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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

EDUBRAS

TEORIA

INSTALAÇÕES

ELÉTRICAS

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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

TRABALHO ELÉTRICO (T)

Como é sabido, o objetivo da fonte de energia num circuito elétrico é fornecer energia elétrica à carga. Ela aproveita esta energia elétrica para desempenhar alguma função útil. Outra forma de expressar isto é dizer que a carga aproveita a energia da fonte para efetuar “trabalho”. Por isso, o trabalho elétrico se pode definir como o deslocamento de elétrons por meio de uma tensão elétrica e sua unidade de medida é o joule (J).

POTÊNCIA ELÉTRICA (P)

A potência elétrica é sinônimo da rapidez com que uma carga pode efetuar um trabalh o. Se pode definir como segue:

A potência elétrica é a quantidade de trabalho que uma carga pode fazer no tempo de um segundo e sua unidade de medida é o watt (W).

Um ponto importante que deve ser tido presente é que o trabalho feito num circuito elé trico pode ser “útil” ou “desperdiçado”. Em ambos casos, a rapidez com que é feito o trabalho mede a potência. O trabalho de um motor elétrico é considerado como útil, como também é

o calor da resistência do aquecedor elétrico. Por outra parte, o mesmo aquecimento dos fios

ou condutores elétricos ou dos resistores num circuito é considerado trabalho desperdiçado, pois esse calor não tem nenhuma função útil. Quando é calculada a potência de um trabalho desperdiçado se diz que é potência dissipada.

Se diz que a potência elétrica é igual a 1 watt (W) quando ao ser aplicada uma tensão de 1 volt (V) se desloca uma corrente de 1 ampère (A). Por exemplo, quando fluem 2 ampères a través de uma tensão de 1 volt é gerada uma potência de 2 watts. Em outras palavras , o número de watts utilizados é igual ao número de ampères da corrente, multiplicado pela tensão elétrica em volts. Esta equação é expressada como segue:

P =

V

x

I

= W

Onde P é a potência medida em watt; V é a tensão ou voltagem elétrica, medida em volt e I

é a corrente elétrica em ampère.

Lei de Watt

Estabelece a relação que mantém entre si a Potência, a Voltagem e a Intensidade da Corrente.

P

= V

x

I

= W

P I = --------- = A V

P V = ----- = V I

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V

9

V

27

I = ----- = ----- = 3 A

3

I = ------ = ------ = 1 A

R

R

27

P = V

x

I = 9 x 3 = 27 W

P = V

x

I = 27 x 1 = 27 W

Em ambos circuitos a potência utilizada é a mesma.

Potência em circuitos resistivos

Há ocasiões em que é necessário encontrar a potência em um circuito conhecida a tensão e

a resistência. Por isso, deverá ser aplicada a lei de Ohm para encontrar a corrente do circuito, mais isto pode ser muito trabalhoso. É mais fácil aplicar uma equação que

determine a potência em função da tensão e da resistência. Como as equações de potência e

a lei de Ohm são similares, é possível encontrar de forma fácil a mais adequada. Se sabe

que:

 

P

= V

x

I

e

que:

 

V

I = ------

R

de maneira que na equação de potência pode ser substituído o I por seu equivalente da lei

de Ohm, ou seja:

Então:

P = V

x

V

------

R

V V

2

------ = ------

R R

Graças a esta equação, para poder calcular a potência é necessário conhecer a resistência e a tensão. O termo V 2 se lê voltagem ao quadrado e significa sua multiplicação por si mesmo.

V 2

Da mesma maneira que se encontrou a equação: P = ------

R

se pode obter uma equação dando a potência em função da corrente e a resistência. Esta equação se aplica quando se conhece a corrente e a resistência e se necessita encontrar a potência. Para encontrar esta equação, se troca:

V = I

x

R

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E ao serem combinadas, se tem:

Perda de potência

P = I

x

R

x

I

= I 2

x

R

A potência utilizada em um circuito indica a quantidade de trabalho efetuado em esse circuito. Porém se lembrará que es te trabalho não é sempre útil porque grande parte do mesmo é desperdiçado ou perdido. A potência empregada em um trabalho não utilizado é potência perdida ou dissipada. Em função da fonte de potência, a potência perdida representa energia elétrica que não é aproveitada de forma produtiva. Como se sabe, a produção de energia elétrica, seja por meio de uma bateria ou por um gerador elétrico, custa dinheiro. Por isto é necessários que as perda de potência em qualquer circuito elétrico sejam mantidas no seu va lor mínimo possível. As perdas de potência mais comuns em um circuito elétrico são as geradas como calor quando uma corrente flui a través de uma resistência. A relação exata entre calor, corrente e resistência é representada na seguinte equação de potência:

P =

I 2

x

R

Onde P é a rapidez com que é produzido o calor. Veja na equação que se pode reduzir a quantidade de calor gerada reduzindo a corrente ou a resistência. Este aquecimento ( I 2 x R), como é chamada com bastante freqüência, ocorre tanto nos condutores do circuito, como nos resistores. Ele é muito pequeno nos condutores, tanto no tipo de material como na seção ou calibre, por isso são usados aqueles que têm baixa resistência. Em um resistor é pouco o que pode ser feito com relação ao seu aquecimento ( I 2 x R), pois a corrente do circuito como o valor da resistência do resistor não se pode trocar sem afetar o funcionamento do circuito. Em alguns aparelhos ou elementos elétricos tais como o ferro de passar é necessário o aquecimento ( I 2 x R), por isso, ele não é uma perda de potência.

P = I 2 x R = 4 x 10 = 40 Watts

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40 W de potência desperdiçada 40 W de potência útil
40 W de potência
desperdiçada
40 W de potência
útil

O aquecimento (I 2 x R) é representado como potência desperdiçada e alguns vezes é considerado como trabalho útil.

CLASSIFICAÇÃO DOS RESISTORES DE ACORDO À POTÊNCIA

útil. CLASSIFICAÇÃO DOS RESISTORES DE ACORDO À POTÊNCIA Com freqüência a classificação da potência não está

Com freqüência a classificação da potência não está lavrada no resistor porém é indicada de acordo com o tamanho do corpo. Com tudo, o tamanho usado para potências particulares não variam entre diferentes tipos de resistores e sim entre fabricantes, de maneira que pode ser difícil determinar a potência somente de acordo com a parte física do componen te. É compreensível que fluindo muita corrente em um resistor, o calor gerado pela mesma estragará o componente. O aquecimento ( I 2 x R) é perda de potência medida em watts. Por isto, cada resistor é classificado por sua potência para indicar a quantidade d e calor (I 2 x R) que pode resistir sem se queimar. Isto significa que um resistor com classificação de 1 W de potência se queimará se for ligado em um circuito em que a corrente gere calor superior a l W. Conhecida a capacidade de potência de um resistor é necessário saber qual é a corrente máxima que pode suportar, então deve ser aplicada a equação seguinte:

P = I 2 x R P I = ------ R
P = I 2
x
R
P
I =
------
R

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Graças à equação é possível encontrar a corrente máxima que pode suportar um resistor de 1 com classificação de potência de 4 watts:

I

=

P ----- R
P
-----
R
4 1
4
1

=

----- =

4
4

= 2 A

Se pelo resistor passa uma corrente superior aos 2 A será dissipada mais do que sua potência nominal e como conseqüência, se queimará.

CLASSIFICAÇÃO DA POTÊNCIA DE LÂMPADAS INCANDESCENTES

100 W
100 W

A potência de uma lâmpada indica quanto brilhará a mesma quando for ligada a um circuito. Na realidade, constitui uma forma de medir o aquecimento do filamento da lâmpada e depende da resistência do filam ento. Uma lâmpada incandescente está formada por um resistor chamado filamento, no interior de uma cápsula de vidro. Quando a lâmpada é ligada a corrente elétrica flui a través do filamento e ele é aquecido de acordo com a fórmula: I 2 x R. O calor é tão forte que o filamento vira cor vermelho -branco, irradiando luz. Quanto mais quente fique um filamento, mais luz fornecerá a lâmpada.

Uma forma conveniente de classificar às lâmpadas elétricas é de acordo com o calor ou consumo que I 2 x R produz. Isto é o que é feito nas fábricas de lâmpadas elétricas. Sobre cada uma delas se lavra o valor do aquecimento, expressado em w atts e que será gerado quando a mesma for ligada. Quando se compra uma delas, segundo sua classificação do consumo, na realidade se está se lecionando a quantidade de luz que produz.

É lógico se perguntar qual é a diferença entre uma lâmpada de 40 W e outra de 100 W. Conforme a equação P = V x I pela lâmpada de mais potência flui mais corrente a través do filamento ou está conectado a uma fo nte de tensão mais alta ou talvez ambas coisas. Com

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tudo, se sabe que na maior parte das vezes, no lar por exemplo, a fonte de tensão está determinada pela companhia de eletricidade e não pode ser trocada ou varia à vontade. Isto significa que a lâmpada de 100 W deve permitir a passagem de mais corrente. Por isto, deve ter uma resistência inferior à da lâmpada de 40 W. Assim, o consumo (em watts) e a intensidade da luz que produz uma lâmpada elétrica depende da resistência do filamento da mesma. Quanto mais alta for seja a resistência, mais baixa será a potência nominal e quanto mais baixa for a resistência, mais alta será a potência nominal.

CLASSIFICAÇÕES TÍPICAS DE CONSUMO

6000

Classificação típica de potência de Clasificaciones de potência típicas de 1300 aparelhos aparatos elétricos,
Classificação típica de potência de
Clasificaciones de potência típicas de
1300
aparelhos aparatos elétricos, eléctricos em watts (W)
1000
950
800
650
450
400
100
Cafeteira
Secador
Forno
Micro-onda
Tostadeira
Ferro de
Secadora
Chuveiro
Aquecedor
de cabelo
passar
de roupa

Segundo pode ser visto, a classificação do consumo de potência usadas para resistores e lâmpadas é expressada como I 2 x R, embora a classificação de potência sempre signifique aquecimento, na prática é diferente de acordo com o tipo de aparelho utiliza do. Muitos dispositivos elétricos são selecionados de acordo à sua classificação da potência ou consumo, especialmente aqueles que usam o calor para poderem funcionar. Eles podem ser ferros de passar, tostadeiras, aquecedores, etc. Na maior parte destes ap arelhos, quanto

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maior for o seu consumo ou potência, maior quantidade de calor produz. Isto significa que, por exemplo, um aquecedor de 1.500 W emite mais calor que um outro de 1.000 W. Contudo, não sempre são melhores os aparelhos que têm a mais alta clas sificação de consumo de potência. Com este critério podem ser fabricadas tostadeiras de 10.000 W ou mais, porém não tostaria ao pão e com certeza ele ficaria completamente queimado, instantaneamente.

A classificação da potência do equipamento de trabalho,

baseia na perdas (I 2 x R). Eles se baseiam principalmente na potência que podem aproveitar para fazer um trabalho mecânico. Um motor de 1 cabalo de força usa 746 W de potência elétrica, mais a potência necessária para compensar as perdas. Um motor de ¼ HP necessita, no mínimo, 186,5 W de potência elétrica.

por exemplo, motores não se

O QUILOWATT - HORA (KWh)

Toda a eletricidade consumida é produzida ou gerada pelas grandes companhias elétricas.

A partir das estações geradoras, a eletricidade é distribuí da aos usuários por meio de

complicadas redes. Este sistema de distribuição termina nas fábricas, lojas ou nos lares onde a eletricidade pode ser consumida. Como as companhias elétricas vendem eletricidade devem ter alguma forma de saber quanta energia elé trica consome cada um de seus clientes. De outra maneira não haveria forma de poder faturar. Isto é feito mediante um relógio medidor. Ele é localizado logo na entrada do local que pode ser o lar, loja ou fábrica e mede o consumo da energia elétrica.

Realmente a eletricidade não pode ser medida pois ela é somente um fenômeno. A intensidade da corrente e a tensão podem ser medidas, mais, como será estudado depois, fazer a fatura para um usuário tomado como base a corrente ou tensão, não é prático. Ela é feita a cada cliente tomando como base quanto trabalho faz a energia elétrica consumida. Lembre-se que a rapidez com que é feito um trabalho é medido em watts, assim, para determinar o trabalho total efetuado que é a mesma coisa que a potência total consumid a, se multiplica a velocidade com que feito o trabalho (potência em watts) pelo tempo que demora em ser feita essa tarefa.

Se uma lâmpada de 100 W está acesa durante uma hora o consumo de energia elétrica é de

100 W multiplicados por essa hora, ou 100 watts-hora (Wh). Assim é que as companhias elétricas medem ou faturam o consumo de energia elétrica. O watt -hora é uma unidade muito pequena. Se fosse usada para indicar a potência total consumida, resultariam cifras muito altas. Para resolver este problema é utilizada a unidade quilowatt-hora (kWh). Cada quilowatt-hora é igual a 1.000 watt-hora.

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CLASSIFICAÇÃO DOS CONDUTORES ELÉTRICOS

Os condutores para instalações elétricas de baixa tensão que podem ser comprados no

mercado nacional são todos de cobr e. Um condutor elétrico está formado basicamente por três partes bem diferenciadas:

a) A alma condutora: feita em cobre e seu objetivo é transmitir a energia elétrica entre

a fonte de alimentação (união, rede pública,etc.) e os diferentes pontos da instalação

(lâmpadas, tomadas, eletrodomésticos, equipamento de iluminação, etc.).

b) O isolamento: fabricado em material termoplástico, especialmente policloreto de vinila (PVC) e polietileno (PE). Sua característica é sua alta resistência à umidade, ao envelhecimento e à ação dos solventes. Mais de 90% dos isolamentos de condutores elétricos são fabricados com este material. Existem isolantes como o neoprene, a borracha sintética e o butilo mais eles são pouco utilizados. O objetivo do isolamento

é evitar que a energia elétrica entre em contacto com as pessoas ou com outros objetos (dutos, artefatos, etc.). Do mesmo modo, o isolamento evita que os condutores de distintas voltagens ou polaridade façam contacto entre si.

c) A coberta protetora: o objetivo fundamental de e sta parte de um condutor é proteger ao isolamento e a alma condutora contra danos mecânicos, sendo utilizada só em algum tipo de condutor.

Os condutores podem ser classificados segundo sua constituição ou segundo o número de condutores que tenham. Segund o sua constituição, os condutores se classificam em:

-Arame: condutor elétrico com alma condutora formada por uma peça só. Se usa nas linhas aéreas, desnudo ou isolado, para instalações elétricas interiores, no interior de conduites ou diretamente sobre isoladores.

-Fio: condutor elétrico com sua alma condutora formada por fios condutores de pouca seção ou área, dando-lhe grande flexibilidade. Os condutores elétricos, segundo seja o número de almas condutoras isoladas entre si, se classificam em:

-Mono-polar:

coberta protetora.

condutor elétrico com uma única alma condutora isolada e com ou sem

elétrico com uma única alma condutora isolada e com ou sem -Multipolar: condutor de duas ou

-Multipolar: condutor de duas ou mais almas condutoras isoladas entre si por sua respectiva capa de isolação e com uma ou mais cobertas protetoras comuns .

isoladas entre si por sua respectiva capa de isolação e com uma ou mais cobertas protetoras
isoladas entre si por sua respectiva capa de isolação e com uma ou mais cobertas protetoras

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CONDUTORES ELÉTRICOS DE ILUMINAÇÃO

Nas instalações elétricas interiores de baixa tensão, como a iluminação, existem no mercado, diversos tipos de condutores elétricos, desenhados para responder às distintas necessidades de condução e à característica do médio em que a instalação prestará seus serviços (ambiente seco, baixo teto, no relento, etc.)

Condutores elétricos de cobre

Condutor N Y A Tª de serviço: 70º C. Tensão máxima de serviço: 1.000 V Tipo de isolamento: capa de PVC de alta resistência d ielétrica, resistente aos agentes químicos e ao envelhecimento. Características: condutor único de uso geral em iluminação e para ser usado em ambientes secos, dentro e fora de conduites de aço ou sobre isoladores. Quando sua configuração é o arame se apresenta com área de 1,0; 1,5; 2,5; 4,0; 6,0;10,0; 16,0 mm 2

Condutor N S Y A Tª de serviço: 70º C. Tensão máxima de serviço: 1.000 V. Tipo de isolamento: capa especial de PVC (similar ao NYA) Características: condutor único ou mono -condutor de uso geral, ideal para locais úmidos e ao relento e sobre isolador. Quando é fornecido na forma de arame apresenta seções de:

1,5; 2,5; 4,0; 6,0; 10,0 mm 2 .

Condutor PI Tº de serviço: amplia Tensão máxima de serviço: 600 V Tipo de isolamento: polietileno resistente aos raios solares e à umidade.

Características: mono-condutor especialmente utilizado nas linhas aéreas localizada ao relento, tais como linhas de alta tensão. Quando é apresentado na forma de arame sua seção

é de 4,0, 6,0; 10,0 mm 2 .

Condutor concêntrico Tº de serviço: 70ºC Tensão máxima de serviço: 600 V Tipo de isolamento: PVC negro e coberta de polietileno negro resistente à intempérie. Características: este condutor múltiplo se caracteriza porque no seu centro se encontra a alma condutora de arame e sobre ela aparece uma capa de PVC isolante. Sobre esta capa é feito um trançado de cobre, que se constitui no segundo condutor. Finalmente, sobre este está a coberta externa de polietileno. Usado em linhas aéreas de baixa tensão, é fabricado com seções de 2 x 4,0 mm 2 e 2 x 6,0 mm 2 .

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PROJETAR O USO DOS CONDUTORES ELÉTRICOS

Para que uma instalação elétrica cumpra com as condições de segurança necessárias, durante o seu projeto se deve conhecer seus componente s, de maneira que sejam os apropriados para satisfazer os requerimentos elétricos que a instalação terá (cargas de iluminação, aquecimento, eletrodomésticos, etc.). Especial importância tem o adequado dimensionamento do condutor elétrico e que constituem a coluna vertebral da instalação elétrica ou seja que todo o peso da montagem descansa sobre eles. O correto projeto e dimensões dos condutores é vital para a segurança dos bens e pessoas que farão uso da instalação. Para projetar de forma adequada uma li nha elétrica que deverá transportar uma certa intensidade de corrente, se devem conciliar três condições:

a) Reduzir ao mínimo as perdas de energia.

b) Condições normais de funcionamento e que a temperatura do condutor não exceda os valores de serviço para os que têm sido desenhados.

c) Sob condições de falha, o condutor deve suportar as demandas que o sistema elétrico terá.

A seguir revisaremos os dois primeiros aspectos, que se relacionam com o cálculo da

máxima queda de voltagem que poderá ter a instalação e com o dimensionamento segundo

a capacidade de transporte de corrente que têm os condutores. O terceiro ponto está relacionado com o correto uso das proteções elétricas.

Cálculo da queda da voltagem

A perda de energia elétrica se manif esta como perdas de voltagem nos condutores e elas

são conseqüência da resistência elétrica do material. Para calcular a perda, se deve calcular quanto diminui a voltagem devido à resistência do condutor. Então, primeiro passo é calcular a resistência do condutor que será usado, com a seguinte fórmula:

do condutor que será usado, com a seguinte fórmula: Rc = Resistência elétrica do condutor (em

Rc = Resistência elétrica do condutor (em ohms).

=Resistividade específica do material do condutor (em x mm 2 / m). O cobre têm um valor = 0.018 x mm 2 / m.

= Comprimento total do condutor (em metros (m).

L

S

= Seção do condutor (em mm 2 ).

Nota: Ao ser calculada a queda da voltagem de um condutor em um circuito monofásico, a resistência deve ser calculada contemplando o comprimento na ida e na volta do condutor

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desde a fonte de energia. Por exemplo, se no circuito há uma lâmpada localizada a 35 metros do interruptor, a resistência de esse circuito será de 70 metros.

Exemplo Nº1

Si queremos calcular a resistência de um condutor de cobre de 1,5 mm 2 , com um comprimento de 70 metros (ida e volta), se deve realizar o seguinte cálculo:

x

L

0,018 x 70

1,26

Rc = ----------- = ---------------- = --------- = 0,84

S

1,5

1,5

Isto quer dizer que uma linha de cobre de 70 metros e de 1,5 mm 2 , terá uma resistência de 0,84 ohms.

Assim que for conhecida a resistência do condutor que será utilizado, se deve calcular a quantidade de energia que é perdida como produto de essa resistência. Lembre -se que a potência elétrica é a capacidade da energia elétrica de mover aos elétrons. Si se está perdendo energia elétrica devido à resistência, se está perdendo capacidade de mover elétrons, ou seja, que se está perdendo potência. A potência que se perde como pr oduto da resistência se calcula com a seguinte fórmula:

Na fórmula:

Perda = Rc x I 2

Perda

Rc = Resistência elétrica do condutor (em ohms).

I = Intensidade da corrente (em ampères).

= Potência perdida como produto da resistência (em watts).

Utilizando o mesmo exemplo anterior, uma linha de cobre de 70 metros com uma resistência de 0,84 , na que circula uma corrente de 10 A, a potência perdida será:

Perda = Rc x I 2

= 0,84 x 10 = 83,53 W

No exemplo, se a linha de 70 metros de condutor de cobre

perda de potência capaz de ligar três lâmpadas de 25 W e uma de 10 W. Este é um dos motivos pelo qual é importante projetar de forma cer ta os condutores de uma instalação elétrica.

é de 1,5 mm 2 , teremos uma

Outro exemplo utilizando a mesma instalação e com um condutor de 2,5 mm 2 , sua resistência será:

x

L

0,018 x 70

1,26

Rc = ------------ = ----------------- = ---------- = 0,5

S

2,5

2,5

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Como a resistência é inferior a 0,5 , se circula a mesma corrente de 10 A, a perda será:

Perda = Rc x

I 2

= 0,5

x

10 2

= 0,5

x

100 = 50 W

Este valor é 40 % inferior à perda de potência do condutor de 1,5 mm 2 . Então fica entendido que é conveniente aumentar a seção do condutor para reduzir a perda de energia. Para diminuir essa perda de energia, a norma estabelece o seguinte:

Em uma linha elétrica que fica entre o medidor e a instalação do local, a máxima queda de tensão não pode ser superior ao 3% da voltagem de rede elétrica.”

Na instalação da iluminação a voltagem nominal é de 220 V e o 3% é igual a 6,6 V. Para calcular a seção do condutor que garantisse esse limite máximo de perda de voltagem, se pode utilizar a seguinte fórmula:

Na fórmula:

S = ----------------------- = mm 2 Vp

x

x

x

2

L

I

S

= Seção do condutor (em mm 2) .

2

= Constante aplicada em condu tor monofásico, que é o utilizado na iluminação do lar.

= Resistividade específica do material condutor ( x mm 2 /m). O do cobre é 0.018 x mm 2 /m .

L

= Comprimento total do condutor (ida e volta e em metros).

I

= Corrente nominal do condutor (em ampères).

Vp

= Voltagem de perda.

Exemplo Nº2

A seção de um condutor monofásico de 220 V de 40 metros de comprimento (ida e volta) e que deve transportar uma corrente de 15 A, será:

2

x

x

L

x

2

x

0,018

x

40

x

15

214,8

S = ----------------------- = ------------------------------- = --------- = 3,25 mm 2

Vp

6,6

6,6

Si se utiliza um condutor de área inferior ao resultado obtido mediante a fórmula anterior (3,25 mm 2 ) se estará perdendo mais de 6,6 V, ou seja, mais do que o permitido. Para evitar isto, será necessário usar um condutor de seção superior. A que fica mais perto à necessária e disponível no mercado é de 4 mm 2 e essa é a que deve ser utilizada.

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Alimentadores

São alimentadores os condutores que ligam o relógio -medidor e o painel de distribuição onde se encontram os disjuntores ou fusíveis. Não são consider ados alimentadores quando o seu comprimento é inferior aos 10 metros. Estes fios elétricos devem ser montados de acordo com as normas locais aprovadas. A seção ou área do alimentador deve ser calculada para que a queda de tensão não exceda o 3% da tensão d e alimentação. A seção mínima permitida do condutor é de 2,5 mm 2 .

As proteções para estes alimentadores deverão evitar as falhas por curto -circuito e sobre- carga estando limitada a proteção máxima pela capacidade de transporte da corrente dos condutores. Este cálculo da carga do alimentador deve ser feita de acordo às normas elétricas locais. Corresponde à soma das potências parciais do consumo geral do local. Para circuitos de iluminação ao valor da potência calculada devem ser adicionados os fatores da demanda.

TABELA 7.5

FATOR DE DEMANDA PARA CÁLCULO DO ALIMENTADOR DE ILUMINAÇÃO

FÁBRICA VÁRIOS
FÁBRICA
VÁRIOS

Para alimentadores que servem aos consumos de iluminação, à carga total do circuito se aplicará o fator de demanda indicado na tabela.

Exemplo: calcular a seção de um ali mentador monofásico para iluminação com carga de 20 kW com distância entre o medidor e a instalação inferior aos 200 metros.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

220 V 20 kW Distancia: 200 m. Medidor Casa
220 V
20 kW
Distancia: 200 m.
Medidor
Casa

Processo para o cálculo

1.-Aplicar o fator de demanda correspondente ao alimentador de iluminação para una casa.

Primeiros

3 kW

X

1

3,00 kW

Restante

17 kW

X

0,35

.5,95 kW

Potência instalada: 20 kW

Potência útil: 8,95 kW

2.-Determinar o valor da intensidade da corrente que demandará a instalação de acordo ao valor de sua potência útil:

Potência útil

8.950

I = -------------------- = ---------- = 40 A

V

220

3.-Conhecida a intensidade da corrente que demande a instalação, se procede a determinar a seção do alimentador:

2

x

x

L

x

I

2

x 0,018

x

200

x

40

288

S = ------------------------ = ------------------------------ = -------- = 43 mm 2

Vp

6,6

6,6

CAPACIDADE DE TRANSPORTE DO CONDUTOR ELÉTRICO

Ao circular a corrente elétrica no condutor gera o aquecimento do mesmo. Este aumento de temperatura origina diminui sua resistência elétrica e a perda da condição isolante do protetor. Do mesmo modo as propriedades são afetadas e ao atingir uma certa temperatura perde completamente, todas suas propriedades mecânicas (resistência à tração, estiramento, etc.), se envelhece de forma pre matura, etc. A norma elétrica estabelece certos limites máximos de corrente segundo a área do condutor para evitar que o aumento de temperatura no ultrapasse o recomendável.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

As duas tabelas seguintes mostram estes limites para condutores de seção milimétr ica e AWG com uma temperatura ambiente de 30º C e um máximo de três condutores por conduite.

Intensidade de corrente para condutores isolados (seção milimétrica). Temperatura de serviço: 70ºC. Temperatura ambiente: 30ºC.

Seção nominal (mm 2 )

Grupo 1

Grupo 2

Grupo 3

30ºC. Seção nominal (mm 2 ) Grupo 1 Grupo 2 Grupo 3 Grupo 1: Condutor monopolar

Grupo 1:

Condutor monopolar no interior de conduites (exemplo NYA)

Grupo 2:

Condutor multipolar com isolamento comum em conduite metálico; condutores com proteção de chumbo; fios planos; fios móveis ou portáteis; etc.

Grupo 3:

Condutor monopolar tendido no ar, com o espaço entre condutores igual ao diâmetro dos mesmos.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Intensidade de corrente para condutores isolados (seções AWG). Temperatura de serviço: 60 y 75ºC. Temperatura ambiente: 30ºC.

Seção nominal

AWG

mm 2

Grupo A

60ºC

75ºC

Grupo B

60ºC

75ºC

nominal AWG mm 2 Grupo A 60ºC 75ºC Grupo B 60ºC 75ºC Grupo A: Até três

Grupo A: Até três condutores no conduite ou enterrados.

Grupo B: Condutor simples ao ar livre.

PROTEÇÕES ELÉTRICAS CONTRA SOBRE-CARGA E CURTO-CIRCUITO

Que uma instalação elétrica cumpra e mantenha os requisitos necessários para ser segura ao longo do tempo é fruto de uma adequada manutenção, do uso racional e da qualidade dos materiais que se usam na montagem. Se algum de estes aspectos não é considerado, a probabilidade de ocorrência de uma falha é muito alta. Lamentavelmente esta situação é bastante freqüente e muitas instalações elétricas de iluminação estão submetidas constantemente a sobre-carga, falta de manutenção, alteração do circuito original, etc. Por isso é de grande importância o conhecimento que os montadores ou instaladores elétricos

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

tenham sobre o correto dimensionamento e utilização das proteções elétricas, para a segurança dos bens e dos usuários aos que servirá uma determinada instalação.

Características operativas de uma instalação elétrica

Em geral, as instalações elétricas apresentam, em d iferentes momentos, dois estados operativos característicos:

1.-Estado de operação normal

É o estado de funcionamento de una instalação no qual todos os parâmetros do circuito (voltagem, consumo, corrente, freqüência, temperatura dos condutores, etc.) s e encontram dentro dos limites previstos, ou seja que todo está como deve ser; a voltagem é a correto, os aparelhos elétricos conectados ao circuito consomem uma quantidade de energia que o circuito pode fornecer sem se sobre -carregar-se, etc.

2.-Estado operativo abnormal

Quando um ou mais parâmetros da instalação elétrica excedem as condições previstas, se diz que o circuito não está operando de forma normal e podem ocorrer situações como o

sobre-consumo, o aumento de temperatura nos condutores, variaçõ es da voltagem, curto

circuitos, etc

classificadas em:

Segundo a gravidade que apresentam as abnormalidades elas podem ser

a) Perturbações: correspondem a abnormalidades de curta ou breve duração que não

constitui risco para a operação de uma instala ção elétrica. Ante uma anormalidade temporal, a instalação é capaz de suportar a perturbação e logo continuar operando em forma normal. Por exemplo são perturbações de este tipo as variações momentâneas da voltagem ou freqüências ou as sobrecargas de corre nte de curta duração, que podem ter um efeito passageiro na instalação os aparelhos conectados em ela, logo de passada a perturbação, volta á normalidade.

b) Falha: esta anomalia põe em perigo a integridade da instalação elétrica, dos bens

materiais e a vida das pessoas. Devido à gravidade extrema da situação abnormal, o sistema elétrico não pode continuar operando. Os tipos de falhas mais comuns são:

- Sobrecarga permanente.

- Curto-circuito.

- De isolamento.

- Corte dos condutores.

- Etc.

- Sobrecarga

Produzida quando a magnitude da voltagem ou corrente supera ao valor previsto como normal para a instalação (valor nominal). A sobrecarga de corrente que são a mais comum

deve sua origem ao excesso de consumo no circuito. Isto acontece porque existe uma

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

maior quantidade de aparelhos conectados à instalação dos que ela pode tolerar sem problemas, por exemplo, que em um circuito previsto para dos lâmpadas e uma tomada se ligue uma lavadora. Situações de este tipo produzem uma exigência ao circuito e que s e manifesta como aquecimento excessivo dos condutores elétricos. Isto pode conduzir á destruição dos isolantes provocando incluso sua inflamação e com o conseguinte risco para as pessoas e a propriedade.

- Curto-circuito

É a falha de maior gravidade de um a instalação elétrica. No curto -circuito, o nível de corrente atinge valores tão altos que o condutor elétrico se funde no ponto de falha. O calor, as chispas e inclusive as chamas geradas podem produzir a destruição de linhas, ductos e equipamento e gran de risco de incêndio do imóvel. O curto -circuito se origina por a união fortuita de duas linhas elétricas que perderam o seu isolamento, entre as quais existe

uma diferença de potencial. Por exemplo, quando se tocam acidentalmente a fase e o neutro, que apresentam una diferença de potencial de 220 V.

- Falha do isolamento

Este tipo de falha não tem sempre como origem um curto -circuito. Em alguns casos, uma falha no isolamento de algum equipamento elétrico, painel de distribuição, um eletro - doméstico, etc., pode provocar que a carcaça metálica do aparelho fique energizada ou ligado eletricamente. Além disso, a carcaça adquire um valor de voltagem que resulta ser de extrema perigosidade para as pessoas. Quase sempre a origem das falhas do isolamento está no seu estado de envelhecimento, dos fios elétricos, uniões mal isoladas ou feitas, consertos má feitos, etc. Como já foi visto, a montagem elétrica é desenhada para que, sob situações de má funcionamento, seja capaz de suportar este fato anormal transitório e voltar a sua operação correta, sem arriscar a integridade das pessoas, os bens ou a própria instalação. Contudo, como é possível que aconteçam abnormalidades mais extremas é necessário incorporar medidas para proteger as pessoas e os bens.

Proteções contra a sobre-carga e curto-circuito

Qualquer instalação elétrica deve ter proteção como objetivo de minimizar os efeitos produzidos por um curto -circuito ou sobre-carga. Para que isto seja possível, as proteções devem ser adequadamente dimensionadas segundo as características do circuito. As proteções mais comuns que existem são o:

- Fusível.

- Disjuntor.

a) Fusível: fora a primeira proteção desenvolvida para minimizar o efeito do curto - circuitos e sobre-cargas nas instalações. Continua sendo utilizado co m muita freqüência, por exemplo, em instrumentos elétricos, equipamento eletrônico, painéis de controle, etc.O fusível é feito com um fio elétrico com baixo ponto de fusão e fica localizado entre dois corpos condutores e no interior de um invólucro de plás tico ou de vidro que lhe dá a forma característica ao fusível.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Este fio condutor permite a passagem da corrente pelo circuito, sempre que o valor da mesma se mantenha entre limites aceitáveis. Se esse limite fosse excedido, o fio se funde, abrindo o circuito, isolando a falha e protegendo assim, a instalação dos efeitos negativos do excesso.

Fio fusível Base metálica Corpo ou carcaça
Fio fusível
Base metálica
Corpo ou carcaça

Classificação do fusível

O fusível utilizado na instalação de iluminação de baixa tensão se classifica segundo sua

característica de funcionamento. Para isso, ele é identificado mediante duas letras, sendo

que a primeira define a classe de função e a segunda, o objeto ou equipamento que ele proteger segundo o seu desenho.

Fusível gL: de uso geral e usado para proteger fios e condutores.

Fusível aM: se usa para proteger aparelhos tais como motores elétricos.

Fusível gR: de uso geral para proteger semi -condutores.

O tipo de fusível

cargas como numa situação de curt o-circuito.

No fusível da classe aM, a corrente de corte é igual a quatro vezes sua intensidade

nominal

exemplo, se a capacidade nominal do fusível aM é de 10 A, o fio in terno se funde com 40

A.

mais utilizado é o gL e serve para desligar o circuito, tanto com sobre -

Por isto se utiliza só para proteger contra curto -circuitos e não sobre-cargas. Por

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Curva característica dos fusíveis

A operação de um fusível é a intensidade da corrente com que ele atua para proteger ao

circuito e pode ser verificada na curva de característica para cada tipo de fusível. Essa curva é um gráfico que indica o tempo que demora o fio em se fundir, segundo o nível da corrente. Na figura se mostra a curva característica de um fusível gL e nela podem ser

distinguidas três zonas que limitam o tipo de circuito que o fusível protege.

TEMPO Intensidade da corrente
TEMPO
Intensidade
da corrente

Zona 1: é a zona sob condições normais de operação e o fusível não atua porque a intensidade da corrente é menor à corrente nominal (In) do fusível.

Zona 2: zona sob condições abnormais de operação quase que em situação de sobre-carga.

O fusível atua em um período de tempo superior aos 10 segundos, dando a possibilidade de

que a condição de sobre-carga desapareça antes desse tempo e o sistema continue operativo. Este é útil quando um circuito tem aparelhos qu e momentaneamente geram uma sobre-carga (transiente). Por exemplo, a partida de motores pequenos como o da geladeira.

Zona 3: zona em condições abnormais de operação e em situação de curto -circuito. A proteção do fusível atua em menos de 10 segundos poden do atingir milésimas de segundo até, segundo a característica da falha. Se o aumento de intensidade é muito violento, o fusível se funde instantaneamente, quase.

Seleção de uma proteção fusível

Para desenhar uma proteção com fusível que resulte eficiente e adequada para um determinado circuito elétrico tem que ser considerada que a proteção não deve atuar sob condições normais de funcionamento e deve operar sob condições abnormais. Para isso é necessário ter presente algumas informações sobre o fusível qu e será utilizado.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

- Intensidade mínima (I min): corrente mínima de operação que origina a fusão do fio fusível. Este valor fica entre 1,6 a 2 vezes a corrente nominal do fusível.

-Tempo de operação (t.op): tempo em que o fio fusível demora em se fundir.

-Intensidade nominal (In): corrente nominal do fusível. Como critério de dimensionamento devemos eleger a proteção com fusível que possa satisfazer aos requerimentos antes descritos. Por exemplo, tendo um circuito de iluminação de 10 A será selecionado u m fusível com In = 10 A, de maneira que para valores inferiores de corrente com I min., perto dos 16 A, a proteção não atuará, porém sim será feito com valores superiores. A seguinte tabela fornece a classificação dos fusíveis segundo o seu funcionamento.

Funcionamento Nomenclatura Corrente Corrente Nome Serviço Permanente de interrupção Proteção g I gL Fíos
Funcionamento
Nomenclatura
Corrente
Corrente
Nome
Serviço
Permanente
de interrupção
Proteção
g
I
gL
Fíos e condutores
N
1 I MIN
gR
Semicondutores
gB
Equipos de minas
a
I
4 I N
aM
Aparelhos de manobra
N
aR
Semicondutores

Os fusíveis podem ser classificados por sua operação em:

- Alta seguridade de proteção.

- Perdas reduzidas (aquecimento ).

- Baixo custo de manutenção e reposição.

- Grande capacidade de ruptura (corrente máxima que protege contra curto -circuito).

A principal desvantagem de este tipo de proteção é que pode ser modificado facilmente ou seja que pode ser trocado um fusível d e 10 A por um de 20 A. Uma outra desvantagem, lamentavelmente muito freqüente é que podem ser consertados. Isto não deve ser feito pois podem deixar de funcionar conforme as especificações para o qual foram desenhados.

DISJUNTORES

O disjuntor termomagnético conhecido como interruptor automático é um dispositivo de proteção que se caracteriza fundamentalmente por:

- Desligar ou ligar um circuito elétrico sob condições normais de operação.

- Desligar um circuito elétrico sob condições de falha, seja fre nte a uma sobre-carga ou a um curto-circuito.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

- Depois de abrir um circuito perante uma falha, pode ser usado de novo sendo a grande diferença com o fusível, que serve uma vez só.

O disjuntor termomagnético desliga ao circuito frente a uma falha se deve a dois tipos de elementos:

a) Elemento térmico: este dispositivo de proteção é dispositivo bimetálico, que se dilata com o calor gerado pelo o excesso de corrente. Ele dispara o mecanismo que desliga ao circuito que está protegendo.

BIMETÁLICO FRIO

BIMETÁLICO QUENTE

que está protegendo. BIMETÁLICO FRIO BIMETÁLICO QUENTE Esquema do elemento bimetálico Todos os materiais, quando

Esquema do elemento bimetálico

Todos os materiais, quando aumenta a temperatura, se dilatam e aumentam o seu comprimento. Por exemplo, as linhas elétricas no verão descrevem uma curva maior do que no inverno.

VERÃO INVERNO
VERÃO
INVERNO

Curva das linhas elétricas no verão e no inverno

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

O bimetálico é uma peça formada por dois metais diferentes e quando estão juntos e

recebendo calor, um dos metais dilata -se menos do que o outro. A conseqüência é que o

conjunto fica torto ou curvado. A curva do bimetá lico é regulada para que seja proporcional à corrente que circula no circuito. Quando a corrente supera certo valor, a curva atinge um ponto extremo e atua um mecanismo que desliga ao interruptor, eliminando a sobre -carga.

A proteção térmica atua especific amente com sobre-cargas, pois o aquecimento do

bimetálico é equivalente ao aquecimento dos condutores do circuito. Então, a proteção não é instantânea, pois demora um tempo em atuar e se define como “ de tempo retardado”. Isto pode-se apreciar no gráfico que mostra a relação entre o tempo e a intensidade da corrente para proteção térmica, onde se definem duas zonas:

para proteção térmica, onde se definem duas zonas: Curva da proteção térmica Zona 1: situação de

Curva da proteção térmica

Zona 1: situação de operação normal do circuito. A instalação absorve a corrente s em que a proteção atue até atingir o valor In (intensidade da corrente nominal da proteção).

Zona 2: situação de operação abnormal do circuito. Se a corrente é maior do que In, a proteção desliga o circuito. Quanto maior for a corrente de sobre -carga, a proteção atuará em menos tempo.

b) Elemento magnético

Esta proteção está formada por uma bobina ou condutor enrolado ao redor de um núcleo de ferro e quando percorrido por uma corrente elétrica gera uma ação magnética. Esta bobina é ligada em série com o circuito por ela protegido. Quando a corrente atinge um valor muito grande, aproximadamente 10 vezes a corrente nominal do protetor, o campo magnético gerado atuará um contato móvel que ativa o mecanismo de desconexão do interruptor. Isto

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

ocorre em um pequeno tempo, praticamente é instantâneo, como se vê no gráfico que mostra a curva de operação do elemento magnético.

que mostra a curva de operação do elemento magnético. Esquema do elemento magnético Por sua grande

Esquema do elemento magnético

Por sua grande rapidez do disparo (desconexão), a proteção magnética se utiliza para isolar as falhas produzidas por curto -circuito. Na figura seguinte se aprecia um disjuntor termo - magnético real com seus diferentes elementos:

Dispositivo térmico: elemento que atua com a sobre -carga. Dispositivo magnético: bobina que atua com o curto-circuito. Câmara de extinção de arco: é um dispositivo incluído no disjuntor para eliminar o arco voltaico produzido quando há um curto -circuito. Este arco elétrico é um fenômeno que não deixa desligar a passagem da corrente, a pesar do afastamento fí sico dos contatos do disjuntor porque a corrente passa a traves do ar ionizado dos contatos. É como um raio em miniatura. Por isto, para que este interruptor realmente desligue o circuito, o disjuntor tem uma câmara de extinção do arco voltaico.

realmente desligue o circuito, o disjuntor tem uma câmara de extinção do arco voltaico. EDUBRAS Página

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Proteção termomagnética

Em esta curva o dispositivo térmico atua quando é superada sua intensidade nominal (In) e o dispositivo magnético atua quando se atinge a intensidade Imag, entre 3,5 a 5 vezes a intensidade nominal. Isto é In = 10 A, então Imag = 35 a 50 A. Como critério para uma correta dimensão do disjuntor que será montado em um circuito, se devem seguir as seguintes recomendações:

TEMPO INTENSIDADE DA CORRENTE
TEMPO
INTENSIDADE
DA
CORRENTE

1.- O protetor termomagnético protege um circuito elétrico contra sobre -cargas e curto- circuitos sempre que esteja bem dimensionado. 2.- O valor da proteção termo -magnética deve ser selecionado ao partir da capacidade do circuito que protege. Por exemplo, se o circuito é desenhado para consumir 13 A, então deve ser selecionada um a proteção de 15 A e não, uma de 10 A. A capacidade térmica dos condutores do circuito, é dizer, a temperatura que suportam os condutores para não ter riscos elétricos, depende da seção do condutor. Por exemplo é usada de forma geral um dispositivo de somente 10 A, sendo que para um condutor de 2,5 mm 2 se utiliza uma proteção de 15 A. No mercado nacional se encontram valores de proteção termomagnéticas de 6, 10, 15, 16, 20, 25, 30, 32, e 40 A.

PROTEÇÃO ELÉTRICA CONTRA CONTATO INDIRETO

As falhas podem ser classificada em:

-Sobre-cargas. -Curto-circuitos. -Falhas de isolamento.

As proteções elétricas contra contatos indiretos têm por objetivo detectar as falhas no isolamento e minimizar seus efeitos. A segurança das pessoas que fazem uso de uma instalação elétrica depende da efetividade de este tipo de proteção.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

a) Contato direto: é o fato fortuito no qual uma pessoa entra em contato com a energia

elétrica ao manipular uma peça ou elemento do circuito elétrico que se encontra energizada. Por exemplo, si está consertando uma tomada e toca um de seus fios elétricos sem ter tida a precaução de desligar a energia, estará estabelecendo um contato direto com o circuito. Para que os acidentes elétricos por contato direto não ocorram, os distintos elementos do circuito têm características que os evitam (isolamento do condutor, estrutura fabricada com material isolante, etc.) impedindo que a pessoa entre em contato com a energia elétrica ao utilizar o circuito. Contudo é de responsabilidade dos usuários velar para que os contatos diretos não ocorram, tomando diversas precauções, entre as quais destacam:

- Verificar o bom estado de fios e tomadas dos aparelhos elétricos.

- Trocar a tomada ou interruptor em mau estado.

- Impedir que os meninos introduzam seus dedos ou objetos metálicos (pregos, agulhas, etc.) nas tomadas, utilizando modelos especiais ou cobrindo seus orifícios.

- Não manipular nenhum aparelho elétrico com as mãos ou outra parte do corpo úmida ou molhada.

- Verificar o bom estado dos conduite s, derivações e aparelhos elétricos.

estado dos conduite s, derivações e aparelhos elétricos. Contato direto b) Contato indireto: existe um outro

Contato direto

b) Contato indireto: existe um outro tipo de acidente elétrico, produzido pela perda do

isolamento dos equipamento elétrico. Por exemplo, uma geladeira pode ficar com o móvel ou estrutura energizada pela perda do isolamento de algum condutor ou conector, que faz contacto com a carcaça. Como a estrutura metálica dos aparelhos elétricos não formam parte do circuito, sob nenhuma circunstância devem apresentar uma voltagem que arrisquem a vida das pessoas. A finalidade da carcaça metálica dos aparelhos elétricos é dar forma ao aparelho e proteger ao usuário da possibilidade de estabelecer contato direto com as partes energizadas do mesmo. Por isto, é de grande importância prevenir as falhas do isolamento.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS Contato indireto Efeito da eletricidade sobre o corpo humano Se uma corrente elétrica atravessa

Contato indireto

Efeito da eletricidade sobre o corpo humano

Se uma corrente elétrica atravessa ao corpo humano se pode produzir a morte. Quase

sempre, a causa está no coração que submetido a uma atividade inten sa e irregular deixa de funcionar. Tem sido comprovado que uma corrente de somente 20 mA, mantida durante um certo tempo, pode produzir a morte se a descarga elétrica compromete diretamente ao coração. Isto pode acontecer se a corrente entra ao corpo por u ma mão e sai por um dos pés. Neste caso, o parada do coração começa aproximadamente aos 0,2 segundos do inicio

da descarga.

Fatores que determinam a resistência elétrica do corpo humano

O nível de perigosidade da descarga depende da facilidade com que a corrente passa pelo

corpo ou seja, a oposição que encontra a sua passagem. Se a oposição é mínima, as conseqüências serão piores. A única oposição que apresenta o corpo humano a uma descarga elétrica é sua própria resistência elétrica. Ela corresponde à soma da resistência da pele mais a resistência interna. Esta resistência depende da:

a) Constituição física do individuo : os mais expostos são as crianças, as pessoas doentes e

idosas e as mulheres grávidas.

b) Natureza do ponto de contato da descarga: o maior risco é a descarga elétrica entre

uma mão e a outra e entre uma mão e o pé do que uma descarga entre ambos pés. Do mesmo modo, se a pele estiver seca, o risco é menor do que quando ela está úmida.

c)Tensão da descarga: tem sido verificado que se a voltagem da descarga for alta, a resistência do corpo humano cai ou diminui. Isto é determinado na norma que indica qual é a resistência do corpo humano que protege contra contatos indiretos:

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

-Resistência do corpo humano sob baixa tensão : 3.000 . -Resistência do corpo humano com alta tensão : 1.000 .

Efeito da corrente elétrica no corpo humano

Além dos fatores relacionados com a resistência do corpo, os efeitos de uma descarga elétrica dependem do tempo e da intensidade da corrente que atravessa ao co rpo. A seguinte tabela apresenta os efeitos da corrente elétrica no corpo humano, conforme esta aumenta sua intensidade:

Intensidade da corrente

Efeitos no corpo humano

Até

1 mA

Imperceptível para o ser humano.

Entre 2 e 3 mA

Sensação de formigamento.

Entre 3 e 10 mA

A pessoa consegue, geralmente, se desprender do contato (liberação). Contudo, a corrente não é mortal.

De 10

a 50 mA

A corrente não é mortal se é recebida durante um pequeno lapso de tempo, em bora se aumente sua intensidade. Ao contrário, os músculos dos pulmões são afetados por câimbras que podem provocar a morte por asfixia.

De 50 a 500 mA

Corrente decididamente perigosa, conforme aumenta a duração do contato. Da lugar à fibrilaç ão cardíaca (funcionamento irregular do coração). Possivelmente ocasione a morte da pessoa.

Mais de 500 mA

Diminui a possibilidade de fibrilação cardíaca, porém aumenta o risco de morte por paralisia dos centros nervosos ou a causa de fen ômenos secundários como queimaduras ou golpes produto da queda devido à violência da descarga.

Na tabela se pode ver que os efeitos da eletricidade aumentam sua gravidade conforme aumenta a intensidade da corrente que atravessa ao corpo da pessoa. Por is so não somente a intensidade da corrente têm que ser tomada em consideração para verificar a gravidade do choque elétrico. O tempo de contato da descarga elétrica é também um fator muito importante. O seguinte gráfico mostra o tempo máximo que pode durar u ma descarga elétrica dependendo da intensidade que tem, para não ter conseqüências fatais.

1.-Zona não perigosa para a integridade física das pessoas.

2.-Zona perigosa. Seguindo a variação da curva desde cima para

perigo de tetanização ao de asfixia e logo depois, à fibrilação cardíaca. No gráfico se observa que quanto maior for a corrente que atravessa ao individuo, menor é o tempo durante o qual o corpo humano pode suportar a descarga. Do anterior, se pode concluir que

abaixo, se passa do

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

para minimizar os efeitos de uma descarga elétrica no caso de um acidente por contacto indireto, devem ser tomar as seguintes precauções:

- Diminuir ao máximo as tensões por contacto indireto.

- Se há uma falha no isolamento, as proteções devem atuar no mínimo tempo.

- Evitar a operação de aparelhos elétricos em locais úmidos, sem tomar as medidas de segurança pertinentes.

úmidos, sem tomar as medidas de segurança pertinentes. Sistemas de proteção contra contatos indiretos Para evitar

Sistemas de proteção contra contatos indiretos

Para evitar acidentes elétricos por descarga ou contatos indiretos existe uma série de medidas de proteção, entre as quais se pode mencionar:

- Uso de transformadores de isolamento.

- Uso de tensões muito baixas, por exemplo, de 12 ou 24 volts (campainhas, iluminação de piscinas, etc.).

- Uso de duplo isolamento, como em secad ores de cabelo. Além das medidas de proteção, existem outras duas que são de amplia utilização no nosso país:

a)Ligação a terra (T.P.). b)Uso de interruptores diferenciais.

Estas duas medidas têm provado sua eficiência na minimização dos efeitos que pode produzir uma descarga elétrica por contatos indiretos, sempre que tenham sido feitas corretamente.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Ligação à terra (T.P.)

O objetivo de uma ligação à terra é:

a) Ligar à terra (ao chão) a corrente gerada por uma falha do isolamento que tenha

energizado a carcaça do equipamento elétrico.

b) Evitar que na carcaça metálica do equipamento elétrico apareça alguma tensão perigosa

para a vida humana. c) Permitir que a proteção do circuito (disjuntor termomagnético) isole a falha num tempo inferior aos 5 segundos.

Tensão de segurança (Vs)

Como tem sido dito, uma ligação à terra deve controlar o nível da tensão ou voltagem que aparece na carcaça do aparelho elétrico perante uma falha no isolamento. A tensão máxima aceitável é de:

- 65 V, em ambiente seco ou d e baixo risco elétrico (habitação interior e seca).

- 24 V, em ambiente úmido ou de grande risco elétrico (à intempérie, local úmido de forma permanente, banheiro, etc.).

Exigência de uma ligação a terra (Rtp)

Para que uma ligação à terra atinja os obje tivos indicados anteriormente, ou seja capaz de reduzir a tensão da carcaça a 65 ou 24 V segundo o caso, deve ter um ótimo contato elétrico com o chão. Trata-se de lograr que a tensão que adquire a carcaça com relação ao chão, não atinja valores perigosos para o corpo humano. Então se deve realizar uma conexão com a terra que facilite a diminuição da voltagem, permitindo a circulação de corrente até o chão.

Para poder obter isto, a ligação com a terra deve ter uma resistência muito pequena à passagem da corrente. Esta situação é avaliada a través da resistência da proteção com a terra (Rtp) e seu valor maior se obtém mediante a seguinte formula:

Vs

Rtp = ------------- = ohm

Onde:

2,5 x

In

Rtp = Valor máximo da resistência na ligação a terra, em ohm. Vs = Tensão ou voltagem de segurança, em volt.(65 V em local seco e 24 V em

In

ambiente úmido). = Corrente nominal da proteção do circuito (disjuntor ou fusível) em ampère.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Por exemplo, para calcular o valor Rtp de uma instalação elétrica executada num lugar seco, onde seu circuito está protegido por um disjuntor d e 10 A, aplicamos a formula:

V s

65

65

Rtp = ------------- = -------------- = ------ = 2,6

2,5 x

2, 5

x

In

10

25

Veja que a resistência da ligação à terra não deve ser superior aos 2,6 ohms, sendo este um valor bastante baixo. Se for aplicado o mesmo exemplo numa instalação realizada em um ambiente úmido:

Vs

24

24

Rtp = ------------- = -------------- = ------- = 0,96

2,5 x

In

2,5

x

10

25

Neste casso a resistência deve ser muito menor, só 0,96 ohm, porque a voltagem máxima que deve ter a carcaça é de somente, de 24 V. Então se deve desviar muito mais corrente por a ligação com a terra, porque em ambientes úmidos os efeitos da eletricidade são mais prejudiciais ou negativos que nos ambientes secos.

Execução de uma ligação à terra

Para atingir valores de Rtp tão baixos como os dos exemplos anteriores, devemos considerar uma série de fatores:

- Que o terreno seja bom condutor (argila e com umidade permanent e).

- Que a forma em que se efetue a ligação a terra seja o mais adequada.

- Utilizar aditivos para diminuir a resistência da ligação à terra.

O primeiro destes valores não é controlável, pois o terreno será o do lugar onde é feita a instalação e pode ser muito condutor ou praticamente isolante (como as zonas de rocas).

O segundo fator corresponde ao tipo de ligação à terra que seja feita. Entre os sistemas mais comuns está o uso de:

- Barras ou eletrodos verticais (lança).

seja feita. Entre os sistemas mais comuns está o uso de: - Barras ou eletrodos verticais

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

- Fios elétricos ou condutores enterrados na horizontal.

ELÉTRICAS - Fios elétricos ou condutores enterrados na horizontal. - Malha ou grades enterradas. EDUBRAS Página

- Malha ou grades enterradas.

ELÉTRICAS - Fios elétricos ou condutores enterrados na horizontal. - Malha ou grades enterradas. EDUBRAS Página
ELÉTRICAS - Fios elétricos ou condutores enterrados na horizontal. - Malha ou grades enterradas. EDUBRAS Página

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

O terceiro dos fatores adiciona alguns produtos ao lugar onde será feita a montagem, para que o terreno adjacente à ligação com a terra seja mais condutor, baixando o valor de Rtp.

O montador deverá sempre avaliar estes três fatores, para decidir de acordo às

características do terreno, que tipo de ligação à terra vai a utilizar e se é ou não necessário adicionar aditivos ao terreno.

Na execução de uma ligação à terra, com malhas e condutores horizontais enterrados

usualmente se utilizam condutores de cobre onde sua seção não deve ser inferior aos 16

mm 2 . No caso dos eletrodos, estes são de uma alheação de aço com capa de cobre (copperweld) e com diâmetro de 5/8” e comprimen to de 1,5; 2,0 e 3,0 metros.

Uma vez executada a ligação à terra e tendo verificado que cumpra com o valor de Rtp correspondente, todas as carcaças dos aparelhos elétricos deveram ser ligadas à terra. Para que isto seja possível, toda a instalação elét rica deve contar com um condutor especial chamado “terra de proteção” ou terceiro condutor. Ë de similares características que os condutores fase e neutro e deve estar presente em todas as tomadas de corrente da instalação elétrica, atingindo todos os circ uitos e ligado à terra. Para ser identificado se utilizam as cores verde e amarelo no seu isolamento.

INTERRUPTOR DIFERENCIAL

Muitas vezes resulta difícil atingir valores de Rtp como os indicados anteriormente, por mais que sejam tomadas todas as precauções mencionadas. Contudo, é possível utilizar um dispositivo que satisfaz a ligação com a terra, assim como diminui os riscos para as pessoas. Trata-se do interruptor diferencial. É um dispositivo de proteção de muita sensibilidade, que detecta a corrente de fuga originada por uma falha no isolamento nos aparelhos elétricos ou no circuito que está sob sua proteção. A corrente de fuga é aquela corrente que se escapa dos condutores até a terra. Como exemplo, quando as carcaças dos aparelhos ficam energizados.

O interruptor diferencial está formado por uma parte central cilíndrica que forma um anel (núcleo ferromagnético). Ao redor do núcleo se encontram três bobinas. Por uma delas circula a corrente de entrada e pela segunda, circul a a corrente de saída. A terceira bobina (diferencial) tem uma grande quantidade de espiras (grande enrolamento) e é a que detecta a diferença entre a corrente de entrada e a da saída. Quando esta diferença excede certos valores limites é atuado o mecanism o que desliga o circuito protegido.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS Esquema de um interruptor diferencial Funcionamento Para cumprir sua função, o interruptor

Esquema de um interruptor diferencial

Funcionamento

Para cumprir sua função, o interruptor diferencial deve ser desligado em série com o circuito que se deseja proteger. A traves dele, pass a a face e o neutro da instalação elétrica.

o circuito que se deseja proteger. A traves dele, pass a a face e o neutro

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Conexão

O protetor diferencial mede ou aporta dados em tudo momento, da corrente que entra pela

fase (IF) e a corrente que entra pelo neutro (IN), avaliando seus valores para conhecer a corrente diferencial (ID), de acordo com a seguinte formula:

IF - IN

= ID

De esta maneira, podem ocorrer duas situações:

1-

Que a corrente de entrada seja igual à corrente de saída (IF = IN).

É

dizer, a corrente de fuga é zero (ID = 0). Por isso, não há escape de corrente à terra ou

seja, não há falha no isolamento e então o interruptor diferencial não atua.

 

IF

-

IN

=

ID

=

0

2-

Que a corrente de entrada seja diferente à corrente de saída (IF = IN).

É dizer, a corrente de fuga é mai or do que zero (ID>0).Isto significa que :

IF

-

IN

=

ID

0

Por isto:

- Não todas as corrente que entram no consumo estão retornando pelo neutro.

- Então se apresenta uma falha do isolamento.

- Por ele a estrutura do aparelho fica energizada.

- Haverá pelo tanto, uma corrente de fuga à terra.

- O protetor medirá esta corrente ID.

Se ID é maior que a sensibilidade do protetor (seu valor usual é de 0,03 A, é dizer, 30 mA) ele atuará desligando o circuito, evitando a permanência de uma tensão de contat o indireto na carcaça do aparelho.

Aplicações do protetor diferencial

Como foi lembrado com anterioridade, atingir valores de Rtp suficientemente baixos é difícil. Por isso, a ligação à terra por si só não basta para proteger às pessoas contra a aparição de tensões por contato indireto. Isto ocorre, sobretudo, quando se utilizam eletrodos em barra Copperweld (javalina) de 1,5 metros e 5/8” de diâmetro e que fornecem valores para Rtp que variam entre 40 e 100 ohms. Como estes valores estão muito por encima dos valores máximos de Rtp para atingir a voltagem de segurança (Vs), uma solução é combinar a ligação à terra com um interruptor diferencial. Esta combinação é uma excelente medida de segurança contra contatos indiretos. Quando se utiliza um interruptor diferencial combinado com uma ligação à terra, o valor de Rtp pode ser calculado com a seguinte formula:

 

Vs

Rtp =

-----

ID

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Onde:

Rtp = Valor Maximo da resistência da ligação à terra, em ohm. Vs. = Tensão ou voltagem de segurança, em volt (65 v em ambiente seco e 24 em ambiente úmido). ID = Corrente de sensibilidade do interruptor diferencial, em ampère.

Por exemplo, para calcular a Rtp máxima de uma ligação com a terra deve atuar junto a um interruptor diferencial de 30 mA, em um lugar de alto risco elétrico (úmido), utilizamos a fórmula:

Vs

24

RTP = ---------- = ------------ = 800

ID

0,03

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

PRÁTICA

INSTALAÇÕES

ELÉTRICAS

2

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

MATERIAIS ELÉTRICOS E TERMINOLOGIA

A tecnologia avança a grandes passos e é por isso que conforme passa o tempo s e desenvolvem materiais segundo as necessidades que vão sendo geradas. A seguir, faremos uma breve discrição sobre os principais materiais e componentes elétricos.

1.- Lâmpadas

Desde que no ano 1889 Edison e Swan realizaram as primeiras lâmpadas produtor as de luz a partir da corrente elétrica até os nossos dias, a tecnologia há avançado consideravelmente, conservando sempre a base original ou seja que a produção de luz é feita, na maioria dos casos, mediante lâmpadas elétricas.

lâmpadas

incandescentes com um filamento de carbono introduzido dentro de uma ampola onde tinha sido feito o vácuo. O progresso tecnológico na eficácia das lâmpadas incandescentes consiste simplesmente, na utilização d e materiais mais aptos para a construção dos filamentos, os quais suportam temperaturas cada vez mais elevadas sem sofrerem nenhuma falha. O principio de funcionamento da lâmpada incandescente é basicamente o seguinte: se faz passar corrente por um fio elé trico, geralmente de tungstênio denominado filamento e montado no interior de uma ampola de vidro na qual se há efetuado o vácuo. O aspecto construtivo se mostra na figura seguinte onde é fácil apreciar que desde o borne superior um condutor atinge o filam ento e se comunica com a porca metálica mediante outro condutor. Em definitiva a corrente elétrica passa pelos condutores e atravessa o filamento, emitindo luz.

a)

Lâmpadas

incandescente s:

Edison

e

Swan

fizeram

as

primeiras

Soquete Ampola Lâmpada

Soquete

Ampola

Lâmpada

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS b) Lâmpadas de descarga fluorescente: princípios semelhantes às de néon. A figura seguinte

b) Lâmpadas de descarga fluorescente:

princípios semelhantes às de néon. A figura seguinte ilustra a denominada como “tubo fluorescente” e tem eletrodos em seus extremos os que ao receberem energia elétrica

produz a reação do gás contido no tubo, gerando luz.

As

lâmpadas

de descarga

trabal ham

sob

produz a reação do gás contido no tubo, gerando luz. As lâmpadas de descarga trabal ham
produz a reação do gás contido no tubo, gerando luz. As lâmpadas de descarga trabal ham

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

c) Lâmpadas incandescentes alógenas: Devido ao fenômeno de evaporação produzido no

interior das lâmpadas incandescentes convencionais, elas podem ser feitas só para pequenas potências e sua duração é limitada. As denominadas lâmpadas alógenas solucionam este problema a través da aplicação, no interior da ampola, de um composto de iodo que produz uma reação sobre o tungstênio evitando sua evaporação e conseguindo assim, uma maior vida útil, aumentando a potência em tamanhos reduzidos e controle mais exato da luminosidade .

Lâmpada

Lâmpada

d) Lâmpada néon: É diferente à anterior pois não tem filamento e no seu interior dois fios

elétricos ficam enfrentados e como a ampola já contêm gás néon sob baixa pressão, este gás é afetado pela energia elétrica que recebem os filamentos, produzindo uma luminosidade tênue.

Cabo de alta tensão Eletrodo
Cabo de alta tensão
Eletrodo

e) Lâmpadas de descarga: A lâmpada fluorescente utiliza o principio da descarga elétrica

nos gases, porém também existem outras diferentes àquela pela cor da luz, o fluxo

luminoso, seu rendimento e custo. As lâmpadas descritas a seguir são utilizadas nas fábricas, nas ruas, estradas e outros usos específicos:

- De vapor de mercúrio.

- De luz misturada.

- De vapor de sódio a baixa pressão.

- De vapor de sódio a alta pressão.

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Ampola exterior Eletrodos principais Eletrodo de encendido resistor Soquete goliat de rosca
Ampola
exterior
Eletrodos
principais
Eletrodo de
encendido
resistor
Soquete
goliat de
rosca
Eletrodo de encendido resistor Soquete goliat de rosca 2.- Fusíveis É um dispositivo de proteção e

2.- Fusíveis

É um dispositivo de proteção e sua função é interromper o circuito de uma instalação ou parte de ela pela fusão de suas partes constitutivas, quando a corrente que circula por ele excede um valor preestabelecido em um período de tempo dado.

quando a corrente que circula por ele excede um valor preestabelecido em um período de tempo

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3.-Tomada de corrente

As tomadas fêmeas estão formadas, em geral, por uma tampa e por um dispositivo que tem os contatos elétricos, feitos de latão, os quais se alojam os extremos dos condutores uma vez quitada seu isolamento . Estes dispositivos encontram -se dentro de caixas, de modo que sua tampa fique no nível da parede ou pode ser fixada na parede sem fazer nela um lugar para o seu alojamento. No caso de ser necessária uma conexão móvel pode ser utilizada tomada fêmea ligadas por um fio elétrico duplo com uma tomada macho fixa. Existem na versão embutido e sobreposto.

tomada macho fixa. Existem na versão embutido e sobreposto. Três condutores (Fase neutra e terra de

Três condutores (Fase neutra e terra de proteção)

4.-Botão

condutores (Fase neutra e terra de proteção) 4.-Botão Dois condutores (Fase e volta da fase) É
condutores (Fase neutra e terra de proteção) 4.-Botão Dois condutores (Fase e volta da fase) É
condutores (Fase neutra e terra de proteção) 4.-Botão Dois condutores (Fase e volta da fase) É

Dois condutores (Fase e volta da fase)

É um aparelho que permite abrir ou fechar um circuito em quanto se mantêm uma certa pressão sobre ele. No mercado encontramos botões normalmente abertos (NA ou NO) e normalmente fechados (NC). Seu uso é muito comum em circuitos de campainha, relógio automático de escala, etc. Nas lojas se pode encontrar de embutir e externos.

Atuador isolado Parafuso Condutor Mola
Atuador isolado
Parafuso
Condutor
Mola

Contatos

metálicos

5.-Interruptor

É um dispositivo capaz de abrir ou fechar um circuito elétrico a través de um acionamento mecânico e é uma peça metálica acionada por um mecanismo e separa ou faz contato com um terminal que liga ao condutor, interrompid o precisamente na peça móvel. Na figura seguinte está um interruptor unipolar ou de um efeito, chamado assim, porque interrompe um fio só. Quando por necessidades de circuito devem ser interrompidos dois ou mais

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condutores em forma simultânea, usamos os in terruptores bipolares ou multipolares. Dentro da gama de interruptores existentes no mercado, podemos citar os seguintes:

a) Interruptor monopolar ou 9/12.

b) Interruptor bipolar ou 9/15.

c) Interruptor tripolar ou 9/32.

d) Interruptor de combinação ou 9/24.

e) Interruptor de dupla combinação ou de cruzamento.

É importante destacar que cada um destes modelos se encontram em duas versões:

- Embutidos.

- Externos.

Interruptor 9/12

em duas versões: - Embutidos. - Externos. Interruptor 9/12 Interruptor 9/15 Interruptor 9/32 Dois co ndutores
Interruptor 9/15
Interruptor 9/15
- Embutidos. - Externos. Interruptor 9/12 Interruptor 9/15 Interruptor 9/32 Dois co ndutores (Fase e volta
Interruptor 9/32
Interruptor 9/32
Externos. Interruptor 9/12 Interruptor 9/15 Interruptor 9/32 Dois co ndutores (Fase e volta de fase) Três

Dois co ndutores (Fase e volta de fase)

Três condutores (Fase e duas voltas de fase)

Quatro condutores (Fase e três voltas de fase)

fase) Três condutores (Fase e duas voltas de fase) Quatro condutores (Fase e três voltas de
fase) Três condutores (Fase e duas voltas de fase) Quatro condutores (Fase e três voltas de
fase) Três condutores (Fase e duas voltas de fase) Quatro condutores (Fase e três voltas de

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Interruptor 9/24

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS Interruptor 9/24 Três condutores (Fase e duas pontes) Interruptor 9/24 Três condutores (Volta

Três condutores (Fase e duas pontes)

Interruptor 9/24 Três condutores (Fase e duas pontes) Interruptor 9/24 Três condutores (Volta de fase e

Interruptor 9/24

9/24 Três condutores (Fase e duas pontes) Interruptor 9/24 Três condutores (Volta de fase e duas

Três condutores (Volta de fase e duas pontes)

9/24 Três condutores (Volta de fase e duas pontes) Interruptor de cruze   Quatro condutores (Duas

Interruptor de cruze

 
 
Quatro condutores (Duas pontes que entram e duas que saem)

Quatro condutores (Duas pontes que entram e duas que saem)

Interruptor de cruze

pontes que entram e duas que saem) Interruptor de cruze Quatro condutores (Dois que entram e

Quatro condutores (Dois que entram e dois que saem)

de cruze Quatro condutores (Dois que entram e dois que saem) 6.- Bateria Basicamente é um

6.- Bateria

Basicamente é um recipiente que contêm ácido sulfúrico e água. Em dita solução se submergem lâminas de zinco e cobre, com a finalidade de produzir uma reação química capaz de estabelecer uma corrente elétrica. São muito difundidas as bater ias que têm placas de chumbo e peróxido de chumbo submergidas em um eletrólito composto por água e ácido

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sulfúrico e são fabricadas de acordo à quantidade de energia elétrica que devem fornecer ao circuito que alimentam. Seu aspeto físico é mostrado na seg uinte figura.

7.- Pilhas

aspeto físico é mostrado na seg uinte figura. 7.- Pilhas É um dispositivo que gera energia

É um dispositivo que gera energia elétrica pela reação química produzida no seu interior. É

utilizada para alimentar circuitos que não tenham muito consumo e considerada em forma básica se pode dizer que uma pila está formad a por um vasilhame de zinco e no seu interior tem uma barra de carvão isolada eletricamente. O recipiente de zinco é cheio com um composto químico que permite uma reação química capaz de produzir uma corrente elétrica.

reação química capaz de produzir uma corrente elétrica. 8.- Painel É uma peça para a instalação

8.- Painel

É uma peça para a instalação elétrica no qual se concentram dispositivos de proteção e de

controle. Desde ele se pode proteger e operar toda a instalação ou parte de ela. A quantidade de painéis é determinada de acordo com a segurança e função da instalação, segundo a distribuição do prédio e finalidade de cada uma de suas partes.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

9.- Medidor

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 9.- Medidor Em corrente alternada monofásica, a energia elétrica se mede por meio dos
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 9.- Medidor Em corrente alternada monofásica, a energia elétrica se mede por meio dos

Em corrente alternada monofásica, a energia elétrica se mede por meio dos denominados medidores ou contadores e se trata de aparelhos destinados a determinar o consumo de energia elétrica em forma acumulativa, é dizer, registra o gasto de energia que se há efetuado em um tempo determinado. Este dispositivo de medição é instalado pela respectiva empresa distribuidora de energia elétrica e lacrado com chumbo para evitar intervenções nos seus registros. Toda intervenção estranha no sistema de registro é penalizado pela lei.

União com a rede elétrica União ao painel

União com a rede elétrica

União ao

painel

10.- Instrumento de medição

Nos circuitos é imprescindível controlar o valor das distintas magnitudes elétricas que em eles atuam e dentro dos aparelhos de mediçã o mais utilizados na prática encontramos:

a) Voltímetro (para medir tensões ou voltagens)

b) Amperímetro (para medir a intensidade da corrente)

c) Óhmetro (para medir resistência elétrica)

d) Wattímetro (para medir potência).

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 11.- Transformador É uma máquina elétrica formada por duas bobinas isoladas entre si e
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 11.- Transformador É uma máquina elétrica formada por duas bobinas isoladas entre si e
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 11.- Transformador É uma máquina elétrica formada por duas bobinas isoladas entre si e
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 11.- Transformador É uma máquina elétrica formada por duas bobinas isoladas entre si e

11.- Transformador

É uma máquina elétrica formada por duas bobinas isoladas entre si e que ficam sobre uma forma de plástico ou cartão. No seu interior colocam -se laminas de ferro que é o núcleo. Este dispositivo elétrico pode elevar ou reduzir voltagens segundo a necess idade do circuito que se deseja alimentar.

segundo a necess idade do circuito que se deseja alimentar. 12.- Gerador Máquina destinada a gerar
segundo a necess idade do circuito que se deseja alimentar. 12.- Gerador Máquina destinada a gerar

12.- Gerador

Máquina destinada a gerar energia elétrica e se classificam de acordo às características da corrente que geram.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

a) Dínamo: máquina que gera corrente continua e quase não se utilizam para fornecer corrente ao lar, não entanto tem aplicação nos carros como fonte de energia que recarga à bateria dos mesmos.

b) Alternador: máquina que fornece corrente alternada e seu uso como fonte de energia elétrica no lar é muito difundido, sobre tudo conside rando que a corrente alternada é muito mais fácil de transportar a longas distâncias sem sofrer as apreciáveis perdas que origina o transporte de corrente continua.

perdas que origina o transporte de corrente continua. 12.- Motor O motor elétrico é um dispositivo
perdas que origina o transporte de corrente continua. 12.- Motor O motor elétrico é um dispositivo

12.- Motor

O motor elétrico é um dispositivo capaz de converter a energia elétrica em energia mecânica e sua aplicação é muito variada com a finalidade de acionar bombas, elevadores, aparelhos eletrodomésticos, etc. O motor pode ser classificado para corrente continua e para corrente alternada. Também o motor de corrente altern ada está dividido em dois tipos:

monofásicos e trifásicos.

Também o motor de corrente altern ada está dividido em dois tipos: monofásicos e trifásicos. EDUBRAS

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13.- Retificador

Elemento desenhado para converter a corrente alternada em continua e se usa fundamentalmente como fonte de alimentação.

Potência Cinza Negro Ponte retificador
Potência
Cinza
Negro
Ponte retificador

14.- Condensador

Também chamado de capacitor, cumpre a missão de armazenar energia elétrica e o mais utilizado dentro do área elétrica é o eletrolítico que se caracteriza por apresentar uma apreciável capacidade de armazenagem da energia elétrica. O uso do condensador é de:

a) Contribuir ao melhoramento do fator potência das instalações.

b) Ajudar na partida dos motores monofásicos.

Normalmente o condensador eletrolítico utilizado para esta função não é polarizado.

utilizado para esta função não é polarizado. 15.-Porta-lâmpada Este dispositivo de contato para as

15.-Porta-lâmpada

Este dispositivo de contato para as lâmpadas pode ser fabricado em latão e suporte de plástico ou de cerâmica.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS TERMINOLOGIA 1.- Ligação à terra de serviço (T.S.): consiste na união do condutor neutro

TERMINOLOGIA

1.- Ligação à terra de serviço (T.S.): consiste na união do condutor neutro de cada instalação interior com a terra.

2.- Ligação à terra de proteção (T.P.): toda peça condutora que pertence à instalação elétrica ou seja parte do equipamento elétrico e que não seja parte integrante do circuito, poderá conectar-se com uma ligação à terra de proteção para evitar tensões perigosas.

3.- Canalização: conjunto formado com condutores elétricos e acessórios que seguram sua fixação e proteção mecânica. Normalmente, as canalizações se classificam em:

a) À vista.

b) Ocultas.

c) Embutidas

d) Pré-embutida.

e) Subterrânea.

4.- União: é a conexão entre a rede de distribuição elé trica e a instalação interior. Uma união está formada pelas seguintes partes:

a) Acometida.

b) Baixada.

c) Caixa de união.

d) Medidor.

5.- Isolador: conjunto de elementos isolantes que permitem a execução de uma instalação ou construção de um aparelho ou equipo. Sua finalidade é isolar as partes ativas.

6.- Isolamento:

equipamento ou isolamento.

magnitude numérica que caracteriza o isolamento de um material,

7.- Medidor: elemento da instalação destinado a controlar o passo da energia elétrica.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

8.- Aparelho: elemento fixo ou portátil de uma instalação, que consome energia elétrica.

9.- Circuito: conjunto de peças elétricas ligados por uma linha comum de distribuição, a qual é protegida por um único dispositivo de proteção.

10.- Condutor ativo: fio elétrico destinado ao transporte de energia elétrica. Se aplicará esta qualificação ao condutor de fase e neutro em um sistema de corrente alternada ou ao condutor, positivo ou negativo, em sistema de corrente continua.

11.- Conector: dispositivo destinado a estabelec er uma conexão elétrica entre dois ou mais condutores por meio de pressão mecânica.

12.- Falha: alteração permanente dos parâmetros de um circuito.

13.- Curto-circuito: falha em que o valor da impedância é muito pequeno.

14.- Falha à massa: é a união acidental que se produz entre um condutor ativo e a tampa ou bastidor metálico de um aparelho elétrico qualquer.

15.- Falha à terra: união de um condutor ativo com à terra ou equipamento condutor conectado à terra.

16.-_Sobre-corrente:

elétrica. Pode ser provocada por qualquer das falhas descritas anteriormente ou por uma

corrente que ultrapassa o valor permitido em uma montagem

sobrecarga.

17.- Massa:

parte condutora de um equipamento elétrico isolada com relação

aos

condutores ativos e que sob condições de falha pode ficar submetida à tensão.

18.- Instalação interior: instalação elétrica construída dentro de uma casa particular e para uso exclusivo de seus ocupantes. Pode fica no interior dos prédio como à intempérie.

19.- Local de reunião de pessoas: assim são considerados os teatros, cinemas, salas de conferência, centros sociais, edifícios destinados ao culto, à educação, cárceres, hotéis, restaurantes, cabarés, grandes locais comerciais e outros similares aos acima indicados.

20.- Proteções: dispositivos destinados a desligar um sistema, circuito ou aparelho quando eles alteram suas condições normais de funcionamento.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Panel Disjuntor 20A Instalação do circuito
Panel
Disjuntor 20A
Instalação do circuito

21.- Disjuntor: dispositivo de proteção de controle manual e tem a finalidade de desligar, automaticamente, um circuito ou instalação pela ação de um elemento bimetálico e um elemento eletromagnético, quando a corrente que circula por ele excede um valor pré - estabelecido, em um certo período de tempo.

um valor pré - estabelecido, em um certo período de tempo. 22.-Protetor térmico: elétricos, mediante a

22.-Protetor térmico:

elétricos, mediante a ação de um elemento que atue por variação da temperatura.

dispositivo destinado à proteção

de sobre-cargas de aparelhos

atue por variação da temperatura. dispositivo destinado à proteção de sobre-cargas de aparelhos EDUBRAS Página 54

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

23.- Protetor diferencial: dispositivo de proteção destinado a desligar um circuito quando nele exista uma descarga ou falha à t erra. Atua quando a soma vetorial da corrente a traves dos condutores do circuito é maior do que um valor pré -estabelecido.

Contatos principais Linha Bobina de desconexão Toróide diferencial
Contatos principais
Linha
Bobina de
desconexão
Toróide diferencial

Ligação

a terra

24.- Sobre-carga: aumento da potência absorvida pelo aparelho consumidor além de sua potência nominal.

25.-Pessoal qualificado: pessoal capacitado na montagem e operação das instalações e seus equipamentos e familiarizados com as possíveis falhas que podem acontecer.

26.- Equipamento elétrico:

regulagem, de segurança ou de controle e os acessórios que se encontram numa montagem elétrica. A natureza de cada equipamento se qualificará de acordo aos testes feitos durante sua homologação:

termo genérico aplicável aos aparelhos de operação, de

a) Aberto: apto para ser instalado em local fechado ou ambiente sec o.

b) A prova de pingos d’água: equipamento construído para suportar a ação vertical de gotas de água evitando que elas penetrem no seu interior.

c) A prova da chuva: construído de modo que ao ser submetido à ação da chuva, por mais desfavorável que seja sua con dição (45º C), não entre água no seu interior.

d) Impermeável: construído para trabalhar na água sem que ela entre no seu interior.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

e) A prova de poeira: construído de modo que ao ser instalado em ambientes com poeira.em suspensão, ela não penetre ao seu interio r.

f) A prova de explosão: equipamento montado em uma caixa e capaz de suportar uma explosão no seu interior. Uma mistura gasosa que o rodeia quando sucede a explosão ou quando no seu interior se produzem chispas mantém sua temperatura exterior abaixo do ponto de inflamação da mistura gasosa que o rodeia.

TECNOLOGIA DO MATERIAL

Condutores: são utilizados para transportar energia elétrica até os aparelhos de consumo. Existem muitos materiais que cumprem esta condição, co mo o ouro, a prata, o cobre e o alumínio, em ordem decrescente. O elevado custo dos dois primeiros materiais restringe sua utilização a casos muito especiais. O cobre e o alumínio, inferiores na qualidade da condução são utilizados porque sua exploração co mercial é a mais econômica.

CLASSIFICAÇÃO DOS CONDUTORES SEGUNDO SUA CONSTITUIÇÃO

Cabo:

denomina arame quando o condutor é cilíndrico e de um fio só. Encontra -se comercialmente com ou sem isolamento e se utiliza nas instalações elétricas quando os condutores permanecem fixos.

se caracteriza porque sua alma condutora está constituída por uma peça só. Se

Fio: sua principal característica é a alma. Ela está formada por uma série de arames finos de baixa tensão e permite uma grande flexibilidade. Em instala ções elétricas de baixa tensão é usado exclusivamente o cobre na forma de arame, fio ou barras. O fio está formado por vários fios de seção fina e enrolados com uma leve torção ou espiral. Pode ser encontrado no mercado com isolamento comum e é usado para ligar componentes elétricos portáteis devido à flexibilidade sob movimento constante. Também se utiliza fio quando a intensidade da corrente é muito elevada e o uso de cabos rígidos é muito difícil. Geralmente, estes condutores são usados com isolamento p ara casos específicos como a distribuição de energia. Quando se usam nus, eles são montados a uma certa altura, condição que impede um fácil acesso. O isolamento do condutor é feito mediante materiais derivados do plástico e os diferentes tipos de isolamen tos são aprovados para as condições da instalação respectiva e recebem uma designação de parte do fabricante, na qual os catálogos permitem eleger o condutor mais adequado depois de ter determinado sua seção.

Arame
Arame
Arame Cabo
Cabo
Cabo

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

CARACTERÍSTICAS DOS CONDUTORES SEGUN DO SEU ISOLAMENTO

CONDIÇÕES DE USO PARA CONDUTORES ISOLADOS E SEÇÕES MÉTRICAS

Tipo de

Designação

Temperatura de serviço Cº

Tensão de

Condição de uso (Tendido Fixo)

isolamento

serviço

 

máxima.

 

Admissível

à terra

Condutor

NYA

70

660

CA

Instalação interior em

unipolar

750

CC

ambiente seco e montado no interior de um conduite ou diretamente sobre isoladores.

isolamento

 

de PVC.

Condutor

NSYA

70

660

CA

Em locais úmidos e à

unipolar

750

CC

intempérie sobre isolador, ligando lares e fora do alcance da mão. Tendido fixo protegido para ligar máquina-ferramentas ou similares.

especial

 

isolante

de PVC.

Cabo

NYY(1)

70

660

CA

Para montar tanto em

multicondu-

750

CC

locais secos ou úmidos, à intempérie e sem ficar exposto aos raios solares, em calhas, enterrados, com proteção adicional quando está exposto a possíveis danos mecânicos.

tor,

 

isolamento

de PVC

Cabo plano

TPS

70

660

CA

Para instalações sob o teto,

multicondu-

NYIF

750

CC

em conduites à vista ou ocultos. Não pode ficar perto de material com- bustível.

tor, isolador

NYIFY

 

de PVC

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

CONDIÇÕES DE USO DOS CONDUTORES ISOLADOS COM SEÇÃO AWG

Tipo de isolamento

Designação

Temperatura

Tensão

Condição de uso

máxima de

máxima de

serviço

serviço

ºC

V (CA)

Condutor unipolar com isolamento de PVC

T

60

600

Em

interiores

ou

ambiente

seco,

no

 

interior de conduite ou

montado

diretamente

sobre isolador.

Condutor unipolar com isolamento de PVC resistente à umidade.

THW (1)

60

600

Id.

“T”

porém

para

ambiente

seco

ou

úmido

e

mais

 

temperatura.

Condutor unipolar com isolamento de PVC e proteção de nylon resistente à umidade, mais temperatura, aos lubrificantes e combustíveis.

THWN

75

600

Id.

“THW”,

e

para

poder ser utilizado em

ambientes

onde

se

usam lubrificantes

e

combustíveis.

Cabo multicondutor; isolamento de PVC:

TM - 60

60

600

Para montar em locais

secos

e

úmidos,

à

 

intempérie,

sem

ser

exposto

aos

raios

solares,

em

calhas,

enterrados

no

chão,

com proteção

quando

estiver

exposto

a

possíveis

danos

mecânicos.

Cabo

com

multicondutor

de

isolamento

TM - 75

75

600

maior temperatura.

Id.

“TM

60”

com

a maiores temperaturas.

PVC

resistente

 

Cabo multicondutor com isolamento de PVC resistente à maior temperatura

TM - 90

90

600

maior temperatura.

Id.

“TM

75”

com

Condutor unipolar com isolamento de borracha resistente a maior temperatura.

RHH

90

600

Id. “THW” com maior temperatura

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Condutor unipolar o multipolar com isola- mento de borracha re- sistente à maior tem- peratura e proteção de neoprene

USE - RHW

75

600

para ambientes corrosivos, instalação subterrânea em conduite ou tubos, com proteção adicional se estiver exposta a possível dano mecâ- nico.

Id. “RHW”

Condutor unipolar ou multipolar com isola- mento de borracha para maior temperatura e proteção de neoprene.

USE - RHH

90

600

Id. “USE – RHW” Com maior temperatura

Cabo multicondutor com isolamento de borracha e proteção de neoprene.

EMM

90

600

Id. “USE – RHH”

Condutor unipolar com isolamento de borracha e proteção de PVC.

ET

90

600

Id. “EMM”

Condutor multipolar com isolamento de borracha e proteção de PVC.

EMT

90

600

Id. “EMM”.

Condutor unipolar com isolamento de polieti- leno.

PI

---

600

Para linhas ou tendidos aéreos à intempérie.

Condutor unipolar com isolamento de neoprene

NI

---

600

Id. “PI”.

Condutor unipolar com isolamento de polieti- leno.

PV

---

600

Id. “PI”.

Cabo unipolar extra- flexível com isola- mento de PVC.

WST (1)

75

600

Conexão flexível em painéis e máquinas

Condutor

multipolar

TCC (1)

75

600

Similar

“TTNU”

e

flexível.

para

instalação

de

controle remoto.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

CLASSIFICAÇÃO DO CONDUTOR SEGUNDO O NUMERO DE ALMAS ISOLADAS

Condutor simples ou mono -condutor: se trata de um condutor elétrico com uma única alma condutora, com ou sem proteção.

Condutor composto ou multicondutor: neste caso, o condutor tem duas ou mais almas condutoras isoladas entre si, cada uma com seu respectivo isolamento e com uma ou mais proteções.

MEDIDAS DOS CONDUTORES

Os condutores elétricos se medem pela seção que é o fator determinante na condutividade da corrente elétrica. São utilizados dois sistemas de m edição:

a) Sistema métrico: se baseia no milímetro quadrado (mm 2 ) como unidade de medida.

b) Sistema AWG (American Wire Gauge): se baseia na milésima da polegada circular (MC). Neste sistema os condutores são designados por um número. Quanto mais alto el e for mais fino é o condutor. Uma mil circular mil (1 MCM) é um área contida em um círculo com diâmetro de 1 milésima de polegada.

Tabela de equivalência de medidas AWG e métricas.

Seção

Seção

AWG

mm

2

Nº22

0.32

Nº20

0.51

Nº18

0.82

Nº16

1.31

Nº14

2.08

Nº12

3.31

Nº10

5.26

Nº08

8.37

Nº06

13.30

Nº04

21.15

Nº03

26.67

Nº02

33.62

Nº01

42.41

Nº00

53.49

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Alguns seções mínimas que podem ser usadas nas instalações elétricas.

a) Para instalação de iluminação: 1,5 mm 2 ou Nº 14 AWG.

b) Para instalação de força : 1,5 mm 2 ou Nº 14 AWG.

c) Para aquecimento: 2.5 mm 2

ou Nº 12 AWG.

É importante destacar, que os arames e cabos utilizados nas instalações elétricas se encontram normalizados por sua seção (mm 2 ) ou por sua medida AWG, enquanto que os cabos com verniz usados para bobinar motores e transformadores estão normalizados pelo seu diâmetro (mm) ou por sua medida AWG.

Código de cores para instalações elétricas monofásicas

Fase (F): Azul - negro - vermelho. Neutro (N): Branco. Terra de proteção (T.P.):Verde ou verde amarelo. Terra de serviço (T.S.): Branco.

Código de cores para instalações elétricas trifásicas

Fase 1 (R) Fase 2 (S)

Fase 3 (T)

Neutro (N) Terra de proteção (T.P.)

Terra de serviço (T.S.)

: Azul. : Negro. : Vermel ho. : Branco. : Verde ou verde amarelo. : Branco.

Distribuição de voltagens nas redes de distribuição

Neutro

Fase (R)

Fase (S)

Fase (T)

Iluminação pública.

R------------N = 220 V S------------N = 220 V T------------N = 220 V R------------S = 380 V R------------T = 380 V T------------S = 380 V

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Capacidade de transporte de corrente nos condutores elétricos

Toda a intensidade da corrente elétrica ao circular a traves de um condutor elétrico produz nele um aumento da temperatura. Este aumento de temperatura determina que a resistência elétrica do isolamento diminua, situação que produz uma perda na condição isolante. Além da perda da resistência elétrica são afetadas outras propriedades do condutor, tais como:

a) Menor resistência mecânica.

b) Envelhecimento prematuro.

Por este motivo, há uma norma que determina certos valores máximos de corrente para garantir que o aumento da te mperatura não exceda o limite recomendável de uso. As tabelas que a seguir são fornecidas mostram os limites de corrente dos condutores de seção milimétrica e AWG. Considere a temperatura ambiente de 30º C e um máximo de três condutores por conduite.

Intensidade da corrente admissível em condutores isolados (Seção milimétrica) Temperatura de serviço: 70ºC Temperatura ambiente : 30ºC

Seção nominal

Grupo 1

Grupo 2

Grupo 3 ( A )

(mm

2 )

( A )

( A )

0.75

-

12

15

1

11

15

19

1.5

15

19

23

2.5

20

25

32

4

25

34

42

6

33

44

54

10

45

61

73

16

61

82

98

25

83

108

129

35

103

134

158

50

132

167

197

70

164

207

244

Grupo 1: Condutor mono-polar no interior de tubulação ou conduite.

Grupo 2: Condutor multipolar, como isolamento comum e montado em conduite ou tubo metálicos; condutor com proteção de chumbo; cabos planos; cabos móveis ou portáteis.

Grupo 3: Condutor mono-polar tendido ou pendurado e considerando -se o espaço mínimo entre condutores igual ao diâmetro do condutor, assim como no cas o de montagens elétricas provisórias mediante condutor mono -polares.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Intensidade da corrente admissível em condutores isolados (Seção AWG) Temperatura de serviço: 60 e 75º C. Temperatura ambiente: 30ºC .

Seção de

Seção

GRUPO A Temperatura de serviço

GRUPO B Temperatura de serviço

referência

nominal

(mm

2 )

(mm

2 )

60ºC

75ºC

60ºC

75ºC

0,30

0,32

3

3

-

-

0,50

0,51

5

5

-

-

0,80

0,82

7,5

7,5

-

-

1,30

1,31

10

10

-

-

2

2,08

15

15

20

20

3,5

3,31

20

20

25

25

5,5

5,26

30

30

40

40

8,5

8,37

40

45

55

65

13

13,3

55

65

80

95

21

21,15

70

85

105

125

27

26,67

80

100

120

145

34

33,62

95

115

140

170

42

42,41

110

130

165

195

53

53,49

125

150

195

230

67

67,42

145

175

225

265

Grupo A: Até três condutores em um conduite ou tubulaçã o ou simplesmente enterrados.

Grupo B: Condutor simples ao ar livre.

Aplicação da tabela: Suponha que há necessidade de transportar uma intensidade de corrente de 16 A através de uma linha no interior de um duto com três condutores e a temperatura é de 29º C.

Seqüência para a busca do condutor certo

a) Buscar na tabela a intensidade. da corrente admissível para condutores isolados de seção

milimétricas”, Grupo 1. A intensidade de corrente que deverá passar pelo condutor (16 A).

b) Se o valor da intensidade da corrente não aparece nesta coluna, utilize o imediatamente

superior, neste caso, 20 A.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

c) Buscar a coincidência do valor com o valor indicado na coluna “Seção nominal”. Desta maneira se terá que a seção do condutor que deve ser utilizado é de 2 ,5 mm 2 .

Nota: Se a quantidade de condutores que se deseja montar no interior do conduite é superior a três, a intensidade da corrente obtida na tabela deve ser corrigida pelo fator “Fn”, conforme a tabela seguinte, válida para seções milimétricas e AWG.

Fator de correção segundo a quantidade de condutores (Fn)

Nº de condutores

Fator

4

-

6

0,8

7

-

24

0,7

25

42

- mais de 42

0,6

0,5

Fórmula para ser aplicada

Intensidade da corrente = Intensi dade que aparece na tabela x Fn

Nota: Também é importante destacar que se a temperatura ambiente é superior aos 30º C, a capacidade de intensidade da corrente transportada pelo condutor deve ser corrigida pelo fator “Ft”, o qual é fornecido nas duas ta belas que seguem. A primeira é para condutores de seção milimétrica e a outra para condutores com medida AWG.

Fator de correção por temperatura “Ft” (Seção milimétrica)

 

Temperatura ambiente (ºC)

Fator

Entre 30 até 35 Entre 35 até 40 Entre 40 até 45

0,94

0,87

0,80

Entre 45

até 50

0,71

Entre 50 até 55

0,62

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

 

Fator de correção por temperatura “Ft” (Seção AWG)

 

Temperatura ambiente (ºC)

Fator

 

60ºC

75ºC

Entre 30

até 40

0,82------0,88

Entre 40

até 45

0,71

------0,82

Entre 45

até 50

0,58

------0,75

Entre 50

até 55

0,41

------0,67

Entre 55

até 60

------0,58

Entre 60 até 70

 

------0,35

Fórmula a ser aplicada

Intensidade da corrente = Intensidade que aparece na tabela x Ft

Fórmula a ser aplicada para a correção da capacidade de transporte por “Ft” e “Fn”.

Intensidade de transporte = Intensidade da tabela x Ft x Fn

Aplicação prática

Determine a capacidade real de transporte de um condutor de 2,5 mm 2 de seção e no interior de um duto com sete condutores e sob uma temperatura ambi ente de 42º C.

Seqüência das operações para obter o resultado desejado

1) Buscar na tabela correspondente a intensidade da corrente admissível para condutor isolado e seção milimétrica de 2,5 mm 2 que indica uma capacidade de transporte de 20 A.

2) A tabela indica o fator de correção pelo número de condutores “Fn” entre 7 a 24 condutores, sendo que o fator de correção é 0,7.

3) A tabela indica que o fator de correção pela temperatura ambiente para condutor com seção milimétrica (Ft) se a temperatura fi ca entre 40º e 45º C, o fator de correção é 0,80.

4) Se com tudo isto se pode desenvolver a fórmula anterior, teremos que:

Intensidade de transporte = Intensidade da tabela x Fn x Ft = 20 x 0,7 x 0,8 = 11,2A.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

É importante destacar que se a capacidade de transporte é inferior à requerida, se deve usar um condutor de maior seção e repetir os cálculos. Outro fato importante que deve ser destacado é que esses fatores de correção se aplicam aos condutores que aumentam sua resistência elétrica quando aument a a temperatura, diminuindo a sua condutividade e aumentando as perdas por queda de tensão.

Seleção de um condutor: Na seleção de um condutor devem ser considerados os seguintes fatores:

a) Uma suficiente capacidade de transporte de corrente ou seja, adequ ada seção milimétrica ou AWG

b) Um bom comportamento dos condutores perante as condições ambientais ou seja, um adequado tipo de isolamento.

CONDUTOR ELÉTRICO NA INSTALAÇÃO ELÉTRICA DE BAIXA TENSÃO (BT)

No mercado, os condutores elétricos disponí veis são todos de cobre e formado, basicamente pelas seguintes partes:

a) Alma condutora: esta parte do condutor é feita de cobre e sua finalidade é a de conduzir a energia elétrica desde uma fonte de alimentação até os diferentes centros de consumo.

b) Alma isoladora: o isolamento de um condutor normalmente é feito com materiais termoplásticos tais como o policloreto de vinila (PVC) e polietileno (PE). É importante destacar que aproximadamente 91% dos condutores são isolados com estes materiais. A finalidade do isolamento é evitar que a energia elétrica entre em contato com as pessoas, tubulações metálicas ou carcaças metálicas de máquinas elétricas. Também, a coberta isolante do condutor deve evitar que exista contato elétrico entre condutores com diferente potencial ou tensão.

c) Coberta protetora: