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Desconto em Matemática Financeira

No mercado financeiro, quando dois agentes econômicos estabelecem um acordo através


de um título de crédito é necessário que esse documento contenha todas as informações
correspondentes a essa operação financeira. São esses títulos que serão aplicados dentro
das operações que envolvem o desconto.

Assim, todo título de crédito deve ter um valor e uma data de vencimento correspondente.
Caso o devedor pague ou resgate esse título, antes do vencimento, haverá uma redução
do valor a ser pago. Essa redução ou abatimento é chamada de desconto. Como exemplo
temos as notas promissórias, a duplicata e a letra de câmbio. O desconto é dado pela
diferença entre o valor nominal (N) e o valor líquido (V) pago ao detentor do título. A
fórmula utilizada é:

D=N-V

Dentro do desconto são utilizados os seguintes conceitos:

• Valor Nominal, Valor Futuro, Valor de Resgate ou Valor de Face - valor a ser
pago até o vencimento.
• Valor Descontado ou Valor Atual - É o pagamento feito antes do vencimento.
• Tempo - prazo entre o dia da negociação do título e o dia do vencimento.

Cabe ao credor ou ao devedor escolher qual a melhor forma de desconto que se adaptará
as suas necessidades. Para isso, existem dois tipos de descontos que podem ser utilizados
para a realização dos cálculos financeiros: Desconto Racional Simples (Desconto por
Dentro) e Desconto Comercial Simples (Desconto por Fora).

Desconto Simples
Desconto Racional Simples

O Desconto Racional Simples, também conhecido como Desconto por Dentro é


calculado reduzindo o valor nominal do valor atual de um título, em determinado período.

Dr = N x i x n

1+ i x n

Desconto Comercial Simples

No Desconto Comercial também conhecido como Desconto Bancário ou Desconto por


Fora, o valor do desconto é gerado pelo valor nominal do título multiplicado ao período
de tempo (até o vencimento do título) e taxa estabelecida. Esse tipo de desconto é dado
pela seguinte fórmula, sendo 'd' a taxa por fora, 'n' o prazo e 'N' valor nominal do título:

Dc = N x d x n

Desconto Composto
Para o cálculo do desconto composto, os bancos utilizam como base o sistema de
capitalização composta, convertendo a taxa de juros à taxa de desconto composto. Assim,
nessa modalidade, é possível utilizar o Desconto Racional (ou financeiro) que é o mais
utilizado no Brasil.

Desconto Racional Composto

O Desconto Racional Composto, também chamado de Desconto Financeiro, é dado pela


multiplicação entre o valor nominal e a taxa de juros composta antecipada. Utiliza-se a
seguinte fórmula:

Df = N [ (1+i)n/h -1]

(1+i)n/h

Df = Valor do desconto financeiro

i = taxa de juros do valor a ser descontado

n = prazo até o dia do desconto

h = período a que a taxa se refere; se utiliza 30, quando a taxa for mensal e 360 quando
for anual.

O termo que está dentro dos colchetes é chamado de taxa de juros composta, pois é
aplicado sobre o valor nominal do título. A taxa de juros composta, é mais conhecida
por fator de desconto, no sistema financeiro nacional. Os bancos são responsáveis por
calcular todos os dias do ano com base na taxa de juros.
Introdução à Matemática Financeira

A Matemática Financeira é um ramo da matemática que analisa algumas alternativas


de investimentos ou financiamentos de bens de consumo. Faz usos de alguma ferramentas
para melhorar o desempenho e agilizar processos, atuando assim, na simplificação de
operações financeiras a um Fluxo de Caixa. Alguns de seus elementos básicos são:
capital, juros, taxas e montante.

O conhecimento de algumas siglas é importante para o entendimento deste conteúdo.

C = capital ou P = principal – significam o mesmo

J = juros

n = número de períodos

t = tempo ou período

i = taxa de juros

M = montante

s = montante de capitalização composta

A matemática financeira possibilita um maior estudo sobre a área financeira de


determinado segmento ou pessoa e o contexto em que ela está inserida. Esse ramo da
matemática auxilia na compreensão de áreas como Engenharia Financeira e Análise de
Investimentos.

Para que haja maior rentabilidade em uma empresa, é necessário que o investidor conheça
alguns conceitos e saiba aplicar técnicas que resultam na tomada de decisões e no
gerenciamento financeiro da organização.

Saiba Mais
Para conhecer sobre como funciona a tomada de decisões leia o artigo Tomada de
Decisões nas Organizações.

Matemática Financeira na Prática


Visto que as organizações cada vez mais precisam estabelecer relações comerciais entre
consumidores, fornecedores e investidores, a matemática financeira, ajuda na capacitação
dos profissionais e na busca de maiores oportunidades de negócios. Por exemplo, se a
empresa SC produções, do ramo de eventos, precisa de um empréstimo de R$ 400.000,00
para auxiliar nas suas despesas financeiras e pagar alguns fornecedores, uma instituição
financeira poderá avaliar esse valor e definir um prazo em que ele será pago. Após a
análise da proposta, em suposição, o banco estipulou o prazo de quatro meses para o
pagamento. Assim, haverá R$ 400.000,00 na conta da empresa e ao final de quatro meses,
esta empresa deverá pagar ao banco R$ 420.000.00.

1. Com base nesse exemplo, verificamos que houve uma operação financeira em
que empresa e banco realizaram uma transação;
2. Essa operação, tem um valor inicial de R$ 400.000,00 (Capital) e um valor final
R$ 420.000.00 (Montante);
3. O tempo dessa operação, estipulado pelo banco, é de quatro meses;
4. Entre o montante e o capital existe uma taxa de juros que beneficiará o banco
(credor) e será um custo para a empresa (devedor).

Conceitos Principais em Matemática Financeira


Para a realização dessas situações, é necessário entender os conceitos básicos e termos
principais utilizados dentro de matemática financeira:

Capital

É chamado também de valor atual, presente ou aplicado. É o valor representado por uma
determinada quantia de dinheiro, títulos ou bens, disponível numa certa data para
aplicação numa operação financeira. Também entende-se por capital qualquer valor
expresso em moeda. É representado pela letra C, de capital ou P, de principal.

Juros

Valor cobrado pelo credor pelo empréstimo do capital em um período de tempo


específico, valor do atraso de uma prestação ou o lucro de uma aplicação financeira. Pode
ser dividido em Juros Simples e Juros Compostos. É representado pela letra J. A grande
diferença dos juros é que no final das contas quem financia por juros simples obtêm um
montante inferior ao que financia por juros compostos.

Regime de Juros Simples e Juros Compostos

Capitalização: adicionar os juros ao capital.

Regime de Juros Simples (Juros Simples): acontece quando os juros são calculados por
um período juntamente com o capital inicial aplicado. Assim, apenas o capital inicial é o
que rende juros. Geralmente é utilizado para aplicações de curto período, descontos
simples e duplicatas. A fórmula utilizada para calcular juros simples é:

J=Cxixn
Regime de Capitalização Composta (Juro Composto): acontece quando o juro de cada
período é adicionado ao capital inicial, para dar origem ao novo valor de capital do
próximo período. Geralmente, esse regime é utilizado na maioria das operações
financeiras, como empréstimos, financiamentos, correção de poupança, etc. A fórmula
utilizada para o cálculo dos juros compostos é:

M = C (1 + i)t

Taxa de Juros

É a taxa cobrada por um credor, definida de acordo com o valor do empréstimo. É


apresentada em porcentagem de acordo com o valor inicial, o tempo, a taxa de inflação e
o risco de crédito. Indica qual remuneração será paga ao dinheiro emprestado e pode ser
especificada, variando de caso para caso.

Taxas de Juros aplicadas:

a.a. - ao ano;
a.m. - ao mês;
a.d. - ao dia;
a.b. - ao bimestre;
a.t. - ao trimestre;
a.q. - ao quadrimestre;

Montante

O juro, adicionado ao capital, em determinado período de tempo, é chamado de montante


em uma operação financeira. A fórmula utilizada para o cálculo é:

M=C+J

Desconto

O desconto é a redução sob um valor ou título de crédito quando o pagamento é


antecipado. Conceitos utilizados em desconto:

• Valor Nominal (valor de face): valor no título a ser pago no vencimento.


• Valor Atual: valor a ser efetuado ou recebido antes do vencimento, geralmente,
já é vem com o desconto.
• Dia do Vencimento: data definida para o pagamento do titulo.
• Tempo ou Prazo: diferença em dias entre a data do vencimento e a data da
negociação.

O desconto é definido pela diferença existente entre o valor nominal (S) para um valor na
data do vencimento e o valor atual (C) na data em que é realizado o pagamento e permite
saber qual o desconto a ser dado no título em questão. É representada pela fórmula:

D=S–C
Eles são divididos em simples ou compostos derivados dos dois regimes de capitalização
existentes. O Desconto Simples é dividido em:

Desconto Comercial ou Bancário (Por fora): desconto do valor futuro (valor nominal)
com base no valor presente.

Desconto Racional (Por dentro): o desconto é oferecido na diferença existente entre o


valor futuro (valor nominal) e o valor atual (valor líquido). Geralmente, é calculado em
juros simples.

Já os Descontos Compostos, são calculados juntamente com a taxa de juros compostos,


considerados os períodos determinados.

Fluxo de Caixa

É um instrumento operacional e gerencial que controla e informa movimentações


financeiras referentes as entradas e saídas de valores monetários de caixa recebido e gasto
por um órgão público num determinado período de tempo. Seus dados são compostos
através de contas a pagar, contas a receber, de vendas, de despesas, de saldos de
aplicações, e todos os demais que representem as movimentações de recursos financeiros
disponíveis da organização.

Juros Simples e Compostos


Juros Simples

Regime de Juros Simples

O regime de juros simples não é muito utilizado pelo atual sistema financeiro nacional,
mas ele se relaciona à cobrança em financiamentos, compras a prazo, impostos atrasados,
aplicações bancárias, etc. Nesse regime, a taxa de juros é somada ao capital inicial durante
o período da aplicação. O cálculo para juros simples é dado pela fórmula:

J = PV x i x n

J = Juro

PV = Capital inicial, principal ou valor presente


i = taxa de juros

n = número de períodos em que foi aplicado o capital

No cálculo do juro simples, também chamado de juro comercial, o juro sob o capital
aplicado é diretamente proporcional ao capital e o tempo de aplicação. Através da taxa de
juros, irá variar ao longo do período. Assim, utiliza-se o ano comercial, sendo 360 dias
no ano e 30 dias no mês. Ex.:

Saiba Calcular Juros Simples

1) Qual o valor dos juros aplicados a um empréstimo de R$ 200, durante 6 meses, numa
taxa de juros simples de 6% ao mês?

Dados encontrados:

PV= R$ 200

i = 6 %a.m.

n = 6 meses

J=?

Conversão da taxa de juros:

6% → 6/100 → 0,06

Resolução:

J = PV x i x n → J = R$ 200 x 0,06 x 6 → J = R$ 72,00

Explicação do Problema em Juros Simples

1º mês → R$ 200 x 0,06 = R$ 12,00 ( ou seja, R$ 200 de capital renderá R$ 12 de juros)

2º mês → R$ 200 x 0,06 = R$ 12,00 ( ou seja, R$ 200 de capital renderá R$ 12 de juros)

3º mês → R$ 200 x 0,06 = R$ 12,00 ( ou seja, R$ 200 de capital renderá R$ 12 de juros)

4º mês → R$ 200 x 0,06 = R$ 12,00 ( ou seja, R$ 200 de capital renderá R$ 12 de juros)

5º mês → R$ 200 x 0,06 = R$ 12,00 ( ou seja, R$ 200 de capital renderá R$ 12 de juros)

6º mês → R$ 200 x 0,06 = R$ 12,00 ( ou seja, R$ 200 de capital renderá R$ 12 de juros)

Na soma dos juros durante seis meses temos R$ 72,00 de juros. Com esse exemplo,
verifica-se que no cálculo de juros simples, os juros são iguais, pois ele sempre será
acrescentado ao capital inicial.
Importante
Os períodos sempre devem estar na mesma unidade de tempo da taxa de juros:
Taxa de Juros = 6% ao mês (a.m.)
Número de Períodos= 6 meses

Caso contrário, é preciso ajustar os elementos. Veja:

Taxa de Juros = 0,06% ao semestre (a.s.)


Número de Períodos = 3 anos → 6 semestres

Cálculo de Juros Simples em Períodos Não Inteiros

Existem situações em que o prazo da aplicação é um número não inteiro, sendo preciso
utilizar frações de períodos para que não hajam erros no valor final. Supondo que o
período de aplicação é 5 anos e 9 meses, é sugerido as seguintes soluções para transformá-
lo de acordo com a taxa de juros:

1) transformar o período para semestres ou meses: 69 meses ou 11,5 semestres.

2) transformar o período e a taxa para a mesma unidade de tempo:

n = 5 anos e 9 meses → 69 meses

i = 20% a.s → 20/6 → 3,3 % ao mês

Juro Exato
O juro exato é utilizado quando o período de tempo da aplicação está expressa em dias
ou quando é considerado o ano civil (365 dias ou 366 dias para ano bissexto) para a
realização do cálculo. A fórmula a ser utilizada será:

J = Pv i n / 365

Saiba Calcular Juro Exato

1) Qual é o juro exato de um capital de R$ 20.000 aplicado por 40 dias à taxa de 30% ao
ano?

Dados encontrados:

PV= R$ 20.000

i = 30 %a.a.

n = 40 dias
J=?

Conversão da taxa de juros:

30% → 30/100 → 0,3

Resolução:

J = Pv i n / 365 → J = R$ 20.000 x 0,3 x 40 / 365 → J = R$ 240.000 / 365 → J = R$


657,53

Juros Compostos
Regime de Capitalização Composta

Esse regime é utilizado amplamente pelo sistema financeiro, no dia a dia e em diversos
cálculos econômicos. Os juros são gerados em cada período e acrescentados ao capital
principal para o cálculo dos juros no período posterior.

Nesse regime, diz-se que os juros são capitalizados, pois a cada período o juro é
adicionado ao capital inicial. Assim, não existe capitalização no regime de juros simples,
pois apenas o capital inicial rende juros.

Para o cálculo do juro composto é utilizado a seguinte fórmula:

M= C (1+i)ᵑ

Saiba Calcular Juros Compostos

1) Qual será o montante de um empréstimo de R$ 200, durante 6 meses, numa taxa de


juros composta de 6% ao mês?

Dados encontrados:

PV= R$ 200

i = 6 %a.m.

N = 6 meses

M= ?

Conversão da taxa de juros:

6% → 6/100 → 0,06

Resolução:
M = C (1+i)n → M = R$ 200 (1+ 0,06)⁶ → M = R$ 200 (1,06)⁶ → M = R$ 200 x 1,41
→ M= R$283,70

A diferença entre o capital inicial e o montante é o Juro Composto. Veja:

J = C – M → J = R$ 200 – 283,70 → J = R$ 83,70

O que é Juro?

No artigo 'Introdução à Matemática Financeira'


existem conceitos fundamentais que auxiliam nas operações financeiras. Dentro disso,
foram dadas definições sobre o regime de juros simples e o regime de capitalização
composta. E, para entender melhor sobre juros simples e compostos é preciso saber o
que são juros e como calculá-lo em cada situação imposta pelo mercado.

Geralmente, os juros são determinados pelo Copom (Comitê de Política Monetária), um


órgão do Banco Central que estabelece as normas da política monetária e da taxa de
juros.

Todos os anos, durante as reuniões feitas pelos membros do Copom são definidos os
índices de consumo e produção que afetam o crescimento do país. Eles publicam
relatórios sobre a inflação e informam sobre a situação econômica do país.

De acordo com Samanez (2002), em seu livro 'Matemática Financeira: Aplicações à


Análise de Investimentos' a definição de juro é:

“Juro é remuneração do capital empregado”

Segundo essa definição, se aplico ou empresto capital a outrem, existe um valor adicional
a ser cobrado pela utilização desse dinheiro. Por exemplo, ao aplicar um capital, em um
período de tempo específico, ao final dessa aplicação o capital terá adquirido outro valor,
chamado de montante. O montante é o capital aplicado mais os juros que foram
acumulados durante o período da aplicação.

O juro, também chamado de remuneração, rendimento ou juros ganhos é dado pela


diferença entre o montante (M) e o capital (C). A fórmula utilizada para o cálculo do juros
é:

J=Cxi

Importante:
No mercado financeiro, a taxa de juros sempre é dada na forma percentual, mas para a
realização dos cálculos é preciso transformar a taxa em fracionária. Veja o quadro:

Outro fato que deve ser considerado no cálculo dos juros é o tempo da aplicação. Se os
meses forem de 30 dias, os juros são comerciais, referente aos anos comerciais (360
dias). Se for considerado o ano civil (365 dias), os juros serão chamados de exatos.

Saiba como calcular juros:

1) Calcule os juros de uma aplicação de R$5.000 durante um ano à uma taxa simples de
25% a.a.

Dados encontrados:

C = R$ 5.000

i = 25%a.a.

J=?

Conversão da taxa de juros:

25% → 25/100 → 0,25

Resolução:

J = C x i → J = R$ 5.000 x 0,25 → J = R$ 1.250,00

2) Descubra o montante do capital aplicado de R$ 2.600 durante um ano à taxa simples


de 55% a.a.

Dados encontrados:

C = R$ 2.600

i = 55%a.a.

J=?

Conversão da taxa de juros:


55% → 55/100 → 0,55

Resolução:

J = C x i → J = R$ 2.600 x 0,55 → J = R$ 1.430,00 M = C + J → M = R$ 2.600 + R$


1.430 → M = R$ 4.030,00

Os juros são divididos em simples e compostos, de acordo com o cálculo a ser feito. Saiba
mais sobre isso, lendo o artigo Juros Simples e Compostos.

Rendas em Matemática Financeira

Renda, também conhecida como anuidade, é todo valor utilizado sucessivamente para
compor um capital ou pagar uma dívida. As rendas são um dos principais conceitos que
baseiam os financiamentos ou empréstimos. Nessas rendas são realizadas uma série de
pagamentos (parcelas ou termos) para arrecadar um fundo de poupança, pagar dívidas,
financiar imóveis, etc.

No caso da poupança, para acumularmos determinado valor, realizamos vários


pagamentos que geram um montante ao final, chamado de montante equivalente da
renda.

Já no pagamento de uma dívida, os débitos são feitos posteriormente, ou seja, as


prestações são pagas ao credor com períodos e parcelas determinadas. Um exemplo, é o
pagamento de uma aluguel. Esse pagamento de dívidas é chamado de amortização.
Existem diversos tipos de sistemas de amortização, são eles: Sistema de Amortização
Francês, Sistema de Amortização Constante (SAC), Sistema de Amortização Alemão,
etc., sendo que cada um têm sua particularidade.

Saiba Mais
Conheça o conceito de amortização no artigo "Sistema de Amortização Constante (SAC)
e Análise de Investimentos".
Dentro da renda, são trabalhados os seguintes conceitos:

• Número de prestações ou termos de renda: quantidade de pagamentos ou


recebimentos feitos;
• Valores dos termos de renda: valor de cada termo da renda;
• Período de Vencimento: data de vencimento ou pagamento dos termos da renda.

As rendas de acordo com as formas de pagamento podem ser divididas em:

Rendas Certas
As rendas certas, também chamadas de séries periódicas uniformes, são aquelas em que
todos os elementos já estão pré-determinados e podem ser classificados de acordo com o
tempo, a variação dos elementos, o valor, o período do vencimento, etc, que por sua vez
podem ser divididas em:

• Rendas Postecipadas: Rendas em que o pagamento é feito apenas ao final de


cada período. Ex.: faturas de cartão de crédito, empréstimos e financiamentos, etc.
• Rendas Antecipadas: Rendas em que há a exigência do pagamento ser feito no
início de cada período. Ex.: financiamentos pagos à vista.
• Rendas Diferidas: O período de pagamento está num prazo entre o início da
compra do período de pagamento da primeira parcela. Ex.: Essas séries são
utilizadas em promoções de “Compre hoje e comece a pagar em tal dia.”

Rendas Aleatórias
As rendas aleatórias são utilizadas quando alguns de seus elementos não podem ser
previamente determinados. Ex.: o seguro de vida, com relação ao valor do seguro (de
acordo com a causa da morte) e a data do recebimento (data da morte) que não podem ser
determinados durante o fechamento do contrato.

Classificação das rendas


Como foi dito, as rendas são uma sucessão de pagamentos ou depósitos em determinado
período e tempo. Mas, ainda de acordo com cada tipo de elemento que estiver
determinado no contrato, elas podem ser classificadas de formas diferentes. Veja:

Rendas Temporárias: quando os pagamentos possuem um prazo para acabar.

Rendas Perpétuas: quando os pagamentos são infinitos.

Rendas Fixas ou Uniformes: quando os pagamentos são iguais.

Rendas Variáveis: quando os pagamentos mudam.

Rendas Constantes: quando os termos são constantes. Ex.: Prestações.

Rendas Variáveis: quando as rendas são variáveis. Ex.: Depósitos crescentes na


poupança.
Rendas Imediatas: quando o primeiro pagamento é feito no primeiro período (mês) da
série.

Sistema de Amortização Constante - SAC e Análise de


Investimento
O que é Sistema de Amortização?
Primeiramente, é importante compreender que a amortização significa o
processo de encerramento de uma dívida por meio de pagamentos
periódicos realizados com base em planejamento. Cada prestação é
correspondente ao total do reembolso do capital, aos juros do saldo
devedor, ou de ambos os casos.

O que é Sistema de Amortização Constante (SAC)?


Quando a extinção de um empréstimo estiver associada a prestações com inclusão de
juros, quitando partes iguais do valor total da dívida, estamos falando do Sistema de
Amortização Constante (SAC). Para este caso, o reembolso equivale a valores de
amortização iguais ao saldo devedor. Como os juros diminuem a cada prestação, no SAC
o valor delas é decrescente. O valor da amortização é calculado da seguinte forma: divide-
se o valor principal pelo número de parcelas, ou seja, os períodos de pagamento.

Diferença entre o SAC e o SAF


SAF (Sistema de Amortização Francês), ou Tabela Price, é um método utilizado no
pagamento de empréstimos com a seguinte e principal característica: apresentar
prestações (ou parcelas) iguais. A diferença entre SAF e SAC consiste de que este tem
prestações constantes e decrescentes. O SAF é bastante utilizado nos financiamentos
bancários. Entretanto, o SAC é preferência como se trata de financiamentos habitacionais.
O Sistema de Amortização Constante substituiu o SAF pelo seguinte motivo: não fazer
cobrança de juros sobre jutros.

Características do Sistema de Amortização Constante


As principais características de definem o SAC, são:

• Utilização de parcelas decrescentes;


• Amortização constante;
• Uso de juros decrescentes;
• E o saldo devedor também é decrescente.

As fórmulas utilizadas por esse sistema são:

Fórmula do cálculo da amortização: A= C/t

Cálculo da Prestação: P= A + J
Calcular Juros: J1 = SD0 x i

Representações:

P: Valor da prestação

C: Valor do Capital (Entrada, aplicação inicial)

J: Juros

t: Prazo

i: Taxa de Juros

SD0: Saldo Devedor do período Anterior

Análise de Investimento
Semelhante ao Sistema de Amortização Francês, o SAF, a análise de investimento só se
diferencia pelo fato de que as prestações não são constantes. Um dos conceitos
importantes relacionados a esse assunto e que são muito importantes de serem estudados
são: Taxa Interna de Retorno (TIR), Taxa Mínima de Atratividade (TMA) e Valor
Presente Líquido (VPL) ou Valor Atual Líquido (VAL).

Taxa Interna de Retorno (TIR)


O TIR é definido como uma taxa de desconto sobre um futuro investimento, em que o
Valor Presente do fluxo de caixa se iguala ao próprio investimento. O seu cálculo se dá
por meio de um processo de tentativa e erro. O TIR também é utilizado como taxa de
desconto quando os valores presentes do líquido do custo e dos retornos se igualam a
zero. Outra característica é que é possível existir mais de uma taxa interna de retorno para
determinado conjunto de fluxos de caixa. O investimento neste caso torna-se aceitável
quando a taxa excede o retorno exigido, a chamada taxa de atratividade.

Taxa Mínima de Atratividade (TMA)


A TMA é um valor mínimo que o investidor está proposto a ganhar ao fazer um
investimento, em se tratando de taxa de juros. Também representa o máximo que alguém
se propõe a pagar ao fazer um financiamento.

Valor Presente Líquido (VPL)


O VPL também pode ser denominado como valor atual líquido (VAL), ou método do
valor atual, e por meio de uma fórmula matemática, possui a propriedade de determinar
o valor presente de desconto dos pagamentos futuros, com uma taxa de juros apropriada.
O VPL só não determina o cuso do investimento inicial. Esse método é capaz,
basicamente, de estipular o calculo de quanto os futuros pagamentos estaria valendo
atualmente, somados a um custo inicial.
Taxa de Juros

A taxa de juros é representada pela letra "i" e tem uma unidade de tempo correspondente
para cada resultado. Ela é um índice que determina o valor de um capital com base num
período. Por exemplo, se em determinado período queremos saber a taxa de juros de uma
cálculo financeiro devemos utilizar a fórmula:

ap = ao período de tempo ou

em percentual.

Geralmente, a taxa de juros é acompanhado por uma expressão que significa a


periodicidade da taxa:

a.d. = ao dia
a.t. = ao trimestre
a.s. = ao semestre
a.m. = ao mês
a.q. = ao quadrimestre
a.a. = ao ano

Por exemplo, um capital de $ 2.000,00 rende juros de $ 30,00 em dois meses. Qual a taxa
correspondente?

i = J/C → 30/2000,00 → 0,015 a.b. (ao bimestre) – forma unitária

No mercado financeiro existem vários tipos de taxas de juros que irão se relacionar ao
cálculo financeiro em diferentes situações.

Taxa de Juros Nominal


É usada quando os juros são acrescentados ao capital mais de uma vez no período da taxa
de juros. A unidade de tempo é diferente daquela aplicada nos períodos de capitalização.
Ela é utilizada em operações com juros simples e sempre apresentadas em períodos
semestrais, anuais, mensais, trimestrais ou diários. Como:
36% a.a. capitalizados trimestralmente;
10% a.t. capitalizados mensalmente.

Entende-se por capitalização, o período em que os juros são formados e incorporados ao


capital inicial. Como não apresenta uma taxa efetiva, não deve ser utilizada em cálculos
com juros compostos.

Mas, toda taxa nominal possui uma taxa efetiva 'escondida' de uma taxa nominal anual,
obtida de forma proporcional através dos juros simples, sendo que esse valor será dado
pela taxa efetiva.

Taxa de Juros Efetiva


Como a taxa nominal não incorpora capitalizações, é preciso realizar o cálculo da taxa
efetiva quando queremos fazer operações com juros compostos. Apenas uma vez em cada
período os juros são acrescidos nessa taxa. É uma taxa em que sua unidade de tempo é
equivalente a unidade dos períodos de capitalização. Ex.:

26% ao ano/ano (vinte e seis por cento ao ano com capitalização anual)
4% ao mês/mensal (quatro por cento ao mês com capitalização mensal)
1% ao dia/diária (um por cento ao dia com capitalização diária)

Através da taxa nominal é possível encontrar o valor da taxa efetiva através de um


cálculo de taxa proporcional. Ex.:

Taxa nominal Taxa efetiva

24% ao ano/mês →Taxa Proporcional → 2% ao mês/mês

Taxa de Juros Proporcional (taxa linear)


Essa taxa é calculada nas operações de multiplicação e divisão dentro dos juros simples.
Por exemplo: se deseja saber a taxa de juros anual proporcional a taxa de 2% ao mês,
multiplica-se a taxa por 12, a quantidade de meses dentro de uma ano.

2% x 12 (meses) = 24% ao ano

Importante: Ao calcular a taxa anual e a taxa diária é preciso saber quando utilizar o ano
civil ou comercial. No ano civil deve-se dividir a taxa anual por 365 ou 366 e no ano
comercial deve-se dividir por 360.

Taxas Equivalentes
As taxas equivalentes são aquelas produzidas em tempos diferentes, mas possuem o
mesmo capital e no mesmo prazo geram o mesmo montante. Ela é calculada em juros
compostos e para isso é preciso utilizar a seguinte fórmula:

1 + ia = (1 + ip)n
ia = taxa anual

ip = período da taxa

n = número de períodos

Veja um exemplo sobre taxa de juros proporcional:

1) Descubra o valor da taxa de juros anual equivalente a 2% ao mês.

2% → 2/100 → 0,02 Taxa de juros anual = 12 equivalente a 1 ano.

1 + ia = (1 + ip)n

1 + ia = (1 + 0,02)12

1 + ia = 1,02 12

1 + ia = 1,2682

ia = 1,2682 – 1

ia = 0,2682

ia = 26,82%

Taxa Over (taxa por um dia)


Também conhecida como taxa over night, é uma taxa que regula as relações econômicas
nacionais dentro do mercado financeiro. Esses juros são contabilizados apenas nos dias
úteis por período geralmente, multiplicado por 30. Ela é utilizada por instituições
financeiras e instituições autorizadas pelo Banco Central.

Exemplo: Em um capital de R$ 100.00.00 aplicado à taxa over de 27%, qual será o


montante durante um período de 21 dias?

1) Primeiro, deve-se procurar a taxa efetiva diária da aplicação:

nxi=x

30 (dias/mês) x i = 27%

i = 27% / 30 i = 0,9%

0,9% representa a taxa efetiva diária

2) Segundo, deve ser feito o cálculo do montante:


M = C x (1 + i)n

M = 100.000 x (1 + 0,0009)²¹

M = 100.000 X ( 1, 009 )²¹

M = 100.000 X 1,20702

M = 120.702,0069

M = 120.702,01 reais

Taxa de Juros Aparente e Taxa de Juros Real


A Taxa Aparente é a taxa efetiva de juros em que não são considerados os efeitos da
inflação dentro de uma operação financeira, ou seja, se a inflação for zero, tanto a taxa
aparente, quanto a taxa real serão iguais.

Já a Taxa de Juros Real é determinada desconsidera os efeitos da inflação e é


correspondente ao período da operação.

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