta-lâmpada de emergência auto-energizada:

k) Porta-lâmpada com caixa de derivação:

l) Lâmpada de gás:

m) Lâmpada portátil:

5.- INTERRUPTOR

O interruptor é um dispositivo mecânico desenhados para fechar ou abrir circuitos. Podem


ser classificados conforme segue em:

a) Interruptor de um efeito:

EDUBRAS Página 51
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

b) Interruptor de duplo efeito:

c) Interruptor de três efeitos:

d) Interruptor de combinação:

e) Interruptor de dupla combinação ou de cruzamento:

f) Interruptor de botão:

g) Interruptor de porta:

h) Interruptor de puxador:

i) Interruptor de tomada:

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

j) Tomada com dois interruptores:

6.- MÁQUINA DE SOLDAR

a) De arco:

b) De resistência:

c) Com motor gerador:

7.- PAINEL

O painel é uma peça elétrica na qual se concentram os dispositivos de proteção e de


controle, sendo que desde ele se pode proteger e operar toda a instalação ou parte da
mesma.

a) Painel de iluminação:

b) Painel de aquecimento:

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

c) Painel de força motriz:

d) Painel de raios X:

e) Painel para uso especial:

8.- POSTEAMENTO

a) Poste de concreto:

b) Poste de concreto com extensão metálica:

c) Poste estrutural metálico:

d) Poste tubular metálico:

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

e) Poste de madeira:

9.- MOTOR

a) De corrente continua:

b) De indução:

c) De indução com rotor bobinado:

d) Arrancador de motor:

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

10.- ABREVIATURAS

Identificação Normal Abreviatura Técnica

a) Alta tensão A.T.


b) Baixa tensão B.T.
c) Bandeja porta-condutor b.p.
d) Canalização à vista v.
e) Canalização embutida e.
f) Canalização pré-embutida p.e.
g) Canalização subterrânea s.
h) Isolador carretel i.c.
i) Canalização de isolador rolo i.r.
j) Condutor de brasilit c. b
k) Condutor de concreto de duas vias Cc.2v.
l) Condutor de concreto de quatro vias Cc.4v.
ll) Escala porta-condutor e.p.
m) Painel geral P.G.
n) Painel geral auxiliar P.G.aux.
ñ) Painel de distribuição P.D.
o) Painel de controle P.C.
p) Painel geral de iluminação P.G.I.
q) Painel geral de força P.G.F.
r) Painel geral de aquecimento P.G.A.
rr) Painel geral auxiliar de iluminação P.G.Aux.I.
s) Painel geral auxiliar de força P.G.Aux.F.
t) Painel geral auxiliar de aquecimento P.G.Aux.A.
u) Painel de distribuição de iluminação P.D.I.
v) Painel de distribuição de força P.D.F.
w) Painel de distribuição de aquecimento P.D.A.
x) Painel de controle de iluminação P.C.I.
y) Painel de controle de força P.C.F.
z) Painel de controle de aquecimento P.C.A.
- Tubulação de aço t.a.
- Tubulação de aço galvanizado t.a.g.
- Tubulação de bronze t.b.
- Tubulação de cobre t.c.
- Tubulação metálica flexível t.m.f.
- Tubulação de parede grossa galvanizada (cano) c.g.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

- Tubulação plástica flexível t.p.f.


- Tubulação plástica rígida de P.V.C t.p.r.
- Tubulação plástica de polietileno t.p.p.

SIMBOLOGÍA DIN PARA CONTROLE AUTOMATICO

1.- CONDUCTOR

a) Linha de alimentação ou condutor de circuito de potência:

b) Condutor de circuito de controle:

c) Condutor sem conexão elétrica:

d) Condutor com conexão elétrica:

e) Fases: R S T

f) Entradas dos contatos principais: 1 3 5 ó L1 L2 L3

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

g) Saída dos contatos principais: 2 4 6 ó T1 T2 T3

h) Entradas ao motor: U V W / X Y Z

2.- ELEMENTOS DO CIRCUITO DE POTÊNCIA

a) Fusível:

b) Relé térmico:

c) Relé termomagnético:

d) Relé eletromagnético:

e) Motor trifásico (3 terminais):

M
3F

f) Motor trifásico (6 terminais):

M
3F

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

g) Motor trifásico com dois enrolamentos estáticos separados:

h) Conexão estrela:

i) Conexão triângulo:

3.- ELEMENTOS DO CIRCUITO DE CONTROLE

a) Bobina do relé:

b) Interruptor normalmente cerrado (NC):

c) Interruptor normalmente aberto (NO):

d) Interruptor liga – desliga (NA-NC):

e) Interruptor de desconexão múltiplo:

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

f) Interruptor de conexão múltiplo:

g) Interruptor liga-desliga múltiplo:

h) Interruptor de pedal:

i) Interruptor ou chave:

j) Contacto auxiliar NC:

k) Contacto auxiliar NA:

l) Contacto auxiliar temporizado ao trabalho:

m) Contacto auxiliar temporizado na abertura:

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

n) Interruptor limitador liga-desliga:

ñ) Contacto atuados por bóia:

o) Contacto atuado por pressão:

4.- ELEMENTOS DE INDICAÇÃO (TESTEMUNHAS)

a) Piloto luminoso:

b) Piloto sonoro:

5.- MARCAS

a) Relé principal: C... KM...

b) Relé marcha direita: C1 KM1

c) Relé marcha esquerda: C2 KM2

d) Relé conexão estrela: C3 KM3

e) Relé conexão triângulo: C5 KM5

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

f) Relé auxiliar: C... KA...

g) Interruptor limitador: S...

h) Fusível e relé de proteção: F...

i) Pilotos: h...

j) Sinalização sonora com buzina:

FERRAMENTAS PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Muitos trabalhos elétricos podem ser realizados com ferramentas comuns disponíveis na
maioria dos lares (alicate, chave de fenda, martelo, etc.). Mais isto não é o caso geral e com
freqüência, será necessário fazer uso de ferramentas especiais desenhadas para realizar
funções tais como decapar condutores, cortar tubos, guiar arames ao longo de conduites,
proteger uniões, realizar perfurações, etc.

Esta apostila descreve algumas das principiais ferramentas utilizadas no trabalho prático de
instalações elétricas. Possivelmente não necessitará de todo este arsenal num momento
dado, alguma vez deverá enfrentar problemas que se solucionam com alguma de elas.

O montador ou instalador elétrico, além dos conhecimentos teóricos básicos acerca das
instalações elétricas, deve conhecer também quais são as ferramentas mais adequadas para
realizar um trabalho em forma prática, técnica e segura.

Em eletricidade como em qualquer outro tipo de tarefa, também é válido que para
conseguir bons resultados, se necessitam boas ferramentas. Além disto, se deve prestar
atenção ao isolamento, especialmente porque sempre existe o risco de tocar com a
ferramenta inadvertidamente, partes sob tensão.

Um simples isolamento ou proteção plástica como o que se encontra em algumas das


ferramentas baratas não é suficiente. As ferramentas com bom isolamento são marcadas
para a tensão que podem suportar. Nas seguintes seções se descrevem varias das principiais
ferramentas manuais, elétricas e de outras fontes de alimentação utilizadas na prática das
instalações elétricas, assim como as aplicações típicas de algumas de elas. Para muitas, não
se proporcionam maiores detalhes devido a que seu uso é muito conhecido. Para uma
melhor compreensão do tema, as ferramentas se dividem nas seguintes categorias:

De uso geral: alicate, chave de fenda, martelo, tester, etc.

Para decapar condutor: faca, alicate, etc.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Para soldar: soldador elétrico, maçarico, etc.

Para guiar condutores: arame de aço ou de plástico.

Para furar: furadeira, ponto, broca, etc.

Para dobrar tubos: dobradeira.

Para cortar tubos: serra, cortadora de tubos.

Para fazer rosca: tarraxa, macho.

Para usos vários: fita métrica ou trena, traçador, fio de prumo, lima, escada, etc.
A traves da historia, os homens têm inventado e utilizado ferramentas para multiplicar sua
força, cortar, bater, torcer e realizar outras tarefas. As ferramentas incrementam
enormemente a quantidade e qualidade de trabalho produzido pelo ser humano, porém ao
mesmo tempo por serem pesadas, apresentam cantos afiados, tem uma alta capacidade de
alavanca, etc., incrementam também, as possibilidades de causar lesões pessoais ao
operário.

Pelas mesmas razões anteriores e para evitar acidentes e estragar as ferramentas, elas
devem ser manipuladas com cuidado e utilizadas em forma segura. As ferramentas como as
boas amizades devem ser bem tratadas, com respeito e sem abusar delas. Muitos acidentes
podem ser evitados utilizando a ferramenta correta para cada tarefa. Por exemplo, usar uma
lima ou chave de fenda como alavanca em lugar de uma barra. Também é importante que
sua manutenção seja boa. Siga estas recomendações:

- Conserve as ferramentas limpas.


- Protegidas contra a corrosão.
- Submergir ocasionalmente as ferramentas sujas em líquido para limpeza e depois, deixe-
as limpas.
- Lubrifique os pontos de ajuste e outras partes moveiís da ferramenta para prevenir
desgastes.
- Conserve as ferramentas de corte afiadas. As ferramentas afiladas fazem o trabalho mais
fácil e seguro e permitêm reduzir o têmpo de serviço.

Finalidade do módulo

a) Identificar cada uma das ferramentas usadas na sua especialidade.


b) Classificar as ferramentas de acordo às operações que serão executadas.
c) Manipular as ferramentas tomando as precauções necessárias para não sofrer
acidentes.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Classificação das ferramentas

A execução de um trabalho elétrico requer o uso de uma grande quantidade de ferramentas


que, utilizadas com as técnicas adequadas, permitem à obtenção de melhores resultados em
quanto a qualidade e tempo. De acordo à operação que se pode fazer com as ferramentas
serão classificadas assim:

1.- DE USO GERAL

a) Alicate: É uma ferramenta manual usada para sujeitar e manipular peças de forma
diversa. Também é utilizada para cortar fios ou cabos de pequeno diâmetro. É feita por
dois braços e uma articulação e fabricada em aço endurecido com liga de tungstênio ou
cromo-vanádio. No extremo mais curto de cada braço encontra-se as mandíbulas de corte.
Os braços devem estar isolados em forma adequada. Os alicates se classificam em:

Alicate universal

Esta ferramenta é ilustrada na seguinte figura, tem por objeto lograr um aperte firme e um
corte eficaz. Apresenta uma mandíbula que internamente tem dispostas duas superfícies
estriadas e em sua parte media duas facas que atuam como alicates de corte. É o mais
versátil dos alicates, porque pode ser utilizado em diversas operações tais como pegar
peças, dobrar lâminas ou arames, cortar condutores, etc.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Alicate de ponta
Existem três modelos de alicates de ponta: plana, dobrada e redonda.
-Ponta plana: Se usa para dobrar pedaços de chapas ou arames e sujeitar peças planas.
-Ponta dobrada: Similar ao anterior é ideal para trabalhar em espaços reduzidos e difíceis
de atingir.
-Ponta redonda: Se utiliza em aquelas operações nas que se requer dobrar chapas ou
arames.

Alicate de corte
Como o seu nome indica, realiza a operação de cortar condutores, decapar o isolamento dos
mesmos, etc. Independentemente da forma e função, o alicate se identifica pelo seu
comprimento total, medido em polegadas e tem relação com a capacidade para efetuar
determinados esforços. É incorreto utilizar esta ferramenta para apertar ou afrouxar porcas,
para sujeitar peças quentes ou ainda, para bater. Isto estraga a ferramenta. Como precaução
deve ser verificas a qualidade de isolamento da pega, devido a que um defeito em ele leva a
riscos de choque elétrico. Freqüente causa de acidente são as mandíbulas gastas,
articulações soltas e fio gastos. Ao cortar condutores, se deve dirigir a ferramenta para o
chão, porque a projeção de troços de arame pode chegar a zonas delicadas do corpo.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

b) Chave de fenda: Por ser muito conhecida esta ferramenta não merece grandes
comentários sobre sua finalidade, porém igual se verá algum detalhe sobre ela. A chave de
fenda é uma ferramenta desenhada para girar por esforço manual, afrouxando ou apertando
parafusos. A haste tem um extremo com forma de ponta ou palheta e no outro extremo, a
pega é de forma cilíndrica estriada para ser melhor fixada com a mão. É construída em aço
com liga de diferente qualidade e a pega é geralmente, de plástico duro e com um desenho
que permita acomodar a mão. O desenho da ponta permite determinar o tipo de chave de
fenda. Os mais utilizados são os planos ou de palheta e os Philips ou de cruz.

Haste Pega

Ponta ou Palheta
Trava da haste

Chave de fenda ou de palheta: Serve para parafusos que tem na cabeça uma fenda. O de
fenda curta é utilizado para contatos eletrônicos e pequenos espaço pouco accessíveis. O de
fenda larga é adequado para esforços mecânicos maiores.

Chave Philips ou de cruz: Sua ponta tem forma de cruz e se utiliza em cabeças de
parafusos com esse desenho

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Chave de fenda busca-pólos: Tem no interior do cabo uma pequena lâmpada de néon em
contacto com a haste e uma resistência ligada a uma parte metálica que sai da pega.
Esta chave de fenda é utilizada para verificar se a corrente elétrica que ingressa pela pega
percorre o néon e a resistência, fechando assim, o circuitoà terra por meio do operador que
toca a parte posterior metálica da ferramenta. A corrente que circula é de baixo valor e não
é perigoso para o pessoal.

Voltando ao uso da chave de fenda ou Philips, elas devem ser selecionadas de acordo com o
tipo de parafuso que tanta ser afrouxado ou apertado. A haste deve ser mantida sempre na
vertical sobre o parafuso e bem encaixado na fenda ou cruz. O esforço de deve ser dirigido
para abaixo ao mesmo tempo que é girada a ferramenta mediande a pega.

A chave de fenda se identifica pela forma da ponta ou tipo de pega e o comprimento da


haste, expressado em polegadas. Não pode ser utilizada como ponta, alavanca nem
talhadeira. Aumentar o esforço de giro utilizando um alicate apertando a haste da chave de
fendas é muito perigoso para o operário como estraga a ferramenta. Se for necessário esta
operação existem chaves de fenda que na união da pega com a haste apresentam um
sextavado próprio para esta tipo de uso. As precauções, ao usar esta ferramenta são os
seguintes

- Quando esteja trabalhando em sistemas energizados, se deve usar uma chave de fenda que
tenha sua haste isolada.
- Ao executar operações com esta ferramenta não apóie o corpo para apertar ou afrouxar.
- Como o néon é só um elemento de referência para detectar a presença de tensão, não deve
se confiar se o circuito está ou não ligado, pois poderia ser de alguma falha na chave de
fenda, que em ocasiones se liga só ativado por indução magnética e exitem outros modos
mais seguros para detectar a presença da energia.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

c) Serra: É uma ferramenta manual que se usa para cortar metais. É formada pelo arco e a
folha de serra. O arco sujeita e estica a folha por meio de um suporte fixo no extremo perto
da pega e outro é móvel. O arco pode ser ajustado para receber o comprimento da folha. A
folha de serra é uma lâmina de aço com dentes triangulares que são os que efetuam o corte.
As principais características de uma folha de serra são o tamanho e a quantidade de dentes.
O tipo de material que deverá ser cortado determina o tipo de folha a ser utilizada. Os
tamanhos mais usados são: 8”, 10” ou 12” de comprimento com 18, 24 ou 32 dentes por
polegada.. Quando mais mole for o material, menor a quantidade de dentes.

d) Lima: É uma ferramenta manual fabricada em aço endurecido e seus dentes produzem o
arranque de material em forma de limalha. Os dentes são lavrados em forma de estrias e
apresentam diferentes formas. As limas podem ser utilizadas em três operações básicas:
desbaste, afinado e polido. Para cada uma destas operações a lima deve apresentar um
lavrado diferente.

O desbaste consiste em tirar do material grandes limalhas, operação que se executa com as
denominadas limas “bastadas”. Este tipo de limado deixa notórias aranhões na superfície da

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Pega

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

peça. O afinado consiste em que a superfície da peça fique livre de aranhões a simples
vista. Se executa com lima semi-fina. Para polir e deixar a peça brilhante são utilizadas
limas finas que mediante técnicas especiais de limado, impedem os arranhões na superfície
da peça. A classificação anterior corresponde ao tipo de picado que tem a lima.Outra forma
de classificar as limas é de acordo com o comprimento da ferramenta e a sua seção
transversal. De acordo com isto, se classificam em planas, triangulares, quadradas, meia-
cana e redondas.

A qualidade da pega é um fator de importância na boa manipulação da lima. Geralmente ela


é de madeira ou plástico e com um tamanho de acordo com o comprimento da ferramenta.
Para um bom uso da lima se deve escolher o seu lavrado de acordo com a superfície que
será limada e a forma da mesma. Em eletricidade, o trabalho com limas se efetua
principalmente nos conduites ou tubulação metálica, para polir abraçadeiras ou perfis e para
tirar rebarbas nos extremos da tubulação rígida.
Para fazer uso correto da lima, a peça deve estar firmemente apertada a uma morsa de
banco que deve estar na altura da pessoa que executa a operação. A limpeza da lima se
efetua mediante uma escova de arame com fios curtos de aço, chamada “carda”. Se
recomenda manter pendurada esta ferramenta ou embrulhada em um pano que evite as
batidas que possam estragar a mesma. As precauções durante o seu uso são as seguintes:

- Não utilizar nunca uma lima como alavanca nem bater ela, pois devido ao seu processo de
fabricação ela fica cristalina e pouco resistente às batidas e os pedaços de aço podem
lesionar, especialmente os olhos.

Pega
Corpo

Ponta

Espiga

e) Faca: Feita de um cabo e uma folha de aço que pode ser fixa ou retrátil. A faca é pegada,
sempre, pela pega e a direção do corte é para fora do corpo, graduando o esforço de acordo
à dureza do material. Ao ser usada, as seguintes precauções devem ser tidas em conta:

- A faca deve estar sempre protegida e jamais deve ser guardada em bolsos ou lugares altos.
- Se deve manter sua folha afiada e com a pega sempre firmemente ligado à folha.
- Devido a que sua pega é rebitada, não se deve trabalhar com ela em sistemas energizados.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

f) Alicate pela-cabo: Serve para cortar ou retirar o isolante de arames e fios elétricos
quando se trata de grandes quantidades e somente pode ser feito nos extremos. Entre as
varias formas deste alicate as mais comuns é a que têm vários calibres. Alguma ferramenta
executa a operação de corte e retiro do isolamento em forma automática, por meio de um
mecanismo com molas. O modo certo de usar este alicate consiste em pegar ele com uma
mão só, acionando um dos braços da ferramenta entre o polegar e o resto dos
dedos.Lembre-se de selecionada a medida do condutor, de modo de não alterar sua seção.

3.- FERRAMENTA PARA SOLDAR

O soldador é utilizado para efetuar soldaduras com estanho e obter assim um bom contato
elétrico e rigidez mecânica na união de condutores. Consta de uma cabeça de cobre que se
esquenta por diversos métodos até que sua temperatura atinge à de fundição do estanho
(232º C). Dependendo do método de aquecimento, o soldador utilizado em tarefas elétricas
podem ser de dois tipos: de chama ou elétricos.

Soldador de ferro

Pistola de soldar
Soldador elétrico

O primeiro se utiliza quando não é possível dispor de eletricidade no local de trabalho.


A soldadura usada na eletricidade é uma liga de estanho e chumbo que protege os arames
elétricos da corrosão e lês proporcionam rigidez mecânica. Se fornecidas em forma de
barras ou de arames com núcleo de resina (solda preparada). As barras ou os carretéis de
arame têm indicada o percentagem de estanho que contém a liga Ela é a mais comum das
usadas em trabalhos elétricos e designação comercial da soldadura, são as seguintes:

- Soldadura 33/67 (33% de estanho / 67 % de chumbo). Se funde a 250º C. Usada para


soldar fios e terminais grandes.
- Soldadura 50/50 ( 50% de estanho / 50 % de chumbo). Se funde a 215º C. Usada para
soldar arames e terminais pequenos em elementos de eletrônica.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

a) Maçarico: É uma ferramenta para soldar formado por uma ponta de cobre, geralmente
em forma de cunha, fixada a uma haste de ferro com uma pega isolante, no outro extremo.
O aquecimento da ponta é feita mediante um maçarico a gás que produz uma chama de
elevada temperatura. Os modernos maçaricos de butano como o que mostra a figura,
substituiram aos de querosene convencionais, utilizados em algum pais e feitos com uma
peça de cobre de forma em cunha, chamado maçarico de barra e que se esquenta mediante
uma chama viva. Além disso, os de gás butano são muito mais compactos, econômicos,
elegantes, leves e flexíveis e não necessitam de médios externos de ignição. Vêm em uma
grande variedade de pontas e acessórios que permitem converterem rapidamente a
ferramenta em um soldador convencional.

Os maçaricos de butano tem, geralmente, bicos independentes para aplicações de soldadura


e ponta quente. Neste último modo de funcionamento podem fornecer temperaturas
superiores aos 2.400º F. No modo de soldadura, a ponta pode atingir temperaturas
superiores aos 850º F.
Em muitos casos, traem incorporado um controle que permite regular a temperatura da
ponta dentro de um amplio rango de valores, proporcionando níveis de calor equivalentes
desde os 10 W aos 60 W. Utilizar um maçarico de butano é muito fácil e seguro.
Simplesmente a ferramenta é fornecida com os acessórios necessários para o serviço que
deve ser feito seguindo as instruções do fabricante. Encha o compartimento do gás, se for
necessário e acione o botão de ignição. Aquecer totalmente a peça demora menos de 30
segundos. Uma vez atingida a temperatura normal, um maçarico de butano pode operar em
forma continua, sem necessidade de recarga, até por 90 minutos ou mais.

b) Soldador elétrico: É a ferramenta usada para soldar com estanho todo tipo de uniões,
conexões, etc. Um soldador elétrico gera calor devido à passagem de uma corrente elétrica
a traves de uma resistência sobre um núcleo isolante. Na figura se amostra a estrutura de
um soldador elétrico típico. É, basicamente uma ponta metálica, fixada a um tubo metálico
e no seu interior se encontra a resistência aquecedora. Esta última esquenta tanto ao tubo
como a ponta. O tubo tem uma pega isolante com um fio elétrico para a ligação da
resistência com a rede de alimentação.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Para soltar, a ponta do soldador se junta com os elementos ou partes metálicas que se
necessitam unir e com a barra de estanho. Por efeito da alta temperatura da ponta, o estanho
se derrete e se propaga entre as duas partes previamente aquecidas. Ao afastar a ponta do
soldador diminui a temperatura e o estanho volta a se solidificar, mais agora formará parte
de um contato elétrico. As pontas são de cobre e algumas vezes são niqueladas ou blindadas
para reduzir a corrosão e se oferecem em diferentes formas dependendo da aplicação. Veja
a figura.

A maior parte dos soldadores têm pontas que se podem trocar pois são aparafusadas ao
corpo cilíndrico ou se sujeitam com um parafuso de ajuste. A quantidade de calor gerada é
proporcional á potência nominal do elemento aquecedor. Para um serviço elétrico, a
potencia nominal é de perto aos 25W. Os que têm grande capacidade se usam para soldar
arames de grande diâmetro ou para soldar arames em grandes objetos e podem ter uma
potência de 250W ou superior. Uma regra é selecionar um soldador que não gere mais calor
do que o necessário para o serviço. Para obter uma boa soldadura elétrica, os elementos
devem estar limpos, livres de óxidos e cobertos com fundente. Um dos fundentes mais
utilizados é a resina, disponível como um produto separado ou formando o núcleo do arame
de soldadura.

Quando a soldadura se derrete, o fundente flui sobre as superfícies que deverão ser unidas
e atua como um limpador que elimina as capas de óxido da superfície. O soldador deve
sempre ser mantido em suporte ou porta-soldador enquanto não está sendo utilizando.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

4.- FERRAMENTAS PARA GUIAR CONDUTORES

Depois de fixar os condutores e as caixas às paredes, os condutores de uma instalação


elétrica devem ser montados no interior da tubulação ou conduites. Para percursos curtos e
retos, o arame pode ser puxado manualmente ou com a ajuda de um arame galvanizado
ordinário, a traves do ducto, de um extremo ao outro. Na maioria dos casos, especialmente
quando o duto tem curvas e a distancia é comprida, se utiliza algum tipo de guia, sendo a
mais comum a fita passa-fio. Ela pode ser de plástico ou de aço.

Fita plástica: é muito útil para guiar condutores em ductos de energia elétrica. Toda vez
que o condutor é puxado ao longo da tubulação é conveniente lubrificá–las previamente
com a finalidade de reduzir a ficção, facilitar o deslizamento, minimizar a tensão e permitir
que eles sejam puxados sem estragar o seu isolamento. Para esta operação podem ser
utilizados vários tipos de lubrificantes tais como vaselina, graxa, etc.
Fita de aço: é uma tira metálica curta, de seção circular, rígida e flexível, que se utiliza
para puxar os fios ao longo da tubulação de uma instalação elétrica. Tem um olho ou
gancho na ponta, no qual se ligam s condutores.
O procedimento para introduzir fios ou condutores elétricos no interior de um conduite com
a ajuda de uma fita metálica se pode resumir nos seguintes passos:
- Selecione a fita de aço de acordo à distância entre as caixas e o diâmetro do
conduite.

Fios elétricos

Fita de aço

- Deixe nu os condutores uns 10 cm e junte-os ao extremo da fita. O diâmetro da


união fita com o condutor deve ser a mínima possível para facilitar a passagem do
conjunto ao longo do conduite. A união dos condutores com a fita de aço pode ser
protegida com fita isolante para evitar que as pontas dos condutores sobressaiam.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

- Com a finalidade de reduzir a fricção e facilitar o desloque é conveniente lubrificar


os condutores, no mínimo, na ponta.

- Puxe da fita até que os condutores fiquem perto da entrada do conduite ou tubulação. Esta
operação é necessariamente feita com duas pessoas, uma puxando de um extremo e outra
introduzindo ou alimentando o conduite. Durante esta operação è conveniente usar luvas
para se proteger as mãos.

5.-FERRAMENTAS PARA FURAR

a) Furadeira elétrica: É a ferramenta mais prática e popular para fazer orifícios em


qualquer tipo de superfície e desde qualquer posição e podem ser utilizadas também, para
apertar e afrouxar parafusos e realizar outras funções.
A furadeira utilizada para furar paredes de concreto é de baixa velocidade e pode receber
brocas com pontas de carburo de tungstênio (widia).

Estas brocas são especiais para este tipo de serviço e seu diâmetro é um pouco maior do
que o resto do corpo. Também existem brocas especiais para realizar grandes orifícios e
profundos em madeira e outros materiais moles.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

A maior parte das furadeiras elétricas são ligadas à rede elétrica do lar, embora, existem
furadeiras elétricas que funcionam mediante pilha recargável incorporada. Isto permite que
seja utilizada em qualquer momento, lugar e posição e é especialmente prática em situações
onde a disponibilidade de tomas elétricas é um problema ou o uso de energia elétrica pode
ser um risco.
Na industria da construção elétrica são utilizadas furadeiras de uma velocidade só como de
velocidade variável, reversíveis ou não. As unidades reversíveis e de velocidade variável
são úteis para introduzir e tirar parafusos. As furadeiras de grande potência são fornecidas
com cabos de força devido a que devem ser segurados com ambas as mãos quando estão
sendo utilizados. Este equipamento aceita brocas de até 1/2” e giram mais devagar que as
unidades estandardizadas de 1/4” ou 3/8”.

Para furar o concreto é muito comum utilizar furadeira que além de girar, batem à broca ao
mesmo tempo e assim reduzir o tempo da tarefa. Este tipo de furadeira é conhecida como
de percussão. Utiliza broca especial com ponta de carburo de tungstênio e tem geralmente,
um batente ajustável que permite controlar a profundidade do orifício. Pode ser utilizada
como furadeira convencional acionando uma alavanca que evita a ação do sistema de
percussão.Uma das aplicações mais comuns da furadeira elétrica é fazer orifícios para
poder montar tacos fisher.

Furação Taco fisher

Quando são feitos orifícios para os tacos com furadeira em concreto, a clave está em que o
orifícios fique o mais reto possível, sem subir nem abaixar a mão ao mesmo momento em
que está sendo feita pressão sobre a furadeira. Assim é garantido que a boca do orifício
fique com o diâmetro adequado e o taco fisher possa ficar apertado no seu interior.

A furadeira normalmente, faz o orifício em linha reta. Com tudo, quando se furam vigas e
outras peças de madeira em esquinas ou lugares estreito, resulta más prático utilizar una
furadeira angular. Esta ferramenta é geralmente de duas velocidades e reversível. Para
trocar de velocidade deve ser retirado o mandril ou porta.ferramenta, se troca a peça de
câmbio de direção e se reinstala o mandril.

Alta Baixa

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Está formada pelo corpo, mandril e fio elétrico. O tipo de furadeira deve ser selecionado
considerando a dificuldade da tarefa. Por sua parte, a eleição da broca dependerá de fatores
tais como a potência da furadeira, o tipo de material que será furado e o diâmetro do
orifício necessário.

Para fazer o furo, primeiro se deve apertar com força a broca no mandril, utilizando para
isso a chave correspondente. Logo, se faz uma marca no local do orifício ou seja no ponto
de furação e se seleciona a velocidade com ou sem percussão. As precauções no uso que
devem ser consideradas são as seguintes:
- Se deve verificar que as conexões e fiação se encontrem em bom estado, assim como o
isolamento da furadeira.
- Se recomenda apertar a broca ao mandril mantendo a furadeira desligada e assim evitar
que seja ligada de forma acidental.

b) Broca: é uma barra de aço endurecida e afiada em um extremo e ao fazer que gire à
velocidade adequada, fura uma peça tirando birutas ou partículas. A mais utilizada é a de
forma helicoidal.

A espiga pode ser cilíndrica uniforme ou cônica para brocas de grandes diâmetros. O gume
da broca ou ponta deve ser o adequado para o tipo de material que será furado. Nos serviços
relacionados com instalações elétricas, se usam brocas para metal e brocas para concreto.
Estas últimas têm uma ponta especial endurecida e podem trabalhar girando e batendo
simultaneamente. Para lograr um bom acabamento, a furação com brocas requer de uma
série de considerações importantes:
- O centro do orifício deve ficar exatamente sob a ponta da broca. Se a peça é metálica,
convém fazer um ponto previamente, para que a broca não se desloque ao iniciar o orifício.
- A peça deve ser fixada firmemente a uma superfície de apoio, porque, ao girar, a broca
tende a se incrustar.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

- Também se deve verificar a velocidade de corte e o avanço do furo, isto de acordo ao tipo
de material e à broca.
- O local que está sendo furado deve ser refrigerado de forma adequada: Isto também pode
ser feito, mediante pausas que impeçam o aumento da temperatura.
- Se deve ter especial cuidado ao furar peças pequenas que não podem ser fixadas em uma
morsa de banco. Em este caso, é conveniente usar alicates ou morsas pequenas.
- Quando for necessário utilizar brocas em furadeira portáteis, se deverá verificar que a
potência da mesma seja a adequada ao esforço a ser realizado. Isto evitará danos na
máquina-ferramenta.
- Ao furar paredes podem ficar à vista ferros ou conduites com fios elétricos, de gás ou
outros elementos perigosos. Por isto, tome as medidas de prevenção necessárias.
- Quando se fura para cima, é imprescindível utilizar óculos de segurança para proteger os
olhos da poeira que o serviço libera.
- As precauções devem ser extremas quando está encima de escadas ou andaimes.

c) Pistola para parafusar: é basicamente uma furadeira de 1/4”, de velocidade variável,


com um mandril especial que aceita brocas de 1/4”, até.. Tem geralmente uma embreagem
para proteger o parafuso e evita que possa ser apertado demais. Esta máquina-ferramenta é
utilizada fixar calhas, luminárias e outras aplicações que utilizam diferentes dispositivos
com rosca para sua fixação. Algumas pistolas têm mandril ajustável que permite modificar
o torque de acordo ao tipo de material donde devem entrar os parafusos.

d) Pistola de impacto: esta pistola é para cravar elementos de fixação muros de concreto
sem necessidade de realizar furos. Simplesmente se introduz o taco na pistola, se coloca
esta última contra a parede e se aperta o gatilho. A potência para atuar a pistola é
proporcionada por uma cápsula explosiva (bala).

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

6.-FERRAMENTAS PARA DOBRAR

a) Dobradeira de tubos: quando se prepara e coloca a canalização, o instalador deve


curvar os tubos para adaptá-los ao percurso mais conveniente. Para esta tarefa se utiliza
uma ferramenta especial denominada dobradeira de tubo ou simplesmente, dobradeira
curva. Existem dobradeiras para tubos metálicos e plásticos. A dobradeira para tubo
metálico pode ser manual, mecânica, eletromecânica, hidráulica, etc. A dobradeira para
tubos plásticos (PVC) sempre utiliza métodos térmicos.
O curvado se executa durante a montagem da instalação elétrica á vista e é embutida no
concreto. A dobradeira permite dobrar o tubo para que a curva não seja muito aguda e o
tubo não fique amassado na parte interna da curva.

a) Dobradeira manual: esta ferramenta está constituída por dois elementos: o arco onde é
introduzido o tubo e a alavanca utilizada para aplicar a força que permite vergar ou curvar
o tubo. Os arcos são de diferentes tamanhos e formas, segundo o diâmetro e a espessura da
parede do tubo. Na figura se mostram vários exemplos de dobradeiras de tubos metálicos.

Dobradeira para tubo


de parede grossa Dobradeira para tubo leve

ou de parede fina

Dobradeira tipo T

Dobradeira Offset

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

A dobradeira tipo T, em particular, pode ser construída pelo próprio instalador com um
acoplador T e um tubo de ferro como o utilizado na instalação para água quente. Com a T
pode ser curvado qualquer tipo de tubulação metálica. Lembre-se que o a curva deve ser
feita com muito cuidado para evitar deformar a seção do tubo.

A dobradeira manual pode vergar tubos de 1/2”, 3/4”, 1” e 11/4”. É operada com a mão e
consta de uma sapata, com um gancho em um extremo para manter o tubo no local fixo
mediante a sapata enquanto é dobrado o mesmo, uma peça de tubo de aço rígido que atua
como alavanca. Estão sempre marcados para indicar o tamanho da tubulação que será
dobrada. Alguns de eles têm uma marca para dobrar, também tubos rígidos ou maciços. As
dobradeiras desenhadas para tubos rígidos duplos se conhecem alguns vezes como
“hickeys”. Este tipo de dobradeira têm uma sapata muito curta com um gancho de fixação.

b) Dobradeira mecânica: muitas serviços elétricos necessitam tubulação 1/2”, 3/4” ou 1”.
A dobragem das tubulações com estes diâmetros usualmente não justifica o uso de
dobradeiras elétricas ou hidráulicas. Conseqüentemente, têm sido desenvolvidas
dobradeiras mecânicas como as que se mostram na seguinte figura.

Estas máquinas facilitam o serviço de dobragem da tubulação. Servem para curvar em frio
e sem necessidade de encher o tubo de pequeno diâmetro. As dobradeira mecânicas estão
montadas num bastidor com rodas e uma alavanca com um comprimento de 1 a 1,5 metros.
A dobradeira mecânica é capaz de vergar tubos de 3/4” até 2” e tubulação rígida de 1/2” até
11/2”. A dobradeira mecânica consta de uma polia fixa ou móvel, um rolete, um dispositivo
de sujeição (brida), um apoio ou batente e uma alavanca (ver figura seguinte).

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Dobradeira de polia fixa Dobradeira de polia móvel

Na dobradeira de polia fixa, o tubo se fixa mediante o dispositivo C, logo se gira a alavanca
B com o rolete para fazer a curva. Na dobradeira de polia móvel, se fixa o tubo mediante o
dispositivo C, ficando fixos o conjunto de polias tubo e a alavanca. Ao fazer a curva, o
conjunto de polia e alavanca giram fazendo deslizar o tubo a traves do carril de
deslizamento D. Este sistema oferece maiores garantias para o curvado do que o de polia
fixa. A polia, o rolete e o carril de deslizamento devem se ajustar perfeitamente ao diâmetro
exterior do tubo para evitar deformações.

c) Dobradeira eletromecânica e hidráulica: atualmente há uma grande variedade de


máquinas elétricas e hidráulicas para dobrar tubos. Na figura se mostram alguns exemplos.

Cada aplicação requer o uso de sapatas especiais adequadas ao tipo e diâmetro do tubo. Em
geral, qualquer dobradeira para tubulação rígida também pode dobrar tubos de aço. A
dobradeira da figura (a) é elétrica e está equipada para dobrar tubulação rígida desde ½” até
2”. Também aceita como acessório uma sapata espacial denominada “shotgun” que permite
dobrar ao mesmo tempo, quatro tubos metálicos de ½” ou de ¾” ou três de 1”. As sapatas,
associadas aos roletes de suporte adequado, têm marcadas as estações da dobragem
correspondente. O número de estações depende do tamanho da tubulação coberto pela
sapata. Por exemplo: a sapata para dobrar tubulação rígida é de três estações e cobre a faixa
de tamanhos desde ½” até 11/4” e requer um rolete de suporte de três estações. Para cada
sapata de dobragem deve ser utilizado o rolete certo.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

As dobradeiras das figuras (b,c e d ) são hidráulicas e podem operar com bombas de mão
ou elétricas. A primeira dobra tubos rígidos desde 1/2” até 2”. A segunda dobra tubos
rígidos desde 11/4” até 2” e a terceira, tubos de parede de 11/4” até 5”. Este último é para
trabalho pesado. Com a finalidade de obter resultados mais exatos, as dobradeiras
hidráulicas são operadas sobre mesas de trabalho como a que aparece na figura (d). Neste
caso, os extremos da mesa estão conectados mediante dois tubos rígidos de aço de 2” por
11/4”. Esses tubos formam o eixo lateral da mesa e se asseguram aos extremos mediante
clips de forquilha. A tubulação que necessita ser dobrada é fixada à mesa por meio de uma
abraçadeira de corrente. A corrente permite deslizar o tubo para frente e para trás. Todas as
dobradeiras hidráulicas têm uma escala graduada para indicar o ângulo da curva assim
como o raio e o comprimento da curva. Esta escala é muito importante para o operário que
está fazendo a dobragem e deve ser tratada com cuidado.

Não faça pilha de equipamento pesado sobre a dobradeira e evite que fique exposta aos
aranhões feitos por metais ou qualquer outra coisa que possa destruir a escala. Além disso,
nenhuma dobradeira hidráulica é útil se não está convenientemente lubrificada. Por essa
razão, o nível do óleo da bomba deve ser checado continuamente. Lembre-se que os
principais inimigos do sistema hidráulico é a sujeira e a água. A dobradeira hidráulica é
sempre equipada com tampas de proteção para a bomba, as mangueiras e os êmbolos. As
tampas evitam a entrada de sujeira ao reservatório da bomba e devem permanecer no seu
lugar enquanto a unidade esteja guardada e retirar a mesma antes do seu uso.
Na figura seguinte se mostra estrutura típica de uma dobradeira hidráulica para tubos.
Como se pode ver, consta basicamente de dois suportes (superior e inferior), dois pontos de
apoio, uma matriz e um êmbolo atuado por um sistema hidráulico. Nos suportes há uma
serie de cavidades e frente a cada uma delas é lavrada uma medida que corresponde ao
diâmetro de tubo.

d) Dobradeira manual para tubos de PVC: os tubos de PVC podem ser dobrados
quando eles estão quentes e logo a seguir, esfriando-o. Esta operação pode ser realizada por
métodos manuais ou utilizando máquinas especialmente desenhadas para este serviço. Para
a dobragem manual se utilizam, geralmente, espirais ou molas de aço feitas com um arame
no extremo, que serve de guia.

Anel Arame-guia Mola de aço Olho

O arame-guia atravessa o espiral e se engancha no extremo oposto. O espiral é de diferente


diâmetro, adaptado ao diâmetro interno do tubo plástico.

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e) Dobradeira térmicas e elétricas: o calor necessário para dobrar tubos rígidos de PVC
pode ser também obtido utilizando equipamento especializado como os mostrados na figura
seguinte.

Dobradeira elétrica

Dobradeira de gás

A dobragem propriamente dita pode ser feita à mão ou utilizando um gabarito adequado.
Devido ao alto calor desenvolvido na superfície do tubo, é necessário utilizar luvas ou
panos com a finalidade de proteger as mão durante o manuseio do tubo. Uma vez feita a
curva, a tubulação deve ser resfriada com água para que volte ao seu estado original. A
dobradeira da figura (a) permite vergar tubos de PVC desde 1/2” até 5”. Se aquece com gás
e utiliza etilenoglicol como agente para transferir o calor ao tubo. O tempo de pré-
aquecimento é de no mínimo, 20 minutos e o tempo necessário para aquecer o tubo à
temperatura da curvatura varia desde 30 segundos para tubos de 1/2” até menos de dois
minutos para tubos de 5”. O controle do calor é feito por um termostato interno. A
dobradeira elétrica da figura (b) permite dobrar tubos de PVC desde 1/2” até 1 ½” na sua
versão de 110 V e até 5”, na de 220 V. Consta no seu interior de elementos aquecedores e
roletes que ajudam a aquecer, de forma uniforme, ao tubo ao redor da zona da curva. Além
disso, está montado sobre rodas para facilitar seu deslocamento de um ponto ao outro, e
inclui maçanetas de madeira para proteger ao operador do contacto acidental com partes
quentes. As dobradeiras elétricas são conhecidas como “caixa quente (hot box)”. Na figura
seguinte se mostra a maneira de dobrar tubos de PVC utilizando uma dobradeira elétrica.

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Dobragem Esfriamento
Aquecimento

7.-FERRAMENTAS PARA CORTAR TUBOS

Cortador de tubo: com muita freqüência, o montador necessita trabalhar com tubos de
diferentes comprimentos. Para isso deve cortar um tubo comprido e obter uma parte
pequena para ser utilizada. Esta operação pode ser realizada utilizando diversas ferramentas
de corte, incluindo serras manuais e elétricas e corta-tubos. Em geral, nunca corte tubulação
metálica com ferramentas de corte pois este tipo de ferramentas deixa uma rebarba muito
pronunciada na boca do tubo e pode estragar o isolante que cobre aos condutores quando os
mesmos são puxados a través do conduite. De fato, uma serra manual, uma serra elétrica ou
um corta-tubos também deixam rebarbas, porém elas são muito leves e podem ser
eliminadas facilmente utilizando uma lima.

a) Serra elétrica: ferramenta de corte formada por uma folha com dentes impulsada por
um motor elétrico ou de gasolina. Na figura seguinte se mostram alguns exemplos de serras
utilizadas para cortar tubos.

Serra de banda portátil Serra de corrente

Serra de sabre
Serra de mesa

Os requisitos com respeito ao número de dentes da folha são os mesmos das serras de mão.
Por exemplo, para tubo metálico leve, a folha da serra recomendada é de 24 dentes por
polegada e para o tubo de parede grossa, 14 dentes por polegada. Na prática, quase todas as

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

operações de corte de tubos podem ser realizadas com uma folha de corte de 18 dentes por
polegada.

b) Serra de banda portátil: a serra de banda portátil (veja figura a) se utiliza para cortar
todo tipo de tubo metálico ou plástico. Normalmente, ela é de duas velocidades, utilizando-
se a velocidade alta para corte normal e baixa para corte problemático. Tem dois cabos para
permitir que seja guiada exatamente a traves do corte. Quando se usa este tipo de serra, o
batente deverá estar no seu lugar antes de começar a funcionar. Caso contrário, a faca pode
levar a serra à frente junto com o operário, arriscando sua integridade.

c) Serra de banda com mesa:: é utilizada para cortar tubos grandes e faz cortes de 90º e
tem, geralmente três velocidades de operação.(76 r.p.m., 141 r.p.m. e 268 r.p.m.). É
montada sobre rodas para facilitar sua mobilização e elas devem permanecer erguidas com
a finalidade de garantir a estabilidade da serra e evitar que se mexa o seu uso normal.

d) Serra de corrente: é utilizada para cortar todo tipo de tubo e opera geralmente com um
motor à gasolina e seu manuseio deve ser por pessoal experimentado pois é muito perigosa,
especialmente durante o arranque. Tem um tanque para o óleo da corrente quando é feito o
corte para que a ação de corte seja mais fria e estica a vida da corrente.

e) Serra de sabre: é uma ferramenta de trabalho pesado (6 a 10 dentes por polegada) que
se utiliza para cortar tubos perto do chão. Não deve ser usada como ferramenta geral de
corte de tubos, mais pode utilizada para cortar caixas de união e lâminas metálicas em sítios
de acesso difícil.

f) Corta-tubo: é uma ferramenta para cortar tubo metálico de diferente diâmetro e material,
como o ferro galvanizado, ferro fundido, cobre e outros.

Cabo
Anel Parafuso
de aço

Corpo

Roletes

Consta de um cabo, um parafuso de pressão, uma faca de aço, roletes de compressão e um


corpo. Ao girar a faca ao redor do tubo, abre um corte na parede do tubo. A profundidade
do mesmo aumenta uniformemente ao ir apertando, em cada giro do corta-tubo, ao parafuso
de pressão até cortar o tubo.
Existêm corta-tubos para trabalhos leves e para trabalhos pesados. O corta-tubo para
trabalhos leves é uma ferramenta de pequena resistência mecânica, dotada de uma faca fina

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

e dos roletes. É utilizada para cortar tubos de cobre, bronze, alumínio, etc., de parede fina e
metal brando. É fornecida para trabalhar tubos de: 1/8” a 11/4” y 1/8” a 2”.

Os corta-tubos de trabalho pesado são ferramentas de grande resistência mecânica, dotadas


de grossas facas e roletes largos e se utilizam para cortar com precisão tubos de aço
galvanizado e outros de parede grossa. Podem ser roletes largos, normais ou de quatro
facas. Os primeiros vêm com capacidade de 1/8” a 11/4” y 1/8” a 2”; os segundos com
capacidade de 1” a 3”, 2” a 4” y 4” a 6”; os terceiros com capacidade de 1/2” a 2” y 21/2” a
4”.

Provavelmente o tipo de tubo metálico mais utilizado nas instalações elétricas é o de ferro
galvanizado, embora existam vários modelos de corta-tubos destinados aos tubos de ferro
laminado, galvanizado ou sem galvanizar. Na figura seguinte se mostram alguns exemplos.

O corte com estas ferramentas é rápido e exato comparando com o corte feito com serra
manual. Com tudo, tem a desvantagem de que geram uma rebarba interior que deve ser
eliminada para proteger o isolamento dos condutores ao serem puxados no interior dos
mesmos.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

g) Corta-tubo de rolete: corta tubos sujeitados no tripé ou em locais onde há suficiente


espaço. Para trabalhar com ele, é necessário girar completamente a ferramenta, pois o corte
que vai produzindo a faca não atinge todo o perímetro do tubo. É muito resistente e fornece
sempre, cortes de 90º.

h) Corta-tubo de ação rápida: é uma variante do modelo descrito anteriormente. A


diferença está no mecanismo de avanço da faca, que avança sem necessidade de girar a
pega ou corpo. O corte é obtido com um movimento de vai-vem da pega.

i) Corta-tubo para trabalho pesado: é outra variante do corta-tubo de roletes e é


especialmente indicado para cortar tubos de 3” a 6” de diâmetro. Pode ser atuado por dois
operários (ver figura (c)).
j) Corta-tubo de quatro facas: é utilizado em lugares estreitos, onde não é possível dar
voltas completas e o corte produzido pelas facas se unem para formar um só que abarca
todo o perímetro do tubo. Deve ser colocado sobre o corte completamente a 90º, pois do
contrário o corte de uma faca não coincidirá com o da precedente e em vez de cortar,
formara uma espécie de rosca.

8.-FERRAMENTAS PARA FAZER ROSCAS

a) Macho: se usa para fazer fios de rosca em peças de forma manual. É um parafuso de aço
endurecido, com ranhuras ou canais longitudinais capazes de formar, por arranque de
biruta, uma rosca. Um macho se distingue pela parte ativa ou entrada que é a que realiza a
forma do fio. A parte da calibragem, que é o resto da parte roscada, e a pega, que serve para
a fixação ao porta-macho. Os machos da mesma medida são fornecidos ou vendidos em
kits de três, porém em ordem progressivo aumentando o diâmetro exterior na entrada do
macho, o que facilita o serviço. Para utilizar adequadamente esta ferramenta, deve ser
revisada, primeiro a tabela que indica a broca apropriada para o fio de rosca que vai a ser
executada. Segundo o material que se quer roscar, deve ser elegido o macho com os
ângulos convenientes e logo a seguir, empregar o jogo partindo com o macho de menor
diâmetro. Deve ser elegido o porta-machos apropriado. Para iniciar a rosca se faz girar o
primeiro macho fazendo uma pequena pressão no mesmo sentido do eixo. Esta primeira
operação é fundamental na determinação da retidão do fio.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

O ângulo de giro ou de revolução deve ser determinado de acordo com a dureza do


material, o qual desde que se inicia o trabalho, necessita ser refrigerado, pois o atrito da
tarefa faz que aumente a temperatura e isto prejudica a operação.

b) Tarraxa: é semelhante a uma porca de aço endurecido que tem ranhuras ou canais
longitudinais capazes de formar, por arranque de birutas, uma rosca exterior num cilindro
ou tubo. A tarraxa pode ser fechada ou aberta, dependendo do material que se necessita
roscar e da qualidade do fio.

Para uma eficaz introdução da tarraxa no cilindro ou tubo, convém passar, previamente uma
lima ou esmeril. Deve se elegido o porta-tarraxa adequado. Para iniciar a rosca se faz girar
a ferramenta exercendo uma pequena pressão no sentido do eixo. Esta operação é clave
para não produzir a tirada de biruta sem fazer fios de rosca, o que no caso de tubos produz
um dano irremediável.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

9.-FERRAMENTAS DE USOS VÁRIOS

a) Morsa ou parafuso de banco: é uma ferramenta que deve ficar firme sobre uma
bancada ou banco de trabalho e é feito em aço forjado ou fundido. Se utiliza para afirmar
ou fixar peças que devem ser submetidas a diferentes tios de serviços. Para usar
corretamente a morsa, se procede a localizar a peça no centro da mesma, para logo a
seguir, apertar gradativamente, cuidando a localização da peça. Quando esta se encontra
alinhada totalmente, se da o aperto de forma definitiva, graduando o esforço de acordo com
a fragilidade da peça. No caso de se tratar de uma peça polida ou pintada, para não estragar
o seu acabamento se põe nas mandíbulas peças que podem ser de chumbo, alumínio ou
madeira. Se recomenda utilizar a morsa para esforços adequados com o seu tamanho, pois,
a pesar de ser uma ferramenta de aço, não resiste todas as pressões ou batidas que se
queiram efetuar. Não é aconselhável manter por longo tempo uma peça sob a pressão da
morsa, nem tampouco que as mandíbulas fiquem apertadas entre elas.

No uso desta ferramenta se deve ter as seguintes precauções:


- Não bater a alavanca de atuação, como tampouco ampliar a mesma para melhorar o
aperto.
- Manter a ferramenta limpa de partículas resultantes do serviço feito sobre ela, para evitar
se acidentar com as birutas.

b) Prensa para tubos: se usa para fixar ou apertar peças arredondadas, o que permite
realizar pressão sem dobrar o tubo que se deseja cortar, dobrar ou roscar. Outras
ferramentas de aperto conhecidas são os macacos hidráulicos ou sargentos e os parafusos
ou prensas de mão, que se usam para trabalhar peças onde não é possível usar morsas de
banco.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

APLICAÇÃO DAS FERRAMENTAS NAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Objetivos fundamentais:

a) Lograr o adequado uso das ferramentas na área elétrica.


b) Conhecer os riscos fundamentais que gera o manuseio de materiais com ferramentas.
c) Executar corretamente as metodologias básicas ao realizar um trabalho elétrico.

Conhecidas as propriedades fundamentais das ferramentas agora consideradas é


conveniente começar com a familiarização das mesmas, com a finalidade de lograr uma
correta terminação nos trabalhos. As operações mais habituais ao realizar uma instalação
elétrica são: cortar, tirar o isolamento, ligar, etc..

1.- Cortar: consiste em separar materiais, com ou sem arranque de biruta, na dimensão
adequada. A ferramenta necessária dependerá do material e de suas dimensões. As
operações mais freqüentes de corte se executam em condutores e conduites. Aplicação
desta operação é o corte de arame e fios elétricos mediante alicates. Tubos plásticos, tubos
metálicos, perfiles, estruturas porta-condutores (bandejas e escaldas), são cortados
preferentemente com serra. Para efetuar a operação de corte convem ter as seguintes
precauções:

a) Medir e marcar de forma visível o lugar donde se efetuará o corte.


b) Utilizar a ferramenta adequada.
c) Ao cortar material com serra, convém fixar o mesmo firmemente por meio de parafusos
ou prensas, para evitar golpes ou feridas nas mãos.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

2.- Pelar condutor: consiste em retirar a capa isolante que cobre e protege os condutores,
utilizando ferramentas como facas ou pela-cable. Esta operação é requisito indispensável
para executar conexões elétricas de forma adequada. É necessário considerar as seguintes
precauções durante esta operação:

a) Ao utilizar facas, não cortar perpendicularmente o isolamento, pois se pode atingir ao


condutor e com isso, diminuir sua secção, que produz enfraquecimento ante uma torção ou
aquecimento.
b) Si é utilizado um pela-cable, se deve selecionar o calibre adequado para não produzir
dano no mesmo.
c) Para evitar golpes nas mãos, se deve graduar a força da puxada do isolamento.

3.- União de condutores: embora os condutores deveriam ser contínuos, é dizer sem
cortes, na prática isto não é possível, devido a que em ocasiões se requer executar
derivações em uma instalação ou porque fica ruim trabalhar com fio muito comprido. As
derivações ou uniões devem ficar seguras sem inconvenientes à passagem da corrente, ao
mesmo tempo que ter a suficiente resistência mecânica para suportar os esforços de tração e
garantir que o contacto entre condutores seja o adequado para evitar aquecimento. Segundo

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

as condições em que é realizada a instalação, se utilizam distintos tipos de uniões que


permitem cumprir com os requisitos antes mencionados. A seguir se apresentam os três
tipos de uniões mais freqüentes, acompanhados de uma seqüência operacional para serem
executados como atividade pelos alunos.

Ferramentas necessárias:

- Alicate universal.
- Alicate de pontas.
- Alicate de corte.
- Régua.
- Faca ou pela-cable.
- Soldador de 100 W.

Materiais necessários:

- Arame de 1,5 mm2 com isolamento NYA.


- Soldadura de estanho com fundente.

a) União cauda de rata

Procedimento a seguir

- Cortar dois pedaços de fio elétrico ou condutor com 150 mm de comprimento.


- Tirar 3 cm de isolamento em cada condutor.
- Cruzar os condutores 120º, aproximadamente.
- Utilizar o alicate de ponta para fazer a união perto do isolamento.
- Enrolar ambos condutores com o alicate universal até atingir a trança dos mesmos.

b) União da extensão:

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Procedimento a seguir:

- Cortar dois pedaços de condutor de 150 mm de comprimento.


- Tirar 3 cm de isolamento em cada condutor.
- Enrolar os condutores a 20 mm do isolamento, como indica a figura B..
- Utilizar o alicate de ponta para sujeitar a união desde o cruzamento dos condutores.
- Enrolar um condutor sobre o outro como indicam as figuras C e D com o alicate universal.

c) União em derivação ou tipo T

- Cortar dois pedaços de condutor de 150 mm de comprimento.


- Deixar nu um dos condutores 40 mm no centro (Fig. A).
- Tirar o isolamento ao outro condutor (Fig. B).
- Localizar os condutores de forma perpendicular (Fig. C).
- Utilizar o alicate de ponta para sujeitar a união perto do isolamento.
- Enrolar o condutor sobre o outro como indica a figura D com o alicate universal.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

4.- Fazer uma argola:

Esta operação consiste em manipular o condutor para obter uma argola que possa ser
apertada por uma morsa. A ferramenta ideal em este caso é o alicate de pontas redondas. A
seguir, se apresenta uma argola com seu correspondente seqüência e precauções para serem
feitas como atividade pelo aluno.

a) Procedimento a seguir:

- Cortar um condutor de 100 mm de comprimento e deixar nus seus extremos em 25 mm.


- Cortar um pedaço de condutor de 90 mm de comprimento, tirar 20 mm do seu isolamento
e dobrar como indica a Fig. B.
- Cortar um pedaço de condutor de 110 mm de comprimento, tirar nos seus extremos 20
mm do seu isolamento e dobrar como indica a figura C.
- Executar as argolas como indicam as figuras D - E - F.

b) Precauções a serem consideradas

- O sentido seguido para dobrar deve ser idêntico ao de rotação do parafuso.


- É conveniente localizar arruelas planas para melhorar a superfície de contacto contra
o parafuso e a porca.

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

- A união deve ser firme para garantir um bom contacto, por isso convém apertar de
forma adequada o parafuso.
- Se recomenda estanhar a argola de arame e se considera obrigatório o estanhado quando
são argolas de arame ou fio elétrico.

5.- Terminais

A união de condutores aos terminais dos aparelhos elétricos pode ser realizada diretamente
ou por meio de terminais. Se a conexão é feita de forma direta pode ocorrer que ao apertar
firmemente a porca sejam cortados alguns arames, obrigando à corrente a circular por uma
secção menor. Isto é um inconveniente pois ao ser menor a secção a resistência elétrica
aumenta produzindo um aumento da temperatura da instalação.

Evidentemente a conexão direta deve ser utilizada quando se trata de condutores de


pequena secção. Sempre deve ser lembrado que a curva do condutor coincida com o sentido
de giro do parafuso, por esse motivo a representação da figura é incorreta, pois a curvatura
do fio é oposta ao sentido de giro do parafuso. No caso de ser utilizado um condutor de
grande secção, a conexão dos mesmos é feita por intermeio de terminais metálicos com
aspecto físico como se mostra na seguinte figura:

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Para proceder à conexão de um condutor com um terminal metálico se retira um pouco de


isolamento um pouco maior do que o comprimento das alhetas perto do olhal. Logo se
procede a estanhar o arame procurando que mantenham uma disposição cilíndrica. Na
figura seguinte se mostra a seqüência a seguir na união do terminal. Uma vez montado o
condutor no terminal, se fecham as alhetas dianteiras. A seguir se apóia a ponta do soldador
sobre as alhetas posteriores, colocando o estanho sobre os bordos de maneira que ao se
derreter se espalhe sobre o arame. Como nos casos anteriores, o aspecto brilhante da
soldadura indicará que o serviço foi bem feito, porém é conveniente indicar que um
excessivo aquecimento do terminal pode estragar o isolamento do condutor. Uma vez que
fique fria a soldadura se fecham as alhetas posteriores. Os terminais também podem ser
fixados ao fio elétrico por meio de parafusos ou outras peças de pressão. Na figura seguinte
se mostram vários tipos um, com vários parafusos de pressão outro, com dois parafusos e o
último, com a porca.

6.- Isolamento da união elétrica

A união elétrica deve ficar totalmente isolada entre si e com a terra para evitar que a
corrente se derive à terra ou a qualquer outro ponto da montagem. As normas técnicas
estimam o seguinte ao respeito:

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

“As uniões e derivações entre condutores de cobre deverão ser soldadas ou mediante
conectores de pressão sem soldadura. No caso de que sejam soldadas, as uniões
deverão ser mecanicamente resistentes antes de ser soldadas”

É importante destacar que esta norma também é aplicável à união de condutores com
terminais de conexão. Existem duas alternativas possíveis para isolar as uniões:

a) Com fita isolante: toda vez que vai ser usada a fita isolante, a união deve ser
previamente estanhada. Assim que for estanhada a união, se passa uma capa de fita de
borracha e logo a seguir com uma segunda capa de fita plástica. A precauções que se devem
ter são:
- Apertar adequadamente a primeira capa de fita para evitar a entrada de umidade.
- Não aplicar nunca menos de duas capas de fita isolante.

b) Com conector de pressão: para colocar este tipo de dispositivo isolante não é
necessário que a união se encontre previamente estanhada. O conector aparte de isolar,
permite um excelente contacto mecânico a través da pressão mecânica que exerce sobre o
condutor.

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