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Terceira Coletânea com apenas questões de Direito pertinentes para PCF

1 – Ministério Público de Roraima – Promotor de Justiça Substituto - 2008

Correto
É o que preceitua o Artigo 4º da Lei da Improbidade Administrativa. Além destes princípios, a EC19
adicionou o princípio da eficiência na CF/88.

Correto
Artigo 5º da Lei 8429/92.

Correto
Artigo 8º da Lei 8429/92.

Correto
Artigo 17, §4º da Lei da Improbidade Administrativa.

Correto
Artigo 20, caput da Lei 8429/92.
Correto
São instrumentos instauradores do processo de reexame interno de ato, decisão ou
comportamento da entidade administrativa. Com esse fim específico, temos petições de recurso,
de representação e de pedido de reconsideração, por exemplo.

Correto
Embora anteriormente a CF/88 a doutrina e a jurisprudência já sinalizassem para ampliar o
conceito de ampla defesa para os processos administrativos, a CF/88 afirmou-o claramente no
Artigo 5º, LV: “aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são
assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes”.

Errado
Tendo em vista a presunção de legalidade e a auto-executoriedade não pode predominar tal regra,
pois por ela a Administração se veria obrigada a aguardar o trâmite recursal para poder levar o ato
adiante, enquanto a base de tais princípios indica justamente o contrário.

Correto
Artigo 50, §2º da CF/88.
Errado
As CPIs podem ser criadas em conjunto ou separadamente – Art. 58, §3º.

Errado
A teoria aceita é a da acessoriedade limitada, pela qual basta que o fato seja típico e ilícito,
conforme citado. Pela hiperacessoriedade é necessário que o fato seja típico, ilícito, culpável e
punível.

Correto
A conivência ocorre quando na participação por omissão inexistia o dever de agir. Não se pune a
conivência. Segundo o Art. 13, §2º do CP a participação por omissão é penalmente relevante
quando o agente tenha por lei a obrigação de cuidado, proteção e vigilância; assumiu a
responsabilidade de impedir o resultado ou criou o risco da ocorrência do resultado.

Correto
Ocorre co-autoria sucessiva quando um agente toma parte no desenvolvimento de um fato
criminoso já em progresso. Por exemplo: João está agredindo Ana e Roberto ao chegar até o local
passa a ajudar João, espancando os dois a Ana. Neste caso, como o fato criminoso já estava
acontecendo quando Roberto tomou parte, trata-se de co-autoria sucessiva.
Correto
Artigo 312 do CP: “Peculato - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer
outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em
proveito próprio ou alheio”.

Correto
O delegado de polícia tem a obrigação legal de impedir o crime e portanto neste caso pratica crime
de tortura por omissão.
Correto
As CPIs tem poder investigatório e dentro deste quebra de sigilo bancário, fiscal e de dados. As
CPIs não tem contudo poder de decretar interceptações telefônicas, para as quais existe reserva
jurisdicional.

Correto
Tendo em vista que é ilícita toda prova colhida mediante infringência de normas de direito material
e processual as violações ao nemo tenetur se detegere conduzem a ilicitude da prova colhida sem
sua observância. Desta forma, a falta de advertência ao acusado quanto ao seu direito ao silêncio,
a falta de informação ao acusado de que o exercício desse direito não pode gerar conseqüências
negativas para sua defesa, a utilização de lie detector, tortura, e outras práticas que visem à
colaboração do acusado, de maneira coercitiva, para auto-incriminar-se, conduzirão à ilicitude da
prova. Se o acusado é coagido para reconstituir os fatos criminosos, se se submete ao exame de
sangue para coleta de DNA sob coação etc, essas provas deverão ser consideradas ilícitas e não
poderão servir de elemento para formação do convencimento do juiz. O princípio do nemo tenetur
se detegere também será violado se no momento em que o acusado estiver prestando depoimento
ou sendo interrogado forem utilizadas técnicas capciosas para se extrair dele a confissão
2 – Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – Vários Cargos - 2008

Errado
Nem todos atos administrativos precisam ser publicados no Diário Oficial. A espécie ato
administrativo é muito ampla, incluindo até ordem verbais e através de sinais convencionais. Não
seria viável que tudo precisasse ser publicado.

Correto
Embora haja a discricionariedade na revogação, esta precisa ser motivada.

Correto
Autarquias pertencem a administração indireta, enquanto ministérios pertencem a administração
direta.

Errado
O prazo para tomar posse após nomeação é de 30 dias, mas a nomeação não é anulada, apenas
tornada sem efeito.
3 – Ministério da Saúde – Agente Administrativo - 2008

Correto
Como a competência é definida por lei, ela não pode ser derrogada. O exercício da competência
pode ser delegado em alguns casos.

Correto
Trata-se de desvio de finalidade, portanto ilegal. A remoção é feita por ofício, no interesse da
Administração (Lei 8112/90, Artigo 35, I), mas este interesse não pode ser o de punição, que deve
ser feita por meio de processo administrativo, com direito a defesa e contraditório.

Errado
A afirmação é correta, até a parte onde consta “utilizando normas de direito privado no âmbito do
direito público”, que está invertida. O correto seria norma de direito público no direito privado.

Correto
Isto está de acordo com o Artigo 12 da Lei 9784/99.
Errado
O provimento é efetivo neste caso. Cargo vitalício é aquele próprio de alguns cargos, como
magistrados e conselheiros de Tribunais.

Errado
Será exonerado. Demissão no âmbito do serviço público é usada para desligamento com caráter
punitivo, após processo concluído, que não é o caso.

4 – Ordem dos Advogados do Brasil – Exame de Ordem 135 - 2008

Letra B
A está incorreta – não é “investida em função” e sim em “cargo”. B traz a informação correta (Artigo
3º da Lei 8112/90). C é incorreta, pois não é possível a criação de cargos por decreto. D também é
incorreta, pois é vedado o serviço gratuito, salvo casos previstos em Lei (Lei 8112/90, Artigo 4º).
Letra B
A está incorreta, pois existe sim a possibilidade de isenção de taxas, que na prática geralmente
ocorre para os comprovadamente pobres. B está correta (CF/88, Artigo 37,III) . C está errada – o
correto é a publicação no DOU e divulgação por meio eletrônico (Portaria 450 do MPOG, Artigo 8º).
Já D está errada também (CF/88, Artigo 37, IV).

Letra D
Não há qualquer excludente de ilicitude, pois para que se caracterize o estrito cumprimento de
dever legal e o exercício regular de direito é necessário o aspecto subjetivo, que aqui não está
presente. É exigido que o agente tenha conhecimento de que está agindo de acordo com o exigido
pela Lei, ou se configura ato ilícito.
Letra C
A está errada – o seqüestro é delito comissivo e não omissivo. B é também incorreta – omissão de
socorro é um típico caso de crime omissivo próprio (que, ao contrário dos crimes omissivos
impróprios, se caracteriza como crime pela mera ação omissiva, sem necessidade de resultado
decorrente desta ação). C está correta – apropriação de coisa achada envolve encontrar algo de
terceiro e desta coisa se apropriar (conduta comissiva), deixando de entregar ao proprietário
(conduta omissiva). D está incorreta, pois a apropriação indébita previdenciária é uma conduta
caracteristicamente omissiva (deixar de repassar).

Letra B
A é incorreta – não se trata de tipo penal aberto, que são aqueles em que a conduta penal não é
descrita exigindo juízo de valoração (ex: crimes culposos). B é correta, pois o tipo penal composto
é aquele formado da reunião de 2 ou mais tipos penais – o que ocorre aqui, pois diversos tipos
foram reunidos no crime de contravenção penal (adquirir, guardar, transportar produtos proibidos,
etc.). C é incorreta, pois não existe tal classificação. D é também errada, pois não se trata de crime
derivado, como o homicídio privilegiado, onde as circunstâncias envolvidas no crime interferem na
esfera de aplicação da pena.
Letra C
A conduta é tipificada no Artigo 325, §1º, I do CP, sendo violação de sigilo funcional. O fato de
Ernesto estar aposentado não importa, pois ele utilizou-se da função que exercia anteriormente.

Letra C
A é errada, pois cabe recurso para o chefe de Polícia (CPP, Art. 5º, §2º). B , semelhantemente, é
incorreta – só se reabre com novas provas. C é correta (CPP, Art. 5º, II e 27). D é também errada –
a retratação só pode ser feita até o oferecimento da denúncia e não até a sentença.
Letra A
A é correta – a prova presta-se a apuração da verdade, não apenas para o interesse de quem a
apresentou. O erro em B está em afirmar que o juiz precisa persuadir as partes e a comunidade,
pois, ele deve apenas mostrar como, baseado nas provas, decidiu daquela maneira. C é incorreta,
pois o júri decide baseado na convicção pessoal, sem precisar fundamentar a decisão em
nenhuma prova (apenas não pode ir contra as provas). D é incorreta – o juiz pode sim decidir
contra o laudo pericial, cabendo então fundamentar o porque da decisão.

Letra B
A é incorreta, pois neste caso há apenas dolo. B é correta, pois pela história descrita a vendedora
não foi preconceituosa, e Latifa provavelmente não estava trajada como uma pessoa pobre, mas
sim de acordo com sua religião, logo se fala em preconceito (Lei 7716/89, Art. 5º). C é também
incorreta, pois não há responsabilidade objetiva da gerente. D é incorreta – o crime de preconceito
contra religião é imprescritível.
5 – Ordem dos Advogados do Brasil – Exame de Ordem 136 - 2008

Letra A
A é correta (Lei 8112/90 – Art. 143). B é incorreta – embora agir de forma desidiosa não seja
motivo para advertência escrita (Lei 8112/90 – Artigo 129, cf. Artigo 117, XV) mesmo assim a
advertência deve ser registrada no assentamento funcional. C é incorreta – a indiciação é uma
etapa do PAD envolvida na etapa de investigação, que não se confunde com o registro da punição.
Em D o erro está no prazo, que é de 180 dias e não 120 (Artigo 142, III).

Letra C
A contribuição para previdência social é uma imposição legal, pois o servidor não opta por
contribuir ou não, mas a determinação da contribuição é imposta por lei. Os demais casos não são
descontos realizados por imposição legal.
Letra B
A é errada – para que o ato revogatório seja válido é preciso que a competência tenha sido
estabelecida em Lei. É preciso também que o ato não tenha se exaurido, pois não faz sentido
revogar um ato que não mais tem efeito – eis o erro em D. Já C é incorreta, pois o exercício da
revogação não é decorrência do princípio da publicidade, mas sim da discricionariedade do
administrador, em defesa do interesse público. Somente a própria administração tem a prerrogativa
da revogação de seus atos.

Letra A
Trata-se de responsabilidade subjetiva do Estado. O Estado é responsabilizado, pois embora não
tenha sido responsável direto pelo crime, foi omisso em não fazer a regressão de regime prisional,
uma vez que o preso era costumaz em suas fugas e desobediências no estabelecimento prisional.
Letra C
A situação em A é claramente de nepostismo e caracteriza sim ofensa a moralidade. B também é
incorreta – se o benefício é ilegal, pelo princípio da legalidade, ele deve ser eliminado e não
estendido a outros. C é correta – tal restrição feriria o princípio da impessoalidade. D também é
incorreta, pois o princípio da razoabilidade não deve suplantar a legalidade.

Letra D
A é incorreta – a ordem de classificação deve ser rigorosamente seguida e caso candidato em pior
classificação seja nomeado o que está melhor classificado tem direito a nomeação . B é também
incorreta, pois após a nomeação o candidato tem direito à posse. C é também errada, pois não
deve impedir a participação no concurso, muito menos sem motivação. D é correta – conforme
Artigo 10 da Lei 8112/90: “A nomeação para cargo de carreira ou cargo isolado de provimento
efetivo depende de prévia habilitação em concurso público de provas ou de provas e títulos,
obedecidos a ordem de classificação e o prazo de sua validade”.
Letra D
Segundo a doutrina os elementos ou requisitos do ato administrativo são competência, finalidade,
forma, motivo e objeto. Competência, finalidade e forma são sempre vinculadas e os demais
podem ser discricionários.

Letra A
A não está contida no dispositivo constitucional: “Os atos de improbidade administrativa importarão
a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o
ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível”
(Artigo 37, §4º).

Letra D
Esta questão era uma pegadinha com as definições de diversos crimes no CP, mas com a
conceituação dada se encaixa na situação de crime contra a ordem tributária.
Letra A
A traz uma definição correta. Assim, no caso do homicídio o tipo básico é matar alguém, mas
existem diversos tipos qualificados, como homicídio cometido por motivo fútil. B é incorreta. Crime
material é aquele para o qual são previstos uma conduta e um resultado necessário desta, para a
consumação do crime. No delito de ameaça apenas a conduta já é suficiente, logo o crime é de
mera conduta. Os crimes, como os de rixa e quadrilha, são plurissubjetivos por exigirem mais de
um agente para serem executados. Já o infanticídio não é um crime comum quanto ao sujeito
passivo, pois só pode ser praticado contra crianças.

Letra D
A é errada – para ser correta deveria constar “reserva legal” no lugar de “intranscendência da
pena”. B é incorreta, pois a lei pode retroagir para beneficiar o acusado (CF/88, Artigo 5º, XL). Em
C o erro está em afirmar que pode-se ultrapassar o patrimônio transferido. D é correta com a
doutrina e com a CF/88.
Letra B
Definindo: concurso material – quando o agente através de mais de uma ação ou omissão pratica
dois ou mais crimes (ex: emprego irregular de verbas públicas em concurso material com formação
de quadrilha); concurso formal – quando o agente através de uma ação pratica dois ou mais
crimes; crime continuado – quando através de mais de uma ação o agente pratica dois ou mais
crimes da mesma espécie, sendo que os crimes são vistos como continuação uns dos outros (ex:
empregada que a cada dia leva uma quantia em dinheiro ou objeto da casa da patroa); crime
habitual – aquele onde os atos individuais se somam para formar um tipo criminal (exemplo:
curandeirismo). Pelas definições vemos que o caso em questão se trata de concurso formal, pois
com uma única ação foram cometidos dois crimes.

Letra B
A embriaguez só exclui a imputabilidade no caso de embriaguez provocada por caso fortuito ou
força maior, não sendo nos demais casos excludente. B é correta, reproduzindo o que está contido
no Artigo 67 do CP. O erro sobre elemento constitutivo do crime exclui o dolo, mas permite a
punição por crime culposo. Em caso de coação irresistível só é punido o autor da coação ou ordem
(Artigo 22 do CP).
Letra C
A é incorreta, pois faz o acréscimo de “efeitos civis” ao Artigo 2º do CP. B é incorreta, pois o lugar
onde deveria produzir-se o resultado também é considerado. C é correta – Artigo 3º do CP. D é
incorreta - o crime é considerado praticado no momento da ação ou omissão, ainda que seja outro
o momento da produção do resultado (Artigo 4º, CP).

Letra C
Trata-se de falsidade ideológica (Artigo 299, CP).
Letra A
A está correta – Artigo 184 do CPP. B é incorreta, pois o Artigo 167 do CPP afirma o contrário. C é
incorreta, conforme Artigo 182 do CPP: “ O juiz não ficará adstrito ao laudo, podendo aceitá-lo ou
rejeitá-lo, no todo ou em parte”. D é incorreta, pois quando a infração deixar vestígios o exame de
corpo de delito será indispensável (Artigo 158 do CPP).