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UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA – UNIP INTERATIVA

LUIZ FELIPE GANDRA


RA 1765438

Irmandade Da Santa Casa De Misericórdia De Sorocaba


Projeto Integrado Multidisciplinar VII (PIM VII)

Sorocaba / SP
2018
Irmandade Da Santa Casa De Misericórdia De Sorocaba
Projeto Integrado Multidisciplinar VII (PIM VII)

Sorocaba / SP

2018
RESUMO

O presente Projeto Integrado Multidisciplinar VII (PIM VII) foi realizado na empresa
prestadora de serviços em saúde, Irmandade Da Santa Casa De Misericórdia De
Sorocaba, localizada na cidade de Sorocaba / SP e vem discorrer sobre as
disciplinas Saúde e Segurança no Trabalho: benefícios e assistência Social;
Treinamento e Desenvolvimento; e Desenvolvimento Sustentável, tendo como intuito
demonstrar de forma clara e em linguagem de fácil alcance, o funcionamento da
empresa objeto da pesquisa, onde sobre a disciplina Saúde e Segurança no
Trabalho serão mostrados dados relativos de como a empresa aplica este tópico no
seu dia a dia, mostrando como funciona efetivamente o sistema de saúde e
segurança ocupacional oferecido aos seus colaboradores considerando o subtópico
benefício e assistência social, ou seja quando há que se notificar e/ou acionar a
previdência social no caso de algum acidente de trabalho conforme a legislação,
enquanto no tópico Treinamento e Desenvolvimento serão levantados e apontados
dados que vêm demonstrar como se desenvolvem as carreiras na instituição, como
são dados os treinamentos relacionando seus funcionários a reatividade ou
proatividade, findando com a disciplina Desenvolvimento Sustentável, importante
tópico, principalmente nos dias atuais, onde tanto se fala em sustentabilidade, a
pesquisa tentará demonstrar como a empresa analisada gerencia seus resíduos,
como lida com materiais descartáveis ou de uso único além de evidenciar métodos
de reutilização ou reciclagem para garantia da sustentabilidade tão desejada. Na
pesquisa serão levantados e demonstrados dados sobre a aplicação das disciplinas
estudadas no bimestre utilizando-se o de pesquisa qualitativa como levantamento
bibliográfico e de dados colhidos na própria empresa (pesquisa de campo), fazendo
se então o cruzamento das informações traçando um elo entre a teoria e a prática,
para se alcançar o objetivo que é ao final da pesquisa tentar alcançar a coesão entre
as ideias do autor e do leitor.

Palavras-chave: Segurança. Treinamento. Desenvolvimento. Sustentabilidade


LISTA DE SIGLAS

ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária


ARH – Administração de Recursos Humanos
CAT – Comunicado de Acidente de Trabalho
CCIH – Comissão de Controle de Infecção Hospitalar
CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
CLT – Consolidação das Leis do Trabalho
CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente
CRAS – Centro de Referência de Assistência Social
DDS – Diálogo Diário de Segurança
EaD – Educação a Distância
EPI – Equipamento de Proteção Individual
EPI’s – Equipamentos de Proteção Individual
IMUPRE – Instituto Municipal de Previdência
NR – Norma Regulamentadora
NR’s – Normas Regulamentadoras
PCMSO – Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional
PIM – Projeto Integrado Multidisciplinar
PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais
RH – Recursos Humanos
RSS – Resíduos de Serviços em Saúde
SESMT – Serviço Especializado em Saúde, Medicina e Segurança do Trabalho
WWF - World Wildlife Fund, traduzido como “Fundo Mundial da Natureza” em
português
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO..........................................................................................................5

2. SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO: benefícios e assistência social......7

2.1 Saúde e Segurança na Empresa..........................................................................8

2.2 Saúde e Segurança no Trabalho..........................................................................9

2.3 Qualidade de Vida e Ergonomia........................................................................ 11

2.4 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho - CIPA...............13

2.5 Comunicação de Acidente de Trabalho............................................................14

2.5.1 Gastos com a previdência municipal.................................................................16

2.6 Projeto Proposto para Melhoria na Qualidade de Vida no Trabalho.............17

3. TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO..............................................................18

3.2 Motivos de Treinamentos na Empresa............................................................. 21

4. DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.................................................................22

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS....................................................................................27

6. REFERÊNCIAS.......................................................................................................29

ANEXO........................................................................................................................32
6

1. INTRODUÇÃO

Este projeto integrado multidisciplinar (PIM VII) destina-se a apresentar a


empresa do ramo de saúde Irmandade Da Santa Casa De Misericórdia De
Sorocaba, inscrita no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas sob o nº
71.485.056/0001-21, empresa atuante na área de pronto-socorro e atendimento de
urgências.
Há em seu quadro funcional 750 funcionários efetivos das mais diferentes
áreas.
Gerenciar seus resíduos de forma a se gerir a empresa dentro do que se pode
chamar de preocupação ecológica e social, visto que “o comprometimento de uma
organização com a responsabilidade social também depende da avaliação e da
revisão das atividades realizadas”. (CAPARRÓS, 2012, p.93), procurando de
maneira concisa demonstrar o que a empresa faz ou deveria fazer para se manter
dentro de um desenvolvimento sustentável, assunto tão em voga nos dias de hoje.
Toda a pesquisa referente ao presente projeto foi feita de forma a se coletar
dados através de pesquisa de campo juntamente com informações colhidas
bibliograficamente através de ampla pesquisa literária, tendo como método a
pesquisa qualitativa que visa proporcionar uma visão geral de um determinado fato
(GIL, 1999, p. 43) e procura entrelaçar o conhecimento teórico adquirido ao longo do
bimestre e aplicá-lo de prática no funcionamento da empresa, tentando assim
harmonizar e otimizar o funcionamento da empresa e que serve para
empreendimentos de qualquer segmento.
2. SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO: benefícios e assistência social

O tema saúde e segurança no trabalho se tornam assuntos fundamentais


para qualquer empresa, visto que a legislação ora vigente prima pela garantia dos
direitos dos empregados em detrimento aos deveres do empregador e a segurança
laboral deve ser implantada em qualquer empresa de qualquer segmento.

No Brasil existem as normas regulamentadoras que asseguram o direito a


saúde e segurança laboral pelos trabalhadores, assim como aponta a observância
de tais normas pelos empregadores, segundo assinala a Norma Regulamentadora
de nº 1 em seu item 1.1.

As Normas Regulamentadoras - NR, relativas à segurança e


medicina do trabalho, são de observância obrigatória pelas empresas
privadas e públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e
indireta, bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e
Judiciário, que possuam empregados regidos pela Consolidação das
Leis do Trabalho - CLT. (BRASIL, 1978)

Como visto então, o conceito de saúde e segurança no trabalho está


evidentemente associado à prevenção e que todos devem prezar pela manutenção
da segurança laboral, pois sobre o assunto sempre há muito que se discutir para se
chegar a um consenso sobre o que é risco, o que é risco calculado e o que pode
estar diretamente associado a prevenção de riscos ambientais, evitando-se falhas
ou preparando-se para evitá-las.

Araújo afirma que o trabalho pode em si gerar doenças, porém há que se


entender seu mecanismo para que se realize uma gestão segura.

As definições e as discussões sobre os riscos à saúde


frequentemente estão associadas a resultados decorrentes de um
fato que possa ocasionar um agravo ou mesmo uma consequência à
saúde ocorrida com um trabalhador, as negligências, imprudência, ou
até mesmo falhas humanas. O trabalho pode gerar saúde, doença,
acidente, invalidez e mesmo a morte precoce do trabalhador. Assim,
é de suma importância entender seu mecanismo, visando à adoção
de uma gestão preventiva e segura que propicie condições
saudáveis do ambiente do trabalho bem como da qualidade de vida e
de saúde. (ARAÚJO, 2013, p. 7).
Desta forma, fica evidenciado que nas empresas todos são responsáveis pela
segurança laboral, mas que os supervisores são responsáveis diretos pelo
planejamento e execução das atividades inerentes à prevenção de acidentes, pois
segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária cabe a esses profissionais a
responsabilidade pelo gerenciamento de tais atividades, pois “os gerentes e
supervisores têm a responsabilidade de zelar para que ambos, ambiente e
funcionário, apresentem - se em condições adequadas de segurança e devem
considerar a prevenção de acidentes como uma parte normal de suas atividades
rotineiras” (BRASIL, 2012, p. 5).

2.1 Saúde e Segurança na Empresa

Segurança do trabalho pode ser definida como os conjuntos de medidas que


são adotadas para minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem
como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador. (PORTAL
AREASEG, 2014).

A empresa objeto de estudo desta pesquisa não difere das demais no quesito
responsabilidade quanto à saúde e segurança de seus funcionários, para tal e por se
tratar de uma empresa pública, portanto com funcionários estatutários, existe no
Estatuto do Servidor Público do Município de Correntina capítulo específico inerente
às normas de segurança ocupacional em seu capítulo VI:

Art. 133 – Visando ao estabelecimento de medidas técnicas,


administrativas e educacionais relativas à proteção da saúde,
implantação e preservação de condições seguras de trabalho do
servidor municipal abrangido por este estatuto, cabe à Secretaria
Municipal responsável pela gestão de pessoal, através do órgão
especializado em saúde, higiene e segurança do trabalho:
[...]
V. a emissão de laudo atestando afecção como acidente de trabalho
ou doença profissional, segundo os critérios da legislação federal;
VI. a interpretação de afecção como pertencente ao grupo de
afecções arrolados na Lei que disciplina o Regime de Previdência do
Município de Correntina;
VII. a inspeção de saúde – médica e psicológica – visando a
definição de compatibilidade entre as especificidades apresentadas
por portador de necessidades especiais e seu cargo função;
VIII. a emissão de laudos concernentes à aposentadoria por
invalidez;
IX. a homologação de licença dependente de inspeção médica
obrigatória;
X. a definição de função perigosa ou insalubre e a especificação dos
equipamentos de proteção necessários para atenuar as condições de
risco;
XI. a definição de área de risco em ambientes de trabalho .
(CORRENTINA, 2005, ps. 31 e 32)

O artigo citado relata sobre legislação municipal específica para gestão da


segurança ocupacional, porém mesmo assim, a empresa vale-se não somente de
legislação local, aplicando-se também considerações enunciadas em legislação
federal, como disposto no parágrafo único do mesmo artigo: “Sem prejuízo das
definições em ações concernentes à saúde, higiene e segurança do trabalho,
definidas na legislação municipal específica, o órgão especializado no tema da
Secretaria Municipal responsável pela gestão de pessoal seguirá os conceitos
emitidos nas Normas Reguladoras e outros diplomas legais federais.”
(CORRENTINA, 2005, p. 32).

2.2 Saúde e Segurança no Trabalho

Partindo efetivamente para o assunto saúde e segurança no trabalho,


detectou-se na pesquisa que a empresa preza sim pela segurança de seus
colaboradores, principalmente na prevenção de doenças ocupacionais, pois se
tratando de um ambiente hospitalar a lida diária é com manuseio de materiais
biológicos infectantes, assim como há um grande número de procedimentos em que
se utilizam materiais perfurocortantes, necessitando, portanto, constantemente da
utilização de EPI’s por quase todos os funcionários, algo fundamental, pois segundo
Daychoum (2008, p. 168) “EPI’s são ferramentas de trabalho que visam proteger a
saúde do trabalhador, reduzindo possíveis riscos ameaçadores da sua saúde ou
segurança durante o exercício de uma determinada atividade.” e ainda “[...] o uso
deste tipo de equipamento deverá ser contemplado sempre que não for possível
tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente em que se desenvolve
a atividade.” (DAYCHOUM, id. ibid.).

Viu-se, portanto que a empresa segue com suas obrigações no quesito


segurança no trabalho e que oferece EPI’ a seus colaboradores, visto que em um
estabelecimento de saúde as chances de se adquirir uma doença relativa ao
trabalho é muito grande.

Figura 1 – Uso de luvas e jaleco no manuseio de materiais

Fonte: Elaborada pelo autor

Nota-se que às vezes há relutância de alguns empregados em usar os


equipamentos de proteção individual, visto que por vezes são desconfortáveis de
usar, mas que com um trabalho paulatino de conscientização os funcionários
entenderão que o uso de tais equipamentos será para sua própria proteção.

Verificou-se, porém que na empresa não há o chamado DDS (Diálogo Diário


de Segurança), importante ferramenta que segundo Neto (2014) “[...] serve para
expressar os meios de prevenção de acidentes no ambiente de trabalho e que
deverão ser seguidas”, pois se mostrando os riscos presentes no ambiente torna-se
menos complicado conscientizar a equipe sobre eventuais riscos e percebe-se que
muitas vezes o funcionário tem que “ser estimulado”, constantemente lembrado
sobre a importância da prevenção para se evitar acidentes ou aquisição de doenças
ocupacionais decorrentes de imprudência.
2.3 Qualidade de Vida e Ergonomia

Limonge-França (1996) define qualidade de vida no trabalho como um


conjugado de ações de uma empresa que abarca diagnósticos e implementação de
relevantes melhorias e inovações gerenciais, tecnológicas e estruturais dentro e
fora do ambiente de trabalho, visando propiciar condições plenas de
desenvolvimento humano para e durante a realização do trabalho, indo muito além
do conceito de que um ambiente propício e seguro oferece tudo que o empregado
precisa.

Como conceito o termo ergonomia procede do grego e está composto pelas


raízes “ergon” que significa trabalho e “nomos” que significa norma ou lei, sendo
definida na concepção como as normas do trabalho (CUADRADO, 2003) ou seja,
refere-se à normas do trabalho ou conjunto de disciplinas que estuda a organização
do trabalho no qual existe interações entre seres humanos e máquinas e que são
geridas para melhor rendimento do trabalhador, melhor aproveitamento do número
de horas efetivamente trabalhadas. (SIGNIFICADOS.COM, 2014) e para completar o
conceito na enciclopédia virtual Wikipédia.com (2014) encontramos como definição
“Ergonomia: a ciência de projetar o trabalho, os equipamentos e local de trabalho
para adequá-lo ao trabalhador”, portanto nota-se que ergonomia preocupa-se com a
interação entre o trabalhador e o ambiente de trabalho em que ele interage, com a
adequação em equipamentos que são de seu uso para a execução de suas
atividades diárias.

Especificamente na empresa objeto de pesquisa deste trabalho, verificou-se


que há sim uma preocupação com os equipamentos utilizados pelos trabalhadores,
onde se procura comprar equipamentos adequados, que vão desde luvas nos
tamanhos mais diversos, aventais da mesma maneira, procura-se adquirir
equipamentos mais modernos, que não dispendem muitas vezes de tanto esforço
físico como eram feitos com os equipamentos mais antigos.

Um bom exemplo a ser citado são os aparelhos de pressão utilizados para


verificação de pressão arterial nos pacientes, antes eram usados os aparelhos
convencionais com pera de insuflação que obrigava o profissional a ficar insuflando
repetidamente tal artefato para se conseguir aferir uma pressão arterial, além de que
usava-se também como complemente o estetoscópio, que muitas vezes causava
otites e dores no conduto auditivo dos profissionais e que posteriormente foram
trocados por aparelhos novos e digitais, que dispensam o uso manual para
insuflação e não necessitam de estetoscópio para se mensurar os valores
procurados, (Fig. 2).
Figura 2 – Tensiômetro manual e digital

Fonte: google.imagens

Atitudes como esta demonstram o pensamento no sentido da palavra


ergonomia, o que é confundido por muitos simplesmente como ginástica laboral, o
que segundo o RH Portal é apontado como “[...] empresários que afirmam ter a
ergonomia implantada na gestão de sua empresa, mas quando se tem um contato
mais próximo com a realidade da referida empresa, percebe-se que há ginástica
laboral e nenhuma ação ergonômica. Cuidado com essa visão equivocada!”. (RH
PORTAL, 2013).

Pode-se afirmar que com ações desta magnitude pode-se sim desenvolver no
funcionário uma melhor qualidade de vida relacionada ao trabalho, visto que com
menor esforço e maior produtividade saem ganhando a empresa e o colaborador.

2.4 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho - CIPA

Não foi detectada na empresa durante a pesquisa constituição de Comissão


Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho que é tratada na Norma
Regulamentadora 5 em seu tópico 5.1: “A Comissão Interna de Prevenção de
Acidentes - CIPA - tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças
decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho
com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.” (BRASIL,
1978).

A empresa em questão, durante a pesquisa mostrou-se falha neste tema


específico apesar do esforço que a mesma apresenta para manter dentro dos
padrões aceitáveis o processo de saúde e segurança no trabalho o que por
consequência acarreta na não implantação do Serviço Especializado em Saúde e
Medicina do Trabalho – SESMT, o que ameniza é que há implementado o Programa
de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA, todos previstos nas devidas NR’s
relativas a cada assunto.

A constituição da CIPA traz enormes benefícios para a empresa, afinal


segundo Melo (2008) a comissão é um dos importantes mecanismos de prevenção
de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, com objetivo de tornar compatível
o trabalho com a preservação da integridade física e a saúde do trabalhador,
necessitando haver neste caso empenho da empresa, no caso dos seus gestores
em procurar criar a referida comissão, afinal não é só pela legislação existente e o
cumprimento dos diplomas legais existentes, pois “[...] uma legislação, por mais bem
elaborada que seja, não obriga o cidadão a se engajar nessa luta”. (CAMPOS,
1999).

Portanto há também que se pensar nos benefícios advindos com o


funcionamento de uma CIPA que vão além da prevenção de acidentes, há também
os benefícios sociais gerados aos trabalhadores, descritos:

- O funcionário que se inscrever para ser membro da Comissão


Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), já na inscrição começa a
contar o período de estabilidade (se for eleito).
- O funcionário eleito tem o direito a estabilidade no período em que
for membro da CIPA que é = 1 ano + 1 ano apos o término do
mandato, direito este que não pode abrir mão, (em caso de demissão
deverá ser pago o salário referente ao período que faltar), portanto
para este funcionário o desligamento só pode ocorrer por pedido de
demissão. (DIREITOSSOCIAIS.COM, 2010)

Considera-se, portanto, que a empresa corre o risco de ficar ultrapassada no


quesito competitividade, pois nos dias atuais as instituições que andam calçadas na
legislação protetiva dos trabalhadores têm um aumento de valor de mercado.

2.5 Comunicação de Acidente de Trabalho

Acidente de trabalho é definido por Araújo (2012) como:

Acidente de trabalho é considerado como tal, quando acontece


durante o exercício das atividades laborais. O acidentado, no caso o
empregado ou segurado, deverá estar em pleno exercício do
trabalho e o fato poderá acarretar, para ele, lesões corporais ou
algum tipo de disfunção funcional que possa resultar na morte, perda
ou limitação, seja permanente ou temporária, de sua capacidade
para a realização do trabalho. (ARAÚJO, 2013, p. 69).
Na empresa Irmandade Da Santa Casa De Misericórdia De Sorocaba, como
qualquer empresa, não está livre de ocorrências como doenças ocupacionais e
acidentes envolvendo seus trabalhadores, o diferencial encontrado na pesquisa é
que por ter um instituto municipal de previdência, os casos são encaminhados ao
Instituto Municipal de Previdência – IMUPRE, que faz a vez de receber o
beneficiário, realizar as perícias e posteriormente o pagamento de benefícios.

Em uma estatística levantada junto à Comissão de Controle de Infecção


Hospitalar (CCIH), haja vista que por não ter vínculo com o INSS, por consequência
não há comunicação oficial junto a previdência federal de Comunicação de
Acidentes de Trabalho – CAT, constatou-se que a maior parte das ocorrências
levantadas durante o ano de 2013 foram de acidentes com materiais
perfurocortantes, visto que se trata de uma unidade hospitalar, onde se lidam
bastante com materiais como seringas, agulhas, lâminas de bisturi e ampolas de
vidro para acondicionamento de medicações, porém verificou-se também o caso de
uma profissional da enfermagem que adquiriu uma doença por contágio e uma
profissional do serviço de limpeza vítima de queda em piso escorregadio sofrendo
uma luxação de dedo de uma das mãos.

O quadro 1 dá uma dimensão das ocorrências ocorridas na empresa


Irmandade Da Santa Casa De Misericórdia De Sorocaba no ano de 2017:

Tabela 1 – Acidentes ou doenças ocupacionais 2017


Ocorrênci Ja Fe Ma Ab Ma Ju Jul Ag Se Ou No De
a n v r r i n o t t v z
Acidente
com
1 0 3 0 0 2 0 0 2 3 0 1
perfurocort
antes
Quedas com
fraturas
0 0 0 0 1 0 1 0 0 0 0 0
Doença 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0
ocupacional
Outros (1) 0 1 0 0 0 0 0 2 0 1 0 0
Fonte: CCIH e Administração da Irmandade Da Santa Casa De Misericórdia De Sorocaba

Como visto a ocorrência predominante é o acidente com materiais


perfurocortantes, ocorrência que a unidade vem combatendo sistematicamente com
a adoção de medidas pertinentes como as indicadas na NR 32 que dispõe
sobre o trabalho em estabelecimentos de saúde e aponta a criação do Programa de
Controle Médico e Saúde Ocupacional, proibição de ré encape de agulhas e
desprezar tais materiais perfurocortantes em recipiente próprio (Fig. 3).
(1) Casos de processos alérgicos, infecções de pele, etc.

Fig. 3 – Caixa para desprezar materiais pérfuro-conrtantes conforme NR 32

Fonte: Elaborado pelo autor

Como prevenção, também foram detectadas as situações em que mais


ocorriam os acidentes com perfurocortantes onde se incluíam:

 Durante ré encape de agulhas;


 Durante cirurgias ou procedimentos de emergência;
 Quando agulhas desencapadas são deixadas soltas em lençóis, no chão ou
desprezadas em recipientes impróprios.

Além disso, verificou-se que a funcionária que sofreu uma queda acidental
vindo a fraturar um dedo da mão, também ocorreu por conta de o local estar com o
piso molhado e escorregadio e não conter nenhum aviso, hoje já é rotina sinalizar
pisos molhados com placas de advertência com os dizeres: “CUIDADO, PISO
ESCORREGADIO”.

2.5.1 Gastos com a previdência municipal

Quanto aos custos despendidos devido ao afastamento de funcionários por


acidentes de trabalho ou doença ocupacional durante o ano de 2013 levantou-se os
seguintes valores:
Tabela 2 – Valores mês a mês com funcionários afastados
jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez total
0,0 R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$
200 355 185 962 780 588 265 466 324 0,0 780 4.90
5
Fonte: IMUPRE / Direção Administrativa

Dos valores acima descritos constam valores gastos com exames


laboratoriais, pagamento de dias de serviço em que o funcionário se ausentou, se
beneficiando da previdência municipal e quase todos os casos poderiam ter sido
evitados com medidas simples, com cuidados básicos, o chamado prevencionismo,
algo que a princípio fica a desejar na unidade por não haver nenhum profissional
prevencionista, especialista ou técnico em segurança do trabalho, fazendo com que
haja um gasto considerável e que poderia ser evitado.

2.6 Projeto Proposto para Melhoria na Qualidade de Vida no Trabalho

Como projeto para melhoria na qualidade de vida no trabalho aplicado a


empresa Irmandade Da Santa Casa De Misericórdia De Sorocaba, acreditando hoje
em dia na situação em que se encontra, haveria a necessidade urgente de:

 Implantação da CIPA;
 Implantação do SESMT;
 Implantação do DDS;
 Contratação de profissional prevencionista;
 Levantamento das necessidades básicas da equipe profissional;
 Conscientização da importância da prevenção;
 Feedback dos anseios dos profissionais.
3. TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO

Neste capítulo, identificaremos como funciona o treinamento para o


desenvolvimento funcional aplicado na empresa objeto de estudo desta pesquisa.

Para Chiavenato (1999) “Processos de Desenvolver Pessoas são os


processos utilizados para capacitar e incrementar o desenvolvimento profissional e
pessoal”, neste contexto estão incluídos treinamento e desenvolvimento das
pessoas, programas de mudanças e desenvolvimento de carreiras e programas de
comunicação e consonância, ou seja, se a empresa não investir em
desenvolvimento de carreiras através de treinamentos, o empreendimento tende a
não ter tanto sucesso ou até mesmo fracassar, visto que a competitividade hoje no
mercado faz com que as melhores empresas busquem sempre os melhores
profissionais ou até mesmo desenvolvendo os profissionais já alocados na
instituição, fazendo-o assim um profissional mais completo, mais preparado para o
mercado e para as ações da companhia.

Sendo ainda que Santos (2013) afirma que

A educação corporativa é uma realidade nas empresas de


vanguarda. Os gestores devem ser formados e adquirir habilidades
para atuarem como educadores, antes de planejadores,
organizadores, diretores e controladores nas organizações [...] O
treinamento como instrumento educacional transformador dos
profissionais da organização, melhorando seu desempenho nas suas
funções, bem como o desenvolvimento organizacional, como o
processo de qualificação dos recursos humanos, materiais e
tecnológicos, ao longo do tempo e do crescimento das organizações,
serão as ferramentas para o alcance da multiplicação de
conhecimentos pela organização moderna. (SANTOS, 2013 p. 9)

Fica claro que a visão de que o gestor é o responsável pelo desenvolvimento


das carreiras dos funcionários da empresa e que a proatividade do departamento de
recursos humanos na concepção e execução dessa modalidade de desenvolvimento
funcional é que indica a eficiência da ARH.
3.1 Método de Treinamento Adotado pela Empresa

A empresa alvo desta pesquisa mostrou-se com uma ARH reativa ao


extremo, pois pouco se preocupa com o desenvolvimento e treinamento de seus
profissionais.

Poucos são os treinamentos oferecidos às equipes, o que deixa os


profissionais da unidade defasados em relação ao conhecimento de novos métodos
e tecnologias, algo que pouco colabora para a melhoria do atendimento prestado na
unidade, que é atendimento em saúde aberto ao público.

Quando esses poucos treinamentos são oferecidos, eles são dados em


formas de palestras (Fig. 4), sem obrigatoriedade do colaborador de participar, ao
mesmo tempo também, nenhum incentivo é dado em contrapartida para a redução
da reatividade do empregado, evento que se mostrou bastante desfavorável para a
inserção da empresa nos modernos métodos de administração de recursos
humanos.

(2)
Fig. 4 – Treinamento sob forma de palestra

Fonte: Elaborado pelo autor

(2) Palestra/treinamento para técnicos em enfermagem sobre instrumentação cirúrgica.


A intenção de se capacitar os profissionais com palestra é louvável, pois
segundo conceito as palestras servem como “quebra de rotina, “estando numa boa”,
ideias novas fluem, pontos de vista diferentes provocam reflexão, distâncias entre
querer e poder se reduzem e, assim, as soluções ganham forma. Além do que o
treinamento incentiva o participante a usar o seu potencial em favor da empresa – e
dele mesmo. (WKPRISMA, 2014), porém como já dito a reatividade funcional dos
colaboradores beira à inércia, poucos querem realmente se capacitar.

O funcionário reativo é descrito por Trucom (2014) como

Quando Reativos, somos o efeito, os meros receptores, na periferia


da Roda da Fortuna estamos ao mercê dos altos e baixos da vida (da
roda), sem poder realizar comandos assertivos ou lúcidos. Ou seja,
falta a força do centro, do eixo para Pró-ativar os comandos da Luz e
boas semeaduras. O comportamento Reativo acredita que tudo que
nos acontece tem um culpado externo. (TRUCOM, 2014, disponível
em: http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/c.asp?id=03000>).

Acredita-se que o principal motivo dessa reatividade funcional se deva a dois


fatos principais que são:

1. Por se tratar de empresa pública o funcionário adquire estabilidade;


2. A empresa não dispõe de ascensão funcional por mérito no seu plano de
carreiras.

Por fim a empresa não realiza avaliações funcionais, o que desestimula


totalmente a equipe, somando-se a este fato que por si só já desencorajaria muitos,
a prática somente de reuniões trimestrais com superiores arredios, cobrando sem
ofertar ou ofertando pouco como retorno para o funcionário, sendo que o que
funcionaria seria exatamente o contrário, pois “[...] um plano de desenvolvimento
motiva as pessoas na organização, cria perspectivas de evolução e contribui para a
melhoria dos resultados.” (TACHIAZAWA, FERREIRA e FORTUNA, 2006, p. 219).

Ao contrário do que a ARH apresenta e oferece na empresa objeto desta


pesquisa, os funcionários deveriam ser estimulados, instigados a procurar se
desenvolver nas suas carreiras ou até mesmo tentar novas carreiras, um caso típico
é de um servidor do departamento de serviços gerais estudar um curso técnico em
enfermagem por exemplo e alcançar uma ascensão funcional, seria justo, seria por
seus próprios méritos, principalmente se considerarmos que hoje em dia a oferta de
cursos que vão desde capacitações à cursos de graduação do ensino superior são
ofertados na modalidade EaD, como Nóbrega (apud CHIAVENATO, 2002) relata
que o ensino à distância está crescendo a um ritmo acelerado, esse fato deve-se ao
uso das novas tecnologias, como a internet, por exemplo, que possibilitou novas
perspectivas na educação.

3.2 Motivos de Treinamentos na Empresa

Várias são as vantagens, como já dito, de se realizar treinamentos e estimular


o desenvolvimento funcional nas empresas, e a empresa aqui estudada não seria
diferente, dentre os principais motivos poderíamos citar que “o treinamento pode
liquidar gargalos como as falhas na comunicação, o remanejamento de pessoas em
casos de substituições constantes motivadas por ausência de pessoas, implantação
de novas tecnologias, novos procedimentos [...]” (ANDREIS, 2013).

Porém acreditando que a gestão de recursos humanos do Hospital aqui


pesquisado compartilha o pensamento inserido até a década passada, de que o
treinamento é visto como um centro de custos entre muitas rubricas que sinalizavam
o apoio das atividades. (TACHIAZAWA, FERREIRA e FORTUNA, id. ibid.).

Neste sentido a administração de recursos humanos da unidade estudada se


mostrou com pensamento arcaico, quase retrógrado, dando sinais de que ainda está
muito longe de se aperfeiçoar no quesito treinamento e desenvolvimento, mas
sempre é tempo para o novo, para mudanças e como sugestão a empresa deveria
se modernizar, valorizando seu quadro interno, sabendo que o patrimônio da
empresa também é composto por seus funcionários.
4. DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Sobre o tema desenvolvimento sustentável, a empresa aqui estudada


apresentou ideias e condutas que demonstram preocupação com o impacto
ambiental causado pela produção de resíduos, haja vista que por se tratar de um
estabelecimento de saúde a geração de resíduos é de grande monta, pois se lida
com um número considerável de materiais descartáveis, portanto de uso único.

Porém o que fazer com esse descarte de grande volume de materiais


descartáveis? Como gerenciar essa grande produção de resíduos, de produtos com
resíduos biológicos sem contaminar o meio ambiente? Qual a responsabilidade
social da empresa?

Segundo a organização WWF (2014) a definição mais aceita para


desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades
da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das
futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.
(WWF – BRASIL, 2014, Disponível em: <http://www.wwf.org.br/>).

A empresa Irmandade Da Santa Casa De Misericórdia De Sorocaba faz


parcerias com associações de artesãos que recicla produtos considerados
descartáveis, com órgãos da prefeitura municipal como o Centro de Referência de
Assistência Social – CRAS, que trabalha com crianças e adolescentes em atividades
ocupacionais onde também se trabalha com reciclagem, além de manter uma gestão
de resíduos dentro do previsto pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária –
ANVISA, pois nem todo lixo produzido na unidade é lixo infectante ou com risco
biológico.

Com relação aos Resíduos de Serviços de Saúde (RSS), é


importante salientar que das 149.000 toneladas de resíduos
residenciais e comerciais geradas diariamente, apenas uma fração
inferior a 2% é composta por RSS e, destes, apenas 10 a 25%
necessitam de cuidados especiais. Portanto, a implantação de
processos de segregação dos diferentes tipos de resíduos em sua
fonte e no momento de sua geração conduz certamente à
minimização de resíduos, em especial àqueles que requerem um
tratamento prévio à disposição final. (BRASIL, 2006).
Para tanto a empresa objeto da pesquisa segue um esquema de
gerenciamento de resíduos descrito na figura 5:

Figura 5 - Esquema de gerenciamento de resíduos

(3)
Fonte: Reciclar BR – Consultoria & Gestão Ambiental

Destarte é correto afirmar que com as parcerias realizadas e o pensamento


focado na sustentabilidade, a empresa atende bem aos quesitos sobre
desenvolvimento sustentável, pois a reciclagem se inicia dentro da própria unidade
com atitudes como reuso da água utilizada em autoclaves para esterilização para
lavagem de pisos e calçadas, fornecimento de material de vidro já esterilizado para
reciclagem, além de se preocupar com uso da iluminação natural do sol durante o
dia com janelas amplas, porém isoladas e transparentes, respeitando a condição de
unidade hospitalar.

(3) Disponível em: <http://reciclabr.com/component/content/category/85-institucional.html>


A empresa fez parceria também com empresa do ramo de tratamento químico
e reciclagem de filmes planos utilizados para confecção de radiografias, além de
resíduos de revelação de raios-x, algo que tem no seu descarte potencial
extremamente poluente para o meio ambiente, pois a confecção de chapa
radiográfica na geração de imagens gera diversos elementos de alta toxicidade,
havendo ainda os reveladores que na revelação eliminam prata não sensibilizada
pela ação da luz e fixação da imagem revelada e sendo a prata um metal pesado e
altamente poluente, a sua liberação no ambiente é proibida por normas
estabelecidas pela ANVISA através da Resolução 306/04 e CONAMA através da
Resolução 358/05, ambas dispondo sobre gerenciamento de resíduos. (LIPORINI,
MION e CAVALHEIRO, 2012), vindo, portanto a empresa responsável pelo
tratamento químico e reciclagem das chapas de raios-x recolher o material e dar
destinação final dentro das normas e resoluções pertinentes, mantendo a
administração em seus arquivos recibos referentes à coleta desses materiais para o
caso de fiscalização ambiental, findando ainda em todo este processo há a
vantagem que com a captação e armazenagem para posterior recolhimento, o hospital
tem a possibilidade de vender, ou doar, os filmes para empresas especializadas,
possibilitando a geração de receita e providenciando a destinação correta a este resíduo
químico. (JACQUES, 2012).

Porém o foco do desenvolvimento sustentável implementado na empresa é a


reciclagem de materiais que não necessitam de cuidados especiais, como é o caso,
por exemplo, dos frascos de medicamentos injetáveis, que são reaproveitados e
utilizados para confecção de enfeites e lembranças (Fig. 6).

Figura 6 – Artesanato com frascos de medicação injetável

Fonte: Elaborado pelo autor


Por último e não poderia se deixar de dizer, a consciência ambiental
observada durante a realização da pesquisa vai de pequenos gestos que evitam
desperdícios de material, resíduos orgânicos (restos de alimento), incluindo-se a
separação seletiva do lixo conforme figura 7.
Fig. 7 – Coleta seletiva dos resíduos

Fonte: Elaborado pelo autor

E posteriormente através de convênio com parceiros, o lixo orgânico é


recolhido para uma usina de compostagem para a produção de adubo orgânico,
ajudando assim a sociedade civil e assumindo a sua responsabilidade social.

Deste modo é correto afirmar que a instituição pesquisada trabalha dentro de


suas possibilidades com um gerenciamento satisfatório de resíduos preocupando-se
com sua parte de responsabilidade social que é quando empresas, de forma
voluntária, adotam posturas, comportamentos e ações que promovam o bem-estar
dos seus públicos interno e externo, sendo uma prática voluntária.
(RESPONSABILIDADE.COM, 2014), afinal a empresa se preocupa com a
reutilização da água não contaminada, com a reciclagem de materiais descartáveis
que não necessitam de cuidados diferenciados, além de aproveitar a iluminação
natural e dar destinação correta a metais provenientes de revelações de raios-x,
além de realizar coleta seletiva, com envio de material orgânico para compostagem
ajudando assim a reduzir o impacto ambiental de suas ações.

No quesito desenvolvimento sustentável, acredita-se que a empresa esteja


em um patamar aceitável dentro do papel a qual se propõe.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Findando a pesquisa, após o levantamento das hipóteses iniciais


considerando que o problema da pesquisa é a dúvida inicial do autor e tem a função
de indicar o caminho a ser percorrido para se atingir o objetivo (CARTONI, 2007),
podemos considerar que a pesquisa alcançou seu objetivo, que a princípio seria de
se fazer um levantamento das disciplinas estudadas no bimestre, mas se chegou a
um patamar superior, pois realizou um diagnóstico da situação relativa à higiene e
segurança do trabalho oferecida na empresa, além de se verificar os métodos de
treinamento e desenvolvimento apresentados na empresa relativos à reatividade ou
proatividade funcional, terminando com o que é feito no quesito sustentabilidade, ou
seja, como a instituição avalia e executa o desenvolvimento sustentável para que
possa cumprir seu papel social.

Para o tema saúde e segurança no trabalho sugere-se que a empresa


introduza em seu campo de ação a aplicação das normas regulamentadoras que
expressam a necessidade da criação de CIPA, implantação do SESMT além de
tópicos relativo à segurança ocupacional que devem ser levantados e implantados
na empresa, pois relativas à segurança e medicina do trabalho, pois todas as
normas regulamentadoras são de observância obrigatória pelas empresas privadas
e públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta (BRASIL,
1978), além de que sob o mesmo tema acredita que a instituição deveria repassar
os dados relativos a acidentes de trabalho e doenças ocupacionais diretamente à
previdência social para fomentar o sistema de informação e fornecimento de
suporte, afinal tal omissão implica descumprimento do artigo 22 da Lei 8.213/91 que
diz: “A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social até o
1º (primeiro) dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à
autoridade competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite
máximo do salário-de-contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências,
aplicada e cobrada pela Previdência Social.” (BRASIL, 1991).

Quanto ao tópico treinamento e desenvolvimento, verificou-se que na


empresa a situação pode ser considerada grave devido à reatividade funcional e de
ARH, causando impacto negativo na empresa, pois os funcionários são
desestimulados por ausência de desenvolvimento funcional, o que emperra a
ampliação de qualquer empreendimento, afinal o colaborador desestimulado tende a
ser relapso e indelicado no atendimento ao público. (COBRA, 2004, p. 130),
devendo assim haver estímulo para a proatividade funcional, tendo como iniciativa
primária o próprio RH da instituição.

Encerrando a análise da pesquisa, resta o assunto desenvolvimento


sustentável, que foi o ítem melhor analisado nesta pesquisa, devido à intenção
notória de a empresa se adequar às modernas técnicas de gestão ambiental e de
resíduos, aplicando bem as técnicas existentes, o que fornece à empresa um
importante instrumento gerencial para capacitação e criação de condições de
competitividade. (TACHIZAWA, 2006).

Encerra-se então a pesquisa com a impressão de que a empresa objeto de


estudo aqui descrita há muito que melhorar no quesito treinamento e
desenvolvimento funcional, estimulando seus colaboradores e próprio RH para se
tornarem atores proativos, devendo ficar a cargo dos gestores tal procedimento, se
programar sobre a implementação de legislação pertinente às normas de segurança
do trabalho para adentrar na legalidade incluindo-se aqui a questão das devidas
comunicações de acidente de trabalho junto à previdência social, finalizando com a
opinião de que sobre o assunto desenvolvimento sustentável, a instituição encontra-
se em pleno desenvolvimento de execução de ações carregadas de forte cunho
social no quesito gerenciamento de resíduos de serviços de saúde, devendo ser
parabenizada pela responsabilidade social que demonstra.

De um modo geral, aventa-se a possibilidade de a empresa estar de certo


modo inserida no contexto aceitável para uma empresa de seu porte e
características, visto que a empresa aqui estudada é uma empresa pública e que
eventualmente independe de sua auto-gestão para seu crescimento.
6. REFERÊNCIAS

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ANEXO

Anexo I – Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde da Empresa