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Diferença entre Ciência Política e Filosofia

Francisco De Castro Matos 1


INTRODUÇÃO
Um dos objetivos é fazer uma reflexão a respeito das diferenças entre ciência e filosofia, pois ambas não são
sinônimos, pois os caminhos metodológicos de filósofos e cientistas não são os mesmos.
Demonstraremos que a Ciência Política se ocupa de descrever as instituições políticas, como o Estado,
governo, os grupos de pressão, de interesse, assim como se ocupa dos recursos utilizados pela política, tais como
a influência, o poder, a autoridade, etc.
Também se preocupa a Ciência Política, com os recursos políticos, tais como as deliberações ou as decisões
das políticas públicas. Objetiva administrar os conflitos de forma não destrutiva.
Veremos que a Ciência Política é uma área do conhecimento relativamente jovem, devemos lembrar que no
século XX houve a influencia de dois mais marcantes eventos mundiais: a Primeira e a Segunda Guerras
Mundiais. Foram mais de oitenta milhões de vítimas.
Foi no fim da Segunda Guerra Mundial que a UNESCO decidiu o que deveria ser estudado sobre Ciência
Política, tema importante, pois acreditaram que somente esta ciência poderia controlar o mundo com melhores
formas de convivências entre as nações.
Assim, tem-se um documento que merece ser aprofundado, dada a importância do tema para a consolidação
da justiça e êxito do processo pedagógico.
E a apolítica? Existe? Qual será seu significado? Vejamos...

DIFERENÇAS ENTRE FILOSOFIA E CIÊNCIA POLÍTICA


Tradicionalmente empregavam-se os termos filosofia política ou teoria política para encaminhar a discussão
acerca das questões presentes à atividade política. Nos fins do século XIX, o pensador italiano Gaetano Mosca
(1858/1941) publicou um livro a que deu o título de Elementos de ciência política. No século XX, tornou-se praxe
utilizar essa denominação (ciência política).
Sobretudo nos Estados Unidos, especialistas da ciência política passaram a entender que a disciplina deveria
ocupar-se dos temas que poderiam ser medidos, no que tiveram muito sucesso. Para comprová-lo, basta atentar
para o fato de que as pesquisas tornaram-se, talvez, o aspecto mais destacado das campanhas eleitorais. Sem
embargo dessa constatação, temas que ultrapassam esses limites teimavam em exigir a atenção dos estudiosos,
de que podem ser dados muitos exemplos.
Para limitá-los aos próprios Estados Unidos, renomados estudiosos colocaram em pauta temas arrolados
genericamente como relacionados à cultura política. Atraia a atenção o fato de que, embora o Banco Mundial
tivesse aplicado recursos, amplamente, nos países que registravam baixos níveis de desenvolvimento, somente
alcançaram pleno sucesso nos chamados Tigres Asiáticos (Coréia do Sul, Singapura, Malásia, etc.). Depois de
pesquisar amplamente o fenômeno, Peter Berger avançou a hipótese de que os países bem sucedidos
dispunham de uma tradição moral –o confucionismo– que lhes permitiu assimilar rapidamente procedimentos
técnicos disponibilizados pelos países desenvolvidos. A tese provocaria uma grande celeuma, de que resultou a
sua plena aceitação nos círculos acadêmicos.

OUTROS REGIMES TOTALITÁRIOS NA EUROPA


Stalinismo Russo
Com o fim da revolução russa de 1917 e após a morte de Lenin, iniciou-se o stalinismo na URSS com o poder
concentrado nas mãos de Josef Stalin, a figura mais importante do regime totalitário, o antifascista da União
Soviética. Foi um dos regimes totalitários de esquerda que perdurou de 1927 a 1953 acabando com a liberdade
civil no país.
Fascismo Italiano
O fascismo italiano foi o primeiro regime totalitário de direita que surgiu na Europa, instaurado pelo ditador
Benito Mussolini, em 1919, com a fundação do Partido Nacional Fascista (PNF). Com inspirações anticomunistas,
o fascismo tomou o poder no evento denominado “A Marcha sobre Roma”, em 1922. Mussolini foi eleito chefe
do governo a partir do golpe de Estado que derrubou o Rei Vítor Emanuel III.
Nazismo Alemão
Hitler foi a figura autoritária do regime nazista que se instaurou na Alemanha em 1933. Inspirado no fascismo
italiano, o nazismo pregava a ideia de que a raça ariana era superior às outras. Nesse sentido o governo nazista

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Graduado em Letras, Pedagogia, Direito, Técnicas Legislativas e Redação Forense, Mestre em Hospitalidade.
estava apoiado nas ideias antissemitistas e perseguiu e exterminou judeus (holocausto). O nazismo terminou em
1945 com o fim da segunda guerra mundial.
Outro tema cuja comprovação escapava a generalizações quantitativas seria o da transição para a
democracia, considerado da maior relevância, levando-se em conta que os países democráticos constituíam –
situação que permanece– minoria no conjunto das nações. Samuel Huntington (1927/2008) comprovaria que o
avanço democrático dá-se em forma de ondas, ascendentes e que refluem, o que lhe permitiu tipificá-las. Desde
o fim do salazarismo2 e do franquismo3, na Europa, em meados da década de setenta, experimentou-se o que
chamou de “terceira onda”, que, a exemplo do passado, como tem se verificado, vivencia acentuado refluxo.
É possível, entretanto, encontrar regimes totalitários na atualidade, donde o Estado controla a vida da
população e possui grande intervenção na economia, por exemplo, na Coreia do Norte, na China, em Cuba e na
Venezuela.

TEORIA POLÍTICA E DEMOCRACIA ATENIENSE


Levando em conta essa realidade, optamos por designar a teoria política, posto que ao referirmos ao tema da
democracia ateniense que readquiriu extrema atualidade na medida em que veio a ser entendida como forma
bem sucedida de democracia direta. Vêm sendo experimentadas soluções para determinados problemas sociais
mediante consulta direta aos eleitores, tornada possível graças à proliferação dos computadores. Esse tipo de
discussão levar-nos-ia, muito provavelmente, ao questionamento da função que competiria à democracia
representativa e, se de fato, poderia ser substituída por procedimentos censitários, a que se reduziria, no fim das
contas, a votação numa consulta feita por intermédio da internet.
O fato é que os filósofos pensam o mundo como deveria ser, enquanto os cientistas pensam o mundo tal
qual.
A Filosofia Política começou com Sócrates, teve continuidade em Platão e Aristóteles, seguindo seu curso na
linha do tempo com outros nomes importantes: Marco Aurélio, Santo Agostinho, Montesquieu, Kant.
A Filosofia trabalha no plano das idealizações das verdades sobre os homens e suas formas de coexistir em
sociedade.
A Ciência interpreta o mundo a partir da realidade, todavia a Ciência Política, ainda que baseada nestas
interpretações pragmáticas, não pode prescindir da teoria filosófica consolidada através dos tempos, pois
Ciência e Filosofia aliadas constroem as soluções necessárias aos conflitos sociais e políticos.
O que fizeram os filósofos políticos ao longo da história foi idealizar os modelos de democracia, de
aristocracia, de autocracia e todas as palavras relacionadas a estas de origem grega que conhecemos.
O que fizeram e fazem os cientistas políticos foi descrever as coisas como devem ser, ou seja, usa a realidade
para explicar a própria realidade.
O que herdamos do dever ser da política com os filósofos antigo, por exemplo, foi quase tudo o que
pensaram ou imaginaram para as sociedades modernas. Utilizamos tudo deles porque muitos conceitos não
mudaram, o que mudou foi a realidade.
Neste sentido, é preciso lembrar outra realidade: como a Filosofia Política estipula como as coisas devem ser
e a Ciência Política descreve como elas são, é preciso um mecanismo que descubra se elas devem permanecer
como são ou se devem mudar.
Esse mecanismo é a Política em si, é a atividade política. Sócrates é considerado o fundador da Ciência
Política. Tinha como lema: “conhece-te a ti mesmo”. Há uma tríade com três grandes patronos da Filosofia
Política: Sócrates, de cujas especulações nada conhecemos, Platão, que foi discípulo e amigo de Sócrates, que
nos transmitiu tudo sobre e Aristóteles, que foi discípulo de Platão, complementando uma obra extraordinária
legada por Sócrates.
A base de sustentação dos filósofos para afirmar como tudo deve ser é por meio da formulação de um ideal.
Quando Platão descreveu a República ele o fez de forma idealizada, que nuca se materializou. A democracia que
conhecemos hoje é muito diferente da idealizada pó Platão. O conceito que temos de democracia é variado em

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Foi um regime ditatorial inspirado nos ideais nazifascistas que vigorou em Portugal sob a figura de António Salazar a partir
da Nova Constituição, estabelecida em 1933. Denominado de Estado Novo, o salazarismo foi uma das mais longas ditaduras
do século XX, que acabou com a liberdade de expressão e somente terminou com a Revolução de 25 de Abril de 1974,
denominada de Revolução dos Cravos.
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Sob a figura do ditador anticomunista Francisco Franco, desponta na Espanha o Franquismo ou a Ditadura de
Franco que culminou na Guerra Civil Espanhola (1936 e 1939). Franco, a partir de inspirações fascistas se rebelou
contra o governo democrático de Manuel Azaña Díaz. Ainda que a guerra civil tenha durado 3 anos, a ditadura de
Franco somente terminou com sua morte, em 1975.
função da própria Ciência Política. Quando enfocamos a democracia, nos remetemos ao termo “eleição”, que
nos remete ao voto, no entanto este é um instrumento para se chegar à democracia.
Por isso, esta democracia que se baseia apenas na eleição é chamada de “democracia procedimental” e a
democracia que permite o cidadão participar das decisões políticas é aquela denominada democracia decisional.
Assim, nem todas as democracias foram idealizadas por Sócrates, Platão ou Aristóteles, pois estes viveram
numa democracia direta, que hoje não se pratica mais porque é impossível, já que Atenas tinha entre 300 a 400
mil habitantes.
Inúmeros foram os homens que colaboraram para o pensamento político filosófico a ponto de não se poder
recensear todos aqui: gregos, socráticos, os pós – socráticos, assim como os romanos com uma contribuição não
tão relevante quanto à contribuição grega, mas valorosa.
A noção de “Estado”, por exemplo, que não é uma palavra grega. Assim como os gregos nos legaram a
Filosofia, os romanos nos legaram o Direito, duas contribuições essenciais que se complementam, das quais o
mundo contemporâneo não poderia sobreviver: a política e o direito.
A política gerando o direito quando o Estado determine qual a constituição irá adotar e o direito limitando o
poder do Estado ocasionado dois elementos interdependentes essenciais para conhecermos os regimes os quais
dependemos.
No que se refere à Ciência Política, ela sempre estará presente nas ações do Estado pelo fato de que o Estado
varia de um país para outro, assim como varia as formas de governo dentro dos próprios estados, bem como os
sistemas eleitorais, os sistemas partidários.
Por exemplo, o caso do Brasil, o qual era um Estado que no momento em que se tornou independente era
unitário e em 1889, quando de revogou a monarquia, a Constituição de 1891 transformou este Estado unitário
em federado, fator que nos leva a concluir que o Estado varia no tempo e no espaço.
Um bom exemplo de política, podemos considerar Maquiavel presente nas ideias de estratégia política ou
estratégia de governo. Ele defende conceitos negativos na política, mas também positivos. O que ocorre é que
quando ele escreveu “O Príncipe”, traduziu a realidade da política de seu tempo e viveu um momento
conturbado na cidade de Florença, onde ele assistiu aos espetáculos agradáveis e desagradáveis da política, seu
próprio nome foi adjetivado (maquiavélico).
Ele é marcado quando enfatiza a ideia de que o homem precisa de fortuna e virtude, de que quando o
homem tiver de seguir seus instintos, deverá agir como um lobo que tem o instinto de saber quando será
atacado ou leão que tem a força e não sabe quando será atacado.
Esta história de que ele foi maquiavélico ou nocivo ao pensamento político já está ultrapassada há muito
anos. Ele está numa linha tênue entre ser estrategista em relação ao pensamento político e um filósofo
(cientista).

REFLEXÕES
Não podemos desmembrar o Estado da estrutura política, a lei sempre será o pano de fundo para a Ciência
Política para o Estado, pois este é um produto de um Direito Consitucional ao mesmo tempo em que é o
produtor das leis.
Como o Estado exerce o poder político, ao mesmo tempo deve ser limitado a este e por ser o poder
preponderante que dispõe da coerção política, precisa dispor das leis que levam aos seus objetivos. Precisa
manter a coerência entre sistema de governo, sistema legal e sistema político.
O que limita o poder político do estado é a lei (a Constituição), ou seja, é por meio da lei que a política deverá
conviver com o direito e vice versa, pois o Estado é quem gere e produz os ordenamentos jurídicos que também
deve fiscalizar e aplicar de forma justa e eficaz, cumprindo assim, uma lei justa.

Lei justa
Cite-se o exemplo de Sócrates, narrado por Platão: foi condenado a beber cicuta4 porque foi acusado de
perverter a juventude. Criton tenta convencê-lo a deixar a cidade para que a sentença não fosse executada. Ele
respondeu: “sempre vivi nesta cidade e sempre obedeci a suas leis. Poderia ter deixado esta cidade no momento
que eu quisesse, sempre me recusei a fazer isso, mesmo sendo livre. Assim, não posso me recusar às leis e
as penas a mim impostas”. Assim, ele sucumbiu a uma condenação que o levou à morte.
Duas condenações que nos deixaram perplexos são de fato a de Sócrates e a de Cristo. Ambos se
submeteram à lei ainda que injusta. Assim, o judiciário e a Ciência Política existem para evitar leis injustas
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É um género de plantas apiáceas que compreende quatro espécies muito venenosas, nativas das regiões temperadas do
Hemisfério Norte, especialmente da América do Norte. São plantas herbáceas perenes, que crescem até 1-2 metros.
porque podem ser modificadas pelo poder político, ou seja, o Executivo e o Legislativo com a participação do
Judiciário. Portanto, a lei injusta pode e deve ser corrigida.

Termos ditos e repetidos nas manifestações de rua rendem boa discussão


Entre outras coisas, atualmente as manifestações de rua que começaram em junho pelo país trouxeram para
o centro das discussões dois termos que ora apareceram como se fossem sinônimos, ora com suas diferenças
marcadas: apolítico e apartidário. Inicialmente capitaneadas pelo Movimento Passe Livre (MPL), contra os
aumentos das passagens de ônibus, as manifestações foram somando novas pautas de reivindicações e sendo
engrossadas por outros grupos, muitos dos quais lançavam gritos de ordem e exibiam cartazes de “Fora
partidos!”, em alguns casos agredindo militantes e exigindo que recolhessem suas bandeiras. O MPL, que em sua
carta de princípios se apresenta como “um movimento horizontal, autônomo, independente e apartidário, mas
não antipartidário”, criticou tais atitudes.
Afinal, apolítico e apartidário significam a mesma coisa? Aquele que não se interessa por política ou por ela
tem aversão. Que não é político, que não apresenta significado político.
Professor de História no curso de Ciências Sociais das FIC, Mauro Lopes lembra que, do ponto de vista
filosófico, dizer-se apolítico é uma contradição em si, pois essa tomada de posição já é uma atitude política. “A
própria expulsão dos grupos que levavam bandeiras de partidos, isso não deixa de ser uma atitude política.
Então como se dizer apolítico? Não ter vínculo com partido, ok. Dizer-se apartidário, tudo bem. Mas a tentativa
de desqualificação geral da política foi outra coisa, eu vi um cunho bem conservador nisso”, destaca o professor,
que apesar disso considerou aquele momento muito rico: “Quando os grupos mais conservadores tentaram se
apropriar do movimento, buscando determinar a pauta, se aproveitando daquela reação inicial de rejeição à
política, aí os grupos de esquerda acordaram e foram para as ruas colocar também suas questões”.
Patrick Silva dos Santos, aluno do 5º período de Ciências Sociais que esteve em algumas dessas
manifestações, não gostou das vezes em que viu a associação do termo apolítico ao movimento. Segundo ele —
que integra o coletivo de política estudantil Juntos!, ligado ao PSOL — desde o início, entre os grupos que se
articularam pelas redes sociais para tomar as ruas, muitos eram de militantes, embora houvesse também os sem
filiação. Patrick considera justo que os não filiados quisessem evitar ser confundidos ou ter suas ações
apropriadas pelos outros, mas daí a combater a presença ou querer cassar a voz e destruir bandeiras, vai uma
grande diferença. “Brigar para não ter nenhuma bandeira é o mesmo que brigar por uma bandeira única, é
querer a ditadura”, afirma o estudante.
Doutor em História e professor das FIC, Jayme Fernandes Ribeiro entende que havia entre os manifestantes
muitos que rejeitam os atuais partidos, e o recado que estavam dando nas ruas era exatamente esse: que os
partidos são aproveitadores e que eles não queriam se vincular a isso. Neste sentido, podem ter ingenuamente
empregado o termo apolítico quando queriam dizer apartidário. Mas Jayme acredita que, quando a mídia
valorizou isso e passou a martelar o tempo todo a questão da rejeição à política como um todo, já não havia
mais ingenuidade: “Eu estive lá e juro que não vi bandeiras do PSDB, do DEM. Vi do PSOL, do PCB, do PT. Se o
movimento fosse associado a partidos, seria aos de esquerda, e isso não era interessante para a mídia. Não sei
se a confusão do apartidarismo com o apolítico foi intencional, mas que há ganhos políticos para os
conservadores com essa confusão, isso há”, opina o professor.
Prestes a se formar em História, o aluno do 7º período Carlos Eduardo Moreira viu no movimento um forte
sentimento de descrédito com os políticos. E mesmo compartilhando o pesar — “É difícil querer discutir política
tendo os parlamentares que temos” — ele afirma que não existe outra possibilidade fora da política, e até se
pergunta se as coisas não chegaram a este ponto exatamente porque muita gente insiste em achar que “política
não é coisa minha”. E sugere: “O negócio é se manifestar, participar, se interessar por saber o que nossos eleitos
fazem, assistir a sessões na Câmara de Vereadores e na Alerj. Se não tiver tempo pra isso, manda e-mail, entope
a caixa deles, usa a Lei de Acesso à Informação. O que não pode é deixar a política só com eles”.
Vale relembrar a frase do economista britânico Arnold Toynbee, que viveu na segunda metade do século XIX:
“O maior castigo para aqueles que não se interessam por política é que serão governados pelos que se
interessam”.

CONCLUSÃO
Todas as ideias estudadas confluem para o fato de que atualmente a Ciência Política é uma área de estudo
muito abrangente que não se limita ao campo da universidade, mas também da análise de risco, com uma teoria
política que formula novas propostas, fazendo inúmeras análises sobre os tipos de governos ou atividade política
é mais propícia à sociedade na busca constante pela democracia.
Verificou-se que a Ciência Política se constrói no dia a dia, pois é uma ciência em constante processo de
avanço social.
Há entre Filosofia Política e Ciência Política é uma integração cada vez maior. Por isso, devemos ter a
consciência de que as coisas podem ser como querem os filósofos ou como os cientistas, como elas de fato são.

REFERÊNCIAS
CRITON/PLATÃO. Apologia de Sócrates. Editora UNG, 1977.
ARON, Raymond. As etapas do pensamento sociológico. São Paulo. Difel, 1982.
PATRIARCA, Fátima, A questão social no Salazarismo, 1930-1947, Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1995.
PAVONE, Claudio. Fascismo e dittature: problemi di una defínizione, in Marcello Flores (a cura di), Nazismo,
fascismo, comunismo. Totalitarismo a confronto, Milán, Paravia Bruno Mondadori Editori, 2000, pp. 67-86.
SANTOS, Bento Silva; COSTA, Ricardo da. Filosofia política I. Vitória: Universidade Federal do Espírito Santo,
Secretaria de Ensino a Distância, 2015.