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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIRECIONAMENTO DE ESTUDO – LEI SECA – ANALISTA JURÍDICO MPSP

DIA MATÉRIA TÓPICOS A SEREM ESTUDADOS


Dia 1 Penal Art. 1 ao 120, CP
Art. 1 ao 3 CPP;
Resolução 213 CNJ;
Dia 2 Processo Penal
Lei nº 12.037/09 (Identificação do preso);
Resolução 181 CNMP.

Dia 3 Constitucional Leitura do art. 1 a 13, 18 ao 110, 125 ao 130-A, CF.

Dia 4 Civil LINDB; Art. 1 ao 21 e 40 ao 103, CC


Dia 5 Processo Civil Art. 1 ao 97, CPC
Dia 6 Difusos Lei nº 7.347/85 (Lei Ação Civil Pública)
Dia 7 ECA Art. 1 ao 130, ECA

Art. 20 e 37, 70 a 75, CF;


Art. 78 do CTN;
Dia 8 Administrativo
Lei nº 9.790/99;
Lei nº 13.019/14.

Lei nº 10.216/01 (Lei da internação compulsória);


Decreto nº 7.053/09 (Política Nacional para a População em
Dia 9 Direitos Humanos
Situação de Rua);
Lei nº 12.288/10 (Estatuto Igualdade Racial).
Art. 12 a 17, CF;
Lei de Inelegibilidades (LC nº 64);
Dia 10 Eleitoral Lei nº 9.096/1995 (Lei dos partidos políticos);
Lei nº 6.091/74 (transporte de eleitores);
Crimes eleitorais (283 a 364, CE).
Dia 11 Empresarial Art. 966 a 1.087, CC.
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Dia 12 Penal Art. 121 ao 186, CP.

Dia 13 Processo Penal Art. 4 ao 85, CPP.


Dia 14 Constitucional LONMP (Lei Orgânica Nacional do Ministério Público).
Dia 15 Civil Art. 104 ao 232, CC.
Dia 16 Processo Civil Art. 98 ao 187, CPC.
Dia 17 Difusos CDC
Dia 18 ECA Art. 131 ao 267.
Dia 19 Administrativo Lei nº 8.666/93 (Licitação)
Declaração Universal de Direitos Humanos;
Dia 20 Direitos Humanos
Convenção Interamericana.

Dia 21 Eleitoral Lei nº 9.504/97 (Lei das Eleições).

Dia 22 Empresarial 1.088 a 1.195, CC.


Art. 289 a 359-H, CP;
Dia 23 Penal Lei nº 8.072/90 (Lei de crimes Hediondos);
Lei nº 9.613/98 (Lei de Lavagem de capitais).
Dia 24 Processo Penal Art. 92 ao 154; Art. 251 a 281; 351 a 372; 563 a 573, CPP.
Dia 25 Civil 185 a 188 e 927 a 954, CC
Dia 26 Processo Civil Art. 188 ao 311, CPC
Decorar o art. 225, CF;
Dia 27 Difusos LC nº 140;
Lei nº 6.938/81 (Política Nacional do Meio Ambiente).
10.520/2002 (Pregão);
Dia 28 Administrativo Lei nº 11.079/04 (PPP);
Lei nº 8.429/92 (Improbidade Administrativa)
Lei nº 4.898/65 (Lei de abuso de autoridade);
Lei nº 10.826/03 (Estatuto do Desarmamento);
Dia 29 Penal
Lei nº 9.455/97 (Lei Tortura);
Lei nº 12.850/13 (Lei Organização Criminosa).
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Art. 155 a 250 CPP;


Dia 30 Processo Penal
Lei 9.296/96 (Interceptação Telefônica).
Dia 31 Civil 1.196 a 1.510-E, CC.
Dia 32 Processo Civil Art. 312 ao 368, CPC.
Lei nº 9.985/00 (SNUC).
Difusos Lei Ação Popular (Lei 4717/65)
Dia 33
Processo Civil Lei Habeas Data (9507/97)
Lei Mandado de Segurança 12.019.09
Dia 34 Constitucional LOMP (Lei Orgânica no Ministério Público do Estado de São Paulo)
Crimes CTB (art. 291 ao 312-A);
Lei nº 9.605/98 (Crimes contra o meio ambiente – art. 29 ao 69-A);
Dia 35 Penal Lei nº 9.807/99 (Proteção vítima e testemunha).
Crimes contra a ordem tributária e relações de Consumo (Lei
8.137/90)
Art. 282 a 350, CPP;
Dia 36 Processo Penal
Lei nº 7.960/89 (Prisão Temporária).
Lei nº 5.478/68 (Lei da Ação de Alimentos).
Lei Alimentos Gravídicos
Dia 37 Civil Lei Investigação de Paternidade
Lei do Parcelamento do Solo Urbano
Estatuto da Cidade (Lei 10.257/01)
Dia 38 Processo Civil Art. 369 ao 484, CPC.
Dia 39 Difusos Estatuto do Idoso.
Dia 40 Penal/Empresarial Falência e Recuperação: Art. 1 ao 101.

Dia 41 Processo Penal 383 a 548, CPP.

Dia 42 Civil Art. 1.511 a 1.783-A, CC


Dia 43 Processo Civil Art. 485 ao 538 e 771 a 925 CPC
Dia 44 Difusos Saúde - CF (art. 196 ao 200, CF);
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Lei nº 8.080/90 (Lei do SUS).


Dia 45 Penal/Empresarial Falência e Recuperação: Art. 102 ao 201.
Dia 46 Processo Penal 574 a 667, CPP.
Dia 47 Civil Art. 1.784 a 2.027, CC.
Dia 48 Processo Civil Arts. 554 ao 568, 610 a 681; 687 a 702, CPC.
Dia 49 Difusos Estatuto da Pessoa com Deficiência.
Dia 50 Penal Lei nº 11.343/06 (Lei de Drogas).
Dia 51 Processo Penal Lei de Execuções Penais
Lei de Registros Públicos (Lei 6.015/73)
Lei 9278/96 (Lei União Estável)
Dia 52 Civil Provimento CNJ 37/2014
Resolução CNJ 175/2013
Lei 8.009/90 (Bem de Família)
Processo Penal e Lei nº 9.099/95 - Arts. 60 a 97
Dia 53
Penal Lei 7.716/89 (Crimes de Preconceito)
Dia 54 Processo Civil Art. 719 a 770, CPC.
Dia 55 Civil Obrigações - Arts. 233 a 420 CC
Lei 11.340/06 (Lei Maria da Penha)
Penal e
Dia 56 Lei 13.344/16 ( Tratamento Jurídico do Tráfico de Pessoas)
Processo Penal
Lei 13.431/17 (Sistema de Garantias)
Dia 57 Processo Civil Art. 926 a 1.044, CPC.
Dia 58 Civil Contratos – Arts. 421 a 853 CC
CF – Art. 203 a 231.
Dia 59 Constitucional
Lei Mandado de Injunção Lei 13.300/16
Lei Concessão Serviços Públicos - Lei 8987/95
Dia 60 Administrativo
Lei 13460/17 - Serviços Públicos
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DIA 01/60

• LEI SECA – Leitura dos arts. 01 a 120 do Código Penal.


• Realização de ao menos 20 questões objetivas (Direito Penal – Parte Geral)
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário;
• Todos os temas são importantes, mas atenção REDOBRADA em concurso de pessoas;
concurso de crimes e espécies de penas.

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):

• Art. 61, CP: Lembrar que única agravante compatível com crime culposo é a da
reincidência.
• Arts. 63 e 64, CP: Sempre cai, de forma direta ou indireta, o que é ser reincidente.
➢ Lembrar do art. 7º da Lei de Contravenções Penais:
Art. 7º: Verifica-se a reincidência quando o agente pratica uma contravenção depois
de passar em julgado a sentença que o tenha condenado, no Brasil ou no estrangeiro,
por qualquer crime, ou, no Brasil, por motivo de contravenção – QUEM FOR
CONDENADO NO ESTRANGEIRO POR CONTRAVENÇÃO E COMETE CRIME OU
CONTRAVENÇÃO NO BRASIL NÃO É REINCIDENTE.

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➢ Lembrar que o período depurador da reincidência (cinco anos para não ser mais
considerado reincidente) inicia-se com o CUMPRIMENTO OU EXTINÇÃO DA PENA e
não da data da condenação e que é computado o período de sursis ou livramento
condicional não revogado.
• Arts. 69 a 71, CP: Decorar requisitos e frações de concurso material, concurso formal
próprio e impróprio e crime continuado.
• Art. 75 – lembrar que o limite máximo de 30 anos de pena privativa de liberdade não
é considerado para concessão de benefícios, estes levam em conta a pena efetivamente
aplicada (Súmula 715 STF).

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

LEI NOVA FAVORÁVEL - SÚMULA 611/STF - Transitada em julgado a sentença condenatória,


compete ao juízo das execuções a aplicação da lei mais benigna.

CRIME IMPOSSÍVEL – SÚMULA 145/STF – Não há crime, quando a preparação do flagrante


pela polícia torna impossível a sua consumação.

CRIME CONTINUADO – SÚMULA 711/STF – A lei penal mais grave aplica-se ao crime
continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade
ou da permanência.

DOSIMETRIA DA PENA – SÚMULA 444/STJ – É vedada a utilização de inquéritos policiais e


ações penais em curso para agravar a pena-base.

SÚMULA 241/STJ – A reincidência penal não pode ser considerada como circunstância
agravante e, simultaneamente, como circunstância judicial.

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SÚMULA 231/STJ – A incidência da circunstância atenuante não pode conduzir à redução da


pena abaixo do mínimo legal.

SÚMULA 545/STJ – Quando a confissão for utilizada para a formação do convencimento do


julgador, o réu fará jus à atenuante prevista no art. 65, III, d, do Código Penal.

SÚMULA 171/STJ – Cominadas cumulativamente, em lei especial, penas privativas de


liberdade e pecuniária, é defeso a substituição da prisão por multa.

FIXAÇÃO DO REGIME PRISIONAL – SÚMULA 719/STF – A imposição do regime de


cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea.

SÚMULA 718/STF – A opinião do julgador sobre a gravidade em abstrato do crime não


constitui motivação idônea para a imposição de regime mais severo do que o permitido
segundo a pena aplicada.

SÚMULA 440/STJ – Fixada a pena-base no mínimo legal, é vedado o estabelecimento de


regime prisional mais gravoso do que o cabível em razão da sanção imposta, com base
apenas na gravidade abstrata do delito.

SÚMULA 269/STJ – É admissível a adoção de regime prisional semiaberto aos reincidentes


condenados a pena igual ou inferior a quatro anos, se favoráveis as circunstâncias judiciais.

EXECUÇÃO DA PENA DE MULTA – SÚMULA 521/STJ – A legitimidade para a execução fiscal


de multa pendente de pagamento imposta em sentença condenatória é exclusiva da
Procuradoria da Fazenda Pública.

MEDIDA DE SEGURANÇA – SÚMULA 527/STJ – O tempo de duração da medida de segurança


não deve ultrapassar o limite máximo da pena abstratamente cominada ao delito praticado.

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Atenção, a despeito desta súmula, o STF entende que apenas não pode ultrapassar trinta
anos, independentemente da pena abstratamente cominada do delito.

PRESCRIÇÃO – SÚMULA 146/STF – A prescrição da ação penal regula-se pela pena


concretizada na sentença, quando não há recurso da acusação.
SÚMULA 497/STF – Quando se tratar de crime continuado, a prescrição regula-se ela pena
imposta na sentença, não se computando o acréscimo decorrente da continuação.

SÚMULA 220/STJ – A reincidência não influi no prazo da prescrição da pretensão punitiva.

SÚMULA 438/STJ – É inadmissível a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão


punitiva com fundamento em pena hipotética, independentemente da existência ou sorte
do processo penal.

SÚMULA 191/ STJ – A pronúncia é causa interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do
Júri venha a desclassificar o crime.

PERDÃO JUDICIAL – SÚMULA 18/STJ – A sentença concessiva do perdão judicial é


declaratória da extinção da punibilidade, não subsistindo qualquer efeito condenatório.

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DIA 02/60

• LEI SECA – Leitura dos arts. 01 a 03 do Código de Processo Penal.


• LEI SECA – Leitura da Lei 12.037/2009 (Identificação Criminal)
• LEITURA RESOLUÇÃO 213/CNJ – Audiência de Custódia
• LEITURA RESOLUÇÃO 181/CNMP – PIC/MP
• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre esses assuntos
(Qconcursos/Revisaço/Pacotes Foca)
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário;
• Todos os temas são importantes, mas atenção REDOBRADA aos artigos iniciais do CPP
e sua correlação com o princípio “tempus regit actum” e à possibilidade de interpretação
extensiva e aplicação analógica na lei processual penal (o que não se admite na lei penal
em prejuízo do réu);
• Atenção aos requisitos para celebração do Acordo de Não-Persecução Penal previsto
na Resolução CNMP (Art. 18 da Resolução.
• Atenção às finalidades da Audiência de Custódia (Requisitos do art. 8º da Resolução)

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):


• EXCEPCIONALIDADE DA IDENTIFICAÇÃO CRIMINAL
➢ Decorar hipóteses em que é admitida (art. 3º da Lei nº 12.037/09)

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

SÚMULA VINCULANTE nº 11 (TEM QUE SABER – GRANDE CHANCE DE INCIDÊNCIA) –


EXCEPCIONALIDADE DO USO DE ALGEMAS (INCLUSIVE DURANTE A AUDIÊNCIA DE
CUSTÓDIA): Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de
fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de
terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade
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disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e da nulidade da prisão ou ato


processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado.

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DIA 03/60 - CONSTITUCIONAL
• CONSTITUIÇÃO SECA – FOCO NOS ARTIGOS MAIS IMPORTANTES PARA ESTA PROVA
➢ Leitura dos arts. 01 a 11; 18 a 110; 125 a 130-A, CF.
• Direitos e Partidos Políticos veremos no dia de ELEITORAL.
• Realização de ao menos 20 questões objetivas (primordialmente Direitos e Garantias
Fundamentais, Administração Pública e Ministério Público)
• Todos os temas são importantes, mas atenção REDOBRADA nos arts. 5º (em especial
os incisos que se referem ao Direito Penal/Poder Judiciário/ Remédios Constitucionais –
XXXV a LXXVIII e parágrafos); art. 37 – todos os incisos e parágrafos e Arts. 129 a 130-A –
funções institucionais do MP e composição do CNMP – tem que saber!
• Não cai controle de constitucionalidade, mas pode cair súmula vinculante, razão pela
qual não se dispensa a leitura do art. 103 (pelo que dispõe o art. 103-A, §2º - mesmos
legitimados).

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):


• Quais são os crimes inafiançáveis e os imprescritíveis (Rol constitucional taxativo)
➢ IMPRESCRITÍVEIS: Racismo e a Ação de grupos armados, civis ou militares, contra a
ordem constitucional e o Estado Democrático
➢ INAFIANCÁVEIS: Racismo; a Ação de grupos armados, civis ou militares, contra a
ordem constitucional e o Estado Democrático; a prática da tortura, o tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos
▪ O fato de o crime ser inafiançável não impede a concessão de liberdade
provisória com ou sem a imposição de outras medidas cautelares.
• EXISTE PENA DE MORTE NO BRASIL, apenas no caso de guerra declarada.
• Impossibilidade de realização de greve por militares ou integrantes do serviço de
segurança pública (Informativo 860/STF)
➢ https://www.dizerodireito.com.br/2017/05/policiais-sao-proibidos-de-fazer-
greve.html

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA


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DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS - SÚMULA VINCULANTE 25/STF – É ilícita a prisão


civil do depositário infiel, qualquer que seja a modalidade de depósito.

SÚMULA 419/STJ – Descabe a prisão civil do depositário infiel.

SÚMULA 2/ STJ – Não cabe o habeas data se não houve recusa de informações por parte
da autoridade administrativa.

SÚMULA VINCULANTE 49/STF - Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que
impede a instalação de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada
área.

COMPETÊNCIAS LEGISLATIVAS – SÚMULA VINCULANTE 2/STF - É inconstitucional a lei ou


ato normativo Estadual ou Distrital que disponha sobre sistemas de consórcios e sorteios,
inclusive bingos e loterias.

SÚMULA VINCULANTE 46/ STF - A definição dos crimes de responsabilidade e o


estabelecimento das respectivas normas de processo e julgamento são de competência
legislativa privativa da União.

SÚMULA VINCULANTE 39/ STF - Compete privativamente à União legislar sobre


vencimentos dos membros das polícias civil e militar e do corpo de bombeiros militar do
Distrito Federal.

SÚMULA VINCULANTE 38/ STF - É competente o Município para fixar o horário de


funcionamento de estabelecimento comercial.

SÚMULA 19/ STJ – A fixação do horário bancário para atendimento ao público é da


competência da União.

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PODER LEGISLATIVO - SÚMULA 245/STF – A imunidade parlamentar não se estende ao


corréu sem essa prerrogativa.

SÚMULA 397/STF – O poder de polícia da Câmara dos Deputados e do Senado Federal,


em caso de crime cometido nas suas dependências, compreende, consoante o
regimento, a prisão em flagrante do acusado e a realização do inquérito.

TRIBUNAL DE CONTAS – SÚMULA 347/STF – O Tribunal de Contas, no exercício de suas


atribuições podem apreciar a constitucionalidade das leis e dos atos do poder público.

SÚMULA VINCULANTE 3/ STF - Nos processos perante o Tribunal de Contas da União


asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar
anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, excetuada a
apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão.

PODER JUDICIÁRIO – SÚMULA 628/STF –Integrante de lista de candidatos a determinada


vaga da composição de tribunal é parte legítima para impugnar a validade da nomeação
de concorrente.

SÚMULA 627/STF - No mandado de segurança contra a nomeação de magistrado da


competência do Presidente da República, este é considerado autoridade coatora, ainda
que o fundamento da impetração seja nulidade ocorrida em fase anterior do
procedimento.

SÚMULA 649/ STF - É inconstitucional a criação, por Constituição Estadual, de órgão de


controle administrativo do Poder Judiciário do qual participem representantes de outros
poderes ou entidades.

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SÚMULA 731/STF - Para fim da competência originária do Supremo Tribunal Federal, é de
interesse geral da magistratura a questão de saber se, em face da Lei Orgânica da
Magistratura Nacional, os juízes têm direito à licença-prêmio.

MINISTÉRIO PÚBLICO – PRECISA SABER TODAS!!!


SÚMULA 99/STJ – O Ministério Público tem legitimidade para recorrer no processo em
que oficiou como fiscal da lei, ainda que não haja recurso da parte.

SÚMULA 116/STJ – A Fazenda Pública e o Ministério Público têm prazo em dobro para
interpor agravo regimental no Superior Tribunal de Justiça.

SÚMULA 189/STJ – É desnecessária a intervenção do Ministério Público nas execuções


fiscais.

SÚMULA 226/STJ – O Ministério Público tem legitimidade para recorrer na ação de


acidente de trabalho, ainda que o segurado esteja assistido por advogado.

SÚMULA 329/ STJ – O Ministério Público tem legitimidade para propor ação civil pública
em defesa do patrimônio público.

SÚMULA 643/STF – O Ministério Público tem legitimidade para promover ação civil
pública cujo fundamento seja a ilegalidade de reajuste de mensalidades escolares

SÚMULA 594/STJ - O Ministério Público tem legitimidade ativa para ajuizar ação de
alimentos em proveito de criança ou adolescente independentemente do exercício do
poder familiar dos pais, ou do fato de o menor se encontrar nas situações de risco
descritas no art. 98 do Estatuto da Criança e do Adolescente, ou de quaisquer outros
questionamentos acerca da existência ou eficiência da Defensoria Pública na comarca.

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SÚMULA 601/STJ - O Ministério Público tem legitimidade ativa para atuar na defesa de
direitos difusos, coletivos e individuais homogêneos dos consumidores, ainda que
decorrentes da prestação de serviço público.

SÚMULA 234/STJ - A participação de membro do Ministério Público na fase investigatória


criminal não acarreta o seu impedimento ou suspeição para o oferecimento da denúncia.

SÚMULA 701/STF – No mandado de segurança impetrado pelo Ministério Público contra


decisão proferida em processo penal, é obrigatória a citação do réu como litisconsorte
passivo.

SÚMULA 604/STJ - O mandado de segurança não se presta para atribuir efeito suspensivo
a recurso criminal interposto pelo Ministério Público.

DEFENSORIA PÚBLICA – SÚMULA 421/STJ – Os honorários advocatícios não são devidos à


Defensoria Pública quando ela atua contra a pessoa jurídica de direito público à qual
pertença.

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DIA 04/60 – DIREITO CIVIL

• LEI SECA – Leitura da LINDB + Art. 1 ao 21 e 40 ao 103, CC


• Realização de ao menos 20 questões objetivas (LINDB e Direito Civil: Da Personalidade
e da Capacidade e Direitos da Personalidade)
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário
• Todos os temas elencados acima são importantes, mas atenção REDOBRADA NA
LINDB – É uma lei curta e que pode garantir umas duas questões em Civil. Atenção para
a recente alteração (Arts. 20 a 26 – incluídos em 2018).

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):

• Muita atenção na alteração da teoria das incapacidades propiciada pelo EPCD/2015.


➢ Atualmente apenas os menores de 16 anos são absolutamente incapazes para o
ordenamento jurídico brasileiro!
• Hipóteses de emancipação – art. 5º, parágrafo único – Lembrar que na hipótese de
casamento, os menores de 16 anos que se casam, com autorização judicial, não passam
pela incapacidade relativa – passam de absolutamente incapazes a plenamente capazes
(chamada capacidade por salto) – mesmo que se divorciem antes dos dezoito anos
permanecem capazes – sentença de divórcio tem efeitos ex nunc. Quanto à ocorrência
de anulação do casamento de um menor de 18 anos, há divergência na doutrina,
prevalecendo que, devido ao efeito ex-tunc, causaria também o retorno à condição de
incapaz, salvo a hipótese de casamento putativo.
• Atenção para a ampliação do rol de finalidades das fundações (2015) – art. 62 – de
qualquer forma saber que prevalece na doutrina ser um rol exemplificativo.
• Art. 76 CC – hipóteses de domicílio necessário – atenção para a pegadinha: lembrar
que o preso provisório não tem domicílio necessário – apenas após o trânsito em julgado
da sentença penal condenatória o preso tem domicílio necessário.

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SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

Súmula 403/STJ – Independe de prova do prejuízo a indenização pela publicação não


autorizada de imagens de pessoa com fins econômicos ou comerciais (art. 20 CC).

Atenção! A despeito desta súmula ser aplicável, por exemplo, à hipótese de utilização de
imagem de alguém, sem autorização, em um comercial de TV, lembrar do entendimento
do STF quanto à desnecessidade de autorização prévia para publicação de biografia, por
consagração à liberdade de expressão:

Para que seja publicada uma biografia NÃO é necessária autorização prévia do indivíduo
biografado, das demais pessoas retratadas, nem de seus familiares. Essa autorização prévia
seria uma forma de censura, não sendo compatível com a liberdade de expressão
consagrada pela CF/88. Caso o biografado ou qualquer outra pessoa retratada na biografia
entenda que seus direitos foram violados pela publicação, ele terá direito à reparação, que
poderá ser feita não apenas por meio de indenização pecuniária, como também por outras
formas, tais como a publicação de ressalva, de nova edição com correção, de direito de
resposta etc. STF. Plenário. ADI 4815, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 10/06/2015.

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DIA 05/60 – DIREITO PROCESSUAL CIVIL

• LEI SECA – Art. 1 ao 97, CPC.


• Realização de ao menos 20 questões objetivas.
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário (mas a leitura dos artigos basta).
• Atenção REDOBRADA na leitura dos artigos 1º a 15 e 42 a 66, pois há grande chance
de incidência e diversos sofreram alterações em relação ao CPC/1973.

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):

• O Novo CPC estimula a todo tempo a solução consensual dos conflitos: Art. 3º, §3, A
conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos deverão
ser estimulados por juízes, advogados, defensores públicos e membros do Ministério
Público, inclusive no curso do processo judicial.
➢ Mediação: casos em que há vínculo anterior entre as partes. Ex.: ações de família
➢ Conciliação: casos em que não há vínculo anterior entre as partes. Ex. Demanda
com pedido de indenização decorrente de acidente de trânsito em que as partes não
se conheciam previamente.
• Atenção para a hipótese prevista no art. 54, §3º: Serão reunidos para julgamento
conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou
contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles.
• Atenção para o FIM DA EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA NO PROCESSO CIVIL - Art. 64. A
incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de
contestação. Importante: A incompetência relativa pode ser alegada pelo Ministério
Público nas causas em que atuar.
• Não esquecer das hipóteses em que o juiz deve nomear curador especial e lembrar
que a curatela especial é exercida pela defensoria pública (art. 72).

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SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA
COMPETÊNCIA TERRITORIAL
SÚMULA 1/ STJ – O foro do domicílio ou da residência do alimentando é o competente
para a ação de investigação de paternidade, quando cumulada com a de alimentos.

SÚMULA 33/STJ – A incompetência relativa não pode ser declarada de ofício – ATENÇÃO
– O CPC/2015 passou a prever uma exceção a essa súmula, tornando-a parcialmente
superada. É a hipótese do art. 63, §3º, que dispõe: Antes da citação, a cláusula de eleição
de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de ofício pelo juiz, que determinará a
remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu.

SÚMULA 206/STJ - A existência de vara privativa, instituída por lei estadual, não altera a
competência territorial resultante das leis de processo.

COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL


SÚMULA 556/STF – É competente a justiça comum para julgar as causas em que é parte
sociedade de economia mista.

SÚMULA 42/STJ - Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar as causas em que
é parte a sociedade de economia mista e os crimes praticados em seu detrimento.

SÚMULA 517/STF - As sociedades de economia mista só têm foro na justiça federal


quando a União intervém como assistente ou opoente.

SÚMULA 508/STF – Compete à justiça estadual, em ambas as instâncias, processar e julgar


as causas em que for parte o Banco do Brasil S/A.

SÚMULA 570/STJ – Compete à Justiça Federal o processo e julgamento de demanda em


que se discute a ausência de ou o obstáculo ao credenciamento de instituição particular
de ensino superior no Ministério da Educação como condição de expedição de diploma
de ensino a distância aos estudantes.

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SÚMULA 254/STJ – A decisão do juízo federal que exclui da relação processual ente
federal não pode ser reexaminada no juízo estadual.

SÚMULA 150/STJ - Compete à Justiça Federal decidir sobre a existência de interesse


jurídico que justifique a presença, no processo da União, suas autarquias ou empresas
públicas.

COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL


SÚMULA VINCULANTE 27/STF - Compete à Justiça estadual julgar causas entre
consumidor e concessionária de serviço público de telefonia, quando a ANATEL não seja
litisconsorte passiva necessária, assistente, nem opoente.

SÚMULA 506/STJ – A ANATEL não é parte legítima nas demandas entre a concessionária
e o usuário de telefonia decorrentes de relação contratual.

SÚMULA 516/ STF - O Serviço Social da Indústria (SESI) está sujeito à jurisdição da Justiça
Estadual.

SÚMULA 137/STJ – Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar ação de


servidor público municipal, pleiteando direitos relativos ao vínculo estatutário.

SÚMULA 218/STJ – Compete à Justiça dos Estados processar e julgar ação de servidor
estadual decorrente de direitos e vantagens estatutárias no exercício de cargo em
comissão.

SÚMULA 363/STJ – Compete â Justiça Estadual processar e julgar a ação de cobrança


ajuizada por profissional liberal contra cliente

SÚMULA 34/STJ – Compete à Justiça Estadual processar e julgar causa relativa a


mensalidade escolar cobrada por estabelecimento particular de ensino.

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SÚMULA 224/STJ – Excluído do feito o ente federal cuja presença levara o juiz estadual a
declinar da competência, deve o juiz federal restituir os autos e não suscitar o conflito.

CONEXÃO – SÚMULA 235/STJ – A conexão não determina a reunião dos processos se um


deles já foi julgado.

CONFLITO DE COMPETÊNCIA – SÚMULA 59/STJ – Não há conflito de competência se já


existe sentença com trânsito em julgado, proferida por um dos juízos conflitantes.

SÚMULA 3/STJ – Compete ao Tribunal Regional Federal dirimir conflito de competência


verificado, na respectiva região, entre juiz federal e juiz estadual investido na jurisdição
federal.

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DIA 06/60 – DIREITOS E INTERESSES DIFUSOS E COLETIVOS

• LEI DA AÇÃO CIVIL PÚBLICA – Lei nº 7.347/85


• Realização de ao menos 20 questões objetivas (No nosso pacote de questões objetivas
reunimos 16 questões inéditas).
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário. Caso nunca tenha estudado esta lei, consideramos importante ler ao menos
um resumo sobre ela, pois há diversos institutos embutidos, e recomendamos o
disponibilizado gratuitamente pelo Dr. João Lordelo em seu site:
➢ (https://docs.wixstatic.com/ugd/256fe5_084e3d0a09e44cceb286197838057b6a
.pdf ).
• Enfatizamos: Atenção REDOBRADA na leitura dessa lei, chance de cair MUITÍSSIMO
GRANDE! Deixamos um dia inteiro para esta Lei em razão de sua importância.

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):


• Importante considerar que esta lei, juntamente com o Código de Defesa do
Consumidor, constitui a base do microssistema de tutela coletiva, complementados por
outras leis que igualmente preveem instrumentos para a tutela de interesses difusos e
coletivos (ECA, Estatuto do Idoso, etc.).
• Lembrar que uma ação que busca a responsabilização por ato de improbidade
administrativa, embora tenha rito próprio previsto na Lei 8429/92, é uma espécie de ação
civil pública com vistas à tutela do patrimônio público, razão pela qual é possível a
instauração de inquérito civil pelo MP e constitui crime a recusa de documentos e
informações necessários à sua propositura (art. 10 Lei 7347/85).
• Não confundir: Legitimados para a ACP (art. 5º) x Legitimados para o TAC (órgãos
públicos, §6º) x Instauração de inquérito civil é de legitimidade exclusiva do MP. (art. 8º,
§1º).
• POLÊMICA DO Art. 16. “A sentença civil fará coisa julgada erga omnes, nos limites da
competência territorial do órgão prolator, exceto se o pedido for julgado improcedente

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Direcionamento Analista MPSP 2018

por insuficiência de provas, hipótese em que qualquer legitimado poderá intentar outra
ação com idêntico fundamento, valendo-se de nova prova.”
• Resumo das principais críticas ao dispositivo (Via Dizer o Direito):
➢ Gera prejuízo à economia processual e pode ocasionar decisões contraditórias
entre julgados proferidos em Municípios ou Estados diferentes;
➢ Viola o princípio da igualdade por tratar de forma diversa os brasileiros (para uns
irá "valer" a decisão, para outros não);
➢ Os direitos coletivos “lato sensu” são indivisíveis, de forma que não há sentido que
a decisão que os define seja separada por território;
➢ A redação do dispositivo mistura “competência” com “eficácia da decisão”, que são
conceitos diferentes. O legislador confundiu, ainda, “coisa julgada” e “eficácia da
sentença”;
➢ O art. 93 do CDC, que se aplica também à LACP, traz regra diversa, já que prevê
que, em caso de danos nacional ou regional, a competência para a ação será do foro
da Capital do Estado ou do Distrito Federal, o que indica que essa decisão valeria, no
mínimo, para todo o Estado/DF.
• STJ tem afastado essa regra, inclusive em recurso repetitivo: “A eficácia das decisões
proferidas em ações civis públicas coletivas NÃO deve ficar limitada ao território da
competência do órgão jurisdicional que prolatou a decisão. STJ. Corte Especial. EREsp
1134957/SP, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 24/10/2016”
• No MPSP o prazo do inquérito civil é de 180 dias, prorrogáveis quantas vezes for

necessário, de forma fundamentada (A Resolução do CNMP fala em um ano de prazo,


mas permite que cada MP estabeleça de forma distinta). Outra peculiaridade do MPSP é
que o compromisso de ajustamento de conduta só tem validade após homologação pelo
Conselho Superior. As peculiaridades para o trâmite do Inquérito Civil no MPSP constam
do Ato Normativo nº 484/06, cuja leitura reputamos facultativa nesse momento da
preparação, dada sua extensão e baixa probabilidade de incidência.

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SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

SÚMULA 329/ STJ – O Ministério Público tem legitimidade para propor ação civil pública
em defesa do patrimônio público.
SÚMULA 643/STF – O Ministério Público tem legitimidade para promover ação civil
pública cujo fundamento seja a ilegalidade de reajuste de mensalidades escolares
SÚMULA 601/STJ - O Ministério Público tem legitimidade ativa para atuar na defesa de
direitos difusos, coletivos e individuais homogêneos dos consumidores, ainda que
decorrentes da prestação de serviço público

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DIA 07/60 – ESTATUTO DA CRIANÇA E ADOLESCENTE

• Leitura: Art. 1º ao 130, ECA


• Realização de ao menos 30 questões objetivas (No nosso pacote de questões objetivas
reunimos 22 questões inéditas sobre as atualizações do ECA)
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário (mas a leitura dos artigos basta).
• Atenção REDOBRADA às alterações recentes, propiciadas pela Lei 13.509/2017.

Apesar de ser uma lei de 2017, houve derrubada de vetos em 2018, razão pela qual
muitos livros de 2018 estão desatualizados, inclusive Vade Mecum! Para não correr o
risco de estudar pelo material errado, sugiro que o estudo das alterações seja feito pela
tabela elaborada pelo Professor Paulo Lépore, disponibilizada gratuitamente no site dele:
➢ https://drive.google.com/file/d/1iU2SHLjSIe7R-Miafp2vWkxIvn8KPSn1/view
• ECA é uma matéria para gabaritar, porque é basicamente decoreba de lei seca mesmo,
dificilmente as questões objetivas vão exigir raciocínio complexo. Leiam, releiam e garantam
essas questões!

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):

Dentre as alterações recentes, acredito que tenham maior chance de incidência na prova
as seguintes, bem como as alterações referentes a PRAZOS, bem destacadas na tabela
indicada acima. Lembrar que as referidas alterações buscaram dar celeridade aos
processos de adoção!

• Art. 19 - § 5º- Será garantida a convivência integral da criança com a mãe adolescente
que estiver em acolhimento institucional.
• Parto Anônimo – possibilidade de a mãe manifestar interesse de entregar seu filho
para a adoção (lembrar que isso é plenamente lícito no Brasil, conforme art. 19-A)
• Apadrinhamento: lembrar que podem ser padrinhos pessoas físicas maiores de 18
anos NÃO inscritas no cadastro de adoção e PESSOAS JURÍDICAS (art. 19-B)
• Art. 50 - § 15. Será assegurada prioridade no cadastro a pessoas interessadas em
adotar criança ou adolescente com deficiência, com doença crônica ou com necessidades
específicas de saúde, além de grupo de irmãos.
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Direcionamento Analista MPSP 2018
Quanto às consagradas disposições do ECA, recordar principalmente:

• Distinção entre criança (até 12 anos incompletos) e adolescente (de 12 anos


completos a 18 anos incompletos), lembrando que a pessoa completa a idade a partir das
0h do dia em que faz aniversário, independentemente do horário de nascimento.
• Criança que pratica ato infracional pode receber apenas medida de proteção,
enquanto adolescente pode receber medida de proteção e/ou medida socioeducativa.
• Definição de Ato Infracional: Art. 103 – Considera-se ato infracional a conduta descrita
como crime ou contravenção penal.
• Medidas Socioeducativas: Art. 112 – advertência, obrigação de reparar o dano,
prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida ,semiliberdade e internação - A
medida aplicada ao adolescente levará em conta a sua capacidade de cumpri-la, as
circunstâncias e a gravidade da infração.
• Hipóteses em que é admitida INTERNAÇÃO (tem que saber!) – Art. 122 – lembrar que
não tem prazo determinado, apenas prazo máximo, devendo ser reavaliada a cada seis
meses.
o I - tratar-se de ato infracional cometido mediante grave ameaça ou violência a
pessoa (prazo máximo de três anos);
o II - por reiteração no cometimento de outras infrações graves (prazo máximo de
três anos);
o II - por descumprimento reiterado e injustificável da medida anteriormente
imposta (internação-sanção, prazo máximo de três meses).
o Internação provisória é possível, durante o trâmite da ação socioeducativa, pelo
prazo máximo de 45 dias.
o Em todas as medidas: Liberação compulsória aos 21 anos!
• REMISSÃO arts. 126 a 128 : informações importantes (tabela site Dizer o Direito)

Remissão como forma de Remissão como forma de


EXCLUSÃO do processo SUSPENSÃO ou EXTINÇÃO do processo
É pré-processual (antes do processo É processual, ou seja, depois que a ação
iniciar). socioeducativa foi proposta.
Concedida pelo MP. Concedida pelo juiz.
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Concedida a remissão pelo representante O Ministério Público deverá ser ouvido,
do MP os autos serão conclusos ao juiz mas sua opinião não é vinculante. Quem
para homologar ou não (art. 181 do ECA). decide se concede ou não a remissão é o
magistrado.
Também chamada de remissão Também chamada de remissão judicial.
ministerial.
Prevista no art. 126, caput, do ECA: Prevista no art. 126, parágrafo único, do
Art. 126. Antes de iniciado o procedimento ECA:
judicial para apuração de ato infracional, o Art. 126 (...)
representante do Ministério Público Parágrafo único. Iniciado o procedimento,
poderá conceder a remissão, como forma a concessão da remissão pela autoridade
de exclusão do processo, atendendo às judiciária importará na suspensão ou
circunstâncias e consequências do fato, ao extinção do processo.
contexto social, bem como à
personalidade do adolescente e sua maior
ou menor participação no ato infracional.
PRÓPRIA IMPRÓPRIA
Ocorre quando é concedido perdão puro Ocorre quando é concedido o perdão ao
e simples ao adolescente, sem qualquer adolescente, mas com a imposição de que
imposição. ele cumpra alguma medida
socioeducativa, desde que esta não seja
restritiva de liberdade.
A doutrina afirma que, neste caso, não é É indispensável o consentimento do
necessário o consentimento do adolescente e de seu responsável, além
adolescente nem a presença de da assistência jurídica de um advogado ou
advogado. Defensor Público.

Vale ressaltar que não é possível a aplicação de remissão imprópria pelo MP sem que
haja homologação judicial. Isso restou consignado em uma súmula editada pelo STJ:
Súmula 108-STJ: A aplicação de medidas socioeducativas ao adolescente, pela prática de
ato infracional, é da competência exclusiva do juiz.

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Direcionamento Analista MPSP 2018
https://www.dizerodireito.com.br/2016/10/remissao-prevista-no-eca-saiba-mais.html

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

SÚMULA 108/STJ: A aplicação de medidas socioeducativas ao adolescente, pela prática


de ato infracional, é da competência exclusiva do juiz.

SÚMULA 265/STJ: É necessária a oitiva do menor infrator antes de decretar-se a regressão


da medida socioeducativa.

SÚMULA 342/STJ: No procedimento para aplicação de medida socioeducativa, é nula a


desistência de outras provas em face da confissão do adolescente.

SÚMULA 492/STJ: O ato infracional análogo ao tráfico de drogas, por si só, não conduz
obrigatoriamente à imposição de medida socioeducativa de internação do adolescente.

SÚMULA 338/STJ: A prescrição penal é aplicável nas medidas socioeducativas.

Súmula 605-STJ: A superveniência da maioridade penal não interfere na apuração de ato


infracional nem na aplicabilidade de medida socioeducativa em curso, inclusive na
liberdade assistida, enquanto não atingida a idade de 21 anos

SÚMULA 594/STJ: O Ministério Público tem legitimidade ativa para ajuizar ação de
alimentos em proveito de criança ou adolescente independentemente do exercício do
poder familiar dos pais, ou do fato de o menor se encontrar nas situações de risco
descritas no art. 98 do Estatuto da Criança e do Adolescente, ou de quaisquer outros
questionamentos acerca da existência ou eficiência da Defensoria Pública na comarca.

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DIA 08/60 - ADMINISTRATIVO

• LEI SECA:
➢ Art. 20, 37, 70 a 75, CF
➢ Art. 78 do CTN
➢ Lei nº 9.790/99
➢ Lei nº 9.637/98
➢ Lei nº 13.019/2014
• Realização de ao menos 20 questões objetivas, preferencialmente sobre regime
jurídico administrativo.
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário.
• Todos os temas são importantes, mas atenção REDOBRADA NO ART. 37, todos os seus
incisos. (a base do direito administrativo está ali, por isso estamos repetindo a indicação
da leitura já feita em constitucional) e no conceito de poder de polícia trazido pelo art.
78 do CTN, pois a despeito de sua previsão na legislação tributária (esta que não é
cobrada no concurso) é utilizado como conceito básico do direito administrativo.

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):


• Atenção para pegadinha: Art. 37 - III - o prazo de validade do concurso público será de
até dois anos, prorrogável uma vez, por igual período – é ATÉ dois anos, pode ser menor.
• Acumulação de cargos públicos: vedação é regra, permissivos estão na CF – lembrar
que a vedação também se aplica a empregos e funções e abrange autarquias, fundações,
empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades
controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público:
➢ dois cargos de professor
➢ a de um cargo de professor com outro técnico ou científico
➢ a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões
regulamentadas
➢ vereador com qualquer outro cargo em que haja compatibilidade de horário

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Direcionamento Analista MPSP 2018

IMPORTANTE SABER DIFERENCIAR OSCIP e OS:


(Fonte: http://www.eduardorgoncalves.com.br/2015/07/direito-administrativo-
terceiro-setor.html)

OS OSCIP

Lei de Regência Lei n. 9.637/98 Lei 9.790/99

Torna possível que pessoas A qualificação das OSCIPs não visa


jurídicas de direito privado, sem fins absorver atividades desenvolvidas
lucrativos, assumam atividades pelo Estado, mas tão somente
desenvolvidas por entidades ou uma parceria, de intuito
Característica
órgãos da Administração Pública. colaborativo. A OSCIP atua
Há uma transferência para a em colaboração.
iniciativa privada.

Instrumento de Contrato de Gestão Termo de Parceria


Formalização

Discricionária Vinculada

A qualificação como OS depende A qualificação como OSCIP é ato


de aprovação discricionária vinculado do Ministro da Justiça,
Qualificação
do Ministro ou titular do órgão sendo que o indeferimento deve
setorial (a depender da área de ser fundamentado.
atuação) e do Ministro do
Planejamento, Orçamento e Gestão
(MPOG).

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Direcionamento Analista MPSP 2018
As áreas de atuação das OS As áreas de atuação das OSCIP
são mais restritas: ensino; pesquisa são mais amplas, como:
científica; desenvolvimento assistência social; cultura, defesa
tecnológico; proteção e e conservação do patrimônio
Áreas de
preservação do meio ambiente; histórico e artístico; educação;
Atuação
cultura e saúde. saúde; segurança alimentar e
nutricional; meio ambiente;
combate à pobreza; direitos
humanos, etc. (art. 3º da Lei
9.790/99)

Requisitos para A lei disciplina os requisitos A lei não disciplina os requisitos


qualificação específicos, ou seja, a pessoa específicos, cuidando das
jurídica deve atender às exigências hipóteses em que não se poderá
legais (art. 2º da Lei n. 9.637/98) qualificar o pessoa jurídica como
OSCIP (art. 2º da Lei 9.790/99).

Composição O conselho de É permitida a participação de


do Poder administração deve ser composto servidores públicos na
Público na por 20 a 40% (vinte a quarenta por composição de conselho de
Administração cento) de membros natos Organização da Sociedade Civil de
representantes do Poder Público. Interesse Público.

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

PRINCÍPIO DA AUTOTUTELA

SÚMULA 437/STF - A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de
vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por

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Direcionamento Analista MPSP 2018
motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e
ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial.

SÚMULA 611-STJ: Desde que devidamente motivada e com amparo em investigação ou


sindicância, é permitida a instauração de processo administrativo disciplinar com base em
denúncia anônima, em face do poder-dever de autotutela imposto à Administração.

SÚMULA 6/STF - A revogação ou anulação, pelo Poder Executivo, de aposentadoria, ou


qualquer outro ato aprovado pelo Tribunal de Contas, não produz efeitos antes de
aprovada por aquele tribunal, ressalvada a competência revisora do Judiciário.

VEDAÇÃO AO NEPOTISMO – SÚMULA VINCULANTE 13/STF - A nomeação de cônjuge,


companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau,
inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em
cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou
de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta
em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal.

***A jurisprudência do STF preconiza que, ressalvada situação de fraude à lei, a


nomeação de parentes para cargos públicos de natureza política (Secretário de Saúde,
por exemplo) não desrespeita o conteúdo normativo do enunciado da Súmula Vinculante
13 – Pode ser demonstrada a ausência de fraude quando há, por exemplo, justificativa
de natureza profissional, curricular ou técnica para a nomeação.

CONCURSO PÚBLICO

SÚMULA 266/STJ – O diploma ou habilitação legal para o exercício do cargo deve ser
exigido na posse e não na inscrição para o concurso público – ATENÇÃO – Súmula

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Direcionamento Analista MPSP 2018
inaplicável a concursos para as carreiras da Magistratura e do Ministério Público (Info
821/STF – comprovação nestes casos deve ser exigida na inscrição definitiva).

SÚMULA 377/STJ: O portador de visão monocular tem direito de concorrer, em concurso


público, às vagas destinadas aos deficientes.

SÚMULA 552/STJ: O portador de surdez unilateral não se qualifica como pessoa com
deficiência para o fim de disputar as vagas reservadas em concursos públicos.

***Distinção das súmulas 377 e 552 sempre têm chance de incidência em prova.

SÚMULA VINCULANTE 44/STF – Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a


habilitação de candidato a cargo público.

SÚMULA 683/STF - O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima


em face do art. 7º, XXX, da Constituição, quando possa ser justificado pela natureza das
atribuições do cargo a ser preenchido.

SÚMULA 684/STF – É inconstitucional o veto não motivado à participação de candidato a


concurso público.

SÚMULA VINCULANTE 43/STF - É inconstitucional toda modalidade de provimento que


propicie ao servidor investir-se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao
seu provimento, em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente investido.

SÚMULA 15/STF - Dentro do prazo de validade do concurso, o candidato aprovado tem


direito à nomeação, quando o cargo for preenchido sem observância da classificação.
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Direcionamento Analista MPSP 2018

SERVIDORES PÚBLICOS

SÚMULA VINCULANTE 42/STF – É inconstitucional a vinculação do reajuste de


vencimentos de servidores estaduais ou municipais a índices federais de correção
monetária.

SÚMULA 21/STF – Funcionário em estágio probatório não pode ser exonerado nem
demitido sem inquérito ou sem as formalidades legais de apuração de sua capacidade.

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DIA 09/60 – DIREITOS HUMANOS

• Apenas LEI SECA (não há súmulas relacionadas):


➢ Lei da internação compulsória – Lei 10.216/2001
➢ Política Nacional para a População em Situação de Rua – Decreto 7053/2009
➢ Estatuto Igualdade Racial – Lei 12.288/2010.
• Realização de ao menos 10 questões objetivas sobre as referidas normas (temos em
nosso pacote de questões)
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário
• Todos os temas são importantes, mas atenção REDOBRADA na Lei de Internação
Compulsória, sempre com grande chance de incidência por ser um importante marco dos
direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais (ponto importante do edital).

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):


MODALIDADES DE INTERNAÇÃO PREVISTAS NA LEI - ESQUEMATIZAÇÃO
VOLUNTÁRIA INVOLUNTÁRIA COMPULSÓRIA
Com consentimento do Sem o consentimento do Determinada pela Justiça
usuário usuário e a pedido de terceiro
Exige assinatura de uma Deverá, no prazo de setenta e Determinada, de acordo com
declaração de que optou duas horas, ser comunicada ao a legislação vigente, pelo juiz
pelo tratamento. Ministério Público Estadual pelo competente, que levará em
responsável técnico do conta as condições de
estabelecimento no qual tenha segurança do
ocorrido, devendo esse mesmo estabelecimento, quanto à
procedimento ser adotado salvaguarda do paciente, dos
quando da respectiva alta demais internados e
funcionários.
Termina por solicitação Termina por solicitação escrita
escrita do paciente ou por do familiar, ou responsável
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Direcionamento Analista MPSP 2018

determinação do médico legal, ou quando estabelecido


assistente pelo especialista responsável
pelo tratamento
Somente serão autorizadas por médico devidamente
registrado no Conselho Regional de Medicina - CRM do
Estado onde se localize o estabelecimento.
Internação somente será realizada mediante laudo médico circunstanciado que caracterize os
seus motivos e só será indicada quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem
insuficientes

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DIA 10/60 – ELEITORAL


• LEI SECA:
➢ Art. 12 a 17, CF;
➢ Lei de Inelegibilidades (LC nº 64);
➢ Lei nº 9.096/1995 (Lei dos partidos políticos);
➢ Lei nº 6.091/74 (transporte de eleitores);
➢ Crimes eleitorais (283 a 364, CE).
• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre direitos políticos e partidos
políticos
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário.
• Todos os temas são importantes, mas atenção REDOBRADA na base constitucional (arts.
12 a 17 TEM QUE SABER) e nas recentes alterações (minirreforma eleitoral de 2017,
caso ainda não tenha se familiarizado com as modificações, sugerimos a seguinte leitura
➢ https://www.dizerodireito.com.br/2017/10/comentarios-minirreforma-eleitoral-
de.html

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):


• Estrangeiro pode votar? A regra é NÃO, mas há a ressalva do português equiparado a
brasileiro naturalizado, que não deixa de ser estrangeiro.
• Fim das coligações nas eleições proporcionais e cláusula de barreira do fundo
partidário – EC 97/2017> RECOMENDAMOS A SEGUINTE LEITURA, dada a importância
das alterações: https://www.dizerodireito.com.br/2017/10/breves-comentarios-ec-
972017-fim-das.html
• Lembrar, ainda, que a Lei nº 13.487/2017 acabou com a propaganda partidária
(difusão das ideias do partido) no rádio e na televisão, subsistindo tão somente a
propaganda eleitoral (voltada à captação de votos)
• CRIMES ELEITORAIS: todos são de ação penal pública INCONDICIONADA, mesmo a
calúnia, injúria e difamação eleitoral.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULAS APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA


SÚMULA VINCULANTE 18/STF – A dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal no curso
do mandato não afasta a inelegibilidade prevista no §7º do art. 14 da Constituição
Federal.

SÚMULA 6/TSE - São inelegíveis para o cargo de Chefe do Executivo o cônjuge e os


parentes, indicados no § 7º do art. 14 da Constituição Federal, do titular do mandato,
salvo se este, reelegível, tenha falecido, renunciado ou se afastado definitivamente do
cargo até seis meses antes do pleito.

SÚMULA 15/TSE - O exercício de mandato eletivo não é circunstância capaz, por si só, de
comprovar a condição de alfabetizado do candidato.

SÚMULA 19/TSE - O prazo de inelegibilidade decorrente da condenação por abuso do


poder econômico ou político tem início no dia da eleição em que este se verificou e finda
no dia de igual número no oitavo ano seguinte (art. 22, XIV, da LC no 64/90).

SÚMULA 45/TSE - Nos processos de registro de candidatura, o Juiz Eleitoral pode


conhecer de ofício da existência de causas de inelegibilidade ou da ausência de condição
de elegibilidade, desde que resguardados o contraditório e a ampla defesa.

SÚMULA 54/TSE - A desincompatibilização de servidor público que possui cargo em


comissão é de três meses antes do pleito e pressupõe a exoneração do cargo
comissionado, e não apenas seu afastamento de fato.

SÚMULA 55/TSE - A Carteira Nacional de Habilitação gera a presunção da escolaridade


necessária ao deferimento do registro de candidatura.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 59/TSE - O reconhecimento da prescrição da pretensão executória pela Justiça


Comum não afasta a inelegibilidade prevista no art. 1º, I, e, da LC nº 64/90, porquanto
não extingue os efeitos secundários da condenação.

SÚMULA 60/ TSE - O prazo da causa de inelegibilidade prevista no art. 1º, I, e, da LC nº


64/90 deve ser contado a partir da data em que ocorrida a prescrição da pretensão
executória e não do momento da sua declaração judicial.

SÚMULA 61/ TSE - O prazo concernente à hipótese de inelegibilidade prevista no art. 1º,
I, e, da LC nº 64/90 projeta-se por oito anos após o cumprimento da pena, seja ela
privativa de liberdade, restritiva de direito ou multa.

SÚMULA 66/TSE - A incidência do § 2º do art. 26-C da LC nº 64/90 não acarreta o imediato


indeferimento do registro ou o cancelamento do diploma, sendo necessário o exame da
presença de todos os requisitos essenciais à configuração da inelegibilidade, observados
os princípios do contraditório e da ampla defesa.

SÚMULA 67/TSE - A perda do mandato em razão da desfiliação partidária não se aplica


aos candidatos eleitos pelo sistema majoritário.

SÚMULA 69/TSE - Os prazos de inelegibilidade previstos nas alíneas j e h do inciso I do art.


1º da LC nº 64/90 têm termo inicial no dia do primeiro turno da eleição e termo final no
dia de igual número no oitavo ano seguinte.

SÚMULA 70/TSE - O encerramento do prazo de inelegibilidade antes do dia da eleição


constitui fato superveniente que afasta a inelegibilidade, nos termos do art. 11, § 10, da
Lei nº 9.504/97.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 11/60 – EMPRESARIAL


• LEI SECA: 966 a 1.087, CC
• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre empresa e empresário
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário.
• Todos os temas são importantes, mas atenção REDOBRADA nos artigos iniciais – 966
a 980-A.

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):


• Empresário Rural: registro facultativo de natureza constitutiva – se fizer o registro
em junta comercial sujeita-se ao regime jurídico empresarial, sendo inaplicável esse
regime ao empresário ou sociedade rural que não exercer tal opção.
• Possibilidade de o incapaz exercer a empresa – a regra é que o incapaz não pode ser
empresário individual, porém o art. 974 abre duas exceções, permitindo o exercício da
empresa por incapaz quando a incapacidade for superveniente ou quando ele herde a
atividade empresarial de alguém (art. 974 caput).
➢ Não confundir com a possibilidade de o incapaz ser sócio de uma sociedade
empresária, isso é possível, ele apenas não poderá exercer a administração da
sociedade e deverá ser representado ou assistido, devendo o capital estar totalmente
integralizado (art. 974, §3º).

ESQUEMATIZANDO:

EMPRESÁRIO INDIVIDUAL INCAPAZ SÓCIO INCAPAZ


Apenas para CONTINUAR atividade Pode constituir sociedade ou ingressar em
empresarial. sociedade já existente.
Somente em caso de incapacidade Em qualquer situação.
superveniente ou sucessão causa mortis.
Necessidade de autorização judicial. Desnecessidade de autorização judicial.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

Essencial compreender a diferenciação entre empresário individual, EIRELI, sociedade


empresária, microempresa e microempreendedor individual. ESQUEMATIZANDO:
EMPRESÁRIO EIRELI SOCIEDADE ME e EPP MEI
INDIVIDUAL EMPRESÁRIA
Pessoa física *** Pessoa Jurídica Pessoa Jurídica Qualificação Qualificação
Jurídica Jurídica
Responsabilidade Responsabilidade Responsabilidade Atribuída a Atribuída
Direta e Ilimitada Limitada e subsidiária dos empresários apenas a
Subsidiária do sócios e limitação a individuais, empresários
titular depender do tipo EIRELI e certos individuais de
societário tipos societários acordo com o
de acordo com o faturamento
faturamento bruto anual
bruto anual
*** O fato de o empresário individual possuir o chamado CNPJ relaciona-se à necessidade de um cadastro fiscal e apenas
para fins tributários o empresário individual equipara-se a pessoas jurídicas, estas listadas no art. 44 do Código Civil.

NÃO HÁ SÚMULAS APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 12/60 – PENAL

• LEI SECA: Art. 121 ao 186, CP. Entretanto, ter em mente que os crimes expressamente
previstos no edital são: Dos crimes contra a pessoa: Dos crimes contra a vida; Das lesões
corporais; Da periclitação da vida e da saúde; Dos crimes contra a liberdade pessoal; Dos crimes
contra a inviolabilidade do domicílio. Dos crimes contra o patrimônio: Do furto; Do roubo e da
extorsão; Da extorsão mediante sequestro, o foco deve ser neles.
• Realização de ao menos 20 questões objetivas - crimes contra a vida, crimes contra o
patrimônio.
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário.
• Todos os temas são importantes, mas atenção REDOBRADA em Homicídio, todas suas
qualificadoras em especial a relativa ao feminicídio e correspondentes causas de
aumento de pena, bem como a relativa ao agente de segurança pública, e nas recentes
alterações nos delitos patrimoniais, em especial furto e roubo (alterações de 2018!
Confira se seu material está atualizado ou leia pelo site do planalto!)

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):


• No homicídio, lembrar que pode existir o homicídio privilegiado-qualificado, o qual
não é crime hediondo, por ausência de previsão legal, mas que as qualificadoras
compatíveis com o privilégio são apenas as de ordem objetiva (incisos III e IV do §2º, salvo
traição) (Tem entendimento do STJ de que feminicídio pode ser qualificadora de ordem
objetiva , mas por ser tema polêmico isso dificilmente será cobrado em uma prova
objetiva).
• Qualificadora do §2º, inc. VIII (agentes de segurança) – lembrar que por falha
legislativa que utilizou a expressão “parente consanguíneo”, a qualificadora não se aplica
em caso de parentesco por adoção, por vedação à analogia em malam partem. Também
não se aplica a magistrados e membros do MP.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

• Aborto – recordar-se que o aborto de feto anencéfalo é atípico, por se tratar de crime
impossível ante a impropriedade absoluta do objeto material (ausência de vida humana)
ADPF 54 – raciocínio não se aplica à microcefalia, em que há vida viável.
• Cirurgia de mudança de sexo – não há crime de lesão corporal gravíssima, a despeito
da perda de função, pois o médico que a realiza não tem dolo de lesionar e está
acobertado por uma excludente de ilicitude: exercício regular do direito.
• Causa de aumento do roubo e nova hipótese de furto qualificado pelo emprego de
explosivos – revisar estas e todas as alterações da Lei 13.654/2018
• Roubo: Atenção, nessas recentes alterações, a despeito da intenção legislativa de
aumentar as penas para o crime de roubo com emprego de arma de fogo, foi SUPRIMIDA
a causa de aumento relativa ao emprego de arma branca ou imprópria. MPSP tem
defendido que a supressão se deu por falha legislativa, e defende a inconstitucionalidade
dessa norma, sustentando que permanece abrangida pela causa de aumento do §1º, inc.
I, já que a revogação deste padece de vício formal. Ficar atento ao enunciado caso isso
seja cobrado em prova! Se pedir letra da lei, foi revogado, caso abra qualquer discussão,
atentar para as alternativas. (acho difícil cobrarem na objetiva, mas não quis negligenciar
a informação).
http://www.mpsp.mp.br/portal/pls/portal/!PORTAL.wwpob_page.show?_docname=26
28582.PDF

SÚMULAS APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

FURTO – SÚMULA 567/STJ - Sistema de vigilância realizado por monitoramento eletrônico


ou por existência de segurança no interior de estabelecimento comercial, por si só, não
torna impossível a configuração do crime de furto.

SÚMULA 511/STJ - É possível o reconhecimento do privilégio previsto no § 2º do art. 155


do CP nos casos de crime de furto qualificado, se estiverem presentes a primariedade do
agente, o pequeno valor da coisa e a qualificadora for de ordem objetiva.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 442/STJ – É inadmissível aplicar, no furto qualificado, pelo concurso de agentes,


a majorante do roubo.

ROUBO – SÚMULA 582/STJ - Consuma-se o crime de roubo com a inversão da posse do


bem mediante emprego de violência ou grave ameaça, ainda que por breve tempo e em
seguida à perseguição imediata ao agente e recuperação da coisa roubada, sendo
prescindível a posse mansa e pacífica ou desvigiada. – ATENÇÃO IGUAL RACIOCÍNIO SE
APLICA PARA EXPLICAR O MOMENTO CONSUMATIVO DO FURTO.

SÚMULA 443/STJ – O aumento, na terceira ase de aplicação da pena no crime de roubo


circunstanciado exige fundamentação concreta, não sendo suficiente para a sua
exasperação a mera indicação do número de majorantes.

SÚMULA 610/STF – Há crime de latrocínio quando o homicídio se consuma, ainda que


não realiza o agente a subtração de bens da vítima

EXTORSÃO - SÚMULA 96/STJ – O crime de extorsão consuma-se independentemente da


obtenção da vantagem indevida.

ESTELIONATO – SÚMULA 246/STF – Comprovado não ter havido fraude, não se configura
o crime de emissão de cheque sem fundos.

SÚMULA 554/STF – O pagamento de cheque emitido sem provisão de fundos, após o


recebimento da denúncia, não obsta o prosseguimento da ação penal.

SÚMULA 17/STJ – Quando o falso se exaure no estelionato, sem mais potencialidade


lesiva, é por este absorvido.

SÚMULA 24/STJ – Aplica-se ao crime de estelionato, em que figure como vítima entidade
autárquica da previdência social, a qualificadora do §3º do art. 171 do Código Penal.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 73/STJ – A utilização de papel moeda grosseiramente falsificado configura, em


tese, o crime de estelionato, de competência da Justiça Estadual.

SÚMULA 521/STF – O foro competente para o processo e julgamento dos crimes de


estelionato, sob a modalidade da emissão dolosa de cheque sem provisão de fundos, é
do local onde se deu a recusa do pagamento pelo sacado.

SÚMULA 244/STJ – Compete ao foro do local da recusa processar e julgar o crime de


estelionato mediante cheque sem provisão de fundos.

Súmula 48/STJ – Compete ao juízo do local da obtenção da vantagem ilícita processar e


julgar crime de estelionato cometido mediante falsificação de cheque.

VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL


SÚMULA 502/STJ - Presentes a materialidade e a autoria, afigura-se típica em relação ao
crime previsto no art. 184, §2º, do Código Penal, a conduta de expor à venda CDs e DVDs
piratas.
SÚMULA 574/STJ – Para a configuração do delito de violação de direito autoral e a
comprovação de sua materialidade, é suficiente a perícia realizada por amostragem do
produto apreendido, nos aspectos externos do material, e é desnecessária a identificação
dos titulares dos direitos autorais violados ou daqueles que os representem.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 13/60 – PROCESSO PENAL

• LEI SECA: Art. 4 ao 85, CPP.


• Todos os temas são importantes MESMO! Leitura muito atenta de inquérito policial,

ação penal e competência.


• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre os temas acima destacados.

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/MUITA CHANCE DE CAIR):


• Art. 10 – prazo para conclusão do inquérito policial. Lembrar-se que os prazos
constantes do CPP são a regra geral, mas que há prazos diferenciados em leis penais
especiais (vide tabela abaixo).
• Contagem do prazo:
➢ Indiciado preso: Prazo próprio penal - Inclui-se o dia do começo (dia da prisão) e
exclui-se o último dia (art. 10, CP).
➢ Indiciado solto: Prazo impróprio processual - Exclui-se o dia do começo e inclui-se
o último dia (art. 798, § 1º, CPP).

• Art. 18. Inquérito policial em regra pode ser desarquivado, se houver notícias de
provas novas. Vide tabela abaixo:

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Direcionamento Analista MPSP 2018

https://dizerodireitodotnet.files.wordpress.com/2017/04/info-858-stf3.pdf

• ATENÇÃO PARA A MUDANÇA DE ENTENDIMENTO QUANTO AO FORO POR


PRERROGATIVA DE FUNÇÃO – STF PASSOU A ENTENDER QUE APENAS EXISTE ESSE FORO
PARA MEMBROS DO CONGRESSO NACIONAL QUANDO O DELITO ESTIVER RELACIONADO
AO EXERCÍCIO DO CARGO

CRIMES COMETIDOS POR DEPUTADO FEDERAL OU SENADOR


Situação Competência
Crime cometido antes da diplomação como Deputado ou
Senador
Crime cometido depois da diplomação (durante o exercício do Juízo de 1ª
cargo), mas o delito não tem relação com as funções instância
desempenhadas.
Ex: embriaguez ao volante.
Crime cometido depois da diplomação (durante o exercício do
cargo) e o delito está relacionado com as funções
STF
desempenhadas.
Ex: corrupção passiva.

https://www.dizerodireito.com.br/2018/06/foro-por-prerrogativa-de-funcao.html

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULAS APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA


INQUÉRITO POLICIAL – SÚMULA VINCULANTE 14/STF – É direito do defensor, no
interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já
documentados em procedimento investigatório com competência de polícia judiciária,
digam respeito ao exercício do direito de defesa.

SÚMULA 524/STF – Arquivado o inquérito policial por despacho do juiz, a requerimento


do Promotor de Justiça, não pode a ação penal ser iniciada, sem novas provas.

AÇÃO PENAL – SÚMULA 594/STF -Os direitos de queixa e de representação podem ser
exercidos independentemente pelo ofendido ou por seu representante legal.

SÚMULA 714/STF – É concorrente a legitimidade do ofendido, mediante queixa, e do


Ministério Público, condicionada à representação do ofendido, para ação penal por
crime contra a honra de servidor público em razão do exercício de suas funções.

SÚMULA 234/STJ – A participação de membro do Ministério Público na fase


investigatória criminal não acarreta o seu impedimento ou suspeição para o
oferecimento da denúncia.

SÚMULA 542/STJ: A ação penal relativa ao crime de lesão corporal resultante de


violência doméstica contra a mulher é pública incondicionada.

COMPETÊNCIA
SÚMULA 104/STJ – Compete à Justiça Estadual o processo e julgamento dos crimes de
falsificação e uso de documento falso relativo a estabelecimento particular de ensino.

SÚMULA 107/STJ – Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime de


estelionato praticado mediante falsificação das guias de recolhimento das
contribuições previdenciárias, quando não ocorrente a lesão à autarquia federal.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 522/STF - Salvo ocorrência de tráfico com o exterior, quando, então, a


competência será da Justiça Federal, compete à justiça dos estados o processo e o
julgamento dos crimes relativos a entorpecentes.

SÚMULA 208/STJ – Compete à justiça federal processar e julgar prefeito municipal por
desvio de verba sujeita à prestação de contas perante órgão federal.

SÚMULA 209/STJ – Compete à justiça estadual processar e julgar prefeito por desvio de
verba transferida e incorporada ao patrimônio municipal.

SÚMULA 498/STF – Compete à justiça dos estados, em ambas as instâncias, o processo


e o julgamento dos crimes contra a economia popular.

SÚMULA 140/STJ – Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime em que
o indígena figure como autor ou vítima.

SÚMULA 38/STJ – Compete à Justiça Estadual Comum, na vigência da Constituição de


1988, o processo por contravenção penal, ainda que praticada em detrimento de bens,
serviços ou interesse da União ou suas entidades.

SÚMULA 546/STJ - A competência para processar e julgar o crime de uso de documento


falso é firmada em razão da entidade ou órgão ao qual foi apresentado o documento
público, não importando a qualificação do órgão expedidor.

SÚMULA 147/STJ – Compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes praticados


contra funcionário público federal quando relacionados com o exercício da função.

SÚMULA 165/STJ – Compete à Justiça Federal processar e julgar crime de falso


testemunho cometido no processo trabalhista.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 122/STJ – Compete à Justiça Federal o processo e julgamento unificado dos


crimes conexos de competência federal e estadual, não se aplicando a regra do art. 78,
II, a, do Código de Processo Penal.

SÚMULA 528/STJ – Compete ao juiz federal do local de apreensão da droga remetida


do exterior pela via postal processar e julgar o crime de tráfico internacional.

FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO


SÚMULA 451/STF – A competência especial por prerrogativa de função não se estende
ao crime cometido após a cessação definitiva do exercício funcional.

SÚMULA 704/STF – Não viola as garantias do juiz natural, da ampla defesa e do devido
processo legal a atração por continência ou conexão do processo do corréu ao foro por
prerrogativa de função de um dos denunciados.

SÚMULA VINCULANTE 45/STF – A competência constitucional do Tribunal do Júri


prevalece sobre o foro por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela
Constituição Estadual.

SÚMULA 702/STF – A competência do Tribunal de Justiça para julgar prefeitos restringe-


se aos crimes de competência da Justiça Comum estadual; nos demais casos, a
competência originária caberá ao respectivo tribunal de segundo grau (crime estadual
= TJ, crime federal = TRF; crime eleitoral = TRE)

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 14/60 – CONSTITUCIONAL

• Leitura da LONMP - Lei Federal n. 8.625, de 1993.


• Sim, essa lei é BEM CHATA. Porém, está no edital e pode garantir um ou dois pontinhos
preciosos em constitucional, então não podemos negligenciá-la.
• Ler com atenção toda a lei, mas ATENÇÃO REDOBRADA nos arts. 01 a 04 e 38 a 44.

LEMBRETES PONTUAIS – MAIOR CHANCE DE INCIDÊNCIA

• Art. 1º. O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional


do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos
interesses sociais e individuais indisponíveis.

➢ Também consta no art. 127 CF que é uma instituição permanente: significa que não
pode ser extinto por emenda constitucional: estamos diante de uma cláusula pétrea.

➢ Essencial ao acesso à justiça dos titulares de interesses tutelados pelo MP.

➢ Missão do MP: defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses


sociais e individuais indisponíveis.

• § 2º - São princípios institucionais do Ministério Público a unidade, a indivisibilidade e


a independência funcional.

➢ Princípio da Unidade: todos os membros do MP integram uma única instituição e


subordinam-se administrativamente a uma mesma chefia (ponto de vista estrutural).
Sob a perspectiva funcional, todos os membros do MP devem atuar de maneira
uniforme para cumprir a missão constitucional e os planos e programas de atuação.
Só existe unidade dentro de cada carreira.

➢ Princípio da Indivisibilidade: sob a perspectiva procedimental-processual, traduz a


ideia de que os membros podem se substituir uns pelos outros sem prejuízo da função
institucional do MP. Vale apenas dentro de cada MP (MPSP, MPMG, MPF, etc.).

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Direcionamento Analista MPSP 2018

➢ Princípio da Independência Funcional: traduz a ideia de que o membro do MP no


exercício de suas funções não está subordinado a nenhum outro agente público ou
outro órgão da administração superior. Deve apenas obediência à lei, à CF e à sua
consciência. Traz isenção para a sociedade.

▪ No caso do art. 28, ao não concordar com promoção de arquivamento e designar


outro promotor pra oferecer a denúncia, este último não pode insistir no
arquivamento, pois o promotor natural nesse caso é o PGJ e o membro do MP atua
como longa manus do PGJ, não podendo invocar independência funcional para se
recusar a cumprir determinação. Mesmo raciocínio para não homologação, pelo
CSMP, do arquivamento do IC.

NÃO HÁ SÚMULAS APLICÁVEIS

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 15/60 – CIVIL

• LEI SECA: Art. 104 ao 232, CC.


• Realização de ao menos 20 questões objetivas (bens, negócios jurídicos e prescrição)
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário.
• Essa parte de Direito Civil deve vir cobrada na forma de LEI SECA pura, então
recomendamos, se possível, duas leituras dos artigos acima citados, para facilitar
memorização.

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MAIOR CHANCE DE CAIR):

• Diferenciação de condição, termo e encargo (arts. 121 a 137).

CONDIÇÃO TERMO ENCARGO/MODO


Evento futuro e INCERTO Evento futuro e CERTO Cláusula acessória à
liberalidade
Quando suspensiva: Quando suspensivo: NÃO NÃO impede a aquisição
suspende a aquisição e o impede a aquisição do nem o exercício do direito
exercício do direito direito, mas, apenas o seu - gera direito adquirido
exercício - gera direito
adquirido.
Condição incertus an Termo certus an certus: há
incertus: há absoluta certeza quanto ao evento
incerteza em relação à futuro e quanto ao tempo
ocorrência do evento de duração.
futuro e incerto

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Direcionamento Analista MPSP 2018

Condição incertus an Termo certus an incertus:


certus: não se sabe se o há certeza quanto ao
evento ocorrerá, mas, se evento futuro, mas
acontecer, será dentro de incerteza quanto à sua
um determinado prazo duração.
(FONTE: LFG)

• DEFEITOS DO NEGÓCIO JURÍDICO

• PRESCRIÇÃO: Preocupem-se menos em decorar os prazos prescricionais e mais em


recordar-se das causas suspensivas e interruptivas da prescrição (arts. 197 a 204)

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

FRAUDE CONTRA CREDORES – SÚMULA 195/STJ - Em embargos de terceiro, não se anula


ato jurídico por fraude contra credores.

PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA
SÚMULA 106/STJ – Proposta a ação no prazo fixado para o seu exercício, a demora na
citação por motivos inerentes ao mecanismo da justiça não justifica o acolhimento da
arguição de prescrição ou decadência.

SÚMULA 150/STF – Prescreve a execução no mesmo prazo de prescrição da ação.

SÚMULA 154/STF – Simples vistoria não interrompe a prescrição.

SÚMULA 547/STJ – Nas ações em que se pleiteia o ressarcimento dos valores pagos a
título de participação financeira do consumidor no custeio de construção de rede
elétrica, o prazo prescricional é de vinte anos, na vigência do Código Civil de 1916. Na
vigência do Código Civil de 2002, o prazo é de cinco anos se houver previsão contratual
de ressarcimento, e de três anos na ausência de cláusula nesse sentido, observada a
regra de transição disciplinada em seu art. 2.028.

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DIA 16/60 – PROCESSO CIVIL

• LEI SECA: Art. 98 ao 187, CPC.


• Realização de ao menos 20 questões objetivas especialmente sobre litisconsórcio,
intervenção de terceiros e Ministério Público
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário.
• ATENÇÃO REDOBRADA nos arts. 176 a 181 e 698 – esses vocês PRECISAM saber na
ponta da língua! Concurso do Ministério Público, a chance de cair é IMENSA.

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):


• Atenção para o art. 98: Pessoas físicas E JURÍDICAS com insuficiência de recursos têm
direito à gratuidade da justiça, e esta pode ser PARCIAL, conforme §5º do mesmo artigo.
• Vedação às inúmeras denunciações à lide sucessivas: Art. 125 - § 2o Admite-se uma
única denunciação sucessiva, promovida pelo denunciado, contra seu antecessor
imediato na cadeia dominial ou quem seja responsável por indenizá-lo, não podendo o
denunciado sucessivo promover nova denunciação, hipótese em que eventual direito
de regresso será exercido por ação autônoma.
• Atenção: Ministério Público tem legitimidade para requerer a instauração do incidente
de desconsideração da personalidade jurídica quando lhe couber intervir no processo–
atenção para o instituto – novidade do CPC2015 (arts. 133/137)
• Art. 138 – Amicus Curiae – possibilidade de opor embargos de declaração e recorrer da
decisão que julgar o incidente de resolução de demandas repetitivas.
• REFORÇANDO: Saber tudo sobre o papel do Ministério Público no processo civil
(memorizar e compreender os arts. 176 a 181). ATENÇÃO: Nas ações de família, o
Ministério Público somente intervirá quando houver interesse de incapaz (art. 698)

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

GRATUIDADE DA JUSTIÇA - SÚMULA 481/STJ – Faz jus ao benefício da pessoa jurídica


com ou sem fins lucrativos que demonstrar sua impossibilidade de arcar com os
encargos processuais.

FAZENDA PÚBLICA – SÚMULA 644/STF – Ao titular de cargo de procurador de autarquia


não se exige a apresentação de instrumento de mandato para apresenta-la em juízo.

SÚMULA 178/STJ – O INSS não goza de isenção do pagamento de custas e emolumentos


nas ações acidentárias e de benefícios, propostas na Justiça Estadual.

SÚMULA 483/STJ – O INSS não está obrigado a efetuar depósito prévio do preparo por
gozar das prerrogativas e privilégios da Fazenda Pública.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 17/60 – DIFUSOS

• LEI SECA: LEITURA INTEGRAL DO CDC


• Realização de ao menos 30 questões objetivas sobre Direito do Consumidor!
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se

necessário.
• Mais uma matéria que não deve fugir de memorização de lei seca +súmulas.

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):


• Importante considerar que esta lei, juntamente com LACP, constitui a base do
microssistema de tutela coletiva, complementados por outras leis que igualmente
preveem instrumentos para a tutela de interesses difusos e coletivos (ECA, Estatuto do
Idoso, etc.).
• DOMINE O ART. 81 CDC – CONCEITO DE INTERESSES DIFUSOS, COLETIVOS E
INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS.

QUADRO ESQUEMATIZADO (FONTE: DIZER O DIREITO)


DIFUSOS COLETIVOS INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS
Têm natureza INDIVISÍVEL. Têm natureza INDIVISÍVEL. Têm natureza DIVISÍVEL.

Tais direitos pertencem a O resultado será o mesmo O resultado da demanda


todos de forma simultânea e para aqueles que fizerem pode ser diferente para os
indistinta. O resultado será o parte do grupo, categoria diversos titulares (ex: o valor
mesmo para todos os ou classe de pessoas. da indenização pode variar).
titulares.
Os titulares são pessoas: Os titulares são pessoas: Os titulares são pessoas: •
• indeterminadas e • indeterminadas, determinadas; ou
• indetermináveis. • mas determináveis. • determináveis.

Não se tem como Os titulares são, a princípio, Caracterizam-se, portanto,


determinar (dizer de indeterminados, mas é pela DETERMINABILIDADE.
maneira específica) quem possível que eles sejam
são os titulares desses identificados. Os titulares
direitos. Isso porque são fazem parte de um grupo,
direitos que não pertencem categoria ou classe de
a apenas uma pessoa, mas pessoas.
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Direcionamento Analista MPSP 2018

sim à coletividade. Caracterizam-se, portanto,


Caracterizam-se, portanto, pela indeterminabilidade
pela indeterminabilidade RELATIVA.
ABSOLUTA.
Os titulares desses direitos EXISTE uma relação jurídica Os titulares não são ligados
NÃO possuem relação
base entre os titulares. entre si, mas seus interesses
jurídica entre si. Os titulares decorrem de uma ORIGEM
são ligados por
Os titulares são ligados COMUM.
CIRCUNSTÂNCIAS DE FATO. entre si ou com a parte
contrária em virtude de
Os titulares se encontram uma RELAÇÃO JURÍDICA
em uma situação de fato BASE.
comum.
Ex: direito ao meio ambiente Ex: reajuste abusivo das Ex: determinado lote de um
ecologicamente equilibrado. mensalidades escolares. remédio causou lesão a
alguns consumidores.
O MP está sempre O MP está sempre MP está legitimado se esses
legitimado a defender legitimado a defender direitos forem indisponíveis
qualquer direito difuso. qualquer direito coletivo. (ex: saúde de um menor)

O MP só terá legitimidade
para ACP envolvendo
direitos individuais
homogêneos disponíveis se
estes forem de interesse
social (se houver relevância
social)

• Lembrar da atualização propiciada pela Lei “Lei Boate Kiss” - Lei nº 13.425/2017 - que
introduziu como prática abusiva e tipo penal a conduta de permitir o ingresso em
estabelecimentos comerciais ou de serviços de um número maior de consumidores que
o fixado pela autoridade administrativa como máximo (art. 39 XIV e 65 §2º).
• Atenção ao art. 28 – Desconsideração da Personalidade Jurídica – lembrar que o CDC
adotou a teoria menor, exigindo requisitos mais maleáveis para aplicação do instituto do
que o Código Civil: Segundo a teoria maior, adotada pelo art. 50, do CC, para efeito de
desconsideração, exige-se o requisito específico do abuso caracterizado pelo desvio de
finalidade ou confusão patrimonial. Já a teoria menor, mais fácil de ser aplicada, adotada
pelo CDC, não exige a demonstração de tal requisito, admitindo a desconsideração
quando houver abuso de direito, excesso de poder, infração da lei, fato ou ato ilícito ou
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Direcionamento Analista MPSP 2018

violação dos estatutos ou contrato social, falência, estado de insolvência, encerramento


ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração ou sempre que sua
personalidade for, de alguma forma, obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados
aos consumidores.

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

RESPONSABILIDADE – SÚMLA 130/STJ – A empresa responde, perante o cliente, pela


reparação do dano ou furto de veículo ocorridos em seu estacionamento.

SÚMULA 479/STJ – As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos


causados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no
âmbito de operações bancárias.

SÚMULA 595/STJ – As instituições de ensino superior respondem objetivamente pelos


danos suportados pelo aluno/consumidor pela realização de curso não reconhecido pelo
Ministério da Educação, sobre o qual não lhe tenha sido dada prévia e adequada
informação.

APLICAÇÃO DO CDC- SÚMULA 297/STJ – O Código de Defesa do Consumidor é aplicável


às instituições financeiras.

SÚMULA 563/STJ – O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às entidades abertas


de previdência complementar, não incidindo nos contratos previdenciários celebrados
com entidades fechadas.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 469/STF – Aplica-se o Código de Defesa do Consumidor os contratos de plano


de saúde.

SÚMULA 608/STJ – Aplica-se o Código de Defesa do Consumidor aos contratos de planos


de saúde, salvo os administrados por entidades de autogestão.

SÚMULA 602/STJ – O Código de Defesa do Consumidor é aplicável aos empreendimentos


habitacionais promovidos pelas sociedades cooperativas.

COBRANÇA DE TARIFAS E SERVIÇOS – SÚMULA 407/STJ – É legítima a cobrança da tarifa


de água fixada de acordo com as categorias de usuários e as faixas de consumo.

SÚMULA 412/STJ – A ação de repetição de indébito de tarifas de água e esgoto sujeita-se


ao prazo prescricional estabelecido no Código Civil.

SÚMULA 356/STJ – É legítima a cobrança de tarifa básica pelo uso dos serviços de
telefonia fixa.

PROTEÇÃO CONTRATUAL – SÚMULA 285/STJ – Nos contratos bancários posteriores ao


Código de Defesa do Consumidor, incide a multa moratória nele prevista.

SÚMULA 286/STJ – A renegociação de contrato de contrato bancário ou a confissão da


dívida não impede a possibilidade de discussão sobre eventuais ilegalidades dos
contratos anteriores.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 302/STJ - É abusiva a cláusula contratual de plano de saúde que limita no tempo
a internação hospitalar do segurado.

SÚMULA 597/STJ – A cláusula contratual de plano de saúde que prevê carência para
utilização dos serviços de assistência médica nas situações de emergência ou de urgência
é considerada abusiva se ultrapassado o prazo máximo de 24 horas contado da data da
contratação.

SÚMULA 609/STJ – A recusa de cobertura securitária sob alegação de doença pré-


existente é ilícita se não houve a exigência de exames prévios à contratação ou a
demonstração de má-fé do segurado.

SÚMULA 381/STJ – Nos contratos bancários, é vedado ao julgador conhecer, de ofício, da


abusividade das cláusulas.

SÚMULA 543/STJ - Na hipótese de resolução de contrato de promessa de compra e venda


de imóvel submetido ao Código de Defesa do Consumidor, deve ocorrer a imediata
restituição das parcelas pagas pelo promitente comprador – integralmente, em caso de
culpa exclusiva do promitente vendedor/construtor, ou parcialmente, caso tenha sido o
comprador quem deu causa ao desfazimento

PRÁTICA ABUSIVA – SÚMULA 532/STJ – Constitui prática comercial abusiva o envio de


cartão de crédito sem prévia e expressa solicitação do consumidor, configurando-se ato
ilícito indenizável e sujeito à aplicação de multa administrativa.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 359/STJ – Cabe ao órgão mantenedor do cadastro de proteção ao crédito a


notificação do devedor antes de proceder à inscrição.

SÚMULA 404/ STJ – É dispensável o aviso de recebimento (AR) na carta de comunicação


ao consumidor sobre a negativação de seu nome em banco de dados e cadastros.

SÚMULA 385/STJ – Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, não cabe


indenização por dano moral, quando preexistente legítima inscrição, ressalvado o direito
ao cancelamento.

SÚMULA 323/STJ – A inscrição do nome do devedor pode ser mantida nos serviços de
proteção ao crédito por até o prazo máximo de cinco anos, independentemente da
prescrição da execução.

SÚMULA 548/STJ – Incumbe ao credor a exclusão do registro da dívida em nome do


devedor no cadastro de inadimplentes no prazo de cinco dias úteis, a partir do integral e
efetivo pagamento do débito.

SÚMULA 550/STJ - A utilização de escore de crédito, método estatístico de avaliação de


risco que não constitui banco de dados, dispensa o consentimento do consumidor, que
terá o direito de solicitar esclarecimentos sobre as informações pessoais valoradas e as
fontes dos dados considerados no respectivo cálculo.

SÚMULA 572/STJ - O Banco do Brasil, na condição de gestor do Cadastro de Emitentes de


Cheques sem Fundos (CCF), não tem a responsabilidade de notificar previamente o
devedor acerca da sua inscrição no aludido cadastro, tampouco legitimidade passiva para
as ações de reparação de danos fundadas na ausência de prévia comunicação.

MINISTÉRIO PÚBLICO – SÚMULA 601/STJ - O Ministério Público tem legitimidade ativa


para atuar na defesa de direitos difusos, coletivos e individuais homogêneos dos
consumidores, ainda que decorrentes da prestação de serviço público.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 18/60 – ECA

• LEI SECA: Art. 130 ao 267, ECA.


• Realização de ao menos 20 questões objetivas, sobre (No nosso pacote de questões
objetivas reunimos 22 questões inéditas sobre as atualizações do ECA).
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário.
• Atenção REDOBRADA às alterações recentes, propiciadas pela Lei 13.509/2017.
Apesar de ser uma lei de 2017, houve derrubada de vetos em 2018, razão pela qual
muitos livros de 2018 estão desatualizados, inclusive Vade Mecum! Para não correr o
risco de estudar pelo material errado, sugiro que o estudo das alterações seja feito pela
tabela elaborada pelo Professor Paulo Lépore, disponibilizada gratuitamente no site dele:
➢ www.drive.google.com/file/d/1iU2SHLjSIe7R-Miafp2vWkxIvn8KPSn1/view

• Conforme já dissemos, ECA é uma matéria para gabaritar, porque é basicamente


decoreba de lei seca mesmo, dificilmente as questões objetivas vão exigir raciocínio
complexo. Leiam, releiam e garantam essas questões!

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):

• Dentre as alterações recentes, acredito que tenham maior chance de incidência na


prova as seguintes, bem como as alterações referentes a PRAZOS, bem destacadas na
tabela indicada acima. Lembrar que as referidas alterações buscaram dar celeridade aos
processos de adoção
• Art. 152 - Os prazos estabelecidos nesta Lei e aplicáveis aos seus procedimentos são
contados em dias corridos, excluído o dia do começo e incluído o dia do vencimento,
vedado o prazo em dobro para a Fazenda Pública e o Ministério Público.
• Anteriormente, a ação de destituição de poder familiar exigia que se tentasse a citação
pessoal de todas as formas. Com a reforma, passou a se admitir citação por hora certa e

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Direcionamento Analista MPSP 2018

a citação por edital não exige que se esgotem todas as diligências para localização dos
pais, quando em local incerto e não sabido (Art. 158 §3º e 4º)
• Art. 162 § 4o Quando o procedimento de destituição de poder familiar for iniciado
pelo Ministério Público, não haverá necessidade de nomeação de curador especial em
favor da criança ou adolescente.
• CONSENTIMENTO DOS TITULARES DO PODER FAMILIAR PARA ADOÇÃO – Lembrar que
somente terá valor se for dado após o nascimento da criança, será precedido de
esclarecimentos prestados pela equipe interprofissional da Justiça da Infância e da
Juventude, em especial, no caso de adoção, sobre a irrevogabilidade da medida, deve ser
ratificado em audiência e é retratável até a data da realização da audiência e os pais
podem exercer o arrependimento no prazo de 10 (dez) dias, contado da data de prolação
da sentença de extinção do poder familiar (NOVIDADE 2017 –antes era até a data da
publicação)
• EXCLUSÃO DOS CADASTROS DE ADOÇÃO (Art. 197-D) - outra novidade, antes não
tinha essa expressa previsão: Após 3 (três) recusas injustificadas, pelo habilitado, à
adoção de crianças ou adolescentes indicados dentro do perfil escolhido, haverá
reavaliação da habilitação concedida e a desistência do pretendente em relação à guarda
para fins de adoção ou a devolução da criança ou do adolescente depois do trânsito em
julgado da sentença de adoção importará na sua exclusão dos cadastros de adoção e na
vedação de renovação da habilitação, salvo decisão judicial fundamentada, sem prejuízo
das demais sanções previstas na legislação vigente.
• Infiltração de Agentes – MUITO IMPORTANTE – Arts. 190-A a 190-E – Embora seja
matéria processual penal, foi incluída no ECA e por ser novidade, tem grande chance de
ser cobrada. Atenção para a distinção em relação às demais possibilidades de infiltração
de agentes.

Lei 12850/13 – infiltração pra investigar Estatuto da Criança e do Adolescente -


organização criminosa – procedimento infiltração de agentes de polícia na
também aplicável à infiltração prevista internet com o fim de investigar os
crimes previstos nos arts. 240, 241, 241-
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Direcionamento Analista MPSP 2018

para investigar o tráfico de drogas, A, 241-B, 241-C e 241-D desta Lei e nos
terrorismo e tráfico de pessoas. arts. 154-A, 217-A, 218, 218-A e 218-B do
Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro
de 1940 (Código Penal)
Prazo de 06 meses, prorrogáveis quantas Prazo de 90 dias, podem ser prorrogadas
vezes forem necessárias até o limite de 720 dias
Exclui a CULPABILIDADE – Inexigibilidade Exclui a TIPICIDADE – agente infiltrado
de conduta diversa do agente infiltrado – não comete crime ao ocultar identidade,
responde por eventual excesso responde por eventual excesso.

• No mais, atenção para o papel do Ministério Público (arts. 200 a 205) e a expressa
previsão acerca de litisconsórcio entre MPU, MPF, MPE (arts. 210 a 212).
• Conhecer os tipos penais previstos no ECA, serão revisitados em Direito Penal.

SÚMULA IMPORTANTE APLICÁVEL À MATÉRIA DO DIA


SÚMULA 594/STJ: O Ministério Público tem legitimidade ativa para ajuizar ação de
alimentos em proveito de criança ou adolescente independentemente do exercício do
poder familiar dos pais, ou do fato de o menor se encontrar nas situações de risco
descritas no art. 98 do Estatuto da Criança e do Adolescente, ou de quaisquer outros
questionamentos acerca da existência ou eficiência da Defensoria Pública na comarca.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 19/60 – ADMINISTRATIVO

• Leitura integral da Lei nº 8.666/93 (Licitação)


• Realização de ao menos 20 questões objetivas relativas à lei de licitações.
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário.
• Atenção para as alterações realizadas pela Lei 13.500/2017 e pelo Decreto
9.412/2018, que atualizou os valores previstos no art. 23 da Lei de Licitações

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):

Características de cada uma das modalidades:


Concorrência: é a modalidade de licitação mais complexa e rigorosa da Lei nº 8.666/93,
sendo utilizada para contratações que envolvem grandes quantias. Envolve quaisquer
interessados e exige uma publicidade maior. Nesta espécie, os interessados deverão, já
na fase inicial da habilitação preliminar, comprovar que possuem os requisitos mínimos
de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto.

Tomada de preços: é considerada a modalidade intermediária. Nesta espécie, a


competição ocorre entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a
todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do
recebimento das propostas, observada a necessária qualificação.

Convite: é a modalidade de licitação destinada para contratações de menor valor. Nesta


espécie, é a administração que envia cartas-convite para, pelo menos, 3 empresas do
ramo, a fim de que apresentem suas propostas.

Concurso: é a modalidade de licitação para escolher trabalho técnico, científico ou


artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores.
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Direcionamento Analista MPSP 2018

Leilão: é a modalidade de licitação utilizada quando a Administração Pública quer vender:


a) bens móveis inservíveis para a administração (até R$ 650 mil);
b) produtos legalmente apreendidos ou penhorados;
c) bens imóveis, cuja aquisição haja derivado de procedimentos judiciais ou de dação em
pagamento.

ATUALIZAÇÃO DO DECRETO 9.412/2018

Compras e serviços que não


Modalidade Obras e serviços de engenharia
sejam de engenharia
Antes: até 150 mil Antes: até 80 mil
CONVITE
Agora: até 330 mil Agora: até 176 mil

TOMADA DE Antes: até 1 milhão e 500 mil Antes: até 650 mil
PREÇOS Agora: até 3 milhões e 300 mil Agora: até 1 milhão e 430 mil

Antes: acima de 1 milhão e 500


Antes: acima de 650 mil
mil
CONCORRÊNCIA Agora: acima de 1 milhão e 430
Agora: acima de 3 milhões e 300
mil
mil

PS: Esse decreto entrou em vigor dois dias após a publicação do edital, então
teoricamente não deveria ser cobrado na prova. Por cautela, colocamos os valores aqui.
Tais valores refletem em outros dispositivos: recomendamos apeas para quem tiver
tempo de complementar os estudos a leitura do seguinte artigo:
https://www.dizerodireito.com.br/2018/06/breves-comentarios-ao-decreto-
94122018.html

• Atenção também para os crimes e o procedimento de sua apuração – arts. 89 a 108.

NÃO HÁ SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

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Direcionamento Analista MPSP 2018

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 20/60 – DIREITOS HUMANOS

• Leis: Declaração Universal de Direitos Humanos e Convenção Interamericana.


• Realização de ao menos 10 questões objetivas, principalmente sobre o Sistema
Interamericano de Proteção aos Direitos Humanos.
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário.
• Para aqueles que não têm familiaridade com a matéria recomendamos a leitura da
declaração e da convenção esquematizadas, disponibilizadas gratuitamente pelo
Estratégia concursos, ao invés da leitura do texto normativo seco.

https://dhg1h5j42swfq.cloudfront.net/2016/01/21181650/Aula-04-
Declara%C3%A7%C3%A3o-Universal-dos-Direitos-Humanos-VP.pdf
https://dhg1h5j42swfq.cloudfront.net/2016/04/15191331/Conven%C3%A7%C3%A3o-
Interamericana-de-Direitos-Humanos.pdf

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR): 


QUADRO ESQUEMATIZADO – ÓRGÃOS VOLTADOS À PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS
(SISTEMA INTERAMERICANO)
COMISSÃO INTERAMERICANA DE CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS
DIREITOS HUMANOS HUMANOS
Constitui etapa indispensável do sistema Instituição judicial autônoma.
e, além das competências políticas e do NÃO é tribunal permanente
exercício de funções quase-judiciais,
possui papel consultivo, fiscalizatório,
conciliatório
Principais atribuições: Funções:
I. Preparar relatório anual;

1
Direcionamento Analista MPSP 2018

II. Verificação in loco (é necessário I. Consultiva - Legitimados: Comissão,


anuência); Estados-partes e Estados da OEA. NÃO
III. Análise de petições individuais/ONGs vinculante!!!
(NÃO é necessário anuência ≠ Sistema II. Contenciosa: Podem peticionar os
Global); Estados-partes e a Comissão.
IV. Análise de petições interestatais (é (Indivíduos NÃO)
necessário anuência dos Estados);
V. Levar petições individuais à Corte;
VI. Possibilidade de solicitar parecer à
Corte.
Prazo para petições: 6 meses contados do Somente julga Estados.
esgotamento dos recursos internos. Depende de anuência expressa do Estado.
Proibidas petições anônimas. Sua sentença é vinculante, definitiva e
Primeiro Informe = natureza confidencial inapelável.
e não vinculante (recomendações). Seu
descumprimento resultará em: (i)
Submissão do caso à Corte
Interamericana; OU, em caso de não
reconhecimento de sua competência pelo
Estado infrator: (ii) Elaboração de um
Segundo Informe = de força vinculante e
de caráter público.
7 membros com mandato de 4 anos, 7 membros com mandato de 6 anos,
permitida uma reeleição. permitida uma reeleição.

SÚMULAS APLICÁVEIS À MATERIA DO DIA

SÚMULA VINCULANTE 25/STF - É ilícita a prisão civil de depositário infiel, qualquer que
seja a modalidade de depósito.
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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 21/60 – ELEITORAL

• Leitura integral da Lei nº 9.504/97 (Lei das Eleições).


• Realização de ao menos 20 questões objetivas.
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário.
• Todos os temas são importantes, mas atenção nas recentes alterações (minirreforma
eleitoral de 2017, caso ainda não tenha se familiarizado com as modificações, sugerimos
a seguinte leitura: https://www.dizerodireito.com.br/2017/10/comentarios-
minirreforma-eleitoral-de.html

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):


Propaganda eleitoral: o que pode e o que não pode (art. 37 da Lei 9504/97) – Quadro
Resumo.
Art. 36: A propaganda eleitoral somente é permitida após o dia 15 de agosto do ano da
eleição.
VEDADO PERMITIDO
Propaganda eleitoral nos bens cujo uso Propaganda Eleitoral nas dependências
dependa de cessão ou permissão do do Poder Legislativo é permitida, a
poder público, ou que a ele pertençam e critério da Mesa Diretora da Casa
nos de uso comum, inclusive postes de
iluminação pública e sinalização de
tráfego, viadutos, passarelas, pontes,
paradas de ônibus e outros
equipamentos urbanos
Propaganda em cinemas, clubes, lojas,
centro comerciais, templos, igrejas e
estádios, ainda que de propriedade
privada, por serem considerados bem de
uso comum

1
Direcionamento Analista MPSP 2018

Propaganda eleitoral em bens públicos e Exceções: 1) Colocação de mesas para a


particulares – regra é a proibição distribuição de material de campanha e
bandeiras ao longo de vias públicas,
desde que móveis e que não dificultem o
bom andamento do trânsito de pessoas e
veículos; 2) adesivo plástico em
automóveis, caminhões, bicicletas,
motocicletas e janelas residenciais, desde
que não exceda a 0,5m²
Propaganda eleitoral em árvores e jardins
localizados em áreas públicas
Propaganda eleitoral em muros, cercas e Justiça eleitoral tem admitido em muros,
tapumes divisórios cercas e tapumes divisórios PRIVADOS
Propaganda por meio de Outdoors
Prática de Boca de Urna no dia da eleição Distribuição de folhetos, volantes e
(constitui crime) outros impressos editados sob a
responsabilidade do partido, coligação
ou candidato - deve conter CNPJ ou CPF
do responsável pela confecção e pela
contratação e a tiragem
Plotagem de veículos – regra é vedação Exceção : adesivos perfurados até a
extensão total do para-brisa traseiro e,
em outras posições, adesivos até a
dimensão máxima de 0,5m²
Realização de ato de propaganda em
recinto aberto ou fechado – não depende
de licença prévia, mas deve ser
comunicado à autoridade policial com no
mínimo 24h de antecedência.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

Utilização de trios elétricos em Utilização de carros de som até as 22h do


campanhas eleitorais, exceto para a dia que antecede as eleições, e carros de
sonorização de comícios. som e minitrios, observado o limite de 80
decibéis de pressão sonoro, medido a 7m
de distância do veículo em carreatas,
caminhadas e passeatas ou durante
reuniões e comícios.
Auto-falantes: vedada a instalação a Funcionamento de alto-falantes ou
menos de 200m das sedes dos poderes amplificadores de som – permitido entre
executivos e legislativo da união, estados, 08h e 22h
DF e municípios, tribunais judiciais,
quartéis e outros estabelecimentos
militares, hospitais e casas de saúde,
escolas, bibliotecas públicas, igrejas;
teatros em funcionamento
Uso de alto-falantes, amplificadores de Utilização de aparelhagem de
som, ou promoção de comícios ou sonorização fixa em comícios – permitida
carreatas no dia da eleição (constitui no horário das 08h às 24h.
crime)
Realização de Showmício ou evento
assemelhado para promoção de
candidatos MESMO QUE o artista não
venha a ser remunerado
Confecção, utilização, distribuição por
comitê, candidato, ou com a sua
autorização, de camisetas, chaveiros,
bonés, canetas, brindes, cestas básicas
ou quaisquer outros bens ou materiais
que possam proporcionar vantagens ao
eleitor
3
Direcionamento Analista MPSP 2018

Manifestação de preferência do eleitor


por partido político, coligação ou
candidato no dia da eleição, desde que
revelada exclusivamente pelo uso de
bandeiras, broches, dísticos e adesivos,
de forma individual e silenciosa
Exceto servidores da justiça eleitoral, Uso de vestuário ou objeto que contenha
mesários e escrutinadores. Aos fiscais propaganda de partido político, coligação
partidários, nos trabalhos de votação, só ou de candidato no recinto das seções
é permitido que, em seus crachás, eleitorais e juntas operadoras
constem o nome e a sigla do partido
político ou coligação a que sirvam,
vedada a padronização do vestuário
Uso de símbolos, frases ou imagens,
associadas ou semelhantes às
empregadas por órgão de governo,
empresa pública ou sociedade de
economia mista
Propaganda eleitoral na imprensa escrita,
até a antevéspera das eleições, a
divulgação paga, na imprensa escrita, e a
reprodução na internet do jornal
impresso, de até 10 (dez) anúncios de
propaganda eleitoral, por veículo, em
datas diversas, para cada candidato, no
espaço máximo, por edição, de 1/8 (um
oitavo) de página de jornal padrão e de
1/4 (um quarto) de página de revista ou
tabloide.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

Propaganda eleitoral no rádio e na


televisão, restrita ao horário eleitoral e
aos debates eleitorais, vedada a
propaganda paga.
É vedada a veiculação de qualquer tipo Propaganda eleitoral na internet,
de propaganda eleitoral paga na internet, gratuita, em sítio de candidato, partido
excetuado o impulsionamento de ou coligação, com endereço eletrônico
conteúdos, desde que identificado de comunicado à Justiça Eleitoral, em
forma inequívoca como tal e contratado provedor de serviço de internet
exclusivamente por partidos, coligações estabelecido no Brasil.
e candidatos e seus representantes.
Também é permitida a propaganda
Veda-se também na propaganda eleitoral eleitoral por meio de blogs, redes sociais,
na internet o anonimato e a veiculação sítios de mensagens instantâneas e
de propaganda em sítios de pessoas assemelhados, bem como por e-mail
jurídicas, com ou sem fins lucrativos, ou
sítios oficiais ou hospedados por órgãos
ou entidades da administração pública
direta ou indireta da União, estados, DF e
municípios.

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

SÚMULA TSE/ 43 - As alterações fáticas ou jurídicas supervenientes ao registro que


beneficiem o candidato, nos termos da parte final do art. 11, § 10, da Lei n° 9.504/97,
também devem ser admitidas para as condições de elegibilidade.
SÚMULA TSE/48 - A retirada da propaganda irregular, quando realizada em bem
particular, não é capaz de elidir a multa prevista no art. 37, § 1º, da Lei nº 9.504/1997.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 22/60 – EMPRESARIAL

• Leitura dos artigos 1.088 a 1.195, CC.


• Realização de ao menos 20 questões objetivas, especialmente sobre sociedades,
estabelecimento e nome empresarial.
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário.
• Todos os temas são importantes, mas atenção REDOBRADA na diferenciação de
sociedades, estabelecimento e nome empresarial – São os temas com maior
probabilidade de incidência. A lei seca supre sua compreensão, mas para facilitar o
comparativo elaboramos os quadros.

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):

QUADRO COMPARATIVO

Sociedade em Responsabilidade mista FIRMA OU


COMANDITA POR AÇÕES DENOMINAÇÃO CAPITAL
Sociedade ANÔNIMA Responsabilidade limitada DENOMINAÇÃO
Sociedade EM NOME COLETIVO Responsabilidade ILIMITADA FIRMA

Sociedade EM COMANDITA FIRMA


SIMPLES – quanto ao sócio Responsabilidade mista PESSOAS
comanditário é de capital.
Sociedade SIMPLES (não é Pode ser pactuado no FIRMA
empresária) contrato: nenhuma ou
ILIMITADA.
Sociedade LIMITADA (contrato FIRMA OU PESSOAS
social) Responsabilidade limitada DENOMINAÇÃO OU
CAPITAL

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FIRMA DENOMINAÇÃO

Nome empresarial adotado pelos empresários Nome Empresarial adotado pelas


individuais (firma individual) e pelas sociedades sociedades anônimas (S.A) e,
(firma social ou razão social) simples, em nome opcionalmente, pelas sociedades limitadas
coletivo (N/C), em comandita simples (C/S) e, (Ltda.) e sociedades em comanditas por
opcionalmente, pelas sociedades limitadas ações (C/A).
(Ltda.) e sociedades em comandita por ações
(C/A).
Composta pelo nome civil do empresário Composta por elemento fantasia ou nome
individual, ou dos sócios que respondem de sócio (que funcionará como expressão
ilimitadamente pelas obrigações sociais. Não fantasia – S.A), necessariamente
precisa trazer o ramo da atividade. acompanhada do ramo da atividade.

Funciona como a própria assinatura do Serve apenas para identificação daquele


empresário individual ou do representante que atua pela sociedade. Não é também sua
legal da sociedade. assinatura.

ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL - Art. 1142 CC – todo complexo de bens organizado para


exercício da empresa, por empresário, ou por sociedade empresária. É o conjunto de bens
– bens corpóreos ou materiais (maquinários, moveis, medicamentos, mercadoria,
veículos) e bens incorpóreos ou imateriais (marca, patente, título de estabelecimento,
ponto comercial, domínio do site). Não é apenas o lugar, o imóvel. O estabelecimento é
imprescindível para o exercício da atividade empresarial. (internet, computador, energia,
imóvel, cadeira).

NÃO HÁ SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA.

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DIA 23/60 – PENAL

• Leitura:
➢ Art. 296 a 344 CP (Os crimes expressamente previstos no edital são: Dos crimes
contra a fé pública: Da falsidade documental; Falsa identidade. Dos crimes contra a
administração pública: Peculato; Concussão; Corrupção passiva; Prevaricação.
Funcionário público; Resistência; Desobediência; Desacato; Corrupção ativa; Falso
testemunho ou falsa perícia; Coação no curso do processo.);
➢ Lei nº 8.072/90 (Lei de crimes Hediondos);
➢ Lei nº 9.613/98 (Lei de Lavagem de capitais).
• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre os crimes e leis penais especiais
acima elencados.
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário.
• Todos os temas são importantes, mas atenção redobrada aos crimes contra a
administração pública e à lei dos hediondos.

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):

• Corrupção passiva e concussão são crimes formais, que se consumam no momento da


solicitação ou exigência da vantagem indevida INDEPENDENTEMENTE da efetiva entrega
pelo particular.
• O descumprimento de medida protetiva (Lei Maria da Penha) não caracteriza o crime
de desobediência previsto no art. 330 do CP e sim o crime específico previsto no art. 24-
A da referida lei – alteração de 2018!!!)
• O crime de coação no curso do processo também se configura se se praticado no
decorrer de PIC – Procedimento Investigatório Criminal instaurado no âmbito do
Ministério Público, pois este serve à mesma finalidade do inquérito policial.
• Lembrar que, a despeito da previsão legal, o STF entende que a fixação de regime
inicial fechado para o início de cumprimento da pena de crimes hediondos e equiparados

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deve ter fundamentação concreta, não sendo o referido regime obrigatório, pois deve-
se buscar atender ao princípio de individualização da pena.
• Lembrar também que tanto o homicídio privilegiado-qualificado quanto o “tráfico
privilegiado” NÃO são considerados crimes hediondos pelos tribunais superiores, por
falta de expressa previsão legal.

SÚMULAS APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

SÚMULA 546/STJ – A competência para processar e julgar o crime de uso de documento


falso é firmada em razão da entidade ou órgão ao qual foi apresentado o documento
público, não importando a qualificação do órgão expedidor.
SÚMULA 522/STJ – A conduta de atribuir-se falsa identidade perante autoridade policial
é típica, ainda que em situação de alegada autodefesa.
SÚMULA 599/STJ – O princípio da insignificância é inaplicável aos crimes contra a
Administração Pública.

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DIA 24/60 – PROCESSO PENAL

• Leitura: Art. 92 ao 154; Art. 251 a 281; 351 a 372, 563 a 573, CPP.
• Realização de ao menos 20 questões objetivas, principalmente sobre insanidade
mental do acusado, Ministério Público, citação e nulidades.
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário.
• Todos os temas são importantes, mas atenção redobrada a Ministério Público, citação
e nulidades.

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):

• SUSPENSÃO do processo em decorrência de insanidade mental – art. 152 - Se se


verificar que a doença mental sobreveio à infração o processo continuará suspenso até
que o acusado se restabeleça – lembrar que, nesse caso, ou seja, quando o réu ao tempo
do crime possuía plena capacidade de entendimento, mas, posteriormente, foi
acometido de doença mental, o processo fica suspenso mas o curso do prazo
prescricional não, então a suspensão está limitada pelo referido prazo, e que a previsão
do §1º recebe críticas relacionadas à sua constitucionalidade.
• CITAÇÃO POR HORA CERTA – Lembrar que é espécie de citação pessoal e portanto
não se aplica a suspensão do processo prevista no art. 366 (citação por edital) –
procedimento é o mesmo previsto no CPC – STF já decidiu que não viola ampla defesa
(RE 635145). É cabível no Juizado Especial Criminal(Enunciado 110 FONAJE)
• CITAÇÃO POR EDITAL – O art. 366 é autoexplicativo - Se o acusado, citado por edital,
não comparecer, nem constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do
prazo prescricional, podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas
consideradas urgentes e, se for o caso, decretar prisão preventiva, nos termos do
disposto no art. 312.
➢ Lembrar que é incabível a suspensão caso haja defensor constituído
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Direcionamento Analista MPSP 2018

➢ A suspensão não se aplica aos crimes de lavagem de dinheiro (Lei 9613, art. 2º, §2º.
➢ Prazo máximo da suspensão regula-se pelo prazo prescricional da pena máxima
cominada (Súmula 415/STF)
• Lembrar do princípio do prejuízo, ou “pas de nulitté sans grief” – art. 563 – Nenhum
ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a
defesa.
SÚMULAS APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

CITAÇÃO POR EDITAL E SUSPENSÃO DO PROCESSO


SÚMULA 366/STF – Não é nula a citação por edital que indica o dispositivo da lei penal,
embora não transcreva a denúncia ou queixa, ou não resuma os fatos em que se baseia.

SÚMULA 351/ STF – É nula a citação por edital de réu preso na mesma unidade da
federação em que o juiz exerce a sua jurisdição.

SÚMULA 455/STJ – A decisão que determina a produção antecipada de provas com base
no art. 366 do CPP deve ser concretamente fundamentada, não a justificando
unicamente o mero decurso do tempo.

SÚMULA 415/STJ – O período de suspensão do prazo prescricional é regulado pelo


máximo da pena cominada.

NULIDADES
SÚMULA 361/STF – No processo penal, é nulo o exame realizado por um só perito,
considerando-se impedido o que tiver funcionado anteriormente na diligência de
apreensão (aplica-se apenas a perícia realizada por peritos não oficiais)

SÚMULA 706/STF – É relativa a nulidade decorrente da inobservância da competência


penal por prevenção.

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SÚMULA 523/STF – No processo penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas
a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu.

SÚMULA 707/STF – Constitui nulidade a falta de intimação do denunciado para oferecer


contrarrazões ao recurso interposto da rejeição da denúncia, não a suprindo a nomeação
de defensor dativo.
SÚMULA 708/STF – É nulo o julgamento da apelação se, após a manifestação nos autos a
renúncia do único defensor, o réu não foi previamente intimado para constituir outro.

MINISTÉRIO PÚBLICO
SÚMULA 234/STF - A participação de membro do Ministério Público na fase investigatória
criminal não acarreta o seu impedimento ou suspeição para o oferecimento da denúncia.

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DIA 25/60 – CIVIL

• Leitura: Arts. 185 a 188 e 927 a 954, CC


• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre Responsabilidade Civil.
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário. Como puderam perceber, são poucos artigos de lei seca, mas é uma matéria
relativamente complexa então não hesitem em consultar livros ou resumos sobre a
matéria caso tenham dificuldades na compreensão, deixamos apenas esta matéria nesse
dia para permitir isso. A leitura de questões comentadas também pode auxiliar na
compreensão.
• Todos os temas são importantes, mas atenção redobrada aos arts. 927 a 943.

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):


• RESPONSABILIDADE CIVIL DO INCAPAZ – pela importância e capacidade elucidativa,
transcrevemos o seguinte julgado:
DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL POR FATO DE OUTREM - PAIS PELOS ATOS
PRATICADOS PELOS FILHOS MENORES. ATO ILÍCITO COMETIDO POR MENOR.
RESPONSABILIDADE CIVIL MITIGADA E SUBSIDIÁRIA DO INCAPAZ PELOS SEUS ATOS (CC,
ART. 928). LITISCONSÓRCIO NECESSÁRIO.
INOCORRÊNCIA.
1. A responsabilidade civil do incapaz pela reparação dos danos é subsidiária e mitigada
(CC, art. 928).
2. É subsidiária porque apenas ocorrerá quando os seus genitores não tiverem meios para
ressarcir a vítima; é condicional e mitigada porque não poderá ultrapassar o limite
humanitário do patrimônio mínimo do infante (CC, art. 928, par. único e En. 39/CJF); e
deve ser equitativa, tendo em vista que a indenização deverá ser equânime, sem a
privação do mínimo necessário para a sobrevivência digna do incapaz (CC, art. 928, par.
único e En. 449/CJF).
3. Não há litisconsórcio passivo necessário, pois não há obrigação - nem legal, nem por
força da relação jurídica (unitária) - da vítima lesada em litigar contra o responsável e o
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Direcionamento Analista MPSP 2018

incapaz. É possível, no entanto, que o autor, por sua opção e liberalidade, tendo em conta
que os direitos ou obrigações derivem do mesmo fundamento de fato ou de direito
(CPC,73, art. 46, II) intente ação contra ambos - pai e filho -, formando-se um litisconsórcio
facultativo e simples.
4. O art. 932, I do CC ao se referir a autoridade e companhia dos pais em relação aos
filhos, quis explicitar o poder familiar (a autoridade parental não se esgota na guarda),
compreendendo um plexo de deveres como, proteção, cuidado, educação, informação,
afeto, dentre outros, independentemente da vigilância investigativa e diária, sendo
irrelevante a proximidade física no momento em que os menores venham a causar danos.
5. Recurso especial não provido.
(REsp 1436401/MG, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em
02/02/2017, DJe 16/03/2017)
• Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo
questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas
questões se acharem decididas no juízo criminal - artigo MUITO importante – consagra
a regra de independência de instâncias e elenca suas exceções: sentença criminal
absolutória faz coisa julgada no cível quando fundada na inexistência do fato ou na
negativa de autoria (incisos I e IV do art. 386 do CPP)

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA


RESPONSABILIDADE CIVIL
SÚMULA 132/STJ – A ausência de registro da transferência não implica a responsabilidade
do antigo proprietário por dano resultante de acidente que envolva o veículo alienado.

SÚMULA 246/STJ – O valor do seguro obrigatório deve ser deduzido da indenização


judicialmente fixada.

SÚMULA 562/STF – Na indenização de danos materiais decorrentes de ato ilícito, cabe a


atualização do seu valor, utilizando-se para esse fim, dentre outros critérios, os índices
de correção monetária.

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SÚMULA 43/STJ – Incide correção monetária sobre dívida por ato ilícito a partir da data
do efetivo prejuízo

SÚMULA 362/STJ – A correção monetária do valor da indenização do dano moral incide


desde a data do arbitramento.

SÚMULA 490/STF – A pensão correspondente à indenização oriunda de responsabilidade


civil deve ser calculada com base no salário mínimo vigente ao tempo da sentença e
ajustar-se-á às variações ulteriores (CPC/2015 diz que PODE ser fixada em salário mínimo,
mas fixa mantida a súmula quanto ao ajuste periódico)

SÚMULA 491/STF – É indenizável o acidente que cause a morte de filho menor, ainda que
não exerça trabalho remunerado.

SÚMULA 492/STF – A empresa locadora de veículos responde, civil e solidariamente com


o locatário, pelos danos por este causados a terceiro no uso do carro locado.

SÚMULA 54/STJ – Os juros moratórios fluem a partir do evento danoso, em caso de


responsabilidade extracontratual.

SÚMULA 221/STJ – São civilmente responsáveis pelo ressarcimento de dano decorrente


de publicação pela imprensa, tanto o autor do escrito quanto o proprietário do veículo
de divulgação.

DANO MORAL
SÚMULA 227/STJ- A pessoa jurídica pode sofrer dano moral.

SÚMULA 370/STJ – Caracteriza dano moral a apresentação antecipada de cheque pré-


datado.

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SÚMULA 385/STJ – Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, não cabe


indenização por dano moral, quando preexistente legítima inscrição, ressalvado o direito
ao cancelamento.

SÚMULA 37/STJ – São cumuláveis as indenizações por dano material e dano moral
oriundos do mesmo fato.

SÚMULA 387/STJ – É lícita a cumulação das indenizações de dano estético e dano moral.

SÚMULA 388/STJ – A simples devolução indevida de cheque caracteriza dano moral.

SÚMULA 403/STJ – Independe de prova do prejuízo a indenização pela publicação não


autorizada da imagem da pessoa com fins econômicos ou empresariais.

SÚMULA 28/STF – O estabelecimento bancário é responsável pelo pagamento de cheque


falso, ressalvadas as hipóteses de culpa exclusiva ou concorrente do correntista. (parte
riscada superada, devido à aplicação do CDC)

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DIA 26/60 – PROCESSO CIVIL

• Leitura: Arts. Art. 188 ao 311, CPC


• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre atos processuais e tutela
provisória.
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário.
• Todos os temas são importantes, mas atenção redobrada em citação e tutela
provisória porque esta foi uma das grandes novidades do CPC/2015

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):


• ATOS PROCESSUAIS – Os arts. 188 a 192 também trazem novidades. Em especial,
atenção à possibilidade de fixação, pelas partes, de calendário para a prática dos atos
processuais, bem como à possibilidade de mudanças procedimentais quando os direitos
em litígio forem disponíveis.
• Art. 219. Na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-
se-ão somente os dias úteis.
• CITAÇÃO PELO CORREIO - Recordar-se que a regra é citação pelo correio, salvo citando
incapaz, pessoa de direito público, não houver entrega de correspondência no local ou
quando autor requerer justificadamente (art. 247).
➢ Nesse ponto, essencial lembrar do art. 248 § 4o Nos condomínios edilícios ou nos
loteamentos com controle de acesso, será válida a entrega do mandado a funcionário
da portaria responsável pelo recebimento de correspondência, que, entretanto,
poderá recusar o recebimento, se declarar, por escrito, sob as penas da lei, que o
destinatário da correspondência está ausente.
• CITAÇÃO POR HORA CERTA - Art. 252. Quando, por 2 (duas) vezes, o oficial de justiça
houver procurado o citando em seu domicílio ou residência sem o encontrar, deverá,
havendo suspeita de ocultação, intimar qualquer pessoa da família ou, em sua falta,

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qualquer vizinho de que, no dia útil imediato, voltará a fim de efetuar a citação, na hora
que designar.
➢ Parágrafo único. Nos condomínios edilícios ou nos loteamentos com controle de
acesso, será válida a intimação a que se refere o caput feita a funcionário da portaria
responsável pelo recebimento de correspondência.
• A TUTELA PROVISÓRIA (gênero) pode fundamentar-se em urgência ou evidência
(espécies de tutela provisória).
➢ Tutela de Urgência - será concedida quando forem demonstrados elementos que
indiquem a probabilidade do direito, bem como o perigo na demora da prestação da
tutela jurisdicional. É subdivida em cautelar e antecipada, com ambas podendo ser
concedidas em caráter antecedente ou incidental.
▪ Atenção para a estabilização dos efeitos da tutela antecipada (art. 304)
➢ Tutela da Evidência - dispensa a demonstração do perigo da demora, cabível em
casos específicos: ficar caracterizado abuso do direito de defesa ou o manifesto
propósito protelatório da parte; as alegações de fato puderem ser comprovadas
apenas mediante prova documental e houver tese firmada em demandas repetitivas
ou em súmula vinculante; se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova
documental adequada do contrato de depósito; a petição inicial for instruída com
prova documental suficiente dos fatos constitutivos do direito do autor, a que o réu
não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável. Só ocorre em caráter incidental.

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

CITAÇÃO E INTIMAÇÃO
SÚMULA 429/STJ – A citação postal, quando autorizada por lei, exige o aviso de
recebimento.

SÚMULA 310/STF – Quando a intimação tiver lugar na sexta-feira, ou a publicação com


efeito de intimação for feita nesse dia, o prazo judicial terá início na segunda-feira

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imediata, salvo se não houver expediente, caso em que começará no primeiro dia útil que
se seguir.

SÚMULA 106/STJ - Proposta a ação no prazo fixado para o seu exercício, a demora na
citação por motivos inerentes ao mecanismo da justiça não justifica o acolhimento da
arguição de prescrição ou decadência.

TUTELA PROVISÓRIA (CAUTELAR)


SÚMULA 482/STJ – A falta de ajuizamento da ação principal no prazo do art. 806 do CPC
acarreta a perda eficácia da liminar deferida e a extinção do processo cautelar (ideia da
súmula permanece válida, mas a previsão do 806 CPC/73 é a previsão do 308 CPC/15)

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DIA 27/60 – DIFUSOS (AMBIENTAL)

• Leitura
➢ Arts. 215 a 216-A e 225, CF;
➢ LC nº 140
➢ Lei nº 6.938/81 (Política Nacional do Meio Ambiente)
• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre direito ambiental constitucional
e política nacional do meio ambiente.
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário.
• Todos os temas são importantes, mas atenção redobrada a todos os parágrafos do art.
225 da CF! Com ele você provavelmente consegue resolver as questões de ambiental que
possam ser cobradas. Caso haja algo doutrinário, a tendência é que sejam cobrados os
princípios, elencaremos abaixo os mais relevantes.

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):


• PRINCÍPIO DA PREVENÇÃO X PRECAUÇÃO
➢ PREVENÇÃO – Como a recuperação do meio ambiente degradado nem sempre é
possível, sempre deve-se buscar a prevenção, quando já se tem base científica para
prever os impactos ambientais negativos decorrentes de determinada atividade lesiva
ao meio ambiente. A prevenção se dá em relação ao perigo concreto.
➢ PRECAUÇÃO – A incerteza científica milita em favor do meio ambiente (in dubio pro
natura). Assim, mesmo que inexista certeza quanto ao risco de impactos ambientais
negativos, devem ser adotadas medidas de precaução para reduzir os riscos
ambientais. A precaução se dá em relação ao perigo abstrato ou potencial.
• PRINCÍPIO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL – Decorre de uma ponderação que
deverá ser feita entre o direito ao desenvolvimento econômico e o direito à preservação
ambiental. É desenvolvimento sustentável aquele que atende às necessidades do
presente sem comprometer a possiblidade de existência digna das gerações futuras

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• PRINCÍPIO DO POLUIDOR PAGADOR – Deve o poluidor responder pelos custos sociais


da degradação causada por sua atividade impactante.
➢ Art. 225 CF § 2º Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o
meio ambiente degradado, de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público
competente, na forma da lei. § 3º As condutas e atividades consideradas lesivas ao
meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais
e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados.
➢ Lei 6938/81 - Sem obstar a aplicação das penalidades previstas neste artigo, é o
poluidor obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar
os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade. O
Ministério Público da União e dos Estados terá legitimidade para propor ação de
responsabilidade civil e criminal, por danos causados ao meio ambiente.

• PRINCÍPIO DO PROTETOR-RECEBEDOR: É necessária a criação de benefícios em favor


daqueles que protegem o meio ambiente com o intuito de incentivar e premiar tais
iniciativas.
• PRINCÍPIO DO USUÁRIO-PAGADOR: As pessoas que utilizam recursos naturais devem
pagar pela sua utilização, especialmente com finalidades econômicas, mesmo que não
haja poluição.
• PRINCÍPIO DA FUNÇÃO SOCIOAMBIENTAL DA PROPRIEDADE - um dos requisitos para
que a propriedade rural e urbana alcance sua função social é o respeito à legislação
ambiental.

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA


SÚMULA 613/STJ – Não se admite a aplicação da teoria do fato consumado em tema de
Direito Ambiental. (Vale a leitura das explicações do DIZER O DIREITO) –
https://dizerodireitodotnet.files.wordpress.com/2018/07/sc3bamula-613-stj.pdf

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DIA 28/60 – DIREITO ADMINISTRATIVO

 Leitura:
 10.520/2002 (Pregão);
 Lei nº 11.079/04 (PPP);
 Lei nº 8.429/92 (Improbidade Administrativa)
 Realização de ao menos 20 questões objetivas, principalmente sobre improbidade
administrativa
 Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário.
 Todos os temas são importantes, mas atenção muito especial para a Lei de
Improbidade Administrativa, que pode ser cobrada em Administrativo e em Difusos –
pela importância, recomendamos a quem não tem familiaridade com a matéria a leitura
de um resumo, podendo ser o disponibilizado gratuitamente pelo Prof. Lordelo:
https://drive.google.com/open?id=18KOJAWGQsLChbXhF3LUp93qBumJeEH5W

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):


 IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – Lembrar que o rol constante dos incisos dos arts. 9
a 11 da Lei de Improbidade Administrativa é meramente exemplificativo, já que a
disposição do caput é abrangente e possibilita que outros atos não expressamente
elencados sejam considerados ímprobos, e considerar que há outras leis que trazem atos
de improbidade administrativa (por exemplo, Estatuto da Cidade).
 Apenas o ato de improbidade administrativa que causa prejuízo ao erário admite a
conduta culposa, os demais exigem dolo (inclusive o 10-A).
 Atenção à vedação da transação na ação de improbidade – há resolução do CNMP
autorizando (179), de legalidade questionável, não deve ser cobrado na objetiva por ser
tema polêmico, mas se for cobrado, eu responderia pela letra da lei, salvo ressalva
expressa do enunciado quanto a considerar o entendimento do CNMP: é vedada a
transação (art. 17 §1º)

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Direcionamento Analista MPSP 2018

 Atenção aos prazos prescricionais: Art. 23 – lembrar que o prazo em relação ao


prefeito reeleito só começa a contar ao término do segundo mandato e que a ação de
ressarcimento é imprescritível.
 TABELA DAS SANÇÕES POR ATO DE IMPROBIDADE: Decoreba pura, não tem jeito! A
graduação se dá pela gravidade do ato! Fonte da tabela: https://www.joaolordelo.com/

REITERAMOS que recomendamos, a quem não tem familiaridade com a matéria, a leitura
de um resumo, podendo ser o disponibilizado gratuitamente pelo Prof. Lordelo:
https://drive.google.com/open?id=18KOJAWGQsLChbXhF3LUp93qBumJeEH5W

NÃO HÁ SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA.

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DIA 29/60 – PENAL

• Leitura:
➢ Lei nº 4.898/65 (Lei de abuso de autoridade);
➢ Lei nº 10.826/03 (Estatuto do Desarmamento);
➢ Lei nº 9.455/97 (Lei Tortura);
➢ Lei nº 12.850/13 (Lei Organização Criminosa).
• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre as leis penais especiais acima
elencadas.
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário. Todos os temas são importantes, mas atenção redobrada à lei de tortura e
lei de organização criminosa.

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):


ESTATUTO DO DESARMAMENTO
• Lembrar da importante alteração propiciada pela Lei 134.497/2017 – passou a ser
considerado CRIME HEDIONDO delito de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso
restrito, previsto no art. 16 do Estatuto do Desarmamento – Relação com a disciplina de
atualidades – reação legislativa aos acontecimentos no Rio de Janeiro, envolvendo a
utilização de fuzis por controladores do tráfico de drogas em comunidades – situação
crítica que posteriormente culminou na decretação da intervenção federal.
➢ A Lei nº 13.497/2017 é mais gravosa e, por isso, não tem efeitos retroativos, de
forma que, quem cometeu o delito até 26/10/2017 (data de início de vigência da Lei),
não é abrangido pelo tratamento dispensado aos crimes hediondos.
• Lembrar, ainda, que mesmo o porte de arma de fogo desmuniciada configura crime e
que não há necessidade de perícia. Entretanto, se for realizada perícia e a arma for
ineficaz, STJ afasta a configuração do crime.
• Lembrar que a posse ou porte de munição, desacompanhada da arma, também
configura crime e que o STF reconheceu insignificância apenas em um caso isolado de
munição usada como pingente.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

TORTURA – Lembrar que os tribunais superiores têm afirmado que não é obrigatório que
o condenado por crime de tortura (equiparado a hediondo) inicie o cumprimento da pena
em regime fechado, porque a determinação legal não atenderia ao princípio
constitucional de individualização da pena.

• Atenção para a relação com a disciplina de difusos: A tortura de preso custodiado em


delegacia praticada por policial constitui ato de improbidade administrativa que atenta
contra os princípios da administração pública.

LEI DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA –

• Caso não tenham familiaridade com esta lei, recomendamos, para compreensão do
instituto da COLABORAÇÃO PREMIADA, a leitura do seguinte artigo do DIZER O DIREITO:
https://www.dizerodireito.com.br/2015/09/colaboracao-premiada.html . Por ser um
tema em alta, tem grande chance de ser cobrado.
➢ Ressalva em relação ao artigo: em recente decisão, o STF reconheceu a
legitimidade do delegado de polícia para firmar o acordo de colaboração (ADI 5.508-
DF)
o Em relação a esse tema o CAOCRIM do MPSP recentemente editou enunciados
sobre o posicionamento do MPSP em relação ao acordo celebrado por delegado de
polícia (leiam apenas a título de curiosidade, não se preocupem em decorá-los, pois
é muito específico para ser cobrado na prova objetiva, apenas não quis negligenciar
a informação
▪ http://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/Criminal/Boletim_Semanal/CAOCr
im%20informativo%20julho%202018%20_1.pdf

• Relembrar, conforme já estudado em Direito da Infância e Juventude, a questão da


infiltração de policiais, o que difere em relação a ambas as hipóteses. Segue novamente
o quadro comparativo:

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Direcionamento Analista MPSP 2018

Lei 12850/13 – infiltração pra investigar Estatuto da Criança e do Adolescente -


organização criminosa – procedimento infiltração de agentes de polícia na
também aplicável à infiltração prevista internet com o fim de investigar os
para investigar o tráfico de drogas, crimes previstos nos arts. 240, 241, 241-
terrorismo e tráfico de pessoas. A, 241-B, 241-C e 241-D desta Lei e nos
arts. 154-A, 217-A, 218, 218-A e 218-B do
Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro
de 1940 (Código Penal)
Prazo de 06 meses, prorrogáveis quantas Prazo de 90 dias, podem ser prorrogadas
vezes forem necessárias até o limite de 720 dias
Exclui a CULPABILIDADE – Inexigibilidade Exclui a TIPICIDADE – agente infiltrado
de conduta diversa do agente infiltrado – não comete crime ao ocultar identidade,
responde por eventual excesso responde por eventual excesso.

SÚMULAS APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

SÚMULA 513/STJ – A abolitio criminis temporária prevista na Lei 10.826/03 aplica-se ao


crime de posse de arma de fogo de uso permitido com numeração, marca ou qualquer
outro sinal de identificação raspado, suprimido ou adulterado, praticado somente até
23/10/2005. (caso haja dificuldade de compreender o que foi a abolitio criminis
temporária, ler os comentários do site DIZER O DIREITO sobre esta súmula:
https://drive.google.com/file/d/0B4mQkJ-pSXwqYjRINUJYTlg2ZHM/edit

3
Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 30/60 – PROCESSO PENAL

• Leitura:
➢ Art. 155 a 250 CPP;
➢ Lei 9.296/96 (Interceptação Telefônica);
• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre provas no processo penal e
interceptação telefônica.
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário.
• Todos os temas são importantes.

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):

• ÔNUS DA PROVA NO PROCESSO PENAL (corrente majoritária e cobrada em concursos


de MP) – pequeno lembrete doutrinário acerca do que dispõe o art. 156 CPP
➢ Cabe à acusação demonstrar:
▪ A existência de fato típico;
▪ A autoria (ou participação);
▪ O nexo causal;
▪ O dolo ou culpa.;
➢ Cabe à defesa demonstrar
▪ Excludentes de ilicitude
▪ Excludentes de culpabilidade
▪ Causas de extinção da punibilidade

• BUSCA E APREENSÃO – Atenção para dispensabilidade do mandado de busca no caso


de crime permanente, já que a consumação se protrai no tempo, sendo autorizado o
ingresso forçado em residência em caso de flagrante delito (Ex. Tráfico de drogas na
modalidade “ter em depósito”).

1
Direcionamento Analista MPSP 2018

• INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA – Atenção para a questão da serendipidade ou


descoberta fortuita de provas – é válida a prova em relação a crime diverso daquele
inicialmente investigado, que ensejou a autorização judicial para interceptação
telefônica, desde que esta tenha obedecido às formalidades legais e não haja indícios de
desvio de finalidade ou fraude – mesmo que o “crime achado” seja punível apenas com
detenção.
➢ Apesar de ser a hipótese mais comum, a serendipidade não se dá apenas no caso
de interceptação telefônica. É possível que ocorra a descoberta fortuita de crimes
durante a execução de outras medidas de investigação, como, por exemplo, durante
a quebra de sigilo bancário ou fiscal, permanecendo a prova válida, pois se aplica o
mesmo raciocínio.

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA


SÚMULA 74/STJ – Para efeitos penais, o reconhecimento da menoridade do réu requer
prova por documento hábil. (lembrar que não precisa ser necessariamente a certidão de
nascimento ou RG, pode ser qualquer documento dotado de fé pública)

2
Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 31/60 – CIVIL

Metade do caminho já percorrido!!!! Parabéns por terem chegado até aqui! ♥

• Leitura: Arts. 1.196 a 1.510-E CC.


• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre a matéria, em especial posse,
propriedade e usucapião.
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário. Como puderam perceber, são muitos artigos de lei seca, mas eles são na
maioria curtos, não se assustem! Civil é uma matéria densa nesse concurso, tivemos que
concentrar!
• Todos os temas são importantes, mas atenção para posse, propriedade, usucapião e
direito real de laje.

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):

AÇÕES POSSESSÓRIAS
MANUTENÇÃO DE POSSE REINTEGRAÇÃO DE POSSE INTERDITO PROIBITÓRIO
Finalidade defensiva Finalidade de restituição Finalidade Preventiva
cabível quando há turbação cabível quando há esbulho cabível quando há ameaça
de turbação ou esbulho

ESPÉCIES DE USUCAPIÃO: extraordinário, ordinário, especiais ou constitucionais, familiar,


especial coletiva e especial indígena. ESQUEMATIZAÇÃO ABAIXO:

EXTRAORDINÁRIO ORDINÁRIO
Forma Simples 15 anos, sem discutir a Forma simples: 10 anos, justo título e boa-
boa-fé (art. 1238) fé (Art. 1242).

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Direcionamento Analista MPSP 2018

Forma qualificada: 10 anos, mesmo de Forma qualificada: 5 anos, se era


má-fé, se tiver utilizado o imóvel para sua proprietário e teve seu título de
residência ou nele realizado obras ou propriedade anulado, mediante o
serviços de caráter produtivo (art. 1238, preenchimento dos seguintes requisitos:
parágrafo único) aquisição onerosa, devido registro em
cartório, posterior cancelamento do
registro e estabelecimento de moradia no
imóvel ou realização de investimento de
relevância social ou econômica (Art. 1242,
parágrafo único)

ESPECIAIS OU CONSTITUCIONAIS
URBANO OU PRO MORADIA RURAL OU PRO LABORE
5 anos, desde que seja imóvel com área de 5 anos, desde que seja imóvel com área de
até 250 m², sirva como moradia e o até 50 hectares, destinado para o trabalho
requerente não seja proprietário de outro e moradia pessoal e da família e o
imóvel urbano ou rural. Esse pedido só requerente não seja proprietário de outro
poder ser feito uma vez. (Art. 1240) imóvel rural ou urbano. (Art. 1239)

USUCAPIÃO FAMILIAR - Art. 1.240-A. Aquele que exercer, por 2 (dois) anos
ininterruptamente e sem oposição, posse direta, com exclusividade, sobre imóvel urbano
de até 250m² (duzentos e cinquenta metros quadrados) cuja propriedade dividia com ex-
cônjuge ou ex-companheiro que abandonou o lar, utilizando-o para sua moradia ou de
sua família, adquirir-lhe-á o domínio integral, desde que não seja proprietário de outro
imóvel urbano ou rural.
USUCAPIÃO ESPECIAL COLETIVA – Estatuto da Cidade, art. 10 - Os núcleos urbanos
informais existentes sem oposição há mais de cinco anos e cuja área total dividida pelo
número de possuidores seja inferior a duzentos e cinquenta metros quadrados por
possuidor são suscetíveis de serem usucapidos coletivamente, desde que os possuidores
não sejam proprietários de outro imóvel urbano ou rural
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Direcionamento Analista MPSP 2018

USUCAPIÃO ESPECIAL INDÍGENA - Estatuto do Índio, art. 33 - O índio, integrado ou não,


que ocupe como próprio, por dez anos consecutivos, trecho de terra inferior a cinquenta
hectares, adquirir-lhe-á a propriedade plena. O disposto neste artigo não se aplica às
terras do domínio da União, ocupadas por grupos tribais, às áreas reservadas de que trata
esta Lei, nem às terras de propriedade coletiva de grupo tribal.

Lembrar que a MÁ FÉ se caracteriza pelo conhecimento do vício que impede a aquisição


da posse, se o sujeito ignora tal vício é tido por possuidor de boa-fé.

DIREITO DE LAJE – É uma novidade com grande chance de incidência. Caso haja
dificuldade de compreensão do instituto com base na leitura da lei seca, recomendamos
a leitura do artigo do Professor Cristiano Chaves, disponibilizado no link
http://meusitejuridico.com.br/2017/07/14/o-puxadinho-virou-lei-lei-n-13-46517-e-
disciplina-direito-real-laje/

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

INTERDITO PROIBITÓRIO – SÚMULA 228/STJ – É inadmissível o interdito proibitório para a


proteção do direito autoral.

CONDOMÍNIO – SÚMULA 260/STJ – A convenção de condomínio aprovada, ainda que sem


registro, é eficaz para regular as relações entre condôminos.

HIPOTECA – SÚMULA 308/STJ – A hipoteca firmada entre a construtora e o agente


financeiro, anterior ou posterior à celebração de promessa de compra e venda, não tem
eficácia perante os adquirentes do imóvel.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIREITOS DE VIZINHANÇA – SÚMULA 120/STF – Parede de tijolos de vidro translúcido pode


ser levantada a menos de metro e meio do prédio vizinho, não importando servidão sobre
ele.

USUCAPIÃO
SÚMULA 340/STJ - Desde a vigência do Código Civil, os bens dominicais, como os demais
bens públicos, não podem ser adquiridos por usucapião.
SÚMULA 193/STJ - O usucapião pode ser arguido em defesa.
SÚMULA 11/STJ - A presença da União ou de qualquer de seus entes, na ação de
usucapião especial, não afasta a competência do foro as situação do imóvel.
SÚMULA 391/STJ - O confinante certo deve ser citado pessoalmente para a ação de
usucapião.
SÚMULA 263/STF - O possuidor deve ser citado, pessoalmente, para a ação de usucapião.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 32/60 – PROCESSO CIVIL

• Leitura: Art. 312 ao 368, CPC - Parecem poucos artigos para um dia inteiro de estudos,
mas há algumas novidades e certa complexidade, por isso deixamos dessa forma, para
que vocês possam ler com calma. Nada impede que, caso tenham facilidade na
compreensão desta matéria e sobre tempo no decorrer do dia, intensifiquem a realização
de questões ou aproveitem para revisar ou adiantar alguma outra matéria (Falta menos
de um mês! O descanso provavelmente pode esperar um pouquinho!)
• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre a matéria do dia, especialmente
procedimento comum.
• Todos os temas são importantes, mas atenção redobrada às hipóteses de
improcedência liminar do pedido, julgamento antecipado parcial de mérito e
saneamento do processo, pois tais institutos trouxeram novidades no CPC/2015.

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):


• PETIÇÃO INICIAL - Requisitos da petição inicial devem existir, mas caso não estejam
todos na inicial o juiz deve oportunizar ao autor que a corrija ou complete e, apenas se
não cumprida a diligência solicitada, será indeferida a inicial (Art. 321).
• JUÍZO DE RETRATAÇÃO - Atenção para o cabimento do juízo de retratação diante de
apelação contra o indeferimento da petição inicial (art. 331) e da apelação contra a
sentença que julgou liminarmente improcedente o pedido (art. 332).
• AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO – Não será realizada quando não se admitir a
autocomposição ou quando ambas as partes manifestarem expressamente o
desinteresse na composição consensual. Fora dessas hipóteses, O não comparecimento
injustificado do autor ou do réu à audiência de conciliação é considerado ato atentatório
à dignidade da justiça (art. 334).
• REVELIA – A revelia ocorre quando o réu não contesta ação. O que nem sempre ocorre
é o efeito de presumirem-se verdadeiras as alegações de fato (veja que as alegações de
direito não se presumem verdadeiras) formuladas pelo autor. Não incide este efeito nas
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Direcionamento Analista MPSP 2018

hipóteses expressamente previstas: 1) havendo pluralidade de réus, algum deles


contestar a ação; 2) o litígio versar sobre direitos indisponíveis; 3) a petição inicial não
estiver acompanhada de instrumento que a lei considere indispensável à prova do ato;
4) as alegações de fato formuladas pelo autor forem inverossímeis ou estiverem em
contradição com prova constante dos autos.
• JULGAMENTO ANTECIPADO PARCIAL DE MÉRITO – O julgamento antecipado de
mérito é possível quando não houver necessidade de produção de outras provas ou
quando incidirem os efeitos da revelia e não houver requerimento de produção de prova.
Quando nem todos os pedidos formulados estiverem nessas condições ou se apenas um
ou alguns dos pedidos forem incontroversos, pode haver o julgamento parcial de mérito,
que é impugnável por agravo de instrumento.
• SANEAMENTO DO PROCESSO – Atenção para a novidade! Se a causa apresentar
complexidade em matéria de fato ou de direito, deverá o juiz designar audiência para que
o saneamento seja feito em cooperação com as partes, oportunidade em que o juiz, se
for o caso, convidará as partes a integrar ou esclarecer suas alegações (saneamento
compartilhado – cooperação das partes)

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

REVELIA E PRODUÇÃO DE PROVAS


SÚMULA 231/STF – O revel, em processo civil, pode produzir provas, desde que
compareça em tempo oportuno (art. 346, parágrafo único, CPC/2015)

DESPACHO SANEADOR
SÚMULA 424/STF – Transita em julgado o despacho saneador de que não houve recurso,
excluídas as questões deixadas, explícita ou implicitamente, para a sentença.
** Esta súmula não se aplica às hipóteses do art. 485 §3º, em relação às quais não ocorre
preclusão: ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do
processo, perempção, litispendência, coisa julgada, ausência de legitimidade ou de interesse
processual em caso de morte da parte, a ação for considerada intransmissível por disposição legal

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 33/60 – DIFUSOS e PROCESSO CIVIL

• Leitura
➢ Lei nº 9.985/00 (SNUC).
➢ Lei Ação Popular (Lei 4717/65)
➢ Lei Habeas Data (Lei 9507/97)
➢ Lei Mandado de Segurança (Lei 12.019/09)
• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre as leis acima elencadas.
• Todos os temas são importantes, mas atenção redobrada, no SNUC, à distinção quanto
às diferentes categorias de Unidades de Conservação (arts. 14 a 21 da Lei 9.985/00) e às
peculiaridades das demais leis, cujos principais destaques serão elencados abaixo, como
lembretes pontuais e súmulas.

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):

CATEGORIAS DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO – QUADRO ESQUEMATIZADO

UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DE PROTEÇÃO INTEGRAL


ESPÉCIES OBJETIVO DOMÍNIO VISITAÇÃO PESQUISA
CIENTÍFICA
ESTAÇÃO Preservação da natureza Público, áreas Proibida, salvo Depende de
ECOLÓGICA e realização de pesquisas particulares com objetivo autorização
científicas incluídas em seus educacional prévia do órgão
Preservação integral da limites devem ser responsável
RESERVA BIOLÓGICA biota e demais atributos desapropriadas pela
naturais existentes em administração
seus limites da unidade

Preservação de Permitida,
ecossistemas naturais de sujeita a
grande relevância restrições
PARQUE NACIONAL ecológica e beleza cênica estabelecidas
no Plano de
Manejo da
unidade
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Direcionamento Analista MPSP 2018

Preservar sítios naturais Pode ser Permitida, Não há previsão


raros, singulares ou de constituído por sujeita a legal expressa
MONUMENTO grande beleza cênica áreas particulares, restrições quanto à
NATURAL mas se houver estabelecidas vedação ou
incompatibilidade no Plano de autorização à
entre os objetivos Manejo da pesquisa
da área e as unidade científica.
Proteger ambientes atividades privadas Depende de
naturais onde se ou não houver autorização
REFÚGIO DE VIDA asseguram condições para aquiescência do prévia do órgão
SILVESTRE a existência ou proprietário, a área responsável
reprodução de espécies será pela
ou comunidades da flora desapropriada. administração
local e da fauna residente da unidade
ou migratória
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DE USO SUSTENTÁVEL

ESPÉCIES OBJETIVO DOMÍNIO VISITAÇÃO PESQUISA


CIENTÍFICA
Áreas públicas e
Proteger a diversidade privadas. Podem Permitidas, sujeitas a condições
ÁREA DE biológica, disciplinar o ser estabelecidas estabelecidas no pelo órgão
PRESERVAÇÃO processo e ocupação e normas e restrições gestor da unidade ou pelo
AMBIENTAL assegurar a para a utilização da proprietário da área privada,
sustentabilidade do uso propriedade observadas as restrições legais
dos recursos naturais privada,
respeitados os
Manter ecossistemas limites Não há previsão legal expressa
naturais de importância constitucionais quanto à vedação ou autorização
ÁREA DE RELEVANTE regional ou local e regular a pesquisa científica ou visitação
INTERESSE o uso admissível dessas
ECOLÓGICO áreas, de modo a
compatibilizá-lo com os
objetivos de preservação
da natureza

Uso múltiplo sustentável Público, áreas Permitida, Permitida e


FLORESTA dos recursos florestais e a particulares condicionada incentivada,
NACIONAL pesquisa científica, com incluídas em seus às normas submetida a
ênfase em métodos para limites devem ser estabelecidas prévia
exploração sustentável de desapropriadas. para o manejo autorização do
florestas nativas. Admite-se, porém, de unidade órgão
2
Direcionamento Analista MPSP 2018

(quando criada pelo a permanência de pelo órgão responsável


Estado, FLORESTA população responsável pela
ESTADUAL) tradicionais que a por sua administração
habitam quando da administração da unidade.
(quando criada pelo sua criação, em
Município, conformidade com
FLORESTA o plano de manejo
MUNICIPAL) da unidade.

Proteger os meios de vida Público, tendo seu Permitida, Depende de


e a cultura das populações uso concedido às desde que autorização
extrativistas tradicionais e populações compatível prévia do órgão
RESERVA assegurar o uso extrativistas com os responsável
EXTRATIVISTA sustentável dos recursos tradicionais. interesses pela
naturais da unidade . Áreas particulares locais e de administração
incluídas em seus acordo com o da unidade
limites devem ser disposto no
desapropriadas. plano de
Adequada para estudos Público, áreas manejo da A
técnicos-científicos sobre particulares área comercialização
o manejo econômico incluídas em seus de produtos ou
sustentável de recursos limites devem ser subprodutos
RESERVA DE FAUNA faunísticos desapropriadas resultantes das
pesquisas deve
obedecer ao
disposto em lei e
regulamentos.
Preservar a natureza e ao Público, áreas Permitida e Permitida e
mesmo tempo assegurar particulares incentivada, incentivada,
condições e os meios incluídas em seus desde que submetida a
necessários para a limites devem ser compatível prévia
reprodução e a melhoria desapropriadas com os autorização do
dos modos e da qualidade interesses órgão
RESERVA DE de vida e exploração dos locais e de responsável
DESENVOLVIMENTO recursos naturais das acordo com o pela
SUSTENTÁVEL populações tradicionais, disposto no administração
bem como valorizar, plano de da unidade.
conservar e aperfeiçoar o manejo da
conhecimento e as área
técnicas de manejo do
ambiente desenvolvido
por essas populações
RESERVA Conservar a diversidade Área privada, Permitida com Permitida,
PARTICULAR DE biológica. gravada com objetivos conforme
perpetuidade. turísticos,
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Direcionamento Analista MPSP 2018

PATRIMÔNIO É criada por recreativos e dispuser


NATURAL requerimento educacionais. regulamento.
voluntário de um
proprietário
privado, que
firmará
compromisso
perante o órgão
ambiental, o qual
será averbado à
margem da
inscrição no
registro público de
imóveis.
** Não são passíveis de enquadramento como unidades de conservação as áreas de preservação
permanente e as áreas de reserva legal - espaços territorialmente protegidos em sentido amplo

➢ MANDADO DE SEGURANÇA – Não esquecer que a decisão concessiva da ordem está


sujeita a reexame necessário (Art. 14§1º)
➢ MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO – Importante recordar dos legitimados (art.
21) e lembrar que, a despeito da ausência de previsão legal expressa na LEI 12.019/09,
o STJ admite a legitimação ativa do Ministério Público para o seu ajuizamento, para a
defesa de interesses metaindividuais ( A lei orgânica do MP prevê expressamente essa
legitimidade)
➢ HABEAS DATA – Recordar-se que trata-se de ação que possui condição específica
para o seu ajuizamento: necessidade de prova a negativa ou inércia quanto ao pleito
de acesso a informação, retificação ou acesso de dados.
➢ AÇÃO POPULAR
o Ministério público NÃO tem legitimidade para a propositura da ação popular,
mas apenas para assumir o polo ativo caso haja abandono injustificado da ação pelo
cidadão (condição que deve ser provada por título de eleitor ou documento
correspondente).
o Lembrar que a sentença que concluir pela carência ou improcedência da ação
está sujeita ao reexame necessário, e que a Lei da Ação Popular integra o
microssistema de tutela coletiva, razão pela qual o STJ vem admitindo que o

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Direcionamento Analista MPSP 2018

reexame também se aplica à ação de improbidade julgada improcedente (aplicação


analógica do art. 19 da Lei 4717/65)

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA


AÇÃO POPULAR
SÚMULA 365/STF - Pessoa jurídica não tem legitimidade para propor ação popular.

MANDADO DE SEGURANÇA
SÚMULA 625/STF – Controvérsia sobre matéria de direito não impede a concessão de
mandado de segurança.

SÚMULA 429/STF – A existência de recurso administrativo com efeito suspensivo não


impede o uso do mandado de segurança contra omissão de autoridade.

SÚMULA 266/STF – Não cabe mandado de segurança contra lei em tese.

SÚMULA 267/STF – Não cabe mandado de segurança contra ato judicial passível de
recurso ou correição.

SÚMULA 268/STJ – Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial com trânsito
em julgado

SÚMULA 510/STF – Praticado o ato por autoridade, no exercício de competência


delegada, contra ela cabe o mandado de segurança ou a medida judicial.

SÚMULA 333/STJ – Cabe mandado de segurança contra ato praticado em licitação


promovida por sociedade de economia mista ou empresa pública.

SÚMULA 632/STF – É constitucional lei que fixa o prazo de decadência para a impetração
de mandado de segurança

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 430/STF – Pedido de reconsideração na via administrativa não interrompe o


prazo para o mandado de segurança

SÚMULA 271/STF – Concessão de mandado de segurança não produz efeitos


patrimoniais, em relação a período pretérito, os quais devem ser reclamados
administrativamente ou pela via judicial própria.

SÚMULA 269/STF – O mandado de segurança não é substitutivo da ação de cobrança.


SÚMULA 101/STF – O mandado de segurança não substitui a ação popular.

SÚMULA 304/STF – Decisão denegatória de mandado de segurança, não fazendo coisa


julgada contra o impetrante, não impede o uso da ação própria.

SÚMULA 624/STF – Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer originalmente


de mandado de segurança contra atos de outros tribunais (***MS contra ato do TJ é
julgado pelo próprio TJ)

SÚMULA 626/STF - A suspensão da liminar em mandado de segurança, salvo


determinação em contrário da decisão que a deferir, vigorará até o trânsito em julgado
da decisão definitiva de concessão de segurança ou, havendo recurso, até a sua
manutenção pelo STF, desde que o objeto da liminar deferida coincida, total ou
parcialmente, com o da impetração.

SÚMULA 405/STF – Denegado mandado de segurança pela sentença, ou no julgamento


do agravo dela interposto, fica sem efeito a liminar concedida, retroagindo os efeitos da
decisão contrária.

SÚMULA 512/STF – Não cabe condenação em honorários de advogado na ação de


mandado de segurança.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 105/STJ – Na ação de mandado de segurança não se admite condenação em


honorários advocatícios.

SÚMULA 376/STJ – Compete à turma recursal processar e julgar o mandado de segurança


contra ato de juizado especial.

MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO


SÚMULA 629/STF- A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de
classe em favor dos associados independe de autorização destes.

SÚMULA 630/STF – A entidade de classe tem legitimação para o mandado de segurança


ainda quando a pretensão veiculada interesse apenas a uma parte da respectiva
categoria.

HABEAS DATA
SÚMULA 2/STJ - Não cabe o habeas data (CF, art. 5, LXXII, letra "a") se não houve recusa
de informações por parte da autoridade administrativa.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 34/60 – CONSTITUCIONAL E MINISTÉRIO PÚBLICO

• Leitura da Lei Orgânica no Ministério Público do Estado de São Paulo - Lei


Complementar Estadual n. 734, de 1993
• Se possível ler com atenção toda a lei, mas ATENÇÃO REDOBRADA nos pontos
elencados abaixo, que julgo suficientes para garantir um ou dois pontinhos caso ela seja
cobrada (alguns se repetem em relação à Lei Orgânica 8625/93, o que é ótimo pois ajuda
a memorizar)

LEMBRETES PONTUAIS – MAIOR CHANCE DE INCIDÊNCIA

• Art. 1º. O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional


do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos
interesses sociais e individuais indisponíveis.

➢ Também consta no art. 127 CF que é uma instituição permanente: significa que não
pode ser extinto por emenda constitucional: estamos diante de uma cláusula pétrea.

➢ Essencial ao acesso à justiça dos titulares de interesses tutelados pelo MP.

➢ Missão do MP: defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses


sociais e individuais indisponíveis.

• § 2º - São princípios institucionais do Ministério Público a unidade, a indivisibilidade e


a independência funcional.

➢ Princípio da Unidade: todos os membros do MP integram uma única instituição e


subordinam-se administrativamente a uma mesma chefia (ponto de vista estrutural).
Sob a perspectiva funcional, todos os membros do MP devem atuar de maneira
uniforme para cumprir a missão constitucional e os planos e programas de atuação.
Só existe unidade dentro de cada carreira.

1
Direcionamento Analista MPSP 2018

➢ Princípio da Indivisibilidade: sob a perspectiva procedimental-processual, traduz a


ideia de que os membros podem se substituir uns pelos outros sem prejuízo da função
institucional do MP. Vale apenas dentro de cada MP (MPSP, MPMG, MPF, etc.).

➢ Princípio da Independência Funcional: traduz a ideia de que o membro do MP no


exercício de suas funções não está subordinado a nenhum outro agente público ou
outro órgão da administração superior. Deve apenas obediência à lei, à CF e à sua
consciência. Traz isenção para a sociedade.

▪ No caso do art. 28, ao não concordar com promoção de arquivamento e designar


outro promotor pra oferecer a denúncia, este último não pode insistir no
arquivamento, pois o promotor natural nesse caso é o PGJ e o membro do MP atua
como longa manus do PGJ, não podendo invocar independência funcional para se
recusar a cumprir determinação. Mesmo raciocínio para não homologação, pelo
CSMP, do arquivamento do IC.

TRÊS EIXOS LOMPSP: ORGANIZAÇÃO/ ATRIBUIÇÕES/ ESTATUTO

• ORGANIZAÇÃO
➢ Órgãos de Administração: atividade-meio;
➢ Administração Superior:
▪ Procuradoria Geral de Justiça
▪ Colégio de Procuradores de Justiça
▪ Conselho Superior do MP
▪ Corregedoria Geral do MP
➢ Administração:
▪ Procuradorias de Justiça
▪ Promotorias de Justiça
➢ Órgãos de Execução: atividade-fim – desempenham funções constitucionais e
legais conferidas ao MP;
▪ Procurador Geral de Justiça

2
Direcionamento Analista MPSP 2018

▪ Colégio de Procuradores de Justiça – lei orgânica nacional não traz, LOMPSP traz
como órgão de execução: desempenha função de órgão de execução quando
defere pedido de reconsideração de arquivamento de IP feito pelo PGJ.
▪ Conselho Superior do MP – órgão revisor dos inquéritos civis
▪ Procuradores de Justiça
▪ Promotores de Justiça
▪ Comissão Processante Permanente – Também não está prevista na lei orgânica
nacional – instrui processos disciplinares – função fiscalizatória.
➢ Órgãos Auxiliares: colaboradores.
▪ Centros de Apoio Operacional
▪ Comissão de Concurso
▪ Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional
▪ Órgãos de apoio técnico e administrativo
▪ Estagiários
▪ Comissão Processante Permanente

• ATRIBUIÇÕES: ler na lei os arts. 19 a 42; 43 a 47; 116 a 121 e 96-A a 96-D
➢ Decisão sobre vitaliciamento, promoção, remoção, movimentação na carreira:
competência do CONSELHO SUPERIOR DO MPSP
➢ Decisão sobre criação de cargos de membros e servidores: COLÉGIO DE
PROCURADORES DE JUSTIÇA

• ESTATUTO: DIREITOS, VEDAÇÕES, DEVERES, GARANTIAS, PRERROGATIVAS, REGIME


DISCIPLINAR – ler arts. 169 e 170 e 220 a 225.
➢ Art. 225. Nenhum membro do Ministério Público poderá ser afastado do
desempenho de suas atribuições ou procedimentos em que oficie ou deva oficiar,
exceto por impedimento, férias, licenças, afastamento ou por motivo de interesse
público, observado o disposto nesta lei complementar.
▪ Princípio da inamovibilidade (garantia)

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Direcionamento Analista MPSP 2018

§ 1º - No caso de afastamento por razão de interesse público, a designação do


Procurador-Geral de Justiça deverá recair em membro do Ministério Público que
tenha as mesmas atribuições do afastado.
• Exceção à regra do promotor natural.
§ 2º - A regra deste artigo não se aplica ao Promotor de Justiça Substituto e ao
membro do Ministério Público designado para oficiar temporariamente perante
qualquer juízo ou autoridade.
§ 3º - Enquanto não realizada a distribuição, o Procurador-Geral de Justiça poderá
designar membro do Ministério Público para atuar em procedimentos
investigatórios, desde que o designado tenha, em tese, atribuição para tanto.

• GARANTIAS – CF ART. 128 §5, I


• VITALICIEDADE após dois anos de exercício, não podendo perder o cargo senão por
sentença judicial transitada em julgado. Ato de vitaliciamento é decisão de natureza
administrativa de competência do CSMP, cabe recurso para o CP
➢ Hipóteses de perda do cargo
▪ Art. 157. O membro vitalício do Ministério Público somente perderá o cargo ou
terá cassada a aposentadoria ou disponibilidade por sentença judicial transitada
em julgado, proferida em ação civil própria nos seguintes casos:
I - prática de crime incompatível com o exercício do cargo, após decisão judicial
transitada em julgado;
II - exercício da advocacia, salvo se aposentado;
III - abandono do cargo por prazo superior a trinta dias corridos.
Parágrafo único - Para os fins previstos no inciso I deste artigo, consideram-se
incompatíveis com o exercício do cargo, dentre outros, os crimes contra a
administração e a fé pública e os que importem lesão aos cofres públicos,
dilapidação do patrimônio público ou de bens confiados a sua guarda.
▪ Art. 158. A ação civil para a decretação da perda do cargo, da cassação da
aposentadoria ou da disponibilidade será proposta pelo Procurador-Geral de Justiça
perante o Tribunal de Justiça do Estado, após autorização do Órgão Especial do
4
Direcionamento Analista MPSP 2018

Colégio de Procuradores de Justiça, na forma prevista nesta lei complementar.


Parágrafo único - Por motivo de interesse público, o Conselho Superior do
Ministério Público poderá determinar, pelo voto de 2/3 (dois terços) de seus
integrantes, o afastamento cautelar do membro do Ministério Público, antes ou
durante o curso da ação, sem prejuízo de seus vencimentos.
▪ Pode membro do MP perder o cargo em ação de improbidade administrativa:
há divergência doutrinária, Professor Motauri entende que não, pois dependeria
dessa ação específica, mas posição majoritária da doutrina, que é o entendimento
adotado pelo STJ é de que é possível sim pois a perda da função pública da LIA se
dá com o trânsito em julgado, compatível com a previsão da vitaliciedade.

• INAMOVIBILIDADE: Salvo por motivo de interesse público mediante decisão do órgão


colegiado competente do MP (Conselho Superior), pelo voto da maioria absoluta de
seus membros, assegurada ampla defesa.

➢ Para além da decisão do CSMP, a inamovibilidade também pode ser afastada pelo
CNMP, o qual detém competência para determinar a remoção compulsória de
membros do MP.
➢ Estudar art. 130-A da CF (CNMP)

• IRREDUTIBILIDADE DE SUBSÍDIOS Fixado na forma do art. 39§4 e ressalvado o


disposto nos arts. 37 X e XI, 150 II, 153 III, §2, I
➢ Tal garantia não possibilita, sem lei específica, reajuste automático de
vencimentos como simples decorrência da desvalorização da moeda provocada pela
inflação (STF)
➢ Modalidade qualificada de direito adquirido

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Direcionamento Analista MPSP 2018

CHEFE DA INSTITUIÇÃO: PROCURADOR GERAL DE JUSTIÇA

• CF, art. 128 §3: Os Ministérios Públicos dos Estados e do DFT formarão lista tríplice
dentre integrantes da carreira , na forma da lei respectiva, para escolha de seu
Procurador-Geral, que será nomeado pelo Chefe do Poder Executivo para mandato de
dois anos, permitida uma recondução
• Mandado de dois anos – UMA ÚNICA RECONDUÇÃO
• NOMEAÇÃO: nos Estados, Governador. No DFT, Presidente da República.
➢ Escolha deve recair sobre integrantes da carreira que figurem em lista tríplice
➢ Voto Plurinominal de todos os integrantes da carreira (se houver três candidatos,
pode votar nos três, ou apenas em um)
➢ Caso o chefe do Poder Executivo não efetive a nomeação do PGJ nos 15 dias que
se seguirem ao recebimento da lista tríplice, será investido automaticamente no
cargo o membro do MP mais votado, para exercício do mandato.
• DESTITUIÇÃO: CF, art. 128§4: Os Procuradores-Gerais nos Estados e no DFT poderão
ser destituídos por deliberação da maioria absoluta do Poder Legislativo, na forma da lei
complementar respectiva
➢ Estados: maioria absoluta ALESP
➢ DFT: maioria absoluta Senado
➢ EM SP:
▪ Art. 13. A destituição do Procurador-Geral de Justiça, terá cabimento em caso
de abuso de poder, conduta incompatível ou grave omissão nos deveres do cargo.
▪ Art. 14. A destituição do Procurador-Geral de Justiça, por iniciativa da
Assembleia Legislativa, por 1/3 (um terço) de seus membros, será disciplinada na
forma do seu Regimento Interno.
▪ Art. 15. A proposta de destituição do Procurador-Geral de Justiça, por iniciativa
da maioria absoluta do Colégio de Procuradores de Justiça, formulada por escrito,
dependerá da aprovação de dois terços de seus integrantes, mediante voto
secreto, assegurada ampla defesa. § 1º - Recebida a proposta pelo Secretário do
Colégio de Procuradores de Justiça, este, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas,

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Direcionamento Analista MPSP 2018

dela cientificará, pessoalmente, o Procurador-Geral de Justiça, fazendo-lhe a


entrega de cópia integral do requerimento.
§ 2º - No prazo de 10 (dez) dias, contados da ciência da proposta, o Procurador-
Geral de Justiça poderá oferecer contestação e requerer a produção de provas.
§ 3º - Encerrada a instrução, será marcada, no prazo de 5 (cinco) dias, reunião para
julgamento, facultando-se ao Procurador-Geral de Justiça fazer sustentação oral,
finda a qual, o Presidente do Colégio procederá à colheita dos votos.
§ 4º - O processo será presidido pelo Procurador de Justiça mais antigo na
segunda instância, em exercício.
§ 5º - A proposta de destituição, se aprovada, será encaminhada, juntamente com
os autos respectivos, à Assembleia Legislativa no prazo de 48 (quarenta e oito)
horas ou, se rejeitada, será arquivada.

ATENÇÃO PARA A DIFERENCIAÇÃO ABAIXO:


CARGO PROCURADOR-GERAL DA PROCURADOR-GERAL DE
REPÚBLICA JUSTIÇA
Pelo Presidente da República, • Pelo Chefe do Poder Executivo
após aprovação pela maioria (Governador nos Estados, e
NOMEAÇÃO absoluta do Senado Federal. Presidente da República no DF
e Territórios), entre os
integrantes de lista tríplice
RECONDUÇÃO Não há limite Admite-se apenas uma
Iniciativa do Presidente da Deliberação da maioria
República, precedida de absoluta do Poder Legislativo
DESTITUIÇÃO autorização da maioria absoluta (nos Estados, a Assembleia
do Senado Federal Legislativa, no DF e Territórios,
o Senado Federal.

NÃO HÁ SÚMULAS APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 35/60 – PENAL e PROCESSO PENAL

• Leitura:
➢ Crimes CTB (art. 291 ao 312-A);
➢ Lei nº 9.605/98 (Crimes contra o meio ambiente – art. 29 ao 69-A);
➢ Lei nº 9.807/99 (Proteção à vítima e à testemunha).
➢ Crimes contra a ordem tributária e relações de Consumo (Lei 8.137/90)
• Realização de ao menos 20 questões objetivas - crimes de trânsito, crimes contra o
meio ambiente e proteção à vítima e à testemunha
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário.
• Todos os temas são importantes, mas atenção REDOBRADA nas recentes alterações
do CTB (art. 302 e art. 312-A) e nas agravantes aplicáveis aos crimes de trânsito(art. 298),
nas agravantes e atenuantes relacionadas aos crimes ambientais, bem como nas
peculiaridades a serem observadas em relação a tais crimes no âmbito do juizado especial
criminal (arts. 14,15 e 28 Lei 9605) e na possibilidade de proteção aos réus colaboradores
( arts. 13 a 15 da Lei 9807/99)

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):

• RESPONSABILIZAÇÃO CRIMINAL DA PESSOA JURÍDICA PELA PRÁTICA DE CRIME


AMBIENTAL - A Constituição Federal autoriza a responsabilização criminal da pessoa
jurídica por crimes ambientais, o que é consolidado pela lei que elenca os referidos
crimes. Essa responsabilização depende de dois requisitos: 1) Que a infração seja
cometida por decisão de seu representante legal ou contratual, ou de seu órgão
colegiado 2) Que a infração seja cometida no seu interesse ou benefício.
ATENÇÃO: O posicionamento atual do STF é no sentido de desvincular a responsabilidade
penal das pessoas jurídicas e das pessoas físicas, entendendo que é desnecessária a dupla
imputação. Em outras palavras, a pessoa jurídica pode figurar, em uma denúncia, como

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Direcionamento Analista MPSP 2018

única autora identificada em relação a determinado crime ambiental. Importante ter em


mente, também, as penas aplicáveis às pessoas jurídicas (arts. 21 e 22 da Lei 9605/98).

• CRIMES AMBIENTAIS – PERDÃO JUDICIAL específico – Art. 29 - crime contra a fauna


silvestre - No caso de guarda doméstica de espécie silvestre não considerada ameaçada
de extinção, pode o juiz, considerando as circunstâncias, deixar de aplicar a pena.

• CRIMES AMBIENTAIS – EXCLUSÃO DE ILICITUDE específica – Art. 65 – crime de


pichação - Não constitui crime a prática de grafite realizada com o objetivo de valorizar o
patrimônio público ou privado mediante manifestação artística, desde que consentida
pelo proprietário e, quando couber, pelo locatário ou arrendatário do bem privado e, no
caso de bem público, com a autorização do órgão competente e a observância das
posturas municipais e das normas editadas pelos órgãos governamentais responsáveis
pela preservação e conservação do patrimônio histórico e artístico nacional.

• CRIMES DE TRÂNSITO – quando houver substituição de pena privativa de liberdade


por restritiva de direitos, esta deverá ser de prestação de serviço à comunidade ou a
entidades públicas, em atividades específicas relacionadas à educação e conscientização
para o trânsito. Imprescindível a leitura do art. 312-A do CTB, incluído no ano de 2016.

• PERDÃO JUDICIAL DO RÉU COLABORADOR – prevalece que as regras da lei de proteção


às testemunhas não se aplicam em casos envolvendo organizações criminosas, pois há lei
própria. Os requisitos referentes ao resultado da colaboração de réu primário para
concessão de perdão judicial estão elencados no art. 13, e prevalece não serem
cumulativos. Se o acusado não for primário, preenchidos os demais requisitos, a pena
poderá ser reduzida de 1/3 a 2/3.

SÚMULAS APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 575/STJ – Constitui crime a conduta de permitir, confiar ou entregar a direção


de veículo automotor a pessoa que não seja habilitada, ou que se encontre em qualquer
das situações previstas no art. 310 do CTB, independentemente da ocorrência de lesão
ou de perigo concreto na condução do veículo.

SÚMULA 720/STF – O art. 309 do Código de Trânsito Brasileiro, que reclama decorra do
fato perigo de dano, derrogou o art. 32 da Lei de Contravenção Penais no tocante à
direção sem habilitação em vias terrestres.

CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA

SÚMULA VINCULANTE Nº 24/STF - Não se tipifica crime material contra a ordem tributária,
previsto no art. 1º, incisos I a IV, da Lei nº 8.137/90, antes do lançamento definitivo do
tributo.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 36/60 – PROCESSO PENAL

• Leitura:
➢ Art. 282 a 350, CPP;
➢ Lei nº 7.960/89 (Prisão Temporária).
• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre medidas cautelares no processo
penal, prisão preventiva e prisão temporária.
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário.
• Todos os temas são importantes.

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):

• ESPÉCIES DE PRISÃO EM FLAGRANTE


➢ Flagrante próprio ou real – o agente está cometendo a infração penal ou acaba de
cometê-la – art. 302, I e II.
➢ Flagrante impróprio ou irreal – o agente é perseguido, logo após, pela autoridade,
pelo ofendido ou por qualquer pessoa, em situação que faça presumir ser autor da
infração – art. 302, IV.
➢ Flagrante presumido ou ficto – o agente é encontrado, logo depois, com
instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam presumir ser ele o autor da infração
- art. 302, IV.
➢ Flagrante obrigatório – autoridades policiais e seus agentes devem prender o
agente em situação de flagrante delito.
➢ Flagrante facultativo- qualquer do povo pode efetuar a prisão de agente em
situação de flagrante delito.

➢ Flagrante esperado – sabendo que um crime irá ocorrer em determinado local e


horário, a autoridade policial para lá se dirige e, quando a infração penal ocorre, efetua
a prisão, que é legal.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

➢ Flagrante preparado - a autoridade policial provoca o agente para que ele pratique
a infração penal. A prisão, nesse caso, é ilegal.
➢ Flagrante prorrogado, retardado, postergado, diferido ou estratégico (Ação
controlada) – previsto na Lei de Organização Criminosa e na Lei de Drogas, consiste
em retardar a intervenção policial com o intuito de identificar e responsabilizar o
maior número de responsáveis pela infração penal.

• PRISÃO PREVENTIVA
➢ Admite-se a prisão preventiva nas seguintes hipóteses (art. 313 CPP)
▪ Crime doloso punido com pena máxima superior a 4 anos
▪ Reincidente em crime doloso
▪ Crime que envolva violência doméstica e familiar contra a mulher, criança,
adolescente, idoso, enfermo ou pessoa com deficiência para garantir a execução
das medidas protetivas de urgência (aqui independe da pena cominada)
▪ Quando houver dúvida sobre a identidade civil da pessoa
➢ PRESSUPOSTOS – fumus comissi delicti (prova da existência do crime e indícios
suficientes de autoria) + periculum libertatis (perigo na liberdade do réu) (art. 312 CPP)
➢ Periculum Libertatis deve ser fundado em:
▪ Garantia da ordem pública
▪ Garantia da ordem econômica
▪ Conveniência da instrução criminal
▪ Segurança da aplicação da lei penal

• PRISÃO DOMICILIAR COMO SUBSTITUTIVA DA PRISÃO PREVENTIVA – art. 318 – atenção


especial às alterações propiciadas pelo Estatuto da Primeira Infância no art. 318 e ao
entendimento do STF quanto ao direito de gestantes e mães. Pela importância,
recomendamos a leitura do artigo sobre o julgado, disponível no DIZER O DIREITO>
https://www.dizerodireito.com.br/2018/03/prisao-domiciliar-para-gestantes.html

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Direcionamento Analista MPSP 2018

• PRISÃO TEMPORÁRIA – O mais importante é recordar-se que esta prisão é cabível


apenas na fase de investigação, não pode ser decretada de ofício pelo juiz e tem duração
de 5 dias prorrogável mais uma vez por igual período em caso de comprovada
necessidade. ATENÇÃO – caso se trate de crime hediondo ou equiparado, o prazo da
prisão temporária é de 30 dias, prorrogáveis por igual período em caso de comprovada
necessidade.

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

SÚMULA 145/STF – Não há crime, quando a preparação do flagrante pela polícia torna
impossível a sua consumação.

SÚMULA 64/STJ – Não constitui constrangimento ilegal o excesso de prazo na instrução,


provocado pela defesa.

SÚMULA 52/STJ – Encerrada a instrução criminal, fica superada a alegação e


constrangimento por excesso de prazo.

SÚMULA 21/STJ – Pronunciado o réu, fica superada a alegação do constrangimento ilegal


da prisão por excesso de prazo na instrução.

SÚMULA 347/STJ – O conhecimento de recurso da apelação do réu independe da sua


prisão.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 37/60 – CIVIL /PROCESSO CIVIL

• Leitura
➢ Lei do Parcelamento do Solo Urbano (Lei 6766/79)
➢ Estatuto da Cidade (Lei 10.257/01)
➢ Lei de Alimentos (Lei nº 5.478/68).
➢ Lei de Alimentos Gravídicos (Lei 11.804/08)
➢ Lei da Investigação de Paternidade ( Lei 8.560/92)
• Realização de ao menos 10 questões objetivas sobre os diplomas legais supracitados
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – são leis que demandam atuação do
Ministério Público, então sempre é grande a chance de serem cobradas em certames da
instituição. Não se assustem com a quantidade de leis, as três últimas são curtas!

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):


• PARCELAMENTO DO SOLO URBANO – Esta lei pode ser cobrada em CIVIL, em PENAL e
em DIFUSOS! O importante é a leitura da lei seca! Atenção especial às disposições gerais
e disposições penais – art. 37 a 52 – importante lembrar dos crimes específicos previstos
nessa lei, pois devido ao princípio da especialidade eles prevalecem em relação aos
previstos no CP.

• ESTATUTO DA CIDADE – FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE (pode ser cobrada em civil


e em difusos) -. A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às
exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor (Art. 39).
Muita atenção às sanções estabelecidas nos arts. 5ª a 8ª, que são gradativas:
➢ 1) UTILIZAÇÃO COMPULSÓRIA - Lei municipal específica para área incluída no plano
diretor poderá determinar o parcelamento, a edificação ou a utilização compulsórios
do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, devendo fixar as
condições e os prazos para implementação da referida obrigação.
➢ 2) IPTU PROGRESSIVO -Em caso de descumprimento das condições e dos prazos
previstos para utilização compulsória, o Município procederá à aplicação do imposto

1
Direcionamento Analista MPSP 2018

sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU) progressivo no tempo,


mediante a majoração da alíquota pelo prazo de cinco anos consecutivos
➢ 3) DESAPROPRIAÇÃO - Decorridos cinco anos de cobrança do IPTU progressivo sem
que o proprietário tenha cumprido a obrigação de parcelamento, edificação ou
utilização, o Município poderá proceder à desapropriação do imóvel, com pagamento
em títulos da dívida pública.
• Atenção, ainda, para as hipóteses de ato de improbidade administrativa previstas de
forma específica no Estatuto da Cidade (art. 52).
➢ O enquadramento de tais atos nos arts. 9º a 11 da Lei 8429/92 vai depender de o
ato resultar enriquecimento ilícito, dano ao patrimônio público ou violação dos
princípios administrativos – a análise deve ser feita casuisticamente.
➢ Embora a lei se refira apenas ao PREFEITO, é possível a responsabilização de
terceiros, agentes públicos e particulares, que concorram para a prática do ato de
improbidade previsto no Estatuto da Cidade, nos termos do art. 3º da LIA.

• LEI DE ALIMENTOS – Recordar que, embora a lei preveja a atuação do Ministério


Público, deve ser interpretada conjuntamente com o NCPC, considerando que o MP só
intervirá se houver interesse de incapaz.

• LEI DE ALIMENTOS GRAVÍDICOS – Atenção para a redação do art. 6º - Convencido da


existência de indícios da paternidade, o juiz fixará alimentos gravídicos que perdurarão
até o nascimento da criança, sopesando as necessidades da parte autora e as
possibilidades da parte ré – perceba que a lei não exige prova da paternidade, mas
indícios.
• LEI INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE – Atenção para a redação do art. 2º-A- Art. 2o-A.
Na ação de investigação de paternidade, todos os meios legais, bem como os moralmente
legítimos, serão hábeis para provar a verdade dos fatos. Parágrafo único. A recusa do
réu em se submeter ao exame de código genético - DNA gerará a presunção da
paternidade, a ser apreciada em conjunto com o contexto probatório. (presunção
relativa, portanto)
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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE
SÚMULA 1/STJ – O foro do domicílio ou da residência do alimentando é o competente
para a ação de investigação de paternidade, quando cumulada com a de alimentos.

SÚMULA 149/STF – É imprescritível a ação de investigação de paternidade, mas não o é a


de petição de herança.

SÚMULA 301/STJ – Em ação investigatória, a recusa do suposto pai a submeter-se ao


exame de DNA induz presunção juris tantum de paternidade.

SÚMULA 277/STJ – Julgada procedente a investigação de paternidade, os alimentos são


devidos a partir da citação.

ALIMENTOS
SÚMULA 594/STJ – O Ministério Público tem legitimidade ativa para ajuizar ação de
alimentos em proveito de criança ou de adolescente, independentemente do exercício
do poder familiar dos pais, ou do fato de o menor se encontrar nas situações de risco
descritas no art. 98 do Estatuto da Criança e do Adolescente, ou de quaisquer outros
questionamentos acerca da existência ou eficiência da Defensoria Pública na comarca.

SÚMULA 596/STJ – A obrigação alimentar dos avós tem natureza complementar e


subsidiária, somente se configurando no caso de responsabilidade total ou parcial de seu
cumprimento pelos pais.

SÚMULA 358/STJ – O cancelamento de pensão alimentícia de filho que atingiu a


maioridade está sujeito à decisão judicial, mediante contraditório, ainda que nos próprios
autos.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 309/STJ – O débito alimentar que autoriza a prisão civil do alimentante é o que
compreende as três prestações anteriores ao ajuizamento da execução e as que
vencerem no curso do processo.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 37/60 – CIVIL /PROCESSO CIVIL

 Leitura
 Lei do Parcelamento do Solo Urbano (Lei 6766/79)
 Estatuto da Cidade (Lei 10.257/01)
 Lei de Alimentos (Lei nº 5.478/68).
 Lei de Alimentos Gravídicos (Lei 11.804/08)
 Lei da Investigação de Paternidade ( Lei 8.560/92)
 Realização de ao menos 10 questões objetivas sobre os diplomas legais supracitados
 Muita atenção na leitura de todos os institutos – são leis que demandam atuação do
Ministério Público, então sempre é grande a chance de serem cobradas em certames da
instituição. Não se assustem com a quantidade de leis, as três últimas são curtas!

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):


 PARCELAMENTO DO SOLO URBANO – Esta lei pode ser cobrada em CIVIL, em PENAL e
em DIFUSOS! O importante é a leitura da lei seca! Atenção especial às disposições gerais
e disposições penais – art. 37 a 52 – importante lembrar dos crimes específicos previstos
nessa lei, pois devido ao princípio da especialidade eles prevalecem em relação aos
previstos no CP.

 ESTATUTO DA CIDADE – FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE (pode ser cobrada em civil


e em difusos) -. A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às
exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor (Art. 39).
Muita atenção às sanções estabelecidas nos arts. 5ª a 8ª, que são gradativas:
 1) UTILIZAÇÃO COMPULSÓRIA - Lei municipal específica para área incluída no plano
diretor poderá determinar o parcelamento, a edificação ou a utilização compulsórios
do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, devendo fixar as
condições e os prazos para implementação da referida obrigação.
 2) IPTU PROGRESSIVO -Em caso de descumprimento das condições e dos prazos
previstos para utilização compulsória, o Município procederá à aplicação do imposto

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Direcionamento Analista MPSP 2018

sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU) progressivo no tempo,


mediante a majoração da alíquota pelo prazo de cinco anos consecutivos
 3) DESAPROPRIAÇÃO - Decorridos cinco anos de cobrança do IPTU progressivo sem
que o proprietário tenha cumprido a obrigação de parcelamento, edificação ou
utilização, o Município poderá proceder à desapropriação do imóvel, com pagamento
em títulos da dívida pública.
 Atenção, ainda, para as hipóteses de ato de improbidade administrativa previstas de
forma específica no Estatuto da Cidade (art. 52).
 O enquadramento de tais atos nos arts. 9º a 11 da Lei 8429/92 vai depender de o
ato resultar enriquecimento ilícito, dano ao patrimônio público ou violação dos
princípios administrativos – a análise deve ser feita casuisticamente.
 Embora a lei se refira apenas ao PREFEITO, é possível a responsabilização de
terceiros, agentes públicos e particulares, que concorram para a prática do ato de
improbidade previsto no Estatuto da Cidade, nos termos do art. 3º da LIA.

 LEI DE ALIMENTOS – Recordar que, embora a lei preveja a atuação do Ministério


Público, deve ser interpretada conjuntamente com o NCPC, considerando que o MP só
intervirá se houver interesse de incapaz.

 LEI DE ALIMENTOS GRAVÍDICOS – Atenção para a redação do art. 6º - Convencido da


existência de indícios da paternidade, o juiz fixará alimentos gravídicos que perdurarão
até o nascimento da criança, sopesando as necessidades da parte autora e as
possibilidades da parte ré – perceba que a lei não exige prova da paternidade, mas
indícios.
 LEI INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE – Atenção para a redação do art. 2º-A- Art. 2o-A.
Na ação de investigação de paternidade, todos os meios legais, bem como os moralmente
legítimos, serão hábeis para provar a verdade dos fatos. Parágrafo único. A recusa do
réu em se submeter ao exame de código genético - DNA gerará a presunção da
paternidade, a ser apreciada em conjunto com o contexto probatório. (presunção
relativa, portanto)
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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE
SÚMULA 1/STJ – O foro do domicílio ou da residência do alimentando é o competente
para a ação de investigação de paternidade, quando cumulada com a de alimentos.

SÚMULA 149/STF – É imprescritível a ação de investigação de paternidade, mas não o é a


de petição de herança.

SÚMULA 301/STJ – Em ação investigatória, a recusa do suposto pai a submeter-se ao


exame de DNA induz presunção juris tantum de paternidade.

SÚMULA 277/STJ – Julgada procedente a investigação de paternidade, os alimentos são


devidos a partir da citação.

ALIMENTOS
SÚMULA 594/STJ – O Ministério Público tem legitimidade ativa para ajuizar ação de
alimentos em proveito de criança ou de adolescente, independentemente do exercício
do poder familiar dos pais, ou do fato de o menor se encontrar nas situações de risco
descritas no art. 98 do Estatuto da Criança e do Adolescente, ou de quaisquer outros
questionamentos acerca da existência ou eficiência da Defensoria Pública na comarca.

SÚMULA 596/STJ – A obrigação alimentar dos avós tem natureza complementar e


subsidiária, somente se configurando no caso de impossibilidade total ou parcial de seu
cumprimento pelos pais.

SÚMULA 358/STJ – O cancelamento de pensão alimentícia de filho que atingiu a


maioridade está sujeito à decisão judicial, mediante contraditório, ainda que nos próprios
autos.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 309/STJ – O débito alimentar que autoriza a prisão civil do alimentante é o que
compreende as três prestações anteriores ao ajuizamento da execução e as que
vencerem no curso do processo.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 38/60 – PROCESSO CIVIL

• Leitura: Art. 369 ao 484, CPC.


• Realização de ao menos 10 questões objetivas sobre a matéria do dia (provas)
• Todos os temas são importantes, mas atenção redobrada nas disposições gerais e
produção antecipada de provas (arts. 369 a 383)

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):

• DISTRIBUIÇÃO DINÂMICA DO ÔNUS DA PROVA – Art. 373 § 1o Nos casos previstos em


lei ou diante de peculiaridades da causa relacionadas à impossibilidade ou à excessiva
dificuldade de cumprir o encargo nos termos do caput ou à maior facilidade de obtenção
da prova do fato contrário, poderá o juiz atribuir o ônus da prova de modo diverso, desde
que o faça por decisão fundamentada, caso em que deverá dar à parte a oportunidade
de se desincumbir do ônus que lhe foi atribuído – antes do NCPC já existia a previsão de
inversão do ônus da prova no CDC, que era aplicável ao microssistema de tutela coletiva.
Atualmente, o próprio CPC elenca tal possibilidade.
➢ Recordar-se que prevalece no âmbito do STJ que trata-se de regra de instrução,
e não de julgamento, o que é corroborado pelo §2º, que determina que a decisão que
determina a inversão não pode gerar situação em que a desincumbência do encargo
pela parte seja impossível ou excessivamente difícil. Portanto, a decisão judicial que
determiná-la deve ser proferida preferencialmente na fase de saneamento do
processo ou, pelo menos, assegurar à parte a quem não incumbia inicialmente o
encargo a reabertura de oportunidade para manifestar-se nos autos

• PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS: Atenção à redação do §3º do art. 381: A


produção antecipada da prova não previne a competência do juízo para a ação que venha
a ser proposta.

NÃO SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 39/60 – DIFUSOS

• Leitura do ESTATUTO DO IDOSO – Lei 10.741/03 (Integral) – Essa lei pode ser cobrada
em DIFUSOS ou também em HUMANOS e em PENAL (Crimes contra o idoso)
• Realização de ao menos 15 questões objetivas sobre Estatuto do Idoso
• Todos os temas são importantes, mas atenção redobrada aos direitos do idoso
expressamente previstos na lei (arts. 1º a 42), papel do Ministério Público (art. 73 a 92)
e aos crimes ( arts. 93 a 109)

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):


• IDOSO: é toda pessoa com idade igual ou superior a 60 anos.
 Lembrar que o Estatuto definiu outras duas faixas etárias
 Idade superior a 65 faz jus a gratuidade de transporte e ao BPC
 Idade superior a 80 tem prioridade especial em relação aos demais idosos
(SUPERPRIORIDADE)
• DIREITO À ALIMENTAÇÃO: Recordar-se que há base constitucional para obrigação
alimentar dos filhos com os pais idosos: Art. 229. Os pais têm o dever de assistir, criar e
educar os filhos menores, e os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na
velhice, carência ou enfermidade.
 Importantíssimo: Art. 13. As transações relativas a alimentos poderão ser
celebradas perante o Promotor de Justiça ou Defensor Público, que as referendará, e
passarão a ter efeito de título executivo extrajudicial nos termos da lei processual civil
– finalidade protetiva e de conferir celeridade na obtenção da verba alimentar ao
idoso.
 Na ausência da família, a obrigação recairá sobre o Estado, supletivamente (art. 14)
e uma das formas é pela concessão do BPC – benefício de prestação continuada,
concedido a idosos com 65 anos ou mais.
• DIREITO À SAÚDE: Atenção integral à saúde do idoso, pelo SUS, com atenção especial
às doenças próprias de idoso e priorização das ações preventivas. Recordar-se que o

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Direcionamento Analista MPSP 2018

atendimento integral à saúde do idoso abarca a exigência de fornecimento gratuito, pelo


Poder Público, de medicamentos, próteses, etc.
• DIREITO À EDUCAÇÃO: Poder público deve apoiar a criação das “Universidades Abertas
da Terceira Idade”, que não necessitam das formalidades de um curso superior regular,
favorecendo a atualização de conhecimento e desenvolvimento de habilidades do idoso
(art. 25)
• DIREITO À MORADIA: A pessoa idosa que não tiver condições de se manter ou ser
mantida pela família, ou estiver em situação de abandono, tem o direito de ser acolhida
em instituição pública, ou, caso este não existe, em local particular, custeado pelo Estado.
Lembrar que a opção pela vida em entidade de longa permanência é exceção, pois deve-
se priorizar a convivência familiar, salvo opção expressa do idoso ou impossibilidade
absoluta de permanência com o grupo familiar.
 O filho que abandona idoso em entidade de longa permanência ou não provê suas
necessidades básicas, pratica o crime previsto no art. 98.
• DIREITO AO TRABALHO: Recordar-se que a própria CF/88 proíbe discriminação em
razão da idade para acesso a empregos ou mesmo cargos públicos (Ver Súmula 683/STF).
Buscando concretizar o acesso do idoso ao trabalho, o Estatuto estabeleceu ainda que o
primeiro critério de desempate em concurso público será a idade, dando-se preferência
ao de idade mais elevada (art. 27)
• DIREITO À ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA SOCIAL: Recordar-se que enquanto a
previdência/aposentadoria demanda contribuição prévia, a assistência social é de acesso
universal e não pressupõe qualquer contribuição.
 Direito ao BPC – Benefício de Prestação Continuada: ATENÇÃO: Embora seja idoso a
pessoa com idade igual ou maior que 60 anos, o BPC só é pago a partir dos 65 anos –
trata-se de um benefício assistencial (e não previdenciário) pago ao idoso que não
dispuser dos meios de prover sua manutenção ou de tê-la provida pela família
• DIREITO AO TRANSPORTE GRATUITO: ATENÇÃO novamente: Embora seja idoso a
pessoa com idade igual ou maior que 60 anos, o transporte gratuito urbano e semiurbano
só é garantido pelo Estatuto a partir dos 65 anos, mas a legislação local pode estender o
benefício para os idosos entre 60 a 65, como fez o município de São Paulo/SP (Lei
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Direcionamento Analista MPSP 2018

Municipal nº 15.912/2013). Quanto ao transporte coletivo interestadual rodoviário,


ferroviário e aquaviário, devem ser reservadas duas vagas gratuitas por veículo para idoso
de baixa renda e 50% de desconto para os idosos de baixa renda remanescentes que
desejem embarcar naquele mesmo veículo (art. 40)
• PROCEDIMENTO PARA APURAÇÃO DOS CRIMES CONTRA O IDOSO (Art. 94 e ADI
3.069/STF) – Redação do artigo 94 é dúbia e alguns entendiam que deveria aplicar os
institutos despenalizadores a todos os crimes previstos no Estatuto, independentemente
da quantidade de pena cominada. Entendimento do STF, fundado no caráter protetivo
da Lei, afastou esse entendimento e consolidou o seguinte: Aos crimes definidos no
Estatuto do Idoso, aplica-se toda a lei 9.099/95 para as hipóteses apenadas com até dois
anos de privação de liberdade e apenas a parte processual para as hipóteses apenadas
com mais de dois e até quatro anos de privação de liberdade; não se aplica a lei 9.099/95
para hipóteses mais graves.
• TUTELA JUDICIAL DE DIREITOS DOS IDOSOS – Lembrar que o Estatuto compõe o
microssistema de tutela coletiva
 Além dos legitimados pela Lei da Ação Civil Pública, o Estatuto incluiu
expressamente como legitimado para propositura da referida ação para defesa de
interesses dos idosos a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e deixou clara
legitimidade do Ministério Público para a tutela individual de direito indisponível.
 MINISTÉRIO PÚBLICO- O art. 74 traz as atribuições do Ministério Público-
importante ler o dispositivo com atenção.
 Atenção especial ao inc. II – promover e acompanhar as ações de alimentos, de
interdição total ou parcial, de designação de curador especial, em circunstâncias
que justifiquem a medida e oficiar em todos os feitos em que se discutam os
direitos de idosos em condições de risco.
• Simplificando: Não é só por ter um idoso no pólo passivo ou ativo de uma
ação que o MP tem que propor a ação ou atuar nela. Deve ser verificada a real
necessidade de intervenção do Ministério Público, pois a incapacidade do idoso
não pode ser presumida. Assim, o MP só deve atuar em caso de comprovada
incapacidade ou houver situação de risco, a ser analisada no caso concreto
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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

SÚMULA 683/STF - O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima


em face do art. 7º, XXX, da Constituição, quando possa ser justificado pela natureza das
atribuições do cargo a ser preenchido.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 40/60 – EMPRESARIAL

Atenção: se você está atrasado no cronograma de matérias relevantes, como Penal,


Processo Penal, Difusos e Constitucional, uma estratégia que talvez te faça ganhar
algumas questões de tais matérias e perder no máximo duas questões de empresarial é
deixar de ler a Lei de Falências, lendo apenas a parte penal (utilizando, assim, os dias 40
e 45 para colocar em dia as matérias de maior relevância). Em 2015, eu (@focojoy) adotei
essa estratégia porque à época tinha pouca familiaridade com empresarial e não
compreendia bem esta lei, e acabou sendo cobrada uma única questão sobre direito
falimentar, que errei “com gosto”, pois fui super bem nas matérias para as quais havia
me dedicado. São apenas quatro questões de empresarial, por isso devem vir uma ou duas
questões sobre recuperação judicial e/ou falência, no máximo. Analise se vale a pena,
dado o tamanho e complexidade desta lei, realizar seu estudo, principalmente se há
outras matérias mais importantes em atraso.
Entretanto, se você está em dia com o cronograma e não tem imensas dificuldades em
empresarial, prossiga a leitura.

• LEITURA: Lei 11.101/05 – Recuperação Judicial e Falência – arts. 1º a 104.


• Realização de ao menos 10 questões objetivas sobre recuperação judicial e falência.
• Todos os temas são importantes, mas atenção especial na inaplicabilidade da lei (art.
2º) nas disposições gerais sobre recuperação judicial (arts. 47 a 50), nas disposições
acerca da conversão da recuperação judicial em falência, nas disposições gerais sobre
falência e na classificação dos créditos (arts. 73 a 84)

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ CHANCE DE CAIR):


• A Lei não se aplica a empresas públicas ou sociedades de economia mista nem mesmo
àquelas que sejam exploradoras de atividade econômica.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

• FORO COMPETENTE: É competente para homologar o plano de recuperação judicial,


deferir a recuperação judicial ou decretar a falência o juízo do local do principal
estabelecimento do devedor ou da filial de empresa que tenha sede fora do Brasil.
➢ ATENÇÃO: Não é no juízo do local da sede da empresa, e sim no do local do principal
estabelecimento, ou seja, onde o devedor concentra o maior volume de negócios,,
conforme Enunciado 466 CJF “Para fins do direito falimentar, o local do principal
estabelecimento é aquele de ordem partem as decisões empresariais, e não
necessariamente a sede indicada no registro público”

• SUSPENSÃO PRESCRIÇÃO: A decretação da falência ou o deferimento do


processamento da recuperação judicial suspende o curso da prescrição e de todas as
ações e execuções em face do devedor, inclusive aquelas dos credores particulares do
sócio solidário (art. 6º)
➢ Na recuperação, a suspensão dura no máximo 180 dias, mas admite-se a
prorrogação caso o retardamento não puder ser imputado ao devedor (Enunciado 42
CJF)

• REQUISITOS PARA RECUPERAÇÃO JUDICIAL (Art. 48): O devedor deve


cumulativamente:
➢ Exercer regularmente suas atividades há mais de 2 anos
➢ Não ser falido e, se o foi, estejam declaradas extintas por sentença transitada em
julgado as obrigações decorrentes da falência
➢ Não ter, há menos de 5 anos, obtido concessão de recuperação judicial, nem
mesmo com base no plano especial para ME e EPP
➢ Não ter sido condenado ou não ter como administrador ou sócio controlador,
pessoa condenada por crime falimentar.
• A decisão que concede a recuperação judicial constitui título executivo judicial, de
modo que qualquer credor pode exigir o cumprimento do plano de recuperação.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

• O devedor pode optar pelo plano especial de recuperação de microempresa e


empresa de pequeno porte (art. 70), hipótese em que suas condições já estarão
predeterminadas pela lei (art. 71)
• FUNDAMENTOS DO PEDIDO DE FALÊNCIA (art. 94) – insolvência presumida ou jurídica
nas seguintes hipóteses:
➢ Impontualidade injustificada: Inciso I - devedor, sem relevante razão de direito, não
paga, no vencimento, obrigação líquida materializada em título ou títulos executivos
protestados cuja soma ultrapasse o equivalente a 40 (quarenta) salários-mínimos na
data do pedido de falência.
➢ Execução frustrada: Inc. II - devedor executado por qualquer quantia líquida, não
paga, não deposita e não nomeia à penhora bens suficientes dentro do prazo legal
➢ Atos de falência: Inc. III - devedor pratica qualquer dos atos elencados nas alíneas
(rol taxativo), exceto se fizer parte de plano de recuperação judicial

• EFEITOS DA DECRETAÇÃO DA FALÊNCIA – A sentença que decreta a falência do devedor


inicia o processo de falência, ou seja, instaura o processo de execução concursal do seu
patrimônio. Produz os seguintes efeitos:
➢ Instaura o juízo universal (art. 76);
➢ Determina o vencimento antecipado das dívidas (art. 77)
➢ Inabilitação empresarial do devedor (art. 102)

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA.

SÚMULA 248/STJ – Comprovada a prestação dos serviços, a duplicata não aceita, mas
protestada, é título hábil para instruir pedido de falência.

SÚMULA 361/STJ – A notificação do protesto, para requerimento de falência da empresa


devedora, exige a identificação da pessoa que a recebeu.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 29/STJ – No pagamento em juízo para elidir a falência, são devidos correção
monetária, juros e honorários do advogado.

SÚMULA 480/STJ – O juízo da recuperação judicial não é competente para decidir sobre
a construção de bens não abrangidos pelo plano de recuperação da empresa.

SÚMULA 581/STJ – A recuperação judicial do devedor principal não impede o


prosseguimento das ações e execuções ajuizadas contra terceiros devedores solidários
ou coobrigados em geral, por garantia cambial, real ou fidejussória.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 41/60 – PROCESSO PENAL

• Leitura: arts. 383 a 548, CPP


➢ (não se assustem com o número de artigos, há vários revogados no meio!!)
• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre sentença, procedimento comum
e procedimento do júri.
• Os temas mais importantes do dia são emendatio e mutatio libelli (arts. 383 e 384)
procedimento comum (arts. 394 a 405) e procedimento do júri (art. 406 a 497).

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):

EMENDATIO LIBELLI X MUTATIO LIBELLI


(Fonte: DIZER O DIREITO: https://www.dizerodireito.com.br/2013/01/e-possivel-que-o-
juiz-realize-emendatio.html)

EMENDATIO LIBELLI MUTATIO LIBELLI

Quando ocorre Quando ocorre


Ocorre quando o juiz, ao condenar ou Ocorre quando, no curso da instrução
pronunciar o réu, altera a definição jurídica (a processual, surge prova de alguma elementar
capitulação do tipo penal) do fato narrado na ou circunstância que não havia sido narrada
peça acusatória, sem, no entanto, acrescentar expressamente na denúncia ou queixa.
qualquer circunstância ou elementar que já
não estivesse descrita na denúncia ou queixa.

Requisitos Requisitos
1) Não é acrescentada nenhuma circunstância
1) É acrescentada alguma circunstância ou
ou elementar ao fato que já estava descrito na elementar que não estava descrita
peça acusatória.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

originalmente na peça acusatória e cuja


2) prova surgiu durante a instrução.
É modificada a tipificação penal. 2)
3) É modificada a tipificação penal.
4)
Exemplo Exemplo
O MP narrou, na denúncia, que o réu, valendo- O MP narrou, na denúncia, que o réu praticou
se de fraude eletrônica no sistema da internet furto simples (art. 155, caput, do CP). Durante
banking, retirou dinheiro da conta bancária da a instrução, os depoimentos revelaram que o
vítima, imputando-lhe o crime de estelionato acusado utilizou-se de uma chave falsa para
(art. 171 do CP). O juiz, na sentença, afirma entrar na furtada. Com base nessa nova
que, após a instrução, ficou provado que os elementar, que surgiu em consequência de
fatos ocorreram realmente na forma como prova trazida durante a instrução, verifica-se
narrada pelo MP, mas que, em seu que é cabível uma nova definição jurídica do
entendimento, isso configura furto mediante fato, mudando o crime de furto simples para
fraude (art. 155, § 4º, II, do CP). furto qualificado (art. 155, § 4º, III, do CP).

Previsão legal Previsão legal


Prevista nos arts. 383, caput, e 418 do CPP: Prevista no art. 384 do CPP:
Art. 383. O juiz, sem modificar a descrição do Art. 384. Encerrada a instrução probatória, se
fatocontida na denúncia ou queixa, entender cabível nova definição jurídica do
poderá atribuir-lhe definição jurídica fato, em consequência de prova existente nos
diversa (leia-se: mudar a capitulação penal), autos de elemento ou circunstância da
ainda que, em consequência, tenha de aplicar infração penal não contida na acusação, o
pena mais grave. Ministério Público deverá aditar a denúncia ou
queixa, no prazo de 5 (cinco) dias, se em
virtude desta houver sido instaurado o
processo em crime de ação pública, reduzindo-
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Direcionamento Analista MPSP 2018

se a termo o aditamento, quando feito


oralmente.
Procedimento Procedimento
Se o juiz, na sentença, entender que é o caso
1) Se o MP entender ser o caso de mutatio
de realizar a emendatio libelli, ele poderá libelli, ele deverá aditar a denúncia ou queixa no
decidir diretamente, não sendo necessário prazo máximo de 5 dias após o encerramento da
que ele abra vista às partes para se manifestar instrução;
previamente sobre isso. 2) Esse aditamento pode ser apresentado
Tal se justifica porque no processo penal o oralmente na audiência ou por escrito;
acusado se defende dos fatos e como os fatos
3) No aditamento, o MP poderá arrolar até 3
não mudaram, não há qualquer prejuízo ao testemunhas;
réu nem violação ao princípio da correlação
4) Será ouvido o defensor do acusado no prazo
entre acusação e sentença. de 5 dias. Nessa resposta, além de refutar o
aditamento, a defesa poderá arrolar até 3
testemunhas;
5) O juiz decidirá se recebe ou rejeita o
aditamento;
6) Se o aditamento for aceito pelo juiz, será
designado dia e hora para continuação da
audiência, com inquirição de testemunhas,
novo interrogatório do acusado e realização de
debates e julgamento.

Obs: se o órgão do MP, mesmo surgindo essa


elementar ou circunstância, entender que não
é caso de aditamento, e o juiz não concordar
com essa postura, aplica-se o art. 28 do CPP.
Espécies de ação penal em que é cabível: Espécies de ação penal em que é cabível:
• Ação penal pública incondicionada; • Ação penal pública incondicionada;
• Ação penal pública condicionada; • Ação penal privada subsidiária da pública.
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Direcionamento Analista MPSP 2018

• Ação penal privada. Obs: somente o MP pode oferecer mutatio.


Emendatio libelli em grau de recurso: Mutatio libelli em grau de recurso:
É possível que o tribunal, no julgamento de um Não é possível, porque se o Tribunal, em grau
recurso contra a sentença, faça emendatio de recurso, apreciasse um fato não valorado
libelli, desde que não ocorra reformatio in pelo juiz, haveria supressão de instância.
pejus (STJ HC 87984 / SC). Nesse sentido é a Súmula 453-STF.

É possível que o juiz, no ato de recebimento da denúncia ou queixa,


altere a classificação jurídica do crime?

Exceção: será permitida a correção do enquadramento típico logo no ato de


Regra geral:
recebimento, se for para:
NÃO
· para beneficiar o réu; ou
· para permitir a correta fixação da competência ou do procedimento a ser
O momento
adotado.
adequado
Se for para prejudicar o réu (ex: receber por crime mais grave, com a finalidade
para
de evitar que fosse reconhecida a ocorrência da prescrição do crime pelo qual
a emendatio
o MP denunciou o acusado): NÃO é possível porque haveria violação ao
libelli é a
princípio dispositivo, desrespeito à titularidade da ação penal e antecipação do
sentença.
julgamento do mérito do processo.

PRINCIPAIS DISTINÇÕES ENTRE OS PROCEDIMENTOS


PROCEDIMENTO ORDINÁRIO PROCEDIMENTO SUMÁRIO PROCEDIMENTO SUMARÍSSIMO
**
PPL Máxima =>4 anos Máxima<4 anos Máxima >= 2 anos (IMPO)**
TEST 8 5 3 (tem divergência, prevalece 3)
PRAZO 60 dias para a realização de 30 dias para a realização Para audiência não há, mas deve
audiência de audiência ser célere (Lei 9099)
** Lembrar que quando por alguma razão a infração de menor potencial ofensivo (IMPO) não
puder permanecer no âmbito do juizado especial criminal (por exemplo, pela necessidade de

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Direcionamento Analista MPSP 2018

citação por edital) e for remetida para a vara comum, deve ser observado o procedimento
sumário.

PROCEDIMENTO DO JÚRI – FASE DE INSTRUÇÃO PRELIMINAR - lembrar que pode culminar


nas seguintes decisões:
➢ PRONÚNCIA – juiz deve estar convencido da materialidade do fato e de indícios
suficientes de autoria ou de participação – vigora o princípio in dubio pro societate, na
dúvida o juiz tem que pronunciar. Única decisão que leva o processo à “fase” seguinte,
ou seja, que conduz o acusado ao julgamento pelo Tribunal do Júri. Recurso cabível:
RESE.
➢ IMPRONÚNCIA – juiz não se convenceu da materialidade do fato e de indícios
suficientes de autoria ou de participação. Recurso cabível: Apelação.
➢ ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA - juiz entendeu estar presente uma das hipóteses de
absolvição sumária. Recurso cabível: Apelação. Hipóteses:
▪ Provada inexistência do fato
▪ Fato não constitui infração penal
▪ Demonstrada causa de isenção de pena ou de exclusão do crime
• Se a causa de isenção de pena for inimputabilidade, só pode conduzir à
absolvição sumária se for a única tese da defesa.
➢ DESCLASSIFICAÇÃO - juiz se convenceu que o crime não é doloso contra a vida.
Recurso cabível: RESE

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

RECEBIMENTO DA DENÚNCIA – SÚMULA 709/STF – Salvo quando nula a decisão de


primeiro grau, o acórdão que provê o recurso contra a rejeição da denúncia vale, desde
logo, pelo recebimento dela.

MUTATIO LIBELLI – SÚMULA 453/STF - Não se aplicam à segunda instância o art. 384 e
parágrafo único do Código de Processo Penal, que possibilitam dar nova definição jurídica

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Direcionamento Analista MPSP 2018

ao fato delituoso, em virtude de circunstância elementar não contida, explícita ou


implicitamente, na denúncia ou queixa.

PROCEDIMENTO DO JÚRI
SÚMULA VINCULANTE Nº 45/STF – A competência constitucional do Tribunal do Júri
prevalece sobre o foro por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela
Constituição Estadual.
SÚMULA 603/STF – A competência para o processo e julgamento de latrocínio é do juiz
singular e não do Tribunal do Júri.
SÚMULA 712/STF – É nula a decisão que determina o desaforamento de processo de
competência do Júri sem audiência da defesa.
SÚMULA 206/STF – É nulo o julgamento ulterior pelo júri com a participação de jurado
que funcionou em julgamento anterior no mesmo processo.
SÚMULA 162/STF – É absoluta a nulidade do julgamento pelo júri, quando os quesitos da
defesa não precedem aos das circunstâncias agravantes.
SÚMULA 156/STF – É absoluta a nulidade do julgamento, pelo júri, por falta de quesito
obrigatório.
SÚMULA 713/STF – O efeito devolutivo da apelação contra decisões do júri é adstrito aos
fundamentos da sua interposição.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 42/60 – CIVIL

• Leitura: Arts. 1.511 a 1.783-A, CC


• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre direito de família em especial
proteção dos filhos, poder familiar, tutela, curatela e tomada de decisão apoiada.
• Muita atenção na leitura. Como puderam perceber, são muitos artigos de lei seca, mas
eles são na maioria curtos e de fácil compreensão, não se assustem! Civil é uma matéria
densa nesse concurso, tivemos que concentrar!
• Todos os temas são importantes, mas atenção especial para proteção dos filhos, poder
familiar, tutela, curatela e tomada de decisão apoiada, que é o que demanda atuação
ministerial efetiva.

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):

ESPÉCIES DE GUARDA DOS FILHOS


• GUARDA UNILATERAL – Art. 1583, §1º - atribuída a um dos pais, garantido ao outro o
direito de visitas. Hoje é medida excepcional – Art. 1584, §2º - Quando não houver acordo
entre a mãe e o pai quanto à guarda do filho, encontrando-se ambos os genitores aptos
a exercer o poder familiar, será aplicada a guarda compartilhada, salvo se um dos
genitores declarar ao magistrado que não deseja a guarda do menor.
• GUARDA COMPARTILHADA – Art. 1583 §2º e 3º - deve ser a regra quando não há
acordo entre os pais. O menor mantém convívio simultâneo com ambos os pais, mas sua
residência é fixada no local que melhor atender aos seus interesses.
• GUARDA ALTERNADA - seria a fragmentação da guarda compartilhada em períodos,
alternando-se a residência do menor, a cada 15 dias, por exemplo. Vem sendo rechaçada
pela maior parte da jurisprudência e doutrina, mas há precedentes isolados permitindo-
a.
• Para fixação da espécie de guarda deve sempre ser considerado a que melhor atende
o interesse do menor, sendo comum que o juiz fundamente sua decisão em pareceres de
assistentes sociais e psicólogos.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

• Lembrar da redação do §5º do art. 1.583 - guarda unilateral obriga o pai ou a mãe que
não a detenha a supervisionar os interesses dos filhos, e, para possibilitar tal supervisão,
qualquer dos genitores sempre será parte legítima para solicitar informações e/ou
prestação de contas, objetivas ou subjetivas, em assuntos ou situações que direta ou
indiretamente afetem a saúde física e psicológica e a educação de seus filhos. Em outras
palavras, o genitor que não exerce a guarda não se exime do dever de zelar pelo menor.

QUADRO PRESUNÇÃO DE PATERNIDADE – Fonte CC Comentado – Juspodivm

Presunção na fertilização 180 dias a contar do início da união Presunção relativa


sexual
300 dias a contar do término da
união (anulação, divórcio ou viuvez)
Presunção na fertilização Aplicável à inseminação homóloga, Presunção, em
artificial (medicamente
mesmo que já falecido o marido ou regra, relativa,
assistida)
companheiro, ou com embriões ressalvada a
excedentários. inseminação
heteróloga que
Aplicável à inseminação heteróloga, cumpra o requisito
desde que com prévia autorização da prévia anuência.
do marido ou companheiro

PERDA E SUSPENSÃO DO PODER FAMILIAR

• HIPÓTESES DE SUSPENSÃO – abuso de autoridade, faltar com os deveres inerentes à


condição de pais, arruinar os bens dos filhos ou condenação transitada em julgado por
crime cuja pena exceda a dois anos de prisão.
• HIPÓTESES DE PERDA - castigar imoderadamente o filho, deixar o filho em abandono,
praticar atos contrários à moral e aos bons costumes, incidir reiteradamente nas
condutas que acarretam suspensão e condenação por crime doloso contra o próprio

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filho, punido com reclusão (neste último caso pode perder o poder familiar em relação
aos outros filhos, mas depois recuperar com a reabilitação em relação a eles. Em relação
à vítima do crime, a perda é definitiva).

TUTELA, CURATELA E TOMADA DE DECISÃO APOIADA (atenção para a diferenciação)

• TUTELA - Instrumento jurídico para proteger a criança ou adolescente que não goza
da proteção do poder familiar em virtude da morte, ausência ou destituição de seus pais.
A tutela é uma espécie de colocação da criança ou adolescente em família substituta.

• CURATELA - Instrumento jurídico votado para a proteção de uma pessoa maior de 18


anos que, apesar de adulto, possui uma incapacidade prevista no CC.

• TOMADA DE DECISÃO APOIADA - Novo instrumento jurídico, criado pelo Estatuto da


Pessoa com Deficiência, destinado para as pessoas com deficiência que necessitam de
um patamar de proteção intermediário, por poderem exprimir sua vontade, sendo
capazes, mas que são consideradas vulneráveis devido à deficiência. Atenção à redação
do art. 1583-A: A tomada de decisão apoiada é o processo pelo qual a pessoa com
deficiência elege pelo menos 2 (duas) pessoas idôneas, com as quais mantenha vínculos
e que gozem de sua confiança, para prestar-lhe apoio na tomada de decisão sobre atos
da vida civil, fornecendo-lhes os elementos e informações necessários para que possa
exercer sua capacidade.
➢ A tomada de decisão apoiada pode funcionar como uma medida preventiva, ou
seja, ser adotada enquanto se busca reconhecer a incapacidade relativa de alguém em
procedimento judicial que busca sua colocação sob o regime da curatela.

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SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

CASAMENTO E DIVÓRCIO

SÚMULA 377/STF – No regime de separação legal de bens, comunicam-se os adquiridos


na constância do casamento.

SÚMULA 197/STJ – O divórcio direto pode ser concedido sem que haja prévia partilha dos
bens.

UNIÃO ESTÁVEL

SÚMULA 382/STF – A vida em comum sob o teto “more uxório”, não é indispensável à
caracterização do concubinato (onde se lê concubinato, leia-se união estável).

INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE

SÚMULA 1/STJ – O foro do domicílio ou da residência do alimentando é o competente


para a ação de investigação de paternidade, quando cumulada com a de alimentos.

SÚMULA 149/STF – É imprescritível a ação de investigação de paternidade, mas não o é


a de petição de herança.

SÚMULA 301/STJ – Em ação investigatória, a recusa do suposto pai a submeter-se ao


exame de DNA induz presunção juris tantum de paternidade.

SÚMULA 277/STJ – Julgada procedente a investigação de paternidade, os alimentos são


devidos a partir da citação.

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ALIMENTOS

SÚMULA 594/STJ – O Ministério Público tem legitimidade ativa para ajuizar ação de
alimentos em proveito de criança ou de adolescente, independentemente do exercício
do poder familiar dos pais, ou do fato de o menor se encontrar nas situações de risco
descritas no art. 98 do Estatuto da Criança e do Adolescente, ou de quaisquer outros
questionamentos acerca da existência ou eficiência da Defensoria Pública na comarca.

SÚMULA 596/STJ – A obrigação alimentar dos avós tem natureza complementar e


subsidiária, somente se configurando no caso de responsabilidade total ou parcial de seu
cumprimento pelos pais.

SÚMULA 358/STJ – O cancelamento de pensão alimentícia de filho que atingiu a


maioridade está sujeito à decisão judicial, mediante contraditório, ainda que nos próprios
autos.

SÚMULA 309/STJ – O débito alimentar que autoriza a prisão civil do alimentante é o que
compreende as três prestações anteriores ao ajuizamento da execução e as que
vencerem no curso do processo.

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DIA 43/60 – PROCESSO CIVIL

• Leitura: Art. 485 ao 538 e 771 a 925


• Realização de ao menos 10 questões objetivas sobre a matéria do dia (sentença, coisa
julgada, cumprimento de sentença e execução)
• Todos os temas são importantes, mas os que não podem ser deixados de lado de jeito
nenhum são: sentença e coisa julgada (art. 485 e 495 e 502 a 508) e cumprimento de
sentença que reconheça a exigibilidade de obrigação de prestar alimentos (arts. 528 a
533)

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):

• PRINCÍPIO DA FUNDAMENTAÇÃO ANALÍTICA: Art. 489, §1º - Recordar-se que a


necessidade de fundamentação das decisões judiciais possui base constitucional (art. 93,
IX, CF/88) e o dispositivo do CPC apenas exemplifica situações em que a lei considera não
fundamentada a decisão judicial, sem prejuízo de outras hipóteses a serem verificadas
no caso concreto. Nos termos do CPC, não se considera fundamentada a decisão judicial
(seja sentença, decisão interlocutória ou acórdão) que:
➢ I - se limitar à indicação, à reprodução ou à paráfrase de ato normativo, sem explicar
sua relação com a causa ou a questão decidida;
➢ II - empregar conceitos jurídicos indeterminados, sem explicar o motivo concreto
de sua incidência no caso;
➢ III - invocar motivos que se prestariam a justificar qualquer outra decisão;
➢ IV - não enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese,
infirmar a conclusão adotada pelo julgador;
➢ V - se limitar a invocar precedente ou enunciado de súmula, sem identificar seus
fundamentos determinantes nem demonstrar que o caso sob julgamento se ajusta
àqueles fundamentos;

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➢ VI - deixar de seguir enunciado de súmula, jurisprudência ou precedente invocado


pela parte, sem demonstrar a existência de distinção no caso em julgamento ou a
superação do entendimento.

• PRINCÍPIO DA CONGRUÊNCIA - Recordar-se que o juiz está atrelado ao pedido


apresentado pela parte. Se a sentença diferir do pedido, padecerá dos seguintes vícios,
que acarretam sua nulidade:
➢ ULTRA PETITA – Sentença vai além do pedido (por exemplo, juiz condena o réu a
pagar valor superior do pedido pelo autor) – a sentença é nula na parte que exceder
o pedido.
➢ EXTRA PETITA - Sentença defere pedido diverso do que foi requerido – nula de
pleno direito.
➢ CITRA PETITA – Sentença não analisa todos os pedidos apresentados. Pela omissão,
pode ser embargada. Caso não o seja, pode ser anulada.

• COISA JULGADA E RESOLUÇÃO DE QUESTÃO PREJUDICIAL (art. 503, §1º) – A coisa


julgada se aplica à questão prejudicial quando:
➢ I - dessa resolução depender o julgamento do mérito;
➢ II - a seu respeito tiver havido contraditório prévio e efetivo, não se aplicando no
caso de revelia;
➢ III - o juízo tiver competência em razão da matéria e da pessoa para resolvê-la como
questão principal.

• CUMPRIMENTO DE SENTENÇA (ALIMENTOS) – Atenção à pura letra da lei, que é o que


vem sendo cobrado. Importante recordar da redação do art. 532: Verificada a conduta
procrastinatória do executado, o juiz deverá, se for o caso, dar ciência ao Ministério
Público dos indícios da prática do crime de abandono material.
➢ Crime de abandono material - Art. 244 CP. Deixar, sem justa causa, de prover a
subsistência do cônjuge, ou de filho menor de 18 (dezoito) anos ou inapto para o
trabalho, ou de ascendente inválido ou maior de 60 (sessenta) anos, não lhes
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proporcionando os recursos necessários ou faltando ao pagamento de pensão


alimentícia judicialmente acordada, fixada ou majorada; deixar, sem justa causa, de
socorrer descendente ou ascendente, gravemente enfermo. Nas mesmas penas incide
quem, sendo solvente, frustra ou ilide, de qualquer modo, inclusive por abandono
injustificado de emprego ou função, o pagamento de pensão alimentícia judicialmente
acordada, fixada ou majorada.)
➢ Desconto em folha de pagamento – Executado funcionário público, militar, diretor
ou gerente de empresa ou empregado sujeito à legislação do trabalho: o débito objeto
de execução pode ser descontado dos rendimentos ou rendas do executado, de forma
parcelada, nos termos do caput deste artigo, contanto que, somado à parcela devida,
não ultrapasse cinquenta por cento de seus ganhos líquidos (art. 529).
➢ Somente a comprovação de fato que gere a impossibilidade absoluta de pagar
justificará o inadimplemento da pensão alimentícia (desemprego, por si só, não é
impossibilidade absoluta!). Mesmo a impossibilidade absoluta, afasta apenas a
possibilidade de prisão, mas não a obrigação de pagar, que somente poderá ser
afastada por meio de ação de exoneração de alimentos.
➢ Quanto à prisão do devedor de pensão alimentícia, lembrar que ela pode ter o
prazo de um a três meses e que o fato de cumprir a pena não exime o executado do
pagamento das prestações vencidas e vincendas. É a única possibilidade de prisão civil
remanescente no ordenamento jurídico brasileiro.

• EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL - Art. 783. A execução para cobrança de crédito


fundar-se-á sempre em título de obrigação certa, líquida e exigível.
➢ Liquidez: o valor do débito da execução deve estar especificado.
➢ Certeza: a existência da obrigação é certa.
➢ Exigível: a obrigação deve estar apta a ser exigida (não pode estar prescrita, por
exemplo).

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SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

ABANDONO DE CAUSA PELO AUTOR

SÚMULA 216/STF – Para decretação da absolvição da instância pela paralisação do


processo por mais de trinta dias, é necessário que o autor, previamente intimado, não
promova o andamento da causa (onde lê-se “decretação da absolvição da instância”, leia-
se extinção do processo sem resolução do mérito)

SÚMULA 240/STJ – A extinção do processo, por abandono da causa pelo autor, depende
de requerimento do réu.

LIQUIDEZ DA SENTENÇA

SÚMULA 318/STJ – Formulado pedido certo e determinado, somente o autor tem


interesse recursal em arguir o vício da sentença ilíquida.

SÚMULA 344/STJ – A liquidação por forma diversa da estabelecida na sentença não


ofende a coisa julgada.

CUMPRIMENTO DA SENTENÇA DA OBRIGAÇÃO DE PRESTAR ALIMENTOS

SÚMULA 358/STJ – O cancelamento de pensão alimentícia de filho que atingiu a


maioridade está sujeito à decisão judicial, mediante contraditório, ainda que nos próprios
autos.

SÚMULA 309/STJ – O débito alimentar que autoriza a prisão civil do alimentante é o que
compreende as três prestações anteriores ao ajuizamento da execução e as que
vencerem no curso do processo.

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REEXAME NECESSÁRIO

SÚMULA 423/STF – Não transita em julgado a sentença por haver omitido o recurso “ex-
oficio”, que se considera interposto “ex-lege”.

SÚMULA 45/STJ – No reexame necessário, é defeso, ao tribunal, agravar a condenação


imposta à Fazenda Pública.

SÚMULA 253/STJ – O art. 557 do CPC, que autoriza o relator a decidir o recurso, alcança
o reexame necessário (Lê-se art. 932, inc. III e IV)

SÚMULA 325/STJ – A remessa oficial devolve ao tribunal o reexame de todas as parcelas


da condenação suportadas pela Fazenda Pública, inclusive dos honorários do advogado.

SÚMULA 490/STJ – A dispensa de reexame necessária, quando o valor da condenação ou


do direito controvertido for inferior a 60 salários mínimos, não se aplica a sentenças
ilíquidas (valor deve ser readequado nos termos do art. 496, §3º)

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DIA 44/60 – DIFUSOS


• Leitura
➢ Saúde - CF (art. 196 ao 200, CF);
➢ Lei nº 8.080/90 (Lei do SUS).
• Realização de ao menos 15 questões objetivas sobre Direito à Saúde.
• Muita atenção à leitura dos institutos – complementar com a doutrina, se julgar
necessário.
• Todos os temas são importantes, mas atenção redobrada às disposições
constitucionais e ao campo de atuação e princípios do SUS (arts. 6º e 7º da Lei 8080/90)

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):

• DIREITO À SAÚDE é um direito fundamental social – DIREITO DE TODOS E DEVER DO


ESTADO que deve desenvolver políticas públicas para prevenção e recuperação da saúde
de toda a população.
• RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DOS ENTES FEDERADOS - Quaisquer dos entes
federativos têm legitimidade passiva para figurar como réus em ação que vise à
concretização do direito à saúde (pleito de tratamento médico, fornecimento de
medicamentos, etc.)
• SUS – SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE – Conjunto de ações e serviços de saúde prestado
por órgãos e instituições públicas (federais, estaduais e municipais), da administração
direta ou indireta e das fundações mantidas pelo poder público.
➢ Lembrar que seu campo de atuação é extenso e abrange não apenas a assistência
terapêutica, mas também a vigilância sanitária e epidemiológica, política de
medicamentos, saúde ambiental e meio ambiente do trabalho, etc (art. 6º Lei 8080)
• DIRETRIZES CONSTITUCIONAIS DO SUS
➢ DESCENTRALIZAÇÃO com direção única em cada esfera de governo
▪ Organização Regionalizada e Hierarquizada
➢ ATENDIMENTO INTEGRAL com prioridade para as atividades preventivas.
➢ PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE
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• Princípio da UNIVERSALIDADE DO ACESSO em todos os níveis de assistência é


consolidado pela gratuidade dos serviços públicos de saúde.
➢ Em razão do subprincípio da gratuidade, o STF entendeu inconstitucional a
chamada “diferença de classes”, prática consistente em atendimento diferenciado,
em acomodações superiores, por médico do próprio SUS ou médico conveniado,
mediante o pagamento da diferença de valores (RE 581.488/ repercussão geral)

NÃO HÁ SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

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DIA 45/60 – EMPRESARIAL/PENAL

Atenção: se você está atrasado no cronograma de matérias relevantes, como Penal,


Processo Penal, Difusos e Constitucional, uma estratégia que talvez te faça ganhar
algumas questões de tais matérias e perder no máximo duas questões de empresarial é
deixar de ler a Lei de Falências, lendo apenas a parte penal (utilizando, assim, os dias 40
e 45 para colocar em dia as matérias de maior relevância). Em 2015, eu (@focojoy) adotei
essa estratégia porque à época tinha pouca familiaridade com empresarial e não
compreendia bem esta lei, e acabou sendo cobrada uma única questão sobre direito
falimentar, que errei “com gosto”, pois fui super bem nas matérias para as quais havia
me dedicado. São apenas quatro questões de empresarial, por isso devem vir uma ou duas
questões sobre recuperação judicial e/ou falência, no máximo. Analise se vale a pena,
dado o tamanho e complexidade desta lei, realizar seu estudo, principalmente se há
outras matérias mais importantes em atraso.
Entretanto, se você está em dia com o cronograma e não tem imensas dificuldades em
empresarial, prossiga a leitura.

• LEITURA: Lei 11.101/05 – Recuperação Judicial e Falência – arts. 105 a 201.


• Realização de ao menos 10 questões objetivas sobre falência e crimes falimentares.
• Todos os temas são importantes, mas atenção especial na ação revocatória (arts. 130
a 138); extinção das obrigações do falido (arts. 158); crimes falimentares e procedimento
penal (arts. 168 a 188)

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ CHANCE DE CAIR):

INVESTIGAÇÃO DE ATOS ANTERIORES À FALÊNCIA – Os credores podem investigar os atos


que o devedor praticou antes da falência, e assim recuperar ativos. Na investigação feita
pelos credores, podem ser identificadas condutas que, de acordo com a lei são:
➢ Ineficazes em relação à massa falida (art. 129) – Rol taxativo de atos que serão
objetivamente ineficazes, por independerem da demonstração de fraude, podendo
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ser declarados ineficazes de ofício pelo juiz ou a alegação de ineficácia ser deduzida
em defesa ou pleiteada incidentalmente.
➢ Revogáveis (art. 130) – Aqui deve ser provada a intenção de prejudicar os credores,
ou seja, o conluio fraudulento entre devedor e terceiro que com ele contratar e o
efetivo prejuízo sofrido pela massa falida. Qualquer ato pode se encaixar como
revogável, desde que preenchidos tais requisitos.
▪ Para que haja a revogação, deve ser proposta a ação revocatória, pelo
administrador judicial, qualquer credor, ou pelo Ministério Público, no prazo de três
anos contados da decretação da falência.

EXTINÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DO FALIDO – O encerramento da falência, por sentença, faz


com que recomece a correr o prazo prescricional relativo às obrigações do falido.
Lembrar que as obrigações do falido não são extintas com o encerramento da falência.
➢ A extinção das obrigações do devedor falido só ocorrerá nos casos previstos no art.
158, ou seja, apenas se houver:
▪ o pagamento de todos os créditos;
▪ o pagamento, depois de realizado todo o ativo, de mais de 50% (cinqüenta por
cento) dos créditos quirografários, sendo facultado ao falido o depósito da quantia
necessária para atingir essa porcentagem se para tanto não bastou a integral
liquidação do ativo;
▪ III – o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contado do encerramento da falência,
se o falido não tiver sido condenado por prática de crime previsto nesta Lei;
▪ IV – o decurso do prazo de 10 (dez) anos, contado do encerramento da falência,
se o falido tiver sido condenado por prática de crime previsto nesta Lei.

CRIMES FALIMENTARES E PROCEDIMENTO PENAL – atenção às seguintes peculiaridades:


➢ COMPETÊNCIA PARA PROCESSAR E JULGAR CRIMES FALIMENTARES (art. 183)– É do
juízo criminal do lugar onde foi decretada a falência, concedida a recuperação judicial
ou homologado o plano de recuperação judicial.

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➢ AÇÃO PENAL (art. 184) – Pública incondicionada. Pode haver ação penal privada
subsidiária e tem legitimidade para oferecer a queixa subsidiária qualquer credor
habilitado.
➢ CONDIÇÃO OBJETIVA DE PUNIBILIDADE (art. 180) - A sentença que decreta a
falência, concede a recuperação judicial ou concede a recuperação extrajudicial de
que trata o art. 163 desta Lei é condição objetiva de punibilidade dos crimes
falimentares.
➢ PRESCRIÇÃO (art. 182) – Segue as regras dos prazos prescricionais do CP, mas o
prazo só começa a correr do dia da decretação da falência, da concessão da
recuperação judicial ou da homologação do plano de recuperação extrajudicial.
▪ Causa interruptiva - A decretação da falência do devedor interrompe a
prescrição cuja contagem tenha iniciado com a concessão da recuperação judicial
ou com a homologação do plano de recuperação extrajudicial.
➢ EFEITOS EXTRAPENAIS DA CONDENAÇÃO POR CRIMES FALIMENTARES (art. 181): não
são automáticos devendo ser motivadamente declarados na sentença, e perdurarão
até 5 (cinco) anos após a extinção da punibilidade, podendo, contudo, cessar antes
pela reabilitação penal. São eles:
▪ I – a inabilitação para o exercício de atividade empresarial;
▪ II – o impedimento para o exercício de cargo ou função em conselho de
administração, diretoria ou gerência das sociedades sujeitas a esta Lei;
▪ III – a impossibilidade de gerir empresa por mandato ou por gestão de negócio.

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA.


(reforçando as já estudadas no dia 40)

SÚMULA 248/STJ – Comprovada a prestação dos serviços, a duplicata não aceita, mas
protestada, é título hábil para instruir pedido de falência.

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SÚMULA 361/STJ – A notificação do protesto, para requerimento de falência da empresa


devedora, exige a identificação da pessoa que a recebeu.

SÚMULA 29/STJ – No pagamento em juízo para elidir a falência, são devidos correção
monetária, juros e honorários do advogado.

SÚMULA 480/STJ – O juízo da recuperação judicial não é competente para decidir sobre
a construção de bens não abrangidos pelo plano de recuperação da empresa.

SÚMULA 581/STJ – A recuperação judicial do devedor principal não impede o


prosseguimento das ações e execuções ajuizadas contra terceiros devedores solidários
ou coobrigados em geral, por garantia cambial, real ou fidejussória.

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DIA 46/60 – PROCESSO PENAL

• Leitura: arts. 574 a 667, CPP


• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre recursos no processo penal
• Os temas mais importantes do dia são disposições gerais, apelação e recurso em
sentido estrito (arts. 574 a 603) e revisão criminal (arts. 621 a 631)

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):

VOLUNTARIEDADE DOS RECURSOS (art. 574) – A parte é quem deve optar ou não por
recorrer, salvo as hipóteses legais de reexame necessário. São elas:
➢ Sentença concessiva de habeas corpus
➢ Sentença concessiva de reabilitação criminal
➢ Decisão absolutória de acusados por crime contra a economia popular
➢ Arquivamento de inquérito policial de crime contra a economia popular (Lei
1521/1995 – art. 7º)

PRINCÍPIOS APLICÁVEIS AOS RECURSOS (abordados de forma simplificada)


• DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO – as partes têm direito de que a decisão seja reexaminada
por órgão jurisdicional diverso daquele que a proferiu. Trata-se de princípio que é
restringido nas hipóteses de foro por prerrogativa de função.
• UNIRRECORRIBILIDADE – a cada decisão, corresponde, em regra, apenas um recurso.
• FUNGIBILIDADE – art. 579 CPP - Salvo a hipótese de má-fé, a parte não será
prejudicada pela interposição de um recurso por outro.
• TAXATIVIDADE – o recurso deve ter previsão legal para ser admitido. Entretanto, o
princípio da taxatividade é mitigado pela possibilidade de interpretação extensiva e
analogia (como por exemplo, para admitir o RESE na hipótese de rejeição do aditamento
da denúncia, interpretando extensivamente o art. 581, inc. I, CPP).
• DISPONIBILIDADE: cabe à parte decidir se quer ou não recorrer. Atenção: para o
Ministério Público, uma vez interposto o recurso, não pode haver a desistência dele (art.

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576) – princípio da indisponibilidade da ação penal pública, corolário do princípio da


obrigatoriedade.
• NON REFORMATIO IN PEJUS (art. 617) – Caso apenas a defesa recorra, não poderá o
réu ter sua situação agravada pelo Tribunal.
➢ Non reformatio in pejus indireta – Veda-se também que, havendo recurso
exclusivo da defesa que resulte anulação da decisão, a decisão proferida devido a tal
anulação agrave a situação do réu.

RECURSOS EM ESPÉCIE – QUADRO COMPARATIVO

RECURSO CABIMENTO INTERPOSIÇÃO RAZÕES


RESE Rol do art. 581 CPP – admite-se 5 dias 2 dias
interpretação extensiva das
hipóteses ali previstas
APELAÇÃO Sentenças, decisões definitivas ou 5 dias 8 dias
com força de definitiva (art. 593) (3 dias para
Contravenções
Penais)
APELAÇÃO NO Rejeição da denúncia ou queixa, 10 dias junto com razões
JECRIM sentença condenatória e
absolutória e homologação de
transação penal.
EMBARGOS DE Sempre que houver obscuridade, 2 dias, simples **interrompe
DECLARAÇÃO ambiguidade, contradição ou petição prazo para
omissão, para que o julgador (No JECRIM = 5 outros
declare/integre a decisão dias) recursos**
EMBARGOS Recurso cabível exclusivamente 10 dias junto com as razões
INFRINGENTES OU em favor do acusado, quando
DE NULIDADE houver decisão não unânime no

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tribunal, desfavorável ao réu (art.


609 p. único)

Atenção: falar que o Ministério


Público não pode interpor esse
recurso, está errado. Pode
interpor desde que o faça em favor
do acusado
CARTA Cabível da decisão que denega 48 horas ** Requerida
TESTEMUNHÁVEL recurso ou obsta seu seguimento ao escrivão ou
(art. 639) secretário do
TJ

REVISÃO CRIMINAL – Não é recurso, e sim uma ação autônoma, a ser deduzida nas
hipóteses do art. 621.

➢ Seus pressupostos são existência de uma decisão judicial condenatória e o trânsito


em julgado dessa decisão e que haja fundamento para sua desconstituição. É admitida
a revisão criminal:
▪ I - quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal
ou à evidência dos autos;
▪ II - quando a sentença condenatória se fundar em depoimentos, exames ou
documentos comprovadamente falsos;
▪ III - quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do
condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da
pena.
➢ Importante lembrar que não se admite a revisão criminal pro societate, ou seja, em
face de uma decisão absolutória transitada em julgado, ainda que ela esteja
absolutamente contrária à prova dos autos, fundada em prova falsa ou que se
descubram novas provas – se a acusação não ajuizou os recursos cabíveis ou eles não
foram providos, não restam meios de impugnação.
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Direcionamento Analista MPSP 2018

ATENÇÃO!

Vejam como o tema “revisão criminal” foi cobrado na última segunda fase do
concurso de Analista Jurídico – 2015.

Questão 1 – Direito Processual Penal

Discorra sobre os efeitos do provimento da revisão criminal, de acordo com o


disposto no artigo 627 do CPP, exemplificando, e esclareça se há extensão ao
sentenciado não recorrente, por aplicação do art. 580 do mesmo diploma legal.

RESPOSTA ESPERADA E FUNDAMENTAÇÃO (VUNESP)

Provida a revisão criminal, diz o artigo 627 do Código de Processo Penal que serão
restabelecidos os direitos perdidos em razão de efeitos penais da condenação, sejam
eles primários (ex.: liberdade) e secundários (ex.: devolução da fiança perdida) e
extrapenais (ex.: restabelecimento do poder familiar). Demais disso, os efeitos da
absolvição, obtida na ação autônoma de impugnação, se estendem ao condenado
não recorrente, desde que seus fundamentos não sejam de caráter pessoal e se
firmem em situação comum aos litisconsortes na ação penal condenatória, como
estabelece o artigo 580 do Código de Processo Penal.

CRITÉRIOS DE CORREÇÃO E GRADE

Pontuação máxima 10,0


1. Efeitos do provimento da revisão criminal - 4,0
2. Exemplos dos direitos restabelecidos (efeitos primários 1,0, secundários 1,0 e
extrapenais 1,0) - 3,0
3. Extensão dos efeitos da absolvição, obtida na ação autônoma de impugnação ao
condenado não recorrente Fundamentos sem caráter pessoal e firmados em
situação comum aos litisconsortes na ação penal condenatória. 3,0

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Eu (@focojoy) errei algumas coisinhas (como muitos, não tinha estudado revisão
criminal por pensar ser “tema de defensoria”), mas consegui a nota 6,0 em 10,0 com
a resposta abaixo, o que demonstra que é possível passar mesmo que não saiba ou
não lembre algo na hora da prova:

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

ASSISTENTE DE ACUSAÇÃO
SÚMULA 448/STF – O prazo para o assistente recorrer, supletivamente, começa a correr
imediatamente após o transcurso do prazo do Ministério Público
Atenção: se o assistente já estava habilitado nos autos, o prazo da apelação será de 5
dias, se não estava habilitado, o prazo será de 15 dias.

SÚMULA 210/STF – O assistente de acusação do Ministério Público pode recorrer,


inclusive extraordinariamente na ação penal, nos casos dos arts. 584, parágrafo 1º e 598
do Código de Processo Penal

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RECURSOS
SÚMULA 347/STJ – O conhecimento de recurso de apelação do réu independe de sua
prisão.

SÚMULA 709/STF – Salvo quando nula a decisão de primeiro grau, o acórdão que provê o
recurso contra a rejeição da denúncia vale, desde logo, pelo recebimento dela.

SÚMULA 705/ STF – A renúncia do réu ao direito de apelação, manifestada sem a


assistência do defensor, não impede o conhecimento da apelação por este interposta.

SÚMULA 431/STF – É nulo o julgamento de recurso criminal, na segunda instância, sem


prévia intimação, ou publicação da pauta, salvo habeas corpus.

SÚMULA 160/STF – É nula a decisão do tribunal que acolhe, contra o réu, nulidade não
arguida no recurso da acusação, ressalvados os casos de recurso de ofício

HABEAS CORPUS
SÚMULA 694/STF – Não cabe habeas corpus contra a imposição da pena de exclusão de
militar ou de perda de patente ou de função pública.

SÚMULA 693/STF – Não cabe habeas corpus contra decisão condenatória a pena de
multa, ou relativo a processo em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a
única cominada.

SÚMULA 395/STF – Não se conhece de recurso de habeas corpus cujo objeto seja resolver
sobre o ônus das custas, por não estar mais em causa a liberdade de locomoção.

SÚMULA 695/STF – Não cabe habeas corpus quando já extinta a pena privativa de
liberdade.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

MANDADO DE SEGURANÇA
SÚMULA 701/STF – No mandado de segurança impetrado pelo Ministério Público contra
decisão proferida em processo penal, é obrigatória a citação do réu como litisconsorte
passivo.

SÚMULA 604/STJ - O mandado de segurança não se presta para atribuir efeito suspensivo
a recurso criminal interposto pelo Ministério Público.

REVISÃO CRIMINAL – SÚMULA 393/STF – Para requerer revisão criminal, o condenado não
é obrigado a recolher-se à prisão.

EMBARGOS INFRINGENTES – SÚMULA 355/STF – Em caso de embargos infringentes


parciais, é tardio o recurso extraordinário interposto após o julgamento dos embargos,
quanto à parte da decisão embargada que não fora por eles abrangida.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 47/60 – CIVIL

• Leitura: Arts. 1.784 a 2.027, CC.


• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre sucessões
• Muita atenção na leitura. Como puderam perceber, são muitos artigos de lei seca, mas
eles são na maioria curtos, não se assustem! Civil é uma matéria densa nesse concurso,
tivemos que concentrar!
• Todos os temas são importantes, mas atenção especial para excluídos da sucessão e
herança jacente (arts. 1814 a 1823); sucessão legítima (arts. 1829 a 1856), deserdação
(arts. 1961 a 1965), inventário e partilha (arts. 1991 a 2027)

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):

EXCLUÍDOS DA SUCESSÃO – Atenção para diferenças entre indignidade e deserdação


INDIGNIDADE DESERDAÇÃO
Forma de exclusão legal da sucessão Forma voluntária de se afastar herdeiro
necessário
Não é necessária qualquer manifestação Deve ser manifestada em testamento,
do autor da herança e atinge qualquer para excluir herdeiros necessários de sua
classe de herdeiro legítima
As causas estão previstas em lei (art. Além das causas previstas para
1814) – atentados contra a vida, contra a indignidade, há causas de deserdação
honra ou contra a livre disposição de bens previstas nos arts. 1962 e 1963: ofensa
física, injúria grave, relações ilícitas entre
familiares, desamparo.
Necessária ação específica para apuração A declaração da deserdação deve ser feita
da causa legal, com prazo decadencial de expressamente em testamento. Se essa
4 anos a contar da data da abertura da declaração for contestada, há prazo
sucessão. decadencial de 4 anos a contar da data da
abertura do testamento, para provar a

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Direcionamento Analista MPSP 2018

causa de deserdação alegada pelo


testador (a lei fala em abertura do
testamento, mas a doutrina diz que deve
ser interpretado como abertura da
sucessão, pois o testamento
normalmente é aberto)
Atenção para recente alteração que inclui o Ministério Público como legitimado a
promover a ação visando à declaração de indignidade de herdeiro ou legatário que
houverem sido autores, co-autores ou partícipes de homicídio doloso, ou tentativa
deste, contra a pessoa de cuja sucessão se tratar, seu cônjuge, companheiro,
ascendente ou descendente. Pela importância, recomendamos a leitura do artigo do
DIZER O DIREITO
https://www.dizerodireito.com.br/2017/12/comentarios-lei-135322017-
legitimidade.html

HERANÇA JACENTE X VACANTE


HERANÇA JACENTE HERANÇA VACANTE
Universalidade de direitos relativa aos Praticadas as diligências de arrecadação e
bens de uma pessoa que faleceu sem ultimado o inventário, serão expedidos
deixar testamento ou herdeiros editais na forma da lei processual, e,
conhecidos. decorrido um ano de sua primeira
publicação, sem que haja herdeiro
habilitado, ou penda habilitação, será a
herança (até então jacente) declarada
vacante.
O estado de jacência da herança Com a declaração da vacância, encerra-se
temporário, perdura até que sejam a herança jacente, sendo transferida a
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Direcionamento Analista MPSP 2018

habilitados sucessores ou até que se administração e guarda do patrimônio ao


decrete a vacância da herança, com a poder público. A partir da declaração de
assunção do patrimônio pelo Município vacância não podem se habilitar os
ou pelo Distrito Federal. herdeiros colaterais.
Durante o prazo de cinco anos após a abertura da sucessão, os herdeiros podem se
habilitar e não serem prejudicados. Passado esse prazo, os bens não reivindicados
serão incorporados definitivamente ao patrimônio do Município ou do DF.

SUCESSÃO LEGÍTIMA - Recordar-se que o STF entendeu inconstitucional a diferenciação


sucessória entre cônjuge e companheiro (informativo 864/STF) – não mais se aplica,
portanto, o art. 1790 do Código Civil! Pela importância, recomendamos a leitura do
julgado comentado, no DIZER O DIREITO, disponível em
https://dizerodireitodotnet.files.wordpress.com/2017/06/info-864-stf.pdf

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

SÚMULA 49/STF- A cláusula de inalienabilidade inclui a incomunicabilidade dos bens.

SÚMULA 542/STF – Não é inconstitucional a multa instituída pelo Estado Membro, como
sanção pelo retardamento do início ou da ultimação do inventário.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 48/60 – PROCESSO CIVIL

• Leitura: Arts. 554 ao 568, 610 a 681; 687 a 702, CPC.


• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre ações possessórias, inventário e
partilha, habilitação, ação monitória e ações de família.
• Todos os temas são importantes, mas atenção especial para ações possessórias (arts.
554 a 568) e ações de família (arts. 693 a 699)

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):

AÇÕES POSSESSÓRIAS
(Relembrando, conforme estudado no dia 31, em Civil)

MANUTENÇÃO DE POSSE REINTEGRAÇÃO DE POSSE INTERDITO PROIBITÓRIO


Finalidade defensiva Finalidade de restituição Finalidade Preventiva
cabível quando há turbação cabível quando há esbulho cabível quando há ameaça
de turbação ou esbulho

➢ Aplicação do princípio da fungibilidade entre as ações acima elencadas: Art. 554. A


propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça
do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos
estejam provados.
➢ Lembrar que o MP deve atuar quando houver litígios coletivos pela posse de terra
rural ou urbana (Art. 178, inc. III e art. 554, §1º - No caso de ação possessória em que
figure no polo passivo grande número de pessoas, serão feitas a citação pessoal dos
ocupantes que forem encontrados no local e a citação por edital dos demais,
determinando-se, ainda, a intimação do Ministério Público e, se envolver pessoas em
situação de hipossuficiência econômica, da Defensoria Pública).

➢ Se ação for proposta dentro do prazo de um ano e dia, será adotado o


procedimento especial, previsto nos arts. 560 e seguintes do NCPC, caso seja posse
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Direcionamento Analista MPSP 2018

velha, ou seja, há mais de um ano e dia, o procedimento será o comum, não perdendo,
contudo, o caráter possessório (art. 558).
INVENTÁRIO E PARTILHA – Lembrar que a transmissão dos bens ocorre com a morte
(princípio da saisine), porém de forma universal, sem que haja divisão entre os herdeiros.
O inventário serve justamente para que se promova essa divisão/partilha entre os
herdeiros.
➢ Prazo de 02 meses para instauração do inventário e 12 meses para conclusão (juiz
pode prorrogar esses prazos), e a lei tributária pode prever multa para o espólio que
não cumpra tais prazos.
➢ Atenção: O magistrado não pode mais, de ofício, proceder à abertura de inventário,
tal como era admitido no CPC anterior.
➢ Inventário Extrajudicial (Art. 610, §1º) - Se todos forem capazes e concordes, o
inventário e a partilha poderão ser feitos por escritura pública, a qual constituirá
documento hábil para qualquer ato de registro, bem como para levantamento de
importância depositada em instituições financeiras, desde que todas as partes estejam
assistidas por advogado ou defensor público.
➢ Arrolamento litigioso ou Inventário e Partilha (art. 610) – Se houver divergência
entre os sucessores em relação ao inventário e a partilha.
➢ Arrolamento Sumário (Art. 659) – Procedimento de jurisdição voluntária, sendo
todos os herdeiros capazes e havendo concordância quanto à partilha
➢ Arrolamento comum (art. 664) – Se o total da herança for igual ou inferior a mil
salários mínimos, ainda que haja discordância quanto à partilha e/ou herdeiros
incapazes, desde que, havendo incapazes, concorde o Ministério Público.

AÇÕES DE FAMÍLIA - processos contenciosos de divórcio, separação, reconhecimento e


extinção de união estável, guarda, visitação e filiação. Atenção às seguintes
peculiaridades:
➢ Preferência pela solução consensual dos conflitos (mediação e conciliação): Art. 694.
Nas ações de família, todos os esforços serão empreendidos para a solução consensual

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Direcionamento Analista MPSP 2018

da controvérsia, devendo o juiz dispor do auxílio de profissionais de outras áreas de


conhecimento para a mediação e conciliação.
➢ Citação (Art. 695): Deve ser feita na pessoa do réu, para comparecimento à
audiência de mediação e o mandado não deverá estar acompanhado da cópia da
petição inicial, assegurado ao réu o direito de examinar seu conteúdo a qualquer
tempo.
➢ Ministério Público (art. 698) - Nas ações de família, o Ministério Público somente
intervirá quando houver interesse de incapaz e deverá ser ouvido previamente à
homologação de acordo.
➢ Alienação parental – havendo discussão acerca de ato de alienação parental, a
oitiva do incapaz deve estar acompanhada por especialista. Nesse ponto, importante
recordar algumas disposições da Lei 12318/2010 (se houver tempo para incluir sua
leitura, faça-o). Caso contrário, foque nos dispositivos abaixo:
▪ Considera-se ato de alienação parental a interferência na formação psicológica
da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos
avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a sua autoridade, guarda
ou vigilância para que repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento
ou à manutenção de vínculos com este (há um rol exemplificativo no art. 2º da Lei)
▪ Caracterizados atos típicos de alienação parental ou qualquer conduta que
dificulte a convivência de criança ou adolescente com genitor, em ação autônoma
ou incidental, o juiz poderá, cumulativamente ou não, sem prejuízo da decorrente
responsabilidade civil ou criminal e da ampla utilização de instrumentos
processuais aptos a inibir ou atenuar seus efeitos, segundo a gravidade do caso:
o I - declarar a ocorrência de alienação parental e advertir o alienador;
o II - ampliar o regime de convivência familiar em favor do genitor alienado;
o III - estipular multa ao alienador;
o IV - determinar acompanhamento psicológico e/ou biopsicossocial;
o V - determinar a alteração da guarda para guarda compartilhada ou sua
inversão;
o VI - determinar a fixação cautelar do domicílio da criança ou adolescente;

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Direcionamento Analista MPSP 2018

o VII - declarar a suspensão da autoridade parental.

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

INTERDITO PROIBITÓRIO
SÚMULA 228/STJ – É inadmissível o interdito proibitório para a proteção do direito
autoral.

INVENTÁRIO E PARTILHA
SÚMULA 542/STF – Não é inconstitucional a multa instituída pelo Estado Membro, como
sanção pelo retardamento do início ou da ultimação do inventário.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 49/60 – DIFUSOS

• Leitura: Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei Brasileira de Inclusão – LBI – Lei
13.146/2015)
• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre a matéria.
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – complementar com a doutrina se
necessário.
• Essa matéria pode ser cobrada em difusos, humanos e ainda tem interligações com
todos os ramos do direito, por ter, em suas disposições finais, promovido alterações
importantes no campo do direito civil, direito eleitoral e direito administrativo. Reforço,
portanto, a necessidade de compreender a matéria, razão pela qual destinamos um dia
inteiro ao estudo de uma lei relativamente curta. Toda a lei é importante.

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):

• FOCO EM HUMANOS - Há dois tratados internacionais relacionados às pessoas com


deficiência (direitos humanos) que foram aprovados na forma do §3º, do art. 5, da CF
(aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos
votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais)
➢ Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo
Facultativo, assinados em Nova York, em 30/03/2007 e promulgada pelo Decreto 6949
de 25/08/2009, tendo sido assim incorporada ao ordenamento jurídico brasileiro com
o status de norma constitucional.
➢ Tratado de Marraqueche, que busca facilitar o acesso a obras publicadas às
pessoas cegas, com deficiência visual ou outras dificuldades para acesso ao texto
impresso, celebrado em 28/06/2013, em vigor no plano internacional desde
setembro de 2016. No Brasil, apesar de o texto ter sido aprovado pelo quórum
especial pelo Decreto Legislativo 261/2015, está pendente a promulgação do
decreto presidencial para a efetiva incorporação do tratado ao ordenamento
jurídico brasileiro.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

• FOCO EM CIVIL - Muita atenção na alteração da teoria das incapacidades propiciada


pelo EPCD/2015. Atualmente apenas os menores de 16 anos são absolutamente
incapazes para o ordenamento jurídico brasileiro! A lei não mais presume a absoluta
incapacidade de uma pessoa com deficiência.
➢ TOMADA DE DECISÃO APOIADA - Novo instrumento jurídico, criado pelo Estatuto
da Pessoa com Deficiência, destinado para as pessoas com deficiência que necessitam
de um patamar de proteção intermediário, por poderem exprimir sua vontade, sendo
capazes, mas que são consideradas vulneráveis devido à deficiência. Atenção à
redação do art. 1583-A: A tomada de decisão apoiada é o processo pelo qual a pessoa
com deficiência elege pelo menos 2 (duas) pessoas idôneas, com as quais mantenha
vínculos e que gozem de sua confiança, para prestar-lhe apoio na tomada de decisão
sobre atos da vida civil, fornecendo-lhes os elementos e informações necessários para
que possa exercer sua capacidade.
▪ A tomada de decisão apoiada pode funcionar como uma medida preventiva, ou
seja, ser adotada enquanto se busca reconhecer a incapacidade relativa de alguém
em procedimento judicial que busca sua colocação sob o regime da curatela.

• FOCO EM ELEITORAL/CONSTITUCIONAL – Estatuto estabelece as seguintes premissas


relacionadas aos direitos políticos das pessoas com deficiência:
➢ Plenitude Direitos Políticos - Art. 76. O poder público deve garantir à pessoa com
deficiência todos os direitos políticos e a oportunidade de exercê-los em igualdade de
condições com as demais pessoas
▪ Mesmo pessoas em situação de curatela não podem ter seus direitos políticos
restringidos – Art. 85 § 1º. A definição da curatela não alcança o direito ao próprio
corpo, à sexualidade, ao matrimônio, à privacidade, à educação, à saúde, ao
trabalho e ao voto.
➢ Vedação à discriminação (tá caindo muito!) - garantia de que os procedimentos, as
instalações, os materiais e os equipamentos para votação sejam apropriados,
acessíveis a todas as pessoas e de fácil compreensão e uso, sendo vedada a instalação

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Direcionamento Analista MPSP 2018

de seções eleitorais exclusivas para a pessoa com deficiência. Deve ser, contudo,
garantida a acessibilidade aos locais de votação.
➢ Inaplicabilidade do inc. II, do art. 15, da CF: Se não há mais absolutamente incapazes
menores de 16 anos, não há como a incapacidade absoluta permanecer sendo uma
das hipóteses de suspensão dos direitos políticos.
➢ TSE decidiu o seguinte: toda vez que em um processo civil de interdição for
declarada, de forma equivocada já que o CC não mais prevê tal hipótese, a
incapacidade absoluta de alguém e a justiça comum comunicar à justiça eleitoral, esta
não mais deve proceder à suspensão da inscrição de eleitor (posição do EPCD).
▪ Para aqueles que tiveram a suspensão realizada sob a égide do regime anterior
das incapacidades, não serão reestabelecidos os direitos políticos de ofício, mas
cada qual poderá requerer ao juiz eleitoral, que poderá fazê-lo.

• FOCO EM OUTROS IMPORTANTES REFLEXOS DO ESTATUTO (DIFUSOS)


O objetivo primordial do Estatuto é garantir a inclusão e acessibilidade das pessoas com
deficiência. Em um ambiente que tenha acessibilidade, a deficiência não causa restrições
sociais, e as limitações por ela trazidas, como a cegueira ou falta de membros,
representarão apenas a diversidade humana (modelo social em contraponto ao modelo
médico que enxerga incapacidade na pessoa com deficiência)
➢ Auxílio Inclusão (art. 94) – fará jus a pessoa com deficiência moderada ou grave que
receba ou tenha recebido nos últimos cinco anos o benefício de prestação continuada
(LOAS) e passe a exercer atividade remunerada que permita que se enquadre como
segurado obrigatório do regime de previdência social – está pendente de
regulamentação.
➢ Acessibilidade e proibição de ônus desproporcional: É vedado exigir o
comparecimento de pessoa com deficiência perante os órgãos públicos quando seu
deslocamento, em razão de sua limitação funcional e de condições de acessibilidade,
imponha-lhe ônus desproporcional e indevido.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

➢ CDC – Pessoa com deficiência como hipervulnerável necessita de maior proteção


na seara consumerista. Acrescentou-se nos direitos do consumidor a exigência de que
a informação prestada seja acessível às pessoas com deficiência.
➢ Lei de Improbidade Administrativa passa a prever expressamente como ato de
improbidade que atenta contra os princípios da Administração Pública, o fato de
deixar de cumprir a exigência de requisitos de acessibilidade previstos na legislação.
➢ Lei de Licitações passa a prever como critério de desempate e possibilidade de
estabelecimento de margem de preferência para bens e serviços produzidos ou
prestados por empresas que comprovem cumprimento de reserva de cargos prevista
em lei para pessoa com deficiência ou para reabilitado da Previdência Social e que
atendam às regras de acessibilidade previstas na legislação. Essa reserva de cargos e
as regras de acessibilidade deverão ser cumpridas durante todo período de execução
do contrato firmado com a administração, evitando fraudes.
➢ Estatuto da cidade passou a prever como atribuição da União instituir diretrizes
para desenvolvimento urbano, inclusive habitação, saneamento básico, transporte e
mobilidade urbana, que incluam regras de acessibilidade aos locais de uso público
➢ Educação deve ser inclusiva – a educação especial deve ser uma modalidade de
ensino que não substitui a educação regular, mas a complementa. Lembrar que a LBI
alterou a redação da lei 7853/89 para majorar a pena dos crimes nela previstos, neles
incluídos o crime de recusar, cobrar valores adicionais, suspender, procrastinar,
cancelar ou fazer cessar inscrição de aluno em estabelecimento de ensino de qualquer
curso ou grau, público ou privado, em razão de sua deficiência – punido com pena de
2 a 5 anos de reclusão e multa (se possível, ler a lei
http://www.planalto.gov.br/Ccivil_03/Leis/L7853.htm )

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

SÚMULA 377/STJ – O portador de visão monocular tem direito de concorrer, em concurso


público, às vagas reservadas aos deficientes

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 552/STJ – O portador de surdez unilateral não se qualifica como pessoa como
deficiência para o fim de disputar as vagas reservadas em concursos públicos.

Embora não seja súmula, consideramos prudente dar ciência quanto ao seguinte julgado,
proferido em sede de controle de constitucionalidade pelo STF:

São constitucionais o art. 28, § 1º e o art. 30 da Lei nº 13.146/2015, que determinam que
as escolas privadas ofereçam atendimento educacional adequado e inclusivo às pessoas
com deficiência sem que possam cobrar valores adicionais de qualquer natureza em suas
mensalidades, anuidades e matrículas para cumprimento dessa obrigação. STF. Plenário.
ADI 5357 MC-Referendo/DF, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 9/6/2016 (Info 829).

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 50/60 – PENAL e PROCESSO PENAL

• Leitura Lei 11.343/06 (Lei de Drogas)


• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre a Lei de Drogas
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – essencial a leitura dos “lembretes
pontuais” abaixo. É uma lei sempre cobrada em concursos e pode vir na matéria de penal
ou de processo penal, por isso destinamos um dia inteiro ao seu estudo.
• Todos os temas são importantes, mas atenção REDOBRADA ao crime previsto no art.
28, à causa de diminuição de pena prevista no art. 33, §4º, às causas de aumento (art.
40); aos critérios para fixação da pena (art. 42) e ao procedimento especial (art. 54 a 58)

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):

ARTIGO 28 – PORTE OU POSSE DE DROGAS PARA CONSUMO PESSOAL


• Lembrar que a lei de drogas não descriminalizou a conduta de quem adquirir, guardar,
tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas. O que
houve, segundo os tribunais superiores, foi uma despenalização, já que não mais se aplica
pena privativa de liberdade. Por esse motivo, o STJ já decidiu que a condenação definitiva
anterior por porte de substância entorpecente para uso próprio, prevista no art. 28 da
Lei 11.343/2006, gera reincidência. Alguns autores defendem que nem mesmo
despenalização houve, já que ainda há penas aplicáveis, de modo que teria havido apenas
descarcerização ou desprisionalização, pela impossibilidade de aplicação de penas
privativas de liberdade.
• As penas restritivas de direitos previstas para o crime diferem daquelas previstas no
Código Penal, porque não são substitutivas da pena privativa de liberdade e nem
conversíveis em pena privativa de liberdade quando ocorre seu descumprimento.

Elas têm a duração máxima de cinco meses, ou dez se o agente for reincidente e, em caso
de descumprimento, o juiz apenas pode submeter o agente a admoestação verbal ou
aplicação de multa. São elas:

➢ I - advertência sobre os efeitos das drogas;


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Direcionamento Analista MPSP 2018

➢ II - prestação de serviços à comunidade;


➢ III -medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.
• Há julgado isolados no STF admitindo a aplicação do princípio da insignificância nesse
crime, mas prevalece na doutrina e no âmbito dos tribunais superiores, de forma
majoritária, a impossibilidade de sua aplicação, haja vista que a pequena quantidade de
drogas costuma ser inerente ao tipo penal.
• A lei não estabelece em abstrato a quantidade de drogas para que se configure ou não
o tráfico de drogas ou o crime em comento, mas sim os critérios a serem utilizados na
análise do caso concreto:
➢ § 2º: Para determinar se a droga destinava-se a consumo pessoal, o juiz atenderá
à natureza e à quantidade da substância apreendida, ao local e às condições em
que se desenvolveu a ação, às circunstâncias sociais e pessoais, bem como à
conduta e aos antecedentes do agente.
• Prazo prescricional: dois anos, observadas as demais regras do CP. Assim, o prazo pode
ser reduzido para um ano no caso de agente menor de vinte e um anos à época do fato
ou maior de 70 à época da sentença. É o menor prazo prescricional previsto no
ordenamento jurídico brasileiro.

CRIMES PREVISTOS NA LEI DE DROGAS - NORMA PENAL EM BRANCO HETEROGÊNEA –


preceito primário depende de uma complementação idônea a conceituar a expressão
“droga” - no caso, o complemento é feito pela Portaria SVS/MS 344/98.

“TRÁFICO DE DROGAS PRIVILEGIADO” – Art. 33, §4º - Nos delitos definidos no caput e no
§ 1o deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a
conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons
antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização
criminosa.
• Foi declarada inconstitucional a expressão “vedada a conversão em penas restritivas
de direitos”, por isso ela aparece tachada e é, portanto, permitida a referida conversão.
• Quantum de diminuição da pena: O tema é polêmico, mas prevalece que podem ser
considerados os critérios do art. 42, entre eles, a natureza e quantidade da droga para

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Direcionamento Analista MPSP 2018

estabelecer o patamar de diminuição, mas deve-se atentar para não haver dupla
valoração da mesma circunstância na primeira e terceira fases de dosimetria da pena.
Ressalve-se que nada impede, porém, que seja a natureza e quantidade da droga um
indicativo de que o agente integra organização criminosa e assim, obste a aplicação da
causa de diminuição, a depender do caso concreto.
• Hediondez: no âmbito dos tribunais superiores, prevalece atualmente que o crime de
tráfico de drogas com a causa de diminuição de pena não é crime equiparado a hediondo,
o que acarretou o cancelamento da súmula 512 do STJ que dispunha de modo diverso
➢ Há forte corrente, inclusive no âmbito do MPSP, que defende que uma causa de
diminuição de pena não altera a natureza de crime equiparado a hediondo, pois não
cria crime diverso e a equiparação atende ao mandado constitucional de
criminalização.
➢ Se cair na prova, atentar para o enunciado, mas, na dúvida, responder que o tráfico
de drogas em que incide a causa de diminuição de pena em comento não é crime
equiparado a hediondo
PETRECHOS PARA O TRÁFICO (art. 34) – exceção à regra da atipicidade dos atos
preparatórios. Se houver a prática simultânea do crime de tráfico de drogas, este absorve
o crime previsto no art. 34, pelo princípio da consunção.
ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO (Art. 35) – imprescindível o dolo de se associar com
estabilidade e permanência (reunião ocasional de duas ou mais pessoas não configura o
delito)
CAUSAS DE AUMENTO DE PENA – Leitura atenta dos incisos do art. 40, e atentar para as
seguintes peculiaridades:
➢ Transnacionalidade do delito (inciso I) – não é preciso que tenha havido a efetiva
transposição de fronteiras, mas sim que as circunstâncias revelem que o agente
pretendia ingressar com a droga no país ou dele sair com a droga.
▪ Súmula 607-STJ: A majorante do tráfico transnacional de drogas (art. 40, I, da Lei
nº 11.343/2006) configura-se com a prova da destinação internacional das drogas,
ainda que não consumada a transposição de fronteiras.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

➢ Proximidade com hospitais, recintos estudantis, entidades beneficentes ou serviços


de reinserção social (inciso III) – não há um critério objetivo para mensurar a distância
que configura “imediações”, essa análise fica a critério do julgador. Não se exige que
a droga seja consumida ou destinada para as pessoas que frequentam tais recintos,
pois a lei presume a vulnerabilidade e a maior facilidade da distribuição das drogas em
tais locais.
▪ Atentar, contudo, para o recente entendimento do STJ, no sentido de que não
incide a causa de aumento em questão se o crime foi praticado em dia e horário
em que a escola estava fechada, sem que houvessem pessoas em seu interior
(informativo 622/STJ – pela importância, serão transcritos os referidos
entendimentos abaixo:

A prática do delito de tráfico de drogas nas proximidades de estabelecimentos de


ensino (art. 40, III, da Lei 11.343/06) enseja a aplicação da majorante, sendo
desnecessária a prova de que o ilícito visava atingir os frequentadores desse local.
Para a incidência da majorante prevista no art. 40, inciso III, da Lei nº 11.343/2006
é desnecessária a efetiva comprovação de que a mercancia tinha por objetivo
atingir os estudantes, sendo suficiente que a prática ilícita tenha ocorrido em locais
próximos, ou seja, nas imediações de tais estabelecimentos, diante da exposição
de pessoas ao risco inerente à atividade criminosa da narcotraficância. STJ. 6ª
Turma. AgRg no REsp 1558551/MG, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em
12/09/2017. STJ. 6ª Turma. HC 359.088/SP. Maria Thereza de Assis Moura, julgado
em 04/10/2016.

Não incide a causa de aumento de pena prevista no art. 40, inciso III, da Lei nº
11.343/2006, se a prática de narcotraficância ocorrer em dia e horário em que não
facilite a prática criminosa e a disseminação de drogas em área de maior
aglomeração de pessoas. Ex: se o tráfico de drogas é praticado no domingo de
madrugada, dia e horário em que o estabelecimento de ensino não estava
funcionando, não deve incidir a majorante. STJ. 6ª Turma. REsp 1.719.792-MG, Rel.
Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 13/03/2018 (Info 622).

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Direcionamento Analista MPSP 2018

• Ainda quanto ao inc. III, quanto ao tráfico de drogas cometido em transporte público
o entendimento que prevalece é distinto. Entende a jurisprudência que é preciso a efetiva
comercialização no interior do veículo de transporte público ou suas proximidades, como
estações de trem e rodoviárias para incidir a majorante.
• Emprego de arma de fogo (inc. IV) – importante saber que tem prevalecido em âmbito
jurisprudencial que pode haver concurso de crimes entre o tráfico, com esta causa de
aumento, e o crime de porte ou posse de arma do Estatuto do Desarmamento, por
violarem bens jurídicos distintos, desde que comprovado que a arma foi empregada no
âmbito do tráfico de drogas com o fim de intimidação difusa ou coletiva. Parte da
doutrina entende que tal situação configuraria bis in idem.
• Tráfico Interestadual (inc. V) – mesmo raciocínio do inc. I.
➢ Súmula 587 do STJ: Para a incidência da majorante prevista no artigo 40, inciso V,
da lei 11.343/06 é desnecessária a efetiva transposição de fronteiras entre Estados da
Federação, sendo suficiente a demonstração inequívoca da intenção de realizar o
tráfico interestadual.
• Envolvimento da criança ou adolescente – pelo princípio da especialidade, se o tráfico
de drogas for praticado com criança ou adolescente ou visando atingi-la, o agente não
responderá pelo crime de corrupção de menores, mas tão somente pelo crime de tráfico
de drogas, majorado por este inciso.
➢ Caso haja dúvidas quanto a essa observação, recomendamos a seguinte leitura:
https://www.dizerodireito.com.br/2017/02/agente-que-pratica-delitos-da-lei-
de.html

INIMPUTABILIDADE E SEMIIMPUTABILIDADE – (Arts. 45 e 46) - É isento de pena o agente


que, em razão da dependência, ou sob o efeito, proveniente de caso fortuito ou força
maior, de droga, era, ao tempo da ação ou da omissão, qualquer que tenha sido a infração
penal praticada, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de
determinar-se de acordo com esse entendimento. – Aplicam-se esses artigos não apenas
aos crimes previstos na Lei de Drogas, mas a quaisquer crimes!

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Direcionamento Analista MPSP 2018

PROCEDIMENTO ESPECIAL
• Inquérito Policial tem prazo de conclusão diferenciado: 30 dias para réu preso e 90
dias para réu solto.
• Possibilidade de infiltração de agentes e ação controlada/flagrante diferido (art. 53) –
nos mesmos moldes da Lei de Organização Criminosa
• Defesa prévia (art. 55) – o acusado é notificado ( e não citado) para apresentar defesa
prévia no prazo de dez dias, na qual poderá arguir tudo que interesse à sua defesa arrolar
até cinco testemunhas (mesmo número da acusação). Caso não o faça, o juiz deve
nomear defensor para oferecer a defesa prévia.
• Recebimento da denúncia (art. 56) somente após análise da defesa prévia, o juiz
poderá decidir pelo recebimento da denúncia e então ordenará a citação do acusado e a
designação de audiência, que deverá ser realizada em 30 dias, salvo se determinada a
realização de avaliação para atestar dependência de drogas, quando se realizará em 90
dias.
• Interrogatório (art. 57) – A lei prevê o interrogatório como primeiro ato. Entretanto,

os tribunais superiores têm entendido que mesmo no procedimento especial da Lei de


Drogas, o interrogatório deve ser o último ato da instrução, como corolário do princípio
da ampla defesa. Pela importância, transcrevemos o julgado noticiado no Informativo
609/STJ:
O art. 400 do CPP prevê que o interrogatório deverá ser realizado como último ato da
instrução criminal. Essa regra deve ser aplicada nos processos penais militares; nos
processos penais eleitorais e em todos os procedimentos penais regidos por legislação
especial (ex: lei de drogas). Essa tese acima exposta (interrogatório como último ato da
instrução em todos os procedimentos penais) só se tornou obrigatória a partir da data de
publicação da ata de julgamento do HC 127900/AM pelo STF, ou seja, do dia 11/03/2016
em diante. Os interrogatórios realizados nos processos penais militares, eleitorais e da lei
de drogas até o dia 10/03/2016 são válidos mesmo que tenham sido efetivados como o
primeiro ato da instrução. STF. Plenário. HC 127900/AM, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado

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Direcionamento Analista MPSP 2018

em 3/3/2016 (Info 816). STJ. 6ª Turma. HC 397382-SC, Rel. Min. Maria Thereza de Assis
Moura, julgado em 3/8/2017 (Info 609 – Dizer o Direito)
• Inaplicabilidade do art. 59 (réu pode apelar sem se recolher à prisão) – Súmula

347/STJ.

LAUDO PERICIAL – Recordar-se que o laudo de constatação é suficiente como prova de


materialidade delitiva para o oferecimento da denúncia, mas que prevalece ser
necessário o laudo toxicológico para que haja condenação do acusado. Saber, porém,
que em situações excepcionais o Superior Tribunal de Justiça admite que a materialidade
do crime de tráfico de drogas seja comprovada pelo próprio laudo de constatação
provisório. Isso apenas é possível em situações em que a constatação permite grau de
certeza correspondente ao laudo definitivo, pois elaborado por perito oficial, em
procedimento e com conclusões equivalentes e sobre substâncias já conhecidas, que não
demandam exame complexo.

APREENSÃO E DESTINAÇÃO DE BENS – Lembrar que o tratamento dispensado aos bens


apreendidos em decorrência do tráfico de drogas é mais severo do que o estabelecido
pelo Código de Processo Penal.

➢ É possível o confisco de todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em


decorrência do tráfico de drogas, sem a necessidade de se perquirir a habitualidade,
reiteração do uso do bem para tal finalidade, a sua modificação para dificultar a
descoberta do local do acondicionamento da droga ou qualquer outro requisito além
daqueles previstos expressamente no art. 243, parágrafo único, da Constituição
Federal. STF. Plenário. RE 638491/PR, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 17/5/2017
(repercussão geral) (Info 865).
➢ Art. 243. As propriedades rurais e urbanas de qualquer região do País onde forem
localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas ou a exploração de trabalho
escravo na forma da lei serão expropriadas e destinadas à reforma agrária e a
programas de habitação popular, sem qualquer indenização ao proprietário e sem
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Direcionamento Analista MPSP 2018

prejuízo de outras sanções previstas em lei, observado, no que couber, o disposto no


art. 5º. Parágrafo único. Todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em
decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e da exploração de
trabalho escravo será confiscado e reverterá a fundo especial com destinação
específica, na forma da lei.

SÚMULAS APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

SÚMULA 501/STJ – É cabível a aplicação retroativa da Lei 11.343/06, desde que o


resultado da incidência das suas disposições, na íntegra, seja mais favorável ao réu do
que o advindo da aplicação da Lei 6.368/76, sendo vedada a combinação de leis.

SÚMULA 587/STJ - Para a incidência da majorante prevista no artigo 40, inciso V, da lei
11.343/06 é desnecessária a efetiva transposição de fronteiras entre Estados da
Federação, sendo suficiente a demonstração inequívoca da intenção de realizar o
tráfico interestadual.

SÚMULA 607-STJ: A majorante do tráfico transnacional de drogas (art. 40, I, da Lei nº


11.343/2006) configura-se com a prova da destinação internacional das drogas, ainda
que não consumada a transposição de fronteiras.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 51/60 – PROCESSO PENAL

• Leitura: Lei de Execução Penal (Lei 7.210/84)


• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre execução penal.
• Os temas mais importantes do dia são: falta grave, regime disciplinar diferenciado e
execução da pena privativa de liberdade.

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):


FALTA GRAVE: A lei de execução penal disciplina as faltas graves (arts. 50 e 51) e a
legislação local pode definir faltas médias e leves (não é necessário que seja por lei em
sentido estrito, pode ser por decreto).
➢ Atenção: Pune-se a tentativa com a sanção correspondente à falta consumada, mas
nada impede que o juiz considere a tentativa na fixação da natureza ou duração da
punição.
➢ O trabalho é dever do preso, portanto a sua recusa injustificada configura falta
grave.
➢ Devido processo legal: para que se reconheça a prática da falta grave é
imprescindível a instauração de processo administrativo assegurado o direito de
defesa (não se aplica a este procedimento a SV nº 5 – isso já foi cobrado em prova!)
** Vide Súmula 533/STJ
➢ Atenção ao inciso VII – Pratica falta grave o preso que tiver em sua posse, utilizar
ou fornecer aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com
outros presos ou com o ambiente externo – STJ tem entendido que também pratica a
falta grave prevista nesse inciso, quem tenha em sua posse componente essencial ao
funcionamento de celular (por exemplo, o chip). Se o componente não for essencial,
não configura (por exemplo, fone de ouvido).

REGIME DISCIPLINAR DIFERENCIADO – Atenção para as características trazidas pelos


incisos e parágrafos do art. 52 – normalmente é o que cai em prova.

➢ Lembrar que não é necessária a condenação com trânsito em julgado para que seja
reconhecida a prática de falta grave decorrente da prática do crime doloso, conforme
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Direcionamento Analista MPSP 2018

dispõe a súmula 526 do STJ “O reconhecimento de falta grave decorrente do


cometimento de fato definido como crime doloso no cumprimento da pena prescinde
do trânsito em julgado de sentença penal condenatória no processo penal instaurado
para apuração do fato.”
➢ Importante: a inclusão no RDD depende de decisão judicial. Contudo, é possível
que a autoridade administrativa decrete o isolamento preventivo do faltoso pelo prazo
máximo de dez dias, com comunicação ao juiz para que este decida sobre a inclusão
cautelar no RDD.(art. 60)

EXECUÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE – Atenção para a diferenciação de


permissão de saída e saída temporária (arts. 120 a 125) e também para as hipóteses de
remição da pena pelo trabalho, estudo e leitura.

PERMISSÃO DE SAÍDA X SAÍDA TEMPORÁRIA

PERMISSÃO DE SAÍDA SAÍDA TEMPORÁRIA


Presos em regime fechado ou semiaberto Presos em regime semiaberto

Saída com escolta Não há vigilância direta, mas pode haver


monitoramento eletrônico

Necessário comportamento adequado,


cumprimento mínimo de 1/6 da pena se o
condenado for primário e ¼ se reincidente
e compatibilidade do benefício com os
objetivos da pena

Falecimento ou doença grave do cônjuge, Visita à família


companheiro, ascendente, descendente
ou irmão

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Direcionamento Analista MPSP 2018

Frequência a curso supletivo


Necessidade de tratamento médico profissionalizante ou de instrução do 2º
grau ou superior, na comarca do juízo da
Execução.
Participação em atividades que
concorram para o retorno ao convívio
social
Permissão concedida pelo diretor do Autorização concedida pelo juiz da
estabelecimento execução

Prazo não superior a 7 dias.

Pode ser renovada por mais 4 vezes


durante o ano

Quando se tratar de cursos, o tempo de


saída será o necessário para o
cumprimento das atividades discentes

Nos demais casos, as autorizações de


saída somente poderão ser concedidas
com prazo mínimo e 45 dias de intervalo
entre uma a outra.

REMIÇÃO PELO TRABALHO X REMIÇÃO PELO ESTUDO

(Quadro: DIZER O DIREITO)

Remição pelo TRABALHO Remição pelo ESTUDO


A cada 3 dias de trabalho, A cada 12 horas de estudo,

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Direcionamento Analista MPSP 2018

diminui 1 dia de pena. diminui 1 dia de pena.

Obs: somente poderá ser considerado Obs: as 12 horas de estudo deverão ser
para fins de remição, os dias em que o divididas em, no mínimo, 3 dias.
condenado cumprir a jornada normal de
trabalho, que não pode ser inferior a 6h
nem superior a 8h (art. 33).
Somente é aplicada se o condenado Pode ser aplicada ao condenado que
cumpre pena em regime cumpra pena em regime fechado,
fechado ou semiaberto. semiaberto, aberto ou, ainda, que esteja
em livramento condicional.
Obs: não se aplica se o condenado
estiver cumprindo pena no regime Atenção: perceba a diferença em
aberto ou se estiver em livramento relação à remição pelo trabalho.
condicional.

Atenção, ainda, para a possibilidade de remição pela leitura, considerada estudo, em


verdadeira analogia in bonan partem operada pelos tribunais superiores e pela
Recomendação nº 44/2013 – CNJ. Nesse sentido:

A atividade de leitura pode ser considerada para fins de remição de parte do tempo de
execução da pena. STJ. 6ª Turma. HC 312.486-SP, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado
em 9/6/2015 (Info 564).

➢ Atenção: O fato de o estabelecimento penal onde se encontra o detento assegurar


acesso a atividades laborais e à educação formal, não impede que ele obtenha
também a remição pela leitura, que é atividade complementar, mas não subsidiária,
podendo ocorrer concomitantemente, havendo compatibilidade de horários. STJ. 5ª
Turma. HC 353.689-SP, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 14/6/2016 (Info 587).

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Direcionamento Analista MPSP 2018

➢ Pode ser um diferencial saber, inclusive em eventual segunda fase, que a


Recomendação 44/2013 CNJ preconiza que deve-se tentar estabelecer, como critério
objetivo, que o preso terá o prazo de 21 (vinte e um) a 30 (trinta) dias para a leitura
da obra, apresentando ao final do período resenha a respeito do assunto,
possibilitando, segundo critério legal de avaliação, a remição de 4 (quatro) dias de sua
pena e ao final de até 12 (doze) obras efetivamente lidas e avaliadas, a possibilidade
de remir 48 (quarenta e oito) dias, no prazo de 12 (doze) meses, de acordo com a
capacidade gerencial da unidade prisional (http://www.cnj.jus.br/busca-atos-
adm?documento=1235) (Leitura facultativa)

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA


Muita atenção às súmulas dessa matéria! São comumente cobradas em prova!

SÚMULA 192/STJ – Compete ao juízo das execuções penais do Estado a execução das
penas impostas a sentenciados pela Justiça Federal, Militar ou Eleitoral, quando
recolhidos a estabelecimentos sujeitos à administração estadual.

SÚMULA 471/STJ – Os condenados por crimes hediondos ou assemelhados cometidos


antes da vigência da Lei nº 11.646/2007 sujeitam-se ao disposto no artigo 112 da Lei
7.210/1994 (Lei de Execução Penal) para a progressão de regime prisional.

SÚMULA 439/STJ – Admite-se o exame criminológico pelas peculiaridades do caso, desde


que em decisão motivada.

SÚMULA 520/STJ – O benefício de saída temporária no âmbito da execução penal é ato


jurisdicional insuscetível de delegação à autoridade administrativa do estabelecimento
prisional
Atenção: a despeito desta Súmula, o STJ entende que é possível a fixação de um
calendário anual de saídas temporárias por ato judicial único, desde que seja o juízo da
execução a fazê-lo, e não delegando a escolha de datas específicas à autoridade prisional.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 40/STJ – Para obtenção dos benefícios de saída temporária e trabalho externo,
considera-se o tempo de cumprimento da pena no regime fechado.

SÚMULA 341/STJ - A frequência a curso de ensino formal é causa de remição de parte do


tempo de execução da pena sob regime fechado ou semiaberto.
Atenção: de acordo com o entendimento atual, a súmula está incompleta, pois
atualmente prevalece que também é causa de remição da pena sob regime aberto.

SÚMULA 533/STJ – Para o reconhecimento da prática de falta disciplinar no âmbito da


execução penal, é imprescindível a instauração de procedimento administrativo pelo
diretor do estabelecimento prisional, assegurado o direito de defesa, a ser realizado por
advogado constituído ou defensor público.

SÚMULA 526/STJ – O reconhecimento de falta grave decorrente do cometimento de fato


definido como crime doloso no cumprimento da pena prescinde do trânsito em julgado
da sentença penal condenatória no processo penal instaurado para apuração do fato.

SÚMULA 441/STJ – A falta grave não interrompe o prazo para obtenção do livramento
condicional.

SÚMULA 534/STJ – A prática de falta grave interrompe a contagem do prazo para a


progressão do regime de cumprimento de pena, o qual se reinicia a partir do
cometimento dessa infração.

SÚMULA 535/STJ – A prática de falta grave não interrompe o prazo para fim de comutação
de pena ou indulto.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA VINCULANTE 9/STF – O disposto no artigo 127 da Lei 7.210/84 foi recebido pela
ordem constitucional vigente e não se lhe aplica o limite temporal previsto no caput do
artigo 58.
Art. 127. Em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até 1/3 (um terço) do tempo
remido, observado o disposto no art. 57, recomeçando a contagem a partir da data da
infração disciplinar.
Art. 58. O isolamento, a suspensão e a restrição de direitos não poderão exceder a trinta
dias, ressalvada a hipótese do regime disciplinar diferenciado.

SÚMULA 715/STF – A pena unificada para atender ao limite de trinta anos de


cumprimento, determinado pelo art. 75 do Código Penal, não é considerada para a
concessão de outros benefícios, como o livramento condicional ou regime mais favorável
de execução.

SÚMULA VINCULANTE 26/STF - Para efeito de progressão de regime de cumprimento de


pena, por crime hediondo ou equiparado, praticado antes de 29 de março de 2007, o juiz
da execução, ante a inconstitucionalidade do artigo 2º, parágrafo 1º, da Lei 8.072/90,
aplicará o artigo 112 da Lei de Execuções Penais, na redação original, sem prejuízo de
avaliar se o condenado preenche ou não os requisitos objetivos e subjetivos do benefício,
podendo determinar, para tal fim, de modo fundamentado, a realização de exame
criminológico.

SÚMULA 716/STF – Admite-se a progressão de regime de cumprimento de pena ou a


aplicação imediata de regime menos severo nela determinada, antes do trânsito em
julgado da sentença condenatória.

SÚMULA 562/STJ – É possível a remição de parte do tempo de execução da pena quando


o condenado, em regime fechado ou semiaberto, desempenha atividade laborativa,
ainda que extramuros.

SÚMULA 491/STJ – É inadmissível a chamada progressão per saltum de regime prisional.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 493/ STJ: É inadmissível a fixação de pena substitutiva (art. 44 do CP) como
condição especial ao regime aberto.

SÚMULA VINCULANTE 56/STF - A falta de estabelecimento penal adequado não autoriza


a manutenção do condenado em regime prisional mais gravoso, devendo-se observar,
nessa hipótese, os parâmetros fixados no RE 641.320/RS.
Parâmetros (STF. Plenário. RE 641320/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 11/5/2016 (repercussão geral) (Info 825).

➢ Os juízes da execução penal podem avaliar os estabelecimentos destinados aos


regimes semiaberto e aberto, para qualificação como adequados a tais regimes. São
aceitáveis estabelecimentos que não se qualifiquem como “colônia agrícola,
industrial” (regime semiaberto) ou “casa de albergado ou estabelecimento adequado”
(regime aberto) (art. 33, §1º, “b” e “c”, do CP). No entanto, não deverá haver
alojamento conjunto de presos dos regimes semiaberto e aberto com presos do
regime fechado.
➢ Havendo “déficit” de vagas, deve ser determinada: 1) a saída antecipada de
sentenciado no regime com falta de vagas; 2) a liberdade eletronicamente monitorada
ao sentenciado que sai antecipadamente ou é posto em prisão domiciliar por falta de
vagas; 3) o cumprimento de penas restritivas de direito e/ou estudo ao sentenciado
que progrida ao regime aberto.
➢ Até que sejam estruturadas as medidas alternativas propostas, poderá ser deferida
a prisão domiciliar ao sentenciado.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 52/60 – CIVIL

• Leitura:
➢ Lei de Registros Públicos (Lei 6.015/73)
➢ Lei 9278/96 (Lei União Estável)
➢ Provimento CNJ 37/2014
➢ Resolução CNJ 175/2013
➢ Lei 8.009/90 (Bem de Família)
• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre Registros Públicos e Bem de
Família.
• A Lei de Registros Públicos é extensa e pouco cobrada. Se considerarem a leitura muito
enfadonha, foquem apenas nos temas indicados abaixo como mais importantes e leiam
os lembretes pontuais, são minhas apostas para a prova, caso realmente seja cobrada.
• Os temas mais importantes da LRP são: Arts. 8º a 32; 46 a 113, 212 a 216-A e 260 a
265. Ler os demais atos normativos na integralidade.
• Os demais atos normativos indicados no dia de hoje devem ser lidos na integralidade,
pois são extremamente curtos e estão expressamente destacados no edital.

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):


BEM DE FAMÍLIA LEGAL BEM DE FAMÍLIA CONVENCIONAL
instituto regulado pela Lei nº 8.009/90) previsto nos arts. 1711 a 1722 do Código
Civil e na LRP
A Lei considera que o imóvel (só um Podem os cônjuges, ou a entidade
imóvel) pertencente à família ou à familiar, ou terceiro mediante a aceitação
entidade familiar não pode ser, em regra, expressa destes, mediante escritura
penhorado para pagamento de dívidas, pública ou testamento, destinar parte de
salvo nas hipóteses excepcionais previstas seu patrimônio para instituir bem de
no art. 3º da Lei. família, desde que não ultrapasse um
terço do patrimônio líquido existente ao
tempo da instituição, mantidas as regras

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Direcionamento Analista MPSP 2018

sobre a impenhorabilidade do imóvel


residencial estabelecida em lei especial.

Atenção para relevantes entendimentos do STJ acerca do bem de família legal:


• A impenhorabilidade do bem de família no qual reside o sócio devedor não é afastada
pelo fato de o imóvel pertencer à sociedade empresária. STJ. (Info 579).
• Faz jus aos benefícios da Lei n. 8.009 /1990 o devedor que, mesmo não residindo no
único imóvel que lhe pertence, utiliza o valor obtido com a locação desse bem como
complemento da renda familiar, considerando que o objetivo da norma é o de garantir a
moradia familiar ou a subsistência da família. (Info 365/STJ – Vide Súmula 486/STJ)
• O bem de família é um instituto que visa a assegurar o direito fundamento à moradia
(art. 6º, caput, da CF/88), sendo um corolário da dignidade da pessoa humana, razão pela
qual é preciso que seja dada uma interpretação ampliativa à proteção legal.

Atenção para as alterações propiciadas na LRP pela Lei 13.484/2017 (Comentários


extraídos do site DIZER O DIREITO):

https://www.dizerodireito.com.br/2017/09/comentarios-lei-134842017-
naturalidade.html

• Naturalidade: a Lei nº 13.484/2017 alterou a LRP para prever que se a criança nasceu
em cidade diferente daquela onde mora sua mãe, ela poderá ser registrada como sendo
natural do local de nascimento ou do Município onde reside sua genitora (art. 54, §4º)
• Assento de Casamento: A Lei nº 13.484/2017 determinou que no assento do
casamento deverá constar expressamente a naturalidade dos cônjuges. (Art. 70, 1º)
• Registros Civis como ofícios da cidadania: A Lei nº 13.484/2017 autorizou que os
cartórios de RCPN prestem outros serviços remunerados à população (por exemplo,
emissão de outros documentos como RG). (Art. 29, §3º e 4º)

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Direcionamento Analista MPSP 2018

• Certidão de óbito lavrada no local de residência do falecido: A Lei 13.484/2017


acrescentou a possibilidade de a certidão de óbito ser expedida pelo oficial do Registro
Civil do lugar de residência do falecido quando a morte ocorrer em local diverso do seu
domicílio. (Art. 77)
• Desnecessidade de oitiva do Ministério Público para averbações: Em regra: não é
necessária a oitiva do Ministério Público para que o oficial do Registro faça as averbações.
A exceção será nas hipóteses em que o oficial suspeitar de fraude, falsidade ou má-fé nas
declarações ou na documentação apresentada para fins de averbação, não praticará o
ato pretendido e submeterá o caso ao representante do Ministério Público para
manifestação, com a indicação, por escrito, dos motivos da suspeita (art. 97, parágrafo
único)

Usucapião Extrajudicial (Comentários retirados de artigo do Professor Tartuce)

• O procedimento deverá ser deflagrado perante o cartório do registro de imóveis com


atribuição na localidade em que se situar o imóvel usucapiendo.
• Além da ata notarial como documento indispensável, o requerente deverá
providenciar planta e memorial descritivo do imóvel assinada por profissional
devidamente habilitado por seu órgão de classe, certidões pessoais do requerente e
também do imóvel, juntar documentos que sirvam como demonstração de justo título
ou quaisquer outros que se mostrem pertinentes para o deferimento do pleito como, por
exemplo, a quitação dos impostos e taxas que incidam sobre o imóvel.
• Se houver dificuldade com a colheita desses documentos, poderá o interessado
suscitar uma justificação administrativa perante a própria serventia extrajudicial,
observando-se o disposto no parágrafo quinto do artigo 381 e o procedimento previsto
nos artigos 382 e 383 do Código de Processo Civil.
• A planta também deverá estar subscrita pelos titulares de direitos reais sobre o imóvel,
assim como pelos confinantes a fim de se explicitar que não há litígio na medida, pois se
houver, inevitável será a submissão da pretensão ao Poder Judiciário, modo tradicional
de reconhecimento da propriedade pela via da usucapião. Se o imóvel usucapiendo for

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Direcionamento Analista MPSP 2018

unidade autônoma em condomínio edilício bastará a notificação do síndico, sendo


dispensada a notificação dos outros condôminos.
• Se a planta não contiver a assinatura e qualquer um dos titulares de direitos
registrados ou averbados na matrícula do imóvel usucapiendo ou na matrícula dos
imóveis confinantes, o titular será notificado pelo registrador competente, pessoalmente
ou pelo correio com aviso de recebimento, para manifestar consentimento expresso em
quinze dias, interpretado o silêncio como concordância. (atenção, que a chance de
colocarem na prova “silêncio como recusa” e na falta de atenção errar é grande, lembrar
que, aqui na usucapião extrajudicial, o silêncio é concordância)
• Se houver impugnação especificada por qualquer interessado, o registrador não
deverá dirimir o conflito, sendo seu poder-dever o de encaminhar os autos
imediatamente ao juízo competente (não será possível a solução pela via extrajudicial).

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

BEM DE FAMÍLIA
SÚMULA 364/STJ – O conceito de impenhorabilidade de bem de família abrange também
o imóvel pertencente a pessoas solteiras, separadas e viúvas.

SÚMULA 449/STJ – A vaga de garagem que possui matrícula própria no registro de imóveis
não constitui bem de família para efeito de penhora.

SÚMULA 486/STJ – É impenhorável o único imóvel residencial do devedor que esteja


locado a terceiros, desde que a renda obtida com a locação seja revertida para a
subsistência ou a moradia da sua família.

SÚMULA 549/STJ – É válida a penhora do bem de família pertencente a fiador de contrato


de locação.

4
Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 205/STJ – A Lei 8.009/80 aplica-se à penhora realizada antes de sua vigência.

REGISTROS PÚBLICOS – SÚMULA 259/STF – Para produzir efeito em juízo não é necessária
a inscrição, no registro público, de documentos de procedência estrangeira, autenticados
por via consular.

5
Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 53/60 – PENAL e PROCESSO PENAL

• Leitura:
➢ Lei 9.099/95 – Juizado Especial Criminal – arts. 60 a 92
➢ Lei 7.716/89 – Crimes resultantes de Preconceito.
• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre Juizado Especial Criminal e Crimes
resultantes de preconceito (da Lei 7.716/89 temos em nosso pacote de questões).
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – essencial a leitura dos “lembretes pontuais”
abaixo.
• Todos os temas são importantes, mas atenção REDOBRADA, no estudo do JECRIM, aos requisitos
distintos para proposta de transação penal e de suspensão condicional do processo.

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):

PRINCÍPIOS e OBJETIVOS DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL (art. 62) – Atenção pois a Lei 13.603/18
incluiu o princípio da simplicidade (verifique se seu vade mecum/material de estudos está
atualizado). Atualmente o Juizado Especial Criminal é regido, portanto, pelos princípios da
simplicidade, oralidade, informalidade, economia processual, celeridade e publicidade e tem os
objetivos de, sempre que possível, alcançar a reparação dos danos sofridos pela vítima e a aplicação
de pena não privativa de liberdade.

COMPETÊNCIA RATIONE LOCCI - O art. 63 determina que a competência do Juizado Especial Criminal
será determinada pelo lugar em que foi praticada a infração penal. Assim, para a doutrina
majoritária, o dispositivo adotou como regra a teoria da atividade, considerando que foi praticada
a infração penal no local em que se deu a ação ou omissão do agente, diferentemente do CPP que,
em regra, adota a teoria do resultado para definição de competência, já que o seu art. 70 dispõe
sobre que “A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração,
ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de execução”.

COMPETÊNCIA RATIONE MATERIAE – O critério para fixação de competência dos juizados especiais
criminais é o máximo da pena privativa de liberdade abstratamente cominada, sendo irrelevante a
1
Direcionamento Analista MPSP 2018

eventual previsão alternativa de pena de multa - Art. 61. Consideram-se infrações penais de menor
potencial ofensivo, para os efeitos desta Lei, as contravenções penais e os crimes a que a lei comine
pena máxima não superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não com multa.
➢ Não abrange crimes militares
➢ Não abrange crimes praticados em contexto de violência doméstica ou familiar contra a
mulher.
➢ Não abrange crimes eleitorais, mas a estes podem ser aplicados os benefícios
despenalizadores (transação penal e suspensão condicional do processo) quando cabíveis.
➢ Abrange, quanto ao procedimento aplicável, os crimes previstos no Estatuto do Idoso com
pena de até 4 anos, mas apenas o procedimento. Apenas se aplicam os benefícios
despenalizadores quando presentes seus requisitos subjetivos e objetivos.
➢ Na hipótese de concurso de crimes, deve ser considerada a soma ou a exasperação da pena,
conforme o caso, para a fixação de competência, considerando a pena máxima possível. (mesmo
raciocínio para causas de aumento de pena)
➢ Há duas correntes quanto à natureza dessa competência, mas, para fins de concurso,
prevalece que se trata de competência relativa e, portanto, sujeita à arguição oportuna pela
parte, sob pena de preclusão. Mas atenção, a regularidade do processo condiciona-se a que,
mesmo tramitando no juízo comum, seja analisada a possibilidade de aplicação de composição
de danos cíveis e dos institutos despenalizadores, quando cabíveis, garantindo assim a ausência
de prejuízo ao réu pela tramitação no juízo comum, que traz, inclusive, maiores oportunidades
de defesa.
➢ No Juizado Especial Criminal não há citação por edital, caso o autor do fato não seja
encontrado, os autos devem ser encaminhados ao juízo comum (Art. 66)

COMPETÊNCIA PARA JULGAR MANDADO DE SEGURANÇA

➢ Contra ato do magistrado do juizado especial criminal, compete o julgamento à Turma


Recursal
➢ Contra ato da Turma Recursal, a própria Turma Recursal.

2
Direcionamento Analista MPSP 2018

COMPETÊNCIA PARA JULGAR HABEAS CORPUS

➢ Contra ato do magistrado do juizado especial criminal, compete o julgamento à Turma


Recursal
➢ Contra ato da Turma Recursal, compete o julgamento ao Tribunal de Justiça correspondente.

FASE PRELIMINAR (QUADRO – PROFESSOR NORBERTO AVENNA)

PROCEDIMENT
O ANTERIOR
AO 1) Lavratura de 2) 3) Em
OFERECIMENT termo Encaminhamen audiência, o
O DE circunstanciad to do Termo juiz indagará as
DENÚNCIA OU o pela Circunstanciad partes quanto
QUEIXA autoridade o a juízo, que à possibilidade
policial irá designar de composição
competente audiência dos danos
preliminar, cíveis
intimando o
MP, o autor do
fato, a vítima e
o responsável
civil

3
Direcionamento Analista MPSP 2018

COMPOSIÇÃO DOS DANOS CÍVEIS

Partes compõem o Partes não compõem o


dano cível dano cível
Sendo crime de
ação penal pública Sendo crime de Sendo crime de Crime de ação penal
incondicionada ação penal ação penal privada ou pública
pública privada condicionada ou
Faculta-se ao MP condicionada incondicionada
propor transação
penal
Extingue-se
Extingue-se o o direito de Faculta-se a proposta
Não é proposta a É proposta a direito de
transação penal transação queixa e de transação penal
penal representação encerra-se o
e encerra-se o procedimen
procedimento to
Segue-se o Autor do Autor do É proposta
procedimento fato fato não transação penal Não é
sumaríssimo aceita a aceita a proposta a
(art. 77 ss) proposta proposta transação
Autor do penal
fato Autor do
aceita a fato não
proposta aceita a
Segue o proposta
Cumpridos os procedimento
termos, será sumaríssimo (art.
extinto o 77 ss)
procedimento Cumpridos os Segue o
termos, será procedimento
extinto o Segue o sumaríssimo
procedimento procedimento (art. 77 ss)
sumaríssimo
(Art. 77 e ss)

4
Direcionamento Analista MPSP 2018

PROCEDIMENTO COMUM SUMARÍSSIMO (QUADRO – PROFESSOR NORBERTO AVENNA)

PROCEDIMENTO COMUM
SUMARÍSSIMO

Inviabilizada a transação penal, serão


oferecidas denúncia ou queixa orais
(art. 77) Sendo complexo o fato, pode
o juiz encaminhar o feito o
juízo comum, onde serão
oferecidas denúncia ou
Ordem judicial de citação pessoal do queixa por escrito (art. 77,
ré para ciência da acusação e §2º)
comparecimento à audiência (art. 78)

Neste caso, o rito a er aplicado


Na audiência, o advogado do será o sumário (art. 538 CPP)
réu responderá a acusação

Juiz poderá rejeitar a


Não sendo caso de rejeição, o juiz receberá a denúncia ou a queixa,
inicial acusatória com
base no art 395 CPP
prosseguindo-se a audiência. ( Pode, ainda, verificar se é caso de proferir
sentença de absolvição sumária antes de prosseguir com a audiênca )(art.
397 CPP)

Encerra-se o
procedimento 1) Inquirição das
vítimas e 2) Interrogatório 4) Sentença, ao
testemunhas que do Réu 3) Debates final da
tenham sido Orais entres audiência
arroladas ou as partes
trazidas pelas
partes

5
Direcionamento Analista MPSP 2018

DIFERENÇAS TRANSAÇÃO PENAL E SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO

TRANSAÇÃO PENAL (art. 76) SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO (art.


89)
IMPO – qualquer contravenção penal ou Infração penal cuja pena mínima seja igual ou
crimes cuja pena máxima não seja superior a inferior a um ano.
dois anos
Não ser caso de arquivamento Denúncia deve ter sido oferecida
Não ter sido o autor do fato condenado pela O acusado não esteja sendo processado ou
prática de crime a pena privativa de liberdade não tenha sido condenado por outro crime
por sentença definitiva
Não ter sido o agente beneficiado Devem estar presentes os requisitos que
anteriormente, no prazo de cinco anos pelo autorizam a suspensão condicional da pena:
instituto da transação penal - condenado não reincidente em crime doloso
Indicarem os antecedentes, a conduta social e - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta
a personalidade do agente, bem como os social e personalidade do agente, bem como
motivos e as circunstâncias, ser necessária e os motivos e as circunstâncias autorizem a
suficiente a adoção da medida. concessão do benefício
Cumprida a transação, que consiste na Sujeita-se ao cumprimento de condições, pelo
aplicação imediata de pena restritiva de prazo de dois a quatro anos. Expirado o prazo
direitos ou multas, declara-se a extinção da sem revogação, declara-se a extinção da
punibilidade. punibilidade.

Não importará em reincidência, sendo Não importará em reincidência.


registrada apenas para impedir novamente o
mesmo benefício no prazo de cinco anos.
Descumprida a transação, o MP pode oferecer Descumpridas as condições, a suspensão é
denúncia e o processo segue seu curso. revogada e o processo retoma seu curso.

6
Direcionamento Analista MPSP 2018

Se presentes os requisitos, após o


oferecimento da denúncia deve ser oferecida
proposta de suspensão condicional do
processo

CRIMES RESULTANTES DE PRECONCEITO DE RAÇA E DE COR – Recordar-se que a lei 7.716/89 tipifica crimes
de preconceito relacionados a raça, cor, etnia, religião e procedência nacional.. Saber, porém, que o
preconceito relacionado a sexo e estado civil permanece tipificado em diversas contravenções penais
previstas na Lei 7.437/85. Ambas as leis não abarcam a homofobia ou o preconceito de gênero, por
exemplo, conforme já decidido pelo STF, em razão do princípio da reserva legal
➢ Para os crimes definidos nesta lei, exige-se dolo específico, ou seja, que a finalidade seja de
discriminação, ou seja, de tratar de forma diferente e prejudicial determinado indivíduo em
razão de suas características relacionadas a raça, cor, etnia, religião e procedência nacional.
➢ Efeitos da Condenação: não são automáticos, devem ser motivados na sentença. São eles:
▪ Perda de cargo ou função pública, caso o autor seja funcionário público.
▪ Suspensão do funcionamento do estabelecimento particular por prazo não superior a três
meses.
➢ Racismo é crime inafiançável e imprescritível – apenas os crimes de preconceito de raça se
enquadram nessa exceção constitucional.
➢ Atenção a outros dispositivos comumente cobrados em prova: art. 20 (caput, por ser
genérico, ao dispor que comete crime aquele que Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou
preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.) e seus parágrafos, em especial
o §1º , que tipifica a conduta de Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos,
emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para
fins de divulgação do nazismo.

7
Direcionamento Analista MPSP 2018

DIFERENÇAS ENTRE INJÚRIA DISCRIMINATÓRIA (CP) E O CRIME DO ART. 20 LEI 7716/89


(TABELA DO PROFESSOR GABRIEL HABIB)

ART. 140 §3º DO CP ART. 20 DA LEI 7.716/89


Bem jurídico honra subjetiva da pessoa dignidade da pessoa humana e o direito
tutelado à igualdade

Dolo do Ofender a pessoa, emitindo Fazer a distinção da pessoa justamente


agente conceitos depreciativos, em razão de sua raça, cor, etnia, religião
qualidades negativas em ou procedência nacional, sem emitir
relação à pessoa da vítima qualquer conceito depreciativo
Sujeito Determinado Indeterminado
passivo

SÚMULAS APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO


SÚMULA 696/STF – Reunidos os pressupostos legais permissivos da suspensão condicional do
processo, mas se recusando o Promotor de Justiça a propô-la, o juiz, dissentindo, remeterá a
questão ao Procurador-Geral, aplicando-se por analogia o art. 28 do Código de Processo Penal.

SÚMULA 723/STF – Não se admite a suspensão condicional do processo por crime continuado, se
a soma da pena mínima da infração mais grave com o aumento mínimo de um sexto for superior
a um ano.

SÚMULA 243/STJ – O benefício a suspensão do processo não é aplicável em relação Às infrações


penais cometidas em concurso material, concurso formal ou continuidade delitiva, quando a pena
mínima cominada, seja pelo somatório, seja pela incidência de majorante, ultrapassar o limite de
um ano.

8
Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 337/STJ – É cabível a suspensão condicional do processo na desclassificação do crime e


na procedência parcial da pretensão punitiva.

TRANSAÇÃO PENAL – SÚMULA VINCULANTE 35/STF – A homologação da transação penal prevista


no artigo 76 da Lei 9.099/1995 não faz coisa julgada material e, descumpridas suas cláusulas,
retoma-se a situação anterior, possibilitando-se ao Ministério Público a continuidade da
persecução penal mediante oferecimento da denúncia ou requisição de inquérito policial.

NÃO APLICAÇÃO DOS INSTITUTOS DESPENALIZADORES


SÚMULA 536/STJ – A suspensão condicional do processo e a transação penal não se aplicam na
hipótese de delitos sujeitos ao rito da Lei Maria da Penha.

ADI 3096/DF - Art. 94 da Lei n. 10.741/2003: Aplicação apenas do procedimento sumaríssimo


previsto na Lei n. 9.099/95: benefício do idoso com a celeridade processual. Impossibilidade de
aplicação de quaisquer medidas despenalizadoras e de interpretação benéfica ao autor do crime.
(Conforme já exposto, só se aplicam os institutos despenalizadores se presentes os requisitos legais
da própria 9.099. Em suma, apenas o procedimento é aplicável a crimes do Estatuto do idoso com
pena máxima igual ou inferior a 4 anos, mas para poder haver a transação penal tem que ter pena
máxima de até 2 anos e para suspensão condicional pena mínima de até 1 ano.)

9
Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 54/60 – PROCESSO CIVIL

• Leitura: Art. 719 a 765, CPC:


• Realização de ao menos 15 questões objetivas sobre os procedimentos de jurisdição
voluntária: Disposições gerais; alienações judiciais; divórcio, separação, extinção
consensual de união estável e alteração do regime de bens do matrimônio; testamentos
e codicilos; herança jacente; bens dos ausentes; coisas vagas; interdição, tutela e curatela
e estatuto da pessoa com deficiência; Organização e fiscalização das fundações.
• Todos os temas são importantes, mas essencial a atenção aos arts. 747 a 765, por
estarem mais relacionados à atuação do Ministério Público.

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ BOA CHANCE DE CAIR):

TESTAMENTOS E CODICILOS - Recordar que o Ministério Público deve ser ouvido


previamente ao registro e confirmação de testamento, como fiscal da ordem jurídica, por
expressa disposição legal.

HERANÇA JACENTE - Importante inovação do CPC/15 é a determinação de publicação do


edital na internet, com o fito de garantir maior publicidade, determinando, no art. 741,
que o edital seja publicado na rede mundial de computadores , no sítio do tribunal a que
estiver vinculado o juízo e na plataforma de editais do Conselho Nacional de Justiça, onde
permanecerá por 3 (três) meses, ou, não havendo sítio, no órgão oficial e na imprensa da
comarca, por 3 (três) vezes com intervalos de 1 (um) mês, para que os sucessores do
falecido venham a habilitar-se no prazo de 6 (seis) meses contado da primeira publicação.

INTERDIÇÃO/ CURATELA/ TUTELA – Recomendamos uma revisão breve do lembrete do


dia 42 (tópico: curatela, tutela e tomada de decisão apoiada) e a leitura atenta dos
dispositivos do CPC, buscando correlacionar com as disposições do CC, com atenção
especial às seguintes peculiaridades:

1
Direcionamento Analista MPSP 2018

➢ Com o novo regramento trazido pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência, a curatela
afetará apenas os atos relacionados aos direitos de natureza patrimonial e negocial,
não alcançando o direito ao próprio corpo, à sexualidade, ao matrimônio, à
privacidade, à educação, à saúde, ao trabalho e ao voto.
➢ A legitimidade do Ministério Público para promover a ação de interdição é
excepcional, apenas em caso de doença mental grave e se os demais legitimados a
promoverem ou forem incapazes (art. 748)
➢ Caso o “interditando” não constitua advogado, deverá ser nomeado curador
especial (defensoria pública)
➢ Lembrar que pode ser estabelecida a curatela compartilhada (art. 1775-A CC)
➢ SENTENÇA DE INTERDIÇÃO: deve indicar expressamente os limites da curatela e
considerar as características individuais do interdito, Lembrar da necessidade de
publicação da sentença de interdição na internet, visando à maior publicidade: Art.
755,§3º A sentença de interdição será inscrita no registro de pessoas naturais e
imediatamente publicada na rede mundial de computadores, no sítio do tribunal a que
estiver vinculado o juízo e na plataforma de editais do Conselho Nacional de Justiça,
onde permanecerá por 6 (seis) meses, na imprensa local, 1 (uma) vez, e no órgão
oficial, por 3 (três) vezes, com intervalo de 10 (dez) dias, constando do edital os nomes
do interdito e do curador, a causa da interdição, os limites da curatela e, não sendo
total a interdição, os atos que o interdito poderá praticar autonomamente.
➢ Remoção do tutor e do curador: Art. 761. Incumbe ao Ministério Público ou a quem
tenha legítimo interesse requerer, nos casos previstos em lei, a remoção do tutor ou
do curador.

ORGANIZAÇÃO E FISCALIZAÇÃO DAS FUNDAÇÕES – Importante saber que o Ministério


Público ou qualquer interessado promoverá em juízo a extinção da fundação quanto se
tornar ilícito seu objeto, for impossível sua manutenção ou vencer o prazo para sua
existência (art. 765)

NÃO HÁ SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

2
Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 55/60 – CIVIL

• Leitura: Obrigações - Arts. 233 a 420 CC


• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre direito das obrigações.
• Todos os temas são importantes, não se assustem com o número de artigos, pois são
curtos e de fácil compreensão.

LEMBRETES PONTUAIS
Acreditamos que eventuais questões desta matéria sejam totalmente focadas na lei seca,
por isso recomendamos a leitura atenta dos dispositivos legais supracitados.

Para tirar dúvidas pontuais, recomendamos o material do Professor Lordelo,


disponibilizado gratuitamente no site. Nele há diversos quadros, exemplos e
diferenciações que podem ajudar na compreensão de dispositivos legais mais complexos.
Por ser um material extenso, acreditamos ser inviável nesse momento a leitura integral:
https://docs.wixstatic.com/ugd/256fe5_437b538e20924acfb36b509184581cad.pdf

Tentem lembrar das distinções dos quadros abaixo:

OBRIGAÇÕES DE
NÃO FAZER
FUNGÍVEL
OBRIGAÇÕES DE
FAZER
MODALIDADES
INFUNGÍVEL
DE OBRIGAÇÕES

OBRIGAÇÃO DE
DAR COISA
OBRIGAÇÕES DE CERTA
DAR OBRIGAÇÃO DE
DAR COISA
INCERTA

1
Direcionamento Analista MPSP 2018

OBRIGAÇÃO DE DAR
COISA INCERTA

Após a escolha feita pelo devedor


Antes da escolha, não poderá o devedor
(concentração) e tendo sido
alegar perda ou deterioração da coisa,
cientificado o credor, a obrigação
ainda que por força maior ou caso fortuito
genérica converte-se em específica e
(o gênero não perece)
passa a obedecer às regras desta

Obrigação de dar Coisa


Certa

Perda da Deterioração
Coisa da Coisa

Sem culpa Com culpa Sem culpa Com culpa


do devedor do devedor do devedor do devedor

Se a coisa se perder antes da Responderá Poderá o Credor pode exigir o


tradição ou pendente condição o devedor credor equivalente ou aceitar a
suspensiva, fica resolvida a pelo resolver a coisa no estado em que
obrigação para ambas as partes obrigação ou se encontra + perdas e
equivalente
aceitar a danos
+ perdas e
danos coisa, abatido
o valor da
deterioração

• Sempre lembrar do princípio “res perit domino”, ou seja, em regra, em caso de


perecimento ou deterioração da coisa, a coisa perece para o dono.

• Lembrar ainda que o credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é
devida, ainda que mais valiosa.

2
Direcionamento Analista MPSP 2018

OBRIGAÇÃO DE
RESTITUIR COISA
CERTA

DETERIORAÇÃO
PERDA DA COISA
DA COISA

SEM CULPA DO COM CULPA DO SEM CULPA DO COM CULPA DO


DEVEDOR DEVEDOR DEVEDOR DEVEDOR

Sofrerá o credor Responderá o Devedor


a perda e a O credor a
devedor pelo receberá tal responderá pelo
obrigação se equivalente + equivalente +
resolverá, qual se
perdas e danos encontra, sem perdas e danos
ressalvados os
seus direitos até direito à
o dia da perda. indenização

OBRIGAÇÃO DE FAZER

INFUNGÍVEL - Apenas o devedor indicado no


FUNGÍVEL - A prestação pode ser realizada título pode satisfazer a obrigação
pelo devedor ou por terceiro (personalíssima)

IMPOSSIBILIDADE DE
CUMPRIMENTO
Em caso de descumprimento,
será livre ao credor mandar
executar à custa do devedor,
havendo recusa ou mora deste, SEM CULPA DO
sem prejuízo da indenização COM CULPA DO DEVEDOR -
DEVEDOR -
Responde o devedor por
cabível. Resolve-se a
perdas e danos
obrigação

3
Direcionamento Analista MPSP 2018

OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER

DEVEDOR PRATICA O ATO A


IMPOSSIBILIDADE DE O DEVEDOR
CUJA ABSTENÇÃO HAVIA SE
ABSTER-SE DO ATO
OBRIGADO

O credor pode exigir que o desfaça,


sob pena de se desfazer à sua custa, Sem culpa do devedor, extingue-se a
ressarcindo o culpado as perdas e obrigação.
danos a que deu causa

SÚMULAS APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA


Atenção: compilamos as súmulas para conhecimento, mas essa matéria costuma ser
cobrada a lei seca, não se preocupem tanto com a complexidade das súmulas ou em
decorá-las.

OBRIGAÇÕES
SÚMULA 159/STF – Cobrança excessiva, mas de boa-fé, não dá lugar às sanções do art.
1.531 do Código Civil (No lugar de art. 1.531, leia-se art. 940 do CC vigente - Art. 940.
Aquele que demandar por dívida já paga, no todo ou em parte, sem ressalvar as quantias
recebidas ou pedir mais do que for devido, ficará obrigado a pagar ao devedor, no
primeiro caso, o dobro do que houver cobrado e, no segundo, o equivalente do que dele
exigir, salvo se houver prescrição.)

SÚMULA 245/STJ – A notificação destinada a comprovar a mora nas dívidas garantidas


por alienação fiduciária dispensa a indicação do valor do débito.

4
Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 298/STJ – O alongamento da divisa originada do crédito rural não constitui


faculdade da instituição financeira, mas direito do devedor nos termos da lei.

SÚMULA 294/STJ – Não é potestativa a cláusula contratual que prevê a comissão de


permanência, calculada pela taxa média de mercado apurada pelo Banco Central do
Brasil, limitada à taxa do contrato.

MORA -SÚMULA 380/STJ – A simples propositura da ação de revisão de contrato não inibe
a caracterização da mora do autor.

JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA


SÚMULA 539/STJ – É permitida a capitalização de juros com periodicidade inferior à anual
em contratos celebrados com instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional a
partir de 31/03/2000 (MP 1963-17/00, reeditada como MP2710-36/01), desde que
expressamente pactuada.

SÚMULA 541/STJ – A previsão no contrato bancário de taxa de juros anual superior ao


duodécuplo da mensal é suficiente para permitir a cobrança da taxa efetiva anual
contratada.

SÚMULA 382/STJ – A estipulação de juros remuneratórios superiores a 12% ao ano, por


si só, não indica abusividade.

SÚMULA 121/STF – É vedada a capitalização de juros, ainda que expressamente


convencionada. (há exceções legalmente previstas)

SÚMULA 30/STJ – A comissão de permanência e a correção monetária são inacumuláveis.

5
Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 472/STJ - A cobrança de comissão de permanência – cujo valor não pode


ultrapassar a soma dos encargos remuneratórios e moratórios previstos no contrato -
exclui a exigibilidade dos juros remuneratórios, moratórios e da multa contratual.

SÚMULA 163/STF – Salvo contra a Fazenda Pública, sendo a obrigação ilíquida, contam-
se os juros moratório desde a citação inicial para a ação.

SÚMULA 254/STF – Incluem-se os juros moratórios na liquidação, embora omisso o


pedido inicial ou a condenação.

SÚMULA 283/STJ – As empresas administradoras de cartão de crédito são instituições


financeiras e, por isso, os juros remuneratórios por elas cobrados não sofrem as
limitações da Lei de Usura.

SÚMULA 379/STJ – Nos contratos bancários não regidos por legislação específica, os juros
moratórios poderão ser fixados em até 1% ao mês.

6
Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 56/60 – PENAL e PROCESSO PENAL

• Leitura:
➢ Lei 11.340/06 (Lei Maria da Penha)
➢ Lei 13.344/16 (Tratamento Jurídico do Tráfico de Pessoas)
➢ Lei 13.431/17 (Sistema de Garantias)
• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre a Lei Maria da Penha, Tráfico de
Pessoas e Sistema de Garantias (temos em nosso pacote de questões).
• Muita atenção na leitura de todos os institutos – essencial a leitura dos “lembretes pontuais”
abaixo.
• Todos os temas são importantes, mas atenção REDOBRADA, no estudo da Lei Maria da
Penha, a chance de ser cobrada em prova é sempre muito grande!

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):


LEI 11.340/06 - LEI MARIA DA PENHA – Lembrar que o STF já julgou, em Ação Declaratória de
Constitucionalidade (ADC 19), serem constitucionais as distinções trazidas pela lei em relação
às mulheres, por ser um mecanismo de concreção da tutela especial conferida pela
Constituição à mulher. Foco nos dispositivos abaixo:
➢ O artigo 5º é comumente cobrado em provas, por explicitar o que pode ser considerado
violência doméstica e familiar contra a mulher (VIDE QUADRO ABAIXO)
➢ O artigo 7º também tem grande incidência, por trazer as formas de violência doméstica
e familiar contra a mulher: a violência pode ser física, psicológica, sexual, patrimonial ou
moral.
➢ Atenção para o dispositivo acrescentado em 2017, Art. 10-A. É direito da mulher em
situação de violência doméstica e familiar o atendimento policial e pericial especializado,
ininterrupto e prestado por servidores - preferencialmente do sexo feminino - previamente
capacitados. (Não é obrigatoriamente por profissionais do sexo feminino). Ler também os
parágrafos com atenção.

1
Direcionamento Analista MPSP 2018

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER

QUALQUER AÇÃO OU OMISSÃO BASEADA NO GÊNERO


QUE LHE CAUSE MORTE, LESÃO, SOFRIMENTO FÍSICO,
SEXUAL OU PSICOLÓGICO E DANO MORAL OU
PATRIMONIAL

NO ÂMBITO DA UNIDADE NO ÂMBITO DA EM QUALQUER RELAÇÃO


DOMÉSTICA FAMÍLIA ÍNTIMA DE AFETO

Compreendida como o Compreendida como a


espaço de convívio comunidade formada por Na qual o agressor
permanente de pessoas, indivíduos que são ou se conviva ou tenha
com ou sem vínculo consideram aparentados, convivido com a
familiar, inclusive as unidos por laços naturais, por ofendida,
esporadicamente afinidade ou por vontade independentemente de
agregadas expressa coabitação

MEDIDAS PROTETIVAS
• Atenção para o prazo de 48 horas que a autoridade policial tem para remeter o expediente
com requerimento para concessão de medidas protetivas de urgência ao juiz (art. 12)
• O juiz também tem o prazo de 48 horas para conhecer e decidir sobre o pedido de medidas
protetivas de urgência e comunicar o Ministério Público para providências. Como o inquérito
policial ainda está em curso, o MP pode requisitar diligências à autoridade policial ou requerer
ao juiz outras medidas cautelares, se pertinentes.
• Recordar-se que há três tipos de medidas protetivas, expostas em rol exemplificativo:
➢ Que obrigam o agressor (art. 22)
➢ À proteção pessoal ofendida (art. 23)
➢ À proteção patrimonial da ofendida (art. 24)
• Ministério Público – intervenção obrigatória nos feitos cíveis e criminais decorrentes de
violência doméstica e familiar contra a mulher determinada pelo art. 25. Tem outras
incumbências destacadas pela própria lei: requisitar força policial, serviços de saúde, fiscalizar
estabelecimentos responsáveis pelo atendimento à mulher em situação de violência doméstica
e cadastrar os casos de que trata a lei.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

• Muita atenção ao novo crime, introduzido pela Lei 13.641/2018 no art. 24-A, que acaba com
a discussão acerca da configuração do crime de desobediência na hipótese de descumprimento
da medida protetiva.

A conduta de descumprir medida protetiva de urgência


prevista na Lei Maria da Penha configura crime?

Antes da Lei nº 13.641/2018: Depois da Lei nº 13.641/2018


NÃO (atualmente): SIM
Antes da alteração, o STJ entendia que o Foi inserido novo tipo penal na Lei Maria
descumprimento de medida protetiva de da Penha prevendo como crime essa
urgência prevista na Lei Maria da Penha conduta:
(art. 22 da Lei 11.340/2006) não Art. 24-A. Descumprir decisão judicial que
configurava infração penal. defere medidas protetivas de urgência
O agente não respondia nem mesmo por previstas nesta Lei:
crime de desobediência (art. 330 do CP). Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2
(dois) anos.
Pela relevância e por ser uma alteração recente, recomendamos a leitura dos comentários
disponíveis no site DIZER O DIREITO
https://www.dizerodireito.com.br/2018/04/comentarios-ao-novo-tipo-penal-do-art.html

• Art. 16 – Costuma cair em provas! Nas ações penais públicas condicionadas à representação
da ofendida de que trata esta Lei, só será admitida a renúncia à representação perante o juiz,
em audiência especialmente designada com tal finalidade, antes do recebimento da denúncia
e ouvido o Ministério Público.
• Art. 41 - Aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher,
independentemente da pena prevista, não se aplica a Lei no 9.099, de 26 de setembro de
1995. Em decorrência deste artigo foram editadas as súmulas 536 e 542 do STJ, afastando a
aplicação dos institutos despenalizadores do JECRIM e da necessidade de representação pela

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Direcionamento Analista MPSP 2018

lesão corporal leve trazida pela Lei 9.099 às hipóteses abrangidas pela Lei Maria da Penha
(vide súmulas abaixo).

LEI 13.344/16 – TRATAMENTO JURÍDICO DO TRÁFICO DE PESSOAS – (lembretes pontuais desta


lei foram extraídos de aula do Professor Dr. Rafael Costa, ministrada em curso de atualização
oferecido a servidores e membros do MPSP)
Importante recordar-se que a lei alterou dispositivos penais e processuais, para adequar o
ordenamento jurídico brasileiro à normativa internacional sobre a matéria
• No Código Penal: revogou os arts. 231 e 231-A e criou novo tipo no Título I (Dos crimes
contra a pessoa), Capítulo IV (Dos crimes contra a liberdade individual), abrangendo não apenas
a exploração sexual, mas também práticas similares à escravatura, à servidão, à adoção ilegal
e à remoção de órgãos. Aumentou, ainda, a pena prevista para o delito de tráfico de pessoas.
Reuniu, também, o tráfico nacional e transnacional no mesmo dispositivo, assumindo este
último a condição de causa de aumento da pena. Releia o dispositivo para relembrar as
alterações:
Art. 149-A. Agenciar, aliciar, recrutar, transportar, transferir, comprar, alojar ou acolher pessoa,
mediante grave ameaça, violência, coação, fraude ou abuso, com a finalidade de:
I - remover-lhe órgãos, tecidos ou partes do corpo;
II - submetê-la a trabalho em condições análogas à de escravo;
III - submetê-la a qualquer tipo de servidão;
IV - adoção ilegal; ou
V - exploração sexual.
Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa.
§ 1o A pena é aumentada de um terço até a metade se:
I - o crime for cometido por funcionário público no exercício de suas funções ou a pretexto de
exercê-las;
II - o crime for cometido contra criança, adolescente ou pessoa idosa ou com deficiência;
III - o agente se prevalecer de relações de parentesco, domésticas, de coabitação, de
hospitalidade, de dependência econômica, de autoridade ou de superioridade hierárquica
inerente ao exercício de emprego, cargo ou função; ou

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Direcionamento Analista MPSP 2018

IV - a vítima do tráfico de pessoas for retirada do território nacional.


§ 2o A pena é reduzida de um a dois terços se o agente for primário e não integrar organização
criminosa.”
• Ainda no Código Penal: deu nova redação ao artigo 83, do Código Penal, que regulamenta o
livramento condicional, dispondo que “V - cumpridos mais de dois terços da pena, nos casos
de condenação por crime hediondo, prática de tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas
afins, tráfico de pessoas e terrorismo, se o apenado não for reincidente específico em crimes
dessa natureza.”.
• No Código de Processo Penal: artigo 8º, da Lei nº 13.344/2016, em conformidade com o
artigo 144-A, do CPP, dispõe que o juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou
mediante representação do delegado de polícia, ouvido o Ministério Público, havendo indícios
suficientes de infração penal, poderá decretar medidas assecuratórias relacionadas a bens,
direitos ou valores pertencentes ao investigado ou acusado, ou existentes em nome de
interpostas pessoas, que sejam instrumento, produto ou proveito do crime de tráfico de
pessoas, procedendo-se na forma dos arts. 125 a 144-A do Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de
outubro de 1941 (Código de Processo Penal).
• Ainda no Código de Processo Penal, foram acrescidos os arts. 13-A e 13- B, que permitem
não apenas a obtenção de dados e informações cadastrais, mas também a disponibilização
imediata de meios técnicos adequados – como sinais, informações e outros – para a localização
da vítima ou dos suspeitos. Releia-os e atente-se às peculiaridades abaixo:
➢ Note-se que os dispositivos admitem a solicitação de dados cadastrais não apenas do
suspeito – como já fazia a Lei de Organizações Criminosas -, mas também das vítimas.
➢ Os dados cadastrais estão abrangidos pelos arts. 13-A e 13-B, do CPP, o que não inclui os
sigilos bancário ou fiscal, visto que continuam a exigir determinação judicial.
➢ Atente-se, ademais, para o prazo fixado pelo legislador para que a entidade atenda à
solicitação ministerial: 24 (vinte e quatro) horas.
➢ O § 4o permite, de forma inovadora, que, em não havendo manifestação judicial no prazo
de 12 (doze) horas, o Ministério Público requisite às empresas prestadoras de serviço de
telecomunicações e/ou telemática que disponibilizem imediatamente os meios técnicos
adequados – como sinais, informações e outros – que permitam a localização da vítima ou
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Direcionamento Analista MPSP 2018

dos suspeitos do delito em curso, com imediata comunicação ao juiz. Em outras palavras, o
dispositivo dispensa a autorização judicial no caso de omissão do juiz por 12 horas!

LEI 13.431/17 – SISTEMA DE GARANTIAS DE DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE VÍTIMA


OU TESTEMUNHA DE VIOLÊNCIA (lembretes pontuais desta lei foram extraídos de aula do
Professor Dr. Rafael Costa, ministrada em curso de atualização oferecido a servidores e
membros do MPSP)
• Lei n° nº 13.431/2017 normatizou o sistema de garantia de direitos da criança e do
adolescente vítima ou testemunha de violência, criou mecanismos para prevenir e coibir a
violência, e estabeleceu medidas de assistência e proteção à criança e ao adolescente em
situação de violência. Trata-se, em verdade, de norma de aplicação compulsória aos menos de
18 (dezoito) anos e de aplicação facultativa às vítimas e testemunhas de violência entre 18
(dezoito) e 21 (vinte e um) anos, em conformidade com disposto no parágrafo único do art. 2o,
do Estatuto da Criança e do Adolescente.
• A nova lei, além de reconhecer e conceituar a alienação parental como forma de violência
psicológica doméstica, dispõe que “a criança e o adolescente vítima ou testemunha de violência
têm direito a pleitear, por meio de seu representante legal, medidas protetivas contra o autor
da violência” (art. 6). O novel diploma elencou, ainda, inúmeras medidas de proteção aplicáveis
à criança ou ao adolescente em situação de risco (art. 21)
• TIPO PENAL - A lei tipificou expressamente a conduta de violação ao sigilo processual do
depoimento. Art. 24. Violar sigilo processual, permitindo que depoimento de criança ou
adolescente seja assistido por pessoa estranha ao processo, sem autorização judicial e sem o
consentimento do depoente ou de seu representante legal. Pena - reclusão, de 1 (um) a 4
(quatro) anos, e multa.
➢ Atente-se para o fato de que, em existindo autorização judicial e, simultaneamente,
consentimento do depoente ou de seu representante legal, o depoimento poderá ser
assistido por pessoa estranha ao processo.
➢ Sujeito ativo é aquele que tem o controle sobre os presentes ao depoimento especial em
razão do cargo que ocupa (ex. juiz). Sujeitos passivos são tanto o Estado quanto o infante

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Direcionamento Analista MPSP 2018

prejudicado com a divulgação indevida. O crime se consuma com a simples presença à oitiva,
tratando-se de crime formal e que admite a tentativa.
➢ O legislador deixou, contudo, de criminalizar o sigilo na fase do inquérito policial e, por
isso, na divulgação de depoimento especial prestado na delegacia de polícia não incide o
tipo penal.

• DEPOIMENTO SEM DANO - a nova lei regulamentou expressamente o “depoimento sem


dano”, com ampla incidência não apenas nos feitos afetos ao Estatuto da Infância e Juventude,
mas em qualquer caso em exista criança ou adolescente vítima ou testemunha de violência.
➢ Art. 9º - depoimento especial como o procedimento de oitiva de criança ou adolescente
vítima ou testemunha de violência perante autoridade policial ou judiciária.” A criança ou o
adolescente será resguardado de qualquer contato, ainda que visual, com o suposto
acusado da violência ou com qualquer outra pessoa que represente ameaça, coação ou
constrangimento.
➢ O ato deve ser realizado em local apropriado e acolhedor, com infraestrutura e espaço
físico que garantam a privacidade da criança ou do adolescente vítima ou testemunha de
violência.
➢ Momento do depoimento: deve ocorrer em sede de “produção antecipada de prova
judicial, garantida a ampla defesa do investigado”, especialmente quando a criança ou o
adolescente tiver menos de 7 (sete) anos ou em casos de violência sexual, objetivando
minorar os traumas eventualmente causados ao infante. (Art. 11) O procedimento é
explicitado no art. 12 da Lei 13.431/17

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

LEI MARIA DA PENHA


SÚMULA 600/STJ – Para a configuração da violência doméstica e familiar prevista no artigo 5º
da Lei 11.340/2006 (Lei Maria da Penha) não se exige a coabitação entre autor e vítima

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 536/STJ – A suspensão condicional do processo e a transação penal não se aplicam


na hipótese de delitos sujeitos ao rito da Lei Maria da Penha.

SÚMULA 588/STJ – A prática de crime ou contravenção penal contra a mulher com


violência ou grave ameaça no ambiente doméstico impossibilita a substituição da pena
privativa de liberdade por restritiva de direitos.

SÚMULA 589/STJ – É inaplicável o princípio da insignificância nos crimes ou contravenções


penais praticados contra a mulher no âmbito das relações domésticas.

SÚMULA 542/STJ – A ação penal relativa ao crime de lesão corporal resultante da violência
doméstica contra a mulher é pública incondicionada.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 57/60 – PROCESSO CIVIL

• Leitura: Arts. 926 a 1.044, CPC.


• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre processos nos tribunais e meios
de impugnação das decisões judiciais.
• Todos os temas são importantes, mas essencial a atenção a incidente de assunção de
competência (art. 947), ao julgamento de casos repetitivos (incidente de resolução de
demandas repetitivas – arts. 976 a 987 e julgamento dos recursos repetitivos – arts. 1.036
a 1.041)

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ BOA CHANCE DE CAIR):


PRAZO RECURSAL ÚNICO (art. 1.003, §5º) – 15 dias úteis – SALVO EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO (5 dias úteis)
APELAÇÃO: Lembrar que não é mais feito o juízo de admissibilidade do recurso em
primeiro grau. (Art. 1.010 §3º)
➢ Muito importante o art. 942: hipótese de julgamento não unânime da apelação
acarreta prosseguimento do julgamento com a presença de outros julgadores (reler
esse dispositivo e seus parágrafos com atenção)
Art. 942. Quando o resultado da apelação for não unânime, o julgamento terá
prosseguimento em sessão a ser designada com a presença de outros julgadores, que
serão convocados nos termos previamente definidos no regimento interno, em número
suficiente para garantir a possibilidade de inversão do resultado inicial, assegurado às
partes e a eventuais terceiros o direito de sustentar oralmente suas razões perante os
novos julgadores.
§ 1o Sendo possível, o prosseguimento do julgamento dar-se-á na mesma sessão,
colhendo-se os votos de outros julgadores que porventura componham o órgão
colegiado.
§ 2o Os julgadores que já tiverem votado poderão rever seus votos por ocasião do
prosseguimento do julgamento.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

§ 3o A técnica de julgamento prevista neste artigo aplica-se, igualmente, ao


julgamento não unânime proferido em:
I - ação rescisória, quando o resultado for a rescisão da sentença, devendo, nesse caso,
seu prosseguimento ocorrer em órgão de maior composição previsto no regimento
interno;
II - agravo de instrumento, quando houver reforma da decisão que julgar parcialmente
o mérito.
§ 4o Não se aplica o disposto neste artigo ao julgamento:
I - do incidente de assunção de competência e ao de resolução de demandas
repetitivas;
II - da remessa necessária;
III - não unânime proferido, nos tribunais, pelo plenário ou pela corte especial.

AGRAVO DE INSTRUMENTO: Lembrar que o rol do art. 1.015, apesar de exaustivo, admite
interpretação extensiva ou analógica das hipóteses de cabimento do recurso.
➢ Tribunais superiores já admitiram a interposição de agravo de instrumento contra
decisões interlocutórias relacionadas à definição de competência ou à não concessão
de efeito suspensivo aos embargos à execução.
➢ Pela pertinência dos comentários, recomendamos a leitura:
https://www.dizerodireito.com.br/2018/03/mesmo-sem-previsao-legal-e-
cabivel.html

JURISPRUDÊNCIA - Nosso sistema jurídico é civil law (fundado em normas), porém


atualmente tem grande influência do sistema common law (fundado em precedentes
judiciais), já que o NCPC manifestou grande preocupação com a uniformidade e
estabilidade da jurisprudência, visando a evitar prejuízos à isonomia e à segurança
jurídica.
➢ Art. 926. Os tribunais devem uniformizar sua jurisprudência e mantê-la estável,
íntegra e coerente. Há diversas regras e mecanismos para garantir isso:
▪ Precedentes vinculantes do art. 927 CPC.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

▪ Incidente de assunção de competência.


▪ Incidente de resolução de demandas repetitivas
▪ Julgamento dos recursos repetitivos
▪ Possibilidade de julgar liminarmente a pretensão que contrariar súmula ou
acórdão proferido em sede de recurso repetitivo pelo STF ou STJ ou entendimento
firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de
competência
▪ Possibilidade de o relator julgar monocraticamente o recurso quando houver
súmula ou acórdão proferido em sede de recurso repetitivo pelo STF ou STJ,
súmula do próprio tribunal, ou entendimento firmado em incidente de resolução
de demandas repetitivas ou de assunção de competência
▪ Vedação à remessa necessária das sentenças proferidas contra a Fazenda
Pública quando alicerçadas em súmula ou acórdão proferido em sede de recurso
repetitivo pelo STF ou STJ ou entendimento firmado em incidente de
resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência ou
entendimento coincidente com orientação vinculante firmada no âmbito
administrativo do próprio ente público, consolidada em manifestação, parecer ou
súmula administrativa
▪ Considera-se omissa a decisão que deixe de se manifestar sobre tese firmada
em julgamento de casos repetitivos ou em incidente de assunção de competência
aplicável ao caso sob julgamento.
▪ Edição de súmulas correspondentes à jurisprudência dominante
▪ Precedentes devem ser amplamente divulgados pelos tribunais,
preferencialmente pela Internet e organizados por questão jurídica decidida
➢ ESTABILIDADE não significa que a jurisprudência não possa ser alterada. A própria
lei prevê a possibilidade de alteração. Atenção às peculiaridades:
Art. 927 § 2o A alteração de tese jurídica adotada em enunciado de súmula ou em
julgamento de casos repetitivos poderá ser precedida de audiências públicas e da
participação de pessoas, órgãos ou entidades que possam contribuir para a
rediscussão da tese.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

§ 3o Na hipótese de alteração de jurisprudência dominante do Supremo Tribunal


Federal e dos tribunais superiores ou daquela oriunda de julgamento de casos
repetitivos, pode haver modulação dos efeitos da alteração no interesse social e no da
segurança jurídica.
§ 4o A modificação de enunciado de súmula, de jurisprudência pacificada ou de tese
adotada em julgamento de casos repetitivos observará a necessidade de
fundamentação adequada e específica, considerando os princípios da segurança
jurídica, da proteção da confiança e da isonomia.

PRECEDENTES VINCULANTES - Importante conhecer o rol do art. 927 e saber que há


discussão acerca de sua constitucionalidade, por ter a lei criado hipóteses de precedente
vinculante que não estão previstas na CF (incisos III, IV e V). Para a prova, prestar atenção
ao que o enunciado pede e, na dúvida, responder de acordo com o que está na lei:
Art. 927. Os juízes e os tribunais observarão:
I - as decisões do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de
constitucionalidade;
II - os enunciados de súmula vinculante;
III - os acórdãos em incidente de assunção de competência ou de resolução de
demandas repetitivas e em julgamento de recursos extraordinário e especial
repetitivos;
IV - os enunciados das súmulas do Supremo Tribunal Federal em matéria constitucional
e do Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional;
V - a orientação do plenário ou do órgão especial aos quais estiverem vinculados.

ATENÇÃO: Somente se situação não for distinta, mas assemelhada à anteriormente


examinada, é que o precedente será aplicado.
➢ Distinguishing – o juiz constata a distinção e afasta a aplicação da tese jurídica,
fundamentando sua decisão na distinção.
➢ Overruling – o juiz deixa de aplicar o precedente por verificar a superação do
entendimento. Recordar-se que a superação do entendimento pode ser precedida de

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Direcionamento Analista MPSP 2018

audiências públicas, participação de pessoas e que pode haver modulação dos efeitos
pelos tribunais superiores, buscando não afetar a segurança jurídica (vide tópico
“Estabilidade”)

INCIDENTE DE ASSUNÇÃO DE COMPETÊNCIA


X
INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDAS REPETITIVAS

INCIDENTE DE ASSUNÇÃO DE INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE


COMPETÊNCIA DEMANDAS REPETITIVAS
Tratamento de questões relevantes – Tratamento de litigiosidade repetitiva –
vincula órgãos judiciários (art. 927) vincula órgãos judiciários (art. 927)
Pode ser proposto pelo relator, de ofício Pode ser requerida sua instauração ao
ou a requerimento da parte, do Ministério Presidente do Tribunal:
Público ou da Defensoria Pública, que seja - pelo juiz ou relator, por ofício;
o recurso, a remessa necessária ou o - pelas partes, -pelo Ministério Público ou
processo de competência originária pela Defensoria Pública, por petição.
julgado pelo órgão colegiado que o (Art. 977)
regimento indicar.
Ocorre no julgamento de recurso, de Requisito positivo: Efetiva repetição de
remessa necessária ou de processo de processos com a mesma questão de
competência originária que envolver direito – risco à isonomia (art. 976)
relevante questão de direito, com grande Requisito negativo: não pode ter sido
repercussão social, sem repetição em afetado recurso para a definição da
múltiplos processos. mesma tese por algum tribunal superior
(art. 976, §4º)

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA


RECURSOS
SÚMULA 641/STF – Não se conta em dobro o prazo para recorrer, quando só um dos
litisconsortes haja sucumbido.

SÚMULA 99/STJ - O Ministério Público tem legitimidade para recorrer no processo em


que oficiou como fiscal da lei, ainda que não haja recurso da parte.

SÚMULA 117/STJ – A inobservância do prazo de 48 horas, entre a publicação da pauta e


o julgamento sem a presença das partes, acarreta nulidade. (O prazo foi alterado no
CPC/2015 para cinco dias, mantidos os demais termos da súmula).

SÚMULA 484/STJ – Admite-se que o preparo seja efetuado no primeiro dia útil
subsequente, quando a interposição do recurso ocorrer após o encerramento do
expediente bancário.

SÚMULA 425/STF – O agravo despachado no prazo legal não fica prejudicado pela demora
na juntada, por culpa do cartório; nem o agravo entregue em cartório no prazo legal,
embora despachado tardiamente.

SÚMULA 320/STF – A apelação despachada pelo juiz no prazo legal não fica prejudicada
pela demora da juntada por culpa do cartório.

SÚMULA 428/STF – Não fica prejudicada a apelação entregue em cartório no prazo legal,
embora despachada tardiamente.

SÚMULA 568/STJ – O relator, monocraticamente e no Superior Tribunal de Justiça, poderá


dar ou negar provimento ao recurso quando houver entendimento dominante acerca do
tema.

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APELAÇÃO – SÚMULA 331/STJ - A apelação interposta contra sentença que julga


embargos à arrematação tem efeito meramente devolutivo.

AGRAVO DE INSTRUMENTO
SÚMULA 727/STF – Não pode o magistrado deixar de encaminhar ao Supremo Tribunal
Federal o agravo de instrumento interposto da decisão que não admite recurso
extraordinário, ainda que referente a causa instaurada no âmbito dos juizados especiais
(leia-se “agravo em recurso extraordinário”)

SÚMULA 118/STJ – O agravo de instrumento é o recurso cabível da decisão que homologa


a atualização do cálculo da liquidação.

SÚMULA 223/STJ – A certidão de intimação do acórdão recorrido constitui peça


obrigatória do instrumento de agravo.

AGRAVO INTERNO – SÚMULA 182/STJ – É inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa
de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada (leia-se art. 1.021)

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
SÚMULA 317/STJ – São improcedentes os embargos declaratórios, quando não pedida a
declaração do julgado anterior, em que se verificou a omissão.

SÚMULA 98/STJ – Embargos de declaração manifestados com notório propósito de


prequestionamento não tem caráter protelatório.

SÚMULA 579/STJ – Não é necessário ratificar o recurso especial interposto na pendência


do julgamento dos embargos de declaração quando inalterado o julgamento anterior.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA
SÚMULA 158/STJ – Não se presta a justificar embargos de divergência o dissídio com o
acórdão de turma ou seção que não mais tenha competência para a matéria neles
versada.

SÚMULA 300/STF – São incabíveis os embargos de divergência contra provimento de


agravo para subida de recurso extraordinário.

SÚMULA 315/STJ – Não cabem embargos de divergência no âmbito do agravo de


instrumento que não admite recurso especial (leia-se agravo do 1.042 CPC)

SÚMULA 316/STJ – Cabem embargos de divergência contra acórdão que, em agravo


regimental, decide recurso especial.

SÚMULA 290/STF – Nos embargos de divergência, a prova de divergência far-se-á por


certidão, ou mediante indicação do “diário da justiça” ou de repertório de jurisprudência
atualizado, que a tenha publicado, com a transcrição do trecho que configure a
divergência, mencionadas as circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos
confrontados.

SÚMULA 168/STJ – Não cabem embargos de divergência quando a jurisprudência do


tribunal se firmou no mesmo sentido do acórdão embargado.

SÚMULA 247/STF – O relator não admitirá os embargos de divergência, nem deles


conhecerá o Supremo Tribunal Federal, quando houver jurisprudência firme no plenário
no mesmo sentido da decisão embargada.

SÚMULA 598/STF – Nos embargos de divergência não servem como padrão de


discordância os mesmos paradigmas invocados para demonstrá-la mas repetidos como
não dissidentes no julgamento do recurso extraordinário.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 420/STJ - Incabível, em embargos de divergência, discutir o valor de indenização


por danos morais.

RECURSO EXTRAORDINÁRIO
SÚMULA 322/STF - Não terá seguimento pedido ou recurso dirigido ao Supremo Tribunal
Federal quando manifestamente incabível, ou apresentado fora do prazo, ou quando for
evidente a incompetência do tribunal.

SÚMULA 282/STF – É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na


decisão recorrida, a questão federal (constitucional) suscitada.

SÚMULA 356/STF – O ponto omisso da decisão, sobre a qual não foram opostos embargos
declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do
prequestionamento.

SÚMULA 528/STF – Se a decisão contiver partes autônomas, a admissão parcial, pelo


presidente do tribunal “a quo”, de recurso extraordinário que, sobre qualquer delas se
manifestar, não limitará a apreciação de todas pelo Supremo Tribunal Federal,
independentemente de interposição de agravo de instrumento.

SÚMULA 292/STF – Interposto recurso extraordinário por mais de um dos fundamentos,


indicados no art. 101, III, da Constituição, a admissão apenas por um deles não prejudica
o seu conhecimento por qualquer dos outros.

SÚMULA 283/STF – É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida


assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.

SÚMULA 636/STF – Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio


constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação
dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.

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SÚMULA 280/STF – Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.

SÚMULA 454/STF – Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso


extraordinário.

SÚMULA 279/STF – Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.

SÚMULA 735/STF – Não cabe recurso extraordinário contra acórdão que defere medida
liminar.

SÚMULA 281/STF – É inadmissível o recurso extraordinário, quando couber, na justiça de


origem, recurso ordinário da decisão impugnada.

SÚMULA 640/STF – É cabível recurso extraordinário contra decisão proferida por juiz de
primeiro grau nas causas de alçada, ou por turma recursal de juizado especial cível.

SÚMULA 637/STF – Não cabe recurso extraordinário contra acórdão de Tribunal de Justiça
que defere pedido de intervenção estadual em Município.

SÚMULA 733/STF – Não cabe recurso extraordinário contra decisão proferida no


processamento de precatórios.

SÚMULA 728/STF – É de três dias o prazo para a interposição de recurso extraordinário


contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral, contado, quando for o caso, a partir da
publicação do acórdão, na própria sessão do julgamento, nos termos do art. 12 da Lei
6055/74, que não foi revogado pela Lei 8950/94.

SÚMULA 289/STF – O provimento do agravo, por uma das turmas do Supremo Tribunal
Federal, ainda que sem ressalva, não prejudica a questão do cabimento do recurso
extraordinário.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 634/STF – Não compete ao Supremo Tribunal Federal conceder medidas


cautelares para dar efeito suspensivo a recurso extraordinário que ainda não oi objeto e
juízo de admissibilidade na origem.

SÚMULA 635/STF – Cabe ao Presidente do Tribunal de origem decidir o pedido de medida


cautelar em recurso extraordinário ainda pendente do seu juízo de admissibilidade.

SÚMULA 284/STF – É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua


fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia.

SÚMULA 287/STF – Nega-se provimento do agravo quando a deficiência da sua


fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da
controvérsia.

SÚMULA 456/STF – O Supremo Tribunal Federal conhecendo do recurso extraordinário,


julgará a causa, aplicando o direito à espécie.

RECURSO ESPECIAL
SÚMULA 399/STF – Não cabe recurso extraordinário (especial), por violação de Lei
Federal, quando a ofensa alegada for a regimento de tribunal.

SÚMULA 518/STJ – Para fins do art. 105, III, a, da Constituição Federal, não é cabível
recurso especial fundado em alegada violação de enunciado de súmula.

SÚMULA 83/STJ – Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a


orientação do tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida.

SÚMULA 13/STJ – A divergência entre julgados do mesmo tribunal não enseja recurso
especial.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 5/STJ – A simples interpretação de cláusula contratual não enseja recurso


especial.

SÚMULA 7/STJ – A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial.

SÚMULA 126/STJ – É inadmissível recurso especial, quando o acórdão recorrido assenta


em fundamentos constitucional e infraconstitucional, qualquer deles suficiente, por si só,
para mantê-lo, e a parte vencida não manifesta recurso extraordinário.

SÚMULA 86/STJ – Cabe recurso especial contra acórdão proferido no julgamento de


agravo de instrumento.

SÚMULA 123/STJ – A decisão que admite, ou não, o recurso especial, deve ser
fundamentada como exame dos seus pressupostos gerais e constitucionais.

SÚMULA 203/STJ – Não cabe recurso especial contra decisão proferida por órgão de
segundo grau dos juizados especiais.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 58/60 – CIVIL

• Leitura: Contratos: Arts. 421 a 853 CC


• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre contratos.
• Não se assustem com o número de artigos, pois são na maior parte curtos e de fácil
compreensão.
• Os temas mais importantes são disposições gerais, extinção dos contratos e contrato
de doação (arts. 421 a 480 e 538 a 564)

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ MUITA CHANCE DE CAIR):


Acreditamos que a leitura de lei seca e súmulas e o conhecimento acerca dos princípios
que regem os contratos seja o suficiente para responder às perguntas que
eventualmente constarem em prova sobre a matéria.

PRINCÍPIOS CONTRATUAIS (extraídos da abordagem resumida do Livro Revisão


Final/MPSP - 2017 – Professor Wagner Inácio Dias)
• Princípio da autonomia da vontade – as partes são livres para contratar, podendo ,
dentro da lei, estabelecer o que melhor lhes aprouver ;
• Princípio da força obrigatória do contrato - está diretamente ligado ao da autonomia,
visto que, para possibilitar que as partes exerçam com plenitude sua liberdade de
contratar, é necessário que haja respeito às relações estabelecido, com o devido
cumprimento do avençado.
• Princípio da relatividade contratual – Em regra, o contrato vincula unicamente as
partes nele envolvidas, de modo que apenas o credor pode exigir o cumprimento ao
devedor.
➢ Esse princípio tem sido mitigado em razão da função social dos contratos:
Enunciado 21 do CSJF: a função social do contrato, prevista no art. 421 do novo Código
Civil, constitui cláusula geral, a impor a revisão do princípio da relatividade dos efeitos
do contrato em relação a terceiros, implicando a tutela externa do crédito.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

• Princípio da função social do contrato – o contrato importa para toda a sociedade, de


modo que terceiros passam a influenciar e ser influenciados pela existência de um
contrato.
• Princípio da boa-fé objetiva – a boa-fé objetiva deve estar presente na relação
contratual, na formação, execução e mesmo após o adimplemento do contrato.
Determina a existência da responsabilidade pré-contratual e pós-contratual, em razão de
uma expectativa frustrada ou de um dever (de sigilo, por exemplo). Envolve deveres de
conduta que recaem sobre os contratantes, como o dever de cuidado, informação,
respeito, sigilo, etc.
• Princípio do equilíbrio contratual – também denominado de justiça contratual,
determina que não pode haver desequilíbrio na estrutura econômica contratual fora da
previsão das partes.

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

CLÁUSULA DE FORO DE ELEIÇÃO - SÚMULA 335/STF – É válida a cláusula de eleição de foro


para os processos oriundos do contrato.

CONTRATO DE TRANSPORTE
SÚMULA 187/STF – A responsabilidade contratual do transportador, pelo acidente com
o passageiro, não é elidida por culpa de terceiro, contra o qual tem ação regressiva.

SÚMULA 161/STF – Em contrato de transporte, é inoperante a cláusula de não indenizar.

SÚMULA 145/STJ – No transporte desinteressado, de simples cortesia, o transportador só


será civilmente responsável por danos causados ao transportado quando incorrer em
dolo ou culpa grave.

CONTRATO DE SEGURO

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 402/STJ – O contrato de seguro por danos pessoais compreende danos morais,
salvo cláusula expressa de exclusão.

SÚMULA 529/STJ – No seguro de responsabilidade civil facultativo, não cabe o


ajuizamento de ação pelo terceiro prejudicado direta e exclusivamente em face da
seguradora do apontado causador do dano.

SÚMULA 537/STJ – Em ação de reparação de danos, a seguradora denunciada, se aceitar


a denunciação ou contestar o pedido do autor, pode ser condenada, direta e
solidariamente junto com o segurado, ao pagamento da indenização devida à vítima, nos
limites contratados na apólice.

SÚMULA 465/STJ – Ressalvada a hipótese de efetivo agravamento do risco, a seguradora


não se exime do dever de indenizar em razão da transferência do veículo sem a sua prévia
comunicação.

SÚMULA 278/STJ – O termo inicial do prazo prescricional, na ação de indenização, é a


data em que o segurado teve ciência inequívoca da incapacidade laboral.

SÚMULA 229/STJ – O pedido do pagamento de indenização à seguradora suspende o


prazo de prescrição até que o segurado tenha ciência da decisão.

SÚMULA 101/STJ – A ação de indenização do segurado em grupo contra a seguradora


prescreve em um ano.

SÚMULA 188/STF – O segurador tem ação regressiva contra o causador do dano, pelo que
efetivamente pagou, até ao limite previsto no contrato de seguro.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 609/STJ - A recusa de cobertura securitária, sob a alegação de doença


preexistente, é ilícita se não houve a exigência de exames médicos prévios à contratação
ou a demonstração de má-fé do segurado.

SÚMULA 610/STJ - O suicídio não é coberto nos dois primeiros anos de vigência do
contrato de seguro de vida, ressalvado o direito do beneficiário à devolução do montante
da reserva técnica formada.

SÚMULA 616/STJ - A indenização securitária é devida quando ausente a comunicação


prévia do segurado acerca do atraso no pagamento do prêmio, por constituir requisito
essencial para a suspensão ou resolução do contrato de seguro.

FIANÇA – SÚMULA 332/STJ – A fiança prestada sem autorização de um dos cônjuges


implica a ineficácia total da garantia.

LOCAÇÃO
SÚMULA 214/STJ – O fiador na locação não responde por obrigações resultantes do
aditamento ao qual não anuiu.

SÚMULA 268/STJ – O fiador que não integrou a relação processual na ação de despejo
não responde pela execução do julgado.

SÚMULA 335/STJ – Nos contratos de locação, é válida a cláusula de renúncia à


indenização das benfeitorias e ao direito de retenção.

COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA


SÚMULA 413/STF – O compromisso de compra e venda de imóveis, ainda que não
loteados, dá direito a execução compulsória, quando reunidos os requisitos legais.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 239/STJ - O direito à adjudicação compulsória não se condiciona ao registro do


compromisso de compra e venda no cartório de imóveis.

SÚMULA 76/STJ – A falta de registro do compromisso de compra e venda de imóvel não


dispensa a prévia interpelação para constituir em mora o devedor.

SÚMULA 412/STF – No compromisso de compra e venda com cláusula de


arrependimento, a devolução do sinal, por quem o deu, ou a sua restituição em dobro,
por quem o recebeu, exclui a indenização maior a título e perdas e danos, salvo os juros
moratórios e os encargos do processo.

SÚMULA 84/STJ – É admissível a oposição de embargos de terceiro fundados em alegação


de posse advinda de compromisso de compra e venda de imóvel, ainda que desprovido
de registro.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 59/60 – CONSTITUCIONAL E PROCESSO CIVIL

Leitura
 CF – Arts. 203 a 231.
 Lei Mandado de Injunção - Lei 13.300/16
 Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre ordem social e mandado de
injunção.
 Todos os temas são importantes, mas atenção redobrada a direito à educação (arts.
205 a 214), meio ambiente e família, criança, adolescente e idoso (arts. 225 a 230) e à lei
do Mandado de Injunção (Lei 13.300/16)

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ BOA CHANCE DE CAIR):

DIREITO À EDUCAÇÃO – Lembrar principalmente das seguintes características:


 A educação é um direito de todos e dever do Estado, da família, com a colaboração da
sociedade (ou seja, é um dever de todos), visando ao pleno desenvolvimento da pessoa,
ao seu preparo para o exercício da cidadania e à qualificação para o trabalho, sendo o
acesso ao ensino obrigatório e gratuito um direito público subjetivo e o não oferecimento
deste ensino obrigatório pelo Poder Público, ou a sua oferta irregular, importa
responsabilidade da autoridade competente.
 Lembrar que a CF prevê expressamente a educação básica obrigatória e gratuita dos
4 aos 17 anos e que seja assegurada sua oferta a todos que não tiveram acesso a ela em
idade própria.
 A educação infantil dos 0 aos 5 anos também é expressamente prevista na CF.
 Assim, é correto afirmar que a educação infantil (0 a 5 anos – creche e pré-escola); o
ensino fundamental (a partir dos 6 anos) e o ensino médio, devem ser ofertados pelo
poder público gratuitamente, por se tratar de direito público subjetivo.
 Percentual mínimo da receita de impostos deve ser destinado a educação
 União – pelo menos 18%
 Estados e Municípios - pelo menos 25%

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Direcionamento Analista MPSP 2018

 ATENÇÃO – Trata-se de percentual Mínimo! Pode ser estabelecido percentual


maior - Constituição Estadual de São Paulo, por exemplo, estabelece o percentual
de 30% e a Lei Orgânica do Município de São Paulo estabelece 31%.

 ENSINO RELIGIOSO – Lembrar que o STF decidiu, em 2017, que o ensino religioso pode
ser confessional, vinculado a uma religião específica, em razão da facultatividade das
referidas aulas.
 O Estado, observado o binômio Laicidade do Estado (art. 19, I) / Consagração da
Liberdade religiosa (art. 5º, VI) e o princípio da igualdade (art. 5º, caput), deverá atuar na
regulamentação do cumprimento do preceito constitucional previsto no art. 210, §1º,
autorizando na rede pública, em igualdade de condições, o oferecimento de ensino
confessional das diversas crenças, mediante requisitos formais e objetivos previamente
fixados pelo Ministério da Educação. Dessa maneira, será permitido aos alunos que
voluntariamente se matricularem o pleno exercício de seu direito subjetivo ao ensino
religioso como disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino
fundamental, ministrada de acordo com os princípios de sua confissão religiosa, por
integrantes da mesma, devidamente credenciados e, preferencialmente, sem qualquer
ônus para o Poder Público. STF. Plenário. ADI 4439/DF, rel. orig. Min. Roberto Barroso,
red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 27/9/2017 (Info 879).
 https://www.dizerodireito.com.br/2017/11/o-ensino-religioso-nas-escolas-
publicas.html

DESPORTO – Sempre importante recordar que o art. 217, §1º, prevê exceção ao princípio
da inafastabilidade da jurisdição, já que a Constituição exige o esgotamento da esfera
administrativa (Justiça Desportiva) para que o Poder Judiciário possa admitir ações
relativas às competições esportivas.

COMUNICAÇÃO SOCIAL – Importante saber de mais uma distinção trazida pela CF quanto
a brasileiros natos e naturalizados (Art. 222)

 Somente brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos podem

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Direcionamento Analista MPSP 2018

 Ter propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e


imagens, pertencendo-lhes, no mínimo, 70% do capital social e do capital votante.
 Exercer a gestão das atividades e estabelecer o conteúdo da programação
 Ter responsabilidade editorial e exercer atividades de seleção e direção da
programação veiculada.

MANDADO DE INJUNÇÃO - importante se recordar da legitimidade.

 Mandado de Injunção Individual - são legitimados para impetrar: as pessoas naturais


ou jurídicas que se afirmam titulares dos direitos, das liberdades constitucionais ou das
prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania
 Mandado de Injunção Coletivo – Os direitos, as liberdades e as prerrogativas
protegidos por mandado de injunção coletivo são os pertencentes, indistintamente, a
uma coletividade indeterminada de pessoas ou determinada por grupo, classe ou
categoria e não induz litispendência em relação aos individuais, mas os efeitos da coisa
julgada não beneficiarão o impetrante que não requerer a desistência da demanda
individual no prazo de 30 (trinta) dias a contar da ciência comprovada da impetração
coletiva. São legitimados para impetrar:
 Ministério Público, quando a tutela requerida for especialmente relevante para a
defesa da ordem jurídica, do regime democrático ou dos interesses sociais ou
individuais indisponíveis;
 Partido político com representação no Congresso Nacional, para assegurar o
exercício de direitos, liberdades e prerrogativas de seus integrantes ou relacionados
com a finalidade partidária;
 Organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em
funcionamento há pelo menos 1 (um) ano, para assegurar o exercício de direitos,
liberdades e prerrogativas em favor da totalidade ou de parte de seus membros ou
associados, na forma de seus estatutos e desde que pertinentes a suas finalidades,
dispensada, para tanto, autorização especial;

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Direcionamento Analista MPSP 2018

 Defensoria Pública, quando a tutela requerida for especialmente relevante para a


promoção dos direitos humanos e a defesa dos direitos individuais e coletivos dos
necessitados.
 A Lei adotou como regra a corrente concretista intermediária, ao determinar que,
reconhecido o estado de mora legislativa, será deferida a injunção para determinar prazo
razoável para a educação da norma regulamentadora E estabelecer as condições de
exercício do direito OU as condições para promover ação própria visando a exercê-lo,
caso a mora legislativa não seja suprida tempestivamente (art. 8º).
 A lei também prevê uma hipótese de aplicação da corrente concretista direta, pois,
caso o poder, órgão ou autoridade responsável não edite a norma regulamentadora
no prazo determinado, quando de outras impetrações será dispensada nova fixação
de prazo (entende-se que a mora legislativa já foi demonstrada e “cobrada” em
mandado injunção anterior, então não há porque conceder prazo suplementar para a
edição de norma com a mesma finalidade), podendo nesse caso a injunção ser
deferida para estabelecer as condições para o exercício do direito ou para a promoção
da medida judicial adequada (art. 8º, parágrafo único).

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA

DIREITO À EDUCAÇÃO
SÚMULA VINCULANTE 12/STF – A cobrança de taxa de matrícula nas universidades
públicas viola o disposto no art. 206, IV, da Constituição Federal.

SÚMULA 47/STF – Reitor de universidade não é livremente demissível pelo Presidente da


República durante o prazo de sua investidura.

SÚMULA 34/STJ – Compete à Justiça Estadual processar e julgar causa relativa à


mensalidade escolar, cobrada por estabelecimento particular de ensino.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

SÚMULA 643/ STF - O Ministério Público tem legitimidade para promover ação civil
pública cujo fundamento seja a ilegalidade de reajuste de mensalidades escolares.

SÚMULA 732/STF – É constitucional a cobrança da contribuição do salário-educação, seja


sob a Carta de 1969, seja sob a CF/1988 e no regime da Lei 9424/96.

MEIO AMBIENTE
SÚMULA 613/STJ – Não se admite a aplicação da teoria do fato consumado em tema de
Direito Ambiental. (Vale a leitura das explicações do DIZER O DIREITO) –
https://dizerodireitodotnet.files.wordpress.com/2018/07/sc3bamula-613-stj.pdf

ÍNDIOS
SÚMULA 650/STF – Os incisos I e XI do art. 20 da Constituição Federal não alcançam terras
de aldeamentos extintos, ainda que ocupadas por indígenas em passado remoto.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

DIA 60/60 – DIREITO ADMINISTRATIVO

♥*Parabéns por ter chegado até aqui! Você já é um(a) vencedor(a)!*♥

Leitura
• Lei Concessão Serviços Públicos - Lei 8987/95
• Lei 13460/17 - Direito dos Usuários de Serviços Públicos
• Realização de ao menos 20 questões objetivas sobre serviços públicos
• Todos os temas são importantes, mas atenção redobrada ao princípio da
continuidade do serviço público (art. 6º da Lei 8987/95, em especial o §3º) e as
possibilidades de extinção da concessão (arts. 35 a 39) e às novidades da Lei 13460/17.

LEMBRETES PONTUAIS (NÃO ESQUECER/ BOA CHANCE DE CAIR):

PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO – (Notas extraídas dos comentários


do DIZER O DIREITO ao Informativo 598/STJ

https://dizerodireitodotnet.files.wordpress.com/2017/05/info-598-stj2.pdf

• Os serviços públicos são considerados essenciais ou necessários à coletividade. Por


essa razão, eles não devem ser interrompidos. A isso chamamos de princípio da
continuidade dos serviços públicos.
• A Lei nº 8.987/95 dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de
serviços públicos. Em seu art. 6º, essa Lei afirma que a concessão ou permissão deverá
ser feita com a prestação de um serviço adequado.
• Serviço adequado é aquele prestado com regularidade, continuidade, eficiência,
segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das
tarifas (art. 6º, § 1º). Assim, para que o serviço público seja considerado adequado, ele
não poderá ter interrupções. Deverá ser prestado com continuidade.
• A própria Lei nº 8.987/95 prevê, contudo, situações excepcionais em que poderá
haver a interrupção do serviço público (art. 6º, § 3º). Assim, em regra, o serviço público
deverá ser prestado de forma contínua.

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Direcionamento Analista MPSP 2018

• Excepcionalmente, será possível a interrupção do serviço público nas seguintes


hipóteses (Lei n.º 8.987/95):
a) Em caso de emergência (mesmo sem aviso prévio);
b) Por razões de ordem técnica ou de segurança das instalações, desde que o
usuário seja previamente avisado.
c) Por causa de inadimplemento do usuário, desde que seja previamente avisado.
• A divulgação da suspensão no fornecimento de serviço de energia elétrica por meio
de emissoras de rádio, dias antes da interrupção, satisfaz a exigência de aviso prévio,
prevista no art. 6º, § 3º, da Lei nº 8.987/95. STJ. 1ª Turma. REsp 1.270.339-SC, Rel.
Min. Gurgel de Faria, julgado em 15/12/2016 (Info 598).

CONCESSÃO (grifos extraídos da Sinopse da Editora Juspodivm)

É a delegação negocial de uma prestação do serviço público. Com a concessão, o poder


público transfere a titularidade da prestação do serviço (e não a titularidade do serviço).
Tem como características comuns a todas as espécies de concessões:

• A delegação não pode ser feita a pessoas físicas, apenas para pessoas jurídicas;
• A formalização se faz por meio de contrato administrativo;
• A delegação, em regra, é precedida de licitação, na modalidade concorrência.
• A delegação se dá por prazo determinado.

ESPÉCIES DE CONCESSÕES DE SERVIÇO PÚBLICO

• SIMPLES - forma de delegação feita pelo poder concedente mediante licitação na


modalidade concorrência à pessoa jurídica ou ao consórcio de empresas que
demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo
determinado.
• PRECEDIDA DE EXECUÇÃO DE OBRA PÚBLICA – Tem as mesmas características da
simples, mas a prestação do serviço é precedida de obra pública, realizada pela

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Direcionamento Analista MPSP 2018

concessionária, cujo investimento será remunerado e amortizado através da


exploração do serviço ou da obra, por prazo determinado.
• PATROCINADA – É uma concessão comum que envolve, adicionalmente à tarifa
cobrada dos usuários, contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro
privado. Tem regramento específico (Lei 11079/04)
• ADMINISTRATIVA – Contrato de prestação de serviços de que a Administração
Pública seja a usuária direta ou indireta, ainda que envolva execução de obra ou
fornecimento e instalação de bens. Tem regramento específico (Lei 11079/04)

EXTINÇÃO DA CONCESSÃO

• ADVENTO DO TERMO CONTRATUAL – Fim do prazo estabelecido na concessão.


• ENCAMPAÇÃO – Retomada do serviço pelo poder concedente durante o prazo, por
motivo de interesse público, mediante lei autorizativa específica e após prévio
pagamento da indenização. Trata-se de uma forma de rescisão unilateral pela
Administração.
• CADUCIDADE – Ruína do contrato de concessão, decorrente da grave inexecução
total ou parcial do contrato por parte do concessionário. A declaração da caducidade
se dá por decreto do poder concedente, independentemente de indenização prévia e
deverá ser precedida da verificação da inadimplência da concessionária em processo
administrativo, assegurado o direito de ampla defesa. Trata-se de forma de rescisão
unilateral pela Administração
• ANULAÇÃO – Decorre da existência de ilegalidade que vicie a concessão e imponha
a extinção do contrato.
• FALÊNCIA OU EXTINÇÃO DA EMPRESA CONCESSIONÁRIA E FALECIMENTO OU
INCAPACIDADE DO TITULAR, NO CASO DE EMPRESA INDIVIDUAL – Fatos jurídicos
prejudicam a continuidade da contratação.
• RESCISÃO JUDICIAL – O concessionário não possui mais interesse na manutenção
do contrato, mesmo que por descumprimento de suas cláusulas pela Administração,
ele deve rescindir pela via judicial.
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Direcionamento Analista MPSP 2018

• RESCISÃO AMIGÁVEL – Decorre de acordo entre as partes.

LEI 13460/2017 – pela objetividade e pertinência dos comentários, recomendamos a


leitura do artigo no DIZER O DIREITO - https://www.dizerodireito.com.br/2017/06/lei-
134602017-trata-sobre-os-direitos.html

SÚMULAS IMPORTANTES APLICÁVEIS À MATÉRIA DO DIA


SÚMULA VINCULANTE 19/STF – A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços
públicos e coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes
de imóveis, não viola o artigo 145, II, da Constituição Federal.

SÚMULA VINCULANTE 27/STF – Compete à justiça estadual julgar causas entre


consumidor e concessionária de serviço público de telefonia, quando a Anatel não seja
litisconsorte passiva necessária, assistente, nem opoente.

SÚMULA 545/STF – Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas,
diferentemente daqueles, são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia
autorização orçamentária, em relação à lei que as instituiu.

SÚMULA 670/STF – O serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante
taxa.

SÚMULA 407/STJ – É legítima a cobrança da tarifa de água fixada de acordo com as


categorias de usuários e as faixas de consumo.

SÚMULA 356/STJ – É legítima a cobrança de tarifa básica pelo uso dos serviços de
telefonia fixa.

SÚMULA 601-STJ: O Ministério Público tem legitimidade ativa para atuar na defesa de
direitos difusos, coletivos e individuais homogêneos dos consumidores, ainda que
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Direcionamento Analista MPSP 2018

decorrentes da prestação de serviço público. (pela importância desta súmula ao certame,


recomendamos a leitura dos comentários no site DIZER O DIREITO -
https://www.dizerodireito.com.br/2018/02/sumula-601-do-stj-comentada.html )

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DIRETRIZES DE REVISÃO

Se você iniciou o nosso direcionamento de 60 dias em 23/07, data em que iniciamos os


envios, e não perdeu nenhum dia, você finalizou a programação em 20/09, restando 9
dias para revisão até a prova. Pensando nisso, traçamos as seguintes diretrizes de revisão.

• Se você conseguir encaixar nesses dias finais, releia TODOS os lembretes pontuais,
dos 60 dias. Considere-os a sua revisão principal. Caso não tenha tempo hábil para
reler todos, releia ao menos os das matérias de maior peso (Penal, Processo Penal e
Difusos).
• Existindo os 9 dias remanescentes como previsto, revisite a lei seca, na
integralidade, relativas aos seguintes dias de direcionamento, nesta ordem:
1. DIA 04 – Civil Parte Geral
2. DIA 07 – ECA até o art. 130.
3. DIA 13 – Processo Penal – IP, Ação Penal e Competência.
4. DIA 17 – Código de Defesa do Consumidor
5. DIA 36 – Processo Penal – Cautelares e Prisão
6. DIA 03 – Direitos e Garantias Fundamentais.
7. DIA 01 – Penal Parte Geral.
8. Um dia para os seguintes tópicos avulsos
▪ Art. 225 CF (foi visto no dia 27)
▪ Lei 12.850/13 – Organização Criminosa (foi visto no dia 29)
▪ Lei 10.216/01 – Internação Compulsória (foi visto no dia 9)
• O último dia deixaremos “livre” para quem queira assistir revisão de véspera de
algum cursinho ou mesmo descansar!

Lembrem-se que vocês fizeram a parte de vocês e estudaram para fazer uma boa prova.
É só ir lá, se concentrar e tentar acertar metade das questões para vencer a VUNESP!
Mantenham a calma! Tudo vai dar certo!
Um beijo da Foca e da Foco!
Nos vemos na preparação para a segunda etapa! ♥
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