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UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS

PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO, CULTURA E ASSUNTOS COMUNITÁRIOS


CÂMPUS DE PORTO NACIONAL
PROGRAMA DE ACESSO DEMOCRÁTICO À UNIVERSIDADE | PADU
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HISTÓRIA GERAL (B) ex-vereadora Helena Greco foi considerada como a


Material Complementar #01 – Noções Gerais de melhor imagem da memória produzida durante a
Ditadura Civil-Militar.
Historiografia
(C) sociedade compreendeu que a memória de valores
democráticos deve se sobrepor à memória oficial da
QUESTÃO 05 - (UDESC, 2018 - ADAPTADA | CH H14) Ditadura Civil-Militar.
É prática comum nos programas escolares a (D) ex-presidente Castelo Branco foi condenado pela
delimitação de datas que marcam o início e, muitas Comissão da Verdade como um dos responsáveis pelos
vezes, o fim de processos históricos. No caso da História crimes cometidos durante a Ditadura Civil-Militar.
do Brasil, o ano de 1500 recebe bastante atenção.
A respeito do ano de 1500 como início oficial da
História do Brasil, assinale a assertiva correta. QUESTÃO 07 - (UECE, 2017 - ADAPTADA | CH H14)
(A) A definição de datas como marcos históricos não Os marcos utilizados pela História que delimitam
tem implicações políticas, já que o poder político não se o início e o fim de períodos históricos reúnem
apropria de marcos históricos. características que determinaram rupturas significativas
em relação a uma fase precedente. Neste sentido, pode-
(B) Ao definir o ano de 1500 como marco inicial para a se dizer que:
História do Brasil, corre-se o risco de desconsiderar a
importância da história, as características e os costumes (A) A chamada Pré-História corresponde ao período da
dos vários grupos indígenas que já habitavam o descoberta da América.
território, que seria posteriormente conhecido como
(B) A chamada Idade Antiga tem como marco inicial a
Brasil.
queda do Império Romano.
(C) A definição do ano de 1500, como marco para o
(C) A Idade Média é marcada pela invenção da escrita.
início oficial da História do Brasil, foi resultado de uma
série de demandas populares que reivindicavam a (D) A Idade Moderna inicia-se tradicionalmente com a
possibilidade de opinar a respeito da oficialização da Revolução Francesa de 1789.
História Nacional.
(E) A chamada Idade Contemporânea tem início aos fins
(D) Durante muito tempo não se soube a data precisa da do século XIX.
chegada dos portugueses ao Brasil e depois da
descoberta houve a necessidade de incorporar a
questão nos programas escolares. QUESTÃO 08 - (UPE, 2016 | CH H1)
A destruição, que alguns grupos radicais
islâmicos vêm fazendo nas últimas décadas, parece
QUESTÃO 06 - (CFTMG, 2018 | CH H21)
fazer parte de uma estratégia de anulação da memória
O antigo Elevado Castelo Branco, uma das coletiva, como se, ao fazerem isso, estivessem a
principais construções viárias da região central de Belo consolidar essa ideia peregrina de que são os
Horizonte, sem nome há mais de um ano, enfim vai ser escolhidos que foram para uma missão
rebatizado. Ganhará o nome de uma militante na luta verdadeiramente civilizadora, pretendendo apagar o
contra a ditadura. Às vésperas do aniversário de 50 anos passado, primeiro instrumento que nos faculta aceder à
do golpe militar, os vereadores aprovaram a proposta capacidade crítica. E esse é o medo dessa gente: que
que muda o nome do viaduto para Dona Helena Greco, aqueles que são dominados olhem para as estátuas
primeira vereadora eleita na capital mineira. agora quebradas dessas salas de memória e
MACIEL, Alice. Viaduto que homenageava ditador ganhará nome de uma questionem a legitimidade de quem os pretende
militante na luta contra a ditadura. Estado de Minas, Belo Horizonte, 26 dominar.
mar. 2014. Disponível em:
<http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2014/03/26/interna_politica,511 PINTO, Paulo Mendes. O Direito à Memória, ou quando do alto destas
900/viaduto-que-homenageava-ditador-ganhara-nome-de-uma-militante- pirâmides, 40 séculos de História nos contemplam! Lisboa: O Público,
na-luta-contra-a-ditadura.shtml>. Acesso em: 10 set. 2017. 2015. (Adaptado)

A mudança no nome dessa importante via de Belo Dessa forma, é CORRETO afirmar que a destruição
Horizonte, ocorrida no ano de 2014, justifica-se na de ruínas antigas
medida em que o(a) (A) é uma obrigação religiosa islâmica, e os grupos
(A) povo brasileiro reconheceu avanços democráticos radicais apenas cumprem com seus deveres de fé.
ainda vinculados à história oficial da Ditadura Civil- (B) não representa nenhuma ameaça à nossa
Militar. compreensão de História. São apenas pedras.
PADU/UFT-Porto Nacional | HISTÓRIA GERAL | Prof. Matheus Falcão 1
(C) é uma obrigação civilizatória na qual os grupos QUESTÃO 10 - (UPE, 2016 | CH H14)
radicais se empenham.
“A incompreensão do presente nasce fatalmente da
(D) mostra como a Antiguidade permanece presente na ignorância do passado. Mas talvez não seja menos vão
construção de nossa memória coletiva. esgotar-se em compreender o passado se nada se sabe
do presente.”
(E) é um objeto de preocupação apenas para os
cidadãos dos países onde os atentados estão Marc Bloch. Apologia da História ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar, 2001, p. 65.
ocorrendo.
Assinale a alternativa que contém a definição de
história mais coerente com a citação do historiador Marc
QUESTÃO 09 - (UPE, 2016 | CH H1) Bloch.
(A) A História é a ciência que resgata o passado para
explicar o presente e fazer previsões sobre o futuro.
(B) A História é uma ciência que visa promover o
entretenimento dos expectadores do presente e um
conhecimento inútil sobre o passado.
(C) A História é, tal como a literatura, uma narrativa
sobre o passado determinada pela imaginação do
historiador.
(D) A História é a ciência que se refugia no passado para
não compreender as questões do presente.
(E) A História é uma ciência que formula questões sobre
o passado a partir de inquietações e experiências
vividas no presente.
Um líder jihadista egípcio convocou a população
muçulmana para destruir a Esfinge e as Pirâmides de
QUESTÃO 11 - (UERN, 2012 - ADAPTADA | CH H4)
Gizé, informa o site árabe Al Arabiya. Murgan Salem al-
Gohary, que afirma ter ligações com o Talibã, pediu que Leia o texto a seguir.
os egípcios repetissem o que foi feito no Afeganistão,
O que e História?
quando estátuas de Buda foram removidas após a
chegada dos fundamentalistas ao poder. “A destruição
E quem garante que a História
da memória, da História, do passado é algo terrível para
É a carroça abandonada
uma sociedade”.
Numa beira da estrada
A destruição de patrimônios históricos da Ou numa estação inglória
Humanidade, como as estátuas de Buda no
Afeganistão, e a ameaça à Esfinge de Gizé e às A História é um carro alegre
Pirâmides não se restringem aos conflitos político- Cheio de um povo contente
religiosos que assolam o Oriente Médio há séculos, mas Que atropela indiferente
fazem parte de um processo maior de reconfiguração da Todo aquele que a negue
Memória e da História da sociedade.
É um trem riscando trilhos
O processo acima descrito está diretamente
Abrindo novos espaços
relacionado ao (à)
Acenando muitos braços
(A) uso da Memória e da História como campo de Balançando nossos filhos [...]
disputa e de construção de identidades coletivas.
(Canción por la unidad de Latino América. Pablo Milanes e Chico Buarque)
(B) tentativa de uso da Memória e da História como
estratégias para reforçar identidades coletivas Baseado no fragmento e na ação dos sujeitos
passadas. históricos, analise a proposição correta.

(C) destruição dos bens culturais construídos ao longo (A) Os autores remetem a uma reflexão sobre o papel e
da dominação imperialista sobre a região do Oriente a função da História na sociedade, questionando a sua
Médio. importância

(D) ataque aos Patrimônios Culturais como forma de (B) A História é feita pelos sujeitos históricos que são
destruição de símbolos ocidentais que representam o indivíduos, grupos ou classes sociais participantes dos
domínio estrangeiro. acontecimentos históricos de repercussão coletiva e/ou
imersos em situações cotidianas na luta por
(E) projeto de diluição das fronteiras culturais por meio transformações ou permanências.
da tentativa de imposição de uma única memória
coletiva aos demais povos do Oriente Médio. (C) Os autores, no fragmento, passam a ideia de uma
História pronta e acabada, inerte à realidade.
(D) Os autores alertam sobre o perigo da História,
através da metáfora de a mesma ser um carro que
atropela aqueles que a negam.
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