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Cálculo Diferencial e Integral III

21 de março de 2018

Cálculo Diferencial e Integral III 21 de março de 2018 1 / 16


Exemplo 1: Mostre que, se kr (t)k = c, então r 0 (t) é ortogonal a
r (t) para todo t.

Geometricamente, esse resultado indica que, se a curva está em uma


esfera com centro na origem, então o vetor tangente r 0 (t) é sempre
perpendicular ao vetor posição r (t)

Integrais de Funções Vetoriais



− →
− →

Definição: Seja r (t) = f (t) i + g (t) j + h(t) k , com f , g , h in-
tegráveis em [a, b]. A integral definida de r de a a b é
b Z b  Z b  Z b 

− →
− →

Z
r (t)dt = f (t)dt i + g (t)dt j + h(t)dt k
a a a a

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Integrais de Funções Vetoriais

Se R 0 (t) = r (t), então R(t) é uma antiderivada de r (t). O próximo


resultado é análogo ao teorema fundamental do cálculo.

Teorema: Se R(t) é uma antiderivada de r (t) em [a, b], então


Z b ib
r (t)dt = R(t) = R(b) − R(a).
a a

R2 →
− →
− →

Exemplo2: Calcule 0 r (t)dt se r (t) = 12t 3 i +4e 2t j +(t+1)−1 k .

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Mudança de Parâmetro e Comprimento de Arco

Definição: Diremos que r (t) é uma parametrização suave ( ou


lisa) ou uma função suave (ou lisa) de t se r 0 (t) for contı́nua e
r 0 (t) 6= 0 para quaisquer valores admissı́veis de t (exceto possivel-
mente nas extremidades do intervalo).

Algebricamente, isso implica que os componentes de r (t) tem deri-


vadas contı́nuas que não são todas nulas para o mesmo valor de t e,
geometricamente, implica que o vetor tangente r 0 (t) varia continua-
mente ao longo da curva.

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Teorema: Se uma curva C admite uma parametrização suave

x = f (t), y = g (t), z = h(t); a ≤ t ≤ b

e se C não se intercepta, exceto possivelmente em t = a e t = b,


então o comprimento L de C é
Z b q
L= [f 0 (t)]2 + [g 0 (t)]2 + [h0 (t)]2 dt
a
s 2 2 2
Z b  
dx dy dz
L= + + dt
a dt dt dt

Observe que o comprimento de arco de uma curva dado pelo teorema


anterior pode ser escrito de forma mais compacta:
Z b
L= kr 0 (t)kdt
a

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Exemplo 3: Calcule o comprimento do arco da hélice circular de

− →
− →

equação r (t) = cos t i + sin t j + t k do ponto (1, 0, 0) até o ponto
(1, 0, 2π).

Observação: Uma única curva C pode ser representada por mais de


uma função vetorial. Por exemplo a função

r1 (t) = (t, t 2 , t 3 ), 1 ≤ t ≤ 2

poderia ser representada pela função

r2 (u) = (e u , e 2u , e 3u ), 0 ≤ u ≤ ln 2,

onde a relação entre os parâmetros t e u é dada por t = e u . As


equações acima são parametrizações da curva C . Ao calcularmos o
comprimento de C, usando ambas parametrizações obtemos o mesmo
resultado.

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Definição: Seja C uma curva suave por partes dada pela função

− →
− →

vetorial r (t) = f (t) i + g (t) j + h(t) k , a ≤ t ≤ b, onde pelos
menos uma das funções f , g , h seja injetora em (a, b). Definiremos a
função comprimento de arco por s
s
Z t Z t  2  2  2
dx dy dz
s(t) = kr 0 (u)kdu = + + du
a a du du du

Observe que s(t) é o comprimento da parte de C entre r (a) e r (t).

Observação: Se diferenciarmos os dois lados da última equação em


relação a t, usando o Teorema Fundamental do Cálculo, obtemos
ds
= kr 0 (t)k.
dt

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Reparametrização de Curvas por Comprimento de Arco

Muitas vezes é conveniente parametrizarmos algumas curvas usando


como parâmetro o comprimento de arco s. Um dos motivos é que o
comprimento de arco não depende do sistema de coordenadas utili-
zado.
Para reparametrizarmos uma curva suave C , dada por

− →
− →

r (t) = f (t) i + g (t) j + h(t) k (4)

procedemos como segue:


1 calculamos s = s(t);
2 encontramos a sua inversa t = t(s);
3 finalmente, reescrevemos, (4) como

− →
− →

r (t(s)) = f (t(s)) i + g (t(s)) j + h(t(s)) k , 0 ≤ s ≤ L.

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Exemplo 4: Encontre uma parametrização por comprimento de arco
para a circunferência x 2 + y 2 = R 2 .

Exemplo 5: Reparamerize pelo comprimento de arco a curva dada


por
~r (t) = e t cos t, e t sin t , t ≥ 0.


Exemplo 6: Seja C uma curva suave parametrizada pelo compri-


~ (s), então
mento de arco. Mostre que, se C é representada por w
kw~ 0 (s)k = 1.

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Curvatura

A curvatura de uma curva C em um dado ponto é a medida de quão


rapidamente a curva muda de direção no ponto. Especificamente,
definimos a curvatura como o módulo da taxa de variação do versor
tangente com relação ao comprimento de arco.

Definição: Suponhamos uma curva suave no espaço C com parame-


trização por comprimento de arco

x = f (s), y = g (s), z = h(s).



− →
− →

Sejam r (s) = f (s) i + g (s) j + h(s) k e T (s) = r 0 (s). A curvatura
k de C no ponto P(x, y , z) é
dT
k = = kT 0 (s)k.

ds

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Curvatura

A curvatura é mais simples de ser calculada, se expressa em termos


do parâmetro t em vez de s. Assim, usamos a regra da cadeia para
escrever
dT dT ds dT dT /dt
= · e k = =

dt ds dt ds ds/dt

Mas ds
dt = kr 0 (t)k, e então

kT 0 (t)k
k(t) = .
kr 0 (t)k

Exemplo 7: Mostre que a curvatura de uma cı́rcunferência de raio r


é 1/r .

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Vetores Normal e Binormal

Lembre-se que se uma função vetorial r (t) tiver norma constante,


então r (t) e r 0 (t) são vetores ortogonais.

Em particular, T (t) e T 0 (t) ou T (s) e T 0 (s) são vetores ortogonais.

Isso implica que T 0 (t) (ou T 0 (s)) é perpendicular à reta tangente a


C em t (ou s) , logo dizemos que T 0 (t) (ou T 0 (s)) é normal a C
em t (ou s) .

Definição: Definiremos o vetor normal principal unitário N(t)


(ou N(s)), ou simplesmente vetor normal unitário como

T 0 (t) T 0 (s)
N(t) = ou N(s) =
kT 0 (t)k kT 0 (s)k

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Vetores Normal e Binormal

Definição: O vetor binormal a curva C em um ponto P é um vetor


que é simultaneamente ortogonal ao vetor T e ao vetor N nesse
ponto. Definiremos o vetor binormal como

B(t) = T (t) × N(t) ou B(s) = T (s) × N(s).

Exemplo 8: Determine os vetores normal e binormal da hélice circular



− →
− →

r (t) = cos t i + sin t j + t k .

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Campos Escalares e Campos Vetoriais

Dada uma região D do espaço, podemos associar a cada ponto de


D uma grandeza escalar ou também uma grandeza vetorial. No
mundo fı́sico, fazemos isso frequentemente. Por exemplo, dado
um corpo sólido D, podemos associar a cada um de seus pontos a
sua temperatura. Dizemos que um campo escalar está definido em D.

No caso de um fluido em movimento, a cada partı́cula corresponde


um vetor velocidade ~v . Nesse caso, vemos que um campo vetorial
está definido em D.

Definição: Seja D um subconjunto do R3 . Um campo escalar sobre


o R3 é uma função f que associa a cada ponto (x, y , z) ∈ E um único
escalar f (x, y , z) ∈ R.

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Definição: Seja D um subconjunto do R3 . Um campo vetorial
sobre o R3 é uma função F que associa a cada ponto (x, y , z) ∈ E
um vetor F (x, y , z) ∈ R3 .

Campo vetorial em R2 Campo vetorial em R3

Exemplo 9: Um campo vetorial em R2 é dado por F (x, y ) = (−y , x).


escreva F esboçando alguns dos vetores de F (x, y ) como na figura
acima.
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Campos Gradientes

Observe que o gradiente de uma função f , ∇f é um campo vetorial,


pois associa a cada ponto, o vetor de derivadas parciais de f . O campo
vetorial ∇f é denominado campo gradiente.

∇f (x, y , z) = fx (x, y , z)~i + gy (x, y , z)~j + hz (x, y , z)~k

Exemplo 10: Determine e esboce os campos gradientes de:


1 f (x, y ) = x + y
2 f (x, y ) = x 2 y − y 3

Campo Vetorial Conservativo

Um campo vetorial F é dito ser um campo vetorial conservativo se


ele é o gradiente de alguma função escalar, ou seja, se existe uma
função f tal que F = ∇f . Nessa situação f é dita ser uma função
potencial de F .
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