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A Grande Obra

Título em espanhol: Diálogos (“Platicas”)


Obs: o livro platicas tem 202 páginas. Este livro foi
desmembrado na tradução brasileira em diversos
outros livros, como “A Transvalorização”, “O Vazio
Iluminador” e “A Grande Obra”.

Samael Aun Weor

Instituto Gnosis Brasil


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SUMÁRIO

CAPÍTULO 1 - COMO CRIAR AO HOMEM DENTRO DE NÓS ................... 2


CAPÍTULO 2 - A GRANDE OBRA ....................................................................... 6

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CAPÍTULO 1 - COMO CRIAR AO HOMEM DENTRO


DE NÓS
Para ser Homem se necessita dos Corpos Físico, Astral, Mental, Causal e ter recebido os Princípios Anímicos
e Espirituais. Não são todos que possuem estes Corpos. Antes disso a pessoa não é mais que um animal
intelectual condenado à pena de viver. Como se criam esses Corpos? O fundamento de toda a Grande Obra
está na elaboração do Mercúrio, para isso se necessita um Artífice que é o Secreto Secretorum da Grande
Obra; esse é o Arcano A.Z.F., conexão do Lingam-Yoni sem ejaculação do Ens Seminis; transmutar a Energia
Criadora.
O Mercúrio é a Alma metálica do Esperma. Em Alquimia, o Esperma é o Azougue em bruto. Diz-se que com
esse Esperma transmutado se elabora o Mercúrio que é a Alma metálica do Esperma. Há três classes de
Mercúrio: 1 ) Azougue em Bruto, ou seja, o Exiojejari: Esperma Sagrado. 2) A Alma Metálica do Esperma,
que é o resultado da transmutação do mesmo; é a Alma metálica, Energia Criadora que sobe pelos Cordões
Ganglionares Espinhais até o Cérebro. 3) O mais elevado, que foi fecundado pelo Enxofre.
Mercúrio e Enxofre sobem pelo canal medular central do anacoreta até o Cérebro, despertando os Centros
Superiores do Ser. O excedente desse Mercúrio fecundado pelo Enxofre, é o que deve servir para a formação
dos Corpos Superiores do Ser.
Quando o Mercúrio fecundado pelo enxofre se cristaliza dentro de nossa psique e de nosso organismo com as
notas Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si, forma-se o Corpo Astral; este é o Mercúrio fecundado pelo Enxofre. Mediante
Uma segunda oitava Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si, surge a figura do Corpo Mental; mas quando cristaliza em uma
terceira oitava superior, forma-se o Corpo Causal. Assim se forma o Homem de verdade, porque tem os
Corpos Físico, Astral, Mental e Causal; já que recebe os Princípios Anímicos e Espirituais, é um Homem
autêntico.
Operações do Mercúrio:
1° Mercúrio é igual a Azougue e este por sua vez é igual a Esperma.
2° Mercúrio deriva do 1° Mercúrio.
3° Mercúrio é o fecundado pelo Enxofre. É o mais importante, é chamado Arché em grego. Dali saem os
Corpos Existenciais do Ser. Isto o encontramos no Macrocosmos, na Nebulosa, que é de onde saem os
mundos. Esse Arché Macrocósmico é a mescla de Sal, Enxofre e Mercúrio. Como vemos, ali também estão
os sais, o Enxofre e o Mercúrio. O Sal está contido no Esperma Sagrado e se sublima com a transmutação. O
Sal está contido nas secreções sexuais. Quando se realizam as transmutações também se transmuta o Sal. Há
Sal, Enxofre e Mercúrio no Arché Macro e Microcósmicos. O que é essa Nebulosa? Dali saem as Unidades
Cósmicas e se necessita a matéria-prima. Aqui no homem também, aqui se elabora essa Nebulosa particular
com Sal, Enxofre e Mercúrio. Assim, lá encima surgem os Mundos, aqui surgem os Corpos. O que o Grande
Arquiteto do Mundo fez no Macrocosmos, nós temos que fazê-lo aqui em pequeno, dentro de nós. Precisa-se
criar o Arché dentro de nós que é igual a: Sal, Enxofre e Mercúrio. Assim como é em cima é em baixo. O
Arché deve se cristalizar nos Corpos. Um corpo é uma mescla de Sal, Enxofre e Mercúrio tanto no Físico,
Astral, Mental e Causal. O Arché se fabrica com o 1°, 2°, e 3° Mercúrio; o terceiro Mercúrio é o Arché e com
ele é que se fazem os Corpos.
Já fabricados os Corpos, precisamos aperfeiçoá-los, e só o conseguimos eliminando o Mercúrio Seco (os eus);
se não eliminarmos os eus, os Corpos não se aperfeiçoam, e se não se aperfeiçoam não podem ser recobertos

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pelas distintas partes do Ser. Não podem ser convertidos em veículos de Ouro Puro se não se eliminar o
Mercúrio Seco e o Enxofre Arsenicado, (o fogo animal, bestial, dos infernos atômicos do homem, que
corresponde ao abominável Órgão Kundartiguador). Assim se compenetram os Corpos, sem confundir-se, e
devem servir de pacote para nosso Rei, o Cristo Íntimo; O se levanta desse Sepulcro de Cristal e se recobre
com esses Veículos de Ouro, para manifestar aqui através dos sentidos, para trabalhar pela humanidade. Assim
é como o Senhor vem à vida, surge à existência o Marquês interior da Alquimia. Qual é a Pedra Filosofal? É
o Cristo Íntimo recoberto com esses Corpos de Ouro. Esse envoltório de Ouro é o To Soma Heliakon, o Corpo
de Ouro do Homem Solar. Quando a pessoa possui a Pedra Filosofal, tem poder sobre a Natureza, possui o
Elixir da Longa Vida, pode conservar o Corpo por milhões de anos e a natureza lhe obedece. Esse é o Caminho
da Alquimia.
Minas e Azougues: Dentro do organismo humano acontecem coisas, como por exemplo, esses Corpos são
Mercúrio fecundado por Enxofre, têm que aparecer os átomos de Ouro nessas partes de Mercúrio, e se fixam
átomos de Ouro; e o Artífice os fixa, o Antimônio que é uma parte de nosso Ser, amiguíssimo da transmutação
do chumbo em ouro. Assim é como os Corpos de Ouro vêm a converter-se em Ouro puro. Quando recebemos
os Corpos de Ouro Puro, recebe-se a Espada de Ouro, já se é Arcanjo com Espada de Ouro puro, uma espada
que lança fogo e chamas, a Espada dos Arcanjos. Tudo isso se faz quando se elimina o Mercúrio Seco e o
Enxofre Arsenicado. Se isto não se fizer, não se aperfeiçoa em Ouro da melhor qualidade. Todo o Segredo da
Obra está em saber fabricar o Mercúrio até criar o Arché, a Nebulosa íntima particular onde têm que surgir os
distintos Corpos.
Enquanto esteja o Ego vivo não há comunicação com o Íntimo. À medida que se está trabalhando na
Eliminação, vai pouco a pouco comunicando com o íntimo, pressente-o, se manifesta fora do Corpo Físico,
dormindo, para nos instruir, nos ensinar; pouco a pouco Ele vai surgindo dentro das profundidades de nós
mesmos.
As três calcinações pelo Ferro e Fogo correspondem a 1° e a 2° Montanha e parte superior da 3° Montanha.
As três calcinações ou cocções do Mercúrio, são três purificações à base de Ferro e Fogo. Chega-se à
Ressurreição do Cristo em nós mediante três purificações à base de Ferro e Fogo, isso está representado na
Cruz pelos três cravos. São três calcinações do Mercúrio: 1° Montanha: Iniciação. 2° Montanha: Reflexão. 3°
Montanha: Os últimos 8 anos da Obra.
O Real Ser se manifesta por simbolismos ou diretamente quando a pessoa tem a devida preparação. Para que
se manifeste em nós o Real Ser devemos baixar à Forja Acesa de Vulcano para trabalhar na preparação do
Mercúrio. Aqui está o Segredo da Grande Obra. Chega-se à Ressurreição. O homem fundido com a Divindade
é o super-homem. A maior parte chega a Homem, mas não a super-homem. Em Homem há que criar os
Corpos; se não se eliminar o Mercúrio Seco nos convertemos nos Hanasmussianos, com Ego; esses são
fracassados com duplo centro de gravidade, uma parte de seu Ser recoberto com os Corpos de Ouro e a outra
parte engarrafada nos Eus; abortos da Mãe Natureza. A Mãe Natureza é a Assinatura Astral do Esperma
Sagrado, é a Estrela Resplandecente que brota dentro do Mar, do Caos, é Esperma, é a parte ígnea do Mercúrio
que guia e dirige a Grande Obra. A Stella Maris, a Virgem do Mar, do Mar Interior. Essa é a mesma que guia
aos Magos. A própria pessoa é o Mago. Com ela se realiza a Grande Obra, tudo isso com a condição de
eliminar o Mercúrio Seco e o Enxofre Arsenicado. Assim o Antimônio trabalhará.
As primeiras nove Iniciações, que são inconscientes, vive-as o Íntimo, e a personalidade não as percebe; são
de Mistérios Menores, o Sendeiro Probatório. Há que romper com as cadeias dos Mistérios Menores. O
fundamental para nós são as 8 Grandes Iniciações de Mistérios Maiores, o trabalho com a Grande Obra. Toda
a essência da Grande Obra vai à Consciência, pertence aos funcionalismos da Consciência.

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Os três Reis Magos são as cores que apresenta o Mercúrio quando se estão purificando os Corpos. Crisol
Sexual: O Mercúrio é negro ao princípio, branco depois, logo prossegue com o amarelo e logo culmina com
o vermelho; o vermelho é a púrpura que eles como Reis levaram posta, por isso é o simbolismo dos Reis
Magos, e a Estrela que os guia é Stella Maris, a que guia todo o trabalho.
Quando se quer converter o Corpo Astral em um veículo de Ouro Puro, tem que dedicar-se a eliminar o
Mercúrio Seco, e todos esses Eus submersos no Astral surgem com uma força terrível, repugnante, horrorosa
e se processa o momento de corrupção em que todos esses elementos há que ir desintegrando-os porque atacam
ao Íntimo, e se diz que alguém entrou no Reino de Saturno para começar seu trabalho de Fogo, trabalho com
o Corvo Negro. Quando todos esses elementos foram destruídos pelo Mercúrio, o Corpo Astral começa a
embranquecer-se e se recebe a Túnica Branca. Quando o Mercúrio no Astral aparece de cor amarela, recebe-
se a Túnica Amarela.
Há um princípio muito inteligente que diz: "Um Homem pode lutar muito e transformar-se até chegar à união
com Deus; até aí progride, mas depois que Deus se manifesta já não há mais adiantamento, progresso, já
chegou a Deus". Se quer progredir tem que retroceder, Jogar a Pedra na água, e quando torna a dar Vida a
essa Pedra, então é mais, mais poderosa, mais penetrante, extraordinária. Há homens que o têm feito até 7
vezes; já mais, é perigoso, pode-se cair em maldição. Eu o fiz três vezes, já não mais; é muito doloroso,
demoram-se séculos para levantar-se, através de Karmas dolorosos e amarguras terríveis; depois de muitos
sofrimentos é que a Pedra Filosofal está outra vez por renascer. Em 1976 estará outra vez levantada, mas a
que preço?
Custou todas as Raças para voltá-la para levantar, é um progresso muito perigoso. Há adeptos que
intencionalmente "Baixam" a tomar esposa quando já lhes está proibida, mas não ejaculam o Licor Seminal,
mas sim sob a direção de um Guru trabalham com todas as regras do Arcano A.Z.F; perdem a pedra porque
lhes proibiu o contato sexual, e depois de certo tempo, sob a direção do mesmo Guru, voltam a dar vida outra
vez à pedra, fazem uma Grande Obra, fica mais poderosa que antes.
Há que diferenciar entre uma Queda e uma Baixada. Importante, meus três casos foram Caídas, não Baixadas.
A 1ª foi na Raça Lemur. A 2ª foi na lua e na própria Lua me levantei. A 3ª na Meseta Central da Ásia; cometi
o mesmo erro do Conde Zanoni, pus amor em uma formosa dama inefável, tomei-a por esposa apesar de que
me tinha proibido, e isso deu origem a uma queda; mas depois da experiência dos séculos, já estou por realizar
uma Grande Obra.
Recordemos à Ave Fênix, coroada de Ouro, patas e pernas de Ouro Puro, a Natureza lhe rendia culto; cansada
de viver depois de milhões de anos, resolveu fazer um ninho, dizem que com ramo de incenso, nardo, ramos
preciosos; incinerou-se. A Natureza se entristeceu. E depois ressuscitou dentre suas próprias cinzas, mais
gloriosa que antes, mais esplendorosa que antes.
Todo o poder de um adepto está na Pedra Filosofal, quando a joga na água fica anulado.
A vara de Moisés, a Espinho Dorsal: Assim como Moisés converteu a vara em serpente, assim precisamos
levantar o Filho do Homem dentro de nós mesmos. Há que levantar o Cristo Íntimo dentro de nós mesmos,
mas antes há que criar os Corpos Existenciais superiores do Ser, só assim ele poderá vir aqui, encarnar, nascer,
para logo ir vivendo o Drama Cósmico; Ele tem que fazer-se cargo dos processos emotivos, mentais,
sentimentais, sexuais, e converter-se em Homem e conseguir vencer às trevas, eliminar aos Eus em si mesmo
e triunfar em si mesmo. Ele é digno de todo louvor, honra e glória, ninguém mais pode fazer isso por nós, só
O Salvador. E os 24 Anciões (as 24 partes de nosso Ser Interior Profundo) e os 4 Santos ou Criaturas (são 4
partes Superiores de nosso Ser relacionadas com os 4 elementos), todos arrojam suas coroas aos pés do
Cordeiro, porque somente Ele é digno de toda honra, de louvor e glória, porque com seu sangue nos Redime;
esse Sangue é o Fogo e Ele é o Cordeiro Imolado; imola-se completamente e se faz um Homem comum a

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lutar com as tentações, desejos, pensamentos, até que triunfa; e faz isso por nós, por isso chama-se Cordeiro
de Deus que redime os pecados do mundo; esse é o Cristianismo Esotérico Gnóstico bem entendido.
Ninguém faz isso por si só, só Ele com seu sangue nos Redime, com o Fogo; Ele é o Espírito do fogo. Necessita
um copo de Alabastro, um receptáculo, para manifestar-se, e esse receptáculo são os Corpos de Ouro que nós
devemos criar. Entender isto é formidável, porque assim a pessoa chega precisamente onde deve chegar, ou
seja, a converter-se em homem Solar Real, no homem-Cristo. Por isso há que lutar forte, contra tudo e contra
todos, contra ela mesma, contra a natureza, contra tudo o que se oponha, até triunfar, converter-se em um
homem Cristo. Isto não é questão de Evolução e Involução, mas sim de Revolução interior profunda. Sai-se
do Dogma da Evolução e da Involução, pertence à Grande Obra e esta Obra é Revolucionária; necessita-se a
Vontade: Trabalhos Conscientes e padecimentos voluntários. Há que dedicar a vida à Grande Obra. Isso quer
o Sol, uma colheita de Homens Solares. Devemos cooperar com o Sol, isso é o que interessa ao Sol.

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CAPÍTULO 2 - A GRANDE OBRA


Hoje, nos encontramos aqui reunidos com o propósito de investigar, estudar e definir sobre o caminho que há
de conduzir-nos a Liberação. Os antigos alquimistas medievais falavam sobre a Grande Obra e isso é muito
importante.
No chão, no piso das antigas catedrais góticas, se via multiplicidade de círculos concêntricos formando um
verdadeiro labirinto que chegava do centro à periferia e da periferia ao centro; muito se falou sobre os
labirintos. Também fala a tradição sobre o Labirinto de Creta e sobre o famoso Minotauro Cretense.
Certamente, em Creta se encontrou recentemente um labirinto, o chamam Absolin, Absolum, como quem diz:
Absoluto. Absoluto é a expressão que utilizavam os alquimistas medievais para designar a Pedra Filosofal.
Heis aqui, pois, um grande mistério. Nós necessitamos, como Teseu, do Fio de Ariadna para sair daquele
labirinto; no centro se encontrava sempre o Minotauro; Teseu conseguiu vencê-lo. Heis aqui a tradição grega.
Nós também necessitamos vencê-lo, necessitamos destruir o ego animal; para chegar ao centro do labirinto
onde está o Minotauro, há que lutar muitíssimo. Existem inúmeras teorias, escolas de toda espécie,
organizações de todo tipo; uns dizem que o Caminho é por ali, outros que por aqui, outros acolá, e nós temos
que orientar-nos em meio desse grande labirinto de teorias e de conceitos antitéticos se é que queremos de
verdade chegar até o centro vivente do mesmo, porque é precisamente no centro onde podemos encontrar o
Minotauro.
Quando a pessoa consegue chegar ao centro do labirinto, tem que engenhar-se-lhes para sair dele. Teseu,
mediante um fio misterioso, o Fio de Ariadna, parecendo-se a Hiram, o Mestre Secreto do qual fala a
maçonaria oculta e que todos devemos ressuscitar dentro de nós, aqui e agora. Ariadna também nos indica a
aranha, símbolo da Alma que tece o tear do destino incessantemente.
Assim pois irmãos, tem chegado a hora de refletir. Porém, qual é a realidade desse Fio de Ariadna? Qual é
esse fio que salva a Alma, que o permite sair desse misterioso labirinto, para chegar até seu Real Ser Interior?
Muito se tem falado sobre o particular; os grandes alquimistas pensavam que era a Pedra Filosofal. Nós
estamos de acordo com isso, porém vamos um pouco mais longe de acordo com nossas investigações.
Pois é verdade que a Pedra Filosofal está simbolizada na Catedral de Notre Dame de Paris por Lúcifer; agora
compreenderemos que a Pedra Filosofal está no próprio sexo, então descobrimos Lúcifer no sexo.
É Lúcifer pois o Fio de Ariadna que há de conduzir-nos até a Liberação. Isto parece, por assim dizer, antitético
ou paradoxal, porque todos têm conceituado que Lúcifer, o Diabo, Satanás, é o mal. Necessitamos da
autorreflexão evidente se é que queremos nos aprofundar no Grande Arcano. Esse Lúcifer que encontramos
no sexo é a Viva Pedra Cabeça de Ângulo, a Pedra Mestra, a Pedra do cantinho da Catedral de Notre Dame
de Paris, a Pedra da Verdade. Descender um pouco nestes mistérios é indispensável quando se trata de
conhecer o Fio da Ariadna.
Volto a recordar a vocês os famosos Santuários Sagrados dos autênticos rosacruzes Gnósticos esoteristas da
Idade Média; quando o neófito era conduzido até o centro do Lumisial, tinham os olhos vendados, alguém
arrancava de improviso a venda, e então, atônito e perplexo, contemplava uma figura insólita, ali estava ante
sua presença o Bode de Mendes, figura estranha, o diabo; na sua fronte luziam os chifres, sobre sua cabeça
uma tocha de fogo; contudo algo indicava que se tratava de um símbolo. No Lumisial da Iniciação, encontrava-
se diante da figura de Tiphon Bafometo, a tenebrosa figura do Arcano 15 da Kabala. A tocha ardente sobre
sua cabeça brilhava; e em sua fronte, a estrela flamígera das cinco pontas com o ângulo superior para cima e
os dois ângulos inferiores para baixo. Isto nos indicava que não se tratava de uma figura tenebrosa. Se
ordenava ao neófito beijar o traseiro do diabo; se o neófito desobedecia, se colocava outra vez a venda nos

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olhos e o retirava por uma porta secreta; tudo isso sucedia a meia-noite, jamais o neófito sabia por onde havia
entrado nem por onde havia saído, porque os Iniciados se reuniam sempre a meia-noite, tendo o extremo
cuidado de não ser vítima da Inquisição; mas se o neófito obedecia, então daquele cubo sob o qual estava
sentado a figura do Bafometo, abria-se uma porta, por ali saía uma Ísis que recebia o Iniciado com os braços
abertos, dando-lhe em seguida o ósculo santo na fronte. Deste momento em diante, aquele neófito era um
novo irmão Iniciado da Ordem.
Esse Bode, esse Tiphon Bafometo, esse Lúcifer, resulta bastante interessante, pois é a energia Sexual, energia
que há que saber utilizar se é que queremos realizar a Grande Obra. Agora vocês saberão porque Tiphon
Bafometo, o Bode de Mendes, representa a Pedra Filosofal, o sexo, é com essa força tremenda que se tem que
trabalhar.
Lembremos que a Arca de Aliança, nos tempos antigos, tinha quatro cornos de Bode nas quatros esquinas
correspondentes aos quatros pontos cardeais da Terra, e quando era transportada se pegava sempre por esses
quatros cornos. Moisés, no Sinai, se transformou, quando desceu os clarividentes o viram com dois raios de
luz na fronte, semelhantes aos do Bode de Mendes; por isso foi que Michelangelo, ao cinzelá-lo na pedra viva,
colocou na sua cabeça aqueles simbólicos cifres. É que o Bode representa a força sexual, mas também o diabo,
porém esse Diabo ou Lúcifer é a própria potência de vida que devidamente transformada nos permite a
Autorrealização Íntima do Ser; por isso se diz que Lúcifer é o Príncipe dos Céus, da Terra e dos Infernos.
Nas antigas catedrais góticas tudo estava previsto, até a planta dos templos estava organizada na forma de cruz
e isto nos recorda a crucis, crux, crisol, etc.
Já sabemos que o madeiro vertical é masculino e o horizontal é feminino; na junção de ambos se encontra a
Chave de todos os Mistérios, o cruzamento de ambos é o Crisol dos alquimistas medievais, no qual há que
cozer e recozer e voltar a cozer a Matéria-prima da Grande Obra; essa Matéria-prima é o Esperma Sagrado
que, transformado, se converte em energia; é com essa sutilíssima energia que podemos abrir um chakra,
despertar todos os poderes ocultos mágicos, criar os Corpos Existenciais Superior do Ser, etc., etc. Isto é muito
importante, bastante interessante.
A cruz em si mesma é um símbolo sexual, na cruz está o Lingam-Yoni do Grande Arcano. Nos dois madeiros
atravessados da cruz estão os sinais dos três cravos, esses três cravos são bem certo que permitem abrir os
estigmas do Iniciado, ou seja, os chakras das palmas das mãos e dos pés, etc., também simbolizam em si
mesmos as Três Purificações do Cristo em substância, heis aí outro mistério transcendental; em todo caso,
meus caros irmãos, realizar a Grande Obra é a única coisa pela qual vale a pena viver.
Pedro, o amado discípulo de nosso Senhor, o Cristo, tem como evangelho o Grande Arcano, os mistérios do
sexo; por isso foi que Jesus o chamou Petrus, Pedra, "Tu és Pedra e sobre essa Pedra edificarei minha Igreja".
É, pois, o sexo a pedra Básica, a Pedra Cúbica, a Pedra Filosofal que nós devemos cinzelar à base de cinzel e
martelo para transformá-lo na Pedra Cúbica Perfeita. Essa Pedra, sem cinzelar, a Pedra Bruta em si mesma, é
Lúcifer; já cinzelada é nosso Logos Interior, o Arché dos gregos. O importante é pois cinzelá-la, trabalhar
com ela, elaborá-la, dar-lhe a forma cúbica perfeita.
Entre os discípulos do Cristo há verdadeiros prodígios e maravilhas. Lembremos por um momento a Santiago,
esse grande Mestre. Dizem quem ele é que mais se parecia ao Grande Kabir Jesus; o chamavam o irmão do
Senhor e é obvio que dispunha de grandes poderes psíquicos mágicos. Santiago foi o primeiro que depois da
morte do Grande Kabir oficiou a Missa Gnóstica em Jerusalém. Contam as tradições que teve que enfrentar-
se com o mago negro Hermógenes na Judéia; Santiago, conhecia a Alta Magia, combatia sabiamente o
tenebroso: assim que, se aquele usava um sudário, por exemplo, de maravilhas, este o usava para contestá-lo;
e se Hermógenes usava o bastão mágico, Santiago usava outro similar, e ao final derrotou o tenebroso nas
terras de Judéia. Contudo considerou-se mago (e o era sem dúvida alguma) e foi condenado a pena de morte.

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Mas algo insólito ocorre, segundo dizem as lendas: se deu o caso de que o sarcófago de Santiago se suspendeu
pelos ares, como dizem, e foi transportado à antiga Espanha; certo é que ali se fala de Santiago de Compostela
e dizem que o mesmo ressuscitou dentre os mortos e que aquela terra foi atacada por demônios com figura de
touro, por fogo vivo, enfim, se fala muitas coisas sobre Santiago.
Nicolas Flamel, o grande alquimista medieval, teve Santiago de Compostela como patrono da Grande Obra.
No caminho de Santiago de Compostela há uma rua que chamam de "Santiago" e ali há uma caverna que
chamam de "Gruta da Saúde". Em épocas em que as pessoas peregrinam até onde está Santiago de
Compostela, nestas épocas, reúnem-se os Alquimistas na tal gruta, os que estão trabalhando na Grande Obra,
os que admiram não somente a Santiago de Compostela, o qual tem como patrono bendito, mas também a
Jacques de Molai, ali se reúnem sempre nas épocas de peregrinação. Assim que, enquanto as pessoas estão
rendendo culto, diríamos, exotérico à Santiago de Compostela, os Alquimista e Kabalistas estão reunidos em
mística Assembleia, para estudara Kabala, a Alquimia e todos os mistérios da Grande Obra. Vejam vocês os
dois aspectos, exotéricos e esotéricos, do Cristianismo; indubitavelmente, tudo isso nos convida à reflexão.
Jacques de Molai foi queimado vivo durante a Inquisição, é tido entre aqueles alquimistas e kabalistas que
reúnem-se na Gruta da Saúde, da mesma forma que se tem a Hiram Habiff, como o Mestre Secreto que há de
ressuscitar em cada um de nós, e a Santiago como o verdadeiro Patrão da Grande Obra, e isto é bastante
interessante pois é a Grande Obra o que interessa para nós realizar, e é, creio e com toda segurança afirmo, o
único pelo qual vale a pena viver, o restante não tem a menor importância.
Nicolas Flamel, indubitavelmente, conseguiu a Autorrealização Íntima do Ser. Dizem que o patrono Santiago
de Compostela aparece aos peregrinos: chapéu colocado para cima, seu bastão no qual reluz o Caduceu de
Mercúrio, uma concha de tartaruga no peito como para simbolizar a estrela flamígera. Lhes aconselho que
estudem a Epístola Universal de Santiago na Bíblia, sem dúvida é maravilhosa, está dirigida a todos aqueles
que trabalhamos na Grande Obra. Diz Santiago que a fé sem obras nada vale. Vocês podem escutar aqui, de
meus lábios, toda a Doutrina do Grande Arcano, todas as explicações que damos sobre os alquimistas e sobre
a Grande Obra, porém se vocês não realizam essa Grande Obra, se não trabalham na Grande Obra, se só tem
a fé e nada mais e não trabalham, se pareceria, diz Santiago e repito "Ao homem que se olha no espelho, que
vê seu rosto no vidro, dá as costas e se vai", esquecendo-se do incidente. Se vocês escutam todas as explicações
que damos e não trabalham na Forja dos Ciclopes, não fabricam os Corpos Existências Superior do Ser, se
parecem a esse homem que se olha no espelho, dá a volta e se vai; porque a fé sem obras de nada vale, se
necessita que a obra respalde a fé, a fé deve falar pelas obras.
Disse Santiago que necessitamos ser misericordiosos, é claro, porque se nós somos misericordiosos os
Senhores do Karma nos julgarão com misericórdia; porém se nós somos impiedosos, os Senhores do Karma
nos julgarão sem piedade; e como queira que a misericórdia tem mais poder que a justiça, é certo que se somos
misericordiosos poderemos eliminar muito Karma. Tudo isto nos convida a reflexão.
Disse Santiago que nós temos que aprender a refrear a língua; aquele que sabe refrear a língua, pode refrear
todo o corpo, e nos dá como exemplo o caso do cavalo: o cavalo se põe o freio na boca, no focinho, e assim é
como conseguimos dominá-lo, dirigi-lo; o mesmo ocorre se nós refreamos a língua, nos tornamos donos de
todo nosso corpo.
Disse Santiago "Olhemos os barcos, quão grande são e no entanto o que os governa, o timão, é
verdadeiramente pequeno em comparação ao enorme tamanho que tem os cascos; a língua é muito pequena,
sim, porém que grandes incêndios provoca".
Nos ensina essa epístola a não nos vangloriar jamais de nada, aquele que é vanglorioso de si mesmo ou de
suas obras, do que tem feito, sem dúvida é soberbo, pedante, e fracassa na Grande Obra. Necessitamos
humilharmo-nos ante a Divindade, ser cada dia mais e mais humildes, se é que queremos trabalhar com êxito

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na Grande Obra, não presumirmo-nos jamais de nada, ser simples sempre, isso é vital quando queremos
triunfar na Grande Obra, no Magnum Opus. Aquela epístola está escrita com um duplo sentido, se vocês a
lerem literalmente não a entenderam; assim as leram os protestantes, os adventistas, os católicos, e não a
entenderam; essa epístola tem um duplo sentido e está dirigida exclusivamente aos que trabalham na Grande
Obra.
Enquanto a fé é necessária tê-la, claro, todo alquimista deve ter fé, todo kabalista deve ter fé, porém a fé não
é algo empírico, algo que se dê de presente, não, há que fabricar a fé, não podemos exigir de ninguém que
tenha fé, há que fabricá-la, elaborá-la. Como se fabrica? A base de estudo e de experiência. Poderia alguém
ter fé disso que estamos falando aqui, se não estuda e experimenta por si mesmo? Obviamente, não. Não é?
Mas conforme vamos estudando e experimentando, vamos compreendendo e dessa compreensão criadora
advêm a verdadeira fé; assim pois, a fé não é algo empírico, nós necessitamos fabricá-la; mais tarde, muito
mais tarde, o Espírito Santo, o Terceiro Logos, poderia consolidá-la em nós, fortificar-nos e robustecer-nos,
mas nós devemos fabricá-la.
Outro apóstolo bastante interessante que vale para nós neste caminho apertado, estreito e difícil que levamos,
é André. Se diz que, em Nicéa, conjurou a sete demônios perversos e que os fez aparecer diante das multidões
em forma de sete cachorros e fugiram apavorados; muito se falou sobre André e não há dúvidas de que foi
extraordinário, estava carregado de um grande poder. A realidade é que André, grande Mestre discípulo do
Cristo, foi condenado a morte e torturado; a Cruz de Santo André nos convida a reflexão, é um "X", sim, um
xis, com seus dois braços estendido a direita e a esquerda e suas duas pernas abertas de lado a lado, formam
xis, e sobre esse xis foi crucificado; esse xis é muito simbólico; em grego equivale a um K, que nos lembra o
Krestos. Incontestavelmente, o drama de André foi magnificamente simbolizado pelo grande monge Iniciado
Bacon; este último em seu livro mais extraordinário que escreveu, denominado O Azoth, põe uma figura onde
se vê claramente a um homem morto; contudo é como levantar a cabeça, como encher-se de esperança, como
de ressuscitar, enquanto dois corvos negros vão tirando suas carnes no piso liso, a Alma e o Espírito sai do
cadáver; isto nos faz lembrar da frase de todos os Iniciados "A carne abandona os ossos" . Isso, Santo André
morrendo na cruz em forma de xis, nos está falando precisamente da desintegração do Ego, há que reduzi-lo
a poeira cósmica, há que esquartejá-lo, "A carne abandona os ossos", só assim é possível que o Mestre Secreto
Hiram Habiff ressuscite dentro de nós mesmos, aqui e agora, do contrário seria completamente impossível.
Na Grande Obra, devemos morrer de instante em instante, de momento em momento.
E o que diria de João? Ele é fora de qualquer dúvida o patrono dos Fabricantes de Ouro. Haverá alguém que
faça Ouro? Sim, lembremos a Raimundo Lulio, o fez, enriqueceu as arcas de Felipe, o Belo, da França e rei
da Inglaterra. Ainda se recordam as cartas de Raimundo Lulio; uma delas fala de um lindo diamante, com o
qual presenteara nada menos que o rei da Inglaterra; dissolveu um cristal sob o crisol e logo pondo água de
Mercúrio naquele cristal, o transformou em um gigantesco diamante extraordinariamente fino, e presenteou
ao rei da Inglaterra; e quanto à transmutação do Chumbo em Ouro, o fazia graças ao Mercúrio Filosofal,
enriqueceu toda a Europa com suas fundições e contudo ele permanecia pobre, viajante extraordinário por
todos os países do mundo: assim, ao final, morreu lapidado em uma destas terras, reflitam vocês nisso. Assim,
João, o apóstolo de Jesus, é o patrono dos Fabricantes de Ouro.
Se diz que, em uma ocasião, encontrou em seu caminho, em um povoado por aí, no Oriente, um filósofo que
tratava de convencer as pessoas e demonstrar-lhes o que ele podia com a palavra e com o Verbo, pois dois
jovens que haviam escutado seus ensinamentos, abandonaram suas riquezas, as venderam, e com elas
compraram um grande diamante; colocaram em presença do honorável público o diamante nas mãos do
filósofo, este a devolveu e logo, com uma pedra, destruíram a gema. João protestou dizendo: "Com tal gema
poderia dar-se de comer aos pobres". Dizem que, diante das multidões, reconstruiu a gema, logo a vendeu
para dar de comer as multidões; mas os jovens arrependidos protestavam e disseram a si mesmos: "Que tolos

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fomos em nos desfazer de todas nossas riquezas para comprar um diamante que agora se torna pedaços e logo
o reconstituem para reparti-lo entre as pessoas!" Porém, João que via todas as coisas do céu e da terra e sabia
transmutar o Chumbo em Ouro, fez trazer da orla do mar, perto ali, umas pedras e umas canas (pedras -
símbolo da Pedra Filosofal, o sexo, e a cana - símbolo da Espinha dorsal, pois ali está o poder para transmutar
o Chumbo em Ouro) e depois de converter aquelas canas e pedras em Ouro, devolveu as riquezas aos jovens,
mas lhes disse: "Haveis perdido o melhor, os devolvo o que destes, porém perdestes o que havias conseguido
nos mundos superiores". Logo acercando-se a uma mulher que havia morrido, a ressuscitou, ela então contou
o que havia visto fora do corpo e também se dirigiu a aqueles jovens dizendo que havia visto seus Anjos
guardiões chorando e em grande amargura, porque eles haviam perdido o melhor, pelas vãs coisas
perecedouras. É claro que os jovens se arrependeram, devolveram o Ouro a João, e João voltou a fazer do
Ouro o que era, canas e pedras; se converteram em seus discípulos.
Assim que, João e a Ordem de São João nos convida a pensar; João é o patrono dos que fazem Ouro. Nós
necessitamos transmutar o Chumbo da personalidade em Ouro Vivo do Espírito, por algo é que chamam aos
grandes Mestres da Loja Branca de "Irmãos da Ordem de São João".
Muitos creem que João, o apóstolo do Mestre Jesus, desencarnou, mas ele não morreu; velhas tradições dizem
que fez sua cova, sua sepultura, se deitou nela, resplandeceu em Luz e desapareceu, a sepultura ficou vazia.
Nós sabemos que João, o apóstolo de Cristo, vive com o mesmo corpo que teve na Terra Santa e que vive
precisamente em Agarta, no reino subterrâneo, ali onde está a Ordem de Melquisedeque, e acompanha o Rei
do Mundo; vejam vocês, quão interessante é. Entrando pois no Magistério do Fogo, devemos definir algo para
esclarecer; se faz necessário, como digo a vocês, transmutar o Esperma Sagrado em energia; quando se
consegue, advêm o fogo que sobe pela espinha dorsal e começa a realizar-se a Grande Obra. Necessitamos
criar os Corpos Existenciais Superiores do Ser, mas isso não é suficiente; é necessário, é indispensável, é
urgente, recobrir estes veículos, depois, com as distintas partes do Ser; mas para recobri-los há que aperfeiçoá-
los, convertê-los em Ouro Puro, Ouro espiritual de verdade. Não se estranhem pois que João ou que Santiago
tenham um Corpo Astral de Ouro Puro, um Mental do mesmo metal ou o Causal ou o Búdhico ou o Átmico;
eles conseguiram realizar a Grande Obra. Se por algo o Conde Saint Germain podia transmutar o Chumbo em
Ouro, é porque ele mesmo era Ouro, a aura do Conde Saint Germain é de Ouro Puro, os átomos que formam
essa aura são de Ouro, os Corpos Existenciais Superiores são de Ouro da melhor qualidade; nestas condições
ele pode colocar uma moeda no crisol, derrete-la, e logo com o próprio poder que leva dentro, transmutá-la
em Ouro Puro, porque ele é Ouro. Isso é o que se chama realizar a Grande Obra, nisso há graus e graus;
primeiro há que alcançar a Maestria, depois temos que converter-nos em Mestres Perfeitos e muito mais tarde
alcançar o grau de Grande Escolhido. Grande Escolhido e Mestre Perfeito é todo aquele que realizou a Grande
Obra. Assim como nos encontramos, realmente estamos mal, nós necessitamos passar pela Transformação
Radical e isso só é possível de verdade, destruindo os elementos inumanos e criando os humanos, só assim
marcharemos até a Liberação Final.
Na catedral de Notre Dame de Paris, como disse, num canto está a Pedra Mestra ou a Pedra de Ângulo, que
os edificadores de todas as seitas, escolas, religiões e demais, rechaçaram. Pedra escolhida, preciosa, porém,
tem a figura de Lúcifer; isto assustaria aos profanos, inquestionavelmente, meus caros irmãos, só ali no sexo,
poderemos encontrar esse princípio Luciférico que será a própria base para a Autorrealização. Mas, porque
Lúcifer é o Fio de Ariadna? Porque é precisamente ele quem irá conduzir-nos até a Liberação Final, quando
na verdade se o tem como inimigo? Falou-se muitas vezes, e o afirmei enfaticamente nesta cátedra, que é a
reflexão do Logos Interior dentro de nós mesmos, a sombra de nosso Deus Intimo em nós e para nosso bem,
pois é nosso treinador. Deus não pode tentar-nos, nos tentam nossas próprias concupiscências, assim o ensina
Santiago, o patrono da alquimia, o patrono da Grande Obra.

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Então o que faz Lúcifer? Ele se vale de nossas próprias concupiscências, as faz passar pela tela do
entendimento, com o propósito de treinar-nos psicologicamente, de nos fazer fortes; mas se falhamos,
fracassamos na Grande Obra; contudo podemos falhar e retificar; se retificarmos, triunfamos na Grande Obra;
qualquer um pode falhar, por suas falhas sabe que tem delitos para corrigir, para eliminar, assim Lúcifer nos
treina, nos educa, “nos forma” e a força de tanto treinamento nos libera, nos vai conduzindo de esfera em
esfera até nosso Hiram Habiff. Lúcifer é pois o Fio de Ariadna que nos leva até nosso Deus Interior, que nos
tira deste doloroso labirinto da vida mediante o trabalho esotérico, uma vez ou outra faz passar pela tela de
nosso entendimento nossas próprias concupiscências, não são outras senão as nossas, vencê-las, eliminá-las,
desintegrá-las, torná-las pó, é o indicado, assim, passo a passo, avançando, vamos partindo do centro do
labirinto até a periferia para chegar um dia até nosso Deus. Este é o trabalho de Lúcifer, ele é o Fio de Ariadna,
ele é a Pedra Filosofal; por algo é que peregrinos da Catedral de Notre Dame de Paris apagam suas velas nas
mandíbulas empedradas de Lúcifer, na Pedra do cantinho, como se diz por aí.
Se tem falado de poderes mágicos, podemos chegar a tê-los, porém necessitamos inquestionavelmente criar
muito dentro de nós e destruir demasiado, há muito que nos sobra e muito que nos falta; todo mundo crê que
possuímos os Corpos Existenciais Superiores do Ser e isso não é assim, se faz necessário criá-los e não é
possível criá-los senão na Forja dos Ciclopes, isto é, mediante o trabalho sexual.
Nos dirão que somos fanáticos do sexo, se equivocam, o que acontece é que temos um laboratório e é nosso
próprio corpo, e um forninho no laboratório, o fogo do alquimista, e um crisol que está no sexo, heis aí a
Matéria-prima da Grande Obra, o Esperma Sagrado; transmutá-lo é indispensável, convertê-lo em energia é
para poder, logo, com essa energia e com o que ela contém, criar os Corpos Existenciais Superiores do Ser,
isso é o vital, o indispensável.
Chegará um dia em que haveremos de passar além do sexo; sem haver chegado a meta, isso seria como querer
descer do trem antes de chegar à estação, como querer sair do ônibus ou caminhão onde vamos antes de chegar
a meta que nos traçamos. No sexo, há que criar e há que destruir. Criar os Veículos Solares é necessário para
que nosso Deus interior possa ressuscitar em nós e eliminar os elementos inumanos que levamos dentro. Todos
reunidos aqui devemos compreender, não basta que vocês escutem o que estou dizendo, é necessário que o
realizem, porque a fé sem obras é fé morta, se necessita que a fé seja acompanhada da obra.
Há que realizar a Grande Obra, mas não basta ter fé na Grande Obra, há que realizar a Grande Obra. E o
resultado final da Grande Obra, qual será? Que cada um de nós se converta em um grande Deus com poder
sobre os céus, sobre a terra e sobre os infernos, este é o resultado final da Grande Obra, cada um de nós
convertido em uma majestade, em uma criatura terrivelmente Divina. Mas, hoje em dia, devemos reconhecer
que nem se quer somos humanos, unicamente somos humanoides, de forma mais crua diria que somos
mamíferos intelectuais e nada mais, mas podemos sair deste estado em que nos encontramos mediante a
Grande Obra. Hiram Habiff é o Mestre Secreto, o Terceiro Logos, Shiva, o Primogênito da Criação, nosso
Real Ser Interior Divino, nossa Mônada verdadeira e individual, necessitamos ressuscitá-la porque está morta
dentro de nós, ainda que esteja viva para os Mundos Inefáveis.
Raimundo Lulio realizou a Grande Obra: recebeu, no Mundo Astral, o Grande Arcano, e foi com esta chave
mestra como pode trabalhar na Grande Obra. Raimundo Lulio, sem dúvida, conheceu, fora do Corpo Físico,
o que é a Sagrada Concepção da Mãe Divina Kundalini Shakty; ao conhecer como se realizava essa Sagrada
Concepção, se propôs materializar, do mais alto, a Sagrada concepção em si mesmo, até que o conseguisse.
Sem dúvida, a Mãe Divina deve conceber por obra e graça do Terceiro Logos, o Filho. Ela permanece virgem
antes do parto, no parto e depois do parto. Esse menino que ela concebe deve materializar-se, cristalizar-se
em nós de cima, do alto, até ficar revestido complemente com nosso Corpo Físico, com nosso corpo planetário.
Ao chegar a este grau, se pode dizer que a Grande Obra se realizou; em outra expressão, devemos ressuscitar
a Hiram Habiff dentro de nós. Tenho falado.

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Samael Aun Weor


Renúncia aos Direitos Autorais

"Hoje, meus queridos irmãos, e para sempre, renuncio,


renunciei e seguirei renunciando aos direitos de autor. Tudo que
desejo é que esses livros sejam vendidos de forma barata, ao
alcance dos pobres, ao alcance de todos que sofrem e choram! Que
o mais infeliz cidadão possa obter este livro com os poucos
trocados que leva em seu bolso! Isso é tudo!"

(Samael Aun Weor, 1º Congresso Gnóstico Internacional,


Guadalajara, México – 29/10/1976, clique aqui para escutá-lo).

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