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ATIVIDADE DE QUÍMICA

NOME: N.º: TURMAS 201/202


PROF. LUIZ ANTÔNIO TOMAZ

Cinética Química: tempo de efervescência de comprimidos de “sonrisal”

Um pouco de teoria . . .

Para reflexão . . .

O que a ilustração tem a ver


com cinética química?

Que situações cotidianas a


cinética química está presente?

Por que para a indústria


química a cinética química é tão
importante?
O “air bag” funciona porque a reação química que o infla é ultrarápida.

O que é cinética química?

Etimologicamente, . . .
1. Do grego kinetiké = movimento (por extensão, velocidade);
2. Do francês chimique = química (por extensão, estudo dos fenômenos químicos).
Cinética química é, portanto, a parte da físico-química que estuda a velocidade das
reações químicas e os fatores que a influenciam.
As RQ’s podem apresentar diferentes velocidades. Daí, a importância de estudá-
las, visando ao seu melhor aproveitamento. Podemos, por isso, classificá-las em:
1. Reação muitíssimo lenta
Ex.: A formação da ferrugem pode demorar anos.
4Fe + 3O2 ® 2Fe2O3
2. Reação muito lenta
Ex.: A fermentação do suco de uva para produzir vinho demora meses.
C6H12O6 ® 2C2H5OH + 2CO2
glicose etanol
3. Reação lenta
Ex.: A conversão de vinho em vinagre ocorre em alguns dias, quando o etanol (álcool
do vinho) é oxidado a ácido acético (ou etanóico).
oxigênio
C2H5OH ® CH3COOH
etanol ácido acético
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4. Reação moderada
Ex.: Na combustão da vela esperamos horas para que a parafina* reaja
completamente com oxigênio do ar.

C21H44 + 32O2 ® 21CO2 + 22H2O


parafina

5. Reação rápida
Ex.: O “escurecimento” de uma fruta demora minutos e é devido à conversão da
hidroquinona* em benzoquinona**.

*claro **escuro
6. Reação muito rápida
Ex.: Decomposição da água oxigenada é imediata.
catalase*
H2O2 ® H2O + O2
*enzima catalisadora.
7. Reação ultra rápida
Ex.: Os “air bags” são equipamentos de segurança que envolve reação química que
dura frações de segundo.

6NaN3(s) + Fe2O3(s) ® 3Na2O(s) + 2Fe(s) + 9N2(g)

Fatores que alteram a velocidade de uma RQ

1. Superfície de contato . . .
- Quanto maior é a superfície de contato, maior é o número de choques efetivos
entre as partículas dos reagentes e, portanto, maior é a velocidade da reação.

2. Temperatura . . .
Da mesma forma, quanto maior a temperatura, maior é o número de choques
efetivos entre as partículas dos reagentes e, portanto, a velocidade da reação será maior. É
por isso que cozinhamos os alimentos.
Regra de Van’t Hoff
“A cada aumento de 10°C na temperatura de uma reação química, a velocidade
tende a se duplicar.”

3. Estado físico dos reagentes . . .


O estado gasoso é vantajoso para as reações, pois as partículas possuem maior
energia e maior liberdade de movimentos, o que favorece maior número de choques
efetivos. Na explosão da gasolina, no interior do motor, é desejável que a mesma se
encontre no estado gasoso.
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4. Pressão . . .
Quanto maior for a pressão num sistema gasoso, menor é o volume ocupado pelos
reagentes e maior é a velocidade da reação. Por isso, cozinhamos carne dura em panela de
pressão.

5. Luz . . .
Algumas reações são favorecidas pela luz, como a decomposição da água
oxigenada, por isso os frascos que você encontra nas farmácias são escuros.

6. Eletricidade . . .
É uma maneira de fornecer energia de ativação, por exemplo, para a
decomposição da água (eletrólise da água). A energia de ativação é a energia mínima
exigida para que uma reação ocorra.

7. Catalisadores . . .
Catalisadores são substâncias que aceleram a velocidade das reações. Os
catalisadores não alteram a variação de entalpia de uma reação, mas diminuem a energia
de ativação dela. Os catalisadores diminuem a barreira de energia a ser vencida. Os
catalisadores são substâncias que “entram e saem“ da reação, ou seja, as substâncias
catalisadoras são recuperadas no final da reação.

Observação:
Há também os inibidores de reação, ou seja, substâncias que tornam as reações
mais lentas. Você sabe por que colocamos laranja na salada de frutas?

Experimentando fatores que alteram a velocidade de reações

Realizando o experimento a seguir teremos oportunidade de observar e concluir a


influência da granulometria e temperatura na velocidade de uma reação química muito
comum em nosso cotidiano. Para tanto, utilizaremos a reação de efervescência de um
comprimido de “sonrisal”. A fim de obter bons resultados com o experimento, se faz
necessário seguir rigorosamente as orientações dadas pelo professor. Bom trabalho.

Composição:
CADA COMPRIMIDO DE “SONRISAL” CONTÉM: CARBONATO DE
SÓDIO 400mg, CARBONATO ÁCIDO DE SÓDIO 1,700g; ÁCIDO
ACETILSALICÍLICO 0,325g; ÁCIDO CÍTRICO 1575mg.

Qual a reação química do “sonrisal” com a água? Por que há


desprendimento de gás?
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Atenção! Previamente, grupos são formados e identificados: grupo 1, grupo 2, grupo 3, ...

1 – Procedimentos (1.ª Parte experimental)

1.º) Zere o cronômetro e deixe um comprimido (inteiro) de “sonrisal” preparado, ou seja, fora
da embalagem;

2.º) Coloque água, em temperatura ambiente, até a metade do copo(100mL);

3.º) Coloque o comprimido no copo com água e, simultaneamente, dispare o cronômetro.


Observe o que acontece. Quando todo o comprimido for consumido, pare o cronômetro;

4.º) Anote o dado (em segundos) de seu grupo na tabela que segue, bem como os dados
dos demais grupos. Calcule a média aritmética dos tempos obtidos.

Tabela 1: tempo de consumo de 1(um) comprimido inteiro de “sonrisal” em água.


GRUPO 1 2 3 4 5 6 7 8 MÉDIA
TEMPO(s)

2 – Procedimentos (2.ª Parte experimental)

1.º) Repita toda a 1.ª parte experimental com a diferença que, agora, o comprimido de
“sonrisal” estará pulverizado;

2.º) Anote os dados na tabela.

Tabela 2: tempo de consumo de 1(um) comprimido pulverizado de “sonrisal” em água.


GRUPO 1 2 3 4 5 6 7 8 MÉDIA
TEMPO(s)

3 – Procedimentos (3.ª Parte experimental)

1.º) Repita toda a 1.ª parte experimental com a diferença que, agora, a água estará morna
(40ºC);

2.º) Para obter a água na temperatura indicada, coloque 50mL de água em temperatura
ambiente e, aos poucos, acrescente água quente, controlando a temperatura. O volume final
deverá ser 100mL;

3.º) Anote os dados na tabela.

Tabela 3: tempo de consumo de 1(um) comprimido inteiro de “sonrisal” em água a 40ºC.


GRUPO 1 2 3 4 5 6 7 8 MÉDIA
TEMPO(s)
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4 – Análise de dados/conclusões

1.º) Comparando-se o tempo médio de consumo de um comprimido inteiro de “sonrisal” com


o tempo médio, estando o mesmo pulverizado, qual o menor? Por que isso acontece? Que
fator cinético químico está atuando nesse caso?

2.º) O que a situação observada (comprimido inteiro x comprimido pulverizado) tem a ver
com a mastigação dos alimentos?

3.º) Por que, para iniciar o fogo em uma lareira, utilizamos gravetos e não lenha?

4.º) Que influência a temperatura exerceu no tempo de reação (consumo) do comprimido de


“sonrisal”?

5.º) Na presente atividade, testamos dois fatores que afetam o tempo de uma reação
química. Que outros fatores poderiam ter sido testados?

6.º) Qual a massa total de 1(um) comprimido de “sonrisal”? Qual a velocidade média de
reação para cada experimento?
massa de reagente
vm 
variação do tempo de reação

7.º) Qual(is) a(s) reação(ões) ocorrida(s)? Equacione-a(s). Como pode o “sonrisal” ser uma
antiácido se em sua composição há ácidos presentes?

5 – Materiais utilizados

Copos de poliestireno transparentes, comprimidos de sonrisal, relógios com cronômetros,


provetas, copos de Becker, gral e pistilo, garrafa térmica com água quente, termômetros,
água em temperatura ambiente, papel toalha.

6 – Bibliografia

FLACH, S. E. Introdução à química inorgânica experimental. Florianópolis, Editora da UFSC,


1985.

MORAES, R. et alii. Unidades experimentais: uma contribuição para o ensino de ciências.


Porto Alegre, SAGRA, 1990.