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ORÇAMENTO PÚBLICO – CONCEITO E PRINCÍPIOS

Orçamento Público - é um documento legal de previsão de receitas e autorização de


despesas, a serem realizadas por um governo em um determinado exercício (geralmente
um ano).

Origem – Os primeiros orçamentos que se têm notícia eram os tradicionais, com ênfase
no gasto. Eram simples documentos de gastos, com previsão de receita e autorização de
despesas, sem nenhum vínculo com um sistema de planejamento governamental.

Evolução do Orçamento - O orçamento evoluiu ao longo da nossa história, desde o


Orçamento tradicional, com ênfase no gasto, passando por um Orçamento de
desempenho, onde se buscava saber o que se fazia, além do que se gastava, até o que
chamamos hoje de Orçamento-programa, um Orçamento com ênfase nas realizações.

Orçamento tradicional – era uma simples planilha contendo uma projeção de receitas e
despesas, a serem executadas no exercício, com a aquisição de bens e serviços públicos.
A ênfase era no gasto, e não nas realizações que um Governo pretendia executar. Não
havia um planejamento de ações, visando a minimizar ou solucionar um problema do
Estado, como a Educação, a Saúde, etc, com objetivos, propósitos, programas, custos ou,
até mesmo, medidas de desempenho para avaliar estas ações. Era apenas um documento
formal, indicando o que o Governo iria comprar durante o ano, sem qualquer ligação com
um processo de planejamento ou funções que o Estado deveria desempenhar.

Orçamento de desempenho - houve uma tentativa de se melhorar o processo


orçamentário, buscando-se saber onde o Governo gastava o recurso. Ou seja, tentou-
se, de alguma forma, não apenas projetar receitas e despesas, mas saber onde se estava
gastando e porque se estava gastando o recurso. Em que pese este orçamento ter
representado uma evolução do orçamento tradicional, ainda não poderia ser
considerado um orçamento-programa, tendo em vista que lhe faltava uma
característica essencial: a vinculação ao sistema de planejamento público.

Orçamento Base Zero: O Orçamento base zero foi um sistema paralelo criado no Texas –
EUA e não representou propriamente uma evolução do orçamento, mas uma simples
variação no método de planejamento, onde não existiam direitos adquiridos sobre
verbas anteriormente concedidas. No final de cada período orçamentário, os
programas existentes eram tecnicamente “zerados” no seu valor, o que obrigava os
órgãos envolvidos a novas demonstrações de custos e benefícios com vistas à priorização,
concorrendo por verbas tanto programas em fase de execução avançada com aqueles
iniciados no novo período.

Orçamento-programa - criado pelo Decreto-Lei nº 200/67, consagrou a integração entre


o planejamento e o orçamento público no país, uma vez que, com o seu advento, surgiu
a necessidade de se planejar ações antes de executar o Orçamento. Era preciso, antes de
fixar as despesas ou distribuir as receitas, saber quais as reais deficiências ou
necessidades da população e categorizar as ações necessárias visando à correção ou
minimização dos problemas do país. O Orçamento-Programa representa um conjunto de
ações vinculadas a um processo de planejamento público, com objetivos e metas a
alcançar durante um limite de tempo. A ênfase do Orçamento-Programa era nas
realizações.
Governo Federal – o Orçamento Geral da União é um documento anual elaborado pelo
Poder Executivo e entregue ao Poder Legislativo para discussão, votação, aprovação e
transformação em lei, contendo toda a previsão de arrecadação de receitas
governamentais e a autorização de despesas a realizar no próximo exercício. É uma lei
composta pelo Orçamento Fiscal, pelo Orçamento da Seguridade Social e pelo
Orçamento de Investimento das empresas estatais federais. Apesar de, à primeira
vista, existirem três orçamentos, o Orçamento da União é um documento único, regendo-
se pelo princípio da Unidade em sua elaboração e o princípio da totalidade, segundo o
qual, a soma destas peças é que representa o Orçamento Geral da União.

Princípios orçamentários – são válidos para a elaboração e o controle do Orçamento.


Estão definidos na Constituição, na Lei 4.320/64 e nas demais normas aplicáveis, como o
Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária
Anual, entre outros.

Responsabilidade pelo sistema de Planejamento e Orçamento: Poder Executivo.

Iniciativa de projetos de lei pelo Poder Executivo:

 Plano Plurianual (PPA)


 Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO

 Lei de Orçamento Anual (LOA)

Plano Plurianual (PPA)

 Define as prioridades do governo por um período de 4 (quatro) anos.


 É enviado pelo Presidente da República ao Congresso Nacional até o dia 31 de
agosto do primeiro ano de seu mandato, valendo do ano imediatamente seguinte
até um ano depois do final do mandato presidencial.

 O projeto de lei enviado pelo Executivo ao Congresso deve conter as diretrizes,


objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de
capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de
duração continuada.

 Estabelece a ligação entre as prioridades de longo prazo e a Lei Orçamentária


Anual.

Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)

 Deve ser enviada pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional até o dia 15 de
abril de cada ano.
 Estabelece as metas e prioridades para o exercício financeiro subseqüente;
orienta a elaboração do Orçamento; dispõe sobre alteração na legislação
tributária e estabelece a política de aplicação das agências financeiras de
fomento.

Lei Orçamentária Anual

Estima as receitas e autoriza as despesas para o exercício. A Secretaria de Orçamento


Federal elabora a proposta orçamentária (projeto de lei orçamentária) para o ano seguinte,
com base na LDO, em conjunto com os Ministérios e as unidades orçamentárias dos
poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Projeto de Lei Orçamentária – é enviado ao Congresso Nacional até o dia 31 de agosto


de cada ano. Nenhuma despesa pública pode ser executada fora do Orçamento.

Congresso Nacional – os deputados e senadores discutem na Comissão Mista de


Orçamentos e Planos a proposta enviada pelo Executivo, fazendo as modificações que
julgarem necessárias através das emendas. A Constituição determina que o Orçamento
deve ser votado e aprovado até o final de cada Legislatura (15.12). Após aprovado, o
projeto de lei é sancionado (podem ocorrer vetos ao projeto) pelo Presidente da República
e se transforma na Lei Orçamentária Anual.

Créditos adicionais - se durante o exercício financeiro, há necessidade de realização de


despesas acima do limite da Lei, o Poder Executivo submete ao Congresso Nacional
projeto de lei de crédito adicional.

Decreto de Programação Financeira - a Secretaria do Tesouro Nacional, durante o


exercício, edita Decretos limitando os gastos orçamentários e financeiros, abaixo dos
limites aprovados pelo Congresso. Nestes decretos, as despesas são autorizadas por
órgão, de acordo com as receitas arrecadadas no exercício e as metas de resultado fiscal.

Lei de Responsabilidade Fiscal – a LRF, aprovada em 2000 pelo Congresso Nacional


introduziu novas responsabilidades para o administrador público com relação aos
orçamentos da União, dos Estados e municípios, como limite de gastos com pessoal e a
proibição de se criar despesas de duração continuada sem uma fonte segura de receitas,
entre outros. A Lei introduziu a restrição orçamentária na legislação brasileira e criou a
disciplina fiscal para os três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.

PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS

Estão definidos na Constituição Federal, na Lei nº 4.320/64, no Plano Plurianual e na Lei


de Diretrizes Orçamentárias, além da Lei de Responsabilidade Fiscal, recentemente
criada. A Lei nº 4.320/64 prevê, por exemplo, que, "a Lei do Orçamento conterá a
discriminação da receita e despesa, de forma a evidenciar a política econômico-financeira
e os programas de trabalho do governo, obedecidos os princípios da unidade,
universalidade e anualidade".

Princípios:

 Unidade – Só existe um orçamento para cada esfera de governo (existe um


Orçamento para a União, um Orçamento para o Estado, e um Orçamento para o
Município). Apesar do Orçamento Geral da União ser formado pelo Orçamento Fiscal,
Orçamento da Seguridade Social e o Orçamento de Investimento das Empresas Estatais,
na prática, só existe um Orçamento, fundamentado numa única política orçamentária e
estruturado uniformemente.
 Universalidade – o Orçamento agrega todas receitas e despesas dos Poderes,
fundos, entidades diretas ou indiretas, não devendo nenhuma despesa custeada pela
esfera de governo não estar prevista na lei orçamentária. A Lei orçamentária deve
incorporar todas as receitas e despesas, ou seja, nada do que é recebido ou gasto deve
ficar fora do orçamento.
 Anualidade ou Periodicidade – segundo este princípio, o Orçamento cobre um
período de tempo de 1 (um) ano. No Brasil, este período corresponde ao próprio exercício
financeiro, de 01/01 a 31/12.

 Legalidade – O Orçamento é uma peça legal, e como tal, sempre deve ser objeto
de uma lei específica.

 Exclusividade – O Orçamento só pode versar sobre matéria exclusivamente


orçamentária, ou seja, não pode haver matéria estranha ao Orçamento na lei, podendo,
entretanto, conter autorização para a abertura de créditos suplementares durante o
exercício ou conter a autorização para a contratação de operações de crédito, ainda que
por antecipação da receita.

 Especificação ou discriminação ou especialização – Segundo este princípio, são


vedadas autorizações globais de despesas no Orçamento, ou seja, as despesas não
devem ser incluídas na Lei Orçamentária sem um mínimo de especificação (ex. Despesas
Gerais). Esta especificação da despesa no Orçamento da União é feita por modalidade de
aplicação (e não mais por elemento de despesa!), que especifica se o recurso vai ser
transferido para Estados, Municípios e Instituições Privadas ou se vai ser gasto em
programas do Governo Federal (aplicações diretas).

 Publicidade – Segundo este princípio, há que se dar publicidade ao Orçamento. O


Governo Federal sempre publica o Orçamento Geral da União no Diário Oficial da União
(DOU) por ocasião da sua transformação em lei.

 Equilíbrio – As despesas autorizadas no Orçamento devem ser sempre iguais às


receitas previstas. Não pode haver um desequilíbrio acentuado nos gastos, mas tendo em
vista o elevado déficit fiscal de hoje, o Orçamento acaba sendo financiado por operações
de crédito. Em todo o caso, as receitas são iguais às despesas previstas, mesmo que
provenientes de empréstimos.

 Orçamento-Bruto - A receita e a despesa, constantes do Orçamento devem


aparecer pelo seu valor total ou valor bruto, e nunca em valores líquidos, com alguma
dedução.

 Não-afetação ou não-vinculação – É vedada a vinculação da receita de impostos


a órgão, fundo ou despesa, exceto as transferências constitucionais obrigatórias para
manutenção e desenvolvimento do ensino, o fundo de participação dos Estados e dos
Municípios e outros fundos constitucionais, além das garantias às operações de crédito por
antecipação da receita.

 Programação e regras de tipicidade e atipicidade – Existem várias classificações


orçamentárias possíveis ao se programar uma despesa no Orçamento. A classificação
funcional da despesa apresenta-nos uma série de funções de governo divididas em
subfunções, desdobradas em programas de governo. Os programas dividem-se em
atividades, projetos ou operações especiais a executar no exercício. Há toda uma lógica
nesta classificação e inter-relacionamento entre os programas, subfunções e funções.
Certos programas pertencem a determinadas subfunções e as subfunções estão atreladas
a uma função específica. Porém, na composição do Orçamento, pode acontecer que um
programa não esteja atrelado diretamente à sua subfunção e sim, à outra, ou a subfunção
não esteja atrelada à sua respectiva função. Quando isto ocorre, ou seja, um programa
não se relaciona diretamente à sua subfunção ou a subfunção à função, dizemos que
ocorre uma classificação atípica da despesa. Quando a função, a subfunção e o programa
estão interligados de acordo com a tabela de classificação funcional, dizemos que ocorre
uma programação típica de despesas. Não há nenhum problema em classificações
atípicas no Orçamento, e isto ocorre em centenas de despesas, cujos programas nem
sempre coincidem ou estão relacionados com as subfunções e funções da classificação
orçamentária.

OBJETIVOS DA POLÍTICA ORÇAMENTÁRIA

 corrigir as falhas de mercado e as distorções, visando manter a estabilidade;


 melhorar a distribuição de renda, e alocar recursos com mais eficiência nos gastos;
 regular o mercado e coibir abusos, reduzir as falhas e as externalidades negativas
(fatores adversos causados pela produção, como poluição, problemas urbanos, etc);
 proporcionar o acesso de todos aos produtos;
 construir obras públicas;
 assegurar o cumprimento das funções elementares do Estado como justiça,
segurança, saúde, educação, etc.

PROCESSO E ETAPAS DE INTERVENÇÃO DO GOVERNO NA ECONOMIA


BRASILEIRA
Intervenção do Governo – Ocorre com a política fiscal, política monetária, regulação do
mercado, ajustes na taxa de câmbio,etc. É possível ao Governo controlar preços, salários,
inflação, impor choques na oferta ou restringir a demanda.
Investimentos estatais – O Orçamento também funciona como um balizador na
Economia. Se temos elevados investimentos governamentais no Orçamento,
provavelmente o número de empregos aumentará, assim como a renda agregada
melhorará. Em compensação, um orçamento restrito em investimentos, provocará
desemprego, desaceleração da economia, e decréscimo no produto interno bruto.
Atuação do Governo – o governo pode gerar orçamentos expansionistas a cada ano ou
provocar um orçamento recessivo, para desaquecer a Economia.

Funções básicas do Orçamento Público:


 Função alocativa - Oferecer bens e serviços (públicos puros) que não seriam
oferecidos pelo mercado ou seriam em condições ineficientes (meritórios ou semipúblicos)
e. criar condições para que bens privados sejam oferecidos no mercado (devido ao alto
risco, custo, etc) pelos produtores, por investimentos ou intervenções, corrigir imperfeições
no sistema de mercado (oligopólios, monopólios, etc) e corrigir os efeitos negativos de
externalidades.
 Função distributiva – Tornar a sociedade menos desigual em termos de renda e
riqueza, através da tributação e transferências financeiras, subsídios, incentivos fiscais,
alocação de recursos em camadas mais pobres da população, etc.
 Função estabilizadora – ajustar o nível geral de preços, nível de emprego, estabilizar
a moeda, mediante instrumentos de política monetária, cambial e fiscal, ou outras medidas
de intervenção econômica (controles por leis, limites).

ORÇAMENTO PÚBLICO NO BRASIL

Orçamento público - é uma lei que exprime em termos financeiros a alocação dos
recursos públicos. É um instrumento de planejamento que espelha as decisões políticas,
estabelecendo ações para o atendimento das demandas da sociedade. Tem múltiplas
funções como a de planejamento, contábil, financeira e de controle. As despesas, para
serem realizadas, têm que estar autorizadas na lei orçamentária anual.

O processo orçamentário reflete a co-responsabilidade entre os poderes, caracterizando-


se por configurar quatro fases distintas:

1 – a elaboração da proposta, feita no âmbito do Poder Executivo;

2 – a apreciação, mediante discussão e votação pelo Legislativo – no caso do governo


federal, o Congresso Nacional;

3 – a sua execução pelos Poderes; e

4 – o controle, baseado no acompanhamento e avaliação da execução ou auditorias.

A Secretaria de Orçamento Federal – SOF tem a responsabilidade principal de


coordenar, consolidar, supervisionar e estabelecer normas para elaboração da Lei de
Diretrizes Orçamentárias e do Orçamento Geral da União. A SOF integra a estrutura do
Ministério do Planejamento e Orçamento – MPO.

O Orçamento Geral da União (OGU) prevê todos os recursos e fixa todas as


despesas do Governo Federal, referentes aos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.

O CICLO ORÇAMENTÁRIO

Ciclo orçamentário - processo contínuo, dinâmico e flexível, através do qual se elabora,


aprova, executa, controla e avalia os programas do setor público nos aspectos físicos e
financeiros. Corresponde, portanto, a um período de tempo maior que um ano, em que se
processam as atividades típicas do orçamento público.

Exercício financeiro - Cabe ressaltar que o ciclo orçamentário não se confunde com o
exercício financeiro. Este, na realidade, é o período durante o qual se executa o
orçamento, correspondendo, portanto, a uma das fases do ciclo orçamentário. No Brasil, o
exercício financeiro coincide com o ano civil, ou seja, inicia em 01 de janeiro e encerra em
31 de dezembro de cada ano, conforme dispõe o art. 34 da Lei n° 4.320/64. Por outro lado,
o ciclo orçamentário é um período muito maior, iniciando com o processo de elaboração do
orçamento, passando pela execução e encerrando no controle.

Ciclo Orçamentário (etapas):


 Formulação e apresentação (Projeto de Lei);
 Autorização (pelo Congresso Nacional);
 Execução e controle (do Orçamento);
 Auditoria (avaliação do Orçamento)

ORÇAMENTO-PROGRAMA

Classificação Funcional do Orçamento - representou um grande avanço na técnica de


apresentação orçamentária. Ela permite a vinculação das dotações orçamentárias a
objetivos de governo. Os objetivos são viabilizados pelos Programas de Governo. Esse
enfoque permite uma visão de "o que o governo faz", o que tem um significado bastante
diferenciado do enfoque tradicional, que visualiza "o que o governo compra".

Programas - são desdobramentos das subfunções, atreladas às funções básicas de


governo. Fazem a ligação entre os planos de longo e médio prazo (planejamento estatal) e
representam os meios e instrumentos de ação, organicamente articulados para o
cumprimento das funções. Os programas geralmente representam os produtos finais
da ação governamental. Esse tipo de orçamento é denominado Orçamento-Programa.

Orçamento-Programa no Brasil - está estruturado em diversas categorias programáticas,


ou níveis de programação, que representam objetivos da ação governamental em diversos
níveis decisórios.
 Um rol de funções, representando objetivos mais gerais: o maior nível de
agregação das ações, de modo a refletir as atribuições permanentes do Governo.
 Um rol de subfunções, como meios e instrumentos de ações organicamente
articulados para o cumprimento das funções. Uma subfunção agrega vários
programas.
 Um rol de programas, com projetos, atividades e operações especiais
representando ações específicas, como subprodutos destes programas.

Em síntese:
 As funções representam as áreas de atuação do Governo, divididas em subfunções;
 Os programas representam os objetivos que se pretende alcançar e estão articulados
às funções e subfunções;
 Os projetos, atividades e operações especiais são subdivisões dos programas e
representam o produto a alcançar com os objetivos dos programas. Exemplo
(aleatório):

Processo de elaboração da lei orçamentária


Iniciativa de elaboração – Executivo
Competência legal – Legislativo
Sanção – Presidente
Passos:
1) Elaboração das propostas orçamentárias (com atividades e projetos novos e os já em
execução) das Unidades Orçamentárias.
2) Análise e encaminhamento às coordenações setoriais (COFs) de cada Ministério.
3)- Secretaria de Orçamento Federal (SOF/MPO) – consolidação das propostas
A SOF verifica os recursos disponíveis, as necessidades de financiamento do setor
público, as despesas obrigatórias (pessoal, dívida, atividades etc) e os limites
estabelecidos na LDO para cada UO e define os valores.
4) Projeto de lei - encaminhado até 31/08 de cada ano ao Legislativo.
5) É iniciada a discussão e as votações parciais do Orçamento na Comissão Mista de
Orçamentos e votado no Plenário até o final do período legislativo (15/12).
6) Segue, após, para sanção ou veto do PR em 15 dias úteis. O silêncio importa em
sanção. É publicada a lei em 48 h pelo Presidente do Congresso ou pelo Vice (48h depois)
se PR não fazê-lo.
Vetado (parcial ou integral) - encaminhado o veto em 48 h ao Presidente do Senado
expondo-se os motivos.
Sessão conjunta - delibera sobre o veto em 30 dias, negando o veto por maioria absoluta.
Derrubado o veto e não promulgada a LOA, cabe ao Presidente do Senado promulgar em
48 h ou seu vice, em igual prazo.

PLANEJAMENTO NO ORÇAMENTO-PROGRAMA
Planejamento Público - O orçamento-programa está intimamente ligado ao sistema de
planejamento e aos objetivos que o governo pretende alcançar. É um plano de
trabalho expresso por um conjunto de ações a realizar e pela identificação dos
recursos necessários. A ênfase é nos objetivos a realizar.

Características principais do Orçamento-Programa:


 Evolução do orçamento tradicional, vinculando-o ao planejamento.
 Melhor controle, identificação das funções, da situação, das soluções, objetivos,
recursos, etc - ênfase no que se realiza e não no que se gasta.

Planejamento no Brasil - surgiu concomitantemente ao próprio surgimento do


Orçamento-Programa no Decreto-lei nº 200/67.

EXPERIÊNCIA BRASILEIRA DE PLANEJAMENTO DO DESENVOLVIMENTO E


PLANEJAMENTO GOVERNAMENTAL

1939 – Plano qüinqüenal de Obras e Reaparelhamento da Defesa Nacional - Durou 5


anos, não sendo um plano e sim uma lista de investimentos.
1943 – Plano de Obras e Equipamentos – Era para ser de 5 anos, mas foi de 2 com a
queda de Vargas. Ênfase na programação de obras públicas de infra-estrutura e criação de
indústrias básicas.
1946-7 Plano Salte – cobria quatro setores – saúde, alimentação, transporte, energia. Foi
aprovado por 5 anos, em 1949, sendo autorizado em 50. Inúmeros problemas e entraves
burocráticos.

PLANO DE METAS E PLANOS TRIENAIS DOS ANOS 60


1956-60 - Programa de metas – mais uma reunião de programas setoriais, em energia,
transportes, alimentação, indústrias e educação do que um plano global.
1963-65 – Programa Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social - No Governo
Goulart, do Ministro Celso Furtado. Visava à manutenção de uma taxa elevada de
crescimento do produto nacional, redução da inflação, redução do custo social, melhor
distribuição e redução das desigualdades regionais e níveis de vida. Sobreviveu só em 63.
1964 – Programa de Ação Econômica do Governo – PAEG - Elaborado às pressas p/
embasar as reformas econômicas do Governo de Castelo Branco (revolução de 64).
Cobriu 3 anos, inclusive 64. São abordados os mesmos assuntos do Trienal, mas com
algumas inovações de interesse como habitação, bem-estar social, política salarial e
tributária.

DO PLANO DECENAL AOS PLANOS NACIONAIS DE DESENVOLVIMENTO


1965 – Plano Decenal de Desenvolvimento Econômico e Social
Grupos de Coordenação formados por representantes de ministérios, órgãos regionais e
setoriais e setor privado. Realização de estudos, diagnósticos e programas, com vistas a
um plano Decenal de 67 a 76.
Não vingou, pois coincidiu com a posse de novo Governo.
1968/70 – Programa Estratégico de Desenvolvimento (PED) – Com três objetivos:
aceleração do desenvolvimento econômico, redução da inflação p/ 6% ao ano no mínimo;
progresso social e aumento das oportunidades de emprego (taxa de emprego de 2,6% (68)
p/ 3,3 e 3,5 % (73)).

Metas e Bases para a Ação de Governo – O Governo Médici continuou o PED até 74
1972-74 - I Plano Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (I PND) – Criado
no modelo de planejamento idealizado pelo Decreto 200/67, e trienal.
1975-79 II Plano Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (II PND)
Cobriu 4 anos de Geisel e 1 de Figueiredo. Fixou metas a atingir em 79 como crescimento
do PIB, investimentos, produção, emprego, exportações, mas não conseguiu, ficando bem
aquém do esperado, devido a crises externas.

1980-85 III Plano Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (III PND) – Foi
elaborado só no papel, pois o Governo baixou pacotes de curto prazo o tempo todo, por
instabilidade econômica.

1986-89 – I Plano Nacional de Desenvolvimento da Nova República – Programa de


ajustes e reorientação do setor Público, com estímulo para que o setor privado assuma o
papel do desenvolvimento e o setor público assuma seu papel econômico-social.
Dificuldades, trocas de ministros, pacotes de curtíssimo prazo, aumento de preços,
inflação. O planejamento de longo prazo não prosperou.

Plano Plurianual para o Qüinqüênio 1991-95 (PPA 91-95) - Primeiro plano orientado pela
CF/88
Voltado à programação das ações de governo. Foi revisado duas vezes: em 92 pelo CN,
em meio ao impeachment de Collor, e no novo Governo revendo prioridades, mas não
chegou a ser votado. Não devem ser avaliados seus resultados em vista da conturbação
política, das revisões, mas foi o primeiro esforço de planejamento de longo prazo.

PLANOS DE ESTABILIZAÇÃO ECONÔMICA E ENSAIOS DE RETOMADA DO


CRESCIMENTO
 Plano Bresser (86)
 Plano Cruzado I e II (86 e 87)
 Plano Verão (89)
 Plano Collor I e II (90 e 91)
 Plano Real (94)

Decreto 200/67  Instituiu o planejamento  princípio fundamental da ação


governamental.

Princípios básicos do DL 200/67:


 Plano geral de Governo;
 Programas gerais, setoriais e regionais de duração plurianual;
 Orçamento-programa anual;
 Programação financeira de desembolso.
 Planejamento, coordenação, controle, descentralização, delegação de competência.

O ORÇAMENTO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: PLANO PLURIANUAL (PPA), LEI DE


DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS (LDO) E LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL (LOA).
Orçamento - Competência concorrente na constituição: União, Estados, DF e
Municípios:
União: responsável por normas gerais (Se inexistir, Estados exercem a competência
legislativa plena).
Estados: exercem a competência suplementar, caso não existam normas gerais.
Lei federal superveniente suspende lei estadual na parte contrária.

Congresso Nacional (CN) - Sessão legislativa - de 15.02 a 30.06 e 01.08 a 15.12 (não
interrompe sem aprovação da LDO). Dispõe, c/ sanção do PR, sobre:
1. Sistema tributário, arrecadação e distribuição de rendas;
2. Plano Plurianual (PPA), Diretrizes Orçamentárias, Orçamento Anual, Operações de
crédito, dívida pública e emissões de curso forçado.

Câmara dos Deputados - competência privativa - tomar contas do PR, se não


apresentadas ao CN em 60 dias da abertura da sessão legislativa.

Fiscalização Contábil, Financeira E Orçamentária.


Fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional, patrimonial (COFOP) da União
e entidades da administração direta e indireta quanto à legalidade, legitimidade,
economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas:

Controle Externo - Congresso Nacional, com auxílio do TCU. (atribuição exclusiva ao


Congresso).

Controle Interno - sistema de controle interno de cada Poder.(natureza administrativa)

Conceitos
Controle financeiro - receita e despesa
Controle operacional - resultados
Controle patrimonial - acréscimo e diminuição.
Legalidade - conformidade com a lei
Legitimidade - exame do mérito, da oportunidade, conveniência e conformidade
orçamentária.
Economicidade - se procedeu com economia, na aplicação dos recursos públicos, na
relação custo-benefício.

Prestação de Contas - Qualquer pessoa física ou entidade pública que utilize, guarde,
arrecade, gerencie, administre dinheiro, bens, valores públicos ou pelos quais a União
responda, ou que em nome dessa, assuma obrigações de natureza pecuniária.

CONTROLE EXTERNO - De natureza política ou político-institucional.


Titular: Congresso Nacional
TCU - órgão auxiliar

Compete ao TCU:
Apreciar as contas anuais do PR, por parecer prévio, em 60 dias a contar do recebimento -
O TCU aprecia, quem julga é o Congresso. Não prestadas as contas no prazo, à
Câmara cabe tomá-las.
Julgar as contas dos administradores e responsáveis por dinheiro, bens, valores públicos
da Administração Direta e Indireta, fundações e sociedades do poder público federal e
as contas dos que derem causa à perda, extravio ou irregularidade de que resulte
prejuízo ao erário público. (Não se julgam pessoas, mas as contas prestadas por ela).
Apreciar, para registro, na Administração Direta e Indireta, incluídas as fundações públicas,
a legalidade na admissão de pessoal, aposentadorias, reformas, pensões, ressalvadas
melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório e as
nomeações em comissão.
Realizar por iniciativa própria, da Câmara, do Senado, de comissão técnica ou inquérito,
inspeções e auditorias contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas
unidades administrativas do Poder Legislativo, Executivo e Judiciário, e fundações e
sociedades do Poder público federal.
Fiscalizar as contas nacionais de empresas supranacionais cujo capital a União participe,
direta ou indiretamente, conforme Tratado constitutivo.
Fiscalizar a aplicação de repasses/União, por convênio, acordo, ajuste, etc à Estado, DF e
município.
Prestar informações solicitadas pelo Congresso, por qualquer Casa ou Comissão sobre as
fiscalizações e sobre resultado de auditorias e inspeções realizadas.
Aplicar aos responsáveis, na ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, sanções
da lei que estabelecerá, entre outras, multa proporcional ao dano causado ao erário.
Assinar prazo para adoção de providências ao exato cumprimento da lei pelo órgão ou
entidade.
Sustar, se não atendido, execução de ato impugnado, comunicando à Câmara e ao
Senado (sendo contrato, a sustação será adotada pelo Congresso diretamente que
solicita ao Executivo as medidas cabíveis. Não tomadas providências em 90 dias, o
TCU decide a respeito).
Representar ao Poder competente as irregularidades e abusos apurados

Decisões do TCU que resulte imputação de débito ou multa - eficácia de título


executivo.

Relatório de atividades do TCU ao Congresso - trimestral e anual.

Indícios de despesas não autorizadas (ainda investimentos não programados ou


subsídios não aprovados) – A Comissão Mista pode solicitar à autoridade
governamental, que no prazo de 5 dias, preste os esclarecimentos necessários. Se não
prestados ou insuficientes, a Comissão pede ao TCU pronunciamento conclusivo em 30
dias. Entendendo o TCU irregular a despesa, a comissão, julgando o gasto de dano
irreparável ou grave lesão à economia pública, proporá ao Congresso a sustação.

CONTROLE INTERNO - Poder Legislativo, Executivo e Judiciário.


Finalidades:
Avaliar o cumprimento de metas do PPA, a execução de programas e orçamentos da
União.
Comprovar legalidade e avaliar resultados (eficácia e eficiência) da gestão orçamentária,
financeira e patrimonial e aplicação de recursos públicos por entidades de direito
privado.
Controlar operações de crédito, avais, garantias, direitos e haveres da União.
Apoiar o controle externo
Irregularidade ou ilegalidade conhecida pelo controle interno - ciência ao TCU (sob
pena de responsabilidade solidária)
Denúncia de irregularidades ao TCU - qualquer cidadão, partido político, associação,
sindicato.
Tribunais de Contas Estaduais - 7 (sete) conselheiros e normas pela Constituição
Estadual. Algumas normas do TCU se aplicam, no que couber, inclusive aos TCM.

FISCALIZAÇÃO DO MUNICÍPIO
Controle externo - Poder Legislativo Municipal (Câmara de Vereadores), c/ auxílio dos
TCE ou TCM ou Conselhos de Contas do Município.
Controle interno - sistemas de controle municipal
Parecer prévio s/ contas anuais do prefeito - não prevalecem por decisão de 2/3 da
Câmara.
Contas do município - à disposição do cidadão por 60 dias.
Vedada a criação de tribunais, conselhos e órgãos municipais após a CF/88. Os já criados
continuam.

COMPETÊNCIA PRIVATIVA DO PR
Enviar ao CN, o PPA, o Projeto de LDO e a proposta de LOA.
Prestar contas do exercício anterior em 60 dias da abertura da sessão ao CN
Ato contra a CF e lei orçamentária - Crime de responsabilidade do PR:
Poder Judiciário
Autonomia financeira e administrativa - elaboram sua proposta pelos limites da LDO.
Encaminhamento das propostas: na União, o Presidente do STF e os dos Tribunais
Superiores / Nos Estados/DF/territórios – o Presidente dos Tribunais de Justiça.
Pagamentos de sentenças (salvo alimentícias)- Ordem cronológica de apresentação
dos precatórios à conta dos créditos (vedada designação de casos/pessoas nas dotações
e créditos abertos)
Precatórios apresentados até 01/07 (atualizados nesta data) - Obrigatórios no
Orçamento, pagando-se até o fim do próximo exercício.
Ministério Público - elabora sua proposta, cfe LDO.
Necessidade de Lei complementar (previsão na CF/88):
Finanças públicas;
Dívida pública externa e interna (incluídas autarquias e fundações)
Concessão de garantias
Emissão e resgate de títulos da dívida
Fiscalização das Instituições Financeiras
Operações de câmbio da União, Estados, DF e Municípios.
Compatibilidade das funções das Instituições de crédito

Banco Central - competência exclusiva da emissão de moeda, compra e venda de títulos


do TN (regular oferta de moeda e taxa de juros).

Vedação ao BC - conceder empréstimos ao TN e órgão não Instituição Financeira.


Caixa da União - Bacen
Caixa dos Estados, DF, Municípios - Instituições Financeiras Oficiais.

Plano Plurianual (PPA) - é uma lei ordinária, sendo votada por maioria simples nas duas
Casas do Congresso Nacional (Câmara e Senado), sob a forma do regimento comum.
É válido a partir do ano seguinte ao ano de início do mandato presidencial até um
ano depois do fim do mandato (já no próximo governo). O PPA estabelece, de forma
regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas para as despesas de capital (e outras dela
decorrentes) e para os programas de duração continuada.

Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) - é uma lei ordinária, sendo votada por maioria
simples nas duas Casas do Congresso Nacional (Câmara e Senado) sob a forma do
regimento comum. A LDO estabelece as metas e prioridades do Governo Federal,
incluindo as despesas de capital para exercício subseqüente, orienta a elaboração
da LOA, dispõe sobre alterações na legislação tributária e, ainda, estabelece a
política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. A LDO pode ser
alterada depois de editada e publicada, mas as alterações têm que ser compatíveis com o
PPA.

Lei Orçamentária Anual (LOA) - é uma lei ordinária, votada por maioria simples nas
duas Casas do Congresso Nacional, sob a forma do regimento comum. Envolve o
Orçamento Fiscal e da Seguridade (Administração direta e indireta) dos Poderes da
União, fundos, órgãos e entidades, além do Orçamento de Investimento das
empresas estatais (empresas com maioria do capital social c/ direito a voto da
União).

Orçamento fiscal e de investimentos - têm a função de reduzir desigualdades inter-


regionais, segundo o critério populacional de cada região.

Conteúdo da LOA - deve conter demonstrativo regionalizado do efeito sobre as receitas e


despesas, das isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza
financeira, tributária e creditícia. Pode conter autorização p/ abertura de créditos
suplementares e contratação de operações de crédito (e geralmente contém!!!).

Iniciativa de lei - A iniciativa de elaboração da LOA é do Poder Executivo, mas a


competência legal é do Poder Legislativo, mediante votação em ambas as casas do
Congresso Nacional.

Início do projeto de lei - apresentação das propostas orçamentárias elaboradas pelas


unidades responsáveis diretamente pela execução do orçamento, apresentando os
programas, com suas atividades e projetos, que constarão no Orçamento. Após a
apresentação das propostas, o projeto é encaminhamento aos órgãos setoriais, que
analisam os dados e encaminham o projeto para a Secretaria de Orçamento Federal
(SOF/MPO), para consolidação.

Elaboração da LOA – A SOF/MPO verifica os recursos disponíveis, as necessidades de


financiamento do setor público, as despesas obrigatórias com pessoal, dívida, atividades
de manutenção, etc e os limites já estabelecidos na LDO para cada unidade, definindo os
valores. Após a consolidação, a SOF/MPO encaminha o projeto ao Poder Legislativo
(Congresso Nacional) para discussão e votação. Qualquer modificação no Projeto pelo
Poder Executivo, após encaminhado para o Legislativo, só pode acontecer se ainda não foi
iniciada a votação na Comissão Mista, responsável pela análise do projeto.

Execução orçamentária - Poder Executivo publica até 30 dias após cada bimestre relatório
da execução.
Planos e programas nacionais, regionais e setoriais - consonância com PPA e apreciados
pelo CN (ainda não foram elaborados).
LOA - não pode conter dispositivo estranho à previsão de receita e fixação da despesa,
mas pode conter autorização para abertura de créditos suplementares e para contratação
de operações de crédito, ainda que por antecipação da receita.
Lei Complementar - exercício financeiro, vigência, prazo, dispor s/ elaboração do PPA,
LDO, LOA, normas de gestão financeira e patrimonial, instituição e funcionamento.
Créditos adicionais – duas casas, regimento comum, maioria simples.
Emendas a LOA - compatíveis com PPA, LDO, relacionadas à correção de erros e
omissões ou com o texto, indicados os recursos (somente de anulação de despesas),
excluídos:
Dotações de pessoal e encargos
Serviço da dívida
Transferências tributárias constitucionais a Estados, Municípios DF.
Emendas a LDO - compatíveis com PPA
Modificação no Projeto - se não iniciada votação na CM da parte proposta.
Recursos disponíveis de vetos sem despesas correspondentes - podem ser usados por
créditos especiais ou suplementares com autorização legislativa.
Vedação
Início de projetos não incluídos na LOA
Despesas ou obrigações maiores que LOA ou créditos adicionais
Operações de crédito maiores que despesas de capital
Vinculações de impostos a fundos, órgão, despesa (menos transferências, garantias de
créditos, etc).
Abertura de crédito suplementar ou especial sem autorização legislativa e sem
indicação de recursos.
Transposição, remanejamento, transferência de recursos de uma categoria de
programação a outra (programas de trabalho).
Concessão ou utilização de créditos ilimitados
Utilização de recursos dos orçamentos fiscal e da seguridade para suprir necessidade
ou cobrir déficit de empresas, fundos, fundações.
Criação de fundos sem autorização legislativa
Início de investimento de mais de um ano sem prévia inclusão no PPA ou lei que
autorize (crime de responsabilidade)
Transferência voluntária de recursos e concessão de empréstimos (inclusive por
antecipação de receita) pelos Governos Federal e Estadual e inst. Financeiras para
pagar pessoal dos Estados, DF, Município.
Utilizar recursos de contribuições de seguridade para despesas distintas
Ação de governo.

TIPOS DE CRÉDITOS ORÇAMENTÁRIOS


CRÉDITOS ADICIONAIS
Suplementares – reforço da dotação vigente
Especiais – sem dotação específica
Extraordinários – Despesas urgentes e imprevistas (comoção interna, guerra,
calamidade pública).
Créditos especiais e extraordinários – vigência no exercício financeiro em que forem
autorizados, salvo se promulgado nos últimos 4 meses, sendo reabertos no limite de seus
saldos no exercício seguinte.
Suplementares e especiais – autorizados por lei e abertos por Decreto do Executivo, com
exposição justificada. Consideram-se recursos:
Superávit financeiro em balanço patrimonial anterior (diferença positiva entre ativo
financeiro e passivo financeiro, conjugados os créditos adicionais transferidos e
operações de crédito vinculadas).
Excesso de arrecadação (diferenças positivas mês a mês entre arrecadação prevista
e realizada, considerada tendência do exercício, deduzido créditos extraordinários
abertos no exercício.
Anulação parcial ou total de dotações ou créditos
Operações de crédito autorizadas.
Extraordinários – Medida Provisória ou Decreto.
Recursos de créditos orçamentários e adicionais do MP, PJ e PL - entregues até o dia 20
de cada mês.
Concessão de vantagem, criação de cargos, alteração de carreiras, admissão de pessoal
na administração direta/indireta-dotação orçamentária suficiente para projeções e
autorização na LDO (salvo as empresas públicas e sociedades de economia mista).
Despesa c/ pessoal ativo e inativo - não pode exceder os limites em LC - União, Estados,
DF, Municípios.
Prazo decorrido de adaptação aos limites - suspensas verbas federais / estaduais aos
Estados, DF, Municípios.
Medidas para cumprimento dos limites:
Redução em pelo menos 20% das despesas com cargos em comissão e funções de
confiança
Exoneração dos servidores não estáveis
Se não bastarem as medidas - Exoneração do servidor estável por ato motivado com um
mês de remuneração por ano e cargo extinto, vedada criação de novo cargo semelhante
em 4 anos (lei federal c/ normas gerais primeiro).
Seguridade Social - Recursos do Orçamento da União, dos Estados, DF e Municípios e
das seguintes contribuições sociais (exigidas após 90 dias da publicação da lei):
Empregador, empresa e equiparadas: salário, rendimentos a pessoas mesmo sem vínculo,
receita, faturamento, lucro.
Trabalhador e segurados (salvo aposentadoria e pensão da previdência)
De receita de concursos de prognósticos
Receitas de Estado, DF, Município - integram os respectivos orçamentos (não no da
União).
Proposta de orçamento da Seguridade - elaborada por responsáveis da saúde, previdência
e assistência social, cfe. LDO.
PJ em débito c/ seguridade - não contrata com Poder Público nem recebe benefícios ou
incentivos.
Outras fontes - podem vir por lei
Isenção - Entidades beneficentes de assistência social;
Manutenção e desenvolvimento do ensino
União - nunca menos de 18% da receita de impostos + transferências (menos as
concedidas de impostos) anualmente.
Estados, DF, Municípios não menos que 25%.

Congresso Nacional - os deputados e senadores podem emendar o projeto de lei do


orçamento em vários níveis. Pode haver emendas de bancadas, partidos ou até mesmo de
parlamentares individualmente, mas algumas despesas fixadas pelo Executivo já não
podem ser alteradas, como as despesas pertinentes ao pagamento de juros e encargos da
dívida, amortização, precatórios ou pessoal. Os parlamentares podem vetar as despesas e
até mesmo remanejar gastos para outros projetos de seu interesse. Os recursos
disponíveis de vetos despesas que não forem alocados ou ficarem sem despesas
correspondentes podem ser usados por créditos especiais ou suplementares com
autorização legislativa.

Prazos - O Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) é encaminhado ao Legislativo até o dia 31


de agosto de cada ano. Após este prazo, é iniciada a discussão e as votações parciais na
Comissão Mista de Deputados e Senadores encarregada da apreciação da matéria. O
PLOA é votado no Plenário até o final do período legislativo (15/12). Após a aprovação no
Congresso, o PLOA segue para sanção ou veto do Presidente em 15 dias úteis. O silêncio
presidencial nos 15 dias importa em sanção tácita (aprovação). Mesmo no caso de sanção
tácita ou no caso de sanção escrita do Presidente da República, a Lei é publicada. Se a lei
não for publicada pelo Presidente da República, cabe ao Presidente do Congresso fazê-lo
em 48 horas , ou seu vice (48h depois, se não publicada pelo Presidente do Congresso).

Vetos - Se o projeto de lei for vetado, parcial ou integralmente, pelo Presidente da


República, o texto é encaminhado ao Presidente do Congresso, expondo-se os motivos do
veto. Uma sessão conjunta do Congresso Nacional delibera sobre o veto em 30 dias,
derrubando (se for o caso) o veto por maioria absoluta. Se derrubado o veto e, ainda
assim, não for promulgada a LOA, cabe ao Presidente do Congresso promulgar a lei em 48
h ou seu vice, em igual prazo, logo após.

Vedações:
 Início de projetos não incluídos na LOA
 Despesas ou obrigações maiores que LOA ou créditos adicionais
 Operações de crédito maiores que despesas de capital
 Vinculações de impostos a fundos, órgão, despesa (menos transferências, garantias de
créditos, etc).
 Abertura de crédito suplementar ou especial sem autorização legislativa e sem
indicação de recursos.
 Transposição, remanejamento, transferência de recursos de uma categoria de
programação a outra (programas de trabalho).
 Concessão ou utilização de créditos ilimitados
 Utilização de recursos dos orçamentos fiscal e seguridade p/ suprir necessidade ou
cobrir déficit de empresas, fundos, fundações.
 Criação de fundos sem autorização legislativa
 Início de investimento de mais de um ano sem prévia inclusão no PPA ou lei que
autorize (crime de responsabilidade)

OUTRAS NORMAS APLICÁVEIS AO ORÇAMENTO PÚBLICO

Lei 4.320, de 17.03.64.

Estatui normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e
balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal.

Os principais artigos que se referem à Contabilidade são:

-do exercício financeiro:

: artigos 34 e 35

-do superávit financeiro: artigo 43


-da contabilidade: artigos 83 a 85 e 87 a 89

-da contabilidade orçamentária e financeira: artigos 90, 91 e 93.

-da contabilidade patrimonial: artigos 94 a 100

-dos balanços: artigos 101 a 106

Decreto 93872/86

Este decreto regulou uma série de procedimentos contábeis relativos à execução


orçamentária e financeira, entre eles, questões como os restos a pagar, suprimento de
fundos, programação financeira de desembolso, empenho, liquidação, pagamento,
balanços, etc. constituindo-se num verdadeiro marco na história da Contabilidade Pública
para o país.

SIDOR, SIAFI.

Para fins de apreciação da proposta orçamentária e do acompanhamento e da


fiscalização orçamentária a que se refere a Constituição Federal, será assegurado, ao
órgão responsável, o acesso irrestrito, para fins de consulta, ao:
I - Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal- SIAFI;
II - Sistema Integrado de Dados Orçamentários - SIDOR;
III - ao Sistema de Análise Gerencial de Arrecadação - ANGELA, respeitado o sigilo
fiscal do contribuinte;
IV - Sistemas de Gerenciamento da Receita e Despesa da Previdência Social;
V - Sistema de Informação das Estatais - SIEST; e
VI - Sistema de Acompanhamento do Plano Plurianual – SIAPPA.

O Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI) é o principal


instrumento de administração orçamentária e financeira da União que oferece suporte aos
órgãos centrais, setoriais e executores da gestão pública, tornando absolutamente segura
a contabilidade da União. Ligados ao sistema encontram-se todos os órgãos da
Administração Direta, Autarquias, Fundações, Empresas Públicas, Sociedade de Economia
Mista e Órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário.

Por meio do SIAFI são obtidas as informações que subsidiam o Balanço Geral da União e
os relatórios de execução do orçamento e de administração financeira, que compõem a
demonstração das Contas apresentadas ao Congresso Nacional pelo Presidente da
República, em conformidade com a Constituição Federal. Encontra-se disponível, ainda,
um serviço de troca de mensagens, que interliga cerca de 30 mil usuários em todo o Brasil
agilizando a comunicação entre as Unidades Gestoras. Aos órgãos e entidades integrantes
da Conta Única é oferecida a opção de "Darf Eletrônico", que elimina o trâmite da
arrecadação e recolhimento dos tributos federais.

Principal usuário do SIAFI, o Tesouro Nacional é responsável pela definição das normas de
utilização do sistema, orientando e controlando as atividades dos gestores públicos que o
utilizam. Compete ao Tesouro, ainda, arcar com os custos referentes a equipamentos,
telecomunicações, desenvolvimento, manutenção e pessoal.

O Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal – SIAFI tem


como objetivos:
1. Prover de mecanismos adequados ao registro e controle diário da gestão orçamentária,
financeira e patrimonial, os Órgãos Central, Setorial, Seccional e Regional do Sistema de
Controle Interno e órgãos executores;
2. Fornecer meios para agilizar a programação financeira, com vistas a otimizar a utilização
dos recursos do Tesouro Nacional;
3. Permitir que a contabilidade pública seja fonte segura e tempestiva de informações
gerenciais destinada a todos os níveis da administração pública federal;
4. Integrar e compatibilizar as informações disponíveis nos diversos Órgãos e Entidades
participantes do sistema;
5. Permitir aos segmentos da sociedade obterem a necessária transparência dos gastos
públicos;
6. Permitir a programação e o acompanhamento físico-financeiro do orçamento, em nível
analítico;
7. Permitir o registro contábil dos balancetes dos Estados, Municípios e de suas
supervisionadas; e
8. Permitir o controle da dívida interna e externa, do Governo Federal, bem assim a das
transferências negociadas.

O SIAFI permite que as Unidades Gestoras – UG, na efetivação dos registros da execução
orçamentária, financeira e patrimonial, obtenham acesso de forma on-line ou off-line. A
forma de acesso on-line caracteriza-se pelo fato de: Todos os documentos orçamentários e
financeiros das UG serem emitidos diretamente pelo sistema;

A própria UG atualizar os arquivos do sistema, digitando por meio de terminais conectados


ao SIAFI, dados relativos aos atos e fatos de gestão; e
As disponibilidades financeiras da UG serem individualizadas em contas contábeis no
SIAFI, compondo o saldo da Conta Única e de outras contas de arrecadação ou devolução
de recursos.

O SIAFI permite aos órgãos a sua utilização nas modalidades total ou parcial.
As principais características da utilização do sistema na modalidade de uso total são as
seguintes:
1 - Processamento de todos atos e fatos de determinado órgão pelo SIAFI, incluindo as
eventuais receitas próprias;
2 - Identificação de todas as disponibilidades financeiras do órgão por meio da Conta Única
do Governo Federal ou das contas fisicamente existentes na rede bancária;
3 - Sujeição dos procedimentos orçamentários e financeiros do órgão ao tratamento
padrão do SIAFI, incluindo o uso do Plano de Contas do Governo Federal; e
4 - O SIAFI se constituir na base de dados orçamentários, financeiros e contábeis para
todos os efeitos legais.

As principais características da utilização do sistema na modalidade de uso parcial são as


seguintes:
1 - Execução financeira dos recursos previstos no Orçamento Geral da União efetuada
pelo SIAFI;
2 - Não permitir tratamento de recursos próprios do órgão; e
3 - Não substituir a contabilidade do órgão, sendo necessário, portanto, o envio de
balancetes para incorporação de saldos.

Os órgãos que se valem da utilização do sistema na modalidade parcial farão uso somente
dos grupos de eventos próprios para essa modalidade. É obrigatória a utilização do
sistema na modalidade de uso total por parte dos órgãos e entidades do Poder Executivo
que integram os Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, ressalvadas as entidades de
caráter financeiro.
É facultativo para os órgãos dos Poderes Legislativos e Judiciário, assim como para as
demais entidades da Administração Indireta do Governo Federal, o uso do sistema na
modalidade total.

SIDOR

O SIDOR é o sistema de dados orçamentários utilizado pelas Unidades Gestoras de


recursos, na elaboração da proposta orçamentária, que é encaminhada a Secretaria de
Orçamento Federal (SOF). O processo orçamentário começa com a definição pelos
órgãos executores, dos projetos e atividades a realizar. Estas ações estão diretamente
vinculadas a programas, que, por sua vez, estão atrelados a funções e subfunções. O
SIDOR permite ainda, aos órgãos executores, acompanhar a execução do Orçamento,
visto que o sistema é carregado mediante fita magnética com os dados do SIAFI
(execução financeira).

Por meio do SIDOR, o usuário tem condições de fazer a proposta orçamentária, uma vez
que o sistema disponibiliza várias tabelas com a finalidade de subsidiar a classificação de
cada ação no Orçamento. Cada ação de governo tem um determinado número no
Orçamento, composto por vários algarismos, que identifica qual é o programa, função,
subfunção, projeto, atividade, órgão executor, unidade orçamentária, etc. A classificação
completa que pode ser utilizada no SIDOR está disposta no Manual Técnico de
Orçamento da SOF e é chamada de classificação funcional-programática.

SECRETARIA DE ORÇAMENTO FEDERAL


Competências

· organizar o sistema orçamentário federal, em articulação com o sistema de planejamento,


facilitando a integração dos programas e prioridades de governo e o processo decisório de
alocação de recursos;

· ampliar a ação de articulação e integração entre os órgãos e unidades componentes do


sistema orçamentário;

· reestruturar os processos de elaboração e de execução orçamentárias, estabelecendo


mecanismos de integração e articulação e aperfeiçoando o grau de gerenciamento interno
e externo;

· reestruturar o Sistema Orçamentário Federal, sob o ponto de vista organizacional e de


rotinas administrativas e técnico-operacionais;

· promover o desenvolvimento dos recursos humanos vinculados ao Sistema


Orçamentário;

· desenvolver nova plataforma tecnológica de suporte às ações inerentes ao processo


orçamentário, por intermédio da modernização do SIDOR - Sistema Integrado de Dados
Orçamentários.

CONCEITO E CLASSIFICAÇÃO DA RECEITA PÚBLICA

Receitas Públicas - são consideradas ingressos financeiros no patrimônio público. Podem


ser classificadas, acima de tudo, em dois grandes grupos:
 Receitas Originárias – são receitas originadas da cobrança por serviços prestados
pelo Estado ou pela venda de bens ou direitos do patrimônio público. São receitas
como na iniciativa privada, que têm uma origem real num bem ou serviço vendido,
faturados sob a forma de preços públicos ou tarifas, sem nenhuma imposição, ou seja:
paga quem quer o serviço ou o bem.

 Receitas Derivadas – as receitas derivadas, como o próprio nome diz, são derivadas
de outros, ou seja, do patrimônio dos contribuintes, sem nenhuma contraprestação
específica, como no caso dos impostos ou com alguma contraprestação, mas de
caráter obrigatório, independentemente do uso do serviço, como no caso das taxas.
Além disto, enquadram-se na definição os demais tipos de tributos de caráter
compulsório, como a contribuição de melhoria, as contribuições sociais ou econômicas
e os empréstimos compulsórios.

Estágios da Receita - O ingresso das receitas nos cofres públicos ocorre em 3 estágios,
discriminados a seguir:
 Lançamento – ato na repartição competente (que pode ser a Receita Federal ou
qualquer outro órgão público que receba recursos) que reconhece o crédito e inscreve
o débito, identificando o devedor, valor, etc.
 Arrecadação – é o momento dos pagamentos dos contribuintes à rede bancária ou
repartição competente
 Recolhimento – é a fase final da entrega da arrecadação pelas repartições ou bancos
ao Tesouro Nacional

CLASSIFICAÇÃO ORÇAMENTÁRIA DA RECEITA POR CATEGORIA ECONÔMICA

Classificação por categoria econômica - divide a receita em dois grandes grupos: as


receitas correntes e as receitas de capital.

Manual Técnico de Orçamento – MTO-02 da Secretaria de Orçamento Federal


(SOF/MPO):

 RECEITAS CORRENTES - tributária, de contribuições, patrimonial, industrial,


agropecuária, de serviços, transferências correntes e outras receitas correntes

 RECEITAS DE CAPITAL – operações de crédito, amortização de empréstimos,


alienação de bens, transferências de capital, outras receitas de capital.

CLASSIFICAÇÃO DOS GASTOS SEGUNDO A FINALIDADE, NATUREZA E AGENTE


(CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL E ECONÔMICA)

Classificação funcional da despesa - é composta por um rol de funções e subfunções


pré-fixadas, agregando os gastos públicos por área de ação governamental, nas três
esferas. Por ser de aplicação comum e obrigatória no âmbito dos Municípios, dos Estados
e da União, a classificação funcional permitirá a consolidação nacional dos gastos do setor
público. As funções têm subfunções atreladas, mas as subfunções podem ser combinadas
com diferentes funções daquelas as quais estejam vinculadas.

FUNÇÃO
A função representa o maior nível de agregação das diversas áreas de despesa
que competem ao setor público.
A função “Encargos Especiais” engloba as despesas em relação às quais não se
possa associar um bem ou serviço a ser gerado no processo produtivo corrente, tais como:
dívidas, ressarcimentos, indenizações e outras afins, representando, portanto, uma
agregação neutra.
SUBFUNÇÃO
A subfunção representa uma partição da função, visando agregar determinado
subconjunto de despesas do setor público. Na nova classificação a subfunção identifica a
natureza básica das ações que se aglutinam em torno das funções.
As subfunções poderão ser combinadas com funções diferentes.
Assim a classificação funcional será efetuada por intermédio da relação da ação
(projeto, atividade ou operação especial) com a subfunção e a função.
Exemplo 1: uma atividade de pesquisa na FIOCRUZ do Ministério da Saúde deve
ser classificada – de acordo com sua característica – na subfunção n.° 571
“Desenvolvimento Científico” e na função n.° 10 “Saúde”.
Exemplo 2: um projeto de treinamento de servidores no Ministério dos Transportes
será classificado na subfunção n.° 128 “Formação de Recursos Humanos” e na função n.°
26 “Transportes”.
Exemplo 3: uma operação especial de financiamento da produção que contribui
para um determinado programa proposto para o Ministério da Agricultura será classificada
na subfunção n.° 846 “Outros Encargos Especiais” e na função n.° 20 “Agricultura”.

PROGRAMAS
Há convergência entre as estruturas do PPA e do orçamento anual a partir do
programa, “módulo” comum integrador do PPA com o Orçamento. Em termos de
estruturação, o plano termina no programa e o orçamento começa no programa, o que
confere a esses documentos uma integração desde a origem, sem a necessidade,
portanto, de buscar-se uma compatibilização entre módulos diversificados. O programa
age como único módulo integrador, e os projetos e as atividades, como instrumento de
realização dos programas.
Cada programa contém, no mínimo, objetivo, indicador que quantifica a
situação que o programa tem por fim modificar e os produtos (bens e serviços)
necessários para atingir o objetivo. Os produtos dos programas dão origem aos projetos
e atividades. A cada projeto ou atividade só pode estar associado um produto, que,
quantificado por sua unidade de medida, dá origem à meta.
Os programas são compostos por atividades, projetos e uma nova categoria de
programação denominada operações especiais.
O programa é o instrumento de organização da atuação governamental.
Articula um conjunto de ações que concorrem para um objetivo comum
preestabelecido, mensurado por indicadores estabelecidos no PPA, visando à
solução de um problema ou o atendimento de uma necessidade ou demanda da
sociedade.
Toda a ação finalística do Governo Federal deverá ser estruturada em
programas, orientados para consecução dos objetivos estratégicos definidos, para o
período, no PPA. A ação finalística é a que proporciona bem ou serviço para atendimento
direto às demandas da sociedade.
São quatro os tipos de programas previstos:
 Programas Finalísticos
São programas que resultam em bens e serviços ofertados diretamente à sociedade. O
indicador quantifica a situação que o programa tenha por fim modificar, de modo a
explicitar o impacto das ações sobre o público alvo.
 Programas de Gestão de Políticas Públicas
Os Programas de Gestão de Políticas Públicas abrangem as ações de gestão de Governo
e serão compostos de atividades de planejamento, orçamento, controle interno, sistemas
de informação e diagnóstico de suporte à formulação, coordenação, supervisão, avaliação
e divulgação de políticas públicas. As atividades deverão assumir as peculiaridades de
cada órgão gestor setorial.
 Programas de Serviços ao Estado
Programas de Serviços ao Estado são os que resultam em bens e serviços ofertados
diretamente ao Estado, por instituições criadas para esse fim específico. Seus atributos
básicos são: denominação, objetivo, indicador(es), órgão(s), unidades orçamentárias e
unidade responsável pelo programa.
 Programa de Apoio Administrativo
O programa de Apoio Administrativo corresponde ao conjunto de despesas de natureza
tipicamente administrativa e outras que, embora colaborem para a consecução dos
objetivos dos programas finalísticos e de gestão de políticas públicas, não são passíveis de
apropriação a esses programas. Seus objetivos são, portanto, os de prover os órgãos da
União dos meios administrativos para a implementação e gestão de seus programas
finalísticos.
AÇÕES
São de três naturezas diferentes as ações de governo que podem ser classificadas
como categorias de programação orçamentária: atividade, projeto e operação especial.
Os projetos e atividades são os instrumentos orçamentários de viabilização dos
programas. Estão assim conceituados:
Atividade: é um instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa,
envolvendo um conjunto de operações que se realizam de modo contínuo e permanente,
das quais resulta um produto necessário à manutenção da ação de governo.
Projeto: é um instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa,
envolvendo um conjunto de operações, que se realizam num período limitado de tempo,
das quais resulta um produto que concorre para a expansão ou o aperfeiçoamento da ação
de governo.
Operação Especial: são ações que não contribuem para a manutenção das ações de
governo, das quais não resulta um produto e não geram contraprestação direta sob a
forma de bens ou serviços. Representam, basicamente, o detalhamento da função
“Encargos Especiais”. Porém um grupo importante de ações com a natureza de operações
especiais quando associadas a programas finalísticos podem apresentar produtos
associados.

São despesas passíveis de enquadramento nesta ação: amortizações e encargos,


aquisição de títulos, pagamento de sentenças judiciais, transferências a qualquer título
(não confundir com descentralização), fundos de participação, operações de financiamento
(concessão de empréstimos), ressarcimentos de toda a ordem, indenizações, pagamento
de inativos, participações acionárias, contribuição a organismos nacionais e internacionais,
compensações financeiras. Com exceção do pagamento de inativos, que integra uma
função específica, as demais operações serão classificadas na função “encargos
especiais”.
LOCALIZAÇÃO DO GASTO
As atividades, os projetos e as operações especiais são desdobrados para especificar a
localização geográfica integral ou parcial das respectivas atividades, projetos e operações
especiais, não podendo haver, por conseguinte, alteração da finalidade e da denominação
do produto. A localização do gasto é o menor nível de detalhamento na lei, e na fase da
elaboração, é onde o órgão setorial apropria o valor financeiro da sua proposta
orçamentária.

CLASSIFICAÇÃO DA DESPESA SEGUNDO A NATUREZA DO GASTO

A - CATEGORIAS ECONÔMICAS

3 - Despesas Correntes
4 - Despesas de Capital

3 - Despesas Correntes

Classificam-se nesta categoria todas as despesas que não contribuem, diretamente,


para a formação ou aquisição de um bem de capital.

4 - Despesas de Capital

Classificam-se nesta categoria aquelas despesas que contribuem, diretamente, para


a formação ou aquisição de um bem de capital.

B - GRUPOS DE DESPESA

1 - Pessoal e Encargos Sociais


2 - Juros e Encargos da Dívida
3 - Outras Despesas Correntes
4 - Investimentos
5 - Inversões Financeiras
6 - Amortização da Dívida

1 - Pessoal e Encargos Sociais


Despesas de natureza salarial decorrentes do efetivo exercício de cargo, emprego ou
função de confiança no setor público, do pagamento dos proventos de aposentadorias,
reformas e pensões, das obrigações trabalhistas de responsabilidade do empregador,
incidentes sobre a folha de salários, bem como soldo, gratificações, indenizações regulares
e eventuais, exceto diárias, e adicionais, previstos na estrutura remuneratória dos militares
das Forças Armadas.

2 - Juros e Encargos da Dívida

Despesas com o pagamento de juros, comissões e outros encargos de operações de


crédito internas e externas contratadas, bem como da dívida pública mobiliária federal.

3 - Outras Despesas Correntes

Despesas com aquisição de material de consumo, pagamento de serviços prestados


por pessoa física sem vínculo empregatício ou pessoa jurídica, independentemente da
forma contratual, e outras da categoria econômica "Despesas Correntes" não classificáveis
nos grupos anteriores.

4 - Investimentos
Despesas com o planejamento e a execução de obras, inclusive com a aquisição de
imóveis, considerados necessários à realização destas últimas, bem assim com os
programas especiais de trabalho (regime de execução especial) e com a aquisição de
instalações, equipamentos e material permanente.

5 - Inversões Financeiras
Despesas com a aquisição de imóveis ou bens de capital já em utilização; aquisição de
títulos representativos do capital de empresas ou entidades de qualquer espécie, já
constituídas, quando a operação não importe aumento do capital; e com a constituição ou
aumento do capital de empresas.

6 - Amortização da Dívida
Despesas com o pagamento e/ou refinanciamento do principal e da atualização monetária
ou cambial da dívida pública interna e externa, contratual ou mobiliária.

C - MODALIDADES DE APLICAÇÃO

15 - Transferências Intragovernamentais a Entidades não Integrantes dos


Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social
20 - Transferências à União
30 - Transferências a Estados e ao Distrito Federal
40 - Transferências a Municípios
50 - Transferências a Instituições Privadas sem Fins Lucrativos
60 - Transferências a Instituições Multigovernamentais
71 - Transferências ao Exterior - Governos
72 - Transferências ao Exterior - Organismos Internacionais
73 - Transferências ao Exterior - Fundos Internacionais
90 - Aplicações Diretas

15 – Transferências Intragovernamentais a Entidades não Integrantes dos


Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social.

Despesas realizadas mediante transferência de recursos financeiros a entidades


não integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, dentro da mesma esfera
de governo.

20 - Transferências à União

Despesas realizadas mediante transferência de recursos financeiros à União pelos


Estados, Municípios ou pelo Distrito Federal.

30 - Transferências a Estados e ao Distrito Federal

Despesas realizadas mediante transferência de recursos financeiros da União ou


dos Municípios aos Estados e ao Distrito Federal.

40 - Transferências a Municípios

Despesas realizadas mediante transferência de recursos financeiros da União ou


dos Estados aos Municípios.
50 - Transferências a Instituições Privadas sem Fins Lucrativos

Despesas realizadas mediante transferência de recursos financeiros a entidades


sem fins lucrativos que não tenham vínculo com a administração pública.

60 - Transferências a Instituições Multigovernamentais

Despesas realizadas mediante transferência de recursos financeiros a entidades


criadas e mantidas por dois ou mais níveis de governo.

71 - Transferências ao Exterior – Governos

Despesas realizadas mediante transferência de recursos financeiros a órgãos e


entidades governamentais pertencentes a outros países.

72 - Transferências ao Exterior - Organismos Internacionais

Despesas realizadas mediante transferência de recursos financeiros a Organismos


Internacionais, decorrente de compromissos firmados anteriormente, inclusive aqueles que
tenham sede ou recebam os recursos no Brasil.

73 - Transferências ao Exterior - Fundos Internacionais

Despesas realizadas mediante transferência de recursos financeiros a fundos


instituídos por diversos países, em decorrência de lei específica.

90 - Aplicações Diretas

Aplicações dos créditos orçamentários realizadas diretamente pela unidade


orçamentária detentora do crédito orçamentário, ou mediante descentralização a outras
entidades integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, no âmbito da mesma
esfera de governo.

D - ELEMENTOS DE DESPESA
01 - Aposentadorias e Reformas
03 - Pensões
04 - Contratação por Tempo Determinado
05 - Outros Benefícios Previdenciários
06 - Benefício Mensal ao Deficiente e ao Idoso
07 - Contribuição a Entidades Fechadas de Previdência
08 - Outros Benefícios Assistenciais
09 - Salário-Família
10 - Outros Benefícios de Natureza Social
11 - Vencimentos e Vantagens Fixas - Pessoal Civil
12 - Vencimentos e Vantagens Fixas - Pessoal Militar
13 - Obrigações Patronais
14 - Diárias - Civil
15 - Diárias - Militar
16 - Outras Despesas Variáveis - Pessoal Civil
17 - Outras Despesas Variáveis - Pessoal Militar
18 - Auxílio Financeiro a Estudantes
19 - Auxílio-Fardamento
20 - Auxílio Financeiro a Pesquisadores
21 - Juros sobre a Dívida por Contrato
22 - Outros Encargos sobre a Dívida por Contrato
23 - Juros, Deságios e Descontos da Dívida Mobiliária
24 - Outros Encargos sobre a Dívida Mobiliária
25 - Encargos sobre Operações de Crédito por Antecipação da Receita
30 - Material de Consumo
32 - Material de Distribuição Gratuita
33 - Passagens e Despesas com Locomoção
35 - Serviços de Consultoria
36 - Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Física
37 - Locação de Mão-de-Obra
38 - Arrendamento Mercantil
39 - Outros Serviços de Terceiros - Pessoa Jurídica
41 - Contribuições
42 - Auxílios
43 - Subvenções Sociais
44 - Subvenções Econômicas
45 - Equalização de Preços e Taxas
46 - Auxílio-Alimentação
47 - Obrigações Tributárias e Contributivas
48 - Outros Auxílios Financeiros a Pessoas Físicas
49 – Auxílio – Transporte
51 - Obras e Instalações
52 - Equipamentos e Material Permanente
61 - Aquisição de Imóveis
62 - Aquisição de Bens Para Revenda
63 - Aquisição de Títulos de Crédito
64 - Aquisição de Títulos Representativos de Capital já Integralizado
65 - Constituição ou Aumento de Capital de Empresas
66 - Concessão de Empréstimos
67 - Depósitos Compulsórios
71 - Principal da Dívida Contratual Resgatado
72 - Principal da Dívida Mobiliária Resgatado
73 - Correção Monetária ou Cambial da Dívida Contratual Resgatada
74 - Correção Monetária ou Cambial da Dívida Mobiliária Resgatada
75 - Correção Monetária de Operações de Crédito por Antecipação da Receita
76 - Principal Corrigido da Dívida Mobiliária Refinanciado
77 - Principal Corrigido da Dívida Contratual Refinanciado
81 - Distribuição de Receitas
91 - Sentenças Judiciais
92 - Despesas de Exercícios Anteriores
93 - Indenizações e Restituições
94 - Indenizações Trabalhistas
95 - Indenização pela Execução de Trabalhos de Campo
99 - Regime de Execução Especial

Classificação da despesa quanto à natureza - deve ser identificado primeiro a categoria


econômica, depois o grupo de despesa e a modalidade de aplicação dos recursos. Para
esta classificação, é utilizado um conjunto de tabelas, cada qual associada a um número. A
agregação destes números constitui um código referente à classificação da despesa
quanto à natureza.

1o dígito - indica a categoria econômica da despesa;


2o dígito - indica o grupo de despesa;
3o/4o dígitos - indicam a modalidade de aplicação; e
5o/6o dígitos - indicam o elemento de despesa (objeto de gasto).

Como exemplo, podemos citar a classificação da despesa de vencimentos com pessoal,


que ficaria assim detalhada: 3.1.90.11.00, onde:

3 - Despesas Correntes (categoria econômica)

1 - Pessoal e Encargos Sociais. Sociais (grupo de despesas)

90 - Aplicação Direta (modalidade de aplicação)

11 - Vencimentos e Vantagens Fixas (elemento de despesas)

ESTÁGIOS DA DESPESA

Os estágios da despesa são: EMPENHO LIQUIDAÇÃO e PAGAMENTO

a) EMPENHO

O empenho representa o primeiro estágio da despesa e é emitido pela unidade que


recebeu créditos orçamentários, por consignação no orçamento, ou por descentralização
de créditos de outra unidade.

A Lei 4.320/64 define o empenho como "o ato emanado de autoridade competente que cria
para o Estado, obrigação de pagamento, pendente ou não de implemento de condição".

A mesma lei em seu art. 58 diz: "Será feito por estimativa o empenho da despesa cujo
montante não se possa determinar" - Parágrafo 2º e "é permitido o empenho global de
despesas contratuais e outras sujeitas a parcelamento” - Parágrafo 3º. Ao se emitir um
empenho o ordenador de despesas deve deduzir o seu valor da dotação adequada à
despesa a realizar, por força do compromisso assumido, não podendo, jamais, o seu valor
exceder o saldo da dotação.O empenho será formalizado no documento denominado "Nota
de Empenho", no qual constará o nome do credor, a especificação e importância da
despesa, bem como os demais dados necessários ao controle da execução orçamentária e
ao acompanhamento da programação financeira.

b) LIQUIDAÇÃO

A Liquidação da Despesa compreende o 2º estágio da despesa e é caracterizada pela


entrega da obra, bens, materiais ou serviços, objeto do contrato com o fornecedor. A Lei
4.320/64 em seu Art. 63 define que a Liquidação da Despesa "consiste na verificação do
direito adquirido pelo credor, tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do
respectivo crédito". Na Liquidação da Despesa é verificado se o contrato foi efetivamente
cumprido pelo fornecedor e é nesse momento que se faz a contabilização da despesa.

c) PAGAMENTO

O Pagamento da despesa compreende o terceiro estágio da despesa e consiste no


despacho exarado por autoridade competente, determinando que a despesa seja paga.
Para o cumprimento do terceiro estágio da despesa, a Unidade Gestora deverá emitir o
documento Ordem Bancária-OB que fará os lançamentos: · .

SUPRIMENTO DE FUNDOS
É o processo em que a Administração entrega a determinado servidor, um numerário
destinado a realizar pequenas despesas, que por sua natureza ou urgência, não possam
subordinar-se ao processo normal de execução orçamentário e financeiro.
É vedada a concessão de suprimento de fundos à servidor:
 Que seja responsável por dois suprimentos;
 Que tenha a seu cargo ou guarda a utilização do material a adquirir (salvo quando
não houver outro servidor);
 Que não tenha prestado contas de suprimento anterior;
 Que esteja declarado em alcance (contas não prestadas ou não aprovadas por
desvio, irregularidade, etc)

RESTOS A PAGAR

Consideram-se Restos a Pagar, ou resíduos passivos, consoante o art. 36 da Lei nº


4.320/64, as despesas empenhadas mas não pagas dentro do exercício financeiro, ou
seja, até 31 de dezembro (arts. 35 e 67 do Decreto nº 93.872/86).

Conforme a sua natureza, as despesas inscritas em "Restos a Pagar" podem ser


classificadas em:

a) processadas - São as despesas em que o credor já cumpriu as suas obrigações, isto é,


entregou o material, prestou os serviços ou executou a etapa da obra, dentro do exercício.
Tendo, portanto, direito líquido e certo, faltando apenas o pagamento. Hoje essas
despesas ficam registradas na conta "FORNECEDORES".

b) não processadas - São aquelas que dependem, da prestação do serviço ou


fornecimento do material, ou seja, cujo direito do credor não foi apurado. Representam,
portanto, despesas ainda não líquidadas.

O Decreto nº 93.872, de 23/12/86, em seu art. 35 determina que o empenho da despesa


não liquidada será considerado anulado em 31 de dezembro, para todos os fins, salvo
quando:

a) ainda vigente o prazo para cumprimento da obrigação assumida pelo credor;

b) vencido o prazo para cumprimento da obrigação, esteja em curso a liquidação da


despesa, ou seja de interesse da Administração exigir o cumprimento da obrigação
assumida pelo credor;

c) se destinar a atender transferências a instituições públicas ou privadas;

d) corresponder a compromisso assumido no exterior.

Os empenhos não anulados, bem como os referentes a despesas já liquidadas e não


pagas, serão automaticamente inscritos em Restos a Pagar no encerramento do exercício,
pelo valor devido, ou caso seja este, desconhecido, pelo valor estimado.

É vedada a reinscrição de empenhos em Restos a Pagar. O reconhecimento de eventual


direito do credor far-se-á através da emissão de nova Nota de Empenho, no exercício de
recognição, à conta de despesas de exercícios anteriores, respeitada a categoria
econômica própria. Os Restos a Pagar com prescrição interrompida - assim considerada a
despesa cuja inscrição em Restos a Pagar tenha sido cancelada, mas ainda vigente o
direito do credor - poderão ser pagos à conta de despesas de exercícios anteriores,
respeitada a categoria econômica própria.

Em se tratando de pagamento de despesa inscrita em Restos a Pagar, pelo valor


estimado, poderá ocorrer duas situações:

a) o valor real a ser pago é superior ao valor inscrito. Nesse caso, a diferença deverá ser
empenhada à conta de despesas de exercícios anteriores, de acordo com a categoria
econômica; e

b) o valor real a ser pago é inferior ao valor inscrito. O saldo existente deverá ser
cancelado.

O órgão competente para exercer o controle e disciplinar o tratamento de Restos a Pagar é


a STN.

O pagamento de despesas inscritas em "Restos a Pagar" ocorre tal como outro pagamento
de qualquer despesa pública exigindo-se apenas a observância das formalidades legais
(empenho e liquidação), independente de requerimento do credor. Após o cancelamento da
inscrição da despesa em Restos a Pagar, o pagamento que vier a ser reclamado poderá
ser atendido à conta de dotação destinada a despesas de exercícios anteriores (art. 69 do
Decreto nº 93.872/86).

A inscrição de valores em Restos a Pagar terá validade até 31 de dezembro do ano


subseqüente. Após essa data, os saldos remanescentes serão automaticamente
cancelados, permanecendo em vigor, no entanto, o direito do credor por 5 (cinco) anos, a
partir da inscrição.

DESPESAS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES

Despesas de Exercícios Anteriores são as dívidas resultantes de compromissos gerados


em exercícios financeiros anteriores àqueles em que ocorreram os pagamentos.

O regime de competência exige que as despesas sejam contabilizadas conforme o


exercício a que pertençam, ou seja, em que foram geradas. Se uma determinada despesa
tiver origem, por exemplo, em 1987 e só foi reconhecida e paga em 1989, a sua
contabilização deverá ser feita à "Conta de Despesas de Exercícios Anteriores" para
evidenciar o regime do exercício.

Poderão ser pagas à conta de despesas de exercício anteriores, mediante autorização do


ordenador de despesa, respeitada a categoria econômica própria:

a) as despesas de exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo


consignava crédito próprio com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham
processado na época própria; assim entendidas aquelas cujo empenho tenha sido
considerado insubsistente e anulado no encerramento do exercício correspondente, mas
que, dentro do prazo estabelecido, o credor tenha cumprido sua obrigação;

b) os restos a pagar com prescrição interrompida; assim considerada a despesa cuja


inscrição como Restos a Pagar tenha sido cancelada, mais ainda vigente o direito do
credor; e

c) os compromissos decorrentes de obrigação de pagamento criada em virtude de lei e


reconhecidos após o encerramento do exercício.
Pode-se citar como exemplo dessa última situação: o caso de um servidor, cujo filho tenha
nascido em setembro e somente requereu o benefício do salário-família em março do ano
seguinte. As despesas referentes aos meses de setembro a dezembro irão à conta de
despesas de exercícios anteriores, classificados, como de transferências correntes; as dos
demais meses no elemento de despesa próprio. A promoção de um funcionário com data
retroativa e que alcance anos anteriores ao exercício financeiro, também é caso de
despesa de exercícios anteriores.

Constituem elementos próprios e essenciais à instrução do processo relativo a despesas


de exercícios anteriores, para fins de autorização do pagamento:

a) nome do credor, CGC/CPF e endereço;

b) importância a pagar;

c) data do vencimento do compromisso;

d) causa da inobservância do empenho prévio de despesa;

e) indicação do nome do ordenador da despesa à época do fato gerador do compromisso;


e

f) reconhecimento expresso do atual ordenador de despesa.

As dívidas de exercícios anteriores, que dependam de requerimento do favorecido,


prescrevem em 05 (cinco) anos, contados da data do ato ou fato que tiver dado origem ao
respectivo direito.

O início do período da dívida corresponde à data constante do fato gerador do direito, não
devendo ser considerado, para fins de prescrição quinquenal, o tempo de tramitação
burocrática e o de providências administrativas a que estiver sujeito o processo.

Classificação Institucional – é a classificação por Órgão e Unidade Orçamentária,


encontrada no Manual Técnico de Orçamento da Secretaria de Orçamento Federal. A
Unidade Orçamentária vincula-se ao órgão. Cada Unidade Orçamentária representa uma
fatia no bolo do Orçamento. Exemplo: o MEC é o órgão 26000 na classificação
institucional. Entretanto, ele possui várias unidades orçamentárias, como as Universidades,
por exemplo, e algumas fundações. A estas Unidades Orçamentárias atribui-se o número
da classificação institucional. Por exemplo: 26245 – UFRJ, 26298 – FNDE, etc.

TIPOS DE CRÉDITOS ORÇAMENTÁRIOS

O orçamento anual é produto de um processo de planejamento, que incorpora as


intenções e prioridades da sociedade. Durante a execução da Lei-de-meios, entretanto,
podem ocorrer situações ou problemas não previstos na fase de sua elaboração. Portanto,
há de criar instrumentos que possibilitem retificar o orçamento durante a sua execução.
Estes mecanismos retificadores são conhecidos como Créditos Adicionais.
O orçamento, portanto, não deve ser uma "camisa-de-força" que obriga os
administradores a seguirem exatamente todas as despesas previstas nos programas de
trabalho e obedecendo, ainda, à natureza de despesa. Assim, a Lei nº 4.320/64 permite
que sejam abertas novas dotações para ajustar o orçamento aos objetivos colimados.
Essas alterações na Lei-de-meios, que ocorrem ao longo do processo de sua
execução, são efetivadas através dos créditos adicionais que, de acordo com o art. 40 da
Lei nº 4.320/64, são autorizações de despesas não computadas ou insuficientemente
dotadas na Lei Orçamentária.
Os créditos adicionais podem ser classificados, conforme art. 41 da Lei nº
4.320/64, como:
a) suplementares - aqueles destinados ao reforço de dotação orçamentária já
existente;
b) especiais - os destinados a despesas para as quais não haja dotação
específica; e
c) extraordinários - os destinados a atender despesas urgentes e imprevistas,
em caso de guerra, comoção interna ou calamidade pública.

Principais características:
a) os créditos suplementares e especiais serão autorizados sempre por Lei e
abertos por Decreto do Executivo. O art. 7º, inciso I, da Lei nº 4.320, e a Constituição
Federal, através do art. 167, autorizam a inclusão no orçamento de dispositivo que permita
ao Executivo abrir créditos suplementares até determinado limite, que normalmente varia
entre 20 e 25% do total da despesa fixada no orçamento;
b) os créditos especiais, por se referirem a despesas novas, não gozam dessa
facilidade, sendo sempre autorizados previamente por Lei e abertos por Decreto do
Executivo;
c) a abertura dos créditos suplementares e especiais depende da existência de
recursos disponíveis para atender à despesa, e será precedida de exposição
justificada (art. 43 da Lei nº 4.320/64).
d) os créditos extraordinários são abertos por Medida Provisória ou Decreto.
e) os recursos de créditos orçamentários e adicionais do Ministério Público,
Poder Judiciário e Poder Legislativo serão entregues até o dia 20 de cada mês.
f) A despesa com pessoal ativo e inativo não pode exceder os limites em Lei
complementar para a União, Estados, DF, Municípios. Estes limites estão dispostos na Lei
de Responsabilidade Fiscal – LRF, que é a própria Lei Complementar solicitada na
Constituição Federal no que tange aos limites de pessoal.
g) os créditos suplementares por serem destinados a atender insuficiências no
orçamento, com este se confundem, acompanhando a sua vigência, ou seja, extinguem-
se no final do exercício (art. 45 da Lei nº 4.320/64);
h) os créditos especiais e extraordinários poderão ter vigência até o final do
exercício subseqüente, quando o ato da autorização for promulgado nos últimos
quatro meses do exercício, e reabertos nos limites de seus saldos. Portanto, se
autorizados até 31 de agosto vigerão até o término do exercício; se autorizados após essa
data poderão ser reabertos pelo saldo e vigorarão até o final do exercício subseqüente;
i) a reabertura de créditos especiais e extraordinários se fará através de novo
Decreto ou MP (extraordinários).

Consideram-se recursos disponíveis para a abertura de créditos especiais e


suplementares:
I - o superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício
anterior;
II - os provenientes do excesso de arrecadação;
III - os resultantes de anulação parcial ou total de dotações orçamentárias ou
de créditos adicionais, autorizados em lei; e
IV - o produto de operações de créditos autorizadas em forma que
juridicamente possibilite ao Poder Executivo realizá-las.
Superávit financeiro - Entende-se por superávit financeiro a diferença positiva entre o
ativo financeiro e o passivo financeiro, conjugando-se, ainda, os saldos de créditos
adicionais transferidos e as operações de crédito a ele vinculadas.
Por exemplo, se o ativo financeiro fosse R$ 100 e o passivo R$ 80, teríamos um saldo
positivo de R$ 20; se no exercício fossem reabertos R$ 12 de créditos adicionais teríamos
que subtrair esse valor de R$ 20, resultando 8 disponível, se, além disso, houvesse R$ 5
de operações de crédito vinculados a esses créditos reabertos, ainda a realizar teríamos
que somá-los aos R$ 8, resultando o superávit financeiro apurado de R$ 13, valor do
recurso disponível líquido;

A concessão de vantagem, criação de cargos, alteração de carreiras, admissão


de pessoal será feita somente se houver dotação orçamentária suficiente e
autorização na LDO (salvo no caso das empresas públicas e sociedades de
economia mista).

Os créditos adicionais são votados nas duas casas, na forma do regimento


comum, por maioria simples. As propostas de alteração (créditos) devem ser
compatíveis com o PPA, LDO, com a correção de erros e omissões ou relacionadas
com o texto, indicados os recursos (que só podem ser provenientes de anulação de
despesas), excluídas os (as):

 Dotações de pessoal e encargos


 Serviço da dívida
 Transferências constitucionais Estados, Municípios DF.

O FINANCIAMENTO DOS GASTOS PÚBLICOS

O fluxo de arrecadação de receitas do Governo Federal praticamente determina o


processo de liberação dos recursos junto aos órgãos, realizado pela Secretaria do Tesouro
Nacional (STN). Como toda empresa responsável pela gestão de recursos, o Governo
Federal também administra e gere seus recursos, liberando verbas orçamentárias
mediante a arrecadação de receitas. Hoje, o fluxo de liberação de recursos do Governo
Federal é fixado pela STN via Decreto, no que denominamos de Decreto de
Programação Financeira.
Todo início de ano, a STN publica o decreto, impondo tetos (limites) de empenho e
pagamento aos órgãos, contingenciando o Orçamento, com base na expectativa de
arrecadação.
Para que o Governo efetivamente cumpra os programas consignados no
Orçamento, é fundamental a busca por novas receitas e uma melhoria contínua no
processo de arrecadação. Todo o esforço de arrecadação provém de órgãos
arrecadadores como a Secretaria da Receita Federal (SRF), do Instituto Nacional de
Seguridade Social (INSS) e dos próprios órgãos executores (Ministérios, Secretarias, etc)
mediante o recebimento de tributos e recursos próprios.
A Secretaria de Orçamento Federal (SOF), responsável pela elaboração do
Orçamento Público, previamente classifica todas as receitas públicas, em fontes de
recurso. As fontes de recurso são agrupamentos de determinadas receitas como as
derivadas de impostos, taxas, contribuições, etc e/ou originadas por empréstimos externos,
tarifas, etc., que são utilizadas para financiar os gastos públicos.
Cada projeto ou atividade do Orçamento pode conter uma fonte única ou mais de
uma fonte de recurso financiando o programa. Um programa do Orçamento pode ser
financiado tanto por fontes de recursos do Tesouro, derivadas de impostos, taxas, etc
como por fontes de recursos diretamente arrecadados, originados, por exemplo, da
venda de um serviço.
Algumas fontes de recurso são compostas por vários tributos, como acontece com a
fonte 100 – Recursos Ordinários, que agrega diversos impostos como o Imposto de Renda
(IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Outras fontes são compostas por
apenas uma receita, ou mesmo, como vimos, por recursos diretamente arrecadados pelo
órgão.
O Manual Técnico do Orçamento (MTO-02) da Secretaria de Orçamento Federal
contém uma tabela, já demonstrada, indicando as fontes de recurso que financiam os
gastos públicos (que não é necessário decorar para a prova!!!).

TRIBUTAÇÃO E EQÜIDADE

Desde a Idade Média, os reis exigiam de seus cidadãos determinados valores em


troca da simples proteção ou da extensão de algumas prerrogativas da Corte. Daí se
originou o conceito do jus imperis estatal, da compulsoriedade no pagamento de tributos,
sem nada efetivamente em troca, ou apenas a mera prestação de algum serviço.
Muito se discute na doutrina até hoje sobre quais seriam os princípios que deveriam
alicerçar a tributação ou a cobrança de tributos. Discute-se, até mesmo, em dias atuais,
sobre quais os métodos mais eficientes ao Estado para que este efetivamente arrecade
mais, sem sacrificar a população com onerosas cargas tributárias, que comprometam a
produção ou o PIB e, consequentemente, a própria arrecadação de tributos.
Alguns princípios são aplicáveis na cobrança de tributos. Outros, entretanto,
carecem de uma razão mais lógica ou coerente que permita sua aplicação efetiva. Os
estudiosos convergem, entretanto, para um ponto em comum: a eqüidade no tratamento
tributário.
A eqüidade impõe o que poderia chamar de justeza tributária ou tributação com a
máxima justiça entre os cidadãos. Neste sentido, haveria igualdade de tratamento tributário
para aqueles que se encontrassem em condições iguais (eqüidade horizontal) e
desigualdade de tratamento tributário para aqueles considerados em situação de
desigualdade (eqüidade vertical). Ou seja, aos iguais, tratamento igual, com alíquotas
ou faixas de tributação iguais. Aos desiguais, tratamento desigual, com alíquotas
diferenciadas, na mesma medida de suas diferenças.

PRINCÍPIOS TEÓRICOS DA TRIBUTAÇÃO

O princípio do benefício é o princípio que teoriza que cada contribuinte pagaria


um valor correspondente ao seu próprio benefício pelo bem ou serviço gerado pelo
Estado, conforme a proporção que faria uso.
Sob este princípio, os impostos seriam vistos apenas como preços pagos por
serviços públicos utilizados. Se usasse o serviço, pagaria. Do contrário, estaria
isento.
O valor total do gasto seria financiado com recursos de todos os contribuintes
beneficiados. Se determinado gasto não influenciasse a vida do cidadão, ele não precisaria
pagar. Os impostos não precisam ser equivalentes aos benefícios totais recebidos
pelos cidadãos, mas proporcionais a estes. Ou seja, não se deve cobrar, segundo a
ótica, o custo total de uma ponte ou obra, em valores idênticos para cada cidadão, mas na
medida proporcional ao uso do bem por cada um deles.
Os impostos deveriam ser distribuídos de acordo com os benefícios marginais
recebidos, ou seja, de acordo com a potencialidade para uso do bem ou obra, neste caso.
Ainda que defensável do ponto de vista lógico, não existem meios práticos que
permitam operacionalizar o princípio do benefício. É um princípio de difícil aplicação
na prática, devido ao princípio da exclusão, pois há pessoas que se beneficiam do
bem ou serviço, mesmo não pagando nada em tributos.
Dando um exemplo trivial, se fosse construída uma ponte, não se poderia assegurar
quantos atravessariam a ponte ou seriam beneficiados com a sua construção. Não se
poderia impedir, também, que alguém que não tivesse contribuído, atravessasse a ponte,
pois tal prática revelar-se-ia inconstitucional.
Além do mais, o princípio, se aplicado, estaria em rota de colisão com outros dois
princípios mais amplos aplicados às finanças públicas, como o princípio da distribuição
de riquezas ou da alocação de recursos, que arrazoam pelo privilégio na distribuição do
Orçamento às pessoas com piores condições de renda ou menor capacidade de
pagamento.
Segundo o princípio mais comum na teoria das finanças públicas, o princípio da
capacidade econômica, as pessoas devem contribuir segundo a sua capacidade real
de pagamento, ou seja, quem recebe mais ou detém maior patrimônio, paga mais. Caso
contrário, paga menos.
A preferência moderna é pela aplicação do princípio da capacidade de pagamento,
pois ele representa uma maior justiça tributária, num sentido mais aproximado de
eqüidade de tratamento entre iguais e desiguais. A renda é preferencialmente o
indicador da capacidade econômica, mas o patrimônio também pode servir para se aplicar
o princípio.

TIPOS DE TRIBUTOS

Tributos com características fiscais


Imposto – É um tributo independente de qualquer atividade estatal específica relativa
ao contribuinte ou independente da contraprestação de um serviço. Decorre do
jus imperis estatal, de exigir-se compulsoriamente um tributo com a finalidade de
financiar os gastos do Orçamento. A competência, segundo a CF/88 é privativa da
União, Estados, DF e Municípios, ou seja, cada ente detém uma competência própria
de impostos já definidos e elencados na Constituição. Por exemplo, aos Estados,
compete o ICMS, à União, o IPI, aos Municípios, o ISS, etc. Cada ente possui um
conjunto de impostos específicos já previamente determinados. Não pode o Estado
instituir ou cobrar imposto de competência da União, ou do Município, por isso
dizemos que a competência é privativa para cada ente, ou seja, só o ente
determinado na CF pode cobrar o imposto que lhe é atribuído.
Taxa – É um tributo cobrado tendo em vista a prestação de serviços públicos
específicos e divisíveis, efetivamente prestados ou potencialmente colocados à
disposição do contribuinte, ou, ainda, pelo simples exercício do poder de polícia.
Os serviços tem que ser específicos e divisíveis, ou seja, tem que estar claramente
definidos na lei e poderem ser medidos no consumo por cada usuário efetivo ou
potencial. Não podem ser serviços genéricos nem indivisíveis, como a cobrança da taxa
de iluminação pública, por exemplo, repetidamente argüida como inconstitucional pelos
cidadãos, pela sua não divisibilidade entre os contribuintes beneficiados. O poder de
polícia vem definido no CTN e corresponde a uma série de atividades de fiscalização,
não se aplicando apenas à polícia federal ou fardada, mas a todas as formas de
repressão de atividades nocivas ao interesse público, como a própria vigilância
sanitária, por exemplo. A competência de instituir taxas é comum da União,
Estados, DF, Municípios, ou seja, tanto a União, como Estados, DF ou Municípios,
podem instituir taxas com o mesmo nome em suas esferas (nunca sobre a mesma base
de cálculo dos impostos).
Contribuição de melhoria – É um tributo cobrado somente nos acréscimos de valor de
imóveis, decorrente de alguma obra pública. A competência é comum entre a União,
Estados, DF e Municípios.

Alguns tributos apresentam característica de extrafiscalidade, ou seja, o objetivo não é


arrecadar, mas sim, coibir uma atividade ou regular o próprio mercado. Exemplo disto
é o imposto de importação, não destinada propriamente à arrecadar, mas sim, coibir a
entrada de produtos estrangeiros com preços mais baratos que os nacionais, reduzindo as
chances da produção própria e consequentemente a oferta de empregos no país.

Tributos com características parafiscais (atuam paralelamente aos fiscais)


Empréstimo Compulsório – É exigido a partir de investimento relevante efetuado pela
União (princípio da anterioridade da lei) ou por motivo de guerra externa ou iminência
de guerra, ou, ainda, por calamidade pública. No caso de guerra ou calamidade pública,
o empréstimo compulsório não fica sujeito ao princípio da anterioridade, ou seja, da
antecedência que deve haver entre a publicação da lei e a cobrança efetiva do tributo. A
competência para a instituição do empréstimo compulsório é exclusiva da União e é
necessário Lei Complementar (maioria absoluta de parlamentares) para instituição do
tributo
Contribuição – As contribuições previstas na Constituição Federal podem ser sociais, de
interesse de categorias profissionais ou econômicas, de intervenção no domínio
econômico ou da seguridade social, sendo que estas últimas necessitam de 90 dias de
prazo entre a lei que as instituiu e a sua efetiva cobrança. A competência para
instituição de contribuições é exclusiva da União.

Tarifas ou preços públicos não são tributos! As tarifas são valores cobrados por um
bem ou serviço prestado, mas não compulsório como a taxa, que é um tributo exigido do
contribuinte, independentemente da utilização do serviço, bastando a potencialidade de
uso para a cobrança. As tarifas são preços públicos cobrados por algum serviço
efetivamente prestado ou consumido, como o que se consome em energia elétrica ou
no uso do sistema telefônico. As tarifas envolvem um contrato entre o fornecedor
(concessionário do serviço público) e um consumidor (usuário) do serviço. O usuário paga
o que consome, nada além disto. Geralmente as tarifas de serviços vem discriminadas
para nós de alguma forma, como em nossas eternas contas telefônicas, que mostram os
diferentes períodos de consumo e o valor cobrado. As tarifas não são tributos!!! Não
tem caráter compulsório, nem podem ser exigidas ao livre arbítrio. Ou seja, paga
quem contrata o serviço!

NEUTRALIDADE, REGRESSIVIDADE E PROGRESSIVIDADE

Princípio da progressividade - Sobre o princípio da progressividade, as maiores


alíquotas seriam aplicadas às camadas mais favorecidas ou em classes de renda mais
altas da população. Os modernos sistemas fiscais consagram a progressividade na
tributação. A incidência progressiva leva a coletividade ao mínimo sacrifício agregado. O
rico deve pagar proporcionalmente mais e o pobre proporcionalmente menos.
Este princípio também baseia-se na hipótese de que a renda é sujeita a lei de
utilidade marginal decrescente, ou seja, quanto maior os acréscimos de renda dados ao
consumidor, menor será a utilidade daquela renda. Exemplificando, se um consumidor
ganha o suficiente apenas para se manter, a utilidade que dará a sua renda será maior do
que aquele que ganha muito, cuja renda permite até mesmo uma aplicação financeira.
Para o menos favorecido, a renda é essencial para a sobrevivência e ele tentará maximizar
o consumo, devido a sua restrição orçamentária e ao grau de utilidade que dá a sua renda.

Princípio da regressividade - Sobre o princípio da regressividade, quanto maior a


renda, menor seria o percentual da alíquota.

Princípio da neutralidade - O princípio da neutralidade ou proporcionalidade implica


dizer em tributos proporcionais aos ganhos, ou seja, alíquotas iguais e únicas em qualquer
faixa. resultariam em maiores valores arrecadados, conforme a situação individual de
renda de cada um.
Outra classificação dos tributos:
Tributos Diretos - aplicados ao contribuinte diretamente, sobre a renda e a riqueza sem
transferências tributárias. Ex. IPTU, IPVA, IR, IOF.
Tributos Indiretos – são aqueles cobrados sobre a produção, sobre o consumo, sobre
vendas ou circulação de bens e mercadorias e repassados para o consumidor. Quem arca
é o consumidor final, não o produtor ou vendedor, que repassa o imposto. Ex. IPI, ICMS,
ISS.

Incidência e transferência do tributo


Caso o tributo seja majorado, podem ocorrer duas situações relativamente a
transferência de tributos. O produtor pode transferir o tributo para os consumidores ou
absorver o tributo no seu próprio negócio, diminuindo custos para compensar o aumento
da alíquota. Em termos tributários, há duas hipóteses de transferência tributária por
majoração nas alíquotas:

Para frente  significa aumentar o preço do produto e onerar o consumidor.


Para trás  pagar menos pelos fatores de produção.

O processo de transferência em relação aos impostos é afetado pelo tipo de


imposto, pelas condições de oferta e demanda e pelo período de tempo envolvido nos
ajustes.
Quando a oferta e a demanda são elásticas ao preço, opõem dificuldades ao
repasse. Um exemplo são os supérfluos. Qualquer aumento no preço do consumidor
causado por um repasse de impostos pode afastar de vez os consumidores, diminuindo
drasticamente as vendas. Em conseqüência, os produtores acabam absorvendo o custo e
pagando o imposto.
Quando a oferta e a demanda são inelásticas, o imposto admite sua transferência
tanto para frente (demanda inelástica) como para trás (oferta inelástica). O sal de
cozinha é um produto inelástico, pois mesmo que se onere o consumidor repassando o
imposto, mesmo assim, ele não consumirá menos sal, ou seja, continuará com o mesmo
consumo, tendo em vista a necessidade fisiológica humana do consumo adequado
consumo de sal. É um produto que onde o produtor repassa na totalidade qualquer tipo de
imposto adicional.
Os impostos indiretos podem ser repassados, como o IPI, por exemplo,
repassado aos compradores. Já os impostos diretos não são repassados, recaindo
diretamente sobre o dono ou possuidor do bem ou renda qualquer aumento de alíquota
Um exemplo clássico é um aumento no Imposto de Renda, que recai diretamente sobre o
próprio dono da renda ou patrimônio.
No produto de demanda elástica, é difícil repassar o imposto para frente, sendo
este absorvido pelo produtor, que tenderá a baixar seus custos. Qualquer tentativa de
aumento de preço, provocará uma drástica diminuição nas vendas. No produto
inelástico, a transferência ao consumidor fica mais fácil sob a forma de aumento de
preços fica mais fácil, pois não haverá significativa redução nas vendas do produto.

CONCEITOS DE DEFICIT PUBLICO


A Secretaria do Tesouro Nacional é o órgão responsável pela administração das
dívidas públicas interna e externa, tendo por atribuição gerir a dívida pública mobiliária
federal e a dívida externa de responsabilidade do Tesouro Nacional (Decreto nº 1.745, de
13 de dezembro de 1995).
Do ponto de vista da estrutura institucional, o Tesouro Nacional implementou um
novo modelo de administração da dívida pública, que visa obter ganhos substanciais no
processo de administração da dívida por meio da padronização dos controles operacionais,
do monitoramento dos riscos globais e da separação das funções de planejamento de
curto e longo prazo.
A gestão da Dívida Pública subdivide-se em três áreas de atuação:

Controle da dívida pública - Trata do registro, controle, pagamento e contabilização das


dívidas interna e externa;
Planejamento estratégico da dívida pública - Compreende o gerenciamento de risco,
desenvolvimento do planejamento estratégico (médio e longo prazos) para a dívida
pública, acompanhamento da conjuntura e relacionamento institucional;
Operações da dívida pública - Área responsável pela estratégia de curto prazo para a
dívida pública, pelos processos de emissão de títulos nos mercados interno e externo, pela
realização de outras operações de financiamento do Governo e pelo gerenciamento da
dívida pública.

NECESSIDADES DE FINANCIAMENTO DO SETOR PÚBLICO (NFSP)

No Brasil, as necessidades de financiamento são apuradas pelo conceito de caixa,


exceto pelas despesas de juros, apuradas pelo conceito de competência contábil.
Entretanto há dificuldades de se obter valores precisos nas contas públicas.
O problema do cálculo das necessidades de financiamento é que não se tem
certeza absoluta dos valores de receita e despesa de todo o governo. De qualquer forma, a
diferença entre receita e despesa será financiada por endividamento. No cálculo das
necessidades de financiamento do setor público, as estatísticas fiscais que apresentam a
receita e despesa são chamadas "acima da linha", enquanto a variável que mede o
desequilíbrio através do endividamento público é denominada "abaixo da linha".
As autoridades, mesmo não tendo ciência certa das receitas e despesas de Estados
e Municípios bem como das empresas estatais, acompanham a evolução dos passivos
junto ao sistema financeiro público e privado. Assim, pela variação do endividamento (ou
conceito abaixo da linha), pode-se ter certeza de quanto foi necessário para cobrir o
déficit do governo.
No Brasil, as NFSP são medidas pelo conceito abaixo da linha, ou seja, a partir
das alterações no valor do endividamento público é que se sabe se a diferença entre
receitas e despesas aumentou ou diminuiu.

Sendo assim, temos:


Dívida líquida do setor público: soma consolidada dos valores da dívida líquida do
governo central e Bacen, dos Estados e Municípios e das empresas estatais;

Ajuste patrimonial: resultado da diferença entre reconhecimento de dívidas do setor


público gerado no passado e receitas decorrentes do processo de privatização, além da
transferência de dívidas para o setor privado;
Dívida fiscal líquida: diferença entre a dívida líquida do setor público e o ajuste
patrimonial;
Necessidades de financiamento do setor público (NFSP) - conceito nominal (déficit
ou superávit): representa o resultado da variação da dívida fiscal líquida;
Necessidades de financiamento do setor público (NFSP) - conceito operacional
(déficit ou superávit): diferença entre as NFSP nominais e a atualização monetária
(correção monetária) incidente sobre a dívida líquida do setor público;
Necessidades de financiamento do setor público (conceito primário): diferença entre
as NFSP no conceito nominal e as despesas de juros nominais incidente sobre a dívida
líquida do setor público, calculada pelo critério de competência e descontada a receita
de juros relativa à aplicação das reservas internacionais.
O déficit nominal é usado por todos como o indicador fiscal por excelência. O
Bacen deixou de divulgar mensalmente o resultado do déficit operacional.
ECONOMIA DA DIVIDA PUBLICA

O déficit público é o excesso de gastos governamentais sobre a arrecadação.


Fornece a condição para a criação da dívida pública. Não é sinônimo da dívida, pois pode
ser financiado pela elevação dos tributos ou pela criação de moeda.
A dívida pública pode ser interna ou externa, e exerce efeitos diretos sobre a
função alocativa, distributiva e estabilizadora, prejudicando ou consolidando os objetivos
das políticas dessas funções.
A idéia de que a dívida interna é inflacionária encontra grande aceitação entre os
economistas. Os títulos do governo constituem ativos líquidos para seus donos, o que
eleva a propriedade no setor privado. O efeito riqueza conseqüência encoraja o consumo
influindo nos níveis de demanda agregada.

Efeitos estabilizadores da dívida

Quando há desemprego na economia, a ampliação da dívida não pressiona os


preços. Os juros pagos e o efeito riqueza podem contribuir para ampliar a demanda
agregada. A emissão de novos títulos tende a elevar a taxa de juros o que afetará a
composição dos custos na produção.

Quando a economia opera em condições de pleno emprego, a emissão de títulos


causará elevações na taxa de juros e, a menos que essa taxa contribua para reduzir o
consumo (crédito ao consumidor) ou os investimentos privados, uma elevação da
demanda se somará à elevação de custos. A tendência será o crescimento dos preços.

Dívida contraída no exterior

Na dívida contraída no exterior, não há inflação de demanda por que os recursos


obtidos no exterior convertem-se em importações, o que aumenta a disponibilidade de
bens e serviços. Há equilíbrio entre os acréscimos de dispêndio e oferta.
Também não há inflação de custos, pois a dívida não afeta a taxa de juros de
mercado. Para a dívida prevalece a taxa de juros externa.
Os empréstimos externos permitem que a economia cresça, mesmo no limite de
suas possibilidades. Ao pleno emprego dos recursos domésticos, agregam-se os recursos
contratados no exterior. A renda nacional tenderá a ser maior.

Efeitos alocativos da dívida

A compra de títulos é sempre voluntária. Quando adquiridos, prejudicam os


investimentos das empresas.
Se os títulos públicos visam financiar investimentos governamentais, o volume de
investimentos da sociedade não se altera.
Caso o governo utilize os recursos captados para financiar seu próprio consumo,
estará destruindo poupanças da sociedade com reflexos sobre o crescimento da
economia.

Efeitos distributivos da dívida

Todo o ônus associado a dívida, é imputado ao contribuinte, seja o pagamento feito


por preço ou por imposto.
A dívida externa provoca efeitos distributivos do conjunto dos residentes nacionais
para o conjunto dos residentes no exterior.
Títulos de maiores prazos de vencimento pagam maiores juros, mas postergam
necessidades de desembolso ou refinanciamento, reduzindo os custos envolvidos nesses
procedimentos.
Títulos de curto prazo podem ser colocados a menores taxas de juros, mas exigem
maior atuação administrativa.
O procedimento genérico é a colocação de títulos de longo prazo quando a taxa de
juros de mercado encontra-se baixa e a colocação de títulos de curto prazo quando a taxa
de juros encontra-se alta.
Em períodos de inflação, os prazos de vencimento devem ser maiores, enquanto em
períodos de recessão o vencimento dos títulos deve ser diminuído.

INDICADORES QUANTITATIVOS DE ENDIVIDAMENTO PUBLICO

Apresentamos, abaixo, o último quadro do Tesouro Nacional, relacionado às


necessidades de financiamento do setor público e ao resultado primário. Alertamos o
candidato que o estudo deste demonstrativo não é necessário para o concurso e serve
apenas como um referencial de orientação para a prova. Devem ser estudados, sim, os
conceitos relativos ao resultado primário (déficit ou superávit), NFSP e outros conceitos,
como o conceito nominal e operacional do resultado fiscal.
TABELA A1 - RESULTADO PRIMÁRIO DO GOVERNO CENTRAL (*) R$
milhões
set/2000 Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set/2001

I. RECEITA TOTAL 18.853,5 19.979,1 20.148,6 25.618,8 22.692,7 18.472,1 21.642,8 24.666,2 23.404,5 20.930,4 21.969,9 22.570,5 21.191,8
I.1. Receitas do Tesouro 14.352,9 15.483,9 15.631,3 17.948,6 18.073,2 13.692,4 16.995,4 19.883,8 18.486,0 15.888,0 16.986,1 17.518,3 16.280,3
I.1.1 Receita Bruta 14.745,3 16.123,5 16.069,0 18.479,9 18.440,0 14.040,5 17.277,6 20.079,7 18.607,3 16.866,2 18.065,4 18.657,3 16.698,6
- Impostos 6.965,8 7.424,9 7.365,2 9.169,3 8.718,7 6.378,4 7.607,4 8.454,6 7.956,2 7.810,6 8.436,4 8.192,8 7.673,3
- Contribuições 6.598,9 7.293,4 7.620,0 7.732,4 8.069,5 6.514,6 7.116,4 7.660,5 7.614,2 7.577,3 7.881,4 7.922,3 7.510,6
- Demais 1.180,6 1.405,2 1.083,8 1.578,1 1.651,9 1.147,6 2.553,8 3.964,6 3.036,9 1.478,3 1.747,6 2.542,2 1.514,7
I.1.2. (-) Restituições -327,5 -568,4 -367,9 -459,6 -314,1 -291,7 -253,0 -132,4 -104,1 -978,2 -1.079,3 -1.139,0 -418,3
I.1.3. (-) Incentivos -64,9 -71,3 -69,7 -71,7 -52,8 -56,4 -29,2 -63,5 -17,1 0,0 0,0 0,0 0,0
Fiscais
I.2. Receitas da 4.500,6 4.495,2 4.517,3 7.670,2 4.619,6 4.779,7 4.647,4 4.782,3 4.918,4 5.042,4 4.983,8 5.052,2 4.911,5
Previdência Social
II. TRANSFERÊNCIAS A 3.286,4 3.287,0 3.724,6 3.619,0 4.357,6 3.820,3 3.319,4 3.632,5 4.305,2 3.606,1 3.538,5 3.668,3 3.858,7
ESTADOS E MUNICÍPIOS
II.1. Transferências 2.404,4 2.545,3 2.754,4 3.088,3 3.541,4 2.909,5 2.562,5 3.008,6 3.363,1 2.968,4 2.680,9 2.817,3 3.028,6
Constitucionais
II.2. Lei Complementar 481,3 389,7 292,4 195,0 298,7 298,7 298,7 298,5 298,5 298,5 298,5 298,5 298,5
87/96
II.3. Demais 400,8 352,1 677,8 335,7 517,5 612,1 458,3 325,5 643,6 339,3 559,2 552,5 531,7
III. RECEITA LÍQUIDA 15.567,0 16.692,0 16.424,0 21.999,8 18.335,1 14.651,8 18.323,4 21.033,6 19.099,3 17.324,3 18.431,4 18.902,3 17.333,1
TOTAL (I-II)
IV. DESPESA TOTAL 13.940,9 15.616,8 15.082,0 23.844,5 15.741,6 14.001,2 14.674,8 14.353,4 15.542,2 15.732,6 17.126,1 16.407,4 15.690,3
IV.1. Pessoal e Encargos 4.221,5 4.326,1 4.441,2 6.725,7 5.953,1 4.913,3 4.782,2 4.863,6 4.752,8 5.304,5 6.261,6 4.787,3 4.806,2
Sociais
IV.1.1. INSS 254,2 263,0 263,6 409,5 310,6 243,0 242,9 236,3 235,2 284,7 351,4 253,9 238,4
IV.1.2. Demais 3.967,3 4.063,1 4.177,6 6.316,1 5.642,5 4.670,3 4.539,2 4.627,3 4.517,6 5.019,9 5.910,1 4.533,4 4.567,8
IV.2. Benefícios 5.334,2 5.405,5 5.885,5 9.715,0 5.260,0 5.301,8 5.448,1 5.464,8 5.798,1 5.835,7 6.120,6 6.092,5 6.019,1
Previdenciários
IV.3. Custeio e Capital 4.385,1 5.885,2 4.755,4 7.403,9 4.528,5 3.786,1 4.444,6 4.025,1 4.991,4 4.592,3 4.743,9 5.527,6 4.865,0
IV.3.1. Despesa do FAT 472,9 555,1 344,9 430,9 424,2 322,8 604,9 312,2 637,2 312,4 698,6 942,2 563,1
- Abono e Seguro 437,0 482,5 226,3 381,7 380,7 269,8 473,3 178,9 583,7 280,9 650,8 760,8 483,4
Desemprego
- Demais 36,0 72,5 118,6 49,2 43,5 53,0 131,6 133,3 53,5 31,5 47,8 181,4 79,7
Despesas do FAT
IV.3.2. Subsídios e 265,5 1.287,5 219,7 372,2 200,1 335,6 346,5 205,1 327,9 326,1 101,5 532,1 155,8
Subvenções Econômicas
- Operações 214,2 1.237,6 123,2 329,1 100,7 235,5 271,0 118,8 278,2 102,4 87,5 534,1 65,1
Oficiais de Crédito
- Subvenções aos 51,3 49,9 96,5 43,1 99,5 100,1 75,5 86,3 49,8 223,7 14,0 -2,0 90,7
Fundos Regionais
IV.3.3. Outras 3.646,6 4.042,7 4.190,8 6.600,8 3.904,2 3.127,8 3.493,2 3.507,7 4.026,2 3.953,8 3.943,8 4.053,2 4.146,1
Despesas de Custeio e
Capital
V. RESULTADO PRIMÁRIO 1.626,2 1.075,2 1.342,0 -1.844,7 2.593,5 650,6 3.648,6 6.680,2 3.557,1 1.591,7 1.305,3 2.494,9 1.642,7
GOVERNO FEDERAL (III -
IV)
V.1. Tesouro Nacional 2.459,9 1.985,6 2.710,2 200,1 3.233,9 1.172,6 4.449,2 7.362,6 4.436,7 2.385,1 2.442,0 3.535,2 2.750,4
V.2. Previdência Social -833,7 -910,4 -1.368,2 -2.044,8 -640,5 -522,1 -800,6 -682,4 -879,7 -793,3 -1.136,7 -1.040,3 -1.107,7
(RGPS) (1)
VI. RESULTADO PRIMÁRIO 0,3 -45,7 -26,1 -106,8 -30,3 -73,5 -43,3 -76,5 -57,0 -28,0 -33,8 -42,0 -76,8
BANCO CENTRAL (2)
VII. RESULTADO 1.626,5 1.029,5 1.315,9 -1.951,5 2.563,2 577,0 3.605,3 6.603,8 3.500,0 1.563,7 1.271,5 2.452,9 1.565,9
PRIMÁRIO GOVERNO
CENTRAL (V + VI)
VIII. DISCREPÂNCIA 142,9 -2.510,8 718,8 -621,4 66,4 479,4 276,2 -102,9 511,6 -156,2 -10,1 18,1 nd
ESTATÍSTICA
IX. RESULTADO PRIMÁRIO 1.769,5 -1.481,3 2.034,7 -2.572,9 2.629,6 1.056,4 3.881,5 6.500,8 4.011,7 1.407,6 1.261,4 2.471,0 nd
DO GOVERNO CENTRAL
(3)
X. JUROS NOMINAIS (3) -2.927,4 -7.998,9 -6.330,2 -3.102,5 -6.769,1 -6.446,2 -8.201,4 -6.867,5 -10.895,3 -1.432,9 -12.233,9 -11.143,5 nd
XI. RESULTADO NOMINAL -1.157,9 -9.480,2 -4.295,5 -5.675,4 -4.139,5 -5.389,8 -4.320,0 -366,6 -6.883,7 -25,3 -10.972,5 -8.672,5 nd
DO GOVERNO CENTRAL
(3)
(*) Dados revistos, sujeitos a alteração.
(1) Receita de Contribuições menos Benefícios
Previdenciários
(2) Despesas administrativas líquidas de receitas próprias
(3) Pelo critério "abaixo-da-linha", com desvalorização cambial. Fonte: Banco Central do
Brasil

AGENTES PUBLICOS QUE INTERFEREM NAS POLITICAS PUBLICAS NO BRASIL

O Sistema de Bretton Woods, New Hampshire, - jul/44

Conferência de Bretton Woods realizada em 1944 - O objetivo principal foi socorrer o


comércio internacional. Havia crença de que a redução das barreiras comerciais era
essencial para a prosperidade econômica do pós-guerra.
As taxas de câmbio fixas só poderiam ser modificadas apenas quando o Balanço de
Pagamentos de um país apresentasse um "desequilíbrio fundamental". A disciplina política
era melhorar o desempenho econômico externo, sendo que os países deveriam adotar
"políticas macroeconômicas corretas", que possibilitassem às economias crescimento
sustentado, livre das tensões inflacionárias.
A coordenação política era com o padrão-dólar. As políticas internas dos EUA
influenciariam as de todos os demais países. Controles de capital: à época, os governos
controlavam quase todos os aspectos da vida econômica; os participantes da Conferência
não desejavam desfazer-se desses controles, e pretendiam garantir ao mundo liquidez
suficiente para financiar uma expansão sustentada do comércio internacional. A liberdade
de movimento de capitais privados era temida porque poderia ameaçar a estabilidade das
taxas de câmbio e, em conseqüência, o crescimento do comércio.
Foram criadas duas entidades complementares e independentes entre si - o Fundo
Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BIRD). Os objetivos eram garantir a
estabilidade monetária internacional, facilitar o comércio entre os países e promover o
desenvolvimento econômico mundial. O BIRD visava a promover a reconstrução da
Europa e o desenvolvimento dos países atrasados. O FMI era o banco central dos bancos
centrais, e deveria manter em boa ordem o sistema de pagamentos e recebimentos entre
as nações.

O Fundo Monetário Internacional


O FMI foi criado em 27.12.45, quando 29 países subscreveram seu Convênio
Constitutivo, iniciando suas operações financeiras em março de 1946. Os objetivos eram:
 Promover a cooperação monetária internacional por meio de uma instituição permanente,
que proporcione um mecanismo para consultas e colaboração em questões internacionais;
 Facilitar a expansão equilibrada do comércio internacional, contribuindo, dessa forma,
para o fomento e a manutenção de altos níveis de emprego e de renda real, bem como
para o desenvolvimento da capacidade produtiva de todos os países membros;
 Promover a estabilidade cambial, manter ordenadas as práticas cambiais entre os países
membros e evitar depreciações cambiais competitivas;
 Auxiliar no estabelecimento de um sistema multilateral de pagamentos de transações
correntes entre os países membros e na eliminação das restrições cambiais que
dificultaram a expansão do comércio internacional;
 Infundir confiança aos países membros, colocando os recursos gerais do Fundo
temporariamente à sua disposição, sob garantias adequadas, possibilitando a correção de
desequilíbrios nos balanços de pagamento, sem recorrer a medidas prejudiciais à
prosperidade nacional ou internacional;
 Em harmonia com os objetivos acima, abreviar a duração e reduzir o grau de
desequilíbrio nos balanços de pagamentos internacionais dos países membros.
Na busca desses objetivos, o FMI passou a exercer funções regulatórias e de
financiamento.

Organização e atividades do FMI

É membro do FMI todo país que tenha domínio sobre suas relações exteriores e
esteja disposto a cumprir com as obrigações prescritas para os países membros no
Convênio Constitutivo.
O FMI é composto por 182 membros e admininistrado por uma Junta de
Governadores, um Conselho Executivo e um Diretor-Gerente.
O Poder máximo pertence a uma Junta de Governadores (um governador e um
suplente de cada país membro).
O Conselho Executivo tem 20 membros, sendo 5 nomeados pelos países detentores
de poder de veto (EUA, Reino Unido, Alemanha, França e Japão), 15 eleitos por grupos
de países.
O Diretor-Gerente é escolhido pelo Conselho Executivo e seu Presidente.
O FMI possui aproximadamente 700 funcionários de 110 países e tem funções
relacionadas com supervisão, assistência financeira e assistência técnica.
Supervisão - processo mediante o qual é avaliada a política cambial dos países
membros, considerando sua situação econômica geral e as políticas econômicas
adotadas. Nesse sentido, o FMI consulta cada país membro – anualmente em
princípio – para avaliar sua situação econômico-financeira e respectivas políticas
econômicas. Essas consultas permitem ao Fundo processar rapidamente as
solicitações de utilização dos recursos apresentadas pelos mesmos, se ocorrerem, e
avaliar prontamente as propostas de modificações de práticas cambiais sujeitas à
sua aprovação. Além disso, são realizados, duas vezes ao ano, estudos sobre as
perspectivas da economia mundial.
Concessão de empréstimos - início com reuniões entre elementos do corpo técnico do
Fundo e representantes do Governo, realizadas no próprio país membro.
Relatório sobre a situação e a política econômica, apresentado à Diretoria Executiva
para debate e parecer, resumido pelo diretor-gerente e transmitido ao governo do
país membro.
Assistência financeira - o país membro se compromete a adotar programa econômico
visando eliminar o desequilíbrio do balanço de pagamentos, o que garante o retorno
dos recursos obtidos do Fundo. Este aspecto da política denomina-se
‘condicionalidade’. O corpo técnico do Fundo colabora com os países membros na
elaboração dos programas de ajustamento, levando em conta seus objetivos sociais e
políticos, prioridades econômicas e outras circunstâncias. A assistência técnica inclui a
elaboração de políticas fiscais e monetárias, desenvolvimento institucional (de bancos
centrais e tesouro), treinamento de funcionários, etc.

Grupo Banco Mundial

O Grupo Banco Mundial é uma agência multilateral de financiamento constituída por 5


instituições:
Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD)
Associação Internacional de Desenvolvimento (AID)
Corporação Financeira Internacional (CFI)
Agência Multilateral e Garantia ao Investimento (Miga)
Centro Internacional para Solução de Disputas sobre Investimento (ICSID).
O BIRD foi criado em 1944 e tem como objetivo - favorecer a reconstrução dos
países da Europa, devastados pela guerra, e promover o desenvolvimento das regiões
mais pobres.
Atualmente, é o maior financiador de projetos de desenvolvimento para os países
em desenvolvimento de renda média e o principal catalisador de financiamentos para o
mesmo fim, provenientes de outras fontes.
O BIRD capta recursos no mercado internacional e tem como finalidades:
 Fomentar os investimentos privados de capitais;
 Promover, no longo prazo, o desenvolvimento equilibrado do comércio internacional;
 Coordenar seus empréstimos ou garantir com financiamentos de outras fontes, de modo
que sejam atendidos, em primeiro lugar, os projetos mais úteis e mais urgentes;
 Conceder empréstimos para reconstrução e desenvolvimento, cuidando para que sejam
complementares aos capitais privados, sem competir com esses ou substituí-los.

Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)

O BID é a maior e mais antiga instituição de desenvolvimento regional. Conta hoje


com 46 participantes.
Sua finalidade é financiar o desenvolvimento dos países subdesenvolvidos das
Américas, emprestar recursos, oferece cooperação técnica, ponto forte de sua atuação,
abrangendo: preparação, financiamento e execução de planos e projetos; atividades de
pesquisa em instituições de ensino superior; apoio à integração econômica; formação e
aperfeiçoamento de recursos humanos e disseminação de tecnologias. O Grupo BID é
formado por:
BID
Corporação Interamericana de Investimento (CII) e seus afiliados
Fundo para Operações Especiais (FOE)
Fundo Multilateral de Investimentos (FUMIN).

FEDERALISMO FISCAL

O federalismo fiscal constitui-se em uma técnica administrativa que possibilita o


exercício do poder em territórios de grande amplitude, geralmente com população
cultural e socialmente diversificada.
Baseia-se no estabelecimento de governos de âmbitos regional e municipal.
Pressupõe a livre negociação entre as partes, com vistas a garantir certo grau
de autonomia e delinear a divisão das funções a serem cumpridas pelos diversos
níveis administrativos.
É um sistema federal de governo tem a possibilidade de permitir à nação
acomodar um amplo leque de preferências individuais.
Quando existe mobilidade para pessoas e empresas, diferentes gastos e
tributação das unidades locais podem induzir a importantes efeitos locacionais.

Transferências constitucionais
O Fundo de Participação dos Estados - FPE (inclui DF) é calculado a base de 21,5
% do Imposto de Renda e do IPI. O Fundo de Participação dos Municípios - FPM é
calculado a base de 22,5 % do IR e IPI. 3% do IR e IPI são destinados a programas de
financiamento do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
No IPI, 10% da arrecadação bruta deve ser destinada à Estados/ DF na proporção
de produtos exportados com entrega de 25% deste valor aos municípios.
No imposto de renda dos servidores próprios de Estados e Municípios, o valor
arrecadado pertence aos próprios Estados e Municípios.
Aos Estados e o DF, pertencem 20% de impostos residuais criados (impostos novos
criados na competência residual da União). Aos Municípios, pertence 50% do ITR de
competência da União (Imposto Territorial Rural), 50% do IPVA, de competência dos
Estados (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e 25% do ICMS (Imposto
sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços).

Questões AFO
Utilizando conceitos básicos de finanças públicas, assinale a única opção correta em relação ao déficit
público.

a) A diferença entre o déficit primário e o déficit operacional está em que o primeiro considera as despesas
e receitas financeiras.
b) O déficit público é a única causa de expansão da base monetária.
c) O déficit nominal é sempre menor do que o déficit operacional.
d) A diferença entre o déficit operacional e o déficit nominal está em que o segundo não considera o
imposto inflacionário como receita real do governo.
e) Enquanto o país conviveu com elevadas taxas de inflação, o déficit nominal foi menor do que o déficit
primário.

Para a elaboração do Plano Plurianual 2000-2003 e dos orçamentos da União a partir do exercício de 2000,
toda ação finalística do governo federal passou a ser estruturada em Programas. Entende-se por ação
finalística, na ótica do Decreto nº 2829/98,

a) a que corresponde ao conjunto de despesas administrativas


b) a que assume denominação específica segundo a missão institucional de cada órgão
c) a que gera bens e serviços ofertados diretamente ao Estado por instituições criadas para fins específicos
d) a que proporciona bens e serviços ofertados diretamente à sociedade
e) a que corresponde a categorias orçamentárias que não contribuem para a manutenção da ação do
governo

Sabendo-se que o imposto seletivo é um tributo que incide apenas sobre alguns bens, identifique a opção
falsa.

a) Um imposto seletivo pode ser empregado como fonte adicional de receita geral para complementar outros
impostos, quando o custo de arrecadação na cobrança desses impostos é elevado.
b) Um imposto seletivo pode ser justificado como um tipo de tributação direta de acordo com o benefício.
c) O imposto seletivo pode ser utilizado para reforçar a progressividade da estrutura fiscal.
d) O imposto seletivo pode ser aplicado ao produto de determinadas indústrias, de modo a conter a poluição
ambiental.
e) Um imposto seletivo pode ser empregado para “desestimular” o consumo de certos bens considerados
prejudiciais à saúde e à sociedade.

A estruturação de um sistema tributário envolve o impacto dos impostos sobre o nível de renda. No que diz
respeito a esse aspecto, assinale a opção falsa.

a) No sistema progressivo, paga mais (em termos relativos) quem ganha mais.
b) Um sistema é regressivo quando a participação dos impostos na renda dos agentes diminui conforme a
renda aumenta.
c) No sistema regressivo, paga menos (em termos relativos) quem ganha menos.
d) Um sistema é neutro quando a participação dos impostos na renda é a mesma, independente do nível de
renda.
e) Um sistema é dito progressivo quando a participação dos impostos na renda dos indivíduos aumenta
quando a renda aumenta.

O governo não só arrecada impostos, mas também devolve parte deles sob a forma de transferências e
subsídios. Segundo os textos usuais de Finanças Públicas, identifique a opção correta.
a) Os impostos indiretos incidem sobre a renda ou a propriedade.
b) Subsídios podem ser considerados impostos indiretos com o sinal negativo.
c) Os impostos diretos incidem sobre os preços dos bens e serviços.
d) Transferências são impostos indiretos com o sinal positivo.
e) O imposto de renda é exemplo de imposto indireto e de tributo federal.

A teoria econômica moderna estabelece critérios de imposição de tributos. O critério que postula que a
tributação não introduza distorções nos mecanismos de funcionamento e alocação de recursos da
economia de mercado é o da

a) universalidade
b) justiça social
c) eqüidade
d) neutralidade
e) adequação

No tocante ao papel do Estado na atividade econômica, diz-se que o setor público deve cumprir,
fundamentalmente, as três seguintes funções:

a) distributiva, fiscalizadora e alocativa


b) distributiva, fiscalizadora e estabilizadora
c) distributiva, alocativa e estabilizadora
d) fiscalizadora, alocativa e estabilizadora
e) fiscalizadora, normativa e estabilizadora

Com relação aos sistemas de tributação, identifique a opção falsa.

a) O sistema regressivo tem a característica básica de tributar mais fortemente as camadas mais baixas de
renda.
b) O sistema regressivo não tem nenhum efeito sobre o estado da distribuição da renda na sociedade.
c) O sistema progressivo torna a distribuição menos desigual após a sua aplicação.
d) No sistema proporcional, o percentual do imposto a ser pago permanece inalterado, independentemente do
nível de renda.
e) Através do sistema progressivo, aplicam-se maiores percentuais de impostos para as classes de renda mais
alta.

O critério de classificação das contas públicas é de grande importância para a compreensão do orçamento.
Várias são as razões pelas quais deve existir um bom sistema de classificação no orçamento. Assinale a
opção errada.

a) Desenvolver a organização política e, de modo especial, restaurar as atribuições do poder legislativo.


b) Proporcionar uma contribuição efetiva para o acompanhamento da execução do orçamento.
c) Determinar a fixação de responsabilidades.
d) Facilitar a formulação de programas.
e) Possibilitar a análise dos efeitos econômicos das ações governamentais.

De acordo com os fundamentos e técnicas dos enfoques tributários, o princípio da capacidade de


pagamento admite que

a) os impostos são vistos como preços pagos pelos serviços.


b) os impostos devem equivaler aos benefícios totais usufruídos pelos indivíduos, a partir dos gastos
públicos.
c) os impostos não precisam ser equivalentes aos benefícios totais recebidos, mas apenas proporcionais a
estes.
d) ainda que defensável do ponto de vista lógico, não existem meios práticos que permitam operacionalizar o
critério da capacidade de pagamento.
e) a abordagem do benefício é irrelevante.
Segundo os princípios teóricos da tributação, assinale a única opção correta.

a) A eqüidade tributária entende que todos os indivíduos devem pagar justa contribuição ao governo.
b) A carga tributária de um país é dita regressiva quando onera todos os segmentos sociais na mesma
proporção.
c) O princípio do benefício afirma que os tributos devem incidir sobre os mais ricos.
d) Segundo o princípio da capacidade de pagamento, as pessoas devem ser tributadas de acordo com a
vantagem que recebem das despesas governamentais.
e) O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) é caracterizado como um imposto direto.

No que diz respeito ao federalismo fiscal, não se pode afirmar que

a) constitui uma técnica administrativa que possibilita o exercício do poder em territórios de grande amplitude.
b) baseia-se no estabelecimento de governos de âmbitos regional e municipal.
c) pressupõe a livre negociação entre as partes, com objetivo de garantir certo grau de autonomia e delinear
a divisão das funções a serem cumpridas pelos diversos níveis administrativos.
d) impede de a nação acomodar um amplo leque de preferências individuais.
e) é um método de organização administrativa nacional.

Assinale a única opção que é pertinente ao orçamento tradicional e não ao orçamento-programa.

a) Os principais critérios classificatórios são unidades administrativas e elementos.


b) Na elaboração do orçamento, são considerados todos os custos dos programas, inclusive os que
extrapolam o exercício.
c) A estrutura do orçamento está voltada para os aspectos administrativos e de planejamento.
d) A alocação de recursos visa à consecução de objetivos e metas.
e) Existe utilização sistemática de indicadores e padrões de medição do trabalho e dos resultados.

A partir do ano 2000, o Orçamento Público no Brasil foi elaborado com base nas modificações dispostas
pelo Decreto nº 2829/98 e na Portaria nº 42/99 do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. O
eixo principal dessas modificações foi a interligação entre o planejamento governamental (PPA) e o
Orçamento (LOA). Identifique o principal instrumento de ligação entre os dois.

a) função
b) programas
c) subprogramas
d) projetos
e) operações especiais

Identifique, segundo o Orçamento Fiscal do Brasil, Lei n o 9.969, de 11/05/2000, a opção que não é
verdadeira, com relação à classificação de despesa.

a) Pessoal e Encargos Sociais


b) Amortização da Dívida
c) Investimentos
d) Inversões Financeiras
e) Amortização de Empréstimo

Com relação ao conceito de déficit público e seu financiamento, identifique a opção falsa.

a) O déficit público é equivalente à diferença entre o valor dos investimentos e a poupança do governo em
conta corrente.
b) O financiamento do governo é feito pela emissão de dívida.
c) O déficit operacional exclui, do cálculo do déficit nominal, as correções monetária e cambial.
d) O déficit primário não considera as receitas e despesas financeiras.
e) O déficit nominal engloba toda e qualquer demanda por recursos provenientes do setor público, inclusive o
pagamento de juros nominais sobre a dívida.
Independem geralmente de autorização legislativa específica, os créditos
(A) suplementares e especiais.
(B) suplementares e extraordinários.
(C) suplementares, apenas.
(D) especiais, apenas.
(E) extraordinários, apenas.

Constitui exceção ao princípio orçamentário da universalidade a

(A) inclusão parcial de uma receita no orçamento.


(B) aprovação por decreto das receitas previstas e das despesas fixadas para uma autarquia
vinculada.
(C) não inclusão de entidades da administração indireta no orçamento.
(D) não inclusão de uma determinada despesa no orçamento.
(E) não inclusão especificamente de uma receita no orçamento.

Não constituem receitas públicas,

(A) recebimentos de empréstimos concedidos a longo prazo.


(B) operações de crédito para cobertura das despesas fixadas.
(C) alienação de bens.
(D) alienação de valores.
(E) os descontos ocorridos em pagamentos quando consignados a terceiros.

As taxas, por natureza, constituem um tributo

(A) neutro.
(B) indireto.
(C) proporcional.
(D) progressivo.
(E) regressivo.

São impostos por natureza, indiretos:

(A) impostos sobre a renda.


(B) IOF e ISS.
(C) impostos territoriais.
(D) impostos prediais.
(E) ICMS e IPI.

O plano de contas único do SIAFI da União, é de uso da administração direta e


(A) empresas públicas e sociedades de economia mista, apenas.
(B) órgãos da administração indireta.
(C) autarquias, apenas.
(D) fundações, apenas.
(E) autarquias e fundações, apenas.

As demonstrações contábeis geradas pelo SIAFI da União, exigem indicações do tipo de administração. Para
os fundos utiliza-se

(A) Administração Direta - Fundos


(B) Fundação - Fundos
(C) Fundos
(D) Autarquia - Fundos
(E) Fundação - Fundos
Pertencem necessariamente ao exercício financeiro as despesas nele

(A) liquidadas e pagas.


(B) empenhadas e não liquidadas.
(C) fixadas.
(D) empenhadas.
(E) liquidadas.

Aliomar Baleeiro define a despesa pública como "sendo a aplicação de certa quantia, em
dinheiro, por parte da autoridade ou agente público competente dentro de uma autorização
legislativa para execução de fim a cargo do governo." A partir desse entendimento a
despesa pública poderá ser liberada
a) a vista de recibo ou nota fiscal
b) automaticamente, em se tratando de agente público
c) se antecedida de previsão orçamentária
d) mediante empenho, exclusivamente
e) mediante autorização do Tribunal de Contas

Suponha que a demanda por cigarros seja quase que totalmente inelástica, que a oferta seja positivamente
inclinada e o mercado competitivo Considere as afirmações abaixo referentes à introdução de um
imposto sobre a venda de cigarros:

I. A incidência econômica deste imposto deverá recair sobre os vendedores de cigarro.

II. A medida é ineficaz se pretende reduzir significativamente o consumo de cigarros.

III. O imposto provoca um aumento de preços praticamente igual ao tamanho do imposto.

É correto afirmar:

(A) I, II e III.
(B) I e II, apenas.
(C) I e III, apenas.
(D) III, apenas.
(E) II e III, apenas.
________________________________________________________________

Um sistema tributário regressivo caracteriza-se por


a) onerar os segmentos sociais de menor poder aquisitivo
b) incidir sobre a renda e a riqueza
c) apresentar crescimento da relação entre carga tributária e renda com o aumento do
nível de renda
d) elevar as alíquotas à medida que a renda aumentar
e) exercer um controle automático sobre a demanda agregada

As receitas tributárias podem ser classificadas em tributos diretos e indiretos. Afirma-se


que tributos
a) diretos incidem sobre os preços das mercadorias
b) indiretos podem ser ad valorem, com alíquota fixa sobre o preço do bem
c) diretos são específicos, com valor fixo em unidades monetárias, independente do valor
do bem
d) indiretos são mais justos ou equânimes do ponto de vista fiscal
e) indiretos incidem sobre a renda das pessoas
Uma das afirmativas abaixo é falsa. Identifique-a.
a) Os tributos progressivos têm efeito anticíclico sobre a renda disponível.
b) Os impostos sobre usos tributam destinos específicos, como os impostos sobre o
consumo.
c) Nos impostos indiretos, a base tributária é o estoque acumulado de riqueza do
indivíduo.
d) Um imposto proporcional sobre a renda é neutro do ponto de vista do controle da
demanda agregada.
e) A estrutura de alíquotas constitui um dos fatores que determinam o impacto dos tributos
sobre os preços e o nível de atividade econômica.

Assinale a opção incorreta em relação às diferenças entre contribuição de melhoria e taxa,


segundo Seligman:
a) as contribuições de melhoria não são lançadas, senão em razão de melhoramentos
específicos; as taxas podem ser percebidas por qualquer espécie de serviço
b) as contribuições de melhoria são pagas de uma vez por todas; as taxas são pagas
periodicamente, por ocasião de cada serviço sucessivo
c) a contribuição de melhoria está sempre condicionada à valorização do imóvel do
contribuinte; a taxa é paga por um serviço que pode aproveitar outros atributos do
indivíduo, sem relação com a propriedade
d) a taxa é lançada sobre o indivíduo como tal; a contribuição de melhoria é lançada sobre
os indivíduos como membros de uma classe, a dos proprietários
e) a contribuição de melhoria é um imposto que não se origina do poder de tributação do
Estado; a taxa se origina do poder de tributação do Estado

Diz-se que são contribuições parafiscais:


a) dividendos recebidos pelo Governo
b) juros recebidos pelas autoridades públicas
c) contribuições à Previdência Social
d) correções monetárias recebidas pelo Governo
e) correções cambiais recebidas pelo setor público

Recolhimentos compulsórios feitos pelo Governo, por terem características de tributos e


não estarem previstos no código tributário, são chamados de contribuições parafiscais.
Marque a única opção errada nessa categoria de contribuições.
a) contribuição de melhoria
b) contribuição do empregador para o Seguro Social
c) contribuição para o Fundo PIS/PASEP
d) Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
e) contribuição para o FINSOCIAL

Afirma-se, na Teoria da Tributação, com relação ao princípio de neutralidade, que


a) um tributo justo é aquele em que cada contribuinte paga ao Estado um montante
diretamente relacionado com os benefícios que dele recebe
b) um imposto deve distribuir seu ônus de maneira justa entre os indivíduos
c) um indivíduo paga o tributo de maneira a igualar o preço do serviço recebido ao
benefício marginal que ele aufere com sua utilização
d) os agentes deveriam contribuir com impostos de acordo com sua capacidade de
pagamento
e) este princípio é seguido quando os tributos não alteram os preços relativos,
minimizando sua interferência nas decisões econômicas dos agentes de mercado
Do ponto de vista das finanças públicas, diz-se, em relação ao princípio do benefício,
que
a) cada um deve pagar proporcionalmente às suas condições
b) este princípio é o mais adotado, sendo as despesas de consumo a variável que melhor
explica o benefício
c) este princípio é de fácil aplicação, não envolvendo questões subjetivas como o
conhecimento das curvas de preferência dos consumidores
d) a renda é uma medida para avaliar quantitativamente o benefício advindo dos gastos
públicos
e) as pessoas devem ser tributadas de acordo com a vantagem que recebem das
despesas governamentais

A função alocativa do Governo está associada a


a) controle da demanda agregada visando minimizar os efeitos sobre o bem-estar social
de crises de inflação ou recessão
b) utilização de instrumentos de política fiscal, monetária, cambial, comercial e de rendas
c) intervenção do Estado na economia, para alterar o comportamento dos níveis de preços
e emprego
d) fornecimento de bens e serviços não oferecidos adequadamente pelo sistema de
mercado
e) implementação de uma estrutura tarifária progressiva
As despesas e receitas dos três poderes da União, Estados e Municípios, as
dotações relativas aos investimentos das empresas e o orçamento das entidades
e órgãos do sistema de seguridade social fazem parte do(a):
a) Lei de diretrizes orçamentárias;
b) Lei orçamentária anual;
c) Plano plurianual de investimentos;
d) Plano nacional de investimento;
e) n.d.a.

Fazem parte das receitas tributárias, segundo a Classificação legal da receita por fontes:
a) Impostos, Taxas e Contribuições de Melhoria:
b) Multas e Impostos:
c) Taxas, Impostos e Multas:
d) Multas e cobranças da Dívida Ativa;
e) n.d.a.

A receita orçamentária de um empréstimo tomado pelo Governo Federal, Estadual e Municipal é classificada
na categoria econômica conhecida por:
a) Operações de Crédito;
b) Transferências de Capital
c) Amortização de Empréstimos;
d) Receita Patrimonial;
e) n.d.a.

O segundo e o terceiro estágio da receita ocorrem, obrigatoriamente, na seguinte ordem:


a) Recolhimento e lançamento;
b) Arrecadação e Recolhimento;
c) Lançamento e arrecadação;
d) Estimativa e arrecadação;
e) n.d.a.

A despesa orçamentária é constituida por três estágios: empenho, liquidação e pagamento. O estágio da
liquidação é aquele em que:
a) O tesouro público entrega aos agentes pagadores os meios de
pagamentos;
b) O credor comparece perante o agente pagador, identifica-se, recebe seu crédito e dá a competente
quitação.
c) Se verifica o direito adquirido pelo credor tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do
respectivo crédito;
d) É procedida a licitação da despesa como objetivo de verificar entre os vários fornecedores habilitados
quem oferece condições mais vantajosas;
e) n.d.a.

O Princípio do equilíbrio é aquele em que:


a) Todas as receitas e despesas devem ser detalhadas para que as pessoas possam entender o
Orçamento;
b) Todas as receitas e despesas devem estar previstas no Orçamento;
c) Todas as receitas e despesas sejam previstas para um determinado período de tempo e que esse
período seja igual ao ano civil;
d) As receitas previstas no Orçamento Fiscal sejam iguais às receitas previstas no Orçamento da
Seguridade Social;
e) n.d.a.

Assinale a alternativa correta: Uma receita tributária teve o seu fato gerado ocorrido em 1990,foi escriturada
em 1991 e realizada somente em 1993. A qual exercício financeiro pertence contabilmente?
a) 1990; d) 1993;
b) 1992; e) n.d.a.
c) 1991;

Consoante o Balanço Orçamentário, é correto afirmar:


a) A despesa fixada pode ser inferior que a receita prevista;
b) A receita executada pode ser superior que a prevista;
c) A receita executada não pode ser inferior que a despesa fixada;
d) A despesa executada pode ser superior que a fixada;
e) n.d.a.

Diante do expresso na Constituição Federal de 1988 "é proibida a transposição, o remanejamento ou a


transferência de recursos de uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro sem
prévia autorização..........": Indique a opção que completa a sentença.
a) Ministério da Fazenda;
b) Judiciária;
c) Legislativa;
d) Dos órgãos de controle internos;
e) n.d.a.

As contas com funções de controle são registradas no:


a) Compensado;
b) Passivo Permanente;
c) Patrimônio Líquido;
d) Realizável a Longo Prazo;
e) n.d.a.

A transferência da carga tributária é afetada por diversos fatores. Assinale a opção que não
interfere neste processo.
a) as condições da oferta
b) as condições da demanda
c) o tipo de imposto
d} o período de tempo envolvido nos ajustes
e} a renda dos produtores finais

Entende-se como tributos indiretos aqueles


a) cujos contribuintes são os mesmos indivíduos que arcam com o ônus da respectiva
contribuição
b) cuja base é a transação com mercadorias e/ou serviços
c) cuja base são as remunerações pagas aos fatores de produção
d) que não afetam a distribuição de renda da economia
e) que constituem exemplo de sistema proporcional. uma vez que todos pagam o mesmo
imposto na compra de um determinado bem
Com relação ao princípio de pagamento dos gastos existe apenas uma única afirmação
correta. Identifique-a.
a) Na aplicação do princípio da capacidade de pagamento, é exigido "igual tratamento para
iguais" (equidade horizontal) e "desigual tratamento para desiguais" (eqüidade vertical).
b) A preferência moderna é pela aplicação do principio do benefício em lugar do princípio
da capacidade de pagamento.
c) Sob o princípio da capacidade de pagamento, os impostos devem eqüivaler aos
benefícios totais usufruídos pelos indivíduos, a partir dos gastos públicos.
d) Ainda que defensável do ponto de vista lógica, não existem meios práticos que permitam
operacionalizar o critério da capacidade de pagamento por não ser a produção pública
sujeita à lei do preço.
e) A aplicação do enfoque da capacidade de pagamento à questão da tributação inibe a
prática das políticas fiscais redistributivas e estabilizadoras.

A idéia de tributação. segundo a abordagem do benefício, baseia-se na


a) preocupação com a distribuição dos pagamentos de tributos, sendo o lado das
despesas, no orçamento, tido como dado ou determinado, de acordo com princípios que
nada têm a ver com as participações tributárias
b) consideração na distribuição dos lançamentos tributários, como questão de economia de
bem estar e não de justiça, sendo os tributos distribuídos de modo a minimizar o sacrifício
total que envolvem
c) manutenção da abordagem do bem-estar à determinação das quotas tributárias, sendo
o orçamento considerado como um plano geral da maximização do bem-estar
d) preocupação com a noção de que justa tributação é a que se conforma à capacidade de
pagar
e) vinculação da escolha de serviços públicos às preferências dos membros individuais da
comunidade, considerando a relação do contribuinte/governo uma relação de troca

A ênfase no objetivo do gasto, ao invés da preocupação com a categoria econômica do


dispêndio, demonstra que se trata de um orçamento
a) tradicional
b) participativo
c) base zero
d) orçamento-programa
e) orçamento de desempenho

O ciclo orçamentário é o processo contínuo pelo qual receitas e gastos em projetos e


programas, são propostos, aprovados e finalmente executados. Este ciclo tem quatro fases
distintas. Assinale abaixo a única opção que não é uma fase do ciclo orçamentário.
a} formulação e apresentação pelo Executivo
b) autorização do governo
c) programação financeira
d) execução e controle
e) auditoria

A aplicação do orçamento-programa como uma etapa do processo de planejamento não


inclui
a) avaliação e comparação dos diferentes programas desenvolvidos pelo governo em
termos de sua contribuição para os objetivos nacionais
b) definição de como objetivos preestabelecidos podem ser atingidos com um máximo
dispêndio de recursos
c) revisão dos objetivos, programas e orçamentos à luz da experiência passada e de
modificações na conjuntura
d) projeções das ações governamentais para um horizonte de tempo, superior ao usual, de
um ano
e) determinação de como objetivos preestabelecidos podem ser alcançados com um
mínimo de dispêndio de recursos

Em uma economia, a dívida pública e sua forma de administração exercem efeitos diretos
sobre as funções alocativa, distributiva e estabilizadora. Identifique abaixo a única resposta
relacionada com o argumento alocativo.
a) Quando a dívida é contraída no exterior, não haverá inflação de demanda.
b) Quando a dívida é contraída no exterior. não haverá inflação de custo.
c) Quando os títulos públicos visam financiar investimentos governamentais. o volume de
investimentos na sociedade não se altera.
d) Quando todo ônus associado à divida é imputado ao contribuinte.
e) Quando um ônus real, na forma da redução do potencial produtivo é repassado para o
futuro.

Os recursos que ficarem sem despesas correspondentes


a) não poderão ser utilizados
b) não poderão ser utilizados no mesmo exercício
c) Poderão ser utilizados, mediante lei, no exercício seguinte
d) Poderão ser utilizados mediante autorização legal
e) Poderão ser utilizados

As finanças públicas se inscrevem na área do Direito Financeiro e as normas respectivas


são da competência
a) Exclusiva da União
b) Exclusiva da União e suplementar dos Estados, Distrito Federal e Municípios
c) concorrente da União, Estados e Distrito Federal
d) comum da União, Estados e Distrito Federal e suplementar dos Municípios
e) privativa da União e Estados

A Lei no 4.320/64 distingue despesas em:


a) Correntes (custeio e transferências correntes) e Capital (investimento, inversão
financeira e transferências de capital)
b) Correntes (pessoal e movimentos correntes) e Investimento (capital, bens públicos,
serviços essenciais)
c) Correntes (pessoal e movimentos correntes) e Investimento (capital, previdência e
amortização de dívida)
d) Correntes (pessoal e movimentos de custeio) e Capital (investimento, obras públicas
e constituição de reservas)
e) Correntes (pessoal e movimentos equalizadores) e Investimento (capital,
subvenções e constituição de reservas)

Pode-se definir orçamento como


a) lei que contém previsão de receitas e despesas, programando a vida econômica e
financeira do Estado, por um certo período
b) conjunto de normas que disciplinam as despesas e receitas originárias e derivadas
do Estado, segundo as normas constitucionais
c) lei que determina a estimativa das entradas e saídas do caixa do Governo
d) projeto de lei que procura estabelecer o quantum monetário que entrará e sairá dos
cofres públicos, seja federal, estadual ou municipal
e) norma constitucional que prevê anualmente as receitas ordinárias e extraordinárias
e estima as despesas financeiras e operacionais do Estado
Dentro da noção de equilíbrio financeiro-orçamentário, os seguintes princípios de Direito
Financeiro são os que melhor podem ser aplicados:
a) economicidade, federalismo e igualdade
b) economicidade, unidade e princípio da não-afetação
c) economicidade, igualdade e legalidade
d) economicidade, anterioridade e legalidade
e) economicidade, imunidade recíproca e legalidade

O texto constitucional prevê a possibilidade de a União instituir:


a) contribuição de intervenção na economia
b) contribuição social de categoria profissional ou econômica
c) contribuição social
d) contribuição de melhoria
e) contribuição de finalidade social

Exemplo de receita derivada do Estado inclui


a) ingressos parafiscais e extrafiscais
b) ingressos derivados de receitas fiscais e multas tributárias
c) ingressos extraordinários derivados
d) ingressos derivados e penalidades fiscais
e) ingressos tributários excepcionais

Constitui exceção ao Princípio da Anualidade


(A) os restos a pagar.
(B) a dívida ativa.
(C) a reabertura de créditos.
(D) o serviço da dívida a pagar.
(E) o plano plurianual.

Coincide com cada gestão governamental


(A) o plano plurianual.
(B) a lei de diretrizes orçamentárias.
(C) os planos setoriais.
(D) os planos regionais.
(E) o orçamento anual.

A indicação de que a despesa é relativa à projeto ou atividade consta da classificação


(A) institucional.
(B) funcional-programática.
(C) funcional.
(D) econômica.
(E) por elementos.

Os créditos extraordinários passam a ter cobertura sempre que ocorrer


(A) empréstimo compulsório.
(B) impostos extraordinários.
(C) operação de crédito extraordinária.
(D) superávit financeiro.
(E) excesso de arrecadação.

O resultado de execução orçamentária é evidenciado


(A) no Balanço Patrimonial.
(B) no Balanço Orçamentário.
(C) no Balanço Financeiro.
(D) na Demonstração das Variações Patrimoniais.
(E) na Demonstração da Dívida Flutuante.

A posição financeira das entidades governamentais é indicada


(A) no Balanço Patrimonial.
(B) no Balanço Orçamentário.
(C) no Balanço Financeiro.
(D) na Demonstração da Dívida Fundada.
(E) na Demonstração das Variações Patrimoniais.

Os valores a receber envolvidos com a execução orçamentária constam do


(A) ativo financeiro.
(B) passivo financeiro.
(C) ativo permanente.
(D) passivo permanente.
(E) ativo ou passivo compensado.

Para financiar a produção de bens públicos o setor governamental utiliza-se


(A) de impostos, exclusivamente.
(B) da tributação em geral.
(C) de taxas, exclusivamente.
(D) de contribuição de melhoria, exclusivamente.
(E) de taxas e contribuições sociais, exclusivamente.

De modo geral, no seu esforço de manutenção da estabilidade econômica o setor


governamental objetiva atenuar crises de
(A) arrecadação.
(B) falta de controle dos gastos públicos.
(C) carência de créditos do setor privado.
(D) inflação ou depressão.
(E) níveis de tributação.

Quanto à incidência econômica de um imposto seletivo sobre venda aplicado a um produto, supondo que
haja concorrência perfeita, podemos afirmar que:

a) se a demanda pelo bem for completamente inelástica em relação ao preço, a totalidade do gravame do
imposto recairá sobre o produtor
b) se a demanda pelo bem for completamente inelástica em relação ao preço, a elevação do imposto
provocará aumento de preço
c) se a oferta do bem for completamente inelástica em relação ao preço, a totalidade do gravame do imposto
recairá sobre o consumidor
d) se a oferta do bem for completamente inelástica em relação ao preço, a elevação do imposto provocará
um aumento de preço
e) se a oferta do bem for infinitamente elástica em relação ao preço, a elevação do imposto não provocará
aumento de preço

Em relação aos diferentes conceitos relativos à Necessidade Financeira do Setor Público (NFSP), é correto
afirmar que:

a) o conceito operacional difere do primário pois no primeiro exclui-se a correção cambial que incide sobre a
dívida pública externa enquanto que no segundo este item é incluído
b) o conceito operacional difere do nominal pois o primeiro inclui o pagamento de juros nominais da dívida
pública e o segundo apenas os juros reais
c) o conceito primário difere do operacional pois, no primeiro, incluem-se tanto os juros nominais da dívida
pública quanto os reais ambos excluídos do segundo
d) o conceito nominal difere do primário pois se exclui do primeiro a correção monetária que incide sobre a
dívida pública que é incluída no primeiro
e) o conceito primário difere do nominal pois no primeiro excluem-se os juros reais da dívida pública incluídos
no segundo junto com a correção monetária desta dívida

Tendo como referência os princípios orçamentários, assinale a opção correta.

a) A inclusão, na lei orçamentária anual, de autorização para aumento da alíquota de um imposto, fere o
princípio da exclusividade.
b) A autorização para a realização de despesas sem a indicação dos recursos correspondentes é
incompatível com o princípio da discriminação.
c) A instituição de fundos mediante alocação de parcelas de impostos está em desacordo com o princípio da
especialização.
d) A possibilidade de reabertura de créditos especiais autorizados nos últimos quatro meses do exercício
anterior é uma decorrência do princípio da universalidade.
e) A inclusão dos orçamentos fiscal, da seguridade social e de investimentos das estatais na lei orçamentária
anual resulta da aplicação do princípio da publicidade.

- São cada vez mais freqüentes, no Brasil, as críticas e divergências quanto ao chamado caráter meramente
autorizativo – e não mandatório – do orçamento público. Das opções a seguir – que correspondem a
procedimentos usuais em nossa Administração – assinale a que está diretamente associada à aplicação
do conceito de orçamento autorizativo.

a) Execução das obras e serviços, ao longo do exercício, segundo o ritmo ditado pela programação
financeira estabelecida pelo Poder Executivo.
b) Atrasos nas transferências dos recursos correspondentes às dotações dos Poderes Legislativo e
Judiciário.
c) Contingenciamento, pelo Poder Executivo, das dotações destinadas a determinados tipos de custeios e a
investimentos.
d) Edição de Medidas Provisórias em matéria orçamentária.
e) Autorização, nas leis de diretrizes orçamentárias, para execução da proposta orçamentária em
duodécimos, até a aprovação da respectiva lei.

No que diz respeito à receita pública, pode-se afirmar que

a) as multas integram tanto a receita tributária quanto a de contribuições


b) os recursos provenientes de endividamento e da privatização de estatais constituem receitas de capital
c) receitas originárias são as que provêm da capacidade impositiva do Estado
d) as receitas extra-orçamentárias constituem excesso de arrecadação, a ser utilizado na programação das
despesas
e) as dotações orçamentárias podem ser utilizadas independentemente da existência de recursos nas
respectivas fontes

De acordo com a nova classificação funcional da despesa, estabelecida na Portaria Ministerial n 0 42, de 14
de abril de 1999,

a) a União, os Estados e o Distrito Federal, e os Municípios estão obrigados a adotá-la a partir deste ano
b) “operações especiais” compreendem as despesas que contribuem para a manutenção das ações do
governo, das quais não resulta um produto
c) os programas são comuns às três esferas de governo, permitindo a consolidação nacional dos gastos do
setor público
d) o subprograma é o módulo comum integrador do plano plurianual com o orçamento
e) as subfunções poderão ser combinadas com funções diferentes daquelas a que estejam vinculadas

Até a metade do exercício financeiro, previa-se arrecadar $120,00, haviam-se arrecadado $150,00,
empenhado $100,00 e pago $80,00. Considerando-se que o comportamento da arrecadação é uniforme
ao longo do exercício e que esse mesmo comportamento tende a ser mantido durante todo o 2 o
semestre, indique, nas opções abaixo, qual o montante dos recursos que pode ser computado para a
abertura de um crédito especial.

a) $ 70,00
b) $ 60,00
c) $ 50,00
d) $ 30,00
e) 0

Há diferentes conceitos e modalidades de cálculo do déficit público. Assinale a opção correta.

a) O chamado resultado “acima da linha” inclui os resultados da Previdência Social e do Banco Central.
b) Déficit ou superávit nominal é o que exclui os efeitos da correção monetária.
c) Resultado operacional compreende a correção monetária e as receitas e despesas não-financeiras.
d) Superávit ou déficit primário é o obtido antes da inclusão dos resultados da Previdência Social e do
Banco Central.
e) Nas avaliações efetuadas pelas instituições internacionais, o déficit dos Estados, Municípios e empresas
estatais é irrelevante.

No tocante à dívida pública, pode-se afirmar que

a) as operações de crédito por antecipação de receita constituem dívida flutuante ou fundada, segundo os
prazos de vencimento
b) a liquidação dos valores que têm natureza extra-orçamentária, como os depósitos de terceiros, depende
de autorização legislativa
c) a dívida será considerada mobiliária ou contratual, dependendo de ter sido contraída mediante títulos ou
por contrato
d) a dívida será considerada externa se representada em moeda estrangeira, independendo de ter sido
obtida no País ou no exterior
e) numa economia de pleno emprego, o endividamento para cobertura de déficits se justifica como meio
para elevar a demanda global

No tocante aos objetivos dos princípios orçamentários, assinale a opção correta.


a) Segundo o princípio da exclusividade, o orçamento deve conter todas as receitas e
despesas referentes aos poderes da União.
b) De acordo com o princípio da unidade, o orçamento deve conter apenas matéria
orçamentária.
c) O princípio da publicidade representa uma regra técnica administrativa, segundo a
qual a lei do orçamento somente deve veicular matéria de natureza financeira.
d) O princípio da legalidade determina que o conteúdo do orçamento deve ser
divulgado por veículos oficiais de comunicação.
O princípio da unidade recomenda que deve existir apenas um orçamento.

Assinale a única opção correta pertinente ao conceito de orçamento-programa.


a) A estrutura do orçamento enfatiza os aspectos contábeis de gestão.
b) O principal critério de classificação é o funcional-programático.
c) O controle visa avaliar a honestidade dos agentes governamentais e a legalidade no
cumprimento do orçamento.
d) O processo orçamentário é dissociado dos processos de planejamento e
programação.
e) As decisões orçamentárias são tomadas tendo em vista as necessidades das
unidades organizacionais.
De acordo com o artigo 165 parágrafo 2º da Constituição de 1988, foi reservada à Lei de
Diretrizes Orçamentárias a função de
a) estabelecer, em conformidade com o PPA, as metas e prioridades da Administração
Pública Federal, incluindo as despesas de capital para o exercício seguinte
b) orientar a elaboração da lei orçamentária anual
c) dispor sobre alterações na legislação tributária
d) estabelecer a política de aplicação das agências financeiras de fomento
especificar as ações prioritárias do plano de governo pelo período superior a um ano

Entre as principais categorias que compõem as receitas públicas, não estão computados
as (os)
a) receitas de subsídios
b) receitas de transferências
c) contribuições parafiscais
d) lucros das empresas públicas
vendas de ativos reais e financeiros

As contas discriminadas abaixo pertencem à demonstração de um balanço orçamentário


da Administração Pública. Assinale a única opção que não se enquadra nessa
demonstração.
a) Pessoal e Encargos Sociais
b) Restos a Pagar
c) Alienação de Bens
d) Inversões Financeiras
e) Transferências de Capital

Em relação às finanças públicas, uma das afirmativas a seguir é falsa. Identifique-a.


a) Um dos objetivos do sistema tributário é não ter impactos negativos sobre a
eficiência econômica.
b) A idéia de eqüidade tributária implica o fato de que todos os indivíduos devem pagar
sua justa contribuição ao governo.
c) O “princípio do benefício” afirma que as pessoas devem ser tributadas de acordo
com a vantagem que recebem das despesas governamentais.
d) O “princípio da capacidade de pagamento" afirma que cada um deve pagar
proporcionalmente às suas condições.
O “princípio do benefício” afirma que os tributos devem incidir, principalmente, sobre os
mais ricos.

Afirma-se que a estrutura tributária de um país é considerada regressiva quando:


a) a alíquota cobrada aumenta, se a renda do contribuinte aumenta
b) todos os contribuintes pagam uma mesma parcela de imposto, em relação à sua
renda
c) quanto maior a renda do contribuinte, menor é a tributação, em proporção de sua
renda
d) é realizada, principalmente, através de impostos
é realizada, principalmente, através de impostos incidentes sobre a produção da indústria
de transformação

Com relação ao conceito de déficit público, identifique a opção falsa.


a) O conceito de déficit primário é o mais utilizado em termos internacionais, visto que
facilita realizar comparações internacionais, em relação ao déficit público do país.
b) O déficit público estrutural torna-se inconveniente para o desenvolvimento
econômico do país, à medida que provoca o aumento da dívida pública e, por
decorrência, obriga o governo a aumentar as taxas de juros.
c) O déficit operacional é representado pela soma do resultado primário com as
despesas com juros reais.
d) O déficit nominal registra o déficit total do setor público, em que são registradas
todas as despesas e receitas.
e) No déficit primário, são incluídas todas as receitas, mas excluído, na parte das
despesas, o pagamento de juros.