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03/09/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

portugues

Português

Questão 1: CESPE - Aux (FUB)/FUB/Veterinária e Zootecnia/2013


Assunto: Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Julgue os fragmentos de texto apresentados no seguinte item com relação à grafia das palavras.

A excelência — definida como a qualidade do que é excelente, melhor — só pode ser alcançada por meio do
aprimoramento contínuo.

Certo
Errado
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Questão 2: CESPE - Aux (FUB)/FUB/Veterinária e Zootecnia/2013


Assunto: Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Julgue os fragmentos de texto apresentados no seguinte item com relação à grafia das palavras.

Se há de fato desinteresse dos estudantes em aprender, isso pode ser reflexo da verdadera cultura da banalidade que
impera no país nas mais variadas áreas.

Certo
Errado
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Questão 3: CESPE - Aux (FUB)/FUB/Veterinária e Zootecnia/2013


Assunto: Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Julgue os fragmentos de texto apresentados no seguinte item com relação à grafia das palavras.

Dotar todas as escolas com as condições necessárias para receber dignamente alunos e professores é o mínimo que se
espera do poder público.

Certo
Errado
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Questão 4: CESPE - Aux (FUB)/FUB/Veterinária e Zootecnia/2013


Assunto: Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Julgue os fragmentos de texto apresentados no seguinte item com relação à grafia das palavras.

Investir na formação dos educadores de forma contínua e permanente é uma premiça básica para melhorar a educação.
Entretanto, há outros fatores envolvidos.

Certo
Errado
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Questão 5: CESPE - Aux (FUB)/FUB/Veterinária e Zootecnia/2013


Assunto: Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Julgue os fragmentos de texto apresentados no seguinte item com relação à grafia das palavras.

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Sob uma equivocada intensão de se evitar constrangimentos de alunos, opta-se por não distinguir o certo do errado, em
não apontar falhas e aceitar resultados mediocres.

Certo
Errado
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Questão 6: CESPE - Aux (FUB)/FUB/Administração/2013


Assunto: Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Julgue os fragmentos de texto apresentado no item com relação à grafia das palavras.

Uma pesquiza mostrou que a maioria dos educadores não relaciona o déficit de aprendizagem ao própio trabalho ou às
condições da escola.

Certo
Errado
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Questão 7: CESPE - TA (ANCINE)/ANCINE/2012


Assunto: Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Texto para o item

Compreende-se que a festa, representando tal paroxismo de vida e rompendo de um modo tão violento com as pequenas
preocupações da existência cotidiana, surja ao indivíduo como outro mundo, em que ele se sente amparado e
transformado por forças que o ultrapassam. A sua atividade diária, colheita, caça, pesca, ou criação de gado, limita-se a
preencher o seu tempo e a prover as suas necessidades imediatas. É certo que ele lhe dedica atenção, paciência,
habilidade, mas, mais profundamente, vive na recordação de uma festa e na expectativa de outra, pois a festa figura
para ele, para a sua memória e para o seu desejo o tempo das emoções intensas e da metamorfose do seu ser.

Roger Caillois. O homem e o sagrado. Lisboa: Edições 70, 1988, p. 96-7 (com adaptações).
Acerca das ideias, dos sentidos e de aspectos gramaticais do texto, julgue o próximo item.

O vocábulo “cotidiana” pode ser corretamente substituído por quotidiana.

Certo
Errado
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Questão 8: CESPE - TNS (PRF)/PRF/2012


Assunto: Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
A Constituição Federal de 1988, com fundamento na prerrogativa do Estado de prover a segurança pública e fazer
cumprir a lei, exercida para a manutenção da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, estabelece,
em seu art. 144, cinco instituições policiais como responsáveis pela execução da lei: polícia federal, polícia rodoviária
federal, polícia ferroviária federal, polícias civis e polícias militares e corpos de bombeiros militares. Dessas, as três
primeiras são organizadas e mantidas pela União e as duas últimas são subordinadas aos governos estaduais e distrital.
Assim, quando infrações penais afetam bens, serviços e interesses da União, as forças policiais federais realizam as
funções que lhes são delegadas pela Constituição Federal de 1988. Nos demais casos, as forças policiais estaduais e
distrital empreendemessas atividades, no âmbito de sua competência.

Internet: <www.advogado.adv.br>. Acesso em 8/11/2012 (com adaptações).


No que diz respeito a aspectos gramaticais e semânticos do texto acima, julgue o item subsecutivo.

A forma verbal “empreendem” poderia corretamente ser substituída por emprendem, visto que ambas as formas são
abonadas na língua portuguesa como sinônimas.

Certo
Errado
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Questão 9: CESPE - Con Tec Leg (CL DF)/CL DF/Taquígrafo Especialista/2006


Assunto: Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Texto

As conseqüências da escravidão não atingiram apenas os negros. Do ponto de vista que aqui nos interessa — a formação
do cidadão —, a escravidão afetou tanto o escravo como o senhor. Se o escravo não desenvolvia a consciência de seus
direitos civis, o senhor tampouco o fazia. O senhor não admitia os direitos dos escravos e exigia privilégios para si
próprio. Se um estava abaixo da lei, o outro se considerava acima. A libertação dos escravos não trouxe consigo a
igualdade efetiva. Essa igualdade era afirmada nas leis, mas negada na prática. Ainda hoje, apesar das leis, aos
privilégios e à arrogância de poucos correspondem o desfavorecimento e a humilhação de muitos.

José Murilo de Carvalho. Cidadania no Brasil: o longo caminho.


Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004, p. 53 (com adaptações).
No que diz respeito à organização lingüística do texto, julgue o seguinte item.

O advérbio “tampouco” admite como variante a forma tãopouco.

Certo
Errado
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Questão 10: CESPE - OI (ABIN)/ABIN/Código 01 (Administração Pública)/2004


Assunto: Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
O Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) ganha uma sede oficial para funcionamento do Tribunal Permanente de Revisão
do bloco, que vai funcionar como última instância no julgamento das pendências comerciais entre os países-membros.
Melhorar o mecanismo de solução de controvérsias é um dos requisitos para o fortalecimento do MERCOSUL, vide as
últimas divergências entre Brasil e Argentina. As decisões do tribunal terão força de lei. Sua sede será Assunção, no
Paraguai.

Até agora, quando os países-membros divergiam sobre assuntos comerciais, era acionado o Tribunal Arbitral. Quem
estivesse insatisfeito com o resultado do julgamento, no entanto, tinha de apelar a outras instâncias internacionais, como
a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Gisele Teixeira. MERCOSUL ganha tribunal permanente. In: Jornal do Brasil, ago./2004 (com adaptações).
A propósito do texto acima e considerando a abrangência do tema nele tratado, julgue o item que se segue.

Mantém-se a obediência à norma culta escrita ao se substituir a palavra "vide" por haja visto, uma vez que as relações
sintáticas permanecem sem alteração.

Certo
Errado
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Questão 11: CESPE - PPF/PF/2000


Assunto: Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
O texto abaixo foi modificado intencionalmente, mediante a retirada de vírgulas e a introdução de erros de grafia, de
regência e de concordância.

As notas frias de Caxias

Uma pratica tão ilegal quanto comum nas prefeituras do interior do pais chamou à atenção da Polícia Federal no
Maranhão. No municipio de Caxias a 350 quilometros de São Luís o que poderia ser um crime administrativo banal vem
ganhando indissios de uma verdadeira farra orçamentaria. O atual prefeito da cidade Hélio Queiroz (PSDB) recolheu
centenas de notas fiscais que garante serem frias e que teriam permitido a seu antessessor Paulo Marinho (PFL) desviar
mais de R$ 1 milhão do caixa municipal. Boa parte desses documentos foram emitidos pela Sercil Engenharia uma
pequena firma de propriedade do engenheiro José Ribamar Costa Serra que admitiu o crime. O esquema que serviria
para enriquecer-lhe só comprometeu ainda mas suas finanças. Paulo Marinho hoje deputado federal defende-se das
acusações. O inquérito da Polícia Federal vai dizer quem está falando a verdade.

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Istoé, 27/10/1999 (com adaptações).
Julgue o item a seguir com relação ao texto.

No terceiro período, há um erro gráfico na palavra "antessessor".

Certo
Errado
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Questão 12: CESPE - Ana Port I (EMAP)/EMAP/Administrativa/2018


Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde;
há e a, etc)
Texto

O Juca era da categoria das chamadas pessoas sensíveis, dessas a que tudo lhes toca e tange. Se a gente lhe
perguntasse: “Como vais, Juca?”, ao que qualquer pessoa normal responderia “Bem, obrigado!” — com o Juca a coisa
não era assim tão simples. Primeiro fazia uma cara de indecisão, depois um sorriso triste contrabalançado por um olhar
heroicamente exultante, até que esse exame de consciência era cortado pela voz do interlocutor, que começava a falar
chãmente em outras coisas, que, aliás, o Juca não estava ouvindo... Porque as pessoas sensíveis são as criaturas mais
egoístas, mais coriáceas, mais impenetráveis do reino animal. Pois, meus amigos, da última vez que vi o Juca, o impasse
continuava... E que impasse!

Estavam-lhe ministrando a extrema-unção. E, quando o sacerdote lhe fez a tremenda pergunta, chamando-o pelo nome:
“Juca, queres arrepender-te dos teus pecados?”, vi que, na sua face devastada pela erosão da morte, a Dúvida começava
a redesenhar, reanimando-a, aqueles seus trejeitos e caretas, numa espécie de ridícula ressurreição. E a resposta não foi
“sim” nem “não”; seria acaso um “talvez”, se o padre não fosse tão compreensivo. Ou apressado. Despachou-o num
átimo e absolvido. Que fosse amolar os anjos lá no Céu!

E eu imagino o Juca a indagar, até hoje:

— Mas o senhor acha mesmo, sargento Gabriel, que ele poderia ter-me absolvido?

Mário Quintana Prosa & Verso Porto Alegre: Globo, 1978, p 65 (com adaptações)
A respeito das estruturas linguísticas do texto, julgue o próximo item.

Se, após “animal”, o ponto final fosse substituído por ponto de interrogação, tanto a correção gramatical quanto os
sentidos do texto seriam preservados, pois a pergunta resultante da substituição teria efeito apenas retórico.

Certo
Errado
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Questão 13: CESPE - Ana (FUNPRESP)/FUNPRESP/Administrativa/2016


Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde;
há e a, etc)
O meu antigo companheiro de pensão Amadeu Amaral Júnior, um homem louro e fornido, tinha costumes singulares que
espantavam os outros hóspedes.

Amadeu Amaral Júnior vestia-se com sobriedade: usava uma cueca preta e calçava medonhos tamancos barulhentos.
Alimentava-se mal, espichava-se na cama, roncava o dia inteiro e passava as noites acordado, passeando, agitando o
soalho, o que provocava a indignação dos outros pensionistas. Quando se cansava, sentava-se a uma grande mesa ao
fundo da sala e escrevia o resto da noite. Leu um tratado de psicologia e trocou-o em miúdo, isto é, reduziu-o a artigos,
uns quarenta ou cinquenta, que projetou meter nas revistas e nos jornais e com o produto vestir-se, habitar uma casa
diferente daquela e pagar ao barbeiro.

Mudamo-nos, separamo-nos, perdemo-nos de vista. Creio que os artigos de psicologia não foram publicados, pois há
tempo li este anúncio num semanário: “Intelectual desempregado. Amadeu Amaral Júnior, em estado de desemprego,
aceita esmolas, donativos, roupa velha, pão dormido. Também aceita trabalho”. O anúncio não produziu nenhum efeito.

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Muita gente se espanta com o procedimento desse amigo. Não sei por quê. Eu, por mim, acho que Amadeu Amaral
Júnior andou muito bem. Todos os jornalistas necessitados deviam seguir o exemplo dele. O anúncio, pois não. E, em
duros casos, a propaganda oral, numa esquina, aos gritos. Exatamente como quem vende pomada para calos.

Graciliano Ramos. Um amigo em talas.


In: Linhas tortas. Rio de Janeiro: Record, 1983, p. 125 (com adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto Um amigo em talas, julgue o item que se segue.

Sem prejuízo para a correção gramatical do período, a expressão “por quê” poderia ser substituída por o porquê.

Certo
Errado
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Questão 14: CESPE - Aud CE (TCE-PA)/TCE-PA/Educacional/2016


Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde;
há e a, etc)
Texto CB1A1AAA

O tenente Antônio de Souza era um desses moços que se gabam de não crer em nada, que zombam das coisas mais
sérias e que riem dos santos e dos milagres. Costumava dizer que isso de almas do outro mundo era uma grande
mentira, que só os tolos temem a lobisomem e feiticeiras. Jurava ser capaz de dormir uma noite inteira dentro do
cemitério.

Eu não lhe podia ouvir tais leviandades em coisas medonhas e graves sem que o meu coração se apertasse, e um calafrio
me corresse a espinha. Quando a gente se habitua a venerar os decretos da Providência, sob qualquer forma que se
manifestem, quando a gente chega à idade avançada em que a lição da experiência demonstra a verdade do que os avós
viram e contaram, custa ouvir com paciência os sarcasmos com que os moços tentam ridicularizar as mais respeitáveis
tradições, levados por uma vaidade tola, pelo desejo de parecerem espíritos fortes, como dizia o Dr. Rebelo. Peço sempre
a Deus que me livre de semelhante tentação. Acredito no que vejo e no que me contam pessoas fidedignas, por mais
extraordinário que pareça. Sei que o poder do Criador é infinito e a arte do inimigo, vária.

Mas o tenente Souza pensava de modo contrário!

Apontava à lua com o dedo, deixava-se ficar deitado quando passava um enterro, não se benzia ouvindo o canto da
mortalha, dormia sem camisa, ria-se do trovão! Alardeava o ardente desejo de encontrar um curupira, um lobisomem ou
uma feiticeira. Ficava impassível vendo cair uma estrela, e achava graça ao canto agoureiro do acauã, que tantas
desgraças ocasiona. Enfim, ao encontrar um agouro, sorria e passava tranquilamente sem tirar da boca o seu cachimbo
de verdadeira espuma do mar.

Inglês de Sousa. A feiticeira. São Paulo:


Ed. Difusão Cultural do Livro, 2008, p. 7-8 (com adaptações).
Julgue o item que se segue, referente aos aspectos linguísticos do texto CB1A1AAA.

A palavra “só” foi empregada no sentido de sozinhos.

Certo
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Questão 15: CESPE - Adm (PF)/PF/2014


Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde;
há e a, etc)
A história constitucional brasileira está repleta de referências difusas à segurança pública, mas, até a Constituição Federal
de 1988 (CF), esse tema não era tratado em capítulo próprio nem previsto mais detalhadamente no texto constitucional.

A constitucionalização traz importantes consequências para a legitimação da atuação estatal na formulação e na


execução de políticas de segurança. As leis acerca de segurança, nos três planos federativos de governo, devem estar em
conformidade com a CF, assim como as respectivas estruturas administrativas e as próprias ações concretas das
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autoridades policiais. Devem ser especialmente observados os princípios constitucionais fundamentais — a república, a
democracia, o estado de direito, a cidadania, a dignidade da pessoa humana — bem como os direitos fundamentais — a
vida, a liberdade, a igualdade, a segurança. O art. 144 deve ser interpretado de acordo com o núcleo axiológico do
sistema constitucional em que se situam esses princípios fundamentais.

Cláudio Pereira de Souza Neto. A segurança pública na Constituição Federal de 1988:


conceituação constitucionalmente adequada, competências federativas e órgãos de execução das políticas. Internet: <www.oab.org.br> (com
adaptações).
Com relação às ideias e a aspectos gramaticais desse texto, julgue o item.

Mantendo-se a coerência e a correção gramatical do texto, o trecho “em que se situam esses princípios fundamentais”
poderia ser substituído por aonde se situam esses princípios fundamentais.

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Questão 16: CESPE - AA (ANS)/ANS/2013


Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde;
há e a, etc)
A ANS vai mudar a metodologia de análise de processos de consumidores contra as operadoras de planos de saúde com
o objetivo de acelerar os trâmites das ações.

Uma das novas medidas adotadas será a apreciação coletiva de processos abertos a partir de queixas dos usuários. Os
processos serão julgados de forma conjunta, reunindo várias queixas, organizadas e agrupadas por temas e por
operadora.

Segundo a ANS, atualmente, 8.791 processos de reclamações de consumidores sobre o atendimento dos planos de saúde
estão em tramitação na agência. Entre os principais motivos que levaram às queixas estão a negativa de cobertura, os
reajustes de mensalidades e a mudança de operadora.

No Brasil, cerca de 48,6 milhões de pessoas têm planos de saúde com cobertura de assistência médica e 18,4 milhões
têm planos exclusivamente odontológicos.

Valor Econômico, 22/3/2013.

No que se refere às informações e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item subsequente.

Mantém-se a correção gramatical do período ao se substituir “cerca de" por acerca de.

Certo
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Questão 17: CESPE - Aux (FUB)/FUB/Veterinária e Zootecnia/2013


Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde;
há e a, etc)
Robustecer os orçamentos da educação e da saúde constitui sonho acalentado por brasileiros, independentemente de
opção partidária ou credo religioso. As duas áreas — os mais dolorosos problemas que dificultam a marcha do país rumo
ao desenvolvimento sustentável — clamam por melhorias urgentes. Não é outra a razão por quemilhares de pessoas
ocuparam as ruas das mais importantes unidades da Federação exigindo escolas e hospitais padrão FIFA.

Correio Braziliense, 18/8/2013 (com adaptações).


Julgue o item, relativo ao texto acima.

Mantém-se a correção gramatical do período ao se substituir a expressão “por que” pela palavra porque.

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Questão 18: CESPE - TRACA (ANCINE)/ANCINE/2012


Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde;
há e a, etc)
No dia da primeira exibição pública de cinema — 28 de dezembro de 1895, em Paris —, um homem de teatro que
trabalhava com mágicas, Georges Mélies, foi falar com Lumière, um dos inventores do cinema; queria adquirir um
aparelho, e Lumière desencorajou-o, dizendo-lhe que o cinematógrafo não tinha o menor futuro como espetáculo, era um
instrumento científico para reproduzir o movimento e só poderia servir para pesquisas. Mesmo que o público, no início, se
divertisse com ele, seria uma novidade de vida breve, logo cansaria. Lumière enganou-se.

Naquele 28 de dezembro, o que apareceu na tela do Grand Café? Uns filmes curtinhos, filmados com a câmara parada,
em preto e branco e sem som. Um em especial emocionou o público: a vista de um trem chegando à estação, filmada de
tal forma que a locomotiva vinha de longe e enchia a tela, como se fosse projetar-se sobre a plateia.

A novidade não consistia em ver na tela um trem em movimento. Todos os espectadores sabiam que não havia nenhum
trem verdadeiro na tela, logo não havia por queassustar-se. A imagem na tela era em preto e branco e não fazia ruídos;
portanto, não podia haver dúvida, não se tratava de um trem de verdade. Só podia ser uma ilusão. A novidade residia aí:
na ilusão.

Jean Claude Bernadet. O que é cinema? Internet: <http://pt.scribd.com> (com adaptações).


Em relação às ideias e estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item a seguir.

Mantém-se a correção gramatical do período ao se substituir “por que” pelo termo porquê.

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Questão 19: CESPE - AA (PRF)/PRF/2012


Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde;
há e a, etc)
Além das condições das rodovias, a segurança nas estradas depende da conduta do motorista. Em caso de problemas
mecânicos ou acidentes, é muito importante que o condutor retire o veículo da via para não causar novas colisões.
Motorista e passageiros devem se abrigar em um local seguro, se possível, além do acostamento, até que chegue o
socorro. A polícia rodoviária orienta o condutor ou passageiro a ligar para o número 190 da polícia militar, que pode
localizar o posto policial mais próximo do local do acidente e solicitar ajuda. Muitas vezes, acidentes acabam provocando
outros, até mais graves. É importante alertar os outros motoristas de que existe um veículo parado na estrada. O
triângulo de sinalização deve ser posicionado a alguns metros do automóvel acidentado, para permitir que os demais
usuários da via se antecipem e saibam que existe um problema à frente.
Idem, ibidem (com adaptações).
Julgue o seguinte item, relativo ao texto acima.

A correção gramatical do texto seria mantida se, no trecho “posicionado a alguns metros”, o termo “a” fosse substituído
por há.

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Questão 20: CESPE - TJ TRE ES/TRE ES/Apoio Especializado/Taquigrafia/2011


Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde;
há e a, etc)
Julgue o próximo item, com relação ao correto emprego de porque, porquê, por que e por quê.

Se me perguntam por que sou favorável ao voto distrital, qual o motivo porque defendo tal sistema, explico de pronto:
porque com ele diminui a briga interna dos partidos em cada distrito. Além disso, porque o voto distrital dá ao eleitor a
possibilidade de controlar quem foi por ele eleito.

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Questão 21: CESPE - TJ TRE ES/TRE ES/Apoio Especializado/Taquigrafia/2011


Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde;
há e a, etc)
Julgue o próximo item, com relação ao correto emprego de porque, porquê, por que e por quê.

Alguns prefeitos se reelegem com extrema facilidade. Por que isso ocorre? Por que prefeitos de municípios recém-criados
se reelegem com muito mais facilidade do que os demais? Provavelmente, porque têm mais liberdade para gastar e
amplas possibilidades de contratar novos funcionários para compor a burocracia local.

Certo
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Questão 22: CESPE - TJ TRE ES/TRE ES/Apoio Especializado/Taquigrafia/2011


Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde;
há e a, etc)
Julgue o próximo item, com relação ao correto emprego de porque, porquê, por que e por quê.

Em cada eleição se manifesta o desejo de permanência ou mudança. Mudar por quê? Nem todos os porquês são
razoavelmente justificáveis. É preciso que cada um reflita seriamente para saber por que quer mudar, ou por que quer a
continuidade de determinado grupo no poder.

Certo
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Questão 23: CESPE - ATI (ABIN)/ABIN/Administração/2010


Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde;
há e a, etc)

Para Calvino, a rapidez a ser valorizada em nosso tempo não poderia ser exclusivamente aquele tipo de
velocidade inspirada por Mercúrio, o deus de pés alados, leve e desenvolto. Por meio de Mercúrio se estabelecem as
relações entre os deuses e os homens, entre leis universais e casos particulares, entre a natureza e as formas de cultura.
Hoje, escreve Calvino, a velocidade de Mercúrio precisaria ser complementada pela persistência flexível de Vulcano, um
"deus que não vagueia no espaço, mas que se entoca no fundo das crateras, fechado em sua forja, onde fabrica
interminavelmente objetos de perfeito lavor em todos os detalhes - joias e ornamentos para os deuses e deusas, armas,
escudos, redes e armadilhas".

Da combinação entre velocidade, persistência, relevância, precisão e flexibilidade surge a noção contemporânea
de agilidade, transformada em principal característica de nosso tempo. Uma agilidade que vem se tornando lugar
comum, se não na vida prática das organizações, pelo menos nos discursos. Empresas, governos, universidades,
exércitos e indivíduos querem ser ágeis. Também os serviços de inteligência querem ser ágeis, uma exigência cada vez
mais decisiva para justificar sua própria existência no mundo de hoje.

Marco A. C. Cepik. Serviços de inteligência: agilidade e transparência como dilemas de institucionalização. Rio de Janeiro: IUPERJ,
2001. Tese de doutorado. Internet: <www2.mp.pa.gov.br> (com adaptações).
Julgue o próximo item, referente às estruturas do texto e ao vocabulário nele empregado.

O sentido e a correção do texto seriam mantidos caso o vocábulo senão fosse empregado em lugar de "se não".

Certo
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Questão 24: CESPE - Ag Adm (MTE)/MTE/2008


Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde;
há e a, etc)

Grupo Móvel - O Sr. se lembra quando o Grupo esteve aqui antes?

Jacaré - Hum! Olha, acho que faz uns oito anos...

Grupo Móvel - Saiu um monte de gente, por que o Sr. não saiu?

Jacaré - É, saiu um monte de gente, mas o patrão pediu para ficar e eu fiquei.

Grupo Móvel - O que o Sr. fez com o dinheiro da indenização que recebeu na época?

Jacaré - Construí um barraquinho... Comprei umas vaquinhas...

Grupo Móvel - Depois disso, o Sr. recebeu mais alguma coisa?

Jacaré - Não, não recebi mais nada, além de comida. Ele disse que eu teria de pagar pelo dinheiro que recebi.

Grupo Móvel - Mais nada?

Companheira de Jacaré - Ele diz que a gente ainda está devendo e não deixa tirar nossas vacas, diz que são dele. Até
as leitoas que pegamos no mato ele diz que são dele.

Grupo Móvel - Por que o Sr. continua trabalhando?

Companheira de Jacaré - Porque ele não quer ir embora sem receber nada. Nem as vacas ele deixa a gente levar.

Grupo Móvel - Quantos anos o Sr. tem?

Jacaré - Tenho 64 anos.

Grupo Móvel - E trabalha para ele há quantos anos?

Jacaré - Faz uns 30 anos.

Grupo Móvel - O Sr. pede dinheiro para ele?

Jacaré - Não, não peço. Precisa pedir? Se a gente trabalha, não precisa pedir.

O dilema de Eduardo Silva, conhecido como Jacaré, enfim, foi resolvido. Ele foi retirado da fazenda em Xinguara,
no Pará. O Grupo Especial Móvel de Combate ao Trabalho Escravo do MTE abriu para ele uma caderneta de poupança,
onde foi depositado o valor das verbas indenizatórias devidas, cerca de R$ 100 mil.
Revista Trabalho. Brasília: MTE, ago./set./out./2008, p. 43 (com adaptações).

Acerca dos aspectos estruturais e lingüísticos e dos sentidos do texto ao lado, julgue o item a seguir.

Na linha 11, como "Por que" está no início de uma pergunta, a palavra Porque poderia, corretamente, substituí-la.

Certo
Errado
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Questão 25: CESPE - OI (ABIN)/ABIN/Código 01 (Administração Pública)/2004


Assunto: Fatos da Língua Portuguesa (porque, por que, porquê e por quê; onde, aonde e donde;
há e a, etc)

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Segurança do medo

A síndrome de Nova Iorque, 11 de setembro, projetou-se sobre Atenas, agosto, sexta-feira, 13, data da abertura
dos 28.º Jogos Olímpicos. De tal forma que os gastos de 1,2 bilhão de euros (cerca de R$ 4,8 bilhões) são a maior
quantia já investida em segurança na história da competição. O dinheiro foi aplicado em um poderoso esquema para
evitar ataques terroristas, como ocorreu nos Jogos de Munique, em 1972, quando palestinos da organização Setembro
Negro invadiram a Vila Olímpica e mataram dois atletas israelenses. Do esquema grego, montado em colaboração com
sete países - Estados Unidos da América (EUA), Austrália, Alemanha, Inglaterra, Israel, Espanha e Canadá -, faz parte o
sistema de navegação por satélite da Agência Espacial Européia. Da terra, ar e água, 70 mil policiais, bombeiros, guarda
costeira e mergulhadores da Marinha vão zelar pela segurança. Até a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)
emprestará sua experiência militar no combate ao terrorismo.

Correio Braziliense, 7/8/2004, "Guia das Olimpíadas", p. 3 (com adaptações).


A respeito do texto acima e considerando as informações e os múltiplos aspectos do tema que ele focaliza, julgue o item
que se segue.

No trecho "cerca de R$ 4,8 bilhões", mantém-se a correção gramatical ao se substituir o termo sublinhado por qualquer
uma das seguintes expressões: aproximadamente, por volta de, em torno de, acerca de.

Certo
Errado
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Questão 26: CESPE - Sold (PM CE)/PM CE/2012


Assunto: Inicial maiúscula
Ao reverenciar o dia do Soldado, estamos homenageando o homem brasileiro na sua dedicação à Pátria e no seu
desprendimento em servir à Nação. Jovens brasileiros das diversas regiões do País dedicam-se à importante tarefa de
prestar o serviço militar, na certeza de que estão iniciando a conquista da cidadania.

Simples, modestos, esperançosos, idealistas, lá vão eles diariamente para seus quartéis com a satisfação e o orgulho de
estarem seguindo o exemplo de Luiz Alves de Lima e Silva, Duque de Caxias, expressão maior e símbolo do soldado
brasileiro.

Caxias, que se destacou na conturbada fase de consolidação do Estado brasileiro como um dos baluartes da pacificação
das províncias, conseguiu, com seu descortino invulgar, consolidar a paz interna e contribuir para que nenhum dos
movimentos deflagrados, ora nas regiões Norte e Nordeste, ora na região Sul, se convertesse em fragmentações do País.

Internet: <www.senado.gov.br> (com adaptações).


Com relação a aspectos gramaticais e semânticos do texto, julgue o próximo item.

O emprego da inicial maiúscula confere aos vocábulos “Pátria” (l.1), “Nação” (l.2) e “País” (l.2 e l.8) sentido particular e
determinado, elevando-os à categoria de alto conceito político ou nacionalista.

Certo
Errado
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Questão 27: CESPE - TJ TRE ES/TRE ES/Apoio Especializado/Taquigrafia/2011


Assunto: Inicial maiúscula
Um dos problemas mais significativos da democracia representativa brasileira, preexistente à Constituição de 1988, mas
mantido por ela, é a distorção da representação das unidades federadas na Câmara dos Deputados. Trata-se de assunto
cuja importância e mesmo centralidade não podem ser desprezadas: princípio basilar da democracia representativa é o
voto de cada pessoa ter o mesmo peso eletivo. O atual sistema permite que o voto de um cidadão seja dezenas de vezes
mais significativo, nas eleições para a Câmara, do que o voto de outro. Essa situação é incompatível com o
aperfeiçoamento democrático de nosso regime político.

A Constituição brasileira (art. 45, caput


) determina que a representação dos estados na Câmara dos Deputados seja
proporcional à população. Entretanto, a seguir, estabelece piso e teto dessa representação (oito e setenta deputados,
respectivamente), que implicam a negação dessa proporcionalidade.

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Octaciano Nogueira, em trabalho a respeito do tema, parte da premissa de que essa distorção "não é obra do regime
militar, que, na verdade, se utilizou desse expediente, como de inúmeros outros, para reforçar a Arena, durante o
bipartidarismo; sua origem remonta à Constituinte de 1890, quando, por sinal, o problema foi exaustivamente debatido;
a partir daí, incorporou-se à tradição de nosso direito constitucional legislado, em todas as subsequentes constituições; e
o princípio, portanto, estabelecido durante as fases democráticas sob as quais viveu o País e mantido sempre que se
restaurou o livre debate, subsequente aos regimes de exceção, foi invariavelmente preservado, como ocorreu em 1946 e
1988."

Arlindo F. de Oliveira. Sobre a representação dos estados na Câmara dos Deputados. In: Textos para Discussão, n.º 5, abr./2004
(com adaptações).

Julgue o item subsecutivo, com relação a aspectos linguísticos do texto.

O emprego das iniciais maiúsculas nas palavras Constituição e Câmara dos Deputados está de acordo com as normas
ortográficas da língua portuguesa.

Certo
Errado
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Questão 28: CESPE - AUFC/TCU/Apoio Técnico e Administrativo/Tecnologia da Informação/2010


Assunto: Inicial maiúscula
A organização da sociedade em movimentos sociais é inerente à sua estrutura de poder. O teatro teve, na Grécia antiga,
o papel político de dotar a população de razão crítica por intermédio de uma expressão estética. Mas os movimentos
sociais adquirem ao longo da história distintas expressões: estética, religiosa, econômica, ecológica etc. A partir do
século um, o Império Romano teve suas bases solapadas por um movimento social de caráter religioso -
o Cristianismo -, que se recusou a reconhecer a divindade de César e propalou a radical dignidade de todo ser humano.
Desde a Revolução Francesa, a sociedade civil passou a se mobilizar mais frequentemente em movimentos sociais.
Porém, é recente a noção de que a sociedade civil deve se organizar para pressionar o poder público, e não
necessariamente almejar também a tomada de poder. Isso ensejou o caráter multifacetado dos movimentos de
indígenas, negros, mulheres, migrantes, homossexuais etc. e o fato de constituírem instâncias políticas nem sempre
partidárias. É o fenômeno recente do empoderamento
da sociedade civil, que, quanto mais forte, mais logra transmutar a
democracia meramente representativa em democracia efetivamente participativa.

Frei Beto. Valores que constroem a cidade. In: Correio Braziliense, 25/6/2010 (com adaptações).
A partir das estruturas linguísticas que organizam o texto acima, julgue o item subsecutivo.

O uso das letras iniciais maiúsculas em "Império Romano", "Cristianismo" e "Revolução Francesa" são exemplos de que
substantivo usado para designar ente singular deve ser grafado com inicial maiúscula, como, por exemplo, Lei n.º
8.888/1998.

Certo
Errado
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Questão 29: CESPE - APF/PF/"Regionalizado"/2004


Assunto: Inicial maiúscula
O Presidente da República, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 55, item I, da Constituição Federal,

DECRETA:

Art. 1.° A Carreira Policial Federal far-se-á nas categorias funcionais de Delegado de Polícia Federal, Perito Criminal
Federal, Censor Federal, Escrivão de Polícia Federal, Agente de Polícia Federal e Papiloscopista Policial Federal, mediante
progressão funcional, de conformidade com as normas estabelecidas pelo Poder Executivo.

Art. 2.° A hierarquia na Carreira Policial Federal se estabelece primordialmente das classes mais elevadas para as
menores e, na mesma classe, pelo padrão superior.

Art. 3.° O ingresso nas categorias funcionais da Carreira Policial Federal ocorrerá sempre no padrão I das classes iniciais,
mediante nomeação ou progressão funcional.

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Internet: <http://www.apcf.org.br>. Acesso em ago./2004 (com adaptações).


Quanto ao texto acima, julgue o item a seguir.

No texto, as expressões grafadas com inicial maiúscula constituem unidades de sentido, classificadas como substantivos
compostos, em que o recorrente adjetivo "Federal" faz parte do nome próprio.

Certo
Errado
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Questão 30: CESPE - APF/PF/1997


Assunto: Inicial maiúscula
Polícia.

É uma função do Estado que se concretiza em uma instituição de administração positiva e visa pôr em ação as limitações
que a lei impõe à liberdade dos indivíduos e dos grupos, para salvaguarda e manutenção da ordem pública, em suas
várias manifestações: da segurança das pessoas à segurança da propriedade, da tranqüilidade dos agregados humanos à
proteção de qualquer outro bem; tutelado com disposições penais. Esta definição de Polícia não abrange o sentido que o
termo teve no decorrer dos séculos: derivando de um primeiro significado diretamente etimológico de conjunto das
instituições necessárias ao funcionamento e à conservação da cidade-Estado, o termo indicou, na Idade Média, a boa
ordem da sociedade civil, da competência das autoridades políticas do Estado, em contraposição à boa ordem moral, do
cuidado exclusivo da autoridade religiosa. Na Idade Moderna, seu significado chegou a compreender toda a atividade da
administração pública. Este termo voltou a ter um significado mais restrito, quando, no início do século XIX, passou a ,o
identificar-se com a atividade tendente a assegurar a defesa da comunidade dos perigos internos. Tais perigos estavam
representados nas ações e situações contrárias à ordem pública e à segurança pública. A defesa da ordem pública se
exprimia na repressão de todas aquelas manifestações que pudessem desembocar em uma mudança das relações
político-econômicas , entre as classes sociais; enquanto que a segurança pública compreendia a salvaguarda da
integridade física da população, nos bens e nas pessoas, contra os inimigos naturais e sociais. Estas duas atividades
da polícia são apenas parcialmente distinguíveis do ponto de vista político: na sociedade atual, caracterizada por uma
evidente diferenciação de classes, a defesa dos bens da população, que poderia parecer uma atividade destinada à
proteção de todo o agregado humano, se reduz à tutela das classes possuidoras de bens que precisam de defesa; quanto
à defesa da ordem pública, ela se resume também na defesa de grupos ou classes particulares. A orientação classista da
atividade de polícia consentiu, além disso, que normas claramente destinadas à salvaguarda da integridade física da
população contra inimigos naturais tenham sido utilizadas com fins repressivos: pensemos, por exemplo, nas normas
sobre a funcionalidade dos locais destinados a espetáculos públicos (cinemas, teatros, estádios etc.) e no uso que deles
se fez em tempos e países diversos para impedir manifestações ou reuniões antigovernamentais. É nesse sentido que se
confirma a definição de Polícia acima apresentada, já que a defesa da segurança pública é, na realidade, uma atividade
orientada a consolidar a ordem pública e, conseqüentemente, o estado das relações de força entre classes e grupos
sociais.

Com referência ao valor semântico de termos ou expressões utilizados no texto, tendo em vista o tipo de publicação do
qual o verbete foi redrado, julgue o seguinte item.

O emprego da inicial maiúscula ou minúscula na grafia do termo polícia, nas linhas 4, 12, 16 e 19 do texto, não evidencia
mudança de sentido: todas as vezes em que o vocábulo aparece refere-se substantivamente à instituição de
administração política.

Certo
Errado
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Questão 31: CESPE - ATA (DPU)/DPU/2016


Assunto: Acentuação
No início da colonização portuguesa no Brasil, a defesa das pessoas pobres perante os tribunais era considerada uma
obra de caridade, com fortes traços religiosos.

Anteriormente à primeira Constituição pátria, a de 1824, vigoraram as Ordenações Afonsinas, as Manuelinas e as


Filipinas. Destas, somente as Ordenações Filipinas, sancionadas em 1595 e que construíram a base do direito português
até o século XIX, com vigência de 1603 até o Código Civil brasileiro de 1916, trazem, em seu texto, algo que remete ao
entendimento de concessão de justiça gratuita, prevendo que, se o agravante fosse tão pobre que jurasse não ter bens
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móveis, nem bens de raiz, nem como pagar o agravo e se rezasse, na audiência, uma vez, a oração do Pai-Nosso pela
alma do rei de Portugal, seria considerado quitado o pagamento das custas de então.

Ainda com relação ao aspecto da gratuidade, em particular, o colonizador português trouxe para o território brasileiro a
praxe forense de acordo com a qual os advogados deveriam assistir, de maneira gratuita e voluntária, , os pro bono
pobres que a solicitassem. Essa obrigação era admitida como um dever moral do ofício, diferenciando-se do voluntariado
por ser exercida com caráter e competência profissionais, embora fosse uma atividade não remunerada.

Essas duas formas de gratuidade no acesso à justiça não se confundem. A advocacia pro bono
é definida como a
prestação gratuita de serviços jurídicos na promoção do acesso à justiça, ao passo que a assistência jurídica pública
gratuita, atualmente prevista na Constituição Federal, no artigo 5.º, inciso LXXIV, e no artigo 134, é um dever
intransferível do Estado e, na maior parte das vezes, é realizada na atuação das Defensorias Públicas da União e dos
estados e por meio de convênios entre esses órgãos e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Enfim, a importância dessas duas formas de assistência jurídica gratuita reside no fato de que o maior beneficiário dessa
prerrogativa é a pessoa com insuficiência de recursos que tenha de demandar em juízo.

Internet: <www.ambito-juridico.com.br> e <www.probono.org.br> (com adaptações).


Com referência às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item.

Presentes no texto, os vocábulos “caráter”, “intransferível” e “órgãos” são acentuados em decorrência da regra
gramatical que classifica as palavras paroxítonas.

Certo
Errado
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Questão 32: CESPE - Ag Pol (PC GO)/PC GO/2016


Assunto: Acentuação
Texto CB1A1AAA

Na Idade Média, durante o período feudal, o príncipe era detentor de um poder conhecido como jus politiae
— direito de
polícia —, que designava tudo o que era necessário à boa ordem da sociedade civil sob a autoridade do Estado, em
contraposição à boa ordem moral e religiosa, de competência exclusiva da autoridade eclesiástica.

Atualmente, no Brasil, por meio da Constituição Federal de 1988, das leis e de outros atos normativos, é conferida aos
cidadãos uma série de direitos, entre os quais os direitos à liberdade e à propriedade, cujo exercício deve ser compatível
com o bem-estar social e com as normas de direito público. Para tanto, essas normas especificam limitações
administrativas à liberdade e à propriedade, de modo que, a cada restrição de direito individual — expressa ou implícita
na norma legal —, corresponde equivalente poder de polícia administrativa à administração pública, para torná-la efetiva
e fazê-la obedecida por todos.

Internet: <www.ambito-juridico.com.br> (com adaptações).


Quanto aos termos empregados no texto CB1A1AAA, às ideias nele contidas e à ortografia oficial da língua portuguesa,
assinale a opção correta.

a) O sentido original do texto seria preservado e as normas da ortografia oficial da língua portuguesa seriam
respeitadas caso se substituísse o trecho “é conferida aos cidadãos uma série de direitos” por aos cidadões confere-se
muitos direitos.
b) O emprego do hífen no vocábulo “bem-estar” justifica-se pela mesma regra ortográfica que justifica a grafia do
antônimo desse vocábulo: mal-estar.
c) As formas verbais “torná-la” e “fazê-la” recebem acentuação gráfica porque se devem acentuar todas as formas
verbais combinadas a pronome enclítico.
d) A mesma regra de acentuação justifica o emprego de acento em “à” e “é”.
e) O vocábulo “período” é acentuado em razão da regra que determina que se acentuem palavras paroxítonas com
vogal tônica i formadora de hiato.
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Questão 33: CESPE - Diplomata/IRBr/2016


Assunto: Acentuação
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Texto

Em suas remotas origens helênicas, o termo “caráter” significou gravar. Empregavam-no, então, tanto para exprimir o
sinete como a marca deixada na cera dócil. Essa dupla significação ainda hoje é vernácula — se não corrente — em
certas acepções. Na linguagem tipográfica, por exemplo, “caráter” tanto é o tipo da imprensa como o sinal ou a letra
gravada. Assim sendo, podemos dizer que o caráter de um homem não é somente o seu feitio moral, senão também a
expressão e a impressão do indivíduo. Em arte, caráter será a personalidade do autor, o aspecto aparente e profundo da
obra e o efeito dela. Fixada assim a verdadeira acepção do termo, podemos afirmar que o mérito maior do poema do Sr.
Menotti del Picchia é “o caráter”. Poesia profundamente simples e pessoal, de inspiração larga e sadia, tem a força das
obras bem concebidas e a beleza das coisas naturais. Poesia de corpos simples, poderíamos dizer, pela sobriedade de
linhas no sentimento, no pensamento e na expressão. Sente-se que o autor procurou a naturalidade e não a arte, que é
o melhor caminho para atingir a esta.

O segredo da arte é a naturalidade sem prejuízo da perfeição.

O Sr. Menotti del Picchia ainda não pôde naturalmente desvendar o segredo da arte. Se no buscar a expressão natural do
seu lirismo alcançou a arte, não se despojou ainda das incertezas dessa procura, de certa fraqueza de técnica. Defeitos
são todos estes transitórios, quase necessários em quem apenas se inicia.

A essência do livro é excelente.

Indica no autor uma personalidade inconfundível, que procura em si mesmo ou em torno de si os motivos de sua
estética. Nem se distingue pela obsessão do isolamento, nem se perde por modelos estranhos. Daí lhe vem a
superioridade de caráter individual. Se o caráter do autor provém dessa independência sem esforço, reside o da obra em
sua originalidade natural; na conformidade com o meio, em uma perfeita radicação no solo pátrio, na simplicidade da
construção e nas perfeitas proporções do ímpeto poético. O próprio desconcerto, em pormenores do poema principal e
de outras produções secundárias, concorre para a individualidade desse esplêndido ensaio.

O caráter desse livro se conserva pela ressonância que tem. Não são versos agradáveis, suaves ou elegantes, que com
tanto agrado se leem quanto facilmente se esquecem. São versos que lidos — ficam; gravam-se invencivelmente na
memória, ora destacados, ora em bloco. A crítica, no julgar e no decompor as obras, não pode desprezar a intuição, se
não é principalmente isso. E um dos mais seguros processos de intuição, no distinguir o valor das obras, é esse da
permanência das sensações.

Os poemas do Sr. Menotti del Picchia deixam uma funda impressão de sua leitura: não pode haver melhor demonstração
do seu “caráter”. Quando essa impressão não se limitar aos leitores e aos críticos, e se estender à própria literatura
nacional, terá a sua poesia atingido o grau supremo que lhe auguro.

Juca Mulato é um poema simples. Encerra uma lição profunda na singeleza do motivo e da intenção. É certo que a
evidência da beleza não pode ser em arte um critério axiomático. Quantas vezes a paciência é o melhor guia da emoção
estética? A exegese das sinfonias de Beethoven, como a dos dramas musicais de Wagner, aumenta a nossa receptividade
para essa arte de titãs, se bem que a intuição íntima e a explicação individual sejam imprescindíveis.

O poema do Sr. Menotti del Picchia tem a simplicidade e a frescura das criações espontâneas e necessárias, onde o
esforço da composição permanece obscuro como deve.

Para lhe realçar a beleza não se sente a crítica compelida a buscar símbolos problemáticos ou filosofias arbitrárias. Sendo
o que é — um mal de amor impossível que leva a alma à desesperança, para se resignar depois e ressurgir consolada
pela visão da terra amada, da felicidade atingível e do sonho necessário —, comove pelo simples aspecto de suas linhas
harmoniosas.

A beleza maior do poema, que é também o seu caráter, está na sua simplicidade radical. O poeta reprimiu
voluntariamente as possíveis exuberâncias ou ambições de seu lirismo para ficar dentro do assunto que escolheu.
Ganhou com isso um grande poder virtual e marca mais do que se quisesse marcar: a acústica de uma construção
humana nunca chega à acuidade de um eco natural.

Juca Mulato é a reconciliação do homem consigo mesmo, do brasileiro com sua terra, do bárbaro com seu isolamento.
Reconciliação às vezes impossível, outras ilusória, 85 sempre necessária, raramente realizada. O consolo de Juca Mulato
é a indicação do caminho a seguir.

Alceu Amoroso Lima. Um poeta. In: Estudos literários. Rio de Janeiro: Aguilar, 1966, p.133-5 (com adaptações).
Julgue o item seguinte, relativos a acentuação de palavras e a aspectos gramaticais do texto.

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A forma “pôde” poderia ser corretamente substituída por pode, visto que o seu tempo verbal é depreendido pelo
contexto do parágrafo e que o acento nela empregado é opcional.

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Questão 34: CESPE - Aux (FUB)/FUB/Administração/2016


Assunto: Acentuação
Texto CB4A1AAA

Brasília tinha apenas dois anos quando ganhou sua universidade federal. A Universidade de Brasília (UnB) foi fundada
com a promessa de reinventar a educação superior, entrelaçar as diversas formas de saber e formar profissionais
engajados na transformação do país.

A construção do campus
brotou do cruzamento de mentes geniais. O inquieto antropólogo Darcy Ribeiro definiu as bases
da instituição. O educador Anísio Teixeira planejou o modelo pedagógico. O arquiteto Oscar Niemeyer transformou
as ideias em prédios.

Darcy e Anísio convidaram cientistas, artistas e professores das mais tradicionais faculdades brasileiras para assumir o
comando das salas de aula da jovem UnB. “Eram mais de duzentos sábios e aprendizes, selecionados por seu talento
para plantar aqui a sabedoria humana”, escreveu Darcy Ribeiro, em A Invenção da Universidade de Brasília.

A estrutura administrativa e financeira era amparada por um conceito novo nos anos 60 e até hoje menina dos olhos dos
gestores universitários: a autonomia.

Internet: <www.unb.br> (com adaptações).

Julgue os itens que se seguem, pertinentes a aspectos linguísticos do texto CB4A1AAA.

A ausência de acento agudo em “ideias” está em conformidade com as regras ortográficas vigentes.

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Questão 35: CESPE - Tec MPU/MPU/Apoio Técnico e Administrativo/Segurança Institucional e


Transporte/2015
Assunto: Acentuação
O Ministério Público é fruto do desenvolvimento do Estado brasileiro e da democracia. A sua história é marcada por
processos que culminaram consolidando-o como instituição e ampliando sua área de atuação.

No período colonial, o Brasil foi orientado pelo direito lusitano. Não havia o Ministério Público como instituição. Mas as
Ordenações Manuelinas de 1521 e as Ordenações Filipinas de 1603 já faziam menção aos promotores de justiça,
atribuindo-lhes o papel de fiscalizar a lei e de promover a acusação criminal. Existiam ainda o cargo de procurador dos
feitos da Coroa (defensor da Coroa) e o de procurador da Fazenda (defensor do fisco).

Só no Império, em 1832, com o Código de Processo Penal do Império, iniciou-se a sistematização das ações do Ministério
Público. Na República, o Decreto n.º 848/1890, ao criar e regulamentar a justiça federal, dispôs, em um capítulo, sobre a
estrutura e as atribuições do Ministério Público no âmbito federal.

Foi na área cível, com a Constituição Federal de 1988, que o Ministério Público adquiriu novas funções, com destaque
para a sua atuação na tutela dos interesses difusos e coletivos. Isso deu evidência à instituição, tornando-a uma espécie
de ouvidoria da sociedade brasileira.

Internet: <www.mpu.mp.br> (com adaptações).

Com relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto, julgue o item que se segue.

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03/09/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

A palavra “cível” recebe acento gráfico em decorrência da mesma regra que determina o emprego de acento
em amável e útil.

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Questão 36: CESPE - Tec (FUB)/FUB/Laboratório/Biologia/2015


Assunto: Acentuação
Estação do ano mais aguardada pelos brasileiros, o verão não é sinônimo apenas de praia, corpos à mostra e pele
bronzeada. O calor extremo provocado por massas de ar quente ― fenômeno comum nessa época do ano, mas
acentuado na última década pelas mudanças climáticas ― traz desconfortos e riscos à saúde. Não se trata somente de
desidratação e insolação. Um estudo da Faculdade de Saúde Pública de Harvard (EUA), o maior a respeito do tema feito
até o momento, mostrou que as temperaturas altas aumentam hospitalizações por falência renal, infecções do trato
urinário e até mesmo sepse, entre outras enfermidades. “Embora tenhamos feito o estudo apenas nos EUA, as ondas de
calor são um fenômeno mundial. Portanto, os resultados podem ser considerados universais”, diz Francesca Domininci,
professora de bioestatística da faculdade e principal autora do estudo, publicado no jornal Jama, da Associação Médica
dos Estados Unidos. No Brasil, não há estudos específicos que associem as ondas de calor a tipos de internações. “Não é
só aí. No mundo todo, há pouquíssimas investigações a respeito dessa relação”, afirma Domininci. “Precisamos que os
colegas de outras partes do planeta façam pesquisas semelhantes para compreendermos melhor essa importante
questão para a saúde pública”, observa.

Internet: <www.correioweb.com.br> (com adaptações).


Com relação às ideias e às estruturas do texto acima, julgue o item que se segue.

Os acentos gráficos das palavras “bioestatística” e “específicos” têm a mesma justificativa gramatical.

Certo
Errado
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Questão 37: CESPE - APF (DEPEN)/DEPEN/Área 1/2015


Assunto: Acentuação
Os condenados no Brasil são originários, na maioria das vezes, das classes menos favorecidas da sociedade. Esses
indivíduos, desde a mais tenra infância, são pressionados e oprimidos pela sociedade, vivem nas favelas, nos morros, nas
regiões mais pobres, em precárias condições de vida, em meio ao esgoto, à discriminação social, à completa ausência de
informações e de escolarização.

Sem o repertório de uma mínima formação educacional e social, o preso, mesmo antes de se tornar um delinquente, já
ocupa uma posição social inferior.

O regime penitenciário deve empregar os meios curativos, educativos, morais, espirituais, e todas as formas de
assistência de que possa dispor com o intuito de reduzir o máximo possível as condições que enfraquecem o sentido de
responsabilidade do recluso, o respeito à dignidade de sua pessoa e a sua capacidade de readaptação social.

Internet: <www.joaoluizpinaud.com> (com adaptações).

Julgue o próximo item, relativo às ideias e às estruturas linguísticas do texto.

As palavras “indivíduos” e “precárias” recebem acento gráfico com base em justificativas gramaticais diferentes.

Certo
Errado
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Questão 38: CESPE - AUFC/TCU/Controle Externo/Auditoria Governamental/2015


Assunto: Acentuação
No dia 4 de maio de 2015, a Lei Complementar Federal n.º 101/2000, conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal ou
simplesmente LRF, completou quinze anos. Embora devamos comemorar a consolidação de uma nova cultura de

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responsabilidade fiscal por grande parte dos nossos gestores, o momento também é propício para reflexões sobre o
futuro desse diploma.

Para a surpresa de muitas pessoas, acostumadas a ver em nosso país tantas leis que não saem do papel, a LRF, logo nos
primeiros anos, atinge boa parte de seus objetivos, notadamente em relação à observância dos limites da despesa com
pessoal, o que permitiu uma descompressão da receita líquida e propiciou maior capacidade de investimento público. O
regulamento marca avanços também no controle de gastos em fins de gestão e em relação ao novo papel que as leis de
diretrizes orçamentárias passaram a desempenhar.

Não obstante todos os avanços, o momento exige cautela e reflexões. Como toda debutante, a LRF passa por alguns
importantes conflitos existenciais. É quase consenso, no meio acadêmico e entre os órgãos de controle, a necessidade de
seu aperfeiçoamento em alguns pontos. Há que se ponderar, contudo, sobre o melhor momento para os necessários
ajustes normativos. Realizar mudanças permanentes na lei por conta de circunstâncias excepcionais e episódicas não
parece recomendar o bom senso.

Valdecir Pascoal. Os 15 anos da Lei de Responsabilidade Fiscal. In: O Estado de S.Paulo, 5/maio/2015. Internet:
<http://politica.estadao.com.br> (com adaptações).

No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item.

As palavras “líquida”, “público”, “órgãos” e “episódicas” obedecem à mesma regra de acentuação gráfica.

Certo
Errado
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Questão 39: CESPE - Tec GT (TELEBRAS)/TELEBRAS/Assistente Técnico/2015


Assunto: Acentuação
A revolução digital está relacionada à nossa capacidade de conhecer determinadas informações e delas dispor, bem como
de agir procurando a compreensão simples de fenômenos complexos. A nova sociedade do conhecimento requer acesso
fácil à informação e ao saber. A “nuvem” — tecnologia capaz de gerenciar de forma inteligente enormes quantidades de
dados —, a conectividade móvel e as redes sociais levam alguns especialistas a afirmar que estamos no início da quarta
revolução digital. Esse é um avanço de maior transcendência que o das três revoluções anteriores (os primeiros
computadores empresariais, o computador pessoal e a Internet).

Os territórios inteligentes apostam em uma tecnologia digital mais adequada e que esteja a serviço da qualidade de vida,
do acesso à informação e da potencialização da economia criativa. O desenvolvimento das tecnologias da informação, das
telecomunicações e da Internet tem facilitado o nascimento de fluxos e redes que favorecem a conexão entre pessoas,
instituições e empresas, apesar da distância física entre elas. No futuro, a revolução digital poderá ser o detonador da
economia criativa e de uma melhora substancial da competitividade das cidades.

Alfonso Vegara. Os territórios inteligentes.


Internet: <http://bibliotecadigital.fgv.br> (com adaptações).
Julgue o próximo item, a respeito das ideias e estruturas linguísticas do texto Os territórios inteligentes.

A palavra “está” recebe acento gráfico em decorrência da mesma regra que determina o emprego do acento no vocábulo
“três”.

Certo
Errado
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Questão 40: CESPE - Admin (SUFRAMA)/SUFRAMA/2014


Assunto: Acentuação
Com efeito, a habitação em cidades é essencialmente antinatural, associa-se a manifestações do espírito e da vontade,
na medida em que esses se opõem à natureza. Para muitas nações conquistadoras, a construção de cidades foi o mais
decisivo instrumento de dominação que conheceram. Max Weber mostra admiravelmente como a fundação de cidades
representou, para o Oriente Próximo e particularmente para o mundo helenístico e para a Roma imperial, o meio
específico de criação de órgãos locais de poder, acrescentando que o mesmo fenômeno se verifica na China, onde, ainda
durante o século passado, a subjugação das tribos miaotse pode ser relacionada à urbanização de suas terras. E não foi
sem boas razões que esses povos usaram de semelhante recurso, pois a experiência tem demonstrado que ele é, entre

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todos, o mais duradouro e eficiente. As fronteiras econômicas estabelecidas no tempo e no espaço pelas fundações de
cidades no Império Romano tornaram-se também as fronteiras do mundo que mais tarde ostentaria a herança da cultura
clássica.

Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995 (com adaptações).
Julgue o seguinte item, relativo às ideias e aos aspectos semânticos do texto apresentado.

O emprego do acento gráfico nas palavras “fenômeno” e “próximo” atende à mesma regra de acentuação gráfica.

Certo
Errado
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Questão 41: CESPE - AnaTA SUFRAMA/SUFRAMA/Geral/2014


Assunto: Acentuação
O primeiro europeu a pisar as terras amazônicas, o espanhol Vicente Pinzon (janeiro de 1500), percorreu a foz do
Amazonas, conheceu a ilha de Marajó e surpreendeu-se em ver que essa era uma das regiões mais intensamente
povoadas do mundo então conhecido. Ficou perplexo vendo a pororoca e maravilhado com as águas doces do mais
extenso e mais volumoso rio do mundo. Foi bem acolhido pelos índios da região. No entanto, apesar de fantástica, sua
viagem marcou o primeiro choque cultural e o primeiro ato de violência contra os povos da Amazônia: Pinzon aprisionou
índios e os levou consigo para vender como escravos na Europa.

A viagem de Orellana (1549) instaura o momento fundador dos primeiros mitos


, como o das amazonas — índias
guerreiras, bravas habitantes de uma aldeia sem homens. Outros viajantes, aventureiros e exploradores que procuravam
riquezas espalharam mundo afora mitos e fantasias. De todos, o mito mais persistente parece ter sido sempre o da
superabundância e da resistência da natureza da região: florestas com árvores altíssimas que penetravam nas nuvens;
frutos e flores de cores e sabores indescritíveis; rios largos a se perderem no horizonte (povoados de monstros
engolidores de navios nas noites escuras); animais estranhos e abundantes por todo o chão; pássaros cobrindo o céu e
colorindo-o em nuvens de penas e plumas de todas as cores.

Violeta Refkalefsky Loureiro. Amazônia: uma história de perdas e danos, um futuro a (re)construir. Estudav. [online]. 2002, vol. 16,
n.º 45, p. 107-21 (com adaptações).

No que se refere a elementos textuais e linguísticos do texto acima, julgue o item seguinte.

O emprego de acento nos vocábulos “amazônicas”, “altíssimas” e “pássaros” atende à mesma regra de acentuação
gráfica.

Certo
Errado
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Questão 42: CESPE - Ag Adm (SUFRAMA)/SUFRAMA/2014


Assunto: Acentuação
A Portaria Interministerial n.º 12 estabelece o Processo Produtivo Básico (PPB) para motos aquáticas e similares. Esse
PPB é composto por oito etapas, que deverão ser realizadas na ZFM, com exceção da primeira, relacionada à moldagem
do casco, que poderá ser dispensada, caso a empresa fabricante adquira partes dele e peças no mercado regional ou
nacional nas quantidades mínimas indicadas na
portaria. “A moto aquática, conhecida popularmente como jet ski
, é hoje um produto inteiramente importado. O que
fizemos foi simplificar o PPB, sem prejuízos dos níveis de investimento e mão de obra, e com isso vamos trazer essa
produção para o PIM. Pelo menos quatro grandes empresas participaram das discussões visando ao estabelecimento do
PPB e já demonstraram interesse em fabricar o produto em Manaus”, disse o superintendente da ZFM.

Internet: <www.suframa.gov.br/suf_pub_noticias> (com adaptações).

No que diz respeito ao texto, julgue o item.

A palavra “prejuízos” recebe acento gráfico porque todas as proparoxítonas devem ser acentuadas.

Certo
Errado

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Questão 43: CESPE - Ag Adm (MDIC)/MDIC/2014


Assunto: Acentuação
Os números mais recentes divulgados pela Associação dos Fabricantes de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ)
demonstram que, mês a mês, recua nos investimentos a participação dos produtos fabricados no país. Desde 2009, a
fatia da produção local recua sistematicamente. Em setembro, os importados representaram 66% da demanda. Em 2007,
quando a desindustrialização se acentuava na economia brasileira, o índice já era elevado, mas não tanto (52%).

As vendas do setor, contudo, voltaram a crescer desde a criação de uma linha de crédito subsidiado do BNDES ao custo
de 3% ao ano. No acumulado entre janeiro e setembro de 2013, a demanda cresceu 7,1% na comparação com o mesmo
período de 2012. E o segmento fechará 2013 com um déficit comercial de cerca de 20 bilhões de dólares.

“O setor passa por uma desindustrialização que podemos chamar de silenciosa”, diz o diretor da ABIMAQ. A classificação
teria a ver com o fato de o faturamento e o nível de empregos das empresas do setor terem-se mantido relativamente
estáveis, à medida que as fabricantes, a partir dos anos 90 do século passado, tornavam-se principalmente montadoras
de itens importados. “A indústria de eletrodomésticos é pro forma
, pois, na verdade, é importadora. Isso ocorre em todos
os segmentos da indústria de transformação e, com certeza, no setor de bens de capital.”.

Só na aparência. In: CartaCapital, 6/11/2013, p. 56-7 (com adaptações).

Com relação a aspectos linguísticos e aos sentidos do texto acima, julgue o item a seguir.

O emprego do acento gráfico nos vocábulos “índice” e “período” justifica-se com base na mesma regra de acentuação
gráfica.

Certo
Errado
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Questão 44: CESPE - PT (PM CE)/PM CE/2014


Assunto: Acentuação
Mundo animal

No morro atrás de onde eu moro vivem alguns urubus. Eles decolam juntos, cerca de dez, e aproveitam as correntes
ascendentes para alcançar as nuvens sobre a Lagoa Rodrigo de Freitas. Depois, planam de volta, dando rasantes na
varanda de casa. O grupo dorme na copa das árvores e lembra o dos carcarás do Mogli. Às vezes, eles costumam pegar
sol no terraço. Sempre que dou de cara com um, trato-o com respeito. O urubu é um pássaro grande, feio e mal-
encarado, mas é da paz. Ele não ataca e só vai embora se alguém o afugenta com gritos.

Recentemente, notei que um bem-te-vi aparecia todos os dias de manhã para roubar a palha da palmeira do jardim. De
vez em quando, trazia a senhora para ajudar no ninho. Comecei a colocar pão na mesa de fora, e eles se habituaram a
tomar o café conosco. Agora, quando não encontram o repasto, cantam, reclamando do atraso. Um outro casal descobriu
o banquete, não sei a que gênero esses dois pertencem. A cor é um verde-escuro brilhante, o tamanho é menor do que o
do bem-te-vi e o Pavarotti da dupla é o macho.

A ideia de prender um passarinho na gaiola, por mais que ele se acostume com o dono, é muito triste. Comprei um
periquito, uma vez, criado em cárcere privado, e o soltei na sala. Achei que ele ia gostar de ter espaço. Saí para trabalhar
e, quando voltei, o pobre estava morto atrás da poltrona. Ele tentou sair e morreu dando cabeçadas no vidro. Carrego a
culpa até hoje. De boas intenções o inferno está cheio.

O Rio de Janeiro existe entre lá e cá, entre o asfalto e a mata atlântica, mas a fauna daqui é mais delicada do que a
africana e a indiana. Quem tem janela perto do verde conhece bem o que é conviver com os micos. Nos meus tempos de
São Conrado, eu costumava acordar com um monte deles esperando a boia. Foi a primeira vez que experimentei cativar
espécies não domesticadas.

Lanço aqui a campanha: crie vínculos com um curió, uma paca ou um formigueiro que seja. Eles são fiéis e conectam
você com a mãe natureza. Experimente, ponha um pãozinho no parapeito e veja se alguém aparece.

Fernanda Torres. In: Veja Rio, 2/12/2012 (com adaptações).


Com relação às ideias e às suas estruturas linguísticas do texto apresentado, julgue o item a seguir.
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O emprego do acento gráfico na palavra “atrás” justifica-se com base na mesma regra que justifica o emprego do acento
gráfico em “fiéis”.

Certo
Errado
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Questão 45: CESPE - AA (ICMBio)/ICMBio/2014


Assunto: Acentuação
De acordo com uma lista da International Union for the Conservation of Nature, o Brasil é o país com o maior número de
espécies de aves ameaçadas de extinção, com um total de 123 espécies sofrendo risco real de desaparecer da natureza
em um futuro não tão distante. A Mata Atlântica concentra cerca de 80% de todas as aves ameaçadas no país, fato que
resulta de muitos anos de exploração e desmatamentos. Atualmente, restam apenas cerca de 10% da floresta original,
não sendo homogênea essa proporção de floresta remanescente ao longo de toda a Mata Atlântica. A situação é mais
séria na região Nordeste, especialmente nos estados de Alagoas e Pernambuco, onde a maior parte da floresta original
foi substituída por plantações de cana-de-açúcar. É nessa região que ainda podem ser encontrados os últimos
exemplares das aves mais raras em todo o país, como o criticamente ameaçado limpa-folha-do-nordeste ( Philydor
novaesi ). Essa pequena ave de dezoito centímetros vive no estrato médio e dossel de florestas bem conservadas e ricas
em bromélias, onde procura artrópodes dos quais se alimenta. Atualmente, as duas únicas localidades onde a espécie
pode ser encontrada são a Estação Ecológica de Murici, em Alagoas, e a Serra do Urubu, em Pernambuco.

Pedro F. Develey et al. O Brasil e suas aves. In: Scientific American Brasil, 2013 (com adaptações).

Julgue o item seguinte, relativo às ideias e aos aspectos estruturais do texto acima.

A mesma regra de acentuação gráfica se aplica aos vocábulos “homogênea”, “médio” e “bromélias”.

Certo
Errado
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Questão 46: CESPE - TA (ICMBio)/ICMBio/2014


Assunto: Acentuação
As palavras estampadas na bandeira nacional poderiam receber o complemento de um adjetivo, diante do arcabouço de
ideias e discussões que tratam do futuro do planeta. A depender da contribuição de especialistas em desenvolvimento
sustentável da Universidade de Brasília, o lema de 1889, inspirado nos conceitos positivistas do francês Augusto Comte,
teria a seguinte redação: “Ordem e um Novo Progresso”. Essa renovação de ideias, entretanto, precisa do apoio das
novas gerações, pois o cenário mundial atual, e do Brasil em particular, é muito diferente do registrado há duas décadas,
por exemplo. Na configuração geopolítica do século XXI, a supremacia dos Estados Unidos da América e da Europa é
confrontada pelo dinamismo econômico de nações como a China, Índia, África do Sul e o próprio Brasil. O sobe e desce
na disputa por espaço em debates estratégicos em nível internacional deu maior peso à palavra de países em
desenvolvimento nas questões da sustentabilidade.

João Campos. Uma nova educação para um novo progresso. In: Revista Darcy, jun./2012 (com adaptações).
Acerca dos aspectos estruturais e interpretativos do texto acima, julgue o item a seguir.

A mesma regra de acentuação gráfica se aplica aos vocábulos “Brasília”, “cenário” e “próprio”.

Certo
Errado
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Questão 47: CESPE - Ag Adm (CADE)/CADE/2014


Assunto: Acentuação
Ninguém sabia, nem pretendia saber, por que ou como Lanebbia e seus associados se interessavam por um bando de
maníacos como nós, gente estranha, supostamente inteligente, que passava horas lendo ou discutindo inutilidades.
Gente, dizia-se, que brilharia no corpo docente de qualquer universidade; especialistas que qualquer editora contrataria
por somas astronômicas (certos astros não são muito grandes). Era um enigma também para nós; mas, lamentações à

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parte, sabíamos de nossa incompetência, também astronômica (alguns astros são bastante grandes), para lidar com
contratos, chefes, prazos e, sobretudo, reivindicações salariais. Tínhamos, além disso, algumas doenças comuns a todo o
grupo, ou quase todo: a bibliomania mais crônica que se possa imaginar, uma paixão neurótico deliquencial por textos
antigos, que nos levava frequentemente a visitas subservientes a párocos, conventos, igrejas e colégios. Procurávamos
criar relacionamentos que facilitassem o acesso a qualquer velharia escrita. Que poderia estar esperando por nós, por
que não?, desde séculos, ou décadas. Conhecíamos armários, sótãos, porões e cofres de sacristias, bibliotecas,
batistérios ou cenáculos, bem melhor do que seus proprietários ou curadores. Tínhamos achado preciosidades que muitos
colecionadores cobiçariam. Descobrir esses esconderijos era uma espécie de hobby
nosso nos fins de semana, quando
saíamos atrás de boa comida, bons vinhos e velhos escritos.

Isaias Pessotti. Aqueles cães malditos de Arquelau. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993, p. 11 (com adaptações).
Julgue o item a seguir, relativo às estruturas linguísticas e às ideias do texto acima.

Justifica-se com base na mesma regra de acentuação gráfica o emprego do acento gráfico nos vocábulos “sabíamos” e
“procurávamos”.

Certo
Errado
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Questão 48: CESPE - TA (ANATEL)/ANATEL/Administrativo/2014


Assunto: Acentuação
A palavra comunicação significa normalmente o ato de tornar comum a muitos. A partir do século XVII (até o século XIX),
ganhou projeção a expressão meio ou linhas de comunicação
, designando as facilidades trazidas pelo desenvolvimento
das ferrovias, canais e rodovias no deslocamento de pessoas e objetos. Do século XIX ao século XX, o sentido da palavra
se aproximou cada vez mais daquilo que hoje pode ser chamado de mídia (meios pelos quais se passa informação e se
mantém o contato mediado, indireto). Foi a partir desse momento que a indústria da comunicação (transporte de bens
simbólicos) separou-se semanticamente da indústria de transportes (transporte de bens físicos e pessoas).

É importante ressaltar que o termo comunicação carrega, no mundo moderno, as marcas de sua ambiguidade original
(tornar comum a muitos, partilhar, trocar). Nesse sentido, quando se fala em comunicação face a face ou interativa,
pode-se dizer que se trata de troca e partilha, mas quando se fala de comunicação mediada, como rádio e TV, destaca-se
consideravelmente a sua função de tornar comum a muitos.

Pierre Bordieu. Questões de sociologia e comunicação. FAPESP, ANABLUME, 2007, p. 42-3 (com adaptações).
No que se refere às ideias e a aspectos linguísticos do texto acima, julgue o próximo item.

O emprego do acento gráfico em “indústria” e “rádio” justifica-se com base na mesma regra de acentuação.

Certo
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Questão 49: CESPE - Eng (CEF)/CEF/Engenharia Agronômica/2014


Assunto: Acentuação
A busca de uma convenção para medir riquezas e trocar mercadorias é quase tão antiga quanto a vida em sociedade. Ao
longo da história, os mais diversos artigos foram usados com essa finalidade, como o chocolate, entre os astecas, e o
bacalhau seco, entre os noruegueses, tendo cabido aos gregos do século VII a.C. a criação de uma moeda metálica com
um valor padronizado pelo Estado. “Foi uma invenção revolucionária. Ela facilitou o acesso das camadas mais pobres às
riquezas, o acúmulo de dinheiro e a coleta de impostos – coisas muito difíceis de fazer quando os valores eram contados
em bois ou imóveis”, afirma a arqueóloga Maria Beatriz Florenzano, da Universidade de São Paulo. A segunda grande
revolução na história do dinheiro, o papel-moeda, teve uma origem mais confusa. Existiam cédulas na China do ano 960,
mas elas não se espalharam para outros lugares e caíram em desuso no fim do século XIV.

As notas só apareceram na Europa – e daí para o mundo – em 1661, na Suécia. Há quem acredite que cartões de crédito
e caixas eletrônicos em rede já representam uma terceira revolução monetária. “Com a informática, o dinheiro se
transformou em impulsos eletrônicos invisíveis, livres do espaço, do tempo e do controle de governos e corporações”,
afirma o antropólogo Jack Weatherford, da Faculdade Macalester, nos Estados Unidos da América.

Internet: <http://super.abril.com.br> (com adaptações).


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03/09/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto acima, julgue o próximo item.

O emprego do acento gráfico nas palavras “metálica”, “acúmulo” e “imóveis” justifica-se com base na mesma regra de
acentuação.

Certo
Errado
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Questão 50: CESPE - Med (CEF)/CEF/2014


Assunto: Acentuação
A dieta básica do brasileiro é caracterizada pelo consumo de café, pão de sal, arroz, feijão e carne bovina e pela presença
de sucos, refrescos e refrigerantes e pouca participação de frutas e hortaliças. Embora essa configuração apresente
pouca variação, quando se consideram os estratos de sexo e faixa etária, observa-se que os adolescentes são o único
grupo etário que deixa de citar qualquer hortaliça e que inclui doces, bebida láctea e biscoitos doces entre os itens de
maior prevalência de consumo. Por outro lado, os idosos são os únicos que incluem maior número de frutas e hortaliças
entre os alimentos mais prevalentes.

Amanda de M. Souza et al. Alimentos mais consumidos no Brasil: Inquérito


Nacional de Alimentação 2008-2009. In: Rev. Saúde Pública [online]. 2013, vol. 47, supl. 1, p. 190s-199s. Internet: <http://dx.doi.org> (com
adaptações).
Julgue o próximo item, relativo ao texto acima.

O emprego do acento gráfico em “incluíram” e “número” justifica-se com base na mesma regra de acentuação.

Certo
Errado
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Questão 51: CESPE - APF/PF/2014


Assunto: Acentuação
Imigrantes ilegais, os homens e as mulheres vieram para Prato, na Itália, como parte de liderados snakebodies
por snakeheads na Europa. Em outras palavras, fizeram a perigosa viagem da China por trem, caminhão, a pé e por mar
como parte de um grupo pequeno, aterrorizado, que confiou seu destino a gangues chinesas que administram as maiores
redes de contrabando de gente no mundo. Nos locais em que suas viagens começaram, havia filhos, pais, esposas e
outros que dependiam deles para que enviassem dinheiro. No destino, havia paredes cobertas com anúncios de mau
gosto de empregos que representavam a esperança de uma vida melhor.

Pedi a um dos homens ao lado da parede que me contasse como tinha sido sua viagem. Ele objetou. Membros
do snakebody têm de jurar segredo aos snakeheads
que organizam sua viagem. Tive de convencê-lo, concordando em
usar um nome falso e camuflar outros aspectos de sua jornada. Depois de uma série de encontros e entrevistas, pelos
quais paguei alguma coisa, a história de como Huang chegou a Prato emergiu lentamente.

James Kynge. A China sacode o mundo. São Paulo: 2007 (com adaptações).
Julgue o seguinte item, relativo às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima.

Os termos “série” e “história” acentuam-se em conformidade com a mesma regra ortográfica.

Certo
Errado
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Questão 52: CESPE - TA (ANTAQ)/ANTAQ/2014


Assunto: Acentuação
Hidrovia é uma rota predeterminada para o tráfego aquático. Há muito tempo, o homem utiliza a água como estrada, e a
Amazônia é o maior exemplo disso. O transporte por hidrovias apresenta grande capacidade de movimentação de cargas
a grandes distâncias com baixo consumo de combustível, além de propiciar uma oferta de produtos a preços
competitivos. A ampliação do uso da hidrovia é uma tendência mundial por uma questão ambiental.
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/6986918/imprimir 22/99
03/09/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

A viabilização de uma navegação segura no rio Madeira, por exemplo, permite o escoamento da produção de grãos de
Rondônia e Mato Grosso para o Amazonas e daí para o Atlântico. Isso cria um corredor de desenvolvimento integrado,
com transporte de alta capacidade e baixo custo para grandes distâncias, elimina um grave problema estrutural do setor
primário, com a redução significativa da dependência do modal rodoviário até os portos do Sudeste, e representa mais
uma opção de integração nacional, com a redução de trânsito pesado nas rodovias da região Centro-Sul.

Idem (com adaptações).

Em relação aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item.

O emprego de acento gráfico em “água”, “distância” e “primário” justifica-se pela mesma regra de acentuação.

Certo
Errado
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Questão 53: CESPE - PT (CBM CE)/CBM CE/2014


Assunto: Acentuação
O envio de duzentos cientistas à Antártida representará o reinício da pesquisa biológica e meteorológica brasileira no
continente, depois do incêndio que destruiu a base que o Brasil operava ali desde 1984. A Marinha brasileira ainda não
construiu a base definitiva que substituirá a Estação Antártida Comandante Ferraz, e, por isso, os pesquisadores
trabalharão em contêineres provisórios que funcionarão como laboratórios e dormitórios.

Um primeiro navio polar da Marinha zarpará rumo à Antártida com os contêineres e todo o material científico e logístico
necessário para a manutenção da base provisória durante o próximo verão austral, quando as temperaturas mais amenas
permitem as atividades.

A maioria dos cientistas viajará de avião e permanecerá na base provisória conforme as exigências de seus estudos, e
outros irão em um segundo navio polar da Marinha. Nos contêineres, dotados com laboratórios para química,
meteorologia e aquários, poderão alojar-se cerca de oitenta pesquisadores, sem contar os militares e as pessoas que
trabalharão na construção da nova estação. Os demais cientistas trabalharão nos navios polares.

Apesar de os pesquisadores responsáveis pelos estudos na Antártida terem mantido suas atividades desde o incêndio de
fevereiro de 2012, que deixou o Brasil sem base no continente branco, os cientistas não tinham voltado a pisar no gelo.
Alguns estudos foram realizados a partir de navios brasileiros e outros, em universidades com os dados meteorológicos
coletados pelos instrumentos que ainda funcionam na Antártida.

Internet: <http://noticias.terra.com.br/ciencia/brasil> (com adaptações).

Em relação às ideias e aspectos linguísticos do texto, julgue o item a seguir.

As palavras “meteorológica”, “científico” e “contêineres” são acentuadas segundo diferentes regras de acentuação
gráfica.

Certo
Errado
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Questão 54: CESPE - Sold (CBM CE)/CBM CE/2014


Assunto: Acentuação
O Brasil é uma nação plurilíngue, como a maioria dos países (94% deles). Embora, através dos tempos, tenha
prevalecido o senso comum de que o país apresenta uma impressionante homogeneidade idiomática, construída em
torno da língua portuguesa, contamos hoje com cerca de 210 idiomas espalhados em nosso território. De fato, as mais
de 180 línguas indígenas e 30 línguas de imigração emprestam à identidade brasileira um colorido multicultural, apesar
das históricas e repetidas investidas contra essas minorias sob a justificativa de busca e manutenção de um Estado
homogêneo e coeso.

Há que se mencionar ainda as línguas afro-brasileiras (faladas nas comunidades quilombolas), os falares fronteiriços e as
línguas de sinais das comunidades surdas, além das variantes dialetais da língua portuguesa.

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Posta a diversidade linguística brasileira, infelizmente há uma imprecisão quanto ao número de falantes de cada língua,
visto que apenas dois censos — o de 1940 e o de 1950 — se interessaram não só em perguntar qual língua os brasileiros
usavam no lar, mas também em indagar se sabiam falar português.

Cláudia Gomes Paiva. Brasil: nação monolíngue. In: Ensaios sobre impactos da Constituição Federal de 1988 na sociedade
brasileira. Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2008 (com adaptações).

No que diz respeito às ideias e estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item subsecutivo.

As palavras “idiomática”, “construída” e “língua” são acentuadas em razão da mesma regra ortográfica.

Certo
Errado
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Questão 55: CESPE - TJ CNJ/CNJ/Administrativa/2013


Assunto: Acentuação
Jogadores de futebol de diversos times entraram em campo em prol do programa “Pai Presente”, nos jogos do
Campeonato Nacional em apoio à campanha que visa reduzir o número de pessoas que não possuem o nome do pai em
sua certidão de nascimento.

O Censo Escolar de 2012 apontou 5,4 milhões de crianças nessa situação. Desde que foi criado, em agosto de 2010, pela
Corregedoria do CNJ, o programa já contabilizou a inclusão do nome do pai nas certidões de mais de 14 mil filhos.

A parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) resultou na campanha “Compromisso e Atitude”, cujo
objetivo é combater a violência contra a mulher no âmbito doméstico e familiar. O Brasil é o 7.º país no mundial ranking
de assassinatos de mulheres. Na última década, segundo dados do governo federal, foram assassinadas mais de 92 mil
mulheres; 73% delas foram assassinadas dentro de suas próprias casas e 92% foram assassinadas por seus
companheiros, cônjuges ou namorados.

O CNJ e os demais órgãos do Judiciário estão mobilizados para acelerar os julgamentos dos casos de violência contra as
mulheres e para promover a correta aplicação da Lei Maria da Penha. Outra campanha que mobilizou o Judiciário
brasileiro em torno da cultura da paz e do diálogo na resolução de conflitos foi a da 7.ª edição da Semana Nacional de
Conciliação.

De 2006 a 2012, 1,8 milhão de audiências de conciliação foram realizadas em todo o país durante as semanas nacionais
de conciliação. As audiências realizadas no período resultaram no fechamento de aproximadamente 930 mil acordos.

Internet: <www.cnj.jus.br/q2rc> (com adaptações).


Julgue o item que se segue, acerca das estruturas linguísticas apresentas no texto acima.

No terceiro parágrafo, as palavras “Políticas”, “âmbito”, “década” e “cônjuges” recebem acento gráfico com base em
diferentes regras gramaticais.

Certo
Errado
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Questão 56: CESPE - AJ CNJ/CNJ/Judiciária/2013


Assunto: Acentuação
Como afirma Foucault, a verdade jurídica é uma relação construída a partir de um paradigma de poder social que
manipula o instrumental legal, de um poder-saber que estrutura discursos de dominação. Assim, não basta proteger o
cidadão do poder com o simples contraditório processual e a ampla defesa, abstratamente assegurados na Constituição.
Deve haver um tratamento crítico e uma posição política sobre o discurso jurídico, com a possibilidade de revelar
possíveis contradições e complexidades das tábuas de valor que orientam o direito.

Ora, o conceito de justiça é o de um discurso construído dentro de uma instância de poder, e construído dentro de uma
processualidade. Segundo Lyotard, não existe um discurso a priori
correto ou verídico, mas narrativas entrecruzantes em
busca de verdades parciais, históricas. O discurso sobre a justiça não pode ser diferente. Ele há de ser plurissignificativo,
embasado em valores diversificados, mutáveis, conhecidos retoricamente, e não no fechamento kantiano, platônico e
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cartesiano dos sentidos prévios, imutáveis, unissignificativos do que seja o justo.

Somente o processo isocrítico e com estruturação em um paradigma democrático-constitucional de fiscalização constante


das premissas discursivas pode levar a um processo justo e a um direito justo em algum sentido.

Dessa forma, justiça é a busca da processualidade para que os agentes partícipes do processo e, latu sensu, toda a
sociedade possam participar e controlar a institucionalização do justo.

Newton de Oliveira Lima. Um valor discursivo e político. In: Revista Jus Vigilantibus. Internet: <http://jusvi.com> (com adaptações).
Com relação aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item que se segue.

A mesma regra de acentuação gráfica justifica o emprego de acento gráfico nas palavras “construída” e “possíveis”.

Certo
Errado
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Questão 57: CESPE - AJ TRT10/TRT 10/Administrativa/"Sem Especialidade"/2013


Assunto: Acentuação
A promoção da igualdade de oportunidades e a eliminação de todas as formas de discriminação são alguns dos
elementos fundamentais da Declaração dos Direitos e Princípios Fundamentais do Trabalho e da Agenda do Trabalho
Decente da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Um requisito básico para que o crescimento econômico dos países se traduza em menos pobreza e maior bem-estar e
justiça social é melhorar as condições de vida das mulheres, dos negros e de outros grupos discriminados da sociedade;
outro é aumentar sua possibilidade de acesso a empregos capazes de garantir uma vida digna para si próprios e para
suas famílias. A pobreza está diretamente relacionada aos níveis e padrões de emprego, assim como às desigualdades e
à discriminação existentes na sociedade. Além disso, as diferentes formas de discriminação estão fortemente associadas
aos fenômenos de exclusão social que dão origem à pobreza e são responsáveis pelos diversos tipos de vulnerabilidade e
pela criação de barreiras adicionais que impedem as pessoas e grupos discriminados de superar situações de pobreza.

A erradicação da pobreza vem sendo considerada uma das maiores prioridades para a construção de sociedades mais
justas, assim como vem aumentando o reconhecimento de que as causas e condições de pobreza são diferentes para
homens e mulheres, negros e brancos. Por isso, estão sendo realizados esforços para que as necessidades das mulheres
e negros sejam consideradas de forma explícita e efetiva nas estratégias de redução da pobreza e nas políticas de
geração de emprego e renda.

Internet: <www.oit.org.br> (com adaptações).


Julgue o item, relativo a ideias e aspectos linguísticos do texto acima.

As palavras “países”, “famílias” e “níveis” são acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.

Certo
Errado
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Questão 58: CESPE - PRF/PRF/2013


Assunto: Acentuação
Leio que a ciência deu agora mais um passo definitivo. É claro que o definitivo da ciência é transitório, e não por
deficiência da ciência (é ciência demais), que se supera a si mesma a cada dia... Não indaguemos para que, já que a
própria ciência não o faz — o que, aliás, é a mais moderna forma de objetividade de que dispomos.

Mas vamos ao definitivo transitório. Os cientistas afirmam que podem realmente construir agora a bomba limpa.
Sabemos todos que as bombas atômicas fabricadas até hoje são sujas (aliás, imundas) porque, depois que explodem,
deixam vagando pela atmosfera o já famoso e temido estrôncio 90. Ora, isso é desagradável: pode mesmo acontecer que
o próprio país que lançou a bomba venha a sofrer, a longo prazo, as consequências mortíferas da proeza. O que é, sem
dúvida, uma sujeira.

Pois bem, essas bombas indisciplinadas, mal-educadas, serão em breve substituídas pelas bombas n, que cumprirão sua

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missão com lisura: destruirão o inimigo, sem riscos para o atacante. Trata-se, portanto, de uma fabulosa conquista, não?

Ferreira Gullar. Maravilha. In: A estranha vida banal. Rio de Janeiro: José Olympio, 1989, p. 109.
No que se refere aos sentidos e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item a seguir.

O emprego do acento nas palavras “ciência” e “transitório” justifica-se com base na mesma regra de acentuação.

Certo
Errado
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Questão 59: CESPE - AUFC/TCU/Controle Externo/Auditoria Governamental/2013


Assunto: Acentuação
Texto

O Tribunal de Contas da União (TCU) avaliou ações para a elaboração de diagnóstico e suporte à educação básica. A
auditoria conferiu aspectos relativos ao Plano de Ações Articuladas, à assistência técnica prestada pelo Ministério da
Educação (MEC) e ao levantamento de dados necessários à formação e ao cálculo do índice de desenvolvimento da
educação básica (IDEB).

A auditoria identificou baixo nível de implementação das ações para provimento de infraestrutura e de recursos
pedagógicos, que vão desde a implantação de laboratório de informática e conexão à Internet ao fornecimento de água
potável e energia elétrica.

A análise do IDEB apontou a necessidade de aperfeiçoamento da metodologia de obtenção desse índice. Segundo avalia
o ministro relator do processo, “O IDEB é um importante instrumento para a aferição da qualidade da educação, por isso
deve ser aprimorado de forma a permitir um diagnóstico mais fidedigno dos sistemas de ensino”.

Outro instrumento de gestão educacional avaliado foi o sistema integrado de monitoramento do MEC, que, segundo a
auditoria, também deve ser melhorado. Parte dos dados encontra-se desatualizada.

TCU avalia gestão da educação básica em municípios brasileiros. Notícia publicada em 12/9/2013. Internet: <www.tcu.gov.br/> (com adaptações).
Em relação ao texto apresentado, julgue o seguinte item.

Os vocábulos “assistência”, “potável” e “elétrica” são acentuados de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.

Certo
Errado
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Questão 60: CESPE - APF (DEPEN)/DEPEN/2013


Assunto: Acentuação
O Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) informa que o crescimento da população carcerária tem sofrido retração
nos últimos quatro anos. Segundo análise do DEPEN, essa redução do encarceramento decorre de muitos fatores. A
expansão da aplicação, por parte do Poder Judiciário, de medidas e penas alternativas; a realização de mutirões
carcerários pelo Conselho Nacional de Justiça; a melhoria do aparato preventivo das corporações policiais e a melhoria
das condições sociais da população são fatores significativos na diminuição da taxa. No entanto, apesar da redução da
taxa anual de encarceramento, o Brasil ainda apresenta um déficit de vagas de 194.650.

Internet: <www.mj.gov.br> (com adaptações).


Julgue o item que se segue, relativo ao texto acima.

As palavras “Penitenciário”, “carcerária” e “Judiciário” recebem acento gráfico com base na mesma regra gramatical.

Certo
Errado
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Questão 61: CESPE - Ag Adm (TCE-RO)/TCE-RO/2013


Assunto: Acentuação
O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE/RO) integra o grupo de trabalho criado pelo Conselho Deliberativo da
Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (ATRICON) para estudar e propor providências com vistas à
criação da Rede Nacional de Informações Estratégicas para o Controle Externo.

A definição ocorreu em Brasília, durante encontro nacional, quando foram estabelecidas pela ATRICON recomendações
aos tribunais de contas (TCs) associadas aos objetivos estratégicos da entidade, visando a fortalecê-los como
instrumentos indispensáveis à cidadania.

Entre os principais objetivos da Rede Nacional, está a troca de informações e conhecimentos estratégicos, com o objetivo
de potencializar as ações de controle externo, bem como de promover o uso dessas informações para garantir mais
eficiência ao trabalho dos TCs.

Internet: <www.tce.ro.gov.br> (com adaptações).


Em relação às informações e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item a seguir.

As palavras “providências” e “fortalecê-los” recebem acento gráfico com base em regras gramaticais diferentes.

Certo
Errado
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Questão 62: CESPE - TJ STF/STF/Administrativa/"Sem Especialidade"/2013


Assunto: Acentuação
O passado jamais pode ser objeto de escolha: ninguém escolhe ter havido o saque de Troia; com efeito, a deliberação
não se refere ao passado, mas ao futuro e ao contingente, pois o passado não pode não ter sido. Agatão está certo ao
escrever: “Pois há uma única coisa de que o próprio Deus está privado: fazer que o que foi não tenha sido”.

Em outras palavras, a necessidade do passado se contrapõe à possibilidade do presente, em decorrência da


indeterminação do futuro. O possível está, portanto, articulado ao tempo presente como escolha que determinará o
sentido do futuro, que, em si mesmo, é contingente porque depende de nossa deliberação, escolha e ação. Isso significa,
todavia, que, uma vez feita a escolha entre duas alternativas contrárias e realizada a ação, aquilo que era um futuro
contingente se transforma em um passado necessário, de tal maneira que nossa ação determina o curso do tempo. É
essa passagem do contingente ao necessário por meio do possível que dá à ação humana um peso incalculável.

Marilena Chaui. Contra a servidão voluntária. Belo Horizonte: Editora Fundação Perseu Abramo, 2013, vol. 1, p. 114 (com adaptações).
Com relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto acima, julgue o item a seguir.

O emprego do acento gráfico nos vocábulos “próprio” e “decorrência” atende à mesma regra de acentuação gráfica.

Certo
Errado
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Questão 63: CESPE - AJ (STF)/STF/Apoio Especializado/Revisão de Textos/2013


Assunto: Acentuação
Do ponto de vista institucional, o Estado liberal e (posteriormente) democrático, que se instaurou progressivamente ao
longo de todo o arco do século passado, caracterizou-se por um processo de acolhimento e regulamentação das várias
exigências provenientes da burguesia em ascensão, no sentido de conter e delimitar o poder tradicional. Dado que tais
exigências tinham sido feitas em nome ou sob a espécie do direito à resistência ou à revolução, o processo que deu lugar
ao Estado liberal e democrático pode ser corretamente chamado de processo de “constitucionalização” do direito de
resistência e de revolução. Os institutos por meio dos quais se obteve esse resultado podem ser diferenciados com base
nos dois modos tradicionais mediante os quais se supunha que ocorresse a degeneração do poder: o abuso no exercício
do poder ( tyrannus quoad exercitium ) e o déficit de legitimação (o t yrannus absque titulo
). Essa diferença pode tornar-se
ainda mais clara se recorrermos à distinção entre dois conceitos (que, habitualmente, não são devidamente distinguidos):
o de legalidade e o de legitimidade.

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A constitucionalização dos remédios contra o abuso do poder ocorreu por meio de dois institutos típicos: o da separação
dos poderes e o da subordinação de todo poder estatal (e, no limite, também do poder dos próprios órgãos legislativos)
ao direito (o chamado “constitucionalismo”). O segundo processo foi o que deu lugar à figura — verdadeiramente
dominante em todas as teorias políticas do século passado — do Estado de direito, ou seja, do Estado em que todo poder
é exercido no âmbito de regras jurídicas que delimitam sua competência e orientam (ainda que, frequentemente, com
certa margem de discricionariedade) suas decisões. Ele corresponde ao processo de transformação do poder tradicional,
fundado em relações pessoais e patrimoniais, em um poder legal e racional, essencialmente impessoal.

Também com relação às exigências que visavam a dar alguma garantia contra as várias formas de usurpação do poder
legítimo — ou, como se diria hoje, contra a sua deslegitimação —, parece-me que a maioria dos remédios pode ser
compreendida nos dois principais institutos que caracterizam a concepção democrática do Estado (os dois remédios
anteriores, os relativos ao abuso de poder, são mais característicos da concepção liberal). O primeiro é a
constitucionalização da oposição, que permite (isto é, torna lícita) a formação de um poder alternativo, ainda que nos
limites das chamadas regras do jogo. O segundo é a investidura popular dos governantes e a verificação periódica dessa
investidura por parte do povo. O instituto do sufrágio universal pode ser considerado o meio de constitucionalização do
poder do povo de derrubar os governantes, embora também aqui nos limites de regras preestabelecidas.

Norberto Bobbio. A era dos direitos. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004 (com adaptações).
Em relação às estruturas linguísticas e às ideias do texto acima e aos múltiplos aspectos a ele relacionados, julgue o item.

O emprego do acento gráfico em “remédios” pode ser justificado com base em duas regras distintas de acentuação.

Certo
Errado
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Questão 64: CESPE - TJ TRT17/TRT 17/Administrativa/2013


Assunto: Acentuação
De acordo com o ranking anual elaborado e divulgado recentemente pelo Fórum Econômico Mundial, o Brasil saltou de
82.º para 62.º lugar em se tratando de redução de desigualdade de gêneros. Tanto a Constituição Federal brasileira
quanto a legislação infraconstitucional ― trabalhista, eleitoral, civil e penal ― contêm diversos dispositivos de proteção à
mulher.

Mas será que nosso conjunto de leis tem sido suficiente para impedir que milhares de mulheres que vêm conquistando
mais espaço no mundo do trabalho sejam tratadas de forma discriminatória, humilhante e muitas vezes doentia?

Diariamente juízes do trabalho de todo o país julgam processos com pedidos de indenização por dano moral decorrente
de assédio a mulheres. Os casos vão para as páginas oficiais dos tribunais, muitos ganham destaque nos jornais de
repercussão nacional. Mas, segundo os magistrados, esses processos representam apenas a ponta do iceberg do grande
problema trabalhista contemporâneo: o assédio.

A mulher e o assédio moral. Internet: <www.tst.jus.br> (com adaptações).

Com referência às ideias e a aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item.

Os vocábulos “juízes” e “país” são acentuados de acordo com regras de acentuação gráfica distintas.

Certo
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Questão 65: CESPE - AJ TRT17/TRT 17/Administrativa/"Sem Especialidade"/2013


Assunto: Acentuação
Trabalhar é condição essencial, não somente pela manutenção financeira, mas pela dignificação da vida. Trabalhar
constitui uma parte importante da vida. E vai além do ganha-pão. Tem a ver com realização pessoal, com sentir-se útil e
encontrar sentido para os dias. “A importância do trabalho na vida do ser humano vai muito além da satisfação de nossas
necessidades básicas. O trabalho, por si só, é revelador da nossa humanidade, uma vez que possibilita a ação
transformadora sobre a natureza e si mesmo. Além disso, a nossa capacidade inventiva e criadora é exteriorizada através
do ofício que realizamos”, afirma a psicóloga organizacional Vanessa Rissi.

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De outro lado, o fato de não trabalhar pode ter consequências negativas, que afetam a personalidade. “Em razão da
centralidade que o trabalho ocupa em nossas vidas é que podemos compreender as consequências negativas do não
trabalho, da inatividade. Um sujeito sem trabalho é impedido de se realizar como homem e cidadão, o que atinge sua
dignidade”, salienta a psicóloga.

Tão importante quanto desempenhar o seu ofício é gostar do que se faz. Quem realiza o seu trabalho sem estar contente
com o que executa certamente não terá empenho e renderá menos, além de ficar propenso ao desenvolvimento da
depressão. “Trabalhar sem sentir prazer é sinônimo de sofrimento e de adoecimento. Um trabalho que não for
considerado gerador de bem-estar trará mais prejuízos do que benefícios. Não é possível que um trabalho, ao causar
sofrimento, cumpra a sua função de dignificar o homem.”

“A sensação de bem-estar está ligada a características como trabalho estimulante e desafiador, possibilidade de
crescimento na carreira, aprendizado e desenvolvimento, clima organizacional positivo, remuneração e benefícios justos”,
afirma Vanessa. Por isso, tão importante quanto gostar do que se faz é desempenhar essa função em um local que
ofereça as condições necessárias.

Glenda Mendes. O trabalho dignifica o homem. In: O Nacional, 1.º/5/2013. Internet: <http://onacional.com.br> (com adaptações).

Julgue o item a seguir, referente às ideias e às estruturas linguísticas apresentadas no texto acima.

Os vocábulos “prejuízos” e “benefícios” são acentuados de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.

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Questão 66: CESPE - ERSTT (ANTT)/ANTT/Ciências Contábeis/2013


Assunto: Acentuação
A expansão de vias é considerada um agravante do problema das cidades de hoje. Grandes investimentos são realizados
para a duplicação de vias, construção de viadutos e estacionamentos, em detrimento da melhoria do transporte coletivo
ou de formas alternativas de transporte. Tal política incentiva o uso de carro e, em consequência, o aumento do número
de carros, o que demanda contínuas expansões. Como consequência, ocorrem problemas urbanísticos —
congestionamentos, acidentes, diminuição e segregação do espaço público — e ambientais — poluição atmosférica e
sonora, impermeabilização do solo.

Os impactos do transporte urbano sobre a pobreza podem ser compreendidos de duas formas: indireta e direta. Os
impactos indiretos referem-se às externalidades do transporte urbano sobre a competitividade das cidades (as economias
ou deseconomias urbanas) e seus efeitos sobre a atividade econômica. Os impactos diretos envolvem o acesso aos
serviços e às atividades sociais básicas e às oportunidades de trabalho.

O transporte coletivo é a primeira opção em que se pensa ao se planejar o desestímulo ao uso do carro, mas, para curtas
distâncias, a bicicleta tem um potencial maior. É interessante a combinação entre transporte coletivo para longas
distâncias e bicicleta para curtas.

O baixo custo de aquisição e manutenção da bicicleta, assim como a facilidade de manuseio, faz que ela seja um
instrumento acessível para as diversas rendas e idades. São vantagens do uso da bicicleta como transporte urbano a
economia com o custo do tempo gasto e o custo no transporte em si, seja para o usuário, seja para a cidade e o Estado,
além do baixo impacto ambiental causado pelo veículo e pela infraestrutura que demanda. A vulnerabilidade do ciclista
perante os carros, por sua vez, é uma das maiores desvantagens do uso da bicicleta como meio de transporte.

Camila de Carvalho Pires. Potencialidades cicloviárias no Plano Piloto. Internet: <http://bdtd.bce.unb.br> (com adaptações).

Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item subsequente.

O emprego do acento gráfico em “política”, “veículo” e “público” deve-se à mesma regra de acentuação gráfica.

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Questão 67: CESPE - AA (ANS)/ANS/2013

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Assunto: Acentuação
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou o último relatório de monitoramento das operadoras, que, pela
primeira vez, inclui os novos critérios para suspensão temporária da comercialização de planos de saúde. Além do
descumprimento dos prazos de atendimento para consultas, exames e cirurgias, previstos na RN 259, passaram a ser
considerados todos os itens relacionados à negativa de cobertura, como o rol de procedimentos, o período de carência, a
rede de atendimento, o reembolso e o mecanismo de autorização para os procedimentos.

Internet: <www.ans.gov.br> (com adaptações).

Em relação às informações e estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item que se segue.

Os acentos gráficos empregados em “Agência” e em “Saúde” têm a mesma justificativa.

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Questão 68: CESPE - TRSS (ANS)/ANS/2013


Assunto: Acentuação
O ciclo do Aedes aegypti
é composto por quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto. As larvas se desenvolvem em água
parada, limpa ou suja. Na fase do acasalamento, em que as fêmeas precisam de sangue para garantir o desenvolvimento
dos ovos, ocorre a transmissão da doença.

O seu controle é difícil, porque o inseto é muito versátil na escolha dos criadouros onde deposita seus ovos, que são
extremamente resistentes, podendo sobreviver vários meses até que a chegada de água propicie a incubação. Uma vez
imersos, os ovos desenvolvem-se rapidamente em larvas, que dão origem às pupas, das quais surge o adulto.

O único modo possível de se evitar a transmissão da dengue é a eliminação do mosquito transmissor da doença,
combatendo-se os focos de acúmulo de água — locais que propiciam sua criação.

Internet: <www.dengue.org.br> (com adaptações).


Em relação ao texto acima, julgue o item subsequente.

A palavra “acúmulo” recebe acento gráfico porque é proparoxítona; sem o acento, constituiria nova palavra, que se
diferencia da primeira no que se refere à classificação gramatical.

Certo
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Questão 69: CESPE - Aux (FUB)/FUB/Veterinária e Zootecnia/2013


Assunto: Acentuação
Mais verbas têm de se traduzir em mão de obra qualificada, instalações de excelência e equipamentos de ponta. Saúde e
educação devem atrair os talentos mais cobiçados do país, capazes de ombrear com profissionais que sobressaem no
mundo globalizado. Atingir o patamar de excelência implica perseguir metas, avaliar resultados e corrigir rumos. Jeitinho
— outro nome da improvisação, da falta de compromisso e do consequente desperdício — precisa fazer parte de um
passado que cultivou a ineficiência para sustentar interesses pessoais que condenaram gerações à ignorância e ao atraso.

Correio Braziliense, 18/8/2013 (com adaptações).


Em relação ao fragmento de texto acima, julgue o item.

A forma verbal “têm” recebe acento gráfico para indicar o plural.

Certo
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Questão 70: CESPE - Aux (FUB)/FUB/Veterinária e Zootecnia/2013

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03/09/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

Assunto: Acentuação
Mais verbas têm de se traduzir em mão de obra qualificada, instalações de excelência e equipamentos de ponta. Saúde e
educação devem atrair os talentos mais cobiçados do país, capazes de ombrear com profissionais que sobressaem no
mundo globalizado. Atingir o patamar de excelência implica perseguir metas, avaliar resultados e corrigir rumos. Jeitinho
— outro nome da improvisação, da falta de compromisso e do consequente desperdício — precisa fazer parte de um
passado que cultivou a ineficiência para sustentar interesses pessoais que condenaram gerações à ignorância e ao atraso.

Correio Braziliense, 18/8/2013 (com adaptações).


Em relação ao fragmento de texto acima, julgue o item.

As palavras “excelência”, “desperdício”, “ineficiência” e “ignorância” recebem acento gráfico com base em regras
gramaticais diferentes.

Certo
Errado
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Questão 71: CESPE - TA (ANATEL)/ANATEL/2012


Assunto: Acentuação
A análise dos dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios relativa ao ano de 2004 traz um resultado
surpreendente: em todas as faixas de renda, o número de domicílios que têm apenas telefone celular aumentou. O maior
salto ocorreu nas faixas entre um e dois salários mínimos e entre dois e cinco salários mínimos: mais 7% em cada uma
delas. Entretanto, a presença unicamente do celular também expandiu-se na menor faixa de renda (menos de um salário
mínimo), mais 4%, e na maior faixa de renda (mais de 20 salários mínimos), mais 0,32%. Em decorrência do fenômeno
da expansão dos que só têm celular — a taxa de penetração passou de 11,20%, em 2003, para 16,47%, em 2004 —,
houve uma diminuição dos telefones fixos. A presença do telefone fixo na casa dos brasileiros caiu de 50,83% para
48,89%.

Internet: <www.anatel.gov.br> (com adaptações).


Com base nas informações e nas estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item a seguir.

Nas palavras “análise” e “mínimos”, o emprego do acento gráfico tem justificativas gramaticais diferentes.

Certo
Errado
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Questão 72: CESPE - TA (IBAMA)/IBAMA/2012


Assunto: Acentuação
Poluição

No meio da mata
o monstro soltando
seus uivos de raiva
veneno e poeira.

Em volta, os arbustos
cobertos de cinza,
virando farrapos
sem eira nem beira.

Mais longe, as moradas


com pele do pó,
cadeias do homem,
fazendo-o mais só.

No céu, cabisbaixo,
o sol a dizer:
“as leis do progresso,
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quem pode entender?!”

Maria Dinorah. In: Ver de ver. São Paulo: FTD, 1992, p. 10.
Em relação aos sentidos e aspectos gramaticais do poema acima, julgue o próximo item.

As palavras “pó”, “só” e “céu” são acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.

Certo
Errado
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Questão 73: CESPE - TA (ANCINE)/ANCINE/2012


Assunto: Acentuação
Texto para o item

Compreende-se que a festa, representando tal paroxismo de vida e rompendo de um modo tão violento com as pequenas
preocupações da existência cotidiana, surja ao indivíduo como outro mundo, em que ele se sente amparado e
transformado por forças que o ultrapassam. A sua atividade diária, colheita, caça, pesca, ou criação de gado, limita-se a
preencher o seu tempo e a prover as suas necessidades imediatas. É certo que ele lhe dedica atenção, paciência,
habilidade, mas, mais profundamente, vive na recordação de uma festa e na expectativa de outra, pois a festa figura
para ele, para a sua memória e para o seu desejo o tempo das emoções intensas e da metamorfose do seu ser.

Roger Caillois. O homem e o sagrado. Lisboa: Edições 70, 1988, p. 96-7 (com adaptações).
Com referência a aspectos gramaticais do texto, julgue o item subsequente.

Os vocábulos “indivíduo”, “diária” e “paciência” recebem acento gráfico com base na mesma regra de acentuação gráfica.

Certo
Errado
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Questão 74: CESPE - AA (PRF)/PRF/2012


Assunto: Acentuação
O sítio da Polícia Rodoviária Federal disponibiliza uma ferramenta que mostra as condições das estradas federais. Ao
clicar cada uma dessas estradas, o cidadão terá uma visão completa da situação de pavimentação, dos trechos com
curvas perigosas, da quantidade de tráfego, da existência de obras no local e da qualidade da sinalização.
Idem, ibidem (com adaptações).
Julgue o item consecutivo, a respeito do texto acima.

As palavras “Polícia”, “Rodoviária” e “existência” recebem acento gráfico porque são paroxítonas terminadas em ditongo
crescente.

Certo
Errado
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Questão 75: CESPE - TNS (PRF)/PRF/2012


Assunto: Acentuação
A Constituição Federal de 1988, com fundamento na prerrogativa do Estado de prover a segurança pública e fazer
cumprir a lei, exercida para a manutenção da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, estabelece,
em seu art. 144, cinco instituições policiais como responsáveis pela execução da lei: polícia federal, polícia rodoviária
federal, polícia ferroviária federal, polícias civis e polícias militares e corpos de bombeiros militares. Dessas, as três
primeiras são organizadas e mantidas pela União e as duas últimas são subordinadas aos governos estaduais e distrital.
Assim, quando infrações penais afetam bens, serviços e interesses da União, as forças policiais federais realizam as
funções que lhes são delegadas pela Constituição Federal de 1988. Nos demais casos, as forças policiais estaduais e
distrital empreendem essas atividades, no âmbito de sua competência.

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03/09/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
Internet: <www.advogado.adv.br>. Acesso em 8/11/2012 (com adaptações).
No que diz respeito a aspectos gramaticais e semânticos do texto acima, julgue o item subsecutivo.

As formas “patrimônio” e “polícia” são acentuadas em decorrência da mesma regra de acentuação.

Certo
Errado
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Questão 76: CESPE - AA (ANAC)/ANAC/Área 1/2012


Assunto: Acentuação
Três séculos depois do descobrimento, o Brasil não passava de cinco regiões distintas, que compartilhavam a mesma
língua, a mesma religião e, sobretudo, a aversão ou o desprezo pelos naturais do reino, como definiu o historiador
Capistrano de Abreu.

Em 1808, os ventos começaram a mudar. A vinda da Corte e a presença inédita de um soberano em terras americanas
motivaram novas esperanças entre a elite intelectual luso-brasileira. Àquela altura, ninguém vislumbrava a ideia de uma
separação, mas se esperava ao menos que a metrópole deixasse de ser tão centralizadora em suas políticas. Vã ilusão: o
império instalado no Rio de Janeiro simplesmente copiou as principais estruturas administrativas de Portugal, o que
contribuiu para reforçar o lugar central da metrópole, agora na América, não só em relação às demais capitanias do
Brasil, mas até ao próprio território europeu.

Lucia Bastos Pereira das Neves. Independência: o grito que não foi ouvido. In: Revista de História da Biblioteca Nacional, n.º 48,
set./2009, p. 19-21 (com adaptações).
Com referência às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item subsecutivo.

Os termos “Três” e “Vã” são acentuados em decorrência de igual justificativa gramatical.

Certo
Errado
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Questão 77: CESPE - TA (ANAC)/ANAC/2012


Assunto: Acentuação
A demanda por transporte aéreo doméstico de passageiros cresceu 7,65% em setembro deste ano em relação ao mês de
setembro de 2011. Trata-se do maior nível de demanda para o mês de setembro desde o início da série de medições, em
2000. De janeiro a setembro de 2012, a demanda acumulada apresentou crescimento de 7,30% e a oferta ampliou-se
em 5,52% em relação ao mesmo período de 2011. Entretanto, a oferta (assentos-quilômetros oferecidos – ASK), no mês
de setembro, apresentou queda de 2,13%, após oito anos consecutivos de crescimento, sendo essa a primeira redução
de oferta para o mês de setembro desde 2003.

A taxa de ocupação dos voos domésticos de passageiros alcançou 75,57% em setembro de 2012, enquanto, no mesmo
mês, em 2011, essa taxa foi de 68,71%, o que representou uma melhora de 9,99%. A taxa de ocupação registrada é a
mais alta para o mês de setembro desde o início da série em 2000. De janeiro a setembro de 2012, a taxa de ocupação
cresceu 1,69%, passando de 70,81%, em 2011, para 72,01%, em 2012.

A taxa de ocupação dos voos internacionais operados por empresas brasileiras alcançou 82,80% em setembro de 2012,
ao passo que, no mesmo mês, em 2011, a taxa foi de 82,60%, o que representa uma variação positiva de 0,23%.
Entretanto, a demanda do transporte aéreo internacional de passageiros das empresas aéreas brasileiras apresentou
redução de 2,43% em setembro de 2012 em relação ao mesmo mês de 2011.

Internet: <www.anac.gov.br> (com adaptações).

Com relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto acima, julgue o próximo item.

As palavras “início” e “série” recebem acento gráfico com base em regras gramaticais distintas.

Certo
Errado
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Questão 78: CESPE - TJ TRE ES/TRE ES/Administrativa/"Sem Especialidade"/2011


Assunto: Acentuação
A expansão do agronegócio, segundo as Contas Regionais do Brasil 2004-2008, divulgadas pelo IBGE, foi um notável
vetor de crescimento das regiões menos desenvolvidas. A cana-de-açúcar, a soja e o café ajudaram Rondônia; as
lavouras temporárias empurraram o Acre; o Amazonas sofreu percalços na área industrial, mas ganhou com a criação de
gado, o café e o cultivo de frutas cítricas.

Em Roraima, municípios como Normandia e Pacaraima deram alento ao cultivo de cereais. Também no Tocantins, no
Maranhão, no Ceará, em Pernambuco, na Bahia e no Piauí o agronegócio teve peso decisivo. A produtividade da soja, no
Piauí, foi a maior do país (3.231 kg/ha). A agropecuária contribuiu para as economias de Minas Gerais e, ainda mais, do
Mato Grosso do Sul, do Mato Grosso e de Goiás. No Rio Grande do Sul e no Rio Grande do Norte, problemas climáticos
afetaram o setor e, consequentemente, as economias locais.

Em todo o país, os setores da construção civil e os serviços contribuíram para o aumento da riqueza. Eles indicam
aumento da oferta de crédito e renda dos trabalhadores e acesso da população a serviços públicos e pessoais,
comunicações, hotelaria e transporte.

Idem, ibidem.
Julgue o item que se segue, a respeito dos sentidos e de aspectos textuais e gramaticais do texto acima.

Em "contribuíram", o emprego do acento gráfico justifica-se pela presença de ditongo em sílaba tônica.

Certo
Errado
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Questão 79: CESPE - TJ TRE ES/TRE ES/Administrativa/"Sem Especialidade"/2011


Assunto: Acentuação
A COP-16, em Cancún, no México, é mais uma rodada global sobre as ações para impedir uma catástrofe climática na
Terra. Infelizmente, as expectativas de progresso estão muito aquém das necessidades. Achar uma notícia animadora em
relação ao meio ambiente é tarefa árdua. Por exemplo, as emissões de CO2, o mais abundante dos gases-estufa, caíram
1,3% em 2009 devido à recessão mundial. Mas isso foi apenas a metade do esperado. E a previsão dos cientistas é de
que a liberação, por queima de carvão, petróleo e gás, atinja o pico histórico já este ano. Além disso, a concentração de
dióxido de carbono, metano e óxido nitroso atingiu, em 2009, o maior nível desde a Revolução Industrial, segundo a
Organização Meteorológica Mundial.

Realizada em Copenhague, sob o signo da recessão mundial, a COP-15 foi uma relativa decepção: não conseguiu
produzir um documento tornando obrigatórias as metas de redução da emissão de poluentes, mas houve consensos.
Todos os compromissos ali assumidos são voluntários. Os participantes da COP-16 bem poderiam, para avançar, inspirar-
se na última reunião sobre biodiversidade, em outubro, em Nagoia, Japão. Ali, apesar de persistentes dificuldades,
delegados de quase 200 países concordaram em frear a perda de espécies no planeta, com novas metas até 2020.

O Globo, 28/11/2010.
Acerca dos sentidos e de aspectos estruturais e gramaticais do texto acima, julgue o item seguinte.

As palavras "catástrofe" e "climática" recebem acento gráfico com base em justificativas gramaticais diferentes.

Certo
Errado
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Questão 80: CESPE - TJ (STM)/STM/Administrativa/"Sem Especialidade"/2011


Assunto: Acentuação
A expressão caos aéreo já faz parte da linguagem corrente quando o assunto é a aviação comercial brasileira. A rigor,
toda essa crise latente no sistema de terminais aeroportuários — que aflora nos momentos de pico de viagens e a
qualquer maior instabilidade meteorológica em regiões-chave — já foi prevista há muito tempo. Não era preciso ser
médium para, mesmo antes do desastre com avião na Amazônia no final de 2006, perceber que a leniência das

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03/09/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

autoridades federais diante dos gargalos no setor iria, cedo ou tarde, desembocar na atual situação: pistas saturadas,
salas de espera repletas, infraestrutura dos aeroportos, principalmente os maiores, sobrecarregada.

Nó dos aeroportos poderá ser desatado.


In: O Globo, 5/12/2010 (com adaptações).
Acerca dos aspectos estruturais e dos sentidos do texto acima, julgue o item a seguir.

A regra de acentuação gráfica que justifica o emprego do acento gráfico em “aeroportuário” é a mesma que justifica o
emprego do acento em “meteorológica”.

Certo
Errado
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Questão 81: CESPE - Ag Adm (MTE)/MTE/2008


Assunto: Acentuação

Nós, chefes de Estado e de Governo dos 21 países ibero-americanos, reunidos na XIII Conferência Ibero-
Americana, na cidade de Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, reiteramos o nosso propósito de continuar a fortalecer a
Comunidade Ibero-Americana de Nações como fórum de diálogo, cooperação e concertamento político, aprofundando os
vínculos históricos e culturais que nos unem, e admitindo, ao mesmo tempo, as características próprias de cada uma das
nossas múltiplas identidades, que permitem reconhecer-nos como uma unidade na diversidade.

Estamos conscientes de que a exclusão social é um problema de caráter estrutural com profundas raízes
históricas, econômicas e culturais, cuja superação exige profunda transformação das nossas sociedades atingidas pela
desigualdade na distribuição da riqueza. Reconhecemos a urgente necessidade de implementar políticas públicas de
diminuição da pobreza e de aumento da participação dos cidadãos de todos os setores da população, excluídos da
definição das políticas sociais, dos processos decisórios e do controle e fiscalização dos recursos financeiros consignados
a tais políticas, de forma que eles sejam os atores do seu próprio processo de desenvolvimento. Assim, poderemos
assegurar seu maior acesso à terra, às fontes de trabalho, à melhor qualidade de vida, à educação, à saúde, à habitação
e a outros serviços básicos.

Os chefes de Estado e de Governo dos países ibero-americanos subscrevem a presente declaração, em dois
textos originais na língua espanhola e na língua portuguesa, ambas igualmente válidas, na cidade de Santa
Cruz de la Sierra, aos 15 dias de novembro do ano de 2003.

Na trilha de Salvador: a inclusão social pela via do trabalho decente. Brasília: MTE, Assessoria Internacional, 2004, p. 27, 30 e 35 (com
adaptações).

Quanto aos sentidos e aos aspectos estruturais e lingüísticos do texto acima, julgue o item subseqüente.

De acordo com as regras de acentuação gráfica da língua portuguesa, a palavra "ibero-americanos" também poderia ser
corretamente escrita da seguinte forma: íberoamericanos.

Certo
Errado
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Questão 82: CESPE - AI (ABIN)/ABIN/2008


Assunto: Acentuação

Com o advento do século XXI, novas ameaças ganharam relevo no mosaico dos problemas que colocam em risco
a segurança dos povos, a estabilidade dos países e a concentração de esforços em favor da paz mundial. O terrorismo
internacional, devido a seu poder de infiltração em diferentes regiões e sua capacidade para gerar instabilidade na
comunidade internacional, constitui uma das principais ameaças da atualidade.

A expansão do terrorismo internacional na última década está diretamente relacionada ao crescimento de sua
vertente islâmica, que, por sua vez, ampliou-se na esteira da disseminação de interpretações radicais do Islã, que se
opõem a qualquer tipo de intervenção no universo dos valores muçulmanos e pregam o uso da violência - guerra santa
(jihad) - como forma de defender, expandir e manter a comunidade islâmica mundial.

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/6986918/imprimir 35/99
03/09/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
Paulo de Tarso Resende Paniago. O desafio do terrorismo internacional. In: Revista Brasileira de Inteligência. Brasília: ABIN, v. 3, n.º
4, set./2007, p. 36.
Em relação ao texto acima, julgue o item a seguir.

As palavras "última", "década" e "islâmica" recebem acento gráfico com base em regras gramaticais diferentes.

Certo
Errado
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Questão 83: CESPE - Con Tec Leg (CL DF)/CL DF/Inspetor de Polícia Legislativa/2006
Assunto: Acentuação
O desenvolvimento de graus mais altos de governabilidade em um contexto de legitimidade política depende tanto da
construção de uma ordem democrática estável quanto da constituição de uma série de instituições estáveis e idôneas que
intermedeiem, por um lado, a opinião pública amorfa e manipulável e os interesses privados e setoriais capazes de
mobilizá-la e, por outro, o Estado. Estas instituições são necessárias não somente do lado da sociedade civil, como os
partidos políticos, os meios de comunicação de massa, as associações profissionais e sindicais, os grupos de interesses
organizados etc., como também do lado do Estado, através da constituição de um funcionalismo público motivado e cioso
de suas responsabilidades, de um Poder Judiciário zeloso de sua competência e independência, e assim por diante.

Simon Schwartzman. Bases do autoritarismo brasileiro. Prefácio da


3.ª ed. revisada e ampliada. São Paulo: Campus, 1988 (com adaptações).
Considerando os sentidos e as estruturas lingüísticas do texto acima, julgue o item subseqüente.

Os vocábulos “mobilizá-la” e “através” são acentuados em atendimento à mesma regra de acentuação gráfica.

Certo
Errado
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Questão 84: CESPE - AUFC/TCU/Controle Externo/2005


Assunto: Acentuação
Breve histórico

A idéia de criação de um Tribunal de Contas surgiu, pela primeira vez no Brasil, em 23 de junho de 1826, com a iniciativa
de Felisberto Caldeira Brandt, Visconde de Barbacena, e de José Inácio Borges, que apresentaram projeto de lei nesse
sentido ao Senado do Império. As discussões em torno da criação de um Tribunal de Contas durariam quase um
século, polarizadas entre aqueles que defendiam a sua necessidade - para quem as contas públicas deviam ser
examinadas por órgão independente - e aqueles que a combatiam, por entenderem que as contas públicas podiam
continuar sendo controladas por aqueles mesmos que as realizavam.

Originariamente o Tribunal teve competência para exame, revisão e julgamento de todas as operações relacionadas com
a receita e a despesa da União. A fiscalização fazia-se pelo sistema de registro prévio. A Constituição de 1891
institucionalizou o Tribunal e conferiu-lhe competências para liquidar as contas da receita e da despesa e verificar a sua
legalidade, antes de serem prestadas ao Congresso Nacional.

Pela Constituição de 1934, o Tribunal recebeu, entre outras, as seguintes atribuições: proceder ao
acompanhamento da execução orçamentária, registrar previamente as despesas e os contratos, julgar as contas dos
responsáveis por bens e dinheiro públicos, assim como apresentar parecer prévio sobre as contas do Presidente da
República, para posterior encaminhamento à Câmara dos Deputados. Com exceção do parecer prévio sobre as contas
presidenciais, todas as demais atribuições do Tribunal foram mantidas pela Carta de 1937. A Constituição de 1946
acresceu um novo encargo às competências da Corte de Contas: julgar a legalidade das concessões de aposentadorias,
reformas e pensões.

A Constituição de 1967, ratificada pela Emenda Constitucional n.º 1, de 1969, retirou do Tribunal o exame e o julgamento
prévio dos atos e dos contratos geradores de despesas, sem prejuízo da competência para apontar falhas e
irregularidades que, se não sanadas, seriam, então, objeto de representação ao Congresso Nacional.

Eliminou-se, também, o julgamento da legalidade de concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ficando a cargo

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/6986918/imprimir 36/99
03/09/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

do Tribunal, tão-somente, a apreciação da legalidade para fins de registro. O processo de fiscalização financeira e
orçamentária passou por completa reforma nessa etapa. Como inovação, deu-se incumbência à Corte de Contas para o
exercício de auditoria financeira e orçamentária sobre as contas das unidades dos três poderes da União, instituindo-se,
desde então, os sistemas de controle externo, a cargo do Congresso Nacional, com auxilio da Corte de Contas, e de
controle interno, este exercido pelo Poder Executivo e destinado a criar condições para um controle externo eficaz.

Finalmente, com a Constituição de 1988, o Tribunal de Contas da União (TCU) teve a sua jurisdição e a sua competência
substancialmente ampliadas. Recebeu poderes para, no auxílio ao Congresso Nacional, exercer a fiscalização contábil,
financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à
legalidade, à legitimidade e à economicidade, e a fiscalização da aplicação das subvenções e da renúncia de receitas.
Qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros,
bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza
pecuniária tem o dever de prestar contas ao TCU.
Conheça o TCU. Internet:<http://www.tcu.gov.br>. Acesso em 10/4/2005 (com adaptações).

Com base na recuperação precisa da informação do texto e no que se prescreve em relação à modalidade escrita formal
da Língua Portuguesa, julgue o item a seguir.

O vocábulo de que se derivaram formas como polar, polarizar, "polarizadas" tem acento diferencial.

Certo
Errado
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Questão 85: CESPE - AUFC/TCU/Controle Externo/2005


Assunto: Acentuação
Breve histórico

A idéia de criação de um Tribunal de Contas surgiu, pela primeira vez no Brasil, em 23 de junho de 1826, com a iniciativa
de Felisberto Caldeira Brandt, Visconde de Barbacena, e de José Inácio Borges, que apresentaram projeto de lei nesse
sentido ao Senado do Império. As discussões em torno da criação de um Tribunal de Contas durariam quase um
século, polarizadas entre aqueles que defendiam a sua necessidade - para quem as contas públicas deviam
ser examinadas por órgão independente - e aqueles que a combatiam, por entenderem que as contas públicas podiam
continuar sendo controladas por aqueles mesmos que as realizavam.

Originariamente o Tribunal teve competência para exame, revisão e julgamento de todas as operações relacionadas com
a receita e a despesa da União. A fiscalização fazia-se pelo sistema de registro prévio. A Constituição de 1891
institucionalizou o Tribunal e conferiu-lhe competências para liquidar as contas da receita e da despesa e verificar a sua
legalidade, antes de serem prestadas ao Congresso Nacional.

Pela Constituição de 1934, o Tribunal recebeu, entre outras, as seguintes atribuições: proceder ao acompanhamento da
execução orçamentária, registrar previamente as despesas e os contratos, julgar as contas dos responsáveis por bens e
dinheiro públicos, assim como apresentar parecer prévio sobre as contas do Presidente da República, para posterior
encaminhamento à Câmara dos Deputados. Com exceção do parecer prévio sobre as contas presidenciais, todas as
demais atribuições do Tribunal foram mantidas pela Carta de 1937. A Constituição de 1946 acresceu um novo encargo às
competências da Corte de Contas: julgar a legalidade das concessões de aposentadorias, reformas e pensões.

A Constituição de 1967, ratificada pela Emenda Constitucional n.º 1, de 1969, retirou do Tribunal o exame e o julgamento
prévio dos atos e dos contratos geradores de despesas, sem prejuízo da competência para apontar falhas e
irregularidades que, se não sanadas, seriam, então, objeto de representação ao Congresso Nacional.

Eliminou-se, também, o julgamento da legalidade de concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ficando a cargo
do Tribunal, tão-somente, a apreciação da legalidade para fins de registro. O processo de fiscalização financeira e
orçamentária passou por completa reforma nessa etapa. Como inovação, deu-se incumbência à Corte de Contas para o
exercício de auditoria financeira e orçamentária sobre as contas das unidades dos três poderes da União, instituindo-se,
desde então, os sistemas de controle externo, a cargo do Congresso Nacional, com auxilio da Corte de Contas, e de
controle interno, este exercido pelo Poder Executivo e destinado a criar condições para um controle externo eficaz.

Finalmente, com a Constituição de 1988, o Tribunal de Contas da União (TCU) teve a sua jurisdição e a sua competência
substancialmente ampliadas. Recebeu poderes para, no auxílio ao Congresso Nacional, exercer a fiscalização contábil,
financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à
legalidade, à legitimidade e à economicidade, e a fiscalização da aplicação das subvenções e da renúncia de receitas.
Qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros,

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/6986918/imprimir 37/99
03/09/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza
pecuniária tem o dever de prestar contas ao TCU.
Conheça o TCU. Internet:<http://www.tcu.gov.br>. Acesso em 10/4/2005 (com adaptações).

Com base na recuperação precisa da informação do texto e no que se prescreve em relação à modalidade escrita formal
da Língua Portuguesa, julgue o item a seguir.

Os vocábulos "prejuízo" e atraí acentuam-se atendendo à mesma regra.

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Questão 86: CESPE - OI (ABIN)/ABIN/Código 01 (Administração Pública)/2004


Assunto: Acentuação

A criação do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) e a consolidação da Agência Brasileira de Inteligência


(ABIN) permitem ao Estado brasileiro institucionalizar a atividade de Inteligência, mediante uma ação coordenadora do
fluxo de informações necessárias às decisões de governo, no que diz respeito ao aproveitamento de oportunidades, aos
antagonismos e às ameaças, reais ou potenciais, relativos aos mais altos interesses da sociedade e do país. Todo o
trabalho de reformulação da atividade vem sendo balizado, também, por enfoques doutrinários condizentes com o
processo atual de globalização, em que as barreiras fronteiriças são fluidas, sugerindo cautelas para garantir a
preservação dos interesses da sociedade e do Estado brasileiros, de forma a salvaguardar a soberania, a integridade e a
harmonia social do país.

Internet: <http://www.abin.gov.br/abin/historico.jsp> (com adaptações).


Considerando o texto acima, julgue o item subseqüente.

Na palavra "fluidas", dispensa-se o acento gráfico porque se trata de particípio passado flexionado do verbo fluir e a
pronúncia da primeira sílaba considera "ui" um hiato.

Certo
Errado
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Questão 87: CESPE - PPF/PF/2004


Assunto: Acentuação

O filme Central do Brasil, de Walter Salles, tem como protagonista a professora aposentada Dora, que ganha um
dinheiro extra escrevendo cartas para analfabetos na Central do Brasil, estação ferroviária do Rio de Janeiro. Outra
personagem é o menino Josué, filho de Ana, que contrata os serviços de Dora para escrever cartas passionais para seu
ex-marido, pai de Josué. Logo após ter contratado a tarefa, Ana morre atropelada. Josué, sem ninguém a recorrer na
megalópole sem rosto, sob o jugo do estado mínimo (sem proteção social), vê em Dora a única pessoa que poderá levá-
lo até seu pai, no interior do sertão nordestino.

Dos vários momentos emocionantes do filme, o mais sensibilizante é o encontro de Josué com os presumíveis irmãos
que, como o pai elaborado em seus sonhos, são também marceneiros. A câmera faz uma panorâmica no interior do
sertão para mostrar um conjunto habitacional de casas populares recém-construídas; em uma das casas, os moradores
são os filhos do pai de Josué que, em sua residência simples, acolhem para dormir Josué e Dora. Os irmãos dormem
juntos e dividem a mesma cama. Existe uma comunhão de sentimentos entre os irmãos: os que têm um teto para morar,
têm trabalho, dão amparo ao menino órfão sem eira nem beira.

No filme, a grande questão do analfabetismo está acoplada a outro desafio, que é a questão nordestina, ou seja, o atraso
econômico e social da região. Não basta combater o analfabetismo, que, por si só, necessitaria dos esforços de, no
mínimo, uma geração de brasileiros para ser debelado, pois, em 1996, o analfabetismo da população de 15 anos e mais,
no Brasil, era de 13,03%, representando um total de 13,9 milhões de pessoas. Segundo a UNESCO, o Brasil chegaria ao
ano 2000 em sétimo lugar entre os países com maior número de analfabetos.

No Brasil, carecemos de políticas públicas que atendam, de forma igualitária, a população, em especial aquelas voltadas
para as crianças, os idosos e as mulheres. A permanência da questão nordestina é um exemplo constante das nossas
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desigualdades, do desprezo à vida e da falta de políticas públicas que atendam aos anseios mínimos do povo trabalhador.
Não saber ler nem escrever, no Brasil, é um elemento a mais na desagregação dos indivíduos que serão párias
permanentes em uma sociedade que se diz moderna e globalizada, mas que é debilitada naquilo que é mais premente ao
povo: alimentação, trabalho, saúde e educação. Sem essas condições básicas, praticamente se nega o direito à cidadania
da ampla maioria da população brasileira.

Os ensinamentos que podemos tirar de Central do Brasil são que devemos atacar a questão social de várias frentes,
em especial na educação de todos os brasileiros, jovens e velhos; lutar por políticas públicas de qualidade que direcionem
os investimentos para promover uma desconcentração regional e pessoal da renda no país, propugnando por um novo
modelo econômico e social. Ao garantir uma vida digna, a maioria da população saberá, por meio da solidariedade de
classe, responder às necessidades da construção de uma sociedade mais justa. Central do Brasil é um exemplo vivo
de que o Brasil tem rumo e esperança.

Salvatore Santagada. Zero Hora, 20/3/1999 (com adaptações)


A partir do texto ao lado, julgue o item a seguir.

Nas formas verbais destacadas em " têm


um teto para morar, têm trabalho", distintamente de " tem rumo e esperança",
foi empregado o acento circunflexo porque o verbo ter está flexionado no plural.

Certo
Errado
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Questão 88: CESPE - PPF/PF/2000


Assunto: Acentuação
O texto abaixo foi modificado intencionalmente, mediante a retirada de vírgulas e a introdução de erros de grafia, de
regência e de concordância.

As notas frias de Caxias

Uma pratica tão ilegal quanto comum nas prefeituras do interior do pais chamou à atenção da Polícia Federal no
Maranhão. No municipio de Caxias a 350 quilometros de São Luís o que poderia ser um crime administrativo banal vem
ganhando indissios de uma verdadeira farra orçamentaria. O atual prefeito da cidade Hélio Queiroz (PSDB) recolheu
centenas de notas fiscais que garante serem frias e que teriam permitido a seu antessessor Paulo Marinho (PFL) desviar
mais de R$ 1 milhão do caixa municipal. Boa parte desses documentos foram emitidos pela Sercil Engenharia uma
pequena firma de propriedade do engenheiro José Ribamar Costa Serra que admitiu o crime. O esquema que serviria
para enriquecer-lhe só comprometeu ainda mas suas finanças. Paulo Marinho hoje deputado federal defende-se das
acusações. O inquérito da Polícia Federal vai dizer quem está falando a verdade.

Istoé, 27/10/1999 (com adaptações).


Julgue o item a seguir com relação ao texto.

No primeiro período do texto, há apenas erros de acentuação gráfica, nas palavras "pratica" e "pais".

Certo
Errado
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Questão 89: CESPE - AUFC/TCU/Controle Externo/2005


Assunto: Uso do Hifen
Breve histórico

A idéia de criação de um Tribunal de Contas surgiu, pela primeira vez no Brasil, em 23 de junho de 1826, com a iniciativa
de Felisberto Caldeira Brandt, Visconde de Barbacena, e de José Inácio Borges, que apresentaram projeto de lei nesse
sentido ao Senado do Império. As discussões em torno da criação de um Tribunal de Contas durariam quase um século,
polarizadas entre aqueles que defendiam a sua necessidade - para quem as contas públicas deviam ser examinadas por
órgão independente - e aqueles que a combatiam, por entenderem que as contas públicas podiam continuar sendo
controladas por aqueles mesmos que as realizavam.

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Originariamente o Tribunal teve competência para exame, revisão e julgamento de todas as operações relacionadas com
a receita e a despesa da União. A fiscalização fazia-se pelo sistema de registro prévio. A Constituição de 1891
institucionalizou o Tribunal e conferiu-lhe competências para liquidar as contas da receita e da despesa e verificar a sua
legalidade, antes de serem prestadas ao Congresso Nacional.

Pela Constituição de 1934, o Tribunal recebeu, entre outras, as seguintes atribuições: proceder ao acompanhamento da
execução orçamentária, registrar previamente as despesas e os contratos, julgar as contas dos responsáveis por bens e
dinheiro públicos, assim como apresentar parecer prévio sobre as contas do Presidente da República, para posterior
encaminhamento à Câmara dos Deputados. Com exceção do parecer prévio sobre as contas presidenciais, todas as
demais atribuições do Tribunal foram mantidas pela Carta de 1937. A Constituição de 1946 acresceu um novo encargo às
competências da Corte de Contas: julgar a legalidade das concessões de aposentadorias, reformas e pensões.

A Constituição de 1967, ratificada pela Emenda Constitucional n.º 1, de 1969, retirou do Tribunal o exame e o julgamento
prévio dos atos e dos contratos geradores de despesas, sem prejuízo da competência para apontar falhas e
irregularidades que, se não sanadas, seriam, então, objeto de representação ao Congresso Nacional.

Eliminou-se, também, o julgamento da legalidade de concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ficando a cargo
do Tribunal, tão-somente, a apreciação da legalidade para fins de registro. O processo de fiscalização financeira e
orçamentária passou por completa reforma nessa etapa. Como inovação, deu-se incumbência à Corte de Contas para o
exercício de auditoria financeira e orçamentária sobre as contas das unidades dos três poderes da União, instituindo-se,
desde então, os sistemas de controle externo, a cargo do Congresso Nacional, com auxilio da Corte de Contas, e de
controle interno, este exercido pelo Poder Executivo e destinado a criar condições para um controle externo eficaz.

Finalmente, com a Constituição de 1988, o Tribunal de Contas da União (TCU) teve a sua jurisdição e a sua competência
substancialmente ampliadas. Recebeu poderes para, no auxílio ao Congresso Nacional, exercer a fiscalização contábil,
financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à
legalidade, à legitimidade e à economicidade, e a fiscalização da aplicação das subvenções e da renúncia de receitas.
Qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros,
bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza
pecuniária tem o dever de prestar contas ao TCU.
Conheça o TCU. Internet:<http://www.tcu.gov.br>. Acesso em 10/4/2005 (com adaptações).

Com base na recuperação precisa da informação do texto e no que se prescreve em relação à modalidade escrita formal
da Língua Portuguesa, julgue o item a seguir.

É correta a forma variante de grafia do vocábulo "projeto de lei" com hífen.

Certo
Errado
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Questão 90: CESPE - TJ TRE ES/TRE ES/Apoio Especializado/Taquigrafia/2011


Assunto: Outras Questões de Convenções de Escrita (itálico, siglas etc)
Um dos problemas mais significativos da democracia representativa brasileira, preexistente à Constituição de 1988, mas
mantido por ela, é a distorção da representação das unidades federadas na Câmara dos Deputados. Trata-se de assunto
cuja importância e mesmo centralidade não podem ser desprezadas: princípio basilar da democracia representativa é o
voto de cada pessoa ter o mesmo peso eletivo. O atual sistema permite que o voto de um cidadão seja dezenas de vezes
mais significativo, nas eleições para a Câmara, do que o voto de outro. Essa situação é incompatível com o
aperfeiçoamento democrático de nosso regime político.

A Constituição brasileira (art. 45, caput


) determina que a representação dos estados na Câmara dos Deputados seja
proporcional à população. Entretanto, a seguir, estabelece piso e teto dessa representação (oito e setenta deputados,
respectivamente), que implicam a negação dessa proporcionalidade.

Octaciano Nogueira, em trabalho a respeito do tema, parte da premissa de que essa distorção "não é obra do regime
militar, que, na verdade, se utilizou desse expediente, como de inúmeros outros, para reforçar a Arena, durante o
bipartidarismo; sua origem remonta à Constituinte de 1890, quando, por sinal, o problema foi exaustivamente debatido;
a partir daí, incorporou-se à tradição de nosso direito constitucional legislado, em todas as subsequentes constituições; e
o princípio, portanto, estabelecido durante as fases democráticas sob as quais viveu o País e mantido sempre que se
restaurou o livre debate, subsequente aos regimes de exceção, foi invariavelmente preservado, como ocorreu em 1946 e
1988."

Arlindo F. de Oliveira. Sobre a representação dos estados na Câmara dos Deputados. In: Textos para Discussão, n.º 5, abr./2004
(com adaptações).
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Julgue o item subsecutivo, com relação a aspectos linguísticos do texto.

A palavra "caput", termo técnico da linguagem jurídica, está grafada em itálico por constituir estrangeirismo.
Certo
Errado
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Questão 91: CESPE - Adm (MTE)/MTE/2008


Assunto: Outras Questões de Convenções de Escrita (itálico, siglas etc)

Declaração de ministros do trabalho do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) na Conferência Regional de Emprego

CONSIDERANDO:
(...) Que o desafio do MERCOSUL é colocar o emprego de qualidade no centro das estratégias de
desenvolvimento, para construir instrumentos de intervenção relevantes para a inclusão social.

(...)
POR ISSO: OS MINISTROS DE TRABALHO, no marco da CONFERÊNCIA REGIONAL DE EMPREGO convocada pela
Comissão Sociolaboral do MERCOSUL, DECLARAM:

(...)
Art. 2.º Promover nos países-membros o desenvolvimento de políticas nacionais de emprego, orientadas
prioritariamente em torno dos seguintes objetivos:

(...)
g) redução substancial das diferenças de gênero, promovendo a diminuição das disparidades existentes entre
homens e mulheres no mundo do trabalho, e impulsionando a coordenação de políticas de igualdade de oportunidades e
de combate a todas as formas de discriminação no emprego;

(...)
Art. 9.º Os Ministros do Trabalho do MERCOSUL elevam a presente Declaração ao Conselho Mercado Comum,
para seu conhecimento e consideração.
Buenos Aires, 16 de abril de 2004.
ARGENTINA
Dr. CARLOS A. TOMADA
Ministro do Trabalho, Emprego e Seguridade Social

BRASIL
Dr. RICARDO BERZOINI
Ministro do Trabalho e Emprego

URUGUAI
Dr. SANTIAGO PEREZ DEL CASTILLO
Ministro do Trabalho e Seguridade Social

PARAGUAI
Dr. JUAN DARIO MONGES
Ministro da Justiça e Trabalho

Na trilha de Salvador: a inclusão social pela via do trabalho decente. Brasília: MTE, Assessoria Internacional, 2004, p. 51-4 (com
adaptações).

Quanto aos sentidos e aos aspectos estruturais e lingüísticos do texto acima, julgue o item.

O emprego das maiúsculas em "MERCOSUL", assim como em outras palavras do texto, contraria as normas abonadas
pela ortografia oficial da língua portuguesa.

Certo
Errado
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Questão 92: CESPE - AL (CAM DEP)/CAM DEP/Área XX/Consultor Legislativo/2014


Assunto: Questões Mescladas de Convenções de Escrita
A existência de duas ortografias oficiais da língua portuguesa, a lusitana e a brasileira, tem sido considerada como
largamente prejudicial para a unidade intercontinental do português e para seu prestígio no mundo.

Tal situação remonta, como é sabido, a 1911, ano em que foi adotada em Portugal a primeira grande reforma
ortográfica, mas que não foi extensiva ao Brasil.

Analisando sucintamente o conteúdo dos acordos de 1945 e de 1986, a conclusão que se colhe é a de que eles visavam
impor uma unificação ortográfica absoluta.

Em termos quantitativos e com base em estudos desenvolvidos pela Academia das Ciências de Lisboa, com base
no corpusde cerca de 110.000 palavras, conclui-se que o Acordo de 1986 conseguia a unificação ortográfica em cerca de
99,5% do vocabulário geral da língua. Mas conseguia-se sobretudo à custa da simplificação drástica do sistema de
acentuação gráfica, pela supressão dos acentos nas palavras proparoxítonas e paroxítonas, o que não foi bem aceito por
uma parte substancial da opinião pública.

A inviabilização prática de tais soluções leva-nos à conclusão de que não é possível unificar, por via administrativa,
divergências que assentam em claras diferenças de pronúncia, um dos critérios, aliás, em que se baseia o sistema
ortográfico da língua portuguesa.

Nestas condições, há que procurar uma versão de unificação ortográfica que acautele mais o futuro do que o passado e
que não receie sacrificar a simplificação também pretendida em 1986, em favor da máxima unidade possível.

Foi, pois, tendo presentes estes objetivos, que se fixou o novo texto de unificação ortográfica, o qual representa uma
versão menos forte do que as que foram conseguidas em 1945 e 1986. Mas ainda assim suficientemente forte para
unificar ortograficamente cerca de 98% do vocabulário geral da língua.

Brasil. Senado Federal. Nota explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, 2009 (com adaptações).

Com base no que dispõe o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, julgue o próximo item.

Está correta a grafia dos seguintes vocábulos: bilíngue, sagui, sequência, quinquênio, Müller, colmeia, joia, paranoico,
papéis, feiúra, perdoo, pera, pôde (3.ª pessoa do sing. do pretérito), sobre-humano, co-herdeiro, subumano, coedição,
capim-açu, semi-analfabeto, vice-almirante, contrarregra, infrassom, semi-interno, sub-bibliotecário, panamericano.

Certo
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Questão 93: CESPE - PEB (SEDF)/SEDF/Língua Portuguesa/2017


Assunto: Fonética (fonemas, dígrafos, encontros consonantais, vocálicos, etc)
A experimentação é característica dos processos de aquisição de conhecimentos. Ao adquirir a escrita, a criança testa
hipóteses já construídas acerca desse sistema. Pode-se pensar então que, mesmo antes de entrar para a escola, o
aprendiz, graças às práticas de letramento às quais está exposto cotidianamente, já construiu suas hipóteses no que diz
respeito à segmentação da escrita. No entanto, ao testá-las, o que se lhe apresenta é a dúvida sobre o lugar em que
espaços devem ser inseridos na escrita. Para a resolução desse problema, é necessário que o aprendiz cumpra a
complexa tarefa de compreender o que é uma palavra.

Começam a surgir, exatamente nesse período, as segmentações não convencionais. Da falta de espaço entre fronteiras
vocabulares — hipossegmentação — surgem estruturas do tipo “derepente”, “muitolonge”, “chicobento”; da inserção de
um espaço indevido no interior da palavra — hipersegmentação —, estruturas como “em controu”, “amanhe seu”,
“chapeu sinhô”.

Ana Paula Nobre da Cunha e Ana Ruth Moresco Miranda. A hipo e a hipersegmentação nos dados de aquisição de escrita:
a influência da prosódia. In: Alfa. 53 (1), 2009, p. 127-148. Internet: <http://piwik.seer.fclar.unesp.br> (com adaptações).
Julgue o item subsecutivo, referente às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior.

Os grafemas <r> e <s> que aparecem nas segmentações não convencionais ‘derepente’ e ‘chapeu sinhô’ estão sendo
usados para representar, respectivamente, os fonemas / r/ e /∫  ∫/.

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Questão 94: CESPE - PEB (SEDF)/SEDF/Língua Portuguesa/2017


Assunto: Fonética (fonemas, dígrafos, encontros consonantais, vocálicos, etc)
A língua continua sendo forte elemento de discriminação social, seja no próprio contexto escolar, seja em outros
contextos sociais, como no acesso ao emprego e aos serviços públicos em geral (serviços de saúde, por exemplo).

Por isso, parece ser um grande equívoco a afirmação de que a variação linguística não deve ser matéria de ensino na
escola básica. Assim, a questão crucial para nós é saber como tratá-la pedagogicamente, ou seja, como desenvolver uma
pedagogia da variação linguística no sistema escolar de uma sociedade que, infelizmente, ainda não reconheceu sua
complexa cara linguística e, como resultado da profunda divisão socioeconômica que caracterizou historicamente sua
formação (uma sociedade que foi, por trezentos anos, escravocrata), ainda discrimina fortemente pela língua os grupos
socioeconômicos que recebem as menores parcelas da renda nacional.

A maioria dos alunos que chegam à escola pública é oriunda precisamente desses grupos socioeconômicos. E há, entre
nossas crenças pedagógicas, um pressuposto de que cabe à escola pública contribuir, pela oferta de educação de
qualidade, para favorecer, mesmo que indiretamente, uma melhor redistribuição da renda nacional.

Boa parte de uma educação de qualidade tem a ver precisamente com o ensino de língua — um ensino que garanta o
domínio das práticas socioculturais de leitura, escrita e fala nos espaços públicos. Nessa perspectiva, esse domínio inclui o
das variedades linguísticas historicamente identificadas como as mais próprias a essas práticas, ou seja, o conjunto de
variedades escritas e faladas constitutivas da chamada norma culta.

Carlos Alberto Faraco e Ana Maria Stahl Zilles. Introdução. In: Carlos Alberto Faraco e Ana Maria Stahl Zilles (orgs.).
Pedagogia da variação Linguística: língua, diversidade e ensino. São Paulo: Parábola Editorial, 2015. p. 8-9 (com adaptações).
Com referência às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o próximo item.

Presentes no último parágrafo do texto, os vocábulos “qualidade”, “perspectiva”, “essas”, “conjunto” e “chamada” contêm
grupos de duas letras que representam um só fonema, constituindo o que se denomina dígrafo ou digrama.

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Questão 95: CESPE - AL (CAM DEP)/CAM DEP/Área XX/Consultor Legislativo/2014


Assunto: Fonética (fonemas, dígrafos, encontros consonantais, vocálicos, etc)
Tatatá tututudo bem?

É assim que o personagem desta história começaria a conversar com você. Também não poderia ser diferente. Criado no
mundo dos tatus, ele só podia mesmo falar tatuês. Assim, Lino logo aprendeu a falar como tatu, comer como tatu, e
viver como tatu. Porque, apesar do mundo dos tatus ser bem diferente do nosso, tem uma coisa que é igualzinha: bicho
criado fica igual ao bicho pai. Nisso não há dúvida, é só olhar para o Lino que a gente esquece que ele nasceu
passarinho.

E foi assim que tudo começou: com um PLACT!

Quando ouviram aquele barulhinho, tatu Raul e dona Malu correram para ver o que era. Que surpresa! Bem ali, no meio
da cama deles, tinha caído um ovo, que logo se rachou. De dentro, ainda com cara de passarinho, saiu Lino, que cantava
sem parar. Tatu Raul olhou para o teto e disse:

— Puxa, esqueci de consertatatar essa goteteteira. Deve teteter uma árvore bem aí em cima da gentetete. O
coitatatadinho caiu do ninho.

Márcia Cristina Silva. Olhos de violino. São Paulo: FTD, p. 5-8 (com adaptações).

Em relação aos sentidos e a aspectos linguísticos e estilísticos do texto acima, julgue o item subsequente.

A realização da vogal média e da consoante linguodental surda das palavras “consertar”, “goteira” e “gente” é invariável
no português do Brasil.
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Questão 96: CESPE - AL (CAM DEP)/CAM DEP/Área XX/Consultor Legislativo/2014


Assunto: Fonética (fonemas, dígrafos, encontros consonantais, vocálicos, etc)
Eis a razão pela qual acredito estarmos caminhando para a edificação de uma nova ordem mundial, assentada em
parâmetros razoavelmente distintos daqueles que prevaleceram nas duas últimas décadas. Aprendemos que o fim do
sistema bipolar (...) não teve o dom de sepultar interesses divergentes e claros antagonismos, sempre presentes na área
internacional. Entendemos, ademais, que o mercado, por sua própria natureza, não é a instância adequada para tomar
decisões políticas, que afetam milhões de pessoas. Por fim, mas não menos significativo, percebemos que o combate a
um inimigo difuso, a cuja sanha destruidora e ensandecida todos devemos opor tenaz resistência para dela não nos
tornarmos reféns, requer esforço conjunto e solidário, somente possível pelo acordo que não se impõe, mas que se
celebra pela busca de convergência possível. Isso é Política.

É nesse novo quadro histórico que emerge, renovada e fortalecida, a instituição parlamentar. Dela se espera, agora mais
do que nunca, que agregue às suas funções tradicionais — debater, legislar e fiscalizar — novos e mais amplos
horizontes de atuação, nos quais a política externa e as relações internacionais ocupam posição nuclear. Não mais se
admite que, ao Parlamento, caibam apenas funções subsidiárias, a homologar decisões do Executivo, quase sempre
desempenhando um papel que não foge do mero formalismo. Referendar tratados e acordos internacionais, sem a
mínima possibilidade de interferir em sua elaboração, deverá constituir-se em imagem do passado, página virada de uma
História que estimaríamos não mais se repetisse.

(...)

Eis porque, Caros Colegas de todas as Américas, nosso maior desafio, nestes tempos de tantas incertezas e permanentes
tensões, é prover o Parlamento das mais amplas condições, a começar pela excelência técnica, para participar ativamente
do processo das grandes decisões, das nacionais àquelas que envolvem as relações internacionais. Assumir a parcela que
lhe cabe, na construção de uma nova ordem mundial, mais justa e equânime, é missão da qual não pode fugir, sob pena
de desfigurar-se por completo como voz da cidadania.

Estou certo de que esse desafio se transforma em nosso compromisso. E, assim, estaremos contribuindo para a
construção de um mundo melhor. Com os pés fixos em nossa província, zelando pelo bem-estar dos cidadãos que
representamos, haveremos de alçar voos maiores lançando nosso atento olhar para todo o planeta.

Ramez Tebet. Discurso proferido na Abertura da III Conferência Parlamentar das Américas. Rio de Janeiro, 19/11/2001.

Em relação ao texto acima, julgue o item.

A proximidade fonética dos vocábulos “divergentes”/“presentes”, “sanha”/“ensandecida e “reféns”/“requer” forma ecos,


estratégia retórica cujo abuso pode implicar a distração da audiência, no que se refere à percepção do conteúdo da
mensagem.

Certo
Errado
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Questão 97: CESPE - TJ TRT6/TRT 6/Administrativa/2002


Assunto: Fonética (fonemas, dígrafos, encontros consonantais, vocálicos, etc)
Texto – questão

Mutirão seleciona vinte toneladas de papéis

Com o objetivo de levar adiante as metas definidas pelo Plano de Gestão, que prevê a melhoria da infra-estrutura de
funcionamento da instituição, foi realizado, durante o recesso forense, um mutirão para a triagem de documentos
armazenados no Arquivo Geral do TRT/6.ª, que deverão ser eliminados posteriormente. O mutirão deu início à primeira
etapa do Programa de Gestão de Documentos.

Na oportunidade, foram selecionadas vinte toneladas de papéis para eliminação. Esses documentos, contudo, serão
submetidos à apreciação da administração do Tribunal, e a decisão será tornada pública. O mutirão teve caráter
voluntário e envolveu 38 servidores, além dos quatro lotados no arquivo.

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/6986918/imprimir 44/99
03/09/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

O trabalho tornou-se necessário e urgente, segundo Cézar Ramos, chefe do arquivo geral, tendo em vista que o Arquivo
Geral do TRT/6.ª encontra-se com sua capacidade praticamente preenchida, “apesar de o nosso arquivo ser o terceiro do
Brasil em espaço físico no âmbito do Poder Judiciário, com cinco quilômetros de estantes”, explica Cézar Ramos,
ressaltando que a destruição dos documentos será feita por fragmentação mecânica, de forma a possibilitar a reciclagem
do papel.

Até a elaboração do Plano de Gestão da atual administração, não existiam critérios para o descarte de documentos.
Agora, entretanto, foi estabelecido um conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes a produção,
tramitação, uso, arquivamento, desarquivamento, eliminação e acesso de documentos, visando à sua avaliação para fins
de descarte ou recolhimento, para guarda permanente ou temporária. Foi definida também uma tabela básica de
temporalidade.

A iniciativa, afirma Cézar Ramos, permitiu a avaliação do quadro necessário para que o trabalho se torne contínuo, além
de ter possibilitado a sensibilização dos servidores em relação a uma política documental. “Começamos a mudar o
conceito de papel velho para documento”, explica.

Internet:<httm://www.trt6.gov.br/informe/informativo/2002/jornal/mutirao.htm>. Acesso em 25/4/2002 (com adaptações).


Quanto ao texto, julgue o item seguinte.

Do ponto de vista da separação silábica, os vocábulos a seguir estão todos corretamente divididos: o-bje-ti-vo, ur-gen-te,
preen-chi-da, res-sal-tan-do, frag-men-ta-ção, des-car-te.

Certo
Errado
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Questão 98: CESPE - PEB (SEDF)/SEDF/Língua Portuguesa/2017


Assunto: Formação e Estrutura das palavras
A língua continua sendo forte elemento de discriminação social, seja no próprio contexto escolar, seja em outros
contextos sociais, como no acesso ao emprego e aos serviços públicos em geral (serviços de saúde, por exemplo).

Por isso, parece ser um grande equívoco a afirmação de que a variação linguística não deve ser matéria de ensino na
escola básica. Assim, a questão crucial para nós é saber como tratá-la pedagogicamente, ou seja, como desenvolver uma
pedagogia da variação linguística no sistema escolar de uma sociedade que, infelizmente, ainda não reconheceu sua
complexa cara linguística e, como resultado da profunda divisão socioeconômica que caracterizou historicamente sua
formação (uma sociedade que foi, por trezentos anos, escravocrata), ainda discrimina fortemente pela língua os grupos
socioeconômicos que recebem as menores parcelas da renda nacional.

A maioria dos alunos que chegam à escola pública é oriunda precisamente desses grupos socioeconômicos. E há, entre
nossas crenças pedagógicas, um pressuposto de que cabe à escola pública contribuir, pela oferta de educação de
qualidade, para favorecer, mesmo que indiretamente, uma melhor redistribuição da renda nacional.

Boa parte de uma educação de qualidade tem a ver precisamente com o ensino de língua — um ensino que garanta o
domínio das práticas socioculturais de leitura, escrita e fala nos espaços públicos. Nessa perspectiva, esse domínio inclui o
das variedades linguísticas historicamente identificadas como as mais próprias a essas práticas, ou seja, o conjunto de
variedades escritas e faladas constitutivas da chamada norma culta.

Carlos Alberto Faraco e Ana Maria Stahl Zilles. Introdução. In: Carlos Alberto Faraco e Ana Maria Stahl Zilles (orgs.).
Pedagogia da variação Linguística: língua, diversidade e ensino. São Paulo: Parábola Editorial, 2015. p. 8-9 (com adaptações).
Com referência às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o próximo item.

Dois processos morfológicos atuam na formação do advérbio “infelizmente”. Dadas as propriedades dos afixos presentes,
verifica-se uma ambiguidade estrutural referente à ordem de ocorrência desses processos: pode-se primeiramente
adicionar o prefixo in- ao adjetivo feliz, e, depois o sufixo –mente, ou, ao contrário, pode-se adicionar primeiro o sufixo
e, depois, o prefixo.

Certo
Errado
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Questão 99: CESPE - Diplomata/IRBr/2015


Assunto: Formação e Estrutura das palavras
Sei que fazer o inconexo aclara as loucuras.

Sou formado em desencontros.

A sensatez me absurda.

Os delírios verbais me terapeutam.

Posso dar alegria ao esgoto (palavra aceita tudo).

(E sei de Baudelaire que passou muitos meses tenso porque não encontrava um título para os seus poemas.

Um título que harmonizasse os seus conflitos. Até que apareceu Flores do mal. A beleza e a dor. Essa antítese o
acalmou.)

As antíteses congraçam.

Manoel de Barros. Livro sobre nada. Rio de Janeiro: Record, 1997, p. 49.

Julgue (C ou E) o item seguinte, relativo ao poema de Manoel de Barros.

Sei que fazer o inconexo aclara as loucuras.

Sou formado em desencontros.

A sensatez me absurda.

Os delírios verbais me terapeutam.

Posso dar alegria ao esgoto (palavra aceita tudo).

(E sei de Baudelaire que passou muitos meses tenso porque não encontrava um título para os seus poemas.

Um título que harmonizasse os seus conflitos. Até que apareceu Flores do mal. A beleza e a dor. Essa antítese o
acalmou.)

As antíteses congraçam.

Manoel de Barros. Livro sobre nada. Rio de Janeiro: Record, 1997, p. 49.

Julgue (C ou E) o item seguinte, relativo ao poema de Manoel de Barros.

As palavras “inconexo” e “absurda” foram formadas pelo mesmo processo de derivação, que resulta em mudança de
categoria gramatical de um vocábulo, sem que haja alteração morfológica.

Certo
Errado
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Questão 100: CESPE - Diplomata/IRBr/2014


Assunto: Formação e Estrutura das palavras
Texto II: para a questão

Por mais que se escoem


coisas para a lata do lixo,
clipes, cãibras, suores,
restos do dia prolixo,
por mais que a mesa imponha
o frio irrevogável do aço,
combatendo o que em mim contenha

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a linha flexível de um abraço,


sei que um murmúrio clandestino
circula entre o rio de meus ossos:
janelas para um mar-abrigo
de marasmos e destroços.
Na linha anônima do verso
aposto no oposto de meu sim,
apago o nome e a memória
num Antônio antônimo de mim.

Antonio Carlos Secchin. Autoria. In: Todos os ventos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002, p. 61-2.
Em relação ao poema acima, julgue (C ou E) o item subsequente.

No verso “num Antônio antônimo de mim”, o poeta explora o fato de que tanto “Antônio” quanto “antônimo”
compartilham a mesma raiz etimológica, que indica oposição, como em antissemita e antialérgico.

Certo
Errado
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Questão 101: CESPE - AJ (STM)/STM/Apoio Especializado/Revisor de Texto/2011


Assunto: Formação e Estrutura das palavras
Entre os crimes propriamente militares — aqueles tipificados no Código Penal Militar (CPM) e que somente podem ser
cometidos por militares no exercício de suas atribuições funcionais —, tem aqui destaque aquele de maior repercussão na
tropa e de sérias consequências para a manutenção da disciplina e da operacionalidade das Forças Armadas: a deserção.
Esse delito é definido no CPM como o ato de “ausentar-se o militar, sem licença, da unidade em que serve, ou do lugar
em que deve permanecer, por mais de oito dias” (CPM, art. 187).

No que se refere à gravidade do delito em questão, alguns estudiosos entendem haver excessivo rigor no tratamento
dispensado ao desertor, como, por exemplo, a prisão imediata, após sua captura ou apresentação voluntária, por período
de até sessenta dias, conforme previsto no Código de Processo Penal Militar (CPPM). Entretanto, para o militar
responsável pela manutenção da operacionalidade do efetivo que lhe é confiado como comandante de fração,
subunidade ou unidade, a deserção apresenta elevado grau de potencial ofensivo. O militar é treinado para cumprir
missões por vezes arriscadas e que podem trazer em seu âmago perigo também para os outros integrantes do grupo que
comanda. A nação nele investe e dele espera a retribuição de sua missão constitucional. Sua ausência representará um
vácuo no organismo a que pertence.

Assim, a deserção é um crime gravíssimo para as instituições militares, porquanto atinge diretamente um de seus pilares
básico: a disciplina. Tanto é verdadeira essa afirmação que a própria lei substantiva castrense estabelece para esse tipo
de delito criminal, em tempo de guerra e em presença de inimigo, sanções que podem ir de um mínimo de vinte anos de
reclusão à pena capital.

Max Hoertel. Crimes propriamente militares: a deserção. In:


STM em Revista, ano 3, n.o 4, jul./dez./ 2006. P. 16-7. Internet: <www.stm.jus.br> (com adaptações).
Com relação às ideias e estruturas morfossintáticas do texto acima, julgue o próximo item.

As palavras “desertor” e “integrantes” são ambas formadas por processo de derivação sufixal em que os respectivos
sufixos evidenciam o sentido de agente.

Certo
Errado
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Questão 102: CESPE - CO (SEN)/SEN/2002


Assunto: Formação e Estrutura das palavras

O nome é um pouco esquisito, mas se trata de algo bastante conhecido: hoax


é sinônimo de boato no mundo
digital. Quem nunca recebeu mensagens difamando empresas ou noticiando o caso do garoto com câncer? Ou então a
história de ter os rins retirados e acordar em uma banheira de gelo, que, no final, ainda pede para enviar o para e-mail
os amigos? Nunca se sabe como os boatos surgem. Dizem os especialistas que o prazer de quem envia boatos por e-
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mail é receber as histórias escritas por eles mesmos depois de algum tempo. Se isso serve de consolo aos usuários que
um dia já acreditaram em boatos internéticos, um grande jornal impresso paulista - não a Folha - chegou a noticiar um,
como se fosse uma notícia verdadeira. Tratava-se de um e-mail dizendo que as escolas norte-americanas ensinavam a
suas crianças que a Amazônia não era de fato brasileira. Segundo a mensagem, essa área era de controle internacional.
É claro que, depois de sua publicação, a falsa notícia ganhou contorno de realidade. Mas um boato é tão internético
controlável quanto o boato convencional. A melhor proteção contra ele é nunca passar adiante mensagens com conteúdo
duvidoso. Na dúvida, delete a mensagem.

Mensagem circulada pela Internet, em dezembro de 2001 (com adaptações).


Com referência ao emprego das classes gramaticais no texto LP-I, julgue o item a seguir.

O adjetivo " internéticos" é um neologismo, composto por hibridismo do vocábulo internet com o sufixo latino éticos.
Certo
Errado
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Questão 103: CESPE - PRF/PRF/2002


Assunto: Formação e Estrutura das palavras

No tocante à embriaguez, o CTB estabelece o seguinte:

CAPÍTULO XV DAS INFRAÇÕES

Art. 161. Constitui infração de trânsito a inobservância de qualquer preceito deste Código, da legislação complementar ou
das resoluções do CONTRAN, sendo o infrator sujeito às penalidades e medidas administrativas indicadas em cada artigo,
além das punições previstas no Capítulo XIX.

(...)

Art. 165. Dirigir sob a influência de álcool, em nível superior a seis decigramas por litro de sangue, ou de qualquer
substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica: Infração - gravíssima;

Penalidade - multa (cinco vezes) e suspensão do direito de dirigir;

Medida administrativa - retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado e recolhimento do documento de
habilitação.

A tabela abaixo ilustra o nível máximo de alcoolemia - presença de álcool no sangue - aceitável para os motoristas em
alguns países.

A partir do texto e considerando o CTB, julgue o item que se segue.

As palavras "inobservância", "indicadas" e "influência" apresentam o mesmo prefixo, apesar de pertencerem a classes
gramaticais diferentes.

Certo
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Questão 104: CESPE - APF/PF/1997


Assunto: Formação e Estrutura das palavras
Polícia.

É uma função do Estado que se concretiza em uma instituição de administração positiva e visa pôr em ação as limitações
que a lei impõe à liberdade dos indivíduos e dos grupos, para salvaguarda e manutenção da ordem pública, em suas
várias manifestações: da segurança das pessoas à segurança da propriedade, da tranqüilidade dos agregados humanos à
proteção de qualquer outro bem; tutelado com disposições penais. Esta definição de Polícia não abrange o sentido que o
termo teve no decorrer dos séculos: derivando de um primeiro significado diretamente etimológico de conjunto das
instituições necessárias ao funcionamento e à conservação da cidade-Estado, o termo indicou, na Idade Média, a boa
ordem da sociedade civil, da competência das autoridades políticas do Estado, em contraposição à boa ordem moral, do
cuidado exclusivo da autoridade religiosa. Na Idade Moderna, seu significado chegou a compreender toda a atividade da
administração pública. Este termo voltou a ter um significado mais restrito, quando, no início do século XIX, passou a ,o
identificar-se com a atividade tendente a assegurar a defesa da comunidade dos perigos internos. Tais perigos estavam
representados nas ações e situações contrárias à ordem pública e à segurança pública. A defesa da ordem pública se
exprimia na repressão de todas aquelas manifestações que pudessem desembocar em uma mudança das relações
político-econômicas , entre as classes sociais; enquanto que a segurança pública compreendia a salvaguarda da
integridade física da população, nos bens e nas pessoas, contra os inimigos naturais e sociais. Estas duas atividades da
polícia são apenas parcialmente distinguíveis do ponto de vista político: na sociedade atual, caracterizada por uma
evidente diferenciação de classes, a defesa dos bens da população, que poderia parecer uma atividade destinada à
proteção de todo o agregado humano, se reduz à tutela das classes possuidoras de bens que precisam de defesa; quanto
à defesa da ordem pública, ela se resume também na defesa de grupos ou classes particulares. A orientação classista da
atividade de polícia consentiu, além disso, que normas claramente destinadas à salvaguarda da integridade física da
população contra inimigos naturais tenham sido utilizadas com fins repressivos: pensemos, por exemplo, nas normas
sobre a funcionalidade dos locais destinados a espetáculos públicos (cinemas, teatros, estádios etc.) e no uso que deles
se fez em tempos e países diversos para impedir manifestações ou reuniões antigovernamentais. É nesse sentido que se
confirma a definição de Polícia acima apresentada, já que a defesa da segurança pública é, na realidade, uma atividade
orientada a consolidar a ordem pública e, conseqüentemente, o estado das relações de força entre classes e grupos
sociais.

Com respeito ao vocabulário empregado no texto, julgue o item a seguir.

Em "salvaguarda" e "antigovernamentais", ocorrem distintos processos de formação vocabular.

Certo
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Questão 105: CESPE - APF/PF/1997


Assunto: Formação e Estrutura das palavras
Polícia.

É uma função do Estado que se concretiza em uma instituição de administração positiva e visa pôr em ação as limitações
que a lei impõe à liberdade dos indivíduos e dos grupos, para salvaguarda e manutenção da ordem pública, em suas
várias manifestações: da segurança das pessoas à segurança da propriedade, da tranqüilidade dos agregados humanos à
proteção de qualquer outro bem; tutelado com disposições penais. Esta definição de Polícia não abrange o sentido que o
termo teve no decorrer dos séculos: derivando de um primeiro significado diretamente etimológico de conjunto das
instituições necessárias ao funcionamento e à conservação da cidade-Estado, o termo indicou, na Idade Média, a boa
ordem da sociedade civil, da competência das autoridades políticas do Estado, em contraposição à boa ordem moral, do
cuidado exclusivo da autoridade religiosa. Na Idade Moderna, seu significado chegou a compreender toda a atividade da
administração pública. Este termo voltou a ter um significado mais restrito, quando, no início do século XIX, passou a ,o
identificar-se com a atividade tendente a assegurar a defesa da comunidade dos perigos internos. Tais perigos estavam
representados nas ações e situações contrárias à ordem pública e à segurança pública. A defesa da ordem pública se
exprimia na repressão de todas aquelas manifestações que pudessem desembocar em uma mudança das relações
político-econômicas , entre as classes sociais; enquanto que a segurança pública compreendia a salvaguarda da
integridade física da população, nos bens e nas pessoas, contra os inimigos naturais e sociais. Estas duas atividades da
polícia são apenas parcialmente distinguíveis do ponto de vista político: na sociedade atual, caracterizada por uma
evidente diferenciação de classes, a defesa dos bens da população, que poderia parecer uma atividade destinada à
proteção de todo o agregado humano, se reduz à tutela das classes possuidoras de bens que precisam de defesa; quanto
à defesa da ordem pública, ela se resume também na defesa de grupos ou classes particulares. A orientação classista da
atividade de polícia consentiu, além disso, que normas claramente destinadas à salvaguarda da integridade física da
população contra inimigos naturais tenham sido utilizadas com fins repressivos: pensemos, por exemplo, nas normas
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sobre a funcionalidade dos locais destinados a espetáculos públicos (cinemas, teatros, estádios etc.) e no uso que deles
se fez em tempos e países diversos para impedir manifestações ou reuniões antigovernamentais. É nesse sentido que se
confirma a definição de Polícia acima apresentada, já que a defesa da segurança pública é, na realidade, uma atividade
orientada a consolidar a ordem pública e, conseqüentemente, o estado das relações de força entre classes e grupos
sociais.

Com respeito ao vocabulário empregado no texto, julgue o item a seguir.

Os termos "polícia", "política" e "pública" têm a mesma procedência etimológica: provêm da palavra grega pólis, que era
a denominação dada à "cidade - Estado".

Certo
Errado
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Questão 106: CESPE - APF/PF/1997


Assunto: Formação e Estrutura das palavras
Polícia.

É uma função do Estado que se concretiza em uma instituição de administração positiva e visa pôr em ação as limitações
que a lei impõe à liberdade dos indivíduos e dos grupos, para salvaguarda e manutenção da ordem pública, em suas
várias manifestações: da segurança das pessoas à segurança da propriedade, da tranqüilidade dos agregados humanos à
proteção de qualquer outro bem; tutelado com disposições penais. Esta definição de Polícia não abrange o sentido que o
termo teve no decorrer dos séculos: derivando de um primeiro significado diretamente etimológico de conjunto das
instituições necessárias ao funcionamento e à conservação da cidade-Estado, o termo indicou, na Idade Média, a boa
ordem da sociedade civil, da competência das autoridades políticas do Estado, em contraposição à boa ordem moral, do
cuidado exclusivo da autoridade religiosa. Na Idade Moderna, seu significado chegou a compreender toda a atividade da
administração pública. Este termo voltou a ter um significado mais restrito, quando, no início do século XIX, passou a ,o
identificar-se com a atividade tendente a assegurar a defesa da comunidade dos perigos internos. Tais perigos estavam
representados nas ações e situações contrárias à ordem pública e à segurança pública. A defesa da ordem pública se
exprimia na repressão de todas aquelas manifestações que pudessem desembocar em uma mudança das relações
político-econômicas , entre as classes sociais; enquanto que a segurança pública compreendia a salvaguarda da
integridade física da população, nos bens e nas pessoas, contra os inimigos naturais e sociais. Estas duas atividades da
polícia são apenas parcialmente distinguíveis do ponto de vista político: na sociedade atual, caracterizada por uma
evidente diferenciação de classes, a defesa dos bens da população, que poderia parecer uma atividade destinada à
proteção de todo o agregado humano, se reduz à tutela das classes possuidoras de bens que precisam de defesa; quanto
à defesa da ordem pública, ela se resume também na defesa de grupos ou classes particulares. A orientação classista da
atividade de polícia consentiu, além disso, que normas claramente destinadas à salvaguarda da integridade física da
população contra inimigos naturais tenham sido utilizadas com fins repressivos: pensemos, por exemplo, nas normas
sobre a funcionalidade dos locais destinados a espetáculos públicos (cinemas, teatros, estádios etc.) e no uso que deles
se fez em tempos e países diversos para impedir manifestações ou reuniões antigovernamentais. É nesse sentido que se
confirma a definição de Polícia acima apresentada, já que a defesa da segurança pública é, na realidade, uma atividade
orientada a consolidar a ordem pública e, conseqüentemente, o estado das relações de força entre classes e grupos
sociais.

Com respeito ao vocabulário empregado no texto, julgue o item a seguir.

As palavras "sociedade", "autoridade", "comunidade", "integridade" e "funcionalidade" apresentam o mesmo sufixo


formador de substantivos abstratos.

Certo
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Questão 107: CESPE - APF/PF/1997


Assunto: Formação e Estrutura das palavras
Polícia.

É uma função do Estado que se concretiza em uma instituição de administração positiva e visa pôr em ação as limitações
que a lei impõe à liberdade dos indivíduos e dos grupos, para salvaguarda e manutenção da ordem pública, em suas
várias manifestações: da segurança das pessoas à segurança da propriedade, da tranqüilidade dos agregados humanos à

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proteção de qualquer outro bem; tutelado com disposições penais. Esta definição de Polícia não abrange o sentido que o
termo teve no decorrer dos séculos: derivando de um primeiro significado diretamente etimológico de conjunto das
instituições necessárias ao funcionamento e à conservação da cidade-Estado, o termo indicou, na Idade Média, a boa
ordem da sociedade civil, da competência das autoridades políticas do Estado, em contraposição à boa ordem moral, do
cuidado exclusivo da autoridade religiosa. Na Idade Moderna, seu significado chegou a compreender toda a atividade da
administração pública. Este termo voltou a ter um significado mais restrito, quando, no início do século XIX, passou a ,o
identificar-se com a atividade tendente a assegurar a defesa da comunidade dos perigos internos. Tais perigos estavam
representados nas ações e situações contrárias à ordem pública e à segurança pública. A defesa da ordem pública se
exprimia na repressão de todas aquelas manifestações que pudessem desembocar em uma mudança das relações
político-econômicas , entre as classes sociais; enquanto que a segurança pública compreendia a salvaguarda da
integridade física da população, nos bens e nas pessoas, contra os inimigos naturais e sociais. Estas duas atividades da
polícia são apenas parcialmente distinguíveis do ponto de vista político: na sociedade atual, caracterizada por uma
evidente diferenciação de classes, a defesa dos bens da população, que poderia parecer uma atividade destinada à
proteção de todo o agregado humano, se reduz à tutela das classes possuidoras de bens que precisam de defesa; quanto
à defesa da ordem pública, ela se resume também na defesa de grupos ou classes particulares. A orientação classista da
atividade de polícia consentiu, além disso, que normas claramente destinadas à salvaguarda da integridade física da
população contra inimigos naturais tenham sido utilizadas com fins repressivos: pensemos, por exemplo, nas normas
sobre a funcionalidade dos locais destinados a espetáculos públicos (cinemas, teatros, estádios etc.) e no uso que deles
se fez em tempos e países diversos para impedir manifestações ou reuniões antigovernamentais. É nesse sentido que se
confirma a definição de Polícia acima apresentada, já que a defesa da segurança pública é, na realidade, uma atividade
orientada a consolidar a ordem pública e, conseqüentemente, o estado das relações de força entre classes e grupos
sociais.

Com respeito ao vocabulário empregado no texto, julgue o item a seguir.

Internamente, os pares de vocábulos "funcionamento" / "conseqüentemente" e "repressão" / "inimigos" apresentam


semelhanças quanto ao processo de formação lexical: no primeiro par, há derivação sufixal; no segundo, prefixal.

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Questão 108: CESPE - AA (ICMBio)/ICMBio/2014


Assunto: Artigo
De acordo com uma lista da International Union for the Conservation of Nature, o Brasil é o país com o maior número de
espécies de aves ameaçadas de extinção, com um total de 123 espécies sofrendo risco real de desaparecer da natureza
em um futuro não tão distante. A Mata Atlântica concentra cerca de 80% de todas as aves ameaçadas no país, fato que
resulta de muitos anos de exploração e desmatamentos. Atualmente, restam apenas cerca de 10% da floresta original,
não sendo homogênea essa proporção de floresta remanescente ao longo de toda a Mata Atlântica. A situação é mais
séria na região Nordeste, especialmente nos estados de Alagoas e Pernambuco, onde a maior parte da floresta original
foi substituída por plantações de cana-de-açúcar. É nessa região que ainda podem ser encontrados os últimos
exemplares das aves mais raras em todo o país, como o criticamente ameaçado limpa-folha-do-nordeste ( Philydor
novaesi ). Essa pequena ave de dezoito centímetros vive no estrato médio e dossel de florestas bem conservadas e ricas
em bromélias, onde procura artrópodes dos quais se alimenta. Atualmente, as duas únicas localidades onde a espécie
pode ser encontrada são a Estação Ecológica de Murici, em Alagoas, e a Serra do Urubu, em Pernambuco.

Pedro F. Develey et al. O Brasil e suas aves. In: Scientific American Brasil, 2013 (com adaptações).

Julgue o item seguinte, relativo às ideias e aos aspectos estruturais do texto acima.

Nas sequências “toda a Mata Atlântica” e “todo o país”, os artigos definidos “a” e “o” são opcionais, podendo ser
suprimidos sem que haja prejuízo à correção gramatical e à significação dos períodos de que fazem parte..

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Questão 109: CESPE - AUFC/TCU/Controle Externo/Auditoria Governamental/2007


Assunto: Artigo
O 29 de julho de 2007 será lembrado como o dia em que os iraquianos usaram suas armas para comemorar. Após mais
de quatro anos vivendo em meio ao caos sob a malsucedida ocupação norte-americana, eles tiveram finalmente um dia
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de alegria. Em todos os cantos do Iraque, a população festejou a histórica vitória de sua seleção na final da Copa da Ásia
de futebol - com receita brasileira do técnico Jorvan Vieira, que comemorou como "do Brasil" a vitória por 1 a 0 sobre a
Arábia Saudita, comandada por Hélio dos Anjos, outro brasileiro.

Correio Braziliense, 30/7/2007, p. 18 (com adaptações).

A respeito das idéias e das estruturas do texto acima e também considerando aspectos da geopolítica do mundo nos
dias atuais, julgue.

O emprego do artigo determinando a expressão "29 de julho de 2007" desrespeita as regras gramaticais da norma culta
a ser usada em documentos oficiais; por isso, se a informação da primeira linha do texto for usada em um documento
oficial, o artigo deve ser omitido.

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Questão 110: CESPE - 1º Ten (PM MA)/PM MA/Cirurgião-Dentista/2018


Assunto: Substantivo
Texto CG1A1BBB

Quando dizemos que uma pessoa é doce, fica bem claro que se trata de um elogio, e de um elogio emocionado, porque
parte de remotas e ternas lembranças: o primeiro sabor que nos recebe no mundo é o gosto adocicado do leite materno,
e dele nos lembraremos pelo resto de nossas vidas. A paixão pelo açúcar é uma constante em nossa cultura. O açúcar é
fonte de energia, uma substância capaz de proporcionar um instantâneo “barato” que reconforta nervos abalados. É
paradoxal, portanto, a existência de uma doença em que o açúcar está ali, em nossa corrente sanguínea, mas não pode
ser utilizado pelo organismo por falta de insulina. As células imploram pelo açúcar que não conseguem receber, e que sai,
literalmente, na urina. O diabetes é conhecido desde a Antiguidade, sobretudo porque é uma doença de fácil diagnóstico:
as formigas se encarregam disso. Há séculos, sabe-se que a urina do diabético é uma festa para o formigueiro. Também
não escapou aos médicos de outrora o fato de que a pessoa diabética urina muito e emagrece. “As carnes se dissolvem
na urina”, diziam os gregos.

Moacyr Scliar. Doce problema. In: A face oculta —


inusitadas e reveladoras histórias da medicina. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2001 (com adaptações).
No que concerne às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CG1A1BBB, julgue o item.

A correção gramatical do texto seria mantida caso o artigo “O” fosse substituído por A e a palavra “conhecido” fosse
flexionada no feminino — conhecida —, dada a variação de gênero característica da palavra “diabetes”.

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Questão 111: CESPE - PEB (SEDF)/SEDF/Administração/2017


Assunto: Substantivo
Quando indaguei a alguns escritores de sucesso que manuais de estilo tinham consultado durante seu aprendizado, a
resposta mais comum foi “nenhum”. Disseram que escrever, para eles, aconteceu naturalmente.

Eu seria o último dos mortais a duvidar que os bons escritores foram abençoados com uma dose inata de fluência mais
sintaxe e memória para as palavras. Ninguém nasceu com competência para redigir. Essa competência pode não se ter
originado nos manuais de estilo, mas deve ter vindo de algum lugar.

Esse algum lugar é a escrita de outros escritores. Bons escritores são leitores ávidos. Assimilaram um grande inventário
de palavras, expressões idiomáticas, construções, tropos e truques retóricos e, com eles, a sensibilidade para o modo
como se combinam ou se repelem. Essa é a ardilosa “sensibilidade” de um escritor hábil — o tácito sentido de estilo que
os manuais de estilo honestos admitem ser impossível ensinar explicitamente. Os biógrafos dos grandes autores sempre
tentam rastrear os livros que seus personagens leram na juventude, porque sabem que essas fontes escondem o segredo
de seu aperfeiçoamento como escritores.

O ponto de partida para alguém tornar-se um bom escritor é ser um bom leitor. Os escritores adquirem sua técnica
identificando, saboreando e aplicando engenharia reversa em exemplos de boa prosa.

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03/09/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
Steven Pinker. Guia de escrita: como conceber um texto com clareza, precisão e
elegância. Trad. Rodolfo Ilari. São Paulo: Contexto, 2016, p. 23-4 (com adaptações).
No que se refere ao texto precedente, julgue o item a seguir.

A palavra “último” foi empregada com valor de substantivo.

Certo
Errado
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Questão 112: CESPE - PEB (SEDF)/SEDF/Língua Portuguesa/2017


Assunto: Substantivo
O aspecto da implantação do português no Brasil explica por que tivemos, de início, uma língua literária pautada pela do
Portugal contemporâneo. A sociedade colonial considerava-se um prolongamento da sociedade ultramarina. O seu ideal
era reviver os padrões vigentes no reino.

Já para a língua popular as condições eram outras. A separação no espaço entre a população da colônia e a da metrópole
favoreceu uma evolução linguística divergente. Acresce que, com o encontro, em território americano, de sujeitos
falantes de regiões diversas da mãe-pátria, cada um dos quais com o seu falar próprio, se realizou um intercurso, intenso
e em condições inéditas, de variantes dialetais, conducente a nova distribuição e planificação linguística. Mesmo sem
insistir em tal ou qual ação secundária das novas condições de vida física e social e de contato com os indígenas (e
posteriormente com os africanos), é obvio que a língua popular brasileira tinha de diferençar-se inelutavelmente da de
Portugal, e, com o correr dos tempos, desenvolver um coloquialismo ou sermo cotidianus
seu.

Joaquim Mattoso Câmara Junior. A língua literária. In: Evanildo Bechara (org.). Estudo da
língua portuguesa: textos de apoio. Brasília: FUNAG, 2010, p. 292 (com adaptações).
No que concerne aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.

Os vocábulos “africanos” e “correr”, originalmente pertencentes à classe dos adjetivos e dos verbos, respectivamente,
foram empregados como substantivos no texto.

Certo
Errado
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Questão 113: CESPE - PEB (SEDF)/SEDF/Língua Portuguesa/2017


Assunto: Substantivo
Meu querido neto Mizael,

Recebi a sua cartinha. Ver que você se tem adiantado muito me deu muito prazer.

Fiquei muito contente quando sua mãe me disse que em princípio de maio estarão cá, pois estou com muitas
saudades de vocês todos. Vovó te manda muitas lembranças.

A menina de Zulmira está muito engraçadinha. Já tem 2 dentinhos.

Com muitas saudades te abraça sua Dindinha e Amiga, Bárbara

Carta de Bárbara ao neto Mizael (carta de 1883). Corpus Compartilhado Diacrônico: cartas pessoais brasileiras.
Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Faculdade de Letras. Internet: <www.tycho.iel.unicamp.br> (com adaptações).
Julgue o item seguinte, a respeito do texto precedente.

O emprego do diminutivo no texto está relacionado à expressão de afeto e ao gênero textual: carta familiar.

Certo
Errado
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Questão 114: CESPE - TL (CAM DEP)/CAM DEP/Agente de Polícia Legislativa/2014


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Assunto: Substantivo
A atividade policial pode ser verificada em quase todas as organizações políticas que conhecemos, desde as cidades-
estado gregas até os Estados atuais. Entretanto, o seu sentido e a forma como é realizada têm variado ao longo do
tempo. A ideia de polícia que temos hoje é produto de fatores estruturais e organizacionais que moldaram seu processo
histórico de transformação.

A palavra “polícia” deriva do termo grego polis, usado para descrever a constituição e organização da autoridade coletiva.
Tem a mesma origem da palavra “política”, relativa ao exercício dessa autoridade coletiva. Assim, podemos perceber que
a ideia de polícia está intimamente ligada à noção de política. Não há como dissociá-las. A atividade de polícia é,
portanto, política, uma vez que diz respeito à forma como a autoridade coletiva exerce seu poder.

Arthur T. M. Costa. Polícia, controle social e democracia. In: Arthur Trindade Maranhão Costa. Entre a lei e a ordem. Rio de Janeiro:
FGV, 2004, p. 93. Internet: <www.necvu.ifcs.ufrj.br> (com adaptações).

Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item a seguir.

A substituição de “cidades-estado” por cidades-estados não prejudicaria a correção gramatical do texto.

Certo
Errado
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Questão 115: CESPE - Sold (CBM CE)/CBM CE/2014


Assunto: Substantivo
Imagine a leitora que está em 1813, na igreja do Carmo, ouvindo uma daquelas boas festas antigas, que eram todo o
recreio público e toda a arte musical. Sabem o que é uma missa cantada; podem imaginar o que seria uma missa
cantada daqueles anos remotos. Não lhe chamo a atenção para os padres e os sacristães, nem para o sermão, nem para
os olhos das moças cariocas, que já eram bonitos nesse tempo, nem para as mantilhas das senhoras graves, os calções,
as cabeleiras, as sanefas, as luzes, os incensos, nada. Não falo sequer da orquestra, que é excelente; limito-me a
mostrar-lhes uma cabeça branca, a cabeça desse velho que rege a orquestra, com alma e devoção.

Chama-se Romão Pires; terá sessenta anos, não menos, nasceu no Valongo, ou por esses lados. É bom músico e bom
homem; todos os músicos gostam dele. Mestre Romão é o nome familiar; e dizer familiar e público era a mesma coisa
em tal matéria e naquele tempo. “Quem rege a missa é mestre Romão” — equivalia a esta outra forma de anúncio, anos
depois: “Entra em cena o ator João Caetano”; — ou então: “O ator Martinho cantará uma de suas melhores árias.” Era o
tempero certo, o chamariz delicado e popular. Mestre Romão rege a festa! Quem não conhecia mestre Romão, com o seu
ar circunspecto, olhos no chão, riso triste, e passo demorado? Tudo isso desaparecia à frente da orquestra; então a vida
derramava-se por todo o corpo e todos os gestos do mestre; o olhar acendia-se, o riso iluminava-se: era outro.

Acabou a festa; é como se acabasse um clarão intenso, e deixasse o rosto apenas alumiado da luz ordinária. Ei-lo que
desce do coro, apoiado na bengala; vai à sacristia beijar a mão aos padres e aceita um lugar à mesa do jantar.

Machado de Assis. Histórias sem data. Internet: <www.machadodeassis.org.br> (com adaptações).

Ainda em relação a aspectos linguísticos do texto de Machado de Assis, julgue o item seguinte.

No fragmento “Não lhe chamo a atenção para os padres e os sacristães, nem para o sermão”, todos os substantivos
terminados em ditongos nasais apresentam as mesmas possibilidades de formação de plural.

Certo
Errado
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Questão 116: CESPE - TJ TRE ES/TRE ES/Apoio Especializado/Taquigrafia/2011


Assunto: Substantivo
Convocada por D. Pedro em junho de 1822, a constituinte só seria instalada um ano mais tarde, no dia 3 de maio de
1823, mas acabaria dissolvida seis meses depois, em 12 de novembro.

Os membros da constituinte eram escolhidos por meio dos mesmos critérios estabelecidos para a eleição dos deputados
às cortes de Lisboa. Os eleitores eram apenas os homens livres, com mais de vinte anos e que residissem por, pelo
menos, um ano na localidade em que viviam, e proprietários de terra. Cabia a eles escolher um colégio eleitoral, que, por

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sua vez, indicava os deputados de cada região. Estes tinham de saber ler e escrever, possuir bens e virtudes. Em uma
época em que a taxa de analfabetismo alcançava 99% da população, só um entre cem brasileiros era elegível. Os
nascidos em Portugal tinham de estar residindo por, pelo menos, doze anos no Brasil. Do total de cem deputados eleitos,
só 89 tomaram posse. Era a elite intelectual e política do Brasil, composta de magistrados, membros do clero,
fazendeiros, senhores de engenho, altos funcionários, militares e professores. Desse grupo, sairiam mais tarde 33
senadores, 28 ministros de Estado, dezoito presidentes de província, sete membros do primeiro conselho de Estado e
quatro regentes do Império.

O local das reuniões era a antiga cadeia pública, que, em 1808, havia sido remodelada pelo vice-rei conde dos Arcos para
abrigar parte da corte portuguesa de D. João. No dia da abertura dos trabalhos, D. Pedro chegou ao prédio em uma
carruagem puxada por oito mulas. Discursou de cabeça descoberta, o que, por si só, sinalizava alguma concessão ao
novo poder constituído nas urnas. A coroa e o cetro, símbolos do seu poder, também foram deixados sobre uma mesa.

Laurentino Gomes. 1822. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010, p. 213-16 (com adaptações).
Com base nas estruturas linguísticas e semânticas do texto acima, julgue o item.

No primeiro parágrafo do texto, as formas nominais "Convocada", "instalada" e "dissolvida" têm como substantivos
correlatos, respectivamente, convocação, instalação e dissolvição.

Certo
Errado
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Questão 117: CESPE - Ag Adm (MTE)/MTE/2008


Assunto: Substantivo

Grupo Móvel - O Sr. se lembra quando o Grupo esteve aqui antes?

Jacaré - Hum! Olha, acho que faz uns oito anos...

Grupo Móvel - Saiu um monte de gente, por que o Sr. não saiu?

Jacaré - É, saiu um monte de gente, mas o patrão pediu para ficar e eu fiquei.

Grupo Móvel - O que o Sr. fez com o dinheiro da indenização que recebeu na época?

Jacaré - Construí um barraquinho... Comprei umas vaquinhas...

Grupo Móvel - Depois disso, o Sr. recebeu mais alguma coisa?

Jacaré - Não, não recebi mais nada, além de comida. Ele disse que eu teria de pagar pelo dinheiro que recebi.

Grupo Móvel - Mais nada?

Companheira de Jacaré - Ele diz que a gente ainda está devendo e não deixa tirar nossas vacas, diz que são dele. Até
as leitoas que pegamos no mato ele diz que são dele.

Grupo Móvel - Por que o Sr. continua trabalhando?

Companheira de Jacaré - Porque ele não quer ir embora sem receber nada. Nem as vacas ele deixa a gente levar.

Grupo Móvel - Quantos anos o Sr. tem?

Jacaré - Tenho 64 anos.

Grupo Móvel - E trabalha para ele há quantos anos?

Jacaré - Faz uns 30 anos.

Grupo Móvel - O Sr. pede dinheiro para ele?

Jacaré - Não, não peço. Precisa pedir? Se a gente trabalha, não precisa pedir.

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O dilema de Eduardo Silva, conhecido como Jacaré, enfim, foi resolvido. Ele foi retirado da fazenda em Xinguara,
no Pará. O Grupo Especial Móvel de Combate ao Trabalho Escravo do MTE abriu para ele uma caderneta de poupança,
onde foi depositado o valor das verbas indenizatórias devidas, cerca de R$ 100 mil.
Revista Trabalho. Brasília: MTE, ago./set./out./2008, p. 43 (com adaptações).

Acerca dos aspectos estruturais e lingüísticos e dos sentidos do texto ao lado, julgue o item a seguir.

O diminutivo empregado em "barraquinho" e "vaquinhas" tem valor subjetivo.

Certo
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Questão 118: CESPE - Con Tec Leg (CL DF)/CL DF/Taquígrafo Especialista/2006
Assunto: Substantivo
Texto.

Crítico severo da venalidade oficial, Padre Vieira, consultado por dom João IV sobre a conveniência de haver no
Maranhão e Grão-Pará dois capitães-mores, disparou em resposta: “Digo que menos mal será um ladrão que dois; e que
mais dificultoso será de achar dois homens de bem que um”. Nos sermões tampouco deixava de denunciar a corrupção:
“Se o que elegestes furta (não o ponhamos em condicional, porque claro está que há de furtar), furta o que elegestes, e
furta por si e por todos os seus”. Uma autoridade, afirmava, jamais devia ser empossada em lugar “onde se aproveite e
nos arruíne; onde se enriqueça a si e deixe pobre o Estado”.

Emanuel Araújo. O teatro dos vícios: transgressão e transigência na sociedade


urbana colonial. Rio de Janeiro: José Olympio,1977, 2.ª ed., p. 291 (com adaptações).
A partir das idéias e de aspectos morfossintáticos do texto, julgue o seguinte item.

Rege o plural de capitães-mores a norma transcrita a seguir.

Nos substantivos compostos, ambos os elementos tomam a forma de plural quando constituídos de dois substantivos.

Desse modo, obedecem à mesma norma os compostos: obra-prima, salvo-conduto, abaixo-assinado, tenente-
coronel.

Certo
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Questão 119: CESPE - MGE (SEDF)/SEDF/2017


Assunto: Adjetivo
Texto

O monitor — também chamado, em algumas instituições, de inspetor e bedel — é um dos profissionais mais atuantes na
esfera educacional. Ele transita por toda a escola, em geral conhece os alunos pelo nome e é um dos primeiros a ser
procurado quando há algum problema que precisa ser solucionado rapidamente. Contudo, ele nem sempre é valorizado
como deveria. Infelizmente, muitos diretores entendem que quem atua nessa função deve apenas controlar os espaços
coletivos para impedir a ocorrência de agressões, depredações e furtos, vigiar grupos de alunos, observar
comportamentos suspeitos e até mesmo revistar armários e mochilas.

Esse tipo de controle, além de perigoso — pois os conflitos abafados por ações repressoras acabam se manifestando com
mais violência —, contribui para reforçar a desconfiança entre a instituição e os estudantes. E uma relação fundada na
insegurança fragiliza a construção de valores democráticos, que deveria ser um dos objetivos de todas as escolas.

Como qualquer profissional do ambiente escolar, os monitores também são educadores, e cabe à equipe gestora realizar
ações formativas para que eles saibam como interagir com as crianças e os jovens nos diversos espaços (como o pátio,
os corredores, as quadras, a cantina, o banheiro etc.). Com uma boa formação, eles serão capazes de trazer informações
importantes sobre a convivência entre os alunos e que poderão ser objeto de análise para que o orientador educacional,
juntamente com o diretor e a equipe docente, planeje e execute intervenções.
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03/09/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

O papel do monitor na formação dos alunos.


Internet: <http://gestaoescolar.org.br> (com adaptações).
A respeito dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto, julgue o próximo item.

O vocábulo “suspeitos” foi empregado, no texto, como substantivo, no sentido de aqueles sobre os quais recaem
suspeitas.

Certo
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Questão 120: CESPE - AUFC/TCU/Controle Externo/Auditoria Governamental/2015


Assunto: Adjetivo
Com os avanços das tecnologias informáticas, atividades como ir ao banco, assistir a filmes, fazer compras, acompanhar
processos judiciais, estudar a distância e solicitar serviços passaram a ser realizadas até mesmo a partir de um
simples smartphone. A tecnologia alterou a noção de tempo, distância e espaço e produziu grandes impactos que afetam
a forma com que cada um se relaciona, trabalha, produz, se comunica e se diverte. Não é à toa que, paralelamente ao
mundo real, há um mundo representado virtualmente — o denominado ciberespaço — com código e linguagem próprios,
mas que se inter-relaciona — e muito — com o mundo real. Hoje, essa relação de interdependência entre os mundos real
e virtual é tão forte que se torna difícil pensar na existência de um sem o outro. A administração pública também está
cada vez mais imersa nesse mundo. Tanto que o uso da tecnologia tem permitido a expansão e a melhoria dos serviços
oferecidos à sociedade e alterado a forma como o governo trabalha e se relaciona com o público.

Inovação tecnológica, dados abertos e big data: um novo momento para o exercício do controle social. In: Revista do Tribunal
de Contas da União, ano 46, n.º 131, set.–dez./2014, p. 9. Internet: <http://portal2.tcu.gov.br>(comadaptações).

Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item a seguir.

Na linha 2, a alteração na posição do adjetivo “simples” em relação a “ smartphone” — escrevendo-


se smartphone simples — não prejudica a correção gramatical nem altera o sentido do texto.

Certo
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Questão 121: CESPE - TJ STF/STF/Administrativa/"Sem Especialidade"/2013


Assunto: Adjetivo
Texto para o item

Eu não sou capaz de me lembrar do cheiro que meu pai tinha quando eu era criança. As pessoas mudam de cheiro com a
idade, assim como mudam de pele e de voz, e quando você fala da infância, é possível que associe a figura do seu pai
com a figura do seu pai como é hoje. Então, quando me lembro dele me trazendo um triciclo de presente, ou mostrando
como funcionava uma máquina de costura, ou pedindo que eu lesse algumas palavras escritas no jornal, ou conversando
comigo sobre as coisas que se conversam com uma criança de três anos, sete anos, treze anos, quando me lembro de
tudo isso, a imagem dele é a que tenho hoje, os cabelos, o rosto, meu pai bem mais magro e curvado e cansado do que
em fotografias antigas que não vi mais que cinco vezes na vida.

Quando me lembro do meu pai me proibindo de mudar de escola, a voz que ouço dele é a de hoje, e me pergunto se
algo parecido acontece com ele: se a lembrança que ele tem de mim aos treze anos se confunde com a visão que ele
tem de mim agora, depois de tudo o que ficou sabendo a meu respeito nessas quase três décadas, um acúmulo de fatos
que apagam os tropeços do caminho para chegar até aqui, e o que para mim foi um capítulo decisivo da vida, a briga
que tivemos por causa da mudança de escola, para ele pode não ter sido mais que um fato banal, uma entre tantas
coisas que aconteciam em casa e no trabalho e na vida dele com a minha mãe e as outras pessoas ao redor durante a
adolescência do filho.

Michel Laub. Diário da queda. São Paulo: Companhia das Letras, 2011, p. 48-9 (com adaptações).
Com relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto, julgue o próximo item.

Seria mantida a correção gramatical do texto caso a expressão “mais que” (l.10) fosse substituída por mais do que.

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Questão 122: CESPE - AJ (STF)/STF/Apoio Especializado/Revisão de Textos/2013


Assunto: Adjetivo
Era uma bela manhã de agosto.

Havia três dias que meu processo tinha começado, três dias que meu nome e meu crime congregavam a cada manhã
uma multidão de espectadores, que se lançavam nos bancos da sala de audiência como corvos em torno de um cadáver,
três dias em que toda essa fantasmagoria de juízes, testemunhas, advogados, procuradores do rei passava e repassava
na minha frente, ora grotesca, ora sanguinolenta, sempre sombria e fatal. Nas duas primeiras noites de inquietação e de
terror, não consegui dormir; na terceira, adormeci de enfado e cansaço. Levaram-me de volta à palha do meu calabouço,
e eu caí imediatamente num sono profundo, num sono de esquecimento. Eram as primeiras horas de descanso depois de
vários dias.

Estava no mais profundo desse profundo sono quando vieram me acordar. (…)

Os dois gendarmes esperavam-me à porta da cela. Colocaram-me as algemas. Havia uma pequena tranca complicada,
que eles fecharam com cuidado. Eu me deixava levar: era uma máquina em uma máquina. (…)

Subimos uma escada em caracol; passamos por um corredor, depois um outro e mais um terceiro; em seguida, uma
porta se abriu. Um ar quente, misturado com o barulho, golpeou-me a face; era o sopro da multidão na sala do tribunal.
Entrei.

Victor Hugo. O último dia de um condenado. São P a u l o : Es tação Liberdade, 2002.


No que se refere às estruturas linguísticas do texto acima e às ideias nele desenvolvidas, julgue o próximo item.

A posição do adjetivo em relação ao substantivo, em “sono profundo” e em “profundo sono”, está associada a diferentes
interpretações, como ocorre com homem grande e grande homem.

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Questão 123: CESPE - Tec (SERPRO)/SERPRO/Enfermagem do Trabalho/2013


Assunto: Adjetivo
A escolha de um argentino para o comando da Igreja Católica reacendeu o debate a respeito da rivalidade histórica entre
o Brasil e seu vizinho continental mais influente. A agência de notícias Associated Press chegou a produzir uma
reportagem, divulgada por meios de comunicação de diversas partes do mundo, afirmando que a eleição do cardeal
Jorge Bergoglio para o trono de São Pedro foi “uma adaga no coração do Brasil”, que tinha pelo menos um candidato
bem cotado para o cargo. Não foi exatamente assim. Ainda que, em um primeiro momento, possa ter havido surpresa e
até uma leve frustração com a escolha do cardeal portenho, a verdade é que os brasileiros receberam com respeito e
simpatia a ascensão de um latino-americano ao cargo mais elevado da Igreja. Nesta hora, vale mais o sentimento de
pertencer ao mesmo continente do que a oposição fronteiriça.

Não poderia ser de outra forma: nossa rivalidade, que é acentuada no terreno esportivo, deve ter o limite do bom senso,
da solidariedade e da colaboração mútua. Brasil e Argentina são parceiros comerciais e sócios fundadores do MERCOSUL.
Descontando-se alguns momentos de conflito, inclusive a participação em lados opostos na II Guerra Mundial, ambos
têm caminhado juntos pela história da América do Sul, no rumo da democracia, do desenvolvimento e de uma vida
melhor para seus povos.

Editorial, Zero Hora, 17/3/2013 (com adaptações).


Julgue o item a seguir, relativo às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima.

A informação original do período seria alterada caso se substituísse o termo “portenho” por de Buenos Aires.

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Questão 124: CESPE - PPF/PF/2004


Assunto: Adjetivo

O filme Central do Brasil, de Walter Salles, tem como protagonista a professora aposentada Dora, que ganha um
dinheiro extra escrevendo cartas para analfabetos na Central do Brasil, estação ferroviária do Rio de Janeiro. Outra
personagem é o menino Josué, filho de Ana, que contrata os serviços de Dora para escrever cartas passionais para seu
ex-marido, pai de Josué. Logo após ter contratado a tarefa, Ana morre atropelada. Josué, sem ninguém a recorrer na
megalópole sem rosto, sob o jugo do estado mínimo (sem proteção social), vê em Dora a única pessoa que poderá levá-
lo até seu pai, no interior do sertão nordestino.

Dos vários momentos emocionantes do filme, o mais sensibilizante é o encontro de Josué com os presumíveis irmãos
que, como o pai elaborado em seus sonhos, são também marceneiros. A câmera faz uma panorâmica no interior do
sertão para mostrar um conjunto habitacional de casas populares recém-construídas; em uma das casas, os moradores
são os filhos do pai de Josué que, em sua residência simples, acolhem para dormir Josué e Dora. Os irmãos dormem
juntos e dividem a mesma cama. Existe uma comunhão de sentimentos entre os irmãos: os que têm um teto para morar,
têm trabalho, dão amparo ao menino órfão sem eira nem beira.

No filme, a grande questão do analfabetismo está acoplada a outro desafio, que é a questão nordestina, ou seja, o atraso
econômico e social da região. Não basta combater o analfabetismo, que, por si só, necessitaria dos esforços de, no
mínimo, uma geração de brasileiros para ser debelado, pois, em 1996, o analfabetismo da população de 15 anos e mais,
no Brasil, era de 13,03%, representando um total de 13,9 milhões de pessoas. Segundo a UNESCO, o Brasil chegaria ao
ano 2000 em sétimo lugar entre os países com maior número de analfabetos.

No Brasil, carecemos de políticas públicas que atendam, de forma igualitária, a população, em especial aquelas voltadas
para as crianças, os idosos e as mulheres. A permanência da questão nordestina é um exemplo constante das nossas
desigualdades, do desprezo à vida e da falta de políticas públicas que atendam aos anseios mínimos do povo trabalhador.
Não saber ler nem escrever, no Brasil, é um elemento a mais na desagregação dos indivíduos que serão párias
permanentes em uma sociedade que se diz moderna e globalizada, mas que é debilitada naquilo que é mais premente ao
povo: alimentação, trabalho, saúde e educação. Sem essas condições básicas, praticamente se nega o direito à cidadania
da ampla maioria da população brasileira.

Os ensinamentos que podemos tirar de Central do Brasil são que devemos atacar a questão social de várias frentes,
em especial na educação de todos os brasileiros, jovens e velhos; lutar por políticas públicas de qualidade que direcionem
os investimentos para promover uma desconcentração regional e pessoal da renda no país, propugnando por um novo
modelo econômico e social. Ao garantir uma vida digna, a maioria da população saberá, por meio da solidariedade de
classe, responder às necessidades da construção de uma sociedade mais justa. Central do Brasil é um exemplo vivo
de que o Brasil tem rumo e esperança.

Salvatore Santagada. Zero Hora, 20/3/1999 (com adaptações)


A partir do texto ao lado, julgue o item a seguir.

Os adjetivos "acoplada", "debelado" e "debilitada" significam no texto, respectivamente, ligada, extinto e fraca.

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Questão 125: CESPE - TMCI (CGM J Pessoa)/Pref João Pessoa/2018


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
A corrupção é uma doença da alma. Como todas as doenças, ela não acomete a todos. Muitas pessoas são suscetíveis a
ela, outras não. A corrupção é uma doença que deve ser combatida por meio de uma vacina: a educação. Uma educação
de qualidade para todos os brasileiros deverá exercitar o pensamento e a crítica argumentada e, principalmente,
introduzir e consolidar virtudes como a solidariedade e a ética. Devemos preparar uma nova geração na qual a corrupção
seja um fenômeno do passado. Nesse futuro não tão remoto, teremos conquistado a utopia de uma verdadeira justiça
social.

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/6986918/imprimir 59/99
03/09/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

Isaac Roitman. Corrupção e democracia. Internet: <https://noticias.unb.br> (com adaptações).


Com relação aos sentidos e aos aspectos gramaticais do texto apresentado, julgue o item a seguir.

A substituição de “teremos conquistado” por conquistaremos manteria os sentidos originais do texto.

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Questão 126: CESPE - SM (PM MA)/PM MA/Combatente/2018


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Texto CG2A1BBB

A respeito de aspectos linguísticos do texto CG2A1BBB, julgue o item.

A forma verbal empregada no trecho ENTRE NESTA LUTA! sinaliza a intenção do autor do texto de levar os leitores a
executarem determinada ação ou a desenvolverem determinado comportamento.

Certo
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Questão 127: CESPE - Aud (CAGE RS)/SEFAZ RS/2018


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Texto 1A9AAA

Estas memórias ficariam injustificavelmente incompletas se nelas eu não narrasse, ainda que de modo breve, as
andanças em que me tenho largado pelo mundo na companhia de minha mulher e de meus fantasmas particulares.
Desde criança fui possuído pelo demônio das viagens. Essa encantada curiosidade de conhecer alheias terras e povos
visitou-me repetidamente a mocidade e a idade madura. Mesmo agora, quando já diviso a brumosa porta da casa dos
setenta, um convite à viagem temainda o poder de incendiar-me a fantasia.

Na minha opinião, existem duas categorias principais de viajantes: os que viajam para fugir e os que viajam para buscar.
Considero-me membro deste último grupo, embora em 1943, nauseado pelo ranço fascista de nosso Estado Novo,
eu haja fugido com toda a família do Brasil para os Estados Unidos, onde permanecemos dois anos.

O que pretendo fazer agora é apresentar ao leitor, por assim dizer, alguns diapositivos e filmes verbais dos lugares por
onde passamos e das pessoas que encontramos, tudo assim à maneira impressionista, e sem rigorosa ordem cronológica.

Usei como título deste capítulo, dedicado a minhas viagens, uma expressão popular que suponho de origem gauchesca:
mundo velho sem porteira. Tenho-a ouvido desde menino, da boca de velhos parentes e amigos, de tropeiros, peões de
estância, índios vagos, gente da rua... Minha própria mãe empregava-a com frequência e costumava pontuá-la com um

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fundo suspiro de queixa. As pessoas em geral pareciam usar essa frase para descrever um mundo que se lhes afigurava
não só incomensurável como também misterioso, absurdo, sem pé nem cabeça...

Parece a mim, entretanto, que na sua origem essa exclamação manifestava apenas a certeza popular de que Deus fizera
o mundo sem nenhuma porteira a fim de que nele não houvesse divisões e diferenças entre países e povos — gente rica
e gente pobre, fartos e famintos, uns com terra demais, outros sem terra nenhuma. Em suma, o que o Velho queria
mesmo era um mundo que fosse de todo mundo. É neste sentido que desejo seja interpretada a frase que encabeça esta
divisão do presente volume.

Quem me lê poderá objetar que basta a gente passar os olhos pelo jornal desta manhã para verificar que o mundo nunca
teve tantas e tão dramáticas porteiras como em nossos dias... Mas que importa? Um dia as porteiras hão de cair, ou
alguém as derrubará. “Para erguer outras ainda mais terríveis” — replicará o leitor cético. Ora, amigo, precisamos ter na
vida um mínimo de otimismo e esperança para poder ir até ao fim da picada. Você não concorda? Ô mundo velho sem
porteira!

Erico Veríssimo. Solo de clarineta: memórias. Porto Alegre: Globo, v. 2, 1976, p. 57-58 (com adaptações).
Assinale a opção que apresenta uma forma / locução verbal do texto 1A9AAA que denota uma ação / um fato que
ocorreu repetidamente no passado e que se prolonga até o momento da narração do texto.

a) “tenho largado”
b) “fui possuído”
c) “tem”
d) “haja fugido”
e) “narrasse”
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Questão 128: CESPE - AJ (STM)/STM/Administrativa/2018


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Texto CB1A1AAA

Não sou de choro fácil a não ser quando descubro qualquer coisa muito interessante sobre ácido desoxirribonucleico. Ou
quando acho uma carta que fale sobre a descoberta de um novo modelo para a estrutura do ácido desoxirribonucleico,
uma carta que termine com “Muito amor, papai”. Francis Crick descobriu o desenho do DNA e escreveu a seu filho só
para dizer que “nossa estrutura é muito bonita”. Estrutura, foi o que ele falou. Antes de despedir-se ainda disse: “Quando
chegar em casa, vou te mostrar o modelo”. Não esqueça os dois pacotes de leite, passe para comprar pão, guarde o
resto do dinheiro para seus caramelos e, quando chegar, eu mostro a você o mecanismo copiador básico a partir do qual
a vida vem da vida.

Não sou de choro fácil, mas um composto orgânico cujas moléculas contêm as instruções genéticas que coordenam o
desenvolvimento e o funcionamento de todos os seres vivos me comove. Cromossomas me animam, ribossomas me
espantam. A divisão celular não me deixa dormir, e olha que eu moro bem no meio das montanhas. De vez em quando
vejo passarem os aviões, mas isso nunca acontece de madrugada — a noite se guarda toda para o infinito silêncio.

Acho que uma palavra é muito mais bonita do que uma carabina, mas não sei se vem ao caso. Nenhuma palavra quer
ferir outras palavras: nem desoxirribonucleico, nem montanha, nem canção. Todos esses conceitos têm os seus
sinônimos, veja só, ácido desoxirribonucleico e DNA são exatamente a mesma coisa, e os do resto das palavras você
acha. É tudo uma questão de amor e prisma, por favor não abra os canhões. Que coisa mais linda esse ácido
despenteado, caramba. Olhei com mais atenção o desenho da estrutura e descobri: a raça humana é toda brilho.

Matilde Campilho. Notícias escrevinhadas na beira da estrada. In: Jóquei. São Paulo: Editora 34, 2015, p. 26-7 (com adaptações).
Julgue o item, a seguir, com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1AAA, no qual a autora Matilde
Campilho aborda a descoberta, em 1953, da estrutura da molécula do DNA, correalizada pelos cientistas James Watson e
Francis Crick.

A forma verbal “termine”, que denota uma ação incerta ou irreal, foi empregada para indicar que a carta que Crick
escreveu a seu filho, na realidade, não se encerra com as palavras ‘Muito amor, papai`.

Certo
Errado
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Questão 129: CESPE - TJ (STM)/STM/Administrativa/"Sem Especialidade"/2018


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Texto CB4A1BBB

O Zoológico de Sapucaia do Sul abrigou um dia um macaco chamado Alemão. Em um domingo de Sol, Alemão conseguiu
abrir o cadeado de sua jaula e escapou. O largo horizonte do mundo estava à sua espera. As árvores do bosque estavam
ao alcance de seus dedos. Ele passara a vida tentando abrir aquele cadeado. Quando conseguiu, em vez de mergulhar na
liberdade, desconhecida e sem garantias, Alemão caminhou até o restaurante lotado de visitantes. Pegou uma cerveja e
ficou bebericando no balcão.

Um zoológico serve para muitas coisas, algumas delas edificantes. Mas um zoológico serve, principalmente, para que o
homem tenha a chance de, diante da jaula do outro, certificar-se de sua liberdade e da superioridade de sua espécie. Ele
pode então voltar para o apartamento financiado em quinze anos satisfeito com sua vida. Pode abrir as grades da porta
contente com seu molho de chaves e se aboletar no sofá em frente à TV; acordar na segunda-feira feliz para o batente.

Há duas maneiras de se visitar um zoológico: com ou sem inocência. A primeira é a mais fácil e a única com satisfação
garantida. A outra pode ser uma jornada sombria para dentro do espelho, sem glamour
e também sem volta.

Os tigres-de-bengala são reis de fantasia. Têm voz, possuem músculos, são magníficos. Mas, nascidos em cativeiro, já
chegaram ao mundo sem essência. São um desejo que nunca se tornará realidade. Adivinham as selvas úmidas da Ásia,
mas nem sequer reconhecem as estrelas. Quando o Sol escorrega sobre a região metropolitana, são trancafiados em
furnas de pedra, claustrofóbicas. De nada servem as presas a caçadores que comem carne de cavalo abatido em
frigorífico. De nada serve a sanha a quem dorme enrodilhado, exilado não do que foi, mas do que poderia ter sido.

Eliane Brum. O cativeiro. In: A vida que ninguém vê. Porto Alegre: Arquipélago, 2006, p. 53-4 (com adaptações).
Com relação aos sentidos e aos aspectos gramaticais do texto CB4A1BBB, julgue o item que se segue.

A forma verbal “passara” denota um fato ocorrido antes de duas outras ações também já concluídas, as quais são
descritas nos dois períodos imediatamente anteriores ao período em que ela se insere.

Certo
Errado
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Questão 130: CESPE - Ana Port I (EMAP)/EMAP/Administrativa/2018


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Texto

O Juca era da categoria das chamadas pessoas sensíveis, dessas a que tudo lhes toca e tange. Se a gente lhe
perguntasse: “Como vais, Juca?”, ao que qualquer pessoa normal responderia “Bem, obrigado!” — com o Juca a coisa
não era assim tão simples. Primeiro fazia uma cara de indecisão, depois um sorriso triste contrabalançado por um olhar
heroicamente exultante, até que esse exame de consciência era cortado pela voz do interlocutor, que começava a falar
chãmente em outras coisas, que, aliás, o Juca não estava ouvindo... Porque as pessoas sensíveis são as criaturas mais
egoístas, mais coriáceas, mais impenetráveis do reino animal. Pois, meus amigos, da última vez que vi o Juca, o impasse
continuava... E que impasse!

Estavam-lhe ministrando a extrema-unção. E, quando o sacerdote lhe fez a tremenda pergunta, chamando-o pelo nome:
“Juca, queres arrepender-te dos teus pecados?”, vi que, na sua face devastada pela erosão da morte, a Dúvida começava
a redesenhar, reanimando-a, aqueles seus trejeitos e caretas, numa espécie de ridícula ressurreição. E a resposta não foi
“sim” nem “não”; seria acaso um “talvez”, se o padre não fosse tão compreensivo. Ou apressado. Despachou-o num
átimo e absolvido. Que fosse amolar os anjos lá no Céu!

E eu imagino o Juca a indagar, até hoje:

— Mas o senhor acha mesmo, sargento Gabriel, que ele poderia ter-me absolvido?

Mário Quintana Prosa & Verso Porto Alegre: Globo, 1978, p 65 (com adaptações)
Com relação às estruturas linguísticas e aos sentidos do texto, julgue o item a seguir.

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Caso a forma verbal “era” fosse substituída por seria, a respectiva afirmação sobre o comportamento de Juca seria mais
categórica que a que se verifica no texto.

Certo
Errado
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Questão 131: CESPE - PEB (SEDF)/SEDF/Língua Portuguesa/2017


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais

Internet: <www.mulher.df.gov.br > (com adaptações).


No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.

No terceiro período, “for” e “vir” são formas flexionadas no modo subjuntivo dos verbos de movimento ir e vir,
empregadas em um jogo de palavras que aproxima o campo semântico do movimento com o campo semântico do
transporte.

Certo
Errado
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Questão 132: CESPE - Diplomata/IRBr/2017


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais

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Texto

Dei em passear de bonde, saltando de um para outro, aventurando-me por travessas afastadas, para buscar o veículo em
outros bairros. Da Tijuca ia ao Andaraí e daí à Vila Isabel; e assim, passando de um bairro para outro, procurando
travessas despovoadas e sem calçamento, conheci a cidade — tal qual os bondes a fizeram alternativamente povoada e
despovoada, com grandes hiatos entre ruas de população condensada e toda ela, agitada, dividida, convulsionada pelas
colinas e contrafortes da montanha em cujas vertentes crescera. Jantava, uns dias; em outros, almoçava unicamente; e
houve muitos que nem uma coisa ou outra fiz. (...) Abelardo Leiva, o meu recente conhecimento, era poeta e
revolucionário. Como poeta tinha a mais sincera admiração pela beleza das meninas e senhoras de Botafogo. Não faltava
às regatas, às quermesses, às tômbolas, a todos os lugares em que elas apareciam em massa; (...). Como revolucionário,
dizia-se socialista adiantado, apoiando-se nas prédicas e brochuras do Senhor Teixeira Mendes, lendo também
formidáveis folhetos de capa vermelha, e era secretário do Centro de Resistência dos Varredores de
Rua. Vivia pobremente, curtindo misérias e lendo, entre duas refeições afastadas, as suas obras prediletas e enchendo a
cidade comos longos passos de homem de grandes pernas.

Depois de nossas relações, era frequente passearmos juntos. Saíamos às dez horas, tomávamos café e andávamos até as
três ou quatro da tarde. A essa hora separávamo-nos em obediência a uma convenção tácita. Tratava-se de jantar e cada
um de nós ia arranjar-se. À tarde, encontrávamo-nos e íamos conversar a um café com alguns outros amigos dele, na
mor parte desprovidos de dinheiro, com magros e humildes empregos, pretendendo virar a face do mundo para ter
almoço e jantar diariamente. Leiva era o chefe, era a inteligência do grupo, pois, além de poeta, tinha todos os
preparatórios 34 para o curso de dentista. Eu gostava de notar a adoração pela violência que as suas almas pacíficas
tinham, e a facilidade com que explicavam tudo e apresentavam remédios. Embora mais moço que ele, várias vezes
cheguei a sorrir aos seus entusiasmos. Creio que lhes não faltava inteligência, sinceridade também; o que não
encontravam era uma soma de necessidades a que viessem responder e sobre as quais apoiassem as suas furiosas
declamações. Insurgiam-se contra o seu estado particular, oriundo talvez mais de suas qualidades de caráter do que de
falhas de temperamento. Eram todos honestos, orgulhosos, independentes e isso não leva ninguém à riqueza e à
abastança. Leiva era quem mais exagerava nos traços do caráter comum e se encarregava de pintar os sofrimentos da
massa humana. Era um grupo de protestantes, detestando a política, dando-se ares de trabalhar para obra maior, a
quem as periódicas “revoluções” não serviam. Um ou outro acontecimento vinha-lhes dar a ilusão de que eram guias da
opinião. Leiva gabava-se de ter feito duas greves e de ter modificado as opiniões do operariado do Bangu com as suas
conferências aplaudidas. Os outros, sem a sua enfibratura, os seus rompantes de atrevimento e a sua ambição oculta,
mais sinceros talvez por isso, limitavam-se a falar e a manifestar as suas terríveis opiniões em publicações pouco lidas.

No entanto, Leiva parecia-me mais sincero na sua poesia palaciana e de modista do que nas ideias revolucionárias. Não o
julgava perfeitamente hipócrita; era a sua situação que lhe determinava aquelas opiniões; o seu fundo era cético e
amoroso das comodidades que a riqueza dá. Cessassem as suas dificuldades, elas desapareceriam e surgiria então o
verdadeiro Leiva, indiferente aos destinos da turba, dando uma esmola em dia de mau humor e preocupado com uma
ruga no fraque novo que viera do alfaiate.

Lima Barreto. Recordações do escrivão Isaías Caminha. São Paulo: Brasiliense, 1956, p.133-6 (com adaptações).
Considerando as relações semântico-sintáticas estabelecidas no texto, julgue o item a seguir.

O tom memorialista do primeiro parágrafo manifesta-se pelo uso predominante de formas verbais que denotam o início
de determinadas ações, das quais são exemplos “Jantava” e “almoçava”, e “Vivia”.

Certo
Errado
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Questão 133: CESPE - Sold (PM AL)/PM AL/Combatente/2017


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais

Quino. Toda a Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1993, p. 384

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A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto, julgue o próximo item.

Susanita emprega verbos no imperativo em todas as falas dirigidas a Mafalda, pois, a todo momento, dá ordens a ela.

Certo
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Questão 134: CESPE - Aud CE (TCE-PA)/TCE-PA/Educacional/2016


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Texto CB1A1AAA

O tenente Antônio de Souza era um desses moços que se gabam de não crer em nada, que zombam das coisas mais
sérias e que riem dos santos e dos milagres. Costumava dizer que isso de almas do outro mundo era uma grande
mentira, que só os tolos temem a lobisomem e feiticeiras. Jurava ser capaz de dormir uma noite inteira dentro do
cemitério.

Eu não lhe podia ouvir tais leviandades em coisas medonhas e graves sem que o meu coração se apertasse, e um calafrio
me corresse a espinha. Quando a gente se habitua a venerar os decretos da Providência, sob qualquer forma que se
manifestem, quando a gente chega à idade avançada em que a lição da experiência demonstra a verdade do que os avós
viram e contaram, custa ouvir com paciência os sarcasmos com que os moços tentam ridicularizar as mais respeitáveis
tradições, levados por uma vaidade tola, pelo desejo de parecerem espíritos fortes, como dizia o Dr. Rebelo. Peço sempre
a Deus que me livre de semelhante tentação. Acredito no que vejo e no que me contam pessoas fidedignas, por mais
extraordinário que pareça. Sei que o poder do Criador é infinito e a arte do inimigo, vária.

Mas o tenente Souza pensava de modo contrário!

Apontava à lua com o dedo, deixava-se ficar deitado quando passava um enterro, não se benzia ouvindo o canto da
mortalha, dormia sem camisa, ria-se do trovão! Alardeava o ardente desejo de encontrar um curupira, um lobisomem ou
uma feiticeira. Ficava impassível vendo cair uma estrela, e achava graça ao canto agoureiro do acauã, que tantas
desgraças ocasiona. Enfim, ao encontrar um agouro, sorria e passava tranquilamente sem tirar da boca o seu cachimbo
de verdadeira espuma do mar.

Inglês de Sousa. A feiticeira. São Paulo:


Ed. Difusão Cultural do Livro, 2008, p. 7-8 (com adaptações).
Julgue o item que se segue, referente aos aspectos linguísticos do texto CB1A1AAA.

No destaque do texto, o emprego das formas verbais no pretérito imperfeito do indicativo indica que as ações do tenente
Souza eram habituais. Tais hábitos acabam por caracterizar o personagem.

Certo
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Questão 135: CESPE - Adm Edif (FUB)/FUB/2016


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Texto

Ao final do século XIX, os cientistas podiam refletir com satisfação que haviam desvendado a maioria dos mistérios do
mundo físico: eletricidade, magnetismo, gases, óptica, acústica, cinética e mecânica estatística, para citar alguns campos,
foram submetidos à ordem. Eles haviam descoberto os raios X, o raio catódico, o elétron e a radioatividade, e inventado
o ohm, o watt, o kelvin, o joule, o ampere e o pequeno erg.

Se uma coisa podia ser oscilada, acelerada, perturbada, destilada, combinada, pesada ou gaseificada, eles o fizeram, e
no processo produziram um corpo de leis universais tão importantes e majestosas que ainda tendemos a escrevê-las com
maiúsculas: Teoria do Campo Eletromagnético da Luz, a Lei das Proporções Recíprocas de Richter, a Lei dos Gases de
Charles, a Lei dos Volumes de Combinação, a Lei de Zeroth, o Conceito de Valência, a Lei das Ações das Massas e um
sem-número de outras. O mundo inteiro clangorava e silvava com o maquinário e os instrumentos produzidos por sua
engenhosidade. Muitas pessoas cultas acreditavam que não restava muito para a ciência fazer.

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Em 1875, quando estava decidindo se dedicaria a vida à matemática ou à física, um jovem alemão chamado Max Planck
foi fortemente aconselhado a não escolher a física, porque os grandes avanços já haviam sido realizados. Garantiram-lhe
que o século vindouro seria de consolidação e refinamento, não de revolução. Planck não deu ouvidos.

Bill Bryson. Uma breve história de quase tudo.


São Paulo: Companhia das Letras, 2015 (com adaptações).

Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto, julgue o item subsequente.

As formas verbais “clangorava” e “silvava” poderiam ser substituídas pelas formas clangorou e silvou, sem prejuízo
para os sentidos do texto, uma vez que a noção de passado seria preservada.

Certo
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Questão 136: CESPE - TJ TRE GO/TRE GO/Administrativa/"Sem Especialidade"/2015


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Em 1880, o deputado Rui Barbosa, da Bahia, redigiu, a pedido do presidente do Conselho de Ministros, José Antônio
Saraiva, o projeto de lei de reforma eleitoral. Em abril de 1880, o Ministério do Império enviaria o documento à Câmara
dos Deputados. Aprovado posteriormente pelo Senado, em janeiro do ano seguinte seria transformado no Decreto n.º
3.029 e ficaria popularmente conhecido como Lei Saraiva. Por intermédio dela, seriam instituídas eleições diretas no país
para todos os cargos, à exceção do de regente, amparado pelo Ato Adicional.

Naquela época, o voto não era universal: para participar do processo eleitoral, requeriam-se 200 mil réis de renda líquida
anual comprovada. Havia, no entanto, a previsão de dispensa de comprovação de rendimentos, que se aplicava a
inúmeras autoridades, como, entre outros, ministros, conselheiros de estado, bispos, presidentes de província,
deputados, promotores públicos. Praças militares e policiais não podiam alistar-se.

Para candidatar-se, o cidadão, além de não ter sido pronunciado em processo criminal, deveria auferir renda proporcional
à importância do cargo pretendido. Deveria, ainda, solicitar por escrito o seu alistamento na paróquia em que fosse
domiciliado. Candidatos a vereador e a juiz de paz tinham apenas de comprovar residência no município e no distrito por
mais de dois anos; candidatos a deputado provincial, dois anos na província; candidatos a deputado geral, renda anual
de 800 mil réis; e candidatos a senador deviam comprovar, além da idade de quarenta anos, a percepção de renda anual
de um milhão e seiscentos mil réis.

Uma modificação digna de nota é que, a partir daquela década, os trabalhos eleitorais não seriam mais precedidos de
cerimônias religiosas, como era habitual antes da edição da Lei Saraiva. Refletindo a relação entre o Estado e a Igreja, já
havia ocorrido que algumas eleições fossem realizadas em templos religiosos; a partir da lei, apenas na falta de outros
edifícios os pleitos poderiam ser realizados em igrejas, muito embora fosse possível afixar nelas — como locais públicos
que eram — editais informando eliminações, inclusões e alterações nos alistamentos.

Títulos eleitorais: 1881-2008. Brasília: Tribunal Superior Eleitoral, Secretaria de Gestão da Informação, 2009, p. 11-2. Internet:
<www.tse.jus.br> (com adaptações).

Com relação às estruturas linguísticas do texto, julgue o item seguinte.

O tempo empregado nas formas verbais “enviaria”, “seria transformado”, “ficaria” e “seriam instituídas” dá a entender
que as ações correspondentes a essas formas verbais não se concretizaram, de fato, no ano de 1880.

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Questão 137: CESPE - Ana MPU/MPU/Apoio Técnico Administrativo/Atuarial/2015


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
A persecução penal se desenvolve em duas fases: uma fase administrativa, de inquérito policial, e uma fase jurisdicional,
de ação penal. Assim, nada mais é o inquérito policial que um procedimento administrativo destinado a reunir elementos
necessários à apuração da prática de uma infração penal e de sua autoria. Em outras palavras, o inquérito policial é um
procedimento policial que tem por finalidade construir um lastro probatório mínimo, ensejando justa causa para que o
titular da ação penal possa formar seu convencimento, a opinio delicti
, e, assim, instaurar a ação penal cabível. Nessa

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linha, percebe-se que o destinatário imediato do inquérito policial é o Ministério Público, nos casos de ação penal pública,
e o ofendido, nos casos de ação penal privada.

De acordo com o conceito ora apresentado, para que o titular da ação penal possa, enfim, ajuizá-la, é necessário que
haja justa causa. A justa causa, identificada por parte da doutrina como uma condição da ação autônoma, consiste na
obrigatoriedade de que existam prova acerca da materialidade delitiva e, ao menos, indícios de autoria, de modo a existir
fundada suspeita acerca da prática de um fato de natureza penal. Dessa forma, é imprescindível que haja provas acerca
da possível existência de um fato criminoso e indicações razoáveis do sujeito que tenha sido o autor desse fato.

Evidencia-se, portanto, que é justamente na fase do inquérito policial que serão coletadas as informações e as provas
que irão formar o convencimento do titular da ação penal, isto é, a opinio delicti
. É com base nos elementos apurados no
inquérito que o promotor de justiça, convencido da existência de justa causa para a ação penal, oferece a denúncia,
encerrando a fase administrativa da persecução penal.

Hálinna Regina de Lira Rolim. A possibilidade de investigação do Ministério Público na fase pré-processual penal. Artigo científico.
Rio de Janeiro: Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, 2010, p. 4. Internet : <www.emerj.tjrj.jus.br>. (com adaptações).

Julgue o item que se segue, a respeito das estruturas linguísticas do texto.

A correção gramatical e a coerência do texto seriam preservadas, caso as formas verbais “possa formar” e “instaurar”
fossem substituídas, respectivamente, por forme e instaure.

Certo
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Questão 138: CESPE - Cont (FUB)/FUB/2015


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
O fator mais importante para prever a performance
de um grupo é a igualdade da participação na conversa. Grupos em
que poucas pessoas dominam o diálogo têm desempenho pior do que aqueles em que há mais troca. O segundo fator
mais importante é a inteligência social dos seus membros, medida pela capacidade que eles têm de ler os sinais emitidos
pelos outros membros do grupo. As mulheres têm mais inteligência social que os homens, por isso grupos mais
diversificados têm desempenho melhor.

Gustavo Ioschpe. Veja, 31/12/2014, p. 33 (com adaptações).


Julgue o item seguinte, referente às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima.

Em todas as ocorrências de “têm” no texto (l. 2, 3, 3 e 4) é exigido o uso do acento circunflexo para marcar o plural.

Certo
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Questão 139: CESPE - Cont (FUB)/FUB/2015


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Neste ano, em especial, alguns cargos que tradicionalmente já são valorizados devem ficar ainda mais requisitados. São
promissores cargos ligados à ciência de dados, em especial ao big data
e aos dispositivos móveis, como celulares
e tablets . Os novos profissionais da área de tecnologia ganham relevância pela capacidade de aprofundar a análise de
informações e pela criação de estratégias dentro de empresas. A tendência é que, à medida que esse mercado se
desenvolva no Brasil, aumentem as oportunidades nos próximos anos. Em momentos de incerteza econômica, buscar
soluções para aumentar a produtividade é uma escolha certeira para sobreviver e prosperar: nesse sentido, as empresas
brasileiras estão fazendo o dever de casa.

Veja, 7/1/2015, p. 55 (com adaptações).


Com referência aos sentidos e às estruturas do texto acima, julgue o item a seguir.

No texto, o uso das formas verbais no modo subjuntivo em “desenvolva” e “aumentem”, ambas na linha 4, reforça a ideia
de hipótese conferida ao substantivo “tendência” (l.4).

Certo

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Questão 140: CESPE - TEFC/TCU/Apoio Técnico e Administrativo/Técnica Administrativa/2015


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
A dimensão “ético-filosófica” do liberalismo denota afirmação de valores e direitos básicos atribuíveis à natureza moral e
racional do ser humano. Suas diretrizes se assentam nos princípios da liberdade pessoal, do individualismo, da tolerância,
da dignidade e da crença na vida. Já o aspecto “econômico” refere-se, sobretudo, às condições que abrangem a
propriedade privada, a economia de mercado, a ausência ou minimização do controle estatal, a livre empresa e a
iniciativa privada. Ainda como parte integrante desse referencial, encontram-se os direitos econômicos, representados
pelo direito de propriedade, o direito de herança, o direito de acumular riqueza e capital. Por último, a perspectiva
“político-jurídica” do liberalismo está calcada em princípios básicos como: consentimento individual, representação
política, divisão dos poderes e descentralização administrativa, entre outros.

Tendo presente essas asserções genéricas, podemos compreender melhor as ambiguidades e os limites do liberalismo
brasileiro, porquanto, desde os primórdios, ele teve de conviver com uma estrutura político-administrativa patrimonialista
e com uma dominação econômica escravista das elites agrárias. Emília Viotti da Costa defende que não se deve realçar
em demasia a importância das ideias liberais europeias nas convulsões sociais ocorridas no Brasil (Inconfidência Mineira,
Revolução Pernambucana etc.) desde fins do século XVIII, pois tais movimentos não chegaram a ter grande alcance
ideológico. Para a autora, a nova doutrina era de conhecimento limitado entre determinados segmentos revolucionários.
O que importa ter em vista é essa distinção entre o liberalismo europeu, como ideologia revolucionária articulada por
novos setores emergentes e forjados na luta contra os privilégios da nobreza, e o liberalismo brasileiro, uma versão mais
restrita do liberalismo europeu.

Antonio Wolkmer. História do direito no Brasil. Rio de Janeiro: Editora Forense, 2003, p. 63-4 (com adaptações).

A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto, julgue o item que se segue.

Sem prejuízo para a correção gramatical do texto, a forma verbal “encontram”, em “encontram-se os direitos
econômicos”, poderia ser flexionada no singular: encontra-se os direitos econômicos.

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Questão 141: CESPE - AUFC/TCU/Controle Externo/Auditoria Governamental/2015


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
No dia 4 de maio de 2015, a Lei Complementar Federal n.º 101/2000, conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal ou
simplesmente LRF, completou quinze anos. Embora devamos comemorar a consolidação de uma nova cultura de
responsabilidade fiscal por grande parte dos nossos gestores, o momento também é propício para reflexões sobre o
futuro desse diploma.

Para a surpresa de muitas pessoas, acostumadas a ver em nosso país tantas leis que não saem do papel, a LRF, logo nos
primeiros anos, atinge boa parte de seus objetivos, notadamente em relação à observância dos limites da despesa com
pessoal, o que permitiu uma descompressão da receita líquida e propiciou maior capacidade de investimento público. O
regulamento marca avanços também no controle de gastos em fins de gestão e em relação ao novo papel que as leis de
diretrizes orçamentárias passaram a desempenhar.

Não obstante todos os avanços, o momento exige cautela e reflexões. Como toda debutante, a LRF passa por alguns
importantes conflitos existenciais. É quase consenso, no meio acadêmico e entre os órgãos de controle, a necessidade de
seu aperfeiçoamento em alguns pontos. Há que se ponderar, contudo, sobre o melhor momento para os necessários
ajustes normativos. Realizar mudanças permanentes na lei por conta de circunstâncias excepcionais e episódicas não
parece recomendar o bom senso.

Valdecir Pascoal. Os 15 anos da Lei de Responsabilidade Fiscal. In: O Estado de S.Paulo, 5/maio/2015. Internet:
<http://politica.estadao.com.br> (com adaptações).

No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item.

O presente foi empregado nas formas verbais “atinge”, “marca”, “exige” e “passa” para indicar uma ação habitual,
iniciada no passado e que se estende ao momento em que o texto foi escrito.

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Questão 142: CESPE - Op Cam TV (FUB)/FUB/2015


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
A sustentabilidade entrou, de forma definitiva, na agenda de debates da sociedade. Um exemplo significativo diz respeito
à importância que a sustentabilidade corporativa ganhou nos últimos anos. De conceito vago, tornou-se imperativo para
o sucesso das empresas, que precisam, cada vez mais, entregar valor, e não apenas mercadorias, à sociedade.

A sustentabilidade, apesar de intangível, sem existência física, é hoje valor essencial, que se converte em ativo e
vantagem competitiva no mundo dos negócios. A sustentabilidade corporativa requer negócios amparados em boas
práticas de governança e em benefícios sociais e ambientais, o que influencia os ganhos econômicos, a competitividade e
o sucesso das organizações.

O interesse pela sustentabilidade fortalece-se na medida em que a sociedade se dá conta dos limites do modelo de
desenvolvimento dependente de recursos não renováveis, no contexto de mudança paulatina dos anseios da sociedade,
da busca de segurança energética e de novas possibilidades de produção. Como a população cresce em número e em
capacidade de consumo, também aumenta o desejo de que a economia utilize mais recursos de base biológica,
recicláveis e renováveis, logo, mais sustentáveis — e essa é a base da bioeconomia.

Maurício Antônio Lopes. O Brasil na bioeconomia. In: Correio Braziliense. Caderno Política, 14/6/2015, p. 13 (com adaptações).

Com relação ao texto, julgue o próximo item.

No trecho “A sustentabilidade (...) ambientais”, para expressar um fato ocorrido em momento anterior ao atual, que foi
totalmente terminado, a forma verbal “requer” deveria ser substituída por requereu. Nesse caso, mesmo após a
alteração do tempo verbal, a referência à pessoa do discurso seria mantida.

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Questão 143: CESPE - Diplomata/IRBr/2015


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Celso Cunha tinha, na minha geração literária, a posição que, na geração anterior à nossa, coube a Souza da Silveira. Ou
seja: a do mestre que, conhecendo profundamente a língua portuguesa, nas suas minúcias e no seu conjunto, associou a
esse saber admirável a sensibilidade de quem nascera para apreciá-la na condição de obra de arte.

Antes do mestre das Lições de Português, tivéramos aqui as sucessivas gerações dos professores que se consideravam
exímios na colocação dos pronomes, na guerra sistemática aos galicismos, na sujeição aos modelos clássicos, e, com isto,
impunham mais o terror gramatical que o saber verdadeiro.

Houve quem passasse a escrever registo, em vez de registro, e preguntar, em vez de perguntar, porque assim se
escrevia em Portugal. Já ao tempo de José de Alencar, um publicista ríspido, José Feliciano de Castilho, viera de Lisboa
para o Rio de Janeiro, com a missão de ensinar-nos a escrever como se escrevia em Portugal. Daí a reação do romancista
cearense no prefácio de seus Sonhos d’Ouro, em 1872: “Censurem, piquem, ou calem-se, como lhes aprouver. Não
alcançarão jamais que eu escreva, neste meu Brasil, coisa que pareça vinda em conserva lá da outra banda, como a fruta
que nos mandam em lata.”

Josué Montello. Mestre Celso Cunha. In: Cilene da Cunha Pereira, Paulo Roberto Dias Pereira (Orgs.). Miscelânea de estudos
in memoriam Celso Cunha.Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995, p. 57-8 (com adaptações).
linguísticos, filológicos e literários

Com relação a aspectos gramaticais do texto acima, julgue (C ou E) o próximo item.

Na oração ‘como lhes aprouver’, foi empregada uma forma flexionada do verbo aprazer, cujo radical é o mesmo que o
do adjetivo aprazível, de uso corrente na atualidade.

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Questão 144: CESPE - AJ TJDFT/TJDFT/Apoio Especializado/Análise de Sistemas/2015


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Texto para o item.

Os dados revelam realidade alarmante: conforme o IPEA, 63% das pessoas envolvidas em conflito não aciona o sistema
de justiça; a prática de tortura é sistêmica, segundo as Nações Unidas; o sistema carcerário, cuja população aumentou
67% nos últimos 10 anos, é medieval e dá em oferenda nossos jovens (negros em sua maioria) à rede de facções
criminosas. A violência contra os segmentos mais vulneráveis (idosos, crianças, negros, mulheres, deficientes, população
indígena e LGBT) ecoa na sociedade pelas vozes que incitam o ódio sob o manto de pretensa imunidade.

No cenário de exclusão e violência, é preciso radicalizar a política de ampliação do acesso à justiça. Para tanto, não basta
a inclusão no sistema da maioria excluída. Há consenso de que o acesso à justiça não se limita ao direito de acessar o
Judiciário. Para que a promoção da justiça seja tarefa de todos, é necessário romper os limites das liturgias forenses e
levar a justiça onde o conflito está, ou seja, na vida, na casa e na rua. Nesse sentido, a política de universalização do
acesso à justiça deve contemplar dois eixos de atuação: o de proteção dos direitos violados (inclusive quando o órgão
violador é o próprio Estado) e o de prevenção da violência, por meio do envolvimento da sociedade na formulação de
uma política que assegure direitos e promova a paz.

No primeiro eixo, é preciso coragem para a adoção de políticas públicas no âmbito penal com franco apelo popular:
firmeza no combate à tortura e à violência policial, reestruturação da política penitenciária e fortalecimento da defensoria
pública para assegurar a proteção dos direitos humanos. Não é aceitável que o Brasil pretenda consolidar sua democracia
praticando um direito penal patrimonialista e revanchista que olha para o passado, julga e pune, sob a pretensão de que
a privação da liberdade vai “reeducar” o indivíduo a viver em sociedade.

Os estatutos penais devem absorver as práticas restaurativas que recuperam as relações afetadas pela violência. São
inúmeras as alternativas penais possíveis que, por sua efetividade, afastam a impunidade: as prestações de serviços
comunitários; os círculos restaurativos nos moldes da Resolução n.º 2.002/2012 da Organização das Nações Unidas; a
mediação de conflitos no âmbito penal, civil e familiar. No eixo da prevenção da violência, a sociedade pode promover a
justiça comunitária antes da judicialização dos conflitos, por meio da mediação, da educação para os direitos e da
articulação de uma rede de participação na gestão da comunidade.

A política de acesso à justiça deve mobilizar todos os segmentos sociais contra a violência que emerge no cotidiano,
dentro e fora do Estado. Para além das múltiplas portas que o sistema de justiça deve abrir, é necessária a adoção de
espaços livres de coerção para a construção de uma justiça acessível, mas, sobretudo, realizada por todos.

Glaúcia Falsarella Foley. Nova política de acesso à justiça é possível. In: Correio Braziliense, 22/12/2014 (com adaptações).

No que se refere aos aspectos linguísticos do texto, julgue o próximo item.

O uso do modo subjuntivo em “que assegure direitos e promova a paz” indica que a ideia expressa nessas orações é uma
possibilidade.

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Questão 145: CESPE - AA (ICMBio)/ICMBio/2014


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Construímos coisas o tempo todo, mas como saberemos quanto tempo vão durar? Se construirmos depósitos para
resíduos nucleares, precisaremos ter certeza de que os contêineres vão resistir até que o material dentro deles não mais
seja perigoso. E, se não quisermos encher o planeta de lixo, é bom sabermos quanto tempo leva para que plásticos e
outros materiais se decomponham. A única forma de termos certeza é submetendo esses materiais a testes de estresse
por cerca de 100 mil anos para ver como reagem. Então, poderíamos aprender a construir coisas que realmente duram —
ou que se decompõem de uma forma “verde”. Experimentos submeteriam materiais ao desgaste e a ataques químicos,
como variações de alcalinidade, e, ainda, alterariam a temperatura ambiente para simular os ciclos de dia e noite e das
estações. Com as técnicas de simulação em laboratórios de que dispomos atualmente, por exemplo, não se pode prever
como será o desempenho da bateria de um carro elétrico nos próximos quinze anos. As simulações de computador
podem, por fim, tornar-se sofisticadas a ponto de substituir experimentos de longo prazo. Enquanto isso, no entanto,
precisamos adotar cautela extra ao construirmos coisas que precisam durar.

Kristin Persson. Como os materiais se decompõem? In: Scientific American Brasil, s/d, 2013 (com adaptações).

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03/09/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

Acerca de aspectos estruturais do texto acima e das ideias nele contidas, julgue o item a seguir.

O texto permaneceria gramaticalmente correto caso as formas verbais infinitivas “ver”, “aprender” e “substituir” fossem
substituídas pelas formas flexionadas vermos,aprendermos e substituírem, respectivamente.

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Questão 146: CESPE - Ag Adm (CADE)/CADE/2014


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Ninguém sabia, nem pretendia saber, por que ou como Lanebbia e seus associados se interessavam por um bando de
maníacos como nós, gente estranha, supostamente inteligente, que passava horas lendo ou discutindo inutilidades.
Gente, dizia-se, que brilharia no corpo docente de qualquer universidade; especialistas que qualquer editora contrataria
por somas astronômicas (certos astros não são muito grandes). Era um enigma também para nós; mas, lamentações à
parte, sabíamos de nossa incompetência, também astronômica (alguns astros são bastante grandes), para lidar com
contratos, chefes, prazos e, sobretudo, reivindicações salariais. Tínhamos, além disso, algumas doenças comuns a todo o
grupo, ou quase todo: a bibliomania mais crônica que se possa imaginar, uma paixão neurótico deliquencial por textos
antigos, que nos levava frequentemente a visitas subservientes a párocos, conventos, igrejas e colégios. Procurávamos
criar relacionamentos que facilitassem o acesso a qualquer velharia escrita. Que poderia estar esperando por nós, por
que não?, desde séculos, ou décadas. Conhecíamos armários, sótãos, porões e cofres de sacristias, bibliotecas,
batistérios ou cenáculos, bem melhor do que seus proprietários ou curadores. Tínhamos achado preciosidades que muitos
colecionadores cobiçariam. Descobrir esses esconderijos era uma espécie de hobby
nosso nos fins de semana, quando
saíamos atrás de boa comida, bons vinhos e velhos escritos.

Isaias Pessotti. Aqueles cães malditos de Arquelau. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993, p. 11 (com adaptações).
Julgue o item a seguir, relativo às estruturas linguísticas e às ideias do texto acima.

O emprego de formas verbais no pretérito imperfeito, como, por exemplo, “Procurávamos” (l.7) e “Conhecíamos” (l.8),
está associado à ideia de habitualidade, continuidade ou duração.

Certo
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Questão 147: CESPE - AA (ANATEL)/ANATEL/Administração/2014


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais

Considerando as ideias e estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item.

No primeiro quadrinho, o emprego da forma verbal “transportasse”, exigido pela presença da locução “como se” na
estrutura da oração, indica situação factual.

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Questão 148: CESPE - AL (CAM DEP)/CAM DEP/Consultor de Orçamento e Fiscalização


Financeira/2014
Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Pedi ao antropólogo Eduardo Viveiros de Castro que falasse sobre a ideia que o projetou. A síntese da metafísica dos
povos “exóticos” surgiu em 1996 e ganhou o nome de “perspectivismo ameríndio”.

Fazia já alguns anos, então, que o antropólogo se ocupava de um traço específico do pensamento indígena nas Américas.
Em contraste com a ênfase dada pelas sociedades industriais à produção
de objetos, vigora entre esses povos a lógica
da predação . O pensamento ameríndio dá muita importância às relações entre caça e caçador — que têm, para eles, um
valor comparável ao que conferimos ao trabalho e à fabricação de bens de consumo. Diferentes espécies animais são
pensadas com base na posição que ocupam nessa relação. Gente, por exemplo, é, ao mesmo tempo, presa de onça e
predadora de porcos.

Pesquisas realizadas por duas alunas de Viveiros de Castro, na mesma época, com diferentes grupos indígenas da
Amazônia, chamavam a atenção para outra característica curiosa de seu pensamento: de acordo com os interlocutores de
ambas, os animais podiam assumir a perspectiva humana. Um levantamento realizado então indicava a existência de
ideias semelhantes em outros grupos espalhados pelas Américas, do Alasca à Patagônia. Segundo diferentes etnias, os
porcos, por exemplo, se viam uns aos outros como gente. E enxergavam os humanos, seus predadores, como onça. As
onças, por sua vez, viam a si mesmas e às outras onças como gente. Para elas, contudo, os índios eram tapires ou
pecaris — eram presa.

Ser gente parecia uma questão de ponto de vista. Gente é quem ocupa a posição de sujeito. No mundo amazônico,
escreveu o antropólogo, “há mais pessoas no céu e na terra do que sonham nossas antropologias”.

Ao se verem como gente, os animais adotam também todas as características culturais humanas. Da perspectiva de um
urubu, os vermes da carne podre que ele come são peixes grelhados, comida de gente. O sangue que a onça bebe é,
para ela, cauim, porque é cauim o que se bebe com tanto gosto. Urubus entre urubus também têm relações sociais
humanas, com ritos, festas e regras de casamento.

Tudo se passa, conforme Viveiros de Castro, como se os índios pensassem o mundo de maneira inversa à nossa, se
consideradas as noções de “natureza” e de “cultura”. Para nós, o que é dado, o universal, é a natureza, igual para todos
os povos do planeta. O que é construído é a cultura, que varia de uma sociedade para outra. Para os povos ameríndios,
ao contrário, o dado universal é a cultura, uma única cultura, que é sempre a mesma para todo sujeito. Ser gente, para
seres humanos, animais e espíritos, é viver segundo as regras de casamento do grupo, comer peixe, beber cauim, temer
onça, caçar porco.

Mas se a cultura é igual para todos, algo precisa mudar. E o que muda, o que é construído, dependendo do observador, é
a natureza. Para o urubu, os vermes no corpo em decomposição são peixe assado. Para nós, são vermes. Não há uma
terceira posição, superior e fundadora das outras duas. Ao passarmos de um observador a outro, para que a cultura
permaneça a mesma, toda a natureza em volta precisa mudar.

Rafael Cariello. O antropólogo contra o Estado. In: Revista piauí, n.º 88, jan./2014 (com adaptações).

Em relação ao texto acima, julgue o item.

As formas verbais “surgiu” e “ganhou”, ambas nas linhas 1 e 2, poderiam, sem prejuízo dos sentidos do texto, ser
substituídas por surgira e ganhara, respectivamente, pois indicam ações anteriores àquelas referidas no primeiro
período do texto.

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Questão 149: CESPE - PT (CBM CE)/CBM CE/2014


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais

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Proprietária de alguns sítios, todos situados na região árida e pobre, intermediária entre o Sertão Seco e a rica área verde
do Cariri, a família Augusto, quando ainda unida, vivia no Sítio do Tatu. Era uma propriedade comum: casa grande com
alpendre, açude, engenho, uma fileira de casas de taipa para os negros; seria uma das únicas da região a ter uma
capela. Tratava-se da área de maior concentração de escravos nos sertões, a ponto de existirem quadrinhas abordando
esse estranho recorde: “Caraíba é prata fina/Sussuarana, ouro em pó/Xique Xique é mala veia/E o Tatu é negro só” e “O
Tatu para criar negros/Sobradim pra criação/São Francisco para fuxico/Calabaço pra algodão”. Talvez o grande número
de escravos no Sítio do Tatu se devesse ao fato de Federalina possuir um grupo de escravas que eram usadas como
parideiras de moleques, que após algum tempo eram vendidos ao aparecer comprador.

Uma das histórias de crueldade de Dona Federalina (que deve ser mentirosa) versa sobre uma dessas negras parideiras e
o filho que seria vendido, embora já estivesse com ela havia mais de um ano. A escrava, agarrada à criança, correu para
o mato, mas Federalina deu ordem para que fossem atrás e trouxessem o menino. Na tentativa de proteger o filho, a
negra foi apunhalada; ainda correu para casa, e lá a patroa mandou que mãe e filho fossem embebidos com querosene,
e ela própria ateou-lhes fogo. A escrava, soltando o filho, debateu-se até morrer. Conta-se que as marcas de sangue da
negra não saíam nunca da parede, mesmo que a caiassem continuamente. O reboco teve de ser retirado, e um outro
feito em seu lugar.

Rachel de Queiroz e Heloísa Buarque de Hollanda. Matriarcas do Ceará D. Federalina de Lavras. Internet: <www.ime.usp.br> (com
adaptações).

Julgue o próximo item, acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto.

O emprego da forma verbal “devesse” no subjuntivo justifica-se pelo sentido hipotético da primeira oração do período.

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Questão 150: CESPE - Diplomata/IRBr/2014


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Texto para a questão

— Este livro não é meu! Meu Deus, o que fizeram do meu livro?

A exclamação, patética, vinha da famosa jornalista internacional Oriana Fallaci (no caso, como escritora), ao perceber
que a tradução brasileira de seu livro Um homem(1981) não era fiel à estrutura paragráfica do original, construída em
forma de monólogo compacto. O que a escritora concebera como blocos de longo discurso interior foi transformado, na
tradução, em diálogos convencionais. Em posterior entrevista, Fallaci definiu, como criadora, seu ponto de vista:

— Em Um homem, todos os diálogos são dados sem parágrafo, e não só porque esse é notoriamente o meu modo de
escrever, de obter o ritmo da página, a musicalidade da língua, mas porque isso corresponde a uma rigorosa necessidade
de estilo ditada pela substância do livro. Nele, o diálogo é um diálogo recordado, um diálogo interior, e não um diálogo
que determina um diálogo. É um livro em que a forma e a substância, o estilo e o significado se integram
indissoluvelmente. E trabalhei tanto para escrevê-lo! Três longos anos sem nunca deixar aquele quarto e aquela pequena
mesa, jamais uma interrupção, nada de férias, nada de domingos, nada de natais e páscoas. Sempre trabalhando, de
manhã à noite, refazendo, corrigindo, limando o estilo, cuidando da ausência de parágrafos.

Com seu protesto, Oriana Fallaci levantou, na época, um sério problema de editoração, aliás, um problema duplo: a
técnica literária do autor e — o mais importante para o editor de texto — o respeito em relação a essa técnica, que a
autora definiu como estilo. Vejamos a questão por partes.

No que concerne à técnica literária dos diálogos, até o século XIX conheciam-se apenas o discurso direto e o discurso
narrativo ou indireto. A partir de meados desse século, entretanto, surgiu o discurso aparente ou discurso indireto livre.
De início, nesse caso, os autores usaram aspas para não confundir o leitor, mas estas seriam logo abandonadas como
técnica narrativa.

Quanto ao estilo, foi com a Revolução Industrial, vale dizer, com o amadurecimento da sociedade capitalista, que os
escritores começaram a ter consciência não da forma em geral, mas da forma individual, da maneira particular de
exposição de cada autor como artista que produz obra única e consumada. A revolução das técnicas e do mercado,
traduzindo-se no binômio velocidade-quantidade, suscitou a massificação do livro, contra a qual emergiu a figura do
autor como artista, como criador por excelência, como aquele que domina a gramática para ter o direito de fraturá-la.
Roland Barthes (1971) observa que, assim,

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03/09/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

começa a elaborar-se uma imagética do escritor-artesão que se fecha num lugar lendário, como um operário na oficina, e
desbasta, talha, pule e engasta sua forma, exatamente como um lapidário extrai a arte da matéria, passando, nesse
trabalho, horas regulares de solidão e esforço. Esse valor-trabalho substitui, de certa maneira, o valor-gênio; há uma certa
vaidade em dizer que se trabalha bastante e longamente a forma.

Desde então, ao se trabalhar com obras em que o elemento primordial é a informação, existe a liberdade de redisposição
dos originais em benefício da clareza, mas, com produção literária, impõe-se absoluto privilégio autoral, que é um
princípio socialmente reconhecido, com o qual o editor de texto sempre convive.

Emanuel Araújo. A construção do livro: princípios da técnica de


editoração. Rio de Janeiro: Nova Fronteira; Brasília: INL, 2000, p. 23 6 (com adaptações).
Com relação aos aspectos morfossintáticos do texto, julgue (C ou E) o seguinte item.

O emprego de “concebera”, no pretérito mais-que-perfeito do indicativo, justifica-se, no texto, como traço estilístico da
linguagem culta formal, visto que, em normas estritamente gramaticais, não há respaldo para esse uso.

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Questão 151: CESPE - AJ (TJ SE)/TJ SE/Administrativa/Análise de Sistemas/2014


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
A vida do Brasil colonial era regida pelas Ordenações Filipinas, um código legal que se aplicava a Portugal e seus
territórios ultramarinos. Com todas as letras, as Ordenações Filipinas asseguravam ao marido o direito de matar a mulher
caso a apanhasse em adultério. Também podia matá-la por meramente suspeitar de traição. Previa-se um único caso de
punição: sendo o marido traído um “peão” e o amante de sua mulher uma “pessoa de maior qualidade”, o assassino
poderia ser condenado a três anos de desterro na África.

No Brasil República, as leis continuaram reproduzindo a ideia de que o homem era superior à mulher. O Código Civil de
1916 dava às mulheres casadas o status
de “incapazes”. Elas só podiam assinar contratos ou trabalhar fora de casa se
tivessem a autorização expressa do marido.

Há tempos, o direito de matar a mulher, previsto pelas Ordenações Filipinas, deixou de valer. O machismo, porém,
sobreviveu nos tribunais. O Código Penal de 1890 livrava da condenação quem matava “em estado de completa privação
de sentidos”. O atual Código Penal, de 1940, abrevia a pena dos criminosos que agem “sob o domínio de violenta
emoção”. Os “crimes passionais” — eufemismo para a covardia — encaixam-se à perfeição nessas situações. Em outra
bem-sucedida tentativa de aliviar a responsabilidade do homem, os advogados inventaram o direito da “legítima defesa
da honra”.

O machismo é uma praga histórica. Não se elimina da noite para o dia. A criação da Lei Maria da Penha, em 2006, em
que se previu punição para quem agride e mata mulheres, foi um primeiro e audacioso passo. O segundo passo contra o
machismo é a educação.

Ricardo Westin e Cintia Sasse. Dormindo com o inimigo. In:


Jornal do Senado. Brasília, 4/jul./2013, p. 4-5. Internet: <www.senado.gov.br> (com adaptações).
Em relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item.

O emprego do futuro do pretérito em “poderia” (l.4) indica que a situação apresentada na oração é não factual, ou seja,
é hipotética.

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Questão 152: CESPE - TJ TJDFT/TJDFT/2013


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Texto para o item

O Ministério Público Federal impetrou mandado de segurança contra a decisão do juízo singular que, em sessão plenária
do tribunal do júri, indeferiu pedido do impetrante para que às testemunhas indígenas fosse feita a pergunta sobre em
qual idioma elas se expressariam melhor, restando incólume a decisão do mesmo juízo de perguntar a cada testemunha
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se ela se expressaria em português e, caso positiva a resposta, colher-se-ia o depoimento nesse idioma, sem prejuízo do
auxílio do intérprete.

No caso relatado, estava em jogo, na sessão plenária do tribunal do júri, o direito linguístico das testemunhas indígenas
de se expressarem em sua própria língua, ainda que essas mesmas pessoas possuíssem o domínio da língua da
sociedade envolvente, que, no caso, é a portuguesa. É que, conforme escreveu Pavese, só fala sem sotaque aquele que
é nativo. Se, para o aspecto exterior da linguagem, que é a sua expressão, já é difícil, para aquele que fala, falar com a
propriedade devida, com razão mais forte a dificuldade se impõe para o raciocínio adequado que deve balizar um
depoimento testemunhal, pouco importando se se trata de testemunha ou de acusado.

No que interessa a este estudo, entre os modelos normativos que reconhecem direitos linguísticos, o modelo de direitos
humanos significa a existência de norma na Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, da Organização das
Nações Unidas, que provê um regime de tolerância linguística, garantia essa que não suporta direitos linguísticos de
forma específica, isto é, protegem-se, imediatamente, outros direitos fundamentais, tais como direito de liberdade de
expressão, de reunião, de associação, de privacidade e do devido processo legal, e apenas mediatamente o direito
linguístico; já o modelo dos povos indígenas tem por base legal a Convenção n.o 169 da Organização Internacional do
Trabalho, que prevê a proteção imediata de direitos de desenvolvimento da personalidade, tais como oportunidade
econômica, educação e saúde, e, mediatamente, de direitos linguísticos.

A questão jurídica aqui tratada pode enquadrar-se tanto em um modelo quanto em outro, já que pode ser ela referida ao
direito de liberdade de expressão na própria língua e também ao direito do indígena de falar sua própria língua por força
do seu direito ao desenvolvimento de sua personalidade. Mas há mais. A Constituição Federal de 1988 (CF) positivou,
expressamente, norma específica que protege as línguas indígenas, reconhecendo-as e indo, portanto, mais além do que
as normas internacionais de direitos humanos. Essa proteção tem a ver com a ideia maior da própria cultura, que se
compõe das relações entre as pessoas com base na linguagem.

Paulo Thadeu Gomes da Silva. Direito linguístico: a propósito de uma decisão judicial. In: Revista Internacional de Direito e
Cidadania, n.º 9, p. 183-7, fev./2011. Internet: <http://6ccr.pgr.mpf.gov.br> (com adaptações).

Acerca das estruturas linguísticas do texto, julgue o item subsecutivo.

Estaria igualmente correta e adequada ao texto a flexão da forma verbal “possuíssem” no tempo presente do subjuntivo:
possuam.

Certo
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Questão 153: CESPE - AJ TJDFT/TJDFT/Judiciária/"Sem Especialidade"/2013


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Eu resolvera passar o dia com os trabalhadores da estiva e via-os vir chegando a balançar o corpo, com a comida debaixo
do braço, muito modestos. Em pouco, a beira do cais ficou coalhada. Durante a última greve, um delegado de polícia
dissera-me:

— São criaturas ferozes! (...)

Logo que o saveiro atracou, eles treparam pelas escadas, rápidos; oito homens desapareceram na face aberta do porão,
despiram-se, enquanto os outros rodeavam o guincho e as correntes de ferro começavam a ir e vir do porão para o
saveiro, do saveiro para o porão, carregadas de sacas de café. Era regular, matemático, a oscilação de um lento e
formidável relógio.

Aqueles seres ligavam-se aos guinchos; eram parte da máquina; agiam inconscientemente. Quinze minutos depois de
iniciado o trabalho, suavam arrancando as camisas. Não falavam, não tinham palavras inúteis. Quando a pilha de sacas
estava feita, erguiam a cabeça e esperavam nova carga. Que fazer? Aquilo tinha que ser até às 5 da tarde. (...)

Esses homens têm uma força de vontade incrível. Fizeram com o próprio esforço uma classe, impuseram-na. Hoje, estão
todos ligados, exercendo uma mútua polícia para a moralização da classe. A União dos Operários Estivadores consegue,
com uns estatutos que a defendem habilmente, o seu nobre fim. (...)

Que querem eles? Apenas ser considerados homens dignificados pelo esforço e a diminuição das horas de trabalho, para
descansar e para viver.

João do Rio. Os trabalhadores de estiva. In: A alma encantadora das ruas. Paris: Garnier, 1908. Internet:
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<www.dominiopublico.gov.br> (com adaptações).
Julgue o item que se segue, relativo às ideias do texto acima e às estruturas linguísticas nele utilizadas.

O emprego da forma verbal “resolvera”, no pretérito mais-que-perfeito, indica que o narrador tomou a decisão de “passar
o dia com os trabalhadores da estiva” antes da ocorrência do evento narrativo principal do texto.

Certo
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Questão 154: CESPE - AnaTA MIN/MIN/2013


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Texto para o item

A combinação de políticas sociais inovadoras de distribuição de renda, estabilidade e transparência financeira e política,
crescimento sustentável e responsabilidade fiscal conduziu o Brasil a se firmar entre as maiores economias do planeta no
século XXI. O país chegou à posição de sexta maior economia em 2011, quando ultrapassou o Reino Unido. Com essa
colocação, a economia brasileira ficou atrás apenas de Estados Unidos da América, China, Japão, Alemanha e França. A
posição levou em conta o produto interno bruto (PIB), que é a soma de tudo o que um país produz.

Outro reconhecimento internacional da solidez econômica se deu com a conquista, pela primeira vez, em 2008, do selo
de “grau de investimento seguro”, classificação dada por agências globais de classificação de risco. Esse sinaliza a status
investidores estrangeiros que é seguro aplicar dinheiro no país. Mostra, ainda, que o Estado tem condições de honrar o
pagamento da dívida pública, pratica boas políticas fiscais e arrecada mais do que gasta, ou seja, o risco de calote é
pequeno.

O grau de investimento seguro ajuda o Brasil a atrair mais investimentos de países ricos, cujas normas impedem que se
aplique em economias de alto risco. Só em 2011, o investimento estrangeiro direto no Brasil atingiu US$ 69,1 bilhões, ou
2,78% do PIB. Esse volume de investimentos estrangeiros tende a permanecer forte com a aproximação de eventos
internacionais sediados no Brasil — como a Copa do Mundo (2014) e as Olimpíadas (2016) — e a exploração do pré-sal,
a faixa litorânea de oitocentos quilômetros entre o Espírito Santo e Santa Catarina onde estão depositados petróleo (mais
fino, de maior valor agregado) e gás a seis mil metros abaixo de uma camada de sal no Oceano Atlântico.

A solidez da economia brasileira está ainda representada na adoção de normas mais rígidas que o padrão mundial para o
sistema financeiro nacional, na consolidação do sistema de metas e de controle da inflação e do câmbio flutuante, na
manutenção do desemprego em um dos mais baixos patamares da história e no aumento do poder de compra da
população ocupada (alta de 19% entre 2003 e 2010), garantido pela política de valorização do salário mínimo nacional,
reajustado com base na inflação dos dois anos anteriores, somado ao percentual do crescimento do PIB do ano
imediatamente anterior.

Internet: <www.brasil.gov.br> (com adaptações).


Julgue o próximo item com base na estrutura linguística do texto.

Caso as formas verbais flexionadas “pratica” e “arrecada” fossem substituídas pelas formas
nominais praticar e arrecadar, respectivamente, a correção do texto seria mantida, mas não o seu sentido.

Certo
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Questão 155: CESPE - APF (DEPEN)/DEPEN/2013


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
O Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) informa que o crescimento da população carcerária tem sofrido retração
nos últimos quatro anos. Segundo análise do DEPEN, essa redução do encarceramento decorre de muitos fatores. A
expansão da aplicação, por parte do Poder Judiciário, de medidas e penas alternativas; a realização de mutirões
carcerários pelo Conselho Nacional de Justiça; a melhoria do aparato preventivo das corporações policiais e a melhoria
das condições sociais da população são fatores significativos na diminuição da taxa. No entanto, apesar da redução da
taxa anual de encarceramento, o Brasil ainda apresenta um déficit de vagas de 194.650.

Internet: <www.mj.gov.br> (com adaptações).


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Julgue o item que se segue, relativo ao texto acima.

A substituição de “tem sofrido” por sofreu prejudicaria a correção gramatical do período.

Certo
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Questão 156: CESPE - TJ TRT17/TRT 17/Administrativa/2013


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Existem várias formas de punição para aqueles que pratiquem assédio moral, podendo essa punição recair tanto no
assediador, quanto na empresa empregadora que não coiba, ou que até mesmo incentive o assédio, como ocorre, por
exemplo, no caso do assédio moral organizacional, decorrente de políticas corporativas.

O empregador responde pelos danos morais causados à vítima que tenha sofrido assédio em seu estabelecimento, nos
termos do artigo 932 do Código Civil. Em caso de condenação, cabe à justiça do trabalho fixar um valor de indenização,
com o objetivo de reparar o dano.

O assediador, por sua vez, poderá ser responsabilizado em diferentes esferas: na penal, estará sujeito à condenação por
crimes de injúria e difamação, constrangimento e ameaça (artigos 139, 140, 146 e 147 do Código Penal); na trabalhista,
correrá o risco de ser dispensado por justa causa (artigo 482 da Consolidação das Leis do Trabalho) e ainda por mau
procedimento e ato lesivo à honra e à boa fama de qualquer pessoa; por fim, na esfera cível, poderá sofrer ação
regressiva, movida pelo empregador que for condenado na justiça do trabalho ao pagamento de indenização por danos
morais, em virtude de atos cometidos pelo empregado.

Internet: <www.tst.jus.br> (com adaptações).

A respeito das estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item seguinte.

A forma verbal “responde”, empregada no presente do indicativo, sugere ação que se repete no tempo, compatível com
um texto de lei.

Certo
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Questão 157: CESPE - Tec MPU/MPU/Técnico Administrativo/Tecnologia da Informação e


Comunicação/2013
Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Uma legislação que tenha hoje 70 anos de vigência entrou em vigor muito antes do lançamento do primeiro computador
pessoal e do início da histórica revolução imposta pela tecnologia digital. Isso não seria problema se esse não fosse o
caso da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), destinada a regular um dos universos mais impactados por esta
revolução, o das relações trabalhistas.

Instituída por Getúlio Vargas para outro Brasil — ainda agrário, com indústria e serviços incipientes —, a CLT tem sido
defendida por sindicatos em nome da “preservação dos direitos do trabalhador”.

Na vida real, longe das ideologias, a CLT, em função dos custos que impõe ao empregador, é, na verdade, eficiente
instrumento de precarização do próprio trabalhador.

O Globo, Editorial, 22/8/2013 (com adaptações).

Com base no texto acima, julgue o próximo item.

O emprego do subjuntivo em “que tenha” confere à informação um caráter hipotético.

Certo
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Questão 158: CESPE - APF/PF/2012


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Romance LXXXI ou Dos Ilustres Assassinos

Ó grandes oportunistas,(1)
sobre o papel debruçados,
que calculais mundo e vida
em contos, doblas, cruzados,
que traçais vastas rubricas
e sinais entrelaçados,
com altas penas esguias
embebidas em pecados!

Ó personagens solenes(9)
que arrastais os apelidos
como pavões auriverdes
seus rutilantes vestidos,
− todo esse poder que tendes
confunde os vossos sentidos:
a glória, que amais, é desses
que por vós são perseguidos.

Levantai-vos dessas mesas,


saí de vossas molduras,
vede que masmorras negras,
que fortalezas seguras,
que duro peso de algemas,
que profundas sepulturas
nascidas de vossas penas,
de vossas assinaturas!

Considerai no mistério
dos humanos desatinos,
e no polo sempre incerto
dos homens e dos destinos!
Por sentenças, por decretos,
pareceríeis divinos:
e hoje sois, no tempo eterno,
como ilustres assassinos.

Ó soberbos titulares,(33)
tão desdenhosos e altivos!
Por fictícia autoridade,
vãs razões, falsos motivos,
inutilmente matastes:
− vossos mortos são mais vivos;
e, sobre vós, de longe, abrem
grandes olhos pensativos.

Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989, p. 267-8.
Com base no poema acima, julgue o item subsequente.

No poema, que apresenta uma denúncia de atos de abuso de poder, foram utilizados os seguintes recursos que
permitem que a poeta se dirija diretamente a um interlocutor: emprego de vocativo nos versos 1, 9 e 33 e de verbos na
segunda pessoa do plural, todos no imperativo afirmativo.

Certo
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Questão 159: CESPE - Insp PC CE/PC CE/2012


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Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais


Texto para o item

Muitos acreditam que chegamos à velhice do Estado nacional. Desde 1945, dizem, sua soberania foi ultrapassada pelas
redes transnacionais de poder, especialmente as do capitalismo global e da cultura pós-moderna. Alguns pós-modernistas
levam mais longe a argumentação, afirmando que isso põe em risco a certeza e a racionalidade da civilização moderna,
entre cujos esteios principais se insere a noção segura e unidimensional de soberania política absoluta, inserida no
conceito de Estado nacional. No coração histórico da sociedade moderna, a Comunidade Europeia (CE) supranacional
parece dar especial crédito à tese de que a soberania político-nacional vem fragmentando-se. Ali, tem-se às vezes
anunciado a morte efetiva do Estado nacional, embora, para essa visão, uma aposentadoria oportuna talvez fosse a
metáfora mais adequada. O cientista político Phillippe Schmitter argumentou que, embora a situação europeia seja
singular, seu progresso para além do Estado nacional tem uma pertinência mais genérica, pois "o contexto
contemporâneo favorece sistematicamente a transformação dos Estados em confederatii, condominii federatii
ou , numa
variedade de contextos".

É verdade que a CE vem desenvolvendo novas formas políticas, que trazem à memória algumas formas mais antigas,
como lembra o latim usado por Schmitter. Estas nos obrigam a rever nossas ideias do que devem ser os Estados
contemporâneos e suas inter relações. De fato, nos últimos 25 anos, assistimos a reversões neoliberais e transnacionais
de alguns poderes de Estados nacionais. No entanto, alguns de seus poderes continuam a crescer. Ao longo desse
mesmo período recente, os Estados regularam cada vez mais as esferas privadas íntimas do ciclo de vida e da família. A
regulamentação estatal das relações entre homens e mulheres, da violência familiar, do cuidado com os filhos, do aborto
e de hábitos pessoais que costumavam ser considerados particulares, como o fumo, continua a crescer. A política estatal
de proteção ao consumidor e ao meio ambiente continua a proliferar. Tudo indica que o enfraquecimento do Estado
nacional da Europa Ocidental é ligeiro, desigual e singular. Em partes do mundo menos desenvolvido, alguns aspirantes a
Estados nacionais também estão fraquejando, mas por razões diferentes, essencialmente "pré-modernas". Na maior parte
do mundo, os Estados nacionais continuam a amadurecer ou, pelo menos, estão tentando fazê-lo. A Europa não é o
futuro do mundo. Os Estados do mundo são numerosos e continuam variados, tanto em suas estruturas atuais quanto
em suas trajetórias.

Michael Mann. Estados nacionais na Europa e noutros continentes: diversificar, desenvolver, não morrer. In: Gopal
Balakrishnan. Um mapa da questão nacional. Vera Ribeiro (Trad.). Rio de Janeiro: Contraponto, 2000, p. 311-4 (com adaptações).
Considerando as relações de sentido e as estruturas linguísticas do texto, julgue o seguinte item.

Não haveria prejuízo para o sentido do texto se a forma verbal "dizem" fosse substituída por dizemos.

Certo
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Questão 160: CESPE - TEFC/TCU/Apoio Técnico e Administrativo/Técnica Administrativa/2012


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
As discussões, no Brasil, sobre a criação de um tribunal de contas durariam quase um século, polarizadas entre os que
defendiam sua necessidade — para quem as contas públicas deviam ser examinadas por um órgão independente — e os
que a combatiam, por entenderem que as contas públicas podiam continuar sendo controladas por aqueles que as
realizavam.

Somente a queda do Império e as reformas político-administrativas da jovem República tornaram realidade, finalmente, o
Tribunal de Contas da União. Em 7 de novembro de 1890, por iniciativa do então ministro da Fazenda, Rui Barbosa,
criou-se, por meio do Decreto n.º 966-A, o Tribunal de Contas da União, que se nortearia pelos princípios da autonomia,
da fiscalização, do julgamento, da vigilância e da energia.

A Constituição de 1891, a primeira republicana, ainda por influência de Rui Barbosa, institucionalizou definitivamente o
Tribunal de Contas da União, inscrevendo-o em seu art. 89.

Idem (com adaptações).


Com relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto, julgue o item subsequente.

Mantém-se a correção gramatical do período ao se substituir "durariam" por duraram.

Certo
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Questão 161: CESPE - AA (ANAC)/ANAC/Área 1/2012


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Três séculos depois do descobrimento, o Brasil não passava de cinco regiões distintas, que compartilhavam a mesma
língua, a mesma religião e, sobretudo, a aversão ou o desprezo pelos naturais do reino, como definiu o historiador
Capistrano de Abreu.

Em 1808, os ventos começaram a mudar. A vinda da Corte e a presença inédita de um soberano em terras americanas
motivaram novas esperanças entre a elite intelectual luso-brasileira. Àquela altura, ninguém vislumbrava a ideia de uma
separação, mas se esperava ao menos que a metrópole deixasse de ser tão centralizadora em suas políticas. Vã ilusão: o
império instalado no Rio de Janeiro simplesmente copiou as principais estruturas administrativas de Portugal, o que
contribuiu para reforçar o lugar central da metrópole, agora na América, não só em relação às demais capitanias do
Brasil, mas até ao próprio território europeu.

Lucia Bastos Pereira das Neves. Independência: o grito que não foi ouvido. In: Revista de História da Biblioteca Nacional, n.º 48,
set./2009, p. 19-21 (com adaptações).
Com referência às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item subsecutivo.

Sem prejuízo para a correção gramatical do texto, a forma verbal “deixasse” poderia ser substituída por tivesse
deixado.

Certo
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Questão 162: CESPE - Sold (PM CE)/PM CE/2012


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Texto para o item

SOLDADO DESCONHECIDO. Após a Primeira Guerra Mundial, autoridades dos países aliados verificaram que os corpos de
muitos soldados mortos em combate não podiam ser identificados. Os governos da Bélgica, França, Grã-Bretanha, Itália e
Estados Unidos da América decidiram homenagear, de forma especial, a memória desses soldados. Cada governo
escolheu um soldado desconhecido como símbolo, enterrou seus restos mortais na capital nacional e ergueu um
monumento em honra do soldado.

A Bélgica colocou seu soldado desconhecido em um túmulo na base da Colunata do Congresso, em Bruxelas. A França
enterrou seu soldado desconhecido embaixo do Arco do Triunfo, no centro de Paris. A Grã-Bretanha enterrou o seu na
abadia de Westminster. O soldado desconhecido da Itália jaz defronte ao monumento a Vítor Emanuel I, em Roma.

No Brasil, os 466 mortos brasileiros integrantes da Força Expedicionária que haviam sido enterrados, após a Segunda
Guerra Mundial, no cemitério militar de Pistoia, na Itália, foram transportados em urnas para o Brasil, em aviões da Força
Aérea Brasileira, em 11 de dezembro de 1960. As urnas chegaram ao Rio de Janeiro em 16 do mesmo mês, ficando
expostas à visitação pública no Palácio Tiradentes. No dia 22 de dezembro, os restos mortais dos heróis foram
trasladados para o Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial.

Enciclopédia Delta Universal. Rio de Janeiro: Editora Delta, s/d, v. 13, p. 7.384 (com adaptações).
Com relação à grafia e a aspectos morfossintáticos e semânticos do texto apresentado, julgue o item que se segue.

Caso o verbo decidir seja suprimido da expressão “decidiram homenagear” (l.3), o verbo homenagear, que se conjuga
pelo modelo de odiar deverá ser grafado homenagiaram.

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Questão 163: CESPE - TJ TRE ES/TRE ES/Apoio Especializado/Taquigrafia/2011


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Convocada por D. Pedro em junho de 1822, a constituinte só seria instalada um ano mais tarde, no dia 3 de maio de
1823, mas acabaria dissolvida seis meses depois, em 12 de novembro.

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Os membros da constituinte eram escolhidos por meio dos mesmos critérios estabelecidos para a eleição dos deputados
às cortes de Lisboa. Os eleitores eram apenas os homens livres, com mais de vinte anos e que residissem por, pelo
menos, um ano na localidade em que viviam, e proprietários de terra. Cabia a eles escolher um colégio eleitoral, que, por
sua vez, indicava os deputados de cada região. Estes tinham de saber ler e escrever, possuir bens e virtudes. Em uma
época em que a taxa de analfabetismo alcançava 99% da população, só um entre cem brasileiros era elegível. Os
nascidos em Portugal tinham de estar residindo por, pelo menos, doze anos no Brasil. Do total de cem deputados eleitos,
só 89 tomaram posse. Era a elite intelectual e política do Brasil, composta de magistrados, membros do clero,
fazendeiros, senhores de engenho, altos funcionários, militares e professores. Desse grupo, sairiam mais tarde 33
senadores, 28 ministros de Estado, dezoito presidentes de província, sete membros do primeiro conselho de Estado e
quatro regentes do Império.

O local das reuniões era a antiga cadeia pública, que, em 1808, havia sido remodelada pelo vice-rei conde dos Arcos para
abrigar parte da corte portuguesa de D. João. No dia da abertura dos trabalhos, D. Pedro chegou ao prédio em uma
carruagem puxada por oito mulas. Discursou de cabeça descoberta, o que, por si só, sinalizava alguma concessão ao
novo poder constituído nas urnas. A coroa e o cetro, símbolos do seu poder, também foram deixados sobre uma mesa.

Laurentino Gomes. 1822. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010, p. 213-16 (com adaptações).
Com base nas estruturas linguísticas e semânticas do texto acima, julgue o item.

No primeiro parágrafo do texto, os verbos auxiliares das locuções verbais "seria instalada" e "acabaria dissolvida" estão
flexionados no futuro do pretérito, forma usada para relatar um fato que não se consumou, apesar de previsto, qual seja:
a assembleia constituinte não conseguiu cumprir a missão de elaborar e aprovar uma constituição para o país.

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Questão 164: CESPE - AJ (STM)/STM/Judiciária/Execução de Mandados/2011


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Um embate entre instituições de ensino superior, editoras e autores é travado há anos. Com o argumento de que livros
são caros e muitas vezes apenas um capítulo é necessário para o curso, alunos e professores lançam mão de cópias de
partes de publicações ou de apostilas para economizar. O debate voltou à tona após policiais da Delegacia
Antipirataria apreenderem, no mês passado, mais de duzentas pastas com textos para serem reproduzidos em uma
universidade do Rio de Janeiro, sob a alegação de crime de direitos autorais. O operador da máquina foi detido, e a
universidade, indignada, criou normas para regulamentar as cópias dentro de seus estabelecimentos. Uma alternativa
legal, porém, existe há quatro anos, mas só agora começa a ser efetivada em algumas universidades: a venda de
capítulos avulsos.

Luciani Gomes. In: IstoÉ, 6/10/2010 (com adaptações).


A respeito do texto apresentado acima, julgue o item que se segue.

A forma verbal “apreenderem” poderia ser corretamente substituída pela forma verbal composta terem apreendido.

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Questão 165: CESPE - AJ (STM)/STM/Apoio Especializado/Revisor de Texto/2011


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Poeminha Dodói

Quando os caras tão doente,


Vêm a mim;
Eu olho eles, espeto eles,
Corto eles.
Eles curam ou não curam,
Vivem ou vão pro além.
Qué queu acho?
Eu cobro,
E tudo bem.
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Millôr Fernandes. Poemas. Porto Alegre: L&PM, 2001, p. 166.


Com relação aos sentidos do poema acima e ao nível de formalidade da linguagem nele empregada, julgue o item a
seguir.

Em “Eles curam ou não curam”, o sentido do verbo curar exigiria, se estivesse registrado na linguagem culta escrita, o
pronome se, pois, no contexto, não é transitivo direto, mas pronominal.

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Questão 166: CESPE - AUFC/TCU/Apoio Técnico e Administrativo/Tecnologia da


Informação/2010
Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
A experiência cultural das sociedades, em nossa época, é cada vez mais moldada e "globalizada" pela transmissão e
difusão das formas significativas, visuais e discursivas, via meios de comunicação de massa. Conquanto o
desenvolvimento dos meios de comunicação tenha tornado absolutamente frágeis os limites que separavam o público do
privado, assiste-se hoje a uma nova tendência de politização e visibilidade do privado, com a estruturação de novas
relações familiares, bem como à privatização do público. Faz-se necessário frisar que o imaginário social acompanha
lentamente essa evolução, nem sempre aceitando o rompimento dos costumes fortemente arraigados.

Vera Lúcia Pires. A identidade do sujeito feminino: uma leitura das desigualdades. In: M. I. Ghilardi-Lucena (Org.). Representações
do feminino. PUC: Átomo, 2003, p. 209 (com adaptações).
Julgue o item seguinte, relativo à organização das ideias no texto acima e aos seus aspectos gramaticais.

A estrutura sintática iniciada por "Conquanto" é responsável pelo uso do modo subjuntivo em "tenha"; por isso, a
substituição dessa forma verbal por tem desrespeita as regras gramaticais do padrão culto da língua.

Certo
Errado
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Questão 167: CESPE - AUFC/TCU/Apoio Técnico e Administrativo/Tecnologia da


Informação/2010
Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
A relação de poder e status
entre grupos está ligada à identidade social, que permite ao grupo dominante na sociedade,
por deter o poder e o status
, impor valores e ideologias, que, por sua vez, servem para legitimar e perpetuar o status
quo . Vale lembrar que os indivíduos nascem já inseridos em uma estrutura social e, simplesmente em função do sexo ou
da classe social, entre outros itens, são colocados em um ou em outro grupo social. Dessa forma, adquirem as categorias
sociais definitivas dos grupos aos quais pertencem e que podem ter valores sociais positivos ou negativos. Os membros
dos grupos dominantes e de status
superior passam a ter identidade social positiva e maior grau de autoestima. Da
mesma forma, os membros de status
inferior ou de grupos subordinados têm ou adquirem identidade social menos
positiva e menor autoestima. Entretanto, se a mobilidade para uma classe superior parece impossível e os membros do
grupo inferior percebem as fronteiras entre os grupos como impenetráveis, eles podem vir a adotar estratégias coletivas
para criar uma identidade social mais positiva para o seu grupo. Tais mudanças são denominadas mudanças sociais.

Astrid N. Sgarbieri. A mulher brasileira: representações na mídia. In: M. I. Ghilardi-Lucena (Org.). Representações do feminino. PUC:
Átomo, 2003, p. 128-9 (com adaptações).
Com referência à organização dos sentidos e das estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item subsequente.

A expressão verbal "podem vir a adotar" indica uma possibilidade e uma continuidade da ação que o simples uso de
"adotar" não indicaria; por essa razão, as ideias de possibilidade e de continuidade seriam incorporadas a essa expressão,
sem prejudicar as relações semânticas nem a correção gramatical do texto, se fosse usada a forma verbal viriam
adotando.

Certo
Errado
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Questão 168: CESPE - Tec MPU/MPU/Administrativa/2010


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
As projeções sobre a economia para os próximos dez anos são alentadoras. Se o Brasil mantiver razoável ritmo de
crescimento nesse período, chegará ao final da próxima década sem extrema pobreza. Algumas projeções chegam a
apontar o país como a primeira das atuais nações emergentes em condições de romper a barreira do subdesenvolvimento
e ingressar no restrito mundo rico.

Tais previsões baseiam-se na hipótese de que o país vai superar eventuais obstáculos que impediriam a economia de
crescer a ritmo continuado de 5% ao ano, em média. Para realizar essas projeções, o Brasil precisa aumentar a sua
capacidade de poupança doméstica e investir mais para ampliar a oferta e se tornar competitivo.

No lugar de alta carga tributária e estrutura de impostos inadequada, o país deve priorizar investimentos
que expandam a produção e contribuam simultaneamente para o aumento de produtividade, como é o caso dos gastos
com educação. É dessa forma que são criadas boas oportunidades de trabalho, geradoras de renda, de maneira
sustentável.

O Globo, Editorial, 12/7/2010 (com adaptações).


Com relação às ideias e aspectos linguísticos do texto, julgue o item seguinte.

As formas verbais "expandam" e "contribuam" foram empregadas no modo subjuntivo porque estão inseridas em
segmento de texto que trata de fatos incertos, prováveis ou hipotéticos.

Certo
Errado
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Questão 169: CESPE - AUFC/TCU/Controle Externo/Auditoria de Obras Públicas/2009


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
As leis elaboradas pelo Poder Legislativo constituem um dos mais importantes instrumentos para a proteção dos direitos
naturais. Afinal, elas são as responsáveis pela construção da liberdade individual no Estado de sociedade. Ao compor a
liberdade dos indivíduos em sociedade, elas também limitam o poder governamental. A participação popular e o controle
popular do poder guardam a ideia de que o exercício da política é coletivo e racional, com vistas à conquista de algum
bem. A política é exercida sempre que as pessoas agem em conjunto. A política é uma ação plural. O voto, nas eleições,
é modo de expressão do consentimento dos cidadãos, para que o poder seja exercido em seu nome, para que as leis
sejam elaboradas e executadas de modo legítimo. A expressão do consentimento periódico por meio do voto, em
qualquer dos níveis de governo, é essencial para que o Estado constitucional perdure e seja sempre capaz de proteger os
direitos inerentes às pessoas.

Daniela Romanelli da Silva. Poder, constituição e voto. In: Filosofia, Ciência & Vida. São Paulo: Escala, ano III, n.º 27, p. 42-3 (com
adaptações).

No que concerne à organização dos sentidos e das estruturas linguísticas do texto acima, julgue o próximo item.

O uso do modo subjuntivo em "perdure" e "seja", em orações sintaticamente independentes, deve-se ao valor semântico
do subjuntivo para expressar a ideia de desejo ou vontade, que, no caso, aplica-se à função do "Estado".

Certo
Errado
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Questão 170: CESPE - APF/PF/2009


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Nossos projetos de vida dependem muito do futuro do país no qual vivemos. E o futuro de um país não é obra do
acaso ou da fatalidade. Uma nação se constrói. E constrói-se no meio de embates muito intensos - e, às vezes, até
violentos - entre grupos com visões de futuro, concepções de desenvolvimento e interesses distintos e conflitantes.

Para muitos, os carros de luxo que trafegam pelos bairros elegantes das capitais ou os telefones celulares não constituem
indicadores de modernidade.

Modernidade seria assegurar a todos os habitantes do país um padrão de vida compatível com o pleno exercício dos
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direitos democráticos. Por isso, dão mais valor a um modelo de desenvolvimento que assegure a toda a população
alimentação, moradia, escola, hospital, transporte coletivo, bibliotecas, parques públicos. Modernidade, para os que
pensam assim, é sistema judiciário eficiente, com aplicação rápida e democrática da justiça; são instituições públicas
sólidas e eficazes; é o controle nacional das decisões econômicas.

Plínio Arruda Sampaio. O Brasil em construção. In: Márcia Kupstas (Org.). Identidade nacional em debate. São Paulo: Moderna, 1997, p.
27-9 (com adaptações).
Considerando a argumentação do texto acima bem como as estruturas linguísticas nele utilizadas, julgue o item a seguir.

Se o terceiro parágrafo do texto constituísse o corpo de um documento oficial, como um relatório ou parecer, por
exemplo, seria necessário preservar o paralelismo entre as ideias a respeito de "Modernidade", por meio da conjugação
do verbo ser, nas linhas 6 e 8, no mesmo tempo verbal.

Certo
Errado
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Questão 171: CESPE - ATA MIN/MIN/2009


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
O administrador interino

Pádua era empregado em repartição dependente do Ministério da Guerra. Não ganhava muito, mas a mulher gastava
pouco, e a vida era barata. Demais, a casa em que morava, assobradada como a nossa, posto que menor, era
propriedade dele. Comprou-a com a sorte grande que lhe saiu num meio bilhete de loteria, dez contos de réis. A primeira
ideia do Pádua, quando lhe saiu o prêmio, foi comprar um cavalo do Cabo, um adereço de brilhantes para a mulher, uma
sepultura perpétua de família, mandar vir da Europa alguns pássaros etc.; mas a mulher, esta D. Fortunata que ali está à
porta dos fundos da casa, em pé, falando à filha, alta, forte, cheia, como a filha, a mesma cabeça, os mesmos olhos
claros, a mulher é que lhe disse que o melhor era comprar a casa, e guardar o que sobrasse para acudir às moléstias
grandes. Pádua hesitou muito; afinal, teve de ceder aos conselhos de minha mãe, a quem D. Fortunata pediu auxílio.
Nem foi só nessa ocasião que minha mãe lhes valeu; um dia chegou a salvar a vida ao Pádua. Escutai; a anedota é curta.

O administrador da repartição em que Pádua trabalhava teve de ir ao Norte, em comissão. Pádua, ou por ordem
regulamentar, ou por especial designação, ficou substituindo o administrador com os respectivos honorários. Esta
mudança de fortuna trouxe-lhe certa vertigem; era antes dos dez contos. Não se contentou de reformar a roupa e a
copa, atirou-se às despesas supérfluas, deu joias à mulher, nos dias de festa matava um leitão, era visto em teatros,
chegou aos sapatos de verniz. Viveu assim vinte e dois meses na suposição de uma eterna interinidade. Uma tarde
entrou em nossa casa, aflito e desvairado, ia perder o lugar, porque chegara o efetivo naquela manhã. Pediu a minha
mãe que velasse pelas infelizes que deixava; não podia sofrer desgraça, matava-se. Minha mãe falou-lhe com bondade,
mas ele não atendia a coisa nenhuma.

Pádua enxugou os olhos e foi para casa, onde viveu prostrado alguns dias, mudo, fechado na alcova, − ou então no
quintal, ao pé do poço, como se a ideia da morte teimasse nele. D. Fortunata ralhava:

− Joãozinho, você é criança?

Mas, tanto lhe ouviu falar em morte que teve medo, e um dia correu a pedir a minha mãe que lhe fizesse o favor de ver
se lhe salvava o marido que se queria matar. Minha mãe foi achá-lo à beira do poço, e intimou-lhe que vivesse. Que
maluquice era aquela de parecer que ia ficar desgraçado, por causa de uma gratificação a menos, e perder um emprego
interino?

Machado de Assis. Dom Casmurro, cap. XVI (com adaptações).


Julgue o item com relação a aspectos gramaticais e ortográficos do texto.

A forma verbal "Escutai" está flexionada no modo subjuntivo e indica a incerteza do falante a respeito do que está
dizendo.

Certo
Errado
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Questão 172: CESPE - TA (ANATEL)/ANATEL/2009


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Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais


Todos os indivíduos têm o dever de participar da vida social, procurando exercer influência sobre as decisões de interesse
comum. Esse dever tem, sobretudo, dois fundamentos: em primeiro lugar, a vida social, necessidade básica dos seres
humanos, é uma constante troca de bens e de serviços, não havendo uma só pessoa que não receba alguma coisa de
outras; em segundo lugar, se muitos ficarem em atitude passiva, deixando as decisões para outros, um pequeno grupo,
mais atuante ou mais audacioso, acabará dominando, sem resistência e limitações. O direito e o dever da participação
política são duas faces da mesma realidade: a natureza associativa do ser humano. Tendo necessidade de viver com os
semelhantes, cada indivíduo deve ter assegurado o seu direito de influir no estabelecimento das regras de convivência.

Dalmo de Abreu Dallari. O que é participação política, p. 33-8 (com adaptações).


Com base na organização do texto acima, julgue o item subsequente.

O uso do modo subjuntivo em “receba” ressalta a ideia de possibilidade ou hipótese; por isso, sua substituição
por receberia mantém o texto correto.

Certo
Errado
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Questão 173: CESPE - Esc BB/BB/"Sem Área"/2009


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Se a economia comportamental introduziu o estudo mais detalhado das emoções na análise financeira, era apenas
natural que alguns pesquisadores dessem o passo seguinte para investigar muito literalmente como funciona a cabeça do
investidor. A neuroeconomia combina as mais recentes descobertas da neurociência — em particular, técnicas de
mapeamento cerebral como a ressonância magnética funcional aperfeiçoada nos anos 90 — com os conceitos da
psicologia financeira e da economia. É um campo de estudos ainda recente — conta cerca de uma década, mas já acena
com o entendimento fascinante da biologia do investidor. Embora os experimentos mostrem a importância do
pensamento racional, será um equívoco concluir que a mente do investidor é pura objetividade. O mais curioso é que a
atividade do núcleo cerebral ligado aos sentimentos é mais intensa antes da confirmação de um ganho financeiro no
jogo. Esse é um dado importante da psicologia do investidor: a expectativa por um bom resultado acaba se revelando
mais excitante que o resultado em si.

O nascimento da neuroeconomia. In: Veja, 14/1/2009, p. 69 (com adaptações).


Julgue o seguinte item, a respeito do texto acima.

A estrutura linguística em que ocorre o verbo “era” permite a substituição deste por seria, mantendo-se a coerência
textual e o respeito às normas gramaticais.

Certo
Errado
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Questão 174: CESPE - AI (ABIN)/ABIN/2008


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais

A análise dos assuntos relativos ao Oriente Médio pelos órgãos de inteligência faz parte do esforço em
acompanhar o fenômeno do terrorismo internacional, dados os freqüentes enfrentamentos entre grupos radicais e a
possibilidade de que simpatizantes dessas organizações extremistas possam engajar-se em ações radicais, fora da região,
como forma de retaliação, contra alvos de interesse de grupos rivais ao redor do mundo, inclusive, e de forma potencial,
em território brasileiro.

Idem, ibidem, p. 38 (com adaptações).


Com relação a aspectos lingüísticos do texto acima, julgue o item.

A substituição da forma verbal "possam" por podem mantém a correção gramatical e a coerência do texto.

Certo
Errado

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Questão 175: CESPE - OI (ABIN)/ABIN/2008


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais

A hipótese dos campos mórficos, criada pelo inglês Rupert Sheldrake, representa uma salutar sacudida na
biologia, com conseqüências em vários outros ramos da ciência.

Nos seres humanos, a ressonância mórfica pode ser uma ferramenta utilíssima para explicar o aprendizado, em
especial o de idiomas. Pela teoria, em geral é mais fácil aprender o que outros já aprenderam antes, graças à memória
coletiva acessível a todos os indivíduos da mesma espécie. Assim, os campos mórficos podem representar um novo ponto
de partida para compreendermos nossa herança cultural e a influência de nossos ancestrais. O próprio biólogo reconhece,
porém, que sua concepção tem um espaço em branco a ser preenchido. Se, por um lado, ela ajuda a explicar o modo
como os padrões de organização são repetidos, por outro, não explicita como eles se colocam em primeiro lugar. Mas
essa lacuna é estratégica, revela Sheldrake: "Isso deixa aberta a questão da criatividade evolucionária."

Planeta, ago./ 2005 (com adaptações).


No que se refere à organização das idéias no texto acima, julgue o próximo item.

A flexão de primeira pessoa do plural em "compreendermos" indica que o sujeito da oração em que esse verbo ocorre é
diferente do sujeito da oração anterior.

Certo
Errado
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Questão 176: CESPE - AJ TST/TST/Judiciária/2008


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Texto para o item

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A figura acima mostra uma janela do Word 2007, com um documento em processo de edição. Com relação a essa janela,
ao Word 2007 e ao texto que está sendo editado, julgue o item a seguir.

Os tempos verbais usados nas perguntas apresentadas nas linhas de 1 a 3 indicam que, na visão do entrevistador, as
respostas a essas perguntas independem do entrevistado e são atemporais.

Certo
Errado
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Questão 177: CESPE - AJ TST/TST/Judiciária/2008


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Texto para o item

Um cenário polêmico é embasado no desencadeamento de um estrondoso processo de exclusão, diretamente


proporcional ao avanço tecnológico, cuja projeção futura indica que a automação do trabalho exigirá cada vez menos
trabalhadores implicados tanto na produção propriamente dita quanto no controle da produção. Baseando-se unicamente
nessa perspectiva, pode-se supor que a sociedade tecnológica seria caracterizada por um contexto no qual o trabalho
passaria a ser uma necessidade exclusiva da classe trabalhadora. O capital, podendo optar por um investimento de porte
em automação, em informática e em tecnologia de ponta, cada vez mais barata e acessível, não mais teria seu
funcionamento embasado exclusivamente na exploração dos trabalhadores, cada vez mais exigentes quanto ao valor de
sua força de trabalho. Embora não se possa falar de supressão do trabalho assalariado, a verdade é que a posição do
trabalhador se enfraquece, tendo em vista que o trabalho humano tende a tornar-se cada vez menos necessário para o
funcionamento do sistema produtivo.

Gilberto Lacerda Santos. Formação para o trabalho e alfabetização informática. In: Linhas Críticas, v. 6, n.º 11, jul/dez, 2000 (com
adaptações).
Julgue o seguinte item a respeito das idéias e da organização do texto acima.

Preserva-se tanto a correção gramatical quanto a coerência textual ao se empregar o infinitivo desencadear, com
função de substantivo, em lugar do substantivo "desencadeamento".

Certo
Errado
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Questão 178: CESPE - Con Tec Leg (CL DF)/CL DF/Inspetor de Polícia Legislativa/2006
Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
O desenvolvimento de graus mais altos de governabilidade em um contexto de legitimidade política depende tanto da
construção de uma ordem democrática estável quanto da constituição de uma série de instituições estáveis e idôneas
que intermedeiem, por um lado, a opinião pública amorfa e manipulável e os interesses privados e setoriais capazes de
mobilizá-la e, por outro, o Estado. Estas instituições são necessárias não somente do lado da sociedade civil, como os
partidos políticos, os meios de comunicação de massa, as associações profissionais e sindicais, os grupos de interesses
organizados etc., como também do lado do Estado, através da constituição de um funcionalismo público motivado e cioso
de suas responsabilidades, de um Poder Judiciário zeloso de sua competência e independência, e assim por diante.

Simon Schwartzman. Bases do autoritarismo brasileiro. Prefácio da


3.ª ed. revisada e ampliada. São Paulo: Campus, 1988 (com adaptações).
Considerando os sentidos e as estruturas lingüísticas do texto acima, julgue o item subseqüente.

O verbo intermediar está empregado na forma subjuntiva; de acordo com a prescrição gramatical, a forma correta da
conjugação desse verbo, na terceira pessoa do plural do presente do indicativo, é intermediam.

Certo
Errado
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Questão 179: CESPE - AUFC/TCU/Controle Externo/2005

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Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais


Breve histórico

A idéia de criação de um Tribunal de Contas surgiu, pela primeira vez no Brasil, em 23 de junho de 1826, com a iniciativa
de Felisberto Caldeira Brandt, Visconde de Barbacena, e de José Inácio Borges, que apresentaram projeto de lei nesse
sentido ao Senado do Império. As discussões em torno da criação de um Tribunal de Contas durariam quase um
século, polarizadas entre aqueles que defendiam a sua necessidade - para quem as contas públicas deviam
ser examinadas por órgão independente - e aqueles que a combatiam, por entenderem que as contas públicas podiam
continuar sendo controladas por aqueles mesmos que as realizavam.

Originariamente o Tribunal teve competência para exame, revisão e julgamento de todas as operações relacionadas com
a receita e a despesa da União. A fiscalização fazia-se pelo sistema de registro prévio. A Constituição de 1891
institucionalizou o Tribunal e conferiu-lhe competências para liquidar as contas da receita e da despesa e verificar a sua
legalidade, antes de serem prestadas ao Congresso Nacional.

Pela Constituição de 1934, o Tribunal recebeu, entre outras, as seguintes atribuições: proceder ao acompanhamento da
execução orçamentária, registrar previamente as despesas e os contratos, julgar as contas dos responsáveis por bens e
dinheiro públicos, assim como apresentar parecer prévio sobre as contas do Presidente da República, para posterior
encaminhamento à Câmara dos Deputados. Com exceção do parecer prévio sobre as contas presidenciais, todas as
demais atribuições do Tribunal foram mantidas pela Carta de 1937. A Constituição de 1946 acresceu um novo encargo às
competências da Corte de Contas: julgar a legalidade das concessões de aposentadorias, reformas e pensões.

A Constituição de 1967, ratificada pela Emenda Constitucional n.º 1, de 1969, retirou do Tribunal o exame e o julgamento
prévio dos atos e dos contratos geradores de despesas, sem prejuízo da competência para apontar falhas e
irregularidades que, se não sanadas, seriam, então, objeto de representação ao Congresso Nacional.

Eliminou-se, também, o julgamento da legalidade de concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ficando a cargo
do Tribunal, tão-somente, a apreciação da legalidade para fins de registro. O processo de fiscalização financeira e
orçamentária passou por completa reforma nessa etapa. Como inovação, deu-se incumbência à Corte de Contas para o
exercício de auditoria financeira e orçamentária sobre as contas das unidades dos três poderes da União, instituindo-se,
desde então, os sistemas de controle externo, a cargo do Congresso Nacional, com auxilio da Corte de Contas, e de
controle interno, este exercido pelo Poder Executivo e destinado a criar condições para um controle externo eficaz.

Finalmente, com a Constituição de 1988, o Tribunal de Contas da União (TCU) teve a sua jurisdição e a sua competência
substancialmente ampliadas. Recebeu poderes para, no auxílio ao Congresso Nacional, exercer a fiscalização contábil,
financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à
legalidade, à legitimidade e à economicidade, e a fiscalização da aplicação das subvenções e da renúncia de receitas.
Qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros,
bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza
pecuniária tem o dever de prestar contas ao TCU.
Conheça o TCU. Internet:<http://www.tcu.gov.br>. Acesso em 10/4/2005 (com adaptações).

Com base na recuperação precisa da informação do texto e no que se prescreve em relação à modalidade escrita formal
da Língua Portuguesa, julgue o item a seguir.

Tem-se modalizador em "deviam ser", que imprime sentido diverso do sentido de obrigatoriedade.

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Questão 180: CESPE - TEFC/TCU/2004


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais

O republicano George W. Bush veio a público dizer que é um "presidente da guerra" e que todas as decisões que toma
na Casa Branca são orientadas pelo combate global ao terrorismo. Essa "guerra", disse o presidente dos EUA, define hoje
as políticas externa, interna, econômica e fiscal norteamericanas. "Tomo minhas decisões no Salão Oval com a guerra em
mente. Queria que não fosse assim, mas é a verdade. E o povo norte-americano precisa saber que tem um presidente
que vê o mundo como ele é. Vê os perigos que existem e como é importante lidar com eles", disse Bush. Ao conceder a
rara entrevista, Bush tenta reagir à queda de sua popularidade e aos ataques que vem sofrendo dos pré-candidatos
democratas.

Folha de S. Paulo, 9/2/2004 (com adaptações).


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Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os itens que se seguem.

Textualmente, a forma verbal "tenta" corresponde ao pretérito: tentava, estava tentando.

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Questão 181: CESPE - APF/PF/"Regionalizado"/2004


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
O Presidente da República, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 55, item I, da Constituição Federal,

DECRETA:

Art. 1.° A Carreira Policial Federal far-se-á nas categorias funcionais de Delegado de Polícia Federal, Perito Criminal
Federal, Censor Federal, Escrivão de Polícia Federal, Agente de Polícia Federal e Papiloscopista Policial Federal, mediante
progressão funcional, de conformidade com as normas estabelecidas pelo Poder Executivo.

Art. 2.° A hierarquia na Carreira Policial Federal se estabelece primordialmente das classes mais elevadas para as
menores e, na mesma classe, pelo padrão superior.

Art. 3.° O ingresso nas categorias funcionais da Carreira Policial Federal ocorrerá sempre no padrão I das classes iniciais,
mediante nomeação ou progressão funcional.

Internet: <http://www.apcf.org.br>. Acesso em ago./2004 (com adaptações).


Quanto ao texto acima, julgue o item a seguir.

No "Art. 1.º", a expressão verbal "far-se-á" equivale, sintática e semanticamente, ao desdobramento é feita.

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Questão 182: CESPE - CO (SEN)/SEN/2002


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais

O nome é um pouco esquisito, mas se trata de algo bastante conhecido: hoax


é sinônimo de boato no mundo
digital. Quem nunca recebeu mensagens difamando empresas ou noticiando o caso do garoto com câncer? Ou então a
história de ter os rins retirados e acordar em uma banheira de gelo, que, no final, ainda pede para enviar o para e-mail
os amigos? Nunca se sabe como os boatos surgem. Dizem os especialistas que o prazer de quem envia boatos por e-
mail é receber as histórias escritas por eles mesmos depois de algum tempo. Se isso serve de consolo aos usuários que
um dia já acreditaram em boatos internéticos, um grande jornal impresso paulista - não a Folha - chegou a noticiar um,
como se fosse uma notícia verdadeira. Tratava-se de um e-mail dizendo que as escolas norte-americanas ensinavam a
suas crianças que a Amazônia não era de fato brasileira. Segundo a mensagem, essa área era de controle internacional.
É claro que, depois de sua publicação, a falsa notícia ganhou contorno de realidade. Mas um boato é tão internético
controlável quanto o boato convencional. A melhor proteção contra ele é nunca passar adiante mensagens com conteúdo
duvidoso. Na dúvida, delete a mensagem.

Mensagem circulada pela Internet, em dezembro de 2001 (com adaptações).


Com referência ao emprego das classes gramaticais no texto LP-I, julgue o item a seguir.

São formas verbais flexionadas as seguintes palavras: "difamando", "receber", "consolo", "impresso", "contorno" e
"delete".

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Questão 183: CESPE - PPF/PF/2000


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Operação Paraguai

O comissário Adelio Gray e o oficial Miguel Deguizamón desembarcaram, quarta-feira, 1.o, de um helicóptero de combate
em uma fazenda perto do município paraguaio de Capitán Bado, a poucos quilômetros da fronteira brasileira, prontos
para uma guerra. Usando uniformes de camuflagem, armados com fuzis M-16 e pistolas 9 mm, eles comandam 30
homens da elite da polícia paraguaia que vasculham os 120 quilômetros que vão das cidades paraguaias de Pedro Juan
Caballero a Capitán Bado. Gray é o diretor nacional de narcóticos, ligado diretamente à Presidência da República do
Paraguai. Os policiais do serviço antidrogas, alguns treinados nos Estados Unidos da América (EUA), foram mandados de
Assunção para ajudar a Polícia Federal (PF) brasileira em uma faxina inédita na fronteira entre os dois países. Procuram
em particular um foragido brasileiro, o traficante carioca Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, ligado à
quadrilha do ex-deputado Hildebrando Pascoal. Figurinha carimbada em festas e eventos em Capitán Bado, Fernandinho
andava pela região em uma Blazer e uma Toyota Ranger cercado de pistoleiros armados com metralhadoras Uzi. Até a
semana passada, ele vinha-se escondendo em uma casa em Capitán Bado, cidade de dez mil habitantes separada apenas
por uma rua de Coronel Sapucaia - MS. No bunker
, a polícia só encontrou dezenas de cartuchos de fuzil e antenas de
rádio.

A poucos metros da sede da polícia de Capitán Bado, Fernandinho comandava a distribuição de cerca de 200 quilos de
cocaína a cada 15 dias. Suspeita-se de que se tenha mudado para a Bolívia ou a Colômbia. Enviados pelo diretor-geral da
PF, Agílio Monteiro, 60 agentes cercam a área que vai de Bela Vista a Salto do Guaíra. Dos dois lados, fazendas com
pistas de pouso clandestinas tornam-se o esconderijo de armas e drogas. Nos últimos dias, brasileiros e paraguaios, com
o apoio da Justiça, entraram em fazendas de empresários apontados como amigos de Fernandinho.

Na segunda-feira, 29, a polícia paraguaia prendeu na cidade, por envolvimento com narcotráfico, um dos membros da
família Morél, Israel, irmão de João e tio de Ramon, sócio de Fernandinho. A família Morél circula livremente entre
Capitán Bado e Coronel Sapucaia. Ramon é presidente da Federação de Futebol de Salão de Capitán Bado, ligada à
Confederação de Futebol da cidade, presidida pelo vereador paraguaio José Lescano. Proprietário de uma firma caseira
de sofás, Lescano nega qualquer envolvimento com o narcotráfico e se diz surpreso com as acusações: "A gente ouve
falar isso tudo, mas a polícia é que deve investigar, não eu. Eu confio na polícia".

Istoé, 8/12/99 (com adaptações).


Com relação aos aspectos morfossintáticos do texto, julgue o item que se segue.

Para que a ação que se refere aos policiais paraguaios e a seus comandantes estivesse no pretérito imperfeito, no
segundo período, ele deveria ser reescrito da seguinte forma: Usando uniformes de camuflagem, armados com
fuzis M-16 e pistolas 9 mm, eles comandavam 30 homens da elite da polícia paraguaia que vasculhavam os
120 quilômetros que vão das cidades paraguaias de Pedro Juan Caballero a Capitán Bado.

Certo
Errado
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Questão 184: CESPE - TJ STJ/STJ/Administrativa/2018


Assunto: Correlação verbal
Texto CB4A1AAA

As discussões em torno de questões como “o que é justiça?” ou “quais são os mecanismos disponíveis para produzir
situações cada vez mais justas ao conjunto da sociedade?” não são novidade. Autores do século XIX já procuravam
construir análises para identificar qual o sentido exato do termo justiça e quais formas de promovê-la eram possíveis e
desejáveis ao conjunto da sociedade à época. O debate se enquadra em torno de três principais ideias: bem-estar;
liberdade e desenvolvimento; e promoção de formas democráticas de participação. Autores importantes do campo da
ciência política e da filosofia política e moral se debruçaram intensamente em torno dessa questão ao longo do século XX,
e chegaram a conclusões diversas uns dos outros. Embora a perspectiva analítica de cada um desses autores divirja entre
si, eles estão preocupados em desenvolver formas de promoção de situações de justiça social e têm hipóteses concretas
para se chegar a esse estado de coisas.

Para Amartya Sen, por exemplo, a injustiça é percebida e mensurada por meio da distribuição e do alcance social das
liberdades. Para Rawls, ela se manifesta principalmente nas estruturas básicas da sociedade e sua solução depende de
uma nova forma de contrato social e de uma definição de princípios básicos que criem condições de promoção de justiça.
Já para Habermas, a questão gira em torno da manifestação no campo da ação comunicativa, na qual a fragilidade de
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uma ação coletiva que tenha pouco debate ou pouca representação pode enfraquecer a qualidade da democracia e,
portanto, interferir no seu pleno funcionamento, tendo, por consequência, desdobramentos sociais injustos. Em síntese,
os autores argumentam a favor de instrumentos variados para a solução da injustiça, os quais dependem da
interpretação de cada um deles acerca do conceito de justiça.

Augusto Leal Rinaldi. Justiça, liberdade


e democracia. In: Pensamento Plural. Pelotas [12]: 57-74, jan.-jun./2013 (com adaptações).
A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB4A1AAA, julgue o item.

Embora haja semelhança de sentido entre os verbos divergir e diferir, a substituição da forma verbal “divirja”
por difere prejudicaria a correção gramatical do texto.

Certo
Errado
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Questão 185: CESPE - Sold (PM AL)/PM AL/Combatente/2017


Assunto: Correlação verbal
A palavra violência frequentemente nos remete a crimes como assassinato, estupro, roubo e lesão corporal, ou mesmo a
guerras e terrorismo. Pensamos que violência e crime violento são a mesma coisa e não levamos em conta que nem toda
violência é considerada crime.

A sociedade, para reafirmar seus valores e se manter, pune as transgressões, com a intenção de que a punição aplicada
ao transgressor seja útil para que os demais indivíduos não sigam o mau exemplo, tendo em vista as consequências.
Nesse caso, considera-se crime a transgressão de regras socialmente preestabelecidas, que variam de acordo com a
sociedade e o contexto histórico.

Lançadas com o intuito de encontrar respostas para as possíveis causas da violência, hipóteses clássicas na sociologia do
crime acabaram por defender a tese de associação entre o aumento nos índices de criminalidade e a pobreza. Essa
associação sustenta a premissa de que o crime seja combatido e punido com maior rigor e frequência nas classes
economicamente mais desfavorecidas, em contraposição à tolerância e à impunidade de crimes cometidos tipicamente ou
ocasionalmente por indivíduos detentores de poder.

O mito da criminalidade associada à pobreza cria estereótipos, marginaliza e criminaliza a pobreza — que, em si, é uma
violência. Rotula os que são tidos como pobres e faz uma proporção extremamente grande da população ser prejulgada
por atos ilícitos praticados por uma minoria.

A violência nas cidades deve ser vista sob duas vias. Um tipo de violência é a dos crimes praticados nas ruas,
principalmente nas grandes cidades, que pode atingir qualquer pessoa. O segundo tipo é a violência praticada pela
própria cidade, que massacra os pobres, marginalizando e criminalizando esses cidadãos. Enquanto se diz(1) que os
pobres da cidade são violentos, a atenção da violência que eles sofrem é invertida. A violência contra quem mora
próximo de condomínios de luxo e mansões fortificadas, sem ter acesso a bens básicos para garantir razoáveis condições
de vida, é esquecida.

Geélison Ferreira da Silva. Considerações sobre criminalidade: marginalização, medo e mitos no Brasil. In: Revista Brasileira de Segurança
Pública. ano 5, 8.ª ed. São Paulo, fev. – mar./2011, p. 91-102 (com adaptações)

No que se refere aos sentidos e às propriedades linguísticas do texto, julgue o item a seguir.

A forma verbal “diz” (1) poderia ser substituída por disser, sem prejuízo da correção gramatical do texto.

Certo
Errado
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Questão 186: CESPE - Ag Adm (SUFRAMA)/SUFRAMA/2014


Assunto: Correlação verbal
A chamada Economia Verde foi o grande destaque do Fórum Estadão Região Norte, realizado em São Paulo. Em meio a
discussões como problemas logísticos, guerra fiscal, Zona Franca de Manaus (ZFM) e qualificação profissional, a
possibilidade de desenvolver a região por meio do melhor aproveitamento de seus ativos ambientais foi o assunto que
provocou a maior participação do público e centralizou as discussões entre os painelistas.
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A questão ambiental foi levantada com uma pergunta ao governador de Rondônia sobre como desenvolver a região com
a floresta em pé. “Para isso, é preciso oferecer opções. Nesse ponto, posso dizer que a Zona Franca de Manaus é o mais
bem-sucedido projeto ambiental da Amazônia”, disse, ao lembrar que, mesmo sem ser o objetivo de sua criação, a ZFM
acabou sendo a opção para afastar a população da exploração da floresta. “O Amazonas garantiu 95% de
preservação", observou.

Internet: <www.suframa.gov.br> (com adaptações).

No que se refere às estruturas linguísticas e às informações do texto, julgue o próximo item.

As formas verbais “disse” e “observou” remetem às falas de pessoas diferentes.

Certo
Errado
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Questão 187: CESPE - TJ TRT10/TRT 10/Administrativa/2013


Assunto: Correlação verbal
Com o objetivo de apresentar boas práticas da organização judicial e discutir os desafios e perspectivas do Poder
Judiciário no atual cenário de mudanças tecnológicas e organizacionais, acontecerá o seminário Atualidade e Futuro da
Administração da Justiça, nos dias 11 e 12 de março de 2013, em Porto Alegre. O evento será organizado pelo
Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4) e pelo Instituto Brasileiro de Administração do Sistema Judiciário.

O encontro terá a participação de ministros de tribunais superiores, desembargadores, juízes, promotores, advogados,
delegados, diretores de tribunais e professores universitários. Entre as palestras, painéis e mesas-
redondas estão programados temas a respeito de gestão, informatização, correição virtual, paradigmas, meio ambiente,
conciliação, comunicação, todos eles relacionados à justiça.

Internet: <www.trt10.jus.br> (com adaptações).


Com base nas estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item que se segue.

Como o texto trata de um evento que ocorrerá no futuro, o emprego do presente do indicativo em “estão” está em
desacordo com as exigências gramaticais de correlação entre os tempos e modos verbais.

Certo
Errado
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Questão 188: CESPE - Ana MPU/MPU/Apoio Jurídico/Direito/2013


Assunto: Correlação verbal
A parte da natureza varia ao infinito. Não há, no universo, duas coisas iguais. Muitas se parecem umas às outras, mas
todas entre si diversificam. Os ramos de uma só árvore, as folhas da mesma planta, os traços da polpa de um dedo
humano, as partículas do mesmo pó, as raias do espectro de um só raio solar ou estelar. Tudo assim, desde os astros no
céu, até os micróbios no sangue, desde as nebulosas no espaço até as gotas do rocio na relva dos prados.

A regra da igualdade não consiste senão em quinhoar desigualmente aos desiguais na medida em que se desigualam.
Nessa desigualdade social, proporcionada à desigualdade natural, é que se acha a verdadeira lei da igualdade. O mais
são desvarios da inveja, do orgulho ou da loucura. Tratar com desigualdade a iguais, ou a desiguais com igualdade, seria
desigualdade flagrante e não igualdade real.

Essa blasfêmia contra a razão e a fé, contra a civilização e a humanidade, é a filosofia da miséria; executada, não faria
senão inaugurar a organização da miséria. Se a sociedade não pode igualar os que a natureza criou desiguais, cada um,
nos limites da sua energia moral, no entanto, pode reagir sobre as desigualdades nativas, pela educação, atividade e
perseverança. Tal a missão do trabalho.

Ruy Barbosa. Oração aos moços. Internet: <http://home.comcast.net> (com adaptações).


Julgue o item seguinte, relativo ao texto acima apresentado.

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Não haveria prejuízo para o sentido original nem para a correção gramatical do texto caso se inserisse quando ou se
for imediatamente antes de “executada”.

Certo
Errado
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Questão 189: CESPE - OCE (TCE-RS)/TCE-RS/Classe A/Oficial Instrutivo/2013


Assunto: Correlação verbal
Foi aprovada, em sessão do Pleno, a Resolução n.º 982, que institui a tramitação eletrônica dos documentos no Tribunal
de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE/RS). O Tribunal enviou ofício aos gestores municipais, alertando que o
envio de dados e documentos relacionados às inativações na esfera municipal passará a ser realizado pela Internet, o
que exigirá que as administrações adquiram certificados digitais específicos aprovados pela Infraestrutura de Chaves
Públicas Brasileiras — ICP-Brasil. Os certificados pessoais são obrigatórios para os administradores públicos e seus
substitutos formais, para os responsáveis pelos controles internos, para os agentes com delegação para concessão de
inativações e para os responsáveis operacionais pelo Sistema de Certificação Digital do TCE/RS (TCENet). Em breve, o
Tribunal promoverá treinamentos para os usuários do novo sistema.

Internet: <www1.tce.rs.gov.br/portal> (com adaptações).


Em relação às estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item a seguir.

A substituição de “exigirá” (linha 3) por exigiriam manteria a correta correlação entre os tempos e modos verbais
empregados no período.

Certo
Errado
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Questão 190: CESPE - Ana (SERPRO)/SERPRO/Administração de Serviços de Tecnologia da


Informação/2013
Assunto: Correlação verbal
Texto para o item

O novo milênio ― designado como era do conhecimento, da informação ― é marcado por mudanças de relevante
importância e por impactos econômicos, políticos e sociais. Em épocas de transformações tão radicais e abrangentes
como essa, caracterizada pela transição de uma era industrial para uma baseada no conhecimento, aumenta-se o grau de
indefinições e incertezas. Há, portanto, que se fazer esforço redobrado para identificar e compreender esses novos
processos — o que exige o desenvolvimento de um novo quadro conceitual e analítico que permita captar, mensurar e
avaliar os elementos que determinam essas mudanças — e para distinguir, entre as características e tendências
emergentes, as que são mais duradouras das que são transitórias, ou seja, lidar com a necessidade do que Milton Santos
resumiu como distinguir o modo da moda.

No novo padrão técnico-econômico, notam-se a crescente inovação, intensidade e complexidade dos conhecimentos
desenvolvidos e a acelerada incorporação desses nos bens e serviços produzidos e comercializados pelas organizações e
pela sociedade. Destacam-se, sobretudo, a maior velocidade, a confiabilidade e o baixo custo de transmissão,
armazenamento e processamento de enormes quantidades de conhecimentos codificados e de outros tipos de
informação.

Helena Maria Martins Lastres et al. Desafios e oportunidades da era do conhecimento.


In: São Paulo em Perspectiva, 16(3), 2002, p. 60-1 (com adaptações).
No que se refere às estruturas linguísticas do texto, julgue o item.

A correção gramatical do texto seria preservada caso o verbo permitir, no segmento “o que exige o desenvolvimento de
um novo quadro conceitual e analítico que permita captar”, fosse flexionado no pretérito imperfeito do mesmo modo
verbal (subjuntivo): permitisse.

Certo
Errado
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Questão 191: CESPE - ACE (TC-DF)/TC-DF/2012


Assunto: Correlação verbal
Texto para o item.

Saibam, agora, que a Câmara resolveu autorizar o tesoureiro a comprar uma arca forte para recolher nela as suas
rendas. Cáspite! Esta notícia derruba todas as minhas ideias acerca das rendas do município. A primeira convicção política
incutida em meu espírito foi que o município não tinha recursos, e que por esse motivo andava descalçado, ou devia o
calçado; convicção que me acompanhou até hoje. A frase − escassez das rendas municipais − há muito tempo que
nenhum tipógrafo a compõe; está já estereotipada e pronta, para entrar no período competente, quando alguém articula
as suas ideias acerca dos negócios locais. Imaginei sempre que todas as rendas da Câmara podiam caber na minha
carteira, que é uma carteirinha de moça. Vai senão quando a Câmara ordena que se lhe compre uma arca,
e recomenda que seja forte, deita fora as suas muletas de mendiga, erige o corpo, como um Sisto V, e, como um primo
Basílio tilinta as chaves da burra nas algibeiras. Diógenes batiza-se Creso; a cigarra virou formiga.

Machado de Assis. Notas semanais. In: Obra completa de Machado de Assis. Vol. III. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. Internet:
<http://machado.mec.gov.br>.
Julgue o item subsequente, relativo a aspectos gramaticais do texto.

A substituição das formas verbais "ordena", "recomenda", "deita", "erige" e "tilinta" por ordenou, recomendou,
deitou, erigiu, e tilintou, respectivamente, não acarretaria prejuízo sintático nem semântico ao texto.

Certo
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Questão 192: CESPE - Ana MPU/MPU/Administrativa/2010


Assunto: Correlação verbal
A característica central da modernidade, não seria demais repetir, é a institucionalização do universalismo − e seu duplo,
a igualdade − como princípio organizador da esfera pública. Com base nesse pressuposto, argumento que, em nossa
sociedade, na esfera pública, duas formas de particularismo − o das diferenças e o das relações pessoais − se reforçam e
se articulam em diversas arenas e situações, na produção e reprodução de desigualdades sociais e simbólicas. O
particularismo das diferenças produz exclusão social e simbólica, dificultando os sentimentos de pertencimento e
interdependência social, necessários para a efetiva institucionalização do universalismo na esfera pública. O
particularismo das relações pessoais atravessa os novos arranjos institucionais que vêm sendo propostos como
mecanismos de construção de novas formas de sociabilidade e ação coletiva na esfera pública. Finalmente, considero
que, embora a formação de novos sujeitos sociais e políticos e de arenas de participação da sociedade na formulação e
gestão das políticas públicas traga as marcas de nossa trajetória histórica, constitui, ao mesmo tempo, possibilidade
aberta para outra equação entre universalismo e particularismo na sociedade brasileira.

Jeni Vaitsman. Desigualdades sociais e particularismos na sociedade brasileira. In: Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, n.º
18 (Suplemento), p. 38 (com adaptações).
Julgue o seguinte item, a respeito dos sentidos e da organização do texto acima.

É obrigatório o uso do verbo trazer no modo subjuntivo − "traga" − porque essa forma verbal integra uma oração
iniciada pelo vocábulo "embora".

Certo
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Questão 193: CESPE - Tec (INSS)/INSS/2008


Assunto: Correlação verbal

Como nasce uma história


(fragmento)

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Quando cheguei ao edifício, tomei o elevador que serve do primeiro ao décimo quarto andar. Era pelo menos o
que dizia a tabuleta no alto da porta.

- Sétimo - pedi.

A porta se fechou e começamos a subir. Minha atenção se fixou num aviso que dizia:

É expressamente proibido os funcionários, no ato da subida, utilizarem os elevadores para descerem.


Desde o meu tempo de ginásio sei que se trata de problema complicado, este do infinito pessoal. Prevaleciam
então duas regras mestras que deveriam ser rigorosamente obedecidas. Uma afirmava que o sujeito, sendo o mesmo,
impedia que o verbo se flexionasse. Da outra infelizmente já não me lembrava.

Mas não foi o emprego pouco castiço do infinito pessoal que me intrigou no tal aviso: foi estar ele concebido de
maneira chocante aos delicados ouvidos de um escritor que se preza.

Qualquer um, não sendo irremediavelmente burro, entenderia o que se pretende dizer neste aviso. Pois um tijolo
de burrice me baixou na compreensão, fazendo com que eu ficasse revirando a frase na cabeça: descerem, no ato da
subida? Que quer dizer isto? E buscava uma forma simples e correta de formular a proibição:

É proibido subir para depois descer.


É proibido subir no elevador com intenção de descer.
É proibido ficar no elevador com intenção de descer, quando ele estiver subindo.
Se quiser descer, não tome o elevador que esteja subindo.
Mais simples ainda:

Se quiser descer, só tome o elevador que estiver descendo.


De tanta simplicidade, atingi a síntese perfeita do que Nelson Rodrigues chamava de óbvio ululante, ou seja, a
enunciação de algo que não quer dizer absolutamente nada:

Se quiser descer, não suba.


Fernando Sabino. A volta por cima. Rio de Janeiro: Record, 1995, p. 137-140 (com adaptações).
Acerca do gênero textual e das estruturas lingüísticas do texto acima, julgue o item a seguir.

A regra gramatical enunciada pelo autor em "Uma afirmava que o sujeito, sendo o mesmo, impedia que o verbo se
flexionasse" aplica-se aos verbos subir e descer no seguinte exemplo: Se os funcionários querem subir, não devem
descer.

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Questão 194: CESPE - OI (ABIN)/ABIN/Código 01 (Administração Pública)/2004


Assunto: Correlação verbal

O Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) ganha uma sede oficial para funcionamento do Tribunal Permanente de
Revisão do bloco, que vai funcionar como última instância no julgamento das pendências comerciais entre os países-
membros. Melhorar o mecanismo de solução de controvérsias é um dos requisitos para o fortalecimento do MERCOSUL,
vide as últimas divergências entre Brasil e Argentina. As decisões do tribunal terão força de lei. Sua sede será Assunção,
no Paraguai.

Até agora, quando os países-membros divergiam sobre assuntos comerciais, era acionado o Tribunal Arbitral.
Quem estivesse insatisfeito com o resultado do julgamento, no entanto, tinha de apelar a outras instâncias internacionais,
como a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Gisele Teixeira. MERCOSUL ganha tribunal permanente. In: Jornal do Brasil, ago./2004 (com adaptações).
A propósito do texto acima e considerando a abrangência do tema nele tratado, julgue o item que se segue.

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Pelo emprego do subjuntivo em "estivesse", estaria de acordo com a norma culta escrita a substituição de "tinha de
apelar" por teria de apelar.

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Questão 195: CESPE - TJ (STM)/STM/Administrativa/"Sem Especialidade"/2004


Assunto: Correlação verbal
É comum ouvir que o Brasil é um país onde há leis que pegam e leis que não pegam, como se isso fosse uma
originalidade brasileira como a jabuticaba. É uma injustiça. Há muitos países que sofrem com o mesmo problema.

As leis, principalmente as que interferem na vida cotidiana dos cidadãos, requerem uma sintonia fina entre vários
componentes: aparato policial, comportamento coletivo, grau de escolaridade etc. Do contrário, elas tendem a não sair
do papel. No Brasil, existe muita lei que não pega por falta dessa sintonia. Ou não há polícia suficiente para fazê-la ser
cumprida. Ou a lei destoa fortemente de arraigados hábitos coletivos. E assim por diante.

André Petry. Adultério e a desonesta. In: Veja, 22/9/2004, p. 93 (com adaptações).


Julgue o seguinte item, a respeito das idéias e das estruturas lingüísticas do texto acima.

Por se tratar de uma situação que o texto deixa claramente hipotética, a substituição do modo indicativo no verbo
“interferem” pelo subjuntivo interferissem preservaria as relações de sentido e a correção gramatical do texto.

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Questão 196: CESPE - Del Pol (PC GO)/PC GO/2017


Assunto: Locução verbal
Texto CB1A1BBB

A principal finalidade da investigação criminal, materializada no inquérito policial (IP), é a de reunir(e) elementos mínimos
de materialidade e autoria delitiva antes de se instaurar o processo criminal, de modo a evitarem-se, assim, ações
infundadas, as quais certamente implicam(a) grande transtorno para quem se vê acusado por um crime que não
cometeu.

Modernamente, o IP deixou de ser o procedimento absolutamente inquisitorial e discricionário de outrora. A participação


das partes, pessoalmente ou por seus advogados ou defensores públicos, vem ganhando(b) espaço a cada dia, com o
objetivo de garantir(c) que o IP seja um instrumento imparcial de investigação em busca da verdade dos fatos.

Acrescente-se que o estigma provocado por uma ação penal pode perdurar(d) por toda a vida e, por isso, para ser
promovida, a acusação deve conter fundamentos fáticos e jurídicos suficientes, o que, em regra, se consegue por meio
do IP.

Carlos Alberto Marchi de Queiroz (Coord.). Manual de polícia judiciária: doutrina, modelos, legislação. 6.ª ed. São Paulo: Delegacia
Geral de Polícia, 2010 (com adaptações).
No texto CB1A1BBB, uma ação que se desenvolve gradualmente é introduzida pela

a) forma verbal “implicam”.


b) locução “vem ganhando”.
c) forma verbal “garantir”.
d) locução “pode perdurar”.
e) forma verbal “reunir”.
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Questão 197: CESPE - TJ (TRE BA)/TRE BA/Administrativa/"Sem Especialidade"/2017


Assunto: Locução verbal
Texto
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Pode-se dizer que a cidadania é essencialmente consciência de direitos e deveres e exercício da democracia: direitos
civis, como segurança e locomoção; direitos sociais, como trabalho, salário justo, saúde, educação, habitação etc.;
direitos políticos, como liberdade de expressão, de voto, de participação em partidos políticos e sindicatos etc.

Não há cidadania sem democracia. O conceito de cidadania, contudo, é um conceito ambíguo. Em 1789, a Declaração
dos Direitos do Homem e do Cidadão estabelecia as primeiras normas para assegurar a liberdade individual e a
propriedade. Nascia a cidadania como uma conquista liberal. Hoje, o conceito de cidadania é mais complexo.

Com a ampliação dos direitos, nasceu também uma concepção mais ampla de cidadania. De um lado, existe uma
concepção consumerista de cidadania (direito de defesa do consumidor) e, de outro, uma concepção plena, que se
manifesta na mobilização da sociedade para a conquista de novos direitos e na participação direta da população na
gestão da vida pública, por meio, por exemplo, da discussão democrática do orçamento. Esta tem sido uma prática,
sobretudo no nível do poder local, que tem ajudado na construção de uma democracia participativa, superando os limites
da democracia puramente representativa.

Moacir Gadotti. Escola cidadã – educação para e pela cidadania.


Internet: <http://acervo.paulofreire.org> (com adaptações).

A correção gramatical, a coerência e o sentido do texto seriam mantidos caso a forma verbal “tem ajudado” fosse
substituída por

a) vem ajudando.
b) ajudou.
c) ajudaria.
d) vinha ajudando.
e) pode ajudar.
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Questão 198: CESPE - Med Leg (PCie PE)/PCie PE/2016


Assunto: Locução verbal
Texto CG1A1CCC

Alguns nascem surdos, mudos ou cegos. Outros dão o primeiro choro com um estrabismo deselegante, lábio leporino ou
angioma feio no meio do rosto. Às vezes, ainda há quem venha ao mundo com um pé torto, até com um membro já
morto antes mesmo de ter vivido. Guylain Vignolles, esse, entrara na vida tendo como fardo o infeliz trocadilho
proporcionado pela junção de seu nome com seu sobrenome: Vilain Guignol, algo como “palhaço feio”, um jogo de
palavras ruim que ecoara em seus ouvidos desde seus primeiros passos na existência para nunca mais abandoná-lo.

Jean-Paul Didierlaurent. O leitor do trem das 6h27. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2015 (com adaptações).
Seriam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto CG1A1CCC caso a forma verbal “entrara” (R.6) fosse
substituída por

a) entrava.
b) haveria entrado.
c) tinha entrado.
d) há de entrar.
e) entraria.
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Questão 199: CESPE - APF/PF/2014


Assunto: Locução verbal
Imigrantes ilegais, os homens e as mulheres vieram para Prato, na Itália, como parte de liderados snakebodies
por snakeheads na Europa. Em outras palavras, fizeram a perigosa viagem da China por trem, caminhão, a pé e por mar
como parte de um grupo pequeno, aterrorizado, que confiou seu destino a gangues chinesas que administram as maiores
redes de contrabando de gente no mundo. Nos locais em que suas viagens começaram, havia filhos, pais, esposas e
outros que dependiam deles para que enviassem dinheiro. No destino, havia paredes cobertas com anúncios de mau
gosto de empregos que representavam a esperança de uma vida melhor.

Pedi a um dos homens ao lado da parede que me contasse como tinha sido sua viagem. Ele objetou. Membros
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do snakebody têm de jurar segredo aos snakeheads


que organizam sua viagem. Tive de convencê-lo, concordando em
usar um nome falso e camuflar outros aspectos de sua jornada. Depois de uma série de encontros e entrevistas, pelos
quais paguei alguma coisa, a história de como Huang chegou a Prato emergiu lentamente.

James Kynge. A China sacode o mundo. São Paulo: Globo 2007 (com adaptações).
Julgue o seguinte item, relativo às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima.

A correção gramatical do texto seria preservada caso se substituísse a locução “tinha sido” pela forma verbal fora.

Certo
Errado
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Questão 200: CESPE - APF/PF/2014


Assunto: Locução verbal
Migrar e trabalhar. Quando esses verbos se conjugam da pior forma possível, acontece o chamado tráfico de seres
humanos. O tráfico de pessoas para exploração econômica e sexual está relacionado ao modelo de desenvolvimento que
o mundo adota. Esse modelo é baseado em um entendimento de competitividade que pressiona por uma redução
constante nos custos do trabalho.

No passado, os escravos eram capturados e vendidos como mercadoria. Hoje, a pobreza que torna populações
vulneráveis garante oferta de mão de obra para o tráfico — ao passo que a demanda por essa força de trabalho sustenta
o comércio de pessoas. Esse ciclo atrai intermediários, como os gatos
(contratadores que aliciam pessoas para serem
exploradas em fazendas e carvoarias), os coiotes
(especializados em transportar pessoas pela fronteira entre o México e
os Estados Unidos da América) e outros animais
, que lucram sobre os que buscam uma vida mais digna. Muitas vezes, é
a iniciativa privada uma das principais geradoras do tráfico de pessoas e do trabalho escravo, ao forçar o deslocamento
de homens, mulheres e crianças para reduzir custos e lucrar. Na pecuária brasileira, na produção de cacau de Gana, nas
tecelagens ou fábricas de tijolos do Paquistão.

O tráfico de pessoas e as formas contemporâneas de trabalho escravo não são uma doença, e sim uma febre que indica
que o corpo está doente. Por isso, sua erradicação não virá apenas com a libertação de trabalhadores, equivalente a um
antitérmico — necessário, mas paliativo. O fim do tráfico passa por uma mudança profunda, que altere o modelo de
desenvolvimento predatório do meio ambiente e dos trabalhadores. A escravidão contemporânea não é um resquício de
antigas práticas que vão desaparecer com o avanço do
capital, mas um instrumento utilizado pelo capitalismo para se expandir.

Leonardo Sakamoto. O tráfico de seres humanos hoje.


In: História viva. Internet: <www2.uol.com.br> (com adaptações).
Julgue o item subsequente, acerca de ideias e estruturas linguísticas do texto acima.

O sentido original do texto seria preservado caso a forma verbal “eram capturados” fosse substituída por
foram capturados.

Certo
Errado
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Gabarito
1) Certo 2) Errado 3) Certo 4) Errado 5) Errado
6) Errado 7) Certo 8) Errado 9) Errado 10) Errado
11) Certo 12) Errado 13) Certo 14) Errado 15) Errado
16) Errado 17) Errado 18) Errado 19) Errado 20) Errado
21) Certo 22) Certo 23) Errado 24) Errado 25) Errado
26) Certo 27) Certo 28) Certo 29) Certo 30) Errado
31) Certo 32) B 33) Errado 34) Certo 35) Certo
36) Certo 37) Errado 38) Errado 39) Errado 40) Certo
41) Certo 42) Errado 43) Certo 44) Errado 45) Certo
46) Certo 47) Certo 48) Certo 49) Errado 50) Errado
51) Certo 52) Certo 53) Errado 54) Errado 55) Errado
56) Errado 57) Errado 58) Certo 59) Errado 60) Certo
61) Certo 62) Certo 63) Certo 64) Errado 65) Errado
66) Errado 67) Errado 68) Certo 69) Certo 70) Errado
71) Errado 72) Errado 73) Certo 74) Certo 75) Certo
76) Anulada 77) Errado 78) Errado 79) Errado 80) Errado
81) Errado 82) Errado 83) Certo 84) Certo 85) Certo
86) Errado 87) Certo 88) Errado 89) Errado 90) Certo
91) Errado 92) Errado 93) Errado 94) Errado 95) Errado
96) Errado 97) Errado 98) Errado 99) Errado 100) Errado
101) Certo 102) Errado 103) Errado 104) Certo 105) Errado
106) Certo 107) Certo 108) Errado 109) Errado 110) Certo
111) Certo 112) Certo 113) Certo 114) Certo 115) Errado
116) Errado 117) Certo 118) Errado 119) Errado 120) Errado
121) Certo 122) Errado 123) Errado 124) Certo 125) Errado
126) Certo 127) A 128) Errado 129) Errado 130) Errado
131) Errado 132) Errado 133) Errado 134) Certo 135) Errado
136) Errado 137) Certo 138) Certo 139) Certo 140) Errado
141) Errado 142) Certo 143) Certo 144) Certo 145) Errado
146) Certo 147) Errado 148) Certo 149) Certo 150) Errado
151) Certo 152) Errado 153) Certo 154) Certo 155) Errado
156) Certo 157) Certo 158) Errado 159) Errado 160) Certo
161) Certo 162) Errado 163) Errado 164) Certo 165) Certo
166) Certo 167) Errado 168) Certo 169) Errado 170) Errado
171) Errado 172) Errado 173) Certo 174) Errado 175) Certo
176) Errado 177) Certo 178) Errado 179) Certo 180) Certo
181) Errado 182) Errado 183) Certo 184) Certo 185) Errado
186) Errado 187) Errado 188) Errado 189) Errado 190) Errado
191) Errado 192) Certo 193) Certo 194) Certo 195) Errado
196) B 197) A 198) C 199) Certo 200) Errado

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