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20.3.3. SERVOCOMANDO DO CÍCLICO (Continuação)

( 3 ) Operação manual sem assistência


· Operação em modo manual sem pressão
hidráulica.
Em caso de perda da assistência hi-
dráulica "P.A.", fecha-se a eletrovál-
vula de "corte do P.A.", colocando,
ao mesmo tempo, os circuitos de a-
limentação do bloco hidráulico na li-
nha de retorno. Sob a ação de sua Pino de
mola (que não é mais oposta pela segurança
pressão) o pistão da válvula by-pass
(14) é empurrado, imobilizando o ro-
lete (11) e colocando as câmaras do
atuador de potência em comunica-
ção. Nestas condições, a ação do pi-
loto (em P) é aplicada, sem folga de
entrada, pela alavanca (10) na haste
de potência (9) que é acionada sob
um esforço mínimo pois as câmaras
A e B estão em comunicação. Do la-
do do atuador de trim (13), a câmara
inferior está na linha de retorno, mas
a câmara superior está isolada pelas
válvulas beeper. Portanto, o atuador
de trim está travado.Ele não pode se
deslocar para baixo pois o volume
da câmara superior não pode au-
mentar (cavitação), conservando-se
o ponto de ancoragem original e os
esforços artificiais.

( 4 ) Operação em "modo automático"


O sinal elétrico de comando ativa a servo-válvula (5). A
palheta (4) se desloca em sentido e amplitude em fun-
ção deste sinal. Ela se aproxima ou se distancia dos ori-
fícios calibrados "d" e "e", criando uma diferença de pres-
são entre as câmaras D e E da válvula de distribuição
(6). A válvula se desloca pressurizando uma câmara e
colocando a outra na linha de retorno (no exemplo ilustra-
do, A está pressurizada e B está na linha de retorno. Um
sinal de comando inverso produz o contrário). A haste de
potência (9), em seu movimento, tende a recentrar a vál-
vula de distribuição (6) através do estribo (7). O desloca-
mento da haste de potência não é sentido no comando
do piloto. Quando o sinal elétrico desaparece, a palheta
(4) e a válvula de distribuição (6) se recentram: o servo-
comando pára.

NOTA: Se o sinal elétrico for importante, o P.A. coman-


da a abertura de uma válvula beeper, provocando uma
modificação do ponto de ancoragem do cíclico.

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20.3.4. SERVOCOMANDO DE GUINADA

( 1 ) Componentes
No servocomando de guinada encontra-se (como nos servocomandos do cíclico)
a servo-válvula de comando, o atuador de potência, uma válvula de distribuição e
uma válvula "by-pass".
Não há válvula beeper nem atuador de trim, mas sim, um amortecedor de gui-
nada e um dispositivo de ciclo aberto.

Saída para o rotor traseiro

Sinais elétricos
elétricos de
2
comando da
1 3 servo-válvula

4
Entrada de comando do piloto

· Amortecedor de guinada O amortecedor torna-se inoperante (diminui-se as-


O amortecedor de guinada freia, em pilotagem "humana", sim o esforço do piloto nos pedais em pilotagem sem
o deslocamento dos pedais para evitar variações muito assistência hidráulica do P.A.).
bruscas do empuxo do rotor traseiro que, considerado o
braço da alavanca constituído pela cone de cauda, pode- · Dispositivo de ciclo aberto.
riam provocar deformações ao nível da estrutura traseira. O pistão (5) ligado ao rolete (6) está livre para se des-
O amortecedor (1) segue os movimentos da haste de en- locar no interior da folga "a".
trada do "piloto"; o fluido é deslocado de uma câmara do
OBSERVAÇÃO: Vemos aqui o aspecto "hidro-mecâ-
amortecedor para outra através de um orifício calibrado
nico" do P.A. Mais informações sobre o ciclo aberto,
(3) cuja restrição freia o deslocamento do pistão do amor-
(Para que serve? Como são elaborados os sinais elé-
tecedor, e, portanto, o dos pedais. Na ausência de pres-
tricos de comando?) poderão ser encontradas no ma-
são hidráulica, uma válvula de distribuição (2) faz com
nual de instrução específico do piloto automático.
que as duas câmaras do amortecedor se comuniquem.

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20.3.4. SERVOCOMANDO DE GUINADA


( 2 ) Operação com assistência hidráulica
· Operação em modo manual com pressão hidráulica
Sob ação do piloto (em P), o guinhol (10) que gira em tribo (7) se desloca, descentra a válvula de distribuição
torno do ponto C (o atuador do servocomando está fixo que pressuriza uma câmara do atuador e coloca a outra
no início) se desloca primeiro livremente, acionando o ro- na linha de retorno. Em seu movimento, a haste de po-
lete (6) no limite da folga "a" do ciclo aberto, em seguida tência (9) tende a recentrar a válvula de distribuição e o
comprime a mola (4) que faz o piloto sentir um esforço dispositivo de ciclo aberto (4). O amortecedor de guina-
inversamente proporcional ao raio de curva (curva fecha- da (1) freia o deslocamento da haste de entrada P se o
da: esforço elevado). Para o restante, passa-se da mes- piloto pressionar o pedal com muita força (já foi falado).
ma forma que para os servocomandos do cíclico: o es-
1 2

Sinal de comando

P P

12 Servo-válvula

6
Válvula de
distribuição
7

P 10 C 9
4
Folga "a" de entrada
· Operação em modo automático · Dispositivo de ciclo aberto
O atuador de potência é comandado pela servo-válvula da O pistão (5) ligado ao rolete (6) está livre para se deslo-
mesma forma que nas cadeias do cíclico. Tanto que o des- car no interior da folga "a". Se a ordem do P.A. for im-
colamento do atuador é tal que a folga "a" do ciclo aberto portante, um vez a folga "a" absorvida, a mola do ciclo
não é "absorvida', os pedais não são acionados. Se o des- aberto (4) transmite o esforço ao amortecedor e os pe-
locamento for maior do que a folga, a haste de entrada P dais se deslocam.
é solicitada: o amortecedor entra em ação e os pedais se-
guem o movimento. O deslocamento da haste de entrada · Operação em modo manual sem pressão hidráulica
P tem o efeito de reforçar a ação da servo-válvula, "atra- As câmaras A e B são colocadas em comunicação pelo
sando" a recentragem da válvula de distribuição. pistão da válvula by-pass (12), o rolete (6) está travado
e a válvula de distribuição (2), empurrada por sua mola,
faz com que as duas câmaras do amortecedor se comu-
niquem. Tudo isto permite que o piloto desloque a ala-
vanca de potência sem folga de entrada e com um es-
forço mínimo nos pedais.

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20.4 - AQUECIMENTO DO SISTEMA HIDRÁULICO DO PILOTO AUTOMÁTICO

20.4.1. PRINCÍPIOS E FUNÇÃO DO AQUECIMENTO


É preciso que o bloco hidráulico do P.A. funcione sem altera-
ção de seus desempenhos em todas as faixas de temperatura
do envelope de utilização. Em baixas temperaturas o fluido
hidráulico torna-se mais viscoso. Este aumento da viscosida-
de ocasiona: Relé de
- uma diminuição do fluxo através dos orifícios das válvulas comando
beeper (a velocidade de deslocamento dos pistões de trim
diminui),
- uma frenagem ao nível dos pistões de trim (frenagem acen-
tuada pelo aumento do atrito das juntas, em baixas tempera-
turas),
- uma contra-pressão importante no amortecedor de guina- Cartas de regulação
da, podendo impedir o início do ciclo aberto. e segurança

Aquecimento da RESISÊNCIAS DE AQUECIMENTO


válvula beeper

7 5

Consultar o Capítulo 16 para o sis- 6 Aquecimento do


tema de distribuição de ar quente flúido hidráulico

103 bar
AR QUENTE
4

Aquecimento do amortecedor
guinada e dos atuadores de trim 4.3 bar

Tubulação 8 CENTRAL HIDRÁULICA


de ar P2
DO P.A.

. Aquecimento do bloco do P.A. A luz (2) se acende indicando que o sistema está em opera-
A figura mostra que a tubulação de alimentação (4) ção. Um cartão de segurança monitora o sistema: em caso
e as válvulas beeper são aquecidas por resistências de superaquecimento (t > 120ºC) ou de curto-circuito ao ní-
de aquecimento (5-6-7) e que o amortecedor de gui- vel das resistências, uma luz AP.HT (3) se acende indican-
nada e os atuadores de trim são aquecidos pelo ar do a pane.
quente (proveniente da tubulação de P2 - ver Capí-
tulo 16). Observar que as tubulações (8) que alimentam o bloco hi-
dráulico são isoladas termicamente.
· Princípio funcional do aquecimento elétrico
Com o botão de comando (1) em "ON", as três resis- · Utilização do aquecimento:
tências de aquecimento são alimentadas com cor-
rente alternada por um cartão de regulação que limi- - temperatura < 15ºC: aquecimento com "ar quente",
ta a temperatura dos elementos aquecidos em 80ºC.
- temperatura < 0ºC: aquecimento elétrico.

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20.4.2. CIRCUITO DE INDICAÇÃO E CONTROLE DO SISTEMA DE AQUECIMENTO ELÉTRICO DO P.A.

( 1 ) Componentes do circuito (ver figura na próxima página)

· Sinalização.
Os circuitos de segurança que acendem as lu-
1-Luz indicadora de "aquecimento ligado" zes (3) e (9) indicam os superaquecimentos, os
2-Chave de comando defeitos de isolamemento entre a resistência de
3-Luz de alarme de pane no sistema de aquecimento aquecimento (10) e a luva (13) e os curto-circui-
4, 5-Circ. lógicos de regul. de alim. de resistência de aquecim. tos nas sondas de segurança (12).
6-Circuitos lógicos de segurança
7-Circuito lógico de segurança contra pane de isolamento entre a As sondas de segurança que monitoram os su-
resistência e a luva peraquecimentos, são duplas (redundância). E-
8-Circ. lóg. de curto-circuito do detector de superaquecim. las são idênticas às sondas de regulação. Se a
9-Luz indicadora de teste do circuito temperatura do componente aquecido atingir
10-Resistência de aquecimento 120º, os circuitos lógicos (6) se fecham, ocasio-
11-Sonda de regulação nando a sinalização. Da mesma forma, os cir-
12-Detectores de superquecimento cuitos lógicos (7) e (8) monitoram (e indicam)
13-Luva de proteção do elemento de aquecimento os defeitos de isolamento das luvas (13) e os
102H-Unidade de comando curto-circuitos nas sondas de segurança.
107H-Cartões de regulação e de segurança
108H-Relé de comando NOTA: Um defeito de continuidade em uma son-
109H1-Primeiro elemento de aquecimento da válvula beeper da de segurança (resistência infinita) ocasiona a
109H2-Segundo elemento de aquecimento da válvula beeper sinalização como no caso de superaquecimento.
110H-Elemento de aquecimento do fluido hidráulico
31W-Cartão de alarme vermelho · Teste dos circuitos de segurança (figura a-
baixo)
Um botão "Teste", situado no cartão 107H, acio-
( 2 ) Funcionamento do circuito
na um circuito lógico de teste que sonda TO-
O sistema assegura três funções: DOS OS CIRCUITOS DE SEGURANÇA. Se o
da barra PP4) teste dos circuitos de segurança estiver
- regulação da alimentação das re- correto, a luz (9) se acende.
sistências de aquecimento (tempe-
raturas entre 70 e 80ºC),
- indicação: Os circuitos de segu-
rança provocam o acendimento de
uma luz AP.HT em caso de falha Circuito de segu-
rança ativado
de funcionamento do sistema,
- teste: A função "teste" permite
controlar os circuitos de seguran-
ça. AP.HT
Uma vez que os circuitos de regulação,
de segurança e os elementos de aque-
cimento são idênticos em seus princí- · Regulação
pios, somente os circuitos do elemento A resistência da sonda de regu-
de aquecimento Nº 1 foram representa- FUNÇÃO "TESTE" lação (11), que varia positiva-
dos na figura. mente com a temperatura, ativa
· Colocação do sistema em funciona- o circuito lógico (4), quando a
Alimentação dos
mento circuitos lógicos temperatura torna-se inferior a
Com a chave (2) em "ON", o relé 108H é e- 70ºC (a resistência (10) é ali-
nergizado: a luz (1) se acende e as resistên- mentada), e o circuito lógico (5),
Todos os circuitos
cias de aquecimento (10) são alimentadas de segurança "ok"
quando a temperatura atinge
com corrente alternada monofásica 115V/400 80ºC (corte da alimentação da
Hz através dos circuitos de regulação. resistência de aquecimento).
Em caso de defeito de continui-
dade na sonda (resistência infini-
ta), o circuito lógico (5) corta de-
finitivamente o circuito de ali-
mentação.

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20.4.2. CIRCUITO DE INDICAÇÃO E CONTROLE DO SISTEMA DE AQUECIMENTO ELÉTRICO DO P.A. (Continuação)

Luz "AP.HT" acesa, o piloto deve colocar a chave de


comando (2) em "OFF".

Circuito de se-
gurança ativado
Ligado

Alimentação dos
circuitos lógicos
CARTÕES DE REGULAÇÃO
Circuitos de regulação e E DE SEGURANÇA
de segurança para o ele-
mento de aquecimento 1

4
Elemento de aquecimento 1

115V / 400 Hz

Pane de isola-
mento da luva

Curto-circuito no de-
tector de superaq.

Circuitos de regulação e
de segurança para o ele- Elemento de aquecimento 2
mento de aquecimento 2

Circuitos de regulação e
de segurança para o ele- Elemento de aquecimento 3
mento de aquecimento 3

Os circuitos de regulação e de segurança dos cartões 107H e os


elementos de aquecimento (109H1 - 109H2 - 110H) são idênticos
em seus princípios.

· Potência das resistências de aquecimento (10):

- no elemento de aquecimento na válvula beeper: 230 W

- no elemento de aquecimento do sistema hidráulico: 300 W

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20.4.3. LOCALIZAÇÃO DOS COMPONENTES DO CIRCUITO DE AQUECIMENTO DO PILOTO AUTOMÁTICO

110H

109H2

109H1

107H

AP.HT° 1 108H

1 - Luz indicadora de pane do sistema de aquecimento


2 - Proteção transparente da chave (evita operação aci-
dental do sistema de aquecimento)
3 - Bandeira de acionamento do botão (branca)
4 - Botão de comando do sistema de aquecimento
5 - Luz indicadora do sist. de aquecimento em operação
102H - Unidade de comando
107H - Cartão de regulação e de segurança
102H 108H - Relé de comando
4 3 2 109H1 - Primeiro elemento de aquec. da válvula beeper
109H2- Segundo elemento de aquec. da válvula beeper
110H - Elemento de aquecimento (coletor) na tubulação
de chegada do bloco hidráulico do piloto automático
AQUECIMENTO HIDRÁU-
LICO DO P.A.
AP.HT°

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20.5 - SISTEMA DO PILOTO AUTOMÁTICO BÁSICO (SEM ACOPLADOR)

NOTA PRELIMINAR
O sistema de piloto automático é detalhado em um manual de instrução separado, direcionado a especilaistas em
piloto automático. Para uso geral, nas páginas a seguir, simplesmente serão identificados os componentes do sis-
tema elétrico do piloto automático, de forma que os mesmos possam ser reconhecidos na aeronave.

20.5.1. COMPONENTES DE DETECÇÃO E DE AMPLIFICAÇÃO DE SINAIS DO PILOTO AUTOMÁTICO

BLOCO HIDRÁULICO DO P.A. PRÉ COMANDO


COLETIVO/CÍCLICO
Evita as variações de atitude GV 2
durante uma variação de
passo.

GIRO VERTICAL Nº2


Transmite as informações de
atitude arfagem/rolagem à via 1

GV 1

VÁLVULA DE FLUXO
BIELA DE
CONTATO Detecta a posição do
(Exceto na cadeia do coletivo) norte magnético e a
permite a pilotagem "transpa- transmite à bússola
GIRO VERTICAL Nº1 giromagnética.
rente". Transmite as informa-
ções de atitude arfa-
gem-rolagem à via nº2
do P.A. BÚSSOLA
GIROMAGNÉTICA
Transmite as informa-
ções de proa à via nº1
de guinada.

Nota: O sistema utiliza o piloto


automático SFIM 155P, com-
CALCULADOR preendendo 2 vias de pilota-
Recebe informações dos trans- gem (em caso de pane em MÓDULO ANEMOBAROMÉTRICO
missores e elabora os sinais de uma via, a outra permanece
BARAN
comando do bloco do P.A. em serviço).
Transmite os sinais de altitude e
velocidade.
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20.5.2. COMANDOS E CONTROLES DO PILOTO AUTOMÁTICO

Acendimento: CHAVES DE ESCRAVIZAÇÃO


Acendimento INVÁLIDO OU ES- RÁPIDA DO GIRO VERTICAL
A.P. GYRO CRAVIZAÇÃO RÁPIDA
por 10 segundos:
CONDIÇÃO
DE PANE

BOTÕES (somente do lado do piloto) UNIDADE DE ALIMENTAÇÃO DOS GIROS


E LUZES REPETIDORAS

Verde = função acoplada


Âmbar = função com defeito

INDICADOR DE SITUAÇÃO
UNIDADE DE COMANDO DO PILOTO AUTOMÁTICO
HORIZONTAL (HSI)

Controla o acoplamento das funções do P.A. e permite


o teste do circuito de monitoramento do P.A. Indica a proa selecionada
para a função HDG

COLETIVO CÍCLICO

Liberação do P.A.: Chave de quatro posições (Beep-trim):


BARALT : Liberação temporária permite mudar as referências de
Após atuar neste botão, deve-se
de manutenção de altitude ou de arfagem e rolagem
rearmar o P.A. pressionando-se os
velocidade
botões da Via 1 e da Via 2 na
unidade de comando.

Liberação do cíclico:
Modifica o ponto de ancoragem
do cíclico.

NOTA: Os itens de comando e controle do sistema hidráulico


e do circuito de aquecimento elétrico foram localizados anteri-
ormente.

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