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Chefe do

CLEMENTOS

ISTEMAS

DE ANÁLISE

DE

DE

POTÊNCIA

Professor Emtfrito dB Eng.

8

2~

4~

Edição americana

Edição em português

William D. Stevenson, Jr.

Eltftrica

·

North

Carolina

Stste

Unlversity

Diret~rdo

Centro de Tecnologia da

Traduç5o e Revisão Témica

Arlindo Rodrigues Mayer

Universidade Federal de Santa Maria

Coordenador do

João Paulo Minussi

Curso de Engenharia Elétrica do Centro de Tec!nologia da Universidade Federal de Santa Maria

Somchai Ansuj

Departamento de Eletromecânica e Sistemas de Potência do Centro de Tecnologia da

Federal de Santa Maria

Universidade

McGraw-Hill

São Paulo

Rua Tabapua,

1.105, Itaim-Bibi

CEP 04533

(011)

881-8604 e (OI

J)

881-8528

Rio

de Janeiro

lisboa •Porto

o

Bogotá

Brumas

Aires

e

r;uacemela

Madrid •México

Mi!an

New

York

Panamá

San Juan

e

SantiaJO

 

Auckland

• Hamburg

Johannesburg

 

e

Kuala Lumpur

London

• Montreal

New Delhi

Paris

Singapore

Sydney

e

Tokyo

o

Toronto

SUMARIO

Do original

Elements of power system analysis

1955 by McGraw-Hill, lnc.

1962,

1975,

1982,

Copyright©

1974 da Editora McGraw-Hill, Ltda.

1986,

Copyright©

Todos os direitos para a língua portuguesa reservados pela Editora McGraw-Hill, Ltda.

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J

Alberto da Silveira Nogueira

Editor:

r.

Daisy Pereira Daniel

Coordenadora de Revisão:

Edson Sant'Anna

Supervisor de Produção:

XI

·Prefácio

Cyro Giordano Ademir Aparecido Alves

Layout:

Capa:

Arte final:

1

Fundamentos Gerais

1

Capítulo

1

O Crescimento dos Sistemas Elétricos de Potência

1.1

3

1.2 Produção de Energia

Internacional

Dados de Catalogação na Publicação (CIP)

4

1.3 Transmissão e Distribuição

livro, SP, Brasil)

(Câmara Brasileira do

5

1.4 Estudos de Carga

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6

1.5 Despacho Econômico de Carga

6

1.6 Cálculos de Falhas

Stevenson, William D.

7

1.7 Proteção de Sistemas

D. Steven-

S868e.

/ William

potência

de

de sistemas

de análise

Elementos

8

Estudos de Estabilidade

1

Paulo

2. ed.

João

Arlindo Rodrigues

Mayer,

técnica

e revisão

; tradução

Jr.

son,

9

O Engenheiro de Sistemas de Potência

l.9

1986.

: McGraw-Hill,

São Paulo

- 2. ed. -

Minussi, Somchai Ansuj.

9

Leitura Complementar

l.10

Sistemas

elétrica

2. Energia

Distribuição.

elétrica

1. Energia

-

-

1. Título.

1

\ )2

10

Capítulo

Conceitos Básicos

10

2.1 Introdução

2.2 Notação com Subscrito Único

li

12

2.3 Notação com Subscrito Duplo

14

2.4 Potência em Circuitos Monofásicos CA

CDD-621.319

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86-0551

-621.3191

19

2.5 Potência Complexa

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19

2.6 Triângulo de Potência

índices para catálogo sistemático:

20

.' .

2.7 Sentido do Fluxo de Potência

;

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: Energia Elétrica : Engenharia elétrica 621.319.

l. Distribuição

23

2.8 Ten!io e C<mente em Circuitos Trifásicos Equilibrados

;

: Engenharia elétrica 621.319.

2. Energia elétrica: Distribuição

30

Potência em Circuitos Trifásicos Equilibrados Grandezas em por-unidade Mudança de Base de Grandezas em por-unidade

2.9

3. Energia elétrica: Transmissão: Engenharia elétrica 621.319.

.

.

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.

.

.

.

31

2.lO

:Engenharia elétrica 621.3191.

:Sistemas elétricos

4. Potência

. 35

: Engenharia elétrica 621.3191.

5. Sistemas de energia elétrica

2.l 1

: Engenharia elétrica 621.319.

6. Transmissão de energia elétrica

36

Problemas

V

-------

8

VI Elementos de análise de sistemas de potência

Capítulo

3

Impedância em Série de Linhas de Transmissã'o

39

3.1 Tipos de Condutores

 

40

3.2 Resistência

.

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42

3.3

Valores Tabelados de Resistência

 

44

3.4 Definição de Indutância

 

45

3.5 Indutância de um Condutor devida ao Fluxo Interno

 

47

 

3.6 Fluxo

Concatenado

entre

Dois

Pontos

Externos de

um

Condutor

Isolado

49

3.7 Indutância de uma Linha Monofásica a Dois Fios

 

.

51

3.8 Fluxo Concatenado com um Condutor em um Grupo de Condutores

 

.

53

3.9 Indutância de Linhas com Condutores Compostos

 

55

3.10

Uso de Tabelas

59

3.11

Indutância de Unhas Trifásicas

com Espaçamento Eqüilátero

 

60

3.12

Indutância de Linhas Trifásicas com Espaçamento Assimétrico

61

3.13

Cabos Múltiplos

64

3.14 Linhas Trifásicas de Circuitos em Paralelo

 

65

de Linhas Trifásicas

 

.

67

3.15 Sumário dos Cálculos de Indutâncias Problemas

 

68

Capítulo

4

Capacitânçia de

Linhas de Transmissão

72

4.1 Campo Elétrico de um Condutor Reto e Longo

 

73

4.2 Diferença de Potencial entre Dois Pontos devido a uma Carga

 

74

4.3

Capacitância de uma Linha a Dois Fios

75

4.4

Capacitância de uma Linha Trifásica com Espaçamento Eqüilátero

 

80

4.5 Capacitância de uma Linha Trifásica com Espaçamento Assimétrico

.

82

4.6 sobre a Capacitância de Linhas de

Efeito

da Terra

Transmissão

Trifásicas

 

85

4.7

Cahos

Múltiplos

88

4.8

Linhas Trifásicas de Circuitos em Paralelo

90

4.9

Sumário

90

 

Prot->icmas

91

Capítulo

5

Relações de Tensão e de Corrente em

Linhas de Transmissão

.

93

5.1 Representação

de Linhas

 

95

5.2 Linha de Transmissão Curta

96

5.3

98

5:4

Linha de TrJns•nissâo Média Linha de Transmissão Longa:

Solução das Equações Diferenciais

.

99

5.5

Linha de Transmissão Longa: Interpretação das Equações

102

5.6

Linha de Transmissão Longa: Forma Hiperbólica das Equações

.

105

5:7

Circuito Equivalente de uma Linha Longa

110

5il

Fluxo de Potência em uma Linha de Transmissão

.

113

5'.9

Compensação

Reativa de

Linhas de Transmissão

.

116

5.10

Transitórios em Linhas de Transmissão

120

5.11 Análise de Transitórios:

Ondas Viajantes

 

.

120

5.12 Análise·Je Transitórios:

Hdlexües

 

125

5.13

5.14

Transmissão em Corrente Contínua

Sumário

Problemas

Sumário

VII

130

131

132

Capítulo

6 Simulação de Sistemas

t6.1'

6.2

Construção da Máquina Síncrona

Reação

da Armadura na Máquina Síncrona

6.3 Modelo de Circuito de uma Máquina Síncrona

6.4 Efeito da Excitação da Máquina Síncrona

6.5 Transformador Ideal

136

137

140

. 142

146

147

6.6 Circuito Equivalente de um Transformador Real

6.7

6.8

6.9

Autotransformador

Impedância por

Transformadores Trifásicos

Unidade

em Circuitos

com Transformadores

. 152

155

Monofásicos

156

159

6.10 Impedância por Unidade de Transformadores de Três Enrolamentos

6.11 Diagrama Unifilar

6.12 Diagramas de Impedância e Reatância

6.13 Vantagens dos Cálculos em por-unidade

6.14

Sumário

Problemas

. 163

165

167

172

172

173

Capítulo

7

Cálculo de Rede

7.1 Equivalência de Fontes

7.2 Equação de Nós

7.3 Partição de Matriz

7.4 Eliminação de Nós por Álgebra Matricial

.

.

.

.

.

.

7.5 Matrizes Admitâncias e Impedância de Barra

7.6 Modificação de uma Matriz de Impedância de Barra

7.7 Determinação Direta da Matriz Impedância de Barra

Capítulo

7.8 Sumário

Problemas

8

Soluções e Controle de Fluxo de Carga

8.1 Dados para Estudos de Fluxo de Carga

8.2

Método

de

Gauss-Seidel

8.3 Método de Newton-Raphson

8.4 Estudos de Fluxo de Carga em Computador Digital

8.5 Informações Obtidas em um Estudo de

8.6 Resultados Numéricos

Fluxo de Carga

8.7 Controle de Potência numa Rede

8.8 Especificação das Tensões de Barra

8.9 Bancos de Capacitores

 

177

177

· · · · · · · · · ·

179

184

185

.

 

190

Existente

195

200

203

204

206

206

207

209

216

217

219

220

222

225

.

de potência

sistema.1

VIII Elementos de análise de

IX

Sumário

----------------- -------

----

~' ----~-----"·------~----·-

8.10 Controle por Transformadores

. 228

350

Análise de Faltas Assimétricas usando a Matriz de Impedância de Barras

238 \ 2.9

8.11 Sumário

. 353

Faltas Através de uma Impedância

239 if110

Problemas

. 356

.

. . .

. .

.

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.

Cálculo de Correntes de Falta por Computador

.

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.

.11

. 356

242 Problemas

Capítulo

9

Sistemas de Potência

Operação Econômica de

.

9.1 Distribuição da Carga entre

Unidades de uma mesma Usina

. 243

as

360

13 Proteção de Sistemas

250 Capítulo

9.2 Perdas de Transmissão cm Função

.

.

.

.

.

.

da Usina

.

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Geração

.

da

.

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.

.

. 361

13.1 Atributos dos Sistemas de Proteção

9.3 Distribuição

Usinas

. 254

Carga entre

de

363

13.2 Zonas de Proteção

Perda

de Penalidade e Coeficientes de

9.4 Método

. 258

de

Fatores

de Cálculo

. 365

13.3 Transdutores

9.5 Controle

. 260

Geração

de

Automático

. 368

13.4 Projeto Lógico de Relés

Problemas

262

. 375

13 .5

Retaguarda

Proteção Primária e de

377

13.6 Proteção de Linhas de Transmissão

10 Faltas Trifásicas Simétricas

Capítulo

. 265

. 389

13.7 Proteção de Transformadores de Potência

'10.J

. 265

Ri,

Transitórios em Circuitos-Série

. 393

13.8 Dispositivos do Relé

e Reatâncias das Máquinas Síncronas

. 268

de Curto-Circuito

) Correntes

lo~

393

13.9 Sumário

.Jô.3

Condições Transitórias

Internas de Máquinas com Carga sob

. 273

Tensões

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

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.

.

.

.

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.

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.

.

.,.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

. 394

279 Problemas

10.4 Matriz Impedância de Barra para Cálculo

Faltas

de

.

10.5 Rede

Impedância de Barra

. 283

Equivalente da Matriz de

. 396

Sistema de Potência

14 Estabilidade do

286 Capítulo

10.6 Seleção

de Disjuntores

.

. 396

291 14.l

O Problema da Estabilidade

Problemas

. 398

14.2 Dinâmica do Rotor e Equação de Oscilação

402

11 Componentes

Capítulo

14.3 Outras Considerações sobre a Equação de Oscilação

Simétricos

. 295

. 406

1.1 Síntese

J

14.4 Equação do Ângulo-de-Potência

Simétricos

Componentes

de

a partir

Fasores Assimétricos

295

de

seus

. 413

I l.2

14.5 Coeficientes de Potência Sincronizante

297

Operadores

iiJ

. 417

14.6 Critério da Igualdade de Área para Estabilidade

Fasores Assimétricos

Componentes Simétricos de

. 298

. 423

de Áreas

\ Defasagem dos

11 .4

Transformadores

ao Critério de Igualdade

de

Bancos

14.7 Aplicações Adicionais

Simétricos

Componentes

em

. 425

14.8 Estudos de Estabilidade de Multimáquinas: Representação Clássica

Y-L'l

ligados

JOl

em

. 433

11.5 Potência em

Oscilação

dos Componentes Simétricos

14.9 Solução Passo a Passo da Curva de

Função

. 308

. 439

lJ

.6

14.10 Programas Computacionais para Estudos de Estabilidade Transitória

Assimétricas

Impedâncias-Série

. 10

~

. 441

1.7 lmpedüncias de Seqtiência e Redes de Seql.iênda

j

14.11 Fatores que Afetam a Estabilidade Transitória

J 11

.

1í

. 444

.8)

Vazio

Geradores em

de Sequência de

Problemas

. 311

Redes

de Circuito

Eleme11tos

Impedâncias de Seqtié11cia de

. 314

.~\

. 446

l.10

'!

Negativa

. 31(1

Positiva e

Seqiiências

Apêndice

de

Redes

'11.11

Seqüência Zero

Rede;; de

452

. .l

I 7

Analítico

fodice

11.12 Conclusões

323

. 323

Problemas

12 Faltas

Capítulo

As1i111ét1 icas

326

rl2.J

Vazio

um Gerador em

Fase e Terra em

. 327

Falta ent1e

2,2

"m Gerador em Vazio

Falta Linha-Linha em

. 331

Fases e Terra em um Gerador em Vazio

Falta entre Duas

. 334

f2.

Faltas Assimétricas em Sistemas de Potência

337

tD31·

Í2.

um Sistema de Potência

Falta Fase-Terra em

. 340

,12.

Potência

Sistema de

Falta Linha-Linha em

. 340

um

12. Falta entre

Potência

Sistema de

Terra em um

Fases

üuas

341

l'

12.8 Intcrp1l'l:ição

lnterconectadas

Sequênci"

Red

s Je

da,

342

PREFACIO

do

que nesta, mais

mudanças, sendo

o

que

tem incorporado muitas

Cada revisão deste livro

sido

O caminho

tem

o objetivo permaneceu o

mesmo.

dos anos,

entretanto,

longo

Ao

usual.

de

entendimento a respeito

para alcançar o

estudante

raciocínio do

o de desenvolver

o

sempre

alvo foi

outro

de potência. Ao

o

mesmo tempo,

sistemas elétricos

área de

muitos tópicos da

O

energia elétrica.

de

a indústria

sobre

aprender mais

estudante em

do

interesse

de estimular o

para dar

é suficiente

tratamento

grande profundidade

assunto,

é atingir

mas o

objetivo

no

não

de graduação.

pelo aluno

ser compreendido

pode

nível que

básica

a teoria

ao estudante

um

em

de

ocasião

seus estudos,

continuar

sua

a base

por

estudante terá

Com essa iniciação, o

para

livro

do

longo

rodapé

de

pós-graduação. Notas

de

ao

atividade profissional,

curso

um

em

ou

apresentados.

dos tópicos

informações na maioria

posteriores

consulta para

de

sugerem fontes

professores

a vários

questionário

anteriores, enviei

de revisões

um

na preparação

Como

a questões

detalhada resposta

muitos casos,

a imediata e,

e apreciei muito

o país,

em

de todo

mais constante foi

A sugestão

comentários adicionais.

a

os valiosos

também

específicas, como

dessa maneira, esse assunto

de potência e,

sistemas

proteção de

sobre

capítulo

de acrescentar um

econômico,

carga, despacho

de

fluxo

principais sobre

tópicos

incluído aos

quatro

foi

outros

houve muitas solicitações

conservar

para

estabilidade. Surpreendentemente,

faltas, e

cálculo de

é introduzido no

O sistema por-unidade

transmissão.

de

de linhas

parâmetros

sobre

o material

familiaridade

estudante

propiciar

com

gradualmente,

e desenvolvido,

ao

2

para

Capítulo

em regime

alternada

de

em revisar circuitos

corrente

A necessidade

grandezas normalizadas.

básicos. Foi

conceitos

sobre

o capítulo

alterado

foi

portanto, não

permanente ainda existe

e,

foi desenvolvido, de

ainda,

barra. E,

de

impedáncia

matriz

direta da

adicionada uma formulação

de fluxo de

cálculo

de Newton-Raphson

carga.

método

para o

completa, o

mais

uma maneira

de transformadores

equivalentes

de circuitos

ao desenvolvimento

especial

atenção

Deu·se uma

estudar sistemas de

precisam

alunos que

ajudar

de

a finalidade

síncronas

os

e máquinas

com

máquinas elétricas. Foram desenvolvidos estudos

disciplinas de

antes de terem cursado

potência

Xll

Elementos de análise de sistemas de potência

CAP(TULO

1

O

de

estudo

para conduzir ao

sem perdas

linhas

trans1torios

de

d;

equações

pa·

'ili

·

ra-ra10s.

utros

b

r

1 d

topicos

·

reativa

contínua,

compensação

transmissão

reveme.i.te,

iscbu

são:

corrente

em

~s,

b os .

ampliado

Foi

t

terraneos .

su

e ca

de

automático

despacho

,.

re1erente

carga.

a

assun o

o

·

h

G. Phadke

E

edição. Arun

colaborações a

e principais

valiosas

duas

Tive

esta

·

eb1ro

, ftnglen

autor do

é

Service Corporation

Electric

Power

Consul!or da American

nosso

o

' cap

J

G rninger,

sistemas d

proteçao de

re

t encia. -

Universit u o so

1

1

·

meu colega da North Carolina Sta

te

o rn

. e po

·

d t•

de siste

sobre estabilidade

capitulo

reescreveu completamente o

y,

-.

enc1a. A ambos,

contribuíram

que

t

t

e po

mas

-

.

.

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a N ew

K

H

sinceros agradecimentos

W

dm10

ed1çao,

t· mg

esta

meus

o para

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.

também

Ele,

reativa.

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compensação

J M

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G. T. Heydt da

Umvers1ty,

eastern

a. ort

man

· e

:

FUNDAMENTOS GERAIS

da

tod .

capítulos

a vários

problemas

Umvcrs1ty

Clcmnson

acrescentaram

novos

es

sou

e

extremamente grato.

os

·

precisava de

à disposição

quando

se colocaram

três

. Devo_ agradecer a

sempre

que

~:ssoas

de

em Sistemas

longa experiência

Brown com sua

Homer E.

rev1sao.

sobre

opm10es

esta

suoat~

também . .

encta

ex

. sua .

P como

ensmo · constituiu-se

penenc1a ·

·-

mim

em grande ajuda .

1 G

A

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t

no

N

C

Ja

muitas

numstrou

o

vezes

que

ze,

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.

.

.

University'

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Carobna

livro,

baseando-se

ronto

mostrou-se

neste

na

urso

ar

ort~

que solicitado e,

fornecer sugestoes sempre

dp

Grainger deve s

finalmente John

a

p

.

a chave

é

trabalho proveitoso

para realizar

energia

de

fontes

de

O desenvolvimento

porque el

para

menc10na

'

um

novamente

o

er

,.

e me 1orneceu

sugestões

'

e informações atualizadas.

do povo em a energia de

de vida

padrão

contínua

a melhoria

é básico

industrial

no

para energia disponível onde

que

o progresso

for necessário, converter

de

fontes

geral. Descobrir

novas

em abaste-

tão solícitas

foram

companhias que

às

nossa biosfera

que destruirá

são, entre

criar poluição

outros,

e usá-la

uma forma para

cer-meD~~oin7:us a~rad7iment~s, tamb~m,

outra

sem

1

das

potência é uma

O sistema elétrico de

Estas companh~a:~~·c~:~~~iªa ~o:e:t:n~e~~;::~~o~p~:n~~~s~ovosa~untosdescritivos.

de hoje.

mundo

enfrentados pelo

os maiores desafios

um importante papel

General

' e

que está

e transportar energia e

Co

and Northu

Leeds

Electric Company,

ferramentas para converter

owe_r o~pany,

.

.

des~mpenhando

Electric

desenvolver

Virgínia

são necessários

~lect~~a~,r~~~~~~n~owerCorporat10n,

treinados

Engenheiros altamente

Westinghouse

desafio.

Company e

and Power

e

para

esse

vencer

para

energia elétrica e para assegurar

de

problemas

para resolver os

ciência,

avanços da

implementar os

d .

recebid

beneficiado

fui

E,

cartas

as

com

sempre,

como

cuidado

o máximo

juntamente com

sistema

do

.

de confiabilidade

.

.

elevado

muito

na

um grau

edições passadas.

das

continue.

leitores

dos

correspondência

Espero que

e usuanos

as

essa

proteção de nossa ecologia.

geradoras, as

centrais

principais:

divisões

três

consiste

potência

de

Um sistema

as

em

aos usuários

da energia entregue

A utilização

distribuição.

de

e os sistemas

linhas de transmissão

será con-

dessas

e não

é da

energia elétrica não

das companhias de

empresas

responsab~lidade

as centrais

ligação

de

o elo

constituem

transmissão

As linhas de

entre

livro.

siderada

neste

de

de potência através

sistemas

e conduzem

de distribuição

sistemas

geradoras e

a outros

os

D. Stevenson,

Jr.

William

cargas individuais às linhas de transmissão

todas

liga

distribuição

de

sistema

Um

interconexões.

as

nas subestações que realizam transformações de tensão e funções de chaveamento.

de nossa

é apresentar

a maior

análise; dedicamos

de

métodos

parte

deste livro

O objetivo

distri-

de

sistemas

abordaremos

de operação. Não

sistema

transmissão

de

atenção às linhas

ao

e

características

sejam

elétricas

centrais

não

de

quaisquer

buição

outros aspectos

as

que

ou

geradores.

de

elétricas

O CRESCIMENTO DE SISTEMAS ELÉTRICOS DE POTÊNCIA

l .l

Unidos

Estados

(CA)

alternada

de

sistemas

dos

O desenvolvimento

corrente

nos

começou

referentes aos sistemas

americanas

em 1885,

Westinghouse

quando

George

patentes

as

comprou

2

Elementos de anállae de sistemas de potência

de

sócio

trmsmissão

antigo

CA,

de Westinghouse,

em

Aí,

em

desenvolvidos

testava

por L.

Gaulard e

em

operação

William Stanley,

seu laboratódo em Great Barrington, StllÍlley instalou

J.

D.

Gibbs,

de Paris.

Massachusetts.

experimental

em CA

gerada em

de 20

no inverno de

CA, alimentando

Unidos

foi

1885-1886,

150

posta

tran~formadores

lâmpadas

em

o

primeiro sistema de

distribuição

A

primeira linha de

transmissão

transportar

energia

elétrica

numa distância

na cidade.

em

nos

Estados

km.

uma

usina

1890 para

hidroelétrica

desde Willamette Falis até Portland, Oregon,

 

As

primeiras

linhas

de

transmissão

eram

monofásicas

e

a

energia,

geralmente,

utilizada

apenas para

iluminação.

Os

primeiros

motores

também

eram

monofásicos,

porém,

em

16

de

maio

de 1888,

Nicola

Tesla apresentou

um

trabalho descrevendo

motores

de indução e

motores

síncronos

bifásicos.

As

vantagens

dos

motores

polifásicos tornaram-se

evidentes imediatamente,

e

na

"Columbian

Exibition"

de Chicago,

em

1893,

foi

mostrado

ao público

um

sistema

de

distribuição bifásico em CA.

Depois disso,

a transmissão de energia elétrica por corrente alternada,

especialrnent~

corrente

alternada

trifásica,

substituiu

gradualmente

os

sistemas

em

corrente

contínua

(CC).

Em janeiro de

1894, existiam

cinco

usinas geradoras

polifásicas

nos

Estados

Unidos,

das

quais

uma

era

bifásica e

as outras

trifásicas.

Atualmente, a

transmissão

de energia

elétrica

nos Estados Unidos

é

feita quase

que inteiramente

em CA. Uma

razão para

a aceitação

atual

de sistemJs em CA

foi

o

transformador que

torna possível a transmissão

de energia elétrica

em

uma tensão mais

elevada que

a tensão

de geração

ou

de

consumo,

com

a vantagem da

capacidade

maior

de

transmissão.

Em

um sistema de

elétrica

e

de

tnnsmissão

um

no

transferida

não

as

é

em

retificador eletrônico.

linha

CC,

da

os geradores

de

a linha CC

Um inversor eletrônico transforma

CA alimentam

que

a

através

a corrente

de

um

transformador

em

contínua

corrente alternada

pode

em

CC

fim

transmissão. para

inversa-o em

tensão possa ser

a

econômicos mostram que a

reduzida

energia

transmisslfo aérea

pelo transformador. Através

ser

da retificação e

transmissão

em

operação

grandes

parte

sul

Estado

cada extremidade

da linha,

que

nos Estados

em ambos

econômica, nos

os

sentidos. Estudos

Estados Unidos,

em geral são

em

para distâncias menores

mais longas

que

560

km.

Na Europa, onde

existem linhas

corno

linhas de

CC

Califórnia,

para

através

a

do

Unidos,

aéreas

transferidas da

longo

linha a

de transmissão

Na

diversos locais,

de

tanto em instalações

hidroelétrica são

ao

(tensão

de

500

kV

800 kV

subterrâneas.

Pacific

e

mais

quantidades

da

potência

em

linhas

CC

CA

de

Northwest

adiante

Califórnia

da costa

linha).

de Nevada

em linhas

Dados estatísticos

registrados desde

1920

até

a

década

de

70-80

mostram

uma

taxa

de

crescimento

quase

constante,

tanto para a capacidade

instalada

de geração

como para a produção

anual

de energia,

cujas

quantidades praticamente

dobram

a cada

dez anos.

A partir

daí,

o

cresci-

mento torna-se mais errático

e imprevisível, porém, em geral, de rnodQ mais lento.

No

início

da

transmissão

rapidamente.

Em

1890,

a linha

estava

operando

em

lOOkV.

em

CA

nos

Estados

Unidos,

Willamette-Portland

atingiam

As

tensões

operava

em

150kVern

a

tensão

3300 V.

de

Em

operação

1907,

cresceu

uma linha

1913,

220kVem

1923,

244kV

em

1926 e

287

kV na linha de

Hoover Dam a Los

Angeles

que

começou a

operar em

1936.

Em

1953,

surgiu

a

primeira

linha

em

345 kV.

Em

1965,

estava

em serviço

a

primeira linha

em

500 kV.

Quatro anos mais tarde,

entrava em operação a primeira

linha em 765 kV.

 

Até

1917,

começaram

os

porque

sistemas

elétricos

eram

corno

sistemas

isolados

e

geralmente

se

operados

como

unidades

de

modo

a

individuais

cobrir

expandiram

gradualmente

Fundamentos

3

todo

0

país.

A

reserva) e

demanda

também

inesperadas

geralmente

interligação

potência

de

à interligação de

grandes quantidades de potência _e

sistemas vizinhos.

a

de

o

necessida~e

de maior

para

~onfiabi·

!idade conduziram

porque são necessárias

de

e

urna. companhia

adicionais. A

fontes de

energia durante alguns

repentinas

A interligação é vantajosa econom1can_iente

carga (capacidade

menos máquinas corno r:ser:a para

são

necessárias

menos rnaqumas

(reserva girante).

pode

A

solicitar a

redução

o~eraçãoem pico~de

vaz~o

funcionando em

~o nú.~ero

v1Z1nhas

ate~dercargas

rnáqm~as

é poss1vel porq.ue

de

potê~~ias

de ut1hzar

companhias

que

urna

fornecimento

v~tagern

também permite

companhia aproveite a

po~e ach~r

mais econômica, e às vezes

períodos

que

do

urna companhia

rn~1sbarato c?rnprar

de _sistemas

os. sistemas de diferentes

m~erhgação

de sistemas que

depende~

estiagem, graças à energia

que usá-la de sua própria geraçao. A

é trocada

entre

de

op:ração

penedo

de

aumentou

companhias de

principalmente

obtida de outros sistemas

de

tal maneira

uma

forma

a energia atualmente

rotineira. A continuidade

de usinas hidroelétricas

só é possível, em

por intermédio da interligação.

 

Porém,

a interligação

de sistemas trouxe muitos

e

novos problemas, a maioria dos

_quais

Ja

foi

resolvida

satisfatoriamente.

A

interligação

provoca

o

aumento

da

c?:rente

que

cuc~la

quando

ocorre

um

curto-circuito

no

sistema

e

requer

~ in~talação

de disjuntores

de

rn~10~

 

capacidade.

o

distúrbio

causado

no

sist~rna

por um

curto-cucmto

po~e

se

est~nder

para os

s1.ste

mas a

ele

interligados,

a menos que os

pontos

de

interconexão

estej3rn eqmpados

~º~

reles

e

disjuntores apropriados.

Os

sistemas

interligados

devem

ter

não

a

mesma

frequenc1a

como

também todos os geradores

síncronos devem estar em fase·

o

planejamento da

estudos de

de

operação, o aperfeiçoamento

e

cálculo

de

faltas,

projeto

chavearnento e

contra

de

eficiente

de

solicitada

um

sistema,

a cada

de

a expa:'são de _um

proteçao

e estudos

sistema de potência

?escargas

estab1_ltdade

exigem

surtos

sistema.

a potência

de

urna breve

contribuição prestada

carga,

do

sistema