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NORMA

BRASILEIRA

ABNT NBR

15926-2

Primeira edição

25.02.2011

Válida a partir de

25.03.2011

Versão corrigida

15.06.2011

Equipamentos de parques de diversão Parte 2: Requisitos de segurança do projeto e de instalação

Equipment amusement park Part 2: Safety requirements project

ICS 97.200.40

ISBN 978-85-07-

02623-5

requirements project ICS 97.200.40 ISBN 978-85-07- 02623-5 Número de referência ABNT NBR 15926-2:2011 157 páginas ©

Número de referência ABNT NBR 15926-2:2011 157 páginas

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Sumário

Página

Prefácio

iv

1

Escopo

1

2

Referências normativas

1

3

Requisitos comuns para análise e inspeção de projetos 2

3.1

Documentos de projeto

2

3.1.1

Geral

2

3.1.2

Descrição do projeto e da operação

2

3.1.3

Projetos e desenhos de manufatura

2

3.1.4

Princípios de análise

3

3.2

Seleção de materiais

3

3.2.1

Geral

3

3.2.2

Aços recomendados

4

3.2.3

Ligas de alumínio

4

3.2.4

Madeira

4

3.2.5

Compostos plásticos

4

3.2.6

Fibras de vidro 4

3.2.7

Concreto 5

3.2.8

Elementos de fixação 5

3.3

Cargas de projetos

5

3.3.1

Geral

5

3.3.2

Cargas permanentes

5

3.3.3

Ações variáveis

5

3.3.4

Forças sísmicas

11

3.3.5

Coeficientes aplicáveis aos impactos, vibração de componentes estruturais vindas diretamente e colisões

11

3.3.6

Combinações de carga

11

3.4

Análise estrutural – Princípios 12

3.4.1

Geral

12

3.4.2

Princípios de análise para vários tipos de equipamento

13

3.4.3

Montanhas-russas com veículos presos aos trilhos 19

3.4.4

Outros trilhos com veículos presos a eles

26

3.4.5

Tendas de eventos

27

3.5

Verificação de estabilidade

27

3.5.1

Segurança contra capotagem, deslizamento e erguimento 27

3.5.2

Ancoragem no solo 29

3.5.3

Requisitos aprofundados

33

3.5.4

Suporte no solo para flange 33

3.6

Verificação de força 34

3.6.1

Geral

34

3.6.2

Esforço predominantemente estático

35

3.6.3

Esforços variáveis

35

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3.6.4

Parafusos

39

3.6.5

Cordas, correntes, equipamentos de segurança, conectores e adaptadores

41

3.7

Projeto estrutural e construção artesanal

44

3.7.1

Posicionamento

44

3.7.2

Travas e dispositivos de segurança para conexões

44

3.7.3

Juntas que serão desmontadas

44

3.7.4

Projeto de componentes sujeitos a cargas variáveis

45

3.7.5

Suportes

45

3.7.6

Coluna central ou de sustentação

45

3.7.7

Prevenção contra corrosão e decomposição

45

4

Requisitos de projeto e fabricação de equipamentos e estruturas

45

4.1

Redução de riscos no projeto e medidas de segurança

45

4.1.1

Geral

45

4.1.2

Análise de risco

45

4.1.3

Redução de riscos para plataformas, rampas, pisos, escadas e passarelas

46

4.1.4

Redução de risco utilizando grades e cercas

48

4.1.5

Redução de riscos nas entradas e saídas

52

4.1.6

Redução de riscos para lugares de usuários

53

4.1.7

Prevenções especiais para a redução de riscos

62

4.2

Requisitos adicionais de segurança para diversos tipos de equipamentos

62

4.2.1

Carrosséis com movimentos horizontais e/ou verticais

62

4.2.2

Rodas gigantes, balanços (com ou sem motor)

65

4.2.3

Montanhas-russas, equipamentos com água, escuros ou outros equipamentos guiados por trilhos ou por canais

67

4.2.4

Desaceleração máxima

70

4.2.5

Shows, estandes de vendas e jogos, labirintos, casa de espelhos, casa de diversões, martelos, pesca e similares

80

4.2.6

Arquibancadas temporárias, picadeiros

82

4.2.7

Tiro ao alvo

82

4.3

Sistemas mecânicos

84

4.3.1

Dispositivos hidráulicos e pneumáticos

84

4.3.2

Equipamentos de subida e descida sendo parte integral de um equipamento de diversão

86

4.4

Montagem e fornecimento

89

4.4.1

Geral

89

4.4.2

Montagem

89

4.4.3

Suprimentos

92

4.5

Aprovação inicial, inspeção e aceitação – Procedimentos recomendados

94

4.5.1

Geral

94

4.5.2

Aprovação inicial dos equipamentos de diversão

95

4.5.3

Revisão dos documentos de projeto

95

4.6

Livro de registro (logbook)

98

4.6.1

Geral

98

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4.6.2 Conteúdo 98

4.6.3 Dossiê técnico oficial 99

4.6.4 Marcas de identificação 100

Anexo A (informativo) Inspeções 101

A.1 Balanços

101

A.1.1

Geral

101

A.1.2

Forças nos suportes

103

A.1.3

Prevenção do balanço para que não vire de cabeça para baixo

104

A.1.4

Balanços motorizados

106

A.2 Rodas gigantes 106

A.2.1

Cargas

106

A.2.2

Casos de carregamento dominante

108

A.2.3

Cálculos

108

A.2.4

Montagem

113

A.2.5

Indicações gerais

113

A.3

Chapéu mexicano e carrosséis aéreos

113

A.4

Carrossel com piso (piso suspenso e plataformas)

119

A.5

Atrações com veículos motorizados

119

A.5.1

Atrações com veículos motorizados e pistas unidirecionais

(por exemplo, pistas de corridas, de kart, de motos)

119

A.5.1.1

Pistas

119

A.5.1.2

Barreiras de proteção

119

A.5.1.3

Suportes da pista

119

A.5.1.4

Veículos

120

A.5.1.5

Cargas impostas

120

A.5.2 Pistas multidirecionais (bate-bate) 120

A.5.2.1

Estrutura do teto

120

A.5.2.2

Superfície da pista

120

A.5.2.3 Barreiras 120

A.5.2.4

Veículos

120

A.6

Pistas para percursos íngremes

121

A.7

Globos

121

A.8

Instalação de displays artísticos aéreos 121

A.9

Rotores

122

A.10

Tobogãs

122

A.11

Plataformas móveis 122

Anexo B (informativo) Análise de fadiga 123

B.1

Geral

123

B.2

Símbolos e definições

123

B.3

Requisitos para a avaliação da fadiga 124

B.4

Esforços de fadiga em estruturas de aço

125

B.4.1

Amplitude constante de variação de esforço (regra de Palmgreen-Miner)

125

B.4.2

Amplitude constante da variação equivalente em Newtons

125

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B.4.3

Amplitude constante da variação equivalente em N c = 2 x 10 6

126

B.5

Avaliação de dano por esforços combinados

127

B.6

Equações para previsão do tempo de vida

127

B.6.1

Geral

127

B.6.2

Procedimento básico

127

B.6.3

Cálculo da vida de fadiga

128

Anexo C (informativo) Lista de riscos

130

Anexo D (informativo) Sistemas de contenções de usuários

131

Anexo E (informativo) Restrições médicas 135

E.1

Geral

135

E.2

Critérios para restrições ao uso dos equipamentos ou atrações do parque

de diversões

135

E.2.1

Geral

135

E.2.2

Pessoas portadoras de deficiências

136

E.2.3

Gravidez

138

E.2.4

Problemas cardíacos

138

E.2.5 Epilepsias 139

E.2.6

Problemas do labirinto 140

E.2.7

Fobias e transtornos da ansiedade

140

E.2.8

Problemas de coluna vertebral

141

E.2.9

Cirurgias recentes

142

Anexo F (informativo) Livro ou sistema de registro de um equipamento de diversão 143

Anexo G (informativo) Efeitos da aceleração nos usuários 144

G.1

G.2 Equipamentos 144

144

Tolerância médica – Geral

G.2.1

Geral

144

G.2.2

Aceleração lateral (direção y)

144

G.2.3

Aceleração vertical (direção z) 144

G.2.4

Combinação

144

Anexo H (normativo) Equipamentos elétricos e sistemas de controle 148 H.1 Equipamento elétrico 148

H.1.1

Geral

148

H.1.2

Classe de proteção de equipamento 148

H.1.3

Contatos

deslizantes

148

H.1.4

Sistemas de aterramento 148

H.1.5

Proteção contra choques elétricos 148

H.1.6

Medidas de proteção contra raios

149

H.1.7

Iluminação e iluminação de emergência 149

H.1.8

Proteção contra sobrecarga e curto-circuito 149

H.1.9

Requisitos adicionais para atrações aquáticas

150

H.2 Sistemas de controle

150

H.2.1

Geral

150

H.2.2

Elementos de sistemas de controle relacionados à segurança

150

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H.2.2.1

Requisitos gerais

150

H.2.2.2

Interruptores e controles de baixa voltagem

150

H.2.2.3

Equipamento de proteção eletrossensível

150

H.2.3

Funções de parada

151

H.2.4

Parâmetros relacionados à segurança

151

H.2.5

Status das restrições de usuários

152

H.2.6

Inibir funções de segurança

153

H.2.7

Modos de controle

153

H.2.7.1

Geral

153

H.2.7.2

Mudança de modo de controle

153

H.2.7.3

Modo de teste

153

H.2.7.4

Modos de operação

153

H.2.7.5

Modo não operante

154

H.2.8

Prevenção de colisão por sistemas de controle

155

H.2.8.1

Geral

155

H.2.8.2

Sistema de controle de zona de bloqueio

155

H.2.8.3

Requisitos para o posicionamento de sensores e dispositivos de parada

156

H.2.8.4

Requisitos para parada de unidade do equipamento

156

Anexo I (informativo) Sugestão de documentos para liberação da instalação de parques

157

Figuras Figura 1 – Coeficientes aerodinâmicos para estruturas de formatos convencionais Figura 2 – Exemplo para determinação do momento do corpo rígido e sua influência em um câmbio de curva com 12 pranchas, rodando em uma velocidade angular ω, e um ângulo de curva α Figura 3 – Velocidades e acelerações do ponto de massa m Figura 4 – Resolução da velocidade v Figura 5 – Direção da aceleração b Figura 6 – Elevação e vista plana do trilho Figura 7 – Corte lateral do trilho demonstrando carga e rodas guia Figura 8 – Fator de impacto/elevação da volta de ré Figura 9 – Âncora de vara Figura 10 – Fatores para determinar a capacidade de carga de âncoras de vara Figura 11 – Carregando âncoras Figura 12 – Diagrama do esforço da fadiga de acordo com Smith, para esforços dependentes do formato Figura 13 – Dimensões para escadas espiraladas ou curvadas Figura 14 – Zona de perigo Figura 15 – Exemplos de cercas com elementos internos predominantemente verticais Figura 16 – Exemplos de cercas com malha ou painéis como elemento interno Figura 17 – Exemplos de cercas com elementos internos decorativos Figura 18 – Espaço vertical livre a partir do chão e espaço lateral livre para usuários

10

15

16

17

17

20

20

26

31

32

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Figura 19 – Espaço vertical livre a partir do assento e espaço lateral livre para usuários

55

Figura 20 – Distância segura para veículos livres

55

Figura 21 – Posição relativa dos espaços livres

56

Figura 22 – Sistemas de coordenadas para as acelerações

59

Figura 23 – Diagrama de restrição (acelerações no estágio de projeto)

59

Figura 24 – Eixo vertical, um grau de liberdade

63

Figura 25 – Eixos vertical e horizontal, mais do que um grau de liberdade

63

Figura 26 – Eixo inclinado variável, mais do que um grau de liberdade

63

Figura 27 – Eixo inclinado variável

63

Figura 28 – Eixos horizontais principais, gôndolas fixas ou rotatórias

65

Figura 29 – Barco de eixo horizontal conectado rigidamente ao braço, com motor

66

Figura 30 – Um eixo horizontal sem motor

66

Figura 31 – Equipamentos guiados por trilhos

68

Figura 32 – Equipamentos guiados por canais ou valas

68

Figura 33 – Carro bate-bate

71

Figura 34 – Carro bate-bate

72

Figura 35 – Exemplo de um coletor de corrente normal

74

Figura 36 – Força de contato de uma escova de chão

75

Figura 37 – Distância mínima das paredes do canal

78

Figura 38 – Alturas mínimas e máximas da plataforma e da parede lateral

78

Figura A.1 – Barco viking

102

Figura A.2 – Roda gigante com n = 8 setores

107

Figura A.3 – Sistema básico estaticamente determinado de uma roda-gigante com n = 8 setores (arranjo poligonal)

111

Figura A.4 – Gráfico para a determinação do ângulo de oscilação α

115

Figura A.5a – Carrossel aéreo (vista lateral)

117

Figura A.5b – Carrossel aéreo (vista superior)

117

Figura G.1 – Sistema de coordenação de corpo

145

Figura G.2 – Aceleração permissível do assento |a y | como uma função da duração de pulso 145

Figura G.3 – Aceleração permissível a z relacionada ao tempo de duração

146

Figura G.4 – Combinação de acelerações |a y | e |a z |

146

Figura G.5 – Acelerações permissíveis a y e a z quando combinadas

147

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ABNT NBR 15926-2:2011

Tabelas Tabela 1 – Pressão do vento para equipamentos de diversão Tabela 2 – Fator de segurança contra capotamento, deslizamento e elevação Tabela 3 – Coeficientes de fricção μ Tabela 4 – Capacidade do projeto de âncoras Tabela 5 – Fatores parciais de segurança para resistência à fadiga Tabela 6 – Requisitos mínimos para o ciclo de carga (N mín ) a serem utilizados no cálculo Tabela 7 – Esforços de cisalhamento projetados tm para um esforço predominantemente estático por parafuso e para uma área de cisalhamento perpendicular ao eixo do parafuso Tabela 8 – Torques para apertar e forças pré-tensionais para parafusos Tabela 9 – Força de tensão projetada N R,d na direção do eixo do parafuso, por parafuso

para parafusos Tabela 9 – Força de tensão projetada N R , d na direção do
para parafusos Tabela 9 – Força de tensão projetada N R , d na direção do
para parafusos Tabela 9 – Força de tensão projetada N R , d na direção do
para parafusos Tabela 9 – Força de tensão projetada N R , d na direção do
para parafusos Tabela 9 – Força de tensão projetada N R , d na direção do
para parafusos Tabela 9 – Força de tensão projetada N R , d na direção do
para parafusos Tabela 9 – Força de tensão projetada N R , d na direção do

9

28

28

30

35

37

40

40

pré-tensionado 41 Tabela 10 – Esforços projetados para cabos de aço utilizados na suspensão de componentes estruturais feitos de fios cujos esforços nominais valem 1 570 N/mm 2 ,

com o intuito de verificação de esforços de fadiga Tabela 11 – Fatores parciais de segurança para cordas de fibras naturais ou sintéticas Tabela 12 – Menor distância entre a demarcação da zona e a fonte de perigo Tabela 13 – Largura da saída Tabela 14 – Distâncias de segurança para autopistas Tabela A.1 – Forças máximas para diferentes ângulos Tabela A.2 – Máximas velocidades de rotação permissíveis para atender às condições Q r Q/5 Tabela A.3 – Distância mínima permissível de frenagem (ou aceleração), ou seja, um ângulo de rotação para atender às condições Q t Q/10 Tabela A.4 – Forças máximas nos aros e nas barras periféricas Tabela A.5 – Coeficientes c 1 e c 2 para o caso de carregamento unilateral Tabela A.6 – Coeficientes c 3 e c 4 para o caso de carregamento unilateral Tabela B.1 – Variações no ciclo de carga Tabela C.1 – Riscos consideráveis nos equipamentos de diversão Tabela D.1 – Componentes do sistema de contenção Tabela D.2 – Dimensões do corpo-

43

43

49

53

70

104

109

109

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ABNT NBR 15926-2:2011

Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas

Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras das Diretivas ABNT, Parte 2.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) chama atenção para a possibilidade de que

alguns dos elementos deste documento podem ser objeto de direito de patente. A ABNT não deve ser

considerada responsável pela identificação de quaisquer direitos de patentes.

A ABNT NBR 15926-2 foi elaborada pela Comissão de Estudo Especial de Parques de Diversão

(ABNT/CEE-117). O Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 10, de 22.10.2010 a 20.12.2010, com o número de Projeto 117:000.00-001/2.

Esta Norma é baseada nas ASTM F 2376:2008, ASTM F 2461:2009 e EN 13814:2004.

A ABNT NBR 15926, sob o título geral “Equipamentos de parques de diversão”, tem previsão de conter

as seguintes partes:

— Parte 1: Terminologia;

— Parte 2: Requisitos de segurança do projeto e de instalação;

— Parte 3: Inspeção e manutenção;

— Parte 4: Operação;

— Parte 5: Parques aquáticos.

Esta versão corrigida da ABNT NBR 15926-2:2011 incorpora a Errata 1 de 15.06.2011.

O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte:

Scope

This Part of ABNT NBR 15926 specifies the safety requirements for design and installation of equipments for amusement parks.

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NORMA BRASILEIRA

ABNT NBR 15926-2:2011

Equipamentos de parques de diversão Parte 2: Requisitos de segurança do projeto e de instalação

1 Escopo

Esta Parte da ABNT NBR 15926 especifica os requisitos de segurança do projeto e de instalação de equipamentos de parques de diversão.

2 Referências normativas

Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para refe- rências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

ABNT NBR 15926-4, Equipamentos de parques de diversão – Parte 4: Operação

ISO 898-1, Mechanical properties of fasteners made of carbon steel and alloy steel – Part 1: Bolts, screws and studs with specified property classes – Coarse thread and fine pitch thread

ISO 4014, Hexagon head bolts – Product grades A and B

ISO 4016, Hexagon head bolts – Product grade C

ISO 4017, Hexagon head screws – Product grades A and B

ISO 4018, Hexagon head screws – Product grade C

ISO 4032, Hexagon nuts, style 1 – Product grades A and B

ISO 4034, Hexagon nuts – Product grade C

ISO 5817, Welding – Fusion-welded joints in steel, nickel, titanium and their alloys (beam welding excluded) – Quality levels for imperfections

ISO 7090, Plain washers, chamfered – Normal series – Product grade A

ISO 12100-1, Safety of machinery – Basic concepts, general principles for design – Part 1: Basic terminology, methodology

ISO 12100-2, Safety of machinery – Basic concepts, general principles for design – Part 2: Technical principles

ISO 12944 (todas as partes), Paints and varnishes – Corrosion protection of steel structures by protective paint systems

ENV 1993-1-1:1992, Eurocode 3: Design of steel structures – Part 1-1: General rules and rules for buildings

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3 Requisitos comuns para análise e inspeção de projetos

3.1 Documentos de projeto

3.1.1 Geral

Os documentos de projeto incluem todos os documentos requeridos para a avaliação da estabilidade e da segurança operacional de um equipamento de diversão. Eles devem ser fornecidos para qualquer aprovação subsequente pelos órgãos de inspeção. Esses documentos devem traçar todas as condi- ções de projeto pertinentes à operação dos equipamentos de diversão ou estruturas. Uma descrição da construção, operação e segurança operacional, desenhos de projeto e uma análise de estresse, fadiga e estabilidade, como especificado em 3.1.4, são requeridos para este propósito.

3.1.2 Descrição do projeto e da operação

O equipamento de diversão, particularmente seu projeto, modo de utilização e sua estrutura devem ser explicados nesta descrição. Detalhes adequados de mecânica (hidráulica e pneumática) do equipa- mento elétrico e eletrônico, incluindo sistemas de controle, devem ser listados. A descrição deve incluir detalhes das características particulares do equipamento de diversão e de qualquer modo alternativo de instalação que possa existir. Também devem ser descritos detalhes da dimensão e dos espaços para movimentação que possam se estender além dessas dimensões, limitações, projetos particula- res e materiais, sistemas motores, tipos de direção, velocidades, acelerações, equipamento elétrico, ciclo de trabalho e sequência de operação e qualquer restrição de usuários que possam existir.

3.1.3 Projetos e desenhos de manufatura

Estes são requeridos para todos os conjuntos, subconjuntos e componentes individuais, os quais fra- turados ou com falhas podem colocar em perigo a estabilidade ou operação segura do equipamento. Os desenhos devem mostrar todas as dimensões e valores requeridos para ensaio e aprovação, in- cluindo detalhes de materiais, componentes estruturais, prendedores, conectores e também velocida- des relevantes. Os desenhos devem no mínimo incluir:

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desenhos gerais em vista planificada, elevações e seções, em uma escala legível, independente- mente do tamanho do equipamento de diversão;

indicação do espaço para movimentação do equipamento necessário ao redor das partes móveis;

desenhos detalhados mostrando todos os subconjuntos estruturais que não estejam claramente discerníveis no desenho geral, assim como desenhos detalhados das conexões e itens individu- ais de uma natureza mecânica ou elétrica, os quais poderiam afetar a segurança do equipamento de diversão e sua operação, devendo, portanto, ser desenhados em maior escala;

ilustrações dos seguintes itens podem ser necessárias para este propósito:

equipamento de controle de direção, mecanismos de elevação e guindastes, incluindo seus supor- tes, motores e controles e áreas para o erguimento;

carros, gôndolas e similares ilustrados em todas as vistas necessárias e seus cortes laterais, com detalhes de suas dimensões completas e dimensões internas de importância para os usuários (assentos, apoios para braços e costas, espaço disponível para pés e pernas), apoios para mão e pés e dispositivos de segurança e travas;

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— equipamento de movimentação com detalhes de carga, guia e rodas de parada, eixos, vãos e seus anexos, liberdade de movimento em relação ao veículo, direção e controle, dispositivos antirretorno (anti roll back), dispositivos de segurança contra descarrilamento e capotagem, dis- positivos de proteção, trilhos, motores e breques e fundação de ancoragem;

— circuitos pneumáticos, hidráulicos e diagramas de fiação elétrica e eletrônica.

3.1.4

Princípios de análise

3.1.4.1

As análises devem compreender os seguintes pontos:

— análise de estado-limite último;

— análise de estado-limite de fadiga;

— análise de estado-limite de estabilidade, por exemplo, quebra ou dobra de barras, placas etc.;

— se requerida, análise do estado-limite de deformação;

— análise de segurança contra capotagem, deslizamentos e elevações;

— análise dinâmica.

3.1.4.2 As análises mencionadas em 3.1.4.1 devem incluir no mínimo os seguintes detalhes:

— cargas permitidas no projeto, levando em consideração as possíveis condições de operação ou alternativas de instalação. No caso de partes móveis, a velocidade ou a velocidade de rotação e aceleração devem estar explicitadas. Cargas especiais impostas durante a montagem (por exem- plo, partes onde alguém caminhe, mesmo que esse não seja o propósito da parte) devem estar especificadas e listadas para demarcação;

— valores das dimensões principais e cortes de todos os componentes estruturais de carga e deta- lhes relacionados à avaliação da força de fadiga;

— detalhes de materiais e componentes (memorial descritivo);

— determinações dos piores estresses (estresse máximo/mínimo e alcance do estresse) e detalhes relacionados à força dos componentes estruturais de carga e cintas. Se os cálculos parecerem insuficientes para avaliar o estado-limite das partes, a análise pode ser trocada por ensaios nos componentes relevantes. O laboratório de ensaios deve conduzir o número apropriado de ensaios, amostras, procedimentos de ensaios, relatórios etc., de acordo com Normas Brasileiras ou, na sua ausência, de acordo com normas internacionalmente aceitas;

— detalhes de deformações elásticas (flexões, torções), se esses detalhes afetarem a estabilidade ou a segurança do equipamento;

— detalhes dos componentes estruturais que requerem exame especial e inspeção de acordo com 3.4.3.2.

3.2 Seleção de materiais

3.2.1 Geral

Apenas materiais que respeitem o projeto e que atendam às Normas Brasileiras ou, na sua ausência, normas internacionalmente aceitas para construções podem ser usados para componentes estruturais.

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Outros materiais podem ser usados apenas sob a condição de serem comprovadamente utilizáveis para o fim requerido. O projeto deve prover considerações especiais para juntas estruturais soldadas, onde os coeficientes de solda dos materiais selecionados estiverem de acordo com as Normas Brasi- leiras ou, na sua ausência, de acordo com normas internacionalmente aceitas.

Para situações ou soluções construtivas não cobertas pelas Normas Brasileiras ou, na sua ausência, normas internacionalmente aceitas, o responsável técnico pelo projeto deve usar um procedimento aceito pela comunidade técnico-científica, acompanhado de estudos para manter o nível de segurança previsto por esta. Para situações ou soluções construtivas cobertas de maneira simplificada, o respon- sável técnico pelo projeto pode usar um procedimento mais preciso com os requisitos mencionados.

3.2.2 Aços recomendados

Recomenda-se que sejam utilizados aços para componentes e aços para componentes de máquinas estruturais de acordo com Normas Brasileiras ou, na sua ausência, de acordo com normas interna- cionalmente aceitas.

3.2.3 Ligas de alumínio

Ligas de alumínio devem ser selecionadas de acordo com Normas Brasileiras ou, na sua ausência, de acordo com normas internacionalmente aceitas.

Componentes e travas de segurança de liga de alumínio com razão f 0,2 % / f u > 0,85 e alongamento (ruptura) menor que ε ≤ 8 % não podem ser usados.

3.2.4 Madeira

A madeira utilizada nos equipamentos para escoramentos ou nivelamento, bem como com finalidade

estrutural intrínseca do próprio equipamento, deve estar de acordo com as Normas Brasileiras ou na sua ausência, de acordo com normas internacionalmente aceitas.

3.2.5 Compostos plásticos

A seleção dos compostos plásticos deve ocorrer de acordo com Normas Brasileiras ou, na sua

ausência, de acordo com normas internacionalmente aceitas para compostos plásticos que satisfaçam

o uso estrutural.

3.2.6 Fibras de vidro

Os compostos de segurança que suportam cargas críticas (plásticos reforçados com fibras) devem ser produzidos apenas por fabricantes que tenham as instalações e pessoal para manter a qualidade necessária.

Em todos os casos, informações adequadas sobre os plásticos, aditivos e reforços específicos, con- forme especificados no projeto, e que serão usados na fabricação, devem ser fornecidas. O processo de fabricação deve ser adequadamente especificado e controlado para garantir a consistência das propriedades do produto final. Deve ser mantido um registro permanente de todos os dados essenciais referentes à produção de compostos que suportem cargas, como:

material de reforço, fibras, aditivos e resinas,

temperatura, umidade, condições ambientais,

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— tipo de processo de fabricação, número de camadas, tipos de fibras etc.,

— amostras do composto de cada material específico fornecidas para ensaios.

3.2.7 Concreto

A seleção do tipo de concreto deve estar de acordo com Normas Brasileiras específicas ou, na sua ausência, de acordo com normas internacionalmente aceitas e memorial de cálculo para uso estrutu- ral do concreto.

3.2.8 Elementos de fixação

Os parafusos e as porcas devem ser selecionados para suas aplicações específicas entre as classes de propriedade de acordo com as Normas Brasileiras ou, na sua ausência, de acordo com normas internacionalmente aceitas.

Os rebites devem ser selecionados de acordo com Normas Brasileiras ou, na sua ausência, de acordo com normas internacionalmente aceitas.

3.3 Cargas de projetos

3.3.1 Geral

Todas as ações aplicáveis devem ser escolhidas de acordo com Normas Brasileiras ou, na sua ausên- cia, de acordo com normas internacionalmente aceitas. Devido à natureza especial dos equipamentos de diversão, as adaptações devem ser explicitadas.

3.3.2 Cargas permanentes

Para equipamentos de diversão pode-se pressupor com bastante precisão as cargas permanentes. Onde puderem ocorrer variações, o valor característico superior (G kh ) e o valor característico inferior (G kl ) devem ser considerados no cálculo da resposta estrutural mais provável. Em outros locais, um valor característico único de uma ação permanente (G κ ) é suficiente.

Estão incluídos nos valores de G κ , G kh e G kl , a carga da estrutura suportadora de carga, os acessórios e o equipamento técnico necessário para a operação, incluindo tecidos e outros elementos decorativos. As condições do material em situações normais ou com chuva são consideradas em G kh e G kl .

As cargas permanentes devem ser determinadas de acordo com as Normas Brasileiras ou, na sua ausência, de acordo com normas internacionalmente aceitas. Os pesos dos componentes da máquina, equipamento elétrico, gôndolas, carrinhos e similares devem ser considerados.

3.3.3

Ações variáveis

3.3.3.1

Cargas impostas

3.3.3.1.1

Geral

Essas consistem em cargas externas e deformações impostas (por exemplo, cargas impostas, cargas giroscópicas, cargas dinâmicas, cargas de vento e neve, temperatura ou local de instalação), agindo em um componente estrutural, que pode variar em magnitude, direção e ponto de aplicação (variações de tempo e espaço) durante a operação normal.

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3.3.3.1.2

Cargas impostas verticais

3.3.3.1.2.1

Em unidades de carregamento de usuários (veículos, carros e gôndolas), as seguintes

cargas devem ser admitidas:

— para cada pessoa acima de 1,30 m:

Q k = 0,75 kN para todos os cálculos de fadiga e para as unidades com dois ou mais usuários;

Q k = 1,0 kN para as unidades com um usuário (para cálculos de estresse estático apenas);

— para cada pessoa com 1,30 m ou menos:

Q k = 0,40 kN em ambos os casos.

3.3.3.1.2.2 As seguintes cargas verticais impostas devem ser aplicadas para qualquer área designa-

da para acesso a pé.

Acesso público universal:

q k = 3,5 kN/m 2

para pisos, escadas, andares, rampas, entradas, saídas e similares em aparelhos e instalações.

q k = 5,0 kN/m 2

para estandes, suas escadas e andares; e como um valor superior, se for esperada uma grande quan- tidade de pessoas nas categorias mencionadas anteriormente.

q k = 2 kN/m 2

para a área de entrada e saída percorrida pelo público durante a operação (carga e descarga); ou o dobro da carga total de usuários de todos os veículos do equipamento, de acordo com 3.3.3.1.2.1, qualquer que seja menos favorável, para que seja possível fazer a troca de usuários.

Q k = 1 kN por degrau

para escadas; de modo alternativo, uma área de carga de acordo com os requisitos anteriores, qual- quer que seja menos favorável.

q k = 1,5 kN/m

para tábuas de fileiras de assentos e para pisos fixados entre fileiras (corredores) e assentos, a não ser que cargas maiores resultem da aplicação de cargas de área q k = 3,5 kN/m 2

Não aberto ao público:

q k = 1,5 kN/m 2

para todos os pisos, plataformas, rampas, escadas, andaimes, palcos e similares que sejam percorri- dos por uma pessoa por vez ou uma carga individual, Q k = 1,5 kN, qualquer que seja menos favorável.

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3.3.3.1.3 Cargas horizontais impostas

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As cargas horizontais impostas a seguir devem ser aplicadas para cercas, parapeitos, trilhos, painéis de parede e similares.

Quando andares destinados ao acesso do público: q k = 3,5 kN/m 2 :

p k = 0,5 kN/m,

— na altura do corrimão;

p k = 0,1 kN/m

— na metade da altura.

Quando andares destinados ao acesso do público: q k = 5,0 kN/m 2 :

p k = 1kN/m

— na altura do corrimão;

p k = 0,15kN/m

— na metade da altura.

Quando andares não forem destinados ao acesso do público: q k = 1,50 kN/m 2 :

p k = 0,30 kN/m

— na altura do corrimão;

p k = 0,10 kN/m

— na metade da altura.

Para painéis de parede onde não exista um corrimão, os valores anteriores devem ser aplicados na altura do corrimão; mas, onde for apropriado, não mais alto que 1,2 m.

Para conseguir uma dureza adequada longitudinalmente e transversalmente no caso de estandes ou instalações similares com assentos ou em pé, uma carga horizontal agindo no nível do solo e na dire- ção menos favorável deve ser considerada nos cálculos em adição a qualquer eventual força do vento de acordo com 3.3.3.4. Esta carga componente horizontal deve ter 1/10 da carga vertical imposta de acordo com 3.3.3.1.2.2.

3.3.3.2 Forças motrizes e forças de frenagem

Forças motrizes e de frenagem que devem ser calculadas para equipamentos com as opções de movimentação e de parada (por exemplo, motor d.c., motor a.c. trifásico, movimentação hidráulica etc.), e devem ser inseridos no cálculo com esses valores. No caso de cilindros hidráulicos, as eventuais influências do início à parada devem ser mantidas dentro de limites gerenciáveis adequados às medi- das do projeto, e devem ser consideradas nos cálculos.

Em geral, as forças de frenagem e de partida devem ser calculadas de acordo com o desempenho individual do motor e do freio (aceleração/desaceleração).

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B

= a b × (m v + m p )

(1)

onde

B é a força de partida ou frenagem;

a b

m v

m p

é a aceleração de partida ou frenagem;

é a massa das partes se movendo sem usuários;

é a massa total dos usuários de acordo com 3.3.3.1.2.1.

No caso de movimentos circulares, os parâmetros apropriados devem ser aplicados na equação.Deve-se ter cuidado para permitir unidades redutoras de velocidade (por exemplo, transmissão, marcha e caixa de câmbio). Um fator de impacto eventual deve ser considerado (ver 3.3.5.1).

No caso de velocidades não excedendo 3 m/s, as forças motrizes e de frenagem podem ser derivadas com a b = 0,7 m/s 2 , se não for feita uma avaliação mais precisa.

3.3.3.3 Cargas de restrição e travamento

Tais cargas devem ser consideradas ao projetar as travas e as restrições de usuários, trilhos e dispo- sitivos de segurança dentro da unidade de usuários. Todas as situações significativas durante o ciclo, incluindo carga e descarga e situações de emergência, devem ser consideradas. Concessões devem ser feitas para as forças causadas pelos usuários ao se comprimirem contra as restrições e travas (por exemplo, descanso para pés). A magnitude máxima das forças de restrição depende do projeto detalhado da contenção. Em todo caso, forças usadas em quaisquer cálculos nunca podem ser menores que 500 N por pessoa.

3.3.3.4

Cargas do vento

3.3.3.4.1

Cargas do vento em geral

As cargas do vento são baseadas em Normas Brasileiras ou, na sua ausência, em normas interna- cionalmente aceitas, adaptadas para a natureza especial dos equipamentos de diversão com obser- vações sobre:

— local;

— duração e período da instalação;

— uso sob a supervisão de um operador;

— possibilidade de proteção e reforço.

Os valores da Tabela 1 podem ser aplicados para o equipamento ou estrutura “mediano” usados em áreas onde a velocidade de referência do vento for de ν ref,0 28 m/s (condições “em operação”ou “fora de operação” do equipamento ou da estrutura) e quando a operação do equipamento for desligada com uma velocidade do vento de ν ref 15 m/s (em operação).

O equipamento ou estrutura precisa ser abrigado ou reforçado quando o vento atingir ν real 25 m/s em uma altitude de 10 m.

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No cálculo dos valores da Tabela 1, foram feitas as seguintes deduções:

ν ref (p) = 0,85 ν ref , 0 para “situações sem vento” (aproximadamente período de retorno de cinco anos);

C term = 0,80 (para altitudes de 0 a 20 m para cargas estáticas), que intencionalmente são apli- cadas para que proteção, reforço e abrigo sejam possíveis de serem instalados (o projeto deve especificar os meios de abrigo e reforço).

O

equipamento ou estrutura não pode ser suscetível à resposta dinâmica, já que o fator dinâmico de

c d = 0,90 (não suscetível a resposta dinâmica) foi usado para estabelecer os valores da Tabela 1.

As deduções a seguir foram usadas para estabelecer os valores da Tabela 1 (c dir = 1,0, c alt = 1,0, c t = 1) para terrenos planos ou ondulados com obstáculos, como muros, poucos quebra-ventos de árvores, edificações baixas e esparsas (categoria de terreno III).

Para qualquer outra localização, onde ν ref,0 > 28 m/s, os cálculos devem ser feitos para o equipamento ou estrutura confirmando a estabilidade sob condições locais. Os cálculos do projeto devem confirmar que métodos adequados foram adotados de acordo com cada situação em particular.

Tabela 1 – Pressão do vento para equipamentos de diversão

Altura da estrutura

m

Pressão q eq = q ref × ce(ze) × c d kN/m 2

para referência de velocidade do vento

ν ref 15 m/s em funcionamento

ν ref,0 28 m/s desligado

0 8

0,20

0,35

8 20

0,30

0,50

0 ≤ 8 0,20 0,35 8 ≤ 20 0,30 0,50 20 ≤ 35 0,35 0,90 35
0 ≤ 8 0,20 0,35 8 ≤ 20 0,30 0,50 20 ≤ 35 0,35 0,90 35
20 ≤ 35 0,35 0,90 35 ≤ 50 0,40 1,00
20 ≤ 35 0,35 0,90 35 ≤ 50 0,40 1,00
20 ≤ 35 0,35 0,90 35 ≤ 50 0,40 1,00
20 ≤ 35 0,35 0,90 35 ≤ 50 0,40 1,00
20 ≤ 35 0,35 0,90 35 ≤ 50 0,40 1,00
20 ≤ 35 0,35 0,90 35 ≤ 50 0,40 1,00

20

35

0,35

0,90

35

50

0,40

1,00

A carga do vento em dada superfície pode ser avaliada pela aplicação dos valores anteriores na

seguinte equação:

F w = q eq × c f × A ref

Para espaços abertos (por exemplo, para áreas costeiras ou alpinas, que não são da categoria de terreno III, há diferentes topografias e asperezas) as cargas de vento devem ser aplicadas usando os coeficientes adequados de aspereza e topografia do local (ver Figura 1).

Em geral, os fatores do formato de várias estruturas e membros estruturais devem ser tomados de Normas Brasileiras ou na, sua ausência, de acordo com normas internacionalmente aceitas.

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-0,4 q W +0,8 q -0,4 q a -0,4 q +0,8 q -0,4 q (1,2
-0,4 q
W
+0,8 q
-0,4 q
a
-0,4 q
+0,8 q
-0,4 q
(1,2 sin α -0,4) q

Legenda

-0,4 q

c

“c” deve ser aplicado para “a” e “b”

W -0,4 q +0,8 q (1,2 sin α -0,4) q
W
-0,4 q
+0,8 q
(1,2 sin α -0,4) q
-0,4 q W +0,8 q -0,4 q
-0,4 q
W
+0,8 q
-0,4 q

b

Figura 1 – Coeficientes aerodinâmicos para estruturas de formatos convencionais

3.3.3.4.2 Cargas de vento em serviço

A carga de vento para condições de operação pode ser calculada usando a pressão dada na coluna 2

da Tabela 1. A operação deve cessar se a velocidade do vento exceder ν 10 = 15 m/s (medida em uma altura de 10 m). A área da carga do vento da carga imposta (por exemplo, invólucro do usuário) deve ser considerada no cálculo.

3.3.3.5 Forças de inércia (força centrífuga, força giroscópica e força Coriolis)

As forças de inércia devem ser determinadas de acordo com as circunstâncias predominantes em cada caso; ver, por exemplo, o Anexo B para os cálculos dessas forças em diferentes tipos de equipamentos.

3.3.3.6 Colisão intencional durante operação

Os efeitos de cargas de colisão devem ser considerados apenas com respeito aos componentes estru- turais diretamente afetados e aos seus pontos associados.

A colisão deve ser prevista para ocorrer no ponto menos favorável do componente estrutural e o cálculo

deve ser baseado na massa do veículo completamente ocupado (m tot em quilogramas).

Se a colisão só puder acontecer em ângulos α ≤ 90°, a força de colisão F (em N) deve ser notada como F = 9,81 × m tot × sen α (m tot em quilogramas), mas, em qualquer caso, o valor para o cálculo não pode ser menor do que 0,3 × 9,81 × m tot .

Onde uma colisão seja intencional ou não, deve-se assumir que ela seja uma ação acidental (ver 3.3.6.3).

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3.3.4 Forças sísmicas

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As forças sísmicas apenas devem ser consideradas em caso de uma solicitação especial; elas não precisam ser combinadas com os casos de carga de vento.

3.3.5 Coeficientes aplicáveis aos impactos, vibração de componentes estruturais vindas

diretamente e colisões

3.3.5.1 Impactos

Se as forças de impacto se mostrarem propensas a surgir na estrutura ou em partes individuais dela durante o trajeto (por exemplo, das juntas do trilho), então as cargas em movimento sob consideração (carga permanente e carga imposta) devem ser multiplicadas por um fator de impacto não menor que ϕ 1 = 1,2, a não ser que o tipo de estrutura requeira um valor ainda mais alto. Se as forças de impacto substancialmente maiores (por exemplo, devido a juntas do trilho) ocorrerem durante testes na estru- tura completa e essas forças de impacto não puderem ser reduzidas para o valor do projeto pela cons- trução, então o fator de impacto deve crescer de acordo com um cálculo revisado. As forças iniciadas na partida e frenagem, por exemplo, no caso de cilindros hidráulicos, não são consideradas forças de impacto, mas sim cargas impostas normais.

3.3.5.2 Vibração de componentes estruturais da pista

Em geral, como um resultado da vibração dos componentes estruturais da pista (por exemplo, a pista de uma montanha-russa), todos os estresses resultantes devem ser multiplicados pelo coeficiente de vibração ϕ 2 = 1,2.

Se provas puderem ser providenciadas, um coeficiente menor 1,0 ≤ ϕ 2 1,2 pode ser adotado. Os itens a seguir podem ser calculados sem levar em consideração o coeficiente de vibração.

— suportes ou suspensões dos componentes estruturais percorridos diretamente sobre a movimen- tação do equipamento;

— pressões do solo;

— instalação;

— estabilidade e resistência a deslizamento.

Medidas estruturais adicionais para certas estruturas podem ser requeridas para reduzir ou atenuar vibrações inadmissíveis (por exemplo, ressonância).

3.3.6

Combinações de carga

3.3.6.1

Geral

A avaliação dos estados-limites para equipamentos de diversão deve ser feita usando as combinações de 3.3.6.2 a 3.3.6.4 e os fatores de segurança parcial.

3.3.6.2 Combinações fundamentais

Os valores do projeto das ações devem ser combinados da seguinte maneira:

Σ γ G G κ

(= Σ 1,35 G κ )

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(3)

11

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Σ γ G G κ + Σ γ Q Q k,i

(= Σ 1,1 G κ + Σ 1,35 Q k,i )

Ambos os casos devem ser checados, onde

(4)

γ G = 1,1 ou 1,35

fator de segurança parcial para ações permanentes;

γ Q = 1,35

fator de segurança parcial para ações variáveis;

G κ

valor característico de ações permanentes;

Q k,i

valor característico de uma das ações variáveis.

3.3.6.3 Combinação acidental

1,0 × G κ + A d + Σ 1,0 × Q k,i

onde

Q k,i

A d

valor característico das ações variáveis.

valor designado das ações acidentais.

(5)

Ações acidentais (por exemplo, forças sísmicas) necessitam ser consideradas apenas no caso de se- rem especialmente solicitadas para o cálculo. Nesses casos, a Equação (5) deve ser aplicada.

3.3.6.4 Combinações de fadiga

Cada possibilidade de fadiga de um dispositivo deve ser analisada individualmente por componente. Em nenhuma hipótese o fator parcial de segurança deve ser menor do que γ Ff = 1,00.

γ Ff

Fator parcial de segurança para ações de fadiga

3.4 Análise estrutural – Princípios

3.4.1

Geral

Os estados-limites resultantes de várias ações diferentes devem ser determinados separadamente para as ações individuais dadas em 3.3. Deve-se verificar que nenhum estado-limite relevante exceda as propriedades do projeto. Os estados-limites devem ser calculados devido a uma combinação de ações. Deve ser verificado se os valores das forças internas do projeto ou momentos não excedem

a resistência correspondente da parte respectiva e se os limites máximos dos estados-limites não são excedidos.

Considerações especiais devem ser dadas para a verificação dos estados-limites sobre deformação

e estabilidade para estruturas, onde o limite de deformação possa ser um valor decisivo. Qualquer efeito favorável usando métodos da teoria de segunda ordem pode ser levado em consideração.

Todas as verificações devem ser feitas para a carga menos favorável. A esse respeito, as ações permanentes, variáveis e acidentais, assim como forças dinâmicas devem sempre ser presumidas como tendo uma posição e magnitude que resulte no estado-limite menos favorável para componentes estruturais e mecânicos a serem analisados. Para componentes estruturais, mecânicos e itens de equipamento que não são permanentes, também deve ser acertado como as condições menos favo- ráveis podem aparecer quando tais itens estiverem fora do lugar ou removidos.

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Equações fora de Normas Brasileiras devem ser escritas com os símbolos de acordo com Normas Brasileiras existentes ou, na sua ausência, de acordo com normas internacionalmente aceitas. As fontes de tais equações devem ser explicitadas, se essa fonte for acessível publicamente. Em outros casos, as derivações das equações devem ser apresentadas de tal maneira que sua viabilidade possa ser comprovada.

Se um processo computadorizado for usado para os cálculos, considerações especiais devem ser dadas para o requisito de cálculos revisados pelo computador durante a aprovação. Devem ser ofere- cidas informações claras sobre o software, equação, unidade etc. Dados de importância para o projeto devem ser impressos em sua integridade. A revisão de tais cálculos deve ser feita por um software independente. Os dados devem ser revisados durante a aprovação do projeto.

A resistência do projeto deve ser avaliada de acordo com a Equação (6):

R d = R k / γ M

onde

R d

R k

é o valor do projeto das propriedades do material;

é o valor característico das propriedades do material;

(6)

γ M = 1,1

é o fator de segurança parcial para propriedade de materiais em combinação de cargas estáticas;

γ Mf

é o fator de segurança parcial para propriedade de materiais em combinação de cargas de fadiga (ver Tabela 5).

Para outros materiais que não aço, γ M , devem ser usados valores declarados em Normas Brasileiras existentes ou, na sua ausência, de acordo com normas internacionalmente aceitas.

3.4.2

Princípios de análise para vários tipos de equipamento

3.4.2.1

Condições para calcular dispositivos do tipo rotatório

Equipamentos de diversão devem ser calculados como em operação, fora de operação, cheio, parcial- mente cheio e em condições não balanceadas. As cargas em apenas um lado devem ser considera- das como quando apenas ¼ ou ¾ do perímetro estiver ocupado. A verificação do limite máximo deve ser usada nestas condições de carga em apenas um lado.

O momento de virada causado pela carga em apenas um lado, quando assentos em pelo menos 1/6 do perímetro estiverem ocupados, não pode exceder a estabilidade do momento existente, sem considerar a ancoragem. A força de fadiga deve ser verificada nesse caso. Isso também deve ser feito para uma carga de apenas um lado de 5/6 do perímetro. As porções do setor correspondente devem ser selecionadas para o caso menos favorável e os assentos situados na ponta do setor em questão devem ser incluídos na contagem.

Um procedimento análogo deve ser adotado para gôndolas com múltiplos assentos em uma única linha. Se houver 18 ou mais assentos uniformemente distribuídos ao redor do perímetro, uma maior carga de apenas um lado pode ser o fator determinante para a existência de uma segurança adequada contra capotagem em alguns casos. Neste caso, deve-se assumir que a proporção entre M St (momento estabilizante) e M k γ (momento da curvatura) considera os fatores de segurança parcial de acordo com a Tabela 2.

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Se um equipamento de diversão também for feito para girar reversamente, então ambas as direções de movimentação devem ser consideradas ao dimensionar os componentes do equipamento.

3.4.2.2 Projetos e princípios de análises para unidades portadoras de usuários

Os assentos e gôndolas devem ser medidos considerando-se as forças resultantes de cargas perma- nentes, cargas impostas e movimentação. Se os assentos forem montados em junções de pino, eles devem ser organizados de maneira que nenhuma trava possa subir. O trancamento dos assentos em encaixes elevados também deve ser feito usando essas forças.

Os apoios de braços, encostos, tiras de segurança, correntes, cordas e dispositivos de travamento associados devem ser capazes de absorver as forças mencionadas anteriormente, advindas da carga de usuários. A estrutura dos assentos e gôndolas deve ser feita e analisada de tal maneira que as for- ças (como forças de partida e frenagem, forças de impacto, forças fora de equilíbrio e forças exercidas pelos usuários nas travas e trilhos) sejam seguramente transmitidas para a estrutura e problemas de fadiga sejam excluídos.

3.4.2.3

Carrosséis com vários movimentos

3.4.2.3.1

Geral

Para carrosséis nos quais as partes móveis sofram rotação em vários eixos em diferentes planos, todas as forças que aparecerem devem ser determinadas. Isso deve ser feito considerando, no mínimo, as velocidades angulares, força centrífuga, forças Coriolis, forças devidas a mudança de direção de um ou mais dos eixos de rotação, forças giroscópicas, forças de partida e frenagem e qualquer força de impacto que possa surgir. Em tais carrosséis, quando não há aceleração angular e o rotor é bem próximo do topo de seu eixo de giro, o momento do corpo rígido é:

M

kr

onde

= sin

α

I

3

ωω

p

+−(

II

32

)

ω

2

p

cos

α

a é o ângulo entre eixos de giro e de precessão;

I 3

I 2

é o momento da inércia do rotor sobre seu eixo de giro;

é o momento da inércia do rotor sobre seu eixo ortogonal.

(7)

Notar também que ω e ω p podem ser positivos ou negativos (de acordo com a regra do parafuso da mão direita).

No caso de um rotor com formato chato e α = 90° a seguinte equação simplificada resulta:

Momento do corpo rígido: M kr = I 3 × ω × ω p

(8)

A carga resultante por trava do momento do corpo rígido é:

14

F

i

=

M

kr

R

i

i

R

2

i

(9)

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d D M Kr R D 0 1 7 6 8 5 9 M Kr
d D
M Kr
R
D
0
1
7
6
8
5
9
M
Kr
10
4
2
M
3
11
α
ω
12
2
3
1
30°
ρ
ω
M
Kr
3
R
R
2
R
7
6
5
F
8
3
F
F
1
2
11
9
F
F
F
F
12
F
F
F
1

Legenda

1

Vista de frente

2

Vista lateral

3

Vista de cima

D

torsão

dD

variação da torsão

M kr

momento do corpo rígido

R ¡

ω

ω p

Raio

velocidade angular em torno do eixo de rotação

velocidade angular de precessão

Figura 2 – Exemplo para determinação do momento do corpo rígido e sua influência em um câmbio de curva com 12 pranchas, rodando em uma velocidade angular ω, e um ângulo de curva α

3.4.2.3.2 Carrossel com movimentação apenas planar

Onde o carrossel sofrer uma movimentação planar com velocidade de rotação constante e dois eixos paralelos apenas, as velocidades absolutas e as acelerações (considerando os movimentos relativos e aceleração Coriolis) podem ser calculadas usando a Figura 3.

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V f m ϕ V r ψ M a n 1 ω 1 b c
V
f
m
ϕ
V
r
ψ
M
a
n
1
ω
1
b c
b r
n
2
0
ω
2
γ
e
R
b
f

Legenda

M

o ponto central da rotação em um círculo;

O

o ponto estacionário central de rotação;

Sem subscrição valor absoluto

Significado das subscrições: f guiado; Velocidades: νν = + ν f r ν = R
Significado das subscrições:
f
guiado;
Velocidades:
νν
=
+
ν
f
r
ν
= R
ω
2
ν
= a
ω
1
Rea = +
2
2
R =
⎡ ⎣ ea +−
( a −
co
ϕ
)
+ i
n ϕ
⎤ ⎦
=+
2 cos ϕ
+
= −
sin ϕ
ϕ
0
= +
cos ϕ
⊥ ϕ
0
= ±
sin γγ
ϕ
0
ν
= νϕ co s
f
⊥ ϕ
f
0
sin ϕ
sin γ =
2
2
+
2 ∂
co s ϕ
+∂
e + ∂
cos ϕ
cos γ =
2
2
=
(
∑ f
) 2
+ (
ν
)
⊥ f
0
0
Direção do
ν :
ν
f
0
co t δ =
ν ⊥ f
0

r

relativo;

c

aceleração Coriolis.

(22)

Figura 3 – Velocidades e acelerações do ponto de massa m

16

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ϕ° + V 0 V M m δ ϕ + V ϕ°
ϕ°
+ V
0
V
M
m
δ
ϕ
+ V ϕ°

Acelerações:

bb=++b b

b

b

f

r

f

r

=

=

2

R

a

ω 2

ω

2

1

c

b c

b

b

R sin ψ = e sin ϕ

=

=−+ cos ψ (normal)

2 ω

2

ν

r

bb

nrcf

b

t

=

b

f

sin ψ (tangencial)

sin ψ =

e

R

sin ϕ

R cos ψ = eacos ϕ +

cos ϕ + a cos ψ = e R 2 b = bb+ n t
cos ϕ
+ a
cos ψ
= e
R
2
b = bb+ n t 2

(23)

(24)

(25)

(26)

(27)

(28)

(29)

(30)

(31)

(32)

(33)

As derivações acima apenas são válidas quando ω 1 está na direção oposta a ω 2 .

Se ω 1 tiver a mesma direção de rotação que ω 2 na Figura 3, a direção de b c será inversa.

Figura 4 – Resolução da velocidade v

b

t

será inversa. Figura 4 – Resolução da velocidade v b t m b n δ b

m

b n δ b
b
n
δ
b
Figura 4 – Resolução da velocidade v b t m b n δ b M tan

M

tan δ =

Figura 5 – Direção da aceleração b

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b

t

b

n

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3.4.2.3.3

Carrosséis com roldanas correndo nos trilhos

3.4.2.3.3.1

Carrosséis com braços guiados centralmente, com unidade de direção externa

ou interna

Em tais carrosséis, deve ser dada atenção às possíveis constrições e momentos de dobra ou torções nos braços que possam surgir da maneira como as gôndolas ou assentos são presos. Os trilhos ou pistas devem ser medidos de tal maneira que a deflexão devido à carga das rodas não exceda 1/5 000 da distância entre os suportes do trilho.

3.4.2.3.3.2 Carrosséis sem guia central

Segurança contra capotagem dos carros deve ser assegurada por abancamento dos trilhos ou por rolamentos de segurança ou, se necessário, por ambas as precauções. No primeiro passo do cálculo de segurança contra capotagem da subestrutura com fatores parciais de segurança totais de pelo menos γ = 1,0, a ancoragem do solo de fundação não pode ser considerada. Para se obter segurança contra capotagem com fatores parciais de segurança, a ancoragem pode ser considerada no cálculo.

3.4.2.3.3.3 Carrosséis com pista ondulada

Neste tipo de instalação, as forças de inércia surgidas do movimento das gôndolas devem ser consideradas.

3.4.2.3.3.4 Carrosséis com várias mudanças de rotação

Neste tipo de instalação, uma atenção particular deve ser prestada nos efeitos das forças Coriolis na estrutura.

No caso de movimentos rotacionais que não atuam com certeza (por exemplo, giro e/ou atuação do usuário), os efeitos da rotação individual das mudanças de rotação devem ser investigados. Para carrosséis com movimento vertical (por exemplo, gira-gira, twisters, hully-gullies), as gôndolas que podem ser erguidas, os efeitos das forças surgidas durante o movimento vertical, partida e frenagem devem ser levados em conta, com a devida consideração por qualquer efeito não favorável de forças de impacto e forças centrífugas.

Neste contexto, os efeitos das forças anteriormente mencionadas em cada ativador no carrossel com- pleto e em segurança contra capotagem devem ser investigados para as posições menos favoráveis em cada caso, sob combinações de carga estática. As hipóteses sobre cargas desequilibradas devem ser consideradas. Cálculos de fadiga devem ser feitos. Os plugues telescópicos devem ser equilibra- dos sem constrições e devem ter o tamanho adequado para o conector. O mesmo se aplica, se apro- priado, para carrosséis que erguem cargas. As acelerações inevitáveis no plugue telescópico no início e no fim de um “tranco” inicial e final devem ser consideradas para que as medidas necessárias sejam tomadas para a carga aumentada quando os componentes do carrossel são medidos, a não ser que essa aceleração seja atenuada com algum elemento.

Se as linhas de pressão dos cilindros de erguimento falharem, a velocidade na diminuição não pode exceder duas vezes a da operação normal e em nenhuma hipótese mais que 1,0 m/s.

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3.4.3

Montanhas-russas com veículos presos aos trilhos

3.4.3.1

Trilho

A inclinação longitudinal do trilho deve ser limitada de tal maneira que a força resultante em ângulos

perpendiculares não caia abaixo de 0,2 g, no caso menos favorável. Esse valor também se aplica às unidades de usuários com a velocidade mais alta no caso de trens. Se a força resultante cair abaixo de 0,2 g, os usuários devem ser impedidos de iniciar o passeio.

A equação a seguir pode ser usada para determinar a inclinação transversal teórica α do trilho (o que

faz a força transversal no carro zero para uma velocidade particular):

tan α =

onde

ν

2

cos

2

γ

R

h

g cos γ +

2

Y

R

ν

ν é a velocidade do carro;

γ é a inclinação longitudinal do trilho;

R h

R ν

é o raio horizontal;

é o raio vertical; (+ através; pico).

(34)

O ângulo α deve ser medido em ângulos certos para R h e para o trilho.

Use “+” se C ν for direcionado de maneira que comprima o carro ao trilho e ““ se C ν for direcionado de maneira que eleve o carro do trilho.

A máxima inclinação transversal do trilho em pontos em que o carro tenha a possibilidade de parar

por completo por razões operacionais (por exemplo, freios de segurança) deve ser limitada a um valor máximo de 25°. O caminho do trilho deve ser desenhado de tal maneira que os passos teóricos em aceleração instantânea não excedam 2 g. Isso é relacionado ao centro de massa e não exclui a necessidade de outros cálculos serem feitos para a aceleração nos corpos dos usuários. A velocidade, a aceleração e as forças podem ser determinadas para o centro de massa de acordo com a Equação 47. Onde houver vários carros atrelados uns aos outros, o centro de massa geral pode ser usado.

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h

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4 γ 1 T 2 v 1 m v 2 2 Q h Z 3
4
γ
1
T
2
v
1
m
v 2
2
Q h
Z
3
2
v
2
C h
X
2
m
Y
v
1
+ R
h
1
+ R
v
N
C
v
- R
v
1
γ

Legenda

1 Vista plana

2 Eixo do trilho

3 Elevação

4 Eixo do trilho

1

Figura 6 – Elevação e vista plana do trilho

e δ α F v β m H R h H a R h v
e
δ
α
F
v
β
m
H
R
h
H
a
R
h
v
R
v
R

Figura 7 – Corte lateral do trilho demonstrando carga e rodas guia

20

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Símbolos usados nas Equações 34 a 46:

a

e

g

α

β

γ

δ

R ν

R h

± R ν

C ν

C h

F res

medidor da roda;

distância do centro de gravidade;

aceleração gravitacional;

inclinação transversal teórica do trilho;

inclinação transversal real do trilho;

inclinação longitudinal do trilho;

ângulo do rolamento-guia;

raio vertical do eixo do trilho;

raio horizontal do eixo do trilho;

raio vertical do centro gravitacional de massa (+ através; pico); usar +, se C ν for direcionado de maneira a comprimir o carro contra o trilho; e –, se C ν for direcionado de maneira a erguer o carro do trilho. R h raio horizontal do centro de massa gravitacional;

força centrífuga vertical;

força centrífuga horizontal;

carga resultante;

V carga de R perpendicular ao trilho;

H carga de R no plano do trilho;

μ 1

coeficiente de fricção entre carga das rodas e trilho;

μ

1

coeficiente de fricção entre rodas guia e trilho;

ƒ fricção de alavanca;

μ

2

coeficiente de fricção dos rolamentos;

A área da superfície projetada onde o carro sofre com o vento;

c f

coeficiente de formato;

h (= h 1 h 2 ) altura diferencial;

Q carga do carro incluindo carga de usuários;

m massa;

D 1

diâmetro da roda de carga;

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D 2

d 1

d 2

ν

ν

1

2

diâmetro da roda-guia;

diâmetro do eixo da roda de carga;

diâmetro do eixo da roda-guia;

velocidade no ponto 1;

velocidade no ponto 2;

l altura real do trilho do ponto 1 ao 2;

h 1

h 2

elevação no ponto 1;

elevação no ponto 2;

ρ densidade do ar.

Equações:

RRe

h

h

=−

RRe

ν

=

h

sin β

cos

β

(35)

(36)

Em regiões onde os trilhos rolam rapidamente, as equações para R h e R ν podem se tornar imprecisas; nesse caso uma apuração mais cuidadosa será necessária.

m =

Q

g

C

ν

=

ν

2

m

m R

ν

 

2

2

C

h

= m

ν

m

cos

R

h

γ

ν

m =

ν

1

+

2

ν

2

FQ=

( cos

γ

+ C

ν

)

2

+ C h 2

V

= F cos (α − β)

 

H

= F sin (