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Capítulo 1

ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA

1 Conceitos Gerais da Anatomia Humana:


1.1 Conceito: Anatomia - palavra grega que significa cortar em partes, cortar
separado sem destruir os elementos componentes. O equivalente em português é
dissecação. Anatomia é a parte da biologia que estuda a morfologia ou estrutura dos seres
vivos.
1.2 - Nomenclatura: Pode ser tradicional ou clássica, a qual diverge em cada país,
e internacional onde o significado dos termos anatômicos são os mesmos, mas sua escrita
e leitura são traduzidos para cada nação conforme a sua língua de origem. No final do
último século, foi criado uma comissão de eminentes autoridades de vários países da
Europa e Estados Unidos denominada BNA (Basle Nomina Anatômica) que foi
substituída pela PNA (Paris Nomina Anatomica). Esta comissão é responsável pela
nomenclatura anatômica que será utilizada em todo o mundo.
1.3 - Posição Anatômica:

Deve-se considerar a posição de sentido de um atleta


(posição ereta), isto é, de pé, com as mãos espalmadas, dedos
unidos, palmas voltadas para frente. Dedos dos pés para
diante e pés unidos.

1.4 - Planos seccionais: É como se uma serra cortasse o corpo em determinadas


direções.

Plano sagital:
Corta o corpo no sentido antero-posterior; quando passa bem
no meio do corpo, sobre a linha sagital mediana, é chamado de
sagital mediano e quando o corte é feito lateralmente a essa
linha, chamamos paramediano. Determina uma porção direita
e outra esquerda.
Plano frontal ou coronal:
Corta o corpo lateralmente, de orelha a orelha, determinando
uma porção anterior e outra posterior.

Plano transversal ou horizontal:


Corta o corpo transversalmente, determinado uma porção
superior (cranial) e outra inferior (caudal).

1.5 - Planos Tangenciais:

* Plano Cranial (Superior): Se dividirmos o corpo


ao meio no plano transversal, a parte cranial ou
superior estaria acima do corte.

* Plano Caudal (Inferior): Se dividirmos o corpo


ao meio no plano transversal, a parte caudal ou
inferior estaria abaixo do corte.

* Plano Ventral (Anterior): Se dividirmos o corpo


em duas partes pelo plano coronal, a parte da
"frente" do corpo seria a ventral ou anterior.

* Plano Dorsal (Posterior): Se dividirmos o corpo


em duas partes pelo plano coronal, a parte de
"trás" do corpo seria a dorsal ou posterior.
* Plano lateral direito e esquerdo: É quando o
corpo é dividido, através de um corte sagital, em
duas partes: uma direita e uma esquerda.

Obs.: Em relação às mãos, a região anterior é denominada palmar e a posterior dorsal.


Quanto aos pés, a região inferior é chamada de plantar e a superior dorsal.

1.6 - Termos de comparação:

* Proximal : próximo a raiz de implantação do


membro.
* Distal: mais afastado da raiz de implantação do
membro.

* Superficial e Profundo: mais próximo ou afastando


da superfície.

* Homolateral : do mesmo lado.


* Contralateral: do lado oposto.
* Medial e lateral: mais próximo ou mais afastado da
linha sagital mediana (plano mediano).

1.7 - Termos de movimento:


* Flexão: diminuição do ângulo de uma articulação ou aproximação de duas estruturas
ósseas.
* Extensão: aumento do ângulo de uma articulação ou afastar duas estruturas ósseas.
* Adução: aproximar o membro do eixo sagital mediano.
* Abdução: afastar o membro do eixo sagital mediano.
* Rotação medial / Interna: gira a face anterior do membro para dentro.
* Rotação lateral / Externa: gira a face anterior do membro para fora.
* Circundução: combinação de quatro movimentos específicos  flexão + adução +
extensão + abdução.

1.8 - Divisão do corpo humano: Classicamente o corpo humano é dividido em


cabeça, tronco e membros:
* A cabeça se divide em face e crânio.
* O tronco em pescoço, tórax e abdome.
* Os membros em superiores e inferiores.
* Os membros superiores são divididos em ombro, braço, antebraço e mão.
* Os membros inferiores são divididos em quadril, coxa, perna e pé.

1.9 - Divisão da anatomia humana:


* Osteologia: parte da anatomia que estuda os ossos.
* Miologia: parte da anatomia que estuda os músculos.
* Sindesmologia/Artrologia: parte da anatomia que estuda as articulações.
* Angiologia: parte da anatomia que estuda o coração e os grandes vasos.
* Neuroanatomia: parte da anatomia que estuda o sistema nervoso central e o periférico.
* Estesiologia: parte da anatomia que estuda os órgãos que se destinam à captação das
sensações.
* Esplancnologia: parte da anatomia que estuda as vísceras que se agrupam para o
desempenho de uma determinada função como: fonação, digestão, respiração, reprodução
e urinária.
* Endocrinologia: parte da anatomia que estuda as glândulas sem ducto, que segregam
hormônios, os quais são drenados diretamente na corrente sanguínea.
* Tegumento comum: parte da anatomia que estuda a pele e os seus anexos.

1.10 - Sistema Locomotor: Está dividido em três outros sistemas complexos 


Sistema Esquelético; Sistema Articular; Sistema Muscular. Sua função principal é a
locomoção, ou seja, deslocamento das peças ósseas em conjunto com as articulações e os
músculos, formando um sistema de roldanas possibilitando o movimento do corpo
humano.

Fig. 1.: Representação esquemática do esqueleto.


1.11 - Sistema Esquelético: É o conjunto de ossos e cartilagens que se interligam
para formar o arcabouço do corpo e desempenhar várias funções. Este importante sistema
tem como função: Sustentação e conformação; Proteção dos Órgãos Vitais; Sistema de
Alavancas; Função Hematopoiética; Armazenamento de Ca e P.
O esqueleto humano está composto por 206 ossos que estão classificados segundo
sua forma:
* Ossos Longos: Maior comprimento que largura e apresentam canal medular. Ex:
úmero.
* Ossos Curtos: Suas dimensões principais são aproximadamente iguais. Ex: Ossos do
carpo.
* Ossos Planos ou Chatos: São delgados, a largura e o comprimento são maiores que a
espessura. Ex: escápula.
* Ossos Irregulares: Sem forma definida, não se incluem em outras classificações> Ex.:
vértebras.
* Osso Alongado: Mesma característica do osso longo, porém não possui canal medular.
Ex: costelas.
* Ossos Pneumáticos: São ossos ocos, com cavidades cheias de ar, apresentam pouco
peso em relação ao seu volume. Ex: Frontal.
* Ossos sesamóides ou extranumerários.
Os ossos Longos possuem um corpo, duas extremidades usualmente articulares e
uma porção onde ocorre o crescimento ósseo.
As extremidades são as epífises ósseas, o corpo chamamos de diáfise e a zona de
crescimento ósseo denomina-se metáfise.
A composição dos ossos como um todo se dá da seguinte forma:
* Periósteo: tecido conjuntivo fibroso que reveste a superfície externa do osso, exceto as
superfícies articulares. (que são revestidas por cartilagem hialina).
* Endósteo: tecido conjuntivo delicado que reveste as cavidades do osso, incluindo os
espaços e cavidades medulares.
* Tecido Ósseo Esponjoso: formado por trabéculas ósseas, que delimitam os espaços
intercomunicantes ocupados pela medula óssea.
* Tecido Ósseo Compacto: É uma massa sólida, onde predomina o cálcio em sua
composição, na qual os espaços só são visíveis ao microscópio.
* Medula Óssea: Estrutura mole que preenche as pequenas cavidades de tecido esponjoso
e que nos ossos longos está contida numa cavidade central chamada cavidade medular.
Tem como função a formação de diversas células sangüíneas: eritrócitos ( transporte de
oxigênio), leucócitos ( glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do organismo),
megacariócitos ( células com núcleo grande, cujos fragmentos formam as plaquetas, que,
são necessárias na coagulação sangüínea. Compreende dois tipos:
a) Medula Óssea Amarela: é encontrada na diáfise dos ossos longos, é composta
de tecido conjuntivo formado por células adiposas.
b) Medula Óssea Vermelha: localiza-se nas epífises de certos ossos longos,
altamente vascularizada, consiste em células sangüíneas e suas precursoras.
Ossos são órgãos esbranquiçados, muito duros, que unindo-se aos outros, por
intermédio das junturas ou articulações constituem o esqueleto. É uma forma
especializada de tecido conjuntivo cuja principal característica é a mineralização (cálcio)
de sua matriz óssea (fibras colágenas e proteoglicanas).
No interior da matriz óssea existem espaços chamados lacunas que contêm células
ósseas chamadas osteócitos. Cada osteócito possui prolongamentos chamados
canalículos, que se estendem a partir das lacunas e se unem aos canalículos das lacunas
vizinhas, formando assim, uma rede de canalículos e lacunas em toda a massa de tecido
mineralizado.
Dentre as células ósseas estão: osteoblastos (remodelação óssea), osteócito
(osteoblasto maduro), osteoclasto (reabsorção óssea: destruição) e célula
osteoprogenitora.
Quanto à irrigação do osso, temos os canais de Volkman (vasos sangüíneos
maiores) e os canais de Havers (vasos sangüíneos menores). O tecido ósseo não apresenta
vasos linfáticos, apenas o tecido periósteo tem drenagem linfática.
A B

Fig. 2.: A. Representação esquemática da diáfise óssea, suas metáfises e a irrigação


óssea; B. Representação esquemática do periósteo, substância compacta, substância
esponjosa e canal medular.
Dentre as propriedades físicas do osso estão: Os ossos são rígidos e elásticos.
Resistem às forças de tensão e de pressão e podem suportar cargas estáticas e dinâmica
muitas vezes maior que o peso do corpo. A rigidez do osso resulta da deposição de uma
complexa substância mineral na matriz orgânica, principalmente complexos de fosfato de
cálcio que pertencem ao grupo mineral apatita.
O esqueleto está classificado em: axial e apendicular.

* Axial - Calota Craniana - Ossos do Calvário;


- Ossos da Face.
- Caixa Torácica - Costelas;
- Esterno;
- Vértebras Torácicas.
- Coluna Vertebral
* Apendicular - Cintura Escapular - Clavícula
- Escápula
- MMSS - Úmero, Rádio, Ulna;
- Carpo, Metacarpo, Falanges.
- Cintura Pélvica - Ílio
- Ísquio Pelve
- Púbis
- MMII - Fêmur, Patela, Tíbia, Fíbula;
- Carpo, Metacarpo, Falanges.

1.12 - Esqueleto Axial:


a) Calota Craniana: formada pelos ossos do calvário e ossos da face.
- Ossos do Calvário: Frontal, parietal, temporal e esfenoidal;
- Ossos da Face: Nasais, etmóide, vômer, palatino, zigomático, maxilar e mandíbula.
b) Caixa Torácica:
- Costelas: 12 pares;
- Esterno: Manúbrio, corpo e processo xifóide.
- Vértebras Torácicas: 12 VTs.
c) Coluna Vertabral:
- Cervicais;
- Torácicas;
- Lombares;
- Sacrais;
- Coccígeas.

1.13 - Esqueleto Apendicular:


a) Cintura Escapular:
- Clavícula: Osso longo (Articulação Esternoclavicular e Acrômioclavicular);
- Escápula: Corpo, Acrômio, Espinha, Processo Coracóide e Cavidade Glenóide.
b) Membros Superiores:
- Úmero;
- Rádio;
- Ulna;
- Carpos;
- Metacarpos;
- Falanges.
c) Cintura Pélvica:
- Pelve - Ílio;
- Ísquio;
- Púbis.
Característica: A pelve é formada por três ossos
Fundidos entre si (ílio, ísquio e púbis). Os dois
ossos pélvicos se unem por uma articulação
chamada sínfise púbica.
d) Membros Inferiores:
- Fêmur;
- Patela;
- Tíbia;
- Fíbula;
- Tarsos;
- Metatarsos;
- Falanges.
2 - Sistema Articular: O termo articulação vem do latim artículo e é sinônimo
de juntura. Artrologia significa o estudo das junturas. Juntura ou articulação é a conexão
existente entre quaisquer partes rígidas do esqueleto, quer sejam ossos ou cartilagens.
As articulações também podem ser classificadas quanto aos planos e eixos:
- Uniaxial, 1 eixo;
- Biaxial, 2 eixos;
- Triaxial, 3 eixos.
As articulações também podem ser classificadas segundo o tecido interposto entre
elas, podem ser: fibrosas (sinartroses), cartilaginosas (anfiartroses) e sinoviais
(diartroses).

2.1 - Articulações Fibrosas (Sinartroses): As articulações fibrosas incluem


todas as articulações nas quais os ossos são mantidos por tecido conjuntivo fibroso
também conhecido como ligamento sutural. Há três tipos principais de articulações
fibrosas: suturas, sindesmoses e gonfoses.
a) Suturas: São encontrados nos ossos do crânio. Existem três tipos de suturas 
Planas, Escamosas e Serreadas.

Sutura Plana Sutura Serreada Sutura Escamosa

b) Sindesmoses: É uma juntura fibrosa na qual o tecido conectivo interposto é


consideravelmente maior do que na sutura. Ex.: sindesmose tíbio-fibular, sindesmose
radio-ulnar e sindesmose timpanostapedial (ossículos do ouvido).
c) Gonfose: Também chamada de articulação em cavilha, é uma articulação
fibrosa especializada restrita à fixação dos dentes nas cavidades alveolares na mandíbula
e maxilas. O colágeno do periodonto une o cimento dentário com o osso alveolar.

2.2 - Articulações Cartilaginosas (Anfiartroses): Nas articulações


cartilaginosas os ossos são unidos por cartilagem, devido a isso essas articulações
permitem pequenos movimentos, elas também são chamadas anfiartroses. Existem dois
tipos de anfiartroses: sincondrose e sínfise.
a) Sincondrose: O tecido que se interpõe é a cartilagem hialina, também chamada
de juntura cartilaginosa primária. A maioria das junturas de cartilagem hialina é
substituída por ossos quando cessa o crescimento. As articulações entre as dez primeiras
costelas e as cartilagens costais são sincondroses permanentes. Ex.: Sincondrose Esfeno-
occiptal.
b) Sínfise: As superfícies articulares dos ossos unidos por sínfises estão cobertos
por uma camada de cartilagem hialina. Entre os ossos da articulação há um disco
fibrocartilaginoso é característica distintiva da sínfise. Esses discos por serem
compressíveis permitem que a sínfise absorva impactos. A articulação entre os ossos
púbicos e a articulação entre os corpos vertebrais são exemplos de sínfises. Durante o
desenvolvimento as duas metades da mandíbula estão unidas por uma sínfise mediana,
mas essa articulação torna-se completamente ossificada na idade adulta. Ex.: Sínfise
Púbica e Disco Intervertebral.

Sínfise Púbica Disco Intervertebral

2.3 - Articulações Sinoviais (Diartroses): Neste tipo de articulação, as faces


articulares dos ossos não estão em continuidade. Elas estão cobertas por uma cartilagem
hialina especializada e o contato está restrito a esta cartilagem. O contato é facilitado por
um líquido viscoso, o líquido sinovial. Essas articulações são revestidas por uma cápsula
fibrosa.
As articulações Sinoviais possuem estruturas especializadas como
- Cápsula Articular: É uma membrana conjuntiva que envolve a juntura sinovial como
um manguito. apresenta-se com duas camadas: a membrana fibrosa (externa) e a
membrana sinovial (interna). A primeira é mais resistente e pode estar reforçada, em
alguns pontos por feixes também fibrosos, que constituem os ligamentos capsulares,
destinados a aumentar sua resistência. Em muitas junturas sinoviais, todavia, existem
ligamentos independentes da cápsula articular denominados extra-capsulares ou
acessórios e em algumas, como na do joelho, aparecem também ligamentos intra-
articulares. Ligamentos e cápsula articular tem por finalidade manter a união entre os
ossos, mas, além disso, impedem o movimento em planos indesejáveis e limitam a
amplitude dos movimentos considerados normais. A membrana sinovial é a mais interna
das camadas da cápsula articular. É abundantemente vascularizada e inervada sendo
encarregada da produção da sinóvia. Discute-se se a sinóvia é uma verdadeira secreção
ou um ultra-filtrado do sangue, mas é certo que contem ácido hialurônico que lhe confere
a viscosidade necessária a sua função lubrificadora.
- Discos e meniscos: Em várias junturas sinoviais, interpostas as superfícies articulares,
encontram-se formações fibrocartilagíneas, os discos e meniscos intra-articulares, de
função discutida: serviriam a melhor adaptação das superfícies que se articulam
(tornando-as congruentes) ou seriam estruturas destinadas a receber violentas pressões,
agindo como amortecedores. Meniscos, com sua característica forma de meia lua, são
encontrados na art. do joelho. Exemplo de disco intra-articular encontramos nas
articulações esterno clavicular e ATM.

As articulações Sinoviais podem ser classificadas em sete tipos:

a) Planas: Uniaxial, movimentos de


deslizamento em qualquer direção. Ex.:
Ossos do carpo, tarso e sacroilíaca.

Ossos do Carpo

b) Gínglimo: Uniaxial, movimentos de


flexão e extensão. Ex.: Articulação do
cotovelo e interfalângicas.

Articulação do Cotovelo

c) Condilar: Biaxial, movimentos de


flexão e extensão, e rotação interna e
externa (com joelho a 90º). Ex.: Articulação
do joelho.
Articulação do Joelho

d) Esferóide: Triaxial, mov. flexão,


extensão, abdução, adução rotação interna,
rotação externa e circundução. Ex.:
Articulação do quadril e escápulo-umeral.

Articulação do Quadril

e) Trocóide: Uniaxial, gira dentro de


um anel ósseo ou osteoligamentar. Ex.:
Articulação Atlanto-axial.

Articulação Atlanto-axial

f) Selar: Biaxial, movimentos de


flexão, extensão, abdução, adução,
circundução e oposição. Ex.: Articulação do
polegar.

Articulação do Polegar
g) Elipsóide: Biaxial, movimentos de
Flexão, extensão, abdução, adução e
Circundução. Ex.: Articulação radio cárpica.

Articulação Radio cárpica


3 - Sistema Muscular: Dentro do aparelho locomotor (ossos, junturas e
músculos) os músculos são os elementos ativos do movimento, os ossos são os elementos
passivos do movimento (alavancas biológicas). Os músculos são estruturas que movem
os segmentos do corpo por encurtamento da distância que existe entre suas extremidades
fixadas, ou seja, por contração. A miologia é o estudo dos músculos. As células
musculares se especializam para a contração e relaxamento.
3.1 - Tipos de Contração: São dois tipos  Voluntária e Involuntária.
a) Contração Voluntária: O impulso para a contração resulta de um ato de vontade.
Ex.: Músculos Estriados Esqueléticos;
b) Contração Involuntária: O impulso parte de uma parte do sistema nervoso e o
indivíduo não tem controle consciente. Ex.: Músculo Cardíaco e Músculo Liso Visceral.

3.2 - Classificação Histológica dos Músculos: Existem três tipos  Músculo


Estriado Esquelético, Músculo Liso Visceral e Músculo Cardíaco.
a) Músculo Estriado Esquelético: O tipo de contração é voluntária e
histologicamente apresenta estriações transversais. Está situado nas camadas superficiais
do corpo, liga-se às cartilagens e aos ossos por meio de tendões e aponeuroses;
b) Músculo Liso Visceral: O tipo de contração desse músculo é involuntário e
histologicamente não possui estriações, portanto, é liso. É responsável pelo movimento
das vísceras como o esôfago, estômago e intestinos. O movimento dessas estruturas
denomina-se peristalse.
c) Músculo Cardíaco: Assemelha-se ao músculo estriado, histologicamente. Mas
atua como músculo involuntário.

3.3 - Estrutura do Músculo: Um músculo esquelético possui uma porção média


e extremidades. A porção média é chamada ventre muscular. As extremidades dos
músculos são muito resistentes e praticamente inextensíveis, são constituídos por tecido
conjuntivo denso, rico em fibras colágenas. Quando as extremidades são cilindróides ou
tem forma de fita, chamam-se tendões; quando são laminares, recebem a denominação
aponeurose. Tendões e aponeuroses têm como função fixar o músculo ao esqueleto.
Cada fibra muscular é envolvida por uma
delgada bainha de tecido conectivo, o endomísio.
O conjunto de várias fibras musculares forma os
fascículos, que estão envolvidos pelo perimísio. O
agrupamento de vários fascículos ou feixes
musculares formam os músculos. Cada músculo é
envolvido por outra camada de tecido conectivo, o
epimísio. Toda essa estrutura está envolvida por
mais uma camada, a fáscia muscular, que funciona
como bainha elástica de contenção para que os
músculos possam exercer eficientemente um
trabalho de tração ao se contrair. Outra função
desempenhada pelas fáscias é permitir o fácil
deslizamento dos músculos entre si.
3.4 - Mecânica Muscular: A contração do ventre muscular vai produzir um
trabalho mecânico, em geral representado pelo deslocamento de um segmento do corpo.
As extremidades do músculo prendem-se em pelo menos dois ossos de maneira que o
músculo cruza a articulação. Ao contrair-se o ventre muscular, há um encurtamento do
comprimento do músculo presa à peça esquelética.

3.5 - Origem e Inserção Muscular: A origem ou


ponto fixo é a extremidade do músculo presa à peça
óssea que não se desloca. A inserção ou ponto móvel é a
extremidade do músculo presa à peça óssea que se
desloca. Geralmente, a origem é proximal e a inserção
distal.

3.6 - Classificação dos Músculos quanto à Origem: Quando os músculos se


originam por mais de um tendão diz-se que apresentam mais de uma cabeça de origem.
Podem ser: bíceps (2 cabeças), tríceps (3 cabeças) ou quadríceps (4 cabeças).

3.7 - Classificação dos Músculos quanto à Inserção: Quando os músculos se


inserem por mais de uma tendão diz-se que apresentam mais de uma cauda de inserção.
Podem ser: bicaudados (2 tendões) e policaudados (3 ou mais tendões).

3.8 - Classificação dos Músculos quanto à Ação: Dependendo da ação principal


resultante da contração do músculo, o mesmo pode ser classificado como flexor, extensor,
adutor, abdutor, rotador, pronador, supinador etc.

3.9 - Classificação Funcional dos Músculos: Podem ser de três tipos 


Agonistas, Antagonistas ou Sinergistas.
a) Músculo Agonista: É o agente principal na execução do movimento, ou seja,
ele faz a contração e movimenta as peças ósseas;
b) Músculo Antagonista: Se opõe ao trabalho do agonista e tem como função
regular a rapidez ou a potência de ação do agonista;
c) Músculo Sinergista: Atua no sentido de eliminar algum movimento indesejado
que o agonista poderia realizar.

4 - Sistema Tegumentar: O tegumento comum constitui o manto contínuo que


envolve todo o organismo, protegendo-o e adaptando-o ao meio ambiente. Esse invólucro
somente é interrompido ao nível dos orifícios naturais (narinas, boca, olhos, orelha, ânus,
vagina e pênis) onde se prolonga pela respectiva mucosa.
Sob o ponto de vista anatômico o tegumento comum é formado por dois planos, o
mais superficial denominado cútis ou pele e o mais profundo tela subcutânea.
Dependentes da cútis encontramos uma série de estruturas chamadas anexos
cutâneos, que são os pelos, as unhas e as glândulas (sebáceas, sudoríferas, ceruminosas,
vestibulares nasais, axilares, circumanais e mamas).
Funções da pele (resumo):
a) Regulação da temperatura corporal, pelo fluxo sanguíneo e pelo suor.
b) Proteção, barreira física, infecções, desidratação e radiação UV.
c) Sensibilidade, através de terminações nervosas receptoras de tato, pressão, calor
e dor.
d) Excreção, de água e sais minerais, componentes da transpiração.
e) Imunidade, células epidérmicas são importantes para a imunidade.
f) Síntese de vitamina D, em função à exposição aos raios UV.
g) Absorção de substâncias, principalmente gordurosa, como hormônios, vitaminas
e medicamentos.
4.1 - Epiderme: Delgada túnica superficial derivada do ectoderma embrionário,
formada por várias camadas de células achatadas (epitélio pavimentoso estratificado). A
camada mais periférica da epiderme é constituída por células mais resistentes,
queratinizadas, as quais se acham em constante descamação, sendo substituídas pelas
subjacentes, do que decorre constante renovação.
A epiderme é está disposta em 5 camadas:
- Extrato Córneo: É uma membrana celular forte rica em queratina, é elástica e
semitransparente que age como barreira à passagem de água;
- Extrato Lúcido;
- Extrato Granuloso;
- Extrato Espinhoso;
- Extrato Basal, Cilíndrico ou camada Germinativa: Responsável pelo surgimento das
células epiteliais.
A epiderme é mais espessa ao nível da palma e da planta e mais delgada nas
pálpebras, prepúcio, pequenos lábios vaginais e escroto.
A melanina é o principal pigmento epidérmico, controlado pelo hormônio
melanócito-estimulante (MSH) da adenohipófise (lobo anterior).
4.2 - Derme ou cório: Do latim corium = couro, significando a membrana espessa
que resulta após ter sido curtida a pele de certos animais e que subpõe-se à epiderme.
Constituída de tecido conjuntivo (mesodérmico) denso. Na palma e planta a derme é
percorrida por cristas e sulcos, utilizáveis para identificação individual (papiloscopia ou
dactiloscopia). É na derme que encontramos a raiz dos pelos e a maioria das glândulas
anexas a ainda é aqui que termina pelo menos uma das extremidades das fibras musculares
dos músculos cutâneos da cabeça, pescoço, palma, dartos escrotal e grandes lábios,
músculo aréolo-papilar da mama e eretores dos pelos.
A derme está disposta em 2 camadas:
- Camada Papilar: Constitui-se de um estrato superficial de delicadas fibras colágenas,
elásticas e frouxas, associadas a fibroblastos, mastócitos e macrófagos;
- Camada Reticular: É a mais profunda e mais espessa e é constituída por grossos e densos
feixes de fibras colágenas.
4.3 - Tela subcutânea ou tecido celular subcutâneo (TCSC) ou hipoderme:
encontrada profundamente à derme, formado por tecido conjuntivo frouxo (areolar) e
gordura (panículo adiposo). Permite o deslizamento da pele sobre os planos subjacentes,
oferece proteção (amortecedor) e constitui-se em verdadeiro sistema de armazenamento
de gordura (energia). Em alguns locais o TCSC é exíguo ou inexistente, como nas
pálpebras, pavilhão da orelha, prepúcio, escroto, e pequenos lábios vaginais.
A hipoderme possui três camadas:
- Camada Areolar: É a mais superficial e delimita pequenas bolsas onde se deposita a
gordura. Essa gordura é a que se conserva por mais tempo no emagrecimento;
- Fáscia Superficial ou Fáscia Subcutânea: è uma lâmina fibrosa de desenvolvimento
variável nas diferentes regiões do corpo;
- Camada Lamelar: A mais profunda das três camadas e apresenta a gordura mais lábil,
ou seja, nas solicitações do organismo por uma reserva energética, durante exercícios por
exemplo, essa camada adiposa lamelar será a primeira que vai sofrer queima das suas
moléculas.
Fig. 3.: Representação esquemática da epiderme, derme e tela subcutânea.

4.4 - Pêlos: Filamentos flexíveis formados por células queratinizadas que se


implantam na derme. Dividido numa parte externa (haste) e numa raiz.
A raiz está contida no folículo piloso, no fundo do qual encontramos uma dilatação
chamada bulbo do pelo. Como anexos do pelo temos as glândulas sebáceas e os músculos
eretores dos pelos.
Distribuição dos Pêlos: chamados lanugem ao nascimento, são substituídos pelos
vilos. Denominações especiais por região:
1. Cabelos, couro cabeludo.
2. Supercílios, órbitas.
3. Cílios, nas pálpebras.
4. Vibrissas, vestíbulo nasal.
5. Tragos, meato acústico externo.
6. Bigode, lábio superior.
7. Barba, face.
8. Hircos, axilas.
9. Pubes, região pubiana, monte púbico.

Não há pelos na palma, na planta e no dorso das falanges distais.


Os cabelos crescem meio mm por dia.

4.5 - Unhas: Lâminas queratinizadas


que recobrem parcialmente o dorso das
falanges distais de mãos e pés, com a função
precípua de protegê-las. Duas faces (superficial
e profunda) e quatro bordas (laterais, proximal
e distal). A face profunda assenta sobre o cório
que a esse nível se chama leito ungueal. A face
superficial é convexa. A borda proximal
constitui a raiz da unha.
4.6 - Glândulas Sebáceas: Vistas com o pelo, situadas junto ao folículo piloso
aonde se abre por curto e largo ducto. A contração do músculo eretor ajuda a expelir o
conteúdo gorduroso. Não existem em pele glabra. Nas pálpebras encontramos dois tipos
de glândulas sebáceas modificadas: as glândulas társicas e as glândulas ciliares sebáceas.
Na aréola mamária também encontramos outra modificação dessas estruturas que são as
glândulas areolares.
4.7 - Glândulas Sudoríparas:
Constituídas por um fino e longo tubo que no
início se enovela, chamado corpo da glândula,
profundamente situado no cório, chegando
mesmo a ultrapassa-lo atingindo o TCSC.
Secretam o suor através do poro sudorífero.
4.8 - Glândulas Ceruminosas: situadas no meato
acústico externo, secretam o cerúmen.
4.9 - Glândulas Circumanais: localizadas na cútis que circunda o ânus.

5 - Sistema Cardiovascular: É um sistema fechado, sem comunicação com o


exterior, constituído por tubos, no interior dos quais circulam os humores.Os tubos são
chamados vasos e os humores são o sangue e a linfa. Para que estes humores possam
circular através dos vasos, há um órgão central – o coração, que funciona como uma
bomba contrátil-propulsora. A função básica desse sistema é a de levar material nutritivo
que foi absorvido pela digestão dos alimentos às células de todas as partes do organismo.
Da mesma forma, o oxigênio é incorporado ao sangue, quando este circula pelos
pulmões, será levado a todas as células.

5.1 - Divisão do Sistema Cardiovascular: Está constituído por:


a) Sistema Sangüífero: Cujos componentes são os vasos condutores do sangue
(artérias, veias e capilares) e o coração;
b) Sistema Linfático: Formado pelos vasos condutores da linfa (capilares
linfáticos, vasos linfáticos e troncos linfáticos);
c) Órgãos Hematopoiéticos: Representados pela medula óssea e pelos órgãos
linfóides (baço e timo).

5.2 - Coração: O coração é um órgão oco que se contrai ritmicamente,


impulsionando sangue para todo o corpo. Está situado dentro do tórax, num espaço
chamado de mediastino que fica entre os dois pulmões (limites laterais), por cima do
diafragma (limite inferior), na frente da coluna vertebral, em sua porção torácica, e por
trás do osso esterno.
O coração é formado por três túnicas que são de fora para dentro, pericárdio ,
miocárdio e endocárdio.
O músculo cardíaco é composto pelo miocárdio, que é a túnica mais espessa, o
endocárdio é uma fina membrana que a forra intimamente a parte interna do coração e o
epicárdio (folheto visceral do pericárdio) adere a parte externa do coração. O pericárdio
fibroso ou saco pericárdio (parte parietal do pericárdio) é onde o coração está alojado
dentro. Tem a forma de um cone achatado no sentido antero-posterior.
Situa-se no mediastino, o coração ocupa uma posição oblíqua estando com o ápice
voltado para baixo, para a esquerda e para frente e a base para cima, para trás e para
direita. O coração está por trás do esterno ficando 1/3 à direita da linha mediana e 2/3 à
esquerda dessa linha. A área cardíaca está situada entre o segundo espaço intercostal e o
quinto espaço intercostal. No segundo espaço intercostal há 2 cm da borda do esterno
para a esquerda podemos estabelecer o ponto A, o ponto B fica na mesma altura só que
para á direita cerca de 1 cm da borda do esterno. Ao nível do quinto espaço intercostal
justamente na borda direita do osso esterno podemos estabelecer o ponto C, e finalmente
o ponto D pode ser estabelecido a 6 cm da borda esquerda do osso esterno. Ligando os
quatros pontos teremos a área cardíaca. O ponto D corresponde à ponta do coração, local
onde se pode observar as batidas do coração, batimento conhecido por Ictus Cordis.
O coração é comparado ao punho, deve-se fletir sem muita força os dedos da mão
esquerda, colocando a ponta do polegar na curva do índex. A visão dorsal da mão da uma
idéia do seu volume.
O coração tem a forma de uma pirâmide triangular. Apresentando uma base, um
ápice e três faces: As faces são esternocostal (anterior), diafragmática (inferior) e
pulmonar (esquerda).
Interiormente o coração é subdividido em quatro cavidades, duas superiores (átrios direito
e esquerdo) e duas inferiores (ventrículos direito e esquerdo). Internamente entre os átrios
e os ventrículos temos óstios atrioventriculares que servem de passagem de sangue de
uma câmara a outra. No sentido longitudinal temos entre os dois átrios o septo interatrial
e entre os dois ventrículos o septo interventricular. Externamente os óstios
atrioventriculares correspondem ao sulco coronário, que é ocupado por artérias e veias
coronárias, este sulco circunda o coração e é interrompido anteriormente pelas artérias
aorta e pelo tronco pulmonar.
Na face esternocostal dificilmente pode-se separar os átrios, mas já na face
diafragmática eles podem ser separados pelo sulco interatrial. O septo interventricular na
face anterior corresponde ao sulco interventricular anterior e na face diafragmática ao
sulco interventricular posterior. O sulco interventricular termina inferiormente a alguns
centímetros do à direita do ápice do coração, em correspondência a incisura do ápice do
coração. O sulco interventricular anterior é ocupado pelos vasos interventriculares
anteriores.
O sulco interventricular posterior parte do sulco coronário e desce em direção à
incisura do ápice do coração. Este sulco é ocupado pelos vasos interventriculares
posteriores.

5.3 - Configuração Interior: O átrio direito comunica-se com o ventrículo direito


e o esquerdo com o ventrículo esquerdo através do óstio atrioventricular, assim podemos
dividir o coração em duas partes distintas: a esquerda onde circula só sangue arterial
(oxigenado) e a direita onde transita sangue venoso (rico em gás carbônico).
Os átrios têm a forma cubóide.
As câmaras do coração são:
- Átrio Direito: É mais alongado verticalmente e pode ser subdividido em duas
câmaras: uma que corresponde à direção das duas veias cavas, que é o seio das veias
cavas, e outra de relevo muito acidentado.
Essas duas câmaras por dentro são delimitadas por uma saliência que é a crista
terminal, a qual corresponde externamente a uma depressão denominada sulco terminal.
Na parede medial do átrio direito, que é constituída pelo septo interatrial, encontramos
uma depressão que é a fossa oval. Entre as veias cavas e mais próximo da veia cava
inferior, encontramos uma saliência chamada tubérculo intervenoso. Anteriormente, o
átrio direito apresenta uma expansão piramidal denominada aurícula direita, que serve
para amortecer o impulso do sangue ao penetrar no átrio. O átrio direito recebe três veias:
a veia cava superior de onde desemboca sangue da cabeça e dos membros superiores, a
veia cava inferior que recebe sangue proveniente do abdômen e dos membros inferiores,
e o seio coronário que recebe sangue do próprio coração. Os orifícios onde as veias cavas
desembocam têm os nomes de óstios das veias cavas. No óstio da veia cava inferior há
uma fina lâmina que impede que o sangue reflua para baixo denominado válvula da veia
cava inferior, e no óstio da veia cava superior há apenas uma válvula parcial. O orifício
de desembocadura do seio coronário é chamado de óstio do seio coronário e encontramos
também uma lâmina que impede que o sangue retorne do átrio para o seio coronário que
é denominada de válvula do seio coronário.
- Átrio Esquerdo: É também irregularmente cubóide, porém de maior eixo disposto
transversalmente no sentido da desembocadura das veias pulmonares que são em número
de quatro, duas de cada lado, uma superior direita e outra inferior direita, uma superior
esquerda e outra inferior esquerda. Os orifícios dessas veias são denominados de óstios
das veias pulmonares. O átrio esquerdo também apresenta uma expansão piramidal
chamada aurícula esquerda.
- Ventrículo Direito: É subdividido em duas câmaras uma que se relaciona com o óstio
atrioventricular direito que é a câmara venosa, e outra que se relaciona com o óstio de
tronco pulmonar chamada câmara arterial. O orifício de entrada é o óstio atrioventricular
direito e o de saída o óstio do tronco pulmonar. No óstio atrioventricular direito existe um
aparelho denominado valva tricúspide que serve para impedir que o sangue retorne do
ventrículo para o átrio direito. Essa valva é constituída por três lâminas membranáceas,
esbranquiçadas e irregularmente triangulares, de base implantada no rebodo do óstio e o
ápice dirigido para baixo e preso ás paredes do ventrículo por intermédio de filamentos.
Cada lâmina é denominada cúspide. Temos uma cúspide anterior, outra posterior e outra
septal. O ápice das cúspides é preso por filamentos denominados cordas tendíneas, as
quais se inserem em pequenas colunas cárneas chamadas de músculos papilares. A valva
do tronco pulmonar também é constituída por pequenas lâminas, porém estas estão
dispostas em concha, denominadas válvulas semilunares (anterior, esquerda e direita). No
centro da borda livre de cada uma das válvulas encontramos pequenos nódulos
denominados nódulos das válvulas semilunares (pulmonares).
- Ventrículo Esquerdo: É subdividido em duas câmaras, uma em relação ao óstio
atrioventicular esquerdo que é a câmara venosa, e outra câmara arterial que constitui o
vestíbulo aótico. No óstio atrioventricular esquerdo encontramos a valva atrioventricular
esquerda, constituída apenas por duas laminas denominadas cúspides dá-se o nome a essa
valva de bicúspide. As cúspide são anterior e posterior. A valva aórtica é constituída por
três válvulas semilunares (direita, esquerda e posterior). Nesta valva existem nódulos no
centro da margem livre de cada válvula denominados nódulos das válvulas aórticas.
Os Ventrículos têm uma forma que poderia ser comparada a um cone. O ventrículo
esquerdo é sensivelmente mais cônico, enquanto o direito é representado por um cone
achatado transversalmente ajustando-se ao ventrículo esquerdo. Na face anterior do
coração teremos oportunidade de observar que o ventrículo direito ocupa ¾ dessa face.

Fig. 4: Representação esquemática do coração.


Sístole é a contração do músculo cardíaco, temos a sístole atrial que impulsiona
sangue para os ventrículos. Assim as valvas atrioventriculares estão abertas à passagem
de sangue e a pulmonar e a aórtica estão fechadas. Na sístole ventricular as valvas
atrioventriculares estão fechadas e as semilunares abertas a passagem de sangue.
Diástole é o relaxamento do músculo cardíaco, é quando os ventrículos se
enchem de sangue, neste momento as valvas atrioventriculares estão abertas e as
semilunares estão fechadas.
Em conclusão disso podemos disser que o ciclo cardíaco compreende:
1- Sístole atrial;
2- Sístole ventricular;
3- Diástole ventricular.
5.4 - Circulação do Sangue: A circulação
se faz por meio de duas correntes sangüíneas, as
quais partem ao mesmo tempo do coração. A
primeira corrente sai do ventrículo direito através
do tronco pulmonar e se dirige aos capilares
pulmonares, onde se processa a hematose (troca de
CO2 por O2). O sangue oxigenado resultante é
levado pelas veias pulmonares e lançado no átrio
esquerdo, onde passará para o ventrículo esquerdo.
A segunda corrente sai do ventrículo esquerdo pela
artéria aorta, a qual vai se ramificando
sucessivamente e chega a todos os tecidos do
organismo, onde existem extensas redes de vasos
capilares, nos quais se processam as trocas entre o
sangue e os tecidos. Após as trocas, o sangue
carregado de resíduos e CO2 retorna ao coração
através de numerosas veias, as quais em última
instância, são tributárias (ou afluentes) de dois
grandes tronos venosos – veia cava superior e veia
cava inferior que desembocam no átrio direito, de
onde passará para o ventrículo direito.
5.5 - Sistema de Condução: O controle da atividade cardíaca é feita através dos
nervos vago (atua inibindo) e do simpático (atua estimulando). Estes nervos agem sobre
uma formação situada na parede do átrio direito – o nodo sinu-atrial, que é considerado
o “marcapasso” do coração. Daí, ritmicamente, o impulso espalha-se no miocárdio,
resultando em contração. Este chega ao nodo átrio-ventricular, localizado na porção
inferior do septo interatrial e se propaga nos ventrículos através do feixe átrio-
ventricular. Este, ao nível da porção superior do septo interventricular, emite os ramos
direito e esquerdo, e assim, o estímulo chega ao miocárdio.
5.6 - Tipos de Circulação: Existem dois tipos:
a) Circulação Pulmonar: Tem inicio no ventrículo direito de onde o sangue é
bombeado para a rede capilar dos pulmões. Depois de sofrer hematose, o sangue
oxigenado retorna ao átrio esquerdo. Coração  Pulmão  Coração.
b) Circulação Sistêmica: Tem inicio no ventrículo esquerdo de onde o sangue é
bombeado para a rede capilar dos tecidos de todo o organismo. Após as trocas, o sangue
retorna pelas veias ao átrio direito. Coração  Tecidos  Coração.

5.7 - Tipos de Vasos Sangüíneos: Existem três tipos de vasos sangüíneos:


a) Artérias: São tubos cilindróides, elásticos, nos quais circula sangue rico em
oxigênio (exceto o tronco pulmonar), ou seja, sangue arterial. Podem ser classificadas
em artérias de grande, médio e pequeno calibre e arteríolas.
b) Veias: São tubos maleáveis nos quais circula sangue rico em gás carbônico
(exceto as veias pulmonares), ou seja, sangue venoso. Podem ser classificadas em veias
de grande, médio e pequeno calibre e vênulas.
c) Capilares: São vasos microscópicos, interpostos entre artérias e veias. Neles se
processam as trocas entre o sangue e os tecidos.

6 - Sistema Linfático: Sistema paralelo ao circulatório, constituído por uma vasta


rede de vasos semelhantes às veias (vasos linfáticos), que se distribuem por todo o corpo
e recolhem o líquido tissular que não retornou aos capilares sangüíneos, filtrando-o e
reconduzindo-o à circulação sangüínea.
O Sistema Linfático é constituído pela linfa, vasos e órgãos linfáticos.
Os capilares linfáticos estão presentes
em quase todos os tecidos do corpo. Capilares
mais finos vão se unindo em vasos linfáticos
maiores, que terminam em dois grandes dutos
principais: o duto torácico (recebe a linfa
procedente da parte inferior do corpo, do lado
esquerdo da cabeça, do braço esquerdo e de
partes do tórax) e o duto linfático (recebe a linfa
procedente do lado direito da cabeça, do braço
direito e de parte do tórax), que desembocam
em veias próximas ao coração.
6.1 - Linfa: Líquido que circula pelos
vasos linfáticos. Sua composição é semelhante
à do sangue, mas não possui hemácias, apesar
de conter glóbulos brancos dos quais 99% são
linfócitos. No sangue os linfócitos
representam cerca de 50% do total de glóbulos
brancos.
6.2 - Órgãos linfáticos: Amígdalas (tonsilas), adenóides, baço, linfonodos (
nódulos linfáticos) e timo (tecido conjuntivo reticular linfóide: rico em linfócitos).
a) Amígdalas (tonsilas palatinas): Produzem linfócitos;
b) Timo: Órgão linfático mais desenvolvido no período prenatal, involui desde o
nascimento até a puberdade;
b) Linfonodos ou nódulos linfáticos: Órgãos linfáticos mais numerosos do
organismo, cuja função é a de filtrar a linfa e eliminar corpos estranhos que ela possa
conter como vírus e bactérias. Nele ocorrem linfócitos, macrófagos e plasmócitos. A
proliferação dessas células provocada pela presença de bactérias ou
substâncias/organismos estranhos determina o aumento do tamanho dos gânglios, que se
tornam dolorosos, formando a íngua;
d) Baço: Órgão linfático, excluído da circulação linfática, interposto na circulação
sangüínea e cuja drenagem venosa passa, obrigatoriamente, pelo fígado. Possui grande
quantidade de macrófagos que, através da fagocitose, destroem micróbios, restos de
tecido, substâncias estranhas, células do sangue em circulação já desgastadas como
eritrócitos, leucócitos e plaquetas. Dessa forma, o baço “limpa” o sangue, funcionando
como um filtro desse fluído tão essencial. O baço também tem participação na resposta
imune, reagindo a agentes infecciosos. Inclusive, é considerado por alguns cientistas, um
grande nódulo linfático.

6.3 - Origem dos linfócitos: Medula óssea (tecido conjuntivo reticular mielóide:
precursor de todos os elementos figurados do sangue). Linfócitos T – maturam-se no
timo; Linfócitos B – saem da medula já maduros. Os linfócitos chegam aos órgãos
linfáticos periféricos através do sangue e da linfa.
Resumindo, o sistema linfático é um sistema auxiliar de drenagem formado por
vasos e órgãos linfóides que tem como objetivo a circulação de linfa (um líquido aquoso,
claro que está contido dentro deste sistema). Este sistema auxilia o sistema venoso pois
nem todos as moléculas que estão contidas nas células conseguem passar diretamente
para os capilares sangüíneos, elas precisam ser recolhidas por capilares especiais,
capilares linfáticos, de onde a linfa segue para os vasos linfáticos e destes para os troncos
linfáticos que lançam a linfa em veias de médio e grande calibre. Estes vasos linfáticos
são muito encontrados na pele e nas mucosas e estes e apresentam válvulas como as veias
que asseguram que o fluxo corra em uma só direção, ou seja, para o coração. No sistema
linfático encontramos estruturas denominadas linfonodos que tem como objetivo servir
de barreira ou filtro contra a penetração de toxinas na corrente sangüínea, estes
linfonodos encontram-se no trajeto dos vasos linfáticos, e são estrutura de defesa do
organismo, e para isso produzem glóbulos brancos principalmente os linfócitos. Muitas
vezes os linfonodos estão localizados ao longo de um vaso sangüíneo no pescoço, no
tórax, no abdômen e na pelve e em um processo inflamatório estes se tornam doloridos e
são chamados de íngua.
7 - Sistema Respiratório: A função do sistema respiratório é facultar ao
organismo uma troca de gases com o ar atmosférico, assegurando permanente
concentração de oxigênio no sangue, necessária para as reações metabólicas, e em
contrapartida servindo como via de eliminação de gases residuais, que resultam dessas
reações e que são representadas pelo gás carbônico.
O intercâmbio dos gases faz-se ao nível dos pulmões, mas para atingi-los o ar deve
percorrer diversas porções de um tubo irregular, que recebe o nome conjunto de vias
aeríferas.
As vias aeríferas podem ser divididas em: NARIZ - FARINGE - LARINGE -
TRAQUÉIA – BRÔNQUIOS.

7.1 - Nariz: O nariz é uma protuberância situada no centro da face, sendo sua
parte exterior denominada nariz externo e a escavação que apresenta interiormente
conhecida por cavidade nasal.
O nariz externo tem a forma de uma pirâmide triangular de base inferior e cuja a
face posterior se ajusta verticalmente no 1/3 médio da face. As faces laterais do nariz
apresentam uma saliência semilunar que recebe o nome de asa do nariz.
A cavidade nasal é a escavação que encontramos no interior do nariz, ela é
subdividida em dois compartimentos um direito e outro esquerdo. Cada compartimento
dispõe de um orifício anterior que é a narina e um posterior denominado coana. As coanas
fazem a comunicação da cavidade nasal com a faringe. É na cavidade nasal que o ar torna-
se condicionado, ou seja, é filtrado, umidecido e aquecido. Na parede lateral da cavidade
nasal encontramos as conchas nasais (cornetos) que são divididas em superior, média e
inferior.
7.2 - Faringe: A faringe é um tubo que começa nas coanas e estende-se para baixo
no pescoço. Ela se situa logo atrás das cavidades nasais e logo a frente às vértebras
cervicais. Sua parede é composta de músculos esqueléticos e revestida de túnica mucosa
.A faringe funciona como uma passagem de ar e alimento. A porção superior da faringe,
denominada parte nasal ou nasofaringe, tem as seguintes comunicações: duas com as
coanas, dois óstios faringeos das tubas auditivas e com a orofaringe.
A parte da orofaringe tem comunicação com a boca e serve de passagem tanto
para o ar como para o alimento.
A laringofaringe estende-se para baixo a partir do osso hióide, e conecta-se com
o esôfago (canal do alimento) e posteriormente com a laringe (passagem de ar). Como a
parte oral da faringe, a laringofaringe é uma via respiratória e também uma via digestória.
A tuba auditiva também se comunica com a faringe através do ósteo faríngico da tuba
auditiva, que por sua vez conecta a parte nasal da farínge com a cavidade média timpânica
do ouvido.

7.3 - Laringe: A laringe é um órgão curto que conecta a faringe com a traquéia.
Ela se situa na linha mediana do pescoço, diante da quarta, quinta e sexta vértebra
cervicais.
A parede da laringe é composta de nove peças de cartilagens. Três são ímpares e
três são pares. As três peças ímpares são a cartilagem tireóide, a epiglote e a cartilagem
cricóide.
A cartilagem tireóide consiste de cartilagem hialina e forma a parede anterior e
lateral da laringe, é maior nos homens devido à influência dos hormônios durante a fase
da puberdade. As margens posteriores das lâminas apresentam prolongamentos em
formas de estiletes grossos e curtos, denominados cornos superiores e inferiores.
A cartilagem cricóide localiza-se logo abaixo da cartilagem tireóide e antecede a traquéia.
A epiglote se fixa no osso hióide e na cartilagem tireóide. A epiglote é uma espécie de
"porta" para o pulmão, onde apenas o ar ou substâncias gasosas entram e saem dele. Já
substâncias líquidas e sólidas não entram no pulmão, pois a epiglote fecha-se e este dirige-
se ao esôfago. As cartilagens pares são a aritenóide, corniculada e cuneiforme. A
cartilagem aritenóide articula-se com a cartilagem cricóide, estabelecendo uma
articulação do tipo diartrose.

A cartilagem corniculada situa-se acima da cartilagem aritenóide. A cartilagem


cuneiforme é muito pequena e localiza-se anteriormente à cartilagem corniculada
correspondente, ligando cada aritenóide à epiglote. A laringe também desempenha função
na produção de som, que resulta na fonação. Na sua superfície interna, encontramos uma
fenda ântero-posterior denominada vestíbulo da laringe, que possui duas pregas: prega
vestibular (cordas vocais falsas) e prega vocal (cordas vocais verdadeiras).
7.4 - Traquéia: A traquéia constitui um tubo que faz continuação à laringe,
penetra no tórax e termina se bifurcando nos 2 brônquios principais. Ela se situa
medianamente e anterior ao esôfago, e apenas na sua terminação, desvia-se ligeiramente
para a direita.
O arcabouço da traquéia é constituído aproximadamente por 20 anéis cartilagíneos
incompletos para trás, que são denominadas cartilagens traqueais.
Internamente a traquéia é forrada por mucosa, onde abundam glândulas, e o epitélio é
ciliado, facilitando a expulsão de mucosidades e corpos estranhos.
Inferiormente a traquéia se bifurca, dando origem aos 2 brônquios principais: direito e
esquerdo. A parte inferior da junção dos brônquios principais é ocupada por uma saliência
ântero-posterior que recebe o nome de carina da traquéia, e serve para acentuar a
separação dos 2 brônquios.
7.5 - Brônquios: Os brônquios principais fazem a ligação da traquéia com os
pulmões, são considerados um direito e outro esquerdo.
O brônquio principal direito aproxima-se da direção da traquéia, isto é, é menos
oblíquo, mais curto e mais grosso. Ao atingirem os pulmões correspondentes, os
brônquios principais subdividem-se nos brônquios lobares. Os brônquios lobares
subdividem-se em brônquios segmentares, cada um destes distribuindo-se a um segmento
pulmonar. Os brônquios segmentares ramificam-se abundantemente em bronquíolos
e estes em alvéolos (local que ocorre a trocas de gases - Hematose).
7.6 - Pulmões: Os pulmões são duas vísceras situadas uma de cada lado, no
interior do tórax e onde se dá o encontro do ar atmosférico com o sangue circulante,
ocorrendo então, as trocas gasosas (HEMATOSE). Eles estendem-se do diafragma até
um pouco acima das clavículas e estão justapostos às costelas.
Os pulmões tem em média o peso de 700 gramas. Os pulmões tem em média a
altura de 25 centímetros.
O pulmão direito é o mais espesso e mais largo que o esquerdo. Ele também é um
pouco mais curto pois o diafragma é mais alto no lado direito para acomodar o fígado. O
pulmão esquerdo tem uma concavidade que é a incisura cardíaca.
Cada pulmão têm uma forma que lembra uma pirâmide com um ápice, uma base,
três bordas e três faces:
- Ápice do Pulmão: Está voltado cranialmente e tem forma levemente arredondada.
Apresenta um sulco percorrido pela artéria subclávia, denominado sulco da artéria
subclávia. No corpo, o ápice do pulmão atinge o nível da articulação esterno-clavicular;
- Base do Pulmão : A base do pulmão apresenta uma forma côncava, apoiando-se sobre
a face superior do diafragma. A concavidade da base do pulmão direito é mais profunda
que a do esquerdo (devido à presença do fígado);
- Bordas do Pulmão : Os pulmões apresentam três bordas: uma anterior, uma posterior e
uma inferior. Aborda anterior é delgada e estende-se à face ventral do coração. A borda
anterior do pulmão esquerdo apresenta uma incisura produzida pelo coração, a incisura
cardíaca. A borda posterior é romba e projeta-se na superfície posterior da cavidade
torácica. A borda inferior apresenta duas porções: (1) uma que é delgada e projeta-se no
recesso costofrênico e (2) outra que é mais arredondada e projeta-se no mediastino .
- Faces: O pulmão apresenta três faces:
a) Face Costal (face lateral): é a face relativamente lisa e convexa, voltada para a
superfície interna da cavidade torácica;
b) Face Diafragmática (face inferior): é a face côncava que assenta sobre a cúpula
diafragmática;
c) Face Mediastínica (face medial): é a face que possui uma região côncava onde
se acomoda o coração. Dorsalmente encontra-se a região denominada hilo ou raiz do
pulmão.

7.7 - Divisão dos Pulmões: Os pulmões apresentam características morfológicas


diferentes. O pulmão direito apresenta-se constituído por três lobos divididos por duas
fissuras. Uma fissura obliqua que separa lobo inferior dos lobos médio e superior e uma
fissura horizontal, que separa o lobo superior do lobo médio. O pulmão esquerdo é
dividido em um lobo superior e um lobo inferior por uma fissura oblíqua. Anteriormente
e inferiormente o lobo superior do pulmão esquerdo apresenta uma estrutura que
representa resquícios do desenvolvimento embrionário do lobo médio, a língula do
pulmão.
Cada lobo pulmonar é subdividido em segmentos pulmonares, que constituem
unidades pulmonares completas, consideradas autônomas sob o ponto de vista anatômico.
a) Pulmão Direito:
* Lobo Superior: apical, anterior e posterior
* Lobo Médio: medial e lateral
* Lobo Inferior: apical (superior), basal anterior, basal posterior, basal medial e basal
lateral.
b) Pulmão Esquerdo:
* Lobo Superior: apicoposterior, anterior, lingular superior e lingular Inferior
* Lobo Inferior: apical (superior), basal anterior, basal posterior, basal medial e basal
lateral
7.8 - Pleuras: É uma membrana serosa de dupla camada que envolve e protege
cada pulmão. Pleuras Visceral e Parietal.
A camada externa é aderida à parede da cavidade torácica e ao diafragma, e é
denominada Pleura Parietal (reflete-se na região do hilo pulmonar para formar a pleura
visceral). A camada interna, a Pleura Visceral reveste os próprios pulmões (adere-se
intimamente à superfície do pulmão e penetra nas fissuras entre os lobos).
Entre as pleuras há um pequeno espaço, a cavidade ou espaço pleural, que contém
líquido lubrificante secretado pela pleura. Este líquido reduz o atrito entre as camadas
durante a respiração.

7.9 - Hilo do Pulmão: A região do hilo localiza-se na face mediastinal de cada


pulmão sendo formado pelas estruturas que chegam e saem dele, onde temos: os
brônquios principais, artérias pulmonares, veias pulmonares, artérias e veias bronquiais e
vasos linfáticos.
Os brônquios ocupam posição caudal
e posterior, enquanto que as veias
pulmonares são inferiores e anteriores. A
artéria pulmonar ocupa uma posição superior
e mediana em relação a essas duas estruturas.
A raiz do pulmão direito encontra-se
dorsalmente disposta à veia cava superior. A
raiz do pulmão esquerdo relaciona-se
anteriormente com o nervo frênico.
Posteriormente relaciona-se com o nervo
vago.

8 - Sistema Digestivo: O Sistema Digestivo é constituído pelo trato gastrintestinal


e órgãos anexos.
O trato gastrintestinal é um tubo longo e sinuoso de 10 a 12 metros de
comprimento desde a extremidade cefálica (cavidade oral) até a caudal (ânus).
O sistema digestivo tem como função:
1- Destina-se ao aproveitamento pelo organismo, de substâncias estranhas ditas
alimentares, que asseguram a manutenção de seus processos vitais;
2- Transformação mecânica e química das macromoléculas alimentares ingeridas
(proteínas, carboidratos, etc.) em moléculas de tamanhos e formas adequadas para serem
absorvidas pelo intestino.;
3- Transporte de alimentos digeridos, água e sais minerais da luz intestinal para os
capilares sangüíneos da mucosa do intestino.
4- Eliminação de resíduos alimentares não digeridos e não absorvidos juntamente com
restos de células descamadas da parte do trato gastrintestinal e substâncias secretadas na
luz do intestino.
O processo digestivo se dá da seguinte forma:
Mastigação: Desintegração parcial dos alimentos, processo mecânico e químico.
Deglutição: Condução dos alimentos através da faringe para o esôfago.
Ingestão: Introdução do alimento no estômago.
Digestão: Desdobramento do alimento em moléculas mais simples.
Absorção: Processo realizado pelos intestinos.
Defecação: Eliminação de substâncias não digeridas do trato gastro intestinal.
O trato gastro intestinal apresenta diversos segmentos que sucessivamente são:
BOCA - FARINGE - ESÔFAGO - ESTÔMAGO - INTESTINO DELGADO -
INTESTINO GROSSO.
Órgãos Anexos:
* GLÂNDULAS PARÓTIDAS
* GLÂNDULAS SUBMANDIBULARES
* GLÂNDULAS SUBLINGUAIS
* FÍGADO
* PÂNCREAS

8.1 - Boca: A boca também referida como cavidade oral ou bucal é formada pelas
bochechas (formam as paredes laterais da face e são constituídas externamente por pele
e internamente por mucosa), pelos palatos duro (parede superior) e mole (parede
posterior) e pela língua (importante para o transporte de alimentos, sentido do gosto e
fala).
No interior da cavidade bucal encontramos os dentes, que são pequenos cones de
base ampliada, constituído por tecido muito resistente.
Os dentes tem como função a desintegração mecânica dos alimentos e
desempenham também papel relevante na dicção das palavras e na estética da face.

Os seres humanos possuem 2 conjuntos de dentes:

* Dentes Decíduos ou Dentes de Leite: surgem dos 6 meses aos 2 anos. São 20
dentes: quatro incisivos, dois caninos e quatro molares em cada maxilar.
* Dentes Permanentes: surgem dos 6 anos aos 18 anos. São 32 dentes: quatro
incisivos, dois caninos, quatro pré-molares e seis molares em cada maxilar.

A cavidade bucal está dividida em:

* Vestíbulo da Boca - espaço em forma de fenda limitado externamente pelos


lábios e as bochechas e internamente pelas gengivas e dentes
* Cavidade bucal propriamente dita - é limitada lateral e ventralmente pelos
processos alveolares com respectivos dentes e dorsalmente comunica-se com a faringe
por uma abertura estreitada denominada istmo da fauce.
8.2 - Faringe: A faringe é um tubo que se estende da boca até o esôfago e
apresenta suas paredes muito espessas devido ao volume dos músculos que a revestem
externamente, por dentro, o órgão é forrado pela mucosa faríngea, um epitélio liso, que
facilita a rapida passagem do alimento.
A faringe pode ainda ser dividida em três partes: nasal (nasofaringe), oral
(orofaringe) e laringea (laringofaringe):

- Parte Nasal: Situa-se posteriormente ao nariz e acima do palato mole e se diferencia da


outras duas partes por sua cavidade permanecer sempre aberta. Comunica-se
anteriormente com as cavidades nasais através das coanas. Na parede posterior encontra-
se a tonsila faríngea (adenóide em crianças).
- Parte Oral: Estende-se do palato mole até o osso hióide. Em sua parede lateral encontra-
se a tonsila palatina.
- Parte Laríngea: Estende-se do osso hióide à cartilagem cricóide. De cada lado do orifício
laríngeo encontra-se um recesso denominado seio piriforme.

8.3 - Esôfago: O esôfago é um tubo fibro-músculo-mucoso que se estende entre a


faringe e o estômago. Se localiza posteriormente à traquéia começando na altura da 7
vértebra cervical, e apresenta um tamanho de 25 centímetros.
O esôfago transporta o alimento ao estômago e secreta muco, que auxilia no
transporte.
O esôfago é formado por três porções:
* Porção Cervical: porção que está em contato íntimo com a traquéia;
* Porção Torácica: é a porção mais importante, passa por trás do brônquio esquerdo
(mediastino superior, entre a traquéia e a coluna vertebral);
* Porção Abdominal: repousa sobre o diafragma e pressiona o fígado, formando nele a
impressão esofágica.

8.4 - Estômago: O estômago está situado no abdome, logo abaixo do diafragma,


anteriomente ao pâncreas, superiormente ao duodeno e a esquerda do fígado. É
parcialmente coberto pelas costelas.
O estômago é o segmento mais dilatado do tubo digestório, em virtude dos
alimentos permanecerem nele por algum tempo, necessita ser um reservatório entre o
esôfago e o intestino delgado.
A forma e posição do estômago são muito variadas de pessoa para pessoa e por
isso não pode ser descrita como típica.
O estômago é divido em 4 áreas (regiões) principais: cárdia, fundo, corpo e piloro,
o fundo, que apesar do nome, situa-se no alto, acima do ponto onde se faz a junção do
esôfago com o estômago. O corpo representa cerca de 2/3 do volume total, para impedir
o refluxo do alimento para o esôfago, existe uma válvula (orifício de entrada do estômago
- óstio cárdico), a cárdia, situada logo acima da curvatura menor do estômago. É assim
denominada por estar próximo ao coração.
Para impedir que o bolo alimentar passe ao intestino delgado prematuramente, o
estômago é dotado de uma poderosa válvula muscular, um esfíncter chamado piloro
(orifício de saída do estômago - óstio pilórico).
Pouco antes da válvula pilórica encontramos uma porção denominada
antropilórica.
O estômago apresenta ainda duas partes: a curvatura maior (margem esquerda do
estômago) e a curvatura menor (margem direita do estômago).

8.5 - Intestino Delgado: O intestino delgado é provavelmente o órgão mais


importante da digestão, é nesse tubo de aproximadamente 7 metros que se processam as
mais relevantes fases da decomposição dos alimentos e da absorção de substâncias úteis.
Para acomodar tantos metros, o intestino delgado se dobra muitas vezes em alças
(alças intestinais). A alça duodenal é fixa, as demais são móveis de modo a poderem
alterar a forma de acordo com a conveniência do processo digestivo. Na parte anterior do
abdomen, o intestino delgado é recoberto por uma membrana gordurosa, o grande
omento, por trás, as alças intestinais estão frouxamente fixadas numa larga prega
peritoneal em forma de leque chamada mesentério.
O intestino delgado pode ser dividido em 3 partes:
- Duodeno: É a primeira porção do intestino delgado. Recebe este nome por ter seu
comprimento aproximadamente igual à largura de doze dedos (25 centímetros). É a única
porção do intestino delgado que é fixa. Não possui mesentério. Apresenta 4 partes:
a) Parte Superior ou 1ª porção - origina-se no piloro e estende-se até o colo da
vesícula biliar;
b) Parte Descendente ou 2ª porção - é desperitonizada:
* Ducto colédoco - provêm do fígado (trás a bile);
* Ducto pancreático - provêm do pâncreas (trás o suco ou secreção pancreática).
c) Parte Horizontal ou 3ª porção;
d) Parte Ascendente ou 4ª porção.
- Jejuno: É a parte do intestino delgado que faz continuação ao duodeno, recebe este nome
porque sempre que é aberto se apresenta vazio. É mais largo (aproximadamente 4
centímetros), sua parede é mais espessa, mais vascular e de cor mais forte que o íleo.
- Íleo: É o último segmento do intestino delgado que faz continuação ao jejuno. Recebe
este nome por relação com osso ilíaco. É mais estreito e suas túnicas são mais finas e
menos vascularizadas que o jejuno.
Distalmente, o íleo desemboca no intestino grosso num orifício que recebe o nome
de óstio ileocecal.

8.6 - Intestino Grosso: O intestino grosso pode ser comparado com uma
ferradura, aberta para baixo, mede cerca de 6,5 centímetros de diâmetro e 1,5 metros de
comprimento. Ele se estende do íleo até o ânus e está fixo à parede posterior do abdômen
pelo mesocolo.
O intestino grosso absorve a água com tanta rapidez que, em cerca de 14 horas, o
material alimentar toma a consistência típica do bolo fecal.
O intestino grosso apresenta algumas diferenças em relação ao intestino delgado:
o calibre, as tênias, os haustros e os apêndices epiplóicos.
O intestino grosso é mais calibroso que o intestino delgado, por isso recebe o nome
de intestino grosso. A calibre vai gradativamente afinando conforme vai chegando no
canal anal.
As tênias do cólon (fitas longitudinais) são três faixas de aproximadamente 1
centímetro de largura e que percorrem o intestino grosso em toda sua extensão. São mais
evidentes no ceco e no cólon ascendente.
Os haustros do cólon são abaulamentos ampulares separados por sulcos
transversais.
Os apêndices epiplóicos são pequenos pingentes amarelados constituídos por
tecido conjuntivo rico em gordura. Aparecem principalmente no cólon sigmóide.
O intestino grosso é dividido em 4 partes principais: ceco (cécum), cólon, reto e
ânus,
a primeira é o ceco, segmento de maior calibre, que se comunica com o íleo, para impedir
o refluxo do material proveniente do intestino delgado, existe uma válvula localizada na
junção do íleo com o ceco - válvula ileocecal. No fundo do ceco, encontramos o apêndice
vermiforme.
A porção seguinte do intestino grosso é o cólon, segmento que se prolonga do
ceco até o ânus. O cólon se divide em: cólon ascendente, cólon transverso, cólon
descendente, cólon sigmóide, reto e ânus.

* Flexura Hepática - entre o cólon ascendente e o cólon transverso.


* Flexura Esplênica - entre o cólon transverso e o cólon descendente.
O reto recebe este nome por ser quase retilíneo, este segmento do intestino grosso
termina ao perfurar o diafragma da pelve (músculos levantadores do ânus) passando a se
chamar de canal anal.
O canal anal apesar de bastante curto (3 centímetros de comprimento) é importante
por apresentar algumas formações essenciais para o funcionamento intestinal, das quais
citamos os esfíncteres anais.
O esfíncter anal interno é o mais profundo, e resulta de um espessamento de fibras
musculares lisas circulares, sendo conseqüentemente involuntário.
O esfíncter anal externo é constituído por fibras musculares estriadas que se
dispõem circularmente em torno do esfíncter anal interno, sendo este voluntário.

8.7 - Peritônio: O peritônio é uma extensa membrana serosa que envolve os


órgãos abdominais. Possui duas lâminas: o peritônio parietal, que reveste a parede
abdominal e o peritônio visceral, que se reflete sobre as vísceras.
O peritônio ainda possui três partes importantes:
- MESENTÉRIO: Parte do peritônio responsável pela fixação do intestino delgado na
parede posterior do abdômen.
- OMENTO MAIOR: Parte do peritônio que fixa-se no cólon transverso do intestino
grosso e projeta-se para baixo formando uma proteção e fixando órgãos abdominais.
Contém grande quantidade de tecido adiposo.
- OMENTO MENOR: Apresenta-se como projeções do peritônio e estende-se entre os
órgãos abdominais.

8.8 - Órgãos Anexos: O aparelho digestório considerado como um tubo, recebe


o líquido secretado por diversas glândulas, a maioria situadas em suas paredes como as
da boca, esôfago, estômago e intestinos.
Algumas glândulas constituem formações bem individualizadas, localizando nas
proximidades do tubo, como qual se comunicam através de ductos, que servem para o
escoamento de seus produtos de elaboração.

8.9 - Glândulas Salivares: são divididas em 2 grandes grupos: glândulas salivares


menores e glândulas salivares maiores.
- Glândulas salivares menores: Constituem pequenos corpúsculos ou nódulos
disseminados nas paredes da boca, como as glândulas labiais, palatinas linguais e
molares.
- Glândulas salivares maiores: São representadas por 3 pares que são as parótidas,
submandibulares e sublinguais.
a) Glândula Parótida: A maior das três e situa-se na parte lateral da face, abaixo e adiante
do pavilhão da orelha. Irrigada por ramos da artéria carótida externa. Inervada pelo nervo
aurículo-temporal, glossofaríngeo e facial.

b) Glândula Submandibular: É arredondada e situa-se no triângulo submandibular. É


irrigada por ramos da artéria facial e lingual. Os nervos secretomotores derivam de fibras
parassimpáticas craniais do facial; as fibras simpáticas provêm do gânglio cervical
superior.
c) Glândula Sublingual: É a menor das três e localiza-se abaixo da mucosa do assoalho
da boca. É irrigada pelas artérias sublinguais e submentonianas. Os nervos derivam de
maneira idêntica aos da glândula submandibular.

O líquido secretado pelas glândulas salivares recebe a denominação genérica de


saliva.

9 - Fígado: O fígado é a maior glândula do organismo, e é também a mais


volumosa víscera abdominal.
Sua localização é na região superior do abdômen, logo abaixo do diafragma,
ficando mais a direita, isto é, normalmente 2/3 de seu volume estão a direita da linha
mediana e 1/3 à esquerda.
O fígado apresenta duas faces: diafragmática e visceral.
A face diafragmática (ântero-superior) é convexa e lisa relacionando-se com a
cúpula diafragmática.
A face visceral (póstero-inferior) é irregularmente côncava pela presença de
impressões viscerais. O fígado é dividido em lobos. A face diafragmática apresenta um
lobo direito e um lobo esquerdo, sendo o direito pelo menos duas vezes maior que o
esquerdo. A divisão dos lobos é estabelecida pelo ligamento falciforme. Na extremidade
desse ligamento encontramos um cordão fibroso resultante da obliteração da veia
umbilical, conhecido como ligamento redondo do fígado.

A face visceral é subdividida em 4 lobos (direito, esquerdo, quadrado e caudado)


pela presença de depressões em sua área central, que no conjunto se compõem formando
um "H", com 2 ramos antero-posteriores e um transversal que os une.
Entre o lobo direito e o quadrado encontramos a vesícula biliar e entre o lobo
direito e o caudado, há um sulco que aloja a veia cava inferior. Entre os lobos caudado e
quadrado, há uma fenda transversal: a porta do fígado (pedículo hepático), por onde
passam a artéria hepática, a veia porta, o ducto hepático comum, os nervos e os vasos
linfáticos.
A Vesícula Biliar é um músculo membranoso cônico em formato de pêra que se
aloja na fossa da vesícula biliar. É dividido em três partes: fundo, corpo e colo. O fundo
é a extremidade distal da vesícula biliar. O corpo é a maior extensão do volume da
vesícula biliar e o colo é representado por um infundíbulo e está localizado em sua
extremidade proximal. O Aparelho Excretor do Fígado é formado pelo ducto hepático,
vesícula biliar, ducto cístico e ducto colédoco.

O fígado é um órgão vital, sendo essencial o funcionamento de pelo menos 1/3


dele, além da bile que é indispensável na digestão das gorduras, ele desempenha o
importante papel de armazenador de glicose e, em menor escala, de ferro, cobre e
vitaminas.
10 - Pâncreas: O pâncreas é uma glândula de secreção mista, além da produção
do suco pancreático, secreta um produto hormonal que é a insulina, a qual é encaminhada
para a corrente sangüínea. O pâncreas é achatado no sentido ântero-posterior, ele
apresenta uma face anterior e outra posterior, com uma borda superior e inferior e sua
localização é posterior ao estômago. Suas dimensões giram em torno de 20 centímetros
de comprimento e 5 centímetros de altura. O pâncreas divide-se em cabeça (aloja-se na
curva do duodeno), corpo (dividido em três partes: anterior, posterior e inferior), colo e
cauda. O Ducto Pancreático estende-se transversalmente da esquerda para a direita
através do pâncreas.
11 - Sistema Urinário: O sistema urinário é constituído pelos órgãos uropoéticos,
isto é, incumbidos de elaborar a urina e armazená-la temporariamente até a oportunidade
de ser eliminada para o exterior. Na urina encontramos ácido úrico, uréia, sódio, potássio,
bicarbonato, etc. O excesso de uréia e ácido úrico causa Encefalopatia.
Este aparelho pode ser dividido em órgãos secretores, que produzem a urina, e
órgãos excretores que são encarregados de processar a drenagem da urina para fora do
corpo.
Os órgãos secretores são os rins, enquanto os excretores formam um conjunto de
tubos entre os quais se intercala um reservatório, que é a bexiga urinária.

11.1 - Rim: Os rins são em número de dois, direito e esquerdo, com a forma
comparável a de um grão de feijão e tamanho aproximadamente de 12 centímetros de
altura e 6 centímetros de largura. Sua coloração é vermelho-parda.
Os rins estão situados de cada lado da coluna vertebral, por diante da região
superior da parede posterior do abdome, estendendo-se entre a 11ª costela e o processo
transverso da 3ª vértebra lombar.

O rim direito geralmente é um pouco mais baixo que o esquerdo. Cada rim
apresenta duas faces, duas bordas e duas extremidades. Das duas faces, uma é anterior e
a outra é posterior, as duas são lisas, porém a anterior é mais abaulada e a posterior mais
plana. As bordas, uma é medial com característica côncava, e a outra é lateral e convexa.

Superiormente ao rim encontra-se duas glândulas que fazem parte do sistema


endócrino: as glândulas supra-renais.
Interiormente o rim apresenta um tecido homogêneo que se distribui
perifericamente denominado córtex do rim (córtex renal).
Na região mais central apresenta prolongamento do córtex formando colunas
radiadas que são as colunas renais, entre as quais se intercalam pirâmides mais escuras -
pirâmides renais - de base dirigida para a periferia do rim. Na região mais central do rim,
após as pirâmides renais encontramos os cálices renais menores e os cálices renais
maiores. Os cálices renais maiores juntam-se formando a pelve renal que dá origem ao
ureter.
A borda medial do rim apresenta uma fissura vertical, o hilo, por onde passam o
ureter, artérias e veias renais, vasos linfáticos e nervos formando em conjunto o Pedículo
Renal,o néfron é a unidade anátomo-fisiológica do rim, é nele que a urina é elaborada.
11.2 - Ureter: É um tubo mais ou menos uniforme de 25 centímetros de
comprimento que vai terminar inferiormente na bexiga urinária.
Descendo obliquamente para baixo e medialmente, o ureter percorre por diante da
parede posterior do abdome, penetrando em seguida na cavidade pelvina, abrindo-se no
óstio do ureter situado no assoalho da bexiga urinária.

11.3 - Bexiga: A bexiga urinária é um reservatório incumbido de armazenar


temporariamente a urina.
A bexiga urinária é um órgão muscular oco situado na cavidade pélvica,
posteriormente à sínfise púbica. No homem, ela está diretamente na frente do reto, na
mulher, ela está na frente da vagina e abaixo do útero. A forma da bexiga depende de
quanta urina ela contém. Quando vazia, ela parece um balão vazio, tornando-se esférica
quando levemente distendida à medida que o volume urinário aumenta. A capacidade
média de armazenamento da bexiga urinária é de 700 a 800 ml de urina.
11.4 - Uretra: A uretra é um tubo que vai do assoalho da bexiga urinária com o
meio exterior. A uretra é diferente entre os dois sexos. A uretra masculina apresenta o
comprimento de 20 centímetros, ela se estende do óstio interno da uretra, situado na
bexiga, até o óstio externo da uretra que está localizado na extremidade distal do pênis.

A uretra feminina apresenta em média 4 centímetros de comprimento, a uretra na


mulher estende-se do óstio interno ao óstio externo, que se situa entre os lábios menores
da vagina, logo abaixo do clitóris.

12 - Sistema Reprodutor: Encontramos na espécie humana diferenças


anatômicas sexuais entre homem e mulher que são muito relevantes para a procriação da
espécie. A célula reprodutora masculina recebe o nome de espermatozóide e a célula
feminina é conhecida como óvulo.
Tanto o espermatozóide como o óvulo caracterizam-se por apresentar somente a
metade do número de cromossomos encontrados normalmente nas células que constituem
o corpo humano. Os cromossomos são partículas incumbidas da transmissão dos
caracteres hereditários e que entram na constituição dos núcleos celulares. Admitindo-se
que as células humanas apresentam 46 cromossomos, tanto os espermatozóide como os
óvulos apresentam somente 23 cromossomos cada um deles, o que nos leva a deduzir que
as células reprodutoras são na realidade hemi-células, sendo necessário à conjugação de
duas delas para que se constitua uma célula básica, denominada ovo. O ovo resulta da
fusão do espermatozóide com o óvulo.
O sistema reprodutor compreende o sistema reprodutor feminino e o sistema
reprodutor masculino.

12.1 - Sistema Reprodutor Feminino: Os órgãos genitais femininos são


incumbidos da produção dos óvulos, e depois da fecundação destes pelos
espermatozóides, oferecem condições para o desenvolvimento até o nascimento do novo
ser.
12.2 - Ovários: O ovário é um órgão par comparável a uma amêndoa com
aproximadamente três cm de comprimento, dois centímetros de largura e 1,5 cm de
espessura. Ele está situado por trás do ligamento largo do útero e logo abaixo da tuba
uterina, sendo que seu grande eixo se coloca paralelamente a esta. Em virtude do 1/3
distal da tuba uterina normalmente estar voltada para baixo, o ovário toma uma posição
vertical, com uma extremidade dirigida para cima e outra para baixo. Comparada a
amêdoa uma borda seria anterior e outra posterior, o condiciona para que uma face seja
lateral e outra medial. A borda medial prende-se a uma expansão do ligamento largo do
útero que recebe o nome de mesovário, e por isso é denominada de borda mesovárica,
enquanto a borda posterior é conhecida por borda livre. A borda mesóvarica representa o
hilo do ovário porquanto é por ele que entram e saem os vasos ováricos. A extremidade
inferior é chamada extremidade tubal e a superior extremidade uterina. O ovário está
preso ao útero e à cavidade pelvina por meio de ligamentos, cujo conjunto pode ser
grosseiramente comparado aos cabos dos bondes aéreos, sendo o bonde, o ovário; o
segmento do cabo que liga à parede pelvina é denominado ligamento suspensor do ovário
e a porção do cabo que vai ter ao útero é o ligamento do ovário. O ligamento suspensor
do ovário estende-se da fáscia do músculo psoas maior à extremidade tubal do ovário,
enquanto o ligamento próprio do ovário vai de sua extremidade uterina à borda lateral do
útero, logo abaixo da implantação da base da tuba uterina. E percorrendo o ligamento
suspensor do ovário que a artéria e a veia ovárica irrigam esse órgão.

12.3 - Tubas Uterinas: Tuba uterina é um tubo par que se implanta de cada lado
no respectivo ângulo latero-superior do útero, e se projeta lateralmente, representando os
ramos horizontais do tubo. Esse tubo é irregular quanto ao calibre, apresentando
aproximadamente dês centímetros de comprimento. Ele vai se dilatando á medida que se
afasta do útero, abrindo-se distalmente por um verdadeiro funil de borda franjada.
A tuba uterina divide-se em 4 regiões, que no sentido médio-lateral são: parte
uterina, istmo, ampola e infundíbulo.
A parte uterina é a porção intramural, isto é, constitui o segmento do tubo que se
situa na parede do útero.
No inicio desta porção da tuba, encontramos um orifício denominado óstio uterino
da tuba, que estabelece sua comunicação com a cavidade uterina. A istmo é a porção
menos calibrosa, situada junto ao útero, enquanto a ampola é a dilatação que se segue ao
istmo.
A ampola é considerada o local onde normalmente se processa a fecundação do
óvulo pelo espermatozóide. A porção mais distal da tuba é o infundíbulo, que pode ser
comparado a um funil cuja boca apresenta um rebordo muito irregular, tomando o aspecto
de franjas.
Essas franjas têm o nome de fímbrias da tuba e das quais uma se destaca por ser
mais longa, denominada fimbria ovárica.
O infundíbulo abre-se livremente na cavidade do peritoneu por intermédio de um
forame conhecido por óstio abdominal da tuba uterina.
A parte horizontal seria representada pelo istmo e a vertical pela ampola e
infundíbulo.
Comumente o infundíbulo se ajusta sobre o ovário, e as fimbrias poderiam ser
comparadas grosseiramente aos dedos de uma mão que segurasse por cima, uma laranja.
Estruturalmente a tuba uterina é constituída por quatro camadas concêntricas de tecidos
que são, da periferia para a profundidade, a túnica serosa, tela subserosa, túnica muscular
e túnica mucosa.
A túnica muscular, representada por fibras musculares lisas, permite movimentos
peristálticos à tuba, auxiliando a migração do óvulo em direção ao útero. A túnica mucosa
é formada por células ciliadas e apresenta numerosas pregas paralelas longitudinais,
denominadas pregas tubais.
12.3 - Útero: O útero é um órgão oco, impar e mediano, em forma de uma pêra
invertida, achatada na sentido antero-posterior, que emerge do centro do períneo, para o
interior da cavidade pelvina. O útero está situado entre a bexiga urinaria, que esta para
frente, e o reto, que esta para trás. Na parte media, o útero apresenta um estrangulamento
denominado istmo do útero. A parte superior ao istmo recebe o nome de corpo do útero
e a inferior constitui a cérvix (colo). A extremidade superior do corpo do útero, ou seja,
a parte que se situa acima da implantação das tubas uterinas, tem o nome de fundo do
útero. A cérvix do útero, é subdividida em duas porções por um plano transversal que
passa pela sua parte media, que são as porções supravaginal e vaginal. Esse plano
transversal é representado pela inserção do fórnix da vagina, em torno da parte media da
cérvix. Com isso, a porção supravaginal da cérvix está dentro da cavidade peritoneal e é
envolta pelo peritoneu, formando um bloco comum, para cima, com o istmo, corpo e
fundo do útero, enquanto a porção vaginal da cérvix representando um segmento
cilíndrico arredondado para baixo, que faz saliência no interior da vagina, ocupando o
centro do seu fórnix.
No centro da extremidade inferior da porção vaginal da cérvix do útero, há um
orifício denominado óstio do útero. Sendo achatado no sentido antero-posterior, o útero
apresenta uma face anterior que é denominada face vesical e outra posterior que é a face
intestinal.
A face vesical é mais plana e a face intestinal e mais convexa. As uniões laterais
das duas faces, constituem as bordas do útero. Na extremidade superior de cada borda
implanta-se uma tuba uterina correspondente. Entre uma tuba e a outra se situa o fundo
do útero, cuja margem superior denomina-se borda superior. O útero sendo um órgão oco,
apresenta uma cavidade que é triangular de base superior, ao nível do corpo, e fusiforme
no interior da cérvix, recebendo esta ultima parte de canal da cérvix. Nos ângulos
superiores da cavidade do útero, situam-se os óstios uterinos das tubas uterina
correspondentes. O óstio do útero, situa-se na porção vaginal da cérvix, estabelece a
comunicação entre o interior do útero e o interior da vagina. As paredes do útero são
constituídas por camadas concêntricas, que da periferia para a profundidade, são as
túnicas serosas ou perimétrio, tela subserosa, túnica muscular ou miométrio e túnica
mucosa ou endométrio. O perimétrio é representado pelo peritoneu visceral que recobre
tanto a parte visceral como a intestinal do órgão ao nível das bordas laterais do mesmo,
os dois folhetos expandem-se lateralmente para constituir os ligamentos largos do útero.
A tela subserosa é representada por uma fina camada de tecido conjuntivo quer se
interpõem entre a túnica serosa e a túnica muscular.
O miométrio é formado por uma espessa camada de fibras musculares lisas que
se distribuem, da periferia para a profundidade, em 3 planos: longitudinal, plexiforme e
circular. O endométrio forra toda a cavidade uterina. Ao nível do corpo do útero, a mucosa
se apresenta lisa, ao passo que na cérvix é muito pregueada, cujas pregas lembram as
folhas de palma e por isso são chamadas de pregas espalmadas.
O endométrio tem papel muito importante por ocasião da gravidez. O útero é
mantido em sua posição por três ligamentos: ligamento largo do útero, ligamento redondo
do útero e ligamento útero-sacral.
Posições do útero;
- Normalmente ele esta em anteversão.
- Normalmente o útero se apresenta em anteversoflexão; portanto, em anteversão e
anteflexão.

12.4 - Vagina: A vagina é um tubo músculo-membranáceo mediano, que


superiormente insere-se no contorno da parte média da cérvix do útero e para baixo
atravessa o diafragma urogenital para se abrir no pudendo feminino, cujo orifício chama-
se óstio da vagina.

É o órgão copulador da mulher. A vagina apresenta duas paredes, uma anterior e


outra posterior, as quais permanecem acoladas na maior parte de sua extensão,
representando uma cavidade virtual. Superiormente a vagina se comporta como um tubo
cilíndrico para envolver a porção vaginal da cérvix uterina, e inferiormente ela se achata
transversalmente para coincidir com o pudendo feminino. A cúpula da vagina é
representada por um recesso que circunda a parte mais alta da porção vaginal da cérvix,
recebendo a denominação de fórnix da vagina. Em virtude de o útero estar normalmente
em anteroversão, a parte anterior da vagina é curta e a posterior mais longa, do que resulta
que a região posterior do fórnix vai mais alto ou mais profunda.

Na mulher virgem, o óstio da vagina é obturado parcialmente por um diafragma


mucoso, denominado hímen. Estruturalmente a vagina é constituída por uma túnica
fibrosa, que envolve uma túnica muscular (fibras musculares lisas) e interiormente é
revestida por uma túnica mucosa. Toda superfície mucosa é pregueada transversalmente,
pregas essas conhecidas por rugas vaginais.

12.5 - Pudendo Feminino: O pudendo feminino (vulva) constitui a parte externa


dos órgãos genitais femininos. Fundamentalmente ele é representado por uma abertura
fusiforme de grande eixo antero-posterior, de bordas muito acidentadas, e situada no
períneo, imediatamente por trás da sínfise da pube. Constituindo como que uma moldura
para essa abertura fusiforme, encontramos duas bordas salientes e roliças que descrevem
um semi-arco de cada lado, de convexidade lateral, de convexidade lateral e que recebem
o nome lábios maiores do pudendo.
Os lábios maiores unem-se anteriormente, nas proximidades da sínfise da pube,
formando um ângulo agudo que se denomina comissura anterior. O mesmo acontece
posteriormente, no centro do períneo, constituindo a comissura posterior. Por diante da
comissura anterior dos lábios maiores do pudendo feminino e em relação com a sínfise
da pube, há um acúmulo de tecido adiposo na tela subcutânea, determinando uma
saliência a esse nível, elevação essa denominada monte da pube. A cútis do monte da
pube apresenta grande quantidade de pelos, os quais tornam-se mais escassos na região
dos lábios maiores do pudendo. A fenda antero-posterior que é determinada pelos dois
lábios maiores recebe o nome de rima do pudendo. O 1/3 anterior apresenta uma saliência
triangular mediana de base posterior, chama-se glande do clitóris e o telhado cutâneo que
recobre seria o prepúcio do clitóris.
O clitóris é uma miniatura do pênis masculino. Como este, é um órgão erétil. O
clitóris é formado por um tecido esponjoso denominado corpo cavernoso, passível de se
encher de sangue. O corpo cavernoso do clitóris origina-se por dois ramos (direito e
esquerdo) bastante longos, que se acolam medial e depois inferiormente aos ramos
(direito e esquerdo) inferiores da pube, indo se unir ao nível do centro da sínfise da pube,
constituindo o corpo do clitóris, o qual se dirige obliquamente para frente e para baixo,
terminando numa dilatação que é a glande do clitóris. Cada ramo do corpo cavernoso é
envolto por um músculo isquiocavernoso. Como dissemos, a prega cutânea que envolve
o corpo do clitóris denomina-se prepúcio do clitóris. Os 2/3 posteriores da área limitada
pelos maiores são ocupados por uma outra formação fusiforme, porém menor. Limitando
esta área fusiforme menor encontramos de cada lado, uma prega laminar, que em conjunto
constituem os lábios menores do pudendo feminino. Os lábios menores são paralelos aos
maiores, coincidindo na comissura posterior, mas unindo-se anteriormente, ao nível da
glande do clitóris. Cada lábio menor é semilunar, afilando-se nas extremidades. O espaço
(fusiforme) compreendendo entre os lábios menores, recebe o nome de vestíbulo da
vagina. Na profundidade da base de implantação dos lábios menores e portanto, de cada
lado da parte mais alta do vestíbulo da vagina, encontramos uma outra formação
esponjosa, denominada bulbo do vestíbulo. Cada bulbo do vestíbulo (bulbo da vagina) é
envolto pelo respectivo músculo bulbocacernoso. Imediatamente por trás da extremidade
posterior de cada bulbo do vestíbulo encontramos uma glândula esférica de tamanho
aproximado ao de um grão de ervilha, denominada glândula vestibular maior. Os ductos
dessas glândulas (direita e esquerda), vão se abrir na base do lábio menor correspondente.
Medianamente no vestíbulo da vagina, situam-se duas aberturas. Uma anterior, pequena,
é óstio externo da uretra.
A abertura mediana que se situa posteriormente, no vestíbulo da vagina, é o óstio
da vagina.
12.6 - Sistema Reprodutor Masculino: Os órgãos genitais masculinos podem
ser divididos no órgão espermatogenético que é o testículo e em vias espermáticas
incumbidas de armazenar temporariamente os espermatozóides até o momento de serem
exteriorizados, quando então atravessam essas vias.
Junto às espermáticas (epidídimo, ducto deferente, ducto ejaculatório e uretra)
encontramos diversas glândulas incumbidas da elaboração do líquido seminal (além do
epidídimo, as vesículas seminais, próstata, glândula bulbo-uretrais e glândulas uretrais)
que serve de vector para os espermatozóides.

12.7 - Testículos: O testículo é um órgão par (direito e esquerdo), situado numa


bolsa músculo-cutânea, denominada escroto, a qual, como dissemos anteriormente, está
apensa à região anterior do períneo, logo por trás do pênis.
Cada testículo tem forma ovóide, com o grande eixo quase vertical, e ligeiramente
achatado no sentido lateromedial, do que decorre apresentar duas faces, duas bordas e
duas extremidades. As faces são lateral e medial, as bordas anterior e posterior e a
extremidades superior e inferior. A borda posterior é ocupada de cima a baixo por uma
formação cilíndrica, mais dilatada para cima, que o epidídimo. A metade superior da
borda posterior do testículo representa propriamente o hilo do mesmo, recebendo a
denominação especial de mediastino do testículo. É através do mediastino que o testículo
se comunica propriamente com o epidídimo. O testículo é envolto por uma cápsula de
natureza conjuntiva, branco-nacarada que se chama túnica albugínea.
A túnica albugínea envia para o interior do testículo delgado septos conhecidos como
séptulos do testículos, os quais subdividem-nos em lóbulos.

Nos lóbulos dos testículos encontramos grande quantidade de finos longos e


sinuosos ductos, de calibre quase capilar, que são denominados túbulos seminíferos
contorcidos. E nesses túbulos seminíferos contorcidos que se formam os
espermatozóides. Os túbulos seminíferos convergem para o mediastino do testículos e
vão se anastomosando, constituindo túbulos seminíferos retos, os quais se entrecruzam
formando uma verdadeira rede (de Haller) ao nível do mediastino. No mediastino os
túbulos seminíferos retos desembocam em dez a quinze dúctulos eferentes, que do
testículo vão ter à cabeça do epidídimo.
12.8 - Epidídimo: O epidídimo estende-se longitudinalmente na borda posterior
do testículo.
Ele apresenta uma dilatação superior que ultrapassa o pólo superior do testículo,
que é denominada cabeça; um seguimento intermediário que é o corpo e inferiormente,
uma porção mais estreitada, que é a cauda do epidídimo, na cabeça do epidídimo, os
ductulos eferentes do testículos continuam por ductulos novamente muito tortuosos que
em seguida vão se anastomosando sucessivamente para constituir um único tubo que é o
ducto do epidídimo, este ducto é tão sinuoso que ocupa um espaço de aproximadamente
dois centímetros de comprimento, quando na realidade ele tem seis metros de extensão,
inferiormente, a cauda do epidídimo, tendo no interior o ducto do epidídimo, encurva-se
em ângulo agudo para trás e para cima, dando seguimento ao ducto deferente, é
justamente nessa curva constituída pela cauda do epidídimo e inicio do ducto deferente
que ficam armazenados os espermatozóides até o momento do ato sexual, em que são
levados para o exterior.
A primeira porção do ducto deferente e mais ou menos sinuosa e ascende
imediatamente por trás do epidídimo, tanto o testículo como o epidídimo e a primeira
porção do ducto deferente são diretamente envoltos por uma membrana serosa que é a
túnica vaginal, assim como a pleura ou o pericárdio, a túnica vaginal apresenta um folheto
que envolve diretamente aqueles órgãos, sendo denominado lâmina visceral,
posteriormente aos órgãos supracitados, a lâmina visceral da túnica vaginal se reflete de
cada lado, para se continuar com a lâmina vaginal, entre a lâmina visceral e a lâmina
parietal da túnica vaginal, permanece um espaço virtual denominado cavidade vaginal.
Na cavidade vaginal contem uma pequena quantidade de líquido que facilita o
deslizamento entre as duas lâminas.
12.9 - Ducto Deferente: O ducto deferente é um longo e fino tubo par, de paredes
espessas, o que permite identifica-lo facilmente pela palpação, por se apresentar como
um cordão uniforme, liso e duro, o que o distingue dos elementos que o cercam, que são
de consistência muito branca.
Próximo à sua terminação o ducto deferente apresenta uma dilatação que recebe
o nome de ampola do ducto deferente.
O funículo espermático: estende-se da extremidade superior da borda do testículo
ao ânulo inguinal profundo, local em que sues elementos tomam rumos diferentes.
O funículo espermático esquerdo é mais longo, o que significa que o testículo
esquerdo permanece em nível mais baixo que o direito.
Além do ducto deferente, ele é constituído por artérias, veias, linfáticos e nervos.
As artérias são em número de três:
- Artéria testicular;
- Artéria do ducto deferente;
- Artéria cremásterica.
As veias formam dois plexos um anterior e outro posterior em relação ao ducto
deferente.
O plexo venoso anterior é o mais volumoso.
A artéria testicular caminha entre as malha do plexo anterior.

12.10 - Ducto Ejaculatório: É um fino tubo, par, que penetra pela face posterior
da próstata atravessando seu parênquima para ir se abrir, por um pequeno orifício, no
colículo seminal da uretra prostática, ao lado do forame do utrículo prostático.
Estruturalmente o ducto ejaculatório assim como a vesícula seminal, tem a mesma
constituição do ducto deferente, apresentando três túnicas concêntricas: adventícia,
muscular e mucosa.

12.11 - Vesícula Seminal: A vesícula seminal é um órgão par que se situa


lateralmente à ampola do ducto deferente, por baixo do trígono da bexiga urinária.
Sua secreção contribui para a constituição do líquido seminal.

12.12 - Próstata: A próstata é mais uma glândula, cuja secreção é acrescentada


ao líquido seminal.
Sua base está encostada no colo da bexiga e a primeira porção da uretra perfura-a
longitudinalmente pelo seu centro, da base ao ápice.
Sendo ligeiramente achatada no sentido antero-posterior, ela apresenta uma face
anterior e outra posterior, e de cada lado, faces inferolaterais.
Estruturalmente, a próstata é envolta por uma cápsula constituída por tecido
conjuntivo e fibras musculares lisas e da qual partem finas trabéculas que se dirigem para
a profundidade do parênquima.
Participando de seu arcabouço, encontramos fibras musculares estriadas que
parecem derivar do músculo esfíncter da uretra.
O restante do parênquima é ocupado por células glandulares distribuídas em tubos
ramificados, cuja secreção é drenada pelos ductos prostáticos, os quais em número que
gira em torno de vinte, se abrem na superfície posterior do interior da uretra, de cada lado
do colículo seminal.

12.13 - Glândulas Bulbo-Uretrais: As glândulas bulbo-uretrais são pares e do


tamanho aproximadamente de um grão de ervilha e contidas na espessura do músculo
transverso profundo do períneo.
De cada glândula bulbo-ureteral parte um fino e longo ducto excretor que
atravessa o bulbo do pênis par ir desembocar na uretra.

12.14 - Pênis: O pênis o órgão erétil e copulador masculino. Ele é representado


por uma formação cilindróide que se prende à região mais anterior do períneo, e cuja
extremidade livre é arredondada.
O tecido que tem a capacidade de se encher e esvaziar de sangue forma três
cilindros, dos quais dois são pares (direito e esquerdo) e se situam paralelamente, por
cima (considerando-se o pênis em posição horizontal ou semi-ereto) e o terceiro é impar
e mediano, e situa-se longitudinalmente, por baixo dos dois precedentes.
Os dois cilindros superiores recebem o nome de corpos cavernosos, do pênis e o
inferior, de corpo esponjoso do pênis.
Os corpos cavernosos do pênis iniciam-se posteriormente, por extremidades
afiladas que se acolam medialmente, aos ramos inferiores da pube, recebendo o nome de
ramos dos corpos cavernosos.
Cada ramo do corpo cavernoso é envolto ou contornado longitudinalmente pelas
fibras do músculo isquiocavernoso do mesmo lado, que o fixa ao respectivo ramo inferior
da pube, constituindo a raiz do pênis.
Dirigindo-se para frente, os dois corpos cavernosos se aproximam, separados
apenas por um septo fibroso sagital que é o septo do pênis.
Se examinarmos os dois corpos cavernosos por baixo verificaremos que na linha
antero-posterior de união, forma-se um ângulo diedro, que para diante, gradativamente
vai se transformando em goteira, onde se aloja o corpo esponjoso.
Anteriormente, os corpos cavernosos terminam abruptamente por trás de uma
expansão do corpo esponjoso, conhecido como glande.
O corpo esponjoso inicia-se posteriormente por uma expansão mediana situada
logo a baixo do diafragma urogenital, que recebe o nome de bulbo do pênis.
Para frente, o bulbo continua com o corpo esponjoso, o qual vai se afinando
paulatinamente e se aloja no sulco mediano formado e inferiormente pelos dois corpos
cavernosos.
No plano frontal em que os corpos cavernosos terminam anteriormente, o corpo
esponjoso apresenta uma dilatação cônica, cujo nome é descentrado, isto é, o centro do
mesmo não corresponde ao grande eixo do corpo esponjoso; dilatação essa denominada
glande.
O rebordo que contorna a base da glande recebe o nome de coroa da glande.
No ápice da glande encontramos um orifício, que é o óstio externo da uretra.
Nesse óstio vem se abrir a uretra esponjosa, que percorre longitudinalmente o
centro do corpo esponjoso, desde a face superior do bulbo do pênis, onde a mesma
penetra.
Na união da glande com o restante do corpo do pênis, forma-se um
estrangulamento denominado colo.
O pênis, portanto, poderia ser subdividido em raiz, corpo e glande.
Envolvendo a parte livre do pênis encontramos uma cútis fina e deslizante,
conhecida por prepúcio.
Medianamente, por baixo da glande, a mucosa que envolve esta e depois se reflete
para forrar a cútis da expansão anterior do prepúcio, apresenta uma prega sagital
denominada frênulo do prepúcio.
Estruturalmente, profundamente a cútis, situa-se a tela subcutânea, que recebe o
nome especial de fáscia superficial do pênis e onde se distribuem fibras musculares lisas
que fazem continuação ao dartos do escroto.
Num plano mais profundo, dispõe-se uma membrana fibrosa que envolve
conjuntamente os corpos cavernosos e o corpo esponjoso que é a fáscia profunda do pênis.
Tanto os corpos cavernosos como o corpo esponjoso são envoltos, cada um deles,
por uma membrana conjuntiva denominada respectivamente, de túnica albugínea do
corpo cavernoso e do corpo esponjoso.
O interior destes três elementos tem um aspecto esponjoso que decorre da
existência de inúmeras e finas trabéculas que se entrecruzam desordenadamente.

12.15 - Escroto: O escroto é uma bolsa músculo-cutânea onde estão contidos os


testículos epidídimo e primeira porção dos ductos deferentes.
Cada conjunto desses órgãos (direito e esquerdo) ocupa compartimento
completamente separados, uma vez que o escroto é subdividido em duas lojas por um
tabique sagital mediano denominado septo do escroto.
Superficialmente esse septo corresponde a uma rafe cutânea (linha rugosa
mediana), bem evidente.
O escroto é constituído por camadas de tecido diferentes que se estratificam da
periferia para a profundidade, nos sete planos seguintes.
Cútis: é a pele, fina enrugada que apresenta pregas transversais e com pelos
esparsos.
Na linha mediana encontramos a rafe do escroto.
Túnica dartos: a túnica dartos constitui um verdadeiro músculo cutâneo, formado
por fibras musculares lisas.
Tela subcutânea: é constituída por tecido conetivo frouxo.
Fáscia espermática externa: é uma lâmina conjuntiva que provem das duas fáscias
de envoltório do músculo oblíquo externo do abdome, que desce do ânulo inguinal
superficial para entrar na constituição do escroto.
Fáscia cremastérica: este plano é representado por uma delgada lâmina conjuntiva
que prende inúmeros feixes de fibras musculares estriados de direção vertical.
No conjunto, essas fibras musculares constituem o músculo cremáster e derivam
das fibras do músculo oblíquo interno do abdome.
Fáscia espermática interna: lâmina conjuntiva que deriva da fáscia transversal.
Túnica vaginal: serosa cujo folheto parietal representa a camada mais profunda
do escroto, enquanto o folheto visceral envolve o testículo, epidídimo e inicio do ducto
deferente.
13 - Sistema Endócrino: O Sistema Endócrino é composto de um grupo de
glândulas cuja função é produzir e liberar na corrente circulatória substâncias conhecidas
como hormônios. Os hormônios exercem efeitos reguladores sobre os processos
celulares. As glândulas endócrinas não possuem ductos excretores, então, liberam seus
produtos de excreção direto na corrente sanguinea. As glândulas endócrinas estão
presentes em diversas regiões do corpo.
O Sistema Endócrino está composto por: Glândula tireóide, Glândula
Paratireóide, Glândula Supra-renal, Pâncreas, Hipófise, Corpo Pineal, Ovários e
Testículos.

13.1 - Glândula Tireóide: Está situada no plano mediano do pescoço, na frente


da traquéia e abaixo da laringe. Tem a forma de H ou U e apresenta dois lobos, esquerdo
e direito, ligados pelo istmo. Essa glândula secreta 2 hormônios:
a) Tiroxina: Atua no metabolismo celular;
b) Calciticina: Regula as quantidades de cálcio no sangue.
Essa glândula está sob controle do hormônio hipofisário TSH (hormônio
tireotrófico) liberado pela hipófise.

13.2 - Glândula Paratireóide: São em número de quatro e localizam-se em pares,


ao lado da tireóide, são denominadas superior e inferior a cada lado. Secreta um hormônio
chamado paratormônio que regula a quantidade de cálcio e fosfato no sangue.

13.3 - Glândulas Supra-renais: São bilaterais e estão localizadas sobre o pólo


superior dos rins. Sua porção central é a medula, e a periférica, córtex. As supra-renais
secretam vários hormônios como:
a) Aldosterona: Ajuda a manter constante a quantidade de sódio e potássio no
organismo;
b) Cortisona: Estimula a utilização de gorduras e proteínas como fonte energética,
aumenta a taxa de glicose no organismo e atua no processo de inflamações;
c) Hormônio Andrógeno: Responsável pelo desenvolvimento dos caracteres
sexuais secundários masculinos;
d) Adrenalina: Estimula a ação cardíaca, aumenta o batimento cardíaco e dilata os
brônquios;
e) Noradrenalina: Estimula a vasoconstrição e aumento da pressão sangüínea

13.4 - Pâncreas: É uma glândula mista, pois desempenha funções exócrinas e


endócrinas. É constituído de uma cabeça, um corpo e uma cauda e se comunica com o
duodeno através do ducto pancreático, que é a secreção exócrina do pâncreas que auxilia
no processo digestivo. O suco pancreático contém uma enzima chamada lípase
pancreática que auxilia na digestão dos lipídios, que são as fontes de energia do
organismo. O pâncreas também tem secreções endócrinas, são elas: a insulina que
transporta glicose através da membrana celular diminuindo a glicose na corrente
sangüínea; e o glucagon que estimula o fígado a liberar a glicose para o aumento da
glicose no sangue.

13.5 - Hipófise: Situada no hipotálamo, comanda as glândulas da tireóide, supra-


renais e órgãos sexuais. A hipófise secreta hormônios como:
a) Hormônio Somatotrófico: Participa no metabolismo das proteínas;
b) Hormônio Ocitocina: Participa na contração do útero;
c) Hormônio Antidiurético ou ADH: Controla a quantidade de água do organismo;
d) Hormônio Tireotrófico ou TSH: Estimula a tireóide a liberar seus hormônios;
e) Hormônio Adrenocorticotrófico, Corticotrofina ou ACTH: Estimula as supra-
renais a liberar seua hormônios;
f) Hormônio Folículo Estimulante ou FSH: Estimula os testículos e os ovários e
provoca a ovulação;
g) Hormônio Prolactina: Estimula a produção do leite.

13.6 - Corpo Pineal: Localiza-se no diencéfalo e produz a serotonina.


Dependendo de onde a serotonina é liberada desempenha funções diferentes: se liberada
no diencéfalo e no córtex atua na função inibitória ajudando a causar o sono, participando
assim, do ritmo circadiano de 24 horas; se liberada na medula tem a capacidade de
suprimir a dor; se liberada na circulação atua na vasodilatação e vasoconstrição.

13.7 - Ovários: São glândulas responsáveis pela formação dos óvulos (gametas
femininos) e produção e liberação de hormônios como:
a) Estrogênio ou Hormônio Folicular: Controla o desenvolvimento das
características sexuais femininas  aumento dos seios, pêlos pubianos, impulsos sexuais
etc;
b) Progesterona: Responsável pela implantação do óvulo fecundado na parede
uterina e pelo desenvolvimento inicial do embrião.

13.8 - Testículos: São responsáveis pela produção dos espermatozóides e


produção e liberação de um hormônio chamado testosterona. O testículo está situado
dentro de uma bolsa que o protege, a bolsa escrotal ou escroto. Entre a bolsa escrotal e o
testículo existe uma membrana fibrosa que envolve o testículo, a túnica albugínea. A
testosterona controla as características sexuais masculinas como a barba, pêlos,
musculatura, impulsos sexuais etc.

14 - Sistema Nervoso: Esse sistema controla e coordena as funções de todos os


sistemas do organismo. Em geral o sistema nervoso controla as atividades rápidas do
corpo, como as contrações musculares, os eventos viscerais que variam rapidamente e,
mesmo, a velocidade de secreção de algumas glândulas endócrinas.

14.1 - Divisão Anatômica do Sistema Nervoso: Reconhecemos no sistema


nervoso duas partes que são: Sistema Nervoso Central (SNC) e Sistema Nervoso
Periférico(SNP). O SNC é uma porção de recepção de estímulos, de comando e
desencadeadora de respostas. O SNP está constituído pelas vias que conduzem os
estímulos ao SNC ou que levam até os órgãos efetuadores a ordens emanadas da porção
central. Pode-se dizer que o SNC está constituído por estruturas que se localizam no
esqueleto axial: o encéfalo e a medula espinhal. O SNP compreende os nervos cranianos
espinhais, os gânglios e as terminações nervosas.

- SNC - Medula Espinhal;


- Encéfalo.
- SNP - Terminações Nervosas;
- Gânglios;
- Nervos.
14.2 - Meninges: As meninges são lâminas (ou membranas) de tecido conjuntivo
que envolvem o encéfalo e a medula espinhal. Estas lâminas são de fora para dentro: a
dura-máter, a aracnóide e a pia-máter. A dura-máter é a mais espessa e a pia-máter a
mais fina. A pia-máter está intimamente aplicada ao encéfalo e à medula espinhal. A
aracnóide, da qual partem fibras delicadas que vão até a pia-máter, constituindo uma rede
semelhante a uma teia de aranha. A aracnóide é separada da dura-máter por um espaço
capilar denominado espaço subdural e da pia-máter pelo espaço subaracnóide, onde
circula o líquido cérebro-espinhal, cefaloraquidiano ou líquor.

14.3 - Líquor: No espaço subaracnóide e nos ventrículos circula um líquido de


composição pobre em proteína, denominado líquor. Sua função mais importante é
proteger o SNC, agindo como amortecedor de choques. É produzido em formações
especiais, os plexos corióides, situados no assoalho dos ventrículos laterais e no teto do
III e IV ventrículos.
14.4 - Sistema Nervoso Central: Origina-se do tubo neural que, na sua
extremidade cranial, apresenta três dilatações denominadas vesículas primordiais: o
prosencéfalo, o mesencéfalo e o rombencéfalo. O restante do tubo neural é a medula
espinhal.
O prosencéfalo com o decorrer do desenvolvimento origina o telencéfalo e o
diencéfalo, originam o cérebro ou córtex cerebral, ou seja, os hemisférios cerebrais.
O mesencéfalo ou istmo desenvolve-se sem subdividir-se e sua luz permanece
como um canal estreitado.
O rombencéfalo subdivide-se em metencéfalo e mielencéfalo. O metencéfalo
origina o cerebelo e a ponte. O mielencéfalo origina o bulbo.
OBS.: O mesencéfalo, a ponte e o bulbo denominam-se tronco encefálico.
A luz do tubo neural primitivo permanece e apresenta-se dilatada em algumas das
subdivisões das vesículas primordiais, constituindo os ventrículos que se comunicam
entre si:
a) A luz do telencéfalo corresponde aos ventrículos laterais (direito e esquerdo);
b) A luz do diencéfalo corresponde ao III ventrículo. Os ventrículos laterais
comunicam-se com o III ventrículo através do forame interventricular;
c) A luz do mesencéfalo é um canal estreitado, o aqueduto cerebral, o qual
comunica o III ventrículo com o IV ventrículo;
d) A luz do rombencéfalo corresponde ao IV ventrículo, este é continuado pelo
canal central da medula e se comunica com o espaço subaracnóide.

SNC - Prosencéfalo - Telencéfalo Hemisférios


- Diencéfalo Cerebrais
- Mesencéfalo
- Rombencéfalo - Metencéfalo - Cerebelo Commented [DG1]:

- Ponte
- Mielencéfalo  Bulbo

A maior parte do encéfalo corresponde ao córtex cerebral. Na superfície dos dois


hemisférios cerebrais apresentam-se os sulcos que delimitam os giros. O córtex cerebral
pode ser dividido em lobos, correspondendo cada um ao osso do crânio com que tem
relação. Assim, temos o lobo frontal, occipital, parietal e temporal.

As funções das estruturas do SNC são:


a) Lobo Frontal: Planejamento de movimentos complexos, elaboração do
pensamento, raciocínio, centro de motricidade, formação das palavras e comportamento;

b) Lobo Parietal: Coordenadas espaciais, habilidades manuais, execução da fala;

c) Lobo Occipital: Visão e processamento visual das palavras;


d) Lobo Temporal: Compreensão da linguagem, inteligência, centro da audição,
área de associação límbica e memória;
e) Cerebelo: Coordenação motora, seqüência as atividades motoras, monitora e
faz ajustes corretivos no tônus muscular, planeja o próximo movimento seqüencial, senso
de direção e manutenção do equilíbrio;
f) Tronco Encefálico: Constitui-se do mesencéfalo, ponte e bulbo. Controle da
respiração, do sistema cardiovascular, da função gastrintestinal, do equilíbrio, dos
movimentos dos olhos e dos movimentos estereotipados do corpo.

14.5 - Sistema Nervoso Periférico: Subdivide-se em terminações nervosas,


gânglios e nervos.
Primeiramente, vale ressaltar que as fibras de um nervo são classificadas de acordo com
as estruturas que inervam. Logo, a fibra que estimula ou ativa a musculatura é chamada
motora ou eferentes porque saem do SNC e a que conduz os estímulos do SNC é sensitiva
ou aferente porque chega ao SNC.

SNP - Terminações nervosas


- Gânglios
- Nervos - Nervos Cranianos;
- Nervos Espinhais

As terminações nervosas são estruturas especializadas para receber estímulos


físicos ou químicos na superfície ou no interior do corpo. Sensações como dor são
captadas pelas terminações nervosas livres. As terminações nervosas são receptores que
originam impulsos nervosos em direção do SNC, esses receptores são capazes de
determinar senseções como doce, azedo, amargo, calor, frio, pressão, tato etc.
Dentre as terminações nervosas estão:
- Corpúsculo De Meissner – Tato e Pressão (pele das mãos);
- Corpúsculo De Vater Paccini – Sensibilidade Vibratória (tecido celular subcutâneo das
mãos e pés, peritônio, cápsulas viscerais, etc);
- Corpúsculo De Krause - Frio (derme, conjuntiva, mucosa da língua e genitais);
- Corpúsculo De Rufini – Tato e Pressão (mesma localização).
O gânglios são acúmulos de corpos celulares de neurônios fora do SNC,
apresentam-se, geralmente, como uma dilatação em certos nervos.

Os nervos são cordões formados por fibras nervosas unidas por tecido conjuntivo
e que tem como função levar (ou trazer) impulsos ao (do) SNC. Distinguem-se em dois
grupos: Nervos Cranianos e Nervos Espinhais.
Os Nervos Cranianos são 12 pares de nervos que fazem conexão com o encéfalo.
São eles:
Os nervos espinhais São 31 pares de nervos que mantém conexão com a medula e
abandonam a coluna vertebral através dos forames intervertebrais. São então: Cervicais,
Torácicos, Lombares, Sacrais e Coccígeos.
O nervo espinhal é formado pela fusão de duas raízes: uma ventral e outra dorsal.
A raiz ventral é formada por fibras motoras (eferentes) e raiz dorsal possui fibras
sensitivas (aferentes).

14.6 - Estrutura de um Neurônio: Consiste em quatro regiões distintas: corpo


celular, dendritos, axônio e terminal pré-sináptico.
a) Corpo Celular ou Pericário: Composto de um núcleo, citoplasma e organelas;
b) Dendritos: Estão situados em volta do corpo celular e conduzem os impulsos
nervosos em direção ao corpo celular;
c) Axônio: Estão envoltos pelas Células de Schuwan que foram a bainha
mielínica. É um prolongamento longo e fino que se origina do corpo ou de um dendrito
principal. Conduz os impulsos nervosos a partir do corpo celular;
d) Terminal Pré-Sináptico ou Telodendro: Contém vesículas com
neurotransmissores.

14.7 - Classificação Fisiológica do Sistema Nervoso: Pode ser classificado em


Sistema Nervoso Somático e Sistema Nervoso Visceral.

- SN Somático - Via Aferente (Sensitiva);


- Via Eferente (Motora).
- SN Visceral - Via Aferente (Sensitiva);
- Via Eferente  SNA - Simpático;
- Parasimpático.

As principais diferenças entre os eferentes somático e visceral são:

Eferente Somático Eferente Visceral


Órgão efetor: músculos esqueléticos Órgão efetor: músculos lisos, cardíacos e
glândulas
Corpos celulares em todos os níveis da Corpos ausentes na cervical, lombar-caudal
medula e coccígea.
Regulação voluntária e reflexa Regulação só reflexa (involuntária)

Órgão efetor recebe só um tipo de Órgão efetor recebe neurônios simpáticos e


neurônio eferente parassimpáticos
NMI entre o SNC e o órgão efetor Dois neurônios (mielinizado e
desmielinizado entre o SNC e o órgão efetor

O órgão efetor reage sempre com O órgão efetor reage com excitação ou
excitação inibição
Quando há denervação ocorre paralisia Quando há denervação ocorre o princípio
miogênico
Produz ajuste rápido em relação ao meio
externo Controle lento da homeostasia
15 - Sistema Nervoso Autônomo: É a parte do SN que regula a atividade da
musculatura cardíaca, da musculatura lisa e das glândulas. Pode ser dividido em:
a) Sistema Simpático ou Toracolombar: Compreende as fibras pré-ganglionares
que saem dos níveis torácicos e lombares superiores da medula espinhal e é parte
importante do mecanismo pelo qual o indivíduo reage ao estresse. As terminações pré-
ganglionares do sistema simpático liberam adrenalina e noradrenalina e por isso são
denominadas adrenérgicas.
b) Sistema Parassimpático ou Craniossacral: Compreende as fibras pré-
ganglionares que saem do tronco encefálico (nervos crânicos 3, 7, 9, 10, 11) e da porção
sacral da medula espinhal (2º e 3º ou 3º e 4º segmentos sacrais). As terminações pós-
ganglionares parassimpáticas liberam acetilcolina e por isso são denominadas
colinérgicas. O sistema parassimpático está ligado a várias funções específicas, como a
digestão, metabolismo e excreção.