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o currículo de Ciência da Informação *

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~

F. W. Lancaster
The Graduate School of Library and Infonnation Scíence
University of Illinois "
Urbana-Champaign, USA

Resumo - Informação significa coisas diferentes para pessoas diferentes.


Ciência da Informação também já foi definida de várias formas. Ela é in-
terdisciplinar, abrangendo todos os fenômenos envolvidos na transferência
da informação, do produtor ao consumidor. O ciclo de transferência da
informação tem três componentes principais: usuários, distribuidores pri-
mários e distribuidores secundários. O currículo de Ciência da Informação
precisa lidar com todos esses componentes. porque eles interagem e o co-
nhecimento dessa interação é importante para a concepção e administração
de sistemas eficientes de informação. Em outra concepção do ciclo da in-
formação, duas áreas - administração e métodos de pesquisa - se sobre-
põem ao currículo, influenciando todos os seus componentes. Nove áreas
de estudo compõem a essência do currículo, enquanto tópicos como auto-
mação, recuperação da informação, análise de sistemas, avaliação, biblio-
.metria e aspectos históricos permeiam todos os assuntos"sem, no entanto,
constituírem disciplinas isoladas.
\

Informação é uma palavrausada com freqüência no linguajar quotidiano e


a maior partedas pessoas que a usam pensam que sabem o que ela significa.
No entanto, é extremamente difícil definir informação, e. até mesmo obter
consenso sobre como deveria ser definida. O"fato é, naturaimente, que in-
formação significa coisas diferentes para pessoas diferentes. Ruben (1985)
identificou várias maneiras com que a palavra tem sido usada. Por exemplo,
alguns tratam informação como mercadoria ou produto (o que implica que é
coisa bastante tangível); outros a consideram um c6digo ou padrão (como em

* Título do original: The Curriculum of Information Science, traduzido por Suzana


Pinheiro Machado Mueller. Dep. de Bíblíoteconomía, Universidade de Brasília,
CEP 70910 Brasília, DF. "

R.Bibliotecon.Brasllia,17(1):1-20jan.ljun.1989 1
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I
o CURRfcULO DE cIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
F.W. LANCASTER

informação genética); como dados captados e processados pelo cérebro;


ou como um sinal, como na teoria da comunicação. Alguns autores usam a

, ,..
palavra mais ou menos como sinônimo de dados, outros como mais ou
menos sinômino de conhecimento.

Não é minha intenção, aqui, rever todos os possível significados de in-


formação, ou mesmo rever as várias possíveis interpretações de Ciência da
Informação. Isso já foi feito várias vezes (por exemplo, por Balkin 1978). ~
Pessoalmente, acredito que Ciência da Informação precisa ser definida em


termos muito gerais. Fico assim, satisfeito com a definição dada por Borko Distribuidores prlmlrlos Distribuidores IleCUnd6r108
(1968), há alguns anos atrás. Segundo ele, Ciência da Informação é uma dis- Geraçlo de b •••• InstrumentOl VUIlzaç60 dOllnstrumenl08
ciplina: de dados
Base de dados LqcaIizaçIo e fomeclmento
Seleção 1. de documentos ~ documentos
Aquisiçlo
que investiga as propriedades e o comportamento da infor- Organização e controle
e dados
2 de representaçlo
Respostas a perguntas
Buscas na literatura
mação, as forças que governam o fluxo de informação, e os Annazenamento de documentos e A valiaçlo e análise

meios para processar a informação com o objetivo de atingir dados

acessibilidade e utilidade ôtima. Preocupa-se com o corpo de


conhecimentos relacionado com a origem, coleta, organização,
armazenamento, recuperação, interpretação, transmissão,
transformação e utilização da informação. Isso inclui a investi-
gação de formas de representação da informação em sistemas Fig. 1 - O ciclo de transferência de informação.
naturais e artificiais, o uso de códigos para a transmissão efi-
ciente da mensagem, e o estudo dos meios e técnicas de proces- sideradas a matéria-prima principal da Ciência da Informação, familiari-
samento da informação, tais ;lomocomputadores, e seus sistemas dade com as atividades relacionadas à distribuição primária também se toma
de programação." importante.

A Ciência da Informação é, então, essencialmente interdisciplinar,


Com relação às atividades secundárias de distribuição, pode-se dizer
abrangendo todos os fenômenos envolvidos na transferência da informação
que as funções principais de uma biblioteca ou centro de informação envol-
do produtor ao consumidor. Na Fig. 1, essa abrangência está representada,
vem a elaboração e o uso de ferramentas planejadas para facilitar o acesso à
em forma muito simplificada, como um ciclo de transferência da informa-
informação. As ferramentas propriamente ditas, às quais podemos nos referir
ção. O diagrama mostra três componentes principais: o usuário da informa-
de maneira geral como bases de dados, podem ser divididas em duas catego-
ção (alguns dos quais serão também produtores de informação), os distribui-
rias principais: aquelas que contêm suportes físicos e aquelas que contêm re- .
dores primários da informação, e os distribuidores secundários (i.e., bibliote-
presentações de suportes físicos. No caso da maioria das bibliotecas e cen-
cas e centros de informação de todos os tipos).
tros de informação, a principal base de dados de suportes físicos será a cole-
O currículo de Ciência da Informação precisa lidar com todos os com- ção de livros e a principal base de dados de representações de suportes físi-
ponentes desse ciclo de transferência de informação porque, claramente, eles cos será o catálogo dessa coleção (em forma impressa ou legível por máqui-
todos interagem, e o conhecimento dessas interações é importante para a na). Elaboração de ferramentas, então, se refere ao desenvolvimento da cole-
concepção e administração eficientes de sistemas de informação. Ainda que ção e às atividades relacionadas à organização, controle e manutenção dessa
as atividades ligadas à distribuição secundária possam ser consideradas o coleção (i.e. base de dados), enquanto uso das ferramentas se refere aos ser-
viços fornecidos por meio das ferramentas que foram desenvolvidas: acesso
foco principal da Ciência da Informação, os demais componentes não podem
ser ignorados. Conhecimento dos vários tipos de comunidade de usuários é a documentos, pergunta-resposta, buscas bibliográficas, e outros. Referi-
mo-nos, aqui, a uma situação bibliográfica, mas existe paralelo em todas as
certamente essencial e, desde que publicações de vários tipos podem ser con-
outras situações de administração de informação (por exemplo, a coleta de

2 R.Bibliotecon.Brasília, 17(1):1-20,jan.ljun.1989
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dados estatísticos, a organização e controle desses dados, e a oferta de servi- 80S serviços de informação, e organização desses serviços em alguma forma
ços baseados em bases de dados estatísticos). , de centro;
5. conhecimento de todos os fenômenos de fluxo da i.."1foIlI'.ação,do
Já não basta ao especialista de, informação conhecer bem as fontes de produtor ao consumidor; ,
informação presentes fisicamente no recinto de sua instituição. Um único 6. entendimento de metodologías de pesquisa aplicâveis à área de ser-
terminal em linha pode, agora, dar acesso a algumas centenas de bases de viços de informação. '
dados, e muitas dessas são potencialmente capazes de satisfazer as necessi-
dades de informação de uma determinada comunidade. A utilização eficiente A aceitação da Fig. 1 como representação da essência de um currículo
desses vastos recursos em linha depende do conhecimento que o especialista de Ciência da Informação traz consigo certas implicações para tal currículo:
em informação possui dos conteúdos dessas bases de dados, e de sua habili- 1. 'esse currículo deve conter todos, os componentes do ciclo de
dade em explorá-Ias. Essa habilidade, por sua vez, requer algum conheci- transferência da informação e considerar suas interações, através de uma
mento das, políticas e práticas de indexação e dos procedimentos de controle perspectiva ampla, reduzindo, assim, a ênfase em uma única instituição (por
de vocabulário; assim como de familiaridade com estratégias alternativas de exemplo, a biblioteca); , '
busca, 2, os pontos comuns aos diversos tipos de bibliotecas e serviços de
informação, e não suas, diferenças, devem ser enfatizados. Como sugerido
Um programa de estudo em Ciência de Informação deveria produzir pela Fig. 1, todas as bibliotecas e centros' de informação estão engajados
profissionais capazes de administrar mais eficientemente funções ,relaciona- , em atividades que são iguais em sua essência. As funções da biblioteca de
das com a distribuição secundária (bibliotecas, centros de informação),in- uma escola agrícola, por exemplo, não são significantemente diferentes da-
cluindo-se, aí, a implementação e administração de mudanças tecnol6gicas. quelas de uma biblioteca nacional. As únicas diferenças essenciais são devi-
Um outro requisito é a produção de graduados capazes de aplicar automação das ao tamanho e tipo de clientela servida, que influenciam a diversidade e
a um amplo leque de atividades da biblioteca e centro de informação. Um abrangência dos serviços fornecidos; ,
terceiro é produzir pessoas que possam planejar e implementar tipos diversos 3. aqueles assuntos que foram enxertados no currículo de Ciência da
de bases de dados. Há falta de consultores treinados na utilização das bases Informação nos últimos vinte anos devem, agora, ser integrados ao currículo.
de dados, especialmente aquelas em. forma legível por máquina. Finalmente, Tais assuntos' incluem automação, análise de sistemas, recuperação de infor-
é preciso formar pessoas capazes de realizar pesquisas sobre problemas de mação e bibliometria. É particularmente importante abandonar a dístinção
informação. Embora seja 6bvio que todas essas necessidades se referem, artificial que ~ desenvolveu entre formatos .ímpressos em papel e recursos
evidentemente, ao quadro denominado, distribuição secundária: represen- em forma magnética.
tado na Fig. 1, é igualmente claroque o currículo deve considerar essas ati-
vidades dentro do contexto mais amplodo ciclo de transferência de informa-
Essência do currículo
ção como um todo. A Fig. 1, então, é uma representação geral do núcleo de,
um currículo de Ciência da Informação.
A Fig. 2 pode ser considerada outra representação do ciclo de transferência,
Mais' especificamente, às áreas amplas a serem cobertas por um currí- de informação, com, duas áreas de estudo se lhe sobrepondo. Essas duas
áreas _ essencialmente, administração e métodos de pesquisa - são identifi-
culo de Ciência da Informação podem ser relacionadas diretamente a alguns
cadas como áreas que influenciam todos os componentes do ciclo de transfe-
objetivos principais, em termos de habilidades/conhecimento, que devem ser
transmitidos aos alunos: rência de informação, ao invés de elementos do ciclo per se. Os nove retân-
1. entendimento datecnologia, sua implementação, e condições sob gulos' da Fig. 2 representam a substância do currículo de Ciênciada Infor-
as quais seria pr6prio a aplicação de tecnologia; mação. Anexo a .este trabalho, encontram-se exemplos mais detalhados da-
, 2. ' conhecimento da teoria e prática de, administração, com referência quilo que 'pode ser coberto pelo currículo, em cada uma dessas áreas.
especial aos problemas próprios de administração de serviços de informação;' ;' ..0'

3. concepção e elaboração de bases de dados e bancos de dados: tanto É importante reconhecer que essas nove áreas de estudo não represen-
sua implementação intelectual quanto física; , tam, necessariamente, disciplinas propriamente ditas. É evidente que algu-
4. conhecimento das técnicas modernas para o fornecimento de diver- mas dessas áreas iriam requerer várias do' que agora chamamos "discipli-

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4 R.Bibl~otecon.Brasilia,17(1): 1-20jan.ljun.1989 R.Bibliotecon.Brasllia, 17(1): 1-20jan./ Jun.1989
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~ I
PRODUÇÃO
&
DISTRIBUIÇÃO'
.4-... USOS
&
USUÁRIOS
presents three main components: users, primary distributors, and secondary distribu-
tors. The curriculum of Information Science should deal with ali these aspects because
they interact, and the knowledge of these interactions is essencial for the conception

/ )
and administration of efficient information systems. In another representation of the
COLETA
&
information cyle, two areas - administration and research methods _ are superimposed
ARMAZENAGEM upon the curriculum, affecting ali its components. Nine study areas are identified,
while topics such as automation, information retrieval, system analysis, evaluation, bi-
bliometry, and historical aspects are present in ali areas, but should DOtbecome inde-

~ TRANSPOSIÇÃO • ., I FORNECIMENTO
pendent study areas themselves.

REGISTRO
& Referências bibliográficas
REPRESENTAÇÃO

-~
<,I AC~,O ~'----
BALKIN, N.J. Information concepts for information science. Joumal of Documen-
tation, 34:55-85,1978.
BORKO, H. Information science: what is it? American Documentation, 19:3-5,
1968.
RUBEN, B.D. The coming of the information age: information, technology and the
LIDERANÇA study of behavior, In~.Information and Behavior. New Brunswick,
& MÉTODOS DE Transaction Books,"1985. v.1,p.3-26.
GER~NCIA PESQUISA

Fig. 2 - Essência de um currículo de Ciência da Informação.

nas", para que fossem cobertas adequadamente. O currículo proposto apre-


senta estrutura bem diferente da estrutura dos currículos hoje existentes na
maioria das escolas de biblioteconomia. Muitos tópicos, que hoje tendem a
ser assuntos de disciplinas específicas, foram dissecados e espalhados pelo
currículo. Tais tópicos incluem: automação, recuperação de informação,
análise de sistemas, mensuração e avaliação, bibliometria, e todos os aspec-
tos históricos. Pressupõe-se que cada estudante deve ser exposto, em algum
momento, a todos os nove componentes identificados.

Uma vantagem óbvia do currículo proposto é que ele é "holístico". Ao


lidar com os fenômenos da transferência de informação em seqüência lógica
e cronológica, da criação da informação à sua assimilação e futura aplicação,
evitam-se lacunas na sua cobertura e elimina-se duplicação desnecessária
entre as disciplinas.

Abstract - Information means different things to different people. Information Scien-


ce has been defined in many ways. It is interdisciplinary and envolves alI aspects of
information transfer, from producer to consumer. The cycIe of information transfer

6 R.Bibliotecon.Brasília,17(1):1-20jan.ljun.J 989
R.Bibliotecon.Brasllia,17(1):1-20jan.ljun.1989 7
o CURRÍCULO DE CIÊNCIA DA INFqRMAÇÃO F.W. LANCASTER

APÊNDICE* o colégio invisível


Gatekeepers
Conteúdo do currículo proposto Bibliotecários
Outros consultores da área de informação
I. USOS E tsuouos DA INFORMAÇÃO

1. Fatores que afetam necessidades e demandas de informação 5. Fenômenos do fluxo de informação


Problemas de comunicação entre grupos diferentes (por exemplo,
Alfabetização
do pesquisador ao extensionista e deste ao fazendeiro, do pesquisador ao
Diferenças culturais
político)
Difusão de informação e inovação
2. População de usuários potenciais das bibliotecas e serviços de in-
Alastramento de idéias (por exemplo, analogia com o alastramento
formação
de infecções, i.e., análise epidêmica)
Clientelas especiais:
Por 'assuntos pelos quais se interessam
Pela região geográfica 6. Métodos de estudo de usuários da informação e suas necessidades
Problemas especiais de: Questionários'
Países em desenvolvimento , Entrevistas
Grupos alfabetizados ou semi-alfabetizados Entrevistas por telefone
Por nível do usuário (por exemplo, as diferentes necessidades Métodos Delphi e de painel
dos pesquisadores, estudantes, dos que estabelecem políticas, dos fazendei- A técnica do incidente crítico
ros, professores, extensionistas) Métodos não obstrusivos
Por outros fatores Análise dt; citações
Não-usuários Observação

3. Tipos de necessidades de informação 7. Tipos de serviços de informação e as necessidades que pretendem


Atualização atender ' ,
Tomada de decisão Bibliotecas
Solução de problemas Arquivos
Recreação ' Centros de informação
Educação, Centro de análise de informação
Centros referenciais
Necessidades de informação e hábitos de obtenção de informação Redes de tipos diversos
de várias comunidades (o que se sabe sobre as necessidades dos cientistas Serviços de fornecimento de documentos
acadêmicos, fazendeiros, extensionistas, comunidades rurais) Sistemas de circulação
Fornecimento de fotoc6pias
4. Canais de comunicação Empréstimo entre bibliotecas
Diferenças entre canais formais e informais Transmissão eletrônica
Mídia (tais como conferências), que combina ambos os aspectos Serviços de recuperação de informação
Pergunta-resposta
Buscas bibliográficas
* No desenvolvimento desta proposta de currículo, o autor gostaria de reconhecer o Para atualização (Disseminação Seletiva da Informação)
auxílio considerável que recebeu de outros membros do Committee on Long Range Para levantamentos retrospectivos
Review, Graduate School of Library and Information Science, University of Illinoís, Fontes impressas e eletrônicas

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Outros serviços Impressos


Análise da informação Microfonnas
Tradução Vídeo
Áudio
8. Responsabilidade do profissional da informação em relação aos Eletrônicos
usuários da informação, Distribuição por meio de redes
Televisão
9. Evolução histórica e análise prospectiva. Em uma via (one way)
Em duas vias (two ways)
Redes de computadores em linha
n. PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE INFORMAÇÃO Fontes únicas (non distributed sources)
Manuscritos
1. O autor Arquivos
O autor como comunicador Recursos humanos
Tipos de autor (autores acadêmicos, jomalistas da área de agricul-
tura etc.) 5. Aspectos Internacionais
Motivação: compensação financeira, "publicar ou morrer" Linguagem e tradução
Aspectos bibliométricos Exportação e importação
Produtividade. Lei de Lotka. Evasão de manuscritos
É~ergência da autoria em colaboração Fluxo transfronteira
Transitoriedade de autores Câmbio e controle de moeda
Controle de qualidade. Procedimentos de revisão
Auxílios eletrônicos ao autor 6. Aspectos econômicos
O componente custo, na produção: distribuição e uso da informa-
2. O editor ção
Papel no ciclo de comunicação O crescente custo da publicação
Tipos de publicações e de editores Interações econômicas (por exemplo, entre editores e bibliotecas)
Publicações primárias, secundárias e terciárias
Aspectos legais e outros aspectos 7. Responsabilidades profissionais dos produtores de informação
Depósito legal
Direito autoral 8. Evolução histórica e análise prospectiva.
Padrões

3. Aspectos bibliométricos m. COLETA E ARMAZENAGEM DE FONTES DE INFORMAÇÃO


O crescimento da literatura
Dispersão 1. Orçamento e considerações orçamentárias
Por país
Por linguagem 2. Seleção
Por fonte (lei de Bradford) Considerações filosóficas, por exemplo, posse versos acesso
Envelhecimento (obsolescência) Processos e políticas de seleção
Seleção por. tipo e forma de material (veja Seção II/4)
4. Formas e processos de distribuição Seleção por áreas do saber
Objetos físicos Seleção por tipo de serviço de informação

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3. Aquisição: processos e procedimentos Catálogo: forma, estrutura, manutenção


O processo de aquisição (organização; fluxo' de trabalho; pessoal; Bibliografias
procedimentos, sistemas e formas de administração de registros Arquivos e sistemas de arquivamento
Compra Catalogação descritiva
Doações Escolha e forma de cabeçalho
Depósito .Descrição bibliográfica
Permuta. Compartilhamento de recursos Catalogação de materiais especiais
Aquisição, por tipo e forma de material Catalogação cooperativa e centralizada
Aquisição, por tipo de serviço de informação Descrição de conteúdo .
Problemas específicos (por exemplo, de obtenção de materiais de Classificação: princípios, teorias
vários países) Classificação para organização nas estantes
Buscas bibliográficas Esquemas gerais
Fontes de aquisição Esquemas especiais
Aquisição cooperativa e aquisição centralizada Indexação por assunto como processo classificatório
Etapas na indexaçãopor assunto
4. Administração de coleções: filosofia e procedimentos Análise conceitual .
O desenvolvimento de coleções e as políticas de desenvolvimento Transposição para um vocabulário específico
de coleções Fatores de indexação que afetam o desempenho de sistemas de
Seleção negativa e expurgo informação
Armazenamento Exatidão
Duplicatas Exaustividade
Conservação, preservação, substituição Características de vocabulários controlados
Controle de inventário Esquemas de classificação
Considerações especiais segundo: Cabeçalhos
Tipo e forma de material Tesauros
Tipo de centro de informação Construção de tesauros
5. Avaliação de coleções Fatores relacionados ao vocabulário que afetam o desempenho
de sistemas de informação .
Estudos de uso e deusuários
Especificidade
Outras formas de avaliação
Estrutura
Considerações segundo custo-eficiência.
Sintaxe
Dispersão
Obsolescêncià Bases de dados sem controle de vocabulário (i.e., sem linguagem
controlada)
Posse versus outras formas de acesso
Problemas especiais na indexação de dados (não-bibliográficos)
. 6. Responsabilidades profissionais do especialista da informação na . Abordagens não-convencionais
coleta e no armazenamento da informação. Indexação automática
Indexação de citações e técnicas relacionadas
7. Evolução histórica e análise prospectiva. Resumos e elaboração de resumos
Descrição estrutural
IV. REGISTRO E REPRESENTAÇÃO DA INFORMAÇÃO Problemas especiais, relacionados à descrição de mídia menos
tangível, tais como arquivos e diretórios legíveis por máquina.
1. Descrição 2. Organização . .
Descrição física . Organização de arquivo

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o CURRÍCULO DE CrnNCIA DA INFORMAÇÃO F.W. LANCASTER

Pré-coordenada Fatores de indexação


P6s-coordenada Fatores de vocabulários
Arquivos invertidos Outros fatores
Arquivos seqüenciais L6gica da busca
Técnicas de agregação Educação de usuários na utilização de recursos informacionais
Formatos e estruturas de registro
Formatos de trabalho 3. Fontes de informação
Formatos para intercâmbio: MARC, Unisit Reference Manual, etc. Instrumentos para a localização de fontes de informação
Índices
3. Responsabilidades profissionais
Peri6dicos de resumo
4. Evolução hist6rica e análise prospectiva. Catálogos
Bibliografias
Outros
V. ACESSO A INFORMAÇÃO Elementos dos registros bibliográficos
Avaliação dos instrumentos de localização
1. Análise de necessidades formuladas Objetivo
(Este segmento lida com necessidades individuais ou de grupo, Abrangência
conforme transmitidas aos serviços de informação. Os aspectos mais amplos Exatidão
ou abstratos das necessidades de informação de comunidades de vários tipos Cobertura
são tratados na Seção 1) Apresentação
Necessidades formuladas e necessidades prováveis Utilidade
A comunicação com o usuário (oral, escrita e métodos não ver- Originalidade
bais) Custo
Decisões sobre se usuário e necessidade devem ou podem ser Fontes de informação em geral
atendidos Tipos de veículos (mídia) que contêm informaçâo
Compreensão e análise de necessidade Impressos: monografias, revistas, dicionários etc.
Considerações sobre profundidade e complexidade da necessi- Eletrônico
dade Outros: áudio, visual, microfonna, etc
Fatores: Fontes de informação para aplicações específicas
Capacidade de leitura Avaliação de veículos (mídia) que contêm informação
Capacidade de entendimento de Iínguas Critérios
Conhecimento existente Métodos
Outros
4. Avaliação de serviços de acesso à informação
2. Estratégia da busca Critérios de avaliação
A seleção de fontes apropriadas Eficácia
Recursos pr6prios Exatidão
Recursos acessíveis Precisão
Serviços referenciais Revocação
Técnicas de busca Outros
Fontes impressas Custo
Fontes eletrônicas Benefício
Características de bases de dados que afetam a estratégia da busca Custo-eficiência

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o CURRÍCULO DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO F.W.-LANCASTER

Custo-benefício Métodos
Métodos de avaliação Fatores que afetam o desempenho

5. Responsabilidades profissionais 7 ~Responsabilidades profissionais

6. Evolução hist6rica e análise prospect1~a 8. Ev:olução hist6rica e análise prospectiva

vn. T~SPOSIÇÃO DE FORMATOS


VI. FORNECIMENTO DA INFORMAÇÃO
1. Transposição de formatos
1. Considerações éticas; legais e filos6ficas (exemplo: direito autoral) Exemplos: fotografias, para vídeo-disco;
papel, para formatos legíveis por máquina;
2. Fornecimento de informação escrito, para falado
Tipos
Dados hibliográficos 2. Transposição de conteúdos
Pergunta-resposta Para grupos de linguagens diferentes
Formas Para níveis educacionais diferentes (inclusive popularização)
Oral
Impressa 3. Análise da Informação
Eletrônica Processos
Outras Análise
Seleção
3. Fornecimento de documentos Avaliação
Uso no local Sinopse
Serviço de empréstimo Resumos
Objetivos e funções Sfntese
Necessidades específicas (bibliotecas de vários tipos) Produtos
Análise de serviços de empréstimo Dados avaliados
Descrição comparativa de métodos Relat6rios do estado-da-arte
Consideraçõeseconômicas Recensões críticas
Considerações relacionadas ao serviço Sinopses/sínteses

4. Fornecimento de documentos de fontes externas- 4. Considerações especiais relacionadas a formatos específicos


D~ bibliotecas Dados numéricos/estatísticos
De editores e de outras fontes Texto
Áudio
5. Serviço de fornecimento a públicos especiaísünclusíve necessidades Vídeo
por formatos especiais)
Analfabetos e semi-analfabetos 5. Mensuração e avaliação de serviços de interpretação
Comunidades isoladas Do ponto de vista de serviço
Do ponto de vista econômico
6. Mensuração e avaliação de serviços de fornecimento
Critérios 6. Evolução hist6rica e análise prospectiva.

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o CURRÍCULO DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO F.W. LANCASTER

7. Responsabilidades profissionais, inclusive o controle de qualidade. Administração de pessoal


Influências do comportamento (individual, grupal, organizacio-
nal)
vm, ADMINISTRAÇÃO E LIDERANÇA Procedimentos para contratação de pessoal
Treinamento e motivação de pessoal
1. Conhecimento básico sobre administração Avaliação de pessoal
Características da administração (em vários níveis de pessoal) Planejamento e administração das instalações
Teorias de administração Marketing e relações públicas
Teoria X Avaliação das atividades do centro de informação
Teoria Y Coordenação e avaliação de todas as funções do centro de in-
feoriaZ formação
Outras teorias Análise de custo-benefício e custo-eficiência
Técnicas de administração Interpretação de avaliações
Círculos de qualidade Implementação de mudanças, baseada em avaliações
Administração participativa Avaliação dos processos de avaliação
Administração por objetivos
Administração do tempo 4. Responsabilidades profissionais

_ 2. O centro de informação e a instituição 5. Evolução histórica e análise prospectiva.


Missão da instituição
Organizações que visam lucro, versus organizações que não visam
lucro IX. MÉTODOS DE PESQUISA (Inclusive estatística outros instru-
Hierarquia organizacional mentos de pesquisa)
Papel do centro de informação
Papel e status do pessoal do centro de informação 1. Pesquisa
Elos formais e informais de comunicação Objetivos
Centros de informação como agentes de mudança Definições
Promoção do centro de informação dentro da instituição Pura. Aplicada.
Planejamento estratégico Valor
Políticas de administração
2. Elementos de um projeto de pesquisa
3. Administração de centros de informação Introdução e background
Responsabilidades da administração Relação à teoria e ao contexto
Estabelecimentos de metas e objetivos Identificação do problema
Planejamento Formulação do problema e/ou hipóteses
Organização Variáveis independentes
Direção Variáveis dependentes
Análise de sistemas Elemento causal
Avaliação Definições
Fontes de financiamento Suposições
Elaboração de orçamentos Limitações
Orçamento programa Levantamento da literatura
Orçamento de base zero Técnicas e fontes

18 R.Bibliotecon.Brasllia,17(1):1-20jan./jun.1989 R.Bibliotecon.Brasllia,17(1):1-20jan.ljun.1989 19
o CURRÍCULO DE C~NCIA DA INFORMAÇÃO

Teste de hipóteses
Situações selecionadas pm'a teste
Situações alternativas possíveis
Método
Técnica e/ou modelo ~
Descritivo ~
Experimental
Histórico
Outro
Amostra da população
Instrumentos para a coleta de dados
Análise de dados
Interpretação
Resultados
Confmnação/rejeição das hipóteses
Investigação dos elementos causais
Avaliação da validade
Interna
Externa
Conclusões
Implicações
Aplicação dos resultados de pesquisa
Sugestões para estudos posteriores

3. Solicitação de auxílio para pesquisa

4. Financiamento da pesquisa

5 ..Disseminação de resultados

6. Responsabilidades profissionais

7. Evolução histórica e análise prospectiva.

20 R.l3ibliotecon.BrasOia,17( I): 1-20Jan.ljun.19!l9 (~


I