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Como aumentar seus Níveis de Dopamina, a

Molécula da Motivação
A dopamina é um neurotransmissor fundamental para a motivação, foco e produtividade.
Conheça os sintomas da deficiência de dopamina e formas naturais para aumentar os seus
níveis.

Existem cerca de 100 bilhões de neurônios no cérebro humano – tantos quanto as estrelas
da Via Láctea. Estas células se comunicam entre si através de substâncias químicas do
cérebro chamadas neurotransmissores.

A dopamina é o neurotransmissor responsável pela motivação, impulso e foco. Ela


desempenha um papel em vários distúrbios mentais, incluindo depressão, dependências,
transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e esquizofrenia.

Vamos dar uma olhada na dopamina – o que faz, sintomas da deficiência e como aumentá-
la naturalmente.

Dopamina: A molécula da motivação

A dopamina tem sido chamada de nossa “molécula da motivação.” Ele aumenta o nosso
direcionamento, foco e concentração. Ela nos permite planejar com antecedência e resistir
aos impulsos, para que possamos alcançar nossos objetivos. Nos dá a sensação do “Eu fiz
isso!” quando realizamos o que nos propusemos a fazer. Faz-nos competitivos e
proporciona a emoção da “caçada” em todos os aspectos da vida – negócios, esportes,
amor…

A dopamina é responsável pelo nosso sistema de prazer e recompensa. (1) Ela nos permite
ter sentimentos de prazer, felicidade e até mesmo euforia. Mas pouca dopamina pode
deixar-nos fora de foco, desmotivados, apáticos e até mesmo deprimidos.
Molécula da Dopamina

Os sintomas de deficiência de dopamina

Pessoas com baixas concentrações de dopamina carecem de entusiasmo pela vida. Elas
apresentam baixo consumo de energia e motivação e muitas vezes dependem de cafeína,
açúcar, ou outros estimulantes para passar o dia.

Muitos dos sintomas comuns da deficiência de dopamina são semelhantes aos da


depressão:

Falta de motivação
Fadiga
Apatia
Procrastinação
Incapacidade de sentir prazer
Baixa libido
Problemas de sono
Mudanças de humor
Desespero
Perda de memória
Incapacidade de se concentrar
Ratos de laboratório deficientes em dopamina tornaram-se tão apáticos e letárgicos que
faltou motivação para comer e morreram de fome. (2) Por outro lado, algumas pessoas
com baixa concentração de dopamina compensam isto com comportamentos auto-
destrutivos, para conseguir um aumento na dopamina. Isso pode incluir o uso e abuso de
cafeína, álcool, açúcar, drogas, compras, jogos de vídeo, sexo, poder, ou jogos de azar.

Como aumentar a dopamina naturalmente


Há uma abundância de formas não saudáveis para aumentar a dopamina. Mas você não
tem que recorrer ao “sexo, drogas e rock’n’roll”, para aumentar seus níveis de dopamina.
Aqui estão algumas maneiras saudáveis e comprovadas para aumentar os níveis de
dopamina naturalmente.

Alimentos que aumentam a Dopamina

A dopamina é feita a partir do aminoácido tirosina que vem a partir da fenilalanina . Comer
uma dieta rica em tirosina irá garantir que você tenha os blocos básicos de construção,
necessários para a produção da dopamina.

fenil

dopa

Alimentos ricos em tirosina: (3, 4, 5, 6)

Todos os produtos de origem animal


Amêndoas
Maçãs
Abacate
Bananas
Beterrabas
Cacau
Café
Favas
Vegetais de folhas verdes
Chá verde
Feijão
Farinha de aveia
Vegetais marinhos
Gergelim
Sementes de abóbora
Cúrcuma
Melancia
Gérmen de trigo
Alimentos ricos em probióticos naturais, como iogurte natural , kefir, e chucrute cru
também podem aumentar a produção da dopamina natural. De forma peculiar, a saúde de
sua flora intestinal afeta sua produção de neurotransmissores. Uma superabundância de
bactérias nocivas deixa subprodutos tóxicos chamados lipopolisacarídeos que reduzem os
níveis de dopamina. (7) . Leia mais sobre isso no post sobre Desbiose Intestinal.

O açúcar foi relacionado com o aumento da dopamina, mas este é um aumento


temporário, mais do tipo eliciado pela droga do que pela comida. (8)

Suplementos de Dopamina

Existem suplementos que podem aumentar os níveis de dopamina naturalmente.

A curcumina é o ingrediente ativo na especiaria cúrcuma. Ela está disponível de forma


isolada como um suplemento podendo er menipulada ou encontrada facilmento em lojas
de suplementos nos Estados Unidos.A curcumina foi relacionada ao alívio das ações
obsessivas e melhora da perda de memória associada, ao aumentar a dopamina. (12, 13)
Ginkgo biloba é tradicionalmente usado para uma variedade de problemas relacionados ao
cérebro – falta de concentração, esquecimento, dores de cabeça, fadiga, confusão mental,
depressão e ansiedade. (14) Um dos mecanismos pelos quais a ginkgo funciona é através do
aumento de dopamina. (15, 16)
L-teanina é um componente encontrado no chá verde. Ele aumenta os níveis de dopamina,
juntamente com outros neurotransmissores serotonina e GABA. (17, 18) A L-teanina
melhora memória, aprendizagem e humor. (19, 20) Você pode obter o seu incremento de
dopamina, tomando suplementos de L-teanina ou bebendo três xícaras de chá verde por
dia. (21)
Fosfatidilserina atua como “porteiro” do seu cérebro, regulando nutrientes e resíduos que
entram e saem de seu cérebro. Pode aumentar os níveis de dopamina e melhorar a
memória, a concentração, aprendizagem e TDAH. (23, 24, 25)
L-tirosina/ l Fenilalanina: aminoácido precursores da dopamina que também podem ser
manipulados e usados diariamente se necessário . Recomenda-se tomar acetil-L-tirosina –
uma forma mais absorvível que atravessa facilmente a barreira hemato-encefálica. (22)
Mucuna: Seus componentes de princípio são L-DOPA e os alcalóides bioativos mucunine,
mucunadina, mucuadinina, prurienina e nicotina como também b-sitosterol, glutationa,
lecina, óleos, ácidos venólico e gálico. O L-Dopa é um precursor neurotransmissor, uma
droga efetiva para alívio na doença de Parkinson. A semente é um profilático contra
oligosperma e é útil no aumento da contagem de esperma, ovulação em mulheres, etc. É
uma planta proveniente da Índia, reconhecida pelas suas propriedades afrodisíacas.
Estimula também a deposição de proteínas nos músculos e aumenta a força e a massa
muscular. Aumenta os níveis de L-Dopa, um inibidor da somatostatina. O seu extrato é
também conhecido por estimular o estado de alerta e melhorar a coordenação. Pode ser
usada nas seguintes situações:
1. Para doença de Parkinson (contém L-dopa natural).

2. Para impotência e disfunção erétil.

3. Como afrodisíaco e para aumentar a testosterona.

4. Como anabólico e androgênio, fortalecendo os músculos e ajudando a estimular o


hormônio do crescimento.

5. Ajudando na perda de peso.

Aumente a Dopamina com Exercícios

O exercício físico é uma das melhores coisas que você pode fazer para o seu cérebro. Ele
aumenta a produção de novas células cerebrais, retarda o seu envelhecimento e melhora o
fluxo de nutrientes para o cérebro. Ele também pode aumentar seus níveis de dopamina e
os neurotransmissores do “bem-estar”, serotonina e noradrenalina. (26)
Dr. John Ratey, psiquiatra renomado e autor de “Centelha: A Revolucionária Nova Ciência
do Exercício e do Cérebro”, estudou extensivamente os efeitos do exercício físico sobre o
cérebro. Ele descobriu que o exercício aumenta os níveis basais de dopamina, promovendo
o crescimento de novos receptores nas células cerebrais.

A dopamina é responsável, em parte, pela elevada experiência dos corredores profissionais.


(27) Mas você não precisa se exercitar vigorosamente para aprimorar seu cérebro. Fazer
caminhadas ou exercícios suaves, sem impacto como yoga, tai chi, ou qi gong produzem
poderosos benefícios para a mente e o corpo. (28, 29, 30)

Aumente a Dopamina com Meditação

Os benefícios da meditação têm sido comprovados em mais de 1.000 estudos. (31)


Meditadores regulares experimentam elevada capacidade de aprender, aumento da
criatividade, e relaxamento profundo. Tem sido demonstrado que a meditação aumenta a
dopamina, melhorando o foco e a concentração. (32)

Passatempos manuais de todos os tipos – tricô, costura, desenho, fotografia e reparos


domésticos concentram o cérebro de forma semelhante à meditação. Essas atividades
aumentam a dopamina, afastam a depressão e protegem contra o envelhecimento do
cérebro. (33)

Ouvir música pode causar de liberação de dopamina. Estranhamente, você não tem sequer
que ouvir a ouvir música para obter este neurotransmissor, que flui apenas pela
antecipação da escuta. (34)

Usando o sistema de recompensa do seu cérebro para equilibrar a Dopamina

A dopamina funciona como um mecanismo de sobrevivência, liberando energia quando


uma grande oportunidade está na frente de você. A dopamina nos recompensa quando
estiverem satisfeitas as nossas necessidades. Nós adoramos as ondas de dopamina devido à
forma como elas nos fazem sentir. Mas de acordo com a Dra. Loretta Graziano Breuning,
autora do livro “Conheça seus produtos químicos da felicidade: dopamina, endorfina,
ocitocina, a serotonina”, nós não somos projetados para experimentar um frisson de
dopamina incessante. A caça constante por aumento de dopamina pode transformá-lo em
um “Lobo de Wall Street” – movido por vícios, ganância e luxúria.

Aqui estão algumas maneiras saudáveis para equilibrar sua dopamina, trabalhando com o
sistema de recompensa embutido no seu cérebro.

Desfrute a busca

Nossos ancestrais estavam em uma busca constante pela sobrevivência. Eles conseguiam
uma onda de dopamina cada vez que achavam um novo pé de frutas ou um melhor ponto
de pesca, porque isso significava que viveriam para procurar outro dia. Embora você ainda
possa pegar frutas e peixes, há outras infinitas maneiras saudáveis pelas quais você pode
desfrutar a busca na vida moderna.

Você pode procurar uma nova música para download, ingredientes especiais para cozinhar,
barganhar um pacote de viagem, um item de colecionador difícil de encontrar ou um
presente para um ente querido. Você pode participar de passatempos especificamente
orientados para missões como geocaching (atividade recreativa para encontrar um objeto
escondido, por meio de coordenadas de GPS publicadas em um site), observação de aves,
geologia amadora, arqueologia amadora, e coleta de todos os tipos.

O ato de procurar e encontrar ativa seus circuitos de recompensa – sem arrependimentos


posteriores.

Criar metas de curto e longo prazos

A dopamina é liberada quando se atinge um objetivo. Ter apenas metas de longo prazo é
frustrante, então defina tanto metas de longo quanto de curto prazo. Metas a curto prazo
não tem que ser algo grande. Eles podem ser tão simples como tentar uma nova receita,
esvaziar sua pasta de e-mails, a limpeza de um armário, ou, finalmente, aprender a usar um
novo aplicativo para o seu celular.

Transforme as metas de longo prazo em pequenas metas de curto prazo para dar a si
mesmo aumento de dopamina ao longo do caminho.
Aceite novos desafios

Conseguir uma promoção é um grande impulso de dopamina, mas isso não acontece muito
frequentemente! Mas você pode criar suas próprias recompensas de dopamina, definindo
uma meta e em seguida, dar pequenos passos em direção a ela todos os dias. Isso pode ser
começar um novo programa de exercícios, aprender francês, ou desafiar a si mesmo a ir
para casa do trabalho de forma diferente a cada dia, de preferência sem o uso de seu GPS.

De acordo com a Dra. Breuning, trabalhando com metas, sem falhar por 45 dias, você
estará treinando o seu cérebro para estimular a produção de dopamina de uma nova
maneira.

Dopamina e condições mentais

A dopamina desempenha um papel muito importante na forma como vivemos nossas vidas,
não sendo nenhuma surpresa, que quando o sistema de dopamina está fora de equilíbrio
pode contribuir para muitas condições mentais. (35)

Aqui estão três das condições mais comuns que têm uma ligação da dopamina.

1- Dopamina e TDAH

A causa subjacente do TDAH ainda é desconhecida. Até recentemente era amplamente


aceito que a causa do TDAH seria, provavelmente, uma anormalidade na função da
dopamina. Isso parece lógico já que a dopamina é essencial para manter o foco. A maioria
dos medicamentos TDAH são baseados nesta teoria da “deficiência de dopamina”.
Acredita-se que os medicamentos usados para tratar o TDAH aumentam a liberação de
dopamina e noradrenalina, enquanto a reduzem a sua taxa de recaptação. (36) No entanto,
as pesquisas mais recentes sugerem que a principal causa de TDAH encontra-se em uma
diferença estrutural na matéria cinzenta no cérebro e não dopamina. (37)

2- Dopamina e Depressão
A serotonina é a substância química do cérebro mais associada à depressão. Os inibidores
seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), como Paxil, Prozac, Zoloft, Celexa e Lexapro
são prescritos para a depressão e atuam aumentando os níveis cerebrais de serotonina.
Mas isso só funciona em cerca de 40% dos pacientes que os utilizam. (38)
E os outros 60%?

Há um crescente corpo de evidência que mostra que o baixo nível de dopamina e não de
serotonina é a causa da depressão para muitos. Bupropiona (nome comercial Wellbutrin)
provou ser eficaz para os pacientes que não foram ajudados pelos ISRSs, abordando a
deficiência de dopamina. (39)

Como determinar se a sua depressão ocorre mais provavelmente devido à deficiência de


serotonina do que deficiência de dopamina? A depressão pela falta de serotonina é
acompanhada de ansiedade e irritabilidade, enquanto a depressão pela falta de dopamina
se expressa como letargia e falta de alegria de viver. (40)

3- Dopamina e esquizofrenia

A causa da esquizofrenia é desconhecida, mas acredita-se que a genética e fatores


ambientais desempenham importantes papéis. (41) Uma teoria que prevalece é que ela é
causada por um sistema de dopamina superativo. (42, 43) As provas de apoio para essa
teoria é que os melhores medicamentos para tratar os sintomas da esquizofrenia se
assemelham à dopamina e bloqueiam os receptores de dopamina. (44) No entanto, estes
medicamentos podem levar dias para funcionar o que é indicativo de que o mecanismo
exato ainda não é compreendido. (45)

Dopamina, Libido e Ereção em homens

De forma bastante simplificada, o comportamento sexual masculino pode ser dividido em


três etapas principais. O primeiro estágio, a libido, está relacionado ao desejo sexual. O
segundo estágio é o da excitação, quando são ativados os mecanismos pró-eréteis,
preparando a genitália para a relação sexual. O terceiro e último estágio é o orgasmo
acompanhado da ejaculação.
O estágio da libido é extremamente relacionado ao desejo por sexo e é considerado um
fenômeno mediado pelas vias dopaminérgicas centrais ligadas aos mecanismos de
recompensa. Acredita-se que esta via, denominada via mesolímbica, media não somente os
mecanismos do desejo sexual, mas também o orgasmo. Uma influência negativa à libido é
exercida pela prolactina, um hormônio secretado pela hipófise, cuja liberação é
tonicamente inibida pela neurotransmissão dopaminérgica. Apesar dos relatos de diversos
casos de DE diretamente ligada à hiperprolactinemia, a relação entre a prolactina e a
função sexual masculina é pouco compreendida.

Os primeiros relatos do efeito de agentes dopaminérgicos na atividade sexual datam da


década de 60, quando foi observado que a utilização da apomorfina no tratamento de
alguns sintomas de Parkinson apresentava como efeito colateral a indução de ereções em
alguns pacientes. Sintetizada pela primeira vez no final do século XIX, a apomorfina
apresenta um longo histórico de segurança em humanos. Este fato e dados pré-clínicos
anteriormente descritos aqui, que demonstram um mecanismo de ação apropriado ao
tratamento da DE, levaram à introdução da apomorfina sublingual (Uprima®) no mercado
farmacêutico, em 2001.

dopamina

Outros agentes dopaminérgicos que podem ajudar na ereção

Poucos estudos clínicos existem sobre o efeito de outros agentes dopaminérgicos nos
mecanismos eréteis e no tratamento da disfunção erétil

É relatado que a administração de L-DOPA (22), um precursor da biossíntese de dopamina


(10)
O quinorelano é um agonista seletivo de receptores do subtipo D2, eficaz na indução de
ereções em modelos animais.
A bromocriptina é um alcalóide do ergot com ação agonista de receptores D2-like. Alguns
relatos apontam para a potencial utilização deste fármaco no tratamento da DE causada
por hiperprolactinemia
A possibilidade de utilização da bupropiona tratamento da DE também vem sendo
discutida. A bupropiona é um fármaco antidepressivo inibidor da recaptação de aminas
bioativas, com uma afinidade muito maior pelo transportador de dopamina que de
noradrenalina e serotonina
O papel da Dopamina na libido feminina

A cada dia aumenta a autonomia das mulheres, que cada vez mais se tornam figuras
centrais de suas próprias vidas e de quem as cercam. O paradigma social onde era exclusivo
aos homens proverem suas famílias, ruiu e estes papéis são atualmente exercidos também
pelas mulheres em diversas culturas. As mulheres estão disputando cada vez mais vagas e
postos antes ocupados somente pelos homens, portanto, precisam ser tão competitivas
como os homens, além de também quererem ter prazer, como os homens.

Décadas atrás o prazer feminino era considerado totalmente desnecessário tento em vista
que a mulher não precisaria dele para reproduzir. O macho da casa dominava a relação
como um todo, tanto do ponto de vista sexual como em outros âmbitos. A mulher era uma
serva do homem em afazeres domésticos e sexuais, de modo a apenas dar prazer ao seu
homem e continuidade à espécie.

Para a mulher chegar ao clímax é necessário primeiro ter o desejo sexual (libido), o qual por
muitos anos foi pouco valorizado na mulher ao longo da história da medicina, muito
provavelmente em função do machismo que sempre imperou. Apenas nos últimos 10 anos
é que a libido feminina passou a ser alvo de estudos por cientistas do mundo todo e os
estudos sobre o assunto se multiplicaram desde então, em função da crescente ascenção
das mulheres na sociedade.

A dopamina é sintetizada em uma região do cérebro chamada substantia nigra e áreas


subjacentes. Suas moléculas têm uma ação estimulante causando euforia, fluidez da fala e
excitação. Vários estudos têm demonstrado a íntima relação da dopamina com o desejo
sexual. Níveis baixos de dopamina tipicamente resultam em diminuição de libido. Alguns
medicamentos que bloqueiam a dopamina acabam também reduzindo a libido e a
recíproca é verdadeira, medicamentos que aumentam a dopamina podem aumentar o
desejo sexual. O medicamento Flinabaserina , que recentemente foi aprovado pelo FDA,
atua regulando os níveis de dopamina, porém, não podemos esquecer que desejo sexual
feminino vai muito além de um neurotransmissor.

Estudos realizados nos últimos anos indicam que 65% das mulheres podem ter alterações
da libido ao longo da vida. Infelizmente apesar de um número tão alto, poucas mulheres
são tratadas de maneira correta e muitas vezes seus relacionamentos desmoronam em
função disso. A diminuição ou ausência da libido na mulher não deve ser encarada como
normal e nem a mulher pode se conformar com isso, achando que foi menos ”agraciada”
pela natureza, como alguns profissionais insistem em dizer. Independentemente da idade, a
função sexual preservada é importantíssima, já que o grande motivo de nossa existência é a
reprodução. A partir do momento em que não sentimos mais vontade de nos reproduzir,
podem ter certeza, algo está errado. E por favor, não aceite mais como resposta à esta
situação: “- Você está estressada querida, precisa de umas férias”!

Selegilina, Parkinson e Depressão por deficiência de dopamina

A Selegilina retarda o metabolismo e não apenas de dopamina, mas também de


feniletilamina , uma amina também encontrado em chocolates e liberada quando estamos
apaixonados. Selegilina protege os receptores celulares de dopamina a do stress oxidativo.
O cérebro tem apenas cerca de 30-40.000 neurônios dopaminérgicos . Nós tendemos a
perder, talvez, 13% uma década na vida adulta. Uma eventual perda de 70% -80% leva à
desordem por deficiência de dopamina como doença de Parkinson e Depressão . A
selegilina na forma de pílula foi aprovado pela FDA como um adjuvante no tratamento da
doença de Parkinson em 1989

Dopamina e Autismo

A dopamina é uma catecolamina sintetizada a partir da tirosina. O interesse no papel da


dopamina, no autismo, surgiu com a observação que alguns bloqueadores dopaminérgico
(antipsicóticos) são eficazes no tratamento de certos aspectos do transtorno, como
hiperatividade, estereotipias e auto agressão e os estudos em animais confirmaram que as
estereotipias e hiperatividade podem ser induzidas a partir de uma aumento no
funcionamento dopaminérgico.

Novos achado indicam que as reações neuroimunes ( inflamatórias) desempenham um


papel patogênico em uma proporção de pacientes com autismo, e é provável que as
anormalidades metabólicas de inflamação e estresse oxidativo estejam relacionadas às
alterações de estrutura e função encontradas nestes pacientes.
Dopamina e Epilepsia

Recentemente tem havido um maior interesse pelo papel da dopamina também na


patofisiologia das epilepsias com vários relatos de alterações na neurotransmissão
dopaminérgica em modelos animais de epilepsia principalmente àquelas relacionadas a
densidade de receptores da dopamina no hipocampo. Enquanto se acredita que o
desequilíbrio no sistema glutamato-GABA (ácido gamaaminobutírico) seja a base da
epilepsia, a dopamina influenciaria a expressão das crises. Apesar disso, o impacto da
dopamina no início das crises, progressão da doença e sobre o desenvolvimento ainda é
pouco compreendido e alguns estudos sugerem que as alterações no sistema
dopaminérgico, encontradas em pacientes com epilepsia, seriam o resultado da atividade
epiléptica recorrente e poderiam explicar a fisiopatologia das epilepsias e suas
comorbidades (autismo, ansiedade e depressão).

RESUMO:
Como aumentar a dopamina em poucas palavras
A dopamina é nossa “molécula de motivação.” É também responsável pelo nosso sistema de prazer e
recompensa. Há maneiras saudáveis e insalubres para aumentar a dopamina. Formas insalubres para
aumentar a dopamina podem ser portas de entrada para a autodestruição e vícios. Maneiras saudáveis
incluem comer os alimentos certos, suplementos para aumentar a dopamina, exercício físico, e meditação.
Saiba como aproveitar o seu sistema de recompensa para uma produção saudável de dopamina.
Aproveite a busca, defina objetivos tanto de longo quanto de curto prazo e aceite novos desafios. Você vai
se sentir mais vivo, focado, produtivo e motivado.
REFERÊNCIAS
1. How to Increase Dopamine, the Motivation Molecule
http://www.healthy-holistic-living.com/increase-dopamine-motivation-molecule.html
2.A Molecule of Motivation, Dopamine Excels at Its Task
http://www.nytimes.com/2009/10/27/science/27angier.html?_r=2&
3.What is Dopamine?
https://www.psychologytoday.com/basics/dopamine
4.Foods That Increase Dopamine Naturally
http://www.medhelp.org/user_journals/show/14818/Foods-That-Increase-Dopamine-Naturally
5.Lipopolysaccharide (LPS)-induced dopamine cell loss in culture: roles of tumor necrosis factor-alpha,
interleukin-1beta, and nitric oxide.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11850061
6.Daily bingeing on sugar repeatedly releases dopamine in the accumbens shell.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15987666
7.Antidepressant activity of curcumin: involvement of serotonin and dopamine system
http://link.springer.com/article/10.1007/s00213-008-1300-y
8. Ginkgo biloba
http://umm.edu/health/medical/altmed/herb/ginkgo-biloba
9 .The neuropharmacology of L-theanine(N-ethyl-L-glutamine): a possible neuroprotective and cognitive
enhancing agent.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17182482
10.The effects of IQPLUS Focus on cognitive function, mood and endocrine response before and following
acute exercise.
11. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22017963
12. Exercise fuels the brain’s stress buffers
http://www.apa.org/helpcenter/exercise-stress.aspx
13. Walking Is Good Brain Exercise
http://psychcentral.com/news/2010/08/27/walking-is-good-brain-exercise/17326.html
Building the evidence for meditation
http://evidencebasedliving.human.cornell.edu/2011/07/14/building-the-evidence-for-meditation/
14.Anatomically distinct dopamine release during anticipation and experience of peak emotion to music
http://www.nature.com/neuro/journal/v14/n2/full/nn.2726.html
15.Dopamine, hippocampus and psychiatric diseases: Clarifying their relationships
http://www.sciencedaily.com/releases/2014/04/140403132337.htm
16.Imaging study shows dopamine dysfunction is not the main cause of Attention Deficit Hyperactivity
Disorder (ADHD)
http://www.cam.ac.uk/research/news/imaging-study-shows-dopamine-dysfunction-is-not-the-main-cause-
of-attention-deficit-hyperactivity
17.[The relevance of dopamine agonists in the treatment of depression].
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19272288
18.The Dopamine Connection Between Schizophrenia and Creativity
http://psychcentral.com/lib/the-dopamine-connection-between-schizophrenia-and-creativity/0003505
19.The Dopamine Hypothesis of Schizophrenia: Version III—The Final Common Pathway
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2669582/
20. Selegina
http://www.selegiline.com/
21. Quím. Nova vol.27 no.6 São Paulo Nov./Dec. 2004
REVISÃO: Agentes dopaminérgicos e o tratamento da disfunção erétilDopaminergic agents and erectile
dysfunction treatmentGilda NevesI; Stela M. K. RatesI, *; Carlos A. M. FragaII; Eliezer J. BarreiroI
22.Site da Nutricionista Renata Dia http://www.renatadias.com.br/mucuna-pruriens.html
23.Mucuna e depressão
24.Mucuna e Perkinson
25.Mucuna e Fertilidade em homens
26.Mucuna e libido em ratos
27.Mucuna e disfunção erétil
28 Journal of Epilepsy and Clinical Neurophysiology Autismo e epilepsia: modelos e mecanismos
Alessandra PereiraI; Luiz Fernando Longuim PegoraroII; Fernando CendesI