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RESISTÊNCIA

DOS
MATERIAIS-II

AULA INTRODUTÓRIA
RAFAEL OLIVEIRA
EMENTA
▪ Flexão.

▪ Solicitações combinadas.

▪ Cálculo dos deslocamentos em peças fletidas.

▪ Estruturas hiperestáticas.

▪ Flambagem.

▪ Análise experimental de peças estruturais. Torção.


COMPETÊNCIAS
▪ GERAIS
• Capacidade de identificar e resolver problemas de natureza interdisciplinar.
▪ ESPECÍFICAS
• Capacidade de aplicar conhecimentos das ciências básicas na solução de
problemas das engenharias.
• Capacidade de propor soluções que contribuam para o desenvolvimento
sustentável.
• Modelar e simular sistemas e processos de engenharia civil.

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Aplicar os conhecimentos de Resistência dos Materiais na análise e projeto de
estruturas em Engenharia.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA

▪ BEER, F. P.; JOHNSTON, E. R. Resistência dos Materiais. 3. ed. São Paulo:


Makron Books, 2014.

▪ HIBBELER, R. C. Resistência dos Materiais, Rio de Janeiro: LCT. 2000.

▪ MELCONIAN, S. Mecânica Técnica e Resistência dos Materiais. São Paulo:


Saraiva, 2012. Livro Digital.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

▪ POPOV, E. P. Introdução a mecânica dos sólidos. São Paulo: Edgard Blucher, 1978.

▪ PARETO, Luis. Resistência e Ciência dos Materiais. São Paulo: Hemus, 2003.

▪ BOTELHO, M.H.C. Resistência dos materiais: para entender e gostar. 2. ed. Edgard
Blucher, 2013.

▪ VIDELA, Héctor A. Biocorrosão, biofouling e biodeterioração de materiais. São Paulo:


Blucher, 2003.

▪ SILVA, André Luiz V. da Costa e.; MEI, Paulo Roberto. Aços e ligas especiais. 3. ed. São
Paulo: Blucher, 2010.
REVISÃO DE CONTEÚDOS
CENTRO DE GRAVIDADE
CENTRO DE GRAVIDADE

Frequentemente consideramos a forca peso dos corpos como cargas


concentradas atuando num único ponto, quando na realidade o que
se passa e que o peso e uma forca distribuída, isto e, cada pequena
porção de matéria tem o seu próprio peso. Esta simplificação pode
ser feita se aplicarmos a forca concentrada num ponto especial
denominado BARICENTRO.


CENTRO DE GRAVIDADE

Este ponto deve ter uma distribuição


de matéria homogênea em torno de
si. Terá importância também a
determinação de um ponto de uma
superfície e não somente de um corpo
tridimensional que terá uma
distribuição homogênea de área em
torno de si. A este ponto especial
chamaremos de Centroide (ou Centro
de Gravidade – CG).
CENTRO DE GRAVIDADE
Demonstra-se que as coordenadas deste ponto serão obtidas, no caso
geral, tomando-se um elemento de área dA e partindo do centroide
deste elemento (xel; yel) fazemos a integração em toda a área A.

A integral x dA e conhecida como Momento Estático de 1a


Ordem ou Momento Estático de Área em relação ao eixo y.
Analogamente, a integral  y dA define o Momento Estático
de 1a Ordem ou Momento Estático de Área em relação ao
eixo x.
EXEMPLO

Determinar o centro de gravidade da figura abaixo:

50 cm

x
20 cm
MOMENTO DE INÉRCIA
MOMENTO DE INÉRCIA

Momento de Inércia e uma grandeza que mede a


resistência que uma determinada área oferece quando
solicitada ao giro em torno de um determinado eixo.


MOMENTO DE INÉRCIA

Momento de Inércia e uma grandeza que mede a


resistência que uma determinada área oferece quando
solicitada ao giro em torno de um determinado eixo.
Quanto maior for o momento de inércia da secção
transversal de uma peça, maior será a resistência da peça.


MOMENTO DE INÉRCIA
MOMENTO DE INÉRCIA
EXEMPLO

Determinar o momento de inércia da figura abaixo:

50 cm

x
20 cm
MOMENTO DE INÉRCIA
REVISÃO DE CONTEÚDOS

O que é uma estrutura?

“A estrutura é o caminho pelo qual as forças


da gravidade ou incidentes sobre a
edificação devem transitar até chegar ao seu
destino final, o solo.”

(Yopanan Rebello)
RESERVATÓRIO
VIGA
PILAR

LAJE

ESCADAS

VIGA
BALDRAME
SAPATA
Qual o conceito de análise estrutural?

“É a parte da Mecânica que estuda as estruturas,


consistindo este estudo na determinação dos
esforços e das deformações a que elas ficam
submetidas quando solicitadas por agentes externos
(cargas, variações térmicas, movimento de seus
apoios, ...)."

(Sussekind, 1981)
GRANDEZAS FUNDAMENTAIS: FORÇA E MOMENTO
• Força: É um tipo de ação que um objeto exerce sobre o outro;
• Momento: É a grandeza física que dá medida da tendência de provocar
rotação em torno de um ponto

Portal Estaiado Condomínio La


Défense (PR)
ESFORÇO CORTANTE

É a tendência de promover o deslizamento relativo de uma


seção em relação à outra (corte).

Convenção de sinais

Q
Q
(+)
ESFORÇOS EXTERNOS

Interação entre corpos


diferentes

Ativos ou
cargas
Reativos ou reações de
apoio

Ponte Elizabeth
Budapeste
ESFORÇO NORMAL
é a resultante das forças que atuam na direção normal ao plano
da seção sobre o eixo centroidal da estrutura.

100
kg

100
kg

tração
compressão
ESFORÇO DE FLEXÃO

É a tendência de promover uma rotação da seção em torno


de um eixo situado no seu próprio plano.

100
kg
Flexão
ESFORÇO DE TORÇÃO
É a tendência de promover uma rotação relativa de duas
seções em torno de um eixo perpendicular.
EQUILÍBRIO

Sem translação

Equações de Equilíbrio
Novo Danúbio, Viena -
Estático
AT
EQUILÍBRIO

Sem rotação

Equações de Equilíbrio
Novo Danúbio, Viena -
AT
Estático
GRAUS DE LIBERDADE

▪ No espaço, um corpo rígido possui 6 graus de liberdade (GL), ou seja, 3


translações e 3 rotações.

▪ Portanto, é necessário restringir estes graus de liberdade de modo a evitar toda a


tendência de movimento da estrutura para atingir o EQUILÍBRIO.

▪ De que maneira é possível fazer esta restrição?

▪ Apoios Servem para impedir os movimentos

▪ A partir dos apoios, surgem às reações que serão opostas às cargas


aplicadas na estrutura.
APOIOS

Cabo
Apoio Oscilante
- Balancim Ligação rotulada

Superfície Lisa
ou Console Apoio Fixo
APOIOS – RÓTULAS OU ARTICULAÇÕES
▪ Possui 2 vínculos internos pois impede 2 translações relativas.

▪ Corresponde a 2 esforços internos solicitantes: Q (cortante) e N (normal).

▪ O momento fletor é nulo.

N N
Q Q
APOIOS
1º Gênero: Impede uma
translação, gerando uma
reação de apoio.

2° gênero: Impede duas


H translações no plano e
permite uma rotação.

V
APOIOS
M
3°gênero: Impede qualquer
H translação e rotação no plano.
Gera 3 reações de apoio

V
ESTATICIDADE E ESTABILIDADE
▪ O grau de estaticidade caracteriza o equilíbrio entre os movimentos de corpo rígido e as
vinculações numa estrutura, possibilitando classificar os sistemas estruturais como:
▪ Hipostático: a quantidade de apoios é inferior ao necessário para impedir todos os
movimentos possíveis da estrutura. A estrutura é INSTÁVEL.
▪ Menos de 3 Incógnitas

V V

V V
ESTATICIDADE E ESTABILIDADE
▪ ISOSTÁTICO: a quantidade de apoios é estritamente necessário para impedir todos os
movimentos possíveis da estrutura. A estrutura é ESTÁVEL.

H
3 Incógnitas
Resolvidas com as V V
três equações da
estática
M
H

V
ESTATICIDADE E ESTABILIDADE
▪ HIPERESTÁTICO: a quantidade de apoios é superior ao necessário para impedir todos os
movimentos possíveis da estrutura. A estrutura é ESTÁVEL.

M M
H H
H H

V V

V V

M
M
H H
H

Mais de 3 Incógnitas V
V
V V Necessitam de
outras equações
além das equações
da estática.
ESTATICIDADE E EQUILÍBRIO
Essa estrutura é isostática?
▪ 3 EQUAÇÕES E 3 REAÇÕES

A B HB

HA

VA

Resposta:

Não é isostática, pois a translação y no apoio B não está impedida.


ESTATICIDADE E EQUILÍBRIO
Essa estrutura é hiperestática?
▪ 3 Equações e 5 reações

A B C D E

VA VB VC VD VE

Resposta:

Apesar de aparentemente ser hiperestática, nenhum dos apoios impede a translação na direção
ABCDE.
ESTATICIDADE E EQUILÍBRIO

➢ Para classificar uma estrutura (sem vínculos internos) como


externamente ISOSTÁTICA ou HIPERESTÁTICA, não basta comparar o
número de reações de apoio a determinar com o número de graus de
liberdade da estrutura.

➢ É necessário se certificar que os apoios restringem todos os graus de


liberdade da estrutura em questão.
➢ Número de apoios menor ou igual ao número de graus de liberdade é
uma condição necessária, porém não suficiente para a classificação
da estática da estrutura.
EXERCÍCIOS
EXERCÍCIO-1
Classifique cada uma das estruturas como estaticamente determinadas,
estaticamente indeterminadas, ou instáveis. Se indeterminadas,
especifique o graus de indeterminação. Os apoios e ligações devem ser
presumidos como especificados.
EXERCÍCIO-2
Determine as reações sobre as vigas abaixo:
a) b)
EXERCÍCIO-2
Determine as reações sobre as vigas abaixo:
c) d)
1,2 kN/m

4m 4m

3 kN
EXERCÍCIO-3
A viga de alavanca é usada para suportar uma parede próxima a sua borda A de maneira
que ela causa uma pressão no solo uniforme sob a base. Determine as cargas de
distribuição uniformes, wA e wB, medidas em kN/m nos blocos A e B, necessários para
suportar as forças das paredes de 40 kN e 100 kN.
100 kN

40 kN
7,5 cm

45 cm

0,6 2,4 m 0,9


m m
EXERCÍCIO-4
Determine as reações sobre as vigas abaixo:
EXERCÍCIO-5
Determine as reações sobre as vigas abaixo:

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